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A lista bem boa e equilibrada dos vencedores do Oscar 2013

Fevereiro 25, 2013

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Sim, ontem ficamos acordados até tarde (smacks especiais para todos do Twitter), vestindo os nossos melhores PJ’s e tudo isso é claro que para acompanhar o Oscar 2013, uma premiação que chegou confirmando as  expectativas de que em 2013, parece que estamos mesmo retomando os rumos das grandes e memoráveis premiações novamente. Amém!

Primeiro foi o Golden Globes, com a impagável dupla Poehler + Fey que foi tipo a realização do nossa premiação perfeita dos sonhos, elas que estiveram sensacionais durante toda a premiação e nos fizeram nem sentir muito bem o tempo passar naquela noite. Sério, daquele jeito, a premiação poderia ter durado 7 dias e 7 noites, que todos nós resistiríamos bravamente.

Para o Oscar 2013 tivemos o Seth McFarlane como hostess da noite, algo que já me dizia que viria coisa bem boa pela frente (eu AMO e sempre AMEI o Seth, desde quando ele era outro homem e não tinha todo aquele nível de magia bem humorada – mas o bom humor ele sempre teve – Höy! Gosto tanto dele que me lembro muito bem da sua participação como ator em um dos episódios de Gilmore Girls, além de AMAR Family Guy, é claro). O meu medo era que o seu tipo de humor não fosse muito bem compreendido por uma maioria… (o que de fato pode até ter acontecido, mas não em grandes proporções)

Mas nada disso aconteceu e McFarlane esteve unfirah e afiadíssimo também (tanto quanto as meninas no GG) e ele não fez feio, falando de tudo e de todos com aquele tipo de humor mais ácido que ele tem e que mesmo assim conseguiu arrancar boas gargalhadas da platéia ali presente. A primeira piada, já trazendo à tona o assunto da não indicação do Ben Affleck ao prêmio de melhor direção desse ano foi simplesmente sensacional e quase tão debochado quanto o próprio texto de “Argo” em relação a Hollywood e suas façanhas do tipo.

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Sem contar que esse ano, tivemos uma premiação mais pop, com apresentações de tirar o fôlego e que todos gostariam de ouvir. Adele, Shirley Bassey, Barbra (♥), todas aparecendo divando, maravileeeandras e com vozes arrebatadoras, mas isso não foi quase nada se comparado aos momentos musicais que aconteceram durante a premiação, com  a Catherine Zeta-Jones deitando todas e ainda segurando perfeitamente o seu número em “Chicago” (Renée se ainda tivesse alguma expressão facial, teria demonstrado que ficou abaixo do limbo nessa hora) de forma lindíssima e isso dez anos depois, além de uma Jennifer Hudson demônia, soltando uma voz que mais parecia um tornado passando dentro daquele teatro, deixando todos completamente sem ar (e foi lindíssimo mesmo!) e para encerrar, um dos números mais emocionantes da noite, com cara de musical de verdade, com o elenco de “Les Mis” inteiro reunido e cantando suas músicas e deixando todo mundo que ousou falar de suas performances musicais no longa com a cara literalmente no chão. Juro, tudo foi perfeito, de chorar.

E a cerimônia além de ter sido muito mais bacana do que qualquer outra dos últimos tempos (leia-se qualquer outra cerimônia do Oscar) ainda nos trouxe uma lista bem boa equilibrada com os vencedores do ano (e a grande maioria deles nós AMAMOS!), confirmando quase todas as nossas impressões a respeito dos seus indicados (isso principalmente depois de ter visto parte deles no cinema, pelo menos):

 

Filme

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Indomável sonhadora

O lado bom da vida

A hora mais escura

Lincoln

Os miseráveis

As aventuras de Pi

Amor

Django livre

Argo

 

Depois de ter ignorado completamente o Ben Affleck na indicação pelo seu trabalho como diretor esse ano (e ele ter vencido na categoria em quase todos os demais prêmios), eles estavam mesmo devendo esse prêmio para ele. E não só por isso (nem por ter pego por tanto tempo no seu pé, porque em alguns momentos  reconhecemos que Ben fez por merecer), mas porque “Argo” realmente é um filme excelente, do começo ao fim, com uma história contada da forma certa e pelas pessoas certas e já estava na hora de Hollywood superar certas birras, ainda mais quando se depara com um trabalho tão bacana. Sem contar que é um filme que brinca como ninguém com Hollywood, debochando da sua cara, fazendo piada da suas falhas. Realmente um trabalho muito bom, ainda mais considerando esse ano onde tivemos excelentes performances, histórias deliciosas, mas nenhum filme chegou a ser grandioso demais, do tio épico e arrebatador, daqueles que acabam levando tudo sem dar chance para os demais, por isso achei bem justo. E o seu discurso, apesar de esbaforido, foi ótimo, falando inclusive de tudo que ele teve que engolir por tanto tempo #BenAffleckRises

ps: aqui, a nossa review sobre “Argo”

 

Diretor

Michael Haneke, “Amor”

Benh Zeitlin, “Indomável sonhadora”

Ang Lee , “As aventuras de Pi”

Steven Spielberg, “Lincoln”

David O. Russell, “O lado bom da vida”

 

Ang Lee parecia o azarão da lista, mas acabou levando. Apesar de não ter visto o seu filme ainda (e esse sim estar amargamente arrependido de não ter ido ver em 3D), acho um trabalho de imagens sensacional, do tipo que mais parece um sonho. Apesar de tudo, a minha torcida nessa hora era mesmo para o Haneke, que com uma história bem simples, conseguiu emocionar o mundo com o seu “Amour”. Mas nada nesse mundo vai conseguir pagar a cara de Coca Zero do Spielberg ao perceber que o seu épico da vez não foi tão épico assim… (embora tenha interpretações épicas sim!)

 

Ator

Denzel Washington, “Voo”

Hugh Jackman, “Os miseráveis”

Daniel Day-Lewis, “Lincoln”

Bradley Cooper, “O lado bom da vida”

Joaquin Phoenix, “O mestre”

 

Esse prêmio seria quase impossível de alguém tirar das mão do Daniel Day-Lewis, que ainda me apareceu mais maravileeeandro do que nunca para recebê-lo, das mãos da Meryl (♥), com quem ele aproveitou para fazer piadas sobre uma inversão de papéis, trazendo um humor super bacana para o seu discurso, além de uma declaração de amor linda para a sua esposa. Daniel Day-Lindo! Mesmo assim, temos que reconhecer que o Hugh Jackman também foi grandioso esse ano e merecia pelo menos um pedacinho desse prêmio pelo seu Jean Valjean. Aliás, o que foi aquela apresentação com o elenco de “Les Mis”? De arrepiar a alma e fazer ter vontade de sair cantando feito uma pessoa desequilibrada na rua segurando uma baguete, caso não tenha achado uma bandeira da França, rs

 

Atriz

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Naomi Watts, “O impossível”

Jessica Chastain, “A hora mais escura”

Jennifer Lawrence, “O lado bom da vida”

Emmanuelle Riva, “Amor”

Quvenzhané Wallis, “Indomável sonhadora”

 

OK, nessa hora, eu confesso que o meu coração estava completamente dividido. Estava torcendo para a Emmanuelle Riva, confesso, ela que estava de aniversário ontem e teria sido um acontecimento caso o prêmio fosse parar em suas mãos. Fiquei com pena dela, imas isso só durou até a J-Law subir ao palco, com seu Dior (meio assim, mas isso é assunto para depois) e se estabacar no meio do caminho. CATAPLOFT! (enérgias negátivas + afobação) Juro, sabe toda aquela vontade que a gente teve de ajudar o casal de “Amour” durante todo o filme? Tive exatamente a mesma sensação depois daquele tombo ela e a minha vontade era a de ir até lá ajudar a Katniss (fiquei impressionado como nenhum do meninos levantou imediatamente para ajudá-la. Shame on you! – apesar do Dujardin ter dado aquela forcinha depois. Aliás, Höy!). E sim, apesar da nossa torcida por uma história melhor (e que exigia muito mais de uma atriz), Jennifer Lawrence vem fazendo por merecer e por isso, também ficamos extremamente felizes com o seu momento e por aqui, nada de imagens da sua queda, porque não somos desse tipo de gente (até somos, mas só com quem não gostamos muito ou quando a piada rende mais do que qualquer outra coisa. Go Katniss! Go Katniss!

ps: aqui, a nossa review sobre “O Lado Bom da Vida”

 

Ator coadjuvante

Alan Arkin, “Argo”

Christoph Waltz, “Django livre”

Philip Seymour-Hoffman, “O mestre”

Robert De Niro, “O lado bom da vida”

Tommy Lee Jones, “Lincoln”

 

Waltz roubou “Django” para ele, quase que naturalmente e não teve para mais ninguém. E que belo ator, não? Aliás, ele, a passagem do DiCaprio (mais do que o seu personagem) e o humor especial do Tarantino, são as melhores coisas do filme. Sem contar a trilha. Sensacional!

ps: aqui, nossa review sobre “Django Livre”

 

Atriz coadjuvante

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Amy Adams, “O mestre”

Anne Hathaway, “Os miseráveis”

Helen Hunt, “The sessions”

Jacki Weaver, “O lado bom da vida”

Sally Field, “Lincoln”

 

Outro prêmio que parecia ser impossível que fosse acabar em outras mãos. Anne realmente fez algo muito especial em “Les Mis”, segurando muito bem a força do seu papel e nos emocionou com toda a fragilidade da sua personagem, mesmo aparecendo apenas nos primeiros 40 minutos do filme. Maravileeeandra!

ps: aqui, nossa review sobre “Les Mis”

 

Roteiro original

Michael Haneke, “Amor”

Quentin Tarantino, “Django livre”

John Gatins, “Voo”

Wes Anderson e Roman Coppola, “Moonrise Kingdom”

Mark Boal, “A hora mais escura”

 

Tarantino merece todos os prêmios do mundo só por ser essa figura que manda a orquestra ficar quieta que ele ainda tem o que falar. Em “Django” eu não consegui encontrar o seu melhor, apesar do seu fundamento estar todo ali e ainda assim, acho que faltaram algumas coisas. O que também não significa que seja uma filme ruim, apenas não o melhor deles. 

 

Roteiro adaptado

Lucy Alibar e Benh Zeitlin, “Indomável sonhadora”

David Magee, “As aventuras de Pi”

Chris Terrio, “Argo”

Tony Kushner, “Lincoln”

David O. Russell, “O lado bom da vida”

 

Nada mais do que justo sendo “Argo” um filme basicamente sobre um roteiro “adaptado” àquela situação, rs

 

Filme estrangeiro

“Amor” (Áustria)

“Kon-tiki” (Noruega)

“O amante da rainha” (Dinamarca)

“No” (Chile)

“War witch” (Canadá)

 

Alguma surpresa? Um filme estrangeiro com força o suficiente para chegar a concorrer entre os grandes filmes do ano merecia pelo menos esse carinho. Justo. 

ps: aqui, a nossa review sobre “Amour”

 

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Animação

“Detona Ralph”

“Frankenweenie”

“ParaNorman”

“Piratas pirados!”

“Valente”

 

Gosto muito de “Valente”, apesar de não ser dos meus preferidos da Pixar. E foi o prêmio ruivo da noite, então…

 

Curta-metragem de animação

“Adam and dog”

“Fresh guacamole”

“Head over heels”

“Maggie Simpson in ‘The Longest Daycare'”

“Paperman”

 

Alguém sabe me dizer se “Paperman” tem alguma relação com “Signs” (que eu AMO já tem alguns anos). Acho tudo muito dentro do mesmo fundamento, apesar das diferenças…

 

Edição

“As aventuras de Pi”

“Argo”

“A hora mais escura”

“O lado bom da vida”

“Lincoln”

 

E o filme tem mesmo um edição bem boa!

 

Fotografia

“007 – Operação Skyfall”

“Anna Karenina”

“As aventuras de Pi”

“Django livre”

“Lincoln”

 

E foi mesmo o filme das grandes paisagens/imagens do ano. Merecido. 

 

Efeitos visuais

“Branca de Neve e o caçador”

“O hobbit: Uma jornada inesperada”

“As aventuras de Pi”

“Prometheus”

“Os Vingadores”

 

Sério, alguma surpresa?

 

Figurino

“Branca de Neve e o caçador”

“Espelho, espelho meu”

“Anna Karenina”

“Lincoln”

“Os miseráveis”

 

Desde o trailer (que dizem que engana bem em termos de qualidade do longa), conseguimos perceber a qualidade e grandeza do figurino do filme. 

 

Maquiagem e cabelo

“Hitchcock”

“Os miseráveis”

“O hobbit: Uma jornada inesperada”

 

Tirando toda e qualquer peruca que o Hugh Jackman tenha usado no longa (todas horrorendas), acho que o prêmio já valia só pela caracterização do Sacha Baron Cohen, que está sensacional e ou aquelas mulheres das ruas. 

 

Canção original

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“Before my time”, de “Chasing ice” – J. Ralph (música e letra)

“Everybody needs a best friend”, de “Ted” – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)

“Pi’s lullaby”, de “As aventuras de Pi” – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)

“Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall” – Adele (música e letra)

“Suddenly”, de “Os miseráveis” – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

 

“Skyfall” deve muito disso para a sua interpretação, apesar de ser uma música linda também

 

Trilha sonora original

Dario Marianelli (“Anna Karenina”)

Alexandre Desplat (“Argo”)

Mychael Danna (“As aventuras de Pi”)

John Williams (“Lincoln”)

Thomas Newman (“007 – Operação Skyfall”)

 

Mixagem de som

“007 – Operação Skyfall”

“As aventuras de Pi”

“Os miseráveis”

“Argo”

“Lincoln”

 

Edição de som

“Argo”

“As aventuras de Pi”

“A hora mais escura”

“007 – Operação Skyfall”

“Django livre”

 

Empate. Deveriam usar esse recurso em categorias mais disputadas também, como essa ano foram as de atriz e ator, por exemplo…

 

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Design de produção

“Anna Karenina”

“As aventuras de Pi”

“Lincoln”

“O hobbit: Uma jornada inesperada”

“Os miseráveis”

 

Melhor curta-metragem

“Asad”

“Buzkashi boys”

“Curfew”

“Death of a shadow (doos van een schaduw)”

“Henry”

 

Documentário em longa-metragem

“5 broken cameras”

“The gatekeepers”

“Searching for Sugar Man”

“How to survive a plague”

“The invisible war”

 

Documentário em curta-metragem

“Kings point”

“Mondays at Racine”

“Inocente”

“Open heart”

“Redemption”

 

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Les Mis

Fevereiro 18, 2013

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Um musical que realmente leva a sério o formato “musical”. E a propósito, imaginem esse texto inteiro cantado a partir de agora.

Grandioso, com cara de filme feito para ganhar prêmios, atuações preciosas e músicas que tem uma força fora do comum. Assim chegou “Les Misérables” aos cinemas, merecidamente com ares de grande produção, o filme da famosa história de Victor Hugo parece mais um presente para quem gosta do gênero. Mas tem que gostar mesmo, porque nesse musical eles se levam a sério e retomam uma tradição que hoje em dia permanecia apenas no teatro, onde encontramos um filme musical praticamente inteiro musicado, cantado quase que por completo, com apenas algumas frases ou poucas palavras simplesmente faladas. Algo que pode ter causado certa estranheza para alguns (além do fato de se tratar de um grande drama e não comédia, como estamos mais acostumados a ver recentemente nesse formato), ainda mais contando com a longa duração do filme do diretor Tom Hooper (que já havia nos emocionado no passado recente com “The King’s Speech”), que tem mais de duas horas e meia e esse tempo a mais pode ter surtido um efeito negativo para a experiência de algumas pessoas de sua audiência.

A história, conhecida de alguns, ganha uma roupagem interessante investindo nesse fundamento do musical antigo, de raiz, como se colaborasse dando um peso maior ainda para tamanho drama que o próprio texto por si só já carrega muito bem, sem precisar de qualquer tipo de ajuda, mas que nesse caso veio bem a calhar.

E ver a revolução francesa acontecer daquela forma, quase poética, mesmo sem romantizar demais os meios (apesar de existir um romance dentro desse cenário, o único dentro dessa história e que aparece em apenas parte dela) chega a ser também como mais um presente que o filme nos entrega. Homens com uma coragem difícil de se encontrar hoje em dia, saindo as ruas em busca de um ideal político que acabou se tornando uma questão de sobrevivência, enfrentando uma batalha visivelmente injusta e em grande desvantagem em relação a quem estava no poder naquela ocasião, mulheres unindo forças para colaborar a seu modo, em um tempo onde elas ainda não estavam acostumadas a serem ouvidas. Nada mais do que aquela velha história (tão velha que já anda saudosa, porque com tanta coisa séria acontecendo e pouca gente se manifestando contra de forma significativa, já estamos com saudade desse tipo de postura) do povo cansado de injustiças se unindo por um bem em comum. O bacana é que o longa passa por diferentes fases da revolução francesa ao longo dos anos, dos motivos que a despertaram até a batalha final, novamente, seguindo aquela linguagem quase poética já mencionada, mas não sem ilustrar a realidade covarde que encontramos facilmente em qualquer guerra.

Nele encontramos Hugh Jackman praticamente irreconhecível em seu começo, a não ser pela demonstração de sua força, essa que nós sabemos que ele tem de sobra naquele corpo que o mesmo construiu ao longo dos tempos. Alguns podem estranhar encontrar o ator daquela forma, apesar do seu Jean Valjean ser um grande herói para a história, papel que já estamos acostumados em vê-lo em cena, só que não dessa forma, com tamanha intensidade. Aqui ele está diferente, muito mais dramático do que em qualquer outro papel da sua vida. Sério também. Apesar da surpresa de encontrá-lo nesse cenário, não é de hoje que o ator vem se dedicando ao teatro, especificamente na Broadway e não tem muito tempo, essa sua dedicação e trabalho chegou inclusive a ser reconhecido em um Tony, onde ele foi homenageado em reconhecimento a tudo isso. Sem contar que esse homem deve ter no mínimo um fraco para personagens com costeletas exageradamente largas e compridas, rs. (sorry, não pude deixar de reparar nesse padrão, Hugh)

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Por isso, é bem bacana ver um homem como Hugh enfrentando um desafio dramático como esse e muito bem por sinal, carregando com toda a sua força um personagem que provavelmente vai ser o ponto de transição da sua carreira daqui para frente. Seu primeiro solo no filme tem uma força absurda, assustadora até e de forma totalmente surpreendente e acontece quando seu personagem estava prestes a ser um homem livre mas acaba condenado injustamente por uma vida inteira por um “motivo banal” e com isso, se encontrando sem emprego, com fome e no total desespero, ele de repente se vê em um sério dilema entre a fé e a oportunidade, um momento realmente forte e lindo de se ver, mesmo para quem não seja muito apegado a questões de fé ou qualquer coisa do tipo. Aliás, seu personagem, tantas vezes acolhido pela própria igreja, não usa isso como um recurso para estimular qualquer tipo de prática ou devoção (Amém!) e a mensagem da história, apesar da presença da igreja em diversas ocasiões, acaba sendo muito mais a de que vale a pena optar pelo caminho certo da vida, do que qualquer outra coisa. Um tipo de questionamento que acabamos fazendo vez ou outra na vida, independente da crença de cada um. Nesse caso, o lado da devoção acaba sendo aplicado a própria vida do personagem e a forma como ele passa a se dedicar a vivê-la após encarar de frente toda essa questão.

O filme é praticamente dividido em três grandes atos e nesse primeiro, passamos boa parte dele conhecendo a história dos personagens principais ou motivadores dela, como o próprio Jean Valjean (como é sonoro dizer esse nome caprichando no accent francês, não?), o temido Javert, interpretado muito bem pelo ator Russell Crowe (com um certo nível exagerado de implicância à suas habilidades vocais por parte da crítica) e Fantine, personagem que também não poderia ter caído em mãos melhores. (em pensar que a Scarlett Johansson chegou a fazer o teste para o papel e graças ao espírito de romancista de Victor Hugo não conseguiu, e a Anne Hathaway teve que praticamente implorar ao tentar convencer os produtores e diretor que apesar da pouca idade, ela poderia interpretar aquela mãe da forma tão especial como acabou fazendo)

Não é de hoje que nós amamos a Anne Hathaway e acreditamos no que ela é capaz de fazer, mas realmente, a sua Fantine em “Les Mis” tem uma força fora do comum. Boa parte dela creditada ao personagem e sua trajetória de sofrimento, que é bem pesada e praticamente impossível de se ignorar ou não se emocionar. Mas os seus momentos, que ocupam apenas os primeiros 40 minutos do filme, até uma breve aparição quase afetiva no final, são mais do que especiais. Uma mulher perseguida por outras mulheres, por pura inveja, que por uma ironia do destino acaba se vendo sem outra saída a não ser começar a se vender ao poucos (aos poucos mesmo, aos pedaços) para conseguir sustentar a distância a filha, Cosette, a qual ela teve que deixar sob os cuidados de um casal. Ironicamente novamente, exatamente na hora em que Fantine se vê sem nenhuma outra opção, a personagem acaba sendo acolhida por outras mulheres, dessa vez por compaixão, por enxergarem nela quem elas já foram um dia.

A sequência onde Fantine atende seu primeiro cliente é sensacional e quando ela canta a line “Don’t they know they’re making love to one already dead?”, um das minhas preferidas em todo o filme, é realmente de arrepiar a alma. Com os olhos cheios de lágrimas e um plano fechado que depende totalmente do que ela consegue nos transmitir no olhar e alguma linguagem corporal do pouco do seu corpo que está a mostra em cena naquele momento, Anne toma para ela a música de maior força do musical que todos nós conhecemos bem. Acho praticamente impossível conter as lágrimas nesse momento e as minhas já estavam descendo desde a cena anterior. Obviamente sabemos que essa é uma das melhores letras que conhecemos feitas para um musical, uma música que tem a força de uma vida e tornou-se bem popular recentemente, devido a outro momento daqueles que não acontecem por acaso na vida de ninguém e que também acabou deixando o mundo inteiro bastante emocionado. Mas Anne conseguiu o impossível e fez tudo diferente, muito bem amparada na carga dramática da história da sua personagem e é possível perceber o tamanho da sua entrega naquele momento a quilômetros de distância, mesmo que você esteja do outro lado da barricada da revolução. Gosto muito do momento onde ela entrega uma nota maior estendida e parece não acreditar no que acabou de sair de dentro dela mesmo, tapando a boca logo na sequência, de forma super emocionada. Uma performance que se trouxer o Oscar para suas mãos esse ano (e ela vem ganhando todos os prêmios por isso até agora), não será nada mais do que merecido e já estou pronto para aplaudir de pé, apesar de ter uma Sally Field como sua concorrente nessa mesma primeira fila de mulheres talentosíssimas. (te amo também, Sally!)

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Mas sejamos justos ao reconhecer que ela não foi a única que cantou lindamente e encarou aquele close quase sufocante, porque boa parte dos atores principais também tiveram seus momentos. Hugh Jackman foi um deles, como eu já mencionei anteriormente ao falar sobre o seu excelente primeiro solo, uma performance que se repete ao longo do filme em pelo menos mais um momento extremamente dramático e também com uma força fora do comum. Ainda mais sabendo da história por trás da produção, onde os atores fizeram questão de gravar suas músicas em cena, ao contrário do que é feito normalmente nesse tipo de filme, onde eles acabam adicionando as músicas em versões de estúdio gravadas separadamente. Só acho uma pena que esse ano, indicado por esse papel brilhante, Jackman tenha que encarar um Daniel Day-Lewis (praticamente uma covardia concorrer com ele em qualquer coisa na vida) vivendo a história de um dos maiores e mais importantes presidentes da America antiga. Realmente uma pena e seu eu pudesse dividir cada um desses prêmios que ambos os filmes estiveram ou ainda estão disputando, eu declararia empate em todos eles nesse caso.

Da despedida da Fantine do longa, que também nos traz a confissão de Jean Valjean assumindo a sua identidade de volta para não ver um homem comum ser condenado a escravidão, algo que ele conheceu muito bem e de perto, evitando uma grande injustiça na vida de mais uma pessoa, temos o que podemos considerar como segundo ato do musical, com a busca daquele homem ao tentar consertar o seu maior erro do passado, que por uma questão de tempo e novamente, das ironias do destino que vivemos a todo momento, ele acabou cometendo com a própria Fantine, quando ela acabou sendo despedida de uma de suas empresas, quando Valjean já havia se tornado prefeito e um homem de respeito naquele lugar. Uma dívida para a vida, que ele acaba assumindo em busca da filha de Fantine, Cosette, que se encontra com o tal casal, que ficou por conta da impagável dupla Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter (até os nomes deles tem química, para vocês sentirem o quanto ficou especial essa dupla), que trazem de forma primorosa um alívio cômico para a trama. A performance dos dois é divertidíssima (que na verdade, nada mais são do que um casal de golpistas e que não cuidaram muito bem da pequena Cosette. E ele errando o nome dela para tentar convencer que sempre foi um bom pai, foi muito bom) e serve para dar uma aliviada em toda carga dramática que o filme nos obriga carregar até esse ponto da história. Aliás, essa é uma música para se puxar em um bar, por favor! Sim, esse é um dos meus sonhos musicais que ainda pretendo realizar na vida. Alguém me acompanha na letra? (acho que vou até imprimir a letra em umas folhas e começar a carregar comigo na bolsa, só por precaução, rs)

As crianças no filme também estão bem especiais, da pequena Cosette (Isabelle Allen) até o grandioso apesar de bem pequeno, Gavroche (Daniel Huttlestone), ambos atores que cantam lindamente e entregam performances ótimas durante o longa. Gavroche que inclusive acaba ganhando um destaque ainda maior do que a própria Cosette quando criança, vivendo bons momentos de comédia, mas ganhando o seu momento dramático de cortar o coração em 34454545545 pedaços no final. E enquanto ganhamos esse respiro, a grande perseguição que motiva o filme continua, com Javert ainda a procura de Jean Valjean, que agora, passa a fugir na companhia da própria Cosette, a quem ele prometeu cuidar como filha para o resto da vida.

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E assim ele faz, que é quando chegamos ao terceiro ato dessa história, com o despertar do amor da Cosette, agora começando a sua vida adulta (nessa fase, interpretada pela Amanda Seyfried, que poderia ter escolhido um outro tom para cantar suas músicas, fato) e ainda vivendo como um fantasma ao lado do pai (que continua perambulando por aí sem poder assumir quem é por ser um fugitivo da justiça tirana de Javert) por Marius, um jovem revolucionário do tipo bem nascido mas que não aceita muito bem viver a sua realidade com um mundo inteiro passando fome do outro lado da sua janela, com o qual ela acaba vivendo uma história de amor a primeira vista, que é quando encontramos Jean Valjean começando a planejar o futuro da filha, uma vez que ele sabe e consegue sentir que não vai poder estar ao seu lado para o resto da vida. Não no mesmo lugar, como uma pessoa comum e não eternamente, que é o que todos nós sabemos. Tudo bem que a história de amor dos dois, apesar da poesia e do sonho de se viver um amor a primeira vista, acaba parecendo “forçada” demais, já que eles não tiveram o menor contato a não ser um breve olhar trocado na cidade e em meio a uma grande confusão. Mas tudo bem, vamos acreditar na inocência de outros tempos e além disso, apesar de parecer pouco “crível” devido a uma questão de tempo e pela intensidade que eles demonstram no filme (questão que inclusive eles mesmos chegam a levantar), quem nunca se apaixonou apenas por um primeiro olhar? Agora, se a relação teve futuro ou não depois, isso já é outra história.

Mas em meio a tudo isso, ganhamos outra personagem que é uma das minhas preferidas dessa história, Éponine (Samantha Barks), filha do próprio casal que cuidou da pequena Cosette por tanto tempo no passado. Ela que vive um amor não correspondido por Marcus (interpretado dignamente pelo ator que devemos ficar de olho, Eddie Redmayne), que ao vê-lo apaixonado por Cosette do meio do nada, ao contrário de se tornar uma pessoa amarga, vingativa ou qualquer coisa do tipo, acaba entendendo através de uma performance ótima por sinal (muito melhor do que qualquer uma das duas ou três musicas da onipresente da sétima arte, Amanda Seyfried), que a sua maior prova de amor naquele momento seria colaborar para que Marcus tivesse a chance de viver ao lado de quem ele sonhava, entendendo que embora aquele amor não fosse para ela, isso não significava que ela não poderia vivê-lo de outra forma. E nesse momento, ela começa um história de amor com ela mesmo, algo importantíssimo para o crescimento pessoal de todo mundo. Outro ponto importante a se mencionar é que mesmo sem um final “feliz” como a gente gostaria, ela conseguiu fazer o grande amor da sua vida enxergar a dimensão da sua grandeza. Uma personagem sensacional!

Nesse último ato, começamos a observar de perto a questão de revolução francesa, a convite do pequeno Gavroche, que acabou se tornando um dos maiores heróis dessa história, ele que obriga a aristocracia e os ricos da época a encarar os miseráveis famintos nas ruas de Paris e encara um exército armado com a maior graça e desenvoltura em meio a um bando de marmanjos (quando não liderando o seu próprio exército de pequenos).  Revolução que é levada a sério, com uma ilustração bem bacana dos seus ideais e performances excelentes como aquela com os jovens revolucionários cantando durante o cortejo funeral que passava pela cidade. Outro momento para se arrepiar, que se repete de forma poética (agora no melhor sentido da palavra) e ainda mais grandiosa durante o encerramento do longa, com essa musica que é outra das mais grandiosas e representativas do musical. Entre eles, quem acaba se destacando nessa hora é o ator Aaron Tvevit, na pele do corajoso Enjolras, que tem umas das melhores vozes masculinas do elenco.

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E toda a questão de revolução é tratada lindamente, inclusive o conflito final da barricada de móveis e quinquilharias do povo da cidade, onde eles visivelmente estavam em desvantagem, mas seguraram firmes e fortes até o final. Deles todos que morrem como heróis naquele momento (um encerramento lindo por sinal em termos de fotografia, cores e cenários) o único sobrevivente acaba sendo o próprio Marcus, que é carregado pelos esgotos de Paris pelo próprio Jean Valjean, que estava a todo custo tentando salvar aquele que ele acreditava ser (com motivos, devido a todo o seu discurso) o homem da vida da sua filha e alguém com quem ela tivesse a chance de viver uma vida comum, sem precisar continuar fugindo o tempo todo.

Jean Valjean que antes de tudo isso teve a sua grande chance de se vingar de Javert, seu inimigo por praticamente toda a vida, mas que optou por libertá-lo, mesmo quando ele não tinha a menor chance, o que acabou gerando um conflito interno no próprio Javert, que não conseguia entender como um homem tão perseguido e maltratado pela vida como Jean Valjean (e por boa parte dela, através da sua própria tirania), poderia ser tão nobre e capaz da atitude que Javert enquanto pessoa, jamais conseguiria entender, embora tenha feito a coisa certa quando encontrou pela última vez o motivo de toda essa perseguição na sua vida, que estava visivelmente em desvantagem, literalmente na merda (la mérde) e que nem por isso ele conseguiu se aproveitar da situação e acabar de vez com aquela história de gato e rato que se arrastava por anos.

Como conclusão para essa história maravilhosa, tivemos a merecida despedida entre pai e filha, com Jean Valjean já bastante debilitado, perto do seu fim, reencontrando a filha de quem ele tentou fugir para que ela pudesse viver a sua vida como ela gostaria, entregando a sua verdadeira história para a Cosette pela primeira vez, em outro momento impossível de não se emocionar, com o personagem finalmente encontrando a sua linha final. E aquela cena dele fazendo a transição, com a Fantine cantando ao fundo e na sequência com o coro de todas as vitimas da revolução em meio àquela barricada agora gigantesca, com uma força muito maior e mais representativa, foi realmente um final sensacional para esse grande longa.

Em termos de filme e direção, eu não gosto muito da forma como o diretor optou por nos mostrar essa história, onde se comparado ao seu último trabalho, é possível perceber que ele abdicou de uma identidade bacana que aprendemos a reconhecer e admirar do seus passado cinematográfico, para seguir uma linha mais comercial e até mesmo esperada para esse tipo de história. Apesar do clima intimista e bem especial das performances dos solos (algo que ele manteve de “The King’s Speech”, com aquela câmera fechada na cara dos atores) e das cenas grandiosas, feitas especialmente para encher os olhos, acho que o filme apesar ser bem especial, ficou devendo um pouco na questão da vontade de tentar nos passar um novo olhar. Aquelas cenas de transições de um cenário para o outro, clássicas do cinema por exemplo, eu acho totalmente desnecessárias e meio assim para o cinema moderno (close na cruz no alto da construção, ou imagens que vão do micro ao macro e vice versa). Algo que não chega a prejudicá-lo ao ser considerado como um bom filme, sem exageros, mas também não chega a colocá-lo em um lugar de maior destaque. Não por isso, apesar do esforço de todas as suas performances.

Vive la France!

 

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Confirmou! A lista dos vencedores da nossa premiação dos sonhos, o Golden Globes Awards 2013

Janeiro 14, 2013

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Premiação agora também conhecida como o dia em que a Tina Fey e a Amy Poehler dominaram a TV com o melhor do humor atualmente. Sério, não teve para mais ninguém, Liz Lemon e Leslie Knope estiveram naquele palco e não deixaram por menos. Elas dominaram tudo. TU-DO!  Portanto, todos ajeitando os decotes e ou as gravatas borboletas (segunda opção destinada especialmente para a Diane Keaton e a Ellen DeGeneres, dando aquela checada para ver se a fenda está no poder e direcionada para o ponto focal certo e de pé: CLAP CLAP CLAP! (em caixa alta, que é para fazer mais barulho)

Sério, fui dormir tão feliz, extremamente orgulhoso e por motivos dos mais variados e diferentes possíveis na noite de ontem, depois do Golden Globes, que consegui esquecer até toda e qualquer injustiça que tenha acontecido durante a premiação e é possível que eu tenha desenvolvido o meu próprio ovário + útero durante o meu sono da realização dessa noite. Sério, eu não estou brincando.

Piadas afiadíssimas que funcionaram perfeitamente dentro da intimidade de anos que uma tem com a outra e elas nunca estiveram tão naturais e ao mesmo tempo tão dentro dos seus próprios personagens em toda a história de suas vidas. Foi como um grande SNL antigo, sem a parte chata onde todo mundo tem que aparecer um pouquinho, rs. Só aquele discurso de abertura, merece ser visto 137 vezes em looping, onde é possível continuar rindo e muito, mesmo depois da 137 vez.

Sério, tem como se segurar na piadinha envolvendo a Kathryn Bigelow e o seu ex derrotado em um Oscar anterior por ela mesma, o James Camarão Azul? Não, não tem e se eu estivesse presente, teria rolado da mesa de Homeland até a do Tarantino, três vezes. (by the way Tina, dividimos o mesmo sentimento a respeito do assunto pesadelos sexuais + Tarantino)

Aliás, vale a pena usar esse momento para fazer uma pausa e avaliar a diferença entre tipos de humor que podem dizer muito a respeito de muita coisa. Reparem no discurso de abertura, na audiência, quem realmente estava se divertindo entre os convidados presentes naquelas mesas todas enquanto Tina e Amy entregavam o seu melhor em um verdadeiro bombardeio de bom humor inteligente sem ser pedante e ou exagerado e tão pouco apelativo. Basta um pouquinho de atenção para perceber que esses eram os mais inteligentes, bem humorados ou que nós gostamos mais desde sempre, fato. Robert Pattinson por exemplo, por quem nós nunca nos importamos muito, nesse momento, apareceu ao fundo, apático, se colocando de free drinks, naquela preguiça de sempre, sem prestar muita atenção em coisa alguma. Agora, reparem no vídeo abaixo, nesse outro momento que muita gente gostou durante a premiação (tisc tisc), com a dupla Wiig + Ferrell tentando, mas ficando para trás no quesito “nosso tipo de humor”. (AMO a Wiig, mas acho que ela merecia uma dupla melhor e talvez daqui uns anos, ela possa fazer um trio com certas duas aí. Eu diria que até que Fey e Poehler são as formandos do ano, enquanto Wiig ainda está na 7ª série, avançada, mas ainda na 7ª, da mesma escola pelo menos). E a cara do Tommy Lee Jones para esse momento pode provar essa teoria, rs.

E dizem que ambos da segunda dupla podem ser os apresentadores do Golden Globes no próximo ano. Começamos a rezar ou já deixamos o DVR programado na opção “corta o Will Ferrell”?

Enfim, fora isso tudo que não foi pouco, tivemos momentos excelentes, como o discurso inspiradíssimo da Jodie Foster, a homenageada da noite, que nunca esteve tão confortável e ou tão maravileeeandra, do alto dos seus 50 anos. Sério, that’s a woman! E a família ruiva dela toda presente? AMO/me passa esse contato Jodie, porque daqui uns anos, terei essa necessidade necessária. (se bem que, com meu novo ovário+útero em desenvolvimento, talvez u só precise mesmo é do contato do Fassbender… rs)

E como se tudo isso já não tivesse sido o suficiente, tivemos boas surpresas na lista de vencedores do Golden Globes 2013, que resolveu fugir bastante do óbvio e talvez nunca tenha provocado tanto o Oscar como fez dessa vez? Duvida? (para lembrar a lista completa de indicados com nossos comentários de sempre, veja aqui)

 

Filme – Drama: “Argo”

A surpresa da noite. Com grandes nomes na disputa, ficava difícil apostar em “Argo” do Ben Affleck, mesmo que ele tivesse feito por merecer. Mas não podemos nem dizer que esse foi o seu tapa na cara da sociedade das premiações americanas, porque esse não foi o seu único prêmio da noite e só faltou ganhar um para levar para o Samuel, porque temos certeza que seus dois prêmios terão donas ou protetoras mais do que especiais: Violet e Seraphina. (♥)

 

Atriz – Drama: Jessica Chastain – “A Hora Mais Escura”

Essa não foi uma grande surpresa e surpresos mesmo nós ficamos com a sua escolha para encarar essa noite de glória. Mas sobre isso falaremos depois… 

 

Ator – Drama: Daniel Day-Lewis – “Lincoln”

Só faltou os indicados levantarem a placa “Eu já sabia”. É, todo mundo já sabia e mesmo sem ter assistido ao filme é impossível não arriscar que deve ter sido muito merecido. (avaliando o que vimos com nossos próprios olhos dos teasers, trailes, imagens e comentários sobre, claro)

 

Filme – Comédia ou musical: “Os Miseráveis”

Feito exatamente para isso, Les Mis é o tipo de filme figurinha fácil nesse tipo de premiação. O que não tira o seu mérito, apesar de nos deixar com preguiça, um pouco, confesso… (mas super quero ver/chorar/cantar junto com todos eles, especialmente o Anne Hathaway)

 

Atriz – Comédia ou musical: Jennifer Lawrence – “O Lado Bom da Vida”

Yei! J-LAW! Super merecido. Ela que encara qualquer tipo de desafio com bastante dignidade e unfirah. Só acho um saco todo mundo ter que ficar esclarecendo que ela ganhou por esse filme e não pode “Hunger Games”, que segundo a Tina Fey, foi a dieta mágica que a fez entrar dentro daquele vestido, rs 

 

Ator – Comédia ou musical: Hugh Jackman – “Os Miseráveis”

Entendam, gosto de filmes épicos, feito para premiações, apesar de ter um pouco de preguiça. Mas ver o Hugh Jackman de outra forma, como não estamos acostumados a ver, também é muito bacana e por isso, merecido também. 

 

Animação: “Valente”

Apesar da represente da vez da magia ruiva não ter sido o meu preferido (mesmo pq, os dois que eu vi dentro da categoria não eram), é inegável que “Brave” com seus avanços, levou a animação para um outro nível. 

 

Filme estrangeiro: “Amor”

Todo mundo falando de “Amor”. Quero ver. Todo mundo quer ver. Onde será que vamos conseguir ver? Tem em VHS? Paolo?

 

Atriz coadjuvante: Anne Hathaway – “Os Miseráveis”

Oh Anne, como nós torcemos por você. Seu vestido não era dos melhores, nem o seu discurso foi, mas mesmo assim, a sua cara na platéia morrendo de rir de tudo e ou totalmente sem graça com a piadinha da Tina Fey sobre sua parceria como apresentadora do Oscar, foi algo sensacional. Valeu só por isso e pela Amy Poehler cantando “I Dreamed A Dream Da Da Ri Da”, rs

 

Ator Coadjuvante: Christoph Walts – “Django Livre”

Walts rouba a cena. Walts amedronta. Walts diverte. Walts é reconhecido a cada novo trabalho. Talvez Walts seja a nova Meryl Streep. Anotem…

 

Direção: Ben Affleck – “Argo”

POW! Esse sim, foi o tapa na cara de mão fechada e com anel caro de formatura na vida ou gangue na cara da sociedade dos votantes do Oscar. Não ganhou a sua indicação lá, mas por aqui, não só foi indicado como levou os dois prêmios do cinema mais importantes da noite. Suck it! Ps: talvez esteja passando da hora do Ben começar a acreditar que ele faz muito melhor uma coisa do que a outra, embora a sua carinha linda ficando escondida seja quase que um crime contra a sociedade da magia. Mas pense nisso, Ben, nos contentamos em vê-lo indo levar as meninas no colégio. Mas não se entregue aos donuts e comidas dos sets. 

 

Roteiro: Quentin Tarantino – “Django Livre”

AMO/queria conhecer o Tarantino para convencê-lo a dirigir o capítulo mais dramático e aterrorizante da história da minha vida. Aceitaria também ser o moço do cafezinho em qualquer um de seus filmes, de hoje e de ontem  caso a gente consiga aquele DeLorean ou aquela TARDIS emprestado. Não cobro cachê, mas não reclame caso objetos cênicos sumam misteriosamente do seu acervo, mas nada muito grande, no máximo uma “Pussy Wagon” e certa mala preta onde eu pretendo carregar certa peruca preta, um uniforme amarelo completo e um bastão. E sim, eu vivo de referências…

 

Trilha sonora: Mychael Danna – “As Aventuras de Pi”

Dizem que o filme é mais bonito do que qualquer outra coisa. Sabe diretor que se empolga com uma nova linguagem ou uma nova possibilidade de tecnologia? Essa é a minha sensação…

 

Canção original: “Skyfall” – “007 – Operação Skyfall

Impagável o ‘high five” da Adele para o 007 himself quando anunciado o seu prêmio. Foi quase melhor do que o 1/2 sorriso e o olho de cobra da cara de alface da Taylor Swift fazendo um giro completo de 360º de trás para frente, que segurou as lágrimas, mas talvez toda aquele líquido contido dentro dela tenha encontrado uma outra saída ao sul da mesma, de tanto ódio concentrado em um corpinho tão pequenininho e ao que tudo indica, sambado. Se solta Taylor, deixa o mundo conhecer quem você realmente é! Sua lista nós já bem conhecemos…

 

Série – drama: “Homeland”

OK, Homeland é tudo isso mesmo quando não é tudo isso, mas ela não foi a melhor série do ano. Teve seus momentos, mas nem de longe foi como foi no passado. Não, não foi. Sorry, mas aqui eu enxerguei uma injustiça. 

 

Atriz – série de drama: Claire Danes – “Homeland”

Se a série não mereceu ganhar como melhor drama, o mesmo nós não podemos dizer da Claire Danes, nunca, porque ela sempre faz por merecer. Sempre!

 

Ator – série de drama: Damian Lewis – “Homeland”

O mesmo vale para o Brody. E suas subidas no palco sempre valem um plus a mais para a divulgação do culto & adoração da magia ruiva. Höy!

 

Série – comédia ou musical: “Girls”

Há quem não ache Girls uma série engraçada, mas a assistindo pela segunda vez antes da premiere da nova temporada (que também foi ontem), eu posso garantir que quase nada na TV atualmente tem um humor tão bacana como Girls, por isso o prêmio foi mais do que merecido. Mas é outro tipo de humor, em um outro tipo de série, que nós ficamos mais do que felizes que tenha sido reconhecida. Clap Clap Clap!

 

Atriz – série de comédia ou musical: Lena Dunham – “Girls”

Meu grito mais alto da noite. AHHHHH! Lena Dunham com a sua estranheza (para alguns) e estando completamente fora de qualquer padrão (também para alguns, porque pra gente, ela é uma das mulheres mais interessantes a quem fomos apresentados recentemente. Höy!), ela representa um pouco de cada um de nós nessa fase da vida que não é nada do que nos foi prometido. Além disso, ela é ótima, inteligente, divertida, debochada e me faria um nerd feliz caso fosse a primeira celebridade a me responde no twitter. Sério, eu ficaria insuportável! Mais do que nunca. Tina, Amy, vocês já ganharam o melhor prêmio da noite como as donas da brincadeira toda, então, está declarado um empate de três das mulheres mais engraçadas ever. Me liguem, vamos fazer uma festa do pijama e depois sair para um brunch e falar bem e mal dos meninos. 

 

Ator – série de comédia ou musical: Don Cheadle – “House of Lies”

Barulho de grilos. Série que ninguém vê e  que achamos que já estava cancelada. A minha recomendação é que as próximas premiações incluam os prêmios de “dramédias”, “pedantes” e “séries que ninguém vê ou ouve falar” em suas próximas edições. Acho que seria mais justo. Gratô. 

 

Minissérie ou filme para a TV: “Game Change”

Todos amam. Ainda não vi pela temática. Mas vou ver, um dia… Quando é o próximo feriado prolongado mesmo?

 

Atriz – Minissérie ou filme para a TV: Juliane Moore – “Game Change”

E lá estava ela novamente, linda e ruiva. Höy!

 

Ator – Minissérie ou filme para a TV: Kevin Costner – “Hatfields & McCoys”

Kevin deveria ter cantado, porque, ô discursinho chato, hein? Mas ele é o Ben Affleck da sua geração, portanto, mais um tapa na cara. PÁ!

 

Atriz coadjuvante – série, minissérie ou filme para a TV: Maggie Smith – “Downton Abbey”

Maggie Smith merece todo e qualquer prêmio em forma de um feitiço. Até hoje, sonho com o dia em que ela chegará de surpresa em uma apresentação qualquer, aparatando herself live para todo o mundo #MUSERECLUSE

 

Ator coadjuvante – série, minissérie ou filme para a TV: Ed Harris – “Game Change”

Sempre digno.

 

E esses foram os resultados da nossa premiação dos sonhos. Será que algum canal de TV poderia comprar a ideia de deixar um estúdio live, 24 horas por dia, com um microfone aberto para a Tina Fey e a Amy Poehler falarem o que elas quiserem, como quiserem, quando quiserem? Seria a glória da TV. A volta dos anos dourados! Imaginem? Aliás, desde já, deixo o convite do meu casamento futuro e por enquanto imaginário, para as duas. Quero ambas fazendo discursos sensacionais de como nos conhecemos através da TV. Lena Dunham, você e todas as ghols estão convidadas também. E quem quiser ir, pode tentar uma carona no caminhão da Jodie Foster, que também já disse que vai.

ps: imaginem a fila de candidatos a novos BFFs na porta da casa da Amy Poehler e da Tina Fey, nesse exato momento. Se a gente ao menos soubesse onde será realizado esse casting… rs

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Amizade miserável

Dezembro 20, 2012

Russell Crowe + Hugh Jackman

E olha que sempre disseram que o Russell Crowe nunca foi dos mais fáceis de lidar, mas quem é que não se derreteria inteiro pela doçura que parece ter/ser o Hugh Jackman?

(♥)

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Jean Valjean vs Inspector Javert

Dezembro 11, 2012

AMO/sou a entrega do Hugh Jackman cantando “The Confrontation”, música que vem diretamente do musical “Les Mis” (que é o seu novo filme e uma das grandes estreias desse fim de ano) ao lado do colega de elenco Russell Crowe, no palco do Joe’s Pub.

E quem não AMA dizer o nome “Jean Valjean” repetidamente, compulsivamente e fazendo bico?

 

ps: Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean, Jean Valjean

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