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Switched At Birth – uma série foufa, mas seria isso o suficiente?

Setembro 12, 2011

Quando ouvi falar sobre a nova série do ABC Family, já fiquei até com o pé atrás. Porque uma série com o título de Switched At Birth, já tinha pelo menos para mim, grandes chances de ser um dramalhão desnecessário.

Mas até que para minha surpresa inicial (gravem essa parte) a série era mais do que isso, a começar por um detalhes na história das garotas trocadas. Óbviamente que cada uma delas teria o universo completamente diferente da outra e no mínimo uma seria pobre e a outra rica (Zzzz), para render alguns conflitos bem óbvios. Bingo!

Mas é ai que entra o tal detalhe: uma das garotas é deficiente auditiva.

E com esse detalhe ganhamos uma nova dinâmica bem mais interessante, mesmo com a série caprichando em uma temporada recheada de clichês em quase todos os seus momentos.

É claro que uma seria quase perfeita e a outra chata e cheia de falhas , é claro que uma se interessaria pelo namorado da outra, é claro que os pais não iriam se dar bem. Sim, tudo isso já me parecia óbvio, mesmo antes de ter assistido ou lido qualquer coisa sobre a série e a reunião de clichês foi confirmada durante toda temporada, infelizmente.

Tudo bem que é uma série feita para adolescentes,  que muitas vezes são um tanto quanto preguiça e nós já sabemos disso, mas Skins por exemplo, já vem provando faz um bom tempo que essa parcela da sociedade aceita muito bem uma boa novidade, isso quando bem feita e apresentada de uma forma interessante.

E sabe aquele tipo de série que comove com a trilha sonora que entra dramaticamente no momento certo, cheia de olhares de suspense, de personagens que resolvem refletir ao final de uma frase de efeito ou de uma cena bem dramática? Então…Switched At Birth tem cara de novela.

Mas tirando toda essa reunião de clichês, a grande sacada de Switched At Birth foi mesmo trazer a tona um universo desconhecido de muita gente, que é a vida dos deficientes auditivos ou surdos, como eles não se incomodam de serem chamados, ao contrário do que muita gente possa imaginar. A começar pela linguagem de sinal, que é sempre bacana de se aprender e que funciona muitas vezes como um desconforto na série para quem esta acostumado a ouvir as coisas e imagino que tenha sido um tapa na cara da sociedade americana, quando eles tiveram que encarar uma série de tv com legenda em diversos momentos. Suck it america (rs)! Mas tudo é colocado de uma forma bem bacana, tudo até que de uma forma bem didática e além disso, o desconforto e a necessidade de adaptação aparece de ambos os lados, revelando que será necessário uma adaptação geral naquele novo retrato de família.

Bacana tmbm que ao decorrer da temporada os papéis foram se invertendo e a Daphne (a garota surda) vai perdendo o status de “filha perfeita” e vai revelando novas camadas da sua personalidade enquanto Bay (a ouvinte, que pra mim vai ser sempre a filha do Luke em Gilmore Girls), vai revelando ser muito mais legal do que a gente poderia imaginar, a ponto de conquistar o coração do boy magia da série, Emmett.

Mesmo assim, ficou bem claro durante a temporada, que nem a Daphne é tão legal ou apaixonante assim, já que todos os pares que tentaram arrumar para ela durante a temporada acabaram se tornando dispensáveis na série e nem a Bay era tão badass assim como ela acha que é, mesmo com o seu perfil de artista underground de rua de condomínio fechado e super seguro, apesar da arte dela ser bem maravileeeandra!

Confesso com um pouco de vergonha até que eu tmbm torci o nariz e também fiquei em dúvida se seria seguro, quando o Emmett apareceu pela primeira vez montado em sua moto. Pura ignorância minha e acredito que de várias pessoas também, que com o decorrer da série fomos aproveitando para conhecer um pouco mais da vida de pessoas que vivem com essa condição e ficamos muito mais esclarecidos quanto a surdez. Quem imaginava que eles poderiam tocar bateria por exemplo? E isso tmbm é bacana na série, que funciona meio que como uma aula dentro desse universo pouco discutido na tv até então, pelo menos dessa forma.

Voltando a falar do Emmett, ele logo de cara se tornou o meu personagem preferido. Bem resolvido com a sua condição, ele sempre me pareceu o personagem mais interessante da série, além de todo o seu apelo no quesito foufurice e o fato dele ser ruivo (ok, isso deve ter contribuído para a minha simpatia imediata…). De cara, é possível perceber que ele é e sempre foi completamente apaixonado pela Daphne, mas esse clima de romance vai perdendo completamente a força quando a Bay entra no jogo e acaba levando a melhor e isso ainda acaba levantando uma questão importante nessa história toda e foi a minha maior surpresa durante a temporada.

Emmett, apesar de ser muito bem resolvido em relação a sua surdez, tem também uma certa resistência a se relacionar, em todos os sentidos, com pessoas ouvintes, o que mostra um pouco do outro lado da questão e um preconceito inverso ao que seria “comum” ou pelo menos óbvio. E a partir do momento que ele vai se envolvendo com a Bay, alguns questionamentos são levantados e a questão da adequação para ambos passa a ser necessário, onde um precisa aceitar e entender a condição do outro, para que eles possam se comunicar e assim se relacionar. E tudo isso é construído muito bem, mesmo que em poucos episódios, deixando a relação do casal cada vez mais foufa.

E esse romance acabou roubando um pouco da cena em relação a questão da troca das meninas, que seria o grande drama da série, mas que ficou bem em segundo plano nesse caso porque a história estacionou e esse eu acho o seu maior erro. E nem o fato que foi revelado mais tarde, de que uma das mães já sabia sobre a troca (ficou sabendo quando a filha ainda era criança), teve um grande efeito de suspense, porque esse issue foi resolvido simplesmente, sem muito tempo para explorar o drama contido nessa revelação, que tinha força para causar um impacto muito maior do que causou. Perderam um ótimo gancho, fikdik…

Achei que no mínimo esse seria um bom momento final para a temporada e que a Season 2 tivesse mais chance de explorar esse lado mais dramático da série, com todas dando as costas para a mãe latina. Humpf!

Até aqui tudo bem, até soltei alguns elogios sobre Switched At Birth, mas agora eu volto a minha pergunta do título do post: a série é foufa, mas seria isso o suficiente?

Bom, não pra mim. Não consegui gostar dos personagens secundários (além do Emmet) e tmbm não consegui me apegar a ninguém das duas famílias (não consegui suportar a mãe rica extremamente chata e o irmão com cara de mamão). Fiquei com a impressão de que os personagens andavam em círculos a todo momento, como se em todo episódio tivéssemos algum problema de relacionamento entre as duas garotas e o pior é que sempre era uma coisa bem tola ou óbvia, ou algum problema de algum membro das famílias, que acabava dizendo ou fazendo alguma coisa que não agradasse os demais e ai toda mundo fazia cara de “não aprovamos esse comportamento, mas não temos argumentos o suficiente no roteiro para discutir o assunto, humpf” , isso por cinco ou dez minutos dentro do mesmo ep e depois tudo se resolvia de alguma forma. Zzzz. E eu me dei conta disso quando parei de assistir a série lá pelo 4 episódio e pulei para os eps finais, para ver no que iria dar, só porque sou bem curioso.

Outro fato que me incomodou bastante, foi a família rica tentar muito mais se envolver na vida da sua filha desconhecida até então. Tudo bem que ela é quem tem uma condição diferente nesse caso e óbviamente o esforço maior teria que vir por parte dessa família, mas a mãe do lado pobre não me pareceu muito interessada em conhecer a sua também filha desconhecida, mesmo tendo uma série de pontos em comum com a garota. Custava dividir umas horinhas de pinceladas soltas com a garota? Ainda mais já que eles fizeram tanta questão de estereotipar tanto assim o lado latino da personagem na série e sendo assim, esse calor humano precisava aparecer.

Basta também prestar atenção em quantas vezes a Daphne esteve presente no cenário da família rica, sempre interagindo com um deles e em quantas vezes vimos a Bay ganhando o mínimo de atenção da sua verdadeira mãe durante toda a temporada, ou até mesmo da sua nova abuela.

E os problemas na série também me parecem muito fáceis de serem resolvidos quando se tem um caminhão de dinheiro disponível em uma das suas 274 garagens, rs.

Sinceramente? Achei que com tudo isso, o drama principal da série ficou meio perdido e sem sentido, deixando até uma história de amor adolescente se tornar muito mais interessante do que toda a carga dramática envolvendo a troca das duas garotas.

Certamente não vai ser uma das séries que eu vou correr para assistir no próximo midseason (é provável que eu nem veja mais e vc podem me contar sobre…), mas valeu a pena assistir o final da temporada para ver a declaração de amor mais foufa ever (e inesperada) com o Emmet abrindo mão de todas as suas convicções em relação a sua condição e dizendo, com a sua voz que ele nunca usava, o quanto a Bay era importante para ele.  Foufo mil!

Bonitinha, foufinha, mas rasa demais, então não é pra mim, que apesar de ter uma alma jovem de dancing queen, young and sweet, only seventeen, tmbm tenho um velho de 70 anos vivendo dentro de mim.

E o novo ThunderCats, hein?

Julho 15, 2011

 

Posso dizer que eu fiquei curioso para assistir essa nova versão?

Com produção da Warner, a estréia esta prevista para o próximo dia 29, na Cartoon Network da america antiga.

Será que merece uma chance?

Só sei que depois dese momento flashback com a abertura antiga eu fiquei com saudades.

E fiquei também curioso e por isso vou aproveitar o midseason para dar uma conferida nessa nova versão.


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