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A temporada de Game Of Thrones em que continuamos andando mas que finalmente sentimos que saímos do lugar

Junho 25, 2013

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Avançamos. Finalmente avançamos! Desde que Game Of Thrones começou, ficamos com a impressão de que essa caminhada apesar de grandiosa e impressionante desde sempre, era também uma caminhada demorada, de passos lentos, mas muito lentos mesmo, onde seguimos adiante sem muito senso de direção, sem saber exatamente (ou a todo tempo) para onde estávamos indo. Mas continuamos caminhando lentamente ao lado da série mesmo assim, as vezes nos divertindo um pouco mais (os episódios 9 de todas as temporadas até agora foram todos sensacionais! Mas e os outros? …), as vezes bem menos, a ponto de torcemos o nariz ao ter que encarar mais uma hora da série durante aquela semana, que apesar de sempre fazer bem para os olhos e nos entreter com cenários fabulosos e grandiosos que sempre fizeram parte da sua excelente produção, muitas vezes deixou a desejar em termos de evolução e desenvolvimento da sua história em meio aos seus inúmeros personagens e esse ritmo mais lento da sua narrativa do qual alguns de nós sempre reclamamos. (reclamação considerando apenas quem só assiste a série de TV e não leu os livros, que fique bem claro e que fique bem claro também que uma coisa não deve depender da outra)

Retornamos da segunda temporada encontrando um pouco mais do mesmo, com aqueles poucos minutos para cada um dos seus inúmeros personagens nos situarem a respeito de seus paradeiros e intenções daqui para a frente. Nada muito animador e assumindo uma postura de vez em quando quase presunçosa demais ao apostar que a sua audiência ainda se lembrava exatamente de onde paramos durante a temporada anterior, que na verdade se tratava de apenas alguns passos a frente, mas ainda assim, alguns passos a frente para inúmeros personagens e pequenas histórias. Uma boa sugestão para quem assiste GOT talvez seja assistir de novo a season finale da temporada anterior antes de começar uma nova, só para facilitar um pouco mais as coisas, já que elas acabam sendo sempre uma grande introdução a tudo que ainda está por vir na série.

Cheguei até a reclamar em um dos meus textos dramáticos sobre o que estaria acontecendo com a minha/nossa TV atualmente, que aparentemente estava sim passando por uma crise criativa daquelas (ainda está), texto em que entre outras, citei também GOT como uma das minhas decepções do momento, onde a essa altura, o que de mais animador que já havia acontecido na temporada atual da série até então, foram apenas aqueles minutos finais de um episódio onde todo mundo ficou excitadíssimo comentando pelos sete reinos (“Aquele com o churrasquinho”, que seria o nome do episódio de GOT em Friends devidamente traduzido, rs_), mas que na verdade havia sido apenas aquilo mesmo, a velha fórmula de nos enganar com finais sensacionais depois de 40 e poucos minutos de muita enrolação. Até que um dos leitores do Guilt e da franquia de livros (Thnks V.) acabou me alertando honestamente sobre o fato de que na verdade, a história de GOT e a sua narrativa era basicamente apenas aquilo mesmo, muitos personagens, longas caminhadas e alguns acontecimentos mais animadores no meio do caminho. Após esse depoimento sincero e sem falsas esperanças (de vez em quando eu ainda acabo caindo nessa “animação exagerada” de alguns), confesso que acabei “aceitando” melhor o fundamento da série e o seu propósito, entendendo que seria perda de tempo achar que grandes mudanças estavam por vir em relação ao ritmo dos seus acontecimentos…

Costumo dizer que assistir Game Of Thrones é como estar jogando uma partida de um jogo de tabuleiros qualquer, do tipo que você tem que jogar os dados para avançar as casas até o final do mesmo. Com a diferença de que até aqui, a sensação ainda era a de que a gente não andava com muita sorte dentro desse jogo, avançando sempre apenas algumas poucas casas por vez, demorando muito tempo para de fato avançar e encontrar um ponto mais significativo e importante para a história. Talvez tenhamos até ficado algumas partidas sem jogar, por conta da má sorte de termos caído na prisão. (damn it! rs)

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Tudo bem que pelo menos dessa vez, apesar do mesmo ritmo de sempre a princípio, ainda durante o começo da temporada, eles acabaram gastando muito mais de tempo dessa vez com coisas mais úteis do que apenas diálogos soltos e sem muita relevância para a trama principal, nos esclarecendo um pouco mais sobre a sua história e isso além de ter sido bem bacana, foi importante para imaginar os rumos da história ou criar alguma esperança em relação a mesma, projetando o seu futuro. Khaleesi por exemplo, através de algumas fábulas ou histórias contadas por outros personagens a respeito da sua conhecida mitologia dentro dos sete reinos (incluindo o impiedoso Joffrey, que a essa altura a gente sonha que seja morto duas vezes, a primeira pelas mãos da Arya e a segunda da Khaleesi), pela primeira vez tivemos uma noção clara e até mesmo prática da sua importância para a história na retomada do poder que já foi do seu povo no passado e que veio se desenvolvendo dentro da série de forma bem bacana dessa vez. Libertando escravos e atuando basicamente como uma militante em nome da liberdade, Khaleesi foi construindo o seu exército (e ainda continua), que a essa altura é gigantesco e até então dentro da série eu não me lembro de ter visto algo parecido em volume. Com seus dragões ela caminha em busca do trono de ferro, arrastando multidões junto com ela e sendo encarada cada vez mais como uma deusa entre o seu “novo povo”. Até um boy magia ela conseguiu arrebatar nesse meio tempo, demonstrando que sim, ela tem uma ligeira queda pelos grandões cabeludos (apesar desse parecer um franguinho perto do seu Khal Drogo e se aquele outro magia morena que chegou acompanhando o seu futuro marido não tivesse a língua tão solta e não fosse tão escroto, eu não sei não viu? Eu pelo menos me senti inclinado ao erro momentâneo, rs), embora nada tenha acontecido entre eles até agora. Mas certamente podemos dizer que essa foi a temporada da ascensão da Khaleesi e seus dragões, onde a personagem finalmente começou a dar passos mais largos em relação ao seu maior objetivo rumo ao trono de ferro. Sem contar aquela cena grandiosa que encerrou a Season 3, mas que na verdade, apesar de importante e com um significado bem bacana, talvez não tenha sido a melhor forma para se encerrar uma temporada como essa.

E esse recurso das histórias contadas por meio de outros personagens tem se tornado cada vez mais recorrente dentro da série, onde por diversas vezes nos deparamos com alguns deles nos dando algumas pistas importantes em relação a quem são e o que podemos esperar de alguns personagens que parecem importantes dentro da história (tipo a historinha contada pelo Bran na season finale, sabe?), apesar da gente nunca ter certeza de nada em relação a relevância de cada um deles, dado o modo como eles costumam se livrar de personagens que achamos importantes e isso sem a menor piedade. Digo “parecem importantes” porque Game Of Thrones já nos provou desde a sua temporada de estreia que aqui não há favoritos (e ao que tudo indica tão pouco finais felizes) e ou personagens tão principais assim e todos eles podem acabar com a cabeça na ponta de uma lança a qualquer momento, como descobrimos novamente na reta final dessa Season 3.

E se para Khaleesi essa foi uma temporada de ascensão, embora ela não tenha chegado onde gostaria ainda e a gente não ter a menor ideia sobre o quanto isso ainda vai demorar (essa questão da geografia sempre foi um problema na série, algo que aqueles mapas tipo de videogame, mostrando exatamente o ponto onde o personagem se encontra naquele momento, poderia facilitar bastante as nossas vidas, não? Para isso eles poderiam inclusive aproveitar a abertura da série… e o mesmo vale para pop-ups explicativos e lembretes sobre cada um deles, principalmente aqueles que pouco conhecemos), essa foi também a temporada de redenção para o até ontem apenas odioso Jaime Lannister, que agora nós aprendemos a entender e e até a gostar um pouco, vai?

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Jaime que surgiu durante a primeira temporada, foi o responsável pelo acidente do Bran, ficou bem a parte da história durante a Season 2, embora tenha sido mantido como refém por toda ela, algo que até continuou durante a nova temporada, com a diferença de que dessa vez ele ficou ao lado da Brienne, que foi quando o personagem resolveu abrir seu coração e bastou o personagem perder a sua mão de forma cruel até, para entendermos um pouco mais sobre quem ele era, nos revelando novas camadas do personagem que até então a gente gostaria de ver perdendo todos os membros e nem se importava muito. E a relação dele com a Brienne foi desenvolvida lindamente, ela com toda a sua lealdade a Catelyn Stark e ele adquirindo um carinho enorme pela personagem ao longo dessa trajetória, a ponto de voltar para trás quando finalmente estava prestes a encontrar a liberdade no lar dos Lannisters e sendo capaz até de enfrentar um urso com apenas uma das mãos e uma espada de madeira, tudo isso para salvar o pescoço da Brienne, arranhado previamente pelo próprio urso gigantesco em questão. Se até esse ponto da história achamos que Jaime Lannister era apenas mais um vilão em meio a tantos outros interessados a qualquer custo no trono de ferro, hoje desconfiamos que o prince charming dos Lannisters pode ser muito mais do que apenas isso. Mas ainda não esquecemos o que ele fez com o Bran no passado…

Outro ponto marcante da temporada e que também teve a ver com a perda de membros foi a sessão de tortura que teve o Theon Greyjoy (agora também conhecido como “Fedor”, rs) como protagonista, sendo vítima do sádico Ramsay, personagem que surgiu misteriosamente, disfarçado de bom moço, mas que logo foi se revelando como o novo sádico sem limites da vez, se divertindo com Greyjoy preso a uma espécie de “Cruz de Santo André” (se o meu quase irmão estivesse lendo isso, certamente ele falaria “AHA, Essy, todo entendido na linguagem técnica de S&M, neam? rs), que mesmo sem entender nada até agora, acabou perdendo uma valiosa parte do seu corpo, que segundo dizem, parecia ser impressionante… (mas não foi ele que já fez nu frontal no começo da série? É, foi e talvez por isso não tenhamos ficado totalmente convencidos dessa mitologia a seu respeito, rs) e só mesmo no último episódio da temporada acabamos descobrindo que Ramsay era ninguém menos do que o filho bastardo do “novo protetor” do norte, Roose Bolton, que foi quando conseguimos entender o porque daquela motivação toda. E aquela cena final com ele comendo aquela linguiça logo após o ocorrido na sessão de tortura foi de uma sadismo delicioso e por favor, nunca promovam o encontro do Ramsay com o Joffrey, caso contrário, ninguém será capaz de deter essa história de amor e identificação imediata. (talvez por isso eu assista Vicious, série inglesa que também conta com o mesmo ator em um papel totalmente diferente e fico sempre morrendo de medo que ele comece a fazer algo parecido com o casal gay mais adorado do momento, do qual nós já falamos por aqui mas falaremos mais em breve. Se bem que, por lá temos também o Magneto então, acho que ele não conseguiria se dar muito em termos de vilania bem nesse caso, rs)

Tyrion, Joffrey, Sansa (me pergunto até hoje porque tão chata e porque ainda vida. Porque?), Cersei e todo o clã Lannister estiveram mais a parte da história dessa vez e foram mantidos praticamente em casa durante toda a temporada, resolvendo algumas questões familiares ainda pendentes para todos eles, principalmente no que dizia a respeito do estado civil de cada um deles. Nesse hora, lamentamos principalmente pelo Tyrion ter ficado tão de lado, embora tenha ganhado seus bons momentos durante essa temporada, como a discussão com o pai a respeito da sua existência até hoje,  até a exploração do lado mais sentimental do melhor personagem da série, que acabou sendo obrigado a se casar com a Sonsa (com quem ele vem criando uma relação ótima por sinal), em uma cerimônia cheia de ironia e humor negro em relação a “pequena” diferença entre os dois e onde o personagem também acabou ganhando mais alguns de seus bons momentos dentro da série, além das ameaças todas de sempre do Rei Joffrey. Rei que apenas pensa que é Rei, porque na verdade descobrimos que quem anda comandando tudo aquilo é mesmo a mente do patriarca da família, Tywin Lannister, que é além de poderoso, consegue sabiamente manipular o neto, que apesar de se sentir como um Rei (apesar de andar escoltado e escondido dentro de carruagens pelo reino e da sua única tarefa real ser escolher o tecido do seu novo “vestidinho”, rs), não tem muita coragem de enfrentá-lo.

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Apesar de ter ficado mais a parte durante essa temporada, Joffrey continuou construindo a história do seu odioso personagem, sempre envolvido em um capricho qualquer ou em situações com requintes de crueldade absurdas, como suas presas humanas vítimas de suas vontades e caprichos absurdos naquele momento. Personagem que inclusive acabou ganhando uma nova candidata a Rainha, ela que parece estar bem ciente da sua personalidade meio assim, embora continue disfarçando muito bem (só não sabemos exatamente ainda o porque) e que de quebra nos trouxe uma espécie de “Violet” de Downton Abbey diretamente para os sete reinos, uma comparação praticamente impossível de não se fazer devido as semelhanças de ambas personagens embora pertençam a universos tão distintos.

Alguns outros personagens também foram desenvolvidos um pouco mais ao longo da temporada, como a história do Stannis Baratheon e a sua filha com marcas de dragão presa no calabouço, assim como os feitiços e artimanhas da Melisandre, que acabou separando o Gendry Baratheon da Arya, logo agora que ele havia se declarado para ela (um momento bem foufo dentro da série) e tivemos também o plot do pequeno Bran (que cresceu e engrossou a voz, não?), que descobrimos ser um warg e ter certos poderes importantes. Apesar da Season 2 ter terminado com a passeata dos white walkers, pouco eles foram explorados ao longo dessa terceira temporada, onde em relação a eles nós apenas ganhamos a descoberta do Sam de um arma capaz de destruí-los. E podemos dizer também que essa foi uma temporada bem temática para Game Of Thrones, onde além de casamentos e membros decepados, tivemos também um episódio inteiro dedicado as bundas da série, onde observamos Jon Snow vivendo a sua primeira noite com uma mulher, Ygritte, que quem diria que naquela tímida serviçal ruiva em Downton Abbey encontraríamos uma mulher faminta, bem resolvida sexualmente, super amarga e totalmente passional, não?

Até que chegamos ao grande momento dessa temporada, um episódio que teve o maior shock value da mitologia série, muito mais importante, surpreendente e impressionante até do que a morte de Ned Stark no começo de GOT. Um episódio que começou com uma série de “encontros e desencontros”, com a Arya bem próxima de finalmente encontrar parte da sua família e o Jon Snow quase esbarrando nos irmãos Bran e Rickon em um lugar qualquer (sorry, sou fã da Sofia Coppola, que eu descobri fazer aniversário no mesmo dia que eu portanto, me deixem em paz! rs). Nele ainda tivemos um momento bem bacana entre mãe e filho, com o Robb Stark finalmente se acertando com a mãe, Catelyn, para quem ele acabou pedindo conselhos em relação aos rumos da guerra que ele havia travado em busca do trono e que até o momento havia sido vitorioso.

Episódio esse que foi marcado pelo famoso red wedding, que começou como uma grande celebração em meio a um pedido de desculpas da família Stark pelo fato do Robb ter se casado com outra e não cumprido o trato entre as famílias envolvidas (outra que inclusive estava grávida nesse momento), mas que acabou no maior e mais importante massacre que encontramos dentro da série. Em uma cena extremamente violenta e surpreendente, observamos de longe a família Stark sendo mais uma vez massacrada, dessa vez perdendo cruelmente dois dos seus membros também bastante importantes até esse ponto da história (ou que a gente achava importante até então), com o Robb assistindo a mulher grávida sendo brutalmente esfaqueada repetidas vezes na barriga, enquanto o próprio recebia flechas em seu corpo por todos os lados, ainda em choque e sem praticamente conseguir entender o que estava acontecendo. Totalmente desesperada, nesse momento (além da participação do baterista do Coldplay tocando animadamente ao fundo) ganhamos Catelyn pronta para o tudo ou nada diante do mandante de tudo aquilo, o odioso Lord Walder (para o qual nós desejamos uma morte lenta, dolorosa e mais vermelha ainda!), ameaçando cortar a garganta da sua atual esposa (e cumprindo), até que se viu completamente sem forças diante daquela situação desesperadora e acabou tendo o mesmo destino do que a sua vítima. (R.I.P)

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Dessa vez, nada de trilha sonora bacana (mais a do casamento no início desse cena foi bem especial), como ganhamos durante a guerra dos Lannisters durante a temporada anterior (também no ep 9, que no passado mais distante, também foi o episódio em que nos despedimos do Ned Stark. Confirmou!), apenas um silêncio enquanto subiam os crédito, que era exatamente o que a gente precisava naquele momento para assimilar todos aqueles surpreendentes acontecimentos que nos deixaram com a cara no chão por alguns longos instantes. Detalhe que Arya acompanhada do The Round estava logo ao lado daquela cena, a poucos metros de distância de finalmente se ver ao lado da sua família, suspeitando que algo de errado estava prestes a acontecer e vendo de longe o lobo da família sendo cruelmente sacrificado pelos novos inimigos da vez. (e aquela cena com a cabeça do lobo na estaca, hein? Quanto simbolismo!) Um momento que certamente acabou se tornando um choque para todo mundo, principalmente para quem não havia lido os livros, onde de uma hora para a outra nos encontramos novamente sem saber mais para quem torcer nos rumos dessa história no futuro. (mentira, vamos sempre torcer para a Arya. Go Arya! Go Arya!)

Encerrando a temporada ainda meio que incrédulos em relação a tudo o que havíamos acabado de assistir durante o episódio anterior, tivemos novamente um episódio que mais serviu para nos situar em relação aos rumos da história no futuro, com o Snow chegando ferido na muralha, Bran partindo em sua caminhada para o que ele acredita ser necessário fazer naquele momento (depois de um encontro super foufo com o Sam), Genrdy conseguindo fugir antes de ser executado, a irmã do Theon partindo em busca de libertar o irmão daquela tortura e a Khaleesi ganhando uma volume ainda maior para o seu exército, onde o que de mais importante que acabou acontecendo ao longo dessa despedida da Season 3 foi realmente a transformação da Arya, que ainda em estado de choque por tudo o que aconteceu com a sua família (mais uma vez com ela praticamente assistindo tudo bem de perto) e ao ver alguns soldados do lado inimigo zombando de toda aquela tragédia envolvendo a sua mãe e irmão, não pensou duas vezes e teatralmente arquitetou o seu bote para cima do inimigo da vez, o esfaqueando descontroladamente. Ou seja, certeza que a partir daquele momento, Arya nunca mais será a mesma.

E com o peso dessa sensação de perda gigantesca do final da Season 3, nos despedimos daquela que provavelmente acabou sendo a melhor temporada de Game Of Thrones até aqui. Gosto muito da Season 1, que contava com a vantagem do fator “novidade” a seu favor, mas que também já havia contado com os seus probleminhas de sempre, não gosto de muita coisa da Season 2, exceto por tudo o que envolveu o Tyrion e o desenvolvimento do seu personagem ao longo da mesma, mas essa Season 3, apesar de ter cometido alguns dos mesmos erros do passado da série, acabou nos trazendo de volta uma empolgação que a gente não encontrava mais em GOT faz tempo, além do avanço que finalmente acabamos dando em relação a sua história, onde apesar de não ter a menor ideia de onde tudo isso vai acabar, conseguimos novamente nos interessar a pelo menos pensar em algumas teorias a respeito ou até mesmo imaginar alguns sonhos para o seu futuro. Se até aqui a gente se manteve cochilando de vez em quando, podemos dizer que em certa altura dessa nova temporada, alguém nos deu aquele cutucão para despertar no momento certo e parece que agora a coisa toda vai andar de verdade. Mas será que vai mesmo? Bem, isso a gente ainda não sabe, mas mesmo se a série não tivesse ganhando esse saldo positivo durante a nova temporada, a grandiosidade e o cuidado de uma produção como a de Game Of Thrones é quase que uma garantia de que a série não merece ser ignorada em hipótese alguma (ainda mais passando aqui ao mesmo tempo que lá. Clap Clap Clap HBO!), nem quando não nos entregando o seu melhor, o que não foi o caso dessa vez, mas que também já aconteceu no seu passado não tão distante assim.

Veremos…

#Mhysa

 

ps: como complemento de todos os episódios de GOT, recomendo que todo mundo assista a esses vídeos aqui do “Gay Of Thrones” lá do Funny or Die. Sério, #TEMCOMONAOAMAR e ou rir alto?

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O final não tão feliz assim de Happy Endings

Maio 16, 2013

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E logo a série que nos prometia finais felizes a começar pelo seu título, acabou não ganhando o seu merecido final feliz. Vai entender a vida. E com tanta comédia bem meio assim continuando na TV, algumas com trajetórias verdadeiramente intermináveis, não tem como não sentir pelo menos uma pontinha de rancor no coração. (nesse momento, no meu curso de bruxaria via correspondência, eu faço questão de amaldiçoar New Girl, The Big Bang Theory – que até melhorou mas né? – Two And A Half Men, Anger Management, entre várias outras ainda vivas na TV. Já não está na hora de mandar desligar esses aparelhos, não?)

Nossa história com Happy Endings pode até ser considerada recente, já que por aqui no Guilt, começamos a assistir a série enquanto a sua deliciosa Season 2 ainda estava sendo exibida, em uma maratona mais deliciosa ainda e que de tão boa, precisou até uma de um repeat logo na sequência, de tão empolgados que ficamos com a descoberta da “nova” comédia. Personagens adoráveis, plots sensacionais sobre qualquer coisa, mitologias que foram aparecendo com o tempo e a Kim Bauer (cuspida de fogo verde no chão seguida de x3 #CREDINCRUZ) que a gente gostaria que tivesse desaparecido junto com aquele boy patinador e ou tivesse sido servida como jantar para um cougar ainda no piloto. Tudo na série parecia AmAUzing, de verdade, como se tivéssemos encontrado uma das nossas novas comédias com cara de antiga preferidas.

Até que chegamos a recém encerrada Season 3, com todos eles reunidos novamente, mas alguma coisa parecia estar fora do lugar. Diferente das outras duas temporadas, essa Season 3 de Happy Endings demorou para acontecer e eu não sei explicar exatamente o porque , mas demorou. O começo não chegou a empolgar muito, embora a série sempre nos tenha arrancado boas risadas, mas nesse início de temporada elas acabaram acontecendo com menos frequência, em plots mais isolados ou bem de vez em quando.  Na verdade, acho que tudo isso aconteceu porque eles começaram a serem pressionados em relação aos números e com isso começaram a se preocupar mais em agradar tentando coisas novas, do que seguir a mesma linha de sempre, que apesar de não ter atingido grandes números, continuava ótima para quem já gostava da série. Um bom exemplo disso foi a forma como eles modificaram do dia para a noite a rotina do casal Jane + Brad (Eliza Coupe e Damon Wayans Jr.), que mudaram de trabalhos como em um passe de mágica, sem a menor explicação plausível (tá, até ganhamos uma explicação qualquer que não convenceu, vai?)  principalmente no caso dela e essa transição acabou parecendo forçada apenas para modificar os ares e quem sabe trazer novos núcleos para a trama, que normalmente não funcionam nesse tipo de comédia e eles já deveriam saber disso.

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Mas esse foi só o começo, porque logo os novos seis amigos mais legais da TV conseguiram colocar tudo exatamente em seu lugar novamente e a partir disso voltamos a reconhecer a série como uma das comédias mais bacanas da TV atual. Todos continuaram enlouquecidos, sempre tentando se dar bem em qualquer coisa, naquela eterna competição deliciosa que sempre existiu dentro do grupo, mas de forma bacana. Jane e Brad continuaram excelentes enquanto casal, com uma química fora do comum, Penny (Casey Wilson) estava de volta a velha forma adorkable de sempre (ao lado do casal, a minha preferida desde sempre), Max (Adam Pally) continuou sendo o Max, sempre imundo, a procura de comida e com um drama capilar incontrolável durante essa temporada e o casal Dave + Kim Bauer (Zachary Knighton e a péssima desde sempre, Elisha Cuthbert) agora estava junto novamente e para eles gritamos: e quem se importa? (sorry Dave, mas não gostamos de sair como vocês e sua namorada. Da próxima vez, vê se aparece sozinho…)

Ao recuperar as forças, ganhamos uma séries de novos momentos ótimos para a série, com o Penny e o capacete (sério, eu me descontrolei de tanto rir durante todas as cenas dela com o capacete), a ID fake da Jane porque ela nasceu no Natal e a descoberta de um grupo secreto que sofria do mesmo drama, o papagaio da Alex morto (que foi legal porque envolvia outros personagens e não a Alex), a exemplificação dos tipos diferentes de gays (um dos melhores episódios da temporada e a dupla Jane + Max estava unfirah nesse episódio e novamente mais perto do final, com ela assumindo a tarefa de transformar o Max em um homem nais descente), descobrimos que eles já haviam participado de uma das edições do Real World MTV (que foi meio que onde alguns deles se conheceram), ganhamos também a revelação do ex da Jane na verdade ser uma ex, Penny e seu novo boy magia com quem ela chegou a ficar noiva (Höy!), todos na feira de casamento e uma deliciosa disputa de jogos entre casais, que acabou com o noivado da Penny e teve um discurso excelente do Max em relação a coragem dela de encerrar uma coisa que estava na cara que não daria certo, muito perto de deixá-la acontecer apenas por comodidade, vergonha, desespero ou qualquer coisa do tipo.

Até um plot envolvendo um namorado brasileiro para o Max no melhor estilo Romeo + Juliet acabou acontecendo durante essa Season 3, com direito a briga de comida em meio a coreôs animadas de capoeira e uma decoração típica verde e amarela. Outro ótimo momento foi a peça da Penny sobre o término do seu relacionamento (também AMEI quando ela encontrou com o seu pai, que assumiu ser gay e ela mesmo disse que isso explicava muito do próprio comportamento dela,  como se a partir daquele momento ela finalmente conseguisse entender o porque da sua personalidade, rs), onde a personagem aproveitava para se descrever como a pior namorada do mundo, assumindo uma culpa muito maior do que a que ela tinha na verdade.

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Mas nada disso foi o suficiente para garantir o futuro da série. E mesmo com essa quantidade grande até de bons momentos (o que foi a briga das irmãs Kerkovich?), eles acabaram amargando o drama de serem transferidos para as sextas, que a gente sabe que é o pesadelo de qualquer série. O limbo todo mundo também sabe que é o sábado, que é onde se encontra Smash por exemplo, mais ou menos como se a série estivesse esperando no corredor da morte para ser executada. Nesse momento, eles até chegaram a brincar em uma das promos, pedindo para que os fãs salvassem a série do cancelamento, que a essa altura seguindo uma tendência pavorosa e até desrespeitosas das emissoras durante essa temporada, a série passou a ter dois episódios exibidos por noite até a finale, que descobrimos depois que seria o final da série. The End.

E não foi um final bacana, que a gente conseguisse pelo menos reconhecer ou aceitar como um final feliz para a série. Com um plot até que bacana, envolvendo uma irmã mais velha das irmãs Kerkovich até então desconhecida, que dividiu as atenções do episódio com o plot dramático e totalmente desnecessário da separação do casal que ninguém nunca gostou ou torceu a favor, Dave e Alex (sorry de novo Dave, porque eu gosto de você e sonhava em comer um dos seus lanches. Sério, aquela carne… Yummy!). Assim, de forma bem porca e quase preguiçosa, não sobrou muito tempo para resolver qualquer questão entre os personagens da série, mesmo que naquele momento, quase nada ainda estivesse pendente.

Quase nada exceto os tais “finais felizes” que nos prometeram desde sempre, ou eles realmente acharam que uma dancinha no meio de uma festa de casamento que a propósito não era de nenhum deles (mas tê-los destruindo a festa inteira foi ótimo também) seria o suficiente para nos deixar satisfeitos com essa despedida precoce?

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Por esse motivo, proponho uma lado B o series finale de Happy Endings, com os meus finais felizes para cada um dos personagens da série:

♥  Jane + Brad = continuaram casados e apaixonados para sempre, com dois casais de gêmeos, dois negros, dois germânicos. Devido a boa genética da família comandada na linha dura e de perto pela Jane, dizem que passaram dos 100 anos e chegaram a conhecer a quinta geração da sua família, mesmo com eles já estando na forma de um ectoplasma, rs.

♥  Penny = viajou o mundo a trabalho por um ano inteiro, experimentando uma variedade de boys magias de diferentes lugares do mundo e etnias, com tudo pago e ainda recebendo por isso. Depois disso voltou para Chicago mas se mudou para NY, onde ela continuou experimentando as possibilidades da cidade por mais um ano (fez até uma ponta na season finale de HIMYM, que eu acabei assistindo esperando que a revelação da identidade da mãe tivesse sido sensacional e wait for it… não foi. Humpf!) e depois disso encontrou o amor da sua vida, uma estrela de Hollywood com quem ela se casou anos depois e adotou 5 crianças, pelo menos por enquanto. Mas continuou trabalhando e hoje é dona de metade da 5th Avenue e 2/3 da Broadway, de tão bem sucedida que continuou sendo profissionalmente. Continua dizendo “AmAUzing” e liga para a Jane toda vez que resolve trocar de carro, agora 4 vezes por ano, a cada nova estação. Até hoje, Penny mantem em cada um de suas casas pelo mundo um quarto especialmente reservado para o Max.

 ♥  Max = tomou um banho demorado por dia durante um mês e depois dessa detox encardida, arrumou um emprego normal, onde ele acabou se apaixonando pelo dono da empresa, que em pouco tempo o cobriu de jóias, piñatas mais fáceis de se quebrar e recheadas de doces e participou de uma das edições gay de Real Housewives, onde fez fama e fortuna. Depois do programa, Max cortou o cabelo e removeu aquelas tattoos pavorosas e as substituiu por novas tattoos pavorosas de pegadas de urso e ou nomes de suas conquistas espalhadas pelo corpo e hoje é dono de uma pequena joalheria de peças eróticas super exclusivas downtown Chicago, além de possuir a mair frota de limousines no fundamento 80’s do universo. Só atende com hora marcada em ambos os negócios. Sempre após as 16h00, que é quando ele começa a acordar. Não insista.

♥  Dave =  se casou com a Kim Bauer (e esse foi seu maior castigo na vida), mas ficou viúvo ainda na lua de mel, porque ela finalmente foi comida por um cougar desdentado, por isso podemos imaginar que essa foi uma morte lenta e dolorosa. Depois disso entrou em depressão por cerca de uma semana, superou, foi com seu trailer até a comunidade navajo mais próxima e se tornou um dos palestrantes mais bem sucedidos da história da comunidade. Durante seus cultos, Dave ficou conhecido por distribuir seus famosos lanches de carne, o que era proibido naquela região e por isso ele foi expulso da comunidade. Sem saber o que fazer, se inscreveu no The Voice (sério, tinha um candidato igualzinho a ele até um dia desses no programa chamado Justin Rivers), onde não conseguiu ir muito longe na competição, embora tenha conseguido pelo menos um contrato para lançar o seu único single de sucesso, responsável pela sua fortuna e pelo qual ele é chamado para cantar até hoje em feiras e convenções locais. Continua solteiro e descobriu recentemente que o grande amor da sua vida talvez seja um híbrido do Max + Brad.

Alex = (sem coração de propósito) morreu. Finalmente!

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É, apesar da mágoa, agora realmente só nos resta aceitar que uma série como Happy Endings tenha terminado dessa forma, nos devendo aquele final feliz que todo mundo gostaria de ter visto e isso nem tão cedo, viu? Mas temos que encarar que nem todo final é feliz, mesmo que ele nos tenha sido prometido, então…

R.I.P. Happy Endings

 

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Sabe aquela praga que a gente pensou em rogar para o Dan Stevens por ele talvez ter arruinado Downton Abbey para todos nós?

Maio 7, 2013

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Nem precisamos mais nos dar ao trabalho porque ao que tudo indica, o combo Wellaton no tom do erro + a dieta que o fez perder o equivalente ao peso das três filhas da família Crawley juntas e em tão pouco tempo, parece que já está sendo o castigo suficiente para o nosso ex inglês contemporâneo preferido de época.

E todo esse brilho na testa significa?

Significa que é obvio que o maquiador de plantão também é fã de Downton Abbey e é claro que não aceitou essa canalhice em relação as jóias da coroa e provavelmente se recusou a bater o pó. (rs)

#NAOTABOMNAO

 

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O adorável descontrole da Season 3 de Raising Hope

Abril 19, 2013

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Raising Hope continua sendo aquela série deliciosa, com gosto assumidamente de junk food, do tipo que todo mundo deveria assistir (embora sua audiência nunca tenha sido lá essas coisas). Costumo até dizer que assistir Raising Hope é o meu freella como babysitter preferido da semana.

Desde a sua estréia, já passamos por três igualmente deliciosas temporadas. A primeira delas, onde fomos apresentados a família Chance e passamos a observar o Jimmy (Lucas Neff) ainda em fase de adaptação em relação a nova tarefa mais importante da sua vida, a de criar sozinho um adorável garotinha chamada Hope (Baylie e Rylie Cregut) e isso é claro que com a supervisão sempre imprescindível de seus pais, Burt (Garret Dillahunt) e Virginia (Martha Plimpton), que passaram por algo semelhante no passado com o próprio Jimmy e não poderiam ser auxiliares melhores para essa difícil tarefa. E tudo isso também na companhia da indispensável Maw Maw (Cloris Leachman) completando o retrato anual da família, com direito ao Jimmy com meia sobrancelha e Burt e Virginia vestidos com roupa de domingo. (acho sensacional que o Burt desde sempre só tenha aquela mesma roupa mais formal para essa tipo de ocasião, rs)

Depois disso, com o Jimmy já acostumado com a tarefa de ser pai da foufíssima Hope (e como desde muito pequenas essas gêmeas sempre foram excelentes, não?), conhecemos um pouco mais sobre a família Chance e descobrimos que eles eram bem piores do que a gente imaginava. Eles que desde sempre foram meio duros de grana (meio?), um tanto quanto trambiqueiros, é verdade (mas de um jeito digamos que “do bem”), mas que também sempre foram cheios de imaginação e jogo de cintura para enfrentar as dificuldades todas que enfrentavam e sempre tiveram pouco ou quase nenhum julgamento moral em relação a suas atitudes e assim permaneceram até hoje, encarando tudo com muito bom humor. Mas durante a Season 2, que embora tenha sido tão deliciosa quanto a primeira, a temporada acabou sendo ameaçada pelo fantasma do cancelamento, que rondou aquela casa no subúrbio recheada por um bom tempo. Por isso ficamos com a sensação de que as coisas precisaram ser apressadas e resolvidas rapidamente. Jimmy precisou revelar de uma vez por todas o seu amor por Sabrina (Shannon Woodward), a caixa do mercado onde ele também trabalha (em um dos melhores e mais foufos episódios da série) e assim ter a chance de passar mais tempo ao lado daquela que ele amava (um amor que inclusive descobrimos ser antigo por parte dela). Assim, meio que às pressas, eles tentaram nos dar um final para aquela que parecia ser a despedida da série, que se de fato tivesse sido confirmada naquela época, com certeza teria acontecido cedo demais.

Até que recebemos a notícia da sua renovação para uma Season 3, algo que nos pegou totalmente surpresos por ganharmos uma pouco mais de tempo acompanhando a vida desses personagens que em pouco tempo conseguiram nos deixar totalmente apaixonados. Depois disso ganhamos a informação de que essa nova temporada teria 2 episódios a mais, algo que deixava ainda mais próxima a ideia de que talvez estivéssemos realmente perto do fim da série. Humpf! Mas tudo bem, a essa altura não dava nem para reclamar, porque pelo menos havíamos ganhado mais tempo para nos despedirmos adequadamente daqueles personagens adoráveis. Sem contar que o seu canal passou a exibir dois episódios da série por noite (algo que recentemente tem acontecido com certa frequência com diversas séries: 30 Rock, Parks And Recriation, The Oficce, Happy Endings – essa última inclusive com o agravante de ter sido empurrada para o limbo das sextas, #CREDINCRUZ), algo que acabou nos deixando totalmente sem a menor esperança quanto a uma possível renovação para uma quarta temporada.

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A essa altura, embora a preocupação de um cancelamento injusto ainda nos rondasse e isso inevitavelmente nos deixasse com aquele sentimento de tristeza por ver mais uma das melhores comédias do momento acabar injustamente e prematuramente, embora todo esse sentimento, a sensação era a de dever cumprido, a de que a essa altura pouco eles tinham o que fazer que já não tivessem feito antes para amarrar melhor essa história e nos entregar um series finale bacana, digno da série que sempre foi tão boa e bem pouco reconhecida (vejo New Girl, The Big Bang Theory e algumas outras figurando nas listas de indicações de comédia em qualquer prêmio por aí e sinto até o vulcão do ódio e da discórdia entrando em erupção dentro de mim, toda vez). Ou seja, daqui para frente, o que viesse definitivamente seria lucro em Raising Hope.

E foi nessa hora que parece que eles resolveram enlouquecer completamente e não se importar com mais nada, nos entregando uma série de episódios deliciosos e sensacionais, do começo ao fim. Mas do tipo sensacionais mesmo, sem exageros. Parecia até que eles estavam cientes que a morte da série se aproximava e como já estavam completamente desenganados, resolveram aproveitar mais o atual momento e experimentar de tudo um pouco.

Começamos a temporada achando que estávamos correndo o risco de perder a guarda da Hope, algo que não conseguimos aceitar nem como brincadeira, mas que mais tarde descobrimos que na verdade, quem estava correndo esse risco era a Maw Maw e quando de fato ela foi levada para uma casa de repouso, o Chances praticamente enlouqueceram bolando um plano com direito até a referências de “Cocoon” para salvar aquela que eles pensavam ser o membro mais velho da família.

Falando em referência, se tem uma série que consegue fazer uma referência e usá-la de forma inimaginável, essa série é Raising Hope, que nessa temporada trouxe ninguém menos do que o Christopher Lloyd e o seu DeLorean para reviver bons momentos dentro da série. OK, um minuto e 1/2 de silêncio como sinal de respeito pela referência. Ele que na série acabou interpretando um personagem diferente do seu antigo Dr Emmett Brown, mas que mesmo assim teve a chance de reviver uma cena icônica com o carro mais invejável da história nerd recente. (Sério, eu tenho um DeLorean “Back To The Future” versão Hot Wheels e me lembro até hoje da emoção/realização pessoal quando o encontrei na loja de brinquedo um dia desses, rs)

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E essa também foi uma temporada para nos aprofundarmos um pouco mais no personagem da Sabrina, que com o pedido de casamento do Jimmy (feito com a Hope vestida de cupido. #TEMCOMONAOAMAR?), estava mais próxima do que nunca de entrar de uma vez por todas na família Chance. Durante essa Season 3, conhecemos a sua mãe, interpretada pela atriz Melanie Griffith (praticamente interpretando ela mesmo) e descobrimos um pouco mais da sua mitologia familiar, com a descoberta inclusive de que a sua avó havia deixado a casa da família em seu nome, onde ela passaria a viver com o Jimmy depois do casamento.

Sim, finalmente tivemos o casamento do Jimmy e da Sabrina, que aconteceu em um episódio duplo, com o primeiro deles no melhor estilo “The Hangover” onde descobrimos que o Jimmy na verdade havia se casado com seu amigo e colega de trabalho, Frank, que se recusava assinar o divórcio apenas para não perder o amigo, que apesar de desejar o tal divórcio, estava se sentindo confortável demais dentro da sua nova relação. E o segundo com a cerimônia em si, que contou mais uma vez com a participação da mãe serial killer da Hope, que aparentemente nunca morre, mais ou menos como o Kenny em South Park.

Em meio a isso tudo, uma desculpa que se tornou cada vez mais recorrente dentro da série foi a de que quase tudo atualmente na vida do Jimmy era fruto de uma mentira que o Burt e a Virginia acabaram contando no passado, convencendo o pequeno Jimmy dos mais absurdos possíveis. Dentro desse plot, conhecemos o quase irmão do Jimmy (viram como não sou o único com “quase irmãos”? rs) e sua família aparentemente perfeita, mas que no final das contas se revelaram os maiores racistas da história, além das mentiras entre o próprio casal (que descobrimos inclusive ter um sex tape), como naquele episódio onde o Jimmy e a Sabrina precisavam descobrir como usar a voz de autoridade com a Hope e que na verdade descobrimos ser um problema de família, com a revelação do Burt sofrendo na mão do incontrolável pequeno Jimmy no passado. (ouvindo o S.A. Cast dos Seriadores um dia desses – que eu sempre ouço e recomendo para todos -, descobri que o menino que faz o pequeno Jimmy e que é sensacional, diga-se de passagem, é filho do criador da série. Howcoolandcuteisthat)

Episódio esse que também foi responsável por um dos momentos mais adoráveis dentro da série, com a Hope que agora já tem 3 anos de idade (e como elas cresceram, não?), naturalmente chamando a Sabrina de mãe pela primeira vez, um momento impossível de conseguir se controlar e não acabar chorando, sentindo que o seu coração acabou de ganhar um cachecol de tricô feito em casa pela sua própria avó. (a minha nunca conseguiu terminar o dela, que a minha mãe vivia desmanchando, dizendo que estava #WÓ. Mesma mãe que rasgava as páginas do meu caderno quando encontrava uma folha meio assim ou um pequeno errinho, marcas de borracha, algo que eu gostaria de deixar registrado aqui  e ao encontrar um amigo de infância um dia desses, tive a confirmação por meio do próprio que essa plot fazia mesmo parte da minha mitologia e não era apenas “loucura”, como minha mãe sempre alegou, aquela azeda… Fico pesando o que ela acharia dos meus possíveis e inúmeros erros e marcas de borracha por aqui, rs)

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Aliás, esse e no episódio final, quando a Hope fez um coração de macarrão para dar para a Sabrina no dia das mães e a Virginia não conseguir se controlar de ciumes, foram momentos super foufos para a série, ainda mais com a Sabrina fazendo ela mesma uma colar de macarrão em formato de coração e dando de presente para a agora sogra, para recompensá-la de alguma forma. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E isso porque nós ainda nem comentamos os melhores episódio da temporadas, que foram comicamente geniais (me sentindo um jurado do programa do Raul Gil agora, rs). Primeiro tivemos aquele com o Burt e o Jimmy experimentando a libertação de se sentirem gays, pelo menos por um tempo, com ambos incontroláveis no club da cidade, algo que acabou despertando até a vontade do Burt de se depilar e que terminou com a Virgnia apostando em um crossdressing ótimo e só para se enturmar.

Até que tivemos mais uma reunião com o elenco de My Name is Earl dentro da série, tornando realidade pelo menos por enquanto, o sonho do Burt de se tornar um rockstar e nesse caso, rockstar de festa infantil. Depois tivemos o episódio com o dia da árvore, tão adorável quanto, assim como aquele em que eles se inspiraram em um Glee club qualquer (qualquer, sei…), para investir em um “musical”, esse ainda tímido, mas com uma performance de se aplaudir de pé do pequeno Jimmy todo melancólico ao som de “Ain’t No Sunshine”

Mas nada foi mais sensacional do que o episódio musical, esse sim com a maior cara de pau desse mundo, com o Burt convencido por seus pais falidos de que ele era judeu (eles que planejavam apenas arranjar alguns trocados para um cruzeiro) e assim tentando buscar algum conhecimento dentro da religião antes de realizar o seu Bat Mitzvah, com uma performance extremamente ofensiva e ainda assim deliciosa ao som de “I’m Gonna Rock The Torah”, com todos eles investindo em figurinos super 80’s, com a Virginia (a cara da Madonna) e a Sabrina, ambas incontroláveis na coreô de época  e o Jimmy fazendo um mix de rockers decadentes da época com o Bruce Springsteen. Repito, um episódio que até pode parecer extremamente ofensivo, mas com um humor tão especial, que eu tenho certeza que todo bom judeu deve ter adorado.

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E essa definitivamente foi a temporada do Burt, que esteve incontrolável e na sua melhor forma dentro de Raising Hope (Höy!). Ele fazendo o cara da manutenção de macacão e tudo mais ao lado da Hope, rebolando descontroladamente na buatchy gay, se empenhando como ninguém para que o Jimmy tivesse a sua merecida despedida de solteiro para depois ter o seu casamento também dos sonhos ou ele empenhadíssimo em aprender alguma coisa sobre os judeus, foram apenas alguns dos seus excelentes momentos ao longo dessa temporada, que definitivamente foi dele. (no começo eu nem achava ele a pessoa mais engraçado do mundo, apesar da magia e dele sempre ter sido adorável, mas da temporada anterior para cá, ele realmente acabou roubando a cena. Com ou sem camisa, rs)

Encerramos a temporada conhecendo o impossível, alguém mais velha do que a Maw Maw, que no caso era a sua própria mãe ou um dos personagens de “The Lord Of The Rings”, segundo a própria série (não que a gente tenha pensando algo do tipo, rs). Nessa hora, senti que a ordem dos episódio finais poderia ter sido alterada, com o musical vindo antes desse que encerrou a temporada e não foi dos melhores. Mas o melhor de tudo foi que acabamos ganhando a notícia de que depois dessa Season 3 do total descontrole em Raising Hope, não é que a série acabou ganhando a sua Season 4? (YEI!)

Sério, acho que nunca fiquei tão feliz com uma renovação (Walter voltando do futuro imediatamente para enfiar uma alcaçuz na minha orelha e me lembrar que eu fiquei exatamente assim quando Fringe ganhou a sua tão sonhada Season 5), que chegou de forma totalmente inesperada e que não por isso deixou de ser extremamente bem vinda. Sério, da para acreditar que vamos ter trabalho como babysitter da Hope por mais uma temporada inteira?

Sério, parece até um sonho e talvez esse sonho tenha sido um musical. Pelo menos é assim que nos lembramos dele… (rs)

#IMGONNAROCKTHETORAH

 

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#TEMCOMONAOAMAR esses meninos de Sherlock?

Abril 11, 2013

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Não, com essas carinhas foufas, o talento de cada um deles e a excelência de Sherkock, não tem. (♥)

Aguardando ansiosamente pela nova temporada. (tipo roendo os cotovelos, sério)

 

ps: as imagens acima foram utilizadas nesse post como antídoto para combater o azedume dos outros dois posts anteriores, rs

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Confirmou! Michonne continua azeda, até quando não está de vestida de Michonne

Abril 11, 2013

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Será que a culpa é da companhia? (porque qualquer pessoa no universo, cedo ou tarde acabaria azeda ao lado de Andrea Megabitch. Fato)

Agora imagina ter que aguentar a personagem fazendo a viúva na próxima temporada de The Walking Dead? Quem aguenta?

ps: gostaria de deixar registrado que eu sempre me assusto quando encontro com Michonne fazendo a feminina e se a tela do meu PC fosse de madeira, estaria jogando dardos na cara de Andrea nesse exato momento, para oficializar a nossa despedida. Sério. 

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A temporada do aguardado acerto de contas em The Walking Dead

Abril 4, 2013

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Sim, The Walking Dead estava em dívida com a gente já tem algum tempo. Uma dívida que até deixamos passar depois da Season 1, levando muito em consideração o fato da série ser uma grata novidade, diferente de tudo o que havia na TV naquele momento (além da temática, será que é mesmo tão diferente assim? Pensem nisso…), fingindo ignorar alguns detalhes meio assim que não gostamos muito e deixando passar uma série de dúvidas que pairavam no ar em relação a sua mitologia. E se essa dívida já existia desde então, durante a Season 2 podemos dizer que ela pelo menos triplicou, porque tudo o que já não estava bom na série continuou aparecendo e ficando cada vez mais evidente, além do ritmo da sua caminhada não ser dos mais animadores. Mas tudo bem, decidimos que mesmo assim permaneceríamos enquanto sua audiência, certamente por pelo menos mais uma temporada, só para ter certeza de que realmente não estávamos caminhando para lugar nenhum e se apenas isso seria o suficiente daqui por diante.

E foi exatamente quando decidimos ser mais leves com The Walking Dead, que a série realmente ganhou um ritmo muito mais interessante e intenso e apesar de qualquer controvérsia, é notável que isso só aconteceu a partir dessa Season 3. Apesar de boa parte do seu fundamento ter permanecido o mesmo, inclusive as falhas que sempre nos incomodaram profundamente, ganhamos uma agilidade em sua história que antes praticamente nunca existiu, ainda mais se considerarmos toda a Season 2, que foi notoriamente sofrível. Ganhamos novos personagens, alguns muito mais interessantes do que pelo menos 75% dos sobreviventes na série até agora, que aos poucos foram tomando o espaço e em pouco tempo se tornaram grandes personagens ou pelo menos suas histórias nos pareciam ser bem mais interessantes.

Nesse novo grupo encontramos Michonne (Danai Gurira), sempre um tom acima no mau humor, amarga, desconfiando de tudo e de todos sempre, na maioria das vezes com razão, mas ainda assim de forma bem exagerada, totalmente over e fazendo bico. Apesar disso, perdoamos porque a personagem tinha dois mascotes sensacionais (que foram descartados cedo demais até) e matava zombies com uma classe assustadora, quase que como um verdadeiro samurai. Do Lado Negro da Força encontramos ele, o odioso Governador (David Morrissey), um tirano disfarçado de bom moço, quase como um neo político pós apocalipse, prometendo cuidar de todos, mas escondendo muito bem todo o custo dessa proteção. Ele que além de tudo chegou com o plus de ser magia, algo que sentimos falta em TWD, confessamos, embora qualquer espécie de clima mais animado dentro da série acabe sempre soando como algo meio nojento, devido a todas as circunstâncias e questões de higiene pessoal para quem for mais exigente. Mas no caso dele não, porque o personagem tinha aquele ar de mistério que nós sempre compramos, além de ter casa, cama com lençóis limpos, um pouco de conforto e alguns drinks para oferecer a troco de cabeças colecionáveis dentro do seu aquário gigantesco de zombies. E já disse que além disso tudo isso, ele ainda tinha uma filha zombie, em quem se não fosse tão descontrolada e ou faminta, a gente tem certeza que ele até arriscaria fazer tranças? Pois bem, ele tinha. (R.I.P²)

Além dos novos personagens, ganhamos também um novo cenário para essa nova fase de The Walking Dead, com a descoberta da prisão pelos sobreviventes, que encontraram naquele cenário de pesadelos para muitos, o abrigo ideal para a atual situação em que se encontravam. E a primeira parte dessa nova temporada (da qual nós já falamos anteriormente por aqui) foi exatamente uma introdução a todas essas novidades que encontramos na série. Com o detalhe de que os personagens antigos agora estavam amadurecidos, visivelmente mais preparados para a realidade que enfrentavam, nada dispostos a arriscar o pouco que conseguiram acumular nesse até que curto período de tempo, como se tivessem aprendido a lição da cartilha da sobrevivência que foram forçados a devorar caso quisessem ter alguma chance de continuarem vivos.

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Todas essas novidades acabaram dividindo a Season 3 em dois grandes blocos, o primeiro com a introdução de tudo o que havia de novo nos cenários da série e seus personagens, até que chegou o momento do confronto entre o novo e o que já existia dentro desse universo de corpos andantes em decomposição, que foi quando ganhamos o segundo bloco da temporada, com a guerra declarada entre os dois lados dessa história. Uma guerra motivada pela vingança (sempre ela), de um Governador totalmente sem limites e agora querendo justiça em nome da morte da filha, que havia morrido pela segunda vez, uma vez que já como zombie, ela acabou não conseguindo passar ilesa pela espada afiada da Michonne, a qual ele exigiu a cabeça por conta disso tudo (ela que de quebra ainda lhe arrancou um olho #CREDINCRUZ) e chegou até a ser o plot de resolução da temporada, colocando Rick (Andrew Lincoln) e os demais sobreviventes novamente diante daquele dilema de sempre, entre continuar tentando ser o Xerife da cidade, ou esquecer tudo o que aprenderam anteriormente enquanto pessoas e abraçar a ideia de que nesse mundo novo, princípios e outros detalhes importantes no caráter de qualquer um agora pouco importavam.

Estivemos presos nessa batalha entre os dois lados da história durante toda essa segunda metade da temporada, algo que não tem como não reconhecer que foi muito mais interessante do que toda a primeira metade da Season 2 por exemplo, onde ficamos girando em torno do próprio rabo a procura de Sophia e ela esteve o tempo todo bem mais perto do que todo mundo imaginava, algo que apesar de ter sido um dos grandes momentos para a história da série, acabou sendo também bastante custoso e exaustivo. Mas é preciso reconhecer também que a série do AMC continua presa naquele ciclo da “constante inconstante” que acaba sempre dando aquela desanimada (agora mais de leve), onde temos sempre um episódio excelente seguido de um completamente meio assim, onde quase nada acontece ou o que realmente importa só aparece no final. Durante essa Season 3 então, essa “constante inconstante” foi cada vez mais nítida e a cada semana em que recebíamos um episódio bem bom, recebíamos junto a certeza de que a sequência não seria tão animadora.

E mesmo tendo falado do lado positivo da nova temporada até aqui, não podemos esquecer do que não foi tão bacana assim, afinal, estamos tratando da dívida que a série ainda tinha pendente com a gente e precisamos lembrar de tudo. Incoerências, conveniências, dúvidas honestas que sempre tivemos a respeito desse universo (como por exemplo, se os zombies são atraídos pelo barulho, como apenas os que estão distantes do carro em movimento parecem notar a aproximação do mesmo e os que estão mais perto do tal carro não correm em direção ao veículo em movimento?), tudo isso nós até conseguimos deixar passar quando optamos por passar a assistir The Walking Dead de forma mais leve e cínica até, mas o que nós nunca perdoamos foi a presença de personagens odiosos por quem nunca ou pouco nos importamos e que desejamos a morte desde muito tempo dentro da série. Isso nós não perdoamos nunca e boa parte dessa dívida estava acumulada nesse detalhe de algumas cabeças.

Nesse time dos insuportáveis infelizmente ainda vivos, encontramos pelo menos 4 nomes sobrevivendo a troco da nossa paciência: Lori, T-Dog, Merle e Andrea. Todos odiáveis por motivos distintos, mas igualmente odiáveis. Dessa lista nos despedimos sem nenhuma saudade do T-Dog (IronE Singleton), que nada fez na série desde sempre a não ser figuração, além das suas quatro falas até a sua morte, isso contando com o seu suspiro final e a Lori (Sarah Wayne Callies), de quem nos despedimos com gosto, até compramos coroa de flores e mandamos entregar na casa da atriz (adoraria ter feito isso na verdade), de tão odiosa e detestável que sempre foi, algo que beirou o insuportável principalmente em sua fase gravidíssima. Tudo bem que a sua despedida nos trouxe outro grande momento para série, com o Carl (Chandler Riggs) se despedindo de vez da sua infância e fazendo o que ele precisava fazer naquele momento, em um ritual de passagem absolutamente cruel para qualquer um, mas de extrema importância e profundidade para a trama e para tudo que o personagem ainda irá se tornar. Mas de qualquer forma vibramos e só não ficamos mais felizes porque Lori continuou aparecendo em espírito, em um plot que o Rick que já não é dos mais amados (fato), também não precisava acumular para a sua história já tão pouco interessante e a essa altura também já bastante custosa. É, não precisava. (mas vou confessar que Rick me irritou muito menos durante essa temporada. Fato)

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Mas ainda restava o acerto de contas para o Merle e a Andrea, que precisava acontecer. Turn! Turn! Turn! (gritavam os mais animados de suas casas seguindo o coro que eu mesmo comecei da minha). Merle (Michael Rooker) talvez tenha sido o maior arrependimento daqueles sobreviventes até hoje, não pelo acontecido no passado, mas sim por não ter sido preso pela língua naquele terraço ainda durante a Season 1. Sério, se não fosse a sua língua incontrolável, talvez ele nem irritasse tanto. Sem contar que o Daryl (Norman Reedus), que sempre foi um dos personagens mais amados da série e que passou a ganhar um destaque merecidíssimo durante essa temporada, não precisava carregar um irmão como aquele nas costas. É, não precisava e essa tortura do insulto até que durou demais, com o Merle encontrando o seu fim bem perto do encerramento da temporada, mas não sem antes ter encontrado também a sua remissão, tomando a decisão certa no final das contas e colaborando para o sucesso do grupo do qual ele nunca conseguiu pertencer. Acho até que ele durou mais do que merecia apenas para agradar os fãs xiitas da série, que por algum motivo desconhecido de quem tem coração (rs) sempre adoraram o personagem, mas ainda assim essa sua sobrevida acabou valendo a pena por conta do momento em que o Daryl desmoronou feito uma criança, exatamente como o irmão caçula que sempre foi, diante do irmão mais velho agora em sua versão zombie. (fiquei morrendo de pena dele e com vontade de colocá-lo no colo naquele momento, embora não tenha conseguido não rir com o seu choro, Norman Reedus. Desde já ofereço as minhas sinceras desculpas e condolências. Sorry!)

A propósito, já que estamos falando nele, eu gostaria de propor aqui no Guilt nesse momento uma campanha para arrumar alguém para fazer o Daryl, pelo amor de Cher ainda não transformada em Transformers zombie. Só não aceitamos que a sua parceira nessa questão seja a Carol, algo que seria um verdadeiro castigo para o personagem e não a recompensa que a gente gostaria de dar para o mesmo apenas por ter sido desde sempre um dos personagens por quem nós mais torcemos dentro da série. E se até o Glenn (Steven Yeun) conseguiu se dar bem já tem duas temporadas, porque não o Daryl? (e alguém mais acha que a nova personagem, sobrevivente do lado de lá, encontrada dentro do caminhão, poderia ser a sua nova parceira no crime do arco e flecha, dessa vez usando mais a flecha do que o arco?)Aliás, preciso dizer que eu quase morri de nojo de todas as cenas envolvendo o Glenn e a irmã que deveria fazer dupla caipira com a outra irmã cantora dos olhos arregalados e sair em turnê por toda Nashville por tempo indeterminado. Não sei se pela circunstância, ou por não conseguir comprar a história de amor dos dois (que realmente pouco me interessa), achei um total desperdício toda e qualquer cena envolvendo ambos em uma meia luz e zombies voyers ao fundo. Sério, EW!

Isso sem contar aquele mimimi interminável do Glenn revoltado pelo que aconteceu com a sua amada, que nada mais teve que suportar a não ser mostrar um peitinho (de forma cruel, sim, entendemos, mas ainda assim… precisava tanto? Um discurso sexista demais até…) e ouvir os gritos do namorado na sala ao lado, enquanto ele, o namorado na sala ao lado, estava com o olho parecendo um pogobol de tanto apanhar e de quebra ainda teve que encarar um zombie faminto, mesmo estando desarmado e amarrado a uma cadeira, todo quebrado e sozinho em um quarto semi escuro. Sério, eu teria terminado essa discussão em 2 segundos, reconhecendo que ele sofreu muito mais do que ela e ponto. #MOVEON. Agora, mais constrangedora do que qualquer cena do casal se pegando em guaritas, só mesmo aquela irmã (que ninguém sabe dizer como se chama a não ser se olhar no IMDB e até isso temos preguiça de fazer quando o assunto é ela, mesmo estando com a página aberta na janela ao lado e tudo mais, rs) que não consegue se decidir se lança seus olhares languidos para o Carl (que ela bem fez no começo, vai?) ou para o Rick (só eu notei o climão em um dos primeiros surtos do Rick depois do nascimento da bebê?) e enquanto isso tem sempre tempo para uma canção a beira da fogueira. Sério, rezo para que um dragão de Game Of  Thrones resolva fazer uma cameo na série do canal vizinho toda vez que isso acontece e que ele esteja com tosse nesse dia, que é para chamuscar geral. (rs)

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Até que chegamos a ela, aquela a quem preferimos nos referir como “megabitch sortuda que pegou os dois boys magia da série oferecendo trabalhos manuais para um e um bafo morno pela manhã para o outro”, a detestável desde sempre, Andrea (Laurie Holden). #CREDINCRUZ (x3). Sério, de todos os personagens de The Walking Dead até hoje, sempre a odiei. Sempre. Por mim, Andrea tinha morrido ainda durante a Season 1, quando nos foi apresentada. Teria caído em um buraco ACME ou recebido uma bigorna na cabeça, não importa (desde que fosse algo dentro dessas duas opções, rs), mas pelo menos teria morrido. Mas ela resistiu e chegou a Season 2, ainda mais detestável, aprendeu a usar armas na velocidade da luz (todos eles na verdade aprenderam), aprendeu também a usar as mãos para outras coisas, pegou o Shane e sobreviveu mais uma vez, apesar de ter sido esquecida pela turma durante a viagem de férias de todos para qualquer lugar Far Far Away From Hell, o que nos faz ter certeza de que se fosse realmente querida pelo grupo, jamais teria sido deixada para trás. Andrea penou e nós sorrimos com o seu sofrimento pós abandono, mas logo a personagem encontrou Michonne e nada consegue nos convencer de que ela não experimentou como aprendemos em Glee recentemente (e todo filme americano) que sempre fazem as garotas da faculdade com as coleguinhas mais próximas, apesar de ambas terem cara de que teriam idade o suficiente para já ter frequentado a faculdade da vida por pelo menos cinco vezes, rs.

Depois disso Andrea traiu a nova amiga (e olhando para aquela cara de quem nunca prestou desde a Season 1 eu pergunto: quem não diria que isso aconteceria?), preferindo ficar com o novo macho alpha da vila a troco de míseros 14 meses de aluguel (sorry, mas não resisti), ao invés de seguir ao lado da amiga com potencial para amante, talvez formando uma dupla de banquinho e violão especializada em MPB ou R&B, porque nada também me tira da cabeça que Michonne não é a Lauryn Hill disfarçada, tentando não precisar declarar falência novamente. W H A T A B I T C H. Trocando de lugar de abandonada por abandonadora, Andrea fez a rehab da terapia do amor e passou a servir o seu homem como ninguém, oferecendo aquele cafuné gostoso pós coito, isso tudo a troco de casa, comida e roupa mal lavada por ela mesmo (como sempre estão encardidos todos eles e até mesmo os que moravam bem, não?), além de um drink ou outro de vez em quando. Isso até o seu homem ficar caolho, porque nada também nos tira da cabeça de que ela só se arrependeu de ficar com o novo boy magia surtado da cidade, somente depois desse pequeno probleminha e se não fosse por isso, talvez Andrea já estivesse até sendo nomeada como a prefeita da vila. Depois disso ficou arrependida, percebendo que trocou dreads corajosos e reconfortantes por um peito cabeludo totalmente sem limites, pronto para acabar com qualquer pessoa que cruzasse o seu caminho ou tentasse pular o muro sem autorização prévia.

Nesse momento, apesar de todo o tom de humor utilizado nos parágrafos acima para descrever a trajetória da odiosa personagem e que como parte de uma realização pessoal eu estava esperando ansiosamente para usar todas as minhas piadas reservadas ao longo da minha história com TWD desde então, Andrea acabou ganhando também uma espécie de redenção, com a personagem tendo a chance de avisar os antigos amigos em relação as verdadeiras intenções do Governador com o grupo, além de ter tido também a chance de acabar com a vida daquele homem por quem apesar de tudo, ela nunca conseguiu convencer que estava tão arrependida assim. (e ela sempre teve uma queda pelo Lado Negro da Força. Fato)

Isso até ganhar seu tratamento VIP com requintes de crueldade em uma caçada impiedosa e deliciosa para quem sempre torceu contra a personagem (digitando com o queixo e com todos os dedos dos pés e das mãos apontados para a minha cara nesse momento), com o Governador himself na sua cola, brincando de esconde esconde da morte, sendo aterrorizada aos poucos, fazendo delirar quem sempre usou a hashtag #MORRAANDREAMORRA (e sim, esse encerramento na verdade se tornou um acerto de contas bem pessoal da minha parte com a personagem, confesso). Algo que ela até tentou com todas as suas forças escapar, mas que não foi o suficiente para combater o temido Governador que de quebra, ganhou a chance de estrear sua salinha da tortura com a ex, antes da chegada da sua convidada especial, Michonne, a qual ele já havia negociado anteriormente com o Rick e acreditava estar a caminho. (quase o convencendo, diga-se de passagem e nada foi mais cruel do que ele falando na cara do Rick que além de ser um bundão – o que a gente também sempre achou- ele ainda criava um filho que provavelmente nem era dele #INYOURFACE)

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Até esse ponto, apesar de reconhecer que a forma com que a Andrea vinha sendo tratada dentro da série, se pararmos para pensar bem no assunto, até agora havia até que sido bastante animadora e porque não dizer recompensadora para quem nunca gostou da personagem, confesso que fiquei com medo de que no momento final, ela acabasse sendo pintada como a nova heroína da série, algo que inclusive eles já haviam tentado emplacar durante essa temporada. Mas para a minha grata surpresa, o destino reservado para Andrea havia sido ainda mais cruel, com a personagem presa a uma cadeira da tortura, ensanguentada, tendo poucos minutos para tentar escapar antes que uma recente vitima do governador (personagem ótimo por sinal) e que havia se recusado a matá-la e por isso acabou encontrando o seu trágico destino, se transformasse e acabasse a matando de qualquer forma. Howcruelisthat? E como se não fosse o suficiente, esse ainda não foi o destino final da personagem, que acabou acontecendo logo em seguida, após ter sido mordida e que para se despedir sem que se transformasse  ainda precisou se suicidar. Sério, poderia haver um final mais perfeito para uma personagem tão insuportável? AMEI e aplaudi lentamente, de pé, como repito nesse exato momento. (aplausos de 15 minutos em pé, volte depois para terminar de ler a review)

Notaram que pouco falamos do personagem principal da série até agora, não? E apesar de continuar sendo o grande herói de TWD, estando naturalmente presente em boa parte da recém encerrada temporada, foi importante deixar um pouco mais de lado a história do Rick no atual momento da série, para que outras e novas histórias ganhassem a chance de se desenvolver. Com todo o drama da Lori, sua relação com a filha recém nascida, as mudanças no comportamento do Carl que o assustam e ao mesmo tempo o deixam orgulhoso do filho, para o  Rick sobrou um respiro ao longo dessa temporada, muito embora em The Walking Dead, parar simplesmente para dar uma respirada possa ser uma ação de alto risco para qualquer um.

Tirando a metáfora dele tendo visões com a mulher morta, todo o trauma que levou a sua morte e suas consequências, um dos grandes momentos do personagem acabou acontecendo em um episódio com cara de filler, onde em uma missão aleatória, pai e filho acompanhados da Michonne, voltaram a antiga vizinhança da família Grimes, em uma visita que nos trouxe de volta um personagem praticamente esquecido durante a Season 1, a primeira pessoa que na verdade ajudou o Rick a sobreviver depois de ter despertado do coma. Tudo bem que esse momento trouxe algumas questões, como qual a verdadeira distância do ponto onde eles se encontravam naquele atual momento até o ponto de partida do Rick no começo da série por exemplo, porque já observamos aquelas pessoas caminhando demais em várias direções diferentes e mesmo assim, Rick conseguiu voltar a antiga vizinhança com certa facilidade e rapidamente até, mas talvez essa seja mais uma licença poética utilizada como recurso para contar sua história, o que também não significa que nós e ou o capeta, não estamos todos de olho…

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Uma revisita ao passado bastante importante para o personagem, para que ele se desse conta do homem que é hoje e do que ele escapou de ter se tornado quando encontrou as pessoas que seguiram adiante na sua companhia, algo que não foi possível para o antigo amigo. Sem contar que esse momento ainda acabou sendo também de grande importância para a aceitação de uma vez por todas da Michonne pelo grupo (que eles rejeitaram muito sem motivos também), principalmente por parte dos membros da família Grimes.

Ao final da temporada encontramos aquele grupo de pessoas pela primeira vez se encontrando como os grandes vitoriosos em meio a um universo onde já não há mais muito espaço para esperança. Pela primeira vez tivemos um final de temporada em The Walking Dead onde encontramos aquele grupo de pessoas seguindo adiante como os grandes sobreviventes da vez, ganhando de quebra alguns novos membros para a turma. Mas o governador continua a solta, completamente fora de si e certamente essa vitória não vai deve sair barato e essa conta deverá aparecer mais tarde na série.

Ou seja, com um avanço importante na história da série, um novo ritmo, novos personagens e principalmente com a morte de alguns pesos mortos dentro da série que ninguém aguentava mais, é possível que The Walking Dead tenha entregue a sua melhor temporada como um todo. Apesar das falhas continuarem existindo e a season finale não ter sido perfeita (aquela cena com o Governador matando aquelas 20 pessoas, uma a uma e ninguém enfiando um tiro na cabeça dele por exemplo, foi quase surreal, além de ter sido uma saída fácil demais para o personagem), The Walking Dead conseguiu sim com essa Season 3 quitar uma dívida antiga que a série matinha com a gente.

Podemos dizer que agora estamos quites e o que vier daqui para frente pode vir a ser lucro ou começar a contar como uma nova dívida. Veremos…

 

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Michonne versão Funko Pop e Glow In The Dark. #TEMCOMONAOAMAR?

Abril 4, 2013

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E ela não vem sozinha e acompanha seus zombies de estimação que brilham no escuro. #TEMCOMONAOAMAR?

Euquero!

 

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Como se não bastasse o Dan Stevens ter trocado Downton Abbey pela america antiga, ele até já se tornou uma skinny bitch. Bitch…

Março 18, 2013

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Sério, tive um susto que durou todo o final de semana com essa nova imagem do Dan Stevens aparecendo praticamente irreconhecível em um evento qualquer.

Juro que até pensei que fosse um irmão ainda desconhecido do mesmo em uma versão lado negro da força. #CREDINCRUZ

E sim, como se não bastasse ele ter arruinado boa parte do que Downton Abbey sempre foi para a gente (a nossa história de amor preferida na série) com a sua mudança para a America antiga, ele já se tornou uma skinny bitch cosplay de Jonathan Rhys Meyers.

#NAOTABOMNAO

 

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Sherlock disse que teremos uma Season 4. Será?

Março 12, 2013

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Sim, a melhor notícia do dia foi que o Benedict Cumberbatch teria dito no South Bank Show Awards em Londres que teremos uma Season 4 de Sherlock, que é uma das melhores séries de TV do seu tempo, sem dúvidas.

O ator disse que provavelmente teria problemas por revelar a informação, mas que eles se acertaram para fazer mais 2 temporadas e disse também que ele adoraria permanecer fazendo a série do Steven Moffat ao lado do Martin Freeman or muito mais tempo.

Sendo verdade ou não (por enquanto, sem uma confirmação oficial sobre a possibilidade da Season 4), podemos ficar felizes de qualquer forma, pelo menos pelo início das gravações da adiada e aguardada Season 3, que finalmente começa a ser gravada na próxima semana. Yei!

Animados? Ansiosos? (eu não para de procurar pistas e justificativas para que a série tenha uma continuidade, nós temos pelo menos duas bem boas, aqui e aqui)

 

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