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O adorável descontrole da Season 3 de Raising Hope

Abril 19, 2013

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Raising Hope continua sendo aquela série deliciosa, com gosto assumidamente de junk food, do tipo que todo mundo deveria assistir (embora sua audiência nunca tenha sido lá essas coisas). Costumo até dizer que assistir Raising Hope é o meu freella como babysitter preferido da semana.

Desde a sua estréia, já passamos por três igualmente deliciosas temporadas. A primeira delas, onde fomos apresentados a família Chance e passamos a observar o Jimmy (Lucas Neff) ainda em fase de adaptação em relação a nova tarefa mais importante da sua vida, a de criar sozinho um adorável garotinha chamada Hope (Baylie e Rylie Cregut) e isso é claro que com a supervisão sempre imprescindível de seus pais, Burt (Garret Dillahunt) e Virginia (Martha Plimpton), que passaram por algo semelhante no passado com o próprio Jimmy e não poderiam ser auxiliares melhores para essa difícil tarefa. E tudo isso também na companhia da indispensável Maw Maw (Cloris Leachman) completando o retrato anual da família, com direito ao Jimmy com meia sobrancelha e Burt e Virginia vestidos com roupa de domingo. (acho sensacional que o Burt desde sempre só tenha aquela mesma roupa mais formal para essa tipo de ocasião, rs)

Depois disso, com o Jimmy já acostumado com a tarefa de ser pai da foufíssima Hope (e como desde muito pequenas essas gêmeas sempre foram excelentes, não?), conhecemos um pouco mais sobre a família Chance e descobrimos que eles eram bem piores do que a gente imaginava. Eles que desde sempre foram meio duros de grana (meio?), um tanto quanto trambiqueiros, é verdade (mas de um jeito digamos que “do bem”), mas que também sempre foram cheios de imaginação e jogo de cintura para enfrentar as dificuldades todas que enfrentavam e sempre tiveram pouco ou quase nenhum julgamento moral em relação a suas atitudes e assim permaneceram até hoje, encarando tudo com muito bom humor. Mas durante a Season 2, que embora tenha sido tão deliciosa quanto a primeira, a temporada acabou sendo ameaçada pelo fantasma do cancelamento, que rondou aquela casa no subúrbio recheada por um bom tempo. Por isso ficamos com a sensação de que as coisas precisaram ser apressadas e resolvidas rapidamente. Jimmy precisou revelar de uma vez por todas o seu amor por Sabrina (Shannon Woodward), a caixa do mercado onde ele também trabalha (em um dos melhores e mais foufos episódios da série) e assim ter a chance de passar mais tempo ao lado daquela que ele amava (um amor que inclusive descobrimos ser antigo por parte dela). Assim, meio que às pressas, eles tentaram nos dar um final para aquela que parecia ser a despedida da série, que se de fato tivesse sido confirmada naquela época, com certeza teria acontecido cedo demais.

Até que recebemos a notícia da sua renovação para uma Season 3, algo que nos pegou totalmente surpresos por ganharmos uma pouco mais de tempo acompanhando a vida desses personagens que em pouco tempo conseguiram nos deixar totalmente apaixonados. Depois disso ganhamos a informação de que essa nova temporada teria 2 episódios a mais, algo que deixava ainda mais próxima a ideia de que talvez estivéssemos realmente perto do fim da série. Humpf! Mas tudo bem, a essa altura não dava nem para reclamar, porque pelo menos havíamos ganhado mais tempo para nos despedirmos adequadamente daqueles personagens adoráveis. Sem contar que o seu canal passou a exibir dois episódios da série por noite (algo que recentemente tem acontecido com certa frequência com diversas séries: 30 Rock, Parks And Recriation, The Oficce, Happy Endings – essa última inclusive com o agravante de ter sido empurrada para o limbo das sextas, #CREDINCRUZ), algo que acabou nos deixando totalmente sem a menor esperança quanto a uma possível renovação para uma quarta temporada.

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A essa altura, embora a preocupação de um cancelamento injusto ainda nos rondasse e isso inevitavelmente nos deixasse com aquele sentimento de tristeza por ver mais uma das melhores comédias do momento acabar injustamente e prematuramente, embora todo esse sentimento, a sensação era a de dever cumprido, a de que a essa altura pouco eles tinham o que fazer que já não tivessem feito antes para amarrar melhor essa história e nos entregar um series finale bacana, digno da série que sempre foi tão boa e bem pouco reconhecida (vejo New Girl, The Big Bang Theory e algumas outras figurando nas listas de indicações de comédia em qualquer prêmio por aí e sinto até o vulcão do ódio e da discórdia entrando em erupção dentro de mim, toda vez). Ou seja, daqui para frente, o que viesse definitivamente seria lucro em Raising Hope.

E foi nessa hora que parece que eles resolveram enlouquecer completamente e não se importar com mais nada, nos entregando uma série de episódios deliciosos e sensacionais, do começo ao fim. Mas do tipo sensacionais mesmo, sem exageros. Parecia até que eles estavam cientes que a morte da série se aproximava e como já estavam completamente desenganados, resolveram aproveitar mais o atual momento e experimentar de tudo um pouco.

Começamos a temporada achando que estávamos correndo o risco de perder a guarda da Hope, algo que não conseguimos aceitar nem como brincadeira, mas que mais tarde descobrimos que na verdade, quem estava correndo esse risco era a Maw Maw e quando de fato ela foi levada para uma casa de repouso, o Chances praticamente enlouqueceram bolando um plano com direito até a referências de “Cocoon” para salvar aquela que eles pensavam ser o membro mais velho da família.

Falando em referência, se tem uma série que consegue fazer uma referência e usá-la de forma inimaginável, essa série é Raising Hope, que nessa temporada trouxe ninguém menos do que o Christopher Lloyd e o seu DeLorean para reviver bons momentos dentro da série. OK, um minuto e 1/2 de silêncio como sinal de respeito pela referência. Ele que na série acabou interpretando um personagem diferente do seu antigo Dr Emmett Brown, mas que mesmo assim teve a chance de reviver uma cena icônica com o carro mais invejável da história nerd recente. (Sério, eu tenho um DeLorean “Back To The Future” versão Hot Wheels e me lembro até hoje da emoção/realização pessoal quando o encontrei na loja de brinquedo um dia desses, rs)

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E essa também foi uma temporada para nos aprofundarmos um pouco mais no personagem da Sabrina, que com o pedido de casamento do Jimmy (feito com a Hope vestida de cupido. #TEMCOMONAOAMAR?), estava mais próxima do que nunca de entrar de uma vez por todas na família Chance. Durante essa Season 3, conhecemos a sua mãe, interpretada pela atriz Melanie Griffith (praticamente interpretando ela mesmo) e descobrimos um pouco mais da sua mitologia familiar, com a descoberta inclusive de que a sua avó havia deixado a casa da família em seu nome, onde ela passaria a viver com o Jimmy depois do casamento.

Sim, finalmente tivemos o casamento do Jimmy e da Sabrina, que aconteceu em um episódio duplo, com o primeiro deles no melhor estilo “The Hangover” onde descobrimos que o Jimmy na verdade havia se casado com seu amigo e colega de trabalho, Frank, que se recusava assinar o divórcio apenas para não perder o amigo, que apesar de desejar o tal divórcio, estava se sentindo confortável demais dentro da sua nova relação. E o segundo com a cerimônia em si, que contou mais uma vez com a participação da mãe serial killer da Hope, que aparentemente nunca morre, mais ou menos como o Kenny em South Park.

Em meio a isso tudo, uma desculpa que se tornou cada vez mais recorrente dentro da série foi a de que quase tudo atualmente na vida do Jimmy era fruto de uma mentira que o Burt e a Virginia acabaram contando no passado, convencendo o pequeno Jimmy dos mais absurdos possíveis. Dentro desse plot, conhecemos o quase irmão do Jimmy (viram como não sou o único com “quase irmãos”? rs) e sua família aparentemente perfeita, mas que no final das contas se revelaram os maiores racistas da história, além das mentiras entre o próprio casal (que descobrimos inclusive ter um sex tape), como naquele episódio onde o Jimmy e a Sabrina precisavam descobrir como usar a voz de autoridade com a Hope e que na verdade descobrimos ser um problema de família, com a revelação do Burt sofrendo na mão do incontrolável pequeno Jimmy no passado. (ouvindo o S.A. Cast dos Seriadores um dia desses – que eu sempre ouço e recomendo para todos -, descobri que o menino que faz o pequeno Jimmy e que é sensacional, diga-se de passagem, é filho do criador da série. Howcoolandcuteisthat)

Episódio esse que também foi responsável por um dos momentos mais adoráveis dentro da série, com a Hope que agora já tem 3 anos de idade (e como elas cresceram, não?), naturalmente chamando a Sabrina de mãe pela primeira vez, um momento impossível de conseguir se controlar e não acabar chorando, sentindo que o seu coração acabou de ganhar um cachecol de tricô feito em casa pela sua própria avó. (a minha nunca conseguiu terminar o dela, que a minha mãe vivia desmanchando, dizendo que estava #WÓ. Mesma mãe que rasgava as páginas do meu caderno quando encontrava uma folha meio assim ou um pequeno errinho, marcas de borracha, algo que eu gostaria de deixar registrado aqui  e ao encontrar um amigo de infância um dia desses, tive a confirmação por meio do próprio que essa plot fazia mesmo parte da minha mitologia e não era apenas “loucura”, como minha mãe sempre alegou, aquela azeda… Fico pesando o que ela acharia dos meus possíveis e inúmeros erros e marcas de borracha por aqui, rs)

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Aliás, esse e no episódio final, quando a Hope fez um coração de macarrão para dar para a Sabrina no dia das mães e a Virginia não conseguir se controlar de ciumes, foram momentos super foufos para a série, ainda mais com a Sabrina fazendo ela mesma uma colar de macarrão em formato de coração e dando de presente para a agora sogra, para recompensá-la de alguma forma. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E isso porque nós ainda nem comentamos os melhores episódio da temporadas, que foram comicamente geniais (me sentindo um jurado do programa do Raul Gil agora, rs). Primeiro tivemos aquele com o Burt e o Jimmy experimentando a libertação de se sentirem gays, pelo menos por um tempo, com ambos incontroláveis no club da cidade, algo que acabou despertando até a vontade do Burt de se depilar e que terminou com a Virgnia apostando em um crossdressing ótimo e só para se enturmar.

Até que tivemos mais uma reunião com o elenco de My Name is Earl dentro da série, tornando realidade pelo menos por enquanto, o sonho do Burt de se tornar um rockstar e nesse caso, rockstar de festa infantil. Depois tivemos o episódio com o dia da árvore, tão adorável quanto, assim como aquele em que eles se inspiraram em um Glee club qualquer (qualquer, sei…), para investir em um “musical”, esse ainda tímido, mas com uma performance de se aplaudir de pé do pequeno Jimmy todo melancólico ao som de “Ain’t No Sunshine”

Mas nada foi mais sensacional do que o episódio musical, esse sim com a maior cara de pau desse mundo, com o Burt convencido por seus pais falidos de que ele era judeu (eles que planejavam apenas arranjar alguns trocados para um cruzeiro) e assim tentando buscar algum conhecimento dentro da religião antes de realizar o seu Bat Mitzvah, com uma performance extremamente ofensiva e ainda assim deliciosa ao som de “I’m Gonna Rock The Torah”, com todos eles investindo em figurinos super 80’s, com a Virginia (a cara da Madonna) e a Sabrina, ambas incontroláveis na coreô de época  e o Jimmy fazendo um mix de rockers decadentes da época com o Bruce Springsteen. Repito, um episódio que até pode parecer extremamente ofensivo, mas com um humor tão especial, que eu tenho certeza que todo bom judeu deve ter adorado.

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E essa definitivamente foi a temporada do Burt, que esteve incontrolável e na sua melhor forma dentro de Raising Hope (Höy!). Ele fazendo o cara da manutenção de macacão e tudo mais ao lado da Hope, rebolando descontroladamente na buatchy gay, se empenhando como ninguém para que o Jimmy tivesse a sua merecida despedida de solteiro para depois ter o seu casamento também dos sonhos ou ele empenhadíssimo em aprender alguma coisa sobre os judeus, foram apenas alguns dos seus excelentes momentos ao longo dessa temporada, que definitivamente foi dele. (no começo eu nem achava ele a pessoa mais engraçado do mundo, apesar da magia e dele sempre ter sido adorável, mas da temporada anterior para cá, ele realmente acabou roubando a cena. Com ou sem camisa, rs)

Encerramos a temporada conhecendo o impossível, alguém mais velha do que a Maw Maw, que no caso era a sua própria mãe ou um dos personagens de “The Lord Of The Rings”, segundo a própria série (não que a gente tenha pensando algo do tipo, rs). Nessa hora, senti que a ordem dos episódio finais poderia ter sido alterada, com o musical vindo antes desse que encerrou a temporada e não foi dos melhores. Mas o melhor de tudo foi que acabamos ganhando a notícia de que depois dessa Season 3 do total descontrole em Raising Hope, não é que a série acabou ganhando a sua Season 4? (YEI!)

Sério, acho que nunca fiquei tão feliz com uma renovação (Walter voltando do futuro imediatamente para enfiar uma alcaçuz na minha orelha e me lembrar que eu fiquei exatamente assim quando Fringe ganhou a sua tão sonhada Season 5), que chegou de forma totalmente inesperada e que não por isso deixou de ser extremamente bem vinda. Sério, da para acreditar que vamos ter trabalho como babysitter da Hope por mais uma temporada inteira?

Sério, parece até um sonho e talvez esse sonho tenha sido um musical. Pelo menos é assim que nos lembramos dele… (rs)

#IMGONNAROCKTHETORAH

 

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A divertidíssima tarefa de criar Hope

Junho 10, 2011

Comecei a assistir Raising Hope meio que as cegas e sem ter grandes expectativas. Não sabia  muito do que se tratava (além do óbvio) ou o que esperar, comecei a assistir mesmo apenas por ter ouvido alguém falar bem da série aqui e ali. E honestamente? Estava perdendo uma das comédias mais foufas e divertidas de todos os tempos!

Eu sei que a essa altura, vc que é leitor do Guilt e que sempre passa por aqui deve estar pensando “lá vem esse Essy tentando empurrar mais uma série sobre uma família engraçadona para a gente assistir, humpf…”, mas tenham certeza que Raising Hope é muito mais do que isso. A começar pelo cenário: sai a família rica do suburbio americano que estamos tão acostumados a ver a todo momento na tv e no cinema e entra uma família apatralhada, pobre e divertidíssima.

A história gira em torno de uma família moderna que cabe perfeitamente como exemplo dos novos modelos de famílias. Pais jovens, que tiveram um filho ainda quando adolescentes e com isso tiveram que aprender a lidar com todas as dificuladades de criar um filho ainda muito jovens, onde tiveram também que abandonar de certa forma alguns dos seus sonhos para realizar essa tarefa de criar um bebê  (embora sejam felizes com isso) e tudo isso  sem ter a menor preparação e nenhum suporte. Morando de favor na casa da avó, que sofre de “demência”, eles criaram Jimmy, o seu filho fruto da gravidez indesejada do tempo da adolescência. Jimmy por sua vez, em uma aventura de apenas uma noite, acaba engravidando uma procurada serial killer, que como esta próxima a ser executada, aguardando a sua vez no corredor da morte, acaba deixando a sua bebê para ele criar, bebê essa que nasceu após aquele tal “erro” de uma noite apenas, uma garoteeenha foufa com o nome de Princess Beyoncé. Howcoolisthat? Jimmy não pensa duas vezes e decide assumir a responsabilidade e criar a sua filha sozinho.

A partir disso, passamos a acompanhar a vida dessa família que acaba ganhando um novo membro, que no final do primeiro episódio acaba recebendo o novo nome de Hope. Mas Princess Beyoncé era um nome sensacional, hein? (rs)

Um dos pontos fortes da série é poder acompanhar o dia a dia de Jimmy tentando criar Hope e aprendendo a lidar com aquela nova realidade em sua vida, tudo isso sem muito dinheiro, algo que costuma facilitar e muito. Como “tutores” ele tem os próprios pais, que não foram assim grandes exemplos de pais no passado, pelo fato de serem jovens também e assim eles vivem relembrando das próprias situações que ambos tiveram que enfrentar para criar Jimmy no passado, lembrando de momentos do filho ainda bebê, ou criança, em situações que fazem um contraponto bem engraçado entre a forma de como tudo é diferente hoje em dia, porém permanece tudo igual, pq o fundamento é o mesmo quando se trata de criar uma criança. Tudo com muito humor e muita foufurice, em uma combinação perfeita.

Raising Hope me lembrou um pouco de “Juno” e esse climão de suburbio pobre americano vem da escola do criador da série, Gregory Garcia, que também foi a mente por trás de My Name is Earl. Inclusive durante essa primeira temporada, tivemos algumas participações do atores de sua série antiga, além da divertidíssima Rochelle de Everybody Hates Chris. (AMO a Rochelle, AMO! E meu marido tem dois empregos! rs)

E as situações são as mais aburdas possíveis, em meio a uma casa cheia de quinquilharias e pouca higiene (e o episódio em que eles descobrem esse fato é excelente!). Todas as situações são tão absurdas, que é impossível de se conter e não rolar de tanto rir com toda aquela pobreza, com direito a ferro de passar roupa que dá choque e vc tem que morder uma colher de pau para evitar de morder a própria língua enquanto é eletrocutado ao passar roupa (rs), trocar o vinho barato e colocar na garrafa vazia roubada do lixo de vinho caro para servir para os novos amigos ricos (euri) ou a tv que precisa de unas tapas para funcionar direito, rs. Tudo é decadente, com cara de sujo e as piadas são bem politicamente incorretas, detalhes que deixam a série ainda mais engraçada.

Além da família, a série ainda conta com vários personagens muito engraçados que são as figuras exóticas da vizinhança. Sério, o que é a garota do dente podre? Rolei! E na minha opinião, o único erro da série até agora foi ter arrumado o dente podre dela. Humpf!

Outro fato que eu acho bem aproveitado dentro de Raising Hope, é que eles usam referências de várias outras séries, citando o crédito (como por exemplo a garota do dente podre, que saiu de It’s Always Sunny In Philadelphia) e na maioria das vezes, eles conseguem fazer uma piada ainda mais engraçada sobre a referência alheia. Well Done!

Os episódios temáticos como o de Thanksgiving ou o de Natal são deliciosos, mas nada nesse mundo foi mais foufo do que o episódio de Halloween da série. Awnnn!

Eu geralmente não sou do tipo de pessoas que morre de rir com piadas sobre “pum” por exemplo, mas em Raising Hope eles conseguiram o impossível: fazer a piada de pum mais engraçada e ao mesmo tempo mais foufa ever, em um momento de foufurices entre pai e filho. Talvez esse seja até o meu episódio preferido (acho que empata com o episódio com todas as fotos do álbum de família, que  me fez ter um ataque incontrolável de riso com o Jimmy arrancando e comendo os próprios cabelos, ka ke ki ko ku).

E a graça de Raising Hope esta exatamente nessa mistura entre o humor escrachado e o humor foufo, que eles conseguem misturar e resolver muito bem na série. As situações são absurdas, os personagens são enlouquecidos, mas sempre no final, tem uma narrativa foufa que amarra toda a história e faz vc terminar o ep soltando um: Awnnn! Série foufa mil!

No começo, vc pode até achar tudo meio exagerado (característica do humor escrachado), mas com o pouco tempo da série, todos os personagens vão evoluindo, ganhando novas camadas e mais profundidade e todo aquele tom de “exagero” do começo da série passa a fazer todo o sentido para cada um dos personagens.

Sabe aquele tipo de série que vc não consegue escolher o seu personagem preferido? Então, eu já criei um amor especial por todos eles a essa altura no meu coração. Burt (Garret Dillahunt) que o pai meio goofy  mais foufo desse mundo (empatando em foufurice com o pai do Kurt em Glee) que no fundo é só uma criança grande, Virginia (Martha Plimpton) a mãe mais politicamente incorreta da história,  Maw Maw (Cloris Leachman) a avó mais sacudida do pedaço,  o adorável Jimmy (Lucas Neff), que é um dos personagens mais foufos e inocentes ever, Sabrina (Shannon Woodward),  a caixa do mercado que é o grande amor do Jimmy (e que nós descobrimos no final que ele já teve a sua chance com ela no passado sem saber, fikdik)  e Hope (Bayley e Rylie Crecut), que é a bebê mais foufa e careteira da tv.

AMO quando eles fazem ela falar com aquela boqueeenha tipo South Park. Euri

O melhor também é que vc passa a temporada inteira pensando que eles são uns encostados, meio preguiçosos e que estão morando naquela casa por estarem acostumados à aquela situação (o que de fato eles até são um pouco…), mas o episódio final é de uma foufurice absurda, além de ser muito, mas muito engraçacado e que acaba nos explicando que na verdade eles se encontram naquela situação pq a vida é mesmo uma troca e vc passa a amar ainda mais essa família.

Aliás, que final de temporada mais excelente foi esse com aquele flashback da vida deles 5 anos atrás hein? Muito, muito engraçado, rolei com a cena deles roubando comida no mercado e comendo nos corredores, rs. Agora, nada se compara com os pais do Jimmy morrendo de medo dele em sua fase Drakkar Noir, euri (uma mistura de Punk + Edward Scissor Hands + Kiss + Palhaço Antigo). Divertido mil!

E se tem uma série de comédia que soube encerrar bem a temporada, essa série foi Raising Hope, empatando com Parks And Recreation e Community, só para vcs sentirem o nível.

E não se espante se depois desses 22 episódios divertidíssimos (que valem super a pena e que me fizeram colocar Raising Hope no meu Top 5 das melhores comédias no ar atualmente) vc se ver na situação de querer muito ter uma Hope para chamar de sua.

Ansioso para a Season 2 em Setembro. Yei!


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