Posts Tagged ‘Jason Schwartzman’

O “recall” de Parks And Recreation

Maio 23, 2013

Parks-and-Recreation-Season-5-POSTER1

Essa foi uma temporada difícil para Parks And Recreation. Bem difícil na verdade. Por isso, não consigo imaginar uma melhor forma de encerrar a temporada a não ser convocando um “recall” que foi exatamente o que eles fizeram (no caso, com a candidatura da Leslie) durante a season finale e que talvez tenha sido a forma mais honesta de encerrar essa que não foi a melhor temporada da série. Dá para pedir um recall da temporada inteira, NBC? (ando com uma bronca da NBCecê…)

Além de não ter sido tão bacana assim, Parks & Rec também acabou recebendo aquele tratamento desrespeitoso da NBC (que não foi a única que andou fazendo isso, que fique bem claro), disponibilizando por boa parte da temporada o número de 2 episódios semanais, algo que em outras épocas a gente até poderia considerar como um presente e agradecer talvez, mas que nesse caso acabou pesando um pouco demais levando em conta o atual estado da série e por isso a experiência de doses duplas da série não foi nada bacana nesse momento (além de soar como se eles estivessem apenas querendo se livrar das temporadas o mais rápido possível). Mas tudo bem, Amy Poehler é do tipo que tem crédito com a gente, por isso a perdoamos e continuamos ao seu lado na cidade de Pawnee. (o mesmo vale para a Tina Fey, a Lena Dunham e a Mindy Kaling)

E toda a genialidade da temporada anterior, com a campanha da Leslie em busca de ser eleita, acabou ficando de lado uma vez que esse seu sonho já havia se realizado e Leslie finalmente havia chegado onde ela sempre sonhou estar. E não, nós não estamos falando da cadeira de presidente dos USA. Ainda não, pelo menos por enquanto, mas até uma cameo do vice presidente a série conseguiu garantir durante essa nova temporada, algo que podemos dizer que realmente não é para qualquer uma.

Mas uma vez que agora a personagem acreditava estar com o poder nas mãos, Leslie acabou se vendo de mãos atadas em relação a toda burocracia da política local (e não só local, como nós bem sabemos), conseguindo desenvolver bem pouco de tudo aquilo que ela um dia sonhou em fazer pela sua cidade e isso querendo ou não, acabou sendo muito frustante. Embora esse seja um plot extremamente realista, pensando em alguém que segue esse tipo de carreira política, Parks And Recreation acabou pecando nesse sentido, porque uma vez que agora Leslie se encontrava em uma posição com mais possibilidades, pouco ela acabou fazendo nesse sentido, quase como se esse plot político da personagem tivesse ficado mais de lado durante essa Season 5 (uma vez que o sonho já havia se realizado…), para desenvolver algumas outras situações que eles consideravam mais importante naquele momento, não só para ela como também para os demais personagens da série.

Sem contar que Leslie e o Ben funcionam perfeitamente como dupla/casal e quando separados pelo trabalho, em locais diferentes, embora seja uma foufura ver o casal cometendo algumas loucuras em nome da saudade (AMO a Leslie apaixonada pela retaguarda do boy magia. AMO!), chega a parecer um desperdício grandioso esse tipo de distância entre os dois, algo que poderia muito bem ser resolvido se o Ben tivesse um trabalho local, mesmo que não na prefeitura (como no começo), algo que eles até que demoraram um pouco para consertar no início da temporada, mas logo resolveram acertar para não perder mais tempo com algo que quando mais perto, sempre funcionou tão bem. (isso sem contar também que com o Ben longe, a April acabou sendo levada junto com ele e ela nós queremos ao lado do Andy + Ron, para sempre!)

Parks and Recreation - Season 5

E a questão do tempo foi outro fator importante para a história e a sensação que tivemos em um determinado ponto dessa Season 5 foi a de que eles acabaram correndo um pouco demais com as histórias de cada um dos personagens, muito provavelmente para que eles pudessem chegar mais próximos de suas resoluções pessoais, caso o futuro da série não fosse dos mais felizes, algo que ainda permanecia incerto e devido a instabilidade da NBC em relação a suas comédias,  acabou sendo um detalhe que certamente perseguiu Parks como uma possível ameaça até a chegada dos upfronts. Andy na polícia, Andy fora da polícia, Jerry finalmente se aposentando (excelente!), Annie querendo desesperadamente um filho (toda vez que eu vejo a Ann e o Chris totalmente sem nenhuma função dentro da série a não ser a de nos causar um sono profundo, imagino se não seria a hora de Parks experimentar plots mais dramáticos envolvendo mortes repentinas, quem sabe? rs), nem que para isso tivesse que recorrer a algo mais independente (e óbvio, e preguiça…), Tom conseguindo fazer sucesso com sua nova empresa que aluga suas próprias roupas de grife a preço de banana para os adolescentes da região (por conta do seu pouco tamanho, rs), Ben e Leslie resolvendo se casar rapidamente. Tudo isso foi meio que resolvido as pressas, quase como se eles estivessem sentindo que o fim se aproximava para a história desses personagens. Mas se a sensação foi a de que eles aceleraram para ganhar tempo no começo, mais ou menos da metade da temporada para o final, ficamos com a sensação de que eles chegaram cedo demais e por isso talvez fosse a hora de desacelerar e consequentemente, acabaram nos entregando uma sequência de episódios de dar sono.

Apesar dessa pressa, em algumas dessas resoluções encontramos os melhores episódios da temporada, como aquele com o Halloween, em que eles acabaram causando um infarto no Jerry (e #TEMCOMONAOAMAR a família inexplicável de mulheres maravileeeandras do Jerry?), que foi onde essa Season 5 realmente começou a engrenar, ainda mais porque esse episódio além de divertidíssimo, contou também com o pedido de casamento do Ben para a Leslie, um momento que todos nós estávamos esperando faz tempo (♥). E por conta do noivado, acabamos conhecendo também os pais do Ben (e o pai dele era ninguém menos do que o Mike de Breaking Bad, howbadassisthat?), eles que não se davam muito bem por conta de um divórcio mal resolvido no passado, que foi um outro momento bem especial para a série.

E se as coisas estavam se acertando para o casal principal da série (e o único que importa além da April e do Andy, sorry para os demais, mas é verdade…), Ron também acabou ganhando uma nova candidata a Senhora Swanson, ela que de quebra chegou com duas filhas adoráveis, que transformaram o Ron em princesa e só por esse motivo já devemos o nosso respeito à elas. Ron que além de ter encarado novamente a sua ex, Thammy, no momento em que ele estava sendo homenageado, encerrou a temporada com a possibilidade de ser tornar pai, algo que acabou pegando todo mundo de surpresa. E não pai de uma criança qualquer, porque a atriz que interpreta sua nova pretendente foi ninguém menos do que Xena na TV (Lucy Lawless) e por isso ela também merece todo o nosso respeito. (We ♥ Xena)

Pensando bem, essa foi a temporada casamenteira de Parks and Recreation e sobraram plots do tipo para todos (mais um motivo para a gente acreditar que eles estavam realmente considerando essa como uma última temporada para a série). Tom acabou descolando a irmã do Jean-Ralphio (impressionante como ela parecia com o irmão, não? E era tão ótima quanto #HELLYEAH) para infernizar a sua vida e para a Ann sobrou mesmo o plot  da procura pelo pai perfeito para o seu filho, que desde o começo estava mais do que na cara que seria o Chris (fico tão constrangido com o Rob Lowe nesse papel, que seria perfeitamente perfeito se ele estivesse em New Girl, por exemplo), como estava também na cara que só de lembrar dessa história já sentimos uma estado de coma induzido batendo lá no fundo. ZzZZ

Outro momento super aguardado e que acabou acontecendo meio que de surpresa, ainda no meio da temporada (mais um prova de que eles estavam tentando correr com tudo), foi o casamento da Leslie e do Ben, que acabou acontecendo antecipadamente, bem antes do que a gente imaginou que aconteceria (ainda mais sendo a Leslie quem é em relação a qualquer coisa na sua vida) e que não poderia ter sido mais foufo também. E estava bem na cara que o grande casamento não daria certo para aqueles dois e a recepção perfeita acabou acontecendo na Prefeitura mesmo, com apenas o pessoal do departamento e a Leslie com o vestido perfeito feito pela Ann (que foi o que justificou a sua presença na série durante essa temporada), sendo levada até o altar pelo Ron, em um momento que certamente foi bem importante e representativo para a mitologia da série.

Parks and Recreation - Season 5

Depois disso tivemos alguns outros episódios bem meio assim, que não chegaram a empolgar muito, com várias participações do “vereador” dentista que eu acho um chato, além de histórias bem meio assim e com um apelo bem menor. E foi nessa hora que a temporada começou a pesar ainda mais, como se eles estivessem meio que perdidos, sem saber para onde seguir com toda a sua história, como se não tivessem muita certeza ainda sobre quanto poderiam avançar e contar sobre aquela história… talvez isso não tenha sido uma culpa apenas dos roteiristas e sim da incerteza sobre o fato da série ser salva ou não pela NBC, algo que se só confirmou depois da temporada já encerrada, nos revelando que sim, teremos uma Season 6 de Parks And Recreation.

Mas foi nesse ponto que a série realmente se perdeu e toda a genialidade da sua mitologia antiga acabou parecendo perdida e ou desperdiçada em meio a piadas sem graça e histórias que pouco conseguiram despertar o nosso interesse. Sabe aquela série quase sem limites, que colocava um ônibus eleitoral praticamente atropelando uma funeral? Então, sentimos falta disso durante toda essa temporada de Parks, infelizmente. Talvez por isso também a gente nem tenha conseguido comemorar muito sobre o fato da série ter sido renovada para mais uma temporada (apesar de sermos #TeamPoehler), algo que ficou bem difícil de comemorar depois de uma Season 5 tão arrastada e bem meio assim.

Para o final da temporada, tivemos o plot mais aleatório possível, com o Andy fazendo o policial (ótimo por sinal e eu AMEI o Andy ressentido com a sua banda também em um outro momento) e investigando a possível dona do teste de gravidez que ele encontrou no lixo, algo que acabou passando por todas as personagens mulheres da história, inclusive a sua mulher, April, que na verdade descobrimos que estava sim escondendo alguma coisa, mas não uma gravidez (e sim a sua entrada para a Faculdade de Veterinária), até descobrirmos que no final das contas, o teste era mesmo da nova namorada do Ron, que a essa altura já tinha praticamente sumido da série. Xena, você já foi mais alguém mais presente na floresta, hein? E como final de temporada tivemos isso e o plot do “recall” da candidatura da Leslie, com a cidade se colocando contra a sua atual posição (nesse momento foi ótimo ver alguns personagens de volta a série, como aquela ex atriz pornô doppelganger da Leslie e o Jason  Schwartzman, que fez uma participação durante essa temporada como dono de uma locadora de vídeos), que foi o que eu mencionei no começo dessa review, justificando o título do post.

Diferente de Community, que a gente acha que talvez tenha se perdido de forma irrecuperável, como foi a sua também recém encerrada de forma traumática Season 4, que em nada conseguiu nos fazer lembrar o que a série já foi no passado (fiquei até feliz de ter escrito essa review depois daquela sobre Community, assim consegui ter parâmetros um pouco melhores para enxergar mais qualidades em Parks, mesmo com essa temporada precária), Parks and Recreation mesmo não nos entregando o seu melhor, com aquele final, ainda conseguiu nos deixar uma pontinha de esperança  a mais com uma mensagem mais ou menos como “É, sabemos que nós erramos. Confessamos. Mas deixa com a gente que vamos consertar essa falha…” que foi o que aquele “recall” da finale nos fez pensar sobre o futuro da série.  Pelo menos é o que nós ainda acreditamos e esperamos de uma série que vinha fazendo uma trajetória tão excelente até aqui.

Esperamos que a série volte a nos deixar animados no futuro. Esperamos também que a NBC respeite mais suas comédias .

Parks & Rec está precisando de mais recreação, com urgência!

 

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And I plead and I pray/ And I plead and I pray/ It’s sacrilege, sacrilege, sacrilege, you say

Abril 23, 2013

Como vocês já devem ter reparado, o nosso header do mês mudou aqui no Guilt e agora contamos com as “preces” do Jason Schwartzman (Höy!) diariamente por aqui.

E como a imagem é significativa e “Sacrilege” do Yeah Yeah Yeahs é praticamente o meu novo “Like A Prayer” (acalmem-se, porque eu estou me referindo àqueles vocais deliciosos do final da música e não a todo o fundamento de “Like A Prayer” antigo. Melhor deixar bem claro antes que eu seja barrado na porta da buatchy moderna, rs), talvez seja importante exorcizar o momento da vida desse blog de pecados, blasfêmias e sacrilégios com esse vídeo do single que é sensacional. Sério, assistam até o fim, por favor.

 

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Movie: The Movie: 2V, o trailer de mentira mais sensacional de sempre

Fevereiro 28, 2013

E lá vem o Jimmy Kimmel de novo com seu “novo filme”, a divertidíssima sequencia intitulada “Movie: The Movie: 2V”, onde ele mais uma vez conseguiu reunir um grupo invejável para embarcar na sua piada. Rachel Weisz, Armie Hammer (unfirah como vampiro sexy), Topher Grace, Jessica Chastain (tetando ser a nova Carrie de Homeland. O capeta está de olho), Jude Law, Gerard Butler, Bryan Cranston, John Krasinski, Oprah Winfrey, Bradley Cooper, Kerry Washington, Guillermo Rodriguez, Jason Schwartzman, Chris Rock, Salma Hayek, Bruno Mars, Amanda Seyfried (irritante como sempre e aparecendo até aqui), Channing Tatum (ótimo como a arma secreta no final de tudo), Samuel L. Jackson, Wolf Blitzer e até o Matt Damon.

Oprah como presidente e o John Krasinski como herói, vestido de camarão. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

 

ps: e para quem não lembra do trailer do primeiro filme da saga, pode assistir aqui ó

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I do declare: a partir de hoje, essa é a minha cara oficial durante abraços

Fevereiro 6, 2013

"A Glimpse Inside The Mind Of Charles Swan III"

Sim, exatamente essa do Jason Schwartzman (gosto do Jason porque além de divertidíssimo, ele não parece se encaixar em nenhum estereotipo dos mais óbvios da magia, sabe? Höy!) abraçando a Aubrey Plaza.

AMO os dois. (♥)

#BOREDANDCUTETODEATH

 

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E quem não adoraria fugir com a Suzy Bishop e o Sam Shakusky para Moonrise Kingdom?

Novembro 16, 2012

Fugimos. Mas não se preocupem, estamos em ótima companhia e em um dos cenários mais lindos do cinema! Voltamos logo. Ou não.

Eu definitivamente poderia viver em um filme do diretor Wes Anderson. Facilmente. No meio daquelas cores todas de outono (esse com um pouco mais de cara de verão antigo, eu sei), cercado daqueles personagens que são as melhores caricaturas deles mesmos e que ainda assim conseguem nos transmitir a profundidade necessária para deixar suas histórias ainda mais especiais. Sem contar toda aquela organização dos vários objetos em cena da sua linda fotografia alinhadíssima (assinada por Robert D. Yeoman), metódica, nada minimalista, onde é possível perceber que nada que faz parte daquele cenário está ali por acaso. Para quem tem TOC assim como eu, essa chega a ser uma visão muito próxima de um mundo perfeito. (rs)

E o novo longa do diretor reúne exatamente tudo isso que nós sempre observamos e adoramos em seu repertório, onde é possível reconhecer o universo do mesmo já pelos primeiros quadros do filme, quando observamos uma casa cheia de cômodos espaçosos, com diversos objetos em todos os cantos, personagens circulando com naturalidade em cena, mesmo quando não são o foco dela, tudo ao mesmo tempo, enquanto vamos observando traços claros da identidade do cineasta, que a essa altura já estão mais do que reforçados na nossa memória, no meu caso, totalmente afetiva. Eu arriscaria dizer que talvez com seu novo filme, Wes Anderson tenha conseguido reunir o seu melhor, dentro de um universo extremamente criativo e cheio de estilo próprio, que ele consegue criar como ninguém e nós agradecemos pela visão artística deliciosa, sempre.

“Moonrise Kingdom” nos traz uma linda história de amor pré-adolescente, das mais bonitinhas possíveis. E bonitinha no sentido mais carinhoso da palavra, que isso fique bem claro. Nele temos Sam Shakusky (Jared Gilman), um jovem escoteiro órfão que vive em abrigos sofrendo bullying em meio as demais crianças, provavelmente devido a toda a  sua “excentricidade”, digamos assim. No acampamento de verão ele não é considerado como um dos mais dedicados e também encontra certa dificuldade em se enturmar com os outros meninos, que por sua vez, também não fazem muita questão de facilitar a sua vida por identificarem o garoto como o estranho da turma. Com seus óculos largos de armação preta, o botão da mãe que ele fez questão de costurar no próprio uniforme de escoteiro, sem se importar com o fato dele não ser muito masculino para fazer parte do seu uniforme, que a propósito, ele carrega como ninguém, Sam parece forçado a viver em um universo bastante particular e solitário, até que um dia ele acaba cruzando com ela, uma menina vestida de corvo na peça da igreja local pela qual ele se apaixona completamente e totalmente a primeira vista.

Ela é Suzy Bishop (Kara Hayward, que me lembrou muito a Emma Watson em alguns momentos, assim como a Lana Del Rey -mais uma Bishop…#Fringe), filha de pais advogados que não vivem um relação muito feliz (nem fiel por parte da mãe) em uma casa gigantesca e linda, aquela que observamos no começo do filme e que ela ainda divide com seu gato e seus três irmãos menores, em um cenário onde ela acha que não se encaixa muito bem. Suzy tem uma alma mais sombria, triste até, algo que ela descobre  ser um problema até mesmo para os seus pais, ao encontrar um livro sobre como lidar com crianças problemáticas ou algo do tipo escondido em sua própria casa. Apaixonada pelos seus livros, que ela pega na biblioteca da escola mas nunca devolve de propósito, mesmo sem precisar, a personagem ainda é dona de um temperamento explosivo, principalmente quando se sente ameaçada (ou confrontada) e vive carregando seu binóculo por onde vai, para observar tudo bem de perto, algo que Sam considera como o seu poder especial.

Impossível não encontrar algumas semelhanças entre a personagem e a nossa querida Margot, de “The Royal Tenenbaums”, ainda mais com aquela caracterização toda, com olhos super delineados (nesse caso mais claros, porque ela é bem mais jovem) e um look super 60’s, além de uma personalidade que lembra um pouco a da antiga personagem do diretor em alguns momentos. Mas essa semelhanças ficam apenas para uma primeira impressão, onde apesar de conseguir observar que muito provavelmente o Wes Anderson tenha um tipo certo para esse tipo de personagem em seus trabalhos, ambas conseguem ser bem distintas uma da outra também.

Do primeiro encontro dessas duas figuras adoráveis durante a tal peça da igreja com o tema da “Arca de Noé”, que aconteceu um ano antes do ponto onde a história começa a nos ser contada (onde todas as crianças estão com fantasias lindas e super foufas de animais), surge a relação de amor que eles começam a desenvolver um pelo outro, já que a identificação foi mútua e imediata. A princípio eles vão se correspondendo a distância apenas por cartas (sim, cartas, porque estamos no anos de 1964/1965), até que finalmente planejam uma grande fuga para viver essa história de amor sozinhos enquanto exploram o mundo ao seu redor. E o bacana é ver a certeza que ambos tem de que realmente foram feitos um para o outro, algo que em pouco tempo, nós mesmos passamos a acreditar que seja de fato verdade.

Claro que o sumiço de duas crianças acaba movimentando toda a ilha, que é um lugar super pequeno e nem sequer tem nenhuma rua pavimentada, por exemplo (muito especial também a forma como eles escolheram para apresentar suas locações, outro detalhe adorável!).  Os pais de Suzy vão a loucura ao perceber que a filha que eles já consideravam problemática sumiu, ainda mais depois de descobrir que ela se correspondia com Sam, achando inclusive desenhos de aquarela feitos pelo garoto (lindos por sinal e que aparecem em detalhe nos créditos finais), revelando assim um de seus hobbies e o que acaba realmente preocupando a família é que além das árvores e postes telefônicos que parecem ser o seu forte na aquarela, ele também arrisca alguns nus artísticos bem ousados, ainda mais para a época (rs). Sério, #TEMCOMONAOAMAR a alma velha desse garoto?

Sam, que estava em um acampamento de verão antes de sumir, acaba sendo procurado pela turma de escoteiros liderada por um único adulto, Scout Master Ward, interpretado pelo ator Edward Norton (♥), que muitas vezes é muito menos responsável e bem mais infantil do que os próprios personagens principais do filme, que tem apenas 12 anos de idade, algo que acaba emprestando uma graça a mais para a história. Ele que se sente meio que fracassado ao ter que reportar para a policia local (Capitão Sharp, interpretado pelo ator Bruce Willis) que  ele perdeu um de seus escoteiros e para tentar resolver a situação, ele mesmo acaba liderando uma equipe de busca com os demais meninos do acampamento, para tentar localizar o paradeiro do seu khaki desaparecido. Uma busca que ele espera que seja pacífica, mas pelas armas carregadas pelos meninos (um deles carrega um porrete gigante de madeira,cheio de pregos… #DramaDramático), parece que a coisa não vai ser bem assim… (rs)

Tudo acaba ganhando um peso ainda maior quando em uma conversa com os pais de Sam por telefone, Master W. e o capitão Sharp acabam descobrindo que o garoto na verdade era órfão e seus verdadeiros pais haviam morrido em um acidente no passado, algo que não constava na sua ficha de inscrição dos escoteiros e a atual família que o havia adotado recentemente, não estava mais disposta a cuidar do garoto depois de tudo o que ele já havia aprontado e dizem isso assim, desse jeito, com uma simplicidade escrota. Além disso, com essa nova rejeição, eles acabam descobrindo também através da gélida assistente social interpretada pela atriz Tilda Swinton, que Sam vai acabar indo parar em uma espécie de reformatório, devido as suas várias tentativas de adoção que não deram muito certo ao longo do tempo.

Embora esse elenco com nomes de peso pesadíssimo, ainda mais contando com os pais da própria Suzy, interpretados pelo sempre excelente e figura recorrente nos filmes do Wes Anderson, Bill Murray (♥) e a atriz Frances McDormand, todos eles tem papéis menores, porém fundamentais para o desenrolar da trama, enquanto buscam incansavelmente pela dupla de fugitivos. E os adultos nos filmes são todos infelizes, solitários, algo que fica bem claro que é exatamente do que Sam e Suzy tentam fugir enquanto ainda é tempo.

E enquanto todos eles se empenham a seu modo para procurar pelos meninos desaparecidos, o que nos rende momentos ótimos, como quando os escoteiros acabam achando o casal antes de todo mundo e a Suzy acaba colocando todo mundo para correr com sua tesoura (ela que para a aventura, carrega algumas coisas que ela acha essencial, como seus livros preferidos, o toca discos do irmão, seu gato e a tesoura, por exemplo. Espera só até você ver a minha bolsa, Suzy! rs) , algo que acaba inclusive ocasionando a morte de Snoopy (R.I.P… sim, eles tem coragem de matar o Snoopy. Mas atenção para esse “eles”…), o mascote do acampamento, o ponto alto do longa fica mesmo por conta da história de amor entre os dois personagens principais, que não poderia ser mais foufa, em todos os sentidos.

Primeiro que ambos tem uma maturidade absurda em alguns momentos, ainda mais se você pensar que eles tem apenas 12 anos, mas além disso, a doçura da relação dos dois e a inocência que conseguimos sentir através dela também é algo bastante especial para o longa, ainda mais porque em meio aos diálogos e situações todas em que eles se encontram enquanto estão fugindo, ganhamos um misto excelente de comédia e drama que é outro dos pontos fortes do filme. Em meio a aquela brincadeira que está sendo para os dois acampar nas redondezas (embora nessa hora o Sam leve tudo bem a sério e tenha se mostrado um escoteiro muito melhor do que todo mundo pensava que ele era, inclusive sendo finalmente reconhecido por isso mais adiante na história), encontramos também uma parte bem séria escondida nas conversas dos dois, principalmente quando os personagens dividem um pouco mais de suas bagagens, apesar da pouca idade. Momentos realmente bem especiais e que ganham um toque ainda mais especial com o enquadramento intimista do diretor para os personagens durante essas cenas. (o roteiro também é do Wes, em parceria com Roman Coppola)

A minha conversa preferida entre os dois por exemplo, foi quando Suzy disse que todos os seus personagens preferidos em seus livros eram órfãos (e ela é meio que fã de Sci-Fi) e que ela achava que esse detalhe os deixava ainda mais interessantes enquanto pessoas e que para a sua surpresa, ela acabou recebendo do Sam a resposta de que embora ele estivesse amando a personagem naquele exato momento, ela não sabia o que estava falando. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Na verdade, tudo na relação dos dois acaba sendo bem especial, além de lindo, como as cenas de transição, enquanto os dois procuram o lugar ideal para acampar, antes de encontrar aquela paisagem maravileeeandra da qual ambos se apropriam para viver o amor que eles sentem um pelo outro. E também quando tomamos conhecimento de um pouco do histórico do casal, da época em que ambos apenas se correspondiam a distância, com uma narrativa super foufa e cenas divertidíssimas. Tudo isso preenchido com cenários lindos de serem vistos, diálogos super sinceros e deliciosos e atuações também bastante especiais por parte desses dois jovens atores novatos em meio a tantos figurões (se bem que eles permanecem por um bom tempo sozinhos ou apenas acompanhados das demais crianças). AMEI a cena da dancinha deles no meio da ilha, antes de trocar o primeiro beijo, em uma espécie de ritual para se soltar um pouco mais e criar alguma intimidade um com outro. (♥)

A única tristeza em “Moonrise Kingdom” é que esses momentos que os dois dividem suas experiências sozinhos não chega a durar muito, ou pelo menos não chega a durar o quanto a gente gostaria, porque eu poderia ficar assistindo aqueles dois no meio da floresta por horas, rs. Logo eles são descobertos e a partir disso, a situação fica ainda mais incontrolável quando os pais da Suzy resolvem proibí-la de encontrar o garoto novamente e Sam possivelmente acabaria sendo mandado para um reformatório.

A partir disso, os demais escoteiros acabam comprando a história corajosa de amor dos dois, que acabam se tornando seus novos ídolos e planejam um plano mirabolante para que ambos possam sim viver juntos como desejam. O problema é que uma tempestade devastadora se aproxima da ilha e eles não fazem a menor ideia do perigo que estão correndo vagando naquele naquele lugar durante esse período (praticamente um diluvio). Nessa hora, ganhamos a participação do queridíssimo Jason Schwartzman (♥) na pele do primo Ben,  personagem que é da família de um dos outros khakis e é ele quem acaba colaborando para que o plano de todos eles tenha mais chances de dar certo, além de desempenhar um papel fundamental na união do casal.

E não tem como falar de um filme do Wes Anderson sem mencionar a qualidade estética tão característica do seu repertório, que é realmente algo que chama a atenção de todo mundo em cada um de seus trabalhos, que são sempre carregados de um estilo quase inconfundível nesse aspecto, como obras de arte com uma assinatura difícil de se confundir. Muitas cores, especialmente o amarelo, texturas das mais variadas possíveis. AMO a colcha dos pais da Suzy, cada uma delas com uma estampa diferente, ou quando o personagem do Edward Norton se encontra em sua cabana, com dois tipos diferentes de estampa em xadrez, além de outras padronagens compondo o cenário ao fundo, assim como os vários objetos vintages em cena, um mais lindo do que o outro e todos absurdamente desejáveis. As capas dos livros da Suzy também foram especialmente desenvolvidas para o projeto e aparecem em destaque durante os créditos finais, dando importância para cada um de seus criadores. (adoraria ter feito uma delas. Humpf!)

Outro ponto forte do filme é a trilha sonora, que tem seus momentos, mais o melhor deles, além da cena da dança de frente para o mar ao som da francesa Françoise Hardy (que está na nossa mixtape do finde, claro), temos aqueles discos de vinil que começamos o longa com os irmãos da Suzy escutando na sala de casa, ao som de “The Young Person’s Guide To The Orchestra” (de Leonard Bernstein), que tem uma narrativa explicando e identificando cada instrumento da música que compõe a orquestra ao fundo, algo bem sensacional, além de extremamente educativo, inclusive para um jovem adulto como eu.  Ao final, temos uma outra versão seguindo o mesmo fundamento tocando durante os créditos, essa de Alexandre Desplat (responsável pela trilha sonora do longa) e com a voz do Sam identificando a entrada de cada um dos instrumentos, o que também é bem bacana e revela mais um cuidado dentro desse universo todo tão particular, que acaba deixando o filme com cara de projeto perfeito e dos sonhos. (alias, o filme é todo construído a base de detalhes)

O desfecho da história apesar de não reservar muitas surpresas (e nessa hora ganhamos uma cena até que bem “Fantastic Mr Fox”, não?), acaba nos revelando algo bem especial que só descobrimos ao final do filme, em mais uma aquarela do Sam para a Suzy, que foi um detalhe que preencheu totalmente o meu coração para a despedida dessa história sensacional, que eu não vejo a hora de revisitar em DVD, que certamente fará companhia ao lado dos mus outros filmes do diretor. (estou completamente apaixonado pelo piano vermelho presente na sequência final. Estou numa fase incontrolável de móveis vermelhos…)

Eu diria que “Moonrise Kingdom” é um filme extremamente carinhoso sobre o amor, doce, do tipo para assistir comendo coisas gostosas ao lado de quem a gente gosta sinceramente. Amigos, família, namorados, filhos. Done (✓)

Clap Clap Clap Wes Anderson. Digamos que esse é o seu trabalho onde eu adoraria ter passado a minha infância. (por culpa do cinema, eu sempre quis ter uma casa em um farol em uma ilha qualquer, então…). Passaria a juventude como mochileiro em “The Darjeeling Limited” (e o Schwartzman pode ser meu irmão), a vida adulta ao lado da minha família em “The Royal Tenenbaums” e se algum dia o meu sonho de virar um cartoon finalmente se realizar (apesar de nesse caso não se tratar exatamente de um cartoon, eu sei), eu gostaria de viver em “Fantastic Mr. Fox”. (nesse caso, o George Clooney poderia ser meu pai e assim, finalmente eu teria feito alguma coisa para deixar a  minha mãe feliz, rs)

ps: bem foufo esse kit promocional do filme com todos esses mimos, não? Adoraria ter ganhado um. Humpf! Assim como adoraria ter ido a uma festa de Halloween desse ano vestido de Sam, como o Darren Criss que nós bem mostramos aqui no Guilt e que segundo uma de nossas leitoras fundamento (Tnhks D.!), foi a fantasia preferidas dos hipsters e casais apaixonados para esse ano. Foufos mil!

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O limite entre o look mendigo e o fundamento para a barba dos meninos

Outubro 18, 2012

Outro dia estávamos falando exatamente sobre isso nos comments aqui do Guilt então, para ilustrar o limite entre o look mendigo e uma barba com fundamento, primeiro temos o Jared Leto fazendo o sem limites, com uma barba bacana, pesada, mas que beira o descuido e descontrole da magia.

Talvez ele não queira se confundido com um viral ou ter a sua identidade meio assim com direito a histórico triste revelada para o mundo (sorry, tive que envolver o assunto de ontem em tudo quanto é lugar nesse post que eu já estava planejando desde outro dia, por isso, confirmou!), por isso achamos que essa barba completa o look mendigo que nós não encaramos como algo bacana nesse caso. (nesse, porque eu sempre amei o look mendigo chic das Olsen, por exemplo…)

#NAOTABOMNAO

ps: dizem que viram o Jared se aproximanders da Scarlett Johansson, que fez questão de dizer que não tem nada com ele. PÁ! Será que tinha alguém mais interessante e dentro do target na mesma direção que ela? Será que Jared enxergou nessa relação uma possibilidade de chegar mais perto do anel verde? Sei…

E como segundo exemplo temos o fundamento do Jason Schwartzman (Höy!), que também investiu em uma barba pesada nessa imagem by Terry Richardson, só que em uma versão bem mais  controlada e dentro do limite entre o fundamento e o #MENDIGUISMO

#AJUDANTEMAGIADOLENHADORMAGIA (porque acho o Jason pequeno para o porte que esperamos de um lenhador, rs. E ele está mais para boy da colônia na verdade, do tipo que a gente também AMA e tem uma #CRUSH daquelas)

Ou seja, permaneçam investindo no fundamento meninos, lembrando que o Jason é o limite e nunca jamais deixem a situação chegar até um Jared. (não só no caso da barba… beija Jayjay!)

 

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Jason Schwartzman brincando de Next Iron Cheef na Sesame Street

Novembro 18, 2011

Foufo mil!

We are Sex Bob-omb

Novembro 15, 2010

Sabe aquele tipo de filme que vc assistiria todo o dia? Um dia estava eu escolhendo um filme para assistir com o afilhado da minha mãe, um garoto de 10 anos que veio passar o finde na nossa casa. Ficamos um tempão diante da minha coleção, tentando chegar a alguma conclusão de afinal, qual filme assisstir?  Ele queria ver “300”, de novo (toda vez ele quer levar o filme para casa e eu sempre prometo que vou comprar para ele mas esqueço, humpf!) pela 105 vez  e já eu queria diminuir a minha lista dos meus próprios filmes que eu ainda não assisti. Em meio a nossa pequena briga (rs), chegamos a conclusão de que iriamos assistir “Meet The Robinsons” da Disney, que ele me confessou ter assistido naquela mesma semana na tv. Mesmo tendo assistido ao mesmo filme naquela mesma semana, ele olhou pra mim e disse: tá bom vai, vamos assistir esse de novo, porque esse é o tipo de filme que a gente não consegue enjoar”. Achei tão foufo e é claro que  euri.

Então,  contei essa pequena história antes de mais nada para ilustrar que é exatamente o que acontece com “Scott Pilgrim vs The World”, um filme que vai te deixar com vontade de viver dentro de um game.

Primeiro de tudo, a linguagem de video game que o diretor Edgard Wright usa para contar a sua história é sensacional! Divertida, moderna, cool! Talvez um marco para a cultura pop contemporânea e como eu já disse por aqui, nada me surpreende se a nova safra de filmes do gênero para os próximos 2 anos seguirem essa mesma linha, fikdik

Preciso confessar que desde quando foi anunciado que finalmente sairia um filme baseado na HQ do Scott Pilgrim, eu já tinha ficado bem animado. Acho a HQ linda, gosto do traço, do preto e branco, dos personagens que são super atuais e da simplicidade moderna da revista. Ou seja, me empolguei desde o começo (e contei tudo para vcs aqui).

Até que, já tem duas semanas (sim, assisti no outro feriado pq tenho amigos influentes e infelizmente o filme estreou por aqui em poucas salas na semana seguinte, humpf…) que eu finalmente consegui assistir ao filme e todas as minhas expectativas foram confirmadas. E quer saber? Eu adoro quando isso acontece. Porque eu sou uma pessoa que acredita neam? Zzz, rs

O filme já tinha tudo para dar certo só pelo fato do próprio Pilgrim ser interpretado pelo muso indie que não tem nada de muso mas é muso mesmo assim, o ator Michael Cera, a quem eu dedico um amor de irmão (sério, eu queria muito que ele fosse meu irmão!) desde os tempos de Arrested Development e o seu querido George Michael. Em “Juno”, ele conquistou de vez o meu coração com suas pernas de saracura e o seu vício em tic tac de laranja. E sem contar o sensacional e mais recente “Paper Heart”, que é muito, mas muito foufo.

Com a atitude loser característica de Michael e os super poderes em nome do rock, o Scott Pilgrim do cinema traz acima de tudo uma nova linguagem que vai além do visual e chega ao modo novo de se contar uma história. Nada muito revolucionário, técnológico ou qualquer coisa do tipo. Mas o fato de montar o filme com se fosse uma história em quadrinhos, com intervenções, tipografias e abusando de referências a jogos de video game, isso trouxe um ar de novidade para a produção, além de nos deixar feliz por tratar-se de algo novo, ainda mais quando se trata de um filme sobre um “super herói”, onde todos os estereótipos das mais diversas franquias já foram tão explorados em diversas linguagens, algumas até já desgastadas. Scott Pilgrim é diferente dos demais e isso por si só já deveria ser um grande atrativo para vc levantar essa bunda do sofá e correr para o cinema. Now!

E o elenco é sensacional, cheio de jovens talentos e rostos conhecidos do mundo das séries. Tem a filha da Tara (Brie Larson) de United States Of Tara, tem a filha da dark porém ainda cool Lorelai em Parenthood (Mae Withman)e  o sensacional cara de Bored To Death (Jason Schwartzman), como o maior vilão da história e a Anna Kendrick, na pele da irmã de Scott. Além de rostos conhecidos, como Chris Evans (Fantastic 4, Captain America The First Avenger) e o Brandon Routh (Superman Returns) ,  coincidência ou não, ambos com histórico de super heróis em suas carreiras.

Outro que faz parte do elenco é o ator Johnny Simmons, que eu tenho visto em várias produções atualmente, um menino que eu acho bem talentoso por sinal, embora o seu espaço seja pequeno nesse filme.

Agora, todo o destaque vai para o irmão do Macaulay Culkin, o sensacional melhor amigo gay e roommate de Pilgrim no filme, o ator Kieran Culkin. Primeiro que a semelhança com o seu irmão é algo notável a assustador (eu até achei que era o próprio Macaulay quando eu vi o trailer pela primeira vez) e segundo que o garoto é divertido mil e me pareceu ser bem talentoso tmbm. Fofoqueiro, direto, promíscuo,  folgado e mais esperto, é dele os momentos mais divertidos do filme. O que foi ele pegando o namorado da irmã do Scott? E a sua fixação por meninos de óculos? E ele fazendo fofoca até dormindo? Euri

Outra bem foufa, de quem eu chegue a ficar com pena durante o filme é a Ellen Wong, a namorada com status de stalker de Scott Pilgrim. Mas achei sensacional a sua relação com o final da história. E quem nunca conheceu uma garota(o)  assim que atire a primeira tintura para cabelos azul celeste hein?

E tem a Ramona neam? O motivo de toda essa agitação na vida do herói. Com um atitude meio blase e too cool 4 u, ele não me conquistou tanto assim, cofesso. Mas ai tem a música, do Beck e com o título “Ramona”, que me faz repensar os meus sentimentos por ela. Fato tmbm que o seu figurino é o mais legal de todos e a luta onde ela tira aquele “martelo” gigante da bolsa é algo de incrível, não?

A trilha, que tem em sua grande parte a assinatura do Beck (que assina as músicas da Sex Bob-Omb, banda de Scott) não poderia ser melhor e a interpretação animada dos integrantes da banda de Scott Pilgrim é bem boa. Alias, os momentos musicais do filme são bem excelentes viu? Vale a pena encomendar a trilha tmbm, vão por mim (que eu bem já tenho a minha, rs)

Para mim, além dos momentos de luta do filme, que são sensacionais e te fazem ter a sensação de estar em um jogo de video game (sem sangue), que são muito bem coreografadas e que sempre terminam com aquela chuva de paetes gigantes + gliter prata + moedas, além disso, eu destacaria as cenas de insegurança de Scott, com sua aparência e principalmente com o seu cabelo, como as minhas preferidas do filme. Sério, ro-lei em cada uma delas. Michael Cera, vc realmente deveria ser meu irmão viu? (euri)

E quando Scott ganha a espada com o “poder do amor”  e logo depois usando a sua outra vida, quando ele ganha a espada do poder do “amor próprio” hein? Achei sensacional! Clap Clap Clap! Ahhh, e os quadrinhos originais tmbm fazem a sua participação afetiva no filme. Well done!

O saldo final é dos mais positivos para o filme, nem entendi muito bem o pq que ele não foi tão bem nas bilheterias americanas e tão pouco o porque que quase não passou pelos cinemas daqui. É, talvez o Michael Cera seja realmente too cool para a maioria…

Ainda assim acho que vale comprar aquela barra de chocolates gigante (TOBLERONE!!!) e aproveitar o feriado para se divertir e muito com Scott Pilgrim!

Espero ansiosamente pelo DVD Edição de Colecionador para colocar na minha prateleira especial ao lado dos meus outros heróis preferidos, fatão!


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