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Apesar de não ser o meu tipo de animação preferida, o novo Tintin até que é bem bacana

Agosto 21, 2012

Sempre fico com medo desse tipo de animação que tem a pretensão de parecer o mais próximo possível da realidade. Acho que os personagens ficam sempre meio bisonhos, perdidos no meio do caminho entre o real e o (sobrenatural, rs) fantasioso. Por isso filmes como “Expresso Polar” geralmente não entram na minha lista de animações preferidas. Sorry.

O que não foi exatamente o caso de  “The Adventures of Tintin”, que apesar de seguir essa mesma escola de animação que não me agrada muito, acabou tendo um resultado final  bem melhor do que o de outros exemplos de animações que seguem o mesmo fundamento. (eu tenho medo até hoje do Tom Hanks no “Expersso Polar” e detesto quando eles insistem em passar o filme na TV em época de Natal, porque fico #TENSO. E já não me basta o Grinch para tentar tombar com o meu feriado preferido, neam? rs)

Talvez porque a gente já estivesse bastante familiarizado com os personagens do Hergé e por isso o fato deles terem ganhado vida de forma mais real nessa versão cinematográfica não tenha assustado tanto no final das contas, como o exemplo anterior,que é sim medonho. (rs)

E não dá para não dizer o quanto o gênero da animação vem se superando a cada lançamento, com movimentos cada vez mais perfeitos e parecidos com a realidade, o que chega até a ser assustador. O que eu até acho que tenha sido um grande ganho no caso do novo Tintin, por conta das diversas cenas de ação que encontramos na animação. Como naquela sequência da perseguição ao pássaro, que chega a ser inacreditável de tão bem feita. Clap Clap Clap!

Mas embora nós adultos tenhamos algum carinho antigo pelo personagem por conta da nossa memória afetiva (eu assisto na TV até hoje quando vejo que está passando o desenho antigo), fiquei pensando que talvez esse não seja o tipo de animação que consegue atingir um novo público de crianças. Nesse caso, acho que o filme acabou pecando em ser muito mais interessante para quem tem algum passado afetivo com o personagem do que qualquer outra coisa e por isso acredito que os acompanhantes dos pequenos tenham gostado muito mais do longa do que os próprios.

O resultado final é bem bacana e em diversos momentos eu cheguei a ficar realmente impressionado com a qualidade da animação em termos de cenários, figurinos e caracterizações super reais, fugindo bem do fundamento da série animada do personagem porém, mantendo suas principais características (AMO aqueles narizes exagerados, AMO!), que todos nós conhecemos bem do passado e os créditos iniciais nos fazem lembrar bastante disso e com alguma saudade.

A minha única crítica ao filme é que eu não gostei muito da execução do Snowy ou Milu, o companheiro inseparável do Tintin. Pela qualidade da pele dos persoangens, ou dos detalhes nos cabelos de todos eles, achei que ficou faltando um pouco mais de cuidado com os pelos do cachorro por exemplo, que como fã do personagem, foi um detalhe que chegou a me incomodar bastante justamente por ter ficado no meio do caminho entre a fantasia e a realidade. (sim, eu reparo nesse tipo de coisa. Me julguem ou me contratem, rs)

Mas tirando esse pequeno detalhe, “Tintin” vale a pena como introdução de um excelente personagem da nossa infância (que nos foi herdado na verdade) para uma novíssima geração tão carente de novos heróis bacanas de verdade.

ps: apesar da minha expectativa para essa parceria Steven Spielberg e Peter Jackson ter sido muito maior do que o seu resultado final  do filme como um todo. Mas é bacana e vale a pena ver para matar saudade, de uma coisa ou de outra, rs

 

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