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O melhor doutor de todos os tempos. Doctor Who?

Julho 1, 2011

Esqueça tudo que vc já ouviu falar sobre viagens no tempo, porque se vc não viu Doctor Who ainda, vc não viu nada.

Um doutor alienígena, o último de sua espécie, que vive viajando pelo universo em sua cabine telefônica azul antiga, que por fora pode parecer minúscula, comum, mas que por dentro revela toda a sua grandiosidade em um mundo que mistura muito bem a fantasia com a realidade. Howcoolisthat?

Doctor Who é mesmo uma série brilhante, em todos os aspectos, do tipo que é bem difícil de não se envolver ou não se apaixonar por completo. Isso para quem gosta do gênero, claro. Por exemplo, viagens no tempo costumam ser sempre bem complexas e em algumas vezes até complicadas demais, mas nesse caso, tudo é tão coerente, que as viagens semanais na companhia do Doutor a bordo de sua TARDIS (que é a máquina do tempo mais sensacional ever!) viajando pelo tempo e espaço, acabam se tornando mais do que especiais e são até que bem fáceis de se compreender. Eu confesso que já estou vi-ci-a-do! E apaixonado (♥)

Imagine um universo inteiro de possibilidades, poder conhecer personagens do passado da nossa história e ainda ter a chance de poder de certa forma reescrever essa história, howcoolisthat?

E tudo isso na companhia do 11th doutor, talvez o mais carismático de todos os tempos (sorry, mas eu só conheço os da nova safra e entre eles esse é de longe o meu preferido), que usa suspensório e insiste em dizer que gravatas borboletas são legais. E são mesmo doutor, pode continuar investindo no fundamento que nós todos apoiamos. Höy!

Eu duvido que vc que parar para assistir o primeiro episódio da Season 5, não acabe apaixonado pelo Doutor que é de uma foufurice absurda, além de ser um personagem dos mais interessantes na TV atual. Eu sou até suspeito para falar, porque a essa altura vcs já conhecem a minha tendência a gostar de gênios meio malucos e tudo isso ainda combinado com muito bom humor e a doçura do ator Matt Smith então, resultam em um amor absurdo que eu construí pelo personagem durante essa temporada e em questão de bem pouco tempo.

I ♥ the 11th Doctor

Durante essa Season 5, a sua companheira foi Amy Pond (Karen Gyllan), a garota que esperou pelo doutor durante longos anos, até que ele voltasse com sua TARDIS ao seu jardim. Ela que inclusive foi tratada como maluca, devido a sua grande obsessão por esse homem que apareceu em sua vida do meio do nada, prometendo que voltaria em questão de minutos para buscá-la e que ela cresceu esperando o retorno desse que todo mundo achava ser o seu “amigo imaginário” de infância. E como é lindo aquele seu quarto recheado de memórias que ela construiu ao longo desses anos todos a espera do Doutor, com uma série de desenhos, bonecos e recordações que mantinham a imagem do seu “doutor maltrapilho” ainda vivo pelo menos na sua mente.

 

Até que um certo dia ele retorna e encontra Amelia já adulta, para a sua total surpresa (e a sua recepção também é ótima) e a relação entre os dois personagens é sensacional, extremamente doce e totalmente encantadora. Existe até uma certa tensão sexual no ar em alguns momentos, principalmente no inicio, totalmente por parte dela que meio quer apenas aproveitar os seus últimos momentos ainda solteira (rs), mas eu sinto que é mais uma atração por aquela mentre brilhante + perfil clássico de herói + toda a genialidade do Doutor, muito mais isso do que qualquer outra coisa. Quando Amy passa a ser sua companion, ele se torna uma espécie de guardião dela, um protetor mesmo e com o tempo vai se tornando uma espécie de seu tutor também e ambos vão construindo uma relação de cumplicidade e amizade que é muito especial.

O encontro dos dois personagens se dá por conta de uma fenda na parede no quarto de Amy, quando ela ainda era criança e que fomos apresentado no primeiro episódio da temporada, mas que com o passar dos tempos fomos descobrindo que aquela rachadura na sua parede tratava-se de uma rachadura no universo, que se repetia ao longo da série em diversos momentos e que na verdade escondia toda a trama que levaria ao final da temporada, algo muito maior e porque não dizer até catastrófico.

Com isso, sempre fico pensando na genialidade dos caras que escrevem a série. Porque além de criar universos absurdamente absurdos de total ficção, mas com uma certa coerência, ou até mesmo recriar partes da história real da humanidade, eles ainda encontraram um jeito brilhante de conectar todas as tramas dessa temporada, levando todas as resoluções que já haviam feito muito sentido até então, para um outro patamar, transformando todas essas resoluções em algo ainda maior para o final da Season 5, que ao meu ver foi um dos finais de temporada mais espetaculares de todos os tempos. Fazia tempo que eu não ficava tão surpreso e satisfeito com um season finale hein? Clap Clap Clap!

Na primeira metade do final, com os universos desaparecendo, tivemos os grandes inimigos do Doutor ao longo do tempo, se unindo contra ele para tentar “salvar o universo”. Algo que acabou resultando em um processo inverso, em uma cena linda e desesperadora com todos os personagens centrais da trama envolvidos com aquele momento, uma cena que me fez ficar de boca aberta com aquela caixa se fechando com Doutor sendo preso dentro dela. UOW! (foi a minha reação nessa hora).

Fiquei com vontade de pular no monitor para tentar salva-lo eu mesmo, pode? E duvido que vc não pensaria em fazer o mesmo…

Para a segunda metade do ep final, tivemos um Doctor Who fazendo escola, com uma aula de viagens no tempo coerentes e muito bem explicadas, do tipo que acaba sendo muito esclarecedora e muito bem detalhada para quem esta assistindo a episódio, algo que muitas séries que se arriscam dentro desse universo de saltos no tempo, deveriam ter como inspiração. (tarde demais para Lost, neam?)

Outro fator importante em Doctor Who é toda a mitologia da série, que é encantadora e mesmo que vc não seja um grande fã ao longo de sua existência de longa data na tv inglesa (que é a série de ficção científica de maior duração do mundo, primeiro de 1963 até 1989, e depois de 2005 até então)  é bem possível de se acompanhar facilmente  mesmo assim.

O que eu acho importante na série também é a preocupação com o lado científico da hitória que não fica totalmente de lado, com explicações pelo menos plausíveis para os fatos, embora dentro do universo da série eles tenham uma liberdade que me parece não tem fim. O mesmo cuidado que podemos observar em Fringe por exemplo (mas algo bem menos científico do que estamos acostumados a ouvir das explicações do Walter, claro).

No final da temporada tivemos um segundo Big Bang e o Doutor revelando o porque do seu interesse inicial pela Amy, abrindo mão da sua vida para recriar a história do universos e tornar a vida de Amy Pond mais completa e mais feliz, atitude típica de herói que mesmo antecipando que aquele talvez possa ser o seu fim, a gente lá no fundo já sabe que aquele ato heróico no final vai acabar sendo recompensado de alguma forma. Ou vc nunca leu uma HQ? rs

Eu tinha certeza que no final da temporada Amy Pond iria se lembrar do Doutor afinal, depois de tudo que eles passaram juntos dentro dessa jornada, seria praticamente impossível esquecer aquela pessoa encantadora, não? Eu só não imaginava que ele seria o seu algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul. Foufo mil. (♥)

E essa conclusão para a história de amor do Rory (Arthur Darvill) e da Amy foi mais do que merecido também hein? Primeiro que quando ela partiu com o Doutor para as viagens a bordo da TARDIS, eu já achei uma grande sacanagem, uma vez que isso aconteceu na véspera do seu casamento com ele (ele = Rory, o boy magia da Amy Pond. Höy!). Depois tivemos Rory também seguindo viagem a bordo da TARDIS, ainda magoado e com ciúmes da relação da Amy com o Doutor, com toda razão afinal, aquele era o homem que tinha “roubado a sua Amy”. E a relação entre ele é o Doutor também é bastante especial, com direito até a piadinhas de meninos em relação ao tamanho de suas ferramentas (euri), mas foi algo que não durou muito e terminou com a sua morte e ele tendo toda a sua existência apagada da história. DRA-MA!

Mas no final de tudo, Rory para a nossa total surpresa, acabou voltando como o último centurião e ainda ficou de guarda por 2000 anos protegendo o grande amor da sua vida, Amelia Pond. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Se Amy Pond não se casasse com ele naquela noite (graças as viagens no tempo eles conseguiram voltar até aquela exata data) eu tenho certeza que ninguém a perdoaria nunca. Jamais!

Sem contar que sem aquele casamento, nós nunca teríamos visto os dotes do Doutor na pixxxta neam? Go Doctor! Go Doctor!

Duante a temporada ainda tivemos momentos deliciosos ao lado de Wisnton Churchill, uma viagem  sensacional ao centro da terra, um passeio pelo Reino Unido do futuro e em órbita (howcoolisthat?) na companhia da nova rainha, um momento “Inception” onde sonhos e a relalidade se confundiram, os anjos lamentadores (Weeping Angels) dos quais eu confesso que tenho pavor, vampiros peixes em Veneza (howcoolisthat?) e o meu momento preferido de todos, que certamente foi o episódio com o Van Gogh, que me fez chorar de verdade com o presente do Doutor para um dos maiores artistas que nós já conhecemos.

Mas nem só de viagens no tempo fantasiosas vive Doctor Who e durante essa temporada ainda tivemos um episódio deliciosamente simples e até com cara de comédia romântica, mostrando o Doutor sem poder usar os poderes de sua chave de fenda sônica (que é a sua ferramenta de trabalho/arma) e tendo que dividir o apartamento com um roommate, que também é sensacional. E com isso descobrimos que até futebol ele sabe jogar e muito bem, tsá?

Além desses episódios deliciosos, ainda tivemos o clássico especial de Natal, que foi maravileeeandro. Algo que já é tradição para os ingleses, uma vez que em toda noite de Natal, um episódio especial e temático de Doctor Who vai ao ar. Agora, me fala em que outro lugar do universo vc poderia ver um tubarão puxando o trenó do Papai Noel, hein? Sensacional!

Eu sei que essa matatona foi tardia, uma vez que a série acaba de entrar em sua pausa de midseason para a Season 6 e que volta para a sua segunda metade da temporada em Setembro, mas achei que vcs mereciam saber dessa deliciosa maratona, da qual eu só me arrependo de não ter feito bem antes. Shame on you Essy!

Essa semana começo a ver os 7 primeiros eps da Season 6 que já estão disponíveis (e que o Paolo Torrento já me trouxe, Thnks!) e ai fico em dia com Doctor Who. Mas dessa primeira parte da temporada falaremos depois…

Outro ponto que vale a pena ressaltar é a qualidade do texto da série. Todas as situações que acontecem em Doctor Who são tratadas de forma brilhante, mesmo que pareçam absurdas demais  e sempre  com um texto sensacional, sarcástico e recheado de piadinhas com o típico humor inglês que a gente tanto ama.

Acompanhei pouco da série antes disso, algo que eu também estou tentando recuperar assistindo as temporadas antigas (antigas a partir de 2005, onde ele voltaram a contar a partir da Seson 1), mas depois de uma maratona como essa na companhia do 11th Doctor, vc acaba entendendo totalmente o fundamento de uma série que faz tanto sucesso por muitas décadas. O que não é para qualquer uma, não?

Algo que vc leitor que se animou com o texto, pode até pensar em começar a sua maratona também a partir da Season 5, que eu já disse que não vai deixa-lo perdido na história da série. A atual Season 6 é a segunda com o Matt Smith na pele do Doutor e já foi confirmada uma Season 7 para 2012 (Yei!), com ele permanecendo como o Doutor mais sensacional de todos os tempos. E sinceramente? Vou ficar inconsolável quando chegar o dia da sua substituição…(que esse dia demore muito!)

E vc leitor preguiçoso que nunca embarcou em uma viagem no tempo a bordo da TARDIS, não sabe o que vc esta perdendo viu? E tenham certeza que esse meu texto meia boca é infinitamente inferior ao meu nível de adoração da série a essa altura, que é tão alto, que coloca Doctor Who em empate técnico como minhas séries preferidas ever. Não consigo nem pensar em ver o Doutor sofrer, para vcs entenderem o nível do drama e do meu amor pela série.

E o personagem foi feito para encantar mesmo e deixar todo mundo apaixonado por ele. Bem humorado, divertido, completamente maluco e dono de uma bondade sem tamanho. Foufo mil! E a interpretação do Matt Smith para o Doutor é mesmo muito especial e por isso ele se tornou o meu doutor preferido ever, além dele ter sido o meu primeiro Doutor, claro.

Agora, se vc não se convenceu ainda a largar tudo o que vc estiver fazendo nesse momento para assistir Doctor Who, talvez essa próxima informação possa convencê-lo. Sabe quem também usa a expressão “Höy” em seu vocabulário? O próprio Doutor em pessoa (HOWCOOLISTHAT?) e eu quase caí da minha cadeira laranja quando ouvi ele soltando a minha line preferida aqui no Guilt em um dos episódios (e ele ainda fala bem animado). Ou seja: Confirmou!

E eu tenho um pedido. Já que o Doutor aceitou a Amy Pond como sua companheira, será que eu consigo uma vaguinha como o  companheiro boy magia da TARDIS? Quando eu tenho que comparecer para esse casting, hein BBC?

Para encerrar, a pergunta que não quer calar: Who the hell is River Song (Alex Kingston), hein? (algo que eu já sei, mas não vou contar até a review da  Season 6, Sorry!)

Geronimo!


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