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Shame (on you)

Abril 21, 2012

Despindo com maestria uma patologia tão marginalizada, tratada com pouco interesse e preconceituosamente pela sociedade.

Compulsão, algo que de certa forma, eu não consigo acreditar que hoje em dia muita gente não sofra desse mal. Somos compulsivos por compras, medicamentos, informação, opinião, whatever. De certa forma, estamos sempre buscando mais e mais de alguma coisa, seja ela o que for. Mas fato é que algumas dessas compulsões são melhores aceitas pela sociedade, outras sequer são discutidas, não abertamente, não publicamente. Tira já a mão dai, menino (a). Até que essa necessidade se torna um hábito que vai crescendo, em uma proporção descontrolada, onde vc passa a adequar a sua vida para suprir aquela sua necessidade incontrolável, o seu desejo constante por algo.

E é disso que trata “Shame” um filme delicadíssimo (em quase todos os sentidos da palavra) do diretor Steve McQueen, que já havia trabalhado com o ator Michael Fassbender anteriormente em “Hunger” e novamente, acertou na escolha quando lhe entregou esse novo papel no cinema, digno de todo e qualquer respeito.

O filme fala sobre a compulsão sexual de Brandon (Michael Fassbender), que vive em NY, que como em qualquer outra grande cidade, é um lugar onde opções é o que não falta para que vc possa saciar esse seu desejo incontrolável. Imagine essa situação para um viciado em sexo nos dias de hoje,  sendo estimulado o tempo todo em um mundo cada vez mais visual, que tem uma cidade que nunca dorme aos seus pés, podendo resolver o seu problema a qualquer hora do dia, sete dias por semana. Difícil, não?

Brandon é um homem distante, quase que como se ele estivesse escolhido a sua postura fria como álibi para esconder o seu grande segredo, que o persegue nas horas mais impróprias da sua vida. Segredo esse que é a vergonha pela sua compulsão sexual incontrolável, que faz com que ele viva uma vida metódica, adequando o seu dia a dia as práticas do seu desejo, para quando e onde ele aparecer.

Aparentemente, no começo do filme pelo menos, ele parece até que conviver bem com o seu problema, apesar da vergonha, ou até mesmo culpa que ele carrega por isso. Mas eu não sei exatamente se “bem” é a palavra certa, talvez seja melhor dizer que ele vive de forma “ajustada” à sua condição. Até que ele vai se vendo cercado de olhares, porque afinal, ninguém vive sozinho no mundo e de certa forma estamos sempre sendo observados pelos outros. Como quando ele vê o seu computador no trabalho sendo confiscado pela empresa, para o seu desespero, onde mais tarde, eles descobrem toda e qualquer tipo de pornografia. Mas é claro que a culpa sobra para o estagiário, rs.

E esse desconforto com a sua condição fica ainda mais notável quando ele recebe a visita surpresa da sua irmã, interpretada também de forma brilhante pela atriz Carey Mulligan. Ela é Sissy, uma jovem depressiva, totalmente carente afetivamente e que ainda carrega um histórico de tentativas de suicídio, além da prática da automutilação. Ambos mantém uma relação bem esquisita desde o começo do filme, onde não chega a ficar bem claro quando ela aparece pela primeira vez, se ela é realmente da sua família ou apenas alguém que faz parte da sua história, até que esse fato é esclarecido mais tarde no filme.

Com ela indo morar na sua casa por uns tempos, o personagem se vê completamente fora da sua zona de conforto, como se tivessem derrubado a muralha que ele mesmo construiu ao seu redor para se proteger. De certa forma, ele acaba se vendo exposto a todo tipo de vulnerabilidade que ele tenta esconder o tempo todo, como quando a irmã recebe o chefe dele em seu apartamento para dormirem juntos, algo que se transforma em um grande tormento para ele, que parece estar tentando lutar contra os seus próprios instintos, quase como se estivesse sofrendo uma crise de abstinência por exemplo.

Nessa hora, vale a pena ressaltar o excelente trabalho de ator do Michael Fassbender no papel principal, que consegue transparecer todo o desconforto da patologia do personagem de forma muito real e até impressionante, caminhando muito bem entre a boa relação com a sua doença do começo do filme, até o surto total mais próximo do final, com o ator mudando quase que fisicamente por conta do que talvez tenha sido um dos picos do seu total descontrole físico e emocional. Talvez aquele momento tenha sido uma de suas overdoses.

Um trabalho de ator realmente impressionante e digo isso por dois motivos. O primeiro, por ele se desprender de qualquer pudor em relação ao seu corpo (maravileeeandro, diga-se de passagem, do tipo de bailarino. Höy!), encarando já na abertura do filme uma cena de nudez que para qualquer outro trabalho poderia parecer totalmente desnecessária, o que não foi o caso em “Shame”. E segundo, pela coragem de interpretar um personagem facilmente “marginalizado”, que poderia ganhar uma outra conotação totalmente diferente, se não fosse por sua brilhante interpretação, além da direção que é realmente uma obra de arte, vindo de alguém que tem essa bagagem e soube aproveitá-la muito bem. Clap Clap Clap para os dois, Fassbender e McQueen)

E essa “marginalização” do personagem e até mesmo da história, poderia facilmente acontecer se o filme não fosse tratado com a dignidade que lhe foi emprestada pelo olhar e cuidado do diretor. Mesmo com um alto teor sexual, o que não poderia ser diferente no caso de um assunto como esse, tudo é tratado da forma certa, com uma grande sensibilidade, mesmo quando algo é mostrado explicitamente por exemplo, mostrando a todo momento o quanto aquele personagem sofre por sua compulsão, apesar do conflito desse sofrimento estar entre o prazer e a satisfação de atender ao seu desejo. Não me lembro de ter visto o assunto ser tocado de forma tão correta no cinema, sem transformar o personagem em uma caricatura e sem deixá-lo com ares de “narcisista egocêntrico e insensível” ou apenas uma pessoa livre que gosta de viver todas as possibilidades da vida sexual moderna.

O longa também consegue mostrar muito bem esse estimulo constante de hoje em dia, com o personagem encontrando a oferta para a sua procura nos mais diversos formatos e variaçoes. Uma cena que eu achei lindíssima apesar de ser totalmente explícita, foi quando ele começa a jogar toda a pornografia que ele encontra em seu apartamento (e tem de tudo, mesmo), e ganhamos um take em close das páginas mais variadas das revistas sendo folheadas rapidamente.

Em um tentativa de mostrar que o personagem não se encontra completamente satisfeito com a sua situação e que ele até tenta fazer algo a respeito, no longa ganhamos um momento importante com Brandon tentando se relacionar de forma comum com uma colega de trabalho. O que obviamente não dá muito certo, chegando a ser frustrante para o próprio, mesmo com ele visitando um cenário que já foi estimulante para ele no passado, onde fica claro que o sexo com compromisso é algo que não funciona para ele, o que explica um pouco da sua dificuldade em se relacionar ou acreditar em um relacionamento estável ou até mesmo em um casamento, onde para ele essa ideia de monogamia e comprometimento para ser algo inalcançável e talvez por isso seja também algo inexplicável para o personagem.

Além disso, o filme é recheado de takes bem interessantes, pouco óbvios e que transpassam um grande nível de intimidade, como se a audiência fizesse parte também daquela sensação de invasão que o personagem passa a sentir em um determinado ponto do longa. O minúsculo apartamento do personagem por exemplo, nos é apresentado de diversos ângulos diferentes, com diversas perspectivas de um mesmo ambiente. E esteticamente o filme também é sensacional, com um beleza organizada e um contraste lindo do tom azulado com respingos de amarelo. Adorei por exemplo, uma cena em que eles estão no táxi a caminho de casa e os logos da avenida se refletem no rosto maravileeeandro da magia ruiva do Michael Fassbender. Höy!

Após assistir ao filme, fiquei pensando que despir o desejo do sexo e apresentá-lo como uma doença, não deve ter sido uma tarefa fácil, apesar do diretor ter conseguido a medida certa para esse feito. Ao contrário de decidir ignorar a “pornografia” que o assunto exigia, o que poderia ser um caminho até mais fácil, na intenção de deixar o longa mais “delicado”, a escolha em “Shame” é a de simplesmente mostrá-la de forma direta e prática, mas isso com um olhar especial, com uma plástica absurda e cheia de cuidados, que mesmo que vc se sinta em um momento de total voyeurismo naquela situação enquanto audiência, o lado sério da questão que está sendo mostrada no filme está sempre presente também, martelando na sua cabeça, como naquelas cenas lindíssimas que misturam o prazer com um sofrimento quase que insuportável do personagem principal. Algo realmente de muito impacto, além de uma beleza e sensibilidade indiscutíveis.

O legal também é que no filme, nenhuma questão foi ignorada e apesar do personagem ter suas preferências bem definidas, eles fazem questão de mostrar que para buscar a satisfação do seu desejo, uma pessoa viciada em sexo é disposta a tudo e ai está o maior perigo (pensando um pouco na prevenção até…), onde para se satisfazer ele não mede esforços e também não faz diferença entre gêneros. Aliás, muito boa a cena do personagem entrando naquele inferninho gay ao final do filme, um prato cheio para uma pessoa altamente estimulada como Brandon, não?

Como o filme escolheu tratar a patologia em si no presente e não as causas dela, não fica muito claro do porque de tudo aquilo, o que de certa forma não faz a menor diferença, mostrando apenas que a doença existe e ponto. Mas em um dos telefonemas depressivos da irmã dele perto do final do filme, fica implícito que eles vieram de um lar que talvez possa ser a fonte disso tudo. Mas não estamos aqui para apontar dedos e nem o filme, então…

O final é realmente desesperador, até que por um instante vc chega a ganhar um momento para respirar em meio a aquela tragédia anunciada, mas que ele logo se passa com o grito e o choro de desespero do personagem naquela cena “final”, mostrando toda a sua dificuldade encarando a realidade de que talvez agora, além de ainda ter que lidar com a irmã completamente carente e com um comportamento altamente perigoso fazendo parte da sua vida de forma presente (o que também pode ser uma tortura para quem sofre desse tipo de problema, gerando ainda mais conflitos dentro de uma cabeça já bem confusa), ele  tenha também a certeza  de que a sua forte necessidade (que na verdade nada mais é do que uma dependência) ainda habita dentro dele e de uma forma ou de outra, ele vai ter que lidar com o problema, ao contrário de apenas acalmá-lo momentaneamente, que vem sendo a sua fuga.

Uma discussão importante, levada na medida certa, que não nos apresenta uma solução, mas que nos faz pensar sobre o problema, que muitas vezes e em diversas sociedades, ainda não é tratado propriamente como um problema, permanecendo apenas como uma descontrole mal visto e tratado até de forma marginalizada, não sendo nunca encarado como doença, como deveria ser. Um grande filme, com grandes atuações e que vale a pena um lugar especial na nossa coleção.

ps: espero que depois dessa atuação, chova bons papéis para o Michael Fassbender. Höy! (Clap Clap Clap)

Shame, o trailer

Novembro 9, 2011

Filme novo do diretor Steve McQueen (“Hunger”), que tem o Michael Fassbender, que dizem estar excelente no papel de um homen enfrentando precocemente a crise da meia idade (e só pelo trailer já dá para sentir o clima), além da sempre excelente Carey Mulligan também no elenco.

Nos cinemas da america antiga em 02/12, e por aqui, só Deos sabe, humpf!

Ansioso mil!

The Avengers, o trailer

Outubro 19, 2011

Sim, já temos o trailer, e mesmo que eu não esteja esperando muito do filme, não tem como não ficar ansioso com esse encontro poderoso neam?

E pelo menos as piadinhas do Robert Downey Jr no trailer já estão bem sensacionais, rs.

Arrested Development não só vai virar filme, como vai ganhar mais uma temporada? É isso mesmo ou nós estamos sonhando?

Outubro 3, 2011

OMFG…que notícia mais sensacional foi essa?

Pois bem, não é que vai rolar mesmo e a deliciosa série (obrigatória!) Arrested Development vai ganhar mais uma temporada, além do já comentado filme? Howcoolisthat?

A notícia saiu no finde e diz que além do próprio filme, será produzida mais uma temporada de até 10 episódios, focado em 1 personagem por vez e que deverá funcionar como uma introdução para o longa, que será a conclusão disso tudo.

Preciso dizer o quanto eu fiquei feliz com a notícia?

Ansioso mil!

My Blue Valentine

Fevereiro 14, 2011

Um filme de amor nada bocó. Uma história de amor linda, de um casal em crise, que passa a reviver alguns dos momentos importantes daquela relação. Triste, mas sem grandes dramas ou exageros, apenas a tristeza de ver o amor desaparecer.

Assim é “Blue Valentine” filme do diretor Derek Cianfrance , que traz o casal Ryan Gosling e a muse Michelle Williams para viver os personagens principais dessa história que fala da crise na relação desse adorável casal.

Ela vive Cindy, uma jovem enfermeira que trabalha mais do que deveria, é mais séria, a parte mais triste do casal e parece estar sempre com muita pressa de tudo. Com daddy issues, vindo de uma família de pais infelizes com o seu casamento e talvez por isso ela carregue essa tristeza, insatisfação e até mesmo a violência que ela presencia em sua casa para a sua relação. E Michelle Williams empresta todo o seu charme para essa personagem, que parece distante, decepcionada e parece sempre estar querendo mais daquilo que ela já conquistou com a sua relação estável, com marido e filha.

Ryan Gosling é o marido, Dean, o  goofy do casal, o que garante a parte de foufurice da trama e que vale a pena lembrar que o filme conta uma história de amor. Infantil, talvez um tanto quanto acomodado, uma pessoa mais simples e que espera menos da vida. Dean parece contente com a sua relação e a vida simples que o casal leva, com sua casa + cachorro + família. Até que, o cachorro morre e talvez tenha sido esse o botão de start para a grande DR  da relação e do filme. Ryan Gosling esta particularmente encantador interpretando o seu Dean, do tipo impossível de não se apaixonar. Mesmo quando ele aparece meio loser, careca, bêbado ou com a roupa suja de tinta. Höy!

Sabe quando vc para e pensa: o quanto essa relação significa para vc? E para o outro? Então, mais ou menos isso.

Em meio a crise que o casal vive no tempo presente do filme, vamos observando o passado desses dois jovens adoráveis, do momento em que se conheceram e que ele ficou completamente apaixonado por ela durante uma visita ao asilo onde a avó de Cindy está internada e Dean por um acaso está fazendo um trabalho por lá. O mais engraçado é que o amor acontece a primeira vista, pelo menos da parte dele e isso fica visível (talvez tenha acontecido com ele pelo fato dele ser mais infantil e estar mais aberto a esse tipo de coisa), já ela, ao vê-lo pela primeira vez dentro de um quarto do asilo contando dinheiro, acaba achando que ele usa o seu trabalho para se aproveitar dos velhinhos indefesos. Foufo mil!

O primeiro encontro do casal é lindo, simples, mas muito foufo. Eu já sabia que o Ryan Gosling tinha uma banda na vida real, mas não imaginava que ele era tão bom nisso também. O que é ele cantando “You Always Hurt the Ones You Love” para ela (que é a música do trailer abaixo), que faz um número bem tímido de sapateado em frente aquela porta da loja que tem um coração pendurado, hein? Música que conquistou o meu coração, além da sensacional “You And Me” (que está na minha mixtape do finde), que é a música do casal e eu duvido vc não se apaixonar por ela a ponto de querer emprestá-la, rs. Maravileeeandra!

Como nenhuma relação sobrevive a base muitas vezes “perfeita” do seu início, durante o tempo presente vamos observando a crise do casal. Mais por parte dela (e isso eu acho que fica bem claro no filme), que se encontra completamente insatisfeita com a sua rotina e a falta de perspectiva do seu relacionamento. Ok, quem nunca passou por isso? Dos dois lados da história até, humpf!

E esse é um grande problema na vida de muitos casais, quando apenas um dos dois deseja algo mais, enquanto o outro parece satisfeito com o que construiram juntos. Uma coisa eu aprendi e passo essa sabedoria adiante: quando o peso da relação é constantemente maior para uma das partes, seja por qualquer motivo, isso é um sinal claro de que as coisas não vão terminar bem, fikdik.

Durante o filme, vamos mergulhando um pouco mais na profundidade do casal e vamos descobrindo o porque que eles acabaram juntos. O drama maior da história fica por conta de um aborto que ela tenta fazer, quando descobre que esta grávida do seu ex namorado e não doDean. Mas nada em segredo, ela acaba contando para ele, que a acompanha durante todo o processo e aceita a decisão dos dois começarem uma família a partir disso. Uma atitude linda, diga-se de passagem e para poucos…Com isso ganhamos Frankie, a menina filha do casal, que é pura foufurice!

Como só descobrimos isso perto do fim do filme, ai sim vc passa a entender o drama todo que ele faz quando Cindy encontra o seu ex em um supermercado.

E o que era aquele quarto futurista do motel, hein? Divertido mil! Eu já teria me animado e feito uma performance à la Star Trek. Se bem que, cama giratória é um pouco demais pra mim e acho que eu ficaria bem tonto. Sorry, acho que fui sincero demais agora, rs

Assim como eu disse, no filme fica bem claro que a relação chega ao fim muito mais por ela do que por ele, que embora ainda tenha vontade de ficar junto, acaba usando os argumentos errados para justificar a sua vontade (quando ele usa a carta de “vamos pensar na nossa filha”, por exemplo), fikdik. Sempre achei que a sua felicidade tem que vir a frente de tudo, mesmo quando temos filhos  na jogada. Pais e filhos são para sempre, marido, namorado, esses a gente muitas vezes até gostaria que também fossem, mas nem sempre acontece.

O azul esta presente no filme o tempo todo, o que acaba garantindo uma certa melancolia no ar. Em alguns momentos entra o vermelho, bem mínimo, talvez representando o desgaste do amor naquela relação. Cool! Gosto do figurino tmbm, que é bem simples, mas que tem um fundamento de jovem moderno. Achei a direção bem moderna tmbm, com takes e enquadramentos pouco óbvios. Cool!

Gostei muito da caracterização dos personagens no longa tmbm. O Ryan Gosling foi quem teve a mudança mais drástica durante o filme e eu bem achei que ele ficou a cara do Terry Richardson, rs. Outro ponto a ser destacado são os créditos finais, com aquelas fotos inspiradoras do casal em meio a chuva de fogos de artifício, foufo mil!

Outro ponto altíssimo do filme é que a trilha ficou por conta da banda Grizzly Bear (banda da qual vcs já ouviram a minha recomendação), que foi uma das minhas bandas preferidas do ano passado. E aquele instrumental de “Foreground”, que aparece durante uns dois momentos no filme é de partir o coração. Aliás, essa é uma das músicas da banda que mais me comove. Já garanti até a minha Original Soundtrack do filme, que é bem digna.

“Blue Valentine” é o meu tipo de história de amor preferido, do tipo que comove sem apelar e sem ser bocó, passando longe dos clichês . Sem muito drama gratuito, simples, mas que te deixa com um nó na garganta o tempo todo. Típico filme que eu acabo de ver e quero assistir de novo em seguida.

O final é triste e vc acaba se entregando as lágrimas junto com a Frankie, que é a filha do casal. Mas vc percebe que aquela relação já viveu tudo o que tinha para viver e que as vezes é melhor mesmo por um ponto final na história do que reviver algo que já não é mais o mesmo para vc. Triste, mas honesto, como eu imagino que deva ser.

Se bem que, o meu coração ficou apertado com aquele final e eu teria dado uma outra chance para ele.

Filme perfeito para o dia de hoje, para quem esta acompanhado, ou não…

Happy (Blue) Valentine’s Day

Ahhh São Valentin, não se esqueça e mande aquela magia para mim! (euri com o desespero. AMO rimas, talvez eu também tenha um rapper dentro de mim, rs)

ps: não custa nada pedir neam? rs

X-Men First Class, o trailer

Fevereiro 11, 2011

Confesso que fiquei mais esperançoso depois desse trailer…

Ansioso mil!

Tom Hardy, vc continua sendo boy magia (höy), mas esse cabelinho novo…

Dezembro 23, 2010

 

Não da neam?

Tudo bem que é um look passageiro, para o seu personagem em “Tinker, Tailor, Soldier, Spy”, que é o seu novo filme, mas mesmo assim:

#NAOTABOMNAOHEIN

Poster novo do Green Lantern

Novembro 22, 2010

Ansioso mil…

We are Sex Bob-omb

Novembro 15, 2010

Sabe aquele tipo de filme que vc assistiria todo o dia? Um dia estava eu escolhendo um filme para assistir com o afilhado da minha mãe, um garoto de 10 anos que veio passar o finde na nossa casa. Ficamos um tempão diante da minha coleção, tentando chegar a alguma conclusão de afinal, qual filme assisstir?  Ele queria ver “300”, de novo (toda vez ele quer levar o filme para casa e eu sempre prometo que vou comprar para ele mas esqueço, humpf!) pela 105 vez  e já eu queria diminuir a minha lista dos meus próprios filmes que eu ainda não assisti. Em meio a nossa pequena briga (rs), chegamos a conclusão de que iriamos assistir “Meet The Robinsons” da Disney, que ele me confessou ter assistido naquela mesma semana na tv. Mesmo tendo assistido ao mesmo filme naquela mesma semana, ele olhou pra mim e disse: tá bom vai, vamos assistir esse de novo, porque esse é o tipo de filme que a gente não consegue enjoar”. Achei tão foufo e é claro que  euri.

Então,  contei essa pequena história antes de mais nada para ilustrar que é exatamente o que acontece com “Scott Pilgrim vs The World”, um filme que vai te deixar com vontade de viver dentro de um game.

Primeiro de tudo, a linguagem de video game que o diretor Edgard Wright usa para contar a sua história é sensacional! Divertida, moderna, cool! Talvez um marco para a cultura pop contemporânea e como eu já disse por aqui, nada me surpreende se a nova safra de filmes do gênero para os próximos 2 anos seguirem essa mesma linha, fikdik

Preciso confessar que desde quando foi anunciado que finalmente sairia um filme baseado na HQ do Scott Pilgrim, eu já tinha ficado bem animado. Acho a HQ linda, gosto do traço, do preto e branco, dos personagens que são super atuais e da simplicidade moderna da revista. Ou seja, me empolguei desde o começo (e contei tudo para vcs aqui).

Até que, já tem duas semanas (sim, assisti no outro feriado pq tenho amigos influentes e infelizmente o filme estreou por aqui em poucas salas na semana seguinte, humpf…) que eu finalmente consegui assistir ao filme e todas as minhas expectativas foram confirmadas. E quer saber? Eu adoro quando isso acontece. Porque eu sou uma pessoa que acredita neam? Zzz, rs

O filme já tinha tudo para dar certo só pelo fato do próprio Pilgrim ser interpretado pelo muso indie que não tem nada de muso mas é muso mesmo assim, o ator Michael Cera, a quem eu dedico um amor de irmão (sério, eu queria muito que ele fosse meu irmão!) desde os tempos de Arrested Development e o seu querido George Michael. Em “Juno”, ele conquistou de vez o meu coração com suas pernas de saracura e o seu vício em tic tac de laranja. E sem contar o sensacional e mais recente “Paper Heart”, que é muito, mas muito foufo.

Com a atitude loser característica de Michael e os super poderes em nome do rock, o Scott Pilgrim do cinema traz acima de tudo uma nova linguagem que vai além do visual e chega ao modo novo de se contar uma história. Nada muito revolucionário, técnológico ou qualquer coisa do tipo. Mas o fato de montar o filme com se fosse uma história em quadrinhos, com intervenções, tipografias e abusando de referências a jogos de video game, isso trouxe um ar de novidade para a produção, além de nos deixar feliz por tratar-se de algo novo, ainda mais quando se trata de um filme sobre um “super herói”, onde todos os estereótipos das mais diversas franquias já foram tão explorados em diversas linguagens, algumas até já desgastadas. Scott Pilgrim é diferente dos demais e isso por si só já deveria ser um grande atrativo para vc levantar essa bunda do sofá e correr para o cinema. Now!

E o elenco é sensacional, cheio de jovens talentos e rostos conhecidos do mundo das séries. Tem a filha da Tara (Brie Larson) de United States Of Tara, tem a filha da dark porém ainda cool Lorelai em Parenthood (Mae Withman)e  o sensacional cara de Bored To Death (Jason Schwartzman), como o maior vilão da história e a Anna Kendrick, na pele da irmã de Scott. Além de rostos conhecidos, como Chris Evans (Fantastic 4, Captain America The First Avenger) e o Brandon Routh (Superman Returns) ,  coincidência ou não, ambos com histórico de super heróis em suas carreiras.

Outro que faz parte do elenco é o ator Johnny Simmons, que eu tenho visto em várias produções atualmente, um menino que eu acho bem talentoso por sinal, embora o seu espaço seja pequeno nesse filme.

Agora, todo o destaque vai para o irmão do Macaulay Culkin, o sensacional melhor amigo gay e roommate de Pilgrim no filme, o ator Kieran Culkin. Primeiro que a semelhança com o seu irmão é algo notável a assustador (eu até achei que era o próprio Macaulay quando eu vi o trailer pela primeira vez) e segundo que o garoto é divertido mil e me pareceu ser bem talentoso tmbm. Fofoqueiro, direto, promíscuo,  folgado e mais esperto, é dele os momentos mais divertidos do filme. O que foi ele pegando o namorado da irmã do Scott? E a sua fixação por meninos de óculos? E ele fazendo fofoca até dormindo? Euri

Outra bem foufa, de quem eu chegue a ficar com pena durante o filme é a Ellen Wong, a namorada com status de stalker de Scott Pilgrim. Mas achei sensacional a sua relação com o final da história. E quem nunca conheceu uma garota(o)  assim que atire a primeira tintura para cabelos azul celeste hein?

E tem a Ramona neam? O motivo de toda essa agitação na vida do herói. Com um atitude meio blase e too cool 4 u, ele não me conquistou tanto assim, cofesso. Mas ai tem a música, do Beck e com o título “Ramona”, que me faz repensar os meus sentimentos por ela. Fato tmbm que o seu figurino é o mais legal de todos e a luta onde ela tira aquele “martelo” gigante da bolsa é algo de incrível, não?

A trilha, que tem em sua grande parte a assinatura do Beck (que assina as músicas da Sex Bob-Omb, banda de Scott) não poderia ser melhor e a interpretação animada dos integrantes da banda de Scott Pilgrim é bem boa. Alias, os momentos musicais do filme são bem excelentes viu? Vale a pena encomendar a trilha tmbm, vão por mim (que eu bem já tenho a minha, rs)

Para mim, além dos momentos de luta do filme, que são sensacionais e te fazem ter a sensação de estar em um jogo de video game (sem sangue), que são muito bem coreografadas e que sempre terminam com aquela chuva de paetes gigantes + gliter prata + moedas, além disso, eu destacaria as cenas de insegurança de Scott, com sua aparência e principalmente com o seu cabelo, como as minhas preferidas do filme. Sério, ro-lei em cada uma delas. Michael Cera, vc realmente deveria ser meu irmão viu? (euri)

E quando Scott ganha a espada com o “poder do amor”  e logo depois usando a sua outra vida, quando ele ganha a espada do poder do “amor próprio” hein? Achei sensacional! Clap Clap Clap! Ahhh, e os quadrinhos originais tmbm fazem a sua participação afetiva no filme. Well done!

O saldo final é dos mais positivos para o filme, nem entendi muito bem o pq que ele não foi tão bem nas bilheterias americanas e tão pouco o porque que quase não passou pelos cinemas daqui. É, talvez o Michael Cera seja realmente too cool para a maioria…

Ainda assim acho que vale comprar aquela barra de chocolates gigante (TOBLERONE!!!) e aproveitar o feriado para se divertir e muito com Scott Pilgrim!

Espero ansiosamente pelo DVD Edição de Colecionador para colocar na minha prateleira especial ao lado dos meus outros heróis preferidos, fatão!

Da série poster magia – Blue Valentine

Novembro 11, 2010

Primeiro de tudo: Quem nunca?

Foufo mil o poster não? Höy

Quero ver mil…


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