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Let me be your f*cking star!

Maio 22, 2012

Smash foi uma série que já chegou sendo uma das grandes promessas da temporada. Trazendo os bastidores de um musical, com todo o trabalho pesado que é necessário para se colocar alguma coisa na Broadway, passando por todas as suas etapas, da captação de dinheiro para colocar uma ideia genial em prática, até os problemas técnicos do dia da pré-estréia. Com um detalhe que por si só já fazia toda a diferença. Um detalhe não, um nome: Marilyn Monroe.

Logo de cara ganhamos duas fortes candidatas para o posto. Uma novata, vinda diretamente do interior, tentando a sorte na cidade grande, naquele plot de sempre que a gente conhece bem. Embora ainda bastante sem experiência, a candidata era dona de uma voz sensacional e um interesse em aprender fora do comum, principalmente pensando nesse universo de divas com egos cada vez mais inflados. Essa era Karen Cartwright (Katharine McPhee), a versão “Marilyn Adormecida” de Smash.

Do outro lado do palco, ganhamos uma versão “Blond Ambition”, essa bem mais talentosa e já com certa bagagem nos palcos da Broadway nas costas. Loira e cheia de curvas, logo de cara, ela parecia à escolha mais óbvia para ser a nova “Bombshell”. Uma Marilyn incrivelmente talentosa, porém, o que sobrava em seu carisma + talento, fomos descobrindo ao longo da temporada que faltava em seu caráter. Essa era Ivy Lynn (Megan Hilty), a garota capaz de tudo para conseguir o papel da sua vida. Nesse caso, a “Marilyn Evil” de Smash.

Durante essa primeira temporada, rolou meio que uma dança das cadeiras o tempo todo. Ainda assim, desde o começo ficava cada vez mais claro que Ivy, ou melhor, Evil (como eu gosto de chamá-la) estava muito mais preparada para o papel. Evil tinha o talento, o carisma e até mesmo os cabelos loiros que se espera de uma boa Marilyn, mas mesmo assim, ainda parecia não ser o suficiente.

Ao mesmo tempo em que ela tinha todos os requisitos para ser a nova Marilyn, o caminho que ela escolheu para tal não foi o ideal. Disposta a tudo e com esse final de temporada nós descobrimos que ela estava disposta a tudo mesmo, Evil não media esforços para conseguir o seu objetivo, por isso se sujeitava a dormir com o diretor, tentava afastar a sua concorrente a qualquer custo, um comportamento típico de uma estrela que não tem tanta certeza a respeito do seu brilho.

Evil, que desde o começo da série foi pintada como uma mulher mais segura de si em relação a sua inimiga declarada, acabou revelando cada vez mais uma fragilidade que ela tentava esconder a qualquer custo, uma insegurança que ela carregava para a vida e utilizava das armas mais sórdidas para se proteger e não deixar ninguém perceber a sua verdadeira fraqueza. Dessa forma, ficava difícil torcer por Ivy, que a todo momento aprontava alguma coisa que revelava um pouco mais do seu caráter duvidoso, mesmo com ela tirando de letra e arrancado os nossos aplausos em quase todos os seus números. Como esquecer a apresentação de “Wolf” no apartamento do Derek, ainda no começo da temporada? Hein? Auuuu! (que eu acho o melhor número de Smash até agora…)

Para Karen sobrava o papel difícil da humilde aprendiz, ela que também tinha um certo nível de insegurança, mas que talvez para a sua sorte, não conseguia esconder muito bem essa sua insegurança, totalmente diferente de Ivy. Dessa forma, ela ficava sempre à sombra de alguém, observando de longe o trabalho das pessoas mais experientes do que ela, reconhecendo o talento alheio sem o menor problema, sem se sentir inferior, em um nível de humildade cada vez mais raro de se ver hoje em dia e eu imagino que na Broadway, seja mais difícil ainda.

Apesar de desde o começo ficar bem claro que eles estavam tentando deixá-la mais apagada propositalmente, para que a sua estrela despertasse na hora certa, ficava difícil também torcer por uma protagonista tão apática, do tipo boazinha demais, sabe? Aquela que apanha, apanha e continua sem reação nenhuma. Mas como nos foi revelado na letra da música que encerrou o episódio da season finale, Karen era mesmo apenas uma estrela adormecida, aguardando a sua vez de brilhar. Mas convenhamos que talvez ela tenha ficado adormecida por um tempo longo demais…

Mas tirando a questão de quem acabaria sendo a Marilyn um pouco de lado, os demais personagens da trama também tiveram a sua colaboração no desenvolvimento dessa história, para o bem e para o mal.

Apesar de Smash ser uma série sobre os bastidores de um musical, seria praticamente impossível deixar a vida pessoal de seus personagens totalmente à parte da história. E foi nessa hora que a série encontrou o seu maior desafio e nesse caso, devo dizer que nesse quesito, a série não conseguiu ser muito feliz.

A começar pelo plot da família da Grace (na verdade Julia, mas…), que não colou de jeito nenhum. Com um filho insuportável e com zero de carisma, acompanhado no combo do marido bunda molão (que eu só passei a gostar quando descobri que ele foi/é o Shrek na versão para a Broadway. Howcoolisthat?), ficava cada vez menos interessante todo e qualquer plot dentro desse núcleo. Juro que quando a história do caso dela com o DiMaggio (Will Chase) acabou sendo descoberta pelo filho que ainda sofre por não ter ganhado a sua irmãzinha chinesa (euri), eu fiquei torcendo para que essa fosse à deixa para a despedida da família dela, abrindo espaço para que Grace pudesse assim ficar com o seu boy magia da Broadway. (que na vida real, é o verdadeiro namorado da Debra Messing)

Nesse caso, faltou também um pouco mais de profissionalismo para a personagem da Grace, não? Como assim ela me aceita demitir o ex-amante, apenas para fazer a sua família feliz? E o que é que o universo tem a ver com essa questão? E as contas que o moço também tem para pagar? Também não me aguentei quando em um determinado momento da temporada, ela teve que justificar que o seu filho só tem cara de velho, mas que ele é super novo (muito provavelmente porque eles perceberam que o ator e o personagem não convenceram). Sério, fiquei bem constrangido…

E como a Grace não funciona direito sem uma dupla, dessa vez ela ganhou um Tom (Christian Borle) para chamar de seu. Tom & Grace. Ele que é talentosíssimo e um foufo, mesmo cometendo o grande erro da sua vida ao dispensar o boy magia mágica do jurídico para ficar com a gay fã esportes, uma espécie raríssima, diga-se de passagem. Sério, o que deu na cabeça do Tom?

Ele que em um certo momento dessa reta final, aproveitou para jogar na cara da Grace o quanto ela estava sendo pouco profissional exigindo a cabeça do seu amante e culpando todo mundo pelo seu caso, tirando totalmente o peso da culpa da traição das suas próprias costas. Achei bem importante que alguém tenha dito essa verdade que ela estava mais do que precisando ouvir. Outro ótimo momento da temporada foi a discussão entre Tom e Derek, resolvendo uma questão que ambos dividiram no passado e que desde o primeiro encontro dos personagens na série, ainda pairava no ar, mesmo sem a gente saber exatamente sobre o que se tratava.

Agora, dois personagens que eu achei sensacionais logo de cara e assim se mantiveram até o final da temporada, foram Derek e Eillen, essa segunda mais ainda até.

Derek (Jack Davenport) o boy magia diretor carrasco british indeed, com aquele sotaque que a gente AMA e a magia de um diretor competentíssimo (já falei que ele é very british?), pena ele vir com aquele gênio incontrolável, do tipo cruel por natureza. Tudo bem que mesmo com Derek, eles conseguiram cometer uma série de erros, como aquele desastre do novo musical que ele acabou propondo, com muito mais apelo comercial e zero bom gosto. Fiquei pensando que aquele tipo de erro seria bem difícil de acontecer com um diretor brilhante e competente, com anos de experiência dentro dessa área, como eles estavam pintando o personagem até então. Agora, o meu respeito com ele nunca mais será o mesmo depois daquela saidinha de ré no número “Bollywood” que a série arriscou em um de seus episódios. Arriscou e não foi muito bem assim…

Um número polêmico, que gerou as mais variadas reações devido a sua falta de propósito e logo nesse que seria o primeiro grande número da temporada envolvendo todo o elenco. Para o meu gosto, eu até achei que ele foi bem executado, mas ao mesmo tempo em que ele conseguiu me agradar, também fiquei no time dos que torceram o nariz para o fato dele ter acontecido do meio do nada, sem um plot relevante o bastante para tal, ainda mais sendo o único número que acabou reunindo todo o elenco.

Aliás, todos os números na série que apareceram dessa forma (como um sonho), ou fora do cenário do musical, acabaram me incomodando. A não ser quando em um momento de descontração qualquer dos personagens, esses sim super justificáveis. Mas um deles em específico, onde  Evil era vista cantando no seu quarto, em um momento super 90’s decadente, esse sim eu achei bem preguiça. Parecia um clipe antigo da Celine Dion. Sério. Acho que nessas situações fora do palco, eles ainda precisam aprender a como deixar os números musicais mais alinhados com a história.

E tem como não amar a nossa Anjelica Huston jogando martinis na cara do ex marido cretinão a todo momento? Ela que vive Eileen na série e é sem dúvida uma das personagens mais queridas de Smash. Eileen que arriscou o seu Degas em nome do musical que ela acreditava ser a galinha dos ovos de ouro, aproveitando para provar para o ex marido o quanto ela consegue ser profissional, mesmo sem o seu apoio financeiro. AMO o plot dela com o cara do bar e acho que eles formaram um casal sensacional, mas o maior destaque da personagem ficou mesmo para os foras homéricos que ela aproveitava para dar no Ellis, o assistente gay/HT/bi mais insuportável da face da terra. WOO!

Sério, nada foi mais divertido durante essa temporada do que Eileen colocando Ellis no seu devido lugar. Ele que foi uma megabitch do começo ao fim e algo me diz que depois da sua demissão no season finale, ele ainda dará muita dor de cabeça para Eilleen. E quem não tinha certeza que ele teria sido quem tentou envenenar a nova estrela do pedaço? E alguém mais aposta que com o musical fazendo sucesso, Ellis vai acabar exigindo a sua parte na criação de tudo aquilo e gerar muita dor de cabeça para todas?

Antes de partir para a reta final dessa primeira temporada da série, eu devo ser sincero ao admitir que mesmo com toda a empolgação do começo da temporada e boa parte desse texto, eu cheguei a cansar de Smash durante esses 15 primeiros episódios. E isso se deu a partir do sexto episódio, onde eu senti que foi onde eles começaram a se perder quase que totalmente. Depois desse fatídico episódio, ficou bem claro que a série estava entrando em um declínio, mesmo mantendo alguns bons momentos dentro do seu fundamento. Tanto que para a próxima temporada, a NBC muito provavelmente preocupada com esses vários deslizes de boa parte da temporada, acabou adiando a Season 2 já confirmada da série, apenas para 2013. Talvez para ganhar um pouco mais de tempo para pensar melhor o desenvolvimento dessa história, ainda mais agora que a série sofreu uma troca de roteiristas (e dizem que quem vem por ai é um roteirista de Gossip Girl, ou seja: MEDO!). Esperamos que esse tempo maior seja algo positivo para Smash, porque para uma boa série musical, eles ainda precisam melhorar muita coisa. MUITA!

E justamente nessa segunda metade da temporada muito mais fraca do que o seu começo (os quatro primeiro episódios são bem bons, por exemplo), tivemos a entrada de ninguém menos do que a Uma Thurman, que chegava para roubar a cena, roubando também a disputada vaga de nova Marilyn da Broadway, vivendo a estrelíssima Rebecca Duvall. Sinceramente, apesar de adorar ver a Uma em cena, eu não consegui entender muito bem o porque dela ter aceitado o convite para essa participação, que poderia ter sido interpretada por qualquer outra atriz bem menos importante. Mas parece ser até uma tendência, onde várias estrelas do cinema estão migrando para a TV, alguns para participações menores ou afetivas, mas talvez essa seja até uma justificativa para a maioria dos canais terem reduzido várias de suas temporadas e projetos para 13 ou 15 episódios, onde é muito mais fácil de se segurar uma estrela desse porte, do que uma temporada muitas vezes arrastada, de 24 episódios. (além dos custos, claro)

Mas quando todas as minhas esperanças eram as mais baixas possíveis em relação a esse final de temporada, a ponto de me colocar bastante em dúvida sobre a minha relação futura com a série, Smash chegava para entregar um final bem do descente, ainda mais se comparado ao seus últimos episódios bem capengas. E chegava à hora de conhecermos finalmente a dona do posto de nova Marilyn, dessa vez em mais uma pré-estréia do musical, onde nada mais poderia dar errado.

E foi nesse exato momento que a Katherine McPhee acabou ganhando a chance de finalmente despertar a Marilyn adormecida de dentro de sua Karen. O que de fato aconteceu, mas não chegou a ser impactante o suficiente para que a gente enquanto audiência tivesse a mesma certeza do Derek em relação a ela de fato ser a melhor opção pelo papel. Eu até culparia isso pelo tempo enorme que essa ascensão levou para de fato acontecer, mas acho também que faltou um grande número com as músicas já conhecidas da série, sem ter cara de ensaio (porque até houve um momento “Wolf”), para que a gente acreditasse um pouco mais em todo o seu potencial. Nessa hora, senti que mesmo estando  no centro dos holofotes, ainda faltou alguma coisa para transformá-la em uma verdadeira bombshell.

Uma resolução que não poderia ser diferente, uma vez que nos dois episódios anteriores, Ivy Evil passou a ganhar bem mais status de megabitch, firmando de vez o seu papel de antagonista dentro daquela história, onde ela acabou dormindo com o namorado da Karen apenas porque o seu Derek estava pegando a estrela de Hollywood, sendo que a própria Karen nada tinha a ver com isso tudo. Obviamente que nessa hora, totalmente desesperada ao ver a sua nova e talvez última chance desaparecendo mais uma vez, ela não teve dúvidas e resolveu desestabilizar a sua concorrente, revelando a noite em que ela e o agora noivo de Karen passaram juntos. Mas que coisa feia hein Evil? Ai ai ai…

Claro que essa revelação, acumulada juntamente com toda a pressão de ainda não se sentir preparada para a posição que quase ninguém acreditava que ela seria capaz de assumir acabou levando Karen ao seu grande surto, quase desistindo do seu maior sonho por ver uma parte importante da sua vida desmoronando de uma hora para outra. Mas como nada que uma mágoa do caboclo não nos faça renascer mais forte do que nunca e assim ela conseguiu se recompor, enfrentando de uma vez o desafio de subir aos palcos e agarrando com unhas e dentes a chance que lhe estava sendo oferecida, a chance de se tornar uma verdadeira estrela.

Tudo isso com a ajuda do Derek, onde nessa hora ele finalmente deixou a sua postura de tirano de lado e aproveitou para ajudar a jovem inexperiente a enxergar a grande oportunidade que estava diante dos seus olhos. É claro que nessa hora ele precisava agir dessa forma, onde todo o investimento do espetáculo estava em jogo. Mas para a nossa surpresa, ele acabou nos revelando que ele não só sempre visualizou Karen no papel da nova Marilyn, como guardava alguns sentimentos pela garota. Foufo vai?

Confesso que esse final de temporada voltou a me animar um pouco em relação à Smash, tanto que eu fiquei mais do que curioso para saber o que irá acontecer na próxima temporada. Um episódio de season finale muito bom mesmo, mantendo o nervosismo e a dança das cadeiras até o último momento (pensando no suspense, tudo bem, pensando no profissionalismo que se espera, acabou sendo um pouco demais também), onde apenas nos minutos finais nos foi revelado quem era a estrela que deveria “quebrar a perna” naquela noite de estréia. Um episódio realmente muito bom, que encerrou dignamente essa primeira temporada da série, nos deixando com aquele gostinho de querer ver mais do espetáculo, apesar dos diversos erros dessa trajetória.

E mesmo gostando da resolução final para essa temporada, eu sigo achando que falta um pouco de emoção para Karen, onde me parece que a personagem sempre aceita fácil demais todas as dificuldades que lhe são propostas, o que me faz sempre ficar em dúvida em relação a ela realmente ter o necessário para ser uma estrela.

Mas enfim, a continuidade de tudo isso nós só teremos mesmo em 2013, onde eu espero que eles nos mostrem os números prontos (pleeease!) e corrijam todas essas falhas, que mesmo com um episódio final de temporada do tipo bem bom assim como o seu piloto, nós não conseguimos ignorar tantos erros e falhas assim tão fácil. Não por muito tempo… NOW MOVE!

 

ps: no final do dia de hoje, a NBC anunciou os cortes do elenco dos personagens Dev (o namorado da Karen), Frank (o marido da Grace… agora só falta o filho), Michael Swift (dele eu gostava, humpf) e a bee/HT/bi mais irritante da face da terra: ELLIS! Já vai tarde, fofa. E essas foram as primeiras cabeças exigidas pelo novo showrunner da série, o senhor Josh Safran, que vem de Gossip Girl, por isso eu repito: MEDO!

Lady Gaga fazendo a Marilyn

Dezembro 16, 2011

Nunca sei quando é o cabelo dela de verdade, mas acho que é esse ai mesmo, com cara de Marilyn hein?

Maravileeeandra!

Elle Fanning versão Marilyn repaginada

Agosto 9, 2011

Maravileeeandra, não?

E até o vento colaborou para o momento Marilyn Monroe hein?

É o que eu sempre digo: se a vida te manda uma brisa forte maldita, aproveita e faz uma performance, rs

Bom dia Brasil!

Abril 14, 2011

Para começar bem o dia na companhia da Michelle Williams, maravileeeandra fazendo a Marilyn em seu novo filme “My Week With Marilyn”, que eu estou super ansioso para ver e fiquei ainda mais apaixonado por elas (as 2) depois de ver essa foto. PÁ!

Michelle Williams anda inspirada hein?

Dezembro 8, 2010

Será que isso é coisa da influência de Marilyn na sua vida? (pq ela esta vivendo a própria no cinema)

Só sei que esta bem sensacional hein?

Triste mil

Outubro 1, 2010

Manda um beijo pra Marilyn, tah Tony?

E o que foi lindo hein?

Triste mil


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