Posts Tagged ‘Season 2’

Hannibal Season 2, o outro trailer

Fevereiro 12, 2014

E por mais que nossos corações se dissolvam ao ver o Will com aquela máscara (Era ele sendo eletrocutado? Era apenas um sonho? Alguém me abraça?) , só consigo pensar em outra coisa a não ser o quanto da história eles já estão entregando nessa segunda temporada. Veremos…

 

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The Americans, o promo

Janeiro 31, 2014

Sensacional promo da aguardadíssima segunda temporada russa americana de The Americans.

Ansiosos?

 

#ACHANDOTUDOLINDORUSSOEAMERICANO

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Hannibal Season 2, o trailer

Janeiro 27, 2014

Para quem já estava morrendo de saudade de toda a estranheza maravilinda de Hannibal, temos o trailer da aguardadíssima Season 2, que estreia dia 28/02 na America antiga.

Ele só me deixou um pouco sem esperanças quanto a mais uma temporada depois dessa, com tantas cartas importantes sendo gastas (e entregues) tão cedo, mas isso é trabalho para os roteiristas, então… #CONTINUAMOSTORCENDO

 

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My Mad Fat Diary – Season 2, o trailer

Janeiro 20, 2014

Trailer da segunda temporada da série inglesa mais deliciosamente deliciosa e noventista do momento, My Mad Fat Diary, da qual nós já falamos por aqui.

Em breve… mas em breve quando, hein E4? #SACANAGEM

 

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A temporada menos política e mais comédia romântica de The Newsroom

Dezembro 26, 2013

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No passado, com uma história política bacana que conseguia brincar com fatos reais e importantes para o mundo todo (alguns mais, outros menos), The Newsroom chegava para se firmar rapidamente como uma das melhores novidades da temporada. Apesar de séria, ela também conseguia brincar com o lado “comédia romântica” da coisa, algo que algumas vezes até nos fez torcer bastante o nariz, mas logo conseguimos reconhecer que a nova série tinha um potencial que ia além desse detalhe muitas vezes irritante. Mas acima de qualquer coisa, The Newsroom ainda chegava com a assinatura do Aaron Sorkin (gostaria de saber como anda o projeto dele com o John Krasinski a respeito do Chateau Marmont, do qual nunca mais se ouvir falar nada…), o que por si só já nos fazia ter algum interesse e ou esperança em relação a nova série.

Entre altos e baixos em sua Season 1, eles até conseguiram um saldo bastante positivo em relação ao que não foi tão bacana assim durante a temporada, conseguiram brincar lindamente entre o campo dos fatos reais que se mesclavam com a história do mundo e ainda conseguiram manter um nível bem bacana mesmo na parte “cômica romântica” da questão. Apesar de qualquer coisa, era fácil conseguir reconhecer que a força maior da série estava mesmo no lado político da história, tanto pela crítica em relação a qualquer assunto delicado do passado (a série começa em alguns anos atrás e ainda não chegou aos dias atuais, mas agora já está bem perto disso, algo que eu acho preocupante…), quanto pela postura adotada pelo seu texto impiedoso e recheado de argumentos prontos para defender o seu ponto de vista ferozmente (mesmo colocando o seu protagonista como pertencente ao grupo do outro lado da força). E assim eles fizeram ao longo de sua temporada de estreia, onde em diversos momentos, apesar de nos sentirmos um tanto quanto perdidos de vez em quando na questão política quando o assunto em questão era algo mais voltado a realidade do povo americano e não em relação a assuntos que faziam de alguma forma parte do resto do mundo, The Newsroom conseguiu inclusive nos emocionar por diversas vezes, mostrando principalmente um lado quase que poético de se fazer jornalismo na TV, algo que certamente deve ter sido inspirador para quem divide a mesma profissão, apesar de pouco real e talvez um tanto quanto distante demais da realidade.

Pois nessa segunda temporada, acabamos esperando um pouco mais do mesmo, pelo menos da parte boa que conseguimos encontrar ao longo do começo dessa história, mas parece que eles resolveram inovar e a proposta para essa segunda temporada acabou sendo um tanto quanto diferente. Talvez por terem queimado cartuchos importantíssimos ao longo da primeira temporada em relação a notícias de importância mundial (pensando no volume de assunto que foram tocados durante a Season 1, é fácil reconhecer que na atual temporada, tivemos um volume bem menor de histórias e ou fatos políticos relacionados a série), ou apenas para realmente tentar algo novo, The Newsroom resolveu manter apenas um plot central em evidência ao longo da temporada, mantendo a maior parte de sua Season 2 centrada em um caso baseasdo em um erro jornalístico, uma entrevista incriminadora forjada, pela qual a equipe de McAvoy acabou sendo julgada como responsável. Um plot também bastante atual de certa forma, envolvendo questões políticas fictícias mas não tanto assim, como o uso de gás sarin em civis a favor do exército americano em batalha.

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Nesse caso, eles acabaram presos durante muito tempo dentro de uma única questão, deixando um pouco mais de lado os assuntos políticos diversos que foram tão bem explorados ao longo da Season 1 e que nós reconhecemos logo de cara como o grande forte da série. Mesmo deixando tudo isso de lado, The Newsroom conseguiu se manter como uma série interessante, até que o assunto acabou se tornando massante demais, mesmo porque, apesar de só terem nos revelado o que realmente havia acontecido com a tal reportagem forjada bem próximo do final da temporada, havia uma desconfiança geral de que o novato na equipe (sim o irmão magia nerd da Old Christine), aquele que estava de olho no cargo do Jim, estava mais do que envolvido na questão toda e não os demais membros antigos da equipe, ou alguém realmente ficou surpreso com a revelação? Por favor, me respeitem.

Apesar de ter menor espaço, as questões políticas ainda fizeram parte da nova temporada da série da HBO, com o tea party ainda revoltado com os insultos ao vivo do Will e a campanha política da reeleição do presidente Obama, que também foi bem presente ao longo dessa nova temporada. Nessa segunda opção, tivemos o Jim sendo mantido um tanto quanto afastado demais da redação, algo que não pode ser deixado de se apontar como mais um dos pontos negativos da temporada, uma vez que nos apaixonamos completamente por ele desde o seu primeiro tropeção dentro daquele ambiente de trabalho e por esse motivo, lamentamos a sua ausência dentro daquele cenário.

Acompanhando a campanha do oponente do Obama (Romney) naquela época apenas para ficar longe da Maggie (que usou a pior peruca da história das piores perucas da TV nos últimos 150 anos luz), Jim acabou se envolvendo em histórias menos interessantes e de quebra ainda trouxe uma nova personagem para a trama (chatinha…), algo que a essa altura não se fazia necessário, uma vez que a questão toda envolvendo a Maggie, sua melhor amiga (que para quem não ligava muito para a situação no começo até que está apaixonada e ou rancorosa demais, não?) e ex do Jim, ainda não havia sido totalmente resolvida. Outro ponto fraco da história foi toda a questão envolvendo a justificativa para o novo corte pavoroso da Maggie pós ida a Africa (sério, o que era aquela peruca e porque ela não foi no salão dar um jeito naquele corte feito a foice por ela mesmo?), que mais tarde acabou sendo explicada com uma historinha até que bem bonitinha, mas que acabou bem perdida em meio ao foco central da temporada.

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E se o lado político em questão acabou ficando realmente um tanto quanto de lado ao longo dessa Season 2 e em compensação, o lado “comédia romântica”  nunca esteve tão presente na série e confesso que acabou sendo um dos atrativos a parte para essa temporada visivelmente mais fraca em termos de assuntos realmente interessantes para The Newsroom. Teve toda a questão da Sloan com o Don (quem eu acabei vendo com outros olhos durante essa Season 2. Ele, e não ela, que fique bem claro), que foi bonitinha mas foi só isso também, a própria história inacabada do Jim com a Maggie (que parece que não vai ter fim tão cedo, nem com outra excursão no ônibus de Sex And The City) e é claro que o grande plot central dentro desse gênero na série, que sempre foi a história mal resolvida entre Will e MacKenzie, que a essa altura parecia também não ter mais fim, mas que finalmente chegou a um ponto pelo qual esperamos desde a Season 1, com Will finalmente conseguindo ter coragem de pedir a mulher da sua vida em casamento, o que de fato aconteceu e foi um momento bastante especial para a série política.

Mas é claro que até chegarmos a essa ponto, fomos enrolados com uma série de pormenores, com encontros e desencontros envolvendo o casal, além do despejo de mais algumas mágoas dessa relação conturbada e novos affairs que na verdade, pouco nos despertaram qualquer tipo de interesse. E novamente tivemos a questão do Will ser o chefe da MacKenzie e ela estar a frente do caso da matéria forjada, o que de certa forma só foi mesmo uma distração não muito eficaz em relação as nossas suspeitas para o que aconteceria até o final dessa segunda temporada, ou alguém achou mesmo que a MacKenzie seria deemitida ou que pior, Will, Chartlie (sempre excelente) e a própria MacKenzie fossem bancar aquela história da demissão em grupo? (também achei meio repetitivo o plot dos demais da redação oferecendo suas próprias cabeças nessa hora, algo que lembrou demais aquela metáfora do filme antigo da Sessão da Tarde utilizada pelo próprio Will no começo da primeira temporada)

Por todos esses motivos, podemos dizer que a Season 2 de The Newsroom acabou sendo bastante problemática e isso aconteceu principalmente porque eles resolveram tentar algo novo, distante da fórmula que já havia dado bastante certo ao longo da primeira temporada. Um risco que eles decidiram tomar e que não foram tão felizes assim com a sua execução. Conseguiram consertar o lado comédia romântica da coisa, que tanto nos incomodava no passado? Até que conseguiram, porque essa talvez tenha sido a parte menos chatinha da Season 2, mas em relação as questões políticas que encontramos ao longo da temporada de estreia e aquela emoção toda que eles conseguiram nos despertar facilmente naquela época, realmente ficaram a desejar e faltou um pouco mais de variedade nessa área para que a gente conseguisse reconhecer e identificar a série com o que já havíamos visto anteriormente. Me lembro de no passado ficar confuso, buscar informações sobre o que eles estavam falando ao longo do plot do episódio e dessa vez, não foi necessário o menor esforço para conseguir acompanhar aquelas miseras questões que apareceram. Uma pena, porque nós que gostamos desse tipo de série, gostamos de pensar também.

De qualquer forma, The Newsroom continua sendo uma grande série. Pode não ter sido a melhor, mas continua valendo a pena.

 

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The Carrie Diaries Season 2, o trailer (da Samantha)

Outubro 14, 2013

Dia 25 de Outubro, o dia em que a Little Carrie vai ganhar a sua Samantha. Yei!

#ICANTWAIT

 

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Bem diferente esse John Gallagher Jr do que aquele que encontramos em The Newsroom, não?

Agosto 21, 2013

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Lembrando que diferente não significa ruim, portanto: Höy!

 

ps: estou atrasado com The Newsroom (até agora acho que só vi os 3 primeiros), mas estou achando essa temporada bem mais fraca…

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Samantha is coming

Julho 29, 2013

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Olha só quem está chegando em The Carrie Diaries… Samantha Jones!

Ela que nessa versão está sendo interpretada pela atriz Lindsey Gort. Ansiosos pela nova temporada?

 

ps: e SIM, o título desse post poderia ser facilmente modificado por uma palavra e tudo ainda continuaria fazendo ainda mais sentido, rs

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The Newsroom Season 2, o trailer (esse sim com cenas inéditas)

Junho 10, 2013

Até que enfim um trailer com cenas inéditas da Season 2 de The Newsroom que estreia no dia 14 de julho,  hein?

Occupy Wall Street, as últimas eleições americanas, participações do Amish Liklater (Höy!) de The New Adventures of Old Christine. Ansiosos?

 

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Smash(ed)

Junho 5, 2013

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Smash encerrou sua curta história de duas temporadas na TV nos provocando descaradamente, mesmo tendo entregue uma segunda temporada bem meio assim, para não dizer péssima logo de cara, sem antes argumentar, como se ainda estivessem acima de qualquer coisa, no lucro, dizendo em seu número de encerramento que bastava entregar um grande final para que a audiência esquecesse todo o resto. Mas será que só isso realmente seria o suficiente para esquecermos de fato tudo o que foi essa Season 2 que encerrou de vez Smash?

Começamos reconhecendo logo de cara que essa segunda temporada da série sobre os bastidores de um musical na Broadway foi muito, mas muito custosa, do tipo que nos fez questionar o tempo todo o porque que continuamos diante da TV durante aqueles pouco mais de 40 minutos semanais. Isso quando não cochilamos ou desviamos nossas atenções para uma partida de Tetris invertido ou quem sabe matar a saudade do ICQ. É claro que em meio a uma temporada bem medíocre, o fator “Broadway” sempre acabava nos cativando e nos prendendo de alguma forma, por motivos óbvios é claro de muitas luzes piscando ao mesmo tempo, gente cantando invejavelmente como se não estivesse fazendo o menos esforço, um dia como outro qualquer milimetricamente coreografado, realizando de alguma forma a nossa fantasia de viver dentro de um musical pelo menos por um dia (sonho!), ou qualquer coisa do tipo. É claro que tudo isso sempre acabava nos distraindo de alguma forma, mas digamos que se a Broadway fosse realmente metade do que Smash foi durante essa Season 2, muito provavelmente suas luzes não continuariam acesas até hoje.

Durante a Season 1, reconhecemos que a série começou muito bem, nos trazendo a dança das cadeiras sobre quem de fato acabaria com o tão sonhado papel da nova Marilyn no teatro e enquanto isso, acompanhamos também toda a produção que um musical desse porte costuma ter, com as inúmeras brigas e desentendimentos envolvendo sua produção e os vários acertos e ajustes que são necessários para montar um espetáculo como Bombshell. E ao mesmo tempo em que enxergamos tudo isso, observamos e apontamos também diversas falhas que a série cometeu já em sua temporada de estreia, falhas que precisavam ser acertadas para que o show pudesse continuar, fazendo com que todos ainda continuassem interessados nele pelos motivos certos e não por um apelo ou atrativo certo qualquer.

Plots bem falhos, personagens insuportavelmente insuportáveis, histórias sem a menor força, números musicais ultrapassando todas as barreiras do ridículo (lembram do número Bollywood, com todo o elenco principal reunido pela primeira vez? #CREDINCRUZ), tudo isso precisava mudar e eles já encerraram a Season 1 anunciando uma série de cortes animadores no elenco, como o insuportável do assistente bi hétero gay Ellis, o marido bunda molão da Julia e seu filho adolescente que só tinha cara de velho mas eles juravam que era um adolescente (sério, eles mesmo chegaram a admitir e dizer isso na série), além do DiMaggio, a única despedida sentida por todos nós. Além disso, houve também uma troca de roteiristas e a espera de um tempo maior para que a Season 2 fosse realizada, algo que nos deixou com uma pontinha de boa esperança, aguardando pela nova temporada.

Até que ela finalmente chegou e nesse momento, toda essa esperança foi desaparecendo sem precisar fazer muito esforço, porque logo de cara, ainda na estreia da Season 2, Smash infelizmente já nos dava indícios de que continuava a seguir um caminho que não nos agradava em nada. Os plots continuavam capengas, alguns deles, que inclusive nos foram apresentados durante a season finale da temporada anterior como cliffhangers, foram abandonados descaradamente, sem nenhuma explicação (tipo a Ivy viciada em remédios) e mesmo com cartas de demissões entregues ao final da primeira temporada, ainda tivemos a breve reaparição de personagens meio assim (sim, estamos falando do marido da Julia que reapareceu durante a premiere e mais para a metade da temporada, recebemos também uma visita constrangedora e totalmente desnecessária do filho da Julia) e uma série de pequenas correções que precisavam ser feitas mas que eles pareciam continuar ignorando, mesmo com todas as mudanças em sua produção e tendo ganhado mais tempo para que esses ajustes fossem feitos.

A partir disso, a própria série foi se auto sabotando ao poucos em suas novas tentativas de finalmente dar certo, destruindo inclusive o pouco que permanecia OK dentro da sua própria história. Vejamos o caso da Julia por exemplo, ela que esteve envolvida com 3 dos personagens que foram eliminados da nova temporada e mesmo assim continuou sendo bem bacana, mérito é claro que da atriz Debra Messing, que interpretava a sua nova Grace com maestria na série (duas verdades: Julia era a nova Grace, fato e sorry e Debra consegue fazer o tipo muito bem mesmo, conseguindo se distanciar completamente do seu núcleo totalmente meio assim) e mesmo sendo a única sobrevivente do seu núcleo (familiar) acabou logo de cara ganhando o plot de que o seu trabalho a frente de Bombshell era o pior do musical (sério que alguém comprou isso?) e que tudo o que precisava melhorar estava em suas mãos. (praticamente uma mea culpa por parte dos roteiristas)

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Sem contar que o passado da personagem envolvendo a traição do marido (por parte dela), acabou tomando proporções completamente fora de propósito, com Smash querendo nos fazer acreditar e engolir que toda a sociedade da Broadway estava preocupadíssima com o caso de traição (vejam bem, segundo eles, só se falava disso nos bastidores) e estavam sabotando a Julia e por consequência todo o musical pelo motivo da moral e dos bons costumes teatrais, isso a ponto deles serem quase expulsos da “sociedade teatral” exatamente por esse motivo. Sério, Smash se passava na Broadway ou em uma seita religiosa dessas bem ignorantes? Com isso, sua personagem acabou ficando completamente pouco profissional (a série inteira pareceu ser bem anti-profissional durante essa temporada), sempre envolvida sexualmente com seus colegas de trabalho quando não gays (detalhe importante a se levantar, caso contrário acho que nem o Tom teria escapado), com tentativas de plots românticos com todos os que cruzaram o seu caminho profissionalmente (que vergonha), tornando a personagem como uma espécia de “Maria Dramaturgo”. EW! Lembrando que Julia não era uma iniciante na Broadway e já tinha certa experiência no assunto, além desse nunca ter parecido ser o perfil da personagem.

Sua outra metade, Tom (que nessa versão é o seu Will, só que mais Jack do que Will, convenhamos…) continuou sendo o mesmo foufo de sempre, até que começou a experimentar o poder de estar a frente do show, que foi quando ele acabou sendo nomeado a diretor do musical e tudo ficou ainda pior. Do músico fofinho apaixonado pela arte, Tom se tornou qualquer outra coisa do tipo incontrolável, as vezes sendo querido, querendo a participação de todos envolvidos com o projeto e logo em seguida perdendo o controle da situação e não sabendo mais o que fazer a respeito e as vezes completamente perdido, não querendo mais ser dupla com a Julia, simplesmente por estar meio deslumbrado com as novas possibilidades da sua carreira, até perceber que sozinho ele não conseguia ser tão bom quanto em dupla. Ain’t no Tom without a Julia. Ain’t no Will without a Grace. Seus envolvimentos amorosos também foram todos desastrosos e alguns bem vergonhosos, tanto quando namorando o ator melhor amigo da Ivy (que foi do bailarino ao reserva do papel principal em 3, 2, 1, personagem que não tinha o menor amor próprio e se demonstrou compreensivo demais) até quando se tornou o viúvo mais tedioso e nada convincente da face da terra. Sim, tivemos uma morte em Smash (viu como Smash é um drama?), e uma morte levada a sério, com uma série de tributos e reverências, mesmo que ela tenha acontecido para um personagem que só havia aparecido agora dentro da mitologia da série, sobre o qual falaremos mais depois. Sério, o relacionamento dele com o Kyle (R.I.P) apareceu do meio do nada, foi resolvido rapidinho, de forma pratica e absolutamente sexual e na verdade, pouco tempo eles estiveram juntos para tamanho luto por parte do Tom, não? Pra mim, a viúva oficial daquele funeral era o mocinho da iluminação, que depois disso foi descartado com uma lâmpada velha queimada.

Mas se Smash não se importou em tentar piorar personagens pelos quais a gente ainda tinha algum carinho como Tom & Julia, com a parte mais musical mesmo da trama, eles também não pareciam estar preocupados ou muito focados. Se eles não conseguiram resolver bem 1 musical durante a Season 1 e agora que Bombshell finalmente havia chegado a Broadway, uma série de mudanças pareciam ainda necessárias para que ele de fato acontecesse, de forma presunçosa e totalmente fora de controle, Smash teve a cara de pau de se arriscar em diversos novos projetos musicais dentro de uma temporada que já não estava andando muito bem quando apenas focada em um deles.

Bombshell acabou se transformando em dois espetáculos, quase três, que foi quando o personagem do Derek resolveu pular fora desse navio já afundando e ao mesmo tempo, eles começaram a investir em um outro musical dentro da série, esse com uma cara forçada de teatro mais experimental e independente, tentando fugir do estereotipo dos grandes musicais, experimentando novas linguagens e que mais tarde veio a se tornar o Hit List, que mesmo sendo super independente, sem grana e underground, acabou em dois segundos ganhando a Broadway (com direção do Derek, claro), se tornando o novo musical do momento e o grande oponente de Bombshell em sua temporada.

Mas pensa que acabou? Porque não acabou não e Bombshell e  Hit List não foram distrações suficientes para os produtores e roteiristas de Smash que realmente pareciam acreditar (só eles) que conseguiriam dar conta de toda essa variedade musical e outros dois musicais foram montados dentro da série durante essa Season 2. Um deles trazendo a nova sensação da Broadway do momento, uma estrela querendo provar que não era apenas uma garota inocente (não entendi até agora o propósito do musical dela, que na verdade não tinha uma história e era apenas focado em mostrar a sua trajetória no teatro e ou seus dotes vocais), com a Jennifer Hudson sendo vendida como essa grande estrela da vez, uma impressão que eles mesmo fizeram questão de nos passar durante os promos e os trailers da nova temporada (inclusive ela aparece no poster da temporada), mas que na verdade não era bem isso e ela parecia mesmo só ter dado uma passadinha na série, apenas para dar alguns conselhos aqui e ali para as iniciantes no ramo (principalmente a Karen) e fazer um ou dois números que para quem conhece a voz poderosa da cantora, talvez seja mais fácil  imaginar que ela realizou muito bem, isso antes de ser completamente descartada da série, sem sequer ser mencionada novamente. Simples assim. O outro musical dentro da série musical, esse de época e para o qual a Ivy acabou sendo emprestada (já que ela estava meio sem perspectiva depois de ter perdido o posto de nova Marilyn para a Karen), isso para que ele pelo menos tivesse alguma relação com a série, já que parecia paralelo demais e sem a melhor ligação com a trama, estrelado pelo Sean Hayes, que é sempre ótimo mas que também não encontrou um bom papel dentro da série, forçando a barra em um estereotipo exageradamente goofy, que seria mais ou menos o resultado de uma batida entre um Robin Willians e um Jim Carrey.

Talvez eles tenham incluído tantos outros musicais assim para quem sabe tentar desesperadamente nos distrair em relação a toda a grande porcaria que estava se tornando essa segunda temporada da série, que a essa altura já havia desandado de vez, não demonstrando a menor esperança de uma melhora, tanto que os números de sua audiência foram despencando cada vez mais e a série acabou sendo transferida para os sábados, que todo mundo sabe que é o corredor da morte para qualquer série. O desespero foi tanto que o próprio Bombshell acabou ficando quase que completamente de lado, assim como as músicas originais da série, que praticamente desaparecerem ao longo dessa temporada (pelo menos as do Bombshell sim, que foram muito mais presentes durante a Season 1) e seus número foram reduzidos consideravelmente também, transformando Smash em uma espécie de série sobre um musical do que uma série realmente musical. E como Derek acabou deixando a direção do projeto sobre a Marilyn, partindo para a direção do Hit List, novamente nos vimos de volta ao plot da dança das cadeiras que foi o grande plot da primeira temporada, sobre quem realmente acabaria sendo a nova Marilyn da Broadway, uma vez que Karen havia sido a escolha pessoal do diretor no passado, mas com a peça agora nas mãos do Tom, as coisas poderiam se tornar bem diferentes e favoráveis para a Ivy. (confirmou!)

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Que foi quando finalmente ganhamos a Ivy Lynn voltando para o posto que sempre achamos que ela sem a menor dúvida parecia ser a melhor escolha, encarando de forma bem mais natural (Karen sempre pareceu meio forçada no papel, além da sua notável falta de carisma, apesar do talento) a tarefa de dar vida a Marilyn, enquanto continuava lidando com a indiferença e infidelidade do Derek (ele que além de estar envolvido com a dança das cadeiras da vez só ganhou mesmo plots repetidos envolvendo o seu lado infiel e possivelmente alcoólatra, que nós já bem conhecemos), assim como o plot dramático da eterna competição com a mãe também atriz de musicais. Ivy que perdeu completamente o seu lado Marilyn megabitch e fez a humilde durante essa temporada, se encontrando inclusive prestes a desistir da carreira no começo dela e deixando de lado recursos que ela já havia utilizado no passado para conseguir o que queria. Nesse momento, estava claro que perdemos a antagonista da série e por esse motivo, como sempre torcemos para a personagem desde o começo, apesar das maldades do seu passado, passamos a enxergar o que sempre esteve óbvio, reconhecendo que Ivy realmente nasceu para aquele papel e em termos de carisma e talento (só faltou inteligência, porque ficar grávida a essa altura do campeonato foi o fim! E do Derek, que pegava geral…), ela que realmente merecia muito mais a posição mais desejada da Broadway de mentira do momento.

Karen que desde sempre se mostrou dona de uma personalidade bem mais apagada e por isso acabou quase sumindo ao longo da temporada, quando desistiu de ser a nova Marilyn para seguir o Derek em seu novo projeto, que ela mesmo se via mais interessada por conta de um boy magia que havia surgido em sua vida e que casualmente era um músico e vivia com um amigo que estava conveniente escrevendo um roteiro para um musical, que tinha grandes chances de ser o novo Rent. Sei… Karen realmente apesar de ser muito talentosa, nunca pareceu ser a melhor opção nesse cenário sobre quem deveria ser a nova Marilyn e colocando a personagem mais de lado, ficou evidente que ela não tinha o carisma necessário para segurar um papel como aquele, sendo que nem como secundária ela conseguiu se dar bem. A verdade é que ela nunca teve o carisma necessário, apesar de executar muito bem os números musicais dentro da série, mas sempre notamos que faltava alguma coisa importante nela para tal. Durante a temporada anterior, cheguei até a mencionar que seu despertar talvez tivesse acontecido tarde demais e essa nova temporada acabou confirmando exatamente essa impressão, mas talvez Karen nem tenha sido apenas despertada tarde de mais e sim, muito provavelmente, ela é só aquilo mesmo, simples assim.

Com o carisma de uma ostra, Karen se viu presa ao novo musical independente chatinho que acabou ocupando um espaço enorme da temporada, fazendo inclusive com que os atores envolvidos com Bombshell passassem a circular também dentro desse novo núcleo (Julia, Tom), que contava basicamente com a Karen e o Derek circulando entre os novos personagens por quem nós não conseguimos nos importar muito. Kyle, o tal amigo do seu boy magia que era escritor (aquele do R.I.P), até que parecia ser bem fofo, apesar de ter passado magicamente do total fracasso do seu texto ingênuo e despreparado para um musical grandioso para o escritor homenageado e reconhecido no Tony em pouquíssimo tempo depois. Coerência zero. Ele que apesar de namorar o tal iluminador magia, acabou se aventurando no que pareceu ter sido uma ou no máximo duas noites com o Tom, algo que foi o suficiente para fazer com que os roteiristas desprezassem o antigo namorado do personagem (para o qual ele inclusive apresentou até a sua família, vejam bem), muito provavelmente porque acharam que como o personagem iria morrer mesmo, o Tom faria uma viúva de maior peso por conta da relevância do personagem para a história do que o pobre iluminador coadjuvantão. Que vergonha Smash, que vergonha! Além disso, aqueles flashbacks com o Kyle participando da vida de todos os personagens principais, deixando sua lição de vida, sua “marquinha em cada um deles” (ZzZZZ), sendo que antes disso ele tinha ganhado apenas pequenas participações ao longo da temporada, além de totalmente desastrosos, chegaram a ser extremamente constrangedores, para não dizer ridículo, como se de um episódio para o outro o personagem tivesse se tornado um mito da Broadway, personagem esse que sequer teve o trabalho de ser construído previamente da forma certa.

Kyle que dividia o apartamento com o tal boy magia da Karen, Jimmy, que era absolutamente insuportável (em todo e qualquer sentido), além de nem ser tão magia assim, algo que até seria capaz de nos fazer pelo menos tolerar o seu personagem pela visão. Ele que chegou na série de forma misteriosa, com nome falso, onde descobrimos mais tarde que tinha dividas com um traficante, que na verdade era seu irmão, mas que acima de tudo isso era um músico talentosíssimo que tinha tudo para ser o novo queridinho da Broadway caso tivesse a sua chance. Detalhe, de músico ele passou a ator dramático também em um passe de mágica e acabou estrelando Hit List ao lado da Karen (novamente aquela questão do anti-profissionalismo mencionado anteriormente), com a qual ele manteve uma relação bem meio assim até o final da temporada, quando seu personagem acabou ganhando como resolução final o plot de que ficaria preso apenas por uns meses (senta ai e espera viu, Karen?), isso porque o grande segredo da sua vida era o de que uma garota havia morrido de overdose ao seu lado no passado e ele com medo do que aconteceu acabou fugindo, sem prestar socorro ou qualquer coisa do tipo e por isso havia assumido uma nova identidade, achando que se fosse pego por quem ele realmente era, poderia acabar sendo preso. Mas ao final da série, Jimmy acabou descobrindo que a tal garota na verdade não morreu e estava viva, por isso sua pena seria mais leve no final das contas. Sério, ele nem tentou descobrir o que de fato havia acontecido com a garota durante todo esse tempo antes de fugir?

Eileen continuou divando, mesmo com os probleminhas que a atriz Anjelica Huston acabou enfrentando por conta da mão pesada em alguns procedimentos estéticos meio assim. De todos os personagens, apesar de todo o anti-profissionalismo que sempre encontramos aqui e ali na série, ela sempre pareceu ser a mais profissional desde o começo de Smash e assim permaneceu até o final, colhendo merecidamente os frutos de todo o seu profissionalismo. E foi bem bacana vê-la recuperando o seu boy magia antiga do bar no final das contas, fora o sentimento da vingança pessoal dela com o marido, que além de ser um péssimo empresário, continuava se relacionando com o Ellis, aquele mesmo que a gente não suportava desde a primeira temporada e que dessa vez embora não tenha aparecido em cena, esteve presente em menção desonrosa, apenas para aterrorizar todo mundo mesmo que no formato de um fantasma.

É preciso dizer também que apesar de todos esse erros de roteiro e construção de personagem, um dos grandes problemas de Smash sempre esteve concentrado na parte musical da série, que não conseguiu se resolver muito bem durante essas duas temporadas. Talvez por se levarem a sério demais, mas é fato que em Smash, os momentos musicais só funcionaram de verdade durante os ensaios ou quando em cena, do contrário, eles não conseguiram resolver muito bem essa questão, como temos que reconhecer que Glee com muito bom humor (algo que faltou para a série), sempre conseguiu fazer naturalmente, sem ter que se esforçar muito para nos convencer de qualquer coisa. Se durante a primeira temporada tivemos um dos piores momentos musicais da série com aquela performance no pior do estilo Bollywood, durante essa Season 2, tivemos uma outra performance extremamente constrangedora e ruim logo no começo da temporada, com o Derek envolvido com diversas mulheres de salto pink dentro de um bar, que foi bem mais simples do que a anterior mas tão ridícula quanto. Não sei se foi só eu, mas consegui perceber uma vergonha explicita na cara do ator Jack Davenport durante a cena e não acho que foi muita coincidência logo depois dela o mesmo ter anunciado o seu envolvimento com uma nova série inglesa para a próxima temporada, mesmo ainda estando Smash com o seu futuro incerto naquele momento.

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Tentando desesperadamente encerrar a série pelo menos de forma honesta, Smash escolheu se despedir no formato de tortura, com um episódio duplo que nos preparava para o Tony, para o qual a série jurava que Bombshell e Hit List, apesar de todos os erros, eram os musicais que mais disputavam as categorias da premiação. Apesar de toda a trajetória, esse foi um final bacana sim para a série (mas também não esteve livre de grandes erros e aquele anti-profissionalismo de sempre, como por exemplo a apresentação do elenco de Hit List de última hora no palco do Tony, que aparentemente não contava com nenhuma segurança), apesar também de bastante estendido e que conseguiu reunir uma série de conclusões que a série precisava desesperadamente encontrar, antes de se encerrar, uma vez que a sentença de morte já havia chegado. Nesse episódio duplo, observamos a série e seus personagens se resolvendo de forma até que digna, o que nos faz questionar o porque deles não terem feito algo parecido com o restante da temporada, repetindo o mesmo feito e erro da temporada anterior, com a diferença que durante a Season 1, pelo menos os primeiros episódios da temporada conseguiram render alguma coisa boa, algo que não chegou a acontecer durante a Season 2, exceto pelo seu series finale.

Com esse final tudo acabou sendo acertado, os personagens ganharam o seu “final feliz”, Bombshell se firmou como o grande musical da vez durante o Tony Awards, com espaço para que Hit List também ganhasse o seu reconhecimento. Nessa hora, sobrou espaço até para mais uma tentativa amorosa para o Tom, com um provocação bem explícita para um certo ator de cinema que de uns anos para cá ganhou respeito na Broadway e que tem uma vida pessoal bastante questionável em alguns sentidos. Não vamos citar nomes porque não somos desse tipo, mas digamos que ficou bem claro que aquele possível novo boy magia do Tom (e o que aconteceu com o Scotty de Brothers & Sisters? Inflou?) era ninguém menos do que alguém que pode ser um dos X-Men, rs.

Apesar desse final até satisfatório, como foi o da primeira temporada, que também reuniu uma série de tropeços durante o seu caminho, Smash encerrou a sua história nos provocando com aquela ideia  mencionada no início dessa review, dizendo que desde que eles conseguissem encerrar a série bem, a audiência acabaria esquecendo todo o resto. Algo que fica bem difícil de se levar em consideração, uma vez que para quem permaneceu enquanto audiência da série durante essa nova temporada, temos a impressão por experiência própria que não deve ter sido uma das experiências mais fáceis da vida televisiva de ninguém. Por isso não, não é possível encerrar um série dessa forma descarada e esperar que a sua audiência esqueça todo a sua trajetória, que foi sim custosa, entendiante e principalmente porcamente executada. É, foi ruim mesmo e isso nós não vamos conseguir esquecer assim tão facilmente. Por isso nos despedimos de Smash sem a menor saudade, sem conseguir lembrar de pelo menos um bom número musical da sua nova temporada, que por se tratar de uma série musical, deveria obrigatoriamente ter existido.

 

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