Posts Tagged ‘Matthew Rhys’

The Americans, o promo

Janeiro 31, 2014

Sensacional promo da aguardadíssima segunda temporada russa americana de The Americans.

Ansiosos?

 

#ACHANDOTUDOLINDORUSSOEAMERICANO

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The Americans – o nosso novo suspense dramático preferido sobre espiões russos nos anos 80

Maio 15, 2013

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Quando a ideia de The Americans foi divulgada no passado, chegamos a torcer o nariz e alguma coisa nos dizia (talvez o nosso cinismo) que algo não tão bom assim estava prestes a surgir na TV afinal, uma série sobre espiões russos da KGB infiltrados na America antiga dos anos 80, interpretados pela dupla Felicity (de Felicity) e o Kevin Walker (de Brothers & Sisters), ambos antigos, não parecia ser tão promissora assim, apesar do tema que sempre nos atraiu, não só pelo fato dos espiões serem sempre misteriosos, sexys (em sua maioria) e badass quando em campo, mas talvez mesmo por conta dos vários disfarces que todos eles acabam tendo que segurar em nome da sobrevivência e um armário cheio de perucas, próteses e uniformes diferentes para todo tipo de ocasião. Imaginem o sucesso que faríamos nesse caso em uma festa de Halloween, huh? (quem estamos querendo enganar? Mas é claro que usaríamos esses recursos todos no dia a dia, rs)

Até que em seu piloto, conseguimos enxergar toda a qualidade da série e o seu grande potencial, que estava todo ali, resumido naquele primeiro episódio de longa duração, que talvez tenha sido pesado demais para alguns (embora eu não tenha sentido dessa forma), mas que de qualquer jeito acabou sendo compensador para quem se dispôs  a permanecer acompanhando a série durante essa sua Season 1, que nos estregou muito de todas as camadas que conseguimos perceber logo de cara nesse primeiro episódio, além de várias outras que acabaram aprofundando ainda mais essa história, deixando-a bem mais densa e muito mais interessante com o passar do tempo.

Ao poucos, a série foi nos entregando a que veio, nos mostrando que ela era muito mais do que apenas uma série sobre espiões russos da KGB vivendo o sonho americano nos 80’s. Nela, além da guerra fria dos russos vs americanos, que é o seu plot central,  encontramos também com o histórico e a bagagem dos dois personagens principais durante todo esse período até se tornarem os agentes que são hoje, Phlillip e Elizabeth, que justifica muito do comportamento atual e personalidade de ambos, além é claro de The Americans conseguir também mesclar muito bem o drama existente na relação do casal, eles que foram recrutados para ficarem juntos em nome da causa, constituindo uma família e tudo mais, sem que tivessem qualquer tipo de vínculo ou sentimento entre ambos além do interesse em comum e a saudade do frio da Russia antiga quando recém chegado nos USA. Achei bem bacana quando em um determinado momento, Phillip (Kevin Walker AKA Matthew Rhys) revelou para Elizabeth (Felicity AKA Keri Russell) que percebeu a sua decepção no olhar quando ela o viu pela primeira vez e ela sem negar o fato, acabou deixando entender que isso pode até ter sido verdade naquele primeiro instante, mas que com o tempo tudo havia mudado. Um caminho contrário a maioria dos casais comuns, onde a convivência pode se tornar um problema mais sério com o passar do tempo e nesse caso, tratando-se de dois estranhos com apenas alguns interesses em comum, essa convivência acabou funcionando como um motivo de aproximação maior para ambas as partes, até que eles finalmente deixassem de se ver apenas como uma dupla ou parceiro do crime e passassem a se enxergar com um casal.

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E esse drama familiar envolvendo o casal foi parte importante da temporada também, colocando ambos os personagens para viver uma relação que embora já tenha filhos até adolescentes, nada tinha de sólida em relação aos sentimentos de um com o outro. Isso muito mais por parte dela, que desde sempre pareceu ser mais fria (tudo muito bem justificado no piloto) e muito mais envolvida com a causa do que ele, apesar de toda a sua dedicação. Ele, apesar de também ser um excelente agente e executor (fiquei realmente impressionado com as habilidades de ambos os atores nesse caso), não consegue se incomodar tanto assim com os inimigos americanos e já totalmente adaptado ao novo estilo de vida, em um determinado momento chega inclusive a cogitar viver daquela forma para sempre, algo que ela repudia imediatamente. A sensação que fica nesse caso é a de que ele sempre esteve muito mais envolvido com o disfarce da “família perfeita” desde o coleço, realmente acreditando naquela relação que acabou sendo construída ao longo dos anos mesmo que a força ou simplesmente por obrigação, enquanto ela, totalmente prática, parecia ser apenas competente e não envolvida com nenhum aspecto sentimental dentro daquela relação, a não ser com os filhos, que na verdade parecia ser o único motivo para que eles voltassem para casa todos os dias. Algo que poderia passar como um ponto fraco na série, por a gente nunca ter visto um motivo concreto sobre o porque da existência daquela enorme distância entre os dois, mesmo depois de tanto tempo, se não fosse pelo plot do estupro que vimos ainda no piloto, além da bagagem de vida de cada um deles antes e depois de se tornarem um casal, que nos foi apresentada ao longa da temporada.

Enquanto em casa as coisas não pareciam estar nada boas para o casal a ponto deles serem obrigados a encarar a possibilidade de um divorcio, isso em plena década de 80, onde o assunto ainda não estava esclarecido para todo mundo, em campo, ambos enfrentavam desafios maiores a cada novo episódio, além de ter que conviver com o vizinho agente do FBI morando do outro lado da rua. Nessa hora, The Americans conseguiu provar que realmente é uma excelente série de ação e suspense também, além da questão do drama muito bem resolvida envolvendo o casal, nos deixando de olhos grudados na TV enquanto a dupla Phillip e Elizabeth resolvia seus pequenos problemas em terra americana, correndo o risco de serem pegos em diversos momentos, que é claro que a gente já desconfiava que não aconteceria tão cedo, mas mesmo assim ficamos nervosos com todas aquelas situações e possibilidades. E nessa hora tivemos de tudo, de ameaças a matar a sangue frio e de forma dolorosa o filho de uma mãe inocente que se recusava a colaborar com o plot de espionagem da dupla que naquele momento era extremamente necessária para a tarefa da vez, até a um agente rebelde e descontrolado se auto explodindo em um quarto de hotel, a série conseguiu transitar muito bem também nesse lado mais tenso da história, que na verdade é o seu maior atrativo.

Com vários disfarces diferentes e uma competência fora do comum, ambos mostraram o porque talvez sejam os melhores agentes russos em campo, embora nem tudo tenha sempre dado certo em suas missões durante essa primeira temporada. Não por incompetência deles e sim pelo acaso, que é uma forma honesta de nos apresentar o problema e que a série também conseguiu fazer muito bem, mesmo quando para isso foi necessário deixar os gélidos agentes russos um tanto quanto mais humanos e vulneráveis. Apesar disso, The Americans não conseguiu passar batido de alguns clichês do gênero, alguns pequenos e menos irritantes e outros que poderiam ter sido evitados, como o casal sendo capturado e descoberto cedo demais, ainda no meio da temporada, o que já denunciava que tudo não passava de um golpe a pedido de alguém próximo do casal, onde quem é que não desconfiava que tudo não fazia parte de uma espécie de treinamento comandado pela nova chefona mamma russa, hein? (aliás, um bom personagem que inclusive ganhou uma amarração importante ao final da temporada)

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De qualquer forma, tentando deixar esse clichês de lado, é impossível não reconhecer a força da série durante essas sequências de perseguição ou corpo a corpo, com tudo sendo executado de forma bem bacana, honesta, com ambos atores com históricos de personagens mais frágeis e nada parecido com seus atuais personagens, quebrando tudo sem a menor piedade e de forma muito bem executada que em quase nada (a não ser quando propositalmente) nos faz lembrar de seus históricos na TV. Nesse caso, acho que vale ressaltar que apesar da gente ainda chamá-los de Felicty e Kevin Walker de vez em quando (por comodidade e diversão, apenas), eles em nada se assemelham com seus personagens do passado, a não ser por algumas cenas onde eles muito provavelmente “de propósito” resolveram fazer alusões silenciosas a esse passado dos atores, de forma bem humorada até, como eu disse anteriormente sobre a história da peruca curtinha da Felicity ainda no piloto e agora, no final da temporada, de uma forma mais sentimental bem bacana e mais explícita com uma cena ótima da atriz Keri Russell revivendo parte do passado da sua série antiga que nós gostamos tanto, sentada na lavanderia de casa, super fragilizada (algo raro para ela dentro desse novo cenário) e ouvindo uma fita K7 (se alguém me perguntar o que é isso eu finjo que nem é comigo, propositalmente) gravada por alguém da sua família russa (muito provavelmente sua mãe). Sério, #TEMCOMONAOAMAR esse tipo de link com o passado? Isso sem contar alguma cenas surpreendentes que também acabaram acontecendo durante essa primeira temporada, como ambos batendo o carro do meio do nada em uma cena que nada indicava que algo do tipo aconteceria, apenas para cobrir seus disfarces. (apesar de AMAR o Matthew Rhys nesse papel, tenho que confessar que me peguei imaginando várias vezes o que seria Felicity ao lado do Ben dentro desse cenário. Quer dizer, imaginei sim esse cenário, com a diferença de que a Felicity não fazia parte dele, mas sim com o Scott Speedman e eu myself vivendo nos 80’s essa versão mais explosiva da minha #CRUSH antiga, confesso, rs)

Outra surpresa que acabou acontecendo dentro da série foi a ausência de um vilão declarado, com a America vs Russia sendo tratadas da mesma forma e assumindo suas parcelas de culpa, ao contrário do que se esperava sobre o assunto, por se tratar de uma produção americana, que todo mundo já contava que tinha tudo para ser tendenciosa fazendo aquela propaganda de sempre dos USA e o seu way of life. Basicamente, The Americans trata o plot da guerra fria como um caso de ação e reação,  sem deixar pontos de vistas muito claros em relação a quem seria o vilão dessa história, sem escolher lados e mostrando as duas faces dos rivais. Algo que eles conseguiram fazer até que naturalmente, sem deixar a sensação de que a história estava sendo contada pela metade ou que faltava coragem para contá-la da forma certa. Por se tratar de ficção, é importante que esse equilíbrio tenha aparecido desde sempre na série, mesmo com ela tendo encontrado alguns fatos reais da nossa história recente, como o atentando ao presidente americano Reagan, que teve como seu responsável um fã descontrolado da atriz Jodie Foster, por exemplo.

Do lado da lei dentro da história, também não conseguimos fugir de alguns clichês do gênero, como o policial meio clueless que não desconfia que o perigo mora ao lado. Se bem que, nesse caso nem podemos dizer exatamente isso porque o Stan (Noah Emmerich), o vizinho agente do FBI, até chegou a desconfiar de seus vizinhos e isso nós também já vimos no piloto (um momento excelente por sinal). Para ele, sobrou a história de acabar envolvido como uma agente russa agora dupla, Nina (Annet Mahendru), que se manteve como uma “traidora fiel” da sua pátria (embora tenha sido forçada a isso) até perceber que o FBI também estava disposto a qualquer coisa em nome de uma retaliação, que foi quando ela resolveu confessar a sua traição e encerrou a temporada jurando vingar a morte de um de seus colegas de trabalho, que mesmo inocente, acabou sendo vítima de toda a essa história de gato e rato apenas por se tratar de uma presa fácil para o FBI conseguir mandar o seu recado naquele momento. Só acho que para quem tem um vasta experiência em campo, como ele mesmo chegou a mencionar em alguns pontos da temporada, fica difícil entender como um cara como o Stan conseguiu ser enganado tão facilmente pela Nina. Tudo bem que esse foi apenas o começo da história entre eles com ela pertencendo novamente ao lado russo da coisa, mas mesmo assim, ainda acho que o seu personagem (Stan) esconde alguma coisa ou talvez essa seja apenas uma sensação pessoal minha, que tenho muito mais medo dele do que dos demais agentes russos infiltrados na trama. Se bem que nesse caso, tudo pode também ser justificado facilmente por conta da magia da personagem estrangeira sempre a disposição para qualquer coisa, if you know what i mean… rs

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Outro fato que até pode ser um clichê, mas que também foi resolvido de forma bacana, foi a questão da guerra interna até mesmo dentro da organização, com Phillip e Elizabeth enfrentando alguns problemas sérios com a nova administração russa, algo que demonstrou que apesar dos ideais em comum de todos os envolvidos do lado russo da força, ambos também conseguem pensar com a própria cabeça e sabem que mesmo do lado de quem diz que os protege, eles não estão nada seguros.

Boas surpresas também nos foram reveladas aos poucos durante essa Season 1 da série, como o envolvimento da Felicity (desculpem,  mas de vez em quando não consigo chamá-los por seus atuais codinomes, rs) com o personagem que ela mesmo havia recrutado no passado como força aliada, Gregory (Derek Luke) com quem nós descobrimos que ela viveu algo bem mais profundo do que apenas uma aventura. Ele que teve um final bem bacana (além de uma conversa super franca e honesta com o Phillip anteriormente, em outro bom momento da série que mais uma vez soube fazer perfeitamente o uso da sua trilha sonora como recurso para ajudar a ilustrar o momento), escolhendo morrer como “bandido” (na cabeça dele com “herói”) a viver como uma outra pessoa em um lugar onde ele nunca imaginou estar na vida. O mesmo vale para a revelação da antiga parceira do Phillip, que no começo apareceu apenas em um foto, sem muito destaque, mas que mais tarde descobrimos também fazer parte da organização, além de ter escondido o fato de ter um filho com Phillip no passado (que não conhecemos ainda), algo que ele desconhecia até então. Ela que acabou sendo o motivo para a separação do casal, por representar algo importante do passado dele e Elizabeth agora ter consciência disso.

E os personagens secundários dessa história também foram bastante importantes para ajudar a contá-la, além dos interesses amorosos do passado de cada um deles, como a funcionária do FBI enrolada esse tempo todo pelo Phillip, que acabou sendo forçado a se casar com ela para seguir com seus planos. Muito embora ela tenha parecido ser meio “sonsa” demais em relação aos acontecimentos e todo o comportamento do Phillip, o que nos deixa com a sensação de que na verdade, nem que seja lá no fundo, ela bem desconfia que tem alguma coisa de errado em relação aos pedidos de colaboração feitos a ela por seu agora marido, mas que ela prefere fazer vista grossa para não acabar como mais uma solteirona amarga e infeliz daquela ou de qualquer outra época. Típico.

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Como final de temporada ganhamos um episódio tão bom quanto o piloto, com o FBI chegando bem perto de colocar as mãos no casal de procurados, isso por conta da volta da personagem mãe chantageada por ambos ainda no começo da temporada, que chegou a fazer um retrato falado dos dois para a polícia (sendo que o dela está super parecido, hein?), algo que acabou esclarecendo algumas questões em relação aos procurados russos da vez. Da sequência da perseguição de carros, até a forma como ambos conseguiram escapar das mãos do FBI, que estava seguindo a pista certa em relação aos dois, tudo foi feito de forma excelente, tenso na medida certa (principalmente pensando em um season finale) e ainda acabou nos entregando uma resolução super bacana para o casal, que inclusive, quase foi pego pela filha adolescente durante a sequência de encerramento dessa primeira e excelente temporada da série (algo que não pode e nem deve acontecer e já sabemos que quem conseguir chegar perto de descobrir qualquer coisa, consequentemente deve morrer, como o parceiro do Stan no FBI, por exemplo), com todas as pontas soltas se encontrando nesse excelente episódio final.

E vale lembrar que desde cedo, The Americans já havia garantido sua Season 2 pelo FX ou seja, já temos como certo que pelo menos teremos mais uma temporada dessa deliciosa perseguição e espionagem russa oitentista pela frente. E ainda bem!

 

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The (KGB) Americans

Fevereiro 15, 2013

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Surpreendente em todos os sentidos. TO-DOS.

Ao ler a sinopse de “The Americans” (de Joe Weisberg – Falling Skies – e Graham Yost – Justified – e baseada em uma ideia de Darryl Frank e Justin Falvey), que trazia uma dupla de agentes russos da KGB infiltrados como americanos comuns, vivendo como um casal feliz nos subúrbios da America antiga da década de 80 durante o período da temida Guerra Fria, acabei não conseguindo apostar muito na nova produção do FX, que trazia no elenco a dulpa Keri Russell, fazendo a sua volta da TV depois do fracasso de Running Wilde (que era sofrível e ela dividia com o Will Arnett, uma prova clara de que ele não anda fazendo as melhores escolhas para a sua vida) e desde Felicity (♥) e o Matthew Rhys, esse sempre excelente, mesmo com o final super decadente de Brothers & Sisters. Comecei a suspeitar que dificilmente algo bacana sairia dessa nova aposta, mas depois de assistir a esse piloto, me vi completamente enganado sobre as minhas primeiras impressões sobre a série.

Um piloto longo, com pouco mais de uma hora de duração, mas que ao mesmo tempo conseguiu utilizar muito bem o seu tempo gasto nos situando em relação a história. Aquela sequência inicial já foi bem da sensacional, com um nível bacana de ação e suspense, enquanto começávamos a entender sobre o que a série tratava. Felicity já enfrentando o seu primeiro drama capilar na nova série (tenho certeza que aquela cena da peruca, apesar de fazer perfeitamente parte da cena, foi sim uma provocação ao drama antigo da atriz, quando resolveram cortar os seus longos e volumosos cachos nos primórdios de Felicity e a America antiga entrou em crise) e Kevin Walker mandando ver no corpo a corpo, mostrando que agora que ele tem alguma descendência russa, não está mais para brincadeira ou longas conversas ao telefone com seus demais irmãos e irmãs fofoqueiros e antigos. (rs)

Mas OK, deixando o meu cinismo de lado, surpreendentemente é quase impossível relacionar qualquer um dos dois ao seus grandes trabalhos de destaque do passado. Keri Russell está excelente na pele da agente infiltrada da KGB, Elizabeth Jennings, vivendo o sonho americano que ela acreditava não pertencer até então (mas devido a uma revelação envolvendo os seus ideais do passado, ela já começa a dar sinais de que pode vir a se adaptar a sua nova realidade), com marido e filhos em uma grande casa do subúrbio típico americano. Uma personagem que já começa a revelar suas camadas logo no piloto, mostrando que toda aquela sua postura de badass, meio que sem paciência ou não querendo nenhum tipo de envolvimento com o seu parceiro no crime, tinha raízes mais profundas do que a gente poderia imaginar.

Além do seu passado traumático que nos foi revelado através de um estupro nos tempos do seu treinamento na década de 60 ainda na Russia antiga, Elizabeth teve uma excelente introdução enquanto personagem, mostrando que em serviço ou na vida real, ela também não está para brincadeira. Todas as suas sequência, envolvendo plots dramáticos ou cenas de ação foram sensacionais, ainda mais para um piloto tão bem amarrado, entregando a cabeça do seu estuprador do passado, que agora era a vítima da missão da vez da dupla de agentes e que estava aguardando uma finalização no porta malas do carro do casal, estacionado na garagem.

Matthew Rhys também está sensacional no papel do agente da KGB Phillip Jennings, esse um pouco até mais fácil de lembrar o que já vimos do ator recentemente na TV devido ao seu carisma absurdo e personagem menos “bitolado” do que a sua parceira. Apesar de dividir os mesmos ideais e raízes (apesar de que, parte do passado dele ainda não nos foi revelado, como por exemplo, quem era aquela mulher da foto que ele olhava antes de conhecer Elizabeth…), Phillip começa a enxergar no american way of life que ambos estão vivendo durante tanto tempo, uma possibilidade de escapar daquele vida dupla que pode acabar levando os dois para a prisão perpetua caso sejam descobertos em território inimigo e é possível perceber que ele não consegue achar o estilo de vida americano tão ruim assim para considerar como o seu próprio futuro dentro do país.

Tão profissional quanto a sua parceira, ele também aparece com pompa de badass em campo, em cenas de luta sensacionais do começo ao fim. O que foi a briga dele com o pedófilo da região que resolveu se engraçar com a sua filha (e nem precisava disso, porque eu já tinha certeza que ao ter percebido o perfil do cara, ele certamente acabaria tomando alguma providencia a respeito), com ele saindo vitorioso mas não sem antes se servir de um cachorro quente grelhado? Com a diferença de que pelo menos o seu personagem parece mais adaptável às circunstâncias, conseguindo se divertir mais e procura até um maior envolvimento com a sua parceira, com quem embora ele viva uma vida de aparências como casal, na prática, nada estava sendo como se esperava.

E foi linda a forma como ambos acabaram criando um vínculo maior, com a revelação de que aquele cara preso no porta malas do casal era um problema antigo da sua “mulher”, que ele nem pensou duas vezes antes de finalizar, apenas quando solicitado por ela, que precisava vencer aquela luta que ela tinha em débito com aquele cara horroroso desde muito tempo, provando que agora, ela podia muito mais que ele (uma vingança ótima por sinal). Um sequência incrivelmente sensacional, densa, profunda, super bem executada e tudo isso sem o menor exagero.

Sem contar que depois disso, percebendo o grande vínculo que havia sido despertado naquele momento entre eles, Elizabeth acabou cedendo ao encantos do parceiro/marido e por incrível que pareça, eles conseguiram fazer tudo isso de forma digna, em um cenário típico dos anos 80 e com Phil Collins tocando ao fundo. Dá para acreditar? (“In the Air Tonight” que eu não consigo parar de ouvir desde então)

Aliás, os 80’s realmente voltaram com força a TV com The Carrie Diarires e agora com The Americans, que também não fez feio (e olha que as referências da década são todas tão difíceis de não tornar caricata…), trazendo um cenário extremamente convincente e de muito bom gosto até, apesar da calça semi baggy da própria Felicity em uma das cenas em sua casa, rs (sorry, mas vez ou outra, eu vou te chamar de Felicity, Elizabeth, porque é assim que funciona a minha cabeça e não por qualquer semelhança entre as duas além da mesma atriz que as interpreta, é claro. Lide com isso). Outro tipo de cuidado que eu achei bem importante na produção foram as caracterizações quando em campo de batalha do casal, com ambos aparecendo com disfarces ótimos e perucas melhores ainda, coisa não muito fácil de se encontrar na TV. (vide as peruquinhas pavorosas do Arrow quando na ilha)

Além de ter nos aprofundado bastante até em relação a parte da história dos personagens principais e sobre o porque de tudo aquilo, optando mais por começar a justificar a postura de cada um deles naquele ponto da história do que qualquer outra coisa, ainda ganhamos um vizinho recém chegado aos subúrbios que promete dar alguma trabalho para o casal. Ele que para complicar ainda mais é do FBI e está envolvido em uma tarefa que levanta suspeitas sobre o fato dos russos estarem infiltrados nos USA como cidadãos comuns, ele ainda chega com a bagagem de já ter sido um agente duplo em campo nazista e já começa a desconfiar do comportamento inofensivo demais dos novos vizinhos. (aquele final foi aflitivo, mas teve uma conclusão ótima, com o Phillip estando a uma passo a frente de tudo. Brilhante.)

O piloto, apesar da sua longa duração (lembra do piloto de Fringe? Então… longo, porém excelente), tem um ritmo bem bacana que pode variar de acordo com as preferências pessoais de cada um, com um volume equilibrado entre a quantidade de plots e acontecimentos que acabamos encontrando no primeiro capítulo dessa história, que se seguir a mesma linha desse episódio piloto, tem tudo para ser uma das boas novidades da TV americana para esse ano. (e é muito legal encontrar a Felicity e o Kevin Walker falando russo na TV, vai?)

E de qualquer forma, ficamos felizes que ambos os atores tenham encontrando personagens excelentes para voltar a TV.

Veremos…

 

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Toda a America antiga só fala deles

Fevereiro 7, 2013

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Ainda não consegui assistir The Americans, nova série da Keri Russell e do Matthew Rhys que se passa nos anos 80, trazendo ambos como agentes da KGB infiltrados na America antiga, vivendo como um casal comum durante a Guerra Fria, mas está todo mundo falando que é excelente. (e por isso, pretendo ver no feriado de logo mais)

Apesar de não ter visto ainda, acho ótimo que a Keri (que nós amamos odiar – puro recalque e no meu caso ciúmes mesmo, embora eu odiasse muito mais a Julie, a eterna Pink Power Ranger Megabitch- desde os tempos de Felicity antiga) tenha conseguido um bom papel na TV depois de tanto tempo e o Matthew Rhys também, por quem a gente ainda tem um amor recente guardado dos tempos (apenas os bons) de Brothers & Sisters.

Veremos…

 

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