Posts Tagged ‘Joy Bryant’

Mais uma temporada bem caseira e deliciosa de Parenthood

Março 6, 2013

parenthood siblings

Ok, não vou nem começar já me desculpando pelo atraso dessa review, porque isso já está se tornando algo recorrente demais aqui no Guilt. Mas como somos um blog sem pressa, lidem com esse detalhe da nossa mitologia. (rs)

Em pensar que quando Parenthood começou, eles chegaram a dividir um espaço importante com outra família que nós já gostamos bastante no passado (lembra dos Walkers? Ainda bem que a Norah conseguiu sua carreira de volta em Hollywood e o Kevin voltou ao passado e agora está trabalhando como agente da KGB nos 80’s. Ufa!), mas logo foram ocupando todo esse espaço, ainda mais depois daquela reta final nada digna da outra família em questão. Sempre existiram algumas semelhanças aqui e ali entre as duas famílias (principalmente por se tratar de histórias sobre famílias, dãh), mas logo notamos que Parenthood na verdade era completamente diferente e justamente por seguir uma receita bem mais caseira em seu formato, que sempre foi uma delícia, o grande diferencial da série e que continua sendo exatamente assim até hoje, para a nossa total sorte. Pergunta: E #TEMCOMONAOAMAR poder cantar “Forever Young” do Bob Dylan toda semana durante a abertura da série? E eu mesmo respondo que não, não tem. (♥)

Já começamos essa Season 4 nos livrando de pesos que não precisávamos carregar mais a essa altura, como a Haddie (Sarah Ramos), que finalmente seguiu para a Faculdade em um despedida linda, fato, mas que não podemos nem dizer que foi sofrida, porque não conseguimos sentir a menor falta da personagem, que entre todos eles, sempre foi a mais fraca e isso era notável em relação ao carisma de todos os demais personagens, mesmo para os menores. (apesar da pouca falta que sentimos nesse caso, nunca vamos esquecer também daquela timeline lindíssima que eles fizeram para ela)

Apesar da despedida, durante essa temporada, a casa do Adam (Peter Krause) e sua família foi a que acabou carregando boa parte da carga dramática mais séria da série, com a descoberta do câncer da Kristina (Monica Potter), algo totalmente inesperado, embora seja um plot bastante recorrente para séries do gênero e esse era exatamente o meu medo em relação a história da personagem. Mas como Parenthood nunca foi uma série tão óbvia assim, apesar das histórias comuns e que se encaixam com boa parte de sua audiência, eles realmente conseguiram lidar com essa nova situação da melhor forma possível, sem ignorar o que precisava ser mostrado.

Tirando a cabeça de personagem da família cone da própria Kristina (por isso eu acho que essas histórias precisam ser bem pensadas e as atrizes deveriam se entregar mais, apesar daquele cabelo lindo dela de sempre), tudo sobre a história da sua doença foi retratada da forma mais bacana possível (mas o cabeção era quase uma ofensa. Sério), desde a emocionada revelação para todos da família Braverman, em uma cena linda onde era visível a reação dolorosa de todos os personagens praticamente ao mesmo tempo, mas sem aquele exagero que acaba se tornando bastante perigoso nessa hora. Do momento da revelação até todas as etapas do seu tratamento, tudo foi levado da forma certa, com aquela honestidade que nós gostamos de encontrar de vez em quando também na TV. (no cinema, esse detalhe vem nos conquistando cada vez mais)

A escolha do médico certo, que pode não ser aquele que vai te dizer exatamente o que você gostaria de ouvir naquela hora, justamente por toda a sua honestidade, algo que não significa que ele não seja o melhor deles, a relação da própria Kristina com outros pacientes que também estavam enfrentando a mesma barra (aquela mulher para quem ela acabou devolvendo o presente carinhoso de esperança, awnnnn!), ter que lidar com a perda do cabelo, algo que abala a vaidade de qualquer um, tendo que lidar com a dor (usando aquele recurso conhecido de alguns…), algo que também é sempre importante de se retratar nesses casos e ao mesmo tempo, em meio a isso tudo, Kristina teve que buscar alternativas para contornar a sua situação, como investir em perucas diferentes para ajudar a sua vida e a do marido também, é claro. Marido esse que não poderia ser mais perfeito, diga-se de passagem, sempre ao seu lado, nem sempre sabendo como reagir da forma mais adequada ou da forma como ela gostaria, mas pelo menos tentando e permanecendo exatamente no mesmo lugar durante todo esse percurso. Confesso que até o último momento, fiquei com medo de que essa história não tivesse um final feliz, mas ainda bem que eles não chegaram a apelar para esse tipo de drama. (apesar do luto nunca ter aparecido na série dessa forma e bem poderia ser um recurso interessante mesmo sendo difícil de admitir e por isso o meu medo)

Parenthood-Season-4

Outro momento excelente da temporada, um dos melhores episódios até, também envolveu a família do casal Adam e Kristina, com eles tendo que enfrentar a candidatura do Max (Max Burkholder) como presidente da escola, tudo isso por conta do seu sonho prático de ter a máquina de doces de volta no pátio do colégio. Para uma criança comum, esse plot poderia até parecer meio bobo, mas para o Max e toda a questão da sua síndrome de Asperger, essa história acabou ganhando um peso importante, com os pais imaginando e vendo o que o seu filho acabaria enfrentando em termos de piadinhas e coisas do tipo (e imaginem isso para a Kristina, que já foi chefe de campanha política e acima disso ainda é mãe e estava passando por toda aquela situação), mas que ao mesmo tempo seria algo importante para o seu crescimento. Falando em crescimento, foi sensacional o dia em que eles perceberam que o Max já havia chegado a puberdade devido aos seus novos odores (rs) e nessa hora a família também ganhou outro momento bastante importante, esse com a ajuda dos avós em uma conversa solta, fazendo com que Max entendesse o que estava acontecendo com ele e o seu corpo naquele momento (Zeek esteve impagável nesse momento). E a conversa do Adam com o filho a respeito dos seus interesses amorosos foi muito especial e justamente pelo detalhe da condição do Max e ele demonstrando suas preocupações quanto a isso. Lindo de verdade. (sabe aquele momentos que você sente vontade de abraçar a TV? Então, esse foi um deles e a série é recheada deles. Acreditem!)

Engraçado é que em Parenthood tudo parece meio familiar porque vez ou outra, encontramos algumas situações que nós mesmos já vivemos em algum etapa de nossas vidas (sei que soa quase cafona admitir isso, mas é honesto e é verdade). Mas fato é que desde sempre, apesar de todos os obstáculos que acabam aparecendo no caminho de todos eles e de nem sempre a vida seguir o caminho que eles todos desejam, de certa forma, tudo acaba dando sempre certo para aqueles personagens, algo que poderia ser bastante prejudicial para a credibilidade de qualquer outra série, mas o pior de tudo é que em Parenthood, desse detalhe nós nem podemos reclamar porque torcemos para que aquela família acabar se dando bem de qualquer forma como torcemos para a nossa própria família até (sem exagero), apesar de qualquer problema que eles tenham que enfrentar. E mesmo assim, todas as suas resoluções, apesar de muitas vezes já aguardadas, acabam sendo deliciosas e nunca acontecem de forma muito fácil ou exatamente óbvia, mostrando que a dificuldade existe para todo mundo, mas a mensagem maior da série é sempre bastante esperançosa mesmo. Sabe mãe quando você pede um conselho, ou conta algum problema qualquer que esteja enfrentando no momento e ela faz aquele carinho na sua cabeça dizendo que tudo vai dar certo desde que você faça alguma coisa para isso? Então… essa é exatamente a sensação dentro da série.

Até o casal Julia (Erika Christensen, que eu continuo não suportando, não tem jeito e acho que ela tem cara de gastrite, rs) e Joel (Sam Jaeger, sempre uma visão ruiva. Höy!) acabou ganhando um plot interessante durante essa temporada (eles que todo mundo sabe que são os mais fracos da série), com toda a questão da adoção do filho, Victor (Xolo Mariduena) que acabou acontecendo da forma que eles não esperavam e não vinham se preparando para. Ainda mais eles que são tão certinhos e parecem estar sempre preparados para tudo. E foi bem bacana ver a questão do casal tendo que se adaptar ao novo filho, que não era dos mais fáceis (ele denunciando a Julia para a policia foi muito bom também), muito provavelmente pela questão da idade e por ele já ter vindo de uma outra casa, onde provavelmente havia recebido um outro tipo de criação, bem diferente a forma como o casal vinha criando a própria filha até então, ela que também não aceitava muito bem a ideia e não conseguia reconhecer o garoto como seu irmão. (a dramaticamente exagerada, Sydney, interpretada pela atriz Savannah Paige Rae, que faz a Debra criança nas memórias de Dexter)

Parenthood-Season-4

Mostrando todas as dificuldades de adaptação a essa nova realidade, foi importante poder ver que nem tudo é tão fácil como muitas vezes os mais preguiçoso imaginam ser e na verdade, é preciso muito trabalho, tempo e dedicação para que as coisas acabem dando certo para todo mundo no final, além da questão do amor, que nesse caso é sem dúvida o item fundamental dessa nova história que começa a se formar. Bacana ver a Julia, que não está muito acostumada a falhar e ou ser rejeitada, sendo aquela que mais precisou lutar para conquistar o amor do novo filho, tendo que largar o emprego (que sempre foi muito importante para ela e onde ela sempre foi muito bem sucedida) e dar um pouco mais de espaço para o Joel desenvolver a sua carreira, ele que teve muito mais facilidade em lidar com toda aquela situação, provavelmente por ser muito mais compreensivo e ter um perfil mais adaptável também. A cena em que a família inteira compareceu no juiz para oficializar o processo de adoção foi adorável, do tipo que é impossível não se emocionar com cada um dos discursos feitos durante a ocasião, com todos reunidos para e oficializando o Victor como o mais novo integrante do #TEAMBRAVERMAN.

Nesse momento, preciso dizer que esse perfil da perfeição, tanto do Adam quanto da Julia, sempre me incomodaram profundamente. Adam por ser o filho mais velho, é e tenta ser sempre o exemplo (pior que ele consegue) e a Julia como a mais nova, tem aquele perfil de prodígio, da medalhista da família, aquela que não está acostumada a perder. Uma chata. Tudo isso até que se justifica muito bem no perfil de comportamento dos personagens (porque gente chata existe mesmo e todos nós sabemos disso), mas o que sempre me incomodou nos dois é que eles são pouco espontâneos, caretas demais mesmo (e representam muito bem esse que é exatamente o papel de ambos dentro da família e talvez por isso eu nem consiga mais olhar para o Peter Krause com os mesmos olhos dos tempos de Six Feet Under, mesmo com ele apresentando na série a sua versão para o James Bond), mas o que realmente incomoda em ambos personagens é a procura do discurso do politicamente correto que algumas pessoas gostam de ouvir (eu me canso rapidamente), onde ambos parecem que só conseguem agir e reagir de acordo com o modelo perfeito a ser seguido caso contrário acabam travando. E isso não é nem um crítica aos personagens da série em si, porque dentro desse contexto, eles conseguem ser realmente perfeitos, mas eu quero dizer algo mais sobre essa eterna busca da perfeição que alguns insistem em perseguir como modelo de vida. Sempre acabo ficando com preguiça desse tipo de gente, seja na TV ou na vida real. Mas esse foi apenas uma parágrafo a mais dentro dessa conversa. Continuando…

Para Sarah (Lorelai, também conhecida como Lauren Graham, que a gente AMA desde sempre por Gilmore Girls, (e que na série eu insisto em dizer que vive um lado B da sua antiga personagem) e seus filhos, Amber e Drew, acabaram sobrando os plots ligados ao coração durante essa temporada. Sarah novamente entre dois amores, que agora envolvia o seu novo chefe (o adorável Ray Romano, de Everybody Loves Raymond, que teve uma relação ótima de identificação com o Max), tomando a decisão errada novamente ao decidir se mudar para a casa do professor com quem ela já namorava e ainda carregando o Drew (Miles Heizer) a tira colo, mesmo sem ter a menor certeza de que aquilo era o certo a se fazer e já estando bastante envolvida com a questão do chefe fotógrafo. Algo que obviamente não deu muito certo e ela teve que voltar para casa, novamente depois de ter feito a escolha errada no final das contas e se ver sozinha novamente. Em um determinado momento da temporada, a Kristina acabou ilustrando muito bem essa dúvida da Sarah, dizendo que Hank (o chefe) era um homem do tipo pronto, com cara de durão e que você sabe que vai te defender se necessário (algo que sempre podemos fazer sozinhos, mas é sempre bom saber que se necessário, teremos reforço, rs) e o  professor, Mark (Jason Ritter) tinha cara de assustado, embora lindo e mais jovem (o que são os olhos mareados desse moço?), do tipo que você sabe que vai ter que proteger e cuidar muito bem até que ele esteja pronto, ago que talvez nem aconteça e é sempre um risco. E tudo isso ainda com a Sarah tendo que enfrentar os problemas típicos da fase da adolescência do Drew, que agora já estava prestes a entrar na faculdade e também enfrentava uma barra com a ex namorada, que já estava com outro mas ao mesmo tempo continuava saindo com ele. (nada me tira da cabeça que aquele filho nem era dele… bi-a-tch. E ele se aproveitando do drama da tia para sensibilizar? O capeta está de olho!)

parenthood-season-4

Nessa hora ganhamos mais um assunto sério para essa Season 4, com a descoberta da gravidez da namorada do Drew e toda a questão do aborto na qual eles acabaram se envolvendo (e como tudo isso é resolvido de forma bem mais prática do lado de lá, não?). Um plot importante para o personagem, ainda mais para o laço lindo que ele tem com a irmã, Amber (uma das minhas relações preferidas de toda a série desde sempre), que foi quem deu todo o apoio para que o irmão (e eles meio que sempre cuidaram um do outro enquanto os pais viviam em crise) passasse por essa situação e antes mesmo de revelar o que estava acontecendo para a própria mãe. Mas aquele momento final, com a questão já resolvida e ele despencando em lágrimas no colo da mãe foi lindo e super honesto, porque todo mundo sabe para onde é que corremos quando a situação realmente aperta. Nada como um colo de mãe (e como “mãe” eu quero dizer qualquer personagem que represente essa figura na vida de casa um). NADA. E para Sarah, dessa vez as coisas foram mais leves e apesar de acabar novamente sozinha, ela ainda ganhou um presente ótimo do próprio Drew, com sua entrada na Berkeley, que foi comemorada no melhor estilo Braverman. (me lembrei muito do meu quase irmão aqui em casa esses dias, descobrindo que passou na Federal que ele queria e foi aquela gritaria de família de gente que fala alto e não tem vergonha de demonstrar toda a sua euforia. Diga-se de passagem, ele passou em 3 das 3 que prestou. #TeamEssy)

E essa relação que a série consegue estabelecer com a vida de todo mundo realmente é muito especial e ao mesmo tempo consegue fugir facilmente de qualquer tipo de estereotipo pedante ou até mesmo cafona, algo que seria bem fácil de acontecer nesse caso. E tudo isso tocando em assuntos simples, facilmente reconhecíveis e relacionáveis, onde é praticamente impossível assistir Parenthood e não acabar lembrando com saudade de algum momento das nossas vidas, ou até mesmo de um problema ou outro parecido que a gente já tenha enfrentando. E essa relação eles conseguem estabelecer naturalmente, sem forçar, conseguindo emocionar pelos motivos certos e sem a menor apelação. E boa parte disso por conta do seu elenco, que é realmente bem especial. Isso sem contar a trilha sonora da série que é excelente (sempre foi na verdade e lembra, só que de outra forma, o que a gente achava e gostava da OST de The O.C, por exemplo) e sempre rende uma ou outra faixa para as nossas mixtapes aqui do Guilt.

Ainda na família da Sarah, tivemos a Amber ganhando um novo candidato a boy magia problemático, Ryan (Matt Lauria, Höy!), ele que chegou até a família na companhia do próprio avô, Zeek (Craig T. Nelson), um soldado enfrentando o trauma do pós guerra, encontrando na Amber (e sua família) a força que ele precisava naquele momento para encarar os obstáculos. Primeiro, nunca entendi muito bem o porque que ela desde sempre não foi trabalhar com os tios naquele estúdio que sempre teve a cara dela, onde ela finalmente passou a trabalhar durante essa temporada e segundo que sempre me incomodava a forma como “surgiam” os seus relacionamentos dentro da série (como por exemplo, ela mais uma vez ficando com o “colega de trabalho” ou coisas do tipo que nem podemos rejeitar ou criticar muito porque também quem nunca, não é mesmo?). De qualquer forma, sempre tive um carinho enorme pelo personagem e parte dele creditada a própria atriz, Mae Whitman, que eu AMO e acho ótima.

Mas dessa sua relação conturbada, tivemos um outro momento que eu considero de extrema importância para o crescimento da personagem e que ilustrou muito bem a fase de transição da mesma, mostrando que Amber já não é mais a mesma e finalmente amadureceu. E esse momento ficou por conta de quando ela se viu ao lado do Ryan, vivendo algo muito próximo do que sua mãe já viveu no passado (até mesmo com o seu próprio pai) e se viu prestes a repetir um comportamento que ela não gostaria de seguir como exemplo para a sua vida, usando exatamente esse detalhe importante como desculpa para não ficar com o namorado naquele momento. não daquela forma. Um discurso que além de lindo foi de extrema importância para a personagem, que no final das contas acabou sim ficando com o namorado, mas somente depois de observar uma série de mudanças na sua vida, todas fundamentais para que enfim ele pudesse fazer parte da sua vida também. (Anotem: Muda antes, fico com você depois. Porque viver tentando consertar alguém, além de exaustivo, não é o ideal para ninguém)

Parenthood - Season 4

Para o Crosby (Dax Shepard, pai do filho da Veronica Mars e por quem eu tenho uma simpatia absurda. Sério, sou desses que cria esse tipo de relação com determinadas pessoas aleatoriamente), as situações também foram todas mais leves, ele que agora vivia o seu sonho ao lado da mulher, Jasmine (Joy Bryant, que é linda e nunca vamos esquecer a música do seu casamento na série. Nunca!) e filho Jabbar (Tyree Brown) ao seu lado, mas que logo teve que abrir espaço para o pesadelo da sogra vindo morar com o casal e obviamente descordando do modo mais solto como ambos estavam criando o Jabbar (inclusive um outro momento bem foufo entre pai e filho nesse caso aconteceu envolvendo algumas questões de diferenças religiosas entre eles, que também foi outro ponto bem bacana e importante para a série). Dessa nova situação da sua vida, também ganhamos um bom momento com a reflexão sobre a dificuldade de uma mulher de meia idade tentando se recolocar no mercado de trabalho depois de tomar aquela rasteira do antigo trabalho para o qual ela praticamente dedicou boa parte de sua vida e tendo que recomeçar em tempos onde tudo anda cada vez mais difícil para todo mundo. Mais bacana do que a situação em si, eu insisto em dizer que são sempre as formas que eles escolhem para fazer com que o personagens da série passem por todas elas e comecem a enxergá-las da forma correta, como aconteceu para o Crosby nessa situação. E no final de tudo, selando a paz com a sogra e o cunhado, ele e a Jasmine acabaram revelando que estão esperando outro filho. #SUPERCÜTE (AMO os crazy eyes do Dax Shepard e o humor do seu personagem. AMO)

Obviamente que em meio a isso tudo tivemos várias outras situações envolvendo as mais variadas questões familiares de todos eles, como a questão de um irmão ganhar mais do que o outro dentro de uma sociedade, ou a cunhada buscando soluções na casa da outra sobre como barganhar com seus próprios filhos (meus pais sempre fizerem isso e negocio qualquer coisa como ninguém hoje em dia, rs), o marido jogando na cara da esposa que ele ficou em casa todos esses anos para que ela tivesse a sua carreira e exigindo ter agora o seu momento (Joel, que é o meu empreiteiro lenhador da barba ruiva preferido do momento. Höy!), nora estabelecendo uma relação mais próxima, do tipo mãe e filha com a sogra (outro momento lindo por sinal) e também questões importantes sobre adoção, que normalmente nós não pensamos até enfrentar o problema de perto mas que é sempre bom ir aprendendo uma coisinha aqui ou ali caso chegue a nossa hora.

Dessa forma, com tudo resolvido apesar de qualquer problema que eles tenham enfrentado durante a temporada, encerramos essa Season 4 de Parenthood da melhor forma possível. Tenho o costume de assistir a série aos domingos, comendo alguma coisa gostosa, lembrando da minha casa antiga ou de alguma situação do passado, boa ou ruim, algo que eu recomendo para todos, mas fato é que eu sempre acabo rindo e me emocionando honestamente com a série desde sempre e acho que ela é uma excelente pedida, talvez a melhor delas, para quem estiver a procura daquele receitinha caseira bem especial.

Recomendo que a série seja assistida acompanhada de uma caixinha de Klennex. Sempre.

#TEAMBRAVERMAN

 

ps: e SIM, para quem estiver se perguntando, teremos uma Season 5 da série. YEI!

ps2: e aqui vocês vão encontrar o que nós já falamos sobre Parenthood no passado: Season 1Season 2, Season 3

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Parenthood se firmando em sua Season 3 como a nossa série caseira preferida do momento

Março 9, 2012

Vamos começar logo com a pergunta que não quer calar: tem como não amar Parenthood?

Um série  cozy, com cheiro de comida caseira e conforto de colinho de mãe. Essa pelo menos é a sensação que eu tenho ao assistir Parenthood e  tenho certeza que eu não sou o único a sentir algo parecido. E eu diria mais, diria até que a série tem cara de bolo de cenoura com cobertura quentinha, rs.

Encerrando a temporada de forma bem foufa, nos despedimos dos Bravermans com aquele gostinho de quero mais, ainda mais porque só tivemos 18 episódios nessa sua Season 3. Pouco não? E durante essa temporada, os dramas do dia a dia da família Braverman continuaram e novamente, não tivemos nada do exagero de grandes dramas com doenças incuráveis, filhos fora do casamento, testes de DNA ou qualquer coisa do tipo (péssimas lembranças de Brothers And Sisters). Nada disso. Apenas contas para pagar que não param de chegar, instabilidade financeira de uma economia meio assim, filhos que vão crescendo e os pais não sabem muito bem como lidar com essa nova dinâmica, o drama de aceitar que vc está envelhecendo (ou crescendo, para quem preferir assim) e a vida que simplesmente continua para todo mundo.

E o bacana em Parenthood é exatamente isso, os problemas deles se parecerem com os nossos problemas mais comuns, com a família da gente, coisa que a série sempre conseguiu fazer muito bem, isso desde a sua primeira temporada e para a nossa sorte, eles vem mantendo esse fundamento até hoje,

Como muita coisa aconteceu na vida dos Bravermans durante essa temporada, resolvi fazer um resumão do clã de cada um deles, ou mais ou menos isso. Vejamos:

 

Team Adam (A Família Coxinha)

Adam continua sendo o certinho da família, o líder da família coxinha. Batalhando para continuar provendo para a sua família após o seu período de desemprego, ele acabou se arriscando em uma sociedade ao lado do Crosby, que até que foi bem sucedida no final das contas, mas não ainda a ponto de manter o nível de antes da sua família. Nesse meio tempo ele acabou se arriscando como rapper (em uma cena divertidíssima!), foi assediado no trabalho pela estagiária peituda que provavelmente tinha algum daddy issue (se bem que, apesar do tempo ter passado para ele, o cara continua sendo o Peter Krause, Höy!) e com isso, acabou impulsionando a sua mulher, Kristina, a voltar a trabalhar com a política, isso após o nascimento da terceira filha do casal.

Kristina que continua certinha, muitas vezes tida como chata por muitos, mesmo funcionando muito bem em seus saltos do total equilíbrio da mãe responsável do subúrbio, para o desiquilíbrio total de quem perde o controle de vez em quando. Sofrendo por não ter mais tempo para ela mesmo com tantos filhos, sofrendo por não conseguir se dedicar aos filhos como ela gostaria, sofrendo por ver o Max também sofrendo bullying na escola o tempo todo. Mas como sofre a matriarca do lar dos coxinhas, não? Tenho a impressão que ela está sempre em TPM, ou sempre grávida, com os hormônios a flor da pele, rs.

Do lado das crianças, tivemos o Max, que cresceu bastante, experimentou um pouco de independência, para desespero dos seus pais, que de certa forma são sim super protetores, e acabou se mudando para uma escola comum, onde ele entrou em conflito até com o Jabbar e teve que aprender que não vale usar a muleta da sua doença para viver a vida sem ter a menor educação ou sem considerar o sentimentos dos outros, por exemplo. Max, apesar de sua condição por conta do Asperger, vem mostrando que toda criança tem que ter pelo menos a chance de tentar ser educada.

Já a Haddie, essa sempre foi o elo mais fraco da família do lado das “crianças” de toda a série na verdade. Não consigo me apegar a nenhuma de suas histórias, que são sempre bem chatônicas. Zzzz. Para ela sobrou o drama de talvez não poder ir para a faculdade que ela tanto sonhou e se preparou a vida inteira para tal. De novo… Zzzz. Tudo bem que o diálogo dela nessa hora foi até que bem bom, quando ela falou sobre sempre ficar para trás por conta da condição do Max, o que foi um desabafo importante da personagem e bem apropriado para aquele momento. Mas tirando isso, ela continua sem a menor graça.

Sinceramente, torci para que o Adam arrumasse uma grana preta e mandasse aquela garota sem sal e sem açúcar (que eu aposto ser a presidente do fã clube da Taylor Swift) para bem longe, talvez para a Suiça, que seria certamente o destino para um plot de família rica em novelas brasileiras em meio a década de 80, rs.

 

Team Crosby (O eterno Bachellor)

Crosby sempre foi um ótimo exemplo de irmão mais novo. Aquele com quem os pais foram mais permissívos e consequentemente, aquele que se arrisca mais, tem menos medos na vida, porém, como efeito colateral ele acaba tendo  também menos responsabilidade. Mas dessa vez, Crosby fez a coisa certa e acabou sendo o mais maduro de todos eles, quando resolveu apostar em montar o seu próprio negócio, passando a viver da sua paixão, que é a de produzir música.

Com a sociedade ao lado do Adam, ele conseguiu sucesso, gravou com o Cee Lo Green e acabou atraindo as atenções do mercado, tanto que o novo negócio em família até saiu na capa de uma revista. Mas nessa hora, ele que havia preparado o seu ego para esse momento a sua vida toda, acabou perdendo o espaço para o irmão mais velho, que naquele momento tinha uma história mais interessante para contar. Injustiças de mercado editorial, rs.

Embora Crosby estivesse curtindo a vida com uma e com outra durante esse tempo todo, naquele looping do eterno bachellor, ele no fundo tinha a certeza de quem ele queria ao seu lado, o retrato da família perfeita que ele até já teve um dia, se não fosse o seu escorregão no passado. Mas no final tudo deu certo e ao lado da agora sua esposa Jasmine e do filho Jabbar (que sempre foi um foufo e também cresceu muuuito!), eles tiveram um casamento super foufo, com uma trilha sonora maravilhosa feita pelo coral da igreja da mãe dela, que me arrepiou do começo ao fim (de verdade!). E isso ali, no quintal dos Bravermans, entre amigos e a família, simples como deve ser.

E a propósito, Jasmine estava maravileeeandra de noiva e desde o começo, eu sempre achei que ela funcionava muito bem ao lado do Crosby e achei injusto quando ela ganhou um novo pretendente (bem do sem graça, apesar de ter uma barraca bem maior e ser mais abastado, rs), algo que acabou a afastando da família, tornando a sua participação bem menor na série durante essa temporada.

 

Team Sarah (O Lado B – agora também na versão light – de Gilmore Girls)

Sarah finalmente teve um tempo para ela mesmo durante essa temporada, ufa! Embora o drama com o ex marido vivendo em uma rehab constante e aparecendo de vez em quando em sua vida, só para dificultar um pouco as coisas, Sarah já havia ganhando um pretendente magia jovem para chamar de seu. Um homem mais novo, cheio de sonhos e vontades, que ou ela já realizou, ou ela considerava não ter mais tempo para realizar, algo que certamente a fez pensar se esse seria mesmo o homem ideal para ela em seu atual momento. Drama. Mas Sarah estava mesmo precisando de calma em sua vida, com os filhos crescendo e agora dando bem menos trabalho, finalmente chegou a hora dela pensar em si própria. E quem sabe dá certo com o professor, neam? Afinal, diferença de idade é só um detalhe para quem está perdendo tempo fazendo as contas. Go Sarah!

No seu time, até para o Drew sobrou um plot romântico, onde pela primeira vez ele ganhou algum destaque na série. Super merecido por sinal.  Drew se apaixonou, passou vergonha ao lado do avô, que achava que estava ajudando o neto a conquistar a garota dos seus sonhos (quem nunca passou por isso com alguém da família?) e acabou recorrendo a ajuda da irmã, bem mais experiente nessas questões. Aliás, que delícia de relação de irmãos tem esses dois hein? Invejável! Com a parte do coração já resolvida e com ele ganhando um par para a sua história, confesso que foi bem triste ver a Sarah se dando conta de que ela não sabia quase nada sobre o seu filho, que sempre foi tão quieto, fechado, com isso ficando bem claro quando eles foram visitar o campus da futura faculdade e ela tendo que enfrentar os pais da namorada de Drew, que sabiam mais sobre os sonhos do seu filho do que ela mesmo. Humpf! E o episódio onde ele pegou a mãe na cama com o namorado, também foi bem bacana. Um momento constrangedor para qualquer um, sempre. (…)

Já a Amber, essa é outra que eu também achava que precisava sossegar, respirar um pouco. Ela que vinha em uma sequência de dramas típicos da rebeldia de uma adolescente (acho a personagem sensacional!), estava mesmo precisando se encontrar. E foi bacana vê-la conseguindo a sua independência, penando bastante para isso e tendo inclusive que fazer um empréstimo com a avó para resolver pequenos probleminhas do dia a dia de quem vive sozinho, que sempre aparecem quando vc está mais desprevenido. Bem bacana também foi ver que depois de ter resolvido essa questão da independência, ela também acabou ganhando um plot romântico junto com o seu novo trabalho. Ótimo também foi ver a sua mãe a defendendo em relação a vergonha que a tia a fez passar, mostrando dois pontos de vistas de uma mesma situação e o melhor de tudo, apesar das opiniões extremamente diferentes e cada um tendo a sua razão, tudo acabou sendo resolvido da melhor forma possível e em família. Cool! Torço para que ela encontre o que faltava em sua vida agora com o seu Bobby Little (mas seria mais promissor se fosse Big Bobby, hein? rs)

Preciso dizer também que eu acho sensacional como a Amber muda o seu cabelo praticamente a cada episódio. Seria esse um trauma pela atriz ter feito “Scott Pilgrim” e não ter sido a Ramona? (rs)

Só tenho uma reclamação a fazer: porque o Adam e o Crosby não contrataram a Amber para trabalhar com eles? Ela tem a cara daquele lugar. E o mesmo vale para a Sarah, que continua trabalhando em um bar qualquer e escrever que é bom, quase nada. Humpf!

 

Team Julia (A família preguiça que só o sono define…Zzzz)

E a Julia hein? Ahhhh, como eu não consigo gostar da sua personagem… Não sei, aquela mulher não me inspira confiança (digo isso pela atriz, e sim, eu levo pelo lado pessoal, rs)

Julia tentou viver a sua versão de “Juno” que desde o princípio já estava na cara que não daria certo. Primeiro porque aquela garota, a tal “Juno”, apareceu como uma menina esperta, independente, consciente das suas escolhas, uma pessoa forte, como a “Juno” que nós conhecemos no cinema por exemplo (e AMAMOS!). E 2 episódios depois, lá estava ela, cheia de mimimi, uma hora como o namorado, que a controlava totalmente (algo contrário ao que ela mostrava ser até então) e depois, não tendo mais certeza sobre a adoção. Zzzz…Tudo bem que aguentar uma Julia no seu pé o tempo todo, toda certinha e controladora, não deve ser uma tarefa assim muito fácil, ainda mais se vc estiver grávida assim como a nova personagem. Mas nesse caso, achei que acabou parecendo dois personagens completamente diferentes em uma única pessoa e ela até estava muito bem no começo, mas ficou chatíssima no final…

Agora, sendo super sincero, eu também acho que esse drama todo da “adoção” não funcionou muito bem nesse caso. Primeiro porque o casal já tinha uma filha (e o ep onde ela fica totalmente fora de controle e eles tem que educá-la também foi ótimo! O melhor plot da família até então), ou seja, esse sonho já não era mais nenhuma novidade para nenhum dos dois e já estava e realizado. E segundo que a Julia é uma mulher muito prática, fria até e em nenhum momento pareceu que ela estava sentindo que aquele bebê fosse dela, a não ser depois que ele nasceu e com toda a sua “praticidade” ela apareceu no hospital para buscá-lo, sem se importar muito com a mãe do bebê (tudo bem que ela acabou ajudando a garota, mas sempre pensando adiante e imaginando que isso acabaria ali), contanto que ela tivesse seguindo as suas rígidas instruções de como se preparar para ter um bebê perfeito e saudável.

No fim, mesmo que a sua história nesse caso não tenha terminando com o final feliz um tanto quanto “egoista” que a Julia esperava, acho que tivemos um final feliz sim, pelo menos para a versão café com leite da Juno. E para o possível outro novo membro da família Braverman, que chegou ao final do episódio.

Desde o começo, achei que ela deveria ter ajudado a garota a considerar acabar criando de fato o próprio bebê e não aproveitar que ela praticamente caiu no seu colo no momento em que a Julia descobriu que não poderia ter mais filhos e estava procurando opções para realizar esse sue sono. E olha, ela caiu do céu e ainda chegou trazendo um capuccino, ou seja, estava bom e fácil demais para ser verdade, não?

Mas, e o Joel hein? (Höy!)

Plot que é bom ele não teve nenhum (a não ser o de educar a filha que eu já mencionei), não que eu me lembre, mas continua lá, ruivo e com cara de lenhador, do tipo que é capaz de construir qualquer coisa com as suas próprias mãos em dois tempos e ainda assim fica em casa cuidando das crianças, com a maior dedicação desse mundo e talento também para isso. E detalhe, fala pouco, não reclama de nada e ainda tem cara de boy magia (ruiva!), que no final das contas, é sempre o que importa, rs. O sonho de toda dona de casa moderna. Será que vende na Polytruque? Höy! (euri)

 

E no meio disso tudo ainda sobraram o Zeek e a Camille, eles que sempre acabam ficando em segundo plano na série. Zeek pelo menos tem mais espaço, com a sua carreira de ator para comerciais de TV, a sua doença que ainda não foi bem explorada (mas que não é nada demais também, algo comum para um homem da sua idade) e a excelente visita à casa de sua mãe, que esse sim foi um momento bem especial para o personagem. Já a Camille, essa eu sinto que vem sendo prejudicada desde sempre na série, sem nada de muito relevante acontecendo na sua vida o tempo todo até agora. Vamos escrever uma história decente para a Mamma Braverman? Hein roteiristas?

O final da temporada foi bem foufo, com aquele climão de festa em família do casamento da Jasmine com o Crosby, que finalmente aconteceu, isso graças a uma noite na histórica e famosa “Barraca dos Bravermans”. Nele, todas as histórias se acertaram, tudo ficou no seu devido lugar e todos os personagens deram o próximo passo para o futuro da série.

Com isso, o saldo final para a Season 3 de Parenthood é bem positivo e a série continua cumprindo muito bem a sua proposta e se mantém funcionando muito bem também como aquela horinha familiar que vc passa toda semana em frente a tv, assistindo situações simples do cotidiano que certamente vc vai se identificar ou até mesmo já chegou a viver algo parecido na sua própria vida.

Agora só nos resta mesmo é saber se a NBC vai renová-la para a sua Season 4 e se vamos continuar tendo a nossa série confort food por pelo menos mais uma temporada.

Team Braverman! (♥)


%d bloggers like this: