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A despedida que The Big C merecia

Junho 12, 2013

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Durante a temporada anterior, reconhecemos que The Big C estava praticamente implorando por um conclusão. Uma conclusão que a gente aguardava desde o seu começo, quando recebemos o diagnóstico da sua protagonista e que na verdade viria a ser o grande “C” da questão. Com uma Season 3 bem desgastante e bastante arrastava, vimos aqueles personagens meio perdidos em plots dramáticos demais e de pouca relevância para a história principal, alguns até repetitivos (como a questão da fidelidade dentro da relação do casal), deixando um pouco a doença de lado para discutir outras coisas naquele momento, muito embora ela nunca tenha desaparecido completamente e tenha voltando com um peso maior quando ao final da temporada (que foi bem meio assim), descobrimos que o câncer da Cathy havia voltado e de uma forma bem mais agressiva.

Nesse momento nascia a Season 4 de The Big C, que viria a ser a tão aguardada temporada de conclusão da série, uma vez que ela já havia rendido bastante até aqui, tendo inclusive desperdiçado uma temporada inteira (sim, eu tenho uma implicância enorme com a Season 3) para nos trazer a essa ponto de resolução para a grande questão ainda pendente na série que sempre foi o plot central da sua trama apesar das distrações. Acho bom reconhecer também nesse caso que embora a série fosse sobre uma mulher que descobriu ter um câncer passando a ter que lidar com essa nova realidade, essas distrações todas tenham aparecido de alguma forma dentro da série (mesmo quando não tão interessantes), mostrando de uma forma bem real e honesta que apesar do diagnóstico, a vida não se resume a apenas isso.

Mas essa nova temporada chegava com um peso maior do que já era de se esperar para a sua resolução que a essa altura já parecia inevitável, com uma redução drástica na quantidade de episódios, que agora seriam apenas 4 para ajudar a encerrar essa história, com o detalhe de que eles seriam estendidos (algo que poderia facilmente se tornar um sacrifício para quem ainda continuava assistindo a série), tendo aproximadamente 1 hora de duração cada um, algo que vindo na sequência de uma temporada custosa como foi a sua Season 3, não soava como uma notícia das mais animadoras, apesar do carinho que sempre tivemos pela personagem e por sua história.

Apesar disso e contrariando totalmente a nossa impressão de que essa poderia ser uma nova temporada difícil de se levar, The Big C conseguiu realizar lindamente a sua temporada de despedida, preparando muito bem o território para essa reta final da batalha entre a Cathy e o câncer, com uma sequência de excelentes episódios, apesar da maior duração ou de qualquer medo que a gente ainda tivesse como resultado da nossa experiência com a série durante a temporada anterior. (a essa altura já deu para perceber que a minha mágoa com a terceira temporada é realmente grande, não deu?)

Episode 401

Recém operada, ainda em recuperação porém, recebendo a triste notícia de que a sua recuperação não havia correspondido ao tratamento, encontramos Cathy enfrentando a realidade de cara limpa, aceitando que o final da sua história realmente não poderia ser tão feliz como ela (e todos nós) ainda gostaria que fosse, mas o pouco de vida que ainda lhe restava poderia sim ser muito feliz, mesmo que houvesse a chance dele acabar a qualquer momento. E foi lindo ela encontrando o seu médico na quimioterapia, ele que naquele momento também ocupava a vaga de um paciente, revelando também ter descoberto um câncer, algo que acabou explicando muito bem a forma como ele a havia tratado em sua última consulta, que foi quando a personagem optou por abandonar o tratamento que pouco poderia fazer por ela àquela altura (algo que é sempre bom de lembrar), a não ser trazer mais dor e sofrimento. Uma decisão difícil, apesar de soar como prática, que é bem importante de ser mostrada e principalmente na TV, sem tentar encorajar ninguém a seguir o mesmo caminho e apenas ilustrando que essa também é uma possibilidade em alguns casos onde a cura já não é mais possível.

A partir disso ganhamos uma Cathy cada vez mais debilitada, apresentando dia após dias o avanço da sua doença, que aos poucos foi a deixando cada vez mais fraca e com uma série de efeitos colaterais, alguns tragicômicos, como a cena com ela no pula-pula no aniversário do filho e outros bem tristes, que acabaram nos dando aquele aperto no coração, como as limitações físicas e os lapsos de memória da personagem, em um trabalho de atriz absolutamente sensacional da Laura Linney, que a gente tinha certeza que quando chegasse a hora, seria capaz de encarar essa outra fase da sua personagem lindamente (Clap Clap Clap). Antes disso, enquanto ainda lhe restava alguma força, apesar de ter desistido do tratamento, a personagem também acabou deixando bem claro que ela não havia desistido da vida e seguia o seu caminho tentando realizar pequenas coisas que ela havia deixado passar no passado e que agora poderiam e deveriam ser encaradas como a meta da vida que ainda lhe restava, onde entre outras coisas, ela acabou estabelecendo que gostaria de resistir até pelo menos ver o filho se formar no colégio, já que muito provavelmente não poderia alcançar nenhuma das outras etapas importantes da sua vida adulta.

E foi linda a forma como todos os personagens reagiram a esse momento da Cathy, demonstrando claramente a dor de ser obrigado a observar de perto alguém que se ama piorando aos poucos e ao mesmo tempo estando todos eles bastante solidários e respeitosos quanto à escolha de Cathy naquele momento. Paul foi colocado meio que de lado nessa hora, uma vez que suas questões já estavam todas aparentemente resolvidas, inclusive o seu casamento, que a essa altura já não era mais o mesmo, apesar do companheirismo e da cumplicidade do casal ter sido mantido até o final. De forma bem prática também, Cathy acabou tentando controlar o que ela achava que ainda era possível e até tentou arrumar uma nova mulher para o ex marido, mas ele acabou entendendo que aquele não era o momento e esse novo ciclo da sua vida com uma outra pessoa qualquer poderia esperar um pouco mais para acontecer, já que naquele momento, uma outra pessoa que ele amou por boa parte da sua vida, estava precisando bem mais da sua presença. (mas foi bacana que para ela, a sua meta foi cumprida do mesmo jeito)

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Andrea também já estava se estabelecendo, agora vivendo com uma estudante de moda, longe de casa e enfrentando alguns problemas com sua colega de quarto, mas nada que tenha ganhado um destaque maior do que merecia. Para ela acabou sobrando o plot de tirar alguma lição dessa situação toda, que foi quando ela acabou se inspirando na morte em uma de suas criações, com a Cathy aparecendo de surpresa no último momento, servindo de modelo para o seu design (que ela havia escolhido como a roupa do seu funeral), em outro grande momento dessa reta final da série. Sean também esteve mais a parte, apesar da sua história paralela como doador voluntário de órgãos e o personagem realmente só acabou se destacando mesmo quando colocado ao lado da irmã enfrentando as dificuldades do estágio avançado do seu câncer, sendo o seu cúmplice em pequenas aventuras (o plot da girafa foi ótimo) e simplesmente permanecendo como sua fiel companhia até o final.

Uma cumplicidade tão forte que foi para ele que Cathy acabou pedindo o impossível, que seria acabar com a sua vida para que ela não sofresse mais, uma vez que a essa altura a personagem já estava até vivendo longe de casa, em uma espécie de clínica de recuperação/asilo, com toda a frieza que se espera de um lugar como esse (aliás, ótima a lição que ela deu naquele enfermeiro). Algo que Sean chegou até a considerar como possibilidade e ambos passaram inclusive a estudar a hipótese juntos, mas obviamente que ele não acabou colocando o plano da irmã em prática, algo que não seria nada justo com ambos os personagens. Nesse momento, The Big C acabou incluindo também questões de fé dentro da série, aproveitando o momento de total fragilidade da Cathy, algo que até poderia soar de forma errada mas dentro dessas circunstâncias todas e lembrando toda a mitologia da série (não era de hoje que a personagem mantinha uma relação próxima com o lado de lá…), não poderia ter sido mais adequado e ou comum pensando também em situações semelhantes para quem enfrenta esse tipo de problema. E foi nesse momento também que a personagem percebeu que apesar da dor, do sofrimento e de tudo de ruim que a doença lhe trouxe, ela que achava que estava pronta para morrer (como sua colega de quarto, bem mais velha e que também teve um ótimo final), acabou percebendo que não, que ainda era muito cedo para se despedir e que apesar do seu estado e da falta de força, ela ainda tinha vontade de viver e realizar diversas outras coisas na vida, percebendo o quanto injusto seria ter que abandonar todos esses sonhos ainda tão cedo. Uma reflexão bem bacana  e muito apropriada para quem passa por esse tipo de situação tão cedo na vida (eu imagino), mesmo que cedo para você seja do alto de seus 80 anos, porque sabemos que sonhos, vontades e desejos não tem idade, não é mesmo?

Agora, um outro personagem que acabou ganhando um destaque importante durante essa reta final de The Big C foi mesmo o Adam, filho do casal. Adam que antes não passava de um adolescente meio assim (apesar de sempre ter se envolvido de alguma forma com a situação da mãe), tentando seguir a vida com seus dramas adolescentes todos enquanto tudo aquilo estava acontecendo em sua casa, mas que dessa vez acabou ganhando uma importante redenção até para a história do personagem, com ele sendo obrigado a crescer e se aproximando cada vez mais da mãe, que ele sabia que poderia não estar ao seu lado por muito tempo.

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Da volta dos dois personagens até aquele depósito que descobrimos ainda durante a Season 1, onde Cathy havia deixado presentes para a vida do filho que ela sabia que muito provavelmente não poderia acompanhar (o detalhe da carteira foi muito “MÃE”, não?), até o simples detalhe dele ter guardado o lenço da mãe na gaveta, todos esses momentos entre os dois foram extremamente emocionantes e de uma doçura sem igual, algo importante para o personagem e que a Cathy merecia receber como reconhecimento pelo seu belo trabalho como mãe. E se a gente já tinha se emocionado com o Adam durante esses momentos, as lágrimas realmente começaram a escorrer quando ele foi de madrugada no quarto da mãe na tal clínica, só para colar o seu mural de fotos no teto (aquele da nova abertura da série), da mesma forma como ela havia feito em casa e mais tarde, agora já durante o series finale, eu confesso que foi praticamente impossível controlar essas mesmas lágrimas quando descobrimos que Adam havia duplicado a sua carga horária na escola, só para conseguir se formar mais cedo, realizando o grande sonho da sua mãe e pegando todo mundo de surpresa em casa. E aquele olhar de “missão cumprida” da Cathy para o filho nessa hora, foi mesmo de arrepiar. (♥)

Durante o episódio final, ainda tivemos tempo para conhecer o pai da Cathy, com o qual ela vivia uma relação meio assim (achei importante a família ter aparecido nessa hora), mas que a essa altura já não havia mais o porque manter qualquer tipo de mágoa (algo que ficou para o Sean perpetuar pela vida, rs). E a resolução entre os dois foi tratada tão lindamente com aquele cheque das flores que ele havia se recusado a pagar durante o seu casamento no passado, de forma bem simples e cheia de significados para os momentos finais da personagem, que se aproximavam para a sua conclusão. Apesar de todos esses bons momentos, confesso que esse episódio final foi o mais falho entre os quatro últimos episódios da série, talvez pelo aparecimento desse lado mais espiritual ou qualquer coisa do tipo, que pode ter diferentes significados para qualquer um e uma série como The Big C talvez nem precisasse utilizar desse recurso, muito embora ele seja totalmente justificável e aceitável. Talvez por isso eu não tenha gostado muito da cena final da série, com a Cathy reencontrando o tal cara do barco do final da Season 3, com o qual ela vinha se deparando constantemente, quase como um presságio.

Apesar disso, foi impossível não se emocionar com a despedida da personagem, com o Paul carregando suas flores preferidas (as tais que o pai não quis pagar no casamento), imaginando por um instante ainda ter encontrado a mulher viva em casa, mas se deparando com a notícia de que ela havia morrido minutos antes, em casa, sem ninguém por perto além da enfermeira, do jeito que ela desejou. Um final extremamente emocionante, cheio de significados diferentes para cada um, mas que realmente acabou sendo o final que The Big C merecia ter ganhado, apesar de qualquer tropeço e a essa altura ficamos mais do felizes que a série tenha ganhado esse tempo a mais para encerrar a sua história tão dignamente e de forma extremamente carinhosa, real e absolutamente respeitosa. Um final verdadeiramente feliz, apesar dele não corresponder exatamente a nossa torcida pela personagem.

R.I.P The Big C

 

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A temporada deliciosa e até mesmo educativa de The New Normal

Abril 26, 2013

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The New Nornal chegou vendida como uma nova comédia sobre um casal gay encarando a chegada do primeiro filho por meio de uma mãe de aluguel. Apesar das caricaturas, com personagens deliciosamente adoráveis e um texto excelente (no melhor ritmo “Gilmore Girls” de ser no que diz respeito a velocidade de seus diálogos), mas que logo de cara eles conseguiram provar que eram muito mais do que apenas isso. Me lembro até hoje da cena de abertura da série, com o Bryan começando aquele vídeo extremamente foufo gravado para o filho, que até então não passava de uma ideia e que com poucas palavras e de forma bem simples, acabou me levando facilmente às lágrimas. Reação que não seria diferente para qualquer outro tipo de casal que estivesse passando por algo semelhante, algo que eu acho importante de se destacar.

A partir do piloto, ficou bem claro que The New Normal não seria apenas uma nova comedia comum, do tipo que estamos acostumados a ver o tempo todo, acompanhando o dia a dia de uma “clássica” família americana com condições, encarando as dificuldades encontradas no ainda desconhecido caminho quando um casal decide se tornar pais. Nesse novo cenário, a clássica família americana contava com alguns ajustes que foram necessários para levantar um pouco mais a discussão sobre as novas famílias, que de uns tempos para cá se tornaram cada vez mais comuns e precisam ser discutidas, porque na maioria das vezes o que ainda falta para entender essas novas questões são exemplos ou simplesmente uma boa discussão sobre o assunto.

Dois homens gays que decidiram ter um filho por meio de uma barriga de aluguel. Até aqui, podemos dizer que não encontramos nada de tão inovador assim no tema, que já foi discutido em diversas outras séries de TV e até mesmo no cinema. O que podemos dizer é que talvez o assunto nunca tenha sido discutido dessa forma, levantando questionamentos que quase nunca fazemos a não ser quando estamos passando por uma situação semelhante. E tudo isso de forma bem clara e objetiva, sem fantasiar demais ou ignorar aqueles que seguem na contramão fazendo cara feia para essas novas possibilidades de famílias. Não que elas também sejam tão novas assim, porque nós bem sabemos que elas sempre existiram, mas talvez agora elas tenham aparecido com mais coragem de assumir as nomenclaturas cabíveis para tal, sem se apoiar no disfarce de “tios” ou coisas do tipo e assumindo que são novas famílias compostas por dois pais ou duas mães, sem o menor problema.

E talvez nesse detalhe esteja a maior diferença da temática de The New Nornal, que durante toda essa Season 1, conseguiu nos arrancar boas risadas, mas ao mesmo tempo, sempre houve espaço para aquele aperto no coração também com os plots mais dramáticos da série, que eu prefiro acreditar que não seja necessário pertencer ao mesmo “grupo” para conseguir se emocionar com todas essas questões que eles nos mostraram de forma tão sensível e absolutamente honesta.

Impossível não se emocionar com o casal tendo que lidar com o preconceito a todo instante, seja na simples tarefa de comprar as primeiras roupinhas para o bebê ou em uma situação mais extrema qualquer, quando chega a hora de enfrentar o problema que nem sempre podemos evitar, com as famílias se envolvendo naquela situação, cada uma de sua foram e trazendo suas próprias bagagens e issues para lidar com toda aquela nova situação na vida de todas aquelas pessoas. (sem contar outros momentos memoráveis, como aquele pai se vestindo de fada para encorajar o filho a ser quem ele é. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

The New Normal - Season 1

Mas seria ela tão nova assim? Casais tem filhos o tempo todo e apesar de ser sempre uma preocupação para todos os envolvidos, não deixa de ser algo extremamente natural, que acontece o tempo todo e para boa parte das pessoas que conhecemos. Então, porque tanta dificuldade e obstáculos quando encontramos exatamente o mesmo cenário, só que com personagens do mesmo sexo? Realmente, fica difícil de entender e talvez a melhor forma seja mesmo encarar tudo com naturalidade, mostrando que existem sim outros tipos de família, que apesar de possuírem algumas diferenças, não deixam de ser absolutamente normais.

De qualquer forma, é bacana encontrar hoje uma série como The New Normal, que tenha encontrado um equilíbrio bacana entre o “novo normal” e os questionamentos que essas novas possibilidades ainda geram na cabeça de todo mundo. Alguns precisam lidar com suas próprias inseguranças, seus preconceitos e tudo mais e outros, os envolvidos diretamente nessa nova questão, precisam lidar com uma série de decisões a serem tomadas, como nesse caso a questão do doador de esperma e até os menores detalhes dessa questão toda. Mantendo esse equilíbrio, a nova série do Ryan Murphy (que nós por aqui AMAMOS) conseguiu além de tudo ser também extremamente educativa sem se estereotipar e só funcionar para um determinado grupo de pessoas porque essa nova educação, todo mundo precisa ter. Todo mundo mesmo.

Mas deixando um pouco de lado toda a questão política e social da série (que mesmo que pareça um assunto entediante, acreditem que foi levada até o final da melhor forma possível), The New Normal além de uma excelente história, nos trouxe também uma série de personagens adoráveis, do tipo que é impossível não se envolver e passar a torcer para que eles consigam atingir tudo aquilo que desejam. A começar pelo casal Bryan (Andrew Rannells) e David (Justin Bartha), que nada mais são do que um retrato da relação do próprio Ryan Murphy, que estava passando recentemente por exatamente essas mesmas questões ao lado do seu boy magia para a vida . Estava lendo uma matéria mostrando a casa do uncle Ryan um dia desses em uma revista e acabei percebendo que até a casa do casal dentro da série é bem fiel a sua verdadeira casa. Ou seja, nesse caso, a questão além de tudo era bem pessoal para o seu criador e talvez por isso tenha conseguido facilmente atingir esse nível de sensibilidade importante para a história, sem perder o humor ou a intenção de ser uma série de comédia.

E esse tiposde detalhe somado ao humor que sabemos que o Ryan Murphy tem, tornaram a série ainda mais especial, ainda mais para quem acompanha o seu trabalho em Glee, por exemplo. Sério, aqueles momentos do Bryan em seu ambiente de trabalho com o elenco de “Sing” (sim, Glee se chama “Sing” dentro da série, #TEMCOMONAOAMAR?) foram todos sensacionais e entregam muito dessa delícia que é o humor do criador de ambas as séries. Mas são pequenas pitadas de humor que obviamente fazem muito mais sentido para quem está mergulhado dentro desse universo, mas que ao mesmo tempo conseguem ser divertidas até mesmo para quem não costuma acompanhar nenhuma dessas referências que funcionam de forma excepcional também como piadas internas. (sério, ele declarando todo o seu ódio pela Quinn e não perdendo a chance de provocar o Cory dizendo que ele não conseguia chorar de jeito nenhum em cena, foram momentos impiedosos e ao mesmo tempo hilários. #STAYSTRONGCORY)

The New Normal - Season Pilot

Na série, é preciso reconhecer que boa parte do carisma do Bryan certamente foi emprestado pelo ator Andrew Rannells , que não poderia estar em uma melhor fase. Isso e toda a personalidade do próprio Ryan Murphy, que aproveita o personagem para se entregar dentro da série. O único problema nesse caso é que com Bryan, Ryan talvez tenha criado um monstro, porque em pouco tempo o personagem acabou ganhando uma força assustadora, sendo capaz de engolir cada um dos demais facilmente. Algo que de certa forma acabou prejudicando o David, personagem do Justin Bartha, que é aquele que sempre fica em segundo plano, funcionando na maioria das vezes apenas como escada para o lado megabitch do Bryan, que perde o marido mas não perde a piada. Mesmo assim, o personagem conseguiu se sustentar por ser extremamente adorável, doce e quase infantil, um nerd incontrolável, o certinho da turma, que tem a profissão dos sonhos e é o responsável do casal. (além de lindo)

Apesar das diferenças, juntos, ambos os atores mantiveram um química importante para os personagens, nos revelando aos poucos quem eram e quem na verdade gostariam de ser aquelas pessoas, deixando transparecer seus próprios medos e inseguranças, ainda mais agora que estavam prestes a deixar de ser uma dupla para se tornarem um trio. E nessa hora, esse enorme contraste entre os personagens acabou sendo importante para a história, com um completando perfeitamente e naturalmente o outro, revelando inclusive até mesmo alguns preconceitos encontrados dentro desse universo em particular. E todos os momentos em que ambos enfrentaram suas diferenças como tipos diferentes de gays (e por “gays” leia-se apenas uma diferença que poderia ser a mesma para qualquer tipo de casal, que nesse caso tratava-se de um casal gay) foram extremamente delicadas e tiveram resoluções super foufas, como se nossos corações tivessem ganhado cachecóis tricotados na aula de arte da Shania.

Shania (Bebe Wood) que se tivesse ganhado mais espaço durante a segunda metade dessa primeira temporada (bem mais focada no casal), teria facilmente roubado a cena. Agora falando bem sério, que menina adorkable, não? Ela que chegou àquela família por conta da sua mãe, Goldie (Georgia King), que era a mãe de aluguel do casal, na verdade, acabou se tornando um dos membros mais bacanas daquela nova família que inevitavelmente acabou surgindo entre todos eles. E tudo isso merecidamente, porque a personagem era um sonho de criatura, altamente politizada (o episódio meio “Mean Girls” onde ela virou a Queen B da escola foi excelente e teve uma das melhores resoluções EVA!), inteligente, cheia de personalidade e dona de um carisma absurdo, Shania na verdade era a filha que todo mundo gostaria de ter. OK, dizer todo mundo talvez seja injusto, mas falando por mim e pelo casal Bryan e David, com certeza ter uma filha como a Shania seria um sinal de missão cumprida, pelo menos no que diz a respeito de seus “alicerces”, rs.

The New Normal - Season 1

Além de ser praticamente impossível não amar aquela garotinha, todos os seus momentos dentro da série foram apaixonantes, desde a sua relação super próxima com a mãe, a qual ela conseguia entender perfeitamente, até suas participações na casa do casal, Shania foi uma das peças fundamentais para que The New Normal se tornasse essa série tão especial. Isso sem contar seus momentos de imitações e cosplay, onde ela conseguia assumir diferentes personalidades e personagens com talento de gente grande, como a sua Edie de “Grey Gardens” ou a sua excelente fase Maggie Smith, revelando o seu vício em Downton Abbey. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Mas não só grandes personagens encontramos na série e a Goldie por exemplo, foi um dos que não conseguiu se destacar em quase nada durante essa primeira temporada. Apesar da não ser nenhuma ofensa e dela até ter ganhado seus bons momentos, a maior parte deles por conta da sua proximidade com a filha, Goldie realmente não conseguiu emplacar. Mas talvez esse não tenha sido exatamente o foco. Outra que ficou no meio do caminho foi a Nana, ela que a princípio tinha a tarefa de representar os odiosos preconceituosos que ainda encontramos infelizmente por aí, mas que com o tempo acabou se transformando em outra coisa e por esse motivo, foi também perdendo a força.

Não que essa sua transformação e ou redenção não tenha sido importante para a personagem e para a história, que começou com ela não reconhecendo uma reação simples do próprio corpo ligada ao desejo e terminou com ela sendo humilhada após ter se ariscado em um sexo casual com um homem que além da idade menos avançada que a dela, pouco tinha para se sentir tão superior assim e a partir disso, Nana precisou entender que era hora de seguir adiante e encarar que o fato do mundo estar diferente atualmente, apesar de assustador, também poderia ser algo surpreendentemente positivo para uma mulher da sua idade.

Do polêmico corte de cabelo (que ficou moderno mas não ficou nada bom) até a sua libertação enquanto mulher, ela que passou anos casada com um homem gay (o que explicava parte da sua aversão), é óbvio que tudo isso foi importante para demonstrar também que esse tipo de transformação é necessária e pode acontecer com todo mundo, tendo você carregado mais bagagem na vida ou não, mas fora isso, essa mudança radical da personagem acabou sendo prejudicial para a própria, que acabou sumindo dentro dela mesmo, como se estivesse agora muito mais ocupada em se redescobrir do que com tempo sobrando para cuidar da vida dos outros. De todos os episódios em que Nana ainda era aquela megabitch, o que mais chegou a me incomodar foi aquele com o fato do casal Bryan e David não terem nenhum amigo gay, exceto pela Rocky (NeNe Leakes), algo que eles poderiam até ter justificado pelo acaso, por nunca ter ocorrido naturalmente uma relação desse tipo e não ter caído na segregação, o que nunca é muito bacana. Algo que o Ryan Murphy inclusive já fez no passado, em Nip/Tuck, quando o Doutor Troy ao ser questionado por uma de suas namoradas o fato dele nunca ter mencionado que tinha uma filho negro (e ela também era negra), a mesma acabou ganhando como resposta uma das melhores lines da TV, com ele dizendo e surpreso pela questão, que nunca havia pesando no filho assim, dizendo que esse tipo de detalhe não fazia a menor diferença para ele e por isso nunca lhe ocorrido.

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Falando nela, Rocky que nós também já conhecemos e nos apaixonamos em Glee, foi outra das boas personagens da série. Sempre com aquele humor ácido que nós amamos, referência fantásticas para os mais diferentes assuntos e uma visão bem peculiar para determinados plots, Rocky também esteve sensacional durante essa primeira temporada, sendo o pior pesadelo na Nana enquanto ainda em sua fase extremamente preconceituosa ou até mesmo sendo a assistente linda dura e braço direito do Bryan. Ela que de quebra ainda acabou adotando uma menininha super foufa perto da reta final da série (algo que foi justificado de forma meio assim, ainda mais porque o casal também acabou demonstrando interesse naquela adoção e não foi muito bem recebido) e que inclusive teve o seu grande momento quando finalmente foi promovida pelo chefe Bryan, em reconhecimento ao seu talento, em uma das cenas mais adoráveis da temporada.

Alguns pequenos detalhes ainda me incomodam na série, como aqueles pensamentos que são meio que uma viagem na imaginação de cada um deles (David e o Ryan fantasiados de Village People na buatchy ou a Rocky interpretando os 25 membros da sua família), que bem poderiam ter sido ignorados ou talvez precisassem ser encaixados de outra forma dentro da história, assumindo ou não que aquela história seria contada daquela forma (como How I Met Your Mother, Happy Endings e Modern Family fazem), algo que acabou deixando um pouco a sensação de que eles ficaram em cima do muro nessa hora. Mas esses são pequenos detalhes que facilmente eles conseguem acertar.

Outro ponto alto da séries são os personagens recorrentes e ou rostinhos conhecidos da atual mitologia do Ryan Murphy, como o John Stamos (ele e o Rob Lowe, que nunca envelhecem) e o Matt Bomer. Personagens esses que apesar de menores, funcionam muito bem dentro da história, tendo eles alguma relevância ou não. As famílias do Bryan e do David também foram excelentes aquisições para a série, mesmo com a do Bryan só tendo aparecido no final.

Um final que não poderia ter sido mais foufo, com todos os preparativos do casamento do casal Bryan + David (o segundo casamento da temporada, porque ainda tivemos o excelente casamento de mentira da Shania com o seu little boy magia, rs), que acabou não acontecendo exatamente como eles passaram um bom tempo planejando (e brigando), mas que de certa forma acabou perdendo a sua importância devido a chegada do filho do casal, com a bolsa da Goldie se rompendo ainda no altar. Apesar de ser um grande clichê (gigantesco), todas as resoluções nessa hora foram extremamente muito bem amarrados, com todos eles ganhando suas conclusões, já que existe o risco desse ter sido o final definitivo para essa excelente história. (torcendo que não)

The New Normal - Season 1

Embora todos os clichês possíveis e reunidos nesse final, o importante mesmo foi o sentimento dele, sobre o que aquelas pessoas ainda precisavam dizer antes de seguir adiante. E foi nesse momento em que a história se tornou extremamente sensível e ainda mais especial, com a Nana agradecendo a Goldie por a ter libertado daquela mulher amarga que ela vinha sendo e a ter feito sentir vontade e coragem de enfrentar o mundo que ela ainda não conhecia e que ao mesmo tempo já não a assustava mais. O mesmo valeu para o momento de reflexão entre mãe e filha, com a Shania ilustrando para a mãe o quanto a vida delas estava diferente e melhor naquele momento e o quanto elas conseguiram alcançar de tudo aquilo que desejavam quando chegaram naquela cidade. (achei bem importante também que depois do parto, ao entrar no quarto, mãe e filha dividiram primeiro um momento juntas, para só depois interagirem com os demais, algo que eu achei bastante respeitoso e delicado om todos)

Além de fofo, esse também foi um momento importantíssimo para as novas famílias, com o discurso da Shania se posicionando contra a ideia da mãe a voltar com o pai, o namorado antigo de quem ela acabou engravidando no passado (Clay – Jayson Blair), dizendo que ela amava a sua família exatamente desse jeito, separada e que não precisava que eles estivessem juntos para ser uma menina mais feliz. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Um discurso lindíssimo feito por uma criança, dizendo algo que não estamos acostumados a ouvir com nenhuma frequência e que pode muito bem servir como uma reflexão importante para quem esteja ou tenha passado por algo parecido.

Para o casal Bryan e David, restava agora curtir o momento para o qual elas vieram se preparando esse tempo todo e que finalmente havia se tornado realidade com a chegada do filho. Uma resolução linda que de quebra ainda teve direito a um plot religioso sensacional (gosto tanto do ator John Benjamin Hickey pelo seu papel em The Big C e acho ele um excelente ator) e o mais alto nível de foufurice possível, deixando a mensagem de que nada poderia ser mais importante naquela hora do que todos eles juntos e felizes dividindo aquele momento que todos estavam esperando desde o começo da série.

Pode não ter sido um final surpreendente, pode ter sido inclusive o final definitivo dessa história que tinha tudo para seguir adiante e que a gente adoraria ver por mais tempo na TV (#HELLYEAH), mas podemos dizer que foi o final mais normal possível para uma série tão deliciosa e porque não dizer educativa que The New Nornal conseguiu ser em tão pouco tempo.

 

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O grande “C” da questão

Janeiro 12, 2011

Só mesmo uma série muito boa poderia fazer piada sobre um assunto tão sério.

E The Big C cumpre brilhantemente esse papel, nos apresentando mais uma das comédias mais deliciosas da temporada, com a diferença de que aqui, a sentença de morte da personagem principal nos é apresentada logo de cara.

Sim, Cathy (Laura Linney) é um mulher de 40 e poucos anos, que vive a sua vida quase perfeita no suburbio, em sua casa grande com marido e filho. Até que, ela descobre que esta com câncer, uma melanoma em estágio 4. Dra-ma!

Como se encontra em um estágio avançado da doença, Cathy decide não contar para ninguém, mas também não quer enfrentar nenhum tratamento e decide arrumar o que ela acha que não esta tão bem em  sua vida enquanto há tempo.

Ela percebe que a sua vida não é tão perfeita assim, com um marido que mais parece uma criança crescida, um filho de 14 anos que esta pretes a se tornar uma pessoa horrorosa, um irmão sem teto radical que vive nas ruas da sua cidade e a sua casa, que nem é tão grande assim e que ainda falta o seu grande sonho no quintal: uma piscina.

A partir disso, ela começa a direcionar um novo rumo para a sua vida, se “separa” do marido, começa a experimentar coisas novas, se dispõe a conhecer melhor as pessoas a sua volta e enxerga que ainda existe alguma esperança de salvar o seu filho de se tornar uma pessoa horrível. É claro que com toda essa impulsividade que ela passa a ter depois de ser diagnosticada nos faz ter a impressão de que ela esta meio perdida, mas ai vc pensa: e quem não ficaria? A única certeza que ela parece ter nesse momento é a de querer ser mais feliz e as sua tentativas em busca de meta nos garante a dose de diversão da série.

Apesar de ser uma comédia e com ótimos momentos de diversão, The Big C também se completa com o drama da questão, de saber que Cathy, sem tratamento, terá cada vez menos tempo de vida. Pelo menos eu pensava nisso a cada episódio, a medida em que passava a me apegar a sua personagem.

O irmão Sean (John Benjamin Hickey), sem teto e que se recusa a viver “the american dream” é um dos meus personagens preferidos. Sujo, vive comendo resto dos lixos, mora nas ruas, vive de doações e é o reponsável pela reciclagem do lixo da irmã, a qual ele condena o modo de vida e joga isso na cara dela o tempo todo. Uma delicia as mensagens ambientais/políticas/sociais escondidas no texto dele, algo muito inteligente e que não fica com cara de “certinho” ou tão politicamente correto assim.

Gabourey Sidibe também esta sensacional na pele da aluna espertona da classe de Cathy (já disse que ela é professora?). Outro personagem que busca o humor em sua condição, também bem inteligente. Diferente do seu drama em “Precious”, aqui ela vive Andrea e nesse caso ela é apenas alguém que precisa de um incentivo, rs.

Paul é o marido (Oliver Platt), que mas uma vez reforça o clichê do marido meio caído com a mulher gostosona do pedaço. Típico. Mas com o tempo vc passa a amar esse homem de alma infantil que tem um carisma absurdo e mesmo com tudo que a sua “ex espoda” apronta, ele continua  complemente apaixonado por ela (um tanto quanto compreensivo demais até…). A cena em que ele invade a sala de aula com uma máquina de cortar cabelo é hilária e até disso eles conseguem tirar uma piada inteligente.

Adam , filho do casal (Gabriel Basso) eu acho meio pé no saco demais, desde o começo. Mas  no piloto, aquela vingança que a mãe apronta com ele é sensacional. Os meus futuros filhos que nem se atrevam a brincar daquele jeito comigo que eu já tenho referência de como agir hein? Fikdik para o futuro.

Não entendi muito bem como ele não ficou nem um pouco  traumatizado quando a sua vizinha se suicidou (talvez ele ainda estivesse em “choque”?), pouco tempo antes de ter tentado mata-lo (blame Alzheimer) e também achei que o seu pai reagiu muito bem com todo esse drama na vizinhança (ainda mais depois do que ele disse para Marlene, pouco tempo antes dela se matar). Depois tivemos o casal contando para o filho sobre a realidade de sua mãe e ele não demonstrando grandes emoções. Mas a cena em que ele encontra a chave da garagem, onde esta o seu presente de aniversário para quando ele fizer 30 anos (que nós já vimos Cathy preparar lá no começo da série) e que para a nossa surpresa, lá não se encontra mais apenas esse presente e sim várias outras caixas que ela deixou para o garoto comemorar cada ano, cada data importante da sua vida e que provavelmente ela não vai poder estar por perto (glupt), por mais clichê que possa ter sido, me fez chorar de verdade. E nesse momento, nem ele e o seu coração gelado de adolescente tolo resistiram. Até que enfim!

Marlene (Phyllis Somerville) , a vizinha mais velha e pé no saco que com o tempo acaba virando a melhor amiga de Cathy e é a única que sabe da sua doença, também é muito boa. Uma pena o seu final trágico e com certeza vamos sentir falta da sua personagem, empolgada com os pirulitos exóticos do “clube das mulheres”, rs. Mas a continuação da sua história também foi muito boa. Comovente aquele final com o mural de imagens para bons pensamentos da Cathy, no teto do seu quarto (que foi uma idéia do Paul, uma linda idéia na verdade), com a foto da amiga completando as imagens em sua “árvore” de bons pensamentos. Outra cena linda da série que me deixou bem emocionado.

E é claro que como toda boa série precisa de um boy magia, temos o médico de Cathy, o Dr Todd (Reid Scott, Höy!) para preencher esse espaço. Desde o começo, existe algo mais no ar entre os dois, algo além da relação médico e paciente, mas achei bem digna a reação dela quando descobre as intenções do moço. Sem drama, dois adultos lidando muito bem com o problema e a frase “vc tem que escolher a garota que vai sobreviver” foi de cortar o coração. Mas todos nós entendemos a magia de um Dr. neam? (tisc tisc) E desde o começo tem um climão entre os dois…mas eu prefiro que eles continuem apenas bons amigos. (ou friends with benefits, talvez? rs)

Além de todos esses personagens deliciosos, ainda temos a volta da Cynthia Nixon à tv, encarnado Rebecca,  uma das melhores amigas de Cathy dos velhos tempos da faculdade e que acaba se envolvendo com o seu irmão, de quem ela engravida.

E isso é o que eu gosto na série. Embora tenhamos uma protagonista excelente, completa e que rouba a cena, ainda temos todos os outros personagens menores, que também são muito bons. Não consigo gostar de uma série de um homem só por exemplo…

Todas as presepadas em que Cathy se mete tentando recuperar o tempo perdido em sua vida são muito divertidas. A depilação, o carro novo, o tratamento mais rígido que ela aplica no seu filho, o resgate da lagosta, o tratamento com abelhas, o caso com o pintor, o primeiro extasy, os diálogos sinceros com o médico, a aula de educação sexual para o seu filho, tudo é muito bem humorado e o melhor de tudo são as suas próprias piadas sobre a doença. Um humor negro, mas de muito bom gosto eu diria.

A série é bem leve, embora o tema seja pesado para alguns, mas funciona também como uma alternativa para quem vive uma história parecida (ou que apenas tem um grande problema qualquer). Tão leve quanto aquele delicioso mergulho de Cathy na abertura da série, que toda vez  me da vontade de nadar  ao som da música de abertura, fatão. (e lá esta o fundamento do verde azulado + vermelho do qual eu tanto falei durante o ano passado, fikdik)

Só achei que ela demoraria um pouco mais para revelar a sua doença para a família, ou que começaria o tratamento mais tarde, mas entendo que precisamos encorajar os telespectadores e que cá entre nós, Cathy não é um exemplo perfeito a ser seguido em um caso como esse, mas mesmo assim não deixa de ser um ótimo exemplo. Mas isso acontece logo no Season Finale e agora teremos que aguardar até a Season 2 para acompanhar mais um pouco da vida dessa mulher encantadora.

Série curteeenha, 13 eps apenas, com mais ou menos 28 min cada, que da para vc devorar em pouco tempo. Emociona sem apelar, é engraçado sem exagerar. Mais do que recomendado!!! (meus novos 28 min preferidos na tv, rs)

Lembrando que o Showtime em sua leva mais recente já nos deu:

  • Tara (United States Of Tara)
  • Jackie (Nurse Jackie)
  • E agora  eu incluiria Cathy nessa lista hein?

Parece mesmo que eles estão se especializando em grandes mulheres, não?

Vejo vcs na Season 2… será que até lá, Cathy vai finalmente conseguir a sua piscina? Ou vai continuar com aquele buraco enorme no jardim? Hein?


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