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Séries que a gente não precisa assistir na Summer Season = Bunheads + Men At Work + Baby Daddy

Junho 28, 2012

Fui dar uma chance para a nova série da Amy Sherman-Palladino, afinal, a dona de Gilmore Girls merecia a minha atenção e respeito. Por isso resolvi assistir Bunheads, novo projeto dela para a ABC Family, ou pelo menos pretendia ver os primeiros episódios.

Dei de cara com uma série que até chegou a me encantar, bem pouco, mas chegou. Talvez porque encontrei um o climão de uma cidade exótica como Stars Hollow, só que dessa vez com mais sol e o que também já deu para perceber logo de cara, bem menos magia. Encontrei também uma nova tentativa de repetir as centenas de personagens adoráveis que figuravam dentro do cenário da série antiga, agora escondidos em novas fantasias, só que dessa vez menos bacanas. Tem a nova Sookie, que aparece por 2 segundos e ainda usa bandana. Tem o novo Luke, que é mais velho, casado e agora comando um diner que também serve drinks, mas deve ter café também. E a série tem também a tentativa da nova Lorelai, da nova Emily Gilmore, das novas Rorys, mas todas sem o mesmo encanto e muito mais fracas (apesar da nova Emily ser a Emily antiga). E tem também a trilha igual a de Gilmore, foufa e cheia de “La la la las” pra lá e pra cá.

Ou seja, tinha toda uma intenção descarada de tentar ser a nova Gilmore Girls, sem fazer muita questão de disfarçar o que eles estavam pretendendo e apesar de ter até achado bacana uma coisa aqui ou ali dentro do cenário da nova série, que dessa vez traz as bailarinas como foco (Beijo Miss Patty), Bunheads não consegue nem de longe atingir o mesmo nível de uma série que nos trouxe Lorelai e Rory Gilmore, entre todos os outros personagens adoráveis de Stars Hollow, que sempre vão nos deixar morrendo de saudades, mas que nós já sofremos com essa despedida faz algum tempo e já aceitamos que eles se foram.

E o maior defeito de Bunheads além de tudo ser muito parecido com GG antigo, só que bem menos legal, nesse caso é meio que a história central, onde a personagem principal (a nova Lorelai) era uma dançarina de show em Las Vegas do tipo bem decadente e sem perspectiva de vida, que tem um stalker endinheirado no seu pé, interpretado pelo querido Cameron de “Curtindo a Vida Adoidado”, ele que um certo dia consegue a pegar em um momento vulnerável e a convence a se casar com ele e se mudar para a sua casa grande com vista para o mar, comprando assim descaradamente a sua nova mulher. Mas ele só esquece de dizer que divide a tal casa com sua mãe, Emily Gilmore, que tem uma escola de ballet repleta de tentativas de novas Rorys. Rory gordinha, foufa e sonhadora (AMO!), Rory do drama dramático do peitão, Rory que não tá muito nem ai para nada e a Rory megabitch. ZzZZ

Obviamente que ter o seu filho chegando em casa casado com uma dançarina de Vegas do dia para a noite, não é muito o sonho de qualquer mãe americana (nesse caso eu tenho que ser bem regional, rs) e sendo assim, a nova Lorelai passa a ser persona não grata dentro daquela pequena cidade, onde todos se conhecem e se gostam, invertendo um pouco os papéis do que nós já vimos na série antiga. Até que, ao final do episódio, interrompendo uma cena de dança super constrangedora entre Emily Gilmore e a nova Lorelai, chega a notícia de que o tal ex stalker e agora marido, morreu em um acidente de carro (e não sabemos se ele estava dirigindo o famoso carro vermelho que já foi do seu pai no filme antigo, rs), onde descobrimos no episódio seguinte após o seu funeral (que foi muito pior do que o piloto, do tipo bem chatinho e para te convencer a nunca mais voltar a assistir a série, apesar da resolução ter sido foufa), que ele deixou todos os seus bens para a nova Lorelai, com quem ele se casou tem apenas algumas horas (talvez dois dias…). Quem diria? ZzZZ

Sério. Como alguém quer que a gente compre uma série baseada em uma relação de amor inexistente que só foi motivada por uma boa refeição (sim, ele pagava o jantar para ela em Vegas), uma pulseira de brilhantes + alguns presentes e o sonho de ter um quarto com vista para o mar (que para ser mais falso, teria que ter sido fabricado em Once Upon A Time), onde a nova Lorelai versão bailarina apenas conseguiu tirar a sorte grande e realizar o sonho da casa própria, do dia para a noite, casando-se com um homem que ela mal suportava e vivia dando o fora em Vegas? Certa está Emily Gilmore de não aceitar essa b-i-a-t-c-h no seu quintal e se fosse eu, já estava exigindo o cancelamento desse casamento na justiça. Cadê o PROCON dos casamentos? Cadê Richard Gilmore e toda a sua influência na sociedade de Yale?

Sem contar que os cenários são super falsos, principalmente os fundos e eu achei tudo muito, mas muito exagerado, como se tivessem pego tudo que a gente sempre AMOU em Gilmore (desconfio até que o coreto do quintal da nova Emily seja o mesmo da praça da série antiga) e multiplicaram por 10, deixando tudo muito over. Fiquei até com a sensação de que Bunheads inteira se passa dentro da loja de antiguidades/quinquilharias da mãe da Lane. Sério! (e o que é a decoração da tal casa com quarto com vista para o mar? Alguém mais desconfia que a casa da Amy Sherman seja exatamente daquele jeito? SIM!)

Por isso apesar de amar o trabalho antigo da Amy Sherman-Palladino e AMAR mais ainda a sua briga no Twitter com a Shonda Rhimes, que reclamou  que não tinha nenhum personagem negro no elenco e sendo assim, como a sua filha negra e bailarina poderia se identificar com alguém dentro de Bunheads, briga essa que não poderia ser por um motivo mais preguiça. ZzZZ. Ops, cochilei. Sério que em 2012 alguém ainda acredita que vc precisa ter alguém com a mesma cor de pele para se identificar e não basta apenas um bom caráter ou uma personalidade honesta e bem bacana?

Somando tudo isso, eu acho uma pena que alguém tão criativa e bacana como a criadora de Gilmore Girls já provou ser, acabar perdida em meio a memórias daquilo que já foi sucesso um dia, tentando reviver de forma porca e desesperada algo que já deu o que tinha que dar. Como fã de Gilmore Girls que eu sempre fui, sinto como se fosse essa tentativa de transformar Bunheads na irmã gêmea bronzeada da série antiga fosse um grande insulto. Não Amy, vc não precisa disso no seu resumé.

Depois de experimentar a nova Gilmore, abandonei sem a menor culpa…

Men At Work da TBS… dessa eu não consegui passar do piloto, que eu não consigo sequer encontrar qualquer coisa que justifique eu tê-lo assistido. #SHAMEONYOUESSY, #SHAMEONYOU!

Muito, mas muito chata e ruim, o que é ainda pior. Quatro amigos HTS, um deles casado, um bonitão, outro bem mais bonitão e o outro depressivo que acabou de tomar um pé na bunda, vivendo um tipo de bromance de qautro (rs), que só não consegue ser mais chato por falta de carisma de qualquer um dos protagonistas. A nova Man Up (lembrando que a velha já foi até cancela faz tempo, mas MAW acaba se ser renovada para uma Season 2, sério, ZzZZ) com menos gritos, mas tão chata quanto.

Fiquei com muita vergonha do piloto, que como eu disse, não consigo nem justificar o porque que eu assisti. Piadinhas bobas, homens bocós e mulheres muito mais bonitas do que eles conseguiriam pegar se não fossem semi famosos. É, não deu… (não sei nem porque eu assumo que assisti essa porcaria em público, isso era segredo meu e do Paolo, que de vez em quando, nos arriscamos nessas porcarias, rs)

E por último temos Baby Daddy, também da ABC Family (ZzZZ), que é uma espécie de Raising Hope na sua versão mais careta possível e totalmente sem graça, misturada a uma tentativa falida de fazer o novo “Três solteirões e um bebê”.

Sabe aquele humor de série que passa em looping de reprises intermináveis nas tardes/madrugadas do nosso maravilhoso canal das três consoantes? Então… talvez eles tenham ganhado mais uma para a sua grade futura.

3 personagens super bocós e a garota responsável que é claro que seria apaixonada por um deles e que outro deles seria o personagem apaixonado por ela. Chatinho de dar sono, mas muito sono. ZzZZ. E olha que é comédia de 20 minutos hein? Assisti respondendo emails, que eu tenho mais o que fazer, rs

A bebê pelo menos é uma foufa, como já era de se esperar. Mas como uma concorrente a altura da Hope e toda a sua expressão facial, fica impossível de se competir, ainda mais sendo Raising Hope tão especial como a gente sabe que é! Por isso não precisamos de um cópia barata e sem graça. Aliás, que vergonha em ABC Family?

E só eu fiquei com a sensação de que dois dos protagonistas roommates são praticamente anões (nada contra, AMO o Peter Dinklage por exemplo, rs), ou aquele irmão que acha que é engraçado e que na verdade não é nem um pouco, é alto demais, hein?

Ou seja, três séries das quais todos nós podemos correr durante essa Summer Season. Corram!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

As tentativas de fazer humor da nova temporada de séries

Novembro 15, 2011

Sim, além dos contos de fadas que parecem ser os novos vampiros/zombies, ganhamos também uma temporada 2011/2012 recheada de novas séries de humor.

É claro que dentro das opções de comédias temos algumas realmente engraçadas e outras que apenas acham que tem alguma graça. Temos também aquelas que a gente acaba assistindo mas morre de vergonha de admitir, por isso preferimos manter o silêncio, rs.

A boa notícia é que tem para todos os gostos, gêneros e classes sociais, o que só pela diversidade já parece até um bom negócio.

Da minha own lista de novidades, vamos a algumas considerações sobre essa temporada que chegou prometendo ser engraçadona…mas será que tem graça mesmo?

 

Man Up!

Por mais que eu não goste de admitir, tenho gostado da tentativa de humor heterossexual de Man Up!, apesar de que eles não sejam exatamente assim nenhum grande exemplo de machos alpha e também deles estarem muito mais para homens infantilizados do que qualquer outra coisa. Além do mais, eu diria até que o nível de testosterona desses homens esta bem baixo.

Três amigos de infância já adultos que trabalham juntos e tem suas vidas interligadas, seja pela amizade ou por laços familiares e que se encontram online constantemente para aproveitar o tempo livre e jogar algum game, enquanto fofocam sobre algum drama ou barra de suas vidas.

O legal da série é que o humor é bem simples e apesar da proposta de “masculinidade”, seus personagens protagonistas masculinos não passam de garotos crescidos que se comportam como crianças e as vezes acabam se comportando até mais como se fossem garotas. O que talvez prove que a diferença entre eles e elas seja mesmo apenas um detalhe. As vezes grande, as vezes nem tanto assim, rs.

O bacana também é que eles são nerds, inseguros, preguiçosos, covardes assumidos e estão sempre se metendo em alguma situação que vc descobre logo de cara que obviamente não vai dar certo. O que nos revela o novo perfil do homem contemporâneo: o homem bunda mole. (euri)

A série é bem simples como eu já disse e tem um humor leve, quase infantil (combinando bem com o comportamento dos personagens na maioria das vezes), recheada com piadas que fazem referência a cultura pop, Star Wars como assunto recorrente e óbvio (que parece ser a única referência nerd universal e vem sendo utilizada de forma bem banal ultimamente), além da clássica briga entre o triângulo de amigos sobre quem é o melhor amigo de quem.

Mas alguém precisa dizer para aquele gordinho que ele grita demais em todos os episódios, e para o outro amigo topetudo alguém precisa dizer que aquele cabelo dele esta pa-vo-ro-so.

Seria uma espécie de The Big Bang Theory em uma escala nerd bem mais baixa e com idade mais avançada, mas que no fundo pode te render alguns minutos de diversão.

Mas nada demais…

 

Up All Night

Por mais que eu tente me esforçar para gostar da nova série que traz o Will Arnett e a Christina Applelgate como casal protagonista no elenco, eu confesso que falhei nessa tentativa e não consegui achar a menor graça na série, humpf! (infelizmente o Will Arnett não esta conseguindo emplacar nada, a não ser o vilão gay arqui-inimigo do Jack Donaghy em 30 Rock, que aparece de vez em quando e é sempre bom…)

A sinopse é a de um casal que tem uma vida noturna movimentada, com trabalhos importantes e uma carreira inteira pela frente, que de repente se encontram grávidos e a partir disso tem que aprender a lidar com a nova situação, mesmo se sentindo totalmente despreparados para assumir esse tipo de responsabilidade.

Algo que já fica um pouco forçado demais para acreditar, ainda mais se vc levar em consideração a idade dos protagonistas, ou pensar também na relação de amor estável do casal, o que demonstra que claramente aquele seria um momento ok para ambos pensarem em ter um filho, mesmo que aquela gravidez tenha acontecido por acaso e sem o menor planejamento.

E as situações de dificuldade que eles encontram são todas tolas demais, simples demais e/ou não causam qualquer tipo de reação.

O problema maior ainda que eu vejo em Up All Night é o segundo cenário da série, o trabalho nos bastidores de um programa de tv da personagem de Applegate, que não cola e parece tratar-se de uma série a parte. E para esse problema eu credito o nome de uma personagem: AVA.

Tem algum personagem mais sem carisma na Tv atualmente? (resposta: se tem, ela pelo menos empata)

A mulher é uma chata e a impressão que vc tem ao assistir qualquer uma de suas cenas, é que a atriz Maya Rudolph esta se esforçando demais para ser engraçada e o pior de tudo é que ela não esta conseguindo atingir o seu objetivo, para o nosso azar.

Além de ser completamente sem graça, eu fico com a impressão de que estou assistindo uma outra série durante essas cenas da personagem, que não tem a menor relevância para o resto da trama. E esse segundo cenário, parece algo com uma tentativa de 30 Rock, só que bem bem B-E-M ruim.

Esse pode até ser o maior problema de Up All Night, mas não posso deixar de dizer também que a tentativa de forçar as atitudes de dois pais inexperientes mas com idade suficiente para isso, nesse caso,  não tiveram o menor charme até agora e também não conseguiram ser ao menos foufas (se bem que eu até gostei do episódio com o flashback), nem recorrendo ultimamente a uma maior participação da filha foufa bebê do casal.

Considerando o elenco, acho realmente uma pena que eles não tenham conseguido acertar ainda com a série, mesmo tendo o canal precipitadamente já renovado Up All Night para uma temporada completa, algo que eu poderia apostar que só aconteceu por conta do histórico no curriculum desse elenco.

O tipo de série de comédia sem graça que vc acaba assistindo por uma memória afetiva aos personagens anteriores dos atores do elenco, mas que com certeza não será o suficiente para te manter como audiência por muito tempo. Não se continuar assim…

 

2 Broke Girls

Sabe quando vc começa a assistir alguma coisa sem a menor expectativa?

Essa foi a minha relação a princípio com 2 Broke Girls, série que aposta na vertente dos derrotados, um perfil cada vez mais comum nas produções atuais americanas, muito provavelmente funcionando como um reflexo da atual crise econômica em que a america antiga se encontra.

Duas garotas sem dinheiro e que acabam trabalhando juntas como garçonetes em um típico restaurante americano, uma por falta de opção e a outra por sua família se encontrar totalmente falida e com todos os seus bens confiscados pelo governo.

E não é que a série me surpreendeu?

2 Broke Girls tem aquele clássico ar de sitcom americano, com risadas ao fundo, algo que pode até parecer bem batido, mas que por incrível que pareça ainda funciona, pelo menos na CBS.

Mas funciona também porque as duas protagonistas são excelentes e fáceis de se apaixonar, apesar de serem o oposto uma da outra. De um lado temos Max, com o seu jeito durão de ser, carregada naquele típico humor negro que a gente tanto gosta, cheia de piadas irônicas e um humor mais “mau humorado”. E do outro lado temos Caroline, a ex rica que se esforça de forma digna para se adequar a sua nova realidade, encarando muito bem o fato dela não ter quase nenhum dinheiro no bolso e ainda ter que vestir quase todo dia o mesmo modelão, que pelo menos é um Chanel, rs.

Juntas elas acabam descobrindo a possibilidade de ganhar dinheiro unindo os talentos culinários de Max e os seus deliciosos cupcakes, ao conhecimento de Caroline com as finanças e isso acaba criando um vínculo ainda maior entre as duas personagens, que vão ficando cada vez mais próximas e consequentemente vão se tornando cada vez mais amigas.

A série é bem engraçada e as piadas funcionam muito bem porque não parecem forçadas, além de parecer ser bem autêntica. Ou vc se lembra de alguma outra série onde as protagonistas mantinham como animal de estimação um cavalo em plena NY?

Além disso, os coadjuvantes são todos sensacionais. Eu pelo menos tenho me divertido muito com o humor das piadas de homem cretino e nojento do Oleg e também com o gerente miniatura do restaurante.

Tenho me divertido bastante semanalmente com as histórias que as duas acabam encarando sempre de forma bem humorada, quase todas relacionadas a falta de dinheiro e atual situação precária em que elas se encontram e acho super bacana que ao final de cada episódio, a gente acabe de certa forma “controlando” o quanto de dinheiro elas ainda tem guardado para realizar o sonho de abrir o seu negócio em sociedade.

A série também tem a assinatura de Michael Patrick King, que todo mundo conhece de Sex And The City e Whitney Cummings, que além de produtora e roteirista, é também atriz e protagonista da nossa próxima série da lista enraçadona.

 

Whitney

Whitney é aquela série que vc assiste quando é possível, mas não faz muita questão de comentar com ninguém, sabe?

Talvez por vergonha de ter que admitir que vc gosta da série, ou talvez porque ela realmente não seja tudo isso, embora seja ok.

A série conta basicamente a história da rotina de um casal dividindo suas vidas, Whitney e Alex, que vivem discutindo (sem grandes dramas) e tendo D.Rs sobre as coisas mais simples possíveis da rotina de qualquer casal.

Ambos são adoráveis, mas tenho que dizer que as situações em que eles se encontram são sempre meio “ingênuas”, ou simples demais, e isso me irrita um pouco…

Mas é possível encontrar graça nessa opção simples de humor, só que fica bem claro que tudo fica bem melhor quando o foco do episódio esta no casal e não nos demais amigos, por quem é difícil de conseguir se importar (pelo menos até agora, mas depois do quinto episódio, eu comecei a sentir que ele estão começando a trabalhar isso…).

Também é fácil de se gostar de Whitney porque a série faz piada sobre o cotidiano, e é possível se idendificar em diversos momentos com o casal.

Eu diria até que é uma versão americana bem mais comportada e limpinha da série britânica “Him & Her”, os ingleses que no quesito “casal foufurice” continuam sendo os meus preferidos, mesmo que eu ainda continue assistindo Whitney e continue me divertindo com esses dois também.

Outra fato que eu acabei reparando em Whitney e que tem uma relação com 2 Broke Girls, é que ambas as séries possuem como tema, batidas conhecidas de música indie a essa altura já consideradas até pop. Em Whitney por exemplo, temos os acordes de “She Said” do Plan B, que chega até a tocar de forma original no episódio piloto e em 2 Broke Girls, ganhamos a versão dos sussurros dos meninos do Peter, Bjorn and John para a faixa “Second Chance”, do último álbum da banda. Seria essa um tendência? Vamos ficar de olho…

 

New Girl

Ok, agora que estamos com os pés alinhados, eu já posso dizer que definitivamente eu gosto de “New Girl” (piada que faz muito mais sentido para quem assistiu ao episódio 1×05 “Cece Crashes”).

Obviamente que o que me levou a assistir a série foi a Zooey Deschanel, nossa muse indie. Mas confesso que não gostei muito do que eu acabei assisntindo a princípio e fui me decepcionando aos poucos, ficando sempre na dúvida se afinal eu gostava ou não da série…

Gostei da idéia da sinopse, com a Zooey interpretando a Jess, uma garota que vê o seu mundo desabar após ser traida pelo namorado em uma situação pra lá de constrangedora e que após esse drama todo, tenta reconstruir a sua vida se tornando a única roommate mulher de um apartamento com 3 homens, cada um com um tipo de personalidade definida desde o piloto.

Mas depois comecei a achar tudo comum demais e pouco engraçado e por mais que chegue a doer ter que admitir isso (ainda mais depois do meu pedido de casamento, rs), comecei a achar que a nossa Zooey Deschanel não tinha nascido para fazer comédia.

A cada episódio novo, sua interpretação parecia forçada demais, exagerada demais, e isso acabava deixando a sua personagem mais idiota do que legal.

Algo que depois do terceiro episódio começou a mudar para a nossa sorte e a série acabou ganhando forma e foi ficando um pouco mais interessante, embora a Jess continue forçada, sempre um tom acima do que deveria estar. (fikdik Zooey! ps: mas continuo te amando!)

E o quinto episódio da temporada foi o que acabou me conquistando de vez por sua tamanha foufurice.

O episódio conseguiu ser engraçado na medida certa, definindo um pouco mais a perosnalidade de cada personagem, onde de certa forma eles acabaram ganhando uma função pré definida, onde até a melhor amiga gostosona da Jess acabou ganhando o seu espaço, e isso parece ter funcionado muito bem.

Tudo bem que o que me parece é que agora estamos assistindo a uma nova série, diferente do que eles prometeram no piloto por exemplo.

Com a Jess começando a se interessar pelo Nick, a série acabou ganhando o algo mais que estava precisando, apesar de eu ter achado desde o começo que ele seria o cara ideal para ela. O que também coloca os 2 demais roommates do apartamento como o alívio cômico da série, embora o humor continue presente de certa forma em todos os personagens, exigindo mais de quem tem mais para oferecer, uma saída que eu achei bem inteligente.

A Jess por exemplo, é menos engraçada quando tenta fazer qualquer piada e o que deixa a sua personagem bem mais interessante é o desconforto em que ela se encontra em relação a uma sitação qualquer, o que eles devem ter percebido e tentado parar de forçar. Como eles fizeram com o Nick desde o começo por exemplo, que também é engraçado quando esta enfrentando uma situação de desconforto, sem precisar se esforçar muito e apenas deixando o personagem ser levado pela sua alma de velho rabugento, que todas amam. (♥)

Realmente eu achei esse quinto episódio muito bom, além de ter servido como uma lição. Quer saber se ele esta afim de vc? Preste atenção nos pés dele, se estiverem apontados em sua direção e ambos estiverem alinhados (o seu e o dele), é porque realmente vale a pena investir na magia e se deixar levar pelo feitiço. Go girl!

Confesso que não consigo mais nem sair de casa sem reparar nesse precioso detalhe, algo que eu espero que sirva para alguma coisa, pq esta puxado decifrar o enigma, rs. (tisc, tisc…mas fiz o teste e posso dizer que já confirmou!)

Mas sinto falta do que eles prometeram com as manias da Jess por começar a cantar ou inventar músicas do meio do nada ou assistir “Dirty Dancing” incessavelmente, algo que eu acho que eles ainda poderiam apostar mais antes de abandonar completamente a idéia. Assim como considero imperdoável eles nunca mais terem usado a “douchebag jar” referência deliciosa e que certamente foi a melhor idéia de piada para o episódio piloto.

Agora, um detalhe que eu não posso deixar de dizer é que alguém precisa falar para o Schmidt que ele definitivamente não é boy magia e todo aquele shirtless forçado não esta valendo a pena. Além do que, o personagem dele desde o começo me pareceu meio “feminino” demais hein? Significa?

O que funciona ao contrário para o Nick por exemplo, que consegue ser apaixonante (sério, perfect match!), mesmo não estando na sua melhor forma e ainda assim estando muito bem resolvido quanto a esse fato.

E com isso eu já posso dizer que a partir de agora, eu assisto New Girl com os pés apontando para a tv. Significa?


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