Posts Tagged ‘Sally Field’

O red carpet indeed do BAFTA 2013

Fevereiro 15, 2013

Helen Mirren

Talvez o red carpet do BAFTA 2013 só tenha sido bom mesmo porque pouca gente apareceu (mas todos representando muito bem alguém de prestígio na fila do fish ‘n’ chips indeed do lado de lá), portanto, a possibilidade de erros era bem menor. Mesmo assim, uma premiação que tem a Rainha herself aparecendo de cabelo rosa, merece ser comentada.

Por isso já vamos começar com ela, a Hellen Mirren, que não poderia estar mais leve, solta e ou maravileeeandra na fila das Rainhas Disney indeed (se bem que a gente sabe que ingleses tendem a só conseguirem papéis de vilões nos filmes da Disney e ou em qualquer produção americana. Fato, preconceito & magoa de caboclo deles). Praticamente uma adolly de 13 anos se sentindo mocinha adulta moderna na festa de debutante da amiga mais velha de 15.

Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

 

Combo magia ligada por um Alias antigo

bradley-cooper

E tem para todos os gostos, da magia de príncipe indeed do Bradley Cooper de bow tie, que eu não canso de dizer que as espertas estavam de olho desde Alias antigo ( I ♥ Will e por isso a conexão com o Ben) até a magia grisalha precoce que nós AMAMOS do Ben Afleck e sua gravata skinny, que não poderia estar vivendo um melhor momento. Höy!²

ben-affleck

E não poderia mesmo e no BAFTA 2013 ele também levou seus prêmios para casa, de melhor filme e melhor diretor, justiça que o Oscar de logo mais não poderá fazer, já que eles resolveram ignorá-lo como diretor. Suck it!

#BENAFFLECKRISES

 

O que estaria acontecendo com os vestidos de ultimamente, hein?

anne-hathaway

Como esse Burberry preto escuro (rs) da Anne Hathaway, por exemplo, que apesar de quase simples, era lindo, mas diz que teve um leve probleminha na costura no final da noite.

Vamos tomar mais cuidado com esse tipo de detalhe importantíssimo produção? Porque só nessa temporada, esse já é o segundo probleminha envolvendo costuras & afins (todo mundo lembra do probleminha recente da J-Law, não?) e todos nós sabemos ou pelo menos temos alguma ideia de quanto custa uma dessas belezinhas, hein?

Tenham mais cuidado. Força na agulha & linha!

#CONTROEDEQUALIDADENELAS

 

Aliás, gostaríamos muito de saber também o que está acontecendo com a Marion Cottillard e a Dior, viu?

Marion

Quer dizer, com a Dior a gente bem sabe e quem viu o último desfile do Oscar de la Renta em NY, que teve o Galliano como praticamente apenas um assistente da marca, sabe do que nós estamos falando. Mas tudo bem…

Agora, o que estaria acontecendo com a Marion Cotillard desde o seu péssimo final em “The Dark Knight Rises”, hein? Será que ela ficou com trauma ou alguém a está obrigando a usar um look pior que o outro ultimamente como castigo pelo que ela fez no final do filme da morcegona? (acho que nunca vou conseguir esquecer aquilo) Seria a assessoria da Dior, fã incondicional do homem morcego? (Para pensar… rs)

Reaja, Marion!. Afinal, você é francesa e só por isso você já está na vantagem. PÁ!

E sim Marion, nós fizemos essa mesma cara quando você apareceu assim no red carpet. #CREDINCRUZ

ps: aliás, aproveitando o momento, i do declare que a partir de agora, essa é a nossa cara oficial de #CREDINCRUZ por aqui, dito com voz de Chico Bento sempre, é claro. 

 

A hora mais azul quase escuro

jessica-chastain

Maravileeeandra a Jessica Chastain nesse azul Roland Mouret, não?

E olha que ela era outra que não andava fazendo boas escolhas para o red carpet… lembra quando ela apareceu calva no Golden Globes? (#CREDINCRUZ)

You go girl!

 

Três dedos acima e teria ficado perfeito, J-Law

jennifer-lawrence-

Muito colo a mostra dá sempre aquela impressão que o vestido está escorregando, com ou sem bustão e mesmo que ele não esteja escorregando. Fato.

Como esse Dior da J-Law, que estaria perfeito se estivesse 3 dedos acima.

E lembrem-se, sustentação é sempre importante, mas tomem cuidado para:

A) não ficar com o peito ameaçando o seu queixo ou sendo confundido com as maças do seu rosto a noite toda

B) não ficar com cara de mulher interpretando homem no truque em peças de teatro do passado, como em “Shakespeare In Love”, rs (que olhando daqui parece ser o que aconteceu nesse caso)

 

#TEMCOMONAOAMAR o Daniel Day -Lewis acompanhado da sobrinha?

daniel-day-lewis

Não, não tem. (♥)

Aliás, um recado para o George Clooney:

Quer ser visto sempre ao lado de mulheres mais novas só que de forma mais interessante?

Comece a levar a família, que você vai do issue do clichê da crise de 1/2 idade para o foufo em um tapa só. WOO.

 

Em um mundo com homens realmente educados, Sally Field jamais estaria segurando a sua própria umbrella…

sally-field

Shame on you boys. Shame on you!

E sim, ela não só poderia segurar a sua própria umbrella, como assim fez lindamente, só que a diferença aqui é que ela não precisava e algum dos meninos presentes deveria ter feito essa gentileza para Nora Walker, que inclusive já foi uma noviça voadora.

Exijo explicações de Affleck, Day-Lewis, só Lewis, porque o Clooney a gente imagina que estivesse de olho em qualquer par de pernas longas com menos de 22, mas dos outros todos exigimos explicações. Aguardando…

Eu teria segurado a sua umbrella dramaticamente, deixando até uma single tear escorrer e passando pelo menos 5 minutos ali, eu até já poderia acreditar que estava voando com o sobrenome Walker enquanto ligava para fofocar com os meus outros irmãos, viu Sally Field? (♥)

 

Começando a suspeitar que essa é a temporada da escova para os meninos, hein?

damian-lewis

Primeiro foi o JT, que me apareceu escovado e penteado e agora até o Brody? (mais penteado do que escovado, fato. Penteado com uma escova, pronto. rs)

Estou achando que é tandancé…

Aliás, Brody AKA Damian Lewis que é sempre uma visão. Höy!

 

Saindo à magia mágica ruiva

michael-fassbender

Para encerrar, nos despedimos do BAFTA 2013 muito bem acompanhados com ele, Michael Fassbender na neve (sério, cenário perfeito Fassy. Cenário perfeito!), que aparentemente esteve em tudo quanto é after party da premiação e nós gostamos de sair bem acompanhados de qualquer lugar indeed.

Fassy, sempre uma visão. Höy! (nos meus sonhos recorrentes dessa última semana, nos cumprimentamos assim: Ele – Essy!, Eu – Fassy! com respeito. Trocamos olhares mas nada aconteceu. Ainda… humpf! – a não ser o dia em que ele apareceu em uma versão ruiva extremamente saturada que me fez despertar gargalhando de tanto rir. Sério.)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Anúncios

Lincoln, o trailer

Setembro 14, 2012

Eu tenho a impressão que o Daniel Day-Lewis pode se transformar em quem ele quiser.

Sally Field = ♥

Joseph Gordon Levitt e seu 1/2 sorriso = Höy!

Spielberg, eu queria te dar um abraço e conversar pelo menos umas duas horas com vc. Quando tiver um tempo livre, marque com meus assistentes, rs

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O não tão espetacular assim Homem-Aranha

Julho 25, 2012

Peter Parker mudou, mas tudo continua igual e talvez por isso não tão espetacular assim.

Em 2012, nosso conhecido herói  já não é mais o mesmo. Os tempos mudaram e até mesmo um herói antigo como o  Spider-Man precisou se adaptar. É o futuro minha gente. Peter não é mais o mesmo garoto franzino e tímido de antigamente (apesar de continuar bem franzino e um tanto quanto tímido, rs) e quase em nada nos faz lembrar o frágil Peter Parker de sua versão anterior. Existe algo mais nele nessa nova versão que já denúncia uma certa vocação para herói. Agora ele anda de skate, usa lentes de contato, tem um visual mais bacana e as garotas não conseguem ignorá-lo, provando que ser nerd é mesmo o novo “sexy”. E ele anda de skate muito bem por sinal, ainda mais quando começa a descobrir certos poderes, onde ganhamos uma versão atualizada do famoso “laboratório” do herói ainda se descobrindo em manobras sensacionais. Nessa nova versão, os saltos e escaladas rm paredes para principiantes também ganharam um update e ficaram bem mais modernos, com visíveis técnicas de parkour que vão te fazer ter vontade de sair subindo de forma bem ridícula em tudo quando é movel da sala de casa, dando cambalhotas e gritando “Parkour!” como se não houvesse amanhã.

Até uma certa coragem de enfrentar os seus bullies, mesmo quando ainda sem poderes, Peter parece ter agora, mesmo não ganhando um resultado favorável nessa primeira batalha. “Fight the bully”, parece ser o lema da vez.  Mas nada como uma revanche após a sua transformação, com o garoto virando um mestre do basquete, botando o seu inimigo (Flash) de bobo no meio da roda e ganhando uma enterrada com direito a cesta quebrada em 2255545 pedaços, do tipo que a gente só consegue imitar com muita sorte no videogame, mas isso se antes procuramos por algum cheat, é claro. (me lembrei de um jogo de basquete que eu tinha, que quando descobri o tal cheat, era só o que eu fazia, rs – Up the Alley-Oop!)

Inteligente como poucos, ele agora poderia facilmente pertencer a essa categoria do novo nerd, que não precisa ser mais aquele garoto cheio de espinhas, totalmente solitário, extremamente tímido e que usava óculos de armações pretas bem pesadas e muitas vezes remendadas. Um estereótipo que talvez tenha sido mais fantasiado do que até mesmo real, apesar de em um certo ponto do filme ele trocar suas lentes de contato pelos óculos de herança do pai, ficando mais próximo do estereótipo antigo (e ficando bem mais magia até). Além de mais cool, Peter também ganhou um update mais geek, garantindo assim uma intimidade maior do personagem com o lado tecnológico da força, colocando o personagem mais próximo dos interesses de um jovem nerd contemporâneo.

E já que falamos no seu pai, essa é uma novidade no novo filme, a figura paterna pouco conhecida até então. Antes, pouco sabíamos da família de Peter Parker, exceto pelo Tio Ben e a Tia May, que sempre representaram a família dele que conhecemos nos filmes anteriores e até mesmo nos quadrinhos, onde seus pais nunca foram muito o foco. Mas dessa vez ganhamos um convite para nos aprofundarmos na mitologia da origem desse herói, vindo diretamente dessa figura paterna desconhecida, que estaria escondida na “história não contada” que já prometiam os primeiros posters do novo filme, onde descobrimos que o seu pai já trabalhava com o tema de cruzamento genético de espécies, o qual descobrimos também que ele inclusive chegou a ser bem sucedido em suas pesquisas, embora uma fatalidade o tenha impedido de seguir seus passos para a grande descoberta que ele tinha a intenção de usar para o bem. O que fica bem claro que não era a mesma intenção do seu parceiro de laboratório, o Dr Curt Connors (Rhys Ifans),  mas que também não nos foi apresentando o que diferenciava a intenção de ambos já no passado. (algo que talvez tenha alguma relação com o começo do filme, com a invasão na casa dos seus pais e quem sabe volte com mais força nas sequências…)

E nessa novidade encontramos o primeiro problema do novo filme, que vale a pena lembrar que é apenas o primeiro de uma nova trilogia. Apesar de ganharmos de presente essa possibilidade do pai do Peter ter ou não certa parcela de “culpa” no que futuramente acabou acontecendo com o seu filho e ficamos apenas com a desconfiança de que talvez Peter Parker já tivesse uma predisposição para se tornar um herói com poderes extraordinários, tudo ainda é muito raso nessa primeira parte da história, onde eles apenas lançam a ideia no ar, dando pistas de que o garoto não sabe direito o porque de tudo aquilo ter acontecido na sua vida (algo que é mencionado pelo próprio Dr Ratha, antes dele sumir do filme), mas que não ganha profundidade, o que de certa forma chega a ser bem frustrante, já que essa parecia ter sido a intenção/desculpa para recomeçar essa trilogia do zero novamente.

Falando em frustração, é impossível não dizer que o vilão da vez, ele que já foi bastante aguardado pelos fãs da história do herói, não chegou a ser um dos melhores vilões da franquia. Talvez tenha sido o pior deles, desde a sua mitologia até a execução e eu credito uma boa parcela dessa culpa pela rapidez como vimos o Dr Curt Connors se transformar no The Lizard. Tudo bem que a mitologia do personagem e o fato dele dividir com o herói o princípio das suas origens, chega a ser um fator bastante positivo para a sua história em si, mas ao mesmo tempo não chega a empolgar, como na história do personagem nos quadrinhos por exemplo, que é bem mais complexa (ele perdeu o braço na guerra e luta a todo custo para recuperá-lo e não acaba sendo obrigado a servir de cobaia de última hora para sua própria experiência, como vimos no filme). Não sei se foi a execução, a similaridade com um dinossauro (que são sempre sensacionais, mas que essa não era a proposta nesse caso e que eles chegam a fazer piada até mesmo com o “Godzilla”), ou o pouco de motivos que ele tinha para ir contra o nosso herói, mas eu só sei que não senti que esse foi um vilão carismático ou com força o suficiente para fazer o contraponto dessa história. É, não foi…

História. Hollywood de vez em quando parece esquecer que não basta colocar um elenco de primeira sendo dirigido por um dos diretores do momento, se esses não tiverem uma boa história para contar. E esse é exatamente  o caso em “The Amazing Spider-Man” onde a direção do Marc Webb teve que se virar como podia para suprir essa falta de uma boa história para o filme, que chega a ser evidente em diversos aspectos. Novas propostas que acabam ficando sem nenhum explicação, um detalhe capenga aqui ou ali no meio disso tudo que não precisava ter sido tratado dessa forma, mais uma falta de coerência que foram atributos que acabaram fazendo falta na soma total do filme. Também confesso que ao ver o nome do diretor associado ao novo longa, acabei criando toda uma expectativa de que algo de mais moderno viesse desse seu novo trabalho. Nada muito espetacular não, apenas uma linguagem mais moderna para que essa história fosse recontada de forma mais interessante já que não era tão inédita assim, algo próximo do que ele fez lindamente com “500 Days Of Summer”, que infelizmente não foi o que aconteceu.

Por isso, apesar do novo filme ser lindo de ser ver, daqueles que tem que assistir na maior tela possível, do tipo para matar a saudade de um personagem tão querido por todos nós por tanto tempo, ele mesmo assim não consegue entregar esse “Espetacular” que prometia em seu título, que talvez precisasse ser revisto. O que não tira por completo o seu mérito e eu repito que esse é sim um bom filme, mas ser considerado com algo “espetacular” soa mais com um grande exagero, pretensão ou até mesmo um estágio de euforia bem do exagerado. (embora saibamos o porque do título)

Além de tudo isso que eu já disse, a minha mágoa maior em torno desse recomeço da história, foi essa necessidade que eu não consigo imaginar de onde veio, de começar a contá-la novamente da estaca zero, como se alguém já não soubesse de todo o seu fundamento que acabamos “revisitando” nessa nova proposta, que de nova tem muito pouco inclusive. Tirando as modificações, algumas mais bem vindas do que outras, precisava mesmo mostrar todo o começo de tudo novamente, mesmo com os outros filmes ainda sendo considerados recentes e com reprises incansáveis na TV o tempo todo? Será que eles realmente imaginaram que essa fase de “descoberta vs transformação” do herói realmente seria necessária a essa altura do campeonato?

Tudo bem, eu concordo que foi bacana refazer tudo isso de uma outra forma, imprimindo bastante do estilo do novo diretor, tentando atingir um novo público bem jovem (que é meio para quem o herói sempre foi direcionado por sua própria faixa etária), como ressaltei no começo da review dizendo que Peter Parker não é mais o mesmo e reconheço com entusiasmo que foi bem bacana vê-lo se redescobrindo de uma forma mais atual e contemporânea ao tempo em que a história está sendo contada agora, mas convenhamos que não era muito necessário, uma vez que o primeiro filme da trilogia antiga já havia feito isso muito bem, vai? Custava começar essa nova trilogia aceitando que todo mundo já sabia como essa história começou? Não, não custava.

O que pra mim, foi outro dos pontos contra o longa, que acabou parecendo um pouco mais do mesmo, deixando essa nova versão muito com cara de “remake” ou “reboot” demais, onde embora algumas nítidas mudanças tenham sido feitas nesse caminho, todo mundo já meio que sabia qual era o seu destino final, de onde não seria possível fugir muito. Ainda mais se a gente buscar na memória o que já vimos do filme de 2002, que apesar das diferenças, conseguiu fazer tudo isso também muito bem, inclusive deixando um legado de cenas memoráveis. Quem não se lembra da cena do beijo invertido? (Holly s*it! Já se passaram 10 anos, é isso mesmo produção?)

Passada e pontuada a mágoa por eu não ter conseguido achar o “The Amazing Spider-Man” tão amauzing assim (sim, amAUzing, que é o que eu espero da vida após Happy Endings, rs), acho que já está mais do que na hora de falar sobre o que foi realmente bom e especial no novo filme da franquia, que no final das contas é o que acaba fazendo valer bem a pena essa nova experiência.

Primeiro que o novo Tio Ben (Martin Sheen – o que já nos deixa no lucro de ter sido interpretado pelo pai e não pelo filho, porque outro “Tio Charlie” a gente não conseguiria aguentar. Ufa!) e a nova Tia May (Sally Field) são sensacionais, apesar da atriz ter tido quase zero de espaço nessa primeira parte da história. No longa, o foco parece ser mesmo o Tio Ben, que como a gente sabe, se despediria precocemente e por isso merecia um maior destaque a princípio. E a dinâmica entre ele e o sobrinho foi bem especial, onde pelo pouco que nos foi apresentado, conseguimos extrair exatamente qual era a relação daqueles dois. Quase rolei de tanto rir quando ele disse ser o “agente da condicional” do Peter, entregando para a Gwen Stacey que o sobrinho mantinha uma foto dela como seu protetor de tela. #TEMCOMONAOAMAR?

E a Gwen da Emma Stone não poderia estar mais encantadora. Tudo bem que nós sabemos (e AMAMOS) que eles formam um casal de verdade fora das telas e isso seria praticamente impossível de se negar devido a química entre a dupla no longa, que vai além do fato de ambos serem bons atores dessa nova geração. Mas Gwen tem outro ponto a seu favor que é o fato dela não ser nem vítima da vez e nem a garota impossível de se ter, além de manter uma relação de igual para igual com Peter (não “superior” como a Mary Jane, por exemplo), entrando numa disputa nerd deliciosa com o personagem, além de se posicionar com uma garota moderna que não espera o cara de quem ela está afim tomar alguma atitude e já chega logo convidando o boy magia para sair, mesmo também sendo uma nerd. Go Gwen!

Bacana também a forma como ela tem uma função maior dentro da história, funcionando como uma ajudante de herói, pelo menos naquela primeira situação. Mas ao que tudo indica, Gwen não vai se contentar em ser apenas a mocinha indefesa dessa nova trilogia, ainda mais depois do seu plot traumático ao final do longa, que a gente sabe que é o combustível necessário para o despertar de toda alma “heroica/vingativa”. Esperamos realmente que ela volte, porque essa dinâmica de amor nerd entre o casal foi realmente deliciosa.

Mas agora chegamos a ele, o personagem principal dessa história, que tinha uma tarefa bem difícil pela frente, vestindo um uniforme que já foi de outro ator também muito querido por seu trabalho e isso tão recentemente, mas que mesmo assim, acabou atropelando todos esses obstáculos com a ajuda do seu talento e um carisma absurdo, conseguindo fazer com que a mudança de papéis não tenha sido nada prejudicial para a franquia.

Muito pelo contrário, com Andrew Garfield ganhamos uma versão do nosso herói um tanto mais cool do que o normal e isso não só pelas novas características do personagem que eu já descrevi no início da review. Andrew trouxe um frescor para o novo Spider-Man que é notado na sua postura, na aparência ainda mais franzina do seu shape (que apesar de mais magro, parece ser maior do que o Tobey Maguire) que chega a chamar atenção (bem parecida com a série animada até) além de um humor que já era bem característico do personagem, mas que ele consegue encontrar o seu próprio tom para executá-lo.

Quem já havia visto o ator em outros trabalhos, já tinha uma certa noção do talento do garoto que é notável, seja em uma pequena participação na série Doctor Who no passado antigo, ou até mesmo em um papel mais denso como em “Never Let e Go”. E vamos ser sinceros e dizer que ele encarou de frente uma ameaça bem perigosa, onde além de interpretar o papel de outro que a gente também já gostou bastante um dia, ele ainda encararia um reinício que digamos não ter sido assim dos melhores.

Mas se tem algo que não podemos reclamar nesse novo filme é de que Andrew não teve o carisma necessário para tirar de letra o peso daquele uniforme, onde a sua atuação dentro daquele cenário foi bem boa, nos fazendo aceitar de coração aberto a substituição e até torcer para que ele receba mais dois filmes bem melhores do que esse primeiro.

Outro detalhe que eu gostei bastante nessa nova versão é que Peter não consegue manter segredo em relação a sua dupla identidade e já sai logo de cara se revelando aos quatro ventos. Ótima a forma como ele se revelou para a Gwen, que acabou ganhando um “vem cá minha nega” dos mais invejáveis (se bem que, pensa se aquilo gruda no vestido caro? DRA-MA). E também foi bem bacana a forma como ele acabou tendo que se revelar para o pai dela, que viria a ser o Captain Stacy (Denis Leary) com quem antes na mesa do jantar na casa da Gwen, ele havia travado uma discussão impagável sobre as verdadeiras intenções do herói.

Um outro ponto fortíssimo do filme onde eu não consegui me conter e comecei a rir antes de qualquer outra pessoa, foi a cameo do Stan Lee, ele que é o dono disso tudo aparecendo de fones de ouvido dentro de uma biblioteca, totalmente a parte do caos que se instaurava ao fundo, com Spider e Lagarto se atracando frenéticamente, o que apesar da ausência de falas, talvez tenha sido a sua melhor cameo dentro dos filmes cujo universos devemos ao próprio.

As cenas de ação no filme são todas muito bem executadas, como já era de se esperar e ainda chegam carregadas daquela carga dramática a mais que dão o tom da trama, como a sequência na ponte, onde ao tentar salvar um garoto em meio a um carro prestes a explodir e em chamas, pendurado por uma de suas teias (cena que nós já havíamos visto antes), o nosso herói passa a sua máscara para o próprio, encorajando o garoto a sair daquela situação, que naquele momento ele precisava encontrar o herói dentro dele mesmo para enfrentar o problema (ok, fui super clichê agora, eu sei). Confesso que eu gostei muito mais até mesmo dessa sequência do que aquele confronto final entre o Spider-Man e o Lagarto, que teve uma resolução meio que bem inesperada, não?

Embora o filme consiga equilibrar bem seus pontos positivos com tudo o que vimos de negativo dentro da história contada dessa vez, a sensação ao final da “nova experiência” é no mínimo confusa. Tivemos ótimas atuações, com um elenco excelente e super talentoso, uma história sendo recontada de uma forma mais atual, com uma alteração aqui ou ali que não acabou pesando ou desagradando tanto assim, o peso do nome do diretor do momento, que trazia uma expectativa muito maior em relação ao que vimos (pelo menos da minha parte), um vilão não dos melhores. Hmmm mmm… sabe quando ao final de tudo, vc chega a conclusão de que gostou, mas não gostou?

E para essa sensação confusa ao final de “The Amazing Spider-Man” eu creditaria a falta de um material inédito, onde muito do que vimos nessa nova versão da franquia não era tão “nova” assim. Tudo bem que nessa hora, não dá muito para fugir do óbvio de uma história tão conhecida por todos nós, embora exista sim no filme uma visível intenção de nos contar uma mesma história, mas com um olhar diferente. O problema é que esse olhar não chega a ser tão diferente assim a ponto de se distanciar completamente do que já vimos anteriormente e o elemento surpresa nessa hora acabou sendo prejudicado, porque a sensação que fica é que acabamos vendo um pouco mais do mesmo, com pequenas alterações. Quase como um “Spider-Man Reloaded”, onde não tem como chegar ao final do novo filme sem se perguntar se com um “Spider-Man” do Sam Raimi tão bacana como foi o filme de 2002, se realmente a gente precisava de uma versão tão similar, mesmo 10 anos depois do seu lançamento?

Por isso, “The Amazing Spider-Man” poderia ser rebatizado apenas como “The Regular Spider-Man” ou “The Spider Man, again”. Mas não deixa de ser um bom filme, do tipo que vale a pena assistir sim, por diversos motivos que eu descrevi ao longo dessa review (principalmente em sua segunda parte). Agora, se a intenção foi a a recomeçar e tentar fazer dessa franquia algo como o diretor Christopher Nolan conseguiu fazer com excelência em Batman (que a gente não está se contendo de tanta ansiedade para assistir o final dessa trilogia logo mais), digamos que o Aranha tenha ficado preso no seu emaranhado de teias e precisa se esforçar muito mais para conseguir reescrever uma história de forma mais digna. Que é o que nós torcemos para que eles consigam fazer com os dois filmes prometidos como sequência, com ou sem o Marc Webb em sua direção.

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


%d bloggers like this: