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O adorável descontrole da Season 3 de Raising Hope

Abril 19, 2013

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Raising Hope continua sendo aquela série deliciosa, com gosto assumidamente de junk food, do tipo que todo mundo deveria assistir (embora sua audiência nunca tenha sido lá essas coisas). Costumo até dizer que assistir Raising Hope é o meu freella como babysitter preferido da semana.

Desde a sua estréia, já passamos por três igualmente deliciosas temporadas. A primeira delas, onde fomos apresentados a família Chance e passamos a observar o Jimmy (Lucas Neff) ainda em fase de adaptação em relação a nova tarefa mais importante da sua vida, a de criar sozinho um adorável garotinha chamada Hope (Baylie e Rylie Cregut) e isso é claro que com a supervisão sempre imprescindível de seus pais, Burt (Garret Dillahunt) e Virginia (Martha Plimpton), que passaram por algo semelhante no passado com o próprio Jimmy e não poderiam ser auxiliares melhores para essa difícil tarefa. E tudo isso também na companhia da indispensável Maw Maw (Cloris Leachman) completando o retrato anual da família, com direito ao Jimmy com meia sobrancelha e Burt e Virginia vestidos com roupa de domingo. (acho sensacional que o Burt desde sempre só tenha aquela mesma roupa mais formal para essa tipo de ocasião, rs)

Depois disso, com o Jimmy já acostumado com a tarefa de ser pai da foufíssima Hope (e como desde muito pequenas essas gêmeas sempre foram excelentes, não?), conhecemos um pouco mais sobre a família Chance e descobrimos que eles eram bem piores do que a gente imaginava. Eles que desde sempre foram meio duros de grana (meio?), um tanto quanto trambiqueiros, é verdade (mas de um jeito digamos que “do bem”), mas que também sempre foram cheios de imaginação e jogo de cintura para enfrentar as dificuldades todas que enfrentavam e sempre tiveram pouco ou quase nenhum julgamento moral em relação a suas atitudes e assim permaneceram até hoje, encarando tudo com muito bom humor. Mas durante a Season 2, que embora tenha sido tão deliciosa quanto a primeira, a temporada acabou sendo ameaçada pelo fantasma do cancelamento, que rondou aquela casa no subúrbio recheada por um bom tempo. Por isso ficamos com a sensação de que as coisas precisaram ser apressadas e resolvidas rapidamente. Jimmy precisou revelar de uma vez por todas o seu amor por Sabrina (Shannon Woodward), a caixa do mercado onde ele também trabalha (em um dos melhores e mais foufos episódios da série) e assim ter a chance de passar mais tempo ao lado daquela que ele amava (um amor que inclusive descobrimos ser antigo por parte dela). Assim, meio que às pressas, eles tentaram nos dar um final para aquela que parecia ser a despedida da série, que se de fato tivesse sido confirmada naquela época, com certeza teria acontecido cedo demais.

Até que recebemos a notícia da sua renovação para uma Season 3, algo que nos pegou totalmente surpresos por ganharmos uma pouco mais de tempo acompanhando a vida desses personagens que em pouco tempo conseguiram nos deixar totalmente apaixonados. Depois disso ganhamos a informação de que essa nova temporada teria 2 episódios a mais, algo que deixava ainda mais próxima a ideia de que talvez estivéssemos realmente perto do fim da série. Humpf! Mas tudo bem, a essa altura não dava nem para reclamar, porque pelo menos havíamos ganhado mais tempo para nos despedirmos adequadamente daqueles personagens adoráveis. Sem contar que o seu canal passou a exibir dois episódios da série por noite (algo que recentemente tem acontecido com certa frequência com diversas séries: 30 Rock, Parks And Recriation, The Oficce, Happy Endings – essa última inclusive com o agravante de ter sido empurrada para o limbo das sextas, #CREDINCRUZ), algo que acabou nos deixando totalmente sem a menor esperança quanto a uma possível renovação para uma quarta temporada.

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A essa altura, embora a preocupação de um cancelamento injusto ainda nos rondasse e isso inevitavelmente nos deixasse com aquele sentimento de tristeza por ver mais uma das melhores comédias do momento acabar injustamente e prematuramente, embora todo esse sentimento, a sensação era a de dever cumprido, a de que a essa altura pouco eles tinham o que fazer que já não tivessem feito antes para amarrar melhor essa história e nos entregar um series finale bacana, digno da série que sempre foi tão boa e bem pouco reconhecida (vejo New Girl, The Big Bang Theory e algumas outras figurando nas listas de indicações de comédia em qualquer prêmio por aí e sinto até o vulcão do ódio e da discórdia entrando em erupção dentro de mim, toda vez). Ou seja, daqui para frente, o que viesse definitivamente seria lucro em Raising Hope.

E foi nessa hora que parece que eles resolveram enlouquecer completamente e não se importar com mais nada, nos entregando uma série de episódios deliciosos e sensacionais, do começo ao fim. Mas do tipo sensacionais mesmo, sem exageros. Parecia até que eles estavam cientes que a morte da série se aproximava e como já estavam completamente desenganados, resolveram aproveitar mais o atual momento e experimentar de tudo um pouco.

Começamos a temporada achando que estávamos correndo o risco de perder a guarda da Hope, algo que não conseguimos aceitar nem como brincadeira, mas que mais tarde descobrimos que na verdade, quem estava correndo esse risco era a Maw Maw e quando de fato ela foi levada para uma casa de repouso, o Chances praticamente enlouqueceram bolando um plano com direito até a referências de “Cocoon” para salvar aquela que eles pensavam ser o membro mais velho da família.

Falando em referência, se tem uma série que consegue fazer uma referência e usá-la de forma inimaginável, essa série é Raising Hope, que nessa temporada trouxe ninguém menos do que o Christopher Lloyd e o seu DeLorean para reviver bons momentos dentro da série. OK, um minuto e 1/2 de silêncio como sinal de respeito pela referência. Ele que na série acabou interpretando um personagem diferente do seu antigo Dr Emmett Brown, mas que mesmo assim teve a chance de reviver uma cena icônica com o carro mais invejável da história nerd recente. (Sério, eu tenho um DeLorean “Back To The Future” versão Hot Wheels e me lembro até hoje da emoção/realização pessoal quando o encontrei na loja de brinquedo um dia desses, rs)

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E essa também foi uma temporada para nos aprofundarmos um pouco mais no personagem da Sabrina, que com o pedido de casamento do Jimmy (feito com a Hope vestida de cupido. #TEMCOMONAOAMAR?), estava mais próxima do que nunca de entrar de uma vez por todas na família Chance. Durante essa Season 3, conhecemos a sua mãe, interpretada pela atriz Melanie Griffith (praticamente interpretando ela mesmo) e descobrimos um pouco mais da sua mitologia familiar, com a descoberta inclusive de que a sua avó havia deixado a casa da família em seu nome, onde ela passaria a viver com o Jimmy depois do casamento.

Sim, finalmente tivemos o casamento do Jimmy e da Sabrina, que aconteceu em um episódio duplo, com o primeiro deles no melhor estilo “The Hangover” onde descobrimos que o Jimmy na verdade havia se casado com seu amigo e colega de trabalho, Frank, que se recusava assinar o divórcio apenas para não perder o amigo, que apesar de desejar o tal divórcio, estava se sentindo confortável demais dentro da sua nova relação. E o segundo com a cerimônia em si, que contou mais uma vez com a participação da mãe serial killer da Hope, que aparentemente nunca morre, mais ou menos como o Kenny em South Park.

Em meio a isso tudo, uma desculpa que se tornou cada vez mais recorrente dentro da série foi a de que quase tudo atualmente na vida do Jimmy era fruto de uma mentira que o Burt e a Virginia acabaram contando no passado, convencendo o pequeno Jimmy dos mais absurdos possíveis. Dentro desse plot, conhecemos o quase irmão do Jimmy (viram como não sou o único com “quase irmãos”? rs) e sua família aparentemente perfeita, mas que no final das contas se revelaram os maiores racistas da história, além das mentiras entre o próprio casal (que descobrimos inclusive ter um sex tape), como naquele episódio onde o Jimmy e a Sabrina precisavam descobrir como usar a voz de autoridade com a Hope e que na verdade descobrimos ser um problema de família, com a revelação do Burt sofrendo na mão do incontrolável pequeno Jimmy no passado. (ouvindo o S.A. Cast dos Seriadores um dia desses – que eu sempre ouço e recomendo para todos -, descobri que o menino que faz o pequeno Jimmy e que é sensacional, diga-se de passagem, é filho do criador da série. Howcoolandcuteisthat)

Episódio esse que também foi responsável por um dos momentos mais adoráveis dentro da série, com a Hope que agora já tem 3 anos de idade (e como elas cresceram, não?), naturalmente chamando a Sabrina de mãe pela primeira vez, um momento impossível de conseguir se controlar e não acabar chorando, sentindo que o seu coração acabou de ganhar um cachecol de tricô feito em casa pela sua própria avó. (a minha nunca conseguiu terminar o dela, que a minha mãe vivia desmanchando, dizendo que estava #WÓ. Mesma mãe que rasgava as páginas do meu caderno quando encontrava uma folha meio assim ou um pequeno errinho, marcas de borracha, algo que eu gostaria de deixar registrado aqui  e ao encontrar um amigo de infância um dia desses, tive a confirmação por meio do próprio que essa plot fazia mesmo parte da minha mitologia e não era apenas “loucura”, como minha mãe sempre alegou, aquela azeda… Fico pesando o que ela acharia dos meus possíveis e inúmeros erros e marcas de borracha por aqui, rs)

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Aliás, esse e no episódio final, quando a Hope fez um coração de macarrão para dar para a Sabrina no dia das mães e a Virginia não conseguir se controlar de ciumes, foram momentos super foufos para a série, ainda mais com a Sabrina fazendo ela mesma uma colar de macarrão em formato de coração e dando de presente para a agora sogra, para recompensá-la de alguma forma. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E isso porque nós ainda nem comentamos os melhores episódio da temporadas, que foram comicamente geniais (me sentindo um jurado do programa do Raul Gil agora, rs). Primeiro tivemos aquele com o Burt e o Jimmy experimentando a libertação de se sentirem gays, pelo menos por um tempo, com ambos incontroláveis no club da cidade, algo que acabou despertando até a vontade do Burt de se depilar e que terminou com a Virgnia apostando em um crossdressing ótimo e só para se enturmar.

Até que tivemos mais uma reunião com o elenco de My Name is Earl dentro da série, tornando realidade pelo menos por enquanto, o sonho do Burt de se tornar um rockstar e nesse caso, rockstar de festa infantil. Depois tivemos o episódio com o dia da árvore, tão adorável quanto, assim como aquele em que eles se inspiraram em um Glee club qualquer (qualquer, sei…), para investir em um “musical”, esse ainda tímido, mas com uma performance de se aplaudir de pé do pequeno Jimmy todo melancólico ao som de “Ain’t No Sunshine”

Mas nada foi mais sensacional do que o episódio musical, esse sim com a maior cara de pau desse mundo, com o Burt convencido por seus pais falidos de que ele era judeu (eles que planejavam apenas arranjar alguns trocados para um cruzeiro) e assim tentando buscar algum conhecimento dentro da religião antes de realizar o seu Bat Mitzvah, com uma performance extremamente ofensiva e ainda assim deliciosa ao som de “I’m Gonna Rock The Torah”, com todos eles investindo em figurinos super 80’s, com a Virginia (a cara da Madonna) e a Sabrina, ambas incontroláveis na coreô de época  e o Jimmy fazendo um mix de rockers decadentes da época com o Bruce Springsteen. Repito, um episódio que até pode parecer extremamente ofensivo, mas com um humor tão especial, que eu tenho certeza que todo bom judeu deve ter adorado.

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E essa definitivamente foi a temporada do Burt, que esteve incontrolável e na sua melhor forma dentro de Raising Hope (Höy!). Ele fazendo o cara da manutenção de macacão e tudo mais ao lado da Hope, rebolando descontroladamente na buatchy gay, se empenhando como ninguém para que o Jimmy tivesse a sua merecida despedida de solteiro para depois ter o seu casamento também dos sonhos ou ele empenhadíssimo em aprender alguma coisa sobre os judeus, foram apenas alguns dos seus excelentes momentos ao longo dessa temporada, que definitivamente foi dele. (no começo eu nem achava ele a pessoa mais engraçado do mundo, apesar da magia e dele sempre ter sido adorável, mas da temporada anterior para cá, ele realmente acabou roubando a cena. Com ou sem camisa, rs)

Encerramos a temporada conhecendo o impossível, alguém mais velha do que a Maw Maw, que no caso era a sua própria mãe ou um dos personagens de “The Lord Of The Rings”, segundo a própria série (não que a gente tenha pensando algo do tipo, rs). Nessa hora, senti que a ordem dos episódio finais poderia ter sido alterada, com o musical vindo antes desse que encerrou a temporada e não foi dos melhores. Mas o melhor de tudo foi que acabamos ganhando a notícia de que depois dessa Season 3 do total descontrole em Raising Hope, não é que a série acabou ganhando a sua Season 4? (YEI!)

Sério, acho que nunca fiquei tão feliz com uma renovação (Walter voltando do futuro imediatamente para enfiar uma alcaçuz na minha orelha e me lembrar que eu fiquei exatamente assim quando Fringe ganhou a sua tão sonhada Season 5), que chegou de forma totalmente inesperada e que não por isso deixou de ser extremamente bem vinda. Sério, da para acreditar que vamos ter trabalho como babysitter da Hope por mais uma temporada inteira?

Sério, parece até um sonho e talvez esse sonho tenha sido um musical. Pelo menos é assim que nos lembramos dele… (rs)

#IMGONNAROCKTHETORAH

 

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A lista (ruiva) com os vencedores do Emmy 2012

Setembro 24, 2012

Tudo  bem que a lista de indicados do Emmy 2012  já não nos agradou muito logo de cara, mas mesmo assim, mesmo sem conseguir levar muito a sério uma premiação de TV que resolveu ignorar Parks & Rec, Community e o trabalho do John Noble em Fringe, chegou a hora de encararmos os resultados, que para esse ano, não poderiam ter sido mais mais ruivos! Não acredita? Então vem cá:

 

Melhor atriz em Série Cômica

Zooey Deschanel – New Girl

Lena Dunham – Girls

Edie Falco – Nurse Jackie

Amy Poehler – Parks and Recreation

Tina Fey – 30 Rock

Julia Louis-Dreyfus – Veep

Melissa McCarthy – Mike & Molly

 

Embora nossa torcida fosse total para Amy Poehler, todo munda já sabia que esse prêmio iria para a Julia Louis-Dreyfus (devo muito mesmo assistir Veep?). Mas eu concordo com ela em seu discurso, quando a própria atriz disse que esse Emmy deveria ter sido da Amy Poehler… Humpf! #POEHLER2013

 

Melhor Ator em Série Cômica

Larry David – Curb Your Enthusiasm

Jon Cryer – Two and a Half Men

Louis C.K. – Louie

Jim Parsons – The Big Bang Theory

Don Cheadle – House of Lies

Alec Baldwin – 30 Rock

 

Vamos a polêmica da noite. Apesar de não gostar da série ACDC Charlie Sheen, parte de sua graça sempre esteve no personagem do Jon Cryer (só vejo as reprises da TV aberta, rs) então, até não me sinto tão ofendido que ele tenha levado o prêmio nessa categoria. Mas é claro que eu estava torcendo para o Louie, Louie, Louie. Louie e e. (que estava lindamente ruivo, todo arrumadinho na platéia. Primeiro sinal de que esse seria o ano dos ruivos no Emmy)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica

Maylim Bialik – The Big Bang Theory

Merritt Wever – Nurse Jackie

Julie Bowen – Modern Family

Kristen Wiig – Saturday Night Live

Sofia Vergara – Modern Family

Kathryn Joosten – Desperate Housewives

 

Não consigo ver graça nessa mulher. Acho ela de um exagero sem tamanho e tenho a impressão de que o coração da personagem vai explodir a qualquer momento dentro da série. Até torço para isso de vez em quando, sorry Phil. Preferia até a Maylim Bialik nesse caso, que desde que chegou em TBBT, roubou a cena dentro de uma série que está rodando atrás do próprio rabo já tem pelo menos 2 temporadas. 

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica

Ed O’Neil – Modern Family

Jesse Tyler Ferguson – Modern Family

Ty Burrell – Modern Family

Eric Stonestreet – Modern Family

Bill Hader – Saturday Night Live

Max Greenfield – New Girl

 

Eu AMO  o Cameron, mas a verdade é que ele não fez muito por merecer durante essa temporada de Modern Family e até o Jay merecia mais. Mas não vou nunca poder dizer que qualquer um deles é ou foi melhor do que o Phil. Isso eu não digo!, porque não é verdade… (e cadê a Charlize? Dizem que eles estão se pegando… – só se for no tapa, rs)

 

Melhor Série Cômica

Curb Your Enthusiasm

Girls

30 Rock

Veep

Modern Family

The Big Bang Theory

 

Depois dos resultados todos, alguém tinha alguma dúvida? Mas OK, dentre as concorrentes, essa vitória foi até aceitável, apesar da nossa torcida ter sido de Girls nesse caso, já que Parks não estava nem na lista. Mas pelo menos as meninas de Girls estiveram na premiação, todas lindas e mostrando para a sociedade quem são as garotas mais legais do momento. E o Adam também foi = (♥)

 

Melhor Atriz em Série Dramática

Julianna Margulies – The Good Wife

Michelle Dockery – Downton Abbey

Elizabeth Moss – Mad Men

Kathy Bates – Harry’s Law

Claire Danes – Homeland

Glenn Close – Damages

 

Clap Clap Clap de pé! Teve personagem mais sensacional na TV no último ano? Tá, ficaram devendo para a Glenn Close (que encerrou Damages com sua cara de pedra)… para a Michelle Dockery (que se casou recentemente em Downton!)… e para a Elizabeth Moss também, rs (que vem enfrentado o Don Draper como ninguém)

 

Melhor Ator em Série Dramática

Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Michael C. Hall – Dexter

Bryan Cranston – Breakign Bad

Hugh Bonneville – Dowton Abbey

Jon Hamm – Mad Men

Damian Lewis – Homeland

 

Surpresa da noite vai? Fiquei bem feliz e achei super merecido, apesar de alguns dos concorrentes também estarem na minha torcida. Mas fico com pena do Jon Hamm, que nunca leva mas sempre é indicado e é sempre tão bom também… (Damian Lewis = ruivo magia. Ou seja, o primeiro sinal concreto de que esse foi mesmo o ano dos ruivos no Emmy. E a piadinha dele depois na coletive, dizendo que ele quer ver só o que vai acontecer quando o bebê da Clare Danes nascer ruivo? #TEMCOMONAOAMAR?

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática

Archie Panjabi – The Good Wife

Anna Gunn – Breaking Bad

Maggie Smith – Downton Abbey

Joanna Froggatt – Dowton Abbey

Christina Hendricks – Mad Men

Christine Baranski – The Good Wife

 

Clap Clap Clap, de pé e com suas varinhas apontando para o céu! Fico imaginando ela em casa, tomando um chá vestida de Condessa de Grantham, e fazendo os comentários que só ela saberia fazer no momento em que recebeu o prêmio. #TEMCOMONAOAMAR?

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática

Giancarlo Esposito – Breaking Bad

Aaron Paul – Breaking Bad

Brendan Coyle – Downton Abbey

Jim Carter – Downton Abbey

Jared Harris – Mad Men

Peter Dinklage – Game of Thrones

 

Yeah Bitches! Magnets! Gosto tanto desse menino (não sei porque, mas acho ele um menino, rs), que não consegui me conter com a sua vitória. Agora só falta permanecer vivo na série até o seu final (fico morrendo de medo do destino do seu personagem). E ele tem a barba ruiva e estava lindíssimo no red carpet, ou seja, confirmou!

 

Melhor Série Dramática

Boardwalk Empire

Breaking Bad

Downton Abbey

Mad Men

Game of Thrones

Homeland

 

E que briga boa hein? Esse ano quem levou foi Homeland, que tem uma primeira temporada realmente muito da excelente e impossível de ser ignorada por isso, o prêmio não é nada mais do que justo! Clap Clap Clap! (série sobre um vilão que nos faz torcer por ele e que é ruívo. Mais uma pista…)

 

Melhor Atriz Convidada em Série Cômica

Dot-Marie Jones – Glee

Maya Rudolph – Saturday Night Live

Melissa McCarthy – Saturday Night Live

Elizabeth Banks – 30 Rock

Margaret Cho – 30 Rock

Kathy Bates – Two and a Half Men

 

Sempre uma excelente atriz, mesmo participando da série errada. 

 

Melhor Ator Convidado em Série Cômica

Michael J. Fox – Curb Your Enthusiasm

Greg Kinnear – Modern Family

Bobby Cannavale – Nurse Jackie

Jimmy Fallon – Saturday Night Live

Will Arnett – 30 Rock

Jon Hamm – 30 Rock

 

Eu só queria entender o que o Jimmy Fallon fez com aquela cara. Comediantes precisam ter expressão, Jimmy! (tenho impressão que a testa dele foi substituída por uma placa de adamantium)

 

Melhor Atriz Convidada em Série Dramática

Loretta Devine – Grey’s Anatomy

Jean Smart – Harry’s Law

Martha Plimpton – The Good Wife

Julia Ormond – Mad Men

Joan Cusack – Shameless

Uma Thurman – Smash

 

Gente, essa mulher é sensacional, apesar de não assistir TGW e eu adoraria vê-la ganhando alguma coisa por Raising Hope também! 

 

Melhor Ator Convidado em Série Dramática

Mark Margolis – Breaking Bad

Dylan Baker – The Good Wife

Michael J. Fox – The Good Wife

Jeremy Davies – Justified

Ben Feldman – Mad Men

Jason Ritter – Parenthood

 

Daniel Faraday. Esperamos que vc tenha dado mais sorte e tenha sido levado mais a sério em Justified. Abraço.

 

Melhor Programa de Variedades, Comédia ou Musical

The Colbert Report

Real Time With Bill Maher

Saturday Night Live

Jimmy Kimmel Live

Late Night With Jimmy Fallon

The Daily Show With Jon Stewart

 

Uma pena não ver nunca o nome do Craig Ferguson nessas listas. E ele é o melhor, por isso o nosso Emmy handmade a base de muita cola, fita adesiva e papelão vai para ele. Sempre!

 

Melhor Reality Show de Competição

So You Think You Can Dance

The Amazing Race

Project Runway

The Voice

Dancing With the Stars

Top Chef

 

Já assistiu The Glee Project? Hein Emmyli?

 

Melhor Apresentador de Reality Show

Betty White – Betty White’s Off Their Rockers

Cat Deeley – So You Think You Can Dance

Phil Keoghan – The Amazing Race

Tom Bergeron – Dancing With the Stars

Ryan Seacrest – American Idol

 

Um beijo para vc Betty White! Te AMO!

 

Melhor Minissérie ou Filme Para TV

Game Change

American Horror Story

Hemingway & Gellhorn

Sherlock

Luther

Hatfields & McCoys

 

Dizem que é bem bom, mas eu não assisti ainda. E eu só gostaria de entender o que é que American Horror Story está fazendo nesse meio… (mas Sherlock gente, Sherlock é tipo a coisa mais phina desse mundo atual! #RAFINADO)

 

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Para TV

Julianne Moore – Game Change

Connie Britton – American Horror Story

Nicole Kidman – Hemingway & Gellhorn

Emma Thompson – The Song Of Lunch

Ashley Judd – Missing

 

Vi algumas coisas e é sensacional com conseguiram transformar a Julianne Moore que é lindíssima naquela mulher pavorosa da Sarah Palin. E Julianne é um dos símbolos máximos da magia ruiva, então podemos repetir novamente que: CONFIRMOU! O Emmy 2012 foi mesmo dos ruivos. 

 

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Para TV

Woody Harrelson – Game Change

Clive Owen – Hemingway & Gellhorn

Benedict Cumberbatch – Sherlock

Idris Elba – Luther

Kevin Costner – Hatfields & McCoys

 

Todo mundo estava dizendo que esse prêmio era dele. Nossas mães agradecem a visão, Kevin. 

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV

Sarah Paulson – Game Change

Frances Conroy – American Horror Story

Jessica Lange – American Horror Story

Judy Davis – Page Eight

Mare Winningham – Hatfields & McCoys

 

Jessica Lange é mesmo uma atriz sensacional e super merece qualquer prêmio. Só não consegui entender o que AHS ainda está fazendo nessa lista de minissérie e de indicações, porque não merecia…

 

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV

Ed Harris – Game Change

Denis O’Hare – American Horror Story

David Strathairn – Hemingway & Gellhorn

Martin Freeman – Sherlock

Tom Berenger – Hatfields & McCoys

 

Devemos muito assistir? Alguém? 

 

Melhor Direção Série Cômica

Robert B. Weide – Curb Your Enthusiasm

Lena Dunham – Girls

Louis C.K. – Louie

Jason Winer – Modern Family

Steven Levitan – Modern Family

Jake Kasdan – New Girl

 

Esse prêmio merecia ser de qualquer pessoa que tenha dirigido qualquer episódio de Community, enquanto a série existir. Sem mais. 

 

Melhor Direção em Série Dramática

Vince Gilligan – Breaking Bad

Tim Van Patten – Boardwalk Empire

Brian Percival – Downton Abbey

Michael Cuesta – Homeland

Phil Abraham – Mad Men

 

Vince Gilligan também merecia esse, hein? Apesar de BE ser uma série linda de se ver. (embora eu a tenha abandonado)

 

Melhor Roteiro em Série Dramática

 Julian Fellowes – Downton Abbey

Alex Gansa, Gideon Raff e Howard Gordon – Homeland

Semi Chellas e Matthew Weiner – Mad Men

Andre Jacquemetton e Maria Jacquemetton – Mad Men

Erin Levy e Matthew Weiner – Mad Men

 

Homeland, a grande série da noite. Sem a menor dúvida. 

 

Melhor Roteiro em Série Cômica

Chris McKenna – Community

Lena Dunham – Girls

Louis C.K. – Louie

Amy Poehler – Parks and Recreation

Michael Schur – Parks and Recreation

 

Mesmo com o coração dividido entre a Lena Dunham, a Amy Poehler e o Louie C.K., não tem como não ficar morrendo de orgulho do nosso ruivão, que ainda levou mais uma prêmio para casa pelo seu show. 

 

E terminar a lista de vencedores do Emmy 2012  com o nome do Louie C.K. e com essa imagem sensacional, com ele segurando os seus dois prêmios da noite não só é uma delícia e uma prova de que ainda há muita coisa boa na TV e algumas delas conseguem até ganhar algum reconhecimento (mesmo que tardio), como prova que esse ano, tivemos mesmo uma premiação mais ruiva do que nunca!

#RUIVISMO

ps: sei que a Claire Danes não está ruiva atualmente, mas ela já investiu nessa magia no passado em My So Called Life, portanto…

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E a tarefa de criar Hope continua sendo divertidíssima!

Abril 25, 2012

Quando conheci Raising Hope ainda na temporada anterior, foi amor a primeira vista. Logo de cara me encontrei completamente apaixonado pela história, por seus personagens e por ela, a queridíssima Princesa Beyoncé, ou melhor, aquela que também é conhecida como Hope.

Agora, depois de encerrar a sua Season 2 e Raising Hope já ter garantido uma terceira temporada pela frente (Yei!), só posso dizer que o meu amor só tem crescido pela série. Há quem diga que essa segunda temporada não tenha sido assim tão sensacional quanto a primeira, algo que eu discordo totalmente e continuo com a sensação de me divertir muito com a tarefa de criar Hope, algo que eu já tinha sentido antes e na mesma intensidade de quando a série ainda era novidade na temporada anterior.

E #TEMCOMONAOAMAR a família Chance? A começar pelo fato deles serem bem diferentes das demais famílias da TV atualmente, passando pelo fato deles conseguirem equilibrar perfeitamente o nível entre a total falta de noção com a foufurice absurda da série, chegando até o seu ponto mais forte, que sem dúvidas é o total escracho. Sério, acho que não tem nenhuma outra série tão sem vergonha na TV atualmente. (além de Family Guy, é claro – e eu ainda não assisti Shameless, então… )

Mas vamos falar sério agora: #TEMCOMONAOAMAR as Hopes? Sim, as Hopes no plural, porque nós já sabemos que elas são interpretadas pelas adoráveis gêmeas Baylie e Rylie Cregut, que são simplesmente sensacionais e agora já é bem possível perceber a total diferença entre uma e outra. Embora não saibamos quem é quem exatamente, fica cada vez mais visível que elas tem suas características pessoais muito bem definidas, onde uma parece ser mais divertida e sorridente, enquanto a outra faz caras de bocas de total desaprovação, mostrando que talvez ela seja a gêmea do lado negro da força, rs.

E como elas cresceram, não? Aliás, começamos a temporada com uma deliciosa música da Shelley (Kate Micucci), a ex garota do dente podre, nos situando sobre a série de forma divertidíssima, além de super foufa. E mais tarde, ainda ganhamos um video caseiro com a versão “Hopezilla”, mostrando que agora, além de toda a sua foufurice habitual, ela também já anda. Howcuteisthat? (Hope que falou no truque o nome da Shelley, pela primeira vez, em um dos últimos episódios da temporada)

Além da Hope, todos os personagens acabaram crescendo de alguma forma, com uma maior participação de alguns dos coadjuvantes na série, como os próprios funcionários do mercado que ganharam até que um destaque maior durante essa Season 2, ou até mesmo os personagens principais, que foram ganhando novas camadas e estabelecendo assim ainda mais a identidade de cada um deles.

Virginia e Burt por exemplo, continuam como um adorável casal dos mais enlouquecidos possíveis. Sempre escondendo um podre um do outro, seja em relação a criação do Jimmy no passado ou do próprio passado dos personagens, que sempre aparece em deliciosas cenas de flashback. E de certa forma, mesmo quando estão brigando por algum motivo qualquer, eles acabam sempre reforçando ainda mais a cumplicidade do casal. I ♥ Burtinia

Burt (Garret Dillahunt) assumiu de vez o papel do pai com coração mole, sempre se emocionando com alguma coisa tola, que ele não tem a menor vergonha de admitir, assumindo que ele não bateu no Jimmy quando deveria (enquanto criança, algo que eles conseguem mostrar com muita doçura na série), preferindo assumir a responsabilidade pelo total descontrole do garoto naquela época, do que educá-lo quando necessário (o que ele acaba fazendo depois, quebrando o pacto de “pipi” dele como o Jimmy, e vcs estão lendo nada errado, é isso mesmo que eu disse, rs) o que de certa forma reflete até hoje no comportamento do Jimmy.  Além disso, descobrimos o seu incontrolável vício em apostas, com o próprio organizando corridas e mais corridas (2×12 Gambling Again), todas cada vez mais politicamente incorretas no underground da vizinhança, além do que, descobrimos também o seu maior segredo, algo que ele escondia a sete chaves até mesmo da própria esposa: os seus pés peludos (sério, rs – 2×15 Sheer Madness). Mas Burt na verdade só quer amor neam gente? Ele quer que os vizinhos parem para dar bom dia, quer ajudar as pessoas na igreja e treinar porcos guias para cegos (2×19 Hogging All the Glory, euri), além de se sentir completamente realizado e feliz com a vida que a sua família leva hoje.

Justiça seja feita e vale a pena dizer que o garotinho que interpreta o Jimmy quando bem criança (Trace Garcia), também é simplesmente sensacional. Rolei de rir com ele descontrolado e tomando conta do território nesse episódio sobre educar ou não com umas boas palmadas.

Um detalhe que eu acho importante a se destacar em Raising Hope é esse de que eles são felizes como são, sem o menor drama. Eles estão sempre sem dinheiro, sempre vivendo com pouco ou bem pouco e mesmo assim, são absolutamente felizes e criativos, encontrando uma solução prática para qualquer um dos seus problemas. Exemplo: estamos sem dinheiro para comprar o jornal de domingo para ler o que nos interessa? Façamos nós mesmos as nossas tirinhas, ora bolas. E assim, nós acabamos ganhando uma das cenas mais foufas dessa temporada, com a família inteira vestida de personagens Peanuts, com direito a Hope vestida de Woodstock e Maw Maw de Snoopy. Sério, vou perguntar mais uma vez: #TEMCOMONAOAMAR?

Virginia (Martha Plimpton), essa sim é o verdadeiro homem da casa neam? Sempre tentando resolver os problemas da sua família das formas mais absurdas possíveis, sempre envolvendo todos eles em situações constrangedoras, mas que todos encaram sempre muito bem, como se não tivessem nenhuma vergonha de tudo aquilo. Como ela cuidando da filha adolescente sem limites de um dos seus clientes, apenas para garantir uma grana extra (2×18 Poking Holes in the Story), passando também por momentos bem foufos , como a conversa apenas para garotas, entre ela e a Hope, onde a avó ensinou a neta que ela poderia se tornar uma mulher poderosa, se esse for realmente o seu sonho, momento que foi de pura foufurice. Ou voltando ao total escracho, com Virginia ensinando a Sabrina a como lidar com um guaxinim que insiste em habitar a sua casa sem permissão (2×17 Spanks Butt, No Spanks). Nesse episódio inclusive, eles fazem uma piada muito boa sobre o perfume da Jennifer Aniston e o fato de nenhum homem conseguir resistir ao seu cheiro, exceto pelo Brad Pitt e todos ou outros que ela namorou na sequência (rs). Uma piadinha super cretina, mas que consegue ser deliciosa ao mesmo tempo.

E esse equilíbrio eles conseguem alcançar o tempo todo na série, contrapondo muito bem as situações e muitas vezes os próprios diálogos completamente sem noção da família, com a doçura e a inocência que cada personagem carrega. Para se ter uma ideia, eles conseguem fazer o Burt imaginando a Hope como stripper (e visualizando, no presente e no futuro, sem brincadeira) em um dos momentos mais divertidos e completamente sem limites para o humor da série, que realmente é muito corajoso e não tem o menor pudor em ir fundo na cretinice ou na foufurice. (2×20 Sabrina’s New Jimmy)

Mas os Chances não são tão bem resolvidos assim e isso fica evidente com a visita dos pais do Burt (2×04 Burt’s Parents), onde eles fingem ser um tanto quanto diferentes do que eles costumam ser na vida real, com a família invadindo a casa desocupada de um dos clientes ricos de Virginia, apenas para impressionar os pais de Burt, que vivem desapontados pelo fato dele ter se tornado pai cedo demais, além de descaradamente nutrirem uma preferência por seu irmão. Quase morri de tanto rir também quando Burt e Virginia foram surpreendidos no quarto dos verdadeiros donos da casa, completamente acabados da noite anterior. Go Burtinia!

Maw Maw (Cloris Leachman) é outra que continua incontrolável no seu estado de demência, que a leva a enfrentar as situações mais absurdas ever, como assar o porco guia que eles “emprestaram” de um cego, sem a menor piedade, ou comer salsichas cozidas no seu massageador para os pés, enquanto ele está em uso pela própria. Ew! Mas nada se compara aos seus dois grandes momentos dessa temporada, o primeiro com ela contando para a família como foi que ela perdeu a virgindade, com uma história contada em detalhes e rica em personagens, muitos personagens, onde ela acaba sendo aplaudida com respeito (rs) pela própria família ao chegar ao fim dessa deliciosa história, além do episódio em que ela acha que o Jimmy é o seu antigo marido e ele aceita o desafio de interpretar o avô apenas para garantir uma memória feliz para Maw Maw. Super foufo!

Falando em Jimmy (Lucas Neff), ele que nós descobrimos chamar James Bon Jovi Chance (#TEMCOMONAOAMAR?), não tem como negar que a sua vida se transformou totalmente depois da chegada da Hope, não é mesmo? Se na primeira temporada, ele ainda estava se adaptando ao seu novo cargo de pai, nessa Season 2, Jimmy esteve cada vez mais confortável no papel, ganhando assim até uma alma cada vez mais feminina (2×06 Jimmy and the Kid), para o total desespero do Burt, que vê o filho se transformando em uma mulher. E esse episódio ainda tem um detalhe bem foufo, que é a cidade em que eles vivem construída em miniatura, trabalho que pertence ao colega de trabalho do Jimmy no mercado e é maravileeeandro. E esse episódio ainda termina com Jimmy e seu amigo tendo que enfrentar o bully do passado dos dois, com o detalhe de que hoje em dia, ele não é mais ele e se tornou ela. Howcoolisthat?

Um dos episódios mais foufos também dessa temporada é quando Jimmy em uma espécie de sonho e guiado pela Maw Maw, acaba enxergando a sua vida caso ele não tivesse tido a sua filha, o que o faz chegar a conclusão de que a sua vida não teria o menor sentido sem a Hope. Foufo mil! (2×10 It’s A Hopeful Life)

E Jimmy se encontra em vários dilemas em relação a criação da Hope durante essa Season 2. Bater ou não bater na filha? Mas e se ela acabar herdando os instintos assassinos  da mãe serial killer? Para citar apenas alguns dos “dramas” atuais do personagem. Quando eles acham que a Hope pode ter herdado algo obscuro da mãe serial killer (2×03 Killer Hope), é simplesmente genial e a garotinha ainda acaba colaborando, fazendo caras e bocas para reforçar o medo da família em relação ao seu futuro (e até mesmo do seu presente, rs). E nessa temporada, Jimmy ainda voltou para a escola (2×11 Mrs. Smartypants), onde ganhamos um flashback dos seus velhos tempos como Drakkar Noir (sentimos sua falta, Drakkar! ♥), arrastando os seus pais para uma espécie de supletivo, onde eles enfrentaram um antigo professor em comum. Mas nada se compara ao episódio de Valentine’s Day (2×14 Jimmy’s Fake Girlfriend), que foi um dos melhores ever sobre o tema, onde de uma vez por todas ele conseguiu finalmente conquistar a Sabrina.

Sabrina (Shannon Woodward), que por sinal, foi só surpresas durante essa temporada, não? Ela que se revelou ser a endinheirada do pedaço (2×02 Sabrina Has Money), com a sua família cheia da grana que conntrata o próprio Yo Gabba Gabba (sim, eu disse o próprio!) para entreter as crianças nas festas de sua casa. Sabrina que ainda acabou revelando que é muito mais esquisita do que qualquer uma das estranhezas dos Chances, como a sua mania de dormir com uma meia calça na cabeça (2×15 Sheer Madness) para que nenhuma aranha entre dentro do seu ouvido. Sério, acho que eu ri por umas 16 horas seguidas depois desse plot da meia, rs. Ela que ainda foi presa durante essa temporada (2×18 Single White Female Role Model), além de finalmente assumir o seu amor pelo Jimmy, mas não sem antes revelar mais uma de suas esquisitices (além da sua casa super kitsch), que é o fato de que ela mantém sempre um backup de tudo, inclusive namorados.

E foi na companhia da Sabrina, que a Hope ganhou outro de seus melhores momentos na série, com a menina aparecendo em uma peça de teatro vestida de Hillary Clinton. Howcuteisthat?

Mas nada se compara com o plot twist revelado nos dois últimos episódios da temporada, que me fizeram até torcer um pouco o nariz (por parte dele pelo menos), que foi o fato da revelação em um desses programa de TV, onde todos eles foram as estrelas por uma noite (2×21 Inside Probe), no qual foi revelado que o Jimmy se casou na prisão com a serial killer mãe da Hope, em uma cerimônia divertidíssima e super creep, isso antes dela ser executada, é claro. Mas espera ae, que ainda não acabou não e tem mais… além desse pequeno detalhe do casamento que nós sequer imaginávamos, nos momentos finais do penúltimo episódio, eles jogaram uma bomba diretamente na nossa cara, bomba essa que poderia mudar toda a história daqui para a frente: a mãe serial killer da Hope estava viva esse tempo todo. Sim, ela não morreu durante a sua execução na cadeira elétrica, simples assim. CATAPLOFT!

E tudo isso revelado no tal programa de TV do tipo bem sensacionalista, com direito a entrevistas divertidíssima de todos eles, contando um pouco dessa história absurda. Na verdade, eu não vi muito o porque deles ressuscitarem a personagem, uma vez que ela até aparecia direto em alguns flashbacks da série, ainda mais com aquele desfecho final, com a disputa pela guarda da Hope que foi uma barra sem tamanho (2×22  I Want My Baby Back, Baby Back, Baby Back). Mas como Raising Hope não é uma série de comédia qualquer e eles parecem saber muito bem o que estão fazendo, apesar do risco (mas dizem que o episódio foi uma homenagem a My Name Is Earl, onde algo parecido aconteceu na série antiga, que é do mesmo criador de Raising Hope), todo esse plot de última hora foi devidamente planejado para o retorno de diversas figuras que tiveram sua participação na história durante a temporada, eles que voltaram para o season finale como testemunhas no julgamento da guarda da Hope, todos com um podre a ser revelado sobre os acontecimentos durante essa temporada envolvendo toda a família.

Agora me diz, e a gente fica como com o Jimmy perdendo a guarda da Hope para a sua mãe serial killer, ao som de “You Get What You Need” dos Rolling Stones? (glupt)

E mesmo com aquele clima de comédia pastelão que tomou conta do tribunal no momento em que a decisão foi anunciada, não tive como não me emocionar com a Hope sendo entregue para a sua mãe e o Jimmy se vendo totalmente sem esperança nenhuma. Awnnnn! (glupt) Acho até que o meu coração sumiu nessa hora, de tão pequeno que ele ficou. Tá, vou confessar: chorei! Chorei, chorei e chorei, em uma série de comédia pastelão. PÁ na minha própria cara. (acho que eu me esqueci por um momento que eu estava assistindo a uma comédia e não a um drama, e que tudo deveria se resolver no final).

Mas é claro que para a nossa sorte, tudo foi reparado no final das contas, com uma cena super clichê do cinema e também da TV, mas que nesse caso teve um plus a mais, por conta dos coadjuvantes que fizeram parte desse mesmo momento. E eu, que já estava irritadíssimo com os roteiristas por terem brincado dessa forma com o meu coração durante essa season finale, me senti complemente aliviado com a Hope voltando para os braços do Jimmy. Tudo bem que eles já tinham me ganhado antes, com pai, mãe e filha devidamente caracterizados como monges tibetanos (rs), mas nada como um velho e bom final feliz, não? (clue para uma outra série que falaremos em breve…)

E agora só nos resta esperar pela Season 3, que já está confirmada e deve estrear ainda esse ano. Yei! E eu vou dizer com a maior sinceridade desse mundo que se a série continuar nesse ritmo, será uma delícia acompanhar o crescimento da Hope até os seus 30 anos, talvez?

ps: mas nunca mais brinquem com o nosso coração como vcs fizeram nessa season finale, ok? NUNCA MAIS!

F**king Crisp!

Novembro 27, 2011

How To Make It In America chega a ser quase que uma série conceito, de tão sensacional e fundamento que ela consegue ser. E tudo isso de forma simples até, aproveitando o lifestyle da cidade de NY, o que nos faz lamentar que suas temporadas sejam sempre tão curtas, com apenas 8 episódios cada. Humpf! ( o que pode funcionar como motivação para quem ainda não assiste a série, vai lá!)

Durante a Season 2, tivemos Ben e Cameron encarando as consequências de terem sonhado tão alto com a sua marca, a Crisp NYC. Com a história do sucesso no Japão, que foi o que nós começamos a ver no final da Season 1 e no começo dessa temporada, com os dois voltando quase que como muambeiros de lá (euri), a dupla conseguiu ganhar alguma atenção do mercado da moda, não ainda como eles gostariam, com a mágoa do Ben de querer ver as suas roupas na Barney’s (rs), mas tudo indicava que eles estavam no caminho certo.

E é sempre bacana na série como eles mostram o business da coisa toda, com a marca começando do zero, meio que entre os hipsters da cidade e assim começando a ganhar o seu espaço, aos poucos e com muita dificuldade, algo bem mais próximo da realidade do que vem acontecendo por ai. Quando todo o romantismo de um sonho acaba esmagado pela realidade, mais ou menos o que todo estudante de moda acaba aprendendo logo no primeiro ano de faculdade, ou trabalhando dentro desse mercado. (os mais espertos pelo menos, tisc tisc)

Sempre gostei também da forma como eles encaram o mundo da moda, sem todo o glamour e afetação que nós estamos acostumados a ver por ai (e que nós também adoramos, como eu já disse). Em HTMIA o negócio é mais real, mostrando que para se ter uma marca de sucesso, são necessário vários fatores para que isso de fato aconteça. E depois de acontecer, é preciso uma nova séries de outros fatores para permanecer no mercado.

E dessa vez ambos os personagens estão mais maduros, menos inocentes. Ben (Bryan Greenberg, Höy!) deixando um pouco de lado a mágoa da ex namorada e se aventurando com outras meninas, não querendo se apegar muito a nenhuma delas, talvez ainda pelo trauma da sua relação anterior com Rachel. Relação essa que Ben deixa bem claro que embora esteja com a cabeça em outro lugar nesse momento, ele claramente ainda não superou, e isso fica evidente quando o personagem tem que encarar o fato de sua ex estar investindo em uma relação com um de seus amigos, o que é sempre uma barra, diga-se de passagem. Humpf!

Cameron também resolveu dar um passo a frente e sair de sua zona de conforto, procurando um lugar para morar sozinho. O engraçado foi ver ele procurando um imóvel na cidade de NY, o que historicamente não costuma ser muito barato (se bem que, esses dias eu acabei lendo uma matéria dizendo que alugar o apartamento antigo da Lady Gaga em NY era bem mais barato do que alugar um imóvel equivalente no Leblon. Ou seja, blame a Globo e as novelas de Manoel Carlos), e tendo que encarar que talvez o seu bolso continue vazio demais para bancar o sonho de ter o seu próprio lugar com vista privilegiada. O que ele acaba conseguindo depois, só que de uma forma bem mais humilde da qual ele estava imaginando, mas garantindo assim o seu sonho de criança de ter a sua vista para o rio, tudo isso é claro que as custas de suas horas extras vendendo dorgas em parceria com Domingo (Kid Cudi), que além de dealer, também é passeador de cachorros. Howcoolisthat?

Agora, uma que começou a temporada meio perdida e terminou da mesma forma, essa foi a Rachel (Lake Bell). Procurando um sentido para a sua carreira e tentando encontrar um trabalho que ela realmente goste, Rachel caminhou durante essa temporada por diversas direções, sem conseguir se encontrar em nenhuma delas. Tentou escrever para uma revista e acabou frustrada por eles já terem interesses pré definidos e nenhuma vontade  de encontrar histórias alternativas em uma cidade tão rica como NY (tisc, tisc, pura preguiça do mercado, tisc tisc), tentou também engatar um romance rápido como Domingo, que estava ali disponível no elevador, e além de tudo é o dealer do pedaço, o que para ela poderia ser bem lucrativo naquele momento da sua vida (euri), mas no final das contas também não era exatamente o que ela queria.

O final da temporada talvez tenha colocado a sua personagem em um lugar mais interessante, trabalhando para a concorrente direta da Crisp, o que talvez possa render um plot mais interessante para ela na próxima temporada, ainda mais com o seu envolvimento com o seu novo chefe. E ela terminou a temporada reencontrando a sua ex chefe que voltou para uma participação especial, ela que é interpretada pela Martha Plimpton, de quem a gente tem saudades, mas que se encontra muito bem em Raising Hope, para a nossa sorte. Preciso dizer também que eu acho a Lake Bell uma das atrizes mais maravileeeandras da tv no momento e parece que ela andou descobrindo isso, tanto na série, como em suas recentes participações por ai com pouca roupa. Höy!

Outro que ganhou o seu merecido plot foi o Kappo (Eddie Kaye Thomas), o amigo rico que acha que não consegue conquistar ninguém a não ser que ele acabe bancando tudo. Tolo! E aquele momento na limo, com ele tentando comprar o Ben com o seu relógio caro, morrendo de medo de ser esquecido pelos amigos caso acabasse na prisão, foi um dos meus preferidos dessa temporada, ainda mais com a finalização da história daquele episódio, com o telefonema amigo do Ben no meio da noite, só para ver se estava tudo bem com o amigo. Awwwnnn! Um desespero foufo. Além da sua despedida dramática no final da temporada é claro, para os seus pouco mais de 40 dias na cadeia de segurança média, da qual ele esta morrendo de medo de acabar morto na hora do chuveiro (imaginem como ele não deve voltar de lá?). #TEMCOMONAOAMAR?

E How To Make It In America é uma série que se divide entre o mundo da moda e o mundo do crime, representado pela força latina de Rene Calderon, o dono da Rasta Monsta. Confesso que eu nunca fui assim um grande fã desse outro lado da história, da parte “gangster” da série, mas parece que nessa temporada eles conseguiram acertar essa parte da história, colocando o Rene tendo que encarar a fúria da comunidade jamaicana de NY, logo agora que tudo o que ele queria era vender o seu energético e construir uma família feliz, rs. (lembrei também que o Luis Gusmán, o ator que interpreta o Rene, fez uma participação deliciosa em um dos melhores episódios da temporada atual de Community)

O grande plot dessa temporada foi mesmo o sucesso da Crisp, ganhando a atenção do mercado e conseguindo algum destaque no mundo da moda. Não que isso tenha acontecido de forma simples, onde a dupla Ben e Cameron tiveram que investir pesado na cara de pau para conseguir os contatos necessários para seguir com a sua marca.

Nesse caminho, Ben foi investindo pesado demais nesses contatos e acabou cometendo o erro de muitos que é o de deixar se envolver com parceiros de negócio, algo sempre arriscado demais. Mas a história acabou ficando muito mais complicada do que uma rapidinha que começou dentro de um táxi (com uma trilha sensacional diga-se de passagem), e acabou dentro de uma outra empresa, a de Yosi, que convenientemente viria a ser comandada pelo marido da mulher que ele estava pegando e isso já indicava que essa nova parceria não teria um final feliz.

É claro que o Ben é mais honesto do que isso e acabaria se entregando em algum momento, mas foi bacana ver o desconforto do seu personagem saindo um pouco do estereótipo do bom moço sonhador, mostrando que ele também tem outros interesses, mesmo que eles continuem inocentes, pelo menos da sua parte.

E esse é outro fato importante que a série acabou levantando, que é a história dos investidores que ficam de olho em marcas que tem o potencial de ser tornarem grandes e que muitas vezes no meio desse caminho acabam destruindo sem piedade o sonho da mente criativa por trás daquilo tudo, para transformar o sonho em negócio e lucrar muito mais com isso, o que eu sempre acho uma pena e trazendo esse modelo para a realidade, nós já vimos muitas marcas se perderem nesse mesmo caminho.

Grandes injeções de dinheiro, uma mão de obra garantida para a fabricação e distribuição do produto é o sonho de todo mundo nesse mercado. Ainda mais se vc contar que hoje em dia tudo acaba sendo terceirizado, e esse simples jeans que vc esta usando agora, pode ter passado por 37 empresas diferentes antes de chegar até o seu closet. Mas nenhum investimento grandioso desses vem de graça, e muitas vezes o preço dessa conta é a sua própria marca, golpe que os meninos de HTMIA quase caíram e que é cada vez mais comum no mercado da moda atual.

O que para eles acabou acontecendo precocemente até, porque transportando essa história para a realidade do nosso país, esse tipo de business acaba acontecendo para quem tem já tem sucesso, ou um nome conhecido e desejado no mercado. Mas como NY é um mundo a parte, uma cidade  com a sua velocidade própria, é possível que por lá eles já estejam todos esses passos a nossa frente, como quase sempre.

Embora a história da série seja relativamente simples, o segredo de How To Make It In America é realmente como ela é contada. Nela eles tiram sarro dos lugares frequentados por aqueles que se acham hipsters na cidade (com a piada sobre a Boom Boom Room), mostrando que o que é legal mesmo naquele lugar, ainda é desconhecido da maioria ou ainda não foi super valorizado como o hype do momento.

E fundamento é o que não falta para eles, que vai desde a fotografia da série, que é maravileeeandra, aquela abertura sensacional que continua sendo uma das mais bacanas da tv ever (talvez a que mais represente o seu tempo), até a trilha de cada episódio, que é sempre uma grande fonte de novidades e delícias a cada semana. Além disso, eles conseguem mostrar o fundamento da cidade de NY como ninguém, com todo aquele lifestyle que a gente assiste de longe e fica morrendo de inveja. Pode não ser tão diferente assim para quem vive em uma grande cidade como SP por exemplo, mas mesmo assim, estamos falando de NY, neam?

Até o meu bicicletismo que eu venho insistindo tanto esteve presente nessa temporada, em uma das cenas mais deliciosas da série. Sabe aquele conceito do “slow” que a gente esta precisando cada vez mais com essa velocidade toda dos dias de hoje? Então…

Eu sei que ao terminar de assistir qualquer episódio de HTMIA eu só consigo pensar: o que é que eu ainda estou fazendo por aqui? (humpf…ainda faço uma locura e começo a escrever  o Guilt de lá, rs). Aliás, cheguei a conclusão de que se o Guilt fosse uma série, ele seria a How To Make It In America. Tipo aquela série que não é vista por todo mudo e esta longe de ser a mais popular do momento, e que mesmo assim, ainda é a nossa queridinha? Então, é assim que eu enxergo o Guilt, ou seja: Confirmou! (além de todas as coincidências do personagem do Ben com o meu próprio personagem na vida real, rs)

Aliás, queria muito um dos hoodies da Crisp e a famosa t-shirt preta do Ben da temporada anterior que aparecem na série e facilmente se tornaram objetos de desejo. Artigos que estão a venda na loja da HBO, o que é sempre tentador (se isso funcionar como propaganda, aceito o pagamento em produtos da ludjeeenha, hein HBO? rs). Além do DVD é claro, que eu gostaria muito que saísse por aqui, mas como a série não é muito popular, eu duvido um pouco que isso aconteça (uma pena…).

Preciso falar também que como esse é um blog declaradamente apaixonado por ruivos, eu me sinto na obrigação de dizer que a magia ruiva vem sendo muito bem representada na série também, para todos os públicos. Höy!

A temporada terminou com o acerto de contas entre Ben  e o Cameron, que estavam meio que brigados porque o Cameron  não etava nada feliz com os rumos do negócio de sua dupla. No final, Ben desistiu da ideia de vender precocemente a Crisp e perder o controle do seu maior sonho, mesmo que um cheque de $200.000 na sua cara seja sempre tentador, ainda mais para um duro como ele. Mas por enquanto, muito mais do que o dinheiro, a satisfação de fazer aquilo que ele gosta e acredita ainda fala mais alto.

Na verdade essa satisfação não fala,  ela grita: Fuckin’ Crisp!

Para finalizar o assunto, o melhor momento do Emmy 2011

Setembro 19, 2011

Dizem que não foi espontâneo e que elas já haviam ensaiado isso tudo antes.

Mas dizem também que foi tudo idéia da Amy Poehler. E o que é foi a cara foufa do Will Arnett na platéia morrendo de orgulho e depois adorando a sacanagem da coroaçã no final?

#TEMCOMONAOAMARTODASELASJUNTAS?

A divertidíssima tarefa de criar Hope

Junho 10, 2011

Comecei a assistir Raising Hope meio que as cegas e sem ter grandes expectativas. Não sabia  muito do que se tratava (além do óbvio) ou o que esperar, comecei a assistir mesmo apenas por ter ouvido alguém falar bem da série aqui e ali. E honestamente? Estava perdendo uma das comédias mais foufas e divertidas de todos os tempos!

Eu sei que a essa altura, vc que é leitor do Guilt e que sempre passa por aqui deve estar pensando “lá vem esse Essy tentando empurrar mais uma série sobre uma família engraçadona para a gente assistir, humpf…”, mas tenham certeza que Raising Hope é muito mais do que isso. A começar pelo cenário: sai a família rica do suburbio americano que estamos tão acostumados a ver a todo momento na tv e no cinema e entra uma família apatralhada, pobre e divertidíssima.

A história gira em torno de uma família moderna que cabe perfeitamente como exemplo dos novos modelos de famílias. Pais jovens, que tiveram um filho ainda quando adolescentes e com isso tiveram que aprender a lidar com todas as dificuladades de criar um filho ainda muito jovens, onde tiveram também que abandonar de certa forma alguns dos seus sonhos para realizar essa tarefa de criar um bebê  (embora sejam felizes com isso) e tudo isso  sem ter a menor preparação e nenhum suporte. Morando de favor na casa da avó, que sofre de “demência”, eles criaram Jimmy, o seu filho fruto da gravidez indesejada do tempo da adolescência. Jimmy por sua vez, em uma aventura de apenas uma noite, acaba engravidando uma procurada serial killer, que como esta próxima a ser executada, aguardando a sua vez no corredor da morte, acaba deixando a sua bebê para ele criar, bebê essa que nasceu após aquele tal “erro” de uma noite apenas, uma garoteeenha foufa com o nome de Princess Beyoncé. Howcoolisthat? Jimmy não pensa duas vezes e decide assumir a responsabilidade e criar a sua filha sozinho.

A partir disso, passamos a acompanhar a vida dessa família que acaba ganhando um novo membro, que no final do primeiro episódio acaba recebendo o novo nome de Hope. Mas Princess Beyoncé era um nome sensacional, hein? (rs)

Um dos pontos fortes da série é poder acompanhar o dia a dia de Jimmy tentando criar Hope e aprendendo a lidar com aquela nova realidade em sua vida, tudo isso sem muito dinheiro, algo que costuma facilitar e muito. Como “tutores” ele tem os próprios pais, que não foram assim grandes exemplos de pais no passado, pelo fato de serem jovens também e assim eles vivem relembrando das próprias situações que ambos tiveram que enfrentar para criar Jimmy no passado, lembrando de momentos do filho ainda bebê, ou criança, em situações que fazem um contraponto bem engraçado entre a forma de como tudo é diferente hoje em dia, porém permanece tudo igual, pq o fundamento é o mesmo quando se trata de criar uma criança. Tudo com muito humor e muita foufurice, em uma combinação perfeita.

Raising Hope me lembrou um pouco de “Juno” e esse climão de suburbio pobre americano vem da escola do criador da série, Gregory Garcia, que também foi a mente por trás de My Name is Earl. Inclusive durante essa primeira temporada, tivemos algumas participações do atores de sua série antiga, além da divertidíssima Rochelle de Everybody Hates Chris. (AMO a Rochelle, AMO! E meu marido tem dois empregos! rs)

E as situações são as mais aburdas possíveis, em meio a uma casa cheia de quinquilharias e pouca higiene (e o episódio em que eles descobrem esse fato é excelente!). Todas as situações são tão absurdas, que é impossível de se conter e não rolar de tanto rir com toda aquela pobreza, com direito a ferro de passar roupa que dá choque e vc tem que morder uma colher de pau para evitar de morder a própria língua enquanto é eletrocutado ao passar roupa (rs), trocar o vinho barato e colocar na garrafa vazia roubada do lixo de vinho caro para servir para os novos amigos ricos (euri) ou a tv que precisa de unas tapas para funcionar direito, rs. Tudo é decadente, com cara de sujo e as piadas são bem politicamente incorretas, detalhes que deixam a série ainda mais engraçada.

Além da família, a série ainda conta com vários personagens muito engraçados que são as figuras exóticas da vizinhança. Sério, o que é a garota do dente podre? Rolei! E na minha opinião, o único erro da série até agora foi ter arrumado o dente podre dela. Humpf!

Outro fato que eu acho bem aproveitado dentro de Raising Hope, é que eles usam referências de várias outras séries, citando o crédito (como por exemplo a garota do dente podre, que saiu de It’s Always Sunny In Philadelphia) e na maioria das vezes, eles conseguem fazer uma piada ainda mais engraçada sobre a referência alheia. Well Done!

Os episódios temáticos como o de Thanksgiving ou o de Natal são deliciosos, mas nada nesse mundo foi mais foufo do que o episódio de Halloween da série. Awnnn!

Eu geralmente não sou do tipo de pessoas que morre de rir com piadas sobre “pum” por exemplo, mas em Raising Hope eles conseguiram o impossível: fazer a piada de pum mais engraçada e ao mesmo tempo mais foufa ever, em um momento de foufurices entre pai e filho. Talvez esse seja até o meu episódio preferido (acho que empata com o episódio com todas as fotos do álbum de família, que  me fez ter um ataque incontrolável de riso com o Jimmy arrancando e comendo os próprios cabelos, ka ke ki ko ku).

E a graça de Raising Hope esta exatamente nessa mistura entre o humor escrachado e o humor foufo, que eles conseguem misturar e resolver muito bem na série. As situações são absurdas, os personagens são enlouquecidos, mas sempre no final, tem uma narrativa foufa que amarra toda a história e faz vc terminar o ep soltando um: Awnnn! Série foufa mil!

No começo, vc pode até achar tudo meio exagerado (característica do humor escrachado), mas com o pouco tempo da série, todos os personagens vão evoluindo, ganhando novas camadas e mais profundidade e todo aquele tom de “exagero” do começo da série passa a fazer todo o sentido para cada um dos personagens.

Sabe aquele tipo de série que vc não consegue escolher o seu personagem preferido? Então, eu já criei um amor especial por todos eles a essa altura no meu coração. Burt (Garret Dillahunt) que o pai meio goofy  mais foufo desse mundo (empatando em foufurice com o pai do Kurt em Glee) que no fundo é só uma criança grande, Virginia (Martha Plimpton) a mãe mais politicamente incorreta da história,  Maw Maw (Cloris Leachman) a avó mais sacudida do pedaço,  o adorável Jimmy (Lucas Neff), que é um dos personagens mais foufos e inocentes ever, Sabrina (Shannon Woodward),  a caixa do mercado que é o grande amor do Jimmy (e que nós descobrimos no final que ele já teve a sua chance com ela no passado sem saber, fikdik)  e Hope (Bayley e Rylie Crecut), que é a bebê mais foufa e careteira da tv.

AMO quando eles fazem ela falar com aquela boqueeenha tipo South Park. Euri

O melhor também é que vc passa a temporada inteira pensando que eles são uns encostados, meio preguiçosos e que estão morando naquela casa por estarem acostumados à aquela situação (o que de fato eles até são um pouco…), mas o episódio final é de uma foufurice absurda, além de ser muito, mas muito engraçacado e que acaba nos explicando que na verdade eles se encontram naquela situação pq a vida é mesmo uma troca e vc passa a amar ainda mais essa família.

Aliás, que final de temporada mais excelente foi esse com aquele flashback da vida deles 5 anos atrás hein? Muito, muito engraçado, rolei com a cena deles roubando comida no mercado e comendo nos corredores, rs. Agora, nada se compara com os pais do Jimmy morrendo de medo dele em sua fase Drakkar Noir, euri (uma mistura de Punk + Edward Scissor Hands + Kiss + Palhaço Antigo). Divertido mil!

E se tem uma série de comédia que soube encerrar bem a temporada, essa série foi Raising Hope, empatando com Parks And Recreation e Community, só para vcs sentirem o nível.

E não se espante se depois desses 22 episódios divertidíssimos (que valem super a pena e que me fizeram colocar Raising Hope no meu Top 5 das melhores comédias no ar atualmente) vc se ver na situação de querer muito ter uma Hope para chamar de sua.

Ansioso para a Season 2 em Setembro. Yei!


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