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$927,00 – Catching!

Maio 17, 2012

E encerramos a primeira temporada de 2 Broke Girls com o saldo positivo de $927,00. Algo que ainda está bem distante do sonho das duas de abrirem o próprio negócio com os seus cupcakes, mas que já é alguma coisa. E eu diria até que esse foi um bom começo para a série, que não chegou prometendo muito, mas acabou entregando um boa temporada de estreia, mesmo com o seu formato antigo e despretensioso de fazer comédia.

Nada muito genial também e acho até que as próprias imagens de divulgação da série já entregavam isso desde sempre. Mas não é que mesmo bem simplesinha, 2 Broke Girls conseguiu se tornar uma série de comédia do tipo engraçada? Algo que hoje em dia é cada vez mais raro… (embora a gente esteja vivendo um bom momento para comédias)

Muito disso por conta do texto excelente da série, sempre com piadinhas bem cretinas sobre assuntos atuais, aproveitando sempre para cutucar alguma celebridade meio assim do momento ou até mesmo dizendo algumas verdades de vez em quando, doa a quem doer.

Além disso, as duas personagens principais da série são bem boas e funcionam perfeitamente bem juntas. De um lado temos Caroline Channing (Beth Behrs), a ex rica que hoje em dia se encontra sem nada e tendo bem pouco a perder com o seu atual modo de vida bem mais simples do que no passado, acaba topando de tudo para sair da sua vidinha medíocre de agora no Brooklyn. De tudo, só que dignamente. (mais ou menos também neam? Porque até no lixo da rua ela já mergulhou, rs). Acho até que para quem já teve de tudo nessa vida, Caroline aprendeu a lidar muito bem com a sua atual realidade e isso em um curto prazo de tempo, aprendendo na prática que de nada adianta ficara parada lamentando, quando nada se pode fazer de imediato para mudar a sua vida de forma significativa.

O negócio é aceitar que vc agora dorme em uma cama dobrável (daquelas que ficam na parede, sabe?) com lençóis que fazem com que a própria fique com cara de “bagina” (rs) e seguir em frente, mesmo sem os seus sapatos assinados ou seus casacos de pele com alarme, rs.

E do lado negro da força temos Max Black (Kat Dennings), essa sim a minha parte preferida da dupla. Carregada em um tipo de humor mais negro e pesado, foram dela as melhores lines da série, sempre fazendo uma referência bem divertida a um assunto qualquer, sempre cheia de cinismo, sarcasmo e rindo da própria desgraça sem a menor culpa. Max que nunca teve muito na vida e por isso encara a sua realidade sem muito entusiasmo ou euforia, apenas aceitando o que a vida vem lhe dando ultimamente, agora que ganhou uma parceira para dividir um sonho antigo de abrir o seu próprio negócio e quem sabe acabar mudando de vida.

Dessa forma, ambas foram construindo uma relação bem foufa de “irmandade”, onde uma passou a cuidar da outra por conta dessa sociedade. Algo que de certa forma vai muito além disso e essa amizade que elas acabaram criando, conseguiu se tornar muito maior do que apenas um negócio. Há quem suspeite e até aposte que as duas sejam irmãs e chegou até a se especular que algum plot do tipo acabasse surgindo na série. Algo que para a nossa sorte ainda não aconteceu e eu considero completamente desnecessário. Acho que da forma que está, elas já são meio que irmãs e qualquer laço de sangue não teria a menor importância nesse caso.

Juntas, elas enfrentaram diversas situações bem divertidas durante essa Season 1. Sempre com pouco dinheiro, Caroline foi aprendendo a ter que lidar com essa novidade em sua vida, graças a experiência de anos de Max no ramo da pobreza (rs), comprando roupas vintage no brechó da vizinhança ou até mesmo seguindo para o mercado acompanhada de toneladas de cupons de desconto. Para garantir mais dinheiro, ambas acabaram aceitando as mais exóticas vagas como segundo emprego, sempre em busca de conseguir uma grana extra para manter o sonho de fazer o negócio dos cupcakes realmente acontecer. De limpeza de aparatamento de acumuladores à babá de cachorro com probelmas na retaguarda (rs), elas não mediram esforços para garantir um extra. Pena que quase sempre elas acabem se dando mal, ou tenham que gastar parte do dinheiro que ganharam em uma emergência qualquer, tornando o sonho de se tornarem donas do próprio negócio algo ainda mais distante. Mas pelo menos o fogão dos sonhos na cor purple elas já conseguiram. (rs)

Se ao lado de Max, Caroline tem conseguido aprender como levar uma vida mais simples, o contrário também acabou acontecendo, como quando Caroline acabou usando a sua experiência/influência de ex mulher rica em NY para fazer com que Max acabasse experimentando um pouco mais da vida boa dos endinheirados da cidade, circulando em festas importantes da cidade com um cachorro a tiracolo, rs. Pena que esse tipo de alegria sempre dure pouco.

O bacana é que a série em bem pouco tempo, conseguiu também fazer com que os seus personagens coadjuvantes se tornassem figuras queridas de todos nós. Tem o cozinheiro machão, Oleg (Jonathan Kite), sempre com uma cantadinha de pedreiro e o mais alto nível do humor heterossexual (rs, só que ao contrário), que não dispensa uma boa camisa sem mangas ou suas redinhas super sexys de cabelo, rs. Temos também o chefe das duas, Han (Matthew Moy) que tem cara de nerd virgem e mais parece uma criança que foi perdida dentro daquele dinner, além do senhor da terceira idade que mais parece um jovem galã, o sensacional Earl (Garrett Morris) que com toda a sabedoria dos seus cabelos brancos é sempre um foufo e com a Max ele divide uma relação de amor super foufa, como se ele/ela fosse da sua família.

Até mesmo a patroa de Max, mãe dos gêmeos Brangelina, que só apareceu muito de vez em quando durante essa Season 1, conseguiu fazer a sua participação na série valer a pena. Assim como a vizinha super avantajada que conhecemos depois, Sophie (Jennifer Coolidge), mas que acabou ganhando um certo destaque ao longo da temporada, com o seu negócio bem sucedido de empregadas domésticas, além do seu plot romântico ao lado do Oleg, uma relação capaz de fazer as estruturas daquele dinner tremerem, literalmente, rs.

Cheguei a me divertir bastante com essas duas durante a primeira temporada, tanto que até cheguei a me importar quando elas tiveram que abrir mão do cavalo Chestnut, que elas mantinham no quintal da casa que ambas dividem no Brooklyn antigo. Aliás, achei ótimo que ele tenha voltado para a season finale, dando um carona com requinte de contos de fada, para que Max e Caroline perseguissem o sonho de fazer com que a Martha Stewart experimentasse um dos seus cupcakes. E tudo isso no baile do MET, cenário perfeito para que elas vivessem um final de temporada com cara de mashup entre Cinderela + Pretty Woman,  onde elas estavam lindíssimas com seus vestidos longos de rica (e que decote hein Max? Go Girl!). Mas não precisava ser um episódio duplo, neam?

Tudo bem que 2 Broke Girls não é nenhuma série genial e acho até que essa nunca foi a sua intensão e é até bacana quando essa pretensão não existe, pelo menos de vez em quando, só para variar um pouco. Também é importante reconhecer que a primeira parte da temporada é muito melhor do que a segunda, quando Chestnut foi trocado injustamente pela Sophie, rs. Mas para uma série de comédia, tenho que admitir que pelo menos essas duas garotas conseguiram me fazer rir bastante durante esse primeira temporada. Ou seja, objetivo atingido, meninas! Catching $$$!

Para assistir sem grandes expectativas, sem culpa, sem ansiedade. Apenas para divertir, quando sobrar aqueles 20 minutos no meio do dia e vc sentir vontade de abocanhar um cupcake red velvet, sabe?


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