Posts Tagged ‘Mandy Patinkin’

Homeland e a sua temporada que não foi excelente, mas que mesmo assim foi bem boa

Dezembro 28, 2012

Homeland

Acho honesto começar a falar da Season 2 de Homeland assumindo logo de cara que a minha relação com ela não foi das melhores. É, não foi. Claro que também não foi das piores porque, para que a minha relação com uma série como essa ficasse ruim de verdade, precisaria de muito mais. Mas foi difícil, uma relação de altos e baixos, instável, em alguns momentos bastante complicada, em outros “fácil demais”, mas no final das contas acabamos superando tudo isso e continuamos firmes e fortes, juntos. Talvez tenhamos muita sorte. Mas isso só se confirmou mesmo depois daquele final, que serviu para restabelecer de vez a força da nossa relação. Estamos bem de novo, por enquanto. Só não podemos continuar repetindo os mesmos erros daqui para frente.

Carrie (a sempre excelente Claire Danes) voltou diferente para essa temporada. Fato. Também pudera, depois de tudo que a personagem passou durante a sensacional Season 1 + o tratamento de choque que ela se submeteu voluntariamente devido a sua condição, um tratamento cruel, doloroso e que literalmente fritou suas memórias (fritou mais ou menos, não?), seria difícil encontrar a mesma Carrie de antes assim, logo de cara. Mas ela estava lá, tentando se esconder por trás de um olhar extremamente triste, quase como se ela não estivesse presente, não por completo, inteira. Um olhar de uma pessoa tentando se acostumar com sua nova realidade, visivelmente triste com a mesma, mas pelo menos tentando seguir em frente e se adequar.

E essa nova realidade da personagem acabou contribuindo para um começo bem mais lento para Homeland nessa temporada, porém até que necessário, porque havia a necessidade de situar a história e a atual situação de seus personagens depois de tudo que já conhecemos do seu passado. E tudo isso só passou a voltar para o ritmo normal que eles mesmos nos acostumaram durante a Season 1, quando a CIA se viu completamente sem saída e teve que pedir a colaboração da própria Carrie, colocando-a novamente em campo, que todo mundo sabe, é onde ela sempre se sentiu mais a vontade com ela mesmo. Isso sem prometer nada, cruelmente até, a tratando como uma qualquer. Logo ela, que se fosse uma qualquer mesmo, não seria tão fundamental assim para o desenrolar das investigações. (autoconfiança é importante na vida, Carrie!)

Longe dela e tentando manter a sua vida cheia de “mentiras” estava o Brody (o tão sensacional quanto, Damian Lewis), um homem que apesar da serenidade que ele tenta passar a todo instante para não ser pego por ninguém, nós todos sabemos que na verdade, ele é como uma bomba relógio que está prestes a explodir a qualquer momento, principalmente porque em sua vida acontece de tudo o tempo todo e ameaças por todos os lados nunca faltaram para o personagem. Agora concorrendo a uma vaga como vice na campanha presidencial do então odioso vice-presidente, que nós bem sabemos que sempre foi bem meio assim, com seu próprio gabinete, entourage (AMO e sempre procuro um motivo para usar essa palavra. Sempre!) e tudo mais. Sendo assim, Brody esteve cada vez mais envolvido com a parte política da história, algo conveniente para ele e também para o inimigo #1 da america antiga dentro da série. Em casa, tudo caminhava para uma vida enfim tranquila, com mulher e filhos também se adaptando a nova realidade da família do novo “herói americano”, ganhando cada vez mais espaço na trama, principalmente a filha, para o nosso total desespero. Mas daqui a pouco falaremos dela, porque também não queremos cometer a injustiça de dar mais espaço para quem não merece, rs

Enquanto isso, a ameaça de um novo ataque terrorista continuava perseguindo a CIA e em campo, em um momento de pura adrenalina que foi o que trouxe a série para o ritmo que nós tanto gostamos de antes, com muita sorte, Carrie, mesmo arriscando a própria cabeça a troco de qualquer coisa naquele momento, muito provavelmente porque ela já não tinha mais o que perder a essa altura, conseguiu algumas provas ou pelo menos pistas do que estaria por vir e no meio disso tudo, repito, com muita, mas muita sorte, ela acabou encontrando também o vídeo com a confissão das verdadeiras intenções do Brody no passado e isso em terras bem distantes, com um disfarce bem do meio assim (mas Ok, perdoamos esse detalhe porque a perseguição foi bem boa). Vídeo esse que o Saul achou em meio as evidências, quase por acaso, que nos trouxe um dos momentos mais bacanas e aguardados da história da série, que acabou se estendendo até o episódio seguinte, quando Saul finalmente revelou a descoberta do vídeo para a própria Carrie, que nessa hora ganhou a certeza de que ela esteve certa o tempo todo, nos presenteando com uma cena ótima de alívio para a personagem, que naquele momento parecia que enfim tinha voltado de uma vez por todas para onde ela pertencia. Carrie estava centrada novamente. Quer dizer, na verdade, meio que em diagonal como quase sempre. (rs)

20121016-162732

Mas a sua volta para a CIA não aconteceu assim de forma tão fácil não e Carrie ainda teve que amargar alguns obstáculos colocados no seu caminho por seus superiores, que tentavam a todo custo dificultar ainda mais o seu retorno, sem contar que eles todos não conseguiam aceitar ou reconhecer que a agente bipolar mais descontrolada do universo foi quem esteve certa durante todo esse tempo, algo que só contribuiu para deixar a personagem ainda mais fora de controle, principalmente quando ela já tinha consciência de que estava certa, onde a partir disso ela passou a assumir de vez a posição de “policial que não segue regras”, tão comum em séries ou filmes do gênero, algo que em Homeland sempre me pareceu um tanto quanto desnecessário (e apesar de não ser novidade para ninguém, dessa vez, esse detalhe foi ainda mais presente na trama). O difícil é acreditar que em uma organização de segurança nacional daquele porte e com tamanha responsabilidade, as coisas continuem acontecendo de acordo com as vontades e ou intuição da personagem. Mas tudo bem de novo, perdoamos agora porque a história precisava continuar… (o que não quer dizer que nós não estamos de olho nesse tipo de detalhe)

Até que chegamos ao que pra mim foi o ponto alto da série, o “interrogatório DR “público/particular” do casal Carrie vs Brody (2×05 Q&A), que aconteceu diante das câmeras, na frente de quase todo mundo. Quer dizer, pelo menos o áudio vai? Esse que pra mim foi o momento mais “Homeland” de toda essa temporada de Homeland. O momento que nos lembramos do porque que achamos a série tão boa no passado, a ponto de a consideramos como a melhor do ano de 2011, do porque que nós gostamos tanto e nos apegamos de tal forma a aqueles personagens. Ufa, até que enfim Homeland estava realmente de volta. Uma discussão sensacional, que durou uns 15 minutos, com apenas os dois atores em cena, se entregando completamente, despejando as verdades na cara um do outro, verdades que todos nós estávamos ansiosos para ouvir da boca de cada um deles. Carrie assumindo que amava sim o Brody, sem medo de admitir, sem culpa. Dizendo inclusive que ainda o ama na verdade, no presente e que ficaria com ele a qualquer momento, caso esse também fosse o seu desejo. Brody que por sua vez assumia pela primeira vez suas verdadeiras intenções ao final da temporada anterior, revelando a sua parceria com o Abu Nazir, apesar de ter deixado uma parte de fora dessa verdade ainda muito bem escondida (a história toda do colete), assumindo pelo menos parte da verdade, ainda mais agora que ele já não tinha mais como se esconder, uma vez que a CIA já tinha em mãos o vídeo com a sua confissão. Brody respirava aliviado pela primeira vez, deitado no chão, completamente vulnerável, em posição fetal. Dra-ma.

Antes disso, ainda tivemos mais um momento totalmente sem limites da própria Carrie, que aconteceu logo em seguida ao Brody tocar na sua ferida mais profunda (de propósito), falando sobre a sua atual condição psicológica totalmente perturbada e mais tarde, os dois se acertando animadamente em um hotel de beira da estrada, com os seus colegas de trabalho testemunhando tudo e podendo observar de perto o quão longe aquela mulher poderia chegar para obter o que ela desejava e nesse caso, em todos os sentidos. Apesar do envolvimento e dos exageros nessa situação, nós enquanto audiência pelo menos já sabíamos que Brody não era qualquer um para aquela mulher, algo que também ajuda a justificar tamanha atitude tão extremista. Mesmo assim, foi bastante constrangedor. Como mulher, eu diria que nem tanto, afinal, quem nunca? Como profissional, foi sim, bem desnecessário e desrespeitoso com ela mesmo.

Com toda a verdade aparecendo tão cedo durante a temporada, algo ainda precisava acontecer para que a situação não acabasse se resumindo apenas a prisão do Brody. Assim, em acordo com a CIA, que prometeu limpar o seu histórico, além de permitir a sua liberdade, Brody acabou se transformando em um agente duplo, trabalhando agora a favor deles, que tentavam descobrir o novo alvo do terrorista mais temido do momento. A partir disso também, a vida de mentiras do Brody que ele achava que havia deixado para trás com a sua confissão durante o interrogatório, acabou ficando ainda pior e muito mais sobrecarregada, com o personagem sendo pressionado por todos os lados e de forma ainda mais intensa. A CIA querendo mais informações, Abu Nazir pedindo a sua colaboração para colocar o seu plano em ação por intermeio da jornalistona megabitch. Em casa, as coisas também não andavam nada fáceis devido ao plot da sua filha envolvendo o filho do vice-presidente e um acidente de carro com uma vítima fatal e no meio disso tudo, estava também o ex melhor amigo, juntando as peças do quebra cabeças sobre a sua verdade e  de quebra, ainda teve o alfaiate que entregou o tal colete para ele na temporada anterior (e vale lembrar nessa hora o que ele foi capaz de fazer com o alfaiate quando se sentiu totalmente ameaçado pelo mesmo) reaparecendo e não facilitando muito as coisas. E entre esse fogo cruzado, estava Carrie, tentando controlar tudo o que estava acontecendo com ele, para que o plano maior de capturar Abu Nazir continuasse em andamento. Sério, se Brody pensou em explodir ao final da temporada anterior, eu não sei como é que dessa vez essa não acabou sendo uma reação natural para aquele homem. Se ele explodisse com tamanha pressão por todos os lados, acho que todo mundo entenderia o porque, rs.

aw-homeland-408x264

E precisamos falar sobre a filha do Brody. Sério, de todos os personagens que existem na série, além dos figurantes em cena andando na pracinha e ou dentro das instalações da CIA, alguém realmente se importa com a história daquela personagem? Pior do que isso, porque a história dela até poderia existir dentro de Homeland e a gente poderia nem notar e ou não prestar muita atenção, mas o problema maior talvez tenha sido o grande destaque que ela acabou ganhando ao longo da temporada com um plot idiota como esse. Da filha assustadoramente compreensível com a volta do pai todo estranho e convertido até a adolescente rebelde com cabelos ensebados e mais bipolar e irritadinha do que a própria Carrie, Dana nunca esteve tão irritante, muito provavelmente porque ela também nunca esteve tão presente na série e essa presença exagerada e totalmente desnecessária, eu considero um erro para essa Season 2.

Tudo bem que suas complicações com a justiça serviram para alguma coisa, bem pouco na verdade e talvez só tenha ajudado a preparar o território para tudo que ainda está por vir, ainda mais depois do final da temporada, mas sinceramente, não houve porque dessa história ter ocupado tanto espaço dentro dessa temporada. Não, não houve. Nem aquela sua mãe também irritante chegou a ganhar tanto destaque, tão pouco o irmão que sempre aparece como figuração e até hoje só deve ter tido umas 5 falas na série e dois “humpfs”. Aliás, falando na mãe, que mulherzinha mais meio assim, não? Tudo bem que ela já teve uma relação qualquer com o amigo (também ruivo? Sempre fico com essa dúvida sobre o fato dela ter um tipo…) do seu marido, mas custava resistir um pouquinho as tentações da carne e não ir dormir com o cara no quarto de hóspedes da casa monitorada pela CIA que ela teve que ir morar por motivos de segurança e deixar os dois filhos dormindo na própria cama dela enquanto a cabeceira da cama batia contra a parede? Se eu já não enxergava motivos para tentar simpatizar com a personagem, nesse momento, ela acabou de perder todo o meu respeito. Prefiro a Carrie, ela que faz o que tem que fazer, deixa todo mundo ver, ouvir, mas nenhum dos envolvidos nesse possível flagrante são seus filhos, apenas colegas de trabalho e nada mais, rs.

Outro momento importantíssimo para a temporada foi o “sequestro” da própria Carrie, que ficou sob a mira do Abu Nazir himself, que aparentemente, conseguia entrar nos EUA com a maior facilidade desse mundo. Ou seja, outro ponto fraco e grande falha da temporada que não poderíamos deixar de notar e apontar. Como é que um terrorista procuradíssimo como aquele, apenas tira a barba e consegue um passe livre em terras inimigas tão facilmente? Hmmm mmm… será que Abu Nazir passava fácil como vendedor de kebab em uma esquina qualquer? Mas enfim, se esse momento foi falho, ao mesmo tempo ele foi bem bacana, porque nos trouxe de volta a tensão que gostamos tanto quando o assunto é Homeland, com Brody tendo que colaborar com o ex-patrão, que precisava do número do wireless do marcapasso do vice-presidente (ou algo parecido), caso contrário, acabaria com a vida da Carrie em cinco segundos. Tempo…

Um plot meio absurdo, eu sei, mas que acabou funcionando dentro da história, apesar de pouco crível, com o terrorista mais procurando dos EUA em Homeland acionando a distância o mecanismo que matinha o coração do seu arqui-inimigo batendo normalmente, algo que acabou levando a morte do seu alvo, nos braços do Brody, que aproveitou os momentos finais do inimigo em comum para despejar umas verdades diretamente na cara dele e sem direito a misericórdia.  Só que isso tudo aconteceu dentro da sala do próprio vice, que aparentemente, é um dos lugares menos seguros da face da terra. Vai entender…

Praticamente ao mesmo tempo em que nos despedimos sem saudades do vice-presidente, acabamos nos despedindo e bem precocemente até, do próprio Abu Nazir, que também encontrou o seu fim graças a intuição e mais uma vez, toda a sorte da Carrie, que apesar de quase sempre bem confusa, parece ter um faro certeiro para uma boa pista, não? #TRUSTYOURGUT

Assim, Homeland nos trouxe novamente aquela sensação que tivemos por diversas vezes durante a primeira temporada, quando encontramos uma série pouco previsível e corajosa o suficiente para queimar seus cartuchos a qualquer momento. Confesso que pensando friamente, por se tratar de um terrorista do calibre que imaginamos que teria o Abu Nazir e o tamanho do seu envolvimento com a história, sua morte veio de forma fácil demais, apesar de corajosa e até mesmo inesperada para aquele momento. Sem contar que ela encerraria boa parte do plot em questão em torno da série, mesmo com o aparecimento de novos personagens que poderiam ter algum interesse ou relação com a investigação, algo que eu não sei se foi uma boa saída ou não no final das contas. Mas isso nós ainda teremos que aguardar a Season 3 para constatar.

E esse é um detalhe que não ficou exatamente muito claro, ou pelo menos não teve a atenção merecida. Todo o envolvimento e as suspeitas em torno do Quinn, um dos novos personagens por exemplo, ele que em algum momento, apesar de uma ligeira desconfiança, cheguei  até a achar que seria o novo candidato a boy magia da própria Carrie, mas que na verdade, tinha uma outra função dentro da trama e ela não foi devidamente esclarecida ou desenhada com detalhes. Assim como o porque do Estes ter designado uma outra “equipe” para a tal tarefa, que ao seus olhos, precisava ser encerrada com a morte do Brody, algo que o próprio Quinn se recusou a executar quando conseguiu decifrar o que de fato estava acontecendo.

Episode 212

Outro erro que eu consigo enxergar facilmente em Homeland e que nessa temporada acabou me incomodando bastante, sempre foi o fato de alguns personagens acabarem se escondendo na sombra dos demais, não ganhando o destaque que a gente gostaria que eles tivessem. Algo que na primeira temporada até que tudo bem, mas que agora acabou pesando um pouco mais, porque a essa altura, nós já conhecemos aquelas pessoas. Saul por exemplo, sempre foi um dos personagens principais da série e apesar de estar presente em boa parte da temporada, teve pouca participação efetiva e ou com alguma relevância durante a mesma. Tirando a sua excelente relação com a terrorista que tudo que queria na vida naquele momento era uma cela com vista para o mar e dois minutos sozinha para se suicidar (sério, como Saul foi tolo naquele momento…) e o grande final da temporada, Saul foi um personagem que ficou meio que a deriva da história, cumprindo um papel quase bobo de coadjuvante, ainda mais considerando o seu grau de envolvimento com a Carrie e toda a história da série. Acho um desperdício, mas pelo menos ele foi promovido no final das contas. Não por merecimento e sim por falta de opções. Triste.

Até que chegamos ao final da temporada, onde a essa altura, devido a esses pequenos (as vezes não tão pequenos assim) detalhes negativos que começaram a aparecer com certa frequência na trama atual, acabei não criando grandes expectativas para ele. Até aqui, apesar de ter gostado do caminho que a série acabou perseguindo, mesmo com um desvio ou outro meio ou totalmente meio assim, era possível perceber de longe a grande diferença entre tudo o que aconteceu durante a primeira temporada e a atual situação de Homeland, que apesar de não ser ruim, também não era das melhores, não como ela já foi. Tirando o fato da série não ser mais novidade e que dessa vez o jogo da dúvida sobre a verdade sobre o Brody já não ter mais o mesmo efeito delicioso de antigamente, onde em um episódio achávamos que ele era o bandido e no outro, achávamos que ele era totalmente inocente, ainda  faltava alguma coisa para que fosse possível relacionar e associar facilmente essa nova temporada da série com tudo de melhor que nós já havíamos acompanhado durante toda a Season 1.

Nessa hora, ganhamos uma Carrie desesperada, em meio a um ataque terrorista em um lugar que ela achava ser totalmente seguro. Todo mundo achava. Isso quando ela minutos antes havia tomado a decisão de desistir de toda a sua carreira para viver o grande amor que ela sente pelo o Brody. E de quebra, o ataque aconteceu quando ela ainda estava ao lado do homem que poderia ter sido o responsável por toda aquela barbaridade que acabou tirando a vida de diversos dos seus colegas de trabalho e que naqueles minutos anteriores, era o homem com quem ela havia decidido dividir a sua vida. Ou seja, mais bipolar do que a própria Carrie só mesmo as ironias da sua vida. Uma explosão que poderia ter sido mais caprichada e na verdade, acabou ficando com a mesma cara daquela explosão medonha e vergonhosa do final da primeira temporada de The Walking Dead, mas que mais uma vez nós deixamos passar em respeito a trajetória da série até aqui e sobretudo, imaginando todas as possibilidades que ainda estavam por vir a partir desse grande acontecimento surpresa e de última hora.

Foi quando Carrie, mais bipolar do que nunca, decidiu optar por tentar fugir do que ela acreditava ser o seu futuro, algo que ela já havia avistado como possibilidade assistindo de longe tudo o que estava acontecendo na vida do próprio Saul no passado, algo que ela disse não querer repetir ou levar como exemplo para a sua própria vida. Saul que por usa vez, fez  o que precisava fazer naquele momento, dizendo que ele não conseguia acreditar que ela iria colocar um relacionamento com um homem como Brody, ainda mais com todo aquele histórico totalmente duvidoso a frente da grande possibilidade da sua carreira como agente da CIA,  que sempre foi o que ela mais sonhou na vida, algo que ele esteve coberto de razão de trazer a tona naquele momento. Só faltou os três tapas na cara dela, mas você também está perdoado Saul.

Apesar de gostar do casal Brodarrie, confesso que esse tipo de resolução do “coração” acabaria me entristecendo, ainda mais agora que Carrie estava prestes a ganhar todo o reconhecimento profissional que ela havia feito por merecer durante todo esse tempo. Por isso, achei importante que apesar de ter ajudado o Brody a desaparecer por um tempo e assumir uma nova identidade e tudo mais, uma vez que o seu famoso vídeo agora havia sido até exibido na TV para todo mundo ver, ao invés de permanecer ao seu lado apenas em nome de um grande amor (para ela), Carrie decidiu deixá-lo seguir sozinho daqui para frente. E um “grande amor” que diga-se de passagem, é possível enxergar claramente por parte dela, mas quando o assunto é ele, temos lá as nossas dúvidas.

Mas não foi só isso, Carrie entendeu naquele momento que apesar de tudo, de talvez nunca mais poder ficar ao lado do homem que ela amava e ao mesmo tempo continuar mantendo o seu emprego na CIA (ainda mais agora com a sua promoção), sua presença ocupando a sua posição de sempre e agora ainda mais privilegiada era muito mais importante naquela situação, inclusive para ele. E mais uma vez eu digo, apesar de ter sido bem bacana esses últimos momentos dos dois enquanto casal, Carrie sempre me pareceu muito mais consciente de tudo que ela estaria arriscando ou deixando para trás para viver essa história, muito mais do que o Brody, que nunca deu grandes demonstrações de que ele estava querendo exatamente a mesma coisa. Talvez seja coisa de homem, que demonstra menos os sentimentos (nunca pensem assim). Ou talvez não… Na dúvida, assista “Ele Não Está Tão Afim de Você”, Carrie… rs

Embora todos esses acontecimentos importantes tenham ocorrido em uma temporada bastante irregular, nada foi mais especial do que ao final, ver o Saul praticamente em estado de choque, acreditando que a Carrie poderia estar entre as vítimas daquele atentado e em meio a todos aqueles corpos no chão, cobertos apenas por um tecido branco, em uma cena super simples e carregada de emoção, encontramos o personagem quase sem conseguir acreditar na realidade ao ouvir de longe a voz da sua parceira de longa data, um chamado que acabaria de uma vez por todas com a angustia de achar que ela estava morta até então. Certamente, um dos momentos mais importantes  e emocionantes da temporada, sem a menor dúvida. E foi importante que ele tenha sido a última cena dessa temporada, para nos lembrar mais uma vez o porque que nós já achamos Homeland a série mais sensacional da temporada passada.

E foi isso, apesar de bastante irregular e de uma série de falhas que se tornaram mais do que evidentes na sua trama a ponto de nos causar um certo desconforto em ter que acreditar que aquele tipo de erro de principiante estava de fato acontecendo em uma série tão bacana como Homeland, tivemos uma grande Season 2, não tão excelente quando a primeira, mas ainda assim bem boa. Talvez essa tenha sido a temporada do nosso perdão para a série…

ps: sim, Claire Danes e o seu queixinho de choro continuam sendo a piada recorrente da temporada, aparecendo em tudo quanto é lugar, mas nenhuma delas foi tão boa quanto a versão do SNL, que além dessa referência, tem também uma filha do Brody que é muito melhor do que a própria filha do Brody. Sério. (falando nele, se não fosse o próprio SNL, eu nunca teria reparado em como a boca dele é realmente pequena, não? rs)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Homeland – A melhor série (nova) da temporada

Dezembro 22, 2011

(sério, ainda estou com falta de ar depois dessa season finale de quase 1h30 que foi muito da sensacional, a qual eu acabei de assistir no exato momento em que eu comecei a escrever esse post, porque não consegui me conter de tamanha ansiedade e eu já começo dizendo que isso quase nunca acontece, o que só pode ser um sinal da qualidade da série e se você ainda não assistiu Homeland, ou não chegou ao final da temporada, recomendo que interrompa a sua leitura agora e volte depois que fizer a lição de casa. Depois não diga que eu não avisei…)

Quando Homeland começou, já havia muita conversa sobre a série e uma vaga promessa de que viria coisa boa pela frente. Acabei não dando muita atenção, mas assisti ao episódio piloto logo, que eu até já achei bem bom, mas resolvi deixar a série para depois, para assistir sem pressa nenhuma, com calma, quando tivesse um tempo sobrando, embora encomendasse semanalmente os episódios novos para o meu amigo Paolo, só para garantir.

Isso, até eu achar algum tempo disponível e começar a fazer a minha maratona no que eu descobriria mais tarde ser a série (nova) mais sensacional dessa temporada. Sério, sem brincadeira e longe de qualquer tipo de exagero.

Digo série nova entre parênteses, porque esse ano tivemos outras coisas boas, como a Season 4 de Breaking Bad por exemplo, entre outras séries (como algumas comédias que estão em hiatus nesse momento), então não sei se eu acho justo colocar Homeland como melhor série do ano, sem o parenteses do “nova”.  Mas eu colocaria a série mesmo sendo uma estreante, no mesmo patamar de qualidade de Breaking Bad, ou Damages em sua melhor fase. Pelo menos ela chegou a me provocar a mesma reação que eu já senti no passado assistindo a ambas as outras duas séries.

Homeland começa colocando a agente bipolar da CIA, Carrie Mathison (Claire Danes, que merece todos os prêmios do mundo por sua atuação na série) investigando um possível militar convertido pelo terrorismo e que como principal suspeito, ela tem o sargento dos fuzileiros navais, Nicholas Brody (Damian Lewis), um militar americano mantido em cativeiro por 8 anos, que acaba sendo resgatado depois desse tempo todo pelos soldados americanos, praticamente no mesmo momento em que ela descobre que temos um impostor na jogada. Embora com esse resgate todo mundo passe a ver o cara como um herói, voltando para casa depois de passar anos sendo torturado e não se rendendo ao inimigo, Carrie imagina que talvez ele possa ser o tal “vira casaca” a serviço do terrorismo, uma possibilidade que ela acaba descobrindo através de uma fonte segura local e assim, começa uma investigação por conta própria, ficando de olhos grudados 24 horas por dia no novo herói americano.

Uma série clássica de polícia e ladrão, só que de uma forma muito melhor do que você possa imaginar. Eles se reinventam o tempo todo, quando vc imagina que esta chegando à alguma conclusão, vem um fato qualquer e muda completamente a sua percepção sobre as coisas,  isso contantemente, até que você chega ao final da temporada a ponto de ter um ataque cardíaco de tão tenso que foi aguentar aquela 1h24 minutos de duração episódio, onde tudo poderia acontecer a qualquer momento e que teve uma das melhores resoluções de todos os tempos. Uma plano bem mais simples do que a gente poderia imaginar, mas complexo ao mesmo tempo, ou seja, uma delícia.

E as propostas parecem ser infinitas na série. Eles começam com uma espécie de Big Brother montado ilegalmente na casa do sargento Brody, de onde Carrie observa 24 horas por dia todos os passos do sargento dentro daquela casa e na convivência da sua família. E tudo parece suspeito, tudo parece tão estranho, que você começa a tentar montar esse quebra cabeça para tentar desvendar quem de fato é aquele homem, ou pelo menos tentar entender em quem ele se transformou depois desses últimos oito anos.

Enquanto tudo isso acontece, vamos conhecendo um pouco mais da vida do misterioso sargento Brody, o seu cotidiano em casa, ao lado da sua família, a esposa que acabou tendo um caso com o seu melhor amigo por achar que o seu marido estava morto e também, o dia a dia desse homem tentando recuperar esses oito anos que passou distante, agora ao lados dos seu filhos já crescidos e que ele mal conhece. Um comportamento completamente esquisito, mas totalmente justificável pelos seus oito anos em cativeiro, o que só de imaginar já me deixa sem ar.

Claro que se a série continuasse apenas nessa “vigilância” tudo seria resolvido muito facilmente, mas  logo no quarto episódio (1×04 Semper I) eles resolvem que já não podem mais permanecer apenas nesse jogo de espera e Carrie é obrigada a abandonar o seu projeto de reality show em busca do inimigo. Como plano B, ela resolve arriscar alto e passa a ter um contato direto com Brody, fingindo ser por acaso, buscando ajuda no mesmo centro que ele passa a frequentar para resolver os seus problemas com a questão da readaptação à sua família.

Só que eles começam a fica íntimos demais depois de sair trançando as pernas daquela bar e acabam “se conhecendo melhor” no banco de trás do carro dela, que parece não ter limites quando se trata sobre algo do seu interesse profissional. (o que muita gente pode achar meio assim, mas que é um perfil comum dentro desse meio de espionagem e nós já vimos isso antes)

E o que parece uma aproximação inocente, vai se transformando em algo maior, com Carrie se arriscando em um fim de semana ao lado do inimigo, deixando todo mundo aflito com as consequencia que poderiam vir depois desse encontro. Na cabana da família de Carrie eles começam a se entender, usando aquela linguagem de poucas palavras e muita ação que todo nós já conhecemos bem qual é, rs.

Nesse momento, Homeland acabou demonstrando o porque merece ser considerada uma das melhores séries da temporada (se não a melhor), porque acabou arriscando tudo em um episódio ainda na metade da temporada, que poderia ter funcionado muito bem como um season finale, por exemplo, mas que para nossa surpresa foi utilizado antecipadamente, virando completamente o jogo em questão até então.

Que foi quando por um erro da Carrie no episódio 7 (1×07 The Weekend),  Brody acabou percebendo que ela estava mesmo ali se envolvendo com ele porque desconfiava de algo mais e a partir disso, a história começa a mudar de figura. Os dois se encaram, ele sem se intimidar com o fato de que ela acha que ele pode ser o tal terrorista, enfrenta de cara limpa as perguntas da Carrie, armada (arma que ele achou, mas devolveu para ela em sinal de confiança), enlouquecida, assustada, cheia de dúvidas com o fato dele ter mentido descaradamente no teste do polígrafo, sem provocar nenhuma alteração no resultado, aproveitando a chance de talvez resolver todo aquele mistério ali naquele momento vulnerável, frente a frente com o possível inimigo, mesmo que para isso ela tivesse que arriscar a sua própria vida. Um episódio sensacional!

Aqui, pela primeira vez, podemos ver a história com os olhos do sargento Brody, que antes a gente só conseguia enxergar em alguns flashbacks confusos, sem uma timeline definida. Percebemos então que talvez aquele homem não seja realmente o vilão que estamos procurando, já que a sua versão da história ao lado de Abu Nazir (o grande terrorista pure evil da série) é no mínimo convincente e até justificável.

E assim eles vão brincando com a nossa cabeça, plantando sempre a dúvida de que se o agente Brody seria ou não o terrorista da vez. Confesso que eu achei esse jogo sensacional e embarquei em todas as versões da história. Comecei achando que só poderia ser ele mesmo o tal terrorista, não tinha a menor dúvida disso e sabia que cedo ou tarde ele mostraria a sua cara. Depois fiquei em dúvida, comecei a achar que talvez ele pudesse sim ser inocente, uma vítima e passei a achá-lo um homem “normal”, honesto, algo próximo do herói como ele vinha sendo pintado. Ou seja, fui enganado o tempo todo e mesmo assim aceitei com a maior felicidade desse mundo esse truque, sem me sentir um completo idiota, o que é ainda melhor.

Caminhamos para a reta final da história onde passamos a entender as verdadeiras intenções do sargento Brody e o porque do seu envolvimento com Abu Nazir, momento onde passamos a entender que o instinto de Carrie em relação a essa história fazia todo o sentido desde o começo. De uma forma bastante delicada e com uma cena linda de um momento pavoroso de guerra, eles conseguiram até “humanizar”, se é que a gente pode falar assim, essa ideologia terrorista do vilão da série, mostrando que violentamente, ambos os lados tem a sua culpa. Well done!

O pior de tudo é que nós vamos percebendo que tudo vai acontecendo e apenas a Carrie consegue enxergar as coisas como elas realmente são, embora a essa altura ela já esteja completamente apaixonada pelo novo herói americano, o que certamente acaba comprometendo a sua visão sobre o caso. Isso e o fato do sargento Walker se encontrar vivo, começa também a deixar cada vez mais distante a ideia de que o sargento Brody tenha alguma relação com esse possível ataque terrorista que está por vir a qualquer momento. Ou seja, reviravolta atrás de reviravolta. (quando ele apareceu sentado na cadeira da casa do diplomata gay, eu quase cai da minha própria cadeira e eu não estou brincando)

Apesar de parecer que a Carrie caminha sozinha nessa busca, ela tem como braço direito o Saul, que trabalha ao lado dela na investigação toda e é a única pessoa que confia no seu trabalho, mesmo quando ela acaba dando motivos para ele pensar o contrário. Os dois tem uma relação de cumplicidade bem bacana (embora ele não saiba da sua bipolaridade) e ele funciona como uma espécie de mentor dela dentro da CIA. Em um momento da temporada Carrie enxerga no amigo o seu futuro, sozinha, afundada no trabalho e sem ter conseguido ter uma vida completa, algo que ela acaba dizendo em um momento enquanto desabafa com Saul algumas de suas frustrações no trabalho, o que chega a ser um momento bem triste na série, levando em consideração a recém separação dramática de Saul, justamente por conta do seu trabalho.

Até que chegamos ao que pra mim (e acho que para todo mundo), foi o momento mais aguardado da temporada, o show da Claire Danes enfrentando a primeira crise séria de bipolaridade da sua personagem, Carrie. Sério, o que foi aquilo? Todo mundo me falou sobre o episódio 11 (1×11 The Vest), cheguei a ler também em vários lugares sobre a sua atuação primorosa nele, mas quando de fato cheguei a esse momento sensacional da temporada, fiquei de boca aberta com o talento dessa mulher, que vai ter que levar algum prêmio por essa sua atuação, ou será a maior injustiça desse mundo, hein?

Uma Carrie enloquecida, descontrolada, assustando todo mundo que ainda não sabia sobre a sua doença (e até quem sabia), vendo a sua timeline genial da investigação ser destruída sem sequer ser entendida pelos seus superiores, entregando que ela é uma mulher doente, o que certamente a deixará distante da posição que exerce no momento dentro da CIA. Dra-ma! Aquela sequência final, com ela berrando, a música ficando mais alta e a Carrie seguindo completamente descontrolada e tendo que ser contida por todos em sua casa, foi um dos melhores momentos da TV atualmente. Sem a menor dúvida, uma cena para se lembrar por muito tempo.

Isso tudo para chegarmos ao excepcional season finale (1×12 Marine One), um episódio perfeito, do começo ao fim. Brody assumindo de vez a posição de terrorista, gravando inclusive um vídeo onde ele contava as suas verdadeiras intenções, trabalhando em conjunto com o Walker, um sniper de primeira que deixou todo mundo aterrorizado com seus olhões arregalados quando começou a aparecer na série. E essa história toda ainda escondia um plano para o crime perfeito, onde o sniper (Walker) acabaria fornecendo apenas uma isca, um motivo para que todas aquelas pessoas importantes ali presentes, mais o vice presidente e o chefe da segurança nacional fossem colocados no mesmo lugar e na mesma hora, uma banker, para que o sargento Brody tivesse enfim a chance de colocar o seu plano em ação como homem bomba, completando a vingança de Abu Nazir em relação ao seu filho morto, Issa, com o qual o sargento Brody manteve uma relação de afeto (praticamente de pai e filho) por algum tempo, depois que ganhou certos “privilégios” em seu cativeiro.

Fiquei tenso, suando (bem menos que ele é claro), a cada segundo daquela cena, com o sargento Brody caminhando ao lado do vice presidente para finalizar a sua tarefa, uma vingança à covardia do governo americano por ter matado crianças inocentes do lado de lá em um de seus ataques (onde Issa acabou sendo vítima), tudo isso em nome de uma ideologia, que nesse caso não tinha a máscara da religião ou qualquer outra muleta para se apoiar, a não ser a sede de vingança contra a impunidade de quem se diz ser o herói da história.

Vale dizer também que não só nesse momento, mas em toda a temporada, que o ator Damian Lewis também esteve muito bem no papel do misterioso sargento Brody, o que justifica totalmente a sua indicação ao Globo de Ouro e por essa season finale eu passo a torcer ainda mais para que ele leve esse prêmio para casa. (já que o Aaron Paul não está nessa disputa)

E ele tenta uma, duas, sei lá quantas vezes explodir aquele colete (aliás, muito bem pensando como ele conseguiu passar pelo detector de metais hein?), vai ao banheiro, tenta arrumar o que não deu certo no colete, volta para o banker e quando está prestes a detonar a bomba, recebe o telefonema da sua filha, convencida pela Carrie (em mais um de seus sensacionais surtos em busca do que ela acredita) e por todas as estranhezas que ela veio observando em seu pai nos últimos dias de convívio, fazendo ele jurar que voltaria vivo para casa e assim, ele decide que talvez aquele não seja o melhor momento para colocar o seu plano em ação.  Sério, que momento, não?

Sinceramente? Um dos melhores finais de temporada ever. Fazia bastante tempo que eu pelo menos não ficava tão aflito, grudado na minha cadeira laranja esperando para que toda aquela aflição acabasse logo, mas curtindo cada segundo dessa tortura, rs.

Para o agente Brody (que realmente era o vilão, para quem ainda estiver se perguntando) sobrou a tarefa de convencer o terrorista Abu Nazir que mesmo depois de não ter conseguido seguir com o plano de vingança, por problemas técnicos (e familiares) ele ainda tinha algum valor, por conta da sua influência política a essa altura como herói nacional e por ter passe livre no governo americano, o que acaba nos levando para o plot da Season 2, que já foi confirmada faz tempo pelo Showtime, para a nossa alegria. (até o Obama chegou a declarar por esse dias que Homeland é uma das suas séries preferidas do momento)

Enquanto isso, encerrando essa temporada primorosa, do outro lado da história temos Carrie, a única que conseguiu chegar a entender exatamente tudo aquilo que estava acontecendo, mesmo com toda a sua loucura e descontrole, só que a essa altura, afastada do serviço secreto, provavelmente sem poder ter acesso novamente as informações top secrets por conta da sua doença, se sentindo traída pelo homem que ela chegou a amar e acreditar (lembrando que ela não sabe ainda que o Brody era exatamente quem ela sempre achou que ele fosse), seguindo para a clínica para tentar um tratamento de choque, colocando em risco a sua memória, acreditando que nesse momento ela não tem mais nada a perder mesmo, uma vez que por essa história toda ela acabou perdendo tudo. Até que naquela contagem regressiva dos segundos finais do episódio, enquanto ela estava sendo anestesiada para começar o seu tratamento, Carrie acabou se lembrando de algo importante que liga o motivo do crime combinado entre Brody e o Abu Nazir (adorava ela falando Abu Nazir na série) á aquele período nebuloso em amarelo da sua timeline e só nos resta agora torcer para que essa parte da sua memória não seja perdida por completo para a próxima temporada. UOW!

Só sei que eu terminei de assistir Homeland e bati palmas, de pé até. Que série sensacional, não?

Uma ideia simples até, tratando um assunto com um vilão comum, fácil de ser odiado,  só que de forma bem diferente ao que estamos acostumados a ver por ai, com um roteiro fora do comum, capaz de te deixar completamente em dúvida o tempo todo sobre o desenrolar da história, que para a nossa sorte é muito bem amarrada e no final tudo faz muito sentido, a ponto de me fazer terminar esse ano de 2011 com uma maratona (digo isso pq eu corri para chegar a acompanhar o ep final com todo mundo da america antiga)  que me deixou completamente satisfeito, do começo ao fim. O que eu recomendo para cada um de vocês que não tenha assistido Homeland ainda. Aproveita esse fim de ano, que eu tenho certeza que você não vai se arrepender. GARANTO!

Mas antes de terminar o meu post, preciso fazer uma denúncia séria que os meus anos como agente duplo da inteligência inglesa (rs) não me deixam passar batido: eles copiaram ou não o fundamento do meu “E” invertido no logo da série do logo do Guilt, hein? Exijo explicações senhorita Carrie Mathison, fiz uma timeline gigante aqui na parede do meu quarto e na parte do magenta, tudo me leva a crer que sim hein? rs

 

ps: como a série foi tão excelente, eu digo que tudo bem vocês terem emprestado o meu fundamento para o logo de vocês. Sem ressentimentos. (mas: Confirmou!)


%d bloggers like this: