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Manifesto Guilt: A garota do blog ao lado

Maio 10, 2010

Influências, referências e inspirações são sempre bem vindas quando vem carregadas de admiração e de respeito. “Homenagem” eu não sei se é o termo mais adequado porque eu acho meio cafonona, mas acho que uma “releitura” pode ser um forma digna de se aproximar do trabalho de quem se admira. Eu mesmo tenho os meus ídolos e acho bem possível que meu trabalho faça vez ou outra alguma referência ao trabalho deles, desde que eu consiga reconhecer a mim mesmo naquilo que eu faço, caso contrário não funciona para mim.

Agora quando o assunto é cópia eu sou definitivamente contra. Não vejo o porque e acho uma grande sacanagem. Coisa de genteeenha!

Na escola, sempre fui daqueles que quebrava a cabeça na hora em que eu me via em uma situação onde eu tinha que criar alguma coisa. Ficava pensando, buscando inspirações em tudo, sempre fui muito aberto e observador, deixando o universo a minha volta me inspirar de alguma forma. Seja ouvindo uma música, lendo um livro, andando na rua, olhando pela janela ou assistindo a um filme. Sempre busquei os meus próprios meios criativos.

E quando chegava a hora de exibir as minhas criações as comparações eram inevitáveis. Vc sempre observa o trabalho do outro de forma mais crítica, mas no meu caso eu sempre fui o maior crítico de mim mesmo e sempre achei que eu poderia ter feito melhor, sempre (e isso é exaustivo!). E quando o trabalho do amigo do lado era mais incrível eu pensava: como é que eu não pensei nisso antes? Mas sempre com admiração por quem teve a melhor idéia, nunca com a intenção de tomar o que era dos outros para mim. Isso eu jamais seria capaz.

Na faculdade isso se repetiu e muito. Sempre quebrei a minha cabeça buscando o melhor tema para mim, sempre pensando em trabalhar com algo que eu gostasse e nunca para agradar o professor ou quem quer que seja. Durante esses 4 anos eu vi muitas injustiças, muitas cópias baratas de trabalhos alheios, umas muito bem executadas por sinal, trabalho de espionagem profissional eu diria, de gente que se formou com “mérito” de criador. Tudo um grande truque…mas prometo não citar nomes. Suou frio agora hein bitch?

Cheguei até a a ser vítima por uma vez de um desses espiões, que acabou passando a minha idéia adiante para alguém com mais recursos disponíveis em suas mãos do que eu naquele momento. No final das contas, acabei optando por um novo tema, muito mais simples e que no final das contas teve um efeito muito mais criativo do que a idéia inicial que foi roubada. Suck it bitch!

Ai vc continua estudando, dessa vez em outro universo que não o comentado “concorrdido e cruel mundo da moda” e seus grandes egos caricatas. E quando vc acha que finalmente esta livre desse tipo de competição tola que as pessoas insistem em criar, eis que surgem novos adversários. E dessa vez com coragem suficiente para admitir que o seu trabalho levou à uma mudança no trabalho deles e que funcionou como “inspiração” para o desenvolvimento do projeto final. Boolshit! E mais uma cópia barata aparece na sua frente e dessa vez na maior cara lavada, cartela de cores, conceito, tudo igual a sua idéia descartada anteriormente, inclusive com a participação dos seus oponentes no juri. Quanta sacanagem, não? Coisa de gente baixa…

E ai eu chego aqui nessa terra de ninguém, no meu own blog, o The Modern Guilt, o espaço que eu escolhi para me expressar como eu gosto, para falar das coisas que eu gosto de falar e para mostrar para o mundo um pouco da minha visão, de como eu enxergo as coisas, seja ela interessante ou não. Pra mim o blog funciona mais ou menos assim: sabe quando vc vê alguma coisa que vc precisa comentar com alguém mas que não tem  ninguém por perto para falar do assunto naquele momento? Então…é mais ou menos esse o fundamento para mim.  Não que isso interesse para alguém, mas quando vc mesnos espera, algumas pessoas acabam de identificando com vc, com o que vc escreve, a forma com que vc se expressa e ai a coisa começa a acontecer de verdade e eu diria que começa a ficar até mais interessante. Thnks  meus 6 leitores foufos!

Durante a vida, vc procura se aproximar de quem vc gosta, de quem é parecido com vc, de quem tem opiniões semelhantes ou gostos parecidos, isso é fato ou não teriamos tantas tribos urbanas neam? Esse é um dos caminhos para se aproximar das pessoas e buscar vínculos.

Todo mundo gosta de se expressar neam? De uma forma ou de outra todo mundo quer deixar a sua marca e cada um escolhe o seu próprio caminho. Mas até que ponto isso é verdadeiro? Autêntico? Ou é tudo uma cópia da cópia da cópia? Vamos criar, vamos pensar e deixar as cópias baratas de lado, afinal o espaço é grande e tem lugar para todo mundo.

Coincidências acontecem e as informações estão ae para quem quiser ou tiver interesse em busca-las, afinal acabamos todos ou quase todos bebendo da mesma fonte. Mas quando tudo começa a ficar muito parecido demais é sinal de que tem algo errado, não? Eu detesto ser igual, talvez por isso me incomode tanto com  as cópias. Perco o interesse fácil quando percebo algo do tipo e já começo a pensar em algo novo, fatão!

Ter gostos parecidos, os mesmos ídolos e idéias semelhantes é normal, acontece. A criatividade esta no ar tmbm e é comum vc pensar em algo que de repente alguém já pensou e teve a mesma idéia que vc antes, durante ou depois, acontece.  Ou vc se acha tão exclusivo assim? Nós vivemos no mesmo mundo, observamos as mesmas coisas e é bem possível que as influências sejam as mesmas para mim e para vc, claro! Afinal, o fundamento das redes sociais, da comunicação não é de juntar as pessoas? Sejam elas parecidas ou não? Então…comunique-se! Mas do seu jeito, sem sentir a necessidade de parecer outra pessoa só para ser cool. Encontre a sua própria linguagem!

Quando se gosta das mesmas coisas é comum algumas semelhanças, todo mundo falando do mesmo assunto, comentando as mesma coisas. Mas o importante é que cada um siga a sua linguagem própria ou acabaremos todos iguais, o que eu me recuso! Trabalhei anos em toda essa identidade para ver ela ser perdida por ae. E o que é pior,  em uma cópia barata de quinta, rs

Mas quando isso passa da admiração e da vontade de pertencer a algo e vai para o caminho obscuro do chupisco, tudo acaba onde não deveria: no abismo da falta de criatividade, no mesmismo, no óbvio. Eu teria vergonha de escolher ser assim, porque aqui é tudo uma questão de escolha, não é? Ou vc acredita que quem cola não sai da escola?

Não, quem cola sai da escola mais burro (mesmo concordando que as vezes é melhor apelar do que levar bomba neam?rs), fikdik

Bom, se trata-se de uma questão de escolha, então eu prefiro  escolher ser incrível como Grace Coddington, stylist desse ensaio maravilhoso by Ellen Von Unwerth, com Caroline Trentini, Raquel Zimmermann e Nicholas Hoult, que ilustra belamente  o meu manifesto. Porque quando trata-se de influência, referência ou inspiração, é desse tipo de gente que eu me aproximo, e nem confi! Prontofalei!

E não aceitem cópias baratas okayam? Diga não ao chupisco!

Essy, the one and only, The Modern Guilt

ps: e pode tirar o my little pony da chuva que ele é meu bitch, muah haha haaha!


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