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A temporada de Game Of Thrones em que continuamos andando mas que finalmente sentimos que saímos do lugar

Junho 25, 2013

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Avançamos. Finalmente avançamos! Desde que Game Of Thrones começou, ficamos com a impressão de que essa caminhada apesar de grandiosa e impressionante desde sempre, era também uma caminhada demorada, de passos lentos, mas muito lentos mesmo, onde seguimos adiante sem muito senso de direção, sem saber exatamente (ou a todo tempo) para onde estávamos indo. Mas continuamos caminhando lentamente ao lado da série mesmo assim, as vezes nos divertindo um pouco mais (os episódios 9 de todas as temporadas até agora foram todos sensacionais! Mas e os outros? …), as vezes bem menos, a ponto de torcemos o nariz ao ter que encarar mais uma hora da série durante aquela semana, que apesar de sempre fazer bem para os olhos e nos entreter com cenários fabulosos e grandiosos que sempre fizeram parte da sua excelente produção, muitas vezes deixou a desejar em termos de evolução e desenvolvimento da sua história em meio aos seus inúmeros personagens e esse ritmo mais lento da sua narrativa do qual alguns de nós sempre reclamamos. (reclamação considerando apenas quem só assiste a série de TV e não leu os livros, que fique bem claro e que fique bem claro também que uma coisa não deve depender da outra)

Retornamos da segunda temporada encontrando um pouco mais do mesmo, com aqueles poucos minutos para cada um dos seus inúmeros personagens nos situarem a respeito de seus paradeiros e intenções daqui para a frente. Nada muito animador e assumindo uma postura de vez em quando quase presunçosa demais ao apostar que a sua audiência ainda se lembrava exatamente de onde paramos durante a temporada anterior, que na verdade se tratava de apenas alguns passos a frente, mas ainda assim, alguns passos a frente para inúmeros personagens e pequenas histórias. Uma boa sugestão para quem assiste GOT talvez seja assistir de novo a season finale da temporada anterior antes de começar uma nova, só para facilitar um pouco mais as coisas, já que elas acabam sendo sempre uma grande introdução a tudo que ainda está por vir na série.

Cheguei até a reclamar em um dos meus textos dramáticos sobre o que estaria acontecendo com a minha/nossa TV atualmente, que aparentemente estava sim passando por uma crise criativa daquelas (ainda está), texto em que entre outras, citei também GOT como uma das minhas decepções do momento, onde a essa altura, o que de mais animador que já havia acontecido na temporada atual da série até então, foram apenas aqueles minutos finais de um episódio onde todo mundo ficou excitadíssimo comentando pelos sete reinos (“Aquele com o churrasquinho”, que seria o nome do episódio de GOT em Friends devidamente traduzido, rs_), mas que na verdade havia sido apenas aquilo mesmo, a velha fórmula de nos enganar com finais sensacionais depois de 40 e poucos minutos de muita enrolação. Até que um dos leitores do Guilt e da franquia de livros (Thnks V.) acabou me alertando honestamente sobre o fato de que na verdade, a história de GOT e a sua narrativa era basicamente apenas aquilo mesmo, muitos personagens, longas caminhadas e alguns acontecimentos mais animadores no meio do caminho. Após esse depoimento sincero e sem falsas esperanças (de vez em quando eu ainda acabo caindo nessa “animação exagerada” de alguns), confesso que acabei “aceitando” melhor o fundamento da série e o seu propósito, entendendo que seria perda de tempo achar que grandes mudanças estavam por vir em relação ao ritmo dos seus acontecimentos…

Costumo dizer que assistir Game Of Thrones é como estar jogando uma partida de um jogo de tabuleiros qualquer, do tipo que você tem que jogar os dados para avançar as casas até o final do mesmo. Com a diferença de que até aqui, a sensação ainda era a de que a gente não andava com muita sorte dentro desse jogo, avançando sempre apenas algumas poucas casas por vez, demorando muito tempo para de fato avançar e encontrar um ponto mais significativo e importante para a história. Talvez tenhamos até ficado algumas partidas sem jogar, por conta da má sorte de termos caído na prisão. (damn it! rs)

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Tudo bem que pelo menos dessa vez, apesar do mesmo ritmo de sempre a princípio, ainda durante o começo da temporada, eles acabaram gastando muito mais de tempo dessa vez com coisas mais úteis do que apenas diálogos soltos e sem muita relevância para a trama principal, nos esclarecendo um pouco mais sobre a sua história e isso além de ter sido bem bacana, foi importante para imaginar os rumos da história ou criar alguma esperança em relação a mesma, projetando o seu futuro. Khaleesi por exemplo, através de algumas fábulas ou histórias contadas por outros personagens a respeito da sua conhecida mitologia dentro dos sete reinos (incluindo o impiedoso Joffrey, que a essa altura a gente sonha que seja morto duas vezes, a primeira pelas mãos da Arya e a segunda da Khaleesi), pela primeira vez tivemos uma noção clara e até mesmo prática da sua importância para a história na retomada do poder que já foi do seu povo no passado e que veio se desenvolvendo dentro da série de forma bem bacana dessa vez. Libertando escravos e atuando basicamente como uma militante em nome da liberdade, Khaleesi foi construindo o seu exército (e ainda continua), que a essa altura é gigantesco e até então dentro da série eu não me lembro de ter visto algo parecido em volume. Com seus dragões ela caminha em busca do trono de ferro, arrastando multidões junto com ela e sendo encarada cada vez mais como uma deusa entre o seu “novo povo”. Até um boy magia ela conseguiu arrebatar nesse meio tempo, demonstrando que sim, ela tem uma ligeira queda pelos grandões cabeludos (apesar desse parecer um franguinho perto do seu Khal Drogo e se aquele outro magia morena que chegou acompanhando o seu futuro marido não tivesse a língua tão solta e não fosse tão escroto, eu não sei não viu? Eu pelo menos me senti inclinado ao erro momentâneo, rs), embora nada tenha acontecido entre eles até agora. Mas certamente podemos dizer que essa foi a temporada da ascensão da Khaleesi e seus dragões, onde a personagem finalmente começou a dar passos mais largos em relação ao seu maior objetivo rumo ao trono de ferro. Sem contar aquela cena grandiosa que encerrou a Season 3, mas que na verdade, apesar de importante e com um significado bem bacana, talvez não tenha sido a melhor forma para se encerrar uma temporada como essa.

E esse recurso das histórias contadas por meio de outros personagens tem se tornado cada vez mais recorrente dentro da série, onde por diversas vezes nos deparamos com alguns deles nos dando algumas pistas importantes em relação a quem são e o que podemos esperar de alguns personagens que parecem importantes dentro da história (tipo a historinha contada pelo Bran na season finale, sabe?), apesar da gente nunca ter certeza de nada em relação a relevância de cada um deles, dado o modo como eles costumam se livrar de personagens que achamos importantes e isso sem a menor piedade. Digo “parecem importantes” porque Game Of Thrones já nos provou desde a sua temporada de estreia que aqui não há favoritos (e ao que tudo indica tão pouco finais felizes) e ou personagens tão principais assim e todos eles podem acabar com a cabeça na ponta de uma lança a qualquer momento, como descobrimos novamente na reta final dessa Season 3.

E se para Khaleesi essa foi uma temporada de ascensão, embora ela não tenha chegado onde gostaria ainda e a gente não ter a menor ideia sobre o quanto isso ainda vai demorar (essa questão da geografia sempre foi um problema na série, algo que aqueles mapas tipo de videogame, mostrando exatamente o ponto onde o personagem se encontra naquele momento, poderia facilitar bastante as nossas vidas, não? Para isso eles poderiam inclusive aproveitar a abertura da série… e o mesmo vale para pop-ups explicativos e lembretes sobre cada um deles, principalmente aqueles que pouco conhecemos), essa foi também a temporada de redenção para o até ontem apenas odioso Jaime Lannister, que agora nós aprendemos a entender e e até a gostar um pouco, vai?

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Jaime que surgiu durante a primeira temporada, foi o responsável pelo acidente do Bran, ficou bem a parte da história durante a Season 2, embora tenha sido mantido como refém por toda ela, algo que até continuou durante a nova temporada, com a diferença de que dessa vez ele ficou ao lado da Brienne, que foi quando o personagem resolveu abrir seu coração e bastou o personagem perder a sua mão de forma cruel até, para entendermos um pouco mais sobre quem ele era, nos revelando novas camadas do personagem que até então a gente gostaria de ver perdendo todos os membros e nem se importava muito. E a relação dele com a Brienne foi desenvolvida lindamente, ela com toda a sua lealdade a Catelyn Stark e ele adquirindo um carinho enorme pela personagem ao longo dessa trajetória, a ponto de voltar para trás quando finalmente estava prestes a encontrar a liberdade no lar dos Lannisters e sendo capaz até de enfrentar um urso com apenas uma das mãos e uma espada de madeira, tudo isso para salvar o pescoço da Brienne, arranhado previamente pelo próprio urso gigantesco em questão. Se até esse ponto da história achamos que Jaime Lannister era apenas mais um vilão em meio a tantos outros interessados a qualquer custo no trono de ferro, hoje desconfiamos que o prince charming dos Lannisters pode ser muito mais do que apenas isso. Mas ainda não esquecemos o que ele fez com o Bran no passado…

Outro ponto marcante da temporada e que também teve a ver com a perda de membros foi a sessão de tortura que teve o Theon Greyjoy (agora também conhecido como “Fedor”, rs) como protagonista, sendo vítima do sádico Ramsay, personagem que surgiu misteriosamente, disfarçado de bom moço, mas que logo foi se revelando como o novo sádico sem limites da vez, se divertindo com Greyjoy preso a uma espécie de “Cruz de Santo André” (se o meu quase irmão estivesse lendo isso, certamente ele falaria “AHA, Essy, todo entendido na linguagem técnica de S&M, neam? rs), que mesmo sem entender nada até agora, acabou perdendo uma valiosa parte do seu corpo, que segundo dizem, parecia ser impressionante… (mas não foi ele que já fez nu frontal no começo da série? É, foi e talvez por isso não tenhamos ficado totalmente convencidos dessa mitologia a seu respeito, rs) e só mesmo no último episódio da temporada acabamos descobrindo que Ramsay era ninguém menos do que o filho bastardo do “novo protetor” do norte, Roose Bolton, que foi quando conseguimos entender o porque daquela motivação toda. E aquela cena final com ele comendo aquela linguiça logo após o ocorrido na sessão de tortura foi de uma sadismo delicioso e por favor, nunca promovam o encontro do Ramsay com o Joffrey, caso contrário, ninguém será capaz de deter essa história de amor e identificação imediata. (talvez por isso eu assista Vicious, série inglesa que também conta com o mesmo ator em um papel totalmente diferente e fico sempre morrendo de medo que ele comece a fazer algo parecido com o casal gay mais adorado do momento, do qual nós já falamos por aqui mas falaremos mais em breve. Se bem que, por lá temos também o Magneto então, acho que ele não conseguiria se dar muito em termos de vilania bem nesse caso, rs)

Tyrion, Joffrey, Sansa (me pergunto até hoje porque tão chata e porque ainda vida. Porque?), Cersei e todo o clã Lannister estiveram mais a parte da história dessa vez e foram mantidos praticamente em casa durante toda a temporada, resolvendo algumas questões familiares ainda pendentes para todos eles, principalmente no que dizia a respeito do estado civil de cada um deles. Nesse hora, lamentamos principalmente pelo Tyrion ter ficado tão de lado, embora tenha ganhado seus bons momentos durante essa temporada, como a discussão com o pai a respeito da sua existência até hoje,  até a exploração do lado mais sentimental do melhor personagem da série, que acabou sendo obrigado a se casar com a Sonsa (com quem ele vem criando uma relação ótima por sinal), em uma cerimônia cheia de ironia e humor negro em relação a “pequena” diferença entre os dois e onde o personagem também acabou ganhando mais alguns de seus bons momentos dentro da série, além das ameaças todas de sempre do Rei Joffrey. Rei que apenas pensa que é Rei, porque na verdade descobrimos que quem anda comandando tudo aquilo é mesmo a mente do patriarca da família, Tywin Lannister, que é além de poderoso, consegue sabiamente manipular o neto, que apesar de se sentir como um Rei (apesar de andar escoltado e escondido dentro de carruagens pelo reino e da sua única tarefa real ser escolher o tecido do seu novo “vestidinho”, rs), não tem muita coragem de enfrentá-lo.

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Apesar de ter ficado mais a parte durante essa temporada, Joffrey continuou construindo a história do seu odioso personagem, sempre envolvido em um capricho qualquer ou em situações com requintes de crueldade absurdas, como suas presas humanas vítimas de suas vontades e caprichos absurdos naquele momento. Personagem que inclusive acabou ganhando uma nova candidata a Rainha, ela que parece estar bem ciente da sua personalidade meio assim, embora continue disfarçando muito bem (só não sabemos exatamente ainda o porque) e que de quebra nos trouxe uma espécie de “Violet” de Downton Abbey diretamente para os sete reinos, uma comparação praticamente impossível de não se fazer devido as semelhanças de ambas personagens embora pertençam a universos tão distintos.

Alguns outros personagens também foram desenvolvidos um pouco mais ao longo da temporada, como a história do Stannis Baratheon e a sua filha com marcas de dragão presa no calabouço, assim como os feitiços e artimanhas da Melisandre, que acabou separando o Gendry Baratheon da Arya, logo agora que ele havia se declarado para ela (um momento bem foufo dentro da série) e tivemos também o plot do pequeno Bran (que cresceu e engrossou a voz, não?), que descobrimos ser um warg e ter certos poderes importantes. Apesar da Season 2 ter terminado com a passeata dos white walkers, pouco eles foram explorados ao longo dessa terceira temporada, onde em relação a eles nós apenas ganhamos a descoberta do Sam de um arma capaz de destruí-los. E podemos dizer também que essa foi uma temporada bem temática para Game Of Thrones, onde além de casamentos e membros decepados, tivemos também um episódio inteiro dedicado as bundas da série, onde observamos Jon Snow vivendo a sua primeira noite com uma mulher, Ygritte, que quem diria que naquela tímida serviçal ruiva em Downton Abbey encontraríamos uma mulher faminta, bem resolvida sexualmente, super amarga e totalmente passional, não?

Até que chegamos ao grande momento dessa temporada, um episódio que teve o maior shock value da mitologia série, muito mais importante, surpreendente e impressionante até do que a morte de Ned Stark no começo de GOT. Um episódio que começou com uma série de “encontros e desencontros”, com a Arya bem próxima de finalmente encontrar parte da sua família e o Jon Snow quase esbarrando nos irmãos Bran e Rickon em um lugar qualquer (sorry, sou fã da Sofia Coppola, que eu descobri fazer aniversário no mesmo dia que eu portanto, me deixem em paz! rs). Nele ainda tivemos um momento bem bacana entre mãe e filho, com o Robb Stark finalmente se acertando com a mãe, Catelyn, para quem ele acabou pedindo conselhos em relação aos rumos da guerra que ele havia travado em busca do trono e que até o momento havia sido vitorioso.

Episódio esse que foi marcado pelo famoso red wedding, que começou como uma grande celebração em meio a um pedido de desculpas da família Stark pelo fato do Robb ter se casado com outra e não cumprido o trato entre as famílias envolvidas (outra que inclusive estava grávida nesse momento), mas que acabou no maior e mais importante massacre que encontramos dentro da série. Em uma cena extremamente violenta e surpreendente, observamos de longe a família Stark sendo mais uma vez massacrada, dessa vez perdendo cruelmente dois dos seus membros também bastante importantes até esse ponto da história (ou que a gente achava importante até então), com o Robb assistindo a mulher grávida sendo brutalmente esfaqueada repetidas vezes na barriga, enquanto o próprio recebia flechas em seu corpo por todos os lados, ainda em choque e sem praticamente conseguir entender o que estava acontecendo. Totalmente desesperada, nesse momento (além da participação do baterista do Coldplay tocando animadamente ao fundo) ganhamos Catelyn pronta para o tudo ou nada diante do mandante de tudo aquilo, o odioso Lord Walder (para o qual nós desejamos uma morte lenta, dolorosa e mais vermelha ainda!), ameaçando cortar a garganta da sua atual esposa (e cumprindo), até que se viu completamente sem forças diante daquela situação desesperadora e acabou tendo o mesmo destino do que a sua vítima. (R.I.P)

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Dessa vez, nada de trilha sonora bacana (mais a do casamento no início desse cena foi bem especial), como ganhamos durante a guerra dos Lannisters durante a temporada anterior (também no ep 9, que no passado mais distante, também foi o episódio em que nos despedimos do Ned Stark. Confirmou!), apenas um silêncio enquanto subiam os crédito, que era exatamente o que a gente precisava naquele momento para assimilar todos aqueles surpreendentes acontecimentos que nos deixaram com a cara no chão por alguns longos instantes. Detalhe que Arya acompanhada do The Round estava logo ao lado daquela cena, a poucos metros de distância de finalmente se ver ao lado da sua família, suspeitando que algo de errado estava prestes a acontecer e vendo de longe o lobo da família sendo cruelmente sacrificado pelos novos inimigos da vez. (e aquela cena com a cabeça do lobo na estaca, hein? Quanto simbolismo!) Um momento que certamente acabou se tornando um choque para todo mundo, principalmente para quem não havia lido os livros, onde de uma hora para a outra nos encontramos novamente sem saber mais para quem torcer nos rumos dessa história no futuro. (mentira, vamos sempre torcer para a Arya. Go Arya! Go Arya!)

Encerrando a temporada ainda meio que incrédulos em relação a tudo o que havíamos acabado de assistir durante o episódio anterior, tivemos novamente um episódio que mais serviu para nos situar em relação aos rumos da história no futuro, com o Snow chegando ferido na muralha, Bran partindo em sua caminhada para o que ele acredita ser necessário fazer naquele momento (depois de um encontro super foufo com o Sam), Genrdy conseguindo fugir antes de ser executado, a irmã do Theon partindo em busca de libertar o irmão daquela tortura e a Khaleesi ganhando uma volume ainda maior para o seu exército, onde o que de mais importante que acabou acontecendo ao longo dessa despedida da Season 3 foi realmente a transformação da Arya, que ainda em estado de choque por tudo o que aconteceu com a sua família (mais uma vez com ela praticamente assistindo tudo bem de perto) e ao ver alguns soldados do lado inimigo zombando de toda aquela tragédia envolvendo a sua mãe e irmão, não pensou duas vezes e teatralmente arquitetou o seu bote para cima do inimigo da vez, o esfaqueando descontroladamente. Ou seja, certeza que a partir daquele momento, Arya nunca mais será a mesma.

E com o peso dessa sensação de perda gigantesca do final da Season 3, nos despedimos daquela que provavelmente acabou sendo a melhor temporada de Game Of Thrones até aqui. Gosto muito da Season 1, que contava com a vantagem do fator “novidade” a seu favor, mas que também já havia contado com os seus probleminhas de sempre, não gosto de muita coisa da Season 2, exceto por tudo o que envolveu o Tyrion e o desenvolvimento do seu personagem ao longo da mesma, mas essa Season 3, apesar de ter cometido alguns dos mesmos erros do passado da série, acabou nos trazendo de volta uma empolgação que a gente não encontrava mais em GOT faz tempo, além do avanço que finalmente acabamos dando em relação a sua história, onde apesar de não ter a menor ideia de onde tudo isso vai acabar, conseguimos novamente nos interessar a pelo menos pensar em algumas teorias a respeito ou até mesmo imaginar alguns sonhos para o seu futuro. Se até aqui a gente se manteve cochilando de vez em quando, podemos dizer que em certa altura dessa nova temporada, alguém nos deu aquele cutucão para despertar no momento certo e parece que agora a coisa toda vai andar de verdade. Mas será que vai mesmo? Bem, isso a gente ainda não sabe, mas mesmo se a série não tivesse ganhando esse saldo positivo durante a nova temporada, a grandiosidade e o cuidado de uma produção como a de Game Of Thrones é quase que uma garantia de que a série não merece ser ignorada em hipótese alguma (ainda mais passando aqui ao mesmo tempo que lá. Clap Clap Clap HBO!), nem quando não nos entregando o seu melhor, o que não foi o caso dessa vez, mas que também já aconteceu no seu passado não tão distante assim.

Veremos…

#Mhysa

 

ps: como complemento de todos os episódios de GOT, recomendo que todo mundo assista a esses vídeos aqui do “Gay Of Thrones” lá do Funny or Die. Sério, #TEMCOMONAOAMAR e ou rir alto?

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Falta o que mesmo para declarar de uma vez por todas a morte do MTV Movie Awards?

Abril 15, 2013

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(R: alguém declarar o horário da morte, como já bem aprendemos em Greysa e coragem)

Mas nem a Rebel Wilson (que descobrimos recentemente que é ótima, mas que ao mesmo tempo não estava no seu melhor dia) conseguiu salvar o MTV Movie Awards 2013 daquela preguiça de sempre e do quase total fracasso. Mais um, porque vamos combinar que não é de hoje que a MTV parece que perdeu a mão em todas as suas premiações. Do começo ao fim, quase nada foi bacana e muitos momentos foram altamente constrangedores (o que foi aquela apresentação do elenco de “Pitch Perfect” completamente desafinada e dura em cena, hein? Ain’t no Glee!), a não ser a Aubrey Plaza subindo colocadíssima no palco fazendo a “Kanye” para cima do Will Ferrell, o “grande comediante” (suspeito que eles tenham levado em consideração a sua altura) homenageado da noite. Pena ela não ter sido mais insistente e ter nos poupado daquele discurso chatinho…

Fora isso, foi tudo mais ou menos como vem sendo todas as premiações do canal que um dia já foi bacana (algo que acabou antes do meio da década de 2000, eu acho), mas que parece que realmente perdeu de vez a fórmula. Poucos nomes que realmente importam na fila da manteiga extra na pipoca do cinema e muita gente desesperada e disposta a fazer de tudo para conseguir manter um público jovem de seguidores. Preguiça, mas é o que temos para esse fim de tarde, por isso vamos comentar mesmo assim, porque o filme até pode ser ruim, mas já que pagamos para assistir…

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Mas a preguiça maior mesmo durante a premiação esteve estampada na cara de quem compareceu por lá, como o Bradley Cooper por exemplo, que só pode ter perdido a aposta para a Jennifer Lawrence de que quem não levasse o Oscar para casa por “Silver Linings Playbook”, teria que comparecer a todas as demais premiações preguiças do universo. Sério, só isso justificaria a sua presença na premiação. (e olha que ele ainda levou um prêmio, hein? E tadinho, até tentou fazer um discurso fundamento, mas tenho certeza que desistiu no meio do caminho pensando: pra quem é que eu estou falando mesmo?)

De qualquer forma, encontrar com o Bradley Cooper e esses olhos azuis da cor dos cupcakes dos Simpsons versão Breaking Bad é sempre uma visão. Höy!

ps: e a MTV, uma canal fundamentalmente de música, perdendo a chance de usar o som do Alabama Shakes durante sua entrada no palco? Achei um desperdício…

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Falando em magia, alguém sabe dizer o que aconteceu com a do Brad Pitt?

Onde foi parar tudo aquilo gente? E o tempo levou mesmo? WOO!

Tenho uma teoria de que os atores aparacem nesse tipo de premiação apenas para repor a dose de “juventude” que eles tentam sugar a todo custo em noite de premiação jovem. Talvez o Brad Pitt tenha aparecido apenas para repor seus hormônios, por isso esperamos que na próxima premiação preguiça ou não, ele apareça mais “The Tree Of Life” e menos “The Curious Case of Benjamin Button”.

Sorry Brad, mas #NAOTABOMNAO (e a tentativa de piada dele durante esse momento foi extremamente constrangedora)

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Mas nem tudo esteve perdido durante o MTV Movie Awards 2013 e olha só quem também esteve por lá para a nossa sorte?

Hermione! Maravileeeandra de vestidinho recortado de ricah, muito provavelmente colocada de cerveja amanteigada, porque agora ela já tem idade para isso então tudo bem, linda e premiada, apenas.

Olha e chora Kristen Stewart, Amanda Seyfried…

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… e falando em Amonda Seyfried, eu gostaria de deixar registrado que essa sua cara de quem preferia estar em qualquer outro lugar no mundo durante a premiação de ontem é exatamente a mesma cara que eu faço quando a vejo em qualquer cinema do mundo, mesmo quando no formato de poster ou assombração. Sério, exatamente essa.

Aliás, honestamente? Nunca vi uma interpretação tão honesta de Amandita. Cheguei a ficar emocionado agora… (de nervoso, claro)

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OK, tenho que reconhecer que foi bem bacana ver o elenco do novo novo Star Trek entrando no palco naquele buraco que parecia ser parte do cenário do filme (o mesmo que vimos inclusive em um dos primeiros posters divulgados). Cool!

Os meninos estavam lindos, alinhados e no fundamento da magia à sedução, mas achei que a Zoe Saldana foi de look viúva derrotada do Bradley Cooper, só para provocar aquele climão. Mas tudo bem, perdoamos porque também já fomos trocados um dia. (nem que tenha sido na fila da entrada na escola, quando quem mesmo chegando primeiro, era empurrado para o final da fila por conta da altura e nunca podia entrar na sala de mãos dadas com a professora, rs #MAGOADECABOCLINHOERÊ)

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E achei uma ousadia o Zachary Quinto (que fez o Spock durante a premiação. Cool) aparecer com a réplica do terno que eu vou usar no meu casamento com _________________ (com quem aceitar, rs, que pode ser inclusive ele mesmo. Se cuida, Jonathan…)

Maravileeeandro

2013 MTV Movie Awards

Antes de começar a transmitir a premiação, a MTV Brasil ficou fazendo uma maratona sensacional de apresentações musicais que nós já vimos no MTV Movie Awards de outros tempos, onde vimos novamente o Yeah Yeah Yeahs naquela apresentação maravileeeandra e inesquecível de “Maps”, ou o Cee Lo e o seu Gnarls Barkley fazendo a épica apresentação de “Crazy” investindo lindamente no fundamento Star Wars. Sem contar o Black Keys tocando com o Dione Depp em uma das edições mais recentes da premiação. Höy!

Até que chegamos aos grandes shows da noite, que foram de uma preguiça ou falta de importância sem tamanho. Aliás, tinha um tamanho e ele era pequenininho, pequenininho. Mas nada foi mais constrangedor do que a apresentação da Selenita Gomes fazendo a indiana cigana naqueles dias, com uma voz sofrida e pequena, que eu consigo superar rapidinho no chuveiro em menos de três notas. Me dê um Re Sol Do maior, menor e mediano, maestro.

Sério, foi constrangedoramente sofrível.

2013 MTV Movie Awards

Tudo bem que era um Louis Vuitton e a gente sabe o quanto custa (cinco potes e 1/2 de moedas de ouro por trás do arco-íris), mas estava simplesinha a nossa adorável Chloe Moretz, não?

Achei que o make, o cabelo e ou os acessórios poderiam ser mais interessantes nesse caso, para deixar o look com mais vida. Algo mais dentro desse fundamento acima, que ela mesmo já se arriscou nesse excelente vídeo/curta de “Our Deal” do Best Coat. (que eu nunca canso de ouvir e fui apresentado pelo meu quase irmão, G., que também acha a Chloe linda, só tem 17 anos e também acha meio nojento esse interesse todos dos meninos tão cedo para cima dela, ele que ultimamente está vivendo o plot que diz que odeia que comentem sobre a sua vida e provavelmente vá odiar essa parte do post caso chegue a ler  – ♥ – PS: e antes que eu me esqueça, sim G., você tinha razão e a Rebel Wilson faz uma ponta em “Bridesmaids”)

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É inacreditável como mesmo de banho tomado, a Ke$ha continua com cara de quem dormiu em uma poça de lama, poeira e wisky, não?

E só eu não sabia que ela foi promovida a nova Bruxa do Leste e não do Oeste, porque apesar de estar rolando na sujeira desde que a conhecemos, ela ainda não conseguiu chegar no tom de verde encardido?

#NAOTABOMNAO

ps: e ela não perde a chance de usar um biquíni, uma hot pants ou uma transparência para nos traumatizar com a visão baixa da sua Ke$hereca, não é mesmo? EW!

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E a surpresa da noite no MTV Movie Awards 2013 ficou por conta da minha pessoal descoberta de que o ex da Miley tem um sotaque e como vocês bem sabem, perco praticamente todos os sentidos e ganho alguns novos quando ouço sotaques…

Sem contar que durante a premiação, ainda teve um close de barba cheia no Liam, que despertou novamente certo interesse. Confesso.

Tudo bem que no seu CV, sempre vai pesar a sua passagem pela Smiley, mas de qualquer forma, quem somos nós para fazer a tão seletiva assim em noite de pouca gente na buatchy escura e depois das 5h00, também conhecida como a hora do desespero na noite?

Höy!

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Eu gostaria que honestamente, sem procurar no IMDB ou qualquer coisa do tipo, alguém me dissesse um filme sensacional de comédia que o Will Ferrell tenha feito para merecer esse prêmio de “genialidade da comédia” na noite de ontem. Sério, alguém?

Eu só me lembro dele ter arruinado o “remake” de “A Feiticeira”, feito que ele realizou ao lado da Nicole Kidman já pós plásticas e de ter feito um personage chato para cacete em The Office. (e como torcemos para que ele não fosse o substituto do Michael, hein?)

Pra mim, a melhor piada desse momento continua sendo a de que até o Tyrion preferiu estar em qualquer outro lugar do que na própria série na noite de ontem e nesse caso achamos que ele pode ficar pelo menos uns 2 meses fazendo cameos em tudo quanto é premiação preguiça da TV, que quando ele voltar para GOT é capaz da série ainda estar exatamente no mesmo lugar. (vai me dizer que GOT não está assim? Seja sincero, leitor…)

Aubrey Plaza

Por isso, achamos que ele mereceu a Aubrey Plaza tentando fazer a “Kanye” durante o seu momento no MTV Movie Awards, ela que estava incontrolável e colocadíssima na platéia. E tem coisa mais honesta do que celebridade que perde a linha no open bar?

Não, não tem. We ♥ April

2013 MTV Movie Awards

2013 MTV Movie Awards

Ginger Alert. Ginger Alert! (começa a tocar um mashup de Bowie nos tempos de Ziggy, Cindy Lauper antiga e Florrancé e sua máquina)

Um dos melhores acontecimentos do MTV Movie Awards 2013 foi a variedade de tons de ruivos magia encontrados entre o Tom Hiddleston e o Eddie Redmayne.

Höy!² (Hiddleston que inclusive estava impossível da magia a sedução e toda hora aparecia na câmera. Pena o seu humor ser tão inglês para aquela platéia. Humpf!)

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Vamos brincar de “gay homossexual, inglês, europeu ou cafuçu desavisado” ou seria ofensivo demais?

OK, não queremos magoar/provocar a ira de ninguém, mas digamos que da esquerda para a direita, eu diria que o código para esse enigma seria 1, 4,1, quase 1, quase 4 e com alguns drinks 1. (nessa ordem)

E a cara de constrangimento do Zac Efron na hora que pediram para ajoelhar? Sei…

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Agora, temos que reconhecer que ninguém conseguiu entender melhor o espírito da premiação do que aquela personagem que não conseguia cantar e ou falar alto em “Pitch Perfect” (sorry, mas estou com 6 dúzia de pão de queijo no forno e não tenho tempo para procurar o nome de toda cretina que aparece na minha frente. Nada pessoal), que foi de chapéu com esse cigarro apagado gigantesco, que era exatamente o que a gente gostaria de ter feito na cara do MTV Movie Awards 2013. #TZZZZZ

Porque não tem como levar a sério qualquer premiação de cinema que tenha como muso o Channing Tatum (que eu não dou 10 anos para assumir a obesidade), não tenha limites para piadas sobre a Lena Dunham (uma tudo bem, mas toda hora?) e ou decida ignorar completamente tudo o que aconteceu recentemente com o casal Robert Pattinson e a Kristen Stewart. É, não tem. #TZZZZZ

 

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A longa caminhada a passos de tartaruga da Season 2 de Game Of Thrones

Junho 6, 2012

Game Of Thones foi uma série que apareceu e logo de cara impressionou pela grandiosidade da sua Season 1. Cenários maravilhosos, um elenco numeroso e uma qualidade plástica que nós não estamos muito acostumados a encontrar na TV. Mas logo de cara percebemos que a série iria muito mais além do que uma estética impecável ou uma produção riquíssima. Com seu elenco repleto de personagens e histórias acontecendo ao mesmo tempo em diversos núcleos diferentes, ficava cada vez mais claro que eles tinham muita coisa para desenvolver dentro daqueles cenários grandiosos, algo que alimentado pela nossa curiosidade, nos mantia ali, firme e fortes aguardando ansiosamente o desenrolar da história.

Aparentemente, tudo já de cara parecia ser meio confuso, justamente por essa grandiosidade da série que não se limitava apenas a sua produção e acabou deixando a própria trama um tanto quanto sobrecarregada demais devido ao grande número de pessoas e situações acontecendo todas ao mesmo tempo. Muitos núcleos, muitas histórias e pouca informação sobre os seus personagens, até mesmo sobre os “principais”, algo que sempre nos fez ter medo de nos apegarmos demais a um personagem qualquer dessa história, que talvez acabasse nem valendo tanto a pena assim. E isso ficou ainda mais claro com a cabeça de quem a gente considerava ser o protagonista da série, sendo entregue em uma estaca, ainda no penúltimo episódio da primeira temporada.

Uma surpresa encontrada em uma atitude bastante corajosa, que acabou sendo bem bacana também para a série e toda essa trajetória da Season 1 de GOT, apesar de já nos entregar um pouco da sua fórmula que viria a ser repetida em seu segundo ano, nos deixou também com um grande nível de curiosidade sobre o que estaria por vir em sua segunda temporada. Vingança, um novo rei tirano e nada justo, batalhas, guerras, eram apenas alguns dos plots que a gente ainda esperava ver dentro daquele jogo épico do poder. As expectativas eram as mais altas possíveis, afinal, agora nós já sabíamos um pouco mais sobre quem eram aquelas pessoas e já tínhamos alguma ideia de quais eram as suas motivações para permanecer dentro daquele jogo.

Mas infelizmente, toda essa expectativa veio por água abaixo durante o decorrer dessa Season 2, que apesar de manter-se em um bom nível, continuando com todo o seu fundamento em termos de qualidade e grandiosidade, com aquele texto bacana de sempre,  mesmo com todos esses pontos positivos que se repetiram, a temporada pareceu mais arrastada do que nunca. Não que eles tenham mudado alguma coisa ou que tenham modificado a sua forma de contar essa história, muito pelo contrário, porque todas essas características permaneceram as mesmas. Nesse caso, o problema maior foi realmente o ritmo da série, que enquanto novidade, não chegou a incomodar tanto assim lá no passado, mas que para o seu segundo ano, onde nós já estávamos todos familiarizados com a sua história e guardando as mais altas expectativas para essa continuação, GOT acabou se tornando quase que insuportável durante essa temporada em diversos momentos e foi ficando cada vez mais chata.

Tudo bem que a história de Game Of Thrones avançou sim durante essa Season 2, mas isso a passos de tartaruga e em slow motion. Todos os núcleos desenvolveram suas histórias, cada um defendendo os seus próprios interesses, mas tudo isso foi feito tão lentamente, que a sensação que fica é a de que caminhamos demais durante essa temporada, para chegar apenas ali na esquina. E como se não bastasse a quantidade de personagens que já existiam em GOT desde a sua temporada de estreia, uma série de outros novos personagens, muitos deles bem avulsos, acabaram sendo introduzidos durante essa Season 2, o que consequentemente acarretou em uma sobrecarga de histórias para a trama que já andava meio assim.

E esse volume todo de histórias e personagens nem seria tão incomodo assim, se as coisas de fato acontecessem naquele lugar. Mas tudo é tão lento e as histórias são tão pequenas se comparadas com a grandiosidade da série, que fica bem difícil sequer se importar com a maioria de seus personagens, onde vários deles eu não consigo nem lembrar o nome, ainda (e eu já reclamei disso durante a temporada anterior). E o problema maior está justamente na questão das histórias. Talvez não importasse tanto assim se cada uma delas fosse desenvolvida de outra forma, com começo, meio e fim mais objetivos por exemplo. Mas ao contrário disso, o que tivemos foram micro histórias que foram introduzidas ao longo da temporada, somadas as que já existiam, sendo todas resolvidas de forma bem simples até, mas gastando um tempo fora do comum para encontrar tais resoluções.

Pior do que tudo isso, foi que as histórias realmente bacanas da temporada, praticamente todas elas tiveram pouco tempo para serem aprofundadas ou desenvolvidas, porque apesar do longo período de duração de cada episódio (e o final ainda foi estendido), acabou sobrando bem pouco tempo para que cada um dos personagens que contavam essas histórias (e por quem a gente já tinha se apegado a essa altura) ganhassem algum destaque maior e de relevância para a trama toda.

Uma soma de fatores que acabou fazendo dessa Season 2 uma temporada bastante cansativa para quem assiste. A esse ponto, Game Of Thrones já não era mais novidade para ninguém e dentro de uma guerra, com tantas coisas em jogo, o mínimo que se esperava era um pouco mais de ação e movimentação, que vai muito além de simplesmente colocar todos os seus personagens em uma caminhada infernal e sem fim. E como eles caminham naquele cenário, não?

Robb Stark caminhando de um lado, lutando pelo Norte,  Khaleesi do outro, tendo que provar que ela é a mãe dos dragões, pedindo favores em troca da nada, porque ela nada tem para oferecer por enquanto. Uma briga entre irmãos que disputavam a vaga de novo Rei (AMAVA o rei gay), que além de tudo, já estava ocupada e o vencedor ainda teria que enfrentar a tirania do até então dono do trono de ferro, o odioso Rei Joffrey.

Apesar de ter sido dito por diversas vezes o quanto o Robb vinha sendo vitorioso em sua batalha, pouco nos foi mostrado de fato sobre o assunto e por isso, ficou difícil de dimensionar o quanto ele estaria perto de conseguir vingar a morte do pai e salvar suas irmãs, ou o quanto de vantagem ele vem ganhando dentro desse jogo. Nesse meio caminho ele foi traído pela mãe, por aquele que considerava como irmão (que na verdade, nada mais era do que um refém da sua família) e no final das contas acabou se casando contra a vontade da mãe, descumprindo um trato que ele tinha sabe-se lá com quem ou o porque. (o porque a gente sabe que era por conta de uma ponte, mas mesmo assim, acabou ficando tudo muito solto na série…)

O mesmo aconteceu com a Khalessi, que permaneceu caminhando lentamente no deserto escaldante, onde foi mantida em uma trama totalmente a parte, também interessante, mas muito pouco aproveitada durante essa Season 2. Talvez como estratégia para deixá-la mais reservada para a próxima temporada (que também contará com 10 episódios), onde após ter sido enganada e ter tido os seus babys dragões sequestrados, tenho certeza que ela irá volta cuspindo fogo em busca do que é seu por direito, segundo ela, porque nós não sabemos o suficiente sobre a sua mitologia para acreditar nesse história também (apesar da Arya ter contado uma historinha bacana em relação a mitologia da personagem). Nesse caminho, ainda tivemos o seu reencontro com Khal Drogo, no truque é claro, mas que apareceu mais um vez na série, matando a saudade de quem ainda estava carente pela morte do personagem. (o que foi aquele baby mega cabeludo? rs)

Não sei se vcs conseguiram perceber apenas com esses dois exemplo, o quanto tudo vai perdendo a sua força em Game Of Thrones. E esses pequenos detalhes e a falta de informação sobre cada um deles, que aparentemente devem ter alguma importância para a trama, acabam nos deixando insatisfeitos com toda a história da série, além de entediados com as demais tramas de pouquíssima ou nenhuma importância.

E não me venham com o mimimi de sempre de que os livros são mais explicativos e que tudo no papel faz muito mais sentido do que na adaptação para a TV, porque vcs já conhecem a minha opinião de que as duas obras, apesar de terem a mesma base, tem que se sustentar por si só e não depender do auxílio da outra para ser compreendida. Não li os livros, não sei o que ainda está por vir na série e estou falando aqui apenas da minha impressão sobre a série de TV até agora. Ponto.

Arya foi outra das que merecia mais atenção na série e dentre tantos personagens, é uma das poucas por quem a gente se importa e é capaz de torcer a favor. Não tem como dizer que ela teve pouco espaço durante essa temporada, mas todo o seu plot vivendo ao lado do inimigo, servindo o vovô Lannister e se tornando uma espécie de aprendiz do mesmo, escutando os planos do inimigo de perto, isso que foi uma das coisas mais bacanas e ao mesmo tempo tensas da temporada (porque ela poderia ser descoberta a qualquer momento), acabou sendo deixado de lado do meio do nada, com ela fugindo para encontrar sua família (que a essa altura está completamente dizimada e perdida e só eu fico morrendo de pena daqueles dois irmãos e do homem que tem que carregar um deles o tempo todo? rs) e o vovô Lannister seguiu em seu cavalo branco do meio do nada, para salvar a cabeça do neto, o rei adolescente mais tirano de todos os tempos e isso nos minutos finais do único episódio realmente bom da temporada. Sabe quando vc sente que uma boa história acabou de ser abandonada? Então…

Acho ótimo o sadismo do Rei Joffrey por exemplo, mas também acho que em meio a tanta coisa acontecendo, ele acaba sempre sendo mal aproveitado. Quem não gostaria de vê-lo maltratando ainda mais a sua ex candidata a rainha, a Sonsa Stark (sim, Sonsa e não Sansa). Aliás, alguém me explica o porque dela estar viva até hoje? Se tem uma personagem em Game Of Thrones insuportável e que não consegue tomar uma boa decisão sequer por ela mesmo, essa é a Sonsa. E olha que ela anda recebendo várias chances, hein? Espero que sua morte venha pelas mãos da Arya, que guarda uma certa mágoa da irmã, como observamos em sua despedida ao lado do “gênio matador de aluguel” (que por sinal, foi mais um plot sensacional da sua personagem), com toda a razão desse mundo. #MORRASONSA!

Mas na verdade, apesar de toda a sua tirania de rei covarde, Joffrey é apenas uma piada, uma verdadeira marionete nas mãos da Cersei, essa sim a rainha da manipulação, não? Uma mulher totalmente fria, capaz das piores coisas possíveis e que quando tem a chance de aparecer, também consegue ser uma das melhores personagens da série, apesar de totalmente odiosa, assim como seu irmão, tão detestável e excelente quanto ela. Pena a personagem ter que lutar tanto assim pelo seu espaço e acabar ganhando os seus poucos minutos de destaque durante toda a temporada. Minutos esses que são garantidos para cada um dos personagens principais, mas que sempre nos deixam a sensação de ser muito pouco para cada um deles.

Jon Snow caminhando na neve… a gente pula ou espera virar picolé? Sério, eu até gosto do bastardo, mas não tenho mais paciência para aguentar todo aquele mimimi na neve. BASTA! Aliás, para onde ele esta indo mesmo? Um plot que só serviu para nos aproximar de algo que eles já vem prometendo faz tempo, que são os zombies ganhando o seu prometido espaço na série. Mas sinceramente? Eu não consigo enxergar esse crossover de The Walking Dead com  Game Of Thrones como algo positivo. Mesmo porque, se forem somados os ritmos de ambas a série, não tem quem permaneça acordado até o final de um episódio sequer desse crossover. Sorry.

Até o Theon, que ganhou um bom destaque durante essa temporada com a sua transformação no novo inimigo da casa Stark, teve um bom plot dentro da história, com a revelação de que ele na verdade era uma espécie de refém dos até então mocinhos da trama, mas que no final das contas, acabou levando uma paulada na cabeça e foi enfiado dentro de um saco, sem maiores explicações. Pode? Fiquei torcendo para que isso não acontecesse de fato no momento daquele discurso, algo que eu já estava sentindo que estaria por vir naquela hora. E não deu outra. POW!

Com isso, eu preciso dizer também que tudo ficou muito pendente durante essa Season 2 e embora as histórias tenham sim avançado, nada foi concluído até então, o que de certa forma nos deixa uma sensação bastante frustrante.

O único personagem que foi tratado dignamente dentro de GOT do seu começo até os dias de hoje, esse foi o Tyrion. Ele que acabou roubando a cena e ganhou a série para chamar de sua, inclusive aparecendo como primeiro nome nos créditos da abertura, nada mais do que merecidamente! Visivelmente contra os rumos da sua família no poder e tendo que se virar na “diplomacia” para conseguir consertar os danos de seus familiares, o único grande destaque da série realmente continua sendo ele com a sua interpretação no ponto certo e com o espaço necessário para o seu desenvolvimento dentro da trama.

O que me irrita mu pouco no personagem do Tyrion é toda essa sabedoria, onde parece que só ele entende o que de fato está acontecendo naquele pedaço. Sinto que ele poderia nos esclarecer mais, sabe? Mas foi bem bacana vê-lo a frente da guerra, orquestrando um plano de ação bem bacana contra o inimigo (a cena dos navios explodindo foi maravileeeandra!), que jurava que tinha grandes chances apelando para forças sobrenaturais (algo que apareceu, chocou e também acabou ficando de lado). Uma pena ele ter perdido o seu posto de “Mão do Rei’, logo ele que foi o grande homem a frente daquela batalha, ficando de lado mais uma vez por puro preconceito e muito mais do que injustamente. Espero que ele realmente não seja esquecido e suspeito que de toda a sua família, quando chegar a hora da queda dos Lannisters, Tyrion será o único poupado de um final trágico a pedido de todos que dividiram essa história com o personagem. Assim espero!

Sem a menor euforia, é preciso dizer que o episódio da guerra foi realmente o melhor da série até hoje. Super bem cuidado, no ritmo certo e com todas as ferramentas necessárias para se conduzir um grande episódio, como precisava ser aquele. Todas as resoluções acabaram sendo super bacanas e a sua execução foi excelente. Pena ele ter sido o único episódio capaz de movimentar a série de forma notável, repetindo o feito da temporada anterior, inclusive no número do episódio.

Mass encerramos a temporada novamente tendo apenas uma ligeira impressão de para onde nós estamos indo, o que não nos garante em nada e apenas repete o que já sentimos ao final da temporada anterior. Sabemos o caminho, sabemos o que fazer, mas realmente precisamos de mais 10 episódios de mais de 50 minutos para contar essa história?

Totalmente desnecessário, assim como o take do cocô do cavalo caindo quase que em close, no início de uma das cenas do season finale. Ew!

Assim, a sensação que fica é a que depois do grande sucesso da Season 1, Game Of Thrones permaneceu na sua zona de conforto durante a sua segunda temporada, seguindo uma fórmula que havia dado certo anteriormente. O que eles esqueceram é que a série já não é mais nenhuma novidade e a essa altura, todos os erros que nós já conseguimos observar e até deixar passar batido durante a temporada anterior, já não podem mais serem repetidos. A minha sensação pessoal sobre a série, é que todos eles estão caminhando tendo em mente um ponto em comum, que é o trono de ferro, mas que na verdade, estão todos seguindo para as extremidades dessa história, se distanciando cada vez mais do ponto central, que é o objetivo de todos eles.

Sabe quando dizem que só a beleza não consegue sustentar nada por muito tempo? Então, não adianta fazer uma série lida de ser ver, se ela vai ficando cada vez mais insuportável de se acompanhar. Queremos menos caminhadas e mais ação em Game Of Thones, ou já declaramos que uma trilogia será o máximo que nós conseguiremos suportar nesse ritmo de passos de tartaruga. NOW MOVE!

O dono do jogo

Maio 11, 2012

Peter Dinklage, nessa capa linda da Roling Stone. E tem personagem mais importante/carismático em Game Of Thrones?

E o que foi aquela tapa/soco na cara que ele deu no reizinho descontrolado no último episódio de GOT, hein?

Reizinho esse que antes tisso, havia ganhado uma bomba de cocô de vaca na cara. #TEMCOMONAOAMAR?

Você quer liderar algum dia? Então aprenda a seguir.

Abril 4, 2012

Título do post que é um dos sábios ensinamentos que aprendemos com a volta de Game Of Thrones e o seu episódio de estreia da Season 2 (2×01 The North Remembers).

E a megalomania de GOT continua excelente como sempre, com tudo super grandioso, dos cenários aos seus figurinos, até ao número de extras em cena, além dos inúmeros personagens nas tramas principais (reclamação de muitos) e o feito de mesmo com tudo isso, conseguir não deixar a história cansativa, o que poderia facilmente acontecer em uma produção grandiosa em todos os sentidos como essa. Não é a toa mesmo que a série vem quebrando diversos recordes de audiência, além de ter se tornado um dos títulos de maior número de vendas em DVD e Blue-Ray com a sua recém lançada Season 1, isso no período de uma semana após o seu lançamento, o que certamente não é para qualquer um.

Dessa forma, os pouco mais de 50 minutos do episódio se passaram sem o menor esforço, mesmo com a série praticamente apenas nos introduzindo o atual estado de seus personagens e aproveitando também para introduzir novas figuras nesse episódio de estreia, o que apesar do pouco tempo para tanto, não ficou assim tão difícil de seguir. (se vc der umas pausas, voltar, procurar uma review antiga, rs. Tá brincadeira, foi tudo bem didático, rs)

E mesmo com a grande movimentação, deu para perceber que os Lannisters estão mesmo por um fio, sendo perseguidos por todos os lados em consequência dos feitos da tirana monarquia do rei Jofrey (aliás, ele que se cuide, não?), provocando até a ira da outra parte da sua própria família, desconhecida de todos nós até então, mas que pretendem tomar a frente do problema antes que ele se torne ainda maior.

Do outro lado, tivemos Robb Stark assumindo o posto que um dia foi do seu pai, sedento por vingança, mas  pensando de uma outra forma, bem mais inteligente, procurando aliados por todos os lados e considerando a possibilidade de declarar o norte como um reino independente. Um sonho de líder com ares de herói, não?

Enquanto isso, Jon Snow, filho bastardo da casa Stark, vai seguindo em seu aprendizado para se tornar um lider algum dia. Ele que não gostou nada do modo de vida do seu anfitrião do momento, casado com todas as suas filhas mulheres (e boa pergunta: onde estão os meninos?). Detalhe que eu não sei se vcs repararam, mas a “mulher” que ganhou uma apalpada do desprezível personagem naquela cena, foi ninguém menos do que a Hannah Murray, a Cassie de Skins (dei até um pulo quando percebi). Ou seja, confirmou! Em GOT, eles gostam mesmo do elenco de Skins antigo hein? (lembrando que já temos o Chris antigo na série, ele que é o bastardo filho do rei, Gendry,  que está sendo perseguido como vimos ao final do episódio e é com quem a adorável Arya está no momento. Dra-ma!).

Será que sobra um plot para ela e o Jon Snow? Eu acharia excelente e sinto que ela não está ali a toa. Ou pelo menos espero isso, rs

Aliás, falando em bastardo, e a medida “cautelosa” da Cersei (lindíssima, embora megabitch) em mandar matar to-dos os homens jovens (e bebês) de King’s Landing, candidatos a possíveis filhos do rei? Howcruelisthat?

Enfim, mesmo com tudo isso, não tivemos grandes acontecimentos assim para escrever sobre esse primeiro episódio da Season 2 de Game Of Thrones, além de toda a movimentação de todos os personagens das tramas principais que aconteceu durante o episódio, que embora tenha sido até que “calmo”, chegou a mostrar um assassinato de bebê, sem a menor piedade. Sério! (e por mais cruel que possa parecer, foi ótimo!)

E como é bom ver o ator Peter Dinklage em cena hein? Ele que ganhou um destaque ainda maior na trama sendo nomeado como a “mão do rei”, agora ainda figura como o primeiro nome a aparecer na excelente abertura da série (que ficou mais cumprida, ou foi só a minha impressão?). Um carinho e reconhecimento muito mais do que merecido, não?

Mas ao que tudo indica, antes do inverno teremos mesmo é GUERRA!

E vc ficou curioso para saber o que está por vir?

Então dá uma olhada na excelente prévia do vídeo acima que nos mostra um pouco mais do que vem por ai em Game Of Thrones.


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