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A despedida que The Big C merecia

Junho 12, 2013

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Durante a temporada anterior, reconhecemos que The Big C estava praticamente implorando por um conclusão. Uma conclusão que a gente aguardava desde o seu começo, quando recebemos o diagnóstico da sua protagonista e que na verdade viria a ser o grande “C” da questão. Com uma Season 3 bem desgastante e bastante arrastava, vimos aqueles personagens meio perdidos em plots dramáticos demais e de pouca relevância para a história principal, alguns até repetitivos (como a questão da fidelidade dentro da relação do casal), deixando um pouco a doença de lado para discutir outras coisas naquele momento, muito embora ela nunca tenha desaparecido completamente e tenha voltando com um peso maior quando ao final da temporada (que foi bem meio assim), descobrimos que o câncer da Cathy havia voltado e de uma forma bem mais agressiva.

Nesse momento nascia a Season 4 de The Big C, que viria a ser a tão aguardada temporada de conclusão da série, uma vez que ela já havia rendido bastante até aqui, tendo inclusive desperdiçado uma temporada inteira (sim, eu tenho uma implicância enorme com a Season 3) para nos trazer a essa ponto de resolução para a grande questão ainda pendente na série que sempre foi o plot central da sua trama apesar das distrações. Acho bom reconhecer também nesse caso que embora a série fosse sobre uma mulher que descobriu ter um câncer passando a ter que lidar com essa nova realidade, essas distrações todas tenham aparecido de alguma forma dentro da série (mesmo quando não tão interessantes), mostrando de uma forma bem real e honesta que apesar do diagnóstico, a vida não se resume a apenas isso.

Mas essa nova temporada chegava com um peso maior do que já era de se esperar para a sua resolução que a essa altura já parecia inevitável, com uma redução drástica na quantidade de episódios, que agora seriam apenas 4 para ajudar a encerrar essa história, com o detalhe de que eles seriam estendidos (algo que poderia facilmente se tornar um sacrifício para quem ainda continuava assistindo a série), tendo aproximadamente 1 hora de duração cada um, algo que vindo na sequência de uma temporada custosa como foi a sua Season 3, não soava como uma notícia das mais animadoras, apesar do carinho que sempre tivemos pela personagem e por sua história.

Apesar disso e contrariando totalmente a nossa impressão de que essa poderia ser uma nova temporada difícil de se levar, The Big C conseguiu realizar lindamente a sua temporada de despedida, preparando muito bem o território para essa reta final da batalha entre a Cathy e o câncer, com uma sequência de excelentes episódios, apesar da maior duração ou de qualquer medo que a gente ainda tivesse como resultado da nossa experiência com a série durante a temporada anterior. (a essa altura já deu para perceber que a minha mágoa com a terceira temporada é realmente grande, não deu?)

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Recém operada, ainda em recuperação porém, recebendo a triste notícia de que a sua recuperação não havia correspondido ao tratamento, encontramos Cathy enfrentando a realidade de cara limpa, aceitando que o final da sua história realmente não poderia ser tão feliz como ela (e todos nós) ainda gostaria que fosse, mas o pouco de vida que ainda lhe restava poderia sim ser muito feliz, mesmo que houvesse a chance dele acabar a qualquer momento. E foi lindo ela encontrando o seu médico na quimioterapia, ele que naquele momento também ocupava a vaga de um paciente, revelando também ter descoberto um câncer, algo que acabou explicando muito bem a forma como ele a havia tratado em sua última consulta, que foi quando a personagem optou por abandonar o tratamento que pouco poderia fazer por ela àquela altura (algo que é sempre bom de lembrar), a não ser trazer mais dor e sofrimento. Uma decisão difícil, apesar de soar como prática, que é bem importante de ser mostrada e principalmente na TV, sem tentar encorajar ninguém a seguir o mesmo caminho e apenas ilustrando que essa também é uma possibilidade em alguns casos onde a cura já não é mais possível.

A partir disso ganhamos uma Cathy cada vez mais debilitada, apresentando dia após dias o avanço da sua doença, que aos poucos foi a deixando cada vez mais fraca e com uma série de efeitos colaterais, alguns tragicômicos, como a cena com ela no pula-pula no aniversário do filho e outros bem tristes, que acabaram nos dando aquele aperto no coração, como as limitações físicas e os lapsos de memória da personagem, em um trabalho de atriz absolutamente sensacional da Laura Linney, que a gente tinha certeza que quando chegasse a hora, seria capaz de encarar essa outra fase da sua personagem lindamente (Clap Clap Clap). Antes disso, enquanto ainda lhe restava alguma força, apesar de ter desistido do tratamento, a personagem também acabou deixando bem claro que ela não havia desistido da vida e seguia o seu caminho tentando realizar pequenas coisas que ela havia deixado passar no passado e que agora poderiam e deveriam ser encaradas como a meta da vida que ainda lhe restava, onde entre outras coisas, ela acabou estabelecendo que gostaria de resistir até pelo menos ver o filho se formar no colégio, já que muito provavelmente não poderia alcançar nenhuma das outras etapas importantes da sua vida adulta.

E foi linda a forma como todos os personagens reagiram a esse momento da Cathy, demonstrando claramente a dor de ser obrigado a observar de perto alguém que se ama piorando aos poucos e ao mesmo tempo estando todos eles bastante solidários e respeitosos quanto à escolha de Cathy naquele momento. Paul foi colocado meio que de lado nessa hora, uma vez que suas questões já estavam todas aparentemente resolvidas, inclusive o seu casamento, que a essa altura já não era mais o mesmo, apesar do companheirismo e da cumplicidade do casal ter sido mantido até o final. De forma bem prática também, Cathy acabou tentando controlar o que ela achava que ainda era possível e até tentou arrumar uma nova mulher para o ex marido, mas ele acabou entendendo que aquele não era o momento e esse novo ciclo da sua vida com uma outra pessoa qualquer poderia esperar um pouco mais para acontecer, já que naquele momento, uma outra pessoa que ele amou por boa parte da sua vida, estava precisando bem mais da sua presença. (mas foi bacana que para ela, a sua meta foi cumprida do mesmo jeito)

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Andrea também já estava se estabelecendo, agora vivendo com uma estudante de moda, longe de casa e enfrentando alguns problemas com sua colega de quarto, mas nada que tenha ganhado um destaque maior do que merecia. Para ela acabou sobrando o plot de tirar alguma lição dessa situação toda, que foi quando ela acabou se inspirando na morte em uma de suas criações, com a Cathy aparecendo de surpresa no último momento, servindo de modelo para o seu design (que ela havia escolhido como a roupa do seu funeral), em outro grande momento dessa reta final da série. Sean também esteve mais a parte, apesar da sua história paralela como doador voluntário de órgãos e o personagem realmente só acabou se destacando mesmo quando colocado ao lado da irmã enfrentando as dificuldades do estágio avançado do seu câncer, sendo o seu cúmplice em pequenas aventuras (o plot da girafa foi ótimo) e simplesmente permanecendo como sua fiel companhia até o final.

Uma cumplicidade tão forte que foi para ele que Cathy acabou pedindo o impossível, que seria acabar com a sua vida para que ela não sofresse mais, uma vez que a essa altura a personagem já estava até vivendo longe de casa, em uma espécie de clínica de recuperação/asilo, com toda a frieza que se espera de um lugar como esse (aliás, ótima a lição que ela deu naquele enfermeiro). Algo que Sean chegou até a considerar como possibilidade e ambos passaram inclusive a estudar a hipótese juntos, mas obviamente que ele não acabou colocando o plano da irmã em prática, algo que não seria nada justo com ambos os personagens. Nesse momento, The Big C acabou incluindo também questões de fé dentro da série, aproveitando o momento de total fragilidade da Cathy, algo que até poderia soar de forma errada mas dentro dessas circunstâncias todas e lembrando toda a mitologia da série (não era de hoje que a personagem mantinha uma relação próxima com o lado de lá…), não poderia ter sido mais adequado e ou comum pensando também em situações semelhantes para quem enfrenta esse tipo de problema. E foi nesse momento também que a personagem percebeu que apesar da dor, do sofrimento e de tudo de ruim que a doença lhe trouxe, ela que achava que estava pronta para morrer (como sua colega de quarto, bem mais velha e que também teve um ótimo final), acabou percebendo que não, que ainda era muito cedo para se despedir e que apesar do seu estado e da falta de força, ela ainda tinha vontade de viver e realizar diversas outras coisas na vida, percebendo o quanto injusto seria ter que abandonar todos esses sonhos ainda tão cedo. Uma reflexão bem bacana  e muito apropriada para quem passa por esse tipo de situação tão cedo na vida (eu imagino), mesmo que cedo para você seja do alto de seus 80 anos, porque sabemos que sonhos, vontades e desejos não tem idade, não é mesmo?

Agora, um outro personagem que acabou ganhando um destaque importante durante essa reta final de The Big C foi mesmo o Adam, filho do casal. Adam que antes não passava de um adolescente meio assim (apesar de sempre ter se envolvido de alguma forma com a situação da mãe), tentando seguir a vida com seus dramas adolescentes todos enquanto tudo aquilo estava acontecendo em sua casa, mas que dessa vez acabou ganhando uma importante redenção até para a história do personagem, com ele sendo obrigado a crescer e se aproximando cada vez mais da mãe, que ele sabia que poderia não estar ao seu lado por muito tempo.

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Da volta dos dois personagens até aquele depósito que descobrimos ainda durante a Season 1, onde Cathy havia deixado presentes para a vida do filho que ela sabia que muito provavelmente não poderia acompanhar (o detalhe da carteira foi muito “MÃE”, não?), até o simples detalhe dele ter guardado o lenço da mãe na gaveta, todos esses momentos entre os dois foram extremamente emocionantes e de uma doçura sem igual, algo importante para o personagem e que a Cathy merecia receber como reconhecimento pelo seu belo trabalho como mãe. E se a gente já tinha se emocionado com o Adam durante esses momentos, as lágrimas realmente começaram a escorrer quando ele foi de madrugada no quarto da mãe na tal clínica, só para colar o seu mural de fotos no teto (aquele da nova abertura da série), da mesma forma como ela havia feito em casa e mais tarde, agora já durante o series finale, eu confesso que foi praticamente impossível controlar essas mesmas lágrimas quando descobrimos que Adam havia duplicado a sua carga horária na escola, só para conseguir se formar mais cedo, realizando o grande sonho da sua mãe e pegando todo mundo de surpresa em casa. E aquele olhar de “missão cumprida” da Cathy para o filho nessa hora, foi mesmo de arrepiar. (♥)

Durante o episódio final, ainda tivemos tempo para conhecer o pai da Cathy, com o qual ela vivia uma relação meio assim (achei importante a família ter aparecido nessa hora), mas que a essa altura já não havia mais o porque manter qualquer tipo de mágoa (algo que ficou para o Sean perpetuar pela vida, rs). E a resolução entre os dois foi tratada tão lindamente com aquele cheque das flores que ele havia se recusado a pagar durante o seu casamento no passado, de forma bem simples e cheia de significados para os momentos finais da personagem, que se aproximavam para a sua conclusão. Apesar de todos esses bons momentos, confesso que esse episódio final foi o mais falho entre os quatro últimos episódios da série, talvez pelo aparecimento desse lado mais espiritual ou qualquer coisa do tipo, que pode ter diferentes significados para qualquer um e uma série como The Big C talvez nem precisasse utilizar desse recurso, muito embora ele seja totalmente justificável e aceitável. Talvez por isso eu não tenha gostado muito da cena final da série, com a Cathy reencontrando o tal cara do barco do final da Season 3, com o qual ela vinha se deparando constantemente, quase como um presságio.

Apesar disso, foi impossível não se emocionar com a despedida da personagem, com o Paul carregando suas flores preferidas (as tais que o pai não quis pagar no casamento), imaginando por um instante ainda ter encontrado a mulher viva em casa, mas se deparando com a notícia de que ela havia morrido minutos antes, em casa, sem ninguém por perto além da enfermeira, do jeito que ela desejou. Um final extremamente emocionante, cheio de significados diferentes para cada um, mas que realmente acabou sendo o final que The Big C merecia ter ganhado, apesar de qualquer tropeço e a essa altura ficamos mais do felizes que a série tenha ganhado esse tempo a mais para encerrar a sua história tão dignamente e de forma extremamente carinhosa, real e absolutamente respeitosa. Um final verdadeiramente feliz, apesar dele não corresponder exatamente a nossa torcida pela personagem.

R.I.P The Big C

 

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O grande “C” da questão

Janeiro 12, 2011

Só mesmo uma série muito boa poderia fazer piada sobre um assunto tão sério.

E The Big C cumpre brilhantemente esse papel, nos apresentando mais uma das comédias mais deliciosas da temporada, com a diferença de que aqui, a sentença de morte da personagem principal nos é apresentada logo de cara.

Sim, Cathy (Laura Linney) é um mulher de 40 e poucos anos, que vive a sua vida quase perfeita no suburbio, em sua casa grande com marido e filho. Até que, ela descobre que esta com câncer, uma melanoma em estágio 4. Dra-ma!

Como se encontra em um estágio avançado da doença, Cathy decide não contar para ninguém, mas também não quer enfrentar nenhum tratamento e decide arrumar o que ela acha que não esta tão bem em  sua vida enquanto há tempo.

Ela percebe que a sua vida não é tão perfeita assim, com um marido que mais parece uma criança crescida, um filho de 14 anos que esta pretes a se tornar uma pessoa horrorosa, um irmão sem teto radical que vive nas ruas da sua cidade e a sua casa, que nem é tão grande assim e que ainda falta o seu grande sonho no quintal: uma piscina.

A partir disso, ela começa a direcionar um novo rumo para a sua vida, se “separa” do marido, começa a experimentar coisas novas, se dispõe a conhecer melhor as pessoas a sua volta e enxerga que ainda existe alguma esperança de salvar o seu filho de se tornar uma pessoa horrível. É claro que com toda essa impulsividade que ela passa a ter depois de ser diagnosticada nos faz ter a impressão de que ela esta meio perdida, mas ai vc pensa: e quem não ficaria? A única certeza que ela parece ter nesse momento é a de querer ser mais feliz e as sua tentativas em busca de meta nos garante a dose de diversão da série.

Apesar de ser uma comédia e com ótimos momentos de diversão, The Big C também se completa com o drama da questão, de saber que Cathy, sem tratamento, terá cada vez menos tempo de vida. Pelo menos eu pensava nisso a cada episódio, a medida em que passava a me apegar a sua personagem.

O irmão Sean (John Benjamin Hickey), sem teto e que se recusa a viver “the american dream” é um dos meus personagens preferidos. Sujo, vive comendo resto dos lixos, mora nas ruas, vive de doações e é o reponsável pela reciclagem do lixo da irmã, a qual ele condena o modo de vida e joga isso na cara dela o tempo todo. Uma delicia as mensagens ambientais/políticas/sociais escondidas no texto dele, algo muito inteligente e que não fica com cara de “certinho” ou tão politicamente correto assim.

Gabourey Sidibe também esta sensacional na pele da aluna espertona da classe de Cathy (já disse que ela é professora?). Outro personagem que busca o humor em sua condição, também bem inteligente. Diferente do seu drama em “Precious”, aqui ela vive Andrea e nesse caso ela é apenas alguém que precisa de um incentivo, rs.

Paul é o marido (Oliver Platt), que mas uma vez reforça o clichê do marido meio caído com a mulher gostosona do pedaço. Típico. Mas com o tempo vc passa a amar esse homem de alma infantil que tem um carisma absurdo e mesmo com tudo que a sua “ex espoda” apronta, ele continua  complemente apaixonado por ela (um tanto quanto compreensivo demais até…). A cena em que ele invade a sala de aula com uma máquina de cortar cabelo é hilária e até disso eles conseguem tirar uma piada inteligente.

Adam , filho do casal (Gabriel Basso) eu acho meio pé no saco demais, desde o começo. Mas  no piloto, aquela vingança que a mãe apronta com ele é sensacional. Os meus futuros filhos que nem se atrevam a brincar daquele jeito comigo que eu já tenho referência de como agir hein? Fikdik para o futuro.

Não entendi muito bem como ele não ficou nem um pouco  traumatizado quando a sua vizinha se suicidou (talvez ele ainda estivesse em “choque”?), pouco tempo antes de ter tentado mata-lo (blame Alzheimer) e também achei que o seu pai reagiu muito bem com todo esse drama na vizinhança (ainda mais depois do que ele disse para Marlene, pouco tempo antes dela se matar). Depois tivemos o casal contando para o filho sobre a realidade de sua mãe e ele não demonstrando grandes emoções. Mas a cena em que ele encontra a chave da garagem, onde esta o seu presente de aniversário para quando ele fizer 30 anos (que nós já vimos Cathy preparar lá no começo da série) e que para a nossa surpresa, lá não se encontra mais apenas esse presente e sim várias outras caixas que ela deixou para o garoto comemorar cada ano, cada data importante da sua vida e que provavelmente ela não vai poder estar por perto (glupt), por mais clichê que possa ter sido, me fez chorar de verdade. E nesse momento, nem ele e o seu coração gelado de adolescente tolo resistiram. Até que enfim!

Marlene (Phyllis Somerville) , a vizinha mais velha e pé no saco que com o tempo acaba virando a melhor amiga de Cathy e é a única que sabe da sua doença, também é muito boa. Uma pena o seu final trágico e com certeza vamos sentir falta da sua personagem, empolgada com os pirulitos exóticos do “clube das mulheres”, rs. Mas a continuação da sua história também foi muito boa. Comovente aquele final com o mural de imagens para bons pensamentos da Cathy, no teto do seu quarto (que foi uma idéia do Paul, uma linda idéia na verdade), com a foto da amiga completando as imagens em sua “árvore” de bons pensamentos. Outra cena linda da série que me deixou bem emocionado.

E é claro que como toda boa série precisa de um boy magia, temos o médico de Cathy, o Dr Todd (Reid Scott, Höy!) para preencher esse espaço. Desde o começo, existe algo mais no ar entre os dois, algo além da relação médico e paciente, mas achei bem digna a reação dela quando descobre as intenções do moço. Sem drama, dois adultos lidando muito bem com o problema e a frase “vc tem que escolher a garota que vai sobreviver” foi de cortar o coração. Mas todos nós entendemos a magia de um Dr. neam? (tisc tisc) E desde o começo tem um climão entre os dois…mas eu prefiro que eles continuem apenas bons amigos. (ou friends with benefits, talvez? rs)

Além de todos esses personagens deliciosos, ainda temos a volta da Cynthia Nixon à tv, encarnado Rebecca,  uma das melhores amigas de Cathy dos velhos tempos da faculdade e que acaba se envolvendo com o seu irmão, de quem ela engravida.

E isso é o que eu gosto na série. Embora tenhamos uma protagonista excelente, completa e que rouba a cena, ainda temos todos os outros personagens menores, que também são muito bons. Não consigo gostar de uma série de um homem só por exemplo…

Todas as presepadas em que Cathy se mete tentando recuperar o tempo perdido em sua vida são muito divertidas. A depilação, o carro novo, o tratamento mais rígido que ela aplica no seu filho, o resgate da lagosta, o tratamento com abelhas, o caso com o pintor, o primeiro extasy, os diálogos sinceros com o médico, a aula de educação sexual para o seu filho, tudo é muito bem humorado e o melhor de tudo são as suas próprias piadas sobre a doença. Um humor negro, mas de muito bom gosto eu diria.

A série é bem leve, embora o tema seja pesado para alguns, mas funciona também como uma alternativa para quem vive uma história parecida (ou que apenas tem um grande problema qualquer). Tão leve quanto aquele delicioso mergulho de Cathy na abertura da série, que toda vez  me da vontade de nadar  ao som da música de abertura, fatão. (e lá esta o fundamento do verde azulado + vermelho do qual eu tanto falei durante o ano passado, fikdik)

Só achei que ela demoraria um pouco mais para revelar a sua doença para a família, ou que começaria o tratamento mais tarde, mas entendo que precisamos encorajar os telespectadores e que cá entre nós, Cathy não é um exemplo perfeito a ser seguido em um caso como esse, mas mesmo assim não deixa de ser um ótimo exemplo. Mas isso acontece logo no Season Finale e agora teremos que aguardar até a Season 2 para acompanhar mais um pouco da vida dessa mulher encantadora.

Série curteeenha, 13 eps apenas, com mais ou menos 28 min cada, que da para vc devorar em pouco tempo. Emociona sem apelar, é engraçado sem exagerar. Mais do que recomendado!!! (meus novos 28 min preferidos na tv, rs)

Lembrando que o Showtime em sua leva mais recente já nos deu:

  • Tara (United States Of Tara)
  • Jackie (Nurse Jackie)
  • E agora  eu incluiria Cathy nessa lista hein?

Parece mesmo que eles estão se especializando em grandes mulheres, não?

Vejo vcs na Season 2… será que até lá, Cathy vai finalmente conseguir a sua piscina? Ou vai continuar com aquele buraco enorme no jardim? Hein?


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