Posts Tagged ‘Moonrise Kingdom’

Wes Anderson + Roman Coppola + Prada

Março 26, 2013

Primeira parte do curta feito para a campanha do perfume Candy L’Eau da Prada, dirigido e produzido pela dupla Wes Anderson + Roman Coppola  (dupla que para quem não se lembra, foi a responsável por uma maravilha chamada “Moonrise Kingdom”, da qual falamos no passado aqui ó), no melhor estilo Nouvelle Vague do cinema francês.

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

The Modern Guilt Awards 2012, a quarta edição do prêmio mais sensacional de todos os tempos

Dezembro 31, 2012

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A premiação mais esperada e concorrida de todos os tempos finalmente chegou a sua 4ª edição, o The Modern Guilt Awards 2012, que dessa vez veio mais feminino do que nunca, furando o Globe de Ouro de logo mais e contando com a apresentação da dupla Tina Fey e Amy Poehler e comentários nas entrelinhas delas, Mindy Kaling, Aubrey Plaza, Lena Dunham e todas as meninas de Girls, nessa noite que com esse time completíssimo, agora sim está mesmo com cara da nossa noite de premiação dos sonhos! (favor imaginar todas essas vozes a cada prêmio revelado, inclusive os comentários além dos nossos próprios comentários, é claro. Estou numa fase voiceover…)

Como todos já sabem, essa é uma premiação pouco ou nada democrática, assumidamente parcial e recheada daquele favoritismo que vocês sempre encontram aqui no Guilt (lidem com isso), onde com um nível ainda mais alto de cinismo e a honestidade honesta de sempre, resolvemos deitar com toda e qualquer premiação já existente (Suck it Oscar, Golden Globe, Hugh Jackman rebolando mais que eu quando toca qualquer diva antiga na buatchy, durante o Tony de uns anos atrás), provando que é possível sim fazer uma premiação digna porém bem honesta, sem deixar o nosso lado mais ácido e ou meio amargo de lado. Mas apesar de todas essas variações de sabores, acreditem, somos extremamente doces. (rs)

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Então preparem aquela roupa boa de domingo e assinada (apesar de hoje ser segunda), que é hora de tocar a música, é hora de ascender as luzes, é hora do nosso show! Que entrem Os Muppets, porque o The Modern Guilt Awards 2012 já vai começar! (gargalhadas de Poehler Fey)

(acho que tudo nessa vida deveria começar com essa trilha. TU-DO!)

 

Höy do ano> Ryan Gosling, ele que é sempre uma visão!

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(já disse para você nunca mais nos olhar assim, não disse Ryan? Mas continue, por favor… rs)

Não adianta, alguns até que se esforçaram bastante, mas desde que depositamos toda a nossa atenção no Ryan Gosling, não conseguimos mais prestar atenção em outra coisa. Sorry, but I’m not sorry…

Quer dizer, até conseguimos, claro, porque afinal, somos todos tomados pelo calor da magia à sedução a qualquer momento do dia ou da noite, mas desde que ele entrou nessa sua atual fase de magia mágica (que nesse caso, deve ter começado ainda no Mickey Mouse Club, rs), nenhum outro conseguiu superá-lo em nossa imaginação.

Acompanhamos tudo a seu respeito. Suas chegadas ao aeroporto enfeitiçando todo mundo com o seu nível máximo de magia mágica, suas voltas com sweaters foufos e pacotes de bagels de sabores sortidos,  suas idas a academia que acabaram nos revelando um plot importante a se considerar devido ao seu pé de hobbit. Teve também aquele outro dia, onde seguramos a raiva, mas quase fizemos nós mesmos uma tattoo de dragão na cara da Rooney Mara, tamanha ousadia e falta de amor a própria vida da mesma. Até que chegamos a um momento dramático, quando passamos a acompanhá-lo ao lado dela, a temida (principalmente pelo George), Evil Mendes (cuspida de fogo verde no chão e tiques nervosos nos músculos todos do rosto), algo que foi bem difícil de digerir, eu sei  e até agora não conseguimos superar essa dor dolorida. Quer dizer, mais ou menos também, porque mesmo assim, mesmo enfrentando essa afronta, nós aprendemos a rir até dessa tragédia e isso só porque somos fortes. É, mas não podemos negar que o Ryan fez o óbvio. Logo ele… Humpf (- 0,0001/2 ponto no seu nível de magia)

Apesar desse detalhe, Fassbender, Skarsgard, Speedman, Krasinski, Sturgess, Levi, Quinto, Pine, Greenberg, Driver, DallasAmell, Bell, Jackson, Canet, Levitt e algum outro que eu não tenha lembrado agora (e provavelmente estou esquecendo de vários feitiços) que nos desculpem, mas novamente, o nosso Höy mais representativo vai para ele esse ano.

Vamos lá, todos juntos enquanto escorre aquela single tear pelo seu atual status e principalmente com quem temos que aturá-lo circulando por aí (escorre uma lágrima de sangue em um close bem dramático ao som de “Lose Your Soul” do Dead Man’s Bones): HÖY!

 

Hecatombe da magia mágica 2012> O massagismo do Fassbender no Ryan Gosling. #CATAPLOFTKABOOMBANGPOWTOIN

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Durante o ano, chegamos a ilustrar o dia em que a terra entrou em estado de alerta, além desse outro momento aqui que não poderia ter nos causado outro tipo de reação a não ser um CATAPLOFT daqueles, com o encontro das magias mais desejadas do momento, Gosling + Fassbender nos bastidores do novo filme do Terrence Malick (que atualmente está na sua fase mais produtiva, diga-se de passagem), mas nada se compara com essa imagem que descobrimos tardiamente, reconhecemos, mas que pela graça dos poderes da Santa Cher, foi lembrada a tempo de poder ganhar o merecidíssmo prêmio de Hecatombe da Magia Mágica 2012, o dia em que muita roupa intima se dissolveu no ar misteriosamente e nada mais do que justo para ambas as partes e todos os envolvidos.

(♥) Representando a magia mágica: GOSLING, Ryan. Höy!

(♥) Representando a magia mágica ruiva: FASSBENDER, Michael Fassy Magmetros. Höy!

Pregunta: o que você faria se fosse a terceira pessoa nesse date?

(R: ninguém precisa responder na verdade, porque nós bem já imaginamos o que todo mundo faria. Deixem isso para o nosso projeto de soft porn, rs)

 

Maravileeeandra do ano> Anne Magia Hathaway

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Estou achando que o segredo para se alcançar o nível máximo dessa categoria se resume a uma tesoura e não daquelas do tipo de picotar…

Ano passado foi a vez da Michelle Williams (outra que é sempre uma visão) e esse ano, depois que ela também se encontrou com seu novo corte de cabelo, Anne Hathaway nunca esteve tão linda. Talentosa a gente sempre soube que ela é e isso não é mais novidade para ninguém. Se bem que, linda também a gente sempre achou que ela fosse… (insuportavelmente até)

Tá, ela estava magrona, estava gatona e estava gostosa também no novo Batman (#TDKR), mas mesmo assim, Anne está ou não está maravileeeandra nessa sua fase atual?

Detalhe: linda e casadíssima. #AMEMSIS

#GHOLMAGIA

 

Nova #CRUSH totalmente inesperada do momento > Blake Shelton (♥)

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Apesar de não comentar muito por aqui, quem me acompanha pelo Twitter sabe que eu AMO o The Voice (US) e vivo comentando tudo o que acontece por lá (na preguiça de fazer um post sobre o assunto, porque são muitos episódios e aí já viu… diferente de The Glee Ptoject, que é bem mais curtinho e comentamos tudo por aqui mesmo). E durante a Season 3 que acabou de acabar, a primeira que eu passei a assistir seriamente, sem pular nenhum episódio e comentando de um tudo por lá (tentando me conter nos spoilers, é claro), acabei me encontrando em um dilema seríssimo.

De um lado estava ele, Adam Levine e suas t-shirts de $600 cheia de furos, para quem eu até já cheguei a pedir desculpas por aqui, devido a alguns comentários de um passado recente e do nosso histórico meio assim (apesar de que, é claro que continuo na torcida para que as nossas suspeitas de sempre sejam todas verdade…). Ele que deu os melhores abraços dessa temporada no The Voice, fato, e que eu aprendi a gostar bastante do seu lado todo foufo e até profissional com os participantes do programa, que me surpreendeu bastante ao longo da temporada. Tanto que resolvi fazer as pazes com ele e a partir de agora eu só tenho coisas gracinhas para falar do Adam. Sim, estamos de bens.

Mas do outro lado estava ele, um cantor country com suas botas de couro pavorosas, sotaque de quem parecia ter saído de Bon Temps em True Blood (i wish) e três metros de altura de pura foufurice= Blake Shelton.

Cheguei a dizer lá no Twitter (eu acho) que caso eu fosse um candidato do The Voice e ambos, Adam + Blake apertassem o botão para mim, eu muito provavelmente teria um AVC e não saberia qual dos dois escolher. Ficaria catatônico naquele palco por horas, imaginando todas as possibilidades…

Mas ao longo da temporada, acabei desenvolvendo uma relação de amor toda especial com o Blake, com que em sonho em viver um bromance, porque ele é casadíssimo e de tanto que ele fala da mulher, eu já aprendi até a gostar dela também. Pode?

Ele que no programa vive esse bromance com o próprio Adam e é uma das pessoas mais engraçadas da TV atual. Além de parecer ser super gente boa, um foufo na verdade, super divertido e extremamente bem resolvido, a ponto de reconhecer a sua atração até mesmo pelos participantes meninos do programa a todo momento e sem o menor pudor. E quando Blake morde seus lábios, sabemos que ele gostou do que viu/ouviu, rs.

E detalhe, não é que além de tudo isso ele ainda canta super bem? (já achava isso no passado, mas agora passei a admirá-lo ainda mais por isso. Sério mesmo- e nessa apresentação ele não estava na sua zona de conforto, mas foi a melhor e a que ele mais pareceu se divertir durante a temporada)

Por mais que os meus CDs indies se sintam traídos nesses exato momento e eu não duvido nada que eles comecem a desafinar e ou pular faixas em sinal de protesto, tamanha é a minha atual #CRUSH pelo Blake, que eu já até prometi para mim mesmo que vou comprar um dos seus CDS ou DVD em sinal de respeito e admiração. Sim, lidem também com isso.

E se eu fosse cantar no The Voice (algo que eu faço direito no banho), iria com um coração na cabeça escrito Blake, tipo o que a Amy usava no passado… (♥)

Höy!

 

Listen Up do ano> Mumford & Sons

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E esse foi ou não foi um bom ano para o Mumford & Sons?

A banda apareceu na soundtrack de tudo o que foi mais legal em 2012 (em nossas mixtapes por aqui então, eles apareceram bastante), fizeram aparições em quase todos os programas bacanas e se tornaram muito mais conhecidos no mundo todo.

Apesar daquele ciúme que a gente sempre fica quando nossas bandas preferidas do momento se tornam conhecidas pela maioria (e não tem jeito, sempre ficamos com ciúmes) é bem bacana ver algo tão sensacional como o novo álbum da banda, “Babel”, ecoando pelo mundo inteiro.

Bacana mesmo, para ouvir a todo momento e exatamente por esse motivo, eles são o nosso primeiro (e o mais recorrente dessa edição) momento musical dessa quarta edição do The Modern Guilt Awards 2012, com o lindíssimo vídeo de  “Lover Of The Light”

 

Popcorn do ano> Novamente, não consegui e nem achei justo decidir por apenas um filme, portanto…

Fomos menos ao cinema esse ano, eu sei. Não só por nossa culpa, porque também não acho que 2012 foi um dos melhores anos para o cinema, apesar de ter encontrado bastante coisa boa. (e muitas estreias ficaram para esse fim de ano, além da dificuldade de sempre de encontrar alguns filmes que a gente adoraria ter visto, por exemplo)

Conferindo tudo o que assistimos durante 2012, encontramos 30 longas (que ganharam reviews por aqui, porque é claro que acabei assistindo muito mais coisas que não cheguei a comentar aqui no Guilt) e muitos deles ainda figuravam nas listas de 2011, daqueles que a gente não poderia deixar de ter visto e precisava conferir antes que fosse tarde demais. (“Shame” ,  “The Artist” ,  “We Need to Talk About Kevin” ,  “Carnage” ,  “The Descendants” ,  “My Week With Mariyln” ,  “Tomboy” ou o excelente documentário “Bill Cunningham New York, para citar apenas alguns ótimos exemplos)

Além disso, encontramos algumas surpresas assistindo DVDs antigos também, como delicioso “2 Days In Paris” ou o apaixonante “Lars And The Real Girl”, que apesar de não serem nenhuma novidade, poderiam muito bem entrar nessa lista, já que essa premiação nunca foi das mais coerentes. (rs)

Mas, em termos de novos filmes ou novidades novas de verdade, de tudo o que nós assistimos durante esse ano que passou, acabei separando novamente três opções, que pra mim foram as melhores do ano e isso por motivos diferentes que fazem todo o sentido na minha cabeça. Eu juro.

 

Moonrise Kingdom

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Uma reunião de tudo que o Wes Anderson sabe fazer de melhor, com uma história de amor extremamente foufa, referências visuais que vão te dar vontade de mudar para aquele lugar e nunca mais voltar (eu moraria fácil em qualquer um de seus filmes, como já disse antes) e ainda um elenco de coadjuvantes dos mais estrelados de todos os tempos.

Por todos esse motivos além de tudo o que o filme representa, é humanamente impossível não se apaixonar por “Moonrise Kingdom”. Simplesmente não tem como! (♥)

Pensei inclusive em virar escoteiro depois de assistir o longa. Cheguei a considerar a possibilidade, mas pensando bem e levando em consideração o meu próprio humor e personalidade, tenho a sensação de que estou muito mais para Suzy Bishop observando o mundo com seu binóculo do que qualquer outra coisa, rs. (além do que, o sobrenome Bishop me deixaria mais perto de pertencer a uma outra família Bishop que eu adoraria pertencer na verdade, rs #FRINGE)

ps: e o longa quase empatou com “The Perks Of Being A Wallflower”, um filme também muito especial, mas acabou levando vantagem na questão visual e por ser o filme mais completo do diretor até hoje. Sorry! (mas assistam aos dois que super vale a pena)

 

The Dark Knight Rises

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“The Dark Knight Rises” não é um filme qualquer de super-herói (esse sim foi um filme qualquer sobre um super-herói em 2012, por exemplo…). Ele na verdade se tornou a redefinição de um gênero e após passar por essa experiência que fechou de forma excelente a trilogia mais recente do homem morcego (tirando a cena da morte de uma certa atriz que só pode ter tentado sabotar o filme com aquele trabalho sujo ou ter honestamente faltado na aula de “como morrer dignamente no cinema”, porque fora isso, nada justifica o que vimos), eu diria que daqui para frente, não tem como a gente se contentar com menos quando o assunto for filmes do gênero. Que ele tenha servido de escola, porque se tudo o que estiver por vir pela frente for pelo menos inspirado em 50% do que TDKR foi, teremos uma boa leva de novos filmes de super-heróis. Stan Lee diz amém para essa esperança. (ele que fez 90 anos na última sexta, com corpinho de herói de no máximo 70, vai? Howcoolisthat?)

E qualquer um que vier depois, se pelo menos não se esforçar, terá grandes chances de não conseguir ultrapassar as barreiras de acabar sendo considerado apenas como mais uma grande bobagem.

Damn you Nolan!

Para sair do cinema escondendo os olhos vermelhos de choro e procurando compulsivamente por gadgets no seu cinto de homem/mulher bem nascida e abastada. :[

 

Weekend

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OK, podem começar a reclamar pelo fato de “Weekend” não ser exatamente um filme novo, porque ele também é do ano de 2011 e eu não vou dar nem ouvidos. (assoviando “Carry On My Wayward Son” em Lá menor…)

Um dos filmes de amor mais lindos que eu já vi na vida. E nesse caso, essa história de amor tão especial tem a cruel duração de apenas um fim de semana. Triste, não?

Sim, mas a vida é assim, uma megabitch injusta mesmo. (Essy, também no sabor meio amargo)

Um finde que pode mudar a sua vida para sempre. Maravileeeandro! (♥)

 

Coffee And Tv do ano> Breaking Bad vs Girls

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Apesar da minha implicância atual com Breaking Bad pelo fato deles terem decidido dividir essa temporada final da série em duas partes, arrastando o series finale para o segundo semestre de 2013 (preguiça + abstinência), não tem como não reconhecer que a série é mesmo uma das melhores coisas da TV. É e sempre foi, desde que Walter apareceu de cuecas no deserto. Fato.

Além de personagens sensacionais e uma história que consegue ficar cada vez melhor, eles contam também com atuações primorosas da dupla Bryan Cranston + Aaron Paul. Cranston vem merecidamente sendo reconhecido por seu trabalho a cada nova temporada em quase todas as premiações e apesar do mesmo não ter acontecido com a mesma frequência com o Aaron Paul, fico extremamente realizado quando vejo o seu nome em qualquer lista de indicados, de tanto que eu gosto do seu personagem e sonho em ser seu melhor amigo na vida real, rs. Mas sério. Aliás, desde muito tempo e principalmente nessa reta final da série, passei a torcer mais do que nunca para que o Jesse tivesse um final feliz em Breaking Bad. Feliz de acordo com as possibilidades, claro.

E se você estiver desperdiçando 40 e poucos minutos com qualquer outra coisa na sua vida e Breaking Bad não estiver na sua lista, me desculpe, mas vai ser difícil continuar respeitando uma pessoa que faz esse tipo de escolha contra a própria vida, rs

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Girls. Sabe quando você começa a assistir alguma coisa sem a menor expectativa e em pouco tempo se encontra completamente apaixonado por tudo relacionado a ela?

Essa foi a minha relação com Girls desde o seu começo. Personagens deliciosas, cenários conhecidos e que todos nós amamos, mas principalmente, uma história contada sobre um período de nossas vidas que foi pouco explorado na TV ou no cinema, ainda mais com esse tipo de honestidade e com a voz de alguém dessa mesma faixa etária. E tudo bem pé no chão, com um realismo bem bacana e super possível, mostrando que as grandes realizações em nossas vidas não acontecem do dia para a noite e muitas vezes também não tão cedo, como costumam nos enganar por aí e por isso, é importante ir se divertindo com as menores por enquanto, elas que também são realizações bem importantes para a vida de todo mundo.

Quatro personagens extremamente diferentes e apaixonantes, cada uma por um motivo particular e bem especial. E ainda tem o Adam, o personagem que conseguiu ir do total douchebag delivery ao boy magia do momento em apenas um episódio divisor de águas para a sua história dentro desse grupo de garotas adoráveis, que foi quando ele nos deixou conhecer o seu coração e consequentemente, PLIM! Nos apaixonamos junto com a Hannah. (e por ela, nós já estávamos apaixonados desde o começo, que fique registrado – ♥)

Aliás, se houvesse uma categoria nessa premiação para o namorado boy magia do ano, esse prêmio seria do Adam. Oh wait… mas essa premiação é ou não é minha mesmo? Logo…

 

Namorado boy magia do ano> Adam, Girls (♥)

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Pronto. Resolvido o problema, rs.

Sério gente, nem que o seu namorado seja o Ryan Gosling, eu duvido que ele tenha conseguido ser tão foufo quanto o Adam de Girls. (e nesse caso, considerando o seu atual par, a gente torce bem contra, rs de nervoso + #MAGOADECABOCLO + #RECALQUEFORTE)

Sério mesmo, estou apaixonado. (♥)

 

<Pausa para o comercial>

E sabe aquele coração gigante no calendário de 2013 no dia 13/01? Então, significa que elas voltam nesse dia. YEI!

 

Euri do ano> Raising Hope (sim, eu disse Raising Hope) + Louie, Louie, Louie, Louie e e

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Raising Hope pode não ser a comédia mais assistida ou comentada de todos os tempos, mas quem se importa?

Desde a sua estreia, ela sempre esteve em uma constante de episódios super engraçados e extremamente foufos e esse ano não foi diferente. Quem vai conseguir se esquecer tão cedo daquele episódio de Valentine’s Day, por exemplo, com a melhor declaração de amor ever, hein?

Se no passado a gente sonhava com um John Cusack segurando um boombox na nossa janela, hoje, depois desse episódio super especial de Raising Hope, não aceitamos menos do que um musical do improviso contando a história de como nos apaixonamos. E não tem conversa! (mas continuamos aceitando o boombox oldschool, que os menos criativos porém destemidos não se intimidem…)

Mesmo com a ameaça de um possível cancelamento durante o final da temporada anterior, que foi uma loucura de tão absurda e ao mesmo tempo tão boa, os Chances se mantiveram firmes e fortes como a família de pouca condição mais engraçada e adorkable da TV. Sem o menor exagero.

Atualmente em sua Season 3 (de onde suspeitamos que a série talvez não passe… infelizmente. Humpf! Mas que essa declaração também não funcione como uma praga. Amém!), continuamos nos divertindo como sempre a cada episódio. E detalhe, a Hope agora fala e recentemente chamou a Sabrina de “Mãe”. #TEMCOMONAOAMAR

Juro que eu chorei como se fosse comigo, rs

Smacks do uncle Essy, Hope! (muah!)

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Louie é extremamente engraçado e boa parte disso está em todo o desconforto que ele sente apenas sendo ele mesmo.

Algumas notáveis mudanças aconteceram durante a Season 3, nada muito drástica na verdade e todas para melhor e a série que passou a ganhar o devido reconhecimento em diversas premiações a partir disso, acabou indo parar em um outro nível. Cool!

Tivemos participações sensacionais e momentos divertidíssimos encontrados nesse que é um outro tipo de humor, bem diferente de tudo o que encontramos facilmente por aí. Louie é apenas ele mesmo, sem se esforçar, sem tentar ser engraçado. Ele é apenas aquele cara ruivo esquisito e com um humor meio assim que nós gostamos tanto.

Aliás, adoraria assistir ao seu stand up, Louis C.K ou comer um pedaço de pizza na saída do Metrô com você ao som de “Brother Louie”. Call me!

 

Relação de amor do ano> A especialíssima maratona de Being Erica

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Todos nós temos problemas, uma complicaçãozinha aqui ou ali, mas nada foi mais bacana do que poder dividir um pouco disso tudo com Erica em sua terapia. E eu posso jurar que nesse caso foi uma troca, rs.

A sensação é a de que a gente esteve ali, abrindo portas com a personagem, revivendo momentos da sua vida, tentando consertar erros do seu passado e enquanto isso, era impossível não acabar pensando na nossa própria vida e o que aconteceria no caso da gente acabar ganhando a mesma chance que Erica. Algo que ao que tudo indica, não é muito possível (se bem que eu mantenho sempre a esperança a cada porta que abro), mas estamos aí para tentar o que for possível sem viagens no tempo mesmo. (infelizmente. Alôr Doctor Who? Posso pegar uma carona na TARDIS?)

E quem não queria um Doutor Tom para chamar de seu terapeuta/tutor/mentor/BFF? (♥)

Só de pensar em escrever qualquer coisa aqui sobre a série, meus olhos já se enchem de lágrimas porque são tantas lembranças boas e a minha relação com essa história além de imediata, foi tão especial, que eu fico super emocionado só de lembrar. Inclusive, eu não me lembro de ter chorado tanto em um series finale, que desde então está na categoria dos mais perfeitos EVA. Aliás, toda a série está.

Se como castigo e pura ironia do destino eu fosse parar na ilha de Lost (eu daria um tapa na cara do Jacob e me declararia rei, sem ter que tomar aquela água suja e exigiria o poder de aparatar onde eu bem quisesse, inclusive fora da ilha e com uma fumaça purple, tipo a de Once Upon a Time. Além de é claro, ter o poder de me comunicar com o Carlton Cuse e o Damon Lindelof, assim como fazem os personagens da Turma da Mônica em suas historinhas por exemplo, só para poder reclamar muito daquele roteiro capenga da “ilha”) e só pudesse levar 10 séries para passar o tempo (completas, porque eu estou sendo razoável comigo mesmo afinal, me comportei super bem durante esse ano que passou), certamente Being Erica estaria entre elas. (qualquer dia eu faço uma lista com as outras nove. Prometo/Não prometo. Tudo depende de uma questão de tempo e humor. #RIVOTRILNELE)

O tipo de série para se levar para a vida. Para deixar guardadinha atrás daquela porta que você sabe que poderá abrir quando sentir vontade/necessidade/saudade. Vão por mim… (algum dia eu já recomendei alguma porcaria? Pergunta retórica #AUTOANALISE)

Série nada, terapia mesmo, de verdade e super eficiente (e eu já disse que planejo revê-la pelo menos uma vez por ano. Se saíssem os DVDS por aqui então… Alguém com contatos fortes no Canada? Alôr, Ryan Golsing?)

 

Agora o Mumford & Sons volta para mais um momento musical no nosso The Modern Guilt Awards, com umas das minhas músicas preferidas deles e dessa vez de um jeito que a gente gostaria que fossem todas as nossas visitas a livraria (♥)

 

Decepção da temporada> A Season 2 bem meio assim de GOT e a fase de observação da morte de Grey’s Anatomy, humpf!

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Só de lembar o quanto foi lenta toda a segunda temporada de Game Of Thrones, já sinto uma vontade incontrolável de dormir por pelo menos todo o verão. (prefiro viver no inverno, inclusive, me avisem quando ele chegar, rs)

Foi bem difícil, uma temporada arrastadíssima, com vários personagens novos e pouca relevância para a história como um todo. É, não foi muito boa mesmo, apesar de toda a qualidade da série e tudo mais. E continuamos andando, andando e andando… sem chegar muito a lugar algum.

Sim, teve o episódio da guerra com direito a fogo verde (cool cool cool), pedregulhos sendo jogados do alto do castelo e amassando cabeças mil, Tyrion sendo reconhecido como o grande herói da série e tudo mais, algo que foi sim bem sensacional além de umas das coisas mais bem cuidadas da TV. Mas e todo o resto super preguiça? ZzZZZ

Sinceramente, nem aquele Zombie Parade do final da temporada chegou a me animar…

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Outra decepção que tivemos durante 2012 foram os rumos que a Shonda Rhimes decidiu dar para a sua Grey’s Anatomy, encerrando da forma mais porca possível, uma temporada que tinha tudo para ser uma das melhores da série.

Até que voltamos para a nova temporada, a atual bocejante Season 9, onde estamos observando com muito custo, Shonda tentando consertar os erros do final trágico da temporada passada. E está ficando cada vez mais difícil de aguentar…infelizmente.

E mais triste que isso é ver uma série que nós já gostamos tanto, acabar assim, em uma morte lenta, sofrida, dolorosa, só porque alguém não conseguiu reconhecer que errou ou que já estava na hora de começar a pensar em parar…

Agora a série se transformou em qualquer coisa, com um Doutora Bailey que sempre foi a Queen B daquele hospital e todo mundo sabe disso, se transformando na personagem de alívio cômico mais patética da história, novos internos por quem nós não conseguimos nos importar muito e ou até mesmo pouco, entre eles a nova Izzie, a qual eu já consigo desejar a morte só para me sentir mais vingado, além daquela mesmice de sempre.

Sinceramente, #NAOTABOMNAO e anda sendo a última série que eu assisto na semana. Mentira. Assisto Greysa, fico com preguiça, raiva e logo assisto Parenthood, porque eu preciso de um abraço daqueles para começar bem a nova semana e Greysa ultimamente só tem me dado tapas, puxões de cabelo e beliscões.

#WENEEDTOTALKABOUTSHONDA

 

Série que vamos ficar com saudade quando acabar de verdade> Fringe e a sua excelente temporada final (até agora)

#GUILT

Fringe sempre foi uma série genial, escorregou pouco ou quase nada em sua mitologia, sempre nos entregou uma das histórias mais inventivas da TV e mesmo assim, a cada nova temporada, ficávamos com o coração na mão, morrendo de medo do cancelamento.

Até que conseguimos garantir a nossa Season 5, algo que parecia ser um sonho distante para todo o fã da série, assim como para seus produtores, que com essa façanha que enfim aconteceu, acabaram garantido que a série alcançasse o número de 100 episódios, além do final que eles dizem que gostariam de dar para a mesma. (estamos confiando nisso. E até agora, deu para confiar)

E essa Season 5 de Fringe tem sido uma delícia de se acompanhar. Tudo bem que estamos caminhando até que bem devagar considerando que estamos em uma temporada de encerramento, mas até agora, cada passo além de super importante, tem sido também muito, mas muito especial.

Honestamente? Me encontro extremamente feliz com os rumos da série. Sério. Tenho pouca esperança de um final feliz para todos aqueles personagens e apesar dos traumas anteriores com séries que nós também já gostamos e que não tiveram uma boa conclusão (sim, eu estou falando principalmente de Lost), por tudo o que nós vimos até agora durante essa temporada, sinto que algo bem especial está por vir nesse series finale de logo mais. (e por especial não entendam nada como algo extremamente otimista ou feliz para todo mundo)

Sem contar que nessa reta final, faltando pouquíssimos episódios para encerrarmos essa história, ainda ganhamos um presente mais do que especial com a surpresa que foi o episódio “5×09 Black Blotter”, com a sensacional viagem do Walter a base de muito LSD, que além de ser super ousado a essa altura,  um episódio fantástico, debochado e com cara de uma instalação de arte, ele ainda nos presenciou com o glyph code que nós aceitamos como um presente de despedida de Fringe e a nossa experiência junto com a série: #GUILT

E digo sem medo de estar exagerando  que os maiores personagens da TV atual e que já figuram nela por alguns anos, são dois Walters = Walter Bishop (sempre um honra) e Walter White (sempre uma reação química)

E como somos uma premiação justa com quem a gente gosta, se houvesse um prêmio de personagem mais querido dos últimos tempos, esse prêmio hoje iria para o Walter. Oh wait de novo… mas quem é que manda nessa premiação mesmo?

 

Personagem mais querido dos últimos tempos> Walter Bishop, Fringe

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TA-DA! E para comemorar o prêmio, nada melhor como um momento musical mais do que especial que dividimos com o maior carinho desse mundo com o nosso querido Walter Bishop e que inclusive emprestamos de outro momento bastante especial para essa reta final da série. Walter que é a única pessoa do mundo com quem eu pensaria em dividir o último disco ever do Bowie. (♥)

(as apresentações ao vivo no Youtube para essa música estavam todas bem meio assim e por isso, durante esse momento em nossa premiação, teremos que nos contentar com um vinil do Bowie, rs. Mas nem pensem em reclamar e imaginem a sorte que vocês teriam se esse fosse o último deles no universo e estivesse em minhas mãos? rs)

 

Foufurice foufa do ano> Flynn Bloom

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Com uma série de foufurices foufas que nós já AMAMOS faz tempo (Kingston, Violet, Zuma, Seraphina, Archie, Abel), mais uma série de novas foufurices que apareceram nos últimos tempos (Marcel, Luca, Xander), esse ano, apesar de continuar achando todos eles uns foufos, ninguém conseguiu superar esse sorrisinho delicioso do Flynn e todo o seu fundamento em acessórios para a cabeça. Ninguém, sorry.

Foufo mil! (♥)

 

Da série casais que nós mais amamos do ano> Andrew Garfield + Emma Stone

Emma Stone + Andrew Garfield

Tem algum casal mais foufo no momento do que o Andrew Garfield e a Emma Stone ?

Não, não tem. Para ligar e combinar de sair de amigas em um double date mais tarde. (#SONHO)

Emma Stone and Andrew Garfield

(♥)

Aproveitando o momento de pura foufurice, como nosso próximo momento musical da premiação temos o Kasabian, com o melhor cover do ano para “Video Games” da Lana Del Rey. Sério, maravileeeandro! (eu pelo menos ouvi o ano inteiro)

 

Delírios de consumo de Essy Bloom do ano> Tudo em vinyl, tudo da Funko

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Disney-Funko-Pop

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Se tem uma empresa covarde nessa vida, essa empresa é a Funko, que tem a coragem de lançar tudo o que a gente gostaria de comprar na vida no formato de miniaturas foufas dos nossos personagens mais queridos ever.

Não consigo lidar com todos esses lançamentos. Já não há mais espaço ou prateleiras/livreiros no mundo para tanta coisa que eu penso em adquirir…

#COVARDIACOVARDE

 

Eu sou ricah porém bem cafona do ano> A moda sem limites ficando super cafona

Anna Dello Russo já foi uma das nossas pessoas preferidas no mundo da moda e isso não tem muito tempo.

Continuamos achando ela ótima, divertida e adorando todos os seus exageros, que combinam perfeitamente com ela e toda a sua personalidade, mas a sua coleção toda em dourado para a H&M + esse vídeo completamente sem limites, foi uma das coisas mais cafonas da moda recente.

Sorry, Dello Russo, mas… #NAOTABOMNAO

 

Capa do ano> Azealia Banks para a Dazed & Confused

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Apesar de ter achado as capas do elenco Downton Abbey para a LOVE maravileeeandras (especialmente a com o odioso magia do Tom), também as GQs com a magia do Alexander Skarsgard e o Michael Fassbender, assim como a simplicidade da capa da Jessica Chastain para a T Magazine, nada como uma capa polêmica com a da Azealia Banks para a Dazed & Confused para roubar a nossa atenção, não?

Sério, até hoje eu não entendo essa “proibição”. Estamos ou não estamos ficando muito caretas?

 

E encerrando a sua participação na nossa premiação desse ano, o Mumford & Sons volta para dizer que eles vão nos esperar… rs (para cantar gritando, pulando, como se não houvesse amanhã mais mágico)

 

Catwalk do ano> O desfile só como nomes da Prada

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Eu teria passado o ano inteiro de 2012 usando somente essa coleção da Prada e ou desfilando em looping nesse desfile só com nomes.

Alinhadíssimo, maravileeeandro e sensacional. PÁ!

 

Prontofalei do ano> Lá vem a chatinha da Coco Rocha, de novo

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Até quando o mundo da moda vai conseguir viver da “ingenuidade” também conhecida como falta de profissionalismo da Coco Rocha?

Se está reclamando tanto, agora até de mostrar algo que ela considera como “muita pele”, está na hora de começar a vender gola rolê na feira e ou macacão longo de neoprene para surfista/mergulhador na praia, não?

#CHATINHA

 

Post do ♥ > Zilhões de Bilhões

#DOORBELL

O dia em que o Guilt alcançou um número bastante significativo para um blog que pouco ou nada se auto divulga e que resolvemos agradecer por todas as pessoas que andaram tocando a nossa campainha.

#SUPERBEMACOMPANHADOS

 

<Pausa para mais um comercial>

 

Xoxo do ano> It Girl em crise. Preguiça, mas segundo ela, em crise

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Quando a It Grill finalmente entendeu que ela não estava sendo tão exclusiva quanto imaginava ser e ao perceber que estava compartilhando de um sonho comum ao de uma grande maioria, resolveu falar a respeito, mas de forma equivocada e achei importante deixar uma opinião contrária, de quem não consegue acreditar tão fácil assim nessa nova visão da menina louca por esmaltes de graça e ou convite VIP para a festinha de logo mais que dá sacolinha de brindes patrocinados na saída. $$$ch-ching ch-ing

Certas coisas não colam assim tão fácil, não por aqui. Drop your smartphone it girl e venha tomar um chá/café que a gente tem umas coisinhas para te falar/mostrar. Vem…

E se quiser esmalte novo a gente não vai te dar, mas pode te indicar onde comprar e pagar um preço justo, como a maioria dos mortais. Que tal?

Quer ser realmente de verdade? Então, desça agora desse Louboutin que todo mundo já tem (nem que seja parcelado em 48 vezes em dois cartões diferentes) e vai para o mundo. Não escolha ser tola. Seja maravileeeandra!

PÁ!

 

Trucão do ano> Kristen Stewart + Robert Pattinson = que seja eterno enquanto dure a divulgação da saga e ou comecem as gravações da sequência da Branca de Neve agora na versão trucker  e rumo a Copa Pistão

Stewart + Pattinson

Sério que alguém ainda acredita na relação desses dois?

Sério que algum dia, alguém acreditou?

Sério que há quem olhe para a Kristen e além da dificuldade de enxergar um alma habitando aquele corpo, não consiga apenas ouvir de longe o barulho da buzina de um caminhão híbrido?

OK, não precisamos falar mais nada. ZzZZZZ

 

#NAOTABOMNAO do ano> Kristen Stewart

Kristen Stewart

Kristen Stewart

kristen-stewart  + kirsten-dunst

Kristen nunca foi das mais queridas por aqui e isso todo mundo que acompanha o Guilt está cansado de saber. Sempre suspeitamos sobre quem realmente estaria por trás daquele olhar morto e nunca confiamos muito em suas escolhas, tão pouco no seu talento (que reconheçamos, tem bem pior) ou no mito de que de fato ela tenha uma alma, porque não conseguimos enxergá-la até hoje.

Mas em 2012, ela realmente andou fazendo suas piores escolhas, em todo e qualquer sentido e superando até mesmo as figurinhas fáceis de sempre nessa categoria, como a Riwanna, Katya Pérrola, a Vanessa Hudgens… principalmente quando o assunto foi transparência, que agora é no que ela mais vem apostando ultimamente, já que não foi muito transparente no passado… (#INYOURFACE)

Apesar de já ter uma coleção de looks pavorosos para chamar de seu e que ela não consegue segurar tão bem quanto a Ellen DeGeneres e suas camisas com colete e ou terninhos (referência totalmente aleatória, rs) por exemplo, nada foi pior, repito, nada foi pior, nem a história toda envolvendo a traição com o tal diretor do seu primeiro outro grande filme depois da saga mais preguiçosa de todos os tempos (e esse foi apenas o primeiro deles…), do que essa sua escolha da primeira imagem, que não poderia ter ficado mais horrorenda.

Detalhe, algum tempo depois, vimos a nossa maravileeeandra do ano humilhando com o mesmo look em renda e transparência a própria Kristen. Suck it!

Até hoje, ao olhar para essa imagem, uma gargalhada ecoa por todo o meu corpo, além de um grito de MY EYES! MY EYES! #TODAVEZ

#NAOTABOMNAO e se alguém não soprar uma vida nesse corpo, talvez nunca fique bom.

 

Como toda boa premiação guarda o seu melhor para o final, como última apresentação da noite temos ele, que devido a tantas referencias e menções durante todo esse ano, resolveu aparecer por aqui para encerrar a nossa premiação de forma mágica, que é como a gente gosta e merece. E ele não vem sozinho…

E para quem resistiu bravamente até aqui, esse foi mais um The Modern Guilt Awards, que encerra a sua 4ª edição revivendo todos os nossos momentos mais mágicos e preferidos do ano de 2012. Se ano que vem a gente volta? Alguém ainda duvida? (e para começar 2013, nos encontramos no próximo dia 07, combinado?)

 

ps: e mais uma vez, obrigado a todos os guilters pela companhia durante todo esse ano de 2012. (♥)

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A lista com aquele que tem tudo para ser o Golden Globes dos nossos sonhos!

Dezembro 14, 2012

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E a parte do “sonho” fica totalmente por conta da apresentação do 2013 Golden Globe Awards, que terá a dupla Tina Fey + Amy Poehler, que é o nosso sonho concretizado em bom humor do girl power que realmente interessa e que finalmente ganhará a sua chance em um universo normalmente dominado por homens (muitos deles bem sem graça faz tempo). Mas falando especificamente da lista em si, esse ano talvez não tenha sido dos melhores para o cinema (pelo menos essa foi a minha impressão) e para a parte dedicada ao prêmios da TV, tudo continua naquela mesma injustiça/mesmice de sempre. Duvida? Então confere ae:

 

Best Actress in a Drama TV Series

Connie Britton, Nashville

Glenn Close, Damages

Claire Danes, Homeland

Michelle Dockery, Downton Abbey

Julianna Margulies, The Good Wife

 

Acho uma verdadeira  vergonha essa Connie Britton ser indicada para qualquer coisa que não seja “melhor cara de que não sei exatamente o que eu estou fazendo”. Ficaria bem feliz se a Glenn Close levasse, por toda a sua Damages.

 

Best Actor in a Drama TV Series

Steve Buscemi, Boardwalk Empire

Bryan Cranston, Breaking Bad

Jeff Daniels, The Newsroom

Jon Hamm, Mad Men

Damian Lewis, Homeland

 

Sabe aquela categoria que você ficaria feliz com qualquer resultado? Então, alguns mais, outros menos, mas todas as indicações foram merecidas. Na minha ordem, Daniels, Hamm, Cranston, Lewis, Buscemi. Acho que é isso…

 

Best Actress in a Comedy or Musical TV Series

Zooey Deschanel, New Girl

Julia Louis-Dreyfus, Veep

Lena Dunham, Girls

Tina Fey, 30 Rock

Amy Poehler, Parks and Recreation

 

Poehler, Fey, Dunham, Dreyfus, qualquer uma que levar, por favor, dê três tapas na cara da Deschanel e diga “Vc deveria sentir vergonha da sua Jessica Day estar nessa mesma categoria. PÁ!”

 

Best Actor in a Comedy or Musical TV Series

Alec Baldwin, 30 Rock

Don Cheadle, House of Lies

Louis C.K., Louie

Matt LeBlanc, Episodes

Jim Parsons, The Big Bang Theory

 

Louie! Louie! Louie! (sorry, não consigo chamá-lo de Louis…)

 

Best Supporting Actor in a Series, Miniseries or TV Movie

Max Greenfield, New Girl

Ed Harris, Game Change

Danny Huston, Magic City

Mandy Patinkin, Homeland

Eric Stonestreet, Modern Family

 

Mandy Patinkin. AMO o Saul. AMO!

 

Best Supporting Actress in a Series, Miniseries or TV Movie

Hayden Panettiere, Nashville

Archie Panjabi, The Good Wife

Sarah Paulson, Game Change

Maggie Smith, Downton Abbey

Sofia Vergara, Modern Family

 

Maggie Smith ganha qualquer coisa no pedra papel teoura lagarto e Maggie Smith. Só enfraquece quando competindo com a Merryl Streep, o que não é o caso aqui, rs

 

Best TV Series – Comedy

Big Bang Theory

Episodes

Girls

Modern Family

Smash

 

Modern Family voltou a ser uma ótima comédia. Mas tem Girls, que a gente adoraria ver ganhando. Smash eu prefiro ignorar, aqui ou em qualquer categoria. E cadê Louie?

 

Best TV Series – Drama

Breaking Bad

Boardwalk Empire

Downton Abbey

Homeland

The Newsroom

 

Todas ótimas, mas The Newsroom foi melhor, não?

 

Best TV Movie or Miniseries

Game Change

The Girl

Hatfields and McCoys

The Hour

Political Animals

 

Best TV Movie or Miniseries – Actor

Kevin Costner, Hatfields & McCoys

Benedict Cumberbatch, Sherlock

Woody Harrelson, Game Change

Toby Jones, The Girl

Clive Owen, Hemingway & Gellhorn

 

Já estamos acostumados a ver Sherlock não levando nada, mesmo merecendo tudo, então… Humpf!

 

Best TV Movie or Miniseries – Actress

Nicole Kidman, Hemingway & Gellhorn

Jessica Lange, American Horror Story: Asylum

Sienna Miller, The Girl

Julianne Moore, Game Change

Sigourney Weaver, Political Animals

 

Best Actor in a Motion Picture – Drama

Daniel Day Lewis, Lincoln

Richard Gere, Arbitrage

John Hawkes, The Sessions

Joaquin Phoenix, The Master

Denzel Washington, Flight

 

Dizem que a briga esse ano está concentrada entre o DDL e seu “Lincoln” e o Joaquin Phoenix, que retornou com força em “The Master”. Mas ainda não assisti nenhum deles…

 

Best Actress in a Motion Picture – Drama

Jessica Chastain, Zero Dark Thirty

Marion Cotillard, Rust and Bone

Helen Mirren, Hitchcock

Naomi Watts, The Impossible

Rachel Weisz, The Deep Blue Sea

 

Também não assisti nenhum deles ainda, mas estou achando que chegou a hora da Naomi Watts, ou quem sabe a Jessica Chastain. E quer saber, ficaria feliz de qualquer forma.

 

Best Actor in a Motion Picture – Comedy or Musical

Jack Black, Bernie

Bradley Cooper, Silver Linings Playbook

Hugh Jackman, Les Miserables

Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen

Bill Murray, Hyde Park on Hudson

 

Hugh Jackman está em um papel feito para isso. Resta saber se ele foi bem. Mas Bill Murray, sempre torço para o Bill Murray, em qualquer coisa. 

 

Best Actress in a Motion Picture – Comedy or Musical

Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen

Judi Dench, Best Exotic Marigold Hotel

Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook

Maggie Smith, Quartet

Meryl Streep, Hope Springs

 

Dench ou Smith. #MUSES (Meryl também estaria nessa, mas como ela é indicada até pelo seu espirro, não preciso nem dizer nada…)

 

Best Actress in a Supporting Role in a Motion Picture

Amy Adams, The Master

Sally Field, Lincoln

Anne Hathaway, Les Miserables

Helen Hunt, The Sessions

Nicole Kidman, The Paperboy

 

Sally Field + Anne Hathaway, AMO vcs! E a Hellen Hunt voltando, hein?

 

Best Actor in a Supporting Role in a Motion Picture

Alan Arkin, Argo

Leonardo DiCaprio, Django Unchained

Philip Seymour Hoffman, The Master

Tommy Lee Jones, Lincoln

Christoph Waltz, Django Unchained

 

Mesmo sem ter visto nada ainda, gosto de todos eles pelo conjunto da obra, rs

 

Best Motion Picture – Comedy or Musical

The Best Exotic Marigold Hotel

Les Miserables

Moonrise Kingdom

Salmon Fishing in the Yemen

Silver Linings Playbook

 

Vale o meu coração torcer por “Moonrise Kingdon”, apesar das poucas chances?

 

Best Motion Picture – Drama

Argo

Django Unchained

Life of Pi

Lincoln

Zero Dark Thirty

 

Fico pensando no que vão dizer caso o Ben acabe levando essa pelo seu “Argo”. PÁ!

 

Best Screenplay for a Motion Picture

Zero Dark Thirty

Lincoln

Silver Linings Playbook

Django Unchained

Argo

 

Best Director – Motion Picture

Ben Affleck, Argo

Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty

Ang Lee, Life of Pi

Steven Spielberg, Lincoln

Quentin Tarantino, Django Unchained

 

Torcendo pelo Ben só pelo climão & a superação, rs

 

Best Score for a Motion Picture

Life of Pi

Argo

Anna Karenina

Cloud Atlas

Lincoln

 

Best Animated Film

Brave

Frankenweenie

Hotel Transylvania

Rise of the Guardians

Wreck it Ralph

 

Best Original Song – Motion Picture

“For You” – Act of Valor

“Not Running Anymore” – Stand Up Guys

“Safe & Sound” – The Hunger Games

“Skyfall” – Skyfall

“Suddenly” – Les Miserables

 

Best Foreign Language Film

Amour (Austria)

A Royal Affair (Denmark)

The Intouchables (France)

Kon-Tiki (Norway/UK/Demark)

Rust and Bone (France)

 

Lembrando que a premiação vai ao ar no dia 13 de Janeiro, mesma data de estreia de Girls, ou seja, vamos enlouquecer os nossos controles, claro.

 

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E quem não adoraria fugir com a Suzy Bishop e o Sam Shakusky para Moonrise Kingdom?

Novembro 16, 2012

Fugimos. Mas não se preocupem, estamos em ótima companhia e em um dos cenários mais lindos do cinema! Voltamos logo. Ou não.

Eu definitivamente poderia viver em um filme do diretor Wes Anderson. Facilmente. No meio daquelas cores todas de outono (esse com um pouco mais de cara de verão antigo, eu sei), cercado daqueles personagens que são as melhores caricaturas deles mesmos e que ainda assim conseguem nos transmitir a profundidade necessária para deixar suas histórias ainda mais especiais. Sem contar toda aquela organização dos vários objetos em cena da sua linda fotografia alinhadíssima (assinada por Robert D. Yeoman), metódica, nada minimalista, onde é possível perceber que nada que faz parte daquele cenário está ali por acaso. Para quem tem TOC assim como eu, essa chega a ser uma visão muito próxima de um mundo perfeito. (rs)

E o novo longa do diretor reúne exatamente tudo isso que nós sempre observamos e adoramos em seu repertório, onde é possível reconhecer o universo do mesmo já pelos primeiros quadros do filme, quando observamos uma casa cheia de cômodos espaçosos, com diversos objetos em todos os cantos, personagens circulando com naturalidade em cena, mesmo quando não são o foco dela, tudo ao mesmo tempo, enquanto vamos observando traços claros da identidade do cineasta, que a essa altura já estão mais do que reforçados na nossa memória, no meu caso, totalmente afetiva. Eu arriscaria dizer que talvez com seu novo filme, Wes Anderson tenha conseguido reunir o seu melhor, dentro de um universo extremamente criativo e cheio de estilo próprio, que ele consegue criar como ninguém e nós agradecemos pela visão artística deliciosa, sempre.

“Moonrise Kingdom” nos traz uma linda história de amor pré-adolescente, das mais bonitinhas possíveis. E bonitinha no sentido mais carinhoso da palavra, que isso fique bem claro. Nele temos Sam Shakusky (Jared Gilman), um jovem escoteiro órfão que vive em abrigos sofrendo bullying em meio as demais crianças, provavelmente devido a toda a  sua “excentricidade”, digamos assim. No acampamento de verão ele não é considerado como um dos mais dedicados e também encontra certa dificuldade em se enturmar com os outros meninos, que por sua vez, também não fazem muita questão de facilitar a sua vida por identificarem o garoto como o estranho da turma. Com seus óculos largos de armação preta, o botão da mãe que ele fez questão de costurar no próprio uniforme de escoteiro, sem se importar com o fato dele não ser muito masculino para fazer parte do seu uniforme, que a propósito, ele carrega como ninguém, Sam parece forçado a viver em um universo bastante particular e solitário, até que um dia ele acaba cruzando com ela, uma menina vestida de corvo na peça da igreja local pela qual ele se apaixona completamente e totalmente a primeira vista.

Ela é Suzy Bishop (Kara Hayward, que me lembrou muito a Emma Watson em alguns momentos, assim como a Lana Del Rey -mais uma Bishop…#Fringe), filha de pais advogados que não vivem um relação muito feliz (nem fiel por parte da mãe) em uma casa gigantesca e linda, aquela que observamos no começo do filme e que ela ainda divide com seu gato e seus três irmãos menores, em um cenário onde ela acha que não se encaixa muito bem. Suzy tem uma alma mais sombria, triste até, algo que ela descobre  ser um problema até mesmo para os seus pais, ao encontrar um livro sobre como lidar com crianças problemáticas ou algo do tipo escondido em sua própria casa. Apaixonada pelos seus livros, que ela pega na biblioteca da escola mas nunca devolve de propósito, mesmo sem precisar, a personagem ainda é dona de um temperamento explosivo, principalmente quando se sente ameaçada (ou confrontada) e vive carregando seu binóculo por onde vai, para observar tudo bem de perto, algo que Sam considera como o seu poder especial.

Impossível não encontrar algumas semelhanças entre a personagem e a nossa querida Margot, de “The Royal Tenenbaums”, ainda mais com aquela caracterização toda, com olhos super delineados (nesse caso mais claros, porque ela é bem mais jovem) e um look super 60’s, além de uma personalidade que lembra um pouco a da antiga personagem do diretor em alguns momentos. Mas essa semelhanças ficam apenas para uma primeira impressão, onde apesar de conseguir observar que muito provavelmente o Wes Anderson tenha um tipo certo para esse tipo de personagem em seus trabalhos, ambas conseguem ser bem distintas uma da outra também.

Do primeiro encontro dessas duas figuras adoráveis durante a tal peça da igreja com o tema da “Arca de Noé”, que aconteceu um ano antes do ponto onde a história começa a nos ser contada (onde todas as crianças estão com fantasias lindas e super foufas de animais), surge a relação de amor que eles começam a desenvolver um pelo outro, já que a identificação foi mútua e imediata. A princípio eles vão se correspondendo a distância apenas por cartas (sim, cartas, porque estamos no anos de 1964/1965), até que finalmente planejam uma grande fuga para viver essa história de amor sozinhos enquanto exploram o mundo ao seu redor. E o bacana é ver a certeza que ambos tem de que realmente foram feitos um para o outro, algo que em pouco tempo, nós mesmos passamos a acreditar que seja de fato verdade.

Claro que o sumiço de duas crianças acaba movimentando toda a ilha, que é um lugar super pequeno e nem sequer tem nenhuma rua pavimentada, por exemplo (muito especial também a forma como eles escolheram para apresentar suas locações, outro detalhe adorável!).  Os pais de Suzy vão a loucura ao perceber que a filha que eles já consideravam problemática sumiu, ainda mais depois de descobrir que ela se correspondia com Sam, achando inclusive desenhos de aquarela feitos pelo garoto (lindos por sinal e que aparecem em detalhe nos créditos finais), revelando assim um de seus hobbies e o que acaba realmente preocupando a família é que além das árvores e postes telefônicos que parecem ser o seu forte na aquarela, ele também arrisca alguns nus artísticos bem ousados, ainda mais para a época (rs). Sério, #TEMCOMONAOAMAR a alma velha desse garoto?

Sam, que estava em um acampamento de verão antes de sumir, acaba sendo procurado pela turma de escoteiros liderada por um único adulto, Scout Master Ward, interpretado pelo ator Edward Norton (♥), que muitas vezes é muito menos responsável e bem mais infantil do que os próprios personagens principais do filme, que tem apenas 12 anos de idade, algo que acaba emprestando uma graça a mais para a história. Ele que se sente meio que fracassado ao ter que reportar para a policia local (Capitão Sharp, interpretado pelo ator Bruce Willis) que  ele perdeu um de seus escoteiros e para tentar resolver a situação, ele mesmo acaba liderando uma equipe de busca com os demais meninos do acampamento, para tentar localizar o paradeiro do seu khaki desaparecido. Uma busca que ele espera que seja pacífica, mas pelas armas carregadas pelos meninos (um deles carrega um porrete gigante de madeira,cheio de pregos… #DramaDramático), parece que a coisa não vai ser bem assim… (rs)

Tudo acaba ganhando um peso ainda maior quando em uma conversa com os pais de Sam por telefone, Master W. e o capitão Sharp acabam descobrindo que o garoto na verdade era órfão e seus verdadeiros pais haviam morrido em um acidente no passado, algo que não constava na sua ficha de inscrição dos escoteiros e a atual família que o havia adotado recentemente, não estava mais disposta a cuidar do garoto depois de tudo o que ele já havia aprontado e dizem isso assim, desse jeito, com uma simplicidade escrota. Além disso, com essa nova rejeição, eles acabam descobrindo também através da gélida assistente social interpretada pela atriz Tilda Swinton, que Sam vai acabar indo parar em uma espécie de reformatório, devido as suas várias tentativas de adoção que não deram muito certo ao longo do tempo.

Embora esse elenco com nomes de peso pesadíssimo, ainda mais contando com os pais da própria Suzy, interpretados pelo sempre excelente e figura recorrente nos filmes do Wes Anderson, Bill Murray (♥) e a atriz Frances McDormand, todos eles tem papéis menores, porém fundamentais para o desenrolar da trama, enquanto buscam incansavelmente pela dupla de fugitivos. E os adultos nos filmes são todos infelizes, solitários, algo que fica bem claro que é exatamente do que Sam e Suzy tentam fugir enquanto ainda é tempo.

E enquanto todos eles se empenham a seu modo para procurar pelos meninos desaparecidos, o que nos rende momentos ótimos, como quando os escoteiros acabam achando o casal antes de todo mundo e a Suzy acaba colocando todo mundo para correr com sua tesoura (ela que para a aventura, carrega algumas coisas que ela acha essencial, como seus livros preferidos, o toca discos do irmão, seu gato e a tesoura, por exemplo. Espera só até você ver a minha bolsa, Suzy! rs) , algo que acaba inclusive ocasionando a morte de Snoopy (R.I.P… sim, eles tem coragem de matar o Snoopy. Mas atenção para esse “eles”…), o mascote do acampamento, o ponto alto do longa fica mesmo por conta da história de amor entre os dois personagens principais, que não poderia ser mais foufa, em todos os sentidos.

Primeiro que ambos tem uma maturidade absurda em alguns momentos, ainda mais se você pensar que eles tem apenas 12 anos, mas além disso, a doçura da relação dos dois e a inocência que conseguimos sentir através dela também é algo bastante especial para o longa, ainda mais porque em meio aos diálogos e situações todas em que eles se encontram enquanto estão fugindo, ganhamos um misto excelente de comédia e drama que é outro dos pontos fortes do filme. Em meio a aquela brincadeira que está sendo para os dois acampar nas redondezas (embora nessa hora o Sam leve tudo bem a sério e tenha se mostrado um escoteiro muito melhor do que todo mundo pensava que ele era, inclusive sendo finalmente reconhecido por isso mais adiante na história), encontramos também uma parte bem séria escondida nas conversas dos dois, principalmente quando os personagens dividem um pouco mais de suas bagagens, apesar da pouca idade. Momentos realmente bem especiais e que ganham um toque ainda mais especial com o enquadramento intimista do diretor para os personagens durante essas cenas. (o roteiro também é do Wes, em parceria com Roman Coppola)

A minha conversa preferida entre os dois por exemplo, foi quando Suzy disse que todos os seus personagens preferidos em seus livros eram órfãos (e ela é meio que fã de Sci-Fi) e que ela achava que esse detalhe os deixava ainda mais interessantes enquanto pessoas e que para a sua surpresa, ela acabou recebendo do Sam a resposta de que embora ele estivesse amando a personagem naquele exato momento, ela não sabia o que estava falando. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Na verdade, tudo na relação dos dois acaba sendo bem especial, além de lindo, como as cenas de transição, enquanto os dois procuram o lugar ideal para acampar, antes de encontrar aquela paisagem maravileeeandra da qual ambos se apropriam para viver o amor que eles sentem um pelo outro. E também quando tomamos conhecimento de um pouco do histórico do casal, da época em que ambos apenas se correspondiam a distância, com uma narrativa super foufa e cenas divertidíssimas. Tudo isso preenchido com cenários lindos de serem vistos, diálogos super sinceros e deliciosos e atuações também bastante especiais por parte desses dois jovens atores novatos em meio a tantos figurões (se bem que eles permanecem por um bom tempo sozinhos ou apenas acompanhados das demais crianças). AMEI a cena da dancinha deles no meio da ilha, antes de trocar o primeiro beijo, em uma espécie de ritual para se soltar um pouco mais e criar alguma intimidade um com outro. (♥)

A única tristeza em “Moonrise Kingdom” é que esses momentos que os dois dividem suas experiências sozinhos não chega a durar muito, ou pelo menos não chega a durar o quanto a gente gostaria, porque eu poderia ficar assistindo aqueles dois no meio da floresta por horas, rs. Logo eles são descobertos e a partir disso, a situação fica ainda mais incontrolável quando os pais da Suzy resolvem proibí-la de encontrar o garoto novamente e Sam possivelmente acabaria sendo mandado para um reformatório.

A partir disso, os demais escoteiros acabam comprando a história corajosa de amor dos dois, que acabam se tornando seus novos ídolos e planejam um plano mirabolante para que ambos possam sim viver juntos como desejam. O problema é que uma tempestade devastadora se aproxima da ilha e eles não fazem a menor ideia do perigo que estão correndo vagando naquele naquele lugar durante esse período (praticamente um diluvio). Nessa hora, ganhamos a participação do queridíssimo Jason Schwartzman (♥) na pele do primo Ben,  personagem que é da família de um dos outros khakis e é ele quem acaba colaborando para que o plano de todos eles tenha mais chances de dar certo, além de desempenhar um papel fundamental na união do casal.

E não tem como falar de um filme do Wes Anderson sem mencionar a qualidade estética tão característica do seu repertório, que é realmente algo que chama a atenção de todo mundo em cada um de seus trabalhos, que são sempre carregados de um estilo quase inconfundível nesse aspecto, como obras de arte com uma assinatura difícil de se confundir. Muitas cores, especialmente o amarelo, texturas das mais variadas possíveis. AMO a colcha dos pais da Suzy, cada uma delas com uma estampa diferente, ou quando o personagem do Edward Norton se encontra em sua cabana, com dois tipos diferentes de estampa em xadrez, além de outras padronagens compondo o cenário ao fundo, assim como os vários objetos vintages em cena, um mais lindo do que o outro e todos absurdamente desejáveis. As capas dos livros da Suzy também foram especialmente desenvolvidas para o projeto e aparecem em destaque durante os créditos finais, dando importância para cada um de seus criadores. (adoraria ter feito uma delas. Humpf!)

Outro ponto forte do filme é a trilha sonora, que tem seus momentos, mais o melhor deles, além da cena da dança de frente para o mar ao som da francesa Françoise Hardy (que está na nossa mixtape do finde, claro), temos aqueles discos de vinil que começamos o longa com os irmãos da Suzy escutando na sala de casa, ao som de “The Young Person’s Guide To The Orchestra” (de Leonard Bernstein), que tem uma narrativa explicando e identificando cada instrumento da música que compõe a orquestra ao fundo, algo bem sensacional, além de extremamente educativo, inclusive para um jovem adulto como eu.  Ao final, temos uma outra versão seguindo o mesmo fundamento tocando durante os créditos, essa de Alexandre Desplat (responsável pela trilha sonora do longa) e com a voz do Sam identificando a entrada de cada um dos instrumentos, o que também é bem bacana e revela mais um cuidado dentro desse universo todo tão particular, que acaba deixando o filme com cara de projeto perfeito e dos sonhos. (alias, o filme é todo construído a base de detalhes)

O desfecho da história apesar de não reservar muitas surpresas (e nessa hora ganhamos uma cena até que bem “Fantastic Mr Fox”, não?), acaba nos revelando algo bem especial que só descobrimos ao final do filme, em mais uma aquarela do Sam para a Suzy, que foi um detalhe que preencheu totalmente o meu coração para a despedida dessa história sensacional, que eu não vejo a hora de revisitar em DVD, que certamente fará companhia ao lado dos mus outros filmes do diretor. (estou completamente apaixonado pelo piano vermelho presente na sequência final. Estou numa fase incontrolável de móveis vermelhos…)

Eu diria que “Moonrise Kingdom” é um filme extremamente carinhoso sobre o amor, doce, do tipo para assistir comendo coisas gostosas ao lado de quem a gente gosta sinceramente. Amigos, família, namorados, filhos. Done (✓)

Clap Clap Clap Wes Anderson. Digamos que esse é o seu trabalho onde eu adoraria ter passado a minha infância. (por culpa do cinema, eu sempre quis ter uma casa em um farol em uma ilha qualquer, então…). Passaria a juventude como mochileiro em “The Darjeeling Limited” (e o Schwartzman pode ser meu irmão), a vida adulta ao lado da minha família em “The Royal Tenenbaums” e se algum dia o meu sonho de virar um cartoon finalmente se realizar (apesar de nesse caso não se tratar exatamente de um cartoon, eu sei), eu gostaria de viver em “Fantastic Mr. Fox”. (nesse caso, o George Clooney poderia ser meu pai e assim, finalmente eu teria feito alguma coisa para deixar a  minha mãe feliz, rs)

ps: bem foufo esse kit promocional do filme com todos esses mimos, não? Adoraria ter ganhado um. Humpf! Assim como adoraria ter ido a uma festa de Halloween desse ano vestido de Sam, como o Darren Criss que nós bem mostramos aqui no Guilt e que segundo uma de nossas leitoras fundamento (Tnhks D.!), foi a fantasia preferidas dos hipsters e casais apaixonados para esse ano. Foufos mil!

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