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The Snowmen, o especial de Natal de Doctor Who

Janeiro 10, 2013

Doctor Who Christmas Special 2012

Esse que foi um especial de Natal com muito mais cara de episódio especial do que qualquer outra coisa.

Para esse ano, algumas novidades nos foram anunciadas ao longo da atual Season 7 de Doctor Who. A despedida dos Ponds (glupt), a nova companion entrando definitivamente para a história em um episódio especial de Natal, que chegaria esse ano com nova abertura, o novo interior da TARDIS e ainda contaria como um episódio da temporada.  Muitas coisas mudaram na série e algo que foi bastante diferente até agora foi exatamente esse episódio de Natal. Diferente, não ruim. Muito pelo contrário até.

Apesar de grandioso como todos os outros até agora, é inegável que ele foi bem diferente dos demais. Com uma história muito mais centrada na atual realidade da série e a atual condição do Doutor após a despedida dos Ponds, além da entrada da Clara, dessa vez podemos dizer que encontramos muito mais um “episódio especial” de Doctor Who do que um episódio especial de Natal, como já estamos acostumados a ver na série durante esse época do ano. O que de certa forma não chegou a prejudicar a tradição natalina, uma vez que o momento pedia uma continuidade e não seria possível ignorar a importância dos Ponds para a série em um episódio com uma história com um conto de Natal qualquer (que mesmo assim esteve presente), deixando totalmente de lado todos os acontecimentos importantes que encontramos no último episódio que havíamos assistido até então.

E apesar de diferente dos demais especiais de Natal, ele foi absolutamente importante em todos os sentidos, também grandioso e muito bem cuidado, como tudo na série vem sendo atualmente, uma vez que agora eles finalmente ganharam o mundo. A começar pela forma que encontramos o Doutor, não lidando nada bem com a despedida dos Ponds, morando em nuvens, literalmente. E visivelmente deprimido, com um figurino diferente, talvez tentando se adequar ao tempo em que estava vivendo e bem amargo até, que é como ele fica sempre que está muito tempo distante dos humanos. E o pior, se recusando a intervir em qualquer um dos plots do universo, colocando um casal de lésbicas para fazer a triagem por ele (aliás, é preciso dizer que personagens gays em Doctor Who são um realidade e eles sempre são introduzidos na história de uma forma absolutamente natural, como deveria acontecer sempre em tudo quanto é lugar), uma espécie de filtro para decidir se qualquer emergência que estivesse acontecendo, realmente valeria a sua atenção. Sério, aquele não era o nosso Doutor. Mas ele estava ali, o tempo todo, nos trejeitos da interpretação deliciosa do Matt Smith, no olhar de doçura misturado com muita culpa devido aos acontecimentos recentes. Apesar de “ausente”, o nosso Doutor ainda estava ali, presente e ele só precisava encontrar um bom motivo para voltar a ativa.

Acompanhado do “cabeça de batata” fazendo as vezes de companion, tivemos momentos de alívio cômico divertidíssimos nesse episódio, com aquele típico humor da série que nos conquistou desde sempre e tudo isso apesar do clima ser outro dentro do mesmo episódio. Isso até ele encontrar com a Clara, totalmente por acaso e passar a dividir também alguns momentos engraçados ao seu lado. E ao mesmo tempo que tudo parecia um grande coincidência, ele sabia quem era aquela mulher e deixou isso bem claro, apesar de a ter encontrado agora em outra época, vitoriana, mas ela por sua vez, parecia não se lembrar dele, embora estivesse visivelmente encantada com toda aquela situação misteriosa. Sem falar do detalhe de que agora, ela atendia como Clara e não Oswin Oswald, como a conhecemos juntos com o Doutor anteriormente.

Novamente, encontramos a dinâmica companion totalmente envolvida com o Doutor, algo que apesar de sempre me incomodar bastante (acho que é o meu trauma até hoje da relação dele com a Rose Tyler…), se torna justificável com todo o brilhantismo e  o carisma absurdo encontrado no personagem. Dito isso, reconheço que é humanamente impossível não nutrir pelo menos uma #CRUSH pelo Doutor, uma vez que você tenha passado pelo menos 5 minutos ao lado de tamanha genialidade. Sim, deve ser impossível. Isso considerando apenas quem costuma prestar mais atenção no cérebro, do que em qualquer outra coisa, apesar de achar o Matt Smith dono de uma magia mágica daquelas. (Höy = Essy se rendendo a dinâmica companion enfeitiçada pelo Doutor, rs)

Doctor Who Christmas Special 2012

Clara entrou para a série de forma misteriosa, com uma jornada dupla dividida em seus dois trabalhos absolutamente distintos, um como bartender e o outro como a governanta da casa de uma família abastada, com um casal de crianças carente de uma figura materna e tudo mais. Sua presença ainda foi amarrada ao tal conto de Natal da vez, que envolvia os bonecos de neve darksiders , que nesse caso, acabaram perdendo a força devido a grandiosidade da atual história da série em si para esse momento. (eles que me lembraram bastante o Jack Skellington do Tim Burton, algo que eu tenho certeza que não foi mera coincidência e adoraria ver o diretor se aventurando dentro desse universo. Inclusive, essa bem que poderia ser uma das surpresas para essa ano tão especial para a série – com vários diretores consagrados se aventurando dentro desse universo –  que como todo mundo já sabe, está prestes a completar 50 anos)

Mesmo como um conto de Natal ocupando menos espaço ou tendo menos importância para o episódio em si, nele ainda encontramos um momento bastante especial, com Doctor Who finalmente nos propondo um crossover entre a série com Sherlock, também do Moffat, trazendo o Doutor vestido a caráter como o icônico personagem Sherlock Holmes e não só isso, ainda tentando se passar pelo próprio. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Apesar do nome e histórias completamente diferentes, acabamos descobrindo no final que Clara é a mesma Oswin Oswald que nós conhecemos anteriormente, inclusive ganhamos ela lembrando “parte” dessa lembrança, porque ainda não sabemos o quanto ela lembrou do seu outro encontro com o Doutor e isso ainda ficou em aberto, sem maiores detalhes em relação a quem ou o que de fato seria “Oswin”, já que em outro momento, a vimos como um Dalek (aliás, AMO esse plot e como já disse, acho que a relação de amor entre os dois precisa acontecer por esse caminho). Além das poucas informações sobre a origem da personagem e essa descoberta talvez ser o plot da segunda parte da temporada, como observamos na preview do que ainda está por vir durante a atual Season 7, nesse mesmo episódio de Natal, instantes após receber a chave da TARDIS e o convite para viajar pelo tempo e espaço na companhia do melhor Doutor de todos os tempos, a nova candidata a companion acabou morrendo, naquele mesmo instante e novamente (porque já sabemos que isso já aconteceu anteriormente com a mesma). Sim, eles tiveram essa coragem de matar a nova companion logo na sua entrada e de novo. Lidem com isso.

Agora só nos resta saber como assim ela morreu sendo que ele já a encontrou em uma situação diferente e nessa primeira vez ela também já havia morrido? Hmm mmm… Quem seria Clara? O que seria Clara? Clara Who? Perguntas que certamente ecoaram na mente do Doutor e essa curiosidade foi parte do que o fez despertar de uma vez por todas para voltar a ser o homem por quem praticamente o universo inteiro é apaixonado. E esse despertar do “Doutor Adormecido” foi na minha opinião, a melhor parte do episódio e o mais especial dele.

Toda a sua descaracterização até a volta do seu costume de usar suas famosas gravatas borboletas, com um cena linda com o Doutor voltando a se ver novamente no espelho como ele era antes, foi muito sensacional e o detalhe da gravata borboleta torda ter voltado do meio do nada,  foi algo que eu aceitei de coração como o meu presente de Natal da série para esse ano que passou Um momento cheio de referências, que durou pouco até e aconteceu rapidamente, mas com a abordagem certa. (♥ + ♥)

E assim, fugindo um pouco de suas tradições e ainda sem nos entregar muito (ou quase nada, humpf!) sobre a história da nova companion, Clara Oswin Oswald, como observamos em sua lápide que chegamos a ver na série nos dias de hoje ao final do mesmo (além de já ter visto no passado), encerramos esse episódio de Natal especialíssimo para a série e de quebra, é claro que ganhamos um coming soon daqueles, com cenas dos próximos episódios da temporada, que só volta em Abril. Humpf! Nele, além de momentos já com a dupla em ação, temos uma série de outras criaturas exóticas que não foram vistas nessa nova fase da série (não sei se pertencem a fase antiga da mesma), além de uma série de vilões já conhecidos de todos nós whovians. Já é Abril?

O duro será ter que aguardar novamente por mais alguns meses até que possamos continuar a acompanhar essa história. E levando em consideração todas essas “quebras” no ritmo da série atual de Doctor Who em um ano especialíssimo como esse, onde a série está prestes a completar 50 anos, podemos dizer que os ingleses nunca foram menos pontuais indeed… Humpf!

 

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Asylum Of The Daleks

Setembro 5, 2012

Excelente retorno esse com primeiro episódio da Season 7 de Doctor Who, não?

Um episódio completíssimo, com tudo que nós sempre AMAMOS na série (7×01 Asylum Of The Daleks). Com cara de épico, o episódio já começou com o Doutor sendo capturado em meio a uma emboscada planejada pelos próprios Daleks, seus maiores inimigos que de quebra, ainda capturaram os Ponds, eles que para a nossa total surpresa, não estavam vivendo mais sua melhor fase enquanto casal, a ponto de estarem encarando o divórcio. E essa foi apenas a primeira surpresa do episódio de estreia.

A segunda ficou por conta dos próprios Daleks que dessa vez, ao contrário do que esperávamos, estavam precisando da ajuda do Doutor para assim continuar com o próprio Asylum, que era para onde eles mandavam todos os Daleks que deram defeito ao longo o tempo. Mas bacana mesmo foram as explicações carregadas na vilanice, com os próprios assumindo descaradamente que não suportariam simplesmente “extinguir” tanto ódio conforme a sugestão do próprio Doutor, o que eles até reconheceram ser um dos fatores que eles acham que justifica o fato deles nunca terem conseguido finalizar de vez o seu “Predador”, apelido carinhoso que nós descobrimos ser como eles o chamam “internamente”, rs. Isso e o fato do Doutor ser muito melhor do que qualquer um deles, claro. Suckers! (quase morri quando ao final do episódio, o Doutor saiu de sua TARDIS gritando “Suckers” para os próprios Daleks. #TEMCOMONAOAMAR)

Mas a terceira e maior surpresa ainda estava por vir, com a primeira aparição daquela que a gente sabe que virá a ser a nova companion do Doutor, assim que nos despedirmos dos Ponds daqui mais quatro episódios (glupt). Seu nome é Oswin Oswald (tipo trava língua e eu ainda acho que ela deve ser rebatizada como “Carmen”) ou “Souffle Girl” que foi como o Doutor já a apelidou. Ela que embarcou na expedição “Alaska”, que não deu muito certo e que por isso acabou ficando presa e sozinha por mais de um ano. Sim, um ano. E se Amy Pond esperou por 14 anos, o que seria esperar apenas por 1 ano, não é verdade? (rs)

Oswin é linda e já tem aquele ar de companion destemida e desbocada, do tipo que a gente AMA. Sua dinâmica com o Doutor, apesar deles terem se falado apenas a distância por boa parte do episódio, já foi bem excelente e ficou bem claro que ele já ficou todo encantado com a genialidade da garota, que passou um ano inteiro enfrentando os Daleks sozinha e fazendo suflês (Dr que como boa parte dos homens, parece que foi conquistado pelo estômago, rs). Mas onde é que ela arrumava o leite para fazer seus suflês? …

Uma pergunta que o Doutor chegou a fazer por duas vezes durante o episódio e que seria a chave para a grande surpresa do episódio. Oswin na verdade, havia sido “transformada” em um Dalek e foi assim que o Doutor a viu pela primeira vez, acorrentada e no formato do seu maior inimigo de todos os tempos. Bem bacana vai? (apesar do próprio poster liberado pela BBC1 já entregar bastante o que estaria para acontecer no episódio)

E com essa primeira aparição da nova companion e de tal forma, minha cabeça quase explodiu de tantos pensamentos sobre como poderia ser a história desses dois enquanto dupla. Nesse caso, cheguei a conclusão que embora eu não seja nada fã da tensão sexual Doctor vs Companion dentro da série (já cansei de dizer isso), acho até que nesse caso seria o melhor caminho para a construção da história desses dois. Primeiro que o Doutor já está muito tempo sozinho (considerando a Rose como seu último “amor” ou pelo menos “interesse”, vai…) e segundo que seria sensacional tê-lo em conflito encontrando-se apaixonado por um Dalek. Imaginem?

Mas por enquanto ainda não sabemos como vai ser o futuro da história da Souffle Girl e do seu Chin Man (apelido que ela deu para ele poro conta do seu queixão, rs). E apesar desse ter sido apenas o primeiro encontro dos dois e a gente não ter muita ideia de como isso será resolvido daqui para frente, Oswin acabou dando um presente inesquecível para o Doutor, que foi apagá-lo da memória dos Daleks (ela é meio hacker), que não se lembram mais quem ele é ao final do episódio. Cool Cool Cool. Doctor Whom? (rs)

E como se o episódio não tivesse sido excelente o suficiente, com cenas lindas da Amy delirando com Daleks como pessoas e uma bailarina ruiva criança super foufa dançando lindamente ao som de uma trilha sonora encantadora, além do Doutor passando por um corredor cercado dos Daleks que já o enfrentaram ao longo do tempo, ainda tivemos um ótimo desfecho para o divórcio dos Ponds, em uma cena linda e super emocionada, com o Rory jogando na cara dela que ele sempre foi quem amou mais dentro da relação dos dois (em um plot de perigo que envolvia o amor e que não poderia ter sido mais foufo) e Amy Pond ficando extremamente ofendida e explicando o porque dela ter aberto mão da história dos dois daquela forma.

Na verdade, Amy estava magoada porque devido as circunstâncias do passado, ela não pode mais ter filhos e sabendo o quanto o Rory gostaria de ser pai (e ele já não é? rs), ela não achava justo prendê-lo naquela relação. E toda essa resolução do plot dos dois se deu por meio da interferência do Doutor, claro, que percebeu que algo estava errado entre o casal logo no começo do episódio e em um determinado momento do mesmo chegou até a questionar o que ele poderia fazer para melhorar aquela situação.

E quem foi que disse que o Doutor não pode resolver todos os problemas com a mesma facilidade que ele arruma sua bow tie? (chorei uma single tear igual a Amy no momento dessa cena, que foi muito especial! Aliás, Amy que já consegue interpretar o Doutor como ninguém, não?)

Com um episódio sensacional como esse, começamos da melhor forma possível a sétima temporada de uma das nossas séries mais queridas do momento. Clap Clap Clap!

E no próximo sábado teremos dinossauros dentro de uma nave espacial. Howcoolisthat? (e tem também a Rainha Nefertiti. Cool!)

Sei que eu não costumo fazer reviews por episódio durante as temporadas de quase nenhuma série, mas como Amy Pond é e sempre vai ser a minha companion (sorry, mas ele foi a minha primeira, então…), acho justo que ela ganhe o seu arco de pelo menos cinco reviews aqui no Guilt até o momento da sua despedida, rs

Geronimo!

 

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