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The Modern Guilt Awards 2011, a premiação mais aguardada do ano!

Dezembro 31, 2011

Nada é mais tradicional no universo das premiações do que o nosso The Modern Guilt Awards, na-da.

Esse ano em sua 3ª edição, a melhor premiação de todos os tempos vai contar com a apresentação do Ricky Gervais, porque o seu humor é o que mais se aproxima ao humor cretino e ácido do Guilt, por isso, nada melhor do que ele para ser o nosso hostess, não?

E como o The Modern Guilt Awards é uma premiação pouco democrática, recheada de favoritismos, coisas que nós sempre levamos pelo lado pessoal, além de ser completamente parcial,  preparem-se, porque esse ano nós estamos UNFIRAH!

Então prepare o seu tux (meninos e meninas), segure o seu cosmo e vamos mostrar de uma vez por todas para o Oscar, o Tonny, o Emmy, o Grammy e o Golden Globe, como é que se faz uma premiação sensacional.

 

Höy do ano> Ryan Gosling, o boy magia do momento

Já vamos abrir a premiação com o que importa, não é mesmo? Höy!

Depois de dois anos consecutivos da categoria seguir para o nosso representante máximo da magia sueca, chegou a hora de aceitar que temos um novo boy magia e 2011 foi o ano dele: Ryan Gosling. Höy!

O ator figurou inúmeros posts no Guilt durante esse ano, seja com suas caretas foufas e a pose que já ganhou oficialmente o seu nome, seja dando um beijeeenho invejável no diretor do seu filme em Cannes, apartando brigas em plena NY, figurando lindamente ao lado do seu George, ou no que realmente importa, que são as suas atuações deliciosas, como em “Drive”, “Blue Valentine” ou na surpreendente comédia romântica “Crazy, Stupid, Love” e até mesmo no filme que eu assisti tardiamente, “The Notebook”. Ryan conseguiu tomar o posto de boy magia do ano para ele mesmo, provando que é muito mais do que um simples “HÖY” em caixa alta e bold.  Realmente, não teve quem não se rendeu a magia do Ryan Gosling em 2011.

Mesmo tendo nos decepcionado de um certo tempo para cá com suas escolhas meio assim no amor, não tem como negar que foi dele o maior feitiço do Guilt no ano de 2011 e que ele foi quem nos deu mais motivos para gritar Höy durante esse ano todo.

Portanto, vamos lá leitores, todos juntos no 3…1, 2, 3 : Höy!

 

Maravileeeandra do ano> Michelle Williams

O cabelo curto bem curto mais lindo do ano. Sem contar que em 2011, ela usou os melhores looks de red carpet e realmente deixou a concorrência morrendo de inveja com todo o seu fundamento.

Maravileeeandra!

 

Maravileeeandro do ano> Rick Genest

E o zombie boy foi outro que roubou a cena surpreendentemente, fugindo completamente de qualquer esterótipo de beleza e provando que mesmo assim, sem ser nada óbvio, o seu fundamento é sim um dos mais lindos do momento.

Maravileeeandro!

 

Listen Up do ano> Adele, 21

A gente leva um pé na bunda e vai para o shopping gastar o que não deve no cartão de crédito, se joga na buatchy com as amigas ou escreve um post magoado no próprio blog cheio de mensagens subliminares (não que eu faça isso, tisc tisc). No entanto, quando a Adele passa pela mesma situação que é sempre meio assim para todo mundo, ela faz um álbum sensacional como o seu “21”, bem mais maduro do que o seu “19″, muito mais profundo e super magoado, que a gente cansou de ouvir durante 2011, faixa por faixa. Músicas que tocaram em tudo quanto é lugar, fizeram parte das nossas mixtapes do ano, tocaram nas nossas séries preferidas e até cometeram o crime inafiançável de colocar uma das melhores faixas do “21” em uma novela de horário nobre, algo que eu considero imperdoável!

E eu bem acho que parabenizar a Adele pelo seu álbum sensacional é algo que todo mundo já fez apenas ouvindo e amando o seu trabalho, mas o que a gente precisa mesmo fazer agora é agradecer o canalha responsável por toda a mágoa da nossa muse, que se não fosse ele e suas canalhices, talvez nós não tivéssemos tantas músicas deliciosas para nos acompanhar em 2011. Por isso: Thnk U Asshole!

Como o prêmio de álbum do ano é dela sem a menor dúvida, nada melhor do que aproveitar esse momento para o primeiro musical do nosso The Modern Guilt Awards 2011, com a minha versão preferida de “Someone Like You” direto da casa da própria Adele, de quem a gente adoraria se tornar íntimo de Oliveira, a ponto de tomarmos chá das cinco juntos nessa sala, dividindo todas as nossas desilusões no amor, que não são poucas, hein? rs

 

Coffee And Tv do ano> Breaking Bad vs Homeland

Tudo bem que eu decidi declarar empate nessa categoria, ou mais ou menos isso.

Realmente a Season 4 de Breaking Bad foi bem sensacional, com toda a série até agora. Continuo achando que o Aaron Paul reinou durante essa Season 4 com o seu Jess que todos nós amamos e não consigo entender como seu trabalho dessa vez não foi reconhecido em nenhuma premiação de séries de tv. E conseguir o feito de aparecer mais que o Bryan Cranston em uma série como Breaking Bad, não é para qualquer um.  Sem contar que a temporada ainda terminou de forma explosiva, literalmente e agora só nos resta esperar pela última temporada de uma das melhores séries de todos os tempos, que encerra definitivamente suas atividades em 2012.

Até que, perto do fim do ano me chega a novata Homeland roubando completamente a cena, com uma Claire Danes enlouquecida, bipolar, competente  e totalmente sem limites, na pele de uma agente da CIA, contracenando com um inimigo terrorirsta tão bem construído, que vc chega ao final da temporada torcendo para ambos os lados, sem ter o menor peso na consciência. Uma temporada tensa, no melhor estilo Breaking Bad de sempre, cheia de surpresas e reviravoltas, além de um final para deixar qualquer um com o coração saltando pela boca de tão tenso que foi.

Por isso a Season 4 de Breaking Bad fica com o prêmio de série dramática do ano, mas Homeland vem no empate quase técnico, como a melhor série dramática porém estreante do ano de 2011.

ps: vale dizer também que Grey’s Anatomy, do alto da suas Season e com altos e baixos por todo esse caminho, recuperou totalemte o fôlego e tem feito uma temporada digna e que merece ser lembrada porque está realmente muito boa. E esse ano ainda tivemos Game Of Thrones, uma série grandiosa, corajosa e também deliciosa.

 

Euri do ano> Parks And Recreation

A série que começou com o status talvez injusto de “o novo The Office” (embora seja dos mesmos criadores/produtores) vem provando que é realmente uma das melhores comédias no ar atualmente, sem a menor dúvida.

Atualmente em sua Season 4, que ainda não está encerrada, Parks And Recreation vem conseguindo fazer uma constante de episódios sensacionais, sempre muito engraçados e ainda com um toque a mais de foufurice.

Sem contar que aquela cidade de Pawnee é recheada de figuras divertidíssimas e todos os personagens, por menores que sejam, tem os seus momentos pra lá de especiais, com piadas fora do comum.

E a Amy Poehler é a minha comediante do momento, enlouquecida, boba e apaixonante na pele da sua Leslie Knope, por quem eu torço que um dia chegue a posição de Presidente dos EUA!

Fora isso, tivemos uma Season 3 praticamente colada com a atual Season 4, outra temporada tão sensacional quanto essa e por isso, acho que nenhuma outra série me fez rir em tantos episódios praticamente seguidos entre uma temporada e outra como Parks And Recreation.

ps: mesmo tendo escolhido P&R como melhor comédia, vale dizer que Community continua ótima, Modern Family voltou a boa forma e tem feito uma temporada igualmente excelente e Raising Hope continua que é pura foufurice. 

 

Relação de amor do ano> I ♥ Doctor Who

Esse ano eu resolvi fazer algo de diferente…brincadeira, eu resolvi mesmo é deixar a preguiça de lado e fazer uma maratona em uma das séries que eu sempre tive vontade de assistir, mas que sempre acabava deixando para depois.

E essa série era “Doctor Who”, que eu comecei a assistir a partir da Season 5, até o final da Season 6 (que encerrou esse ano) e descobri a minha paixão do momento, em uma espécie de relação de amor a primeira vista.

Sério, nunca fiquei tão apaixonado por uma série como fiquei por Doctor Who e o seu 11° Doctor, interpretado pelo ator Matt Smith (AMO, Höy!), na pele to doutor mais foufo de todos os tempos, a bordo da sua TARDIS, a máquina do tempo mais sensacional ever e na companhia do casal magia dos Ponds, personagens por quem eu também sou completamente apaixonado.

E a nossa relação de amor é tão grande, que eu morro de ciúmes do Doutor, fico todo arrepiado com a música de abertura (que é o toque do meu celular) e acho a série apaixonante, em todos os sentidos. O tipo de série que eu tento viciar todo mundo que eu gosto, fato.

AMO tanto Doctor Who, que já estou até me preparando psicologicamente (com um ano de antecedência pelo menos) para a despedida do 11º Doutor, que por mim, ficaria no seu posto para sempre.

Talvez eu goste tanto do Matt Smith como o Doctor Who porque foi com ele que eu conheci a série. Mas só sei que para mim, ele será para sempre o meu Doctor Who. (só meu, rs)

ps: e gravatas borboletas são muito cool! (piada interna)

 

Decepção da temporada> A Season 2 bem meio assim de The Walking Dead, humpf…

Todo mundo esperou muito por essa nova temporada de The Walking Dead, mesmo depois daquele final meio assim da temporada anterior, que já poderia ser um sinal do que viria por ai…

Até que a Season 2 começou, lenta, arrastada e foi ficando cada vez mais devagar…

Quase nada de importante aconteceu, ou personagens acabaram se tornando insignificantes ou pouco importantes e eles ainda insistem em fazer episódios com poucos ou nenhum zombie. Humpf!

Assim não dá, não?

Detalhe…a Andrea, a personagem mais odiosa de toda a série, continua viva. Vi-va! Dá para acreditar? (rs)

Mesmo salvando tentando salvar (e quase conseguindo, porque aquele final foi bem bom) essa primeira metade da Season 2 nos últimos 5 minutos, The Walking Dead ainda precisa melhorar e muito, ou muita gente vai acabar abandonando a série, porque está ficando cada vez mais puxado.

 

<Pausa para o comercial>

Que nesse caso é melhor do que o vídeo de “The Edge Of Glory” da própria Lady Gaga, sem a menor dúvida.

Voltando à premiação…(rs)

 

Popcorn do Ano> Não consegui me decidir apenas por um nome. Sorry!

Esse ano eu acabei assistindo tanta coisa boa, que eu não consegui chegar a nenhuma conclusão quanto ao melhor do ano. Mesmo assim fiquei com bastante orgulho de mim mesmo, que perdi pouco tempo com coisas tolas durante 2011 e acabei fazendo ótimas escolhas no cinema.

Por isso, separei 3 filmes, que foram os que mais me deixaram emocionado (por motivos diferentes) em 2011:

 

Tree Of Life

Porque eu amei a narrativa de “Tree Of Life”, a forma como a história nos foi contada e aquele banho de imagens sensacionais e inspiradoras das quais a gente não vai se esquecer tão cedo, mesmo achando que o longa poderia ser mais curto. Um filme extremamente sensível, que me deixou com os olhos cheios, em todos os sentidos.

 

Midnight In Paris

Porque uma viagem aos anos 20, guiada pelo Woody Allen e em meio a figurões das artes e da literatura antiga, não é para qualquer um. Sem contar que “Midnight In Paris” é um filme leve, divertido e sensacional, em todos os sentidos e que mesmo assim ainda vai te fazer pensar, o que é sempre bom.

 

Submarine

Porque eu achei “Submarine” um dos filmes mais deliciosos que eu assisti durante esse ano, mesmo com o IMDB dizendo que o longa é de 2010, humpf!

Uma história foufa sobre o primeiro amor de um garoto, com trilha do Alex Turner do Arctic Monkeys e um perfume de Amélie Poulain. E qualquer semelhança entre o meu personagem na vida real e o Oliver Tate é mera coincidência, rs.

E vamos aproveitar o assunto, para mais um momento musical da nossa premiação, agora com um clipe direto do filme “Submarine”, com “It’s Hard To Get Around The Wind”, que faz parte da trilha do filme.

ps: mas esse ano, ainda tivemos delícias deliciosas como “Beginners”, “Like Crazy”, “Melancolia”, “Drive”, nos despedimos do Harry Potter, além de “Last Night”, que eu também AMEI e “Blue Valentine”, que também é do ano passado, mas nós só vimos esse ano, humpf!. Isso sem contar as nossas deliciosas voltas de bicicleta ao lado do Cyril ultimamente e o fato de fecharmos o ano muito bem acompanhados do delicioso novo filme do Almodóvar.

 

Foufurices do ano> Kingston + Zuma +Violet + Seraphina +Archie + Abel

Sempre eles não? E esse ano, tivemos duas novas aquisições de foufurices, com a entrada do Archie e do Abel para essa turma dos nossos querideeenhos.

Todos eles estão crescendo e todos estão ficando cada vez mais foufos.

E enquanto eles vão crescendo, nós vamos torcendo para que quando chegar a nossa hora, que os nossos babys sejam tão foufos quanto todos eles juntos.

 

Da série de casais que nós amamos do ano> Kate Moss & Jamie Hince

Não bastava eles serem o casal magia que são, mas eles ainda tinham que fazer o casamento mais recheado de fundamento dos últimos anos, neam?

Confesso que mesmo sendo o casamento dos sonhos de qualquer um, eu fiquei muito mais feliz pela Kate do que com inveja (mesmo da boa), rs.

Tipo covardia!

O que nos traz a mais um dos momentos musicais da nossa premiação, com o The Kills e a sua deliciosa “Baby Says”

 

Delírios de consumo de Essy Bloom do ano>  Velorbis, as bicicletas dinamarquesas poder + tudo da Rodarte

Porque não teve nada que eu mais desejasse durante esse ano do que uma bicicleta dinamarquesa dessas do tipo poder e na cor cyan (que eu também aceitaria em vermelho, só para constar para os representantes da marca no Brasil, rs). Humpf!

Outro desejo de consumo que me atormentou o ano todo foi essa coleção sensacional para meninos da Rodarte. Totalmente Maravileeeandra!

 

Capa do ano> Harry Potter para a Entertainment Weekly

E não teve melhor capa nesse ano de 2011 do que a capa foufa da Entertainment Weekly com o Daniel Radcliffe no começo de tudo.

(Suck it Vogue!)

 

<Pausa para mais um comercial>

Que dessa vez te desafia hein Kyle Minogue? Vc acha mesmo que sabe dançar? (tisc tisc…sou ótimo no Kinect…tisc tisc)

Só sei que depois desse vídeo, toda vez que eu vou na Starbucks e faço o meu pedido,  eu dou o meu nome como Kylie Minogue, ou Princesa Beyoncé, e se algum dia vcs ouvirem eles chamando por um desses dois nomes, saibam que eu estarei por perto, rs.

 

Catwalk do ano> o desfile da Louis Vuitton que deixou todo mundo emocionado

Simples, clean e maravileeeaandro!

 

Eu sou ricah do ano> A moda e o seu bom humor

Porque não tem nada mais cafona do que marca sem humor que continua apostando na postura esnobe, em um momento que todas sabem que todo mundo esta quebrado, não é mesmo?

Reforçando esse conceito, esse ano tivemos a Lanvin, com o Alber Elbaz ensaiando uma coreô bem animada em uma das campanhas da marca poder

Uma Marion Cotillard enlouquecida pelas bolsas da Dior

E a Donatella provando que além de tudo ela é muito bem humorada, mas na casa dela manda ela hein? rs

 

Uncategorized do ano> R.I.P Amy Winehouse

Sabe aqueles momentos que vc se encontra sem palavras.

Um dia triste, mas não como outro qualquer…

E agora vamos a mais uma apresentação do nosso The Modern Guilt Awards 2011, onde dessa vez ficamos com a Lana Del Rey e a a sua “Video Games”, outra das nossas músicas preferidas durante esse ano de 2011.

 

Prontofalei do ano> Easy A+

Que foi o dia em que eu me tornei um jovem pós-graduado e mostrei um pouco do meu own fundamento para vcs (como se eu já não fizesse isso todo dia neam? rs), o que não deve ser interessante para muita gente, mas importa pra mim, rs.

 

Post com o título mais cretino e que eu mais AMEI desse ano> Grifinoria, Corvinal, Sonserina ou Lufa-Lufa

Juro que as vezes eu fico com vergonha de mim mesmo, rs. (mas logo passa e eu morro de rir)

 

Xoxo do ano> A propaganda nova da Coca-Cola

Porque a propaganda pode ser linda, mas todo mundo sabe de onde veio esse fundamento.

E agora mais uma apresentação, de outro hit aqui no Guilt em 2011, que foi “Call It What You Want It” do Foster The People, que todas amam!

 

Trucão do ano> Vem para o mundo Adam Levine!

Porque o que a gente não é capaz de aguentar nessa vida por uma chance na capa da Vogue ou para tentar descobrir o segredo de Victoria, hein?

 

Toda cagada do ano> Katy Perry no VMA 2011

Porque falar da Riwanna já ficou até chato e com a Vanessa Hudgens ninguém se importa e só por isso, o prêmio de toda cagada desse ano de 2011 vai para a Katy Perry.

E não teve quem não tenha ficado constrangido por ela dutante o VMA 2011, onde a nossa Katy resolveu fazer a Lady Gaga (quando nem a Lady Gaga fez questão de fazer a Lady Gaga) apostando em várias trocas de figurino de gosto completamente duvidoso e sem personalidade alguma.

Ainda falando desse ano, ela foi ficando cada vez mais pavorosa, com cabelos exóticos e outfits medonhos.

E o prêmio de toda cagada do ano também vai para a Katy Perry com todo o merecimento do mundo, porque além de tudo ela ainda carrega por ai o acessório mais horroroso dos últimos tempos, que é esse aqui ó:

BOO! 

Tem acessório mais pavoroso do que um boy magia negra?

E como última apresentação nessa 3º edição do The Modern Guilt Awards, para a nossa despedida, ficamos com o pai e a filha mais adorável de 2011, cantando um dos nossos mantras durante esse ano que foi “Home” do Edward Sharp And The Magnetic Zeros.

E assim (para quem resistiu bravamente e não dormiu no meio da nossa premiação, algo que eu não admitiria e expulsaria gentilmente da minha festa jogando um cosmo na cara, rs), depois desse nosso flashback pelo ano de 2011, terminamos mais um The Modern Guilt Awards. Mas fica, que em 2012 tem mais! Smacks!!!

ps: e obrigado a todos os leitores do Guilt pela companhia em 2011 hein? AMEI!

Respiro. Respiro. Respiro. Sé que respiro

Dezembro 27, 2011

Almodóvar e sua cabeça esquisita, passional e deliciosa.

“La Piel Que Habito” é o típico filme que vc nem precisa prestar muita atenção, para reconhecer de cara o trabalho do diretor, mesmo tendo ele fugido assumidamente das características dos seus filmes anteriores. Nele, Pedro Almodóvar empresta a sua identidade, dessa vez em uma nova versão, bem mais organizada, até mesmo clean, mesmo quando cercado de excessos em alguns momentos, algo que deixa o seu novo trabalho ainda mais especial.

A história é completamente inusitada, do começo ao fim, quase que incapaz de ser prevista ou sequer imaginada. Um trabalho realmente primoroso, em todos os sentidos.

Tudo gira em torno do personagem Robert (Antonio Banderas), um cirurgião plástico que estuda a possibilidade de criar a “pele perfeita”, pensando inicialmente em pessoas que sofreram algum tipo de queimadura grave na pele, mas que na verdade, mais tarde, acabamos descobrindo uma ambição para essa sua criação muito maior do que a gente poderia imaginar.

Metódico, frio, ele me pareceu ser uma pessoa extremamente racional, prático até, diferente da maioria dos personagens do diretor, sempre tão apaixonados, passionais, quentes.

Mas não se engane se vc acha que dessa vez essa questão da paixão ou do amor ficou de fora, porque toda a sua motivação em seus experimentos que tem como máscara a bandeira da grande ajuda que seria para a humanidade a criação dessa nova pele, na verdade, esconde o real motivo desse interesse todo do médico sobre o assunto, algo que atravessa os limites da obsessão e passa a ocupar um espaço que poderia certamente ser classificado como loucura.

Como nem todo monstro possuí apenas uma camada, ao conhecer um pouco mais da sua história (que no filme é contada meio que de trás para frente), podemos perceber que aquele homem possui marcas profundas relacionadas ao amor, que vão desde a traição de sua mulher com o filho da empregada (que esconde uma história muito mais profunda e que eu não vou contar qual é…), que desesperada em busca da liberdade, acabou envolvida em um acidente de carro, do qual mais tarde ela conseguiu se recuperar com a ajuda do marido cirurgião, embora tivesse a pele do seu corpo destruída pelo fogo do acidente e o resultado do reflexo da sua imagem tratada pelo marido após o acontecido, acabou a levando ao suicídio, na frente da própria filha. O que acabaria deixando a menina também com sérias sequelas e que provavelmente foi o grande motivo para que a sua filha mais tarde, tivesse o mesmo destino trágico da mãe.

Do outro lado da história temos Vera (Elene Anaya), uma mulher mantida em uma espécie de cativeiro de luxo dentro da casa do próprio cirurgião, que praticamente só tem contato com ele e sua criada Marilia (Marisa Paredes) e que vive coberta por uma espécie de segunda pele por quase todo o corpo (linda por sinal), exceto pelo rosto, que descobrimos com o desenrolar da história que é igual a rosto da mulher do cirurgião que havia se suicidado no passado e esse detalhe agrega para o seu personagem o suspense da trama, onde vc se pergunta a todo momento quem de fato seria aquela mulher misteriosa e qual seria exatamente o experimento que Robert estaria aplicando nela e para qual finalidade?

E a história é muito mais profunda do que isso, muito mais dramática, como já conhecemos de trabalhos anteriores do Almodóvar e envolve uma história familiar complicada, cheia de reviravoltas e surpresas que não vale a pena contar para não estragar a experiência de quem ainda não assistiu o longa. Uma história que já começou de forma errada e certamente seria bem difícil evitar que o seu encerramento não fosse pelo mesmo caminho.

Além do amor, o filme fala também de vingança e da falta de limites para tentar se sentir reconfortado sobre algo que vc já não tem mais como remediar. Nesse caso, a vítima em questão era um inocente, um jovem que estava na hora errada e com a pessoa errada, e que provavelmente jamais imaginaria que o que aconteceu naquela noite mudaria a sua vida para sempre, em todos os sentidos. To-dos.

Por isso é difícil até classificar o filme (tarefa que pra mim é sempre um drama) segundo até o próprio diretor. Seria um Sci-Fi, com um pouco de terror, com bastante suspense e bem dramático. Assim resolve? rs

Mas vamos falar um pouco da plástica do filme, que foi algo que me chamou bastante a atenção. “La Piel Que Habito” é certamente o filme estéticamente mais bonito, ou de mais bom gosto do diretor. Organizado, com os objetos todos em seus lugares, muito bem posicionados, o que para quem tem TOC como eu é quase que um sonho realizado, rs. Detalhe que os móveis e objetos da casa do Robert por exemplo, são quase todos do próprio Almodóvar, que fez questão de decorar ele mesmo aquele cenário, sozinho.

Fora isso, as cores do filme me impressionaram, como aquele tom de azul, que se repetiu por quase todo o longa e a presença marcante do amarelo em objetos de impacto para a cena. Algo realmente bonito de se ver, fugindo completamente dos exageros dos filmes anteriores e propondo uma nova estética que surpreendentemente também funcionou muito bem para a identidade do diretor, mesmo fugindo completamente da sua zona de conforto.

Esses “exageros” dos filmes anteriores, o sangue, também não ficaram completamente de fora do seu novo trabalho, embora dessa vez tenham aparecido timidamente, como por exemplo na quantidade absurda de quadros pendurados nas paredes da casa do médico, todos grandes, próximos um do outro, lindos, com imagens fortes, coloridas, corpos em meio a várias cores e as já esperadas flores de Almodóvar, que eu pelo menos tenho a impressão que ele deve gostar e muito, porque de uma forma ou de outra estão sempre presentes em seus filmes.

E tudo isso dá um toque de modernidade para o longa, o que não poderia ser diferente, tendo um filme como esse nas mãos de um diretor tão sensacional, com temas tão diversos e atuais, tratando por exemplo de um assunto bastante em discussão atualmente que é a mudança de sexo, mas de uma forma completamente inesperada e totalmente diferente das discussões que ouvimos até hoje sobre o assunto. Pelo menos no cinema.

Essa modernidade aparece também no figurino dos personagens, da Vera principalmente, que tem assinatura do Jean Paul Gaultier, que já havia trabalhado com Almodóvar anteriormente em “Kika” e “Má Educação” onde até aquela malha que ela era obrigada a usar como segunda pele me parecia ser extremamente bem feita, toda recortada, deixando o corpo maravileeeandro e as vezes até se confundindo com a verdadeira pele da atriz Elena Anaya. Aliás, e que corpo não? Höy!

Ainda falando dessa plasticidade do longa, uma das minhas cenas preferidas foi aquela em que Robert procura sua filha pelo jardim da festa, um lugar onde acontecia de um tudo (Höy!), mas com uma estética fora do comum de tão maravileeeandro. Algo que me lembrou muito “Alice In Wonderland” e que também tinha um identidade bem forte de editorial de moda.

E só eu quase enlouqueci quando ela começou a utilizar o make da Chanel para pintar as paredes? Tudo bem que o resultado final foi sensacional (eu gostei desde a primeira vez que bati o olho naquela parede e imaginei que fosse um trabalho dela), mas a gente bem sabe quanto custa um daqueles ítens da Chanel por aqui no nosso país rico em impostos, portante, dá pena vai? rs

Como a história começa praticamente perto do final, quando conhecemos o que aconteceu antes para que aquelas pessoas se encontrassem naquele momentos de suas vidas, voltamos ao passado durante o filme e passamos a entender o caminho de cada um daqueles personagens, as motivações e um pouco do passado de todos eles, o que acaba trazendo revelações que eu não consegui sequer imaginar ou prever assistindo ao filme. Uma surpresa deliciosa, vai por mim.

Na verdade, eu até imaginei que esse fosse o caminho e na hora em que ambos, Robert e Vera estavam sonhando e em uma das cenas do sonho dela, o médico estava naquela festa, observando de longe a sua filha, e no meio da cena o foco da imagem se perde e logo se encontra em um outro personagem que ainda não nos foi apresentado, mas que se encontrava presente naquele mesmo cenário, eu confesso que cheguei a torcer para quem seria de fato o personagem que estava emprestando a sua memória para a cena, revelando assim a verdadeira identidade de Vera, porque pensando bem, se fosse ao contrário e aquele fosse o olhar da filha, o filme seria muito mais estranho do que já pode parecer para algumas pessoas, não?

Uma vingança terrível, sem limites, muito bem arquitetada e aproveitada até, mas que desde o começo anunciava que não teria um final muito feliz. Mesmo porque, aquele personagem nem merecia. (o vingador, que na verdade, se transformou eu um monstro, não?)

O final do filme é muito bom, trazendo de volta uma lembrança que eu já não tinha do começo do filme, onde aquele último olhar da mãe para o seu filho desaparecido dentro da loja de roupas, acabou dizendo muito mais do que qualquer line que pudesse ser dita naquele momento. Clap Clap Clap!

Mais um filme do Almodóvar que comove, provoca, só que dessa vez de uma forma completamente inusitada, reunindo um roteiro sensacional com uma estética primorosa, uma verdadeira delícia de se ver, filme que encerra da melhor forma possível o meu ano de 2011 no cinema.

E o que será que nos espera em 2012 no cinema aqui no Guilt hein? Eu não sei, mas espero delícias deliciosas como as minhas escolhas para esse ano que foram sensacionais, não?

Enfim, nos encontramos na fila da pipoca em 2012! (e se alguém quiser guardar lugar pra mim, tem que ser no meio, porque do fundo eu não enxergo muito bem, rs)


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