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Parceria certa

Outubro 5, 2012

Nova série dos criadores de Will & Grace, meio que inspirada na amizade dos próprios (os criadores) e com um elenco conhecidíssimo de todos nós. Só por esses detalhes, Partners já chegou pra mim como uma boa promessa de nova comédia.

O piloto é bom, mas nada demais também (tenho que ser sincero e dizer que não chega a ser como o piloto de The New Normal, por exemplo), não chega a empolgar e não nos traz elementos novos, onde apenas revivemos o formato de sitcom de antigamente. O que não chega a ser exatamente um problema, porque mesmo tratando-se de um formato superado pela TV atual, Partners consegue sim entregar uma série bem corretinha, pelo menos a princípio.

A série fala sobre a amizade dos dois personagens principais, que além de terem dividido a vida e uma série de experiências ao lado um do outro enquanto cresceram juntos, dividem hoje também um negócio, onde ambos são sócios de uma empresa de arquitetura. (Grace foi designer de interiores, os dois são arquitetos… hmm mmm… seria essa uma frustração de qual dos dois da dupla de criadores, hein? rs)

O bacana é que devido ao alto nível de intimidade dos dois, ambos acabam se tratando e sendo tratados pelos demais personagens como uma casal, mesmo que não exista aquele clima clássico de bromance entre eles e tudo parece ser muito mais natural e super bem resolvido por ambas as partes também. Joe (David Krumholtz, que também faz o terapeuta do McAvoy em The Newsroom) é a hetera da dupla e o mais responsável da dupla, todo certinho, do tipo que namora, mas não tem muita certeza quanto ao seu futuro ao lado da sua atual namorada. Do outro lado temos Louis (o sempre excelente Michael Urie, o Mark de Ugly Betty), o gay da turma, animado, fashionista, sarcástico, bem humorado, cheio de referências, aquele velho esterótipo de sempre que nós adoramos e não temos o menor problema em admitir que existe SIM. (mesmo porque… rs)

A princípio, o cara acabou roubando a cena, onde o piloto acabou mesmo (e essa parecia ser a proposta) tendo o foco todo no seu personagem, que me pareceu ser uma delícia, embora seja um tanto quanto sincero demais em diversas situações. (inclusive com o namorado, o que é ótimo também)

O problema que eu já senti logo de cara na série é que como o Louis é o mais divertido entre eles todos, a série tende a ficar muito focada no personagem, ou acabar dependendo dele para salvar qualquer situação. Mais ou menos como o que aconteceu com o Sheldon em The Big Bang Theory por exemplo (e a série também é da CBS, portanto…), na época em que ele ainda era bem engraçado. Sendo assim, com o tempo, fico com medo que acabe sobrando o papel do rabugento (Leonard) para o Joe, que já no piloto e por parecer ser tão certinho, já ficou com aquela tarefa que a gente sabe que sempre será a de quem vai levantar os assuntos todos para que o amigo possa fazer graça ou que vai acabar com o tom da comédia sendo apenas normal e controlado demais. Se ele fosse alguns tons mais solto, mesmo sendo certinho, essa parceria seria ideal.

Os outros dois personagens, Ali (Sophia Bush) e Wyatt (Brandon Routh lindo, mas bem mais fraco que os demais), os respectivos pares de cada um deles, me pareceram muito coadjuvantes a princípio, mas por tratar-se de um piloto, achamos que vale a pena dar esse desconto. Sem contar o histórico de Will & Grace de seus criadores, que acabou transformando o Jack e a Karen por exemplo, nos grandes nomes da série que carregava o nome da outra dupla. Mas é mais ou menos como se eles tivessem com os pares trocados e o Joe devesse namorar o Wyatt, que é muito mais parecido com ele e o Louis devesse namorar a Ali, que seria a parceira ideal para ele.

Mas parece que a dupla estava mesmo a procura de alguém para completar a outra metade de cada um deles e tendo como base a parceria de sucesso entre os dois amigos por todos esse anos, que se completam muito bem, compreendemos que ambos tenham procurado um parceiro o mais parecido com o seu “ideal” de dupla possível. (♥)

E como a série tem um elenco bacana e criadores que já nos entregaram de presente algo como foi Will & Grace (me seguro toda vez que eu lembro da série para não acabar fazendo uma nova maratona dentro dela), acho que vale a pena a gente ficar de olho em mais essa comédia. Sem euforia, para dar risada de forma bem simples e caseira, mas de um jeito que quando bem feito como Partners me pareceu ser, ainda funciona.

 

ps: já assisti também ao segundo episódio (1×02 Chicken & Stuffing), esse bem mais engraçado e onde já deu para perceber que todos eles vão ter a sua chance dentro da série, apesar do Urie continuar roubando a cena, por mérito dele como ator. Nesse o Joe já me pareceu mais solto e engraçado e até o Wyatt ganhou o seu momento, apesar de achar que ele está um tanto quanto Sheldon demais para o meu gosto (o personagem e não a sua função dentro da série, que eu já usei como referência para o Louis), mas que mesmo assim não deixa de ser uma ótima brincadeira em relação ao estereotipo do próprio Brandon Routh como ator, rs.

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