Posts Tagged ‘Russell Tovey’

Keep looking

Julho 24, 2014

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Looking começou com a promessa de ser a nova Girls em uma versão gay mais para Queer As Folk, como bem discutimos por aqui no passado. Rapidamente em seu piloto, e depois observando a sequência de seus 8 episódios para a sua temporada de estreia, percebemos que a história não era exatamente essa, tanto para a comparação com a série das meninas, quanto para a série antiga com a mesma temática.

Digamos que não foi fácil se manter interessado nessa história a princípio, mesmo com a cena gay de San Francisco colaborando para que a gente continuasse no mínimo de olhos bem abertos, nem que fosse apenas pela vista (rs). Além da trilha sonora da série, que também é bem boa e vale a pena deixar o Shazam ligado para descobrir o que está tocando em cada cena.

E grande parte dessa dificuldade em se manter interessado na série pode ser creditada a superficialidade de seus personagens, que pelo menos a principio, foi bastante evidenciada e quase a fez se perder dentro do caminho fácil de mais um pouco do mesmo do mesmo. Mas antes de apontar dedos, é preciso dizer que parte da falta de credibilidade de Looking, pelo menos durante os primeiros episódios da temporada, acabou se dando pelo fato da série não tratar de gays recém descobertos, ou jovens demais, ainda em fase de descobrimento e experimentação, como acompanhamos recentemente na deliciosa Please Like Me, que consegue te conquistar logo de cara, sem fazer muito esforço e meio que pela “inocência” de seus personagens, mas nesse caso, talvez isso tenha acontecido mesmo pela falta de apego com a própria vida sem muito propósito de cada um deles, algo que demorou a ser estabelecido ao longo da Season 1, que teoricamente, teria exatamente essa função de nos apresentá-los e digamos que nisso talvez ela tenha falhado, pelo menos no começo.

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Mas tudo ficou muito melhor a partir do momento em que fomos descobrindo mais de cada um de seus personagens principais, descobrindo suas forças e fragilidades e assim, conseguimos descobrir quem de fato eram aquelas pessoas, além de personagens gays aproveitando as possibilidades de uma cidade como San Francisco (uma vida local bastante explorada por sinal, com espaço até para a famosa Folsom Street Fair), que todos nós sabemos que não devem ser poucas. A partir desse momento, de quando eles foram se permitindo mais e mostrando mais suas fragilidades, eles obviamente foram ficando muito mais interessantes, suas histórias foram crescendo e com isso o nosso nível de interesse por cada um deles acabou sendo estabelecido de vez. Por isso ficamos e é possível garantir a essa altura que valeu bem a pena.

Patrick (Jonathan Groff) por exemplo, acabamos descobrindo que apesar de estar com 20 e poucos anos e ter se vendido no começo da temporada como alguém já bastante envolvido com a cena gay local, nada mais era do que um jovem adulto nerd ainda em fase experimental, vivendo pela primeira vez relações mais complicadas e ou duradouras, como observamos durante a construção da sua relação com sue amante latino Richie (Raul Castillo), além de como todo mundo, também enfrentar alguns problemas familiares (e quem não tem os seus, não é mesmo?) e uma série de questionamentos quanto suas preferências sexuais (isso em relação ao sexo em si mesmo e não dúvidas sobre “que sexo gostar” ou qualquer coisa do tipo), que apareceram de forma bastante realista (a cena da primeira vez dele com o namorado foi de um realismo importante de se ver na TV, porque nem tudo é tão fácil assim, não é mesmo?) e funcionaram justamente para demonstrar que apesar de Looking falar sobre a temática gay, ela trata também de questões que todos nós temos que enfrentar quando nos relacionamos com alguém, gay ou não gay. Ou seja, todo mundo sabe que as primeiras vezes são sempre terríveis e acredite, ao longo da vida, você vai enfrentá-las assim mesmo, no plural.

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Como personagem principal da série, Patrick ganha força a medida em que vamos descobrindo mais da sua personalidade, que apesar de fofa, se revela também um tanto quanto “preconceituosa”, como ele bem deixa transparecer em algum momento já no piloto, isso tanto em relação a questões de níveis sociais e diferenças culturais entre ele e o seu boy magia latino, quanto sobre questões de etnia e algumas outras coisas bem específicas e do mesmo gênero. E vamos falar a verdade, uma série que consegue fazer uma episódio inteiro sobre a temática da “gola rolê”, merece no mínimo o nosso respeito, mesmo que o assunto não seja exatamente nenhuma novidade para ninguém (apesar de ter ficado surpreso recentemente em conversas com amigas não acostumadas a esse tipo de variedade). E apesar de soar um tanto quanto preconceituoso, podemos dizer que a série não deixa de ser honesta em relação ao levantamento desse tipo de questão, que querendo ou não, são questões que aparecem facilmente em conversas soltas de qualquer grupo de amigos, sejamos honestos, vai?

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Outro ponto a favor do seu personagem é a relação deliciosamente deliciosa que ele acaba construindo com o seu chefe, que começa de forma absolutamente constrangedora, mas que depois vai se transformando facilmente em um dos maiores atrativos da série. Claro que parte disso acontece por total culpa do carisma inglês indeed do Russell Tovey (#CRUSHANTIGA por diversos motivos, sendo o maior deles esse aqui ó), que a gente sabe que é quase irresistível, mas também porque fica claro que entre os dois existe uma tensão sexual absurda. Não que isso também não tenha acontecido em sua relação com Richie, mas digamos que talvez por conta de todos os obstáculos (e novamente, todo o carisma do Russell), o fato dos dois terem um outro alguém e se relacionarem de uma outra forma entre si, essa talvez tenha sido a minha relação preferida ao longo dessa Season 1. A boa notícia é que o Kevin do Russell Tovey volta para a já confirmada Season 2, então acho que podemos esperar mais dessa relação deliciosa.

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E apesar de Patrick ser o personagem principal da série, quem acaba facilmente se destacando entre os demais é Dom (Murray Bartlett, o mais magia dos magias da série. Höy!), o personagem mais velho de Looking, que vive outros tipos de conflitos até mesmo por conta da sua idade (e o fato de fazer 40 anos é claro que também trouxe alguns issues para o mesmo). Querendo trilhar o caminho dos seus sonhos na construção do seu restaurante, é dele a maior expectativa da série, onde passamos a torcer para que seu projeto enfim dê certo. Claro que para que isso aconteça, ele acaba se aproximando de alguém bem mais experiente no ramos dos negócios, Lynn, interpretado lindamente pelo ator Scott Bakula, que é do time magia antiga e com quem Dom acaba vivendo uma história de amor “não correspondido”, bem bacana e quase cármica, porque Dom não é o tipo de homem acostumado a ouvir muitos nãos.

A verdade é que ao longo da Season 1, Dom se mostra o mais fragilizado de todos eles, muito provavelmente pelos anos de vida e experiência que ele carrega a frente dos outros dois personagens principais. A forma distante como ele se relaciona com estranhos (e super real, diga-se de passagem… tisc tisc), apenas para satisfazer suas necessidades momentâneas e ou a forma “compensatória” que ele acaba achando ideal para retribuir a ajuda de Lynn, isso tudo demonstra claramente o quanto o personagem, mesmo sendo o mais velho entre eles, também carrega suas inseguranças e ainda está a procura da sua verdadeira identidade. E parte disso fica mais claro ainda quando conhecemos o antigo amor de Dom, um ex namorado super cretino, com quem ele mantém uma dívida e não tem como julgar o personagem no momento em que após a humilhação de ter que pedir de volta o que já era seu, ele opta por fazer um escândalo, mesmo que isso não o tenha levado a alcançar o seu objetivo. Sério, e quem não faria o mesmo? Outro ponto alto da série é a sua relação com a melhor amiga Doris (Lauren Weedman), que é bastante honesta e também muito especial.

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Representando o elo mais fraco de Looking, temos Agústin (Frankie J. Alvarez), que é visivelmente o personagem menos interessante do grupo. Preso em uma crise em busca de criatividade, apesar de ser o único personagem apresentado como parte de uma relacionamento estável, fica claro que aquela relação tinha tudo para afundar a medida em que ambos os envolvidos não evoluem ao longo da temporada a não ser pelo fato de passarem a morar juntos, algo que já foi vendido desde o começo com um grande erro para o casal. E tudo só piora quando Agústin tenta levar a própria relação como seu novo projeto artístico, não exatamente pelo que esse projeto representa e sim pela superficialidade de toda a sua trajetória. Vazio e completamente sem sentido, seu personagem acaba preso em um ciclo vicioso de experimentos fadados ao fracasso e verdades ditas de forma totalmente inconveniente, principalmente quando elas foram direcionadas para os amigos, algo que talvez tenha sido perdoado (de forma bem fácil inclusive) por conta do seu vício ou pelo seu estado diante de todas essas situações.

Em um comparativo cretino com Please Like Me, por exemplo, é nítido que a série acabaria perdendo diante de tanta fofurice australiana, mas como na vida nem tudo é uma grande competição, já deu para perceber que a a nova série também tem seus atrativos e eles não são poucos (mas preciso reconhecer que em relação ao que foi a Season 1 de Girls, a série também perderia. Sorry!). O que fica bem claro durante essa Season 1 de Looking, apesar de ter demorado um tempinho para aparecer de forma mais clara, é que todos os personagens realmente estão a procura de algo, sejam seus sonhos, suas identidades ou simplesmente um propósito e a partir do momento em que conseguimos enxergar isso dentro da  nova série da HBO, ela se torna cada vez mais atrativa, por isso eu digo que apesar das notáveis derrapadas no começo, vale a pena ficar de olho em Looking.

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Procurando uma vaga? Talvez você deva tentar The Job Lot…

Maio 10, 2013

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The Job Lot é uma nova comédia inglesa do canal ITV, que nos mostra a rotina do dia a dia dos empregados de uma agência de empregos e seus frequentadores esquisitões que na verdade, não sabem muito bem o que estão a procura naquele lugar.

Claro que entre seus funcionários encontramos de tudo um pouco, dos insatisfeitos que só estão onde estão por falta de uma oportunidade melhor na vida ou por pura comodidade, àqueles que tentam ser o funcionário padrão a qualquer custo, além daqueles outros que não dão a mínima para nada e apenas cumprem seus papéis dentro da empresa para garantir o salário no final do mês, fazendo questão de seguir passo a passo de toda a sua burocracia e política interna meio assim, para desespero de quem comparece até a agência a procura de uma vaga de emprego. E alguns aparecem seriamente, mas a verdade é que são poucos com essa verdadeira intenção, pelo menos em seu piloto.

A princípio, a série pode até lembar muito The Office (que é bom lembrar que é originalmente inglesa) e a comparação parece ser mesmo inevitável, não só pela dinâmica de tratar-se de uma série sobre a rotina dos funcionários de uma empresa qualquer e sim por algumas semelhanças gritantes com a mesma. Mas essa sensação infelizmente não se prende apenas a uma coincidência qualquer.  Por exemplo, na nova série também temos a chefe meio goofy e que praticamente ninguém respeita dentro da empresa e a personagem mais amarga da turma também se chama Angela e esses são pequenos detalhes que a principio até podem parecer meio bobos de serem ressaltados, mas a série poderia ter muito bem ter tomado um pouco mais de cuidado para imprimir algo pelo menos um pouco mais original, tentando fugir dessas coincidências bobas e desnecessárias. É, poderia.

A grande diferença nesse caso fica por conta de se tratar de uma empresa que funciona de acordo com a sua visitação e por esse exato motivo, novas figuras (algumas inclusive recorrentes, segundo eles dizem no piloto) acabam circulando por aquele cenário o todo tempo, algo que acaba gerando uma maior rotatividade no elenco, que apesar de qualquer semelhança com outras séries já existentes por aí, não deixa de ter o seu valor e até pode chegar a render bons momentos com o tempo, devido a todas as possibilidades que podem acabar surgindo.

Em seu elenco a série conta com rostos conhecidos como o do Russell Tovey (Him & Her) Sarah Hadland (Miranda) e até mesmo a Sophie McShera (Downton Abbey, que apesar de estar no piloto e em algumas imagens de divulgação da série, não aparece no IMDB como parte de seu elenco fixo, talvez por ela ser exatamente uma dessas personagens que aparecem na agência a procura de um emprego só de vez em quando) entre os funcionários da agência e pessoas que a frequentam diariamente. Algumas são figuras bem bizarras, como o cara que aparece de terno mas sem camisa, entre outros que acabaram não ganhando muito destaque nesse primeiro episódio.

De qualquer forma, o piloto não tem muita força e a série acaba parecendo um pouco mais do mesmo logo de cara, infelizmente, porque essa poderia ser uma boa opção já que estaremos nos despedindo de The Office em breve. As piadas são bem fracas também, pelo menos nesse episódio, assim como o seu texto, apesar das situações absurdas de alguns dos personagens acabarem funcionando muito bem, mesmo que a piada não tenha sido contada da melhor forma.

Apesar do meu apego com parte do elenco (e por parte do elenco eu quero dizer exatamente o Russell Tovey, que eu AMO), The Job Lot não conseguiu me prender logo de cara. Talvez acabe valendo mais com o tempo…

Nesse caso, se alguém continuar assistindo e a série ficar bem boa , avisa aê que a gente manda o CV novamente, rs

 

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Him ♥ Her (Season 3)

Março 1, 2013

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Mais uma temporada sensacional de Him & Her, o casal mais sujinho e adorkable da TV (bem atrasado eu sei, mas juro que estava ensaiando essa review faz tempo. #MyBad) . Mais uma temporada em que acompanhamos esse casal de preguiçosos vivendo à sua forma em meio a uma verdadeira bagunça deliciosa (as vezes nem tanto e quando vejo o tanto de lixo acumulado naquela lixeira, vai me batendo o desespero. Isso sem contar o meu nível avançado de TOC, que me faz ter pelo menos vontade de organizar aquilo tudo), recebendo visitas cada vez mais constantes e nada convenientes, naquele apartamento onde de tudo acontece.

Se tem um comédia brilhante sobre o nada na TV atual, essa é Him & Her, que realmente consegue ser muito especial tratando absolutamente sobre nada. Chega a ser um absurdo o volume de situações que eles conseguem nos propor dentro daquele pequeno apartamento, que acaba servindo como o único cenário da série, o qual a essa altura, já exploramos muito bem cada um dos seus quatro cômodos (sendo um deles apenas um hall e sem contar a escadaria, agora também bastante presente como cenário da série). Ainda mais pensando que todas essas situações surgem de um cotidiano onde quase nada acontece, falando sobre que aquele casal está fazendo no momento em que paramos para observar suas vidas de frente com a TV, eles que por serem totalmente preguiçosos e não terem quase nunca muito o que fazer, poderiam ser as pessoas mais tediosas do mundo, mas estão completamente longe disso.

Esse na verdade é o brilhantismo da série, que com um excelente texto do seu criador, Stephan Golaszewski, consegue nos entreter com toda aquela monotonia que é a vida do casal e no caso, como normalmente de vez em quando bem pode ser a nossa também. Um texto realmente muito bom e que ao longo dessas três temporadas foi o que acabou nos fazendo notar uma visível evolução de seus personagens, tanto quanto de suas próprias histórias. Apesar da série não ter exatamente uma continuidade e não utilizar de recursos simples que várias outras comédias utilizam (as vezes de forma totalmente sem medida) para contar sua história, eles conseguiram aprofundar muito bem cada um de seus personagens, assim como suas relações e isso em um espaço totalmente limitado e que certamente nunca chegou a ser um problema para Him & Her e na verdade, acaba sendo o seu charme.

Muito embora precisamos reconhecer que essa foi uma temporada um tanto quanto diferente para a série, porque pela primeira vez tivemos um plot central em meio a todas aquelas situações do cotidiano do casal, com Steve (Russell Tovey) planejando a melhor forma ou o melhor momento para finalmente pedir a mão da Becky (Sarah Solemani) em casamento, que para quem não se lembra, foi exatamente o motivo do quase término do casal durante a Season 2, quando ela descobriu que ele havia pedido a ex namorada em casamento, algo que até então ele nunca havia sequer mencionado como possibilidade para ela e que nos trouxe um dos poucos momentos dramáticos para a série no seu passado. (dramático no limite e por sinal, super foufo também)

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E essa proposta ideal foi o plano de Steve durante toda essa Season 3, onde observamos ele se preparando para o tal momento, mas sempre encontrando alguma dificuldade em seu caminho (apesar de não ter a menor dúvida sobre o assunto), como as inconvenientes visitas de todos ao apartamento do casal a todo e qualquer momento, assim como a sabotagem da irmã da Becky, a adorável detestável Laura (Kerry Howard), que agora estava grávida e como toda boa megabitch extremamente egoísta e egocêntrica ao extremo,  não queria dividir as atenções com a irmã e por isso, fez questão de tentar sabotar o plano do Steve a todo momento, inclusive tentando se livrar a todo custo do anel comprado pelo próprio para o momento do pedido e tudo isso sem carregar a menor culpa.

Uma reclamação antiga a respeito de Him And Her que eu sempre tive foi exatamente esse tipo de comportamento da Laura em relação aos demais personagens, sempre sendo cruel demais e até mesmo grossa o tempo todo. Não que eu ache que isso não agregue em nada, porque todas as suas grosserias acabam trazendo ótimos momentos para a série, causando um desconforto geral entre todos eles, mas sempre achei estranho que ninguém expressasse qualquer tipo de reação de repudio a essa comportamento extremamente ofensivo e grosseiro de sempre da personagem.

Até que, em um dos melhores momentos da temporada, Shelly (Camille Coduri, que só depois da minha maratona em Doctor Who, eu fui descobrir que é também a mãe de Rose), a amiga que mais sofre na mão da Laura (e que finalmente acabou encontrando no Dan – Joe Wilkinson – a sua outra metade) acabou explodindo em um momento de fúria em relação a forma como a amiga sempre tratou todos e especialmente sobre o modo como ela havia tratado o seu filho naquela ocasião (sim, Shelly tem um filho), vomitando uma série de verdades na cara da amiga, que já estava mais do que na hora que ela acabasse ouvindo de alguém. Finalmente! (Clap Clap Clap) E a cara de realização de todo mundo nesse momento também foi sensacional, assim como a forma com que Laura conseguiu se defender daquele momento constrangedor e sair daquela situação, alegando que a amiga “totalmente fora de si”, estava gritando com uma grávida e isso ninguém jamais deveria fazer. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (talvez Laura devesse permanecer grávida para sempre, para evitar qualquer tipo de confronto)

Shelly que inclusive fez sucesso com o pai da Becky, que não conseguiu disfarçar o seu entusiasmo para cima da personagem, para desespero do Steve, que teve que lidar com a empolgação do sogro, mesmo sendo um homem casado e ainda se achando no direito de não aceitar o próprio como futuro marido da sua filha. Sem contar que Shelly e o Dan formam um casal adorkable (e mais esquisito impossível ao mesmo tempo) e eu desde sempre achei que eles deveriam ficar juntos. Confirmou!

Durante essa Season 3, ainda tivemos um plot sensacional com a possibilidade do Paul (Ricky Champ), pai do filho da Shelly, na verdade ser gay (ou pelo menos bi), com ele revelando algumas dúvidas em relação ao futuro do que ele tem hoje com a Laura e ao mesmo tempo com um amigo que conhecemos durante o mesmo episódio, com quem acabou ficando mais do que na cara que ele tinha alguma coisa especial. Aliás, esse seria um castigo ótimo para a Laura. Sorry Laura, mas você vem fazendo por merecer.

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Mas essa foi realmente uma temporada para que a gente se aprofundasse ainda mais na relação do casal, onde inclusive ganhamos um flashback, que nos trouxe a lembrança o adorável primeiro encontro do casal, que honestamente, não poderia ter sido mais foufo ou o começo para uma relação perfeita (nesse caso, claro). E quem já não tinha pelo menos a impressão de que tudo havia acontecido exatamente naquele apartamento, desde o começo? E o Steve tentando esconder toda a sua bagunça (sim, ele sempre foi o mesmo e já ouvia Stereophonics. Repito: #TEMCOMONAOAMAR?), foi ótimo também  e ela tentando esconder que havia quebrado sem querer a pia e ao mesmo tempo se dando conta que aquela seria a bagunça perfeita para ela mesmo viver, foram momentos bem bacanas e super especiais para quem acompanha a série. Um episódio cheio de referências a mitologia de Him & Her, como uma série de símbolos importantes do que apreendemos a AMAR de tudo que já vimos da série, especialmente da relação de amor daqueles dois até então.

Até que finalmente chegamos ao episódio com a elaborada e ensaiada proposta de casamento do Steve para a Becky, que obviamente acabou fugindo completamente dos seus planos por conta dos acasos da vida e as interferências de todos que circulam a todo momento pelo seu apartamento, algo que inclusive quase acabou em um briga entre ambos (tudo por conta de um desentendimento), mas que também acabou nos levando para um dos momentos mais foufos da história do casal. Ele só de roupão, morrendo de vergonha por primeiro, ter que revelar qual era o seu plano e segundo por ele não ter dado nada certo, mesmo depois de todo aquele trabalho, vestindo o pedido de casamento super bem elaborado, carregando as caixas com as possíveis respostas dela e o detalhe dos balões de corações presos no armário aguardando o “Sim” para serem soltas, foi mais do que especial. Um dos meus momentos de relações de amor preferidos da TV (♥), principalmente por sua originalidade, mas especialmente por tudo que ele representava naquele momento para ambos os personagens, que desde que os conhecemos, percebemos que foram mesmo feitos um para o outro. Juro que eu até chorei naquela cena (sabe quando você chora e ri ao mesmo tempo? Então…) e acabei a revendo por pelo menos umas 5 vezes.

Depois disso ainda tivemos mais uma momento bem bacana para a série, com a visita do pai do Steve, tão adorável quanto o filho (muito engraçado como ambos representam muito do que são os seus pais, não?), dividindo um momento afetivo super especial com ele entregando o livro preferido do filho quando criança, em um episódio especial de Natal que acabou encerrando essa Season 3 de forma deliciosa. (até o momento, não há a confirmação da BBC a respeito de uma possível quarta temporada, que nós mais do que torcemos para que aconteça embora ambos atores principais estejam envolvidos em outros projeto – o que não é nenhuma novidade e pode não significar nada uma ver que por se tratar temporadas curtas, eles sempre fizeram outras coisas além da série)

Mas não adianta e toda vez que termina uma temporada de Him & Her, a sensação é a de que ela foi curta demais (dessa vez foram novamente apenas 7 episódios). Humpf! Assistindo a série e AMANDO todo o seu fundamento desde sempre, fico com a impressão que se todos eles estivessem dispostos, poderíamos continuar assistindo aquele casal envelhecer lindamente na TV por vários anos.

♪ Come closer and cuddle me tight/ My heart goes/ Boom bang-a-bang, boom bang-a-bang/ When you are near ♪

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Him & Her Season 3, o trailer

Outubro 31, 2012

O casal mais sujinho do mundo indeed (Season 1, Season 2) está de volta para a sua Season 3, dessa vez um pouco mais limpos do que o normal e porque não dizer até organizados?

Será que vai ter pedido de casamento mesmo?

Russell Tovey = Höy + (♥)

 

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The 10th Doctor (parte 3 – final)

Junho 15, 2012

Finalmente chegamos a reta final dessa matatona de Doctor Who aqui no Guilt e como toda boa despedida, ela não poderia ter sido mais emocionada e tão pouco menos especial.

Uma temporada mais do que importante, onde tivemos a despedida do 10th Doctor, vivido adoravelmente pelo ator David Tennant, trazendo a segunda regeneração do personagem nessa nova fase de Doctor Who a partir do ano de 2005. Um momento doloroso para quem é fã da série, ainda mais contando nesse caso com uma trajetória muito maior do que a do Doutor anterior (9th Doctor), onde David Tennant acabou dando vida a esse personagem icônico por três temporadas, com três companions diferentes e o seu momento de despedida do personagem não poderia ter sido nem menos e nem mais especial.

Quem já assistiu a série deve saber bem do que eu estou falando, agora quem se sentir com vontade de encarar uma maratona na série inglesa a partir dessa minha maratona, eu vou logo avisando que é importante deixar reservado uma boa caixa de Klennex a disposição, porque será necessário, acreditem. Já adianto que fiquei profundamente emocionado com essa despedida, mas falaremos melhor dela mais tarde, é claro.

Começamos essa Season 4 com um especial sensacional de Natal (4×00 Voyage of the Damned), que nos trouxe uma versão do Titanic no espaço, invertendo um pouco o espaço físico dessa história, mas colocando o famoso navio também em apuros, prestes a afundar no céu e cair sobre o solo da Londres antiga, ou melhor, quase caindo no quintal da própria rainha. Nele, contamos ainda com a participação mais do que especial do ator Russell Tovey (♥), que enquanto personagem, serviu para realizar um sonho antigo do próprio Doutor que era o de ter um Alonso para ele enfim poder falar o seu clássico “Allons-y” para a pessoa certa. No mesmo episódio e fazendo companhia para o Doutor, tivemos ninguém mendo do que a Kylie Minogue, onde a sua personagem acabou sendo de grande importância para a história do especial, com ela arriscando a sua própria vida para que o Doutor pudesse evitar uma catástrofe maior. Cool! (mas poderia ter cantado… hein Kylie?)

Em seguida tivemos a chegada da companion da vez, uma velha conhecida de todos nós, a aguardadíssima: Donna Noble (Catherine Tate – ♥). Ela que já havia participado anteriormente também em um episódio de Natal da série e que dessa vez voltava para dividir a cena com o Doutor dentro de sua famosa TARDIS durante toda essa temporada. Desde que a Donna apareceu pela primeira vez naquele especial, foi notável a grande química que acabou acontecendo entre os dois, algo que ultrapassou o limite da preguiça de sempre de um tensão sexual óbvia e esteve mais para uma parceria no crime mesmo, inclusive sendo esse o nome do seu primeiro episódio como companion.

Donna além de mais madura, também tem aquele perfil meio loser e “diminuído”, com uma autoestima um tanto quanto abalada por conta de suas decepções com a vida. Mas ao mesmo tempo, ela tem um humor bastante especial e acaba usando esse detalhe a seu favor, onde ela acaba provocando muito mais o próprio Doutor, com quem a personagem divide momentos divertidíssimos. Acho ótimo quando em um episódio qualquer, alguém assume que eles são um casal e ela faz sempre questão de esclarecer que eles são apenas amigos. Donna inclusive me lembra muito da Amy Pond, não só pelo fundamento do ruivismo, mas pela postura das duas diante as situações inusitadas a bordo da TARDIS e na troca direta com o Doutor. Eu diria até que Donna é uma Amy Pond mais magoada, do tipo que a vida ainda não lhe sorriu tanto assim, sabe?

Com uma diferença notável dentre todas as companions que estiveram ao lado do Doutor desde 2005, onde de todas elas, Donna me pareceu ser a que mais se importava com tudo o que acontecia ao seu redor. Não que as outras fossem absolutamente frias ou totalmente egoistas, mas ficou claro desde o começo, que ela não se contentava em resolver apenas o problema da vez e sempre acabava se preocupando também com as demais pessoas envolvidas indiretamente a todos eles, provocando inclusive o Doutor a ir mais além, dizendo que ele poderia fazer muito mais para aliviar a culpa que ele sempre acaba carregando, como no episódio em Pompeii por exemplo, onde ela se recusa a deixar aquela história para trás sem ao menos salvar a vida de alguém.

Quem acompanha o Guilt sabe que eu sou Team Ponds e AMO a Amy desde que ela apareceu assustada em seu quarto ainda criança, no início da Season 5, que foi quando eu comecei a assistir e me apaixonei completamente pela série. Mas tenho que reconhecer que a essa altura, Donna Noble também acabou conseguindo um lugar bem especial no meu coração, se tornando a minha segunda companion preferida ever. Gostei muito dessa postura de igual para igual dela com o Doutor, dessa troca no mesmo nível que acabou acontecendo entre os dois, assim como achei importante esse lado mais humano da personagem acabar sendo mais explorado, o que de certa forma, acabou servindo para aliviar um pouco da culpa que o próprio Doutor carrega em diversas ocasiões, como eu disse anteriormente.

E esse é outro aspecto que ficou bem claro durante essa Season 4, que é o porque da necessidade do personagem em manter uma companion sempre por perto. Ficou evidente que ele mantém esse padrão porque necessita de alguém humano por perto para lembra-lo de coisas que ele não consegue perceber por si só e até mesmo para mantê-lo no controle, para que o próprio não caia em uma espécie de “complexo de Deus”, digamos assim. Em alguns momentos inclusive dessa temporada, foi possível observar o quanto o Doutor pode ser “diferente” quando sozinho, nos revelando um outro lado da sua personalidade que a gente não costuma ver muito por trás daquela armadura de herói e grande defensor da humanidade. Mas ele pode sim ser uma pessoa pior, desde que esteja desacompanhado, como chegamos a observar em pelo menos dois momentos importantes dessa temporada e por isso descobrimos o porque da necessidade de uma companheira ao seu lado o tempo todo.

Ainda falando da Donna, seria impossível não mencionar a sua adorável relação com o avô Wilfred (Bernard Cribbins), um senhor de cabeça branca que sonhava com o espaço e adorava observar as estrelas. Fiquei torcendo para que ele fosse convidado pelo menos uma vez para visitar o tempo e o espaço a bordo da TARDIS e adorei quando a Donna fez o Doutor parar a máquina do tempo perto do seu quintal, para que ela pudesse se despedir do avô, mostrando para o mesmo que ele estava certo a respeito do espaço o tempo todo. E mal sabia eu que mais tarde, o avô da Donna ainda teria uma papel fundamental para essa história e que sim, ele teria a sua chance enquanto companion…

E como em Doctor Who é comum que algum personagem real da nossa história acabe fazendo parte da série, dessa vez ganhamos a participação de ninguém menos do que a escritora Agatha Christie, famosa por suas histórias encolvendo crimes misteriosos e que nesse caso não poderia ser diferente e a sua participação dentro da série foi marcada justamente por um desses crimes (4×07  The Unicorn and the Wasp), esse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada. E foram ótimas as tentativas da Donna de ganhar algum crédito nos best-sellers da escritora, algo que de certa forma, chegou até a acontecer. Howcoolisthat?

Outro momento bastante importante da temporada foi a primeira aparição da misteriosa River Song (Alex Kingston), em um episódio lindo em um universo dentro de uma biblioteca fantástica (que eu imagino que seria o lugar perfeito para a minha mãe morar), em mais um dos melhores episódios dessa Season 4 (4×08 Silence in the Library + 4×09 Forest of the Dead). E esse primeiro encontro entre o Doutor e a até então ainda mais misteriosa River, deve ter sido uma verdadeira tortura para todos os fás da série que acompanharam Doctor Who naquele momento, onde nesse caso eu até acabei me sentindo bastante privilegiado por já ter visto o futuro da série anteriormente, sabendo exatamente de quem ela se tratava e qual a sua importância para a série, algo que nós  só acabamos descobrindo durante a Season 6. E na linha do tempo confusa da River Song e do Doutor, esse seria exatamente o último encontro entre os dois, antes mesmo dele ser o Doutor que ela conheceu em sua timeline. Ou seja, apesar da confusão da linha de tempo entre os dois, sabemos que esse foi o ponto final da história da personagem, o que não deixa de ser bem triste. Uma curiosidade que eu acabei observando nesse episódio é que ele contou com uma pequena participação do ator Josh Dallas, ainda na fase do começo da sua carreira, muito antes de se tornar conhecido por seu papel com o Prince Charming em Once Upon a Time, fazendo uma ponta como uma das criaturas daquela biblioteca.

Entre os meus outros episódios preferidos dessa Season 4 que eu já disse ser bem especial, estão a primeira aventura da Donna a bordo da TARDIS ao lado do Doutor, encarando a Roma antiga (4×02 Fires of Pompeii), assim como a visita ao planeta dos Oods (4×03  Planet of the Ood), que como sempre, estavam sendo tratados como escravos. Em um outro momento, acabamos ganhando uma “filha do Doutor” (4×06  The Doctor s Daughter), em outro episódio que é mais curioso do que bacana (ainda mais com aquela resolução ficando em aberto), onde temos a participação do ator Joe Dempsie, o Chris de Skins. Ainda tivemos aquela sequência super especial dos três episódios que marcaram uma grande reunião de personagens da série (4×11 Turn Left/ 4×12 The Stolen Earth/ 4×13 Journey s End) que nos trouxeram ótimos momentos, como a Donna vivendo uma espécie de realidade alternativa, caso ela tivesse escolhido um oferta de emprego ao invés do Doutor, ou o surgimento da sua versão “Doctor Donna” (que eu cheguei a torcer para que tivesse durado mais) para a conclusão dessa trilogia, assim como os os dois episódios que encerraram a temporada e que marcaram a despedida definitiva do 10th Doctor (4×17 The End of Time (Parte 1)/ 4×18 The End of Time (Parte 2), que obviamente foram muito especiais mesmo e eu não estou exagerando.

E é impossível também passar por essa quarta temporada de Doctor Who sem reconhecer o quanto a série evoluiu em relação aos seus recursos visuais, nos levando para cenários fantasiosos e grandiosos, com uma beleza notável e surpreendentemente muito bem executados, diferente do que já vimos na série durante a Season 1, por exemplo e de vez em quando em um ou outro episódio meio assim em termos visuais da atualidade (mas nada no nível de Once Upon A Time, para a nossa sorte). Mas é obvio que o grande sucesso dessa nova fase desde 2005, deve ter contribuído bastante para esse ganho, onde certamente eles devem ter passado a investir muito mais na produção da série e nós enquanto audiência, só ganhamos com isso. E #TEMCOMONAOAMAR os monstros de Doctor Who? Eu AMARIA ter uma miniatura de cada um deles. Sério. Cadê essa franquia de brinquedos que não chega logo por aqui, hein?

Essa quarta temporada de Doctor Who também é bastante especial porque além de ser marcada pela despedida do David Tennant, ela acabou revisitando diversos cenários já conhecidos de todos nós, mesmo contando uma nova história e com isso, acabamos ganhando participações mais do que especiais ao longo dela.

A começar pela Martha (Freema Agyeman), a ex companion do Doutor que preferiu encerrar suas viagens a bordo da TARDIS por não ter conseguido conquistar o amor do próprio. Obviamente que seria impossível que depois da sua jornada ao lado do Doutor, que Martha continuasse a mesma de sempre e sendo assim, acabamos ganhando uma versão da personagem com ainda mais características de heroína (como ela encerrou a sua participação na série durante a Season 3), com ela mantendo um cargo importante na UNIT e de certa forma e mesmo que de longe, continuando um trabalho que certamente um único Doutor não seria capaz de dar conta sozinho. (mais ou menos como a mesma função de Torchwood, por exemplo)

Outra que aparece em diversos momentos da temporada, tentando se comunicar com o Doutor mas não conseguindo sucesso por um longo período e para nossa total surpresa foi a Rose (Billie Piper), ela que estava em um universo paralelo alternativo e que não poderia mais manter nehnum contato com o Doutor, segundo o encerramento da sua parceria com o Doutor, ainda no final da Season 2. Dessa forma, aquilo que eu reclamei nas duas primeiras temporadas, que era o fato delas não trazerem exatamente um plot central que unisse toda a história da temporada (como estamos acostumados atualmente e que eu gosto muito, mas que eles já avisaram também que vão mudar para a Season 7, deixando os episódios com histórias mais soltas a partir da entrada da nova companion, como nesse começo da série desde 2005), acabou acontecendo nessa temporada através da participação da Rose, que achou um jeito de cruzar o universo em busca do seu (tisc tisc) Doutor.

Tudo bem que eu nunca fui muito fã assim da sua personagem, mas não consegui não me emocionar com o reencontro dos dois, que aconteceu em um episódio mais do que especial, triplo, em uma cena super clichê mas nem por isso não aceitável, onde acabamos ganhando uma reunião com boa parte do elenco de cada uma das três primeiras temporadas: Rose + sua mãe Jackie + Mickey + Martha + sua família + Capitão Jack + Torchwood + Sarah Jane Smith + K-9. Howcoolisthat?

Uma sequência de episódios que trouxe uma nova dinâmica temporária para a série, com as três últimas companions do Doutor finalmente se conhecendo e ainda com a participação mais do que especial da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) e o seu adorável K-9. Achei ótimo que não foi tão fácil assim para que a Rose conseguisse finalmente fazer algum contato com o Doutor e o modo como ela acabou sofrendo ao ver o rosto de suas substitutas ganhando uma atenção que um dia foi exclusivamente sua, foi bem emocionante. Apesar de considerar irritante essa tensão sexual que eles insistem em tentar na relação Doutor + Companion e que eu nunca fui muito fã inclusive na história da Rose, nesse caso, acabou sendo totalmente justificável a reação da personagem diante daquela situação. E #TEMCOMONAOAMAR a relação Martha vs Donna, ou o interesse da própria Donna para cima do Capitão Jack (John Barrowman)?

A conclusão desse arco da reunião de todos esses personagens também foi excelente, com todos unindo forças para ajudar o Doutor contra os Daleks (sempre eles. Argh!) e nos trazendo de volta o plot da mão cortada do Doutor, que a gente não entendia muito bem o que ainda estava fazendo dentro da TARDIS, mas que teria alguma função no final das contas. A partir dela, ganhamos um doppelganger de Doutor (nesse caso, metade humano) e uma nova Donna, a Doctor Donna (Howcoolisthat?), que acabou ganhando a sua “parte Doutor” e foi de extrema importância para a conclusão dessa história. Mas apesar do final feliz para mais esse plot, esse episódio ainda contou com uma carga dramática a parte, com uma nova despedia do Doutor para cada uma de suas companions, inclusive a Donna. (glupt)

Confesso que eu achei um tanto quanto cruel a forma como ele se despediu da Donna, com ela perdendo a memória e sem sequer poder lembrar dos seus momentos ao lado do Doutor, correndo inclusive risco de morte por isso. Logo ela ter esse destino, não me pareceu nada justo. Mas como em Doctor Who nada é definitivo, acabei nem me preocupando tanto assim (mas fiquei sentindo falta de um momento de despedida entre os dois, do tipo bem emocionado, sabe?). Mas foi bem bacana ver o Doutor deixando cada um dos seus companheiros em seu devido lugar, agradecido por saber que apesar de ser um homem sozinho no universo, ele sempre poderá contar com cada um deles, que de certa forma, são a sua família. E nesse caso, quem ainda se deu muito bem foi a Rose, que acabou ganhando o dopplelganger de Doctor para chamar de seu, que até pode estar sem poderes, sem TARDIS e sem chave sônica, mas é exatamente igual ao homem por quem ela se apaixonou no passado e dessa vez, tivemos a certeza de que ela foi a única das companions atuais que foi correspondida por ele, detalhe que no final das contas eu achei bem foufo!

Três episódios mais do que especiais, que marcaram o “encerramento” da temporada, com essa reunião pra lá de especial com todos eles a bordo da TARDIS (que segundo o próprio Doutor, foi projetada para ter 6 pilotos e por isso ele sofre para controlar sozinho a máquina do tempo mais legal de todos os tempos, rs), o que certamente foi um grande acontecimento para quem é fã de Doctor Who, eu diria até que o maior deles até então. Mas digo “encerramento”, porque após esses três episódios que de certa forma encerrariam a Season 4 com o número de costume de 13 episódios, ainda tivemos mais 5 especiais como presente, três deles com uma história mais solta, como costumam ser os episódios de Natal por exemplo e os dois últimos que foram necessários para a grande despedida do David Tennant.

O primeiro desses especias nos trouxe inclusive uma nova experiência para a série, com o Doutor encontrando um outro Doutor e sua companion (4×14 The Next Doctor), que a princípio ele acreditava ser de uma timeline futura (por ele a essa altura já estar ciente de que sua morte se aproximava), algo que nunca havia acontecido nessa nova fase da série (não sei se já aconteceu no passado, então…). Uma pena que esse plot foi abortado com a sua resolução de que na verdade, aquele novo personagem apenas achava que era um Senhor do Tempo por conta dos temidos Cybermens, mas que no final das contas não era bem verdade. Mas fiquei imaginando que isso poderia ser utilizado como recurso para promover um encontro entre os 3 Doutores dessa nova geração, Eccleston + Tennant + Smith = ♥³. Quem sabe não ganhamos algo parecido no ano que vem, quando a série irá comemorar os seus 50 anos de vida e ao que tudo indica, teremos uma temporada semelhante a essa, com pencas de especiais, hein? #SONHO!

O segundo deles é um especial de Páscoa (4×15  Planet of the Dead), que já começa com o Doutor comendo um ovo de Páscoa daqueles, capaz de te fazer sentir vontade de sair de casa no meio da madrugada para comprar (que é sempre o meu caso quando não tem chocolate em casa. #DRAMA/ I ♥ Chocolate) e que chegou com uma “tentativa de companion” do mundo do crime. Uma menina lindísisima por sinal, mas segura demais e um tanto quanto do lado negro da força, o que em nada combina no posto de companheira oficial do Doutor. Mas foi bem bacana vê-lo libertar a personagem ao final do episódio, naquele ônibus de dois andares típico inglês e nesse caso com o plus a mais dele ser voador (me lembrou ônibus em Harry Potter até). Cool!

O terceiro marca exatamente o que eu falei para vcs ainda no começo dessa review (4×16 The Waters of Mars), com um Doutor revelando o seu lado negro da força, quando ele resolveu aceitar a sua importância para o universo, onde cego por conta de sua arrogância, acabou causando um paradoxo que seria imperdoável, mesmo para um Senhor do Tempo. Um episódio bem bacana, que além de nos revelar um outro lado do Doutor, esse muito mais obscuro do que o que nós já conhecemos, justamente enquanto ele ainda viajava sem companhia nenhuma (algo que se repetiu a partir do primeiro desses três episódios em questão), ainda nos trouxe aquelas pessoas medonhas da tripulação que habitava Marte, com água saindo por todos os cantos de seus corpos. #MEDO.

Uma sequência de especias que nos trouxe para o momento da grande despedida. Ao longo da temporada, pequenas pistas foram espalhadas a respeito da morte do Doutor e nesses dois últimos episódios, chegou a hora dele encarar a sua inevitável regeneração. E nessa hora, tudo foi construído de forma brilhante, com o anúncio de que a sua morte aconteceria pelo sinal das quatro batidas (que nada mais era do que a representação do batimento do coração dos Senhores do Tempo) e que de quebra, ainda nos trouxe Gallifrey de presente, terra natal do próprio Doutor e que inclusive chegou a se aproximar (literalmente) da Terra no formato de uma grande ameaça, a qual ele teve que destruir no passado (e carrega uma culpa enorme por conta disso, se tornando o último de sua espécie) e que por diversas vezes já ouvimos parte de sua história durante esses seis últimos anos da série desde 2005.

Apesar de sempre ter morrido de vontade de conhecer um pouco mais sobre Gallifrey e toda a sua mitologia (em flashback talvez? …) , acabei não gostando muito de ver o planeta aparecer de fato e no presente da temporada, embora a forma como tudo isso acabou acontecendo tenha sido no mínimo justificável. Ainda mais que a sua presença nessa reta final acabou trazendo algumas revelações, surpresas e até mesmo a volta de um dos vilões mais temidos pelo próprio Doutor: Master (John Simm).

Ele que foi usado como ferramenta para que os demais Senhores do Tempo conseguissem a sua “liberdade” e com isso ganhassem a chance de reconstruir a sua história. Nesse momento, acabamos descobrindo um pouco mais da mitologia da espécie do próprio Doutor e descobrimos o que de fato o motivou a levar o seu povo a ser extinto. Bacana também foi ver a forma com o Master foi usado como ferramente fundamental para todo essa história, a deixando ainda mais muito bem amarrada. Só achei que a sua participação durante a temporada anterior acabou sendo muito mais impactante do que a sua presença massiva durante essa Season 4.

Nessa reta final, o que nos foi reservado como surpresa, foi a presença de uma mulher que a princípio, aparecia apenas para o avô da Donna, guiando aquele senhor a ajudar o Doutor da forma correta nesses dois últimos episódios, algo que seria fundamental nesse último momento de sua vida. E a sua presença misteriosa foi algo que acabou ficando no ar, deixando uma possibilidade de que aquela mulher na verdade seria a própria mãe do Doutor, com ela e um outro homem sendo os únicos contra o plano dos demais Senhores do Tempo ainda em Gallifrey, que como castigo, tiveram que se manter em posição de Weeping Angels. (castigo terrível, mas sensacional, não?). Nessa hora eu logo imaginei que os dois que foram contra o plano todo, só poderiam ser seus pais, mesmo sem ter tido uma pista até então. Mas foi algo que talvez eles não tiveram muita coragem de explorar (o que eu acho bacana, porque poderia acabar levando a série para uma área obscura e arriscada para uma série de quase 50 anos de sucesso) e optaram por deixar apenas no ar essa ideia. (o que pode também ter sido apenas uma sensação minha…)

Até que chegamos a fatídica hora da despedida, onde por um momento, chegamos até a nos enganar, assim como o próprio Doutor, que se encontrou surpreso por ainda estar vivo, mesmo depois de ter conseguido derrotar (com uma ajuda importantíssima do próprio Master) o povo de Gallifrey. Mas ao enfim ouvir as 4 batidas que apareceram no pedido de ajuda do avô da Donna logo em seguida desse curto momento de alivio para o personagem, ele se deu conta de que realmente aquela era a sua hora e não tinha mais por onde escapar. (glupt de novo)

Nessa hora, vale a pena lembrar que dessa vez, embora fosse totalmente justificável, o Doutor acabou novamente se revelando como um ser que como todo mundo, também mantém o seu lado obscuro, soltando palavras duras para cima do próprio senhor Wilfred, mostrando claramente e por mais uma vez, um outro lado da sua personalidade, mesmo que por questão de pouco tempo. (mas também, que não se revoltaria ao encarar a sua própria morte depois de quase conseguir escapar? Hein?)

Confesso que nessa hora, eu já estava bastante tenso com a regeneração, que poderia acontecer a qualquer momento e embora já estivesse familiarizado com essa cena, apenas da parte em que ele caminha dentro da TARDIS para o momento da regeneração em si (que eu já havia visto por curiosidade no passado, quando comecei a assisti a série), eu não poderia sequer imaginar o que viria antes disso…

E da forma mais emocional possísvel, o 10th Doctor aproveitou para viajar no tempo nos seus últimos momentos de vida antes da regeneração para reencontrar cada uma das pessoas que foram importantes para ele durante essa trajetória de três ótima temporadas, uma forma linda de retribuir com carinho o precioso trabalho que o ator David Tennant deixou com o seu legado, algo nada mais do que merecido, para aquele que também deu vida a esse personagem grandioso da melhor forma possivel, conseguindo deixar a sua forte identidade e marca em todos os fãs da série até hoje.

E foi lindo, lindo, lindo, ele se despedindo de cada uma de suas companions, aparecendo para cada uma delas de forma especial para dizer o seu adeus, mesmo que de longe, distante, sem dizer uma só palavra, apenas observando cada uma delas pela última vez e visivelmente triste. Martha foi a primeira e em campo de batalha, ele acabou salvando a sua pele mais uma vez, onde descobrimos que ela além de agora usar tranças (rs), ela também se encontrava casada com o Mickey, o ex preguiça da Rose (mas cadê o pediatrão, hein Martha?). Apesar de formarem um casal totalmente avulso, achei foufa a resolução também, vai?

Ainda em um ato heroico, tivemos o Doutor salvando o filho da Sarah Jane Smith e consequentemente se despedindo da personagem. Mas especial mesmo foi o capitão Jack Harkcness sentado em um bar repleto de criaturas exóticas e conhecidas da série, recebendo um drink do próprio Doutor, que de brinde ainda arranjou o Alonso (sim, o Tovey voltou. Yei) para o capitão Jack chamar de seu, ou pelo menos para começarem algo. Höy! Um momento excelente como despedida entre os dois, não? (eu fiquei super surpreso com a aparição do personagem novamente e AMEI a resolução. Aliás, não sei se eu já disse isso, mas adoraria ter o Russel Tovey como Doutor, o que após suas participações na série, eu nem acredito mais que seja possível, humpf!)

Encerrando as despedidas, é claro que não poderia faltar ela, Rose Tyler, a companion capaz de mexer com os dois corações do Doutor, com um detalhe de que por uma questão burocrática dentro da própria história, ele acabou a visitando no passado, antes mesmo dela ter sido a escolhida com a companheira do 9th Doctor, completando assim a etapa final da sua despedida.

Mas o meu momento preferido mesmo foi ele indo até uma sessão de autógrafos dos livros que a bisneta da mulher por quem ele se apaixonou no passado estava publicando. Aquela que ele conheceu ainda durante a Season 3, naquele episódio em que ele se torna “humano” por um certo tempo e passa a viver com um homem comum (John Smith). Ela que encontrou o diário que o Doutor deixou para a sua amada no passado e que escreveu um livro sobre a história dos dois, que acabou ganhando a confirmação de que aquela foi uma história de amor real entre a sua bisavó e o Doutor, com o próprio aparecendo de corpo presente durante uma sessão de autógrafos para lançamento do livro. Uma detalhe que eu achei mais do que foufo e totalmente inesperado. (♥)

Nessa hora, eu realmente me peguei surpreso com a caraga emocional dessa despedida, que realmente foi muito especial, ainda mais contando com a trajetória inteira do 10th Doctor ao longo dessas três últimas temporadas, com três companions diferentes e tanta mitologia da série sendo revelada durante esse percurso, que é impossível não se emocionar com a hora em que o David Tennant se despede dizendo que não quer ir (desabei, sério). A minha primeira experiência com regenerações em Doctor Who aconteceu durante essa maratona, lá atrás, no final da primeira temporada, onde eu também cheguei a ficar bastante emocionado com a saída do Christopher Eccleston para a entrada do Tennant. Mas realmente, esse tempo maior que acabamos passando na companhia do décimo Doutor, fez com que dessa vez, essa despedida fosse muito mais dolorosa e eu me peguei entregue as lágrimas ao final dessa jornada (assim como aconteceu com a experiência anterior, só que agora com muito mais intensidade), sem a menor vergonha de admitir isso em público. Chorei litros, feito criança.

Tudo bem que ter a carinha do Matt Smith logo na sequência e já ter visto o que aconteceu depois disso por duas temporadas a frente, acabou me confortando bastante sobre a troca, ainda mais com as piadinhas sobre ele ainda não ser ruivo, ou pelo 11th Doctor achar que é uma menina por conta do seu cabelo maior do que o de costume. Mas tenho que admitir que não foi nada fácil me despedir do 10th Doutor, que realmente fez um excelente trabalho vivendo esse personagem que sozinho já tem uma força absurda, mas que o trabalho sensacional do ator David Tennant na pele do nosso 10th Doctor acabou deixando ainda mais especial. Well done!

Encerro aqui a minha maratona de Doctor Who (pelo menos com vcs, porque eu pretendo rever a Season 5 e a Season 6 antes da Season 7 começar e já estou inclusive fazendo isso com a nossa velha e as vezes boa TV aberta – na Cultura, que começou a apresentar a Season 5 recentemente e tem sido a minha companhia durante os jantares semanais aqui em casa e tem opção com audio original – embora o closed caption seja um verdadeiro drama) onde antes de me despedir de vez dessa adorável e altamente recomendável maratona, eu preciso ser bem  justo em reconhecer que qualquer coisa que eu não tenha gostado no trabalho do ator David Tenntant no começo de sua trajetória enquanto esse icônico personagem, acabou se tornando absolutamente miníma em relação ao seu lindo trabalho a frente do 10th Doctor, do qual eu me despeço agora com o maior carinho desse mundo. Clap Clap Clap!

Mas antes de terminar essa review, tenho que reafirmar publicamente o quanto eu sou totalmente encantado com a série e o quanto o meu amor por Doctor Who só tem crescido desde que nos conhecemos. Sempre tive uma curiosidade enorme por esse universo (Paolo Torrento sempre me tentava a respeito), mas sempre acabava me faltando tempo. Até que finalmente eu decidi enfrentar essa maratona da série inglesa a partir de 2005, que hoje eu reconheço ter sido uma experiência maravileeeandra, em todos os sentidos e por isso recomendo para todo mundo, de verdade (♥). Sempre gostei desses universos mais fantasiosos, de Sci-Fi e coisas do gênero, mas a mitologia que Doctor Who consegue envolver em seu universo é realmente das mais especiais ever e não é a toa que a série está prestes a comemorar 50 anos (sim, 50 ANOS!), reunindo gerações e mais gerações de fãs, agora também no mundo todo. Tanto que logo eu, com anos de experiências sentado à frente da TV, acumulando uma lista de heróis preferidos desde a infância dos meus filmes ou HQs do coração, acabei assumidamente ganhando um novo representante dentro dessa categoria (embora ele não seja exatamente como os outros), que com seu sotaque inglês indeed e sua gravata borboleta (que foi como eu o conheci, portanto essa sempre será a sua imagem para mim. Bow ties are cool!), acabou deixando todos os seus concorrentes de lado, assumindo de vez o posto mais alto e importante da minha lista, que nesse momento eu declaro ser do dono da cabine azul que é muito maior por dentro e de mais ninguém. I ♥ DOCTOR WHO

Dito isso e para finalizar de verdade essa maratona (que ficou enorme e eu demorei pencas para fazer, eu sei), trago o placar final dessa disputa de Doutores no meu coração: Matt Smith 10 vs David Tennant 9,85. Onde mesmo que o 10th Doctor tenha me ganhado ao longo dessas três temporadas, o meu coração realmente ainda pertence ao Matt Smith, que foi amor a primeira vista mesmo e que vai ser para sempre o meu Doutor. Mas e quem foi que disse que eu não posso ter 2 Doutores? Se eles tem dois corações, eu posso ter dois doutores também e fim de papo. (rs)

O bom também é que agora que Doctor Who finalmente chegou ao Brasil, seja pela TV aberta ou com a recém chegada da BBC por aqui, ganhamos grandes chances de alguns produtos da franquia também acabarem chegando por aqui, com os DVDS da série por exemplo, onde a Season 1 já se encontra disponível em DVD para venda e mal posso esperar para ter essa coleção completa na minha prateleira especialíssima.

E agora, o nosso último porém bem especial:

ALLONS-Y! (♥)

ps: novamente, ganhamos um episódio animado ao final dessa Season 4 (Dreamland), que traz um diferente tipo de animação do que nós já haviamos visto durante a Season 3 e que também é bem bacana de ser visto. Assim como as Proms que por enquanto temos a de 2009 e a de 2010, que são o tipo de espetáculo dos meus sonhos, com uma apresentação lindíssima da trilha sonora da série ao vivo com sua orquestra (trilha que é bem boa por sinal) e a presença de alguns atores como apresentadores do evento, que ainda conta também com a presença dos monstros mais sensacionais da série vagando em meio ao público e causando as mais variadas reações. Só não entendi o porque do David Tennant não ter aparecido de corpo presente na dele em 2009 … o que o Matt Smith fez na sua primeira de 2010 e foi mais do que sensacional! 

ps2: agora uma bronca para a TV Cultura, que esteve apresentando a série na ordem, tudo certinho e lindamente, inclusive com os especiais de Natal de cada uma das temporadas (porque eu bem andei conferindo), mas que acabou pulando os tês últimos episódios dessa Season 4, deixando totalmente de lado a regeneração do décimo Doutor, um momento mais do que importante para quem passou a acompanhar a série através da TV aberta. Sacanagem! (depois do especial de Páscoa, eles pularam direto para o 5×01 The Eleventh Hour, que é o primeiro com o 11th Doctor. Humpf!)

ps3: talvez essa tenha sido a minha maior review aqui no Guilt. Thnks a todos que conseguiram sobreviver até o final desse post.

Him ♥ Her (Season 2)

Dezembro 20, 2011

Eles continuam com hábitos de higiene nada saudáveis, vivendo agora juntos, em um apartamento praticamente inabitável, deixando restos de comida e roupas sujas por todos os cantos, muitas tralhas, caixas de mudança que aparentemente ainda nem foram tocadas e muita sujeira por todos os cantos. Mas mesmo assim, esses dois conseguiram conquistar os nossos corações e são hoje o casal mais foufo da tv britânica.

Pode até parecer um exagero, mas Becky (Sarah Solemani) e Steve (Russell Tovey) são mesmo um casal muito do especial, tanto que no meio da recém encerrada segunda temporada, eles já ganharam a confirmação de uma Season 3 para 2012. (Yei!)

Isso considerando que Him & Her é  uma comédia bem simples, onde os protagonistas passam o tempo todo dentro de casa e tudo acontece também dentro daquele apartamento super pequeno. O que me faz lembrar dos episódios antigos e de pouco orçamento de Friends por exemplo (em suas devidas proporções é claro), onde os 6 amigos ficavam praticamente o episódio inteiro dentro do apartamento da Mônica e que sempre acabavam sendo os melhores episódios da série.

Durante essa Season 2 ganhamos um pouco mais de intimidade com o dia a dia do casal, já que agora a Becky se mudou de vez para o apartamento de Steve. Mas eles continuam desempregados, preguiçosos e vivendo do seguro desemprego, rs.

Passamos a conhecer um pouco mais também dos coadjuvantes, que tiveram um maior destaque dessa vez, com visitas cada vez mais frequentes ao apartamento do casal a todo momento.

Achei que dessa vez nós iríamos acabar conhecendo o ex da Becky, do qual o Steve morre de ciúmes e que foi um dos plots da Season 1, mas nessa Season 2,  foi a vez da ex dele entrar em ação, uma garota insuportável, daquela que não aceita muito bem o fato de ter perdido o ex namorado e que de quebra, ainda mantém uma amizade com a irmã da Becky, a recém casada  e muitas vezes totalmente insuportável, Laura.

Laura (Kerry Howard) que por sinal, esteve mais sincera do que nunca hein? Muitas vezes eu me pergunto se aquela garota não tem algum tipo de síndrome qualquer, porque todo aquele comportamento dela não me parece normal e todo mundo até que aceita muito bem, sem dar o troco, o que me parece menos normal ainda. O engraçado é que ela consegue deixar todo mundo super desconfortável falando as suas verdades o tempo todo, ou até mesmo quando ela começa a contar alguma vantagem que ninguém por ali está muito interessado em ouvir. Mas gosto mesmo é quando ela trata o Steve feito criança, e o pior de tudo é que ele ainda a obedece. E o que foram aquelas fotos da lua de mel dela e do Paul hein? Euri com ela montada naquela moto.

Pausa: e não tem nada mais chato do que pessoas que fazem questão de mostrar TODAS as fotos de sua viagem, com direito a comentários para cada uma delas. Pior que isso, só se o pesadelo for em formato de vídeo e a pessoa ainda ficar pedindo para voltar a todo momento. Ai eu prefiro a morte, rs.  

E só eu acho que o vizinho Dan (Joe Wilkinson) tem que ficar com a Shelly (Camille Coduri)? Os dois são tão esquisitos, que eu não consigo não pensar neles como um casal do tipo perfeito! E pior é que eu  AMO as roupas completamente inadequadas da Shelly, sempre curtas demais, apertadas demais, decotadas demais, ou tudo isso junto. E eu AMO também o cabelo dela, AMO! E quase não me aguentei quando o Dan apareceu no episódio final, com a cabeça raspada e cheia de curativos. (rs)

Paul (Ricky Champ) também foi outro que esteve mais revoltado do que nunca durante essa temporada, demonstrando ter sérios problemas em controlar toda a sua raiva, se metendo em brigas de rua e levando a pior, é claro. E também foi impagável quando ele pediu para o Steve examinar as suas partes avantajadas, a procura de um caroço ou algo do tipo (rs). E o melhor de tudo foi a descrição depois que o Steve fez para a Becky das partes baixas de seu cunhado. (e a Becky percebeu que ele andou traindo a irmã dela já na lua de mel, hein?)

Nessa temporada, o meu episódio preferido foi aquele com a visita dos pais do casal. De um lado a mãe e o pai da Becky, completamente desconfortáveis com o modo como a filha estava vivendo ultimamente ao lado do namorado e principalmente o se pai , ele que nunca foi assim muito fã do Steve. E do outro lado, a mãe do Steve e o seu namorado do tipo grosseirão, ela muito mais carinhosa do que os pais da Becky diga-se de passagem, protegendo o filho dos insultos do sogro e ainda mantendo um certo orgulho do fato dele estar feliz e se virando sozinho (mesmo sabendo que do meio daquelas tralhas todas podem surgir um racum a qualquer momento, #TENSO), onde também ficou bem evidente o porque que o Steve ainda não cresceu direito até hoje, fikdik.

Sério, eles passaram um bom tempo esperando pelo jantar em família, que aconteceu no quarto do casal (como sempre), para receber um prato de macarrão com nuggets, molho de catchup e refrigerante em lata, pode?

Pode sim e é dessa forma que esses dois escolheram viver juntos e apesar de nos deixar com um certo nojinho em diversos momentos, eles não deixam de ser adoráveis e provam a cada momento que foram mesmo feitos um para o outro.

E isso ficou ainda mais claro na season finale (2×07 The Split, que só pelo título já me deixou tenso…), com a Becky sofrendo de verdade ao saber que o Steve  havia pedido a sua namorada antiga em casamento, algo que ele nunca fez com ela. Um momento dramático que não estamos acostumados ver em Him & Her, mas que acabou se encaixando perfeitamente, mesmo tratando-se de uma comédia.

Mas foufo mesmo foi como ele resolveu toda a situação na mesma hora, quando percebeu que tinha a magoado de verdade, colocando para fora aquela ex namorada pra lá de inconveniente e provando para Becks o porque ainda vale a pena querer dividir o bolo de €2 com ele no final das contas, em um momento de pura foufurice que encerrou essa temporada deliciosa.

Tenho que dizer também que outro episódio que me fez rir muito, a ponto de sentir dor,  foi aquele em que eles receberam a visita do primo do Dan (2×05 The Rollover), um cara super bacana, educado, divertido, mas que deixou de ser tudo isso no exato  momento em que todos eles acabaram descobrindo que ele havia saído recentemente da cadeia por motivos de um crime sexual. #TEMCOMONAOAMAR?

Agora, nada nesse mundo vai superar aquela sequência inicial desse mesmo episódio (2×05) com o Steve de roupão, comendo yogurte e jogando The Sims, tudo isso ao som de “Dakota” do Stereophonics, banda que faz inclusive parte do cenário da série. Praticamente eu mesmo em um dia de preguiça,  na versão “Curtindo a vida adoidado”. Porém, a minha versão é bem mais limpinha e isso eu posso garantir, com certeza!

Infelizmente não temos a cena no Youtube ainda, então ficamos como vídeo da faixa, que também é sensacional! (e que foi uma das minhas trilhas preferidas durante o caminho para a minha faculdade antiga por muito tempo no passado)

Procurando por imagens da Season 2 para ilustrar o meu post, acabei achando essa foto super foufa do ator Russel Tovey (que eu AMO!), com o meu outro querideeenho, o Matt Smith (que eu tmbm AMO!), que todo mundo sabe quem é neam? Awnnnn! E o que eu não daria para estar nesse date? Hein? CATAPLOFT!

Mas eu sempre acho uma pena a temporada ter apenas 6 episódios. Tudo bem que dessa vez foram 7, mas eu sempre fico com uma sensação de que eu queria ver muito mais da monotonia do dia a dia do casal mais sujinho e adorável da tv.

E não tem como não terminar de assistir qualquer episódio de Him & Her, se não for cantando alto com a música tema da série:

My heart goes

Boom bang-a-bang, boom bang-a-bang

When you are near

Boom bang-a-bang, boom bang-a-bang

Loud in my ear

Pounding away, pounding away

Won’t you be mine?

Boom bang-a-bang-bang all the time

It’s such a lovely feeling

When I’m in your arms

Don’t go away

I wanna stay my whole life through

Boom bang-a-bang-bang

Close to you


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