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Remember me – Mas será que vale a pena lembrar mesmo?

Junho 16, 2010

Ahhhh, é boniteeenho…

Meus leitores que me perdoem mas eu não resisti e acabei assistindo “Remember Me”, do diretor Allen Coutler (que já dirigiu eps de Sex And The City, Nurse Jackie, Damages, Sons Of Anarchy). Sorry, não resisti! Paolo me trouxe e eu pensei: porque não?

O filme não é lá grandes coisas (como eu já previa)  mas é uma boa chance para ver o Zé Vampir e a Emilie De Ravin (Lost) como  pessoas diferentes do que estamos acostumados a vê-los.

Históreeenha de amor moderna, com NY de cenário. E o grande clichê do “conquistar a garota por vingança/aposta”. O que como sempre no final nos leva a uma história de amor água com açucar, com direito a cena de revolta quando a garota descobre que o princípio de tudo foi uma armação e é claro que a essa altura o garoto já esta todo apaixonado. Zzzz

Ambos possuem uma história trágica e traumática do passado: Tyler com o seu irmão suicida, e Ally que teve a mãe assassinada na sua frente. Drama!

Robert Pattinson é o novo Leonardo Di Caprio, fato. No filme ele vive Tyler, rebelde sem casa, rico e que se recusa a viver em paz com a família endinheirada e desfeita. Outro clichê…

Com um plus: a morte trágica do irmão mais velho, o que explica muito do seu comportamento no filme, porque foi ele quem achou o corpo e é claro que a experiência deve ser no mínimo traumática.

O problema da história eu achei no começo, quando houve o início do relacionamento dos dois. As piores cantadas do mundo e o cara ainda consegue levar a menina pra casa? Hein?

Mas desculpa, esse cara é o Robert Pattinson Zé Vampir neam? Hoy! Agora eu entendi o porque que ele não se esforçou tanto assim para ganhar a garota.

Emilie de Ravin que aqui é Ally, não é muito diferente do seu personagem em Lost. Os mesmos trejeitos, o mesmo climão de desentendida. Zzzzz

E que apartamento é aquele hein? Dois meninos universitários vivendo em NY dá nisso neam? Sujeira, bagunça…só mesmo o Zé Vampir para fazer alguém comer alguma coisa naquele pulgueiro hein?

A históreeenha dos dois vai se desenrolando com momentos foufurices do casal, entre uma briga e um banho de macarrão, até as cenas em que os dois se rendem a pegação. Nada de mais tmbm, eu teria explorado muito mais essa parte do filme, fikdik, e teria rendido pencas com uma trilha sonora bem catchy (que no filme é inesistente).

Bom mesmo foi a relação irmã e irmão entre Tyler (Zé Vampir) e Caroline (Ruby Jerins, a filha da Nurse Jackie). Foufos mil!

Entre conversas soltas em pleno Central Park, sentado na escultura da Alice In Wonderland os dois formam um dupla de foufurice foufas que  só! E a menina é bem boa viu? Deveria ser melhor aproveitada na série, fikdik!

Gosto tmbm do momento fúria de Tyler, quando a sua irmã que sofre bullying na escola, tem o seu cabelo cortado pelas “colegas” de classe, e o irmão para defende-la,  surta em plena sala de aula colocando uma das tais colegas praticante de bullying em seu devido lugar. Cool! Queria eu ter tido um irmão desses no meu tempo de escola…

Tirando isso eu achei meio forçado demais aquele final do 11/09. Não precisava vai? Achei que qualquer outra coisa fosse acontecer. Que ele morreria de câncer no pulmão, de tanto implicarem com o cigarro dele presente em todo filme, mas nunca imaginei que ele seria vítima da tragédia. Achei desnecessário lembrar esse momento tão marcante e forte em vão…

Acho mesmo que o final poderia ser melhor e só fico imaginando o trauma daquela família (que tem o Pierce Brosnan como o pai)  de ter perdido dois filhos de forma tão trágica. Muito drama para uma família só neam?

E achei bem bocó a implicância pai e filho no filme, não percebi o sentido de todo aquele rancor.

No final, vc não se arrepende de ter assistido ao filme, mas tmbm só vale pelo carisma do Zé Vampir, que é inegável hein?

The Greatest e as diferentes formas de se encarar o luto

Junho 11, 2010

Uma rápida história de amor entre o casal Rose & Bennett que termina em tragédia. Assim começa a história de “The Gretatest”, um jovem casal que se apaixona e em pouco tempo depois dos primeiros encontros, um acidente trágico acaba interrompendo de forma inesperada essa história de amor que tinha tudo para acontecer.

Mas esse não é o foco do filme. Essa relação de amor e tragédia que fica por conta do casal protagonista é apenas plano de fundo para essa história que trata do luto em si e das diferentes formas de lidar com essa situação, que em algum ponto de nossas vidas torna-se inevitável.

O foco maior do filme é dessa difícil tarefa de enfrentar uma grande perda. O filho mais velho Bennett, que se apaixona pela primeira vez em sua vida e que pouco tempo depois disso acaba morto em um trágico acidente de trânsito ao lado de sua namorada, que sobrevive. Uma família devastada e entristecida com essa grande perda, acaba se encontrando com um desafio maior do que esperavam com a morte do filho: sua namorada, sobrevivente do acidente do qual levou a vida do seu filho, se encontra  na porta de sua casa, sem ter para onde ir e grávida. Dramático

A partir disso essa família tem que aprender a enfrentar essa situação. O pai parece ser o mais sensato a princípio, a mãe recusa a se relacionar com uma desconhecida que diz ser o amor da vida do seu filho morto e um outro filho, mais novo, problemático e viciado.

Atuações impecáveis de Susan Sarandon e Pierce Brosnan que ganha (ele) com esse papel a chance de se tornar um atorzão. Já fiquei surpreso com ele em Mamma Mia, fatão. Só eu não sabia que ele cantava?

Anyway, aqui em “The Greatest” (que tem o título da minha música preferida da Cat Power)  o assunto é outro, drama, luto. E ele consegue emocionar do começo ao fim, com o silêncio dentro do carro da cena inicial, seguindo do funeral do seu filho. De cortar o coração a cena quando ele se desespera com o seu outro filho dando um simples mergulho na praia, ou quando ele finalmente se permite chorar a morte do seu filho. Chorei com ele.

Susan Sarandon nos emociona sempre neam? Para ela no filme sobra o papel de revoltada com a morte do filho, a mãe inconformada e a beira do desespero, tentando entender de qualquer forma o que foi que aconteceu com o seu filho em seus últinos minutos de vida. Quando ela finalmente consegue conversar com o outro motorista envolvido no acidente e que ficou por muito tempo em coma após o ocorrido, vc entende o que realmente é ser atriz sabe? Uma mãe desesperada, sofrendo a morte do seu filho, frente a frente com alguém que viu tudo o que aconteceu com ele minutos antes de sua morte, contando com detalhes mórbidos o que exatamente aconteceu naquela noite, minuto a minuto antes da morte de Bennett. Fiquei um pouco surpreso com a franqueza desse dialogo e emocionado tmbm.

Cada integrante da família tem o seu próprio jeito de encarar o fato da morte de Bennett. E não trata-se de uma família perfeita não: o pai teve um caso recente, do qual a mulher descobriu e tenta perdoa-lo. Ela, por sua vez é meio neurótica, controladora. O filho que tem problemas com drogas é obrigado a fazer testes de urina a cada duas semanas para que seus pais tenham certeza de que ele esta limpo. Típica família americana atualmente, fatão!

Até o filho, o ator Johnny Simmons se mostrou um ótimo ator com a sua interpretação de jovem rebelde. Já tinha gostado dele em Jennifer’s Body e agora fiquei surpreso com o seu talento para papéis mais dramáticos.

Carey Mulligan faz o papel da então namorada de Bennett. Grávida, com uma mãe problemática e em rehab, ela se vê em uma situação estranha ao ter que procurar a família do seu namorado para abriga-la. Para ela o momento agora é de tentar conhecer melhor o pai de sua filha (sim é uma garota) e para isso ela vai buscar na família dele o conforto que precisa para preencher as lacunas do seu “diário de gravidez”.

Como a história de amor dos dois é tão repentina, vc até consegue entender o trauma após o acidente, mas fica meio vago o tamanho desse sentimento que eles diziam sentir um pelo outro. Com o tempo, durante o filme, vamos percebendo que essa história de amor era antiga, quase que platônica por ambos, que com tanta timidez não tinham coragem de conversar um com o outro, até que um deles resolve finalmente dar o primeiro passo. Bem foufo!

Mas o maior defeito do filme é o tempo que ele dura. É muito rápido e nem é tão dramático assim quanto ao trailler, que esse sim eu achei que vende muito melhor a história, que no final das contas nem é tudo isso.

Vale a pena ver para se emocionar e para entender um pouco mais desse sentimento horrível que é o luto e que funciona de forma tão diferentes para cada um de nós. (tears)


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