Posts Tagged ‘Pilot’

The Leftovers, o trailer

Abril 15, 2014

Série nova da HBO, que basicamente conta com um fato misterioso que teria acontecido em um 14 de Outubro qualquer com centenas de pessoas e os deixados para trás (por isso o título da série) acabam tendo que lutar para conseguir entender o que de fato teria acontecido.

O elenco tem o boy da Jennifer Aniston, Justin Theroux, mas conta também com um nome que assusta: Damon Lindelof, que para quem não se recorda, foi um dos responsáveis por Lost.

Animados? Estreia 15 de Junho na America antiga.

 

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Gotham, mas poderia ser Southland, não poderria?

Março 19, 2014

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E apesar do casaco/capa em Gotham, nova aposta de série da Fox que retrata a jovem vida do detetive Gordon, que por consequência irá nos trazer também alguns outros personagens conhecidos desse cenário, como o próprio Bruce Wayne ainda pré-adolescente (devido a diferença de idade, claro), o Ben McKenzie não ganhou o papel de Batmão não e sim o do próprio Gordon. Howcoolisthat?

Bom, apesar de seu novo papel ser bem bacana (e invejável), não tem como não encontrar algumas semelhanças com o seu último papel na TV em Southland.

Veremos…

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The Bridge, o piloto

Julho 15, 2013

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The Bridge já chegou muito bem recomendada, sendo um remake americano (e portanto, totalmente adaptado) da série escandinava de sucesso Bron/Broen (por lá, a série está atualmente aguardando sua segunda temporada) e com uma audiência de impressionar o próprio FX para uma estreia.

Um piloto longo, com pouco mais de uma hora de duração, do tipo que confia demais na força da sua trama, que realmente parece ser bem boa logo de cara e por isso encoraja essa confiança, mas que ao mesmo tempo em um determinando momento acaba parecendo longo demais devido ao quanto de sua história realmente nos foi mostrado durante o mesmo, muito diferente de um piloto tão longo quanto o de Fringe no passado, por exemplo (desculpem, mas não consigo não fazer essa associação por conta de um dos meus casais preferidos do momento estar envolvido em ambas as produções do canal), que conseguiu gastar melhor o seu tempo nos introduzindo sua trama, que entre outras coisas era muito mais complexa, além de ter sido mais feliz com a introdução de seus personagens também, onde todos acabaram ganhando o seu destaque e isso de forma positiva, algo que não é exatamente o que acontece no piloto de The Bridge.

Seu plot central acontece na fronteira dos EUA com o Mexico (na série original, o crime acontece entre a Dinamarca e a Suécia), quando um assassino resolve desafiar a policia local provocando um blackout e deixando um corpo na ponte que divide ambos países, algo que ao longo do episódio vamos descobrindo que tem uma simbologia muito maior do que conseguimos perceber a princípio e que vai além de mais um serial killer (e muito mais bacana, um dos pontos mais positivos da nova série). Detalhe que com mais alguns minutos de episódio, acabamos descobrindo que o tal corpo estava dividido em duas partes (sim, eu disse dividido em duas partes), parte superior e inferior, cada uma apontando para um dos dois países envolvidos na questão e mais tarde, descobrimos que eles nem sequer pertenciam a mesma pessoa, com a descoberta de que a parte de baixo pertencia a uma jovem mexicana, diferente da parte superior, pertencente a uma juíza americana totalmente radical em relação a imigração de mexicanos em seu pais, do tipo que conseguia entre outras coisas, ser totalmente a favor da construção de um muro dividindo os dois países. (e não tem como não lembrar da Season 4 de Arrested Development nesse momento. Sim, é claro que eu já assisti… mas vem cá, não comentei ainda? Então aguardem…)

A partir do surgimento misterioso do tal corpo, passamos a conhecer os dois personagens principais dessa trama, com cada um deles pertencendo a um dos lados da fronteira. Do lado USA temos Sonya North (a lindíssima Diane Kruger), uma agente que não tem a menor habilidade com outras pessoas ou com qualquer situação que envolva um sentimento diferente à sua praticidade, mas que ao mesmo tempo parece ser extremamente competente e concentrada naquilo que faz. Mas talvez ela seja tão concentrada, que acabou ficando presa dentro do seu próprio universo. Do lado mexicano da história temos Marco Ruiz (com o excelente Demian Bichir), esse com muito mais carisma, do tipo policial boa praça, que consegue enxergar de longe os perigos da relação corrupta e perigosa da polícia do seu país com o lado negro da força, mas que ao mesmo tempo parece ser um dos mais competentes (a seu modo) e honestos dos policiais locais, que cedo ou tarde acabam se vendendo pelos motivos mais variados possíveis para o lado do crime.

O problema é que nessa hora fica visível que o seu personagem de bom policial mexicano acabou sendo privilegiado pelo menos nesse primeiro momento, com uma introdução bem mais humana e simpática até, com uma pequena passagem por sua casa e seus próprios problemas pessoais, algo que de certa forma acabou humanizando ainda mais o personagem, que já tem a seu favor uma personalidade bem mais fácil de lidar, assim como a sua relação que no seu caso precisa ser boa com os dois lados dessa história (polícia e ladrão), por uma questão simples de sobrevivência dentro do universo da polícia mexicana, evidenciando ainda mais os dois lados de uma mesma profissão em realidades completamente diferentes.

Algo que não aconteceu para a Diane Kruger, pelo menos não nesse piloto, mesmo sendo importante para o desenvolvimento de qualquer novo personagem (suspeito que nesse caso de propósito, porque a diferença entre a introdução dos dois foi nítida e gritante) e o que vimos da sua personagem foi uma mulher distante, visivelmente com algum tipo de problema ou vítima de uma síndrome do momento qualquer (eu voto em Asperger…), que mais tarde descobrimos que até pode ser algo do tipo devido a toda a sua estranheza ou essa personalidade completamente meio assim acabou surgindo devido a perda da irmã (algo que eu acho que só piorou o que já não era bom, porque o outro policial mais velho, seu colega de trabalho, chegou a dizer que não poderia ficar dando cobertura para a personagem para sempre), que ainda não descobrimos como foi que aconteceu, ou devido a sua relação com a mãe também, que em algum momento ela chega a mencionar como usuária de drogas. Para a sua personagem, acabou sobrando apenas esse enorme desconforto, que chegou a me incomodar em alguns momentos, confesso, porque apesar de algumas pistas meio soltas, não chegou a nos ser mostrado o porque do seu comportamento tão “diferenciado”, rs (sério, odeio essa palavra). Espero que isso não demore muito para acontecer, ou é possível sentir que a sua personagem possa acabar perdida em um limbo entre o Spock (pensando pelo lado positivo) e um Sheldon Cooper (pensando pelo lado negativo), em uma versão mais humana e feminina, claro. (rs)

Além desse detalhe não tão bacana para a introdução dos personagens e que é possível perceber logo de cara, o piloto da série ainda carrega algumas outras falhas, como a simples desculpa de que Marco Ruiz não podia sentar porque havia feito uma vasectomia recentemente, mesmo tendo passado boa parte no começo do piloto se deslocando de um lugar para o outro em sua viatura (coerência?) e um take bem meio assim que transformou o “olhar” da imagem da vítima da vez em dois faróis. Sério, não precisava disso, vai? Ou pontos mais agravantes, como a introdução das duas outras histórias simultâneas que acabaram acontecendo durante o mesmo, com o endinheirado misterioso que acabou morrendo ao longo do episódio e a sua mulher descobriu que escondia alguns segredos (mesmo que nada tenha nos sido revelado, não só em relação ao tal segredo, que até poderia ter sido mantido naturalmente para depois, mas também em relação a identidade de cada um deles, ainda mais com uma história tão paralela como essa), assim como aquele outro personagem misterioso e meio descontrolado que nos foi introduzido fazendo a travessia de uma imigrante ilegal na mala do carro e que logo depois acabou deixando a moça presa dentro daquele trailer. Em relação a essa segunda questão, até descobrimos um pouco mais sobre o assunto ao final do episódio, durante o preview da temporada, diferente da primeira delas, que ainda não dá para imaginar exatamente do que se trata. Mas levando em consideração que o piloto da série teve mais de uma hora de duração, é difícil não achar que eles deveriam ter gasto melhor esse tempo nos apresentando pelo menos uma pequena introdução sobre o assunto dessas outras tramas a parte também, que parecem ser importantes para a série, ainda mais porque o suspense em torno delas só acabou funcionando para a segunda, porque a história do endinheirado morto pareceu um plot completamente solto dentro de uma trama maior e muito mais interessante. Pelo menos por enquanto.

Apesar também do clima de suspense no ar estar presente desde o aparecimento do tal corpo da juíza na fronteira entre os dois países  (além do ótimo discurso final para a motivação do crime), a série não se sustenta apenas desse clima que querendo ou não, acaba nos prendendo de qualquer jeito simplesmente pela curiosidade. Apesar disso, essa curiosidade toda acaba voltando com mais força durante os minutos finais do episódio, com um novo personagem sendo preso dentro de um carro bomba, o qual descobrimos que tratava-se do tal carro que deixou o corpo da mulher na fronteira durante o blackout. Um novo personagem que pouco disse a que veio por enquanto, mas que acabou passando por momentos de pura tensão, com uma bomba prestes a explodir a qualquer momento e sem ter muito o que fazer para escapar daquela situação apavorante.

Confesso que a princípio, com a minha expectativa bem alta em relação a estreia, não vou negar que acabei me decepcionando um pouco em relação ao piloto de The Bridge, que realmente acabou sendo longo demais para a quantidade de informações relevantes que acabamos recebendo, sem contar suas notáveis falhas. Nele, a sensação que fica a princípio é a de mais uma história que acaba usando a nossa curiosidade para nos manter por perto, que sempre é o que inevitavelmente acaba nos fazendo insistir nesse tipo de série, um recurso bastante utilizado atualmente até. Mas com o preview na sequência após o final do piloto, dá para perceber que a série tem potencial e pode ganhar um ritmo bem mais interessante com o tempo. Basta dar força para os seus personagens e resolver falar o que de fato está acontecendo diante dos nossos olhos, porque da história nós já conseguimos gostar logo de cara. E apesar de qualquer falha em sua estreia, essa certamente não parece uma série que mereça ser descartada assim tão facilmente.

Veremos…

 

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Under The Dome, uma série que até que começou bem, mas logo depois…

Julho 11, 2013

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Algumas séries nós já começamos a assistir com os dois pés atrás, principalmente quando ouvimos a palavra “adaptação” envolvida em sua produção, ainda mais quando além de tudo, a mesma a princípio havia sido anunciada pela CBS como série, mas depois, por precaução e medo de não conseguir atingir um grande público, acabou sendo tratada como minissérie pelo canal. Um projeto que a propósito, já havia pertencido ao Showtime no passado (2011), mas que desacreditado, acabou sendo vendido pouco tempo depois. E nesse caso, essa não é uma adaptação qualquer e sim algo sobre um dos trabalhos do Stephen King, o que por si só já agrega um peso ainda maior para esse receio do que estávamos prestes a encontrar na TV.

Mas apesar desse receio, o piloto de Under The Dome acabou realmente surpreendendo, contando muito com a mitologia de suspense super interessante da sua própria trama, que evidentemente é a sua maior arma, mas que ao mesmo tempo, com uma excelente produção e um cuidado importante que impressiona logo de cara, a série (ou minissérie) conseguiu chegar de forma impactante nesse marasmo da Summer Season. Algo que não é muito difícil a essa altura, mas que ao mesmo tempo não deixa de ter o seu mérito, além de ser sempre bom encontrar novas opções para se ver na TV, nessa fase do ano que costuma ser terrível para os mais viciados em séries.

Uma cidade que em um belo dia se vê cercada por uma espécie de redoma, que surge do meio do nada, partindo tudo entre seus limites e que ninguém sabe exatamente como ou o porque do surgimento daquele campo de força nos arredores da cidade, mas ao mesmo tempo, todos já sentem suas vidas modificadas por conta da sua presença, que entre outas coisas, limitas seus personagens apenas ao que se encontra do lado de dentro da tal redoma, que impossibilita a comunicação (pelo menos “ouvir”) e o contato com as pessoas de fora.

A série já começa com uma até que boa introdução de seus personagens principais, nos mostrando pouco, mas características importantes de alguns dos habitantes daquela cidade dos arredores de Maine. Aos poucos eles vão se dividindo entre vilões e mocinhos, embora alguns tenham permanecido ainda entre os dois caminhos, como o personagem principal por exemplo, Dale “Barbie” (Mike Vogel, Höy! E para quem não se lembra, ele fazia o namorado do passado da Michelle Williams no excelente “Blue Valentine”) que observamos logo no começo envolvido no ocultamento de um cadáver, que acaba reaparecendo ao final do episódio (mas podem respirar aliviados, que esse reaparecimento não aconteceu de forma sobrenatural não, rs), na casa de quem se ofereceu para acolhê-lo naquele momento.

Em meio ao caos, encontramos logo de cara a boa qualidade da série, com cenas ótimas envolvendo as consequências do tal campo de força dividindo a cidade, com vacas sendo cortadas ao meio, acidentes aéreos (no truque, mas foi legal também e vale lembrar que a série tem o roteiro do Brian K. Vaughan, de Lost ou seja, confirmou!) e o mais legal de todas elas, que foi aquela cena com a batida do caminhão na estrada contra a redoma. Tudo cuidado de forma decente e bem bacana, um mérito que é preciso reconhecer na série logo de cara, apesar desse ser um recurso recorrente de pilotos e precisamos aguardar um pouco mais para ver  o quanto dessa qualidade eles vão conseguir manter em Under The Dome daqui para frente.

Sem contar que eles conseguiram nos entregar um bom equilíbrio entre a introdução do plot central da trama e algumas particularidades de seus personagens principais como dito anteriormente, como os filhos que acabaram ficando sem pais por eles terem saído da cidade quando tudo aconteceu, ou a policial que ficou com o marido bombeiro magia preso do outro lado do campo de força (lembrando que eles não conseguem ouvir o lado de lá e só conseguem se comunicar através de sinais ou da escrita) e o drama entre a política e a policia da cidade, interpretada por dois atores conhecidos de todos, o Hank de Breaking Bad (Dean Norris, que eu assumo que foi o que me animou mais a ver a série, muito embora até uma participação na finada Whitney ele tenha feito a pouco tempo atrás e isso não deve ser muito motivo de orgulho para ninguém) e o Lapidus de Lost (Jeff Fahey) e um drama envolvendo o armazenamento de gás sem que a cidade tenha o menor conhecimento disso, além dos envolvidos, claro.

E em meio a tudo isso, sem saber exatamente do que se trata e ou o que estaria acontecendo com aquela cidade, ainda ganhamos algumas pequenas tramas bastante interessantes, como a do próprio Barbie e o seu envolvimento com a morte do marido da jornalista ruiva que o acolheu em sua casa (o tal cadáver), assim como o psicopata do Junior, prendendo a namorada no abrigo subterrâneo construindo pelo pai, que descobrimos mais tarde ser a autoridade política da cidade, Big Jim, assim como o plot das convulsões que observamos pelo menos dois personagens ter ao longo do piloto, com a repetição daquela frase em looping. Dafuck?

Confesso que todo esse suspense e a curiosidade que o piloto conseguiu despertar facilmente, somado a qualidade da série nesse seu primeiro episódio, colaboraram e muito para o despertar desse interesse em seguir adiante com a série para pelo menos ganhar uma noção maior do seu propósito, para que a gente tenha como chegar a conclusão se ela merece ou não ser seguida em sua Season 1, que teve 13 episódios encomendados. Mas essa curiosidade acabou bastante diluída durante os dois episódios seguintes, onde eles resolveram desenvolver melhor seus personagens, deixando a questão da redoma em segundo plano. Até esse momento, estava pronto para fazer apenas elogios ao piloto da série, até que resolvi assistir aos 2 episódios seguintes para chegar a uma conclusão melhor sobre o assunto.

Nessa hora, a série já começou a ser perder facilmente, nos entregando uma sequência de dois episódios bem meio assim, que chegam a funcionar como soníferos. Neles, já descobrimos a história do Barbie e o tal cadáver que ele apareceu enterrando no piloto (só não sabemos exatamente o porque ainda…), assim como começamos a observar seus personagens se debatendo em plots nada interessantes. Tipo a jornalista que ouve parte de uma conversa na frequência da rádio local e já resolve fazer uma entrada ao vivo, algo que poderia causar fácil uma situação de pânico (embora surpreendentemente ninguém tenha reagido dessa forma), mesmo sem antes ter investigado qualquer coisa e só ter ouvido praticamente uma frase do que estava sendo conversado naquele transmissão. Ela que além de tudo resolveu perseguir o psicopata da cidade em meio a túneis subterrâneos e mesmo estando a menos de 10 passos para trás do personagem, ele não conseguiu notar a sua presença. Sei. Sem contar o policial que se tornou fugitivo, tentando fugir para onde se naquele local nada consegue atravessar aquela redoma? Ahhh, e a ainda teve o policial que sabia de alguma coisa (o Lapidus) morrendo do meio do nada, sem ter tempo de nos contar os podres envolvendo a parte política da cidade que ao que tudo indica, não estava armazenando apenas gás e mantinha alguma relação com o tráfico.

Mas todos esses plots além da redoma se tornaram muito vagos, pequenos e soltos demais em meio a uma trama muito mais interessante. Algo que me lembrou um pouco da nossa experiência com Lost no passado (eu disse “um pouco”…), onde fomos distraídos com as histórias pessoais de cada um de seus personagens, no passado e no futuro, mesmo achando que a trama dentro da ilha era muito mais interessante e no final das contas, descobrimos que na verdade, nada era tão bacana assim (apesar da série ter sido bem bacana por algum tempo). Com isso, é possível até entender a queda brusca de sua audiência em relação ao piloto e os demais episódios, que em um ritmo bastante diferente e histórias menos interessantes, não tem conseguido se sustentar facilmente e isso já logo de cara. Mas talvez essa história do canal ter resolvido tratar a série como minissérie de última hora tenha sido algo positivo, porque imaginem por quanto tempo o lado mais interessante da série (o mistério da redoma) poderia se tornar arrastado e o quanto de histórias menores e pouco interessantes de seus personagens a gente ainda teria que aguentar caso ela fosse uma série realmente? (apesar de ainda existir essa possibilidade…)

De qualquer forma, esse terceiro episódio acabou sendo o meu limite claustrofóbico dentro daquela redoma. Estou fora, livre, podendo respirar por 40 minutos a mais toda semana, mas para os que ainda ficaram, por favor me contem quem foi que colocou toda aquela gente no porta bolo, OK?

 

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Ray Donovan, o piloto

Julho 10, 2013

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Sabe aquela série que você termina de assistir e na mesma hora já fica com a sensação de que até que gostaria de ter gostado mais, mas não aconteceu para você? Então, essa foi a minha reação em relação ao piloto de Ray Donovan, nova série do Showtime para essa Summer Season.

Sua história gira em torno do personagem principal que dá nome a série, Ray Donovan, interpretado pelo ator Liev Schreiber (irmão meio assim do Wolverine, ou aquele de “Scream 2”. OK, o cara já fez muito mais coisa do que isso, deixem de ser implicantes… rs), uma espécie de agente de Hollywood especializado em lidar limpando os pequenos grandes problemas que seus clientes famosos insistem em arrumar por aí, como atores em ascensão saindo “sem querer” com travestis no meio da madrugada ou esportistas do momento com grandes contratos de patrocínio que acordam na manhã seguinte com uma de suas presas da noite anterior morta por overdose. Só coisa leve desse tipo e que de certa forma, chega a nos lembrar mesmo que de longe, em um outro cenário ou com pelo menos outras intenções, algo que já vimos na falecida Dirt, da Courteney Cox. (eu sei que são duas séries bem diferentes, mas reparem nas semelhanças dessa parte da história…)

Em meio a tudo isso, Ray ainda vive uma relação conturbada com a sua família disfuncional, com um pai completamente meio assim (interpretado pelo Jon Voight), recém saído da cadeia e que de quebra o culpa por ter passado 20 anos atrás das grades (algo que ainda não descobrimos o porque) e irmãos visivelmente afetados por traumas, alguns físicos e outros psicológicos, também envolvendo o passado. Nesse momento, a série invade também o universo da igreja, colocando pelo menos os padres que passaram por aquela família na posição de aproveitadores, nada muito diferente de algumas histórias que a gente ouve por aí até hoje.

Em casa, Donovan apesar de posar de homem casado responsável e dono de uma família com mulher e filhos, nada parece ser tão simples assim e é possível perceber no piloto que esses dramas familiares carregados por sua família (e por ele mesmo, que parece ser um homem cheio de conflitos, embora pouco deles tenham sido demonstrados claramente durante o episódio), com os filhos já demonstrando alguns traços preocupantes (e tem aquela menina chatinha de Brothers & Sisters) além da sua relação com a mulher não ser a mais honesta do mundo, apesar dela parecer ciente do comportamento promíscuo do marido que resolve vir a tona de vez em quando e muito provavelmente tenha um histórico na história dos dois, mas que aparentemente, apesar de se revoltar contra as escapadas do próprio, ela ainda parece se contentar com as promessas de que o marido vai conseguir mudar algum dia. Sei…

Durante o piloto, o problema maior da série acabou sendo a falta de justificativas, porque apesar do personagem ser pintado como um homem cheio de conflitos com sua família, em casa e no trabalho, pouco descobrimos a respeito de cada um deles, exceto pela história da traição e ou a sua relação meio assim com o pai, essa segunda sem um detalhamento exato sobre o que teria separado os dois de vez, mas com algumas nuances da parcela de culpa de cada um dos personagens nesse rompimento. No trabalho por exemplo, chegamos a observar seu sócio (que também é o pai da Monica e do Ross em Friends, ou seja, estou achando que o Schreiber só pode mesmo ter alguma ligação com a Courteney Cox… ) surtando, dizendo que eles precisam parar, que já fizeram muita coisa errada, mas nenhuma delas chegou a nos ser mostrada para dar mais credibilidade a história. Se são tantas assim, pelo menos uma delas deveria ter aparecido, não?

Além disso, outra pontas acabaram soltas demais durante esse primeiro episódio, como a relação dele com a atriz mirim hoje já adulta (que provavelmente foi inspirada em muitas que nós conhecemos hoje em dia) e o porque do seu interesse em protegê-la mesmo ela não sendo sua cliente (e sim o seu ex, que já havia sido seu cliente no passado), assim como o porque que a sua mulher deixaria o seu pai entrar em sua casa depois de anos, como observamos durante a cena final do piloto, mesmo com o marido o ilustrando o tempo todo como uma das piores pessoas do mundo (também sem dizer muito o porque), a gente imagina que por praticamente todo o casamento do casal, já que o pai havia ficado preso por 20 anos e considerando a idade dos seus filhos. Isso sem contar aquela cena pra lá de constrangedora com o quadro da Marilyn…

Tirando essas falhas todas, o elenco também não consegue ser dos mais cativantes e até mesmo o personagem principal parece distante demais (ou misterioso, de poucas palavras, como alguém chega a mencionar durante o episódio de forma bem preguiçosa) e embora resolva todos os seus problemas de forma eficiente durante o piloto, com toda aquela frieza e olhar distante o tempo todo, ele pouco consegue nos convencer do quanto pode ser um profissional de respeito em sua área, ou de onde surgiu toda aquela “vocação” para resolver seus problemas daquela forma tão “prática”. (sim, imaginamos que seja algo relacionado ao seu pai, mas mesmo assim, ficou faltando alguma coisa…)

E com essa falta de informação em relação aos conflitos todos que a série tenta nos apresentar rapidamente, ou pelo menos de boa parte deles e um piloto que chega a ser bem cansativo em vários momentos, Ray Donovan não consegue convencer de cara que a sua história vale mesmo a pena ser acompanhada, apesar dos números impressionantes da sua premiere no Showtime.

Novamente, o preview da temporada ao final do episódio volta a nos amimar em relação ao que ainda estaria por vir ao longo da Season 1, mas aparentemente já caímos nesse truque quando assistimos ao trailer da série, por isso acredito que a essa altura nós já estamos mais do que familiarizados com esse recurso barato de conseguir impressionar por alguns minutos mas não se sustentar quando esses poucos minutos viram um episódio inteiro. Mas ao julgar pelo piloto, fica difícil se interessar por essa história que pouco nos entrega em seu primeiro episódio, apesar da série não ser das piores e se você achar que vale a pena continuar apesar de tudo isso, boa sorte.

 

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Caso a Jennifer Aniston ainda tenha alguma dúvida em relação a manter ou não o magia Theroux na sua vida

Junho 27, 2013

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Talvez o fato dele enfeitiçar até cachorros seja a resolução da sua possível dúvida. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Theroux que nesse momento estava gravando cenas do piloto da série The Leftovers para a HBO.

(♥)

 

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Procurando uma vaga? Talvez você deva tentar The Job Lot…

Maio 10, 2013

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The Job Lot é uma nova comédia inglesa do canal ITV, que nos mostra a rotina do dia a dia dos empregados de uma agência de empregos e seus frequentadores esquisitões que na verdade, não sabem muito bem o que estão a procura naquele lugar.

Claro que entre seus funcionários encontramos de tudo um pouco, dos insatisfeitos que só estão onde estão por falta de uma oportunidade melhor na vida ou por pura comodidade, àqueles que tentam ser o funcionário padrão a qualquer custo, além daqueles outros que não dão a mínima para nada e apenas cumprem seus papéis dentro da empresa para garantir o salário no final do mês, fazendo questão de seguir passo a passo de toda a sua burocracia e política interna meio assim, para desespero de quem comparece até a agência a procura de uma vaga de emprego. E alguns aparecem seriamente, mas a verdade é que são poucos com essa verdadeira intenção, pelo menos em seu piloto.

A princípio, a série pode até lembar muito The Office (que é bom lembrar que é originalmente inglesa) e a comparação parece ser mesmo inevitável, não só pela dinâmica de tratar-se de uma série sobre a rotina dos funcionários de uma empresa qualquer e sim por algumas semelhanças gritantes com a mesma. Mas essa sensação infelizmente não se prende apenas a uma coincidência qualquer.  Por exemplo, na nova série também temos a chefe meio goofy e que praticamente ninguém respeita dentro da empresa e a personagem mais amarga da turma também se chama Angela e esses são pequenos detalhes que a principio até podem parecer meio bobos de serem ressaltados, mas a série poderia ter muito bem ter tomado um pouco mais de cuidado para imprimir algo pelo menos um pouco mais original, tentando fugir dessas coincidências bobas e desnecessárias. É, poderia.

A grande diferença nesse caso fica por conta de se tratar de uma empresa que funciona de acordo com a sua visitação e por esse exato motivo, novas figuras (algumas inclusive recorrentes, segundo eles dizem no piloto) acabam circulando por aquele cenário o todo tempo, algo que acaba gerando uma maior rotatividade no elenco, que apesar de qualquer semelhança com outras séries já existentes por aí, não deixa de ter o seu valor e até pode chegar a render bons momentos com o tempo, devido a todas as possibilidades que podem acabar surgindo.

Em seu elenco a série conta com rostos conhecidos como o do Russell Tovey (Him & Her) Sarah Hadland (Miranda) e até mesmo a Sophie McShera (Downton Abbey, que apesar de estar no piloto e em algumas imagens de divulgação da série, não aparece no IMDB como parte de seu elenco fixo, talvez por ela ser exatamente uma dessas personagens que aparecem na agência a procura de um emprego só de vez em quando) entre os funcionários da agência e pessoas que a frequentam diariamente. Algumas são figuras bem bizarras, como o cara que aparece de terno mas sem camisa, entre outros que acabaram não ganhando muito destaque nesse primeiro episódio.

De qualquer forma, o piloto não tem muita força e a série acaba parecendo um pouco mais do mesmo logo de cara, infelizmente, porque essa poderia ser uma boa opção já que estaremos nos despedindo de The Office em breve. As piadas são bem fracas também, pelo menos nesse episódio, assim como o seu texto, apesar das situações absurdas de alguns dos personagens acabarem funcionando muito bem, mesmo que a piada não tenha sido contada da melhor forma.

Apesar do meu apego com parte do elenco (e por parte do elenco eu quero dizer exatamente o Russell Tovey, que eu AMO), The Job Lot não conseguiu me prender logo de cara. Talvez acabe valendo mais com o tempo…

Nesse caso, se alguém continuar assistindo e a série ficar bem boa , avisa aê que a gente manda o CV novamente, rs

 

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Vicious – ainda não parece genial, mas pode realmente se tornar viciante

Maio 7, 2013

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Um casal gay vivendo na terra da rainha. Um deles é um ator decadente, Freddie Thornhill (Ian McKellen) que se recusa a se comportar como um aposentado e se vangloria dos pequenos papéis que fez durante a sua carreira, como uma participação em Doctor Who por exemplo. O outro é Stuart Bixby (Derek Jacobi), esse bem mais sensível, delicado, cheio de trejeitos e afetações, mas que mesmo assim ainda não conseguiu se assumir para a mãe e diz que mora com um “amigo” com quem divide as contas, naquele velho truque da irmandade (rs). Em um apartamento antigo, super datado, com cara de museu e as cortinas sempre fechadas, ambos vivem naquele eterno atraque de elogios deselegantes, uma arte que se adquire facilmente com o tempo e com a convivência (e que também faz bastante parte da cultura gay), além de uma vida quase que inteira compartilhada nessa relação de amor, que todo mundo sabe que nem só desse sentimento sobrevive. (mas principalmente por ele)

Assim é Vicious, a nova série inglesa que conta a história desse adorável e rabugento casal gay envelhecendo juntos em meio as memórias de uma vida inteira. Além do sotaque que nós amamos e não cansamos nunca de ouvir, a série tem tudo o que nós gostamos das produções do gênero da terra da rainha, além de ser uma deliciosa comédia de situação sobre o nada, onde aparentemente tudo pode acontecer dentro daquele apartamento que mais parece a catacumba que esconde dois vampiros antigos. (que isso não soe como preconceito, porque em um determinado momento ambos demonstram uma forte rejeição a luz do sol, rs)

Um apartamento com cara de antigo, com aquele mobília pesada, escuro, onde aparentemente se é proibido sequer abrir as janelas (não falei?), cacarecos por todos os lados em um ambiente que quase nos transporta imediatamente para uma outra época. Cenário perfeito para esse tipo de história, que não precisa de uma grande movimentação ou grandes acontecimentos para se desenvolver perfeitamente ou nos fazer rir.

Claro que boa parte da história, além da língua afiadíssima de ambos os personagens que trocam ofensas daquela forma cínica que nós sempre adoramos (gay or straight), conta e muito com o carisma e talento de seus atores principais McKellen + Jacobi, que são grandes lendas da TV e do cinema, que conseguem carregar os papéis de ambos os personagens com maestria, apesar de todo o caricatismo estampado na série, que parece ter assumidamente escolhido esse caminho para percorrer.

Durante o piloto já enfrentamos uma história de luto (algo que deve ser especialmente assustador nessa altura da vida e uma vez minha avó me disse algo do tipo que me fez imaginar bem essa situação), que eles acabam aproveitando para fazer piada sobre o assunto, sendo o morto da vez um interesse em comum do passado de ambos. Nessa hora, eles acabam recebendo também a visita de velhos amigos, todos bem divertidos apesar da menor participação, assim como a amiga de longa data do casal, Violet Crosby (Frances de la Tour) que parece não saber muito bem se Zac Efron é uma pessoa ou um lugar. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

A série conta também com a participação de um vizinho magia que se muda ainda no piloto para o andar de cima do flat do casal, Ash Weston (Iwan Rheon, que atualmente também está em GOT) bem mais jovem e ainda sem preferências definida, algo que acaba despertando o interesse e a curiosidade de todos. Só achei que o plot sobre ele ser gay ou não poderia ter rendido mais e talvez até porque não ter virado uma espécie de mitologia para o personagem dentro da série, pelo menos por um tempo, claro.

Apesar de não ser genial em nenhum momento, nessa simplicidade da série e no talento dos seus atores principais está o maior trunfo da mesma, que em diversos momentos, dadas as devidas proporções, chega a nos lembrar de delícias como “A Gaiola das Loucas”, Will & Grace (e tem dedo dos produtores da série antiga na nova série também) e até mesmo Him & Her, para fugir de qualquer tipo de estereotipo. De qualquer forma, apesar de qualquer coisa (inclusive proximidade e identificação com um futuro bem possível para alguns… tisc tisc, rs), é bem possível que Vicious acabe se tornando um dos nossos mais novos vícios na TV.

Veremos…

 

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In The Flesh – o extreme makeover zombie edition da TV

Março 27, 2013

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In The Flesh é mais uma daquelas séries que já nasceu com cara de que seria algo que tinha tudo para ser totalmente meio assim e dessa vez com sotaque inglês indeed. Tudo bem que os zombies nunca estiveram tão na moda como atualmente, mas uma série que traria como proposta principal a reinclusão social dos mortos vivos, inclusive substituindo o termo zombie por algo mais politicamente correto como “Síndrome de Falecimento Parcial”, não parecia ser cenário ideal para se imaginar uma história do tipo as que estamos acostumados a acompanhar dentro do gênero, só que de outra forma. Mas acreditem, apesar de ter cara de piada, a série até que parece ser bem boa.

Se na maioria de filmes e séries sobre o gênero, o plot central é e sempre foi a carnificina em busca dos cérebros de zombie em nome da sobrevivência daqueles que ainda não fizeram a passagem, em In The Flesh da BBC3 a história parecer ser bem diferente, embora também exista uma vertente bem violenta dentro da mesma, que até chegamos a acompanhar em seu primeiro episódio. (mas de uma outra forma e por incrível que pareça, muito mais cruel devido a sua temática)

Pode parecer estranho a princípio, mas o plot central da série é exatamente esse, a integração dos mortos vivos à sociedade, eles que receberam a chance de se tratar após a ascensão (que é como eles chamam o “apocalipse zombie” na série e nós ainda não sabemos muito bem como tudo começou), isso através de uma droga descoberta pelo governo, que não chega a funcionar para todo mundo, mas que dá a chance de pelo menos alguns deles que conseguiram reagir ao tratamento, tentar viver uma vida “normal” mesmo após a morte. (normal na medida do possível, porque eles ainda não se alimentam e também não podem fazer tudo o que uma pessoa realmente normal pode, pelo menos aparentemente…)

E para isso eles não medem esforços e além da tal droga capaz de controlá-los, trazendo de volta as memórias antigas de quem eles já foram um dia (e na série são mostrados também os pesadelos do personagem principal, esses já depois da transformação e medonhos, seguindo a linha que já conhecemos do gênero), os zombies nesse caso também são submetidos a um makeover completo, com direito a muita maquiagem para tentar disfarçar a pele pálida e totalmente sem vida (além das imperfeições, que por incrível que pareça não são muitas por aqui, um ponto um tanto quanto negativo para a série) e lentes de contato, para tentar esconder a morte por trás do olhar de cada um deles.

Nessa hora, uma série de dúvidas chegam a passar por nossas cabeças em relação a tudo que nós já sabemos e ou conhecemos sobre o gênero, como se a carne deles é podre ou não, ou o porque de que na série, todos os zombies que nós já vimos até agora, estão todos em um estado de decomposição super suave, bem diferentes daqueles que encontramos a todo instante em The Walking Dead.

O piloto é pouco interessante em seu começo, talvez porque eles optaram por começar já mostrando os zombies em tratamento, com o personagem principal, Kieeren Walker (Walker… só eu achei que foi proposital?), prestes a receber alta e voltar para casa ao lado da sua família, que ainda não sabe muito bem como lidar com a volta do filho morto vivo e ainda tem a irmã militante mala, que já chegou irritando bastante e naquela cena da visita do casal à casa da família, eu se fosse mãe daquela garota, teria batido a porta na sua cara antes mesmo que ela tivesse qualquer chance de terminar a sua line (chatinha…). E começando a série já dentro desse cenário repleto de zombies em recuperação causa certa estranheza, provavelmente porque ainda não estamos acostumados com esse novo clã de zombies in treatment, que eu confesso que a princípio, com todas aquelas conversas e piadinhas dentro da clínica, parece tudo bem ridículo sim e ou bem absurdo, confirmando o que sentimos ao ler a sinopse da série.

In The Flesh tem também um pouco de True Blood na questão da adaptação do “real e o sobrenatural” (zZZZ), principalmente por conta da reação de algumas pessoas que não conseguem lidar muito bem com a possibilidade de receber de volta aqueles que já se foram e juntos, eles formam uma espécie de exército intolerante e absolutamente contra essa possibilidade, envolvendo inclusive algumas questões políticas e religiosas, o que não chega a ser novidade para ninguém.

Apesar de bem arrastado e beirando o ridículo por conta desse estranhamento todo de encontramos mortos vivos agindo naturalmente como se estivessem apenas prontos um tanto quanto cedo demais para o Halloween, a segunda parte do piloto passa a ficar bem mais interessante, quando descobrimos como foi que o personagem principal morreu, onde a história começa a ganhar uma maior profundidade e uma notícia que chega de última hora acaba fazendo com que você tenha vontade de dar mais uma chance para a série e muito disso por conta das cenas ainda inéditas que nos foram mostradas ao final do episódio, que foram todas bem boas e animadoras.

Por esse motivo, acho que vale a pena tentar dar uma chance para In The Flesh, que tem uma nova proposta para um cenário já conhecido de todos nós e que apesar de parecer bem ridícula a princípio, além de nos despertar uma série de questionamentos (como se a gente já não tivesse o suficiente para esse mesmo cenário que já conhecemos tão bem), ela acaba também despertando a nossa curiosidade em relação ao desconhecido, que nesse caso até parece e pode se tornar uma história bem interessante daqui para frente, além de ser bem original, o que já é um ponto super a seu favor. Acho que vale assistir pelo menos os três primeiros episódios, para ter uma ideia melhor sobre o que podemos de fato esperar da série.

Veremos…

ps: agora, o logo e o material promocional da série são muito ruins, mas muito mesmo! Precisando de um designer, estamos aí!

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The (KGB) Americans

Fevereiro 15, 2013

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Surpreendente em todos os sentidos. TO-DOS.

Ao ler a sinopse de “The Americans” (de Joe Weisberg – Falling Skies – e Graham Yost – Justified – e baseada em uma ideia de Darryl Frank e Justin Falvey), que trazia uma dupla de agentes russos da KGB infiltrados como americanos comuns, vivendo como um casal feliz nos subúrbios da America antiga da década de 80 durante o período da temida Guerra Fria, acabei não conseguindo apostar muito na nova produção do FX, que trazia no elenco a dulpa Keri Russell, fazendo a sua volta da TV depois do fracasso de Running Wilde (que era sofrível e ela dividia com o Will Arnett, uma prova clara de que ele não anda fazendo as melhores escolhas para a sua vida) e desde Felicity (♥) e o Matthew Rhys, esse sempre excelente, mesmo com o final super decadente de Brothers & Sisters. Comecei a suspeitar que dificilmente algo bacana sairia dessa nova aposta, mas depois de assistir a esse piloto, me vi completamente enganado sobre as minhas primeiras impressões sobre a série.

Um piloto longo, com pouco mais de uma hora de duração, mas que ao mesmo tempo conseguiu utilizar muito bem o seu tempo gasto nos situando em relação a história. Aquela sequência inicial já foi bem da sensacional, com um nível bacana de ação e suspense, enquanto começávamos a entender sobre o que a série tratava. Felicity já enfrentando o seu primeiro drama capilar na nova série (tenho certeza que aquela cena da peruca, apesar de fazer perfeitamente parte da cena, foi sim uma provocação ao drama antigo da atriz, quando resolveram cortar os seus longos e volumosos cachos nos primórdios de Felicity e a America antiga entrou em crise) e Kevin Walker mandando ver no corpo a corpo, mostrando que agora que ele tem alguma descendência russa, não está mais para brincadeira ou longas conversas ao telefone com seus demais irmãos e irmãs fofoqueiros e antigos. (rs)

Mas OK, deixando o meu cinismo de lado, surpreendentemente é quase impossível relacionar qualquer um dos dois ao seus grandes trabalhos de destaque do passado. Keri Russell está excelente na pele da agente infiltrada da KGB, Elizabeth Jennings, vivendo o sonho americano que ela acreditava não pertencer até então (mas devido a uma revelação envolvendo os seus ideais do passado, ela já começa a dar sinais de que pode vir a se adaptar a sua nova realidade), com marido e filhos em uma grande casa do subúrbio típico americano. Uma personagem que já começa a revelar suas camadas logo no piloto, mostrando que toda aquela sua postura de badass, meio que sem paciência ou não querendo nenhum tipo de envolvimento com o seu parceiro no crime, tinha raízes mais profundas do que a gente poderia imaginar.

Além do seu passado traumático que nos foi revelado através de um estupro nos tempos do seu treinamento na década de 60 ainda na Russia antiga, Elizabeth teve uma excelente introdução enquanto personagem, mostrando que em serviço ou na vida real, ela também não está para brincadeira. Todas as suas sequência, envolvendo plots dramáticos ou cenas de ação foram sensacionais, ainda mais para um piloto tão bem amarrado, entregando a cabeça do seu estuprador do passado, que agora era a vítima da missão da vez da dupla de agentes e que estava aguardando uma finalização no porta malas do carro do casal, estacionado na garagem.

Matthew Rhys também está sensacional no papel do agente da KGB Phillip Jennings, esse um pouco até mais fácil de lembrar o que já vimos do ator recentemente na TV devido ao seu carisma absurdo e personagem menos “bitolado” do que a sua parceira. Apesar de dividir os mesmos ideais e raízes (apesar de que, parte do passado dele ainda não nos foi revelado, como por exemplo, quem era aquela mulher da foto que ele olhava antes de conhecer Elizabeth…), Phillip começa a enxergar no american way of life que ambos estão vivendo durante tanto tempo, uma possibilidade de escapar daquele vida dupla que pode acabar levando os dois para a prisão perpetua caso sejam descobertos em território inimigo e é possível perceber que ele não consegue achar o estilo de vida americano tão ruim assim para considerar como o seu próprio futuro dentro do país.

Tão profissional quanto a sua parceira, ele também aparece com pompa de badass em campo, em cenas de luta sensacionais do começo ao fim. O que foi a briga dele com o pedófilo da região que resolveu se engraçar com a sua filha (e nem precisava disso, porque eu já tinha certeza que ao ter percebido o perfil do cara, ele certamente acabaria tomando alguma providencia a respeito), com ele saindo vitorioso mas não sem antes se servir de um cachorro quente grelhado? Com a diferença de que pelo menos o seu personagem parece mais adaptável às circunstâncias, conseguindo se divertir mais e procura até um maior envolvimento com a sua parceira, com quem embora ele viva uma vida de aparências como casal, na prática, nada estava sendo como se esperava.

E foi linda a forma como ambos acabaram criando um vínculo maior, com a revelação de que aquele cara preso no porta malas do casal era um problema antigo da sua “mulher”, que ele nem pensou duas vezes antes de finalizar, apenas quando solicitado por ela, que precisava vencer aquela luta que ela tinha em débito com aquele cara horroroso desde muito tempo, provando que agora, ela podia muito mais que ele (uma vingança ótima por sinal). Um sequência incrivelmente sensacional, densa, profunda, super bem executada e tudo isso sem o menor exagero.

Sem contar que depois disso, percebendo o grande vínculo que havia sido despertado naquele momento entre eles, Elizabeth acabou cedendo ao encantos do parceiro/marido e por incrível que pareça, eles conseguiram fazer tudo isso de forma digna, em um cenário típico dos anos 80 e com Phil Collins tocando ao fundo. Dá para acreditar? (“In the Air Tonight” que eu não consigo parar de ouvir desde então)

Aliás, os 80’s realmente voltaram com força a TV com The Carrie Diarires e agora com The Americans, que também não fez feio (e olha que as referências da década são todas tão difíceis de não tornar caricata…), trazendo um cenário extremamente convincente e de muito bom gosto até, apesar da calça semi baggy da própria Felicity em uma das cenas em sua casa, rs (sorry, mas vez ou outra, eu vou te chamar de Felicity, Elizabeth, porque é assim que funciona a minha cabeça e não por qualquer semelhança entre as duas além da mesma atriz que as interpreta, é claro. Lide com isso). Outro tipo de cuidado que eu achei bem importante na produção foram as caracterizações quando em campo de batalha do casal, com ambos aparecendo com disfarces ótimos e perucas melhores ainda, coisa não muito fácil de se encontrar na TV. (vide as peruquinhas pavorosas do Arrow quando na ilha)

Além de ter nos aprofundado bastante até em relação a parte da história dos personagens principais e sobre o porque de tudo aquilo, optando mais por começar a justificar a postura de cada um deles naquele ponto da história do que qualquer outra coisa, ainda ganhamos um vizinho recém chegado aos subúrbios que promete dar alguma trabalho para o casal. Ele que para complicar ainda mais é do FBI e está envolvido em uma tarefa que levanta suspeitas sobre o fato dos russos estarem infiltrados nos USA como cidadãos comuns, ele ainda chega com a bagagem de já ter sido um agente duplo em campo nazista e já começa a desconfiar do comportamento inofensivo demais dos novos vizinhos. (aquele final foi aflitivo, mas teve uma conclusão ótima, com o Phillip estando a uma passo a frente de tudo. Brilhante.)

O piloto, apesar da sua longa duração (lembra do piloto de Fringe? Então… longo, porém excelente), tem um ritmo bem bacana que pode variar de acordo com as preferências pessoais de cada um, com um volume equilibrado entre a quantidade de plots e acontecimentos que acabamos encontrando no primeiro capítulo dessa história, que se seguir a mesma linha desse episódio piloto, tem tudo para ser uma das boas novidades da TV americana para esse ano. (e é muito legal encontrar a Felicity e o Kevin Walker falando russo na TV, vai?)

E de qualquer forma, ficamos felizes que ambos os atores tenham encontrando personagens excelentes para voltar a TV.

Veremos…

 

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