Posts Tagged ‘Martin Freeman’

E quem ganhou o Emmy 2014, hein?

Agosto 27, 2014

66th Emmy

Podemos dizer que eles até foram bem honestos com os vencedores esse ano, não?

 

Série Dramática

Breaking Bad

Sério, alguém consegue considerar esse prêmio uma surpresa? Claro que Breaking Bad merecia todo o reconhecimento por sua excelente temporada final e que bom que isso aconteceu. Clap Clap Clap! emmy para todo mundo!  (saudades do tempos de ouro e riqueza da platéia da Oprah)

 

Série Cômica

Modern Family

Mais uma vez. Pior que a série continua boa, mas é sempre tão a mesma coisa. Pior ainda é que temos outras boas séries por aí. Quem sabe no próximo ano eles finalmente ganham alguma concorrência. Mas que foi melhor do que ver o prêmio cair na mão de uma The Big Bang Theory, isso foi…

 

 

Minissérie

Fargo

Só vi o piloto. AMEI. Todos dizem que é muito boa e por enquanto, eu só tenho motivos para acreditar. Vou ver logo…

 

 

Telefilme

The Normal Heart

Nada mais do que merecido. Clap Clap Clap uncle Ryan! A grande surpresa ficou por conta dos atores não terem levado nenhum dos prêmios em sua categorias. Suspeito que eles preferiram valorizar os atores de TV mesmo… #SHADE

 

 

Ator de Série Dramática

Bryan Cranston por Breaking Bad

Clap Clap Clap! Por melhor que qualquer outro dos indicados tenha se saído durante essa temporada, o trabalho do Bryan Cranston merecia ser reconhecido e não só por isso, mas por toda a sua trajetória dentro dele. 

 

 

Ator de Série Cômica

Jim Parsons por The Big Bang Theory

Sono. TLIM! Acho que meu bolo de cenoura ficou pronto. Vou ali preparar a cobertura. Volto já. 

 

 

Ator de Minissérie ou Telefilme

Benedict Cumberbatch por Sherlock

ÊEEEEEEEEEEE! Finalmente! Uma pena o nosso Cumberbatchman não ter aparecido para receber o prêmio. Uma pena mesmo indeed… Humpf! #CHUTANDOLATAS

 

 

Atriz de Série Dramática

Julianna Margulies por The Good Wife

Sono de novo. Ó, aproveitei para fazer uma cobertura que ó, já ficou até pronta. Vamos decorar?

 

 

Atriz de Série Cômica

Julia Louis-Dreyfus por Veep

Sempre muito boa porém, ainda pouco vista. Tenho curiosidade, mas tenho que superar meu trauma de Seinfeld

 

 

Atriz em Minissérie ou Telefilme

Jessica Lange por American Horror Story

Jessica é outra que é sempre muito boa, mesmo quando em uma série ruim. Tisc, tisc…

 

 

Ator Coadjuvante em Série Dramática

Aaron Paul por Breaking Bad

 De novo, fiquei mais do que feliz com o prêmio desse cara. Como eu AMO o Aaron Paul, gente! Quero ser amigo, quero ser padrinho dos filhos dele, quero ser companheiro de laboratório e ou do mesmo time no paintball. Sério, #AMOR!

 

Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Martin Freeman por Sherlock

ÊEEEEEEEEEEE! Finalmene! Um bom Sherlock não funciona se não tiver um Watson tão bom quanto. Outra pena da noite foi ele também não ter ido. E vestido de Hobbit, o que seria mais legal ainda…

 

Ator Coadjuvante em Série Cômica

Ty Burrell por Modern Family

Gosto do Ty mas… preguiça. Hora de cortar o bolo que já deu aquela esfriada. Alguém quer um pedaço?

 

 

Atriz Coadjuvante em Série Dramática

Anna Gunn por Breaking Bad

Merecidíssimo. A trajetória dessa personagem foi da insuportável a megabitch sofredora e desesperada, vítima do próprio marido e pesadelo endinheirado em 3, 2, 1. E ela conseguiu segurar muito bem, em todas as etapas. Hazô!

 

 

Atriz Coadjuvante em Série Cômica

Allison Janney por Mom

Alguém já viu? É boa mesmo? Alguém aceita outro pedaço de bolo? Acompanha café, leite, ou chá, senhor?

 

Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Kathy Bates por American Horror Story

Um dos poucos papéis ruins que ela já fez na vida foi em The Office, porque o resto, sempre mereceu. 

 

 

Roteiro – Série Dramática

Moira Walley-Beckett por Breaking Bad – Eps. Ozymandias

Clap Clap Clap!

 

 

Roteiro – Série Cômica

Louis C.K. por Louie – Eps. So Did The Fat Lady

Choro com Louis C.K. ganhando prêmio de roteiro. Essa sim é uma comédia que vale muito a pena e que deveria ser muito mais premiada. Um dia eles ainda vão descobrir isso. Espero… 

 

 

Roteiro – Minissérie, Telefilme ou Especial

Steven Moffat por Sherlock – His Last Vow

Clap…………….. Clap………………Clap, lentamente… Se estivesse lá, daria um beijo no Moff igual o Bryan Cranston fez na Julia Louis-Dreyfus. Muah!

 

 

Direção – Série Dramática

Cary Fukunaga por True Detective – Eps. Who Goes There

E não é que descobrimos que além de bom, esse diretor é magia e poderia facilmente entrar para o cast de Sons Of Anarchy? Uma magia de bastidor para ficar de olho, anotem..

 

 

Direção – Série Cômica

Gail Mancuso por Modern Family – Eps. Vegas

Tá, melhor deixar a preguiça de lado e aceitar que depois do bolo, chega a hora de lavar louça. 

 

 

Direção – Minissérie, Telefilme ou Especial

Colin Bucksey por Fargo – Eps. Buridan’s Ass

 

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Fargo, o trailer (da minissérie)

Março 19, 2014

Minissérie baseada no filme dos irmãos Coen de 1996, para a Fox, com um elenco bem bacana e com nomes como Allisson Tolman, Bob Odenkirk, Billy Bob Thornton e Martin Freeman, o Watson de Sherlock, também conhecido como Bilbo ♥ Baggins.

Animados? Estréia no FX da America antiga no dia 15/04.

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Sherlock, parte 3

Janeiro 22, 2014

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Quase dois anos de espera (sim, o terceiro episódio da Season 2 foi ao ar em 15/01/12), apenas mais três episódios de uma hora e meia de duração cada e mais uma temporada sensacional de Sherlock. SENSACIONAL! Com a desculpa da agenda concorridíssima de suas duas maiores estrelas (Cumberbatch + Freeman), que agora também parecem que foram finalmente reconhecidos em Hollywood, tivemos uma longa espera para o retorno de uma das melhores séries britânica. Eu diria até que a melhor série indeed no ar hoje, mesmo ficando com os meus dois corações apertados por conta do meu amor incondicional por Doctor Who. Mas podemos dizer que valeu a pena, não esperar, porque essa espera longa demais é sempre uma covardia covarde, mas o fato de aguardarmos tanto tempo para receber de presente três episódios como esses, acaba compensando qualquer coisa. Mas que a gente gostaria que fossem mais (não 22 como na America antiga, mas uns 6 pelo menos?), a gente bem que gostaria.

Para essa temporada, começamos com a notícia velha de que “#SHERLOCKLIVES”. Velha porque para a sua audiência, no final da Season 2, o próprio já havia aparecido e com isso, a dúvida da sua morte já não mais existia e o que a gente gostaria mesmo de saber era como isso foi possível, uma vez que vimos o próprio pulando do telhado de um prédio, de frente com o Dr Watson, para o seu (e nosso) total desespero. Mas restava esclarecer esse pequeno detalhe e nessa hora, ganhamos um episódio cheio de possibilidades, que brincou com a mente de sua audiência mostrando diferentes cenários para o mesmo crime, nos dando algumas opções para o ocorrido, todas muito bem pensadas por sinal, meio exageradas até e algumas com um toque de humor inglês que é sempre bem vindo, como a possibilidade criada por uma de suas fãs (a Ray de My Mad Fat Diary), imaginando uma história de amor entre Sherlock e Moriarty, que foi divertidíssimo e totalmente inesperado. (com direito a uma quase beijo, olha só!)

Mas além desse esclarecimento, restava ao Sherlock a tarefa de enfrentar o grande amor da sua vida (sejamos sinceros, eles se amam, de uma outra forma, mas todo mundo sabe disso), seu amigo e companheiro que havia passado esse tempo todo de luto, Watson, acreditando na morte do parceiro e obviamente, sofrendo e muito por isso. E quando finalmente chegamos ao momento do confronto, novamente recebemos de presente o alívio cômico da série, com uma briga no melhor estilo dramalhão mexicano, com o Sherlock recorrendo ao humor para surpreender o amigo com a notícia de que estava vivo e Watson enlouquecendo, partindo para cima dele por mais de uma vez, em cenários diferentes, em um misto de drama e pastelão muito bem executado, com espaço para diversas piadinhas a respeito da nova tentativa de estilo do próprio Watson, que a essa altura havia adotado um bigode bem do meio assim durante esse período de luto.

Como novidade, ganhamos uma personagem a mais para essa relação já tão conturbada entre os dois, Mary (Amanda Abbington), que havia roubado o coração do Watson, de quem ela estava noiva e Holmes teve que amargar ter perdido esse momento da vida do amigo. Claro que para aguentar um Sherlock presente em boa parte de sua vida por conta da sua relação com Watson, Mary precisava ser uma mulher bem humorada e que tivesse coragem de dizer algumas verdades para o Sherlock que pouca gente teria, além de uma petulância natural em enfrentá-lo de vez em quando, discordando do seu ponto de vista e ou acrescentando detalhes perdidos pelo detetive. Apesar de extremamente doce e de ter uma relação com aparentemente zero problemas com Watson, já nesse primeiro encontro entre os três, quando o detetive fez sua primeira leitura sobre a Mary, uma série de palavras pipocaram na tela e entre elas estava “liar”, que coincidentemente foi o que me chamou a atenção e me fez voltar a cena para ver se eu tinha visto direito. Além disso, um olhar mais demorado e de leve desconfiança do próprio Sherlock em relação a escolhida do seu amigo em um determinado momento chegou a chamar a atenção para quem assim como eu, é mais apegado a esse tipo de detalhe. Mas nada que nos denunciasse qualquer outra coisa. Pelo menos por enquanto.

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O bacana desse primeiro episódio da Season 3 é que fomos muito bem representados pelo fandom do Sherlock na própria série, que inconformados com a sua “morte’, se mobilizaram para imaginar as tais possibilidades para o que de fato pudesse ter acontecido no telhado daquele prédio, com a diferença de que na série, eles foram mais fundo e acabaram sendo os próprios responsáveis pelo caso da vez, em uma tentativa desesperada porém bastante inteligente para despertar a curiosidade do detetive do “mundo dos mortos”

Seguindo com a temporada, ganhamos o episódio mais divertido da série até hoje, ele que foi também responsável pela confirmação de que essa seria a temporada mais bem humorada da série e isso ficou por conta do dia em que o Dr Watson se casou com a Mary e resolveu chamar o Sherlock para ser o seu padrinho. Muito provavelmente em uma tentativa de humanizar um pouco mais o personagem, ganhamos um Sherlock visivelmente mais leve ao longo dessa Season 3, talvez pela culpa de ter forjado sua própria morte e ter permanecido tanto tempo longe do seu amigo (e consequentemente de todos nós). Amigo que ao escolhê-lo como padrinho, acabou assumindo que ele era sim o seu melhor amigo, para total desespero do personagem, que não é tão genial quanto parece quando o assunto são sentimentos de verdade e não um detalhe prático qualquer.

Aqui, ganhamos um Sherlock talvez pela primeira vez se dando conta da importância da sua relação com aquele homem, se sentindo realmente querido por alguém e nesse hora, o mesmo não pensou duas vezes ao assumir o posto de melhor amigo (quer dizer, até pensou duas vezes sim e ficou tão surpreso com o convite que chegou até a tomar um “chá de olho”. Sério), entrevistando severamente alguns dos convidados principais da festa e fazendo um breve levantamento sobre todos eles, com direito a mapa na parede do tipo Homeland e um Sherlock fofíssimo e comportado sentado no chão, dobrando guardanapos no formato do Sydney Opera Hall, confessando que alguns de seus talentos descobertos recentemente (como dobrar guardanapos em formatos exóticos) vieram de suas também recentes excursões a tutoriais no Youtube.

Além de extremamente cômico e de ter assumido o volume de humor da temporada, esse também foi um episódio complexo, com algumas voltas no tempo para antes do casamento e de quebra, a inclusão de um caso sem solução que havia lhes chamado a atenção enquanto Watson tentava fugir de sua noiva e um Sherlock organizador de festas, envolvendo inclusive um personagem do passado do próprio, relembrando mais uma vez os seus tempos de guerra, além também de algumas memórias de casos divertidíssimos da trajetória dessa dupla que não tivemos a chance de acompanhar. E e tudo isso em um cenário lindo, com cara de casamento que a gente adoraria ter sido convidado e até teria comprado presentes bons.

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Mas se esse foi definitivamente o episódio que estabeleceu o humor da série para essa temporada e o assumiu como a sua maior arma nesse momento, ele também foi uma dos mais fofos para a mitologia da série. Do momento já mencionado, com o Sherlock congelado no tempo ao ouvir o convite para ser o padrinho do Watson e consequentemente, que ele era o seu melhor amigo (algo que provavelmente ele nunca imaginou conseguir ser para alguém), ao momento do discurso preparado tragicamente pelo próprio Sherlock, que no final das contas, conseguiu salvá-lo muito bem, entre esses dois momentos, tivemos as melhores declarações de amor entre ambos os personagens, do tipo que consegue te deixar com aquele nó na garganta, mesmo vindo na sequência de uma série de verdades e ofensas ditas pelo Sherlock himself, claro.

É claro também que como Sherlock apesar de ter se assumido um pouco mais como uma séria também cômica, basicamente sobrevive (além de todas as suas qualidades, que não são poucas) do suspense, como resolução para essa primeira e provavelmente única vez do Sherlock como padrinho, ganhamos uma espécie de jogo como “detetive” em pleno casamento, com um Sherlock enlouquecido tentando resolver o crime da vez, eliminando possibilidades e mais uma vez utilizando do recurso da tipografia, que a essa altura, já faz mais do que parte da identidade da série.

Identidade essa que continua sendo fielmente mantida, com todo o fundamento que aprendemos a admirar e reconhecer na série desde suas primeiras temporadas (Season 1 e Season 2), com uma fotografia excelente, recursos tipográficos que nos ajudam a compreender  o que está acontecendo em cena e ou na cabeça do próprio Sherlock (em seu “palácio mental”), além daquele olhar super bacana que eles sempre escolhem para nos ilustrar uma cena. E tudo isso pertencendo muito bem dentro desse universo, sem nos deixar com a impressão de que eles estão apenas se “exibindo”, como é bem possível reconhecer a quilômetros de distância em séries do tipo procedural mais endinheiradas.

Detalhe que nesse episódio, antes de se dar conta que apesar do amor que conseguiu sentir naquele momento, ele continuava sozinho (a cena dele reconhecendo essa fato na pista de dança é linda e a prova de que Sherlock jamais ficaria sozinho em uma pista de dança veio logo depois, com o Cumberbatch dançando animadamente ao lado do Fassbender. Confirmou!), antes de deixar a festa e a sua valsa como presente para os noivos (um detalhe lindíssimo por sinal), tivemos um momento clássico com mais uma vez o Sherlock sendo sincero demais e falando o que não deveria, revelando ao casal que eles além de recém casados, estavam também grávidos e nesse momento, por mais uma vez ganhamos um olhar um tanto quanto demorado demais em relação ao próprio e a Mary, algo que de certa forma me despertou a possibilidade de que ele tivesse enxergado algo mais nela naquele momento. Mas até aqui, tudo isso poderia ter sido apenas uma impressão minha.

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Até que partimos para o grande final dessa temporada, que apesar de ter nos apresentado um novo vilão (Magnussen), sem ter nos demonstrado exatamente qual era a sua magnitude, tivemos uma perfeita amarração entre as histórias dos outros dois episódios, que de alguma forma, estavam todas atreladas para o desenrolar dessa terceira temporada da série inglesa. Um episódio absolutamente sensacional para uma temporada que havia começado pela morte ficticia do prório Sherlock e que voltava para o seu encerramento nos propondo o personagem de fato enfrentando algo bem próximo da morte de forma real, nos fazendo passar boa parte dele dentro do seu próprio palácio mental, onde descobrimos até a sua zona de conforto, que atendia pelo nome de barba ruiva . (Confirmou! Sherlock é dos nossos)

Sim, nele e corajosamente bem antes da sua metade, tivemos Holmes enfrentando a morte de perto, ao ser baleado no peito por ninguém menos do que a própria Mary do seu Watson, ela que também tinha alguma relação mal resolvida com o vilão da vez que parecia saber de tudo por uma espécie de Google Glass (mas que na verdade, não era exatamente isso), para a surpresa de todos, mas acho que podemos afirmar nesse momento que ninguém ficou mais surpreso do que o próprio Sherlock nesse caso. (eu pelo menos matei na hora em que eles mencionaram o perfume. E que propaganda hein? Dior, Chanel, Prada…)

E mais uma vez, foi lindo ver como a relação desses dois personagens principais é baseada na lealdade (palavra importantíssima na minha own vida ultimamente… tisc tisc), com a Mary ameaçando o Sherlock em relação a ele revelar para o Watson que ela havia atirado no mesmo e ele imediatamente arquitetando uma instalação artística com direito a projeções gigantescas e alguns truques para arrancar a sua confissão diante do agora marido Watson, para o total desespero da personagem.

Nesse hora, eu só não gostei muito dos mind games envolvendo a parcela de culpa do Watson por sempre escolher “o errado” para se aproximar em sua vida, tão pouco a questão daqueles petelecos todos na cara envolvendo o vilão da vez na cena final. Achei que para o personagem, esse detalhe não coube tão perfeitamente, algo que caberia muito melhor para alguém com um nível de arrogância tão avançado quanto o Sherlock, por exemplo. Mas ainda assim, temos que aceitar que de vez em quando, a gente é quem realmente atraí esse tipo de coisa para nossas vidas, infelizmente, algo que todos nós sabemos que é uma verdade e talvez por isso deixamos passar na série.

Apesar de ter desmascarado a Mary, não ficou claro suas verdadeiras intenções naquele momento em relação ao crime, tão pouco o que o tal Magnussen sabia a seu respeito a ponto de colocá-la naquela posição de assassina. Algo que a própria resolveu tentar esclarecer mais tarde, deixando um pen drive com o próprio Watson, contendo a sua verdeira identidade e história. E novamente, apesar também de ter encontrado algumas falhas nessa relação de amor, onde acabou ficando muito mais claro o grau de envolvimento do Watson com essa relação, quando ele resolveu jogar o pen drive no fogo e esquecer o passado da futura mãe de sua filha (sim, a chance maior segundo ele mesmo é que seja menina) do que em relação a própria Mary e o seu envolvimento com o atual marido. Mas ainda assim, foi bem bonitinho o Sherlock promovendo uma excursão no natal  até a casa dos seus pais (que haviam aparecido em um outro momento da temporada), na tentativa de demonstrar para o casal em crise do momento um outro tipo de relação que eles poderiam se inspirar em ter e tudo isso com direito a um Mycroft amargo de companhia e odiando o natal, além do novo protegê do próprio Sherlock, um viciado que ele acabou conhecendo na “cracolândia”, onde o personagem passou a viver por uns tempos logo depois do casamento do seu melhor amigo (fazendo uma piada ótima em relação ao seu vício em drogas, que estava um tanto quanto adormecido), e talvez esse detalhe tenha nos dado uma pista de que ele não estava se sujeitando a drogas naquele lugar apenas pelo caso da vez e sim para tentar se livrar da dor de ter perdido o homem da sua vida, não? rs

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Mycroft também apareceu em momentos importantes ao longo dessa Season 3, dentro do tal “palácio mental” do Sherlock, dando dicas importantes em relação ao seu comportamento e além disso, dividiu também um momento super fofo com o irmão, com ambos tentando esconder da mãe o fato de que estavam fumando do lado de fora da casa e o próprio Sherlock tentando incriminá-lo na maior cara de pau, como duas pessoas absolutamente comuns (que é bom lembrar de vez em quando que eles são). Outro ponto de extrema doçura ao longo da nova temporada aconteceu quando acabamos dando de cara com a memória do Sherlock criança, revelando um pouco mais da fragilidade do personagem, assim como aquela cena fortíssima (e linda) que encerrou o episódio, com ele criança se rendendo em meio a todos aqueles homens armados.

Em termos de crítica, podemos dizer que a atenção dada ao lado cômico da série não foi a mesma para a questão do suspense, que apesar de também ter sido muito bem executada como sempre, acabou ficando um tanto quanto mais fraca em relação as grandes resoluções (as maiores delas, tipo o caso da Mary e o que fazer com um vilão como o Magnussen), que foram um pouco mais óbvias ao longo dessa temporada. Não sei se foi a saudade da série e o longo tempo que tivemos que aguardar para o seu retorno, mas digamos que dessa vez, as pistas deixadas ao longo dos episódios foram mais óbvias ou pelo menos mais fáceis de se perceber. Será que é porque a essa altura, já estamos muito mais bem treinados?

Dessa vez, não tivemos uma grande revelação e ou grande plot dramático para encerrar a temporada e sim um Sherlock assumindo o posto de vilão para se afirmar como o grande herói da vez. E tudo isso baseado no sentimento que ele tem em relação ao melhor amigo Watson, que agora se estende para a sua “executora”. Uma resolução sentimental, que ainda nos trouxe uma despedida linda e novamente muito bem humorada entre os dois melhores amigos, com direito a um Sherlock tentando a qualquer custo que o amigo batizasse seu filho com o seu nome, inclusive se fosse uma garota. Mas essa despedida ainda trazia um gostinho muito mais amargo, com o detetive seguindo para uma espécie de exílio, onde segundo o próprio irmão database Mycroft, ele não duraria muito.

Até que no último momento, fomos surpreendidos com uma imagem que ecoava em todas as TVs da terra da rainha, com alguém importante perguntando se estávamos com saudades. Alguém que era ninguém menos do que o próprio Moriarty, a princípio apenas como uma espécie de GIF animado, mas quem aguardou até o final dos créditos como bem fez questão de lembrar o locutor, pode conferir a sua versão em carne e osso. Agora não me perguntem como é que eles vão conseguir explicar como Moriarty não morreu (e a gente sabe que eles vão conseguir), porque isso nós só saberemos durante a próxima temporada da série, que já faz tempo que tem feito por merecer cair no gosto do público, hein?

E eu sinceramente não consigo acreditar em como é que uma série com todas as qualidades de Sherlock, consegue passar tão batido em toda e qualquer premiação de TV fora da terra da rainha. Suspeito que esse mistério nem o próprio Sherlock consiga explicar. Mas que merecia ser reconhecida também por isso, merecia…

 

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Começando o ano com endereço certo: 221B

Dezembro 5, 2013

S3S30

01 de Janeiro, dia da volta de Sherlock para sua aguardadíssima Season 3, com anos de atraso.

Dia 01 na terra da rainha e dia 19 na america antiga. Animados, ansiosos e ou cancelando todos os eventos da virada?

#TOMANDOANSIOLITICOSCOMCHAMPAGNE

 

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Sherlock Season 3, o trailer (#SherlockLives)

Novembro 25, 2013

Embora a gente não tenha a confirmação da BBC One (e os ingleses costumavam exibir a série antes da maioria dos outros países), a BBC America já está anunciando a aguardadíssima (e atrasadíssima) Season 3 de Sherlock para o dia 19 de janeiro.

Ansiosos?

 

ps:como vamos aguentar tanta dose de amor assim juntos com Raymundo e Sherlock juntos em um mesmo cenário?

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Sherlock Season 3, o teaser

Agosto 12, 2013

A grande sacanagem é que a Season 3 (por falar nisso, por aqui acabou de sair um box com as duas temporadas anteriores, com um precinho bem bom e que pode ficar bem melhor daqui algum tempo, viu?) da sensacional série inglesa (infinitamente superior a suas versões cinematográficas) só chega em 2014. Dois mil e fucking quatorze. Sério, não gosto nem de dizer isso.

Ansiosos ou em coma pela espera? (R: em coma, vítima da ansiedade pela longa espera)

 

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#TEMCOMONAOAMAR esses meninos de Sherlock?

Abril 11, 2013

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Não, com essas carinhas foufas, o talento de cada um deles e a excelência de Sherkock, não tem. (♥)

Aguardando ansiosamente pela nova temporada. (tipo roendo os cotovelos, sério)

 

ps: as imagens acima foram utilizadas nesse post como antídoto para combater o azedume dos outros dois posts anteriores, rs

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Sherlock disse que teremos uma Season 4. Será?

Março 12, 2013

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Sim, a melhor notícia do dia foi que o Benedict Cumberbatch teria dito no South Bank Show Awards em Londres que teremos uma Season 4 de Sherlock, que é uma das melhores séries de TV do seu tempo, sem dúvidas.

O ator disse que provavelmente teria problemas por revelar a informação, mas que eles se acertaram para fazer mais 2 temporadas e disse também que ele adoraria permanecer fazendo a série do Steven Moffat ao lado do Martin Freeman or muito mais tempo.

Sendo verdade ou não (por enquanto, sem uma confirmação oficial sobre a possibilidade da Season 4), podemos ficar felizes de qualquer forma, pelo menos pelo início das gravações da adiada e aguardada Season 3, que finalmente começa a ser gravada na próxima semana. Yei!

Animados? Ansiosos? (eu não para de procurar pistas e justificativas para que a série tenha uma continuidade, nós temos pelo menos duas bem boas, aqui e aqui)

 

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Sherlock novo? Agora só no final de 2013. Humpf!

Novembro 27, 2012

Sim, a aguardadíssima Season 3 de Sherlock, que diga-se de passagem, muito provavelmente será a última temporada da série que é uma das melhores séries de TV da atualidade (em todo e qualquer sentido e sem o menor exagero. Sério), foi novamente adiada e sua produção só deverá começar em Março de 2013 devido as agendas frenéticas dos atores Benedict Cumberbatch (que estará de vilão em “Star Trek 2”) e Martin Freeman (ocupadíssimo com a trilogia de “The Hobbit”) e por esse motivo, a série que só retornaria na Fall Season de 2013 (o que já era tarde) agora só deve retornar mesmo no final de 2013, o que provavelmente acabará arrastando a nova temporada para 2014.

Ou seja, uma verdadeira eternidade sem Sherlock novo Humpf!

E enquanto isso a gente faz o que Sherlock? Pula do alto de um prédio?

Como não temos a menor intenção de encorajar nenhum leitor (ou pessoa) do Guilt a dar esse “salto na vida” (juro que a piada tem mais graça e faz muito mais sentido para quem assistiu a série, rs), recomendamos maratonas incansáveis de Sherlock, lembrando que a sua segunda temporada acabou de ser lançada em DVD por aqui. YEI!

E para matar a saudade, também vale ler as nossas reviews dessa série que é muito mais do que apenas sensacional! (Season 1 e Season 2)

#CRISEDEABSTINENCIAFORTE

 

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Sherlock, parte 2

Março 7, 2012

Se eu já havia achado a Season 1 de Sherlock algo verdadeiramente especial, depois de ter finalmente terminado a minha maratona também da Season 2  (com muita vergonha pelo atraso e por ter perdido tempo com outras coisas com menos qualidade nesse meio tempo), já posso afirmar com toda a certeza desse mundo que a série é algo de extraordinário, uma verdadeira obra prima. Sem brincadeira, sem exagero, falando bem sério (nesse momento encaro psicologicamente todos os meus leitores, rs), Sherlock é mesmo uma das melhores séries da atualidade e vc, meu querido leitor que não tenha descoberto essa maravilha ainda, recomendo que não continue lendo esse post onde vamos falar sem medo dessa sensacional Season 2 da série e vá já recuperar esse tempo perdido na sua vida. NOW MOVE!

Depois volte para a gente comentar, porque realmente vale a pena assistir a série fugindo de todo e qualquer spoiler.

Durante a primeira temporada, tivemos uma excelente introdução aos personagens e aos novos tempos de Sherlock Holmes, que nesse versão, circula pelo século XXI. Observamos o surgimento da sua deliciosa relação com o Dr Watson, assim como ganhamos um dos melhores vilões de todos os tempos, cuja identidade só foi revelada nos minutos finais da season finale: Moriarty. MORI-FUCKING-ARTY!

Moriarty foi um show a parte em sua pequena porém fundamental participação durante o season finale da primeira temporada, final esse capaz de deixar qualquer um de boca aberta (inclusive o próprio). Um vilão completamente fora de si, além do limite da loucura e o único capaz de entender e decifrar a mente de Sherlock. Nele, Holmes encontrou o seu pior inimigo, alguém capaz de mexer com a sua cabeça, ou pior, alguém capaz de entendê-la a ponto de tornar-se o seu maior medo na vida. E a conclusão final da batalha desses dois durante a segunda temporada da série foi algo além do extraordinário, realmente genial, para ser bem claro. Mas deixaremos o final para depois, isso porque adoramos um bom clima de suspense e estamos mais do que escolados depois de assistir Sherlock, rs.

Fiquei pensando ao final dessa temporada, sobre o que Sherlock teria de melhor? A qualidade absurda e inventiva da sua história? A densidade e excelência dos personagens, já tão famosos e conhecidos do público? Ou o seu fundamento todo especial, que na TV seria algo totalmente novo e muito significativo?

Mas não tem como chegar a um item apenas para exaltar toda a qualidade da série, que provavelmente se encontra na soma disso tudo. Todos os detalhes da produção parecem ser tão bem cuidados, que assistir Sherlock na TV (leia-se “na TV” como uma experiência que eles de lá poderiam falar com mais propriedade, rs), mesmo que não seja uma tarefa muito fácil, pela velocidade impressionante dos diálogos complexos e cheios de informações relevantes do personagem principal (uma velocidade absurda, que durante essa temporada ganha até um destaque maior, com direito a trilha sonora especial e jogos de câmeras para esses momentos mais do que especiais do personagem) mas é também sem dúvidas algo que chega a ser extremamente compensador, tanto pela novidade do que nos vem sendo apresentado durante esses 6 episódios da série até agora (com mais 3 já confirmados para 2013, por conta do envolvimento do ator Martin Freeman com a sequência de “The Hobbit”, que já está sendo filmada e o primeiro filme da saga deve sair em breve), tanto quanto á sua pretensão de ser um produto final muito bem acabado, em todos os aspectos, o que realmente faz da série ser umas das melhores no ar na TV atualmente, sem querer soar repetitivo. Mas qualquer outro elogio que eu venha tecer sobre a série aqui, além de parecer forçado, pode até não ser digno da mesma, por isso tem que ver com os seus próprios olhos para concordar ou não com tudo o que eu venho falando sobre o assunto nos últimos dias. Uma experiência que vale a pena de qualquer forma.

Além disso, ninguém até hoje conseguiu brincar com a mitologia do personagem de forma tão brilhante como Moffat e Gatiss andam fazendo com Sherlock Holmes na série e mesmo AMANDO os dois atuais filmes do Guy Ritchie sobre o detetive mais famoso do mundo e achando a interpretação do Robert Downey Jr algo também muito especial, não tem como não comparar a série aos filmes e não achar que na TV, a história e todo o seu fundamento acaba sendo infinitamente superior, em todo e qualquer sentido e mesmo comparado com a grandiosidade de uma obra como essa no cinema. Sendo bem cruel e absolutamente sincero, eu me arriscaria a dizer que a versão cinematográfica de Sherlock Holmes chega a parecer ingênua ou até mesmo tola se comparada a Sherlock. Sorry. (apesar de que, o humor no filme é melhor explorado, ou explorado de outra forma, então acho que pelo menos eles podem ficar com créditos por isso…)

Um ótimo exemplo do trabalho de Steven Moffat e Mark Gatiss na série, é quando eles fazem piada com o famoso chapéu tipo deerstalker (nome que eu desconhecia, mas aprendi com a série) antigo e já tão característico do personagem de outros tempos, que aparece durante essa temporada em momentos que renderam excelentes piadas com um divertido tom de deboche emprestado pela arrogância do próprio Sherlock, além de ter se tornado ironicamente “a marca registrada” do herói agora também na nova série, mesmo com ele odiando a ideia e só ter usado o acessório com estampa em xadrez por acaso, durante um único momento da sua vida. Ou seja, mesmo tentando fugir, confirmou, o deerstalker estava no seu destino Mr Holmes, rs. Herói que durante a Season 2, acabou caindo no gosto da midia e tornando-se conhecido por todos com o “Herói de Reichenbach”, caso pelo qual ele ganhou maior notoriedade do grande público inglês, tendo uma única foto tirada do seu rosto enquanto ele usava o famoso chapéu, estampada por todos os lados, inclusive no blog do Dr Watson.

Novamente, eu tive a mesma impressão da primeira temporada, considerando o primeiro e o último episódio dessa Season 2 como os melhores e acabei considerando novamente o segundo episódio um pouco mais fraco, o que pensando nos padrões de Sherlock e comparando com qualquer outra boa série no ar hoje, seria algo como um episódio excelente de suas concorrentes por exemplo, rs.

Apesar do season finale ter sido fantástico em todos os aspectos, um dos melhores que eu já assisti em toda a minha carreira nerd sentado em frente a TV (ou ao PC), tenho que confessar que fica difícil concorrer ao charme emprestado pela aguardada entrada de Irene Adler (Lara Pulver, que fez também a fada madrinha da Sookie em True Blood e que para a nossa sorte, a sua Irene em nada lembra essa personagem, rs) na série durante o primeiro episódio da temporada (2×01 “A Scandal In Belgravia”). Realmente, fica bem difícil…Höy!

Ainda mais quando Irene surge no século XXI como uma dominatrix de alto nível, vestindo apenas o que parecia ser um Louboutin, envolvida em um escândalo com a família real, despertando algo em Sherlock que nenhuma outra mulher tenha conseguido até agora e isso fica bem claro quando ele acelera ainda mais o seu pensamento (e consequentemente os seus diálogos) para decifrar um enigma na intenção de impressioná-la, mostrando toda a sua excitação quando em uma determinada cena do episódio, onde ela se aproxima lentamente do detetive, ensaiando o momento em que ela daria um beijo em seu rosto, terminando com o momento onde ela disse que bateria nele até que o mesmo implorasse para ela parar, mas teria que implorar por duas vezes. #TEMCOMONAOAMAR?

O episódio embora seja tomado por esse clima de S&M, é também de uma elegância absurda, que consegue esse feito até em momentos no qual Irene se encontra completamente nua (sem aparecer nada demais, com uma fotografia maravileeeandra por sinal, super sútil e sexy ao mesmo tempo) e com um cenário de extremo bom gosto. E a troca de SMS entre os dois, com aquele ringtone todo especial (Höy!) e super presente durante quase todo o episódio? E são nesses detalhes que Sherlock ganha a sua excelência, como nesse caso onde um simples ringtone, que até poderia parecer apenas um detalhe ou capricho da produção, se torna algo essencial para a resolução do episódio, revelando o tamanho da sua importância. E esses detalhes nos fazem pensar em como a série é muito bem pensada acima de tudo e isso do começo ao fim. Clap Clap Clap!

Fora isso, o episódio já começa com  Sherlock sendo levado ao Palácio de Buckingham vestindo nada mais do que um lençol, para desespero do seu irmão Mycroft (que é interpretado pelo próprio Mark Gatiss) e desconforto de Watson (apesar de no fundo ele acabar se divertindo com a situação). Aliás, reparei que durante essa temporada eles abusaram mais dos cartões postais de Londres, utilizando vários cenários já conhecidos por todos. Detalhe também que tudo acontece entre o Natal e o Ano Novo, o que traz um clima todo especial para a série, colocando os personagens em um momento divertdíssimo de confraternização no loft da dupla, reunindo todo o elenco principal como a Mrs Hudson e o inspetor Lestrade, além da Molly chegando timidamente porém mega produzida (quase não consegui parar de rir nesse momento) para entregar um presente para Holmes, algo que obviamente ele acaba desvendando antes, pelo menos “em partes”  e consequentemente acaba estragando todo e qualquer clima com a sua total falta de sensibilidade. (AMEI a piadinha do “ringtone” tocar propositalmente depois dele ter dado um beijinho de agradecimento no rosto da Molly, rs)

E foi sensacional ver essa nova versão de Sherlock Holmes, um homem completamente gélido até então, esboçando pela primeira vez algum tipo de sentimento, sofrendo pela perda (ou a possibilidade) de alguém que ele tenha se interessado, tocando violino melancolicamente e com o “Goodbye Mr Holmes” ecoando por todos os cantos tipograficamente, mesmo que tenha sido tudo uma grande farsa, até que a gente pudesse de fato perceber isso. Aquele final, com  a Irene prestes a ter a cabeça decepada, foi algo primoroso, repito pri-mo-ro-so, para mexer com os nervos de qualquer um, ainda mais com aqueles segundos finais depois da tela ficar completamente escura logo após o seu executor levantar a espada para o final da sua história (que para sua e a nossa sorte, acabou ganhando um final “alternativo”, rs) e na sequência ganharmos mais uns segundinhos que fariam toda a diferença para a sua história. Eu pelo menos, ao final desse episódio tive vontade de bater palmas de pé, de tão excelente que ele foi. Clap Clap Clap!

Tanto me empolguei com esse final, que corri logo para assistir ao seguinte, lembrando que cada episódio da série tem mais ou menos 1h28 minutos. Ou seja, precisava ter gostado muito mesmo para encarar mais um logo na sequência. (lembrando que eu também não sou muito parâmetro para essas coisas, porque já passei dias fazendo maratonas incansáveis em várias séries, rs. Quem sabe eu deva ser estudado?)

Talvez por isso até, eu mais uma vez tenha achado o segundo episódio meio assim (2×02 “The Hounds of Baskerville”), apesar de novamente ter que repetir que mesmo assim, eu gostei e bastante do episódio, que foi um dos mais assustadores na série até agora, com o melhor do climão de grandes thrillers que a gente tanto gosta (mesmo com o episódio tendo cara de filler). Ainda mais que ele contou com a participação de um dos atores ingleses da atualidade que eu mais gosto, o Russel Tovey, que nós conhecemos e AMAMOS em Him & Her ou Being Human, ele que também já fez uma participação em Doctor Who. (mas não cheguei lá, ainda…humpf!)

Nesse caso, a série brincou com a mitologia dos “werewolves”, apesar do termo não aparecer em nenhum momento, mesmo porque, um assunto tão sobrenatural não caberia na lógica e na prática de Sherlock, por exemplo. Mas a intenção provavelmente tenha sido a de fazer uma brincadeira até mesmo com o personagem do ator Russel Tovey em Being Human, que era um werewolf. Típico humor britânico. Durante o episódio, Sherlock teve a missão de provar que algo sobrenatural nesse nível só poderia ser mesmo fruto da imaginação dos envolvidos e mais uma vez, de forma brilhante, o detetive acabou desvendando mais esse mistério, daquela forma que a gente conhece e tanto gosta, utilizando até mesmo o Dr Wartson como rato de laboratório em um de seus experimentos, rs. E de quebra, ainda ganhamos a revelação de que o maior medo de Sherlock era mesmo o Moriarty, que faz uma breve aparição ao final do episódio, em uma espécie de “sala de prisão”, onde o nome “Sherlock” aparece escrito por todos os lados e vai preenchendo a tela com aquela tipografia sensacional e a essa altura já tão caracterísitica da série.

Mas apesar de tudo, esse também é um episódio importante, porque pela primeira vez nós tivemos a chance de ver o Sherlock perdendo totalmente o controle, sentindo medo, estando pela primeira vez em dúvida sobre um assunto qualquer, um sentimento que não fazia parte da sua vida até então. Certamente um momento importante para o personagem.

Voltando a falar um pouco mais sobre a estética maravileeeandra da série, que não tem como ser ignorada, tanto pelo tamanho da sua beleza quanto por todo o seu fundamento, novamente tivemos a presença do uso da tipografia de forma bem presente e forte na serie, algo que a essa altura até já se tornou a sua marca. Seja quando Sherlock observava detalhes na vestimenta e no corpo das pessoas com quem ele mantinha algum tipo contato durante a temporada, detalhes que ganhavam uma espécie de legenda ou daquela velha forma que nós já estamos tão familiarizados em Sherlock, fato é que eles novamente foram brincando com esse tipo de detalhe que sem a menor dúvida, é o que empresta parte dessa modernidade para série inglesa, tornando-a inconfundível.

Novamente no segundo episódio da temporada, eles se arriscaram em experimentar mais com esse tipo de brincadeira com elementos tipográficos ou imagens em transparência sobrepostas a imagem do episódio em si, como o uso da tipografia em ângulos diferentes ou até mesmo com o Sherlock ganhando o rosto do Elvis em pessoa (com direito a trilha e tudo mais) em um momento mais do que especial no que passamos a conhecer como o seu “Palácio Mental”, nome atribuido pelo próprio Sherlock Holmes durante esse episódio, que nada mais é do que o momento onde ele precisa de total concentração para encontrar a solução de qualquer enigma dentro da sua própria cabeça. Algo que por sinal é outro tipo de cena que eu espero que se repita daqui para a frente.

Outra coisa que eu esqueci de falar, é que a série faz algumas referências ao universo de Doctor Who, tudo muito sutilmente, com o uso da palavra “WHO” em um determinado momento aleatório qualquer, ou durante a primeira temporada, quando alguém (acho que a Mrs Hudson) se refere ao Dr Watson como companion do Sherlock, além de uma possível aparição da TARDIS no episódio 2×02, algo que eu não consegui perceber durante o mesmo e só descobri depois, lendo sobre o assunto.

Agora, o episódio final é de um cinismo e genialidade absurda (2×03 “The Reichenbach Fall”), digno de todo e qualquer prêmio ou elogio, e isso não somente pela sua qualidade, que a essa altura nós já até esperamos de um episódio de Sherlock, mas sim pela sua coragem e ousadia, com aquele final suicida, para deixar qualquer um com o coração saltando pelos ares, literalmente.

Nele tivemos a batalha final Sherlock vs Moriarty e uma batalha entre duas mentes tão geniais como essas, não poderia ser menos grandiosa e tinha mesmo que ser algo épico, digno de grandes heróis vs grandes vilões. Com um plano sensacional para ganhar todas as atenções em um momento em que Sherlock era tratado como o grande herói do pedaço, ganhando as atenções de todas as midias, Moriarty planejou o crime do século, onde o cara não somente roubou os cofres do Banco da Inglaterra, como desativou o sistema de segurança da prisão de Pentoville, como ele ainda teve a capacidade de roubar (e usar. E quem não faria o mesmo se tivesse a chance? rs) as jóias da coroa, tudo isso ao mesmo tempo, sendo cada golpe acionado por um app do seu celular, simples assim, deixando Londres em um verdadeiro estado de caos apenas com um toque.

Um golpe de mestre para que ele fosse julgado, atraindo o próprio Sherlock para o tribunal, para depor no dia do seu julgamento. Outro que se tornou mais um momento impagável da série, com Sherlock enlouquecendo todo o júri com a sua genialidade assustadora e a sua total incapacidade de se comportar diante de mentes menos favorecidas (rs), onde ele resolveu ser ele mesmo, para o desespero e contrariando os conselhos do próprio Dr Watson. Vale dizer também que a fotografia dele sendo preso por desacato, na cela ao lado do Moriarty no tribunal, foi uma cena lindíssima e muito bem cuidada.

Mas o que levaria um vilão com tamanha capacidade, a se entregar tão facilmente? É claro que tudo isso não passava de um detalhe para o plano maior de Moriarty, que seria o de virar o jogo e transformar Sherlock no bandido da vez, plantando a dúvida na própria polícia sobre a genialidade do detetive em encontrar pistas que só ele conseguia enxergar nos crimes que investigava em parceria com os mesmos e fazendo com que o mundo começasse a suspeitar do agora famoso “Herói do Reichenbach”. Uma plano brilhante, diga-se de passagem, com direito até a uma nova identidade para o próprio Moriarty, que assumiu o posto de um ator pouco conhecido, dizendo ter sido contratado pelo próprio Sherlock para interpretar o seu nêmesis, tudo isso como tentativa de confundir todos em relação a verdade, até mesmo o Dr Watson, criando assim o que ele considerava  ser o crime perfeito.

Esse episódio foi realmente algo primoroso e eu gostaria de destacar dois grandes momentos dele. O primeiro, com o vilão após a sua absolvição por unanimidade por seus crimes que colocaram Londres de pernas para o ar (sim, lá também existe corrupção), caminhando lentamente e chegando ao loft de Holmes ao som do seu violino melancólico, encontrando o detetive já o aguardando com o chá pronto. Esse segundo encontro dos dois (mais íntimo e duradouro) foi algo sensacional, com uma câmera intimista em uma espécie de close super interessante, em diagonal, vindo do alto da cabeça dos personagens, registrando a primeira batalha entre a genialidade e a loucura, em um diálogo impressionante por ambas as partes. Andrew Scott por sinal, interpretou um excelente Moriarty, fazendo de sua interpretação um grande espetáculo, capaz de fazê-lo merecer o status de um dos melhores vilões já vistos na TV e porque não até mesmo do cinema? As nuances do seu humor, o comportamento debochado e a loucura no olhar, tudo feito de forma surpreendente e brilhante. Clap Clap Clap!

Mas justiça seja feita e vale a pena dizer também que a interpretação do ator Benedict Cumberbatch dando vida a esse personagem tão icônico que é o Sherlock Holmes, também é algo a se destacar. Com o seu gélido e arrogante Mr Holmes, o ator também conseguiu atingir a excelência do personagem, interpretando com maestria a sua versão para essa criatura tão adorada por tanto tempo e isso com um forte concorrente (Downey Jr) fazendo o mesmo, praticamente ao mesmo tempo e no cinema, o que torna a concorrência ainda mais desleal. E a química entre ele o e Martin Freeman também é absurda, mesmo parecendo que o Dr Watson está o tempo todo correndo para encontrar a sombra de Sherlock, para tentar alcançá-lo de alguma forma. Mas quem não ficaria assim com o ritmo tão acelerado do personagem? E fato é que todos nós sabemos que o Sherlock não funciona sem o Mr Watson, sendo que um completa o outro.

Pesquisando sobre Cumberbatch (que sobrenome mais imponente, não?)r, descobri que ele é um verdadeiro camaleão, conseguindo mudar totalmente de figura a cada novo trabalho, mesmo com essa cara tão marcante. Apesar de se esconder na estranheza de Sherlock, Benedict é um homem bem bonito (Höy!), que eu acabei descobrindo também que já trabalhou com o Johnny Lee Miller no passado, esse que agora será o interprete da versão americana do personagem, em uma nova série que eles dizem não ser uma versão de “Sherlock” e sim a nova elemeNtarY, trazendo o personagem para NY, como eu já disse anteriormente. Coincidência? …

Outro detalhe sobre o excelente ator (que já interpretou até o Van Gogh em um filme para a TV) é que ele estará na sequência de “Star Trek” do J.J. Abrams, que tem previsão para 2013. Ou seja, Yei!

Em um determinado momento desse season finale, o próprio Sherlock chega a dizer que reconhecê-lo como vilão seria mais fácil, para que as demais pessoas conseguissem encarar o fato delas não serem tão geniais assim e de certa forma, acabarem se sentindo um pouco mais inteligentes do que realmente são, na hipótese que a sua genialidade fosse uma grande fraude, entregando nesse momento que a série foi feita para isso mesmo, para surpreender e deixar a gente com a sensação de que tudo poderia acontecer e a gente não conseguiria jamais imaginar o que estaria por vir, não sem a ajuda de Sherlock Holmes. Tem declaração mais sincera e mais deliciosa?

E o segundo grande momento desse episódio, foi novamente o reencontro do herói com o seu grande inimigo, dessa vez no alto do telhado do hospital, onde acabamos descobrindo que a única saída para aquela situação seria o suicídio de Holmes, isso para poupar a vida das três únicas pessoas com quem ele se importava realmente na vida a ponto de considerar esse ato “heroico”, Mrs Hudson + Dr Watson + Lestrade, um plano final que vai muito além do genial e da perversidade também. Nesse momento, eu não conseguia imaginar uma outra saída qualquer para o personagem diante do seu arqui-inimigo e o seu irônico ringtone ao som do Bee Gees e o clássico “Stayn’ Alive” (que apareceu por duas vezes durante essa temporada e eu não consegui conter as risadas com tamanho cinismo, rs), mas imaginava que algo aconteceria para que Sherlock não precisasse se jogar do alto daquele prédio, afinal, tratava-se do herói e personagem principal da série e ninguém teria coragem de fazer isso…Teria?

Pois bem, eu só não esperava um desfecho tão corajoso como aquele, com o detetive chegando a conclusão de que a única forma de manter os seus amigos vivos, seria também manter o seu inimigo vivo para que ele cancelasse a ordem de matá-los, onde nesse momento fomos surpreendidos com um Moriarty ainda mais enlouquecido, disposto a tudo para derrotar o seu rival, até mesmo colocar um buraco na própria nuca se fosse necessário para completar o seu plano de pure evil. E não deu outra: BANG! (#TENSO)

Nessa hora eu entrei em desespero total, primeiro por sentir que Sherlock agora ficaria realmente sem nenhuma outra saída a não ser se jogar do prédio, mas também por perdermos definitivamente um personagem tão sensacional como foi essa versão de Moriarty. Cheguei ao cúmulo de torcer para que ele não estivesse morto, só para termos ainda um pouco mais da sua participação nos próximos episódios da série para o próximo ano, mas esse realmente foi o seu fim, infelizmente. R.I.P (sorry Sherlock, mas um inimigo desses merecia ser imortal!)

E na sequência, ver o Sherlock à beira daquele prédio encarando o seu destino, se despedindo por telefone do Dr Watson, para o seu (e o nosso) total desespero, que observava tudo da rua, pedindo desculpas e assumindo a culpa de ter sido uma grande fraude por esse tempo todo (algo que todos nós sabemos muito bem não ser verdade), foi outro dos momentos sensacionais da série, um momento de puro nervosismo, com Sherlock realizando aquela última chamada da sua vida como se fosse o seu bilhete suicida. Nesse momento eu poderia esperar tudo, só não estava realmente contando com aquele seu salto para a morte, para desespero de todos, com direito a começo, meio e fim. CATAPLOFT!

… (silêncio)

Claro que antes disso tudo acontecer, aquela conversa dele com a Molly, pedindo favores para a doutora, que ele considera ser a única pessoas capaz de fazer qualquer coisa por ele sob qualquer circunstância, antes do seu encontro final com Moriarty, só poderia indicar que o detetive já havia previsto tudo isso com alguma antecedência e todo esse climão suicida embora tivesse todas as etapas cumpridas durante a sua execução, já fizesse parte do seu plano desde o princípio. Agora, só vamos precisar da próxima temporada para entender como tudo isso tudo foi arquitetado…

Apesar de desconfiarmos desde o começo de que aquele não seria o fim de Sherlock Holmes e ter a confirmação disso vendo ele assistindo escondido a despedida da Mrs Hudson e o Dr Watson em frente a sua lápide logo na sequência, completamente ileso a sua suposta queda, mesmo com esse final feliz ainda não revelado aos interessados (apenas para a gente, algo que eu já considero um alívio), foi mesmo de partir qualquer coração gélido poder ver o Dr Watson inconformado com a perda do amigo, voltando a fazer análise e fazendo uma das declarações mais sentimentais e foufas de toda a série, isso diante da sua lápide sóbria em mármore preto (que não poderia ser diferente), em um dos momentos mais sentimentais de Sherlock até hoje, quebrando um pouco de toda aquela frieza já tão peculiar do universo do personagem principal. Mas o que nos conforta, é que além de termos a certeza de estarmos assistindo a umas das melhores séries do momento, é o fato de já termos conhecimento de que o último pedido de Watson para Sherlock (que pediu diante do seu túmulo para que tudo isso não passasse de uma mentira) já ter sido atendido. Yei! Pena ter que esperar agora até 2013 para continuar assistindo a essa série tão sensacional que é Sherlock, não?

Agora me digam meus queridos leitores, como encarar a vida com várias outras séries que a gente assiste sei lá porque, quanto tivemos uma experiência tão superior assim, assistindo Sherlock? Hein?

Seria pedir demais que as demais séries do gênero (ou de qualquer outro gênero) seguissem mais ou menos essa mesma linha de excelência e qualidade? Seria exigir demais da vida? Serie esperar demais da criatividade humana? Devo providenciar uma caixa de tomates para colocar ao lado do meu sofá e atirar contra a TV toda vez que estiver passando uma porcaria qualquer?

Sinceramente, eu não sei como será a minha vida televisiva depois dessa experiência tão sensacional. Talvez Sherlock tenha estragado a TV para mim…(rs)

Como dizem, quando vc experimenta uma coisa boa, fica difícil de se acostumar com qualquer outra coisa meio assim…

ps: Querido Steven Moffat, o meu coração tem um lugar especial e reservado com o seu nome (♥). Observando o seu Sherlock e o Matt Smith, o atual Doctor (my Doctor), percebo que atualmente vc só pode ter um tipo (branquelos com o cabelo escuro) e eu me encaixo perfeitamente nele, por isso, se estiver considerando nomes para qualquer uma de suas produções, em especial para ser o 12th Doctor, anote ai no seu moleskine: Essy!. Tudo bem que eu não sou ator, mas dizem que eu atuo como ninguém (minha mãe sempre disse isso, rs) e é tudo uma questão de oportunidade, não é mesmo? Call me!!!


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