Posts Tagged ‘Russel Tovey’

Renovou: Broad City + Looking

Fevereiro 27, 2014

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A primeira é Broad City, minha queridinha desde os tempos em que ainda era uma webserie (da qual falamos aqui), que ganhou a força da Amy Poehler em sua produção e acaba de ser renovada para uma Season 2 (e a Season 1 que nem acabou ainda e está sensacional! (e por sensacional eu quero dizer tudo o que elas já faziam habitualmente e que agora repetem – de outra forma – na série e também por conta de um vizinho lenhador magia que merece a nossa atenção). Yei!

E a segunda é Looking, série nova da HBO que não agradou tanto assim no começo, mas que valeu a pena insistir porque atualmente ela tem melhorado e muito, fazendo por merecer a renovação. Além disso, eles disseram que agora que a série foi renovada, o Russell Tovey vai ter um papel regular, ou seja, howcoolisthat?

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A temporada em que a série mais vagabunda e adorável de todos os tempos finalmente resolveu sair de casa

Fevereiro 7, 2014

Him and Her

Com apenas cinco episódios para a sua temporada final, Him & Her resolveu encerrar a sua história de forma inusitada, considerando a sua mitologia, é claro e completamente diferente do que já havíamos vivenciado na série. Não, nós não tivemos nenhum plot twist de revirar os olhos, nem um plot bombástico qualquer de última hora, apenas a novidade dessa temporada ter sido inteira toda realizada fora do apartamento do adorável indeed casal Steve e Becks, que pela primeira vez passaram a circular em outros cenários, tendo o casamento da Laura e do Paul como plot central para a despedida dessa deliciosa série inglesa.

Vamos combinar que para quem já estava acostumado com a rotina de vagabundices de Him & Her, foi difícil aceitar que durante essa Season 4, a gente não tenha feito nenhuma visita ao apartamento dos dois que havia sido o cenário fixo para essa história até então, concentrando tudo o que já aconteceu entre o casal dentro daqueles pequenos e bagunçados cômodos, muitas vezes imundos e cheios de restos de comida. Mesmo assim, foi uma delícia encontrar esses personagens a essa altura já tão queridos, em uma diferente situação durante essa temporada de despedia, alinhados, cheios de tarefas, dispostos e prontos para ajudar no que a irmã de Becks certamente acreditava ser o acontecimento do ano. No caso, o seu próprio casamento. Se Laura nunca nos pareceu uma mulher muito centrada, imaginem ela prestes a subir ao altar e tendo sido mãe recentemente…

A principio, eles foram discretamente deixando o casal mais a vontade fora da sua zona de conforto, mas ainda assim era possível perceber que eles não resolveram abandonar a fórmula antiga da série que sempre deu tão certo, colocando os personagens fora de casa, mas de certa forma limitando o espaço, talvez para nos acostumar aos poucos com a ideia de que existia vida além daquele apartamento. O primeiro episódio por exemplo, começou no quarto de hotel onde o casal havia se hospedado e depois disso, eles permaneceram praticamente apenas nos corredores do mesmo hotel.

Da manhã que antecedia o grande evento, à chegada dos convidados (e consequentemente toda a família da Becky, para o desespero do Steve), até o momento do baile pós cerimônia, acompanhamos momentos excelentes que foram divididos entre todos os personagens, incluindo alguns membros extras que apareceram pela primeira vez e os pais do casal, que nós já havíamos esbarrado em outras ocasiões e que voltavam para desenvolver um pouco mais dos seus plots antigos, como a crush do pai da Becky pela Shelly ou o “espírito livre e aventureiro” da mãe do Steve. Durante esses episódios finais, sobrou para Becky a difícil tarefa de tentar controlar a sua irmã descontrolada por natureza e já para o Steve, acabou sobrando a tarefa de cuidar do noivo, algo que ele não conseguiu executar com êxito já no primeiro episódio, noivo que além de tudo estava sofrendo uma crise existencial, ainda mais quando descobrimos por meio de um beijo daqueles no corredor do hotel que o seu amante homem e bem mais velho (sim, confirmou, Paul era gay, ou pelo menos bi) resolveu aparecer para tentar impedir a cerimônia.

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Além disso, sobrou para o Steve também a tarefa de ter que lidar com a desaprovação de praticamente toda a família da Becky, que nunca foi assim tão fã do rapaz, ainda mais quando ganhamos uma comparativo com a aparição do ex namorado dela, Lee, que para ajudar, além de toda a sua magia (Höy. Mas serei sempre muito mais você, Russell Tovey!) chegava com o combo da perfeição e já era super bem aceito pela família da noiva e sua irmã. De certo modo, Steve acabou levando a culpa por praticamente tudo que deu errado durante o casamento, do sumiço do noivo que voltou completamente bêbado da sua despedida de solteiro, ao seu constrangedor discurso de best man, as vezes meio que sem querer e as vezes por ele ter o talento de se meter em enrascadas sem precisar se esforçar muito.

Dos personagens já conhecidos, tivemos é claro a participação do Dan, que não poderia faltar para essa despedida, ele que acabou sendo responsável por alguns furtos e um apagão durante a festa e a sua Shelly, que além de um bronzeamento artificial dos mais artificialmente possíveis (morro de rir quando lembro que ela era a mãe da Rose em Doctor Who) precisou explodir para colocar o pai da Becky no seu devido lugar, mesmo que para isso ela possivelmente até hoje ainda acredite que foi responsável pela sua morte. (que para ficar bem claro, não aconteceu)

Laura esteve no auge do seu descontrole ao longo de sua festa de casamento que durou todos os episódios dessa temporada e continuou tratando todo mundo com aquela honestidade/grosseria que lhe é peculiar. Isso até que ela acabou descobrindo por acidente o tal caso do seu noivo com outro homem, presente no casamento e é claro que nesse momento ela surtou de vez e partiu para o tudo ou nada, procurando qualquer um para se vingar sexualmente do seu futuro marido, ali mesmo na festa, incluindo o Steve na lista. Aliás, sua vingança por mais que nos doa admitir, foi excelente vai? (#AQUELEQUESEIDENTIFICA #NAOQUEEUJATENHAFEITOAMESMACOISA)

Sempre com uma cumplicidade sem igual, apesar da insegurança do Steve com a presença persistente do ex da Becks, que além de parecer muito mais perfeito, insistia em lhe dar algumas lições de moral (e a cena do confronto deles no banheiro, depois daquele silêncio sem fim em meio a um xixi rápido foi deliciosamente sensacional!), o casal continuou dividindo momentos super fofos juntos, sempre apoiando um a outro, da maneira deles (que de vez em quando inclui colocar o outro em situações constrangedoras, rs), mas ainda assim, sendo fofos como sempre. Mas ainda assim, uma outra surpresa os rondava, ou pelo menos rondava o Steve, que ainda não sabia sobre a gravidez da Becks, que só foi revelada para ele nos minutos finais do próprio series finale. (fiquei super aflito com essa demora. Sério) Só acho que antes disso, mesmo tendo ficado com o prêmio maior, nesse caso, a mulher da sua vida, faltou o Steve ter ganhando uma bela de uma vingança para cima do ex super perfeito da sua amada, porque como todo mundo sabe, vivemos pela vingança! (#TheyLoveTheWayIWalkCauseIWalkWithAVengeance

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E mesmo que essa despedida tenha nos deixado morrendo de saudades do apartamento antigo do casal que não foi visto durante essa temporada final, foi lindo ver uma série como Him & Her, que sempre conseguiu render o improvável com diálogos sensacionais sobre qualquer coisa, além de sempre ter desenvolvido muito bem o nível de intimidade da relação desse casal e seus personagens segundários (achei bem bacana como cada um deles voltou com o seu plot em evidência para essa temporada final), conseguindo encerrar a sua história nos deixando com a sensação de que aquela etapa da vida dos dois já havia sido superada e agora, com a chegada do filho do casal, chegava a hora de começar a pensar em outras coisas, como finalmente arrumar um emprego, nem que para a ideia inicial dessa “necessidade’, essa resolução só tenha aparecido para alcançar o desejo do Steve de comprar um smartphone para baixar um app que o ensine tudo sobre bebês. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (isso e o cuidado dele com ela ao receber a notícia e logo após o mesmo chutando a porta instantes depois de ter descoberto que embora grávida, ainda era possível se comemorar, rs)

Nesse caso, além da saudade que ficamos depois dessas quatro curtíssimas temporadas (detalhe que pode animas quem ainda não assistiu a fazer uma maratona, hein?), ficamos com o sentimento de que baseado na relação de cumplicidade daqueles dois, embora nada convencionais ou exemplos de bons costumes, não resta a menor dúvida de que eles vão acabar se saindo muito bem agora como pais.

Mas para nos despedirmos adequadamente, nada melhor do que com essa trilha sonora aqui

#JÁCOMSAUDADES (♥)

 

ps: nossos outros posts sobre Him & Her: Season 1, Season 2, Season 3

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Looking, o trailer + teaser

Dezembro 5, 2013

Série nova da HBO, uma dramédia com personagens gays vivendo em São Francisco, em uma primeira temporada de oito episódios. Um deles é o Jonathan Groff (Glee) e a série contará também com o inglês Russel Tovey (que nós amamos por Him & Her e todo o resto que ele já fez na TV inglesa indeed). Dos criadores de Bored To Death, Smash, Brothers & Sisters… ou seja, um pouco de medo misturado com pânico.

Estreia dia 19 de janeiro, lá  e aqui também. Ansiosos?
#ALREADYMEIMAGINANDOATRAVESSANDOAPONTE

 

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Sherlock, parte 2

Março 7, 2012

Se eu já havia achado a Season 1 de Sherlock algo verdadeiramente especial, depois de ter finalmente terminado a minha maratona também da Season 2  (com muita vergonha pelo atraso e por ter perdido tempo com outras coisas com menos qualidade nesse meio tempo), já posso afirmar com toda a certeza desse mundo que a série é algo de extraordinário, uma verdadeira obra prima. Sem brincadeira, sem exagero, falando bem sério (nesse momento encaro psicologicamente todos os meus leitores, rs), Sherlock é mesmo uma das melhores séries da atualidade e vc, meu querido leitor que não tenha descoberto essa maravilha ainda, recomendo que não continue lendo esse post onde vamos falar sem medo dessa sensacional Season 2 da série e vá já recuperar esse tempo perdido na sua vida. NOW MOVE!

Depois volte para a gente comentar, porque realmente vale a pena assistir a série fugindo de todo e qualquer spoiler.

Durante a primeira temporada, tivemos uma excelente introdução aos personagens e aos novos tempos de Sherlock Holmes, que nesse versão, circula pelo século XXI. Observamos o surgimento da sua deliciosa relação com o Dr Watson, assim como ganhamos um dos melhores vilões de todos os tempos, cuja identidade só foi revelada nos minutos finais da season finale: Moriarty. MORI-FUCKING-ARTY!

Moriarty foi um show a parte em sua pequena porém fundamental participação durante o season finale da primeira temporada, final esse capaz de deixar qualquer um de boca aberta (inclusive o próprio). Um vilão completamente fora de si, além do limite da loucura e o único capaz de entender e decifrar a mente de Sherlock. Nele, Holmes encontrou o seu pior inimigo, alguém capaz de mexer com a sua cabeça, ou pior, alguém capaz de entendê-la a ponto de tornar-se o seu maior medo na vida. E a conclusão final da batalha desses dois durante a segunda temporada da série foi algo além do extraordinário, realmente genial, para ser bem claro. Mas deixaremos o final para depois, isso porque adoramos um bom clima de suspense e estamos mais do que escolados depois de assistir Sherlock, rs.

Fiquei pensando ao final dessa temporada, sobre o que Sherlock teria de melhor? A qualidade absurda e inventiva da sua história? A densidade e excelência dos personagens, já tão famosos e conhecidos do público? Ou o seu fundamento todo especial, que na TV seria algo totalmente novo e muito significativo?

Mas não tem como chegar a um item apenas para exaltar toda a qualidade da série, que provavelmente se encontra na soma disso tudo. Todos os detalhes da produção parecem ser tão bem cuidados, que assistir Sherlock na TV (leia-se “na TV” como uma experiência que eles de lá poderiam falar com mais propriedade, rs), mesmo que não seja uma tarefa muito fácil, pela velocidade impressionante dos diálogos complexos e cheios de informações relevantes do personagem principal (uma velocidade absurda, que durante essa temporada ganha até um destaque maior, com direito a trilha sonora especial e jogos de câmeras para esses momentos mais do que especiais do personagem) mas é também sem dúvidas algo que chega a ser extremamente compensador, tanto pela novidade do que nos vem sendo apresentado durante esses 6 episódios da série até agora (com mais 3 já confirmados para 2013, por conta do envolvimento do ator Martin Freeman com a sequência de “The Hobbit”, que já está sendo filmada e o primeiro filme da saga deve sair em breve), tanto quanto á sua pretensão de ser um produto final muito bem acabado, em todos os aspectos, o que realmente faz da série ser umas das melhores no ar na TV atualmente, sem querer soar repetitivo. Mas qualquer outro elogio que eu venha tecer sobre a série aqui, além de parecer forçado, pode até não ser digno da mesma, por isso tem que ver com os seus próprios olhos para concordar ou não com tudo o que eu venho falando sobre o assunto nos últimos dias. Uma experiência que vale a pena de qualquer forma.

Além disso, ninguém até hoje conseguiu brincar com a mitologia do personagem de forma tão brilhante como Moffat e Gatiss andam fazendo com Sherlock Holmes na série e mesmo AMANDO os dois atuais filmes do Guy Ritchie sobre o detetive mais famoso do mundo e achando a interpretação do Robert Downey Jr algo também muito especial, não tem como não comparar a série aos filmes e não achar que na TV, a história e todo o seu fundamento acaba sendo infinitamente superior, em todo e qualquer sentido e mesmo comparado com a grandiosidade de uma obra como essa no cinema. Sendo bem cruel e absolutamente sincero, eu me arriscaria a dizer que a versão cinematográfica de Sherlock Holmes chega a parecer ingênua ou até mesmo tola se comparada a Sherlock. Sorry. (apesar de que, o humor no filme é melhor explorado, ou explorado de outra forma, então acho que pelo menos eles podem ficar com créditos por isso…)

Um ótimo exemplo do trabalho de Steven Moffat e Mark Gatiss na série, é quando eles fazem piada com o famoso chapéu tipo deerstalker (nome que eu desconhecia, mas aprendi com a série) antigo e já tão característico do personagem de outros tempos, que aparece durante essa temporada em momentos que renderam excelentes piadas com um divertido tom de deboche emprestado pela arrogância do próprio Sherlock, além de ter se tornado ironicamente “a marca registrada” do herói agora também na nova série, mesmo com ele odiando a ideia e só ter usado o acessório com estampa em xadrez por acaso, durante um único momento da sua vida. Ou seja, mesmo tentando fugir, confirmou, o deerstalker estava no seu destino Mr Holmes, rs. Herói que durante a Season 2, acabou caindo no gosto da midia e tornando-se conhecido por todos com o “Herói de Reichenbach”, caso pelo qual ele ganhou maior notoriedade do grande público inglês, tendo uma única foto tirada do seu rosto enquanto ele usava o famoso chapéu, estampada por todos os lados, inclusive no blog do Dr Watson.

Novamente, eu tive a mesma impressão da primeira temporada, considerando o primeiro e o último episódio dessa Season 2 como os melhores e acabei considerando novamente o segundo episódio um pouco mais fraco, o que pensando nos padrões de Sherlock e comparando com qualquer outra boa série no ar hoje, seria algo como um episódio excelente de suas concorrentes por exemplo, rs.

Apesar do season finale ter sido fantástico em todos os aspectos, um dos melhores que eu já assisti em toda a minha carreira nerd sentado em frente a TV (ou ao PC), tenho que confessar que fica difícil concorrer ao charme emprestado pela aguardada entrada de Irene Adler (Lara Pulver, que fez também a fada madrinha da Sookie em True Blood e que para a nossa sorte, a sua Irene em nada lembra essa personagem, rs) na série durante o primeiro episódio da temporada (2×01 “A Scandal In Belgravia”). Realmente, fica bem difícil…Höy!

Ainda mais quando Irene surge no século XXI como uma dominatrix de alto nível, vestindo apenas o que parecia ser um Louboutin, envolvida em um escândalo com a família real, despertando algo em Sherlock que nenhuma outra mulher tenha conseguido até agora e isso fica bem claro quando ele acelera ainda mais o seu pensamento (e consequentemente os seus diálogos) para decifrar um enigma na intenção de impressioná-la, mostrando toda a sua excitação quando em uma determinada cena do episódio, onde ela se aproxima lentamente do detetive, ensaiando o momento em que ela daria um beijo em seu rosto, terminando com o momento onde ela disse que bateria nele até que o mesmo implorasse para ela parar, mas teria que implorar por duas vezes. #TEMCOMONAOAMAR?

O episódio embora seja tomado por esse clima de S&M, é também de uma elegância absurda, que consegue esse feito até em momentos no qual Irene se encontra completamente nua (sem aparecer nada demais, com uma fotografia maravileeeandra por sinal, super sútil e sexy ao mesmo tempo) e com um cenário de extremo bom gosto. E a troca de SMS entre os dois, com aquele ringtone todo especial (Höy!) e super presente durante quase todo o episódio? E são nesses detalhes que Sherlock ganha a sua excelência, como nesse caso onde um simples ringtone, que até poderia parecer apenas um detalhe ou capricho da produção, se torna algo essencial para a resolução do episódio, revelando o tamanho da sua importância. E esses detalhes nos fazem pensar em como a série é muito bem pensada acima de tudo e isso do começo ao fim. Clap Clap Clap!

Fora isso, o episódio já começa com  Sherlock sendo levado ao Palácio de Buckingham vestindo nada mais do que um lençol, para desespero do seu irmão Mycroft (que é interpretado pelo próprio Mark Gatiss) e desconforto de Watson (apesar de no fundo ele acabar se divertindo com a situação). Aliás, reparei que durante essa temporada eles abusaram mais dos cartões postais de Londres, utilizando vários cenários já conhecidos por todos. Detalhe também que tudo acontece entre o Natal e o Ano Novo, o que traz um clima todo especial para a série, colocando os personagens em um momento divertdíssimo de confraternização no loft da dupla, reunindo todo o elenco principal como a Mrs Hudson e o inspetor Lestrade, além da Molly chegando timidamente porém mega produzida (quase não consegui parar de rir nesse momento) para entregar um presente para Holmes, algo que obviamente ele acaba desvendando antes, pelo menos “em partes”  e consequentemente acaba estragando todo e qualquer clima com a sua total falta de sensibilidade. (AMEI a piadinha do “ringtone” tocar propositalmente depois dele ter dado um beijinho de agradecimento no rosto da Molly, rs)

E foi sensacional ver essa nova versão de Sherlock Holmes, um homem completamente gélido até então, esboçando pela primeira vez algum tipo de sentimento, sofrendo pela perda (ou a possibilidade) de alguém que ele tenha se interessado, tocando violino melancolicamente e com o “Goodbye Mr Holmes” ecoando por todos os cantos tipograficamente, mesmo que tenha sido tudo uma grande farsa, até que a gente pudesse de fato perceber isso. Aquele final, com  a Irene prestes a ter a cabeça decepada, foi algo primoroso, repito pri-mo-ro-so, para mexer com os nervos de qualquer um, ainda mais com aqueles segundos finais depois da tela ficar completamente escura logo após o seu executor levantar a espada para o final da sua história (que para sua e a nossa sorte, acabou ganhando um final “alternativo”, rs) e na sequência ganharmos mais uns segundinhos que fariam toda a diferença para a sua história. Eu pelo menos, ao final desse episódio tive vontade de bater palmas de pé, de tão excelente que ele foi. Clap Clap Clap!

Tanto me empolguei com esse final, que corri logo para assistir ao seguinte, lembrando que cada episódio da série tem mais ou menos 1h28 minutos. Ou seja, precisava ter gostado muito mesmo para encarar mais um logo na sequência. (lembrando que eu também não sou muito parâmetro para essas coisas, porque já passei dias fazendo maratonas incansáveis em várias séries, rs. Quem sabe eu deva ser estudado?)

Talvez por isso até, eu mais uma vez tenha achado o segundo episódio meio assim (2×02 “The Hounds of Baskerville”), apesar de novamente ter que repetir que mesmo assim, eu gostei e bastante do episódio, que foi um dos mais assustadores na série até agora, com o melhor do climão de grandes thrillers que a gente tanto gosta (mesmo com o episódio tendo cara de filler). Ainda mais que ele contou com a participação de um dos atores ingleses da atualidade que eu mais gosto, o Russel Tovey, que nós conhecemos e AMAMOS em Him & Her ou Being Human, ele que também já fez uma participação em Doctor Who. (mas não cheguei lá, ainda…humpf!)

Nesse caso, a série brincou com a mitologia dos “werewolves”, apesar do termo não aparecer em nenhum momento, mesmo porque, um assunto tão sobrenatural não caberia na lógica e na prática de Sherlock, por exemplo. Mas a intenção provavelmente tenha sido a de fazer uma brincadeira até mesmo com o personagem do ator Russel Tovey em Being Human, que era um werewolf. Típico humor britânico. Durante o episódio, Sherlock teve a missão de provar que algo sobrenatural nesse nível só poderia ser mesmo fruto da imaginação dos envolvidos e mais uma vez, de forma brilhante, o detetive acabou desvendando mais esse mistério, daquela forma que a gente conhece e tanto gosta, utilizando até mesmo o Dr Wartson como rato de laboratório em um de seus experimentos, rs. E de quebra, ainda ganhamos a revelação de que o maior medo de Sherlock era mesmo o Moriarty, que faz uma breve aparição ao final do episódio, em uma espécie de “sala de prisão”, onde o nome “Sherlock” aparece escrito por todos os lados e vai preenchendo a tela com aquela tipografia sensacional e a essa altura já tão caracterísitica da série.

Mas apesar de tudo, esse também é um episódio importante, porque pela primeira vez nós tivemos a chance de ver o Sherlock perdendo totalmente o controle, sentindo medo, estando pela primeira vez em dúvida sobre um assunto qualquer, um sentimento que não fazia parte da sua vida até então. Certamente um momento importante para o personagem.

Voltando a falar um pouco mais sobre a estética maravileeeandra da série, que não tem como ser ignorada, tanto pelo tamanho da sua beleza quanto por todo o seu fundamento, novamente tivemos a presença do uso da tipografia de forma bem presente e forte na serie, algo que a essa altura até já se tornou a sua marca. Seja quando Sherlock observava detalhes na vestimenta e no corpo das pessoas com quem ele mantinha algum tipo contato durante a temporada, detalhes que ganhavam uma espécie de legenda ou daquela velha forma que nós já estamos tão familiarizados em Sherlock, fato é que eles novamente foram brincando com esse tipo de detalhe que sem a menor dúvida, é o que empresta parte dessa modernidade para série inglesa, tornando-a inconfundível.

Novamente no segundo episódio da temporada, eles se arriscaram em experimentar mais com esse tipo de brincadeira com elementos tipográficos ou imagens em transparência sobrepostas a imagem do episódio em si, como o uso da tipografia em ângulos diferentes ou até mesmo com o Sherlock ganhando o rosto do Elvis em pessoa (com direito a trilha e tudo mais) em um momento mais do que especial no que passamos a conhecer como o seu “Palácio Mental”, nome atribuido pelo próprio Sherlock Holmes durante esse episódio, que nada mais é do que o momento onde ele precisa de total concentração para encontrar a solução de qualquer enigma dentro da sua própria cabeça. Algo que por sinal é outro tipo de cena que eu espero que se repita daqui para a frente.

Outra coisa que eu esqueci de falar, é que a série faz algumas referências ao universo de Doctor Who, tudo muito sutilmente, com o uso da palavra “WHO” em um determinado momento aleatório qualquer, ou durante a primeira temporada, quando alguém (acho que a Mrs Hudson) se refere ao Dr Watson como companion do Sherlock, além de uma possível aparição da TARDIS no episódio 2×02, algo que eu não consegui perceber durante o mesmo e só descobri depois, lendo sobre o assunto.

Agora, o episódio final é de um cinismo e genialidade absurda (2×03 “The Reichenbach Fall”), digno de todo e qualquer prêmio ou elogio, e isso não somente pela sua qualidade, que a essa altura nós já até esperamos de um episódio de Sherlock, mas sim pela sua coragem e ousadia, com aquele final suicida, para deixar qualquer um com o coração saltando pelos ares, literalmente.

Nele tivemos a batalha final Sherlock vs Moriarty e uma batalha entre duas mentes tão geniais como essas, não poderia ser menos grandiosa e tinha mesmo que ser algo épico, digno de grandes heróis vs grandes vilões. Com um plano sensacional para ganhar todas as atenções em um momento em que Sherlock era tratado como o grande herói do pedaço, ganhando as atenções de todas as midias, Moriarty planejou o crime do século, onde o cara não somente roubou os cofres do Banco da Inglaterra, como desativou o sistema de segurança da prisão de Pentoville, como ele ainda teve a capacidade de roubar (e usar. E quem não faria o mesmo se tivesse a chance? rs) as jóias da coroa, tudo isso ao mesmo tempo, sendo cada golpe acionado por um app do seu celular, simples assim, deixando Londres em um verdadeiro estado de caos apenas com um toque.

Um golpe de mestre para que ele fosse julgado, atraindo o próprio Sherlock para o tribunal, para depor no dia do seu julgamento. Outro que se tornou mais um momento impagável da série, com Sherlock enlouquecendo todo o júri com a sua genialidade assustadora e a sua total incapacidade de se comportar diante de mentes menos favorecidas (rs), onde ele resolveu ser ele mesmo, para o desespero e contrariando os conselhos do próprio Dr Watson. Vale dizer também que a fotografia dele sendo preso por desacato, na cela ao lado do Moriarty no tribunal, foi uma cena lindíssima e muito bem cuidada.

Mas o que levaria um vilão com tamanha capacidade, a se entregar tão facilmente? É claro que tudo isso não passava de um detalhe para o plano maior de Moriarty, que seria o de virar o jogo e transformar Sherlock no bandido da vez, plantando a dúvida na própria polícia sobre a genialidade do detetive em encontrar pistas que só ele conseguia enxergar nos crimes que investigava em parceria com os mesmos e fazendo com que o mundo começasse a suspeitar do agora famoso “Herói do Reichenbach”. Uma plano brilhante, diga-se de passagem, com direito até a uma nova identidade para o próprio Moriarty, que assumiu o posto de um ator pouco conhecido, dizendo ter sido contratado pelo próprio Sherlock para interpretar o seu nêmesis, tudo isso como tentativa de confundir todos em relação a verdade, até mesmo o Dr Watson, criando assim o que ele considerava  ser o crime perfeito.

Esse episódio foi realmente algo primoroso e eu gostaria de destacar dois grandes momentos dele. O primeiro, com o vilão após a sua absolvição por unanimidade por seus crimes que colocaram Londres de pernas para o ar (sim, lá também existe corrupção), caminhando lentamente e chegando ao loft de Holmes ao som do seu violino melancólico, encontrando o detetive já o aguardando com o chá pronto. Esse segundo encontro dos dois (mais íntimo e duradouro) foi algo sensacional, com uma câmera intimista em uma espécie de close super interessante, em diagonal, vindo do alto da cabeça dos personagens, registrando a primeira batalha entre a genialidade e a loucura, em um diálogo impressionante por ambas as partes. Andrew Scott por sinal, interpretou um excelente Moriarty, fazendo de sua interpretação um grande espetáculo, capaz de fazê-lo merecer o status de um dos melhores vilões já vistos na TV e porque não até mesmo do cinema? As nuances do seu humor, o comportamento debochado e a loucura no olhar, tudo feito de forma surpreendente e brilhante. Clap Clap Clap!

Mas justiça seja feita e vale a pena dizer também que a interpretação do ator Benedict Cumberbatch dando vida a esse personagem tão icônico que é o Sherlock Holmes, também é algo a se destacar. Com o seu gélido e arrogante Mr Holmes, o ator também conseguiu atingir a excelência do personagem, interpretando com maestria a sua versão para essa criatura tão adorada por tanto tempo e isso com um forte concorrente (Downey Jr) fazendo o mesmo, praticamente ao mesmo tempo e no cinema, o que torna a concorrência ainda mais desleal. E a química entre ele o e Martin Freeman também é absurda, mesmo parecendo que o Dr Watson está o tempo todo correndo para encontrar a sombra de Sherlock, para tentar alcançá-lo de alguma forma. Mas quem não ficaria assim com o ritmo tão acelerado do personagem? E fato é que todos nós sabemos que o Sherlock não funciona sem o Mr Watson, sendo que um completa o outro.

Pesquisando sobre Cumberbatch (que sobrenome mais imponente, não?)r, descobri que ele é um verdadeiro camaleão, conseguindo mudar totalmente de figura a cada novo trabalho, mesmo com essa cara tão marcante. Apesar de se esconder na estranheza de Sherlock, Benedict é um homem bem bonito (Höy!), que eu acabei descobrindo também que já trabalhou com o Johnny Lee Miller no passado, esse que agora será o interprete da versão americana do personagem, em uma nova série que eles dizem não ser uma versão de “Sherlock” e sim a nova elemeNtarY, trazendo o personagem para NY, como eu já disse anteriormente. Coincidência? …

Outro detalhe sobre o excelente ator (que já interpretou até o Van Gogh em um filme para a TV) é que ele estará na sequência de “Star Trek” do J.J. Abrams, que tem previsão para 2013. Ou seja, Yei!

Em um determinado momento desse season finale, o próprio Sherlock chega a dizer que reconhecê-lo como vilão seria mais fácil, para que as demais pessoas conseguissem encarar o fato delas não serem tão geniais assim e de certa forma, acabarem se sentindo um pouco mais inteligentes do que realmente são, na hipótese que a sua genialidade fosse uma grande fraude, entregando nesse momento que a série foi feita para isso mesmo, para surpreender e deixar a gente com a sensação de que tudo poderia acontecer e a gente não conseguiria jamais imaginar o que estaria por vir, não sem a ajuda de Sherlock Holmes. Tem declaração mais sincera e mais deliciosa?

E o segundo grande momento desse episódio, foi novamente o reencontro do herói com o seu grande inimigo, dessa vez no alto do telhado do hospital, onde acabamos descobrindo que a única saída para aquela situação seria o suicídio de Holmes, isso para poupar a vida das três únicas pessoas com quem ele se importava realmente na vida a ponto de considerar esse ato “heroico”, Mrs Hudson + Dr Watson + Lestrade, um plano final que vai muito além do genial e da perversidade também. Nesse momento, eu não conseguia imaginar uma outra saída qualquer para o personagem diante do seu arqui-inimigo e o seu irônico ringtone ao som do Bee Gees e o clássico “Stayn’ Alive” (que apareceu por duas vezes durante essa temporada e eu não consegui conter as risadas com tamanho cinismo, rs), mas imaginava que algo aconteceria para que Sherlock não precisasse se jogar do alto daquele prédio, afinal, tratava-se do herói e personagem principal da série e ninguém teria coragem de fazer isso…Teria?

Pois bem, eu só não esperava um desfecho tão corajoso como aquele, com o detetive chegando a conclusão de que a única forma de manter os seus amigos vivos, seria também manter o seu inimigo vivo para que ele cancelasse a ordem de matá-los, onde nesse momento fomos surpreendidos com um Moriarty ainda mais enlouquecido, disposto a tudo para derrotar o seu rival, até mesmo colocar um buraco na própria nuca se fosse necessário para completar o seu plano de pure evil. E não deu outra: BANG! (#TENSO)

Nessa hora eu entrei em desespero total, primeiro por sentir que Sherlock agora ficaria realmente sem nenhuma outra saída a não ser se jogar do prédio, mas também por perdermos definitivamente um personagem tão sensacional como foi essa versão de Moriarty. Cheguei ao cúmulo de torcer para que ele não estivesse morto, só para termos ainda um pouco mais da sua participação nos próximos episódios da série para o próximo ano, mas esse realmente foi o seu fim, infelizmente. R.I.P (sorry Sherlock, mas um inimigo desses merecia ser imortal!)

E na sequência, ver o Sherlock à beira daquele prédio encarando o seu destino, se despedindo por telefone do Dr Watson, para o seu (e o nosso) total desespero, que observava tudo da rua, pedindo desculpas e assumindo a culpa de ter sido uma grande fraude por esse tempo todo (algo que todos nós sabemos muito bem não ser verdade), foi outro dos momentos sensacionais da série, um momento de puro nervosismo, com Sherlock realizando aquela última chamada da sua vida como se fosse o seu bilhete suicida. Nesse momento eu poderia esperar tudo, só não estava realmente contando com aquele seu salto para a morte, para desespero de todos, com direito a começo, meio e fim. CATAPLOFT!

… (silêncio)

Claro que antes disso tudo acontecer, aquela conversa dele com a Molly, pedindo favores para a doutora, que ele considera ser a única pessoas capaz de fazer qualquer coisa por ele sob qualquer circunstância, antes do seu encontro final com Moriarty, só poderia indicar que o detetive já havia previsto tudo isso com alguma antecedência e todo esse climão suicida embora tivesse todas as etapas cumpridas durante a sua execução, já fizesse parte do seu plano desde o princípio. Agora, só vamos precisar da próxima temporada para entender como tudo isso tudo foi arquitetado…

Apesar de desconfiarmos desde o começo de que aquele não seria o fim de Sherlock Holmes e ter a confirmação disso vendo ele assistindo escondido a despedida da Mrs Hudson e o Dr Watson em frente a sua lápide logo na sequência, completamente ileso a sua suposta queda, mesmo com esse final feliz ainda não revelado aos interessados (apenas para a gente, algo que eu já considero um alívio), foi mesmo de partir qualquer coração gélido poder ver o Dr Watson inconformado com a perda do amigo, voltando a fazer análise e fazendo uma das declarações mais sentimentais e foufas de toda a série, isso diante da sua lápide sóbria em mármore preto (que não poderia ser diferente), em um dos momentos mais sentimentais de Sherlock até hoje, quebrando um pouco de toda aquela frieza já tão peculiar do universo do personagem principal. Mas o que nos conforta, é que além de termos a certeza de estarmos assistindo a umas das melhores séries do momento, é o fato de já termos conhecimento de que o último pedido de Watson para Sherlock (que pediu diante do seu túmulo para que tudo isso não passasse de uma mentira) já ter sido atendido. Yei! Pena ter que esperar agora até 2013 para continuar assistindo a essa série tão sensacional que é Sherlock, não?

Agora me digam meus queridos leitores, como encarar a vida com várias outras séries que a gente assiste sei lá porque, quanto tivemos uma experiência tão superior assim, assistindo Sherlock? Hein?

Seria pedir demais que as demais séries do gênero (ou de qualquer outro gênero) seguissem mais ou menos essa mesma linha de excelência e qualidade? Seria exigir demais da vida? Serie esperar demais da criatividade humana? Devo providenciar uma caixa de tomates para colocar ao lado do meu sofá e atirar contra a TV toda vez que estiver passando uma porcaria qualquer?

Sinceramente, eu não sei como será a minha vida televisiva depois dessa experiência tão sensacional. Talvez Sherlock tenha estragado a TV para mim…(rs)

Como dizem, quando vc experimenta uma coisa boa, fica difícil de se acostumar com qualquer outra coisa meio assim…

ps: Querido Steven Moffat, o meu coração tem um lugar especial e reservado com o seu nome (♥). Observando o seu Sherlock e o Matt Smith, o atual Doctor (my Doctor), percebo que atualmente vc só pode ter um tipo (branquelos com o cabelo escuro) e eu me encaixo perfeitamente nele, por isso, se estiver considerando nomes para qualquer uma de suas produções, em especial para ser o 12th Doctor, anote ai no seu moleskine: Essy!. Tudo bem que eu não sou ator, mas dizem que eu atuo como ninguém (minha mãe sempre disse isso, rs) e é tudo uma questão de oportunidade, não é mesmo? Call me!!!

Him & Her, o casal mais sujinho e adorável da tv

Fevereiro 11, 2011

Disse para vcs na minha última mixtape que eu estava apaixonado, não disse? Disse também que logo eu contaria aqui no Guilt, mas será que vcs estão preparados para isso? Então lá vai: estou mesmo apaixonado, por Him & Her!

Uma série deliciosa sobre a rotina monotona do casal Steve e Becky. Ingleses, preguiçosos, com hábitos não muito saudáveis, tão pouco higiênicos e alguma escatologia. E mesmo assim, eles acabaram me conquistando.

Becky é a descolada da relação, sem frescuras, dramas, nada disso. Steve é quem precisa crescer, inseguro, ingênuo e com aquela cara de bobo que a gente tanto adora. AMO o ator Russel Tovey (Steve), que faz também a versão original de Being Human e que também já apareceu em Doctor Who.

Todos os episódios se passam no apartamento de Steve, onde Becky passa a maior parte do tempo em uma total desorganização (na verdade, só descobrimos que ela ainda não mora ali quase no final da temporada). O que para os dois não é drama nenhum e eles se resolvem em meio a  todo aquele caos.

Sabe aquele tipo de comédia do nada? Sem uma referência óbvia, ou clichês, a impressão que dá é que vc realmente esta assistindo um dia na vida daqueles dois. E essa sinceridade, como colocar um casal fazendo coisas nojentas, que todo mundo faz mas que não mostra pra ninguém, isso acaba emprestando para a série uma honestidade que é o ponto alto de Him & Her.

Os coadjuvantes são sensacionais tmbm. Como a irmã de Becky e o seu  noivo dotadão (rs) que no meio da temporada descobre que foi adotado e entra em crise, e ela faz questão de trazer o assunto a tona a todo momento, criando sempre um climão. Euri

Temos também o vizinho esquisito, que aparece nos momentos mais inadequados possíveis, com uma estranheza adorável.

E o que foi aquela cena com todo mundo comendo o mesmo queijo, sem fatiar? Dafuck?

Típica comédia inglesa, sem grandes gargalhadas, embora mantenha algumas piadas até que tolas só para divertir em meio a todas aquelas situações absurdas e normais do dia a dia de um casal.

Entre os meus episódios preferidos estão o do aniversário do Steve, que ele finge estar doente e no final, todos flagram ele se masturbando assitindo porn na internet. Gosto muito do que os pais da Becky finalmente conhecem o Steve e o seu apartamento e ele acaba não agradando em nada o seu pai, que prefere o ex dela (personagem que eu quero muito que apareça na Season 2, que estréia ainda esse ano). E o final da temporada, com Steve com ciúmes da relação de Becky com o seu melhor amigo que é gay, e que teve a declaração de amor mais adorável e sincera do mundo, dentro do banheiro, em meio a uma pequena crise de gases + ciúmes. Divertido mil!

Recomendo para quem gosta de um humor um pouco menos óbvio, lembrando que e a Season 1 tem apenas 6 eps, ou seja, moleza!


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