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The Dark Knight Rises – O dia em que nos tornamos muito mais exigentes a respeito de qualquer próximo filme do gênero

Agosto 3, 2012

O dia em que o Christopher Nolan destruiu todo e qualquer filme de super-herói que já existiu e nos tornou um público muito mais exigente dentro desse universo.

2h45 minutos de filme que se passaram sem o menor sofrimento. Pior, 2h45 minutos de um filme que a gente suportava assistir o dobro, na sequência, sem reclamar.

Saí do cinema cambaleando das pernas (provavelmente pq elas estavam dormentes por sua longa duração, rs), com a cabeça cheia de ideias sobre tudo o que eu queria dizer por aqui sobre o melhor filme do gênero que eu já havia visto na minha vida. Não, eu não sou um dos mais entusiasmados a respeito do Batman enquanto herói dos quadrinhos, embora reconheça que os seus filmes são sempre bem bacanas (até quando não são). Mas mesmo com essa vontade imensa de comentar, de falar a respeito de tudo que eu tinha acabado de assistir, fiquei lá, sentado na minha poltrona até os créditos finais, sendo a última pessoa a sair da sala. Talvez por ainda estar em estado de êxtase de como aquela história encontrou brilhantemente o final perfeito para o seu encerramento, ou talvez porque naquele momento, essa era a forma que eu tinha de agradecer a quem trabalhou naquela produção primorosa do começo ao fim. (sim, eu sou desses que muitos acham ridículos, podem me julgar que hoje eu nem ligo…)

Mas cá estou eu, ainda incrédulo sobre tudo o que eu acabei de ver na última segunda (já fui do tipo que tinha que ver tudo ainda na pré-estréia, que é sempre muito cheia, meio tumultuada e por isso, hoje já não tenho mais tanta pressa assim), meio eufórico tentando lembrar de tudo que eu achei importante nessa obra e me encontrando assim, quase que sem palavras para começar esse post.

Por isso resolvi começar agradecendo ao próprio Christopher Nolan pelo final dessa trilogia, que realmente com o tempo só melhorou, mas que agora chegava ao momento do seu aguardado encerramento, em um dos finais mais sensacionais de todos os tempos. Corajoso (talvez esse seja o maior adjetivo de TDKR), sombrio, difícil, emocionante, tudo ao mesmo tempo e no mesmo combo. Que trabalho sensacional conseguiu realizar esse diretor a frente desses três grandes filmes, sendo esse terceiro muito maior do que o que ele já havia feito antes também muito bem. “The Dark Knight Rises” não é só mais um grande filme, ele é imenso! Clap Clap Clap! (de pé, por favor)

Um filme corajoso o suficiente para enterrar o grande herói de Gotham City. Em uma discussão calorosa entre amigos no passado, cheguei a comentar que esse seria o caminho perfeito para encerrar essa história, do qual eu suspeitava que fosse a intenção do diretor, mas é óbvio que fui desacreditado logo de cara por fãs mais animados, do tipo que se enfiam de cara no meio dos quadrinhos mas que não conseguem enxergar além do que está escrito naquelas páginas de uma história já tão conhecida por todos nós. Diziam eles “Imagina, o Batman não pode morrer! Até parece…Nunca, jamais!”. Fazer o que se nem todo mundo consegue entender o que não é literal?(suck it!) E foi delicioso poder dizer que “Confirmou” de boca cheia, que a minha intuição estava certa a respeito do destino do Cavaleiro das Trevas.

Apesar disso, em nada essa intuição conseguiu prejudicar as surpresas escondidas em “The Dark Knight Rises” (não, eu não leio spoilers e os evito ao máximo), que quando não estavam na história absurdamente muito bem contada, estavam nas imagens sensacionais que o diretor nos emprestou do seu olhar para a forma como ele gostaria de enterrar essa história de uma vez por todas (para ele). A beleza do longa é inegável e vai além dos efeitos ultra modernos de filmes do gênero que temos visto por aí nos últimos anos e o que diferencia o Batman (a trilogia) dos demais heróis sem a menor dúvida é exatamente esse estilo que vem junto com o homem ao seu comando dessa vez, com a identidade do próprio Christopher Nolan, que ele empresta com gentileza para o universo do personagem e que é muito mais do que bem vinda.

Um diretor alinhadíssimo como parece ser Nolan, só poderia nos entregar um presente para os olhos como TDKR. Tudo parece perfeito (mesmo quando não tão perfeito assim, como a bomba sendo carregada pela cidade, por exemplo…) e até nas cenas grandiosas de destruição é possível encontar alguma beleza escondida em meio ao caos. Depois de “Inception”, tinha certeza de que algo por aí viria dessa vez e não deu outra. Planos do alto da cidade capazes de deixar qualquer um com vertigens, paisagens lindissimas de uma Gotham City passando por diferentes estações do ano, mas tudo com um ar “sombrio” que combina perfeitamente com o mood do herói da vez.

Mas não esqueçamos que esse é um filme de menino, feito por um menino e é claro que em algum momento isso teria que ficar mais do que evidente. E isso acontece quando ganhamos a reunião dos brinquedinhos do homem morcego, com seu batmóvel com cara de tanque de guerra voltando para a cena, ou sua moto pesadíssima, com rodas largas e habilidades que até o maior dos morcegos duvida. E para coroar a reunião desses brinquedinhos de meninos, temos a novidade que vem direto dos céus, o “The Bat”, que é a nave de batalha que Bruce Wayne ganhou de presente de despedida da sua parte herói. Tão pesado quanto a soma dos outros dois veículos que conhecemos dessa nova fase do personagem, mas sua presença é justificada porque além de ser sempre um plot certo nas rodinhas dos meninos quando o assunto é o Batman, eles que são os mais entusiasmados nesse departamento (eu sou sempre exceção), o “The Bat” ainda acabou sendo parte fundamental para a resolução dessa história e por isso até mesmo essa “grosseria” em meio a todo aquele alinhamento da direção do Nolan, a gente acaba perdoando.

E agora chegou a hora de falar dele: Bruce Wayne, também conhecido como Batman e vivido lindamente nessa trilogia pelo ator Christian Bale. Primeiro que eu achei ótima a trajetória do personagem durante o longa, que foi do bilionário depressivo depois dos acontecimentos em “The Dark Knight” (detalhe que eu achei mais do que importante e que me pareceu ter a intenção de ser mais “respeitoso” do que qualquer outra coisa, o que eu achei bem sensível por parte deles) trancado em sua mansão sem ter a menor vontade de manter contato com o mundo exterior por um bom tempo, até o seu despertar, que acaba acontecendo após o seu primeiro encontro com a talentosa e criminosa Selina (sim, ela não é chamada por seu nickname no longa), para a alegria do seu fiel amigo Alfred (Michael Caine), que não aguentava mais ver o amigo naquela situação. Alfred que ao lado de Bruce sempre manteve uma relação de pai e filho que ambos nutriram por tanto tempo, mas que acabou sendo quebrada pelo fato do empregado achar que Wayne já havia cumprido o seu papel em Gotham e que agora estava na hora dele se focar nele mesmo e para isso, quase que em um ato de desespero, descrente de que Bruce sobreviveria por muito tempo dentro daquele uniforme novamente, acabou usando a sua cartada final para tentar convencê-lo a desistir do seu ato heroico, o que talvez ele tenha feito cedo demais.

Perdendo Alfred, Bruce teve que se preocupar pela primeira vez em sua vida a atender a porta de casa, ou sair e lembrar de levar a chave de casa, coisa que antes não fazia parte da sua realidade burguesa. E logo no momento em que ele estava pronto para recomeçar, perdia aquele que sempre esteve por perto e talvez fosse o único a sua volta que ainda torcesse para o seu final feliz como um homem comum e realizado em todas as áreas. O mundo precisa de um herói, sempre vai precisar, mas será que um homem comum, sem poderes extraordinários e apenas um cofre cheio de dinheiro está preparado para ser o Batman para sempre? Chega a ser poético pensar que sim, mas talvez a ideia aqui seja a de nos colocar com os pés mais no chão, no lugar de um homem comum como eu ou vc.

Nesse meio tempo, Wayne acaba encantado e divido por duas garotas, claro. Uma delas tem traços visíveis de mocinha na trama,  Miranda, que divide uma história muito parecida com a do personagem principal e é interpretada contidamente pela atriz Marion Cottilard. Uma personagem meio “distante”, até mesmo de uma primeira impressão de menor importância e que ao longo do filme não diz muito a que veio, a não ser quando solicitada. A outra é a bandida, aquela que não segue regras e não pretende se apegar a nada, nem a ninguém. Quer dizer, não sem antes se apaixonar perdidamente por alguém ou resolver suas questões com a justiça, que segundo sua vida de ladra profissional, não devem ser poucas. Essa é a Selina (Catwoman) da Anne Hathaway, que no longa ironicamente não chega nem a receber o nome pelo qual ela se tornou mais conhecida. Uma personagem que quase rouba a cena nessa disputa de tantos grandes nomes. Uma mulher que vai da fragilidade feminina a uma loucura totalmente descontrolada em questão de segundos, que não transmite a menor confiança na sua fala doce, mas que certamente lhe faria perder as calças num piscar de olhos. Ou melhor, com um único miado. (meow!)

Uma personagem que estava merecendo essa volta por cima depois do fiasco da outra Catwoman, daquela que nós sabemos bem quem (não gosto nem de lembrar…) e ninguém melhor do que a própria Anne em parceria com Nolan para trazer de volta uma dignidade que havia se perdido em um passado recente. Ela que já disso que até encararia um spin-off para a sua personagem, mas só se ele a dirigisse novamente, o que não parece ser de seu interesse, pelo menos por enquanto. E essa é a sensação maior de TDKR, que parece mesmo ser uma grande despedida do diretor para todo esse universo, embora ele bem que tenha deixado no ar algumas possibilidades para reviver essa história e quem sabe assim matar a saudade quando ela apertar.

E o que o Batman fez de errado nessa primeira parte do filme foi exatamente depositar a sua confiança naquela mulher que o fascinava, mais que ao mesmo tempo ele pouco conhecia ou sabia das suas reais intenções. Tudo bem que nessa hora ele foi bem inocente, porque todo mundo sabe que não devemos confiar em uma mulher que já trabalhou para o diabo. Mas tudo bem, talvez o nosso herói seja mesmo um homem ocupado, sem tempo para o entretenimento (sorry, não resisti a piada). E foi assim que o herói ganhou a sua segunda queda no filme (segunda porque ele já começa no chão), sendo entregue de bandeja por sua “parceira” como presente para o seu grande inimigo da vez que enquanto tudo isso acontecia, já aterrorizava a cidade de Gotham. Bane.

Grande inimigo nada, gigantesco! É quase inacreditável o que conseguiram fazer com o Tom Hardy em TDKR, onde o cara esta quase irreconhecível. E depois de um vilão como o inesquecível The Joker do Heath Ledger (de quem a gente vai sentir saudade para sempre e talvez nunca seja possível esquecer o que ele conseguiu fazer com aquele personagem), seria impossível que a gente aceitasse qualquer coisa dessa vez e tinha que ser um novo vilão pelo menos a altura do anterior. Tudo bem que já conhecendo o trabalho do ator eu até desconfiava que viria coisa boa pela frente também nesse sentido, mas não consegui imaginar o quão bom isso acabaria sendo na prática. Bane é um vilão atípico, apesar do seu grande nível de maldade comum a quase todo vilão. Sai o maluco vestido de palhaço, aquele que escolheu o caos para viver e chega o momento da entrada do gigante mascarado, aquele que cresceu na escuridão da prisão e se tornou um idealista do tipo bem fácil de ser encontrado no mundo real de todos nós, ultrapassando as barreiras dos limites das páginas dos quadrinhos.

Sua proposta era a de causar uma revolução em Gotham e escondido na sua intenção de levar a igualdade e o seu próprio senso de justiça para os 99% da população, estava a sua intenção de aterrorizar o mundo de forma cruel e sem vergonha, exibindo corpos enforcados na TV, declarando sentenças de mortes ou o exílio para quem não se adequasse ao seu novo sistema, o que no seu mandato, era tudo praticamente a mesma coisa. E mesmo sendo um tanto quanto prejudicado por sua máscara, Tom Hardy esteve tão sensacional quanto o vilão anterior, mas isso muito mais pelo seu plano genialmente arquitetado para colocar sua revolução em prática, do que por qualquer outra coisa, isso é verdade. Uma plano perfeito e pronto para destruir aquela cidade, colocando toda a polícia presa no esgoto e impossibilitada de agir, se apoderando dos brinquedos do próprio Batman para colocar o seu plano em andamento e ainda convocando um exército de injustiçados no meio das pessoas comuns e entre os presos durante o mandado de Harvey Dent, que ele libertou da cadeia para se juntarem ao seu exército, que embora menor, era totalmente sem escrúpulos e disposto a tudo em nome de uma ideologia. Qualquer semelhança com a vida real nesse caso não deve ser mera coincidência.

Bane é o vilão possível, que saiu dos quadrinhos e chegou ao mundo real, que todos nós já vimos um dia e de forma bem semelhante, seja de perto ou de longe e morremos de medo de pensar que ele não é o único dentro dessa ou daquela ideologia disposto a tudo. Suas habilidades dependem do seu físico, seus planos dependem única e exclusivamente da sua inteligência, que foi capaz de deixar até mesmo um homem como Bruce Wayne a beira da falência, tudo com um golpe muito bem planejado e escondido em diversos outros interesses.

E era visível a diferença dele ao lado do Batman, que ficou pequeno naquela disputa de homem a homem, sem armas, gadgets ou qualquer coisa do tipo, onde observamos o herói apanhando como nunca e já não estando lá essas coisas depois de inúmeras lesões que acumulou ao longo de todo esse tempo. Por isso não foi difícil para o vilão superá-lo e bastou um primeiro encontro entre eles para que Bane praticamente quebrasse o herói ao meio, literalmente, jogando o que restou dele na pior prisão do mundo, que além de tudo, guardava uma certa semelhança com o seu trauma antigo e de onde ele ainda teria que penar para conseguir sair, enquanto assistia as barbaridades que o seu adversário da vez estava disposto a colocar em prática usando aquilo que um dia já foi seu recurso.

Nessa hora, quando vimos a queda de um dos mitos da nossa geração, foi importante ver que aquele era uma homem real, que apesar da pose e status de herói, não passava de um endinheirado cheio de gadgets de última geração e muito dinheiro no seu cofre. Mas a segurança de todo mundo está além disso e uma hora seria provável que o Batman acabasse enfrentando um inimigo mais forte do que ele, que pensasse adiante, um cara que frequentou a mesma escola que ele no passado (ligando muito bem as histórias entre os três filmes nessa hora, diga-se de passagem) e que com os aliados certos, conseguiu declarar a sentença de morte do cavaleiro das trevas sem precisar fazer muito esforço.

E foi muito bacana poder ver a Selina Kyle visivelmente arrependida assim que entregou a cabeça do Batman para o Bane, ainda sem saber que ele e o Bruce Wayne por quem ela já havia tido uma queda, eram a mesma pessoa. E foi mais bacana ainda ver o herói totalmente sem forças, precisando de tempo para se recuperar, como uma pessoa “comum”, longe dos seus recursos, sem o Alfred para cuidar dos seus ferimentos e de tudo ao seu redor, preso a uma prisão em formato de poço que rezava a lenda que apenas uma pessoa teria sido capaz de sair em toda a sua história. Naquele momento, Bruce Wayne voltou a ser um homem comum, que precisava encontrar o herói dentro dele de verdade, algo que ele havia perdido com o tempo e isso usando apenas a sua própria força, enquanto observava de longe sua cidade sendo derrubada pelo terrorismo e com o uso dos seus próprios brinquedinhos.

Naquele momento, tivemos a reconstrução de um herói realizada com maestria, onde foi preciso esquecer tudo o que aprendemos sobre um herói nunca ter medo de nada e ser um homem destemido por exemplo, que era exatamente o contrário do que ele precisava sentir naquele momento para que o fizesse ser capaz de sair daquele buraco infernal, onde era tratado com o mínimo, mas pelas pessoas certas, para a sua sorte. Ainda vivendo o seu pior pesadelo, Wayne acabou tomando conhecimento da história do Bane, conhecendo um pouco do que ele acreditava ser a sua mitologia, onde ele chegou a conclusão de que o seu adversário seria o tal único que foi capaz de sair daquele lugar como rezava a lenda, além de encontrar o que ele achou ser verdade sobre as origens do vilão, vindo diretamente de alguém que já lhe foi bem próximo lá no começo de tudo.

Amarrações perfeitas que completam essa história e que só fizeram deixá-la ainda mais interessante e muito bem explicada (sem ser muito didática e chata, sabe?), fazendo aquela conexão entre os outros dois pontos dessa nova trilogia. Nessa hora, vale até a pena reviver um pouco dessa história, que pode ser algo importante para colaborar com a nossa memória que costuma ser fraca nessas horas. Mas nada que precise de um estudo profundo sobre os dois filmes anteriores que a essa altura, nós que somos fãs do gênero já assistimos inúmeras vezes. (só o “The Dark Knight” eu devo ter assistido pelo menos umas 6 vezes. Sério.)

Entre as diversas figuras conhecidas desse universo, tivemos o comissário Gordon (Gary Oldman) completamente magoado por ter sustentado uma mentira que colaborou para a criação do mito Harvey Dent, que todos nós sabemos que de herói não teve nada no final das contas, mas que acabou ganhando fama por isso pura e simplesmente pelo fato do mundo sempre precisar de um herói para carregar essa honra. Fato que no decorrer do filme foi muito bem usado pelo Bane contra o próprio personagem, derrubando outro mito a quem aquela cidade acreditava e respeitava até então. Brilhante a forma como os mitos foram todos destruídos nesse filme. Simplesmente brilhante!

Ainda no lado da polícia, ganhamos o reforço de Blake, um jovem policial vivido pelo ator Joseph Gordom-Lewitt e que para a nossa surpresa, tinha algo mais a nos revelar perto do final do longa (juro que eu cheguei a desconfiar, embora a história contada dessa vez tenha sido meio que “outra”). Ele que era o policial que não seguia a lógica (e não as regras, como estamos acostumados a ver por ai) e que além de tudo dividia um passado bastante parecido com o do Bruce Wayne e até mesmo o do Batman, o qual ele só ainda não havia se tornando apenas por falta de recursos, porque motivação não lhe faltava. E o detalhe mais importante é que ele conhecia o Batmam e sabia da sua real identidade. Algo que pode ter passado despercebido durante o filme e talvez tenha sido pouco detalhado sobre “como e porque”, mas que já nos entregava pistas da sua verdadeira identidade, revelada próximo ao final.

Mas é claro que um verdadeiro herói não se veria rendido por muito tempo e foi sensacional a forma nada fácil como Bruce conseguiu sair daquela prisão, embora seja quase inexplicável a sequência dos seus atos, com ele aparecendo inteirão logo em seguida de todo aquele trauma, propondo um acordo com a Selina em pessoa e tudo mais. Mas tudo bem, também perdoamos esse detalhe que não é quase nada se comparada a grandiosidade desse filme. E lembrando dessa sequência, é impossível esquecer daquela trilha sonora marcante, não só nesse momento em que o herói ressurge, mas em todo o filme, onde de tão presente, ela é praticamente mais um personagem e do tipo essencial para completar a história. (vale a pena procurar depois porque ela é realmente bem especial)

E convocando todos os homens de bem que ainda restavam em Gotham City, buscando aliados na polícia, que tanto já o havia perseguido,  lá estava o nosso herói de volta, pronto para encarar o seu grande inimigo. Mas dessa vez precisando mais do que nunca de reforços contra aquele plano grandioso de destruição em massa. Nesse momento, chega a ser quase que inacreditável a forma como eles conseguiram encontrar resoluções boas o suficiente para encerrar todos aqueles plots em aberto, faltando pouco mais de 10 minutos para o seu final e chegava a hora do tudo ou nada, onde o próprio Batman chegou a anunciar que era tempo de guerra em Gotham.

Nesse curto prazo de tempo e ao lado de seus aliados, Batman conseguiu salvar inocentes por todos os lados da cidade, graça ao seu “The Bat” que nessa hora, como eles mesmo meio que disseram ironicamente, “tamanho virou documento”, rs. Ainda em meio a essa batalha final, sobrou tempo para que o Batman se revelasse para o comissário Gordon, que naquela hora reconheceu o homem que salvou a vida do seu filho e que por tanto tempo foi o seu parceiro na luta contra os piores vilões que Gotham já conheceu. E seria praticamente impossível não ficar emocionado com a polícia da cidade em peso saindo as ruas para ajudar a enfrentar o inimigo, enquanto avistavam o símbolo máximo de seu herói queimando no alto daquela ponte. Um detalhe tão forte, que é de fazer chorar de tão lindo!

Aliás, um sentimento que não é muito comum em filmes do gênero é exatamente essa emoção capaz de fazer com que a gente seja conduzido as lágrimas e isso TDKR consegue em diversos momentos, desde o seu começo e até o final. Impossível não ficar tomado com a tristeza instaurada nesse clima de despedida, que pode se manifestar em um momento simples, como a quebra da relação Bruce e Alfred lá no começo, ou quando vimos pessoas inconformadas com o terrorismo, lutando contra o medo de serem feitos de reféns por toda uma vida. Mas eu ainda credito essa emoção maior do filme a toda a sua grandiosidade que chega a ser imensurável, além de assustadora em diversos outros momentos, onde parece que estamos sendo engolidos por aquilo tudo. Uma emoção quase que de “sonho realizado”, como se a gente estivesse vivenciando o que sempre sonhamos ver de um herói de verdade. Eu sei que tudo isso pode parecer até meio cafona, mas eu me rendi e chorei em diversos momentos, que eu confesso sem vergonha nenhuma. (e vi vários marmanjos saindo com os olhos vermelhos do cinema e desviando os olhares,  hein?)

Caminhando para a conclusão épica dessa trilogia, tivemos o homem morcego travando novamente uma batalha corporal com o seu inimigo, finalmente conseguindo alguma vantagem em relação a força e a grandiosidade do seu adversário, encontrando dessa vez o ponto fraco capaz de colocar aquele gigante para dormir com maior facilidade (porque seria pouco crível que do nada, ele conseguisse ter ficado mais forte do que o Bane, mesmo tendo se passado mais de 80 dias preso). E assim ele conseguiu vencê-lo, mas não sem antes ganharmos uma última revelação, que nos trouxe a verdadeira identidade do vilão, além de uma grande surpresa que eu acho importante que seja mantida em segredo, para quem ainda não assistiu ao filme e por isso eu não vou comentar aqui.

E em nome do bem de Gotham, como ato heróico final, após ter derrotado Bane contando com uma importante ajuda nessa hora e ter conseguido salvar a cidade de sua total destruição (porque a parcial bem que aconteceu), Batman acabou entregando a sua própria vida, encerrando da melhor forma possível a sua história de amor por aquela cidade, que ele lutou por tantas vezes para manter em pé, mas que naquele momento chegava a hora de passar seu legado adiante e para isso ele sabiamente já havia despertado um certo interesse em alguém capaz de seguir com o seu trabalho adiante. (alguém que a gente também adoraria ver em um filme todo seu, inclusive com ele mesmo vivendo o personagem…)

Uma morte poética, sem o funeral que se espera para a morte de um mito, o herói que conseguiu manter a sua identidade até o fim, identidade que vai além do seu rosto ser divulgado para o mundo e está em cada detalhe do seu legado. Claro que tudo isso foi um escape que caiu como a alternativa perfeita para que Bruce Wayne tivesse alguma chance de viver a sua vida como um homem comum, realizando não só o seu, mas também o sonho do Alfred ao concretizar o desejo da projeção do seu amigo de longa data para o seu próprio futuro. E junto as flores vermelhas na lápide de Bruce Wayne, nos foi entregue o final mais corajoso possível para essa que foi um trilogia das melhores que conhecemos até hoje. E tem final mais corajoso?

Sinceramente, a cada cena que se passava de TDKR, eu conseguia enxergar um caminho que eu gostaria de ter visto para aquela história, sem tirar e nem colocar nada, sendo entregue exatamente da forma como a gente lá no fundo, mesmo que em nosso inconsciente,  torcia para que fosse feito daquele jeito. Cheguei a ficar com falta de ar, me sentindo quase engolido por aquela história tão bacana, trazendo o herói que nós conhecemos de tanto tempo das HQs que lemos ainda quando crianças, para o um lado muito mais real, que convenhamos, combina muito mais para um homem que não é dotado de super poderes. Ao mesmo tempo, essa desconstrução do personagem foi feita de forma tão extraordinária e porque não dizer espetacular (agora sim usando a palavra com propriedade e coerência, diferente de um certo contemporâneo seu…), fazendo com que o herói tivesse que buscar o seu lado humano, encontrando no seu medo mais profundo a grandeza da sua coragem, que foi o que o fez ressurgir mais forte do que nunca para continuar a sua batalha e encerrar essa história desse jeito, sem que a gente quisesse sair da sala do cinema quando o filme chegou ao seu fim.

Preciso ser sincero e reconhecer que desde sempre eu mantive uma relação meio assim com o Batman (o personagem, pq sempre AMEI os filmes e o seu universo) justamente por achar muito fácil essa saída recorrente dentro do seu universo, escondida em fontes inesgotáveis de dinheiro e muita condição. Sempre achei muito fácil mesmo a forma com que Bruce Wayne conseguia se safar de tudo tendo como base a sua grande fortuna e/ou influência, apesar de diferente de muitos, ele ter escolhido tentar fazer a diferença a seu modo. Um sentimento que sumiu completamente e foi enterrado ao final de TDKR, onde pela primeira vez vimos o herói lutando sem recursos (ou bem menos), tendo que descobrir a sua força por ele mesmo e sem o apoio do seu cofre forte como segurança para qualquer aperto. Algo que talvez jamais acontecesse se esse não fosse o final escolhido para essa história, que eu não canso de repetir que foi inacreditavelmente sensacional e perfeito.

E com esse ponto final, Christopher Nolan acabou criando um problema enorme em nossas vidas. Como aceitar um filme de super-herói não tão bom quanto TDKR daqui para frente? Como nos contentar com apenas um mix de cenas de ação as vezes muito bem realizadas (outras nem tanto), mas sem um história consistente o suficiente para ser contada em muito menos tempo de duração? Como não ficar morrendo de vergonha de todos os outros lançamentos dentro do mesmo gênero que ocorreram ao longo dos últimos tempos? Fica muito difícil. Tudo bem que não é assim também e os demais todos tem o seu mérito por esse ou por aquele motivo. Mas uma coisa é certa, ao assistir qualquer outro filme de super-herói após ter visto “The Dark Knight Rises”, vai ser difícil nos contentarmos a ponto de conseguirmos ignorar um pensamento que vai ficar ecoando na nossa mente por pelo menos um bom tempo: “Mas o Batman foi melhor”. Isso até aparecer um novo Batman, que a gente até torce para que apareça, porque sempre queremos ver coisa boa. Caso contrário, vamos ficar morrendo de saudade de uma mente brilhante como a do Christopher Nolan a frente de uma franquia tão bem realizada como essa.

Esse não foi apenas o funeral de um herói, foi o dia da morte de um gênero, que para continuar sobrevivendo vai precisar se virar para superar “The Dark Knight Rises”, que acabou nos deixando muito mais exigentes enquanto audiência. Agora se virem, porque nós não aceitamos menos.

 

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MTV Movie (ruim) Awards 2012 – Sono preguiça e mais do mesmo de sempre

Junho 4, 2012

Red carpet fraco, com gente que pouco importa e filme que a gente não viu por opção. Esse foi o MTV Movie (ruim) Awards 2012. ZzZZ

Sabe quando nem os erros do red carpet pagam a preguiça da premiação? Então…

Mas ok, fizemos milagre e conseguimos reunir alguns momentos que merecem algum destaque… mas são poucos, então aproveitem!

Dude, vc é muito feio!

Que eu aposto que foi a line que Thor desceu junto com o seu martelo na cara da Russel Brand. PÁ!

Aceite Russel, tu é muito feio merrrmo!

#CHATEADO

Todo mundo já pegou o truque do Adam Sandler neam? Ele que usa tudo largo o tempo todo (t-shirt + calça) para esconder o corpinho de coxinha com muito catupiry. Sei…

Aliás, vamos aproveitar o momento para lançar aqui uma Enquete Guilt: quanta preguiça a gente consegue ter de qualquer um dos filmes do Adam Sandler? (Tá, eu gosto de “Como se fosse a primeira vez”, mas é o meu máximo de tolerância com o Adam Sandler)

BOO! (um pequeno susto com a cara do Russel, sempre ele. WOO) E o look de Russel? A gente comenta ou não vale nem a pena? Temos até o final desse post para decidir… VALENDO!

E o Andy Samberg hein? Só eu acho ele um foufo? Höy! Samberg que acaba de abandonar o SNL. Humpf! Devia ter decidido antes neam Andy? Para ganhar despedida poder tipo a Kristen Wiig… (sorry pela qualidade, mas parece que a NBC e o Youtube tem uma relação meio complicada, mas vale a pena ver mesmo assim só pela participação da Amy Poehler nesse momento e o Jason Sudeikis todo emocionado…)

E quem nunca ficou por fora do assunto dos meninos, que atire a primeira boneca Barbie oldschool com corte caseiro! (que a gente sempre tentava fazer em casa e que nunca dava certo…humpf)

Carros, futebol ou luta do UFC não são o nosso forte. Agora bota alguém passando com sapato de sola vermelha na nossa frente pra ver se a gente não é capaz de acertar o modelo e o ano de lançamento desse Louboutin? Snap!

Todas te entendem nesse momento Leighton. Só não entendemos muito bem o porque da escolha desse modelo pavoroso…

#NAOTABOMNAO

Vamos dar um voto de  incentivo para a Kristen?

Até achei que a Kristen Stewart estava um pouco mais natural nessa festinha hein? Será que ela andou lendo o Guilt? (tem Wi-Fi em caminhão?)

E posso falar? Miley pegou o irmão certo. NHÁ!

Tudo bem que o martelo do Thor é o martelo do Thor, mas nós preferimos o irmão mais novo com cara de paisagem. Go Miley!

E achei uma boa opção a Kristen manter uma Jody Foster sempre por perto, assim ela deixa de imprimir a menos feminina da festa. QUÉM!

Sabe quando vc só sai com a sua amiga feia para parecer a mais bonita?

Então… mesmo fundamento. (e quem vê a Charleeenadra precisa disso, neam? Mas serviu para ilustrar a situação mesmo assim)

ps: dizem que a altura das garagens nesse dia foi revista, para comportar todo e qualquer tipo de veículo, de carros aos mais variados tipos de caminhões…

I ♥ Emma Watson

Não sou muito fã do modelo também… mas e quem se anima para se vestir para o MTV Movie (ruim) Awards?

O casal magia da noite: Emma Stone maravileeeandra (de quem a gente queria roubar o modelo) e Andrew Garfield (de quem a gente queria roubar o corpo, rs). Höy!

E ao que tudo indica, nós não somos os únicos de olho grande pra cima do novo Spidey, hein?

Suck it Katy Peróla!

Mas nem só de preguiça sobrevive uma premiação de cinema mais preguiça ainda… não é mesmo Gary Oldman?

Não é mesmo Joseph Gordon Levitt? Höy!

Pauda dramática…

CATAPLOFT

Apesar da vergonha do Joe Manganiello estar usando essa fantasia do “Clube das Mulheres” para promover o filme que conta a vida (interessantíssima quanto o caminhar de uma tartaruga albina do Sri Lanka) do Channing Tatum, a gente acaba perdoando porque pelo menos ele mostrou o machado. Höy!

Mas nada justifica não ter ido de werewolf e ter feito a transformação ao vivo no palco…

#DECEPCIONADO&CHATIADO&HORNY

Alô? Jessica Biel? Aqui é um amigo, estou ligando para avisar que se vc se casar com o Justin Timberlakers com essa sua franja pavorosa, vc vai se arrepender para o resto de sua vida de atriz de filmes mais meia boca do que os dele… (tirando “Alphadog”, que tem ele no elenco e é bem bom)

#NAOTABOMNAO

Momento em que 87,37 % da magia do mundo estava concentrada em um único lugar.

Fassbender + Charleeeandra = HÖY²! (em 54 sotaques diferentes)

Mas nem vem com muita confiança atentando contra um patrimônio da magia mágica ruiva assim em público hein Charlize?

A gente te ama, mas não força tanto assim e em uma hora como essas, todas já se preparam para cravar um salto no meio da sua testa linda. Vai brincando…

E qualquer dano na região Sul de Fassbender, por menor que ele seja,  é sentença de morte na certa.

#BIGORNANELA

Momento alto da premiação: Dione Depp tocando com o Black Keys. Höy!

Poderiam ter feito a premiação só para isso. Duas músicas do Black Keys e só. Depois era só colar um listão amigo na porta com o nome dos vencedores e todas seguiriam felizes para casa. Clap Clap Clap!

E a mensagem que fica ao final desse MTV Movie (ruim) Awards 2012 é exatamente a seguinte:

 

Crianças, fiquem longe das drogas, inclusive dos filmes ruins e das premiações totalmente meio assim… Corram enquanto há tempo!

 

E toda a magia que faltou, acabou sobrando nas festas pré e pós Oscar 2012

Fevereiro 28, 2012

No finde tivemos pencas de festas e outras premiações antes do aguardado Oscar 2012.

Tivemos o Spirit Awards, a festa da Elton e a da Vanity Fair. Ou seja, muito red carpet para cobrir.

Como já estamos meio que cansados de falar de modelões e ou de red carpets nesse momento, mesmo porque, tudo anda numa preguiça tão desanimadora, que decidimos fazer um post especial aqui no Guilt, reunindo somente toda a magia que passou por cada uma dessas festas e que em dia de premiação como essas, quase nunca são valorizadas porque os vestidos todos acabam chamando muito mais atenção do que qualquer tux bem cortado e em preto, desconsiderando quem o estiver vestindo.

E também, com um Oscar 2012 tão capenga e carente de feitiços (tirando o Dujardin, Höy!), todas a essa altura já estavam necessitadas de alguma magia, não é mesmo? Höy!

Chris Pine, o capitão Kirk que toda mãe pediu para Santa Cher como genro. Höy!

Bradley Cooper, aquele que perde convenientemente a memória durante a ressaca brava da noite anterior. Sei…Höy!

Matt Bomer, que não precisava nem falar nada, bastava ficar assim, com essa cara, congelado, no canto do quarto, com os braços abertos, para a gente aproveitar a sua presença e já usar como mobília, para pendurar as roupas e as fedoras todas, rs. Höy!

Boone agora diz que é vampiro com fama de mau, mas todo mundo se lembra do seu passado suspeito em uma certa ilha distante, guardada por uma rolha mágica, não?

Sem contar que ele continua fazendo muito bem a sua única cara, aquela com os olhos apertadinhos de sempre. Höy!

Zachary Quinto, embora esteja com o óculos errado, pequeno demais para o seu rosto, a gente perdoa, porque com esse combo de outfit escolhido pela mãe + cabelinho arrumadinho + memória afetiva de novo Spock, a gente aproveita logo para realizar a fantasia nerd. Höy!

Joseph Gordon Levitt é foufo, tem cara de primo carente e safadinho do interior de Connecticut e de quebra, já estabelece um período de pelo menso 500 dias para te conhecer melhor. Algo que funciona bem para quem estiver procurando um namorado sério e que goste de The Smiths (sonho de todas= uma namorado sério com o mesmo gosto musical= o seu próprio iPod Touch, rs). Höy!

Geraldo já foi melhor e todas sabem disso, acabou de sair da rehab por motivos do truque, mas talvez esteja bem carente e precisando de companhia. Vai que é a sua chance de ficar com o Leonidas antigo? Será que ele ainda guarda aquele figurino em casa? Höy!

ps: I love you till the end

Chris Evans é daquele tipo que deu uma piorada com o tempo, mas ainda assim, continua bem humorado, jurando que é herói do tipo agente duplo. E mesmo com o passar do tempo, continua se garantindo muito bem no shirtless. Höy!

E para finalizar, o nosso boy magia representante maior da magia sueca e das presas afiadas:

Ele, nórdico, alto, loiro sueco,  Alexander Skarsgard!

Que fazia tempo que não aparecia hein? Primeiro em azul, um pouco mais casual, só para ir entrando no clima e para já ir matando a saudade…Höy!

Depois em preto, para finalizar e mostrar toda a versatilidade do vampiro sueco xerife residente do sul americano. Höy!

Mas pensa que acabou?

Ainda não, porque o presente ainda não acaba por ai não, viu?

Temos a versão do Skarsgard em tux e fazendo cara de sei lá o que pensar numa hora dessas. Duvida?

PÁ! Porque quando a gente fala em magia, a gente joga sujo e vai a fundo no poder do feitiço. HÖY!

The Dark Knight Rises – o teaser trailer

Dezembro 20, 2011

Sabe quando vc fica completamente arrepiado e sem palavras?

Então…

Ansioso é pouco!

Non, Je Ne Regrette Rien

Agosto 23, 2010

Sinto cheiro de um novo “Matrix” no ar hein? (no melhor sentido possível!)

Faz uma semana que eu assisti ao “Inception” e até agora eu não tinha nem conseguido escrever sobre, fatão!

Não porque o filme seja complicado demais (o que eu não achei no final das contas), nem pela falta de entendimento ou complexidade (que eu achei que foi muito bem definida e explicada durante a trama), mas talvez pela emoção que eu senti ao ver um blockbuster ser construido tão dignamente, o que é cada vez mais raro hoje em dia. E tudo isso a partir da mente criativa de Christopher Nolan, a quem eu já havia me apaixonado de vez depois do último Batman, The Dark Knight (que pra mim empata com esse aqui hein? Se não, chega perto…).

Ficção, realidade, um mundo de arquitetos e ladrões dos sonhos e a idéia de manipulação dos  proposta pelo diretor no filme é simplesmente sensacional. Sabe quando vc tem um sonho, com um cenário familiar, mas que é totalmente diferente do cenário real? Bom, comigo acontece quase sempre e talvez eu tenha alguém trabalhando nos meus sonhos e nem saiba neam? rs

E como trata-se de um mundo de sonhos, as possibilidades são infinitas em termos criativos e quando essa responsabilidade esta nas mãos de um diretor tão habilidoso quanto Nolan, só podemos esperar coisa boa pela frente. Se em “Insomnia”, “Memmento” e o próprio “The Dark Knight” nós já tivemos diferentes formas e perspectivas para se contar uma história, em “Inception”, o diretor atinge o nível ainda acima da sua criatividade, contando essa história de uma forma única, complexa e acima de tudo compreensível.

Leonardo DiCaprio, que pode não ser mais aquele galã de antes e que talvez a perda do título tenha melhorado ainda mais a sua qualidade como ator, vive Dom Cobb, que é quem  lidera a equipe de ladrões dos sonhos de forma perturbadora, um homem em conflito (a beira da loucura na verdade), quase se perdendo completamente entre a realidade e a fantasia. E a representante dessa loucura fica por conta da sempre sensacional Marrion Cottilard e a sua enlouquecida Mal, que ainda ganha uma referência explicita ao seu personagem mais conhecido até hoje, Piaff, tendo o seu hino um papel fundamental para o desenrolar dessa história. (e para o título desse post)

As cenas entre as camadas dos sonhos (e são várias) são maravilhosas. Me lembro de ter visto ao trailer pela primeira vez já tem algum tempo, com aquela cidade sendo  literalmente “enrolada” diante dos meus olhos e ter ficado de cara, tipo: UOW!  Logo, depois de ter visto o resultado final do trabalho do diretor + direção de arte eu relamente me dei conta de que essa seria mais uma daquelas cenas inesquecíveis do cinema e que certamente seria referência para as produções futuras. Um novo clássico, uma nova linguagem, um novo fundamento, uma nova referência.

Algo novo, vcs tem idéia de como isso deve ser difícil de se fazer hoje em dia?

O gênero me agrada é claro, gosto de mind games e filmes que te fazem pensar, mas o que eu gostei mesmo em “Inception” foi que a história, que aparentemente é meio absurda, é tão bem contada que no final de tudo vc consegue entender perfeitamente do que eles estão falando. Até me senti bem inteligente depois disso, rs

Entre as minhas cenas preferidas (e acredito que da maioria que tenha visto o filme) estão as que utilizam o recurso de gravidade zero e que são sensacionais, com uma beleza absurda! A minha preferida é aquela com Joseph Gordon-Levitt e a luta maravileeeandra em meio ao corredor do hotel, enquanto ele tenta colocar os seus parceiros para despertar. Cena linda, lindamente coreografada, que deve ter sido irritantemente difícil de ser feita, porém divertidíssima para quem a fez, eu suponho.

Ellen Page não tem tanto destaque no filme,  mas é dela o cargo de grande arquiteta dos sonhos, a quem cabe tentar trazer de volta para a realidade o personagem de DiCaprio.

Gostei muito do trabalho dos coadjuvantes, principalmente do Tom Hardy (Eames) que é uma espécie de ator e meio que o 007 da turma. Cool! Aliás, as cenas na neve forma meio que uma referência aos clássicos de James Bond hein? Seria esse um desejo secreto de Christopher Nolan? O de dirigir um filme da franquia 007? Hmm mm, fikdik

E uma bela homenagem ao impagável “Joker” foi feita em um dos posters de “Inception”, o que eu achei muito digno da parte da direção de arte do filme. Cool!

No final de tudo, vc percebe que a idéia é muito mais simples do que vc imaginava e que a complexidade esta na forma com que ela é contada e as suas diferentes camadas, onde o universo dos sonhos funciona muito bem para essa dinâmica. Eu diria que o resultado final  é no mínimo surpreendente!

Há quem ainda tenha dúvidas do final do filme: afinal, chegamos a realidade ou tudo não se passava de um sonho?

Será que ficamos presos no limbo? Ainda estamos presos no elevador? O pião parou ou não de rodar? (quem ficou no cinema durante os créditos sabe a resposta hein?)

OW NO!

Filme excelente para se assistir no cinema e ficar emocionado com uma mente absurdamente criativa que é a de Christopher Nolan, que só confirma a cada novo trabalho o seu título de um dos maiores diretores de sua geração. Clap Clap Clap!

ps: e eu fico ansioso mil para o seu lançamento em DVD e os extras que eu espero que nos conte tudo sobre a mágica que assistimos no filme.

Marc Webb vai dirigir o novo filme da franquia Spider Man

Janeiro 20, 2010

Foi anunicado ontém pela Sony + Marvel que o diretor de “500 days of summer” (um dos melhores filmes de 2009) será o responsável por dar continuidade a franquia milhonária de Spider Man. Fiquei animadeeeno pq achei a direção do “500 days of summer” bem moderna, atual, e assim acho que ele vai dar conta do recado e fazer um ótimo trabalho em Spider Man 4, previsto para ser lançado em 2012.

E olha só, puxei o assunto hein? Primeiro assisti ao filme, depois falei pencas sobre ele aqui, ai veio a minha wishlist de possíveis atores para fazer o novo Spider e acho que o nome do substituto de Tobey Maguire esta mesmo na minha lista hein? Acho que agora falta bem pouco para ouvirmos o chamado oficial: Joseph Gordon Lewitt, entre por favor!

E Joseph comemora em um quarto de hotel barato, muito bem acompanhado eu diria…rs

(500) Days of Summer…e o começo do “Autumn”

Janeiro 15, 2010

Um história de amor que não é bocó. Sabe quando vc assiste aquele romance/comédia romântica e fica feliz por algumas poucas horas depois que vc termina o filme e logo depois disso se sente vazio? Pois é, esse não é o caso de “500 days of summer”, que avisa logo de cara que o filme não é sobre uma história de amor e sim uma história sobre o amor. Foufo mil!

2 coisas que eu amei no filme. 1º, o desabáfu no começo…(provavelmente do diretor) que é bem foufo e honesto e termina com um “bitch.” utilizando de tipografia e fundo negro. Incrível! Euri

A 2ª é que eu amei os efeitos gráficos do filme, como esse do quadro negro ae da foto que fica na parede de fundo do quarto de Thom. No começo do filme tem algumas gravuras e desenhos pendurados, além de um desenho feito em giz, fazendo as vezes de cabeceira de cama, uma ótima idéia que eu já pensei em copiar aqui para casa, mas talvez em forma de adesivo. E no final, ele acaba fazendo outro desenho, de uma arquitetura incrível tmbm, que vem a ser a sua grande paixão na vida.

O filme conta a história de um relacionamento moderno entre Thom ( Joseph Gordon Levitt) e Summer (Zooey Deschanel, Höy). Ele, um jovem meio geek e que acredita que só será feliz no dia em que ele encontrar a pessoa certa por quem ele deverá se apaixonar e ela,  uma jovem moderna com estilo retrô, que não compartilha da mesma idéia de amor que ele e que não acredita em relacionamentos e prefere não se comprometer com ninguém. Os dois acabam se conhecendo no trabalho, uma empresa que desenvolve cartões para datas comemorativas, ela é assistente do chefe e Thom é roteirista e desenvolve as frases para os cartões.

Com alguns saltos e voltas no tempo a história do filme é contada, dos 500 dias da relaçán do casal, que como todo mundo que é normal nessa vida sabe que começa tudo muito bem e depois vira aquele drama neam? Detalhe foufo: os dois são fãs dos Smiths! Awwnnnn!

Mas o que o filme mostra mesmo é como na maioria das vezes a gente idealiza uma relação que não existe além do universo da nossa imaginação e passa a enxergar a relaçán apenas com os nossos olhos, sem prestar atenção nos sinais que a outra pessoa esta passando para vc o tempo todo. Triste…mas acontece quase sempre, fato! Quem nunca idealizou um relação perfeita com alguém que vc acaba descobrindo não ser tão perfeita assim com o tempo que atire a primeira pedra de brilhante! (guardando as minhas no cofre)

Eu tenho uma certa tendência a gostar de histórias de amor que não tem o final feliz que todo mundo espera, fato. Não sei porque viu? rs

Mas acho que é mais real, mais honesto e menos bocó. E olha que o filme usa de vários clichês para contar a história e consegue não ser óbvio mesmo assim., talvez por isso tenha ganhado o status de cult em Sundance.

Isso tudo e uma trilha sonora báfu que eu tenho certeza que ajudou e bastante para o sucesso do filme. Que conta com Regina Spektor, She & Him, Feist, Carla Bruni (Love essa música dela inclusive), Simon And Garfunkel e The Smiths é claro. E eu já bem que pedi para o Paolo Torrento trazer para mim…rs

E assim, com essa incrível trilha de fundo  é contada uma das histórias sobre o amor mais foufas ever. E divertida mil viu? LOVE a cena dos dois na Ikea, fingindo ser a casa deles, LOVE a cena quando eles dormem juntos pela primeira vez  e a vida dele vira um musical no dia seguinte (eu avisei dos clichês) e com direito a passarinho azul de animação e tudo mais, LOVE uma cena em que eles terminam e ele vira um desenho que vai se apagando, LOVE a irmã menor conselheira e LOVE essa cena ae da foto, onde os dois em uma brincadeireeeenha daquelas bem irritantes que só os casais fazem, começam a gritar “pênis” em meio ao parque, euri. LOVE tmbm a mudança de estação do final e a chegada do “Outono”.

E para quem ainda não se animou para ver o filme, aqui esta o trailler que talvez ajude:

ps: ela sempre foi mesmo a cara da Katy Perry, agora ele eu achei a cara do Heather Ledger, muito parecido…e olha que eles já até trabalharam juntos (10 coisas que eu odeio em vc) e eu não tinha achado isso antes hein? Que puxa!


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