Posts Tagged ‘Season 4’

Game Of Thrones, o trailer (#2)

Fevereiro 19, 2014

Mais um trailer da Season 4 de GOT, só para deixar a gente ainda mais ansioso.

Ainda bem que não falta muito para 06/04, quer dizer… #FALTASIM

 

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Game of Thrones Ice and Fire: A Foreshadowing – a retrospectiva disfarçada de preview

Fevereiro 12, 2014

Com a Season 4 de GOT chegando no dia 06 de Abril, lá na America antiga e aqui, ganhamos esse vídeo divulgado pela HBO, com uma espécie de retrospectiva das temporadas anteriores, um tanto quanto disfarçada de preview, nos trazendo também o que ainda está por vir na série.

Ansiosos?

 

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A temporada em que a série mais vagabunda e adorável de todos os tempos finalmente resolveu sair de casa

Fevereiro 7, 2014

Him and Her

Com apenas cinco episódios para a sua temporada final, Him & Her resolveu encerrar a sua história de forma inusitada, considerando a sua mitologia, é claro e completamente diferente do que já havíamos vivenciado na série. Não, nós não tivemos nenhum plot twist de revirar os olhos, nem um plot bombástico qualquer de última hora, apenas a novidade dessa temporada ter sido inteira toda realizada fora do apartamento do adorável indeed casal Steve e Becks, que pela primeira vez passaram a circular em outros cenários, tendo o casamento da Laura e do Paul como plot central para a despedida dessa deliciosa série inglesa.

Vamos combinar que para quem já estava acostumado com a rotina de vagabundices de Him & Her, foi difícil aceitar que durante essa Season 4, a gente não tenha feito nenhuma visita ao apartamento dos dois que havia sido o cenário fixo para essa história até então, concentrando tudo o que já aconteceu entre o casal dentro daqueles pequenos e bagunçados cômodos, muitas vezes imundos e cheios de restos de comida. Mesmo assim, foi uma delícia encontrar esses personagens a essa altura já tão queridos, em uma diferente situação durante essa temporada de despedia, alinhados, cheios de tarefas, dispostos e prontos para ajudar no que a irmã de Becks certamente acreditava ser o acontecimento do ano. No caso, o seu próprio casamento. Se Laura nunca nos pareceu uma mulher muito centrada, imaginem ela prestes a subir ao altar e tendo sido mãe recentemente…

A principio, eles foram discretamente deixando o casal mais a vontade fora da sua zona de conforto, mas ainda assim era possível perceber que eles não resolveram abandonar a fórmula antiga da série que sempre deu tão certo, colocando os personagens fora de casa, mas de certa forma limitando o espaço, talvez para nos acostumar aos poucos com a ideia de que existia vida além daquele apartamento. O primeiro episódio por exemplo, começou no quarto de hotel onde o casal havia se hospedado e depois disso, eles permaneceram praticamente apenas nos corredores do mesmo hotel.

Da manhã que antecedia o grande evento, à chegada dos convidados (e consequentemente toda a família da Becky, para o desespero do Steve), até o momento do baile pós cerimônia, acompanhamos momentos excelentes que foram divididos entre todos os personagens, incluindo alguns membros extras que apareceram pela primeira vez e os pais do casal, que nós já havíamos esbarrado em outras ocasiões e que voltavam para desenvolver um pouco mais dos seus plots antigos, como a crush do pai da Becky pela Shelly ou o “espírito livre e aventureiro” da mãe do Steve. Durante esses episódios finais, sobrou para Becky a difícil tarefa de tentar controlar a sua irmã descontrolada por natureza e já para o Steve, acabou sobrando a tarefa de cuidar do noivo, algo que ele não conseguiu executar com êxito já no primeiro episódio, noivo que além de tudo estava sofrendo uma crise existencial, ainda mais quando descobrimos por meio de um beijo daqueles no corredor do hotel que o seu amante homem e bem mais velho (sim, confirmou, Paul era gay, ou pelo menos bi) resolveu aparecer para tentar impedir a cerimônia.

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Além disso, sobrou para o Steve também a tarefa de ter que lidar com a desaprovação de praticamente toda a família da Becky, que nunca foi assim tão fã do rapaz, ainda mais quando ganhamos uma comparativo com a aparição do ex namorado dela, Lee, que para ajudar, além de toda a sua magia (Höy. Mas serei sempre muito mais você, Russell Tovey!) chegava com o combo da perfeição e já era super bem aceito pela família da noiva e sua irmã. De certo modo, Steve acabou levando a culpa por praticamente tudo que deu errado durante o casamento, do sumiço do noivo que voltou completamente bêbado da sua despedida de solteiro, ao seu constrangedor discurso de best man, as vezes meio que sem querer e as vezes por ele ter o talento de se meter em enrascadas sem precisar se esforçar muito.

Dos personagens já conhecidos, tivemos é claro a participação do Dan, que não poderia faltar para essa despedida, ele que acabou sendo responsável por alguns furtos e um apagão durante a festa e a sua Shelly, que além de um bronzeamento artificial dos mais artificialmente possíveis (morro de rir quando lembro que ela era a mãe da Rose em Doctor Who) precisou explodir para colocar o pai da Becky no seu devido lugar, mesmo que para isso ela possivelmente até hoje ainda acredite que foi responsável pela sua morte. (que para ficar bem claro, não aconteceu)

Laura esteve no auge do seu descontrole ao longo de sua festa de casamento que durou todos os episódios dessa temporada e continuou tratando todo mundo com aquela honestidade/grosseria que lhe é peculiar. Isso até que ela acabou descobrindo por acidente o tal caso do seu noivo com outro homem, presente no casamento e é claro que nesse momento ela surtou de vez e partiu para o tudo ou nada, procurando qualquer um para se vingar sexualmente do seu futuro marido, ali mesmo na festa, incluindo o Steve na lista. Aliás, sua vingança por mais que nos doa admitir, foi excelente vai? (#AQUELEQUESEIDENTIFICA #NAOQUEEUJATENHAFEITOAMESMACOISA)

Sempre com uma cumplicidade sem igual, apesar da insegurança do Steve com a presença persistente do ex da Becks, que além de parecer muito mais perfeito, insistia em lhe dar algumas lições de moral (e a cena do confronto deles no banheiro, depois daquele silêncio sem fim em meio a um xixi rápido foi deliciosamente sensacional!), o casal continuou dividindo momentos super fofos juntos, sempre apoiando um a outro, da maneira deles (que de vez em quando inclui colocar o outro em situações constrangedoras, rs), mas ainda assim, sendo fofos como sempre. Mas ainda assim, uma outra surpresa os rondava, ou pelo menos rondava o Steve, que ainda não sabia sobre a gravidez da Becks, que só foi revelada para ele nos minutos finais do próprio series finale. (fiquei super aflito com essa demora. Sério) Só acho que antes disso, mesmo tendo ficado com o prêmio maior, nesse caso, a mulher da sua vida, faltou o Steve ter ganhando uma bela de uma vingança para cima do ex super perfeito da sua amada, porque como todo mundo sabe, vivemos pela vingança! (#TheyLoveTheWayIWalkCauseIWalkWithAVengeance

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E mesmo que essa despedida tenha nos deixado morrendo de saudades do apartamento antigo do casal que não foi visto durante essa temporada final, foi lindo ver uma série como Him & Her, que sempre conseguiu render o improvável com diálogos sensacionais sobre qualquer coisa, além de sempre ter desenvolvido muito bem o nível de intimidade da relação desse casal e seus personagens segundários (achei bem bacana como cada um deles voltou com o seu plot em evidência para essa temporada final), conseguindo encerrar a sua história nos deixando com a sensação de que aquela etapa da vida dos dois já havia sido superada e agora, com a chegada do filho do casal, chegava a hora de começar a pensar em outras coisas, como finalmente arrumar um emprego, nem que para a ideia inicial dessa “necessidade’, essa resolução só tenha aparecido para alcançar o desejo do Steve de comprar um smartphone para baixar um app que o ensine tudo sobre bebês. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (isso e o cuidado dele com ela ao receber a notícia e logo após o mesmo chutando a porta instantes depois de ter descoberto que embora grávida, ainda era possível se comemorar, rs)

Nesse caso, além da saudade que ficamos depois dessas quatro curtíssimas temporadas (detalhe que pode animas quem ainda não assistiu a fazer uma maratona, hein?), ficamos com o sentimento de que baseado na relação de cumplicidade daqueles dois, embora nada convencionais ou exemplos de bons costumes, não resta a menor dúvida de que eles vão acabar se saindo muito bem agora como pais.

Mas para nos despedirmos adequadamente, nada melhor do que com essa trilha sonora aqui

#JÁCOMSAUDADES (♥)

 

ps: nossos outros posts sobre Him & Her: Season 1, Season 2, Season 3

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Game Of Thrones Season 4, o trailer

Janeiro 13, 2014

De tudo aconteceu nesses poucos porém preciosos minutos do trailer da Season 4 de GOT, mas nada foi mais importante do que a mudança de visual de Jaime Lannister. NA-DA. Höy!

06/04, anotem. Dracarys!

 

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Arrested Development e a nova forma de assistir TV que nem é tão nova assim…

Outubro 25, 2013

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Depois de muito se falar sobre o assunto, finalmente ganhamos uma nova temporada de Arrested Development (e ainda existe uma possibilidade de filme e ou nova temporada, logo, YEI!).  Para quem ainda não conhece a série (se é que existe alguém), trata-se apenas de uma das melhores comédias feitas para a TV até hoje, uma série não tão popular assim, mas com um elenco invejável, direção e desenvolvimento precisamente arrastado e deliciosamente delicioso.

Comecei a assistir a série anos atrás, em um noite de insônia, quando liguei a TV e acabei me deparando com algo diferente do habitual. Já tratava-se de uma de suas incansáveis reprises na TV e depois disso, passei a acompanhá-la, sem muita pressa, mas com a garantia de que cada novo episódio eu encontraria a diversão certa. Depois descobri que a série passava até na TV aberta, também nas madrugadas de um canal aí, onde acabei revendo um ou outro episódio, apenas para me distrair antes de dormir. Até que a série chegou ao seu final injusto, com um cancelamento precoce, como acaba acontecendo sempre com quase tudo que encontramos de realmente bom na TV. Na época, mesmo sem ter acompanhado a temporada final como deveria (só assisti depois), acabei assistindo pelo menos o series finale, porque me sentia na obrigação de me despedir da família Bluth como ela merecia.

Até que o Netflix resolveu realizar o nosso sonho e nos trouxe a história dessa família trambiqueira de volta para uma nova temporada, nos entregando os 14 novos episódio no colo, todos de uma só vez, Há quem considere essa uma nova forma de assistir TV, mas para nós que somos viciados no assunto séries de TV e acompanhamos algumas delas desde uma outra época, quando a internet não era exatamente a melhor opção (ou a mais rápida) para isso, se puxarmos na memória, vamos conseguir nos lembrar facilmente de um tempo em que acabávamos assistindo algumas séries apenas quando seus boxes eram lançados por aqui (muitos com preços absurdos), algumas com um atraso gigantesco em suas exibições na TV a cabo (que finalmente acordaram, mas ainda nem todas…) e por isso, essa sensação de “uma nova forma de assistir TV” talvez não seja tão verdadeira ou honesta assim.

A propósito, preciso reconhecer que o Netflix é uma excelente nova opção para essa tal nova forma de se ver TV, apesar da novidade não tão nova assim. Algo que acaba funcionando muito mais para suas séries originais, como foi o caso da aguardadíssima nova temporada de Arrested Development (e House Of Cards, Orange Is the New Black), do que para os demais produtos disponíveis no catálogo do serviço aqui no Brasil, que ainda não é dos mais convidativos, a não ser que você ainda seja um principiante na arte de assistir séries de TV ou filmes, porque dependendo do seu nível de interesse no assunto, você poderá se deparar com uma série de opções não tão grandes assim para a sua watchlist dos ainda não vistos. Mas de qualquer forma, vale reconhecer que o serviço funciona perfeitamente, tanto para quem assiste pela TV ou no computador (em outros meios também), além da vantagem de estar tudo disponível facilmente, sem ter que aguardar uma longa espera para que o seu programa preferido da vez seja carregado ou algo do tipo. Essa talvez seja inclusive a sua maior vantagem e com um catálogo mais completo, acredito que o serviço facilmente se tornaria um dos melhores do gênero, mas é claro que isso tudo envolve outras questões, como direito autorais e a exibição dos seus produtos na TV a cabo por aqui, que nem sempre ou quase nunca consegue acompanhar o resto do mundo.

Mas voltando a falar da nova temporada de Arrested Develpment (me sinto ridículo dizendo “nova”, sendo que ela estava disponível faz tempo e tendo visto logo que saiu, mas apenas 1 episódio por dia e só estar comentando agora #MYBAD), é sempre bom reencontrar com a família Bluth e todas as confusões que eles estão sempre envolvidos, ainda mais encontrando a história basicamente do mesmo ponto em que nos despedimos da mesma tão precocemente anos atrás. Todos juntos novamente, só que separados, tentando se adaptar a suas novas realidades e ainda tendo que se envolver com os problemas dos demais personagens dessa família, que diga-se de passagem, não são poucos.

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Michael (Jason Bateman) tentando seguir a sua vida, recomeçando após mais um fracasso, tendo que dividir a vida de universitário com o filho, George Michael (Michael Cera), que obviamente não fica nada feliz com a presença do pai. Gob (Will Arnett) perseguindo o sonho de se tornar um grande mágico, encontrando no caminho o seu pior inimigo, além dos seus problemas todos envolvendo a própria sexualidade e ou seu relacionamento anterior com uma adolescente. Tobias (David Cross) e Lindsay (Portia de Rossi) continuavam tentando viver juntos, ou separados, sempre envolvidos em novos casos amorosos nada ou pouco saudáveis para ambos e com a Maeby (Alia Shawkat) ainda perdida no meio dos dois, tentando fazer com que eles enxerguem o óbvio, algo que estava além de um peru cru e vivo servido no jantar de Thanksgiving (cena sensacional!) e nesse meio tempo, ainda encontrando tempo para ser genial e se tornar alguém bem sucedida na vida, mesmo sem ter terminado o colegial ainda e por alguns anos consecutivos, só para tentar atrair a atenção de seus pais. Isso é claro que além dos chefes dessa família, Lucille (Jessica Walter) e George Bluth (Jeffrey Tambor), com ambos envolvidos em trambiques pesados como a construção de um muro de separação do México e os USA e ainda tendo que enfrentar de perto seus respectivos irmãos do lado negro da força. E ainda tinha o Buster (Tony Hale) e a sua devoção a mãe que ele acompanhava de perto em sua prisão domiciliar, facilitando até mesmo o seu hábito proibido naquele momento de fumar (sério, não me lembro de ter tido um ataque de riso tão desesperado em muito tempo), além dos seus plots todos envolvendo o exército e o implante de uma mão gigantesca, motivo do meu segundo ataque de riso compulsivo ao longo da nova temporada.

Ou seja, toda a loucura dessa família estava reunida novamente, exceto pela forma como recebemos a nova temporada dessa vez, algo que envolvia a logística de todos os grandes nomes envolvidos em sua produção. Por se tratar de um elenco de peso, completamente envolvido com outras atividades, principalmente o cinema, a nova temporada de Arrested Development acabou tendo que ser realizada de uma forma diferente, separando seus personagens e com cada um deles ganhando um ou dois episódios ao longo da mesma, separando de vez a família Bluth, algo que sabemos que não é a melhor opção tendo um elenco tão bacana e personagens tão sensacionais nas mãos. Ainda mais com eles tendo sempre se completado tão bem, algo que acabou fazendo e muita falta ao longo dessa Season 4.

E para dar conta da demanda dos novos episódios, eles tiveram que se virar na edição, gravando inclusive utilizando o recurso do fundo verde, quando não era possível agendar os atores para a mesma data. Algo que apesar de ser prejudicial, não chegou a afetar tanto assim a produção, mesmo sendo possível perceber de longe esse tipo de montagem (o que acabou deixando tudo ainda mais engraçado), mas fato é que tudo teria sido muito melhor se a nova temporada tivesse sido gravada normalmente. Uma pena, mas é o que temos no nosso catálogo e só dela ter sido realizada, acho que nem podemos reclamar.

Separando os personagens dessa forma, alguns deles acabaram sendo bastante prejudicados, algo que deixou alguns episódios muito melhores do que os outros, por exemplo, isso é claro que levando em consideração o carisma do mesmo. Mas para nos compensar desses pequenos problemas de logística envolvendo a produção, a série acabou nos entregando junto com esses novos episódios uma série de participações mais do que especiais, mesmo que algumas delas tenham durado pouco mais de uma cena de 1 ou 2 minutos.  Isso sem contar todas as referências a mitologia da série, que foram todas sensacionais.

Assim, recebemos sim o aguardadíssimo retorno da família Bluth, que pode não ter sido como antigamente ou qualquer coisa do tipo, mas é sempre bom reencontrar com todos eles, mesmo que em um fundo verde ou acumulados em uma dose forte de episódios inéditos lançados de uma só vez, que por experiência própria, é recomendável que sejam vistos com calma, um por vez, porque apesar dessa ser uma série de comédia (que costumamos assistir em um tapa), ela não é uma série de comédia como uma qualquer. O bom de tudo isso é que além dos novos episódios e a série talvez ainda ganhar mais um pouco de sobrevida, o Netflix traz em seu catálogo as temporadas anteriores, o que chega a ser uma covardia de convite para uma maratona dessa que foi a melhor série de comédia do seu tempo.

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Downton Abbey Season 4, o trailer

Setembro 2, 2013

Downton, 20’s, boy magia novo e mágico de “Weekend”, reações as recentes tragédias e muito chá.

A propósito, Já pode ir esquentando o chá? Estréia em 22 de Setembro, na terra da Rainha.

 

ps: Violet, me adota como seu neto? Aluno em Hogwarts, pelo meos? Sou um trouxa com histórico de bruxas na família, aplicadíssimo!

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Não acredito que é esse Tom Cullen que vai ser o novo boy magia da Lady Mary em Downton Abbey? (♥)

Julho 4, 2013

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De vez em quando demoramos para associar o nome a pessoa (não me lembro se já tinha comentado essa notícia por aqui, mas fiquei surpreso de qualquer forma. Blame o delay do meu cérebro, rs), mas digamos que ao descobrir que o Tom Cullen que vai ser o novo interesse da Lady Mary durante a Season 4 de Downton Abbey (devido aos acontecimentos que nós não gostamos nem de lembrar. Arhg!) é o mesmo Tom Cullen do excelente e apaixonante “Weekend” (filme obrigatório para quem gosta de uma história de amor bem boa), já é motivo suficiente para nos deixar apaixonados novamente. Ai ai…

Ansiosos? Animados? Apaixonados?

Eu já estou com corações saltando dos olhos em neon com gliter. Höy!

(♥)

ps: recentemente foi anunciado que o Paul Giamatti também vai fazer parte do elenco da série em sua Season 4, interpretando o irmão playboy da Cora, mas dizem que ele só vai aparecer no final…

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The Voice Season 4, Finale

Junho 21, 2013

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(Blind Auditions, The Battles, The Knockouts)

Não foi um final feliz, mas também não foi um final exatamente triste. Ou seja, confirmou! A Season 4 do The Voice não poderia ter sido mais morna.

Desde que começou, venho reclamando por aqui em relação a temperatura dessa Season 4 do The Voice, que tinha tudo para ter sido muito mais quente, principalmente se levarmos em consideração as mudanças que acabaram ocorrendo no reality, principalmente por parte da entrada dos novos coaches (que até que conseguiram se colocar muito bem dentro do programa e isso naturalmente), trazendo uma renovação para o mesmo, mas que na verdade, mesmo com todas as novidades essa nova temporada do The Voice poucas vezes conseguiu se manter acima da temperatura constantemente morna. Algo que além do desgaste natural de um reality de sucesso que insiste em permanecer no ar por duas vezes ao ano, muito provavelmente acabou se dando também pelo elenco visivelmente mais fraco de participantes dessa temporada, que demorou demais para que a gente realmente se apegasse a maioria. Com a exceção de um ou outro, como a Michelle Chamuel por exemplo, por quem criamos uma empatia logo de cara e que acabou se tornando uma das finalistas.

Michelle Chamuel, The Swon Brothers e Danielle Bradbery eram os três finalistas da vez, que se apresentaram em dois programas de duas horas de duração cada. Dois deles pelo super bem sucedido #TeamBlake, que é notável que tenha chegado até onde chegou emprestando boa parte do carisma do seu próprio coach Blake Shelton, que transborda simpatia em suas covinhas adoráveis e a atitude de moço semi irresponsável do interior, mas ao mesmo tempo adoravelmente paternal. Ele que defende um nicho de mercado bem específico com a sua country music, algo que poderia inclusive acabar sendo prejudicial para o mesmo por se tratar de um gênero específico, mas que o Blake com a sua aura patriarcal e risada de Papai Noel, conseguiu contornar facilmente, inclusive conseguindo nos fazer achar o seu country até que bacana, isso quando eles não tentam forçar a barra, como na participação daquela dupla de sertanejo universitário bem meio assim que acabou se apresentando durante a finale. Mas além de todo o seu carisma especial e dois competidores do seu time na finale, Blake contava também com o fator de estar fazendo aniversário durante a noite da finale dessa Season 4 e se para o UÓsher valeu apelar ao vivo para os seus seguidores do Twitter e do Instagram em um determinado momento da temporada para pedir votos para a sua Michelle (que nem estava precisando naquele momento, repito), para o Blake também acabou valendo o desejo de um pedido bem especial como presente de aniversário para aquela noite (que ele manteve a classe e o jogo limpo e não fez ao vivo durante o episódio), que caso se concretizasse, seria a sua terceira vitória dentro do programa, a segunda consecutiva e com dois finalistas do seu time permanecendo no programa até essa etapa. #HELLYEAH

The Voice - Season 4

(The Live Playoffs, Live Top 12)

A outra finalista pertencia ao #TeamUÓsher, algo que já contava contra ela mesmo logo de cara, quando descobrimos que UÓsher era o vilão da vez. Sim, não gostamos da postura “militar” do novo coach ao longo da temporada e reclamamos por aqui por diversas vezes. Diversas mesmo. Mas ao mesmo tempo, temos que reconhecer que embora megabitch, com a Michelle ele pelo menos sempre foi bem bacana. É, foi. Apesar de torcer o nariz para a ideia do UÓsher que conhecemos ao longo da temporada sair como o grande vencedor da vez, era praticamente impossível torcer contra a sua candidata para essa finale, que foi uma das poucas por quem nos apaixonamos e torcemos desde o começo dessa Season 4. Michelle não tinha algo mais, tinha exatamente algo menos. Era simples, quase desmontada, aparecia sempre com os cabelos quase que de qualquer jeito, mas ao mesmo tempo era dona de uma carisma e uma humildade linda de se ver dentro e fora do palco, além da sua voz, que embora tenha parecido até que pequena por algumas vezes (quando eu digo isso, eu quero dizer em relação a escolha do repertório, OK?), sempre nos chamou a atenção também. Sem contar que ela parecia a garota possível, aquela que dificilmente chegaria naquele palco se não fosse exatamente através da dinâmica de um reality como o The Voice, que desde sempre priorizou o talento para formar o seu time da vez ao invés de qualquer outra coisa (pelo menos a princípio) e foi bem bacana ver a America antiga comprando a ideia de que Michelle tinha realmente algo de bastante especial para nos mostrar.

Para a reta final da série eles nos prepararam dois grandes episódios de duas horas de duração cada e confesso que mesmo reconhecendo que essa não foi das melhores temporadas do The Voice (que eu inclusive acho a mais fraca até agora), acabamos ganhando dois excelentes episódios para encerrar essa morna Season 4 e tentar aumentar a sua temperatura. E já começamos com uma apresentação dos coaches novamente reunidos ao som de “With a Little Help From My Friends”, que a princípio pareceu meio desencontrada, talvez pelas constantes quebras de apenas uma frase para cada um deles cantar, mas que ao final acabou nos ganhando com as notas longas de todos (inclusive com o Blake dando o sangue nesse momento), os quadris impossíveis da Shakira (sim, ela conseguiu achar um espaço para a presença deles dentro dessa música) e o Blake cantando a line “I need someone to love” e dando aquela cutucada apaixonante no Adam, declarando explicitamente o seu amor pelo colega de cadeira vermelha que a propósito, ele nunca fez muita questão de esconder ter uma #CRUSH daquelas.

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(Live Top 10, Live Top 8)

Concorrendo pelo #TeamBlake, abrimos a reta final da competição com o The Swon Brothers entregando um outro lado da dupla e mais uma vez ao som do Eagles. Uma apresentação mais calma, com “voz de menina”, como bem disse o UÓsher (que disse também ter ficado esperando entrar o terceiro Bee Gees no palco, rs). Como o maior momento da dupla durante a temporada, eles acabaram repetindo a música da apresentação da semana passada, embora eu não ache que esse foi o maior momento da dupla durante essa Season 4, que ao meu ver deveria ter ficado por conta daquele outra apresentação também ao som do Eagles. Mas talvez fosse demais para uma única noite, então tudo bem, pelo menos não foi algo “enraizado” demais. Mais tarde chegava a vez dos irmãos Zach e Colton (acho que é a primeira vez que falamos os verdadeiros nomes deles por aqui) se apresentarem ao lado do coach de três metros de altura mais amado do momento e com uma letra divertidíssima e super cínica por sinal, com eles agora formando um trio, eles nos entregaram uma excelente apresentação. E como o Blake se diverte durante esses momentos, não? É visível na cara dele. E foi bem bacana que com o encontro do Blake com a família da dupla, acabamos descobrindo também as raízes de todo aquele humor dos meninos. Preciso dizer que apesar de não ser o meu estilo preferido, acabei simpatizando com ambos, justamente por conta de todo esse bom humor (até maiô eles aceitaram usar, vai?), muito embora eles representem algo que traduzido para a nossa realidade aqui, já estamos mais do que saturados. Sem contar que todas as apresentações deles menos country e com base no piano e voz foram lindas.

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(Live Top 6, Live Semi Final)

Ainda pelo #TeamBlake tivemos as apresentações da Danielle Bradbery, que eu continuo afirmando categoricamente como todas elas soaram praticamente como a mesma durante a temporada inteira. Ouça e preste atenção… Mas Danielle representa o sonho americano realizado, a menina linda e bem educada, com cara de princesa Disney (e entendam que quando eu digo isso, eu não acho que ela deveria ter sido punida exatamente por isso) e que além de tudo sabe cantar direitinho. E canta sim, bem direitinho, mas eu não acho que suas apresentações não tenham falhas e além disso, digo mais uma vez que além de soar sempre muito parecido a cada semana, pouco vimos ela se arriscar ou mostrar outras vertentes da sua potência vocal. Ao mesmo tempo, precisamos lembrar que Danielle é apenas uma menina que sim, pode até ter muito o que aprender ainda na vida mas nesse exato momento, avaliando apenas o presente, nunca nos convenceu muito sobre o fato de merecer ser uma das finalistas do programa, ainda mais com tantos outros talentos bem mais profissionais do que ela, que inclusive acabaram saindo antes. Mas ela parece ser uma menina bacana e apesar da aparência de Princesa Disney do Country, foi fácil perceber que Danielle era sim uma garota bem especial, pé no chão, tímida até e pouco convencida a respeito do seu talento ou em relação qualquer outra coisa que a vida lhe tenha sido mais generosa (rs), algo que também sempre nos chamou atenção a seu respeito e só por isso nunca chegamos a desaprovar totalmente a sua permanência no programa. Sem contar que ver aquela menina tão jovem, cantando tão bem ao lado do seu coach que mais parecia um pai durante aquele dueto, acabou sendo um momento bem especial para o The Voice, ainda mais com aquela letra que parecia uma declaração de amor, mas um outro tipo de amor e que foi lindo poder perceber mais uma vez o quanto o Blake se entrega para os representantes do seu time e se apega a cada um deles. Posso estar absolutamente enganado, mas aquele tipo de carinho é bem difícil de se fingir, ainda mais para um homem que com aquele tamanho todo ocupa um espaço gigantesco diante da tela. (tenho adorado os takes diretamente da sua cadeira, tipo o mega close que ele ganhou na finale, ou quando a câmera aparece por trás dele e de frente para o palco)

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Agora, pelo #TeamUÓsher, é impossível não reconhecer que a Michelle Chamuel acabou roubando a cena durante esse primeiro programa da final do The Voice. Ela que chegou bem morna repetindo o seu hit ao som da música da Taylor Swift durante a sua primeira apresentação da noite (ninguém mandou escolher uma letra da cara de alface lisa, neam?), mas que logo em seguida acabou roubando a cena de uma vez por todas ao som de “Why” da Annie Lennox, que teve um truque de espelhos super bacana no começo (inclusive o Blake ficou empolgadíssimo a respeito, rs), calando a minha própria boca a respeito de um comentário que eu já estava pronto para fazer sobre uma suposta repetição do que já vimos ela fazendo anteriormente no programa e que não foi o caso dessa vez. #SuckIt Essy! Uma performance linda, onde eu não sei exatamente o que houve, mas pela primeira vez eu consegui ouvir claramente a sua voz sem achar que ela estava menor do que deveria para a música escolhida. E ao final, o seu dueto com o próprio UÓsher ao som de “One” durante o mesmo episódio foi lindíssimo, eu diria até que foi de longe o melhor da noite, apesar de não gostar muito de ter que reconhecer isso única e exclusivamente por conta do próprio coach megabitch, mas que foi sim sensacional. Performance que confirmava que aquela primeira noite da finale realmente havia sido dela e de mais ninguém. Sorry para todos os outros, inclusive o Blake. Sem contar toda a trajetória da Michelle dentro do programa, a história de vida da sua família que conhecemos um pouco mais também durante o episódio (vou ter que reconhecer aqui que apesar de tudo, o UÓsher tem um bom gosto viu? AMEI o brunch, que depois ele chamou de jantar, rs) e ela sempre nos pareceu ser super humilde, grata a tudo o que acabou recebendo do programa, especialmente do seu coach, que pode não ser o nosso preferido (por mim nem voltava, tisc tisc), mas que também não podemos dizer que não tenha sido super bacana com ela.

Mas de especial mesmo durante o primeiro episódio da semana além das últimas apresentações de todos eles, o que nós tivemos mesmo foi a participação adorkable da Shakira, que também confirmou uma impressão que sempre tivemos dela, sendo super foufa e segurando a bandeira “Go Okies” para o The Swon Brothers, depois de óculos durante a apresentação da Michelle e finalizando com o seu chapéu de cowboy em homenagem a Danielle. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Não, não tem Shaks (♥) e já estamos morrendo de saudades de toda a sua doçura, sem contar que ela ainda ficou nos devendo uma apresentação fierce daquelas, não? E um outro momento que também foi lindo durante esse mesmo programa, foi a apresentação de “Home” do Edward Sharpe And The Magnetic Zeros (que eu descobri no passado por conta de Rainsing Hope até), dos finalistas do programa que do meio do nada ganharam a participação dos demais participantes de cada um dos quatro times dessa temporada. Um momento pra lá de especial com todos eles se separando em seus respectivos times mais perto do final da apresentação e nos entregando uma deliciosa despedida. Algo que eu preciso dizer também antes de encerrar esse episódio é o quanto o Blake consegue ser bacana sempre, com um ego que parece quase não existir para um artista do seu tamanho, tendo o que dizer de muito bacana não só para o seu time de finalistas, mas também para aquela que naquele momento representava o seu adversário, pouco se importando em valorizar apenas os seus interesses em jogo naquele momento, mas fazendo questão de incluir todo mundo no que de bem bacana ele ainda reservava para dizer para cada um deles, inclusive para quem não fazia parte do seu time. Algo notável dentro de um universo conhecido por seus egos inflamados e alguns altamente inflamáveis, não? As vezes fico com a impressão que naquele seu latte especial tem mesmo é açúcar, tempero, coisas fofinhas, magia e que o Blake na verdade é uma das Meninas Super Poderosas. Suspeito…

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Para o episódio final, esse com a revelação de quem seria o vencedor da Season 4 do The Voice, tivemos mais um episódio bem bacana e esse com 58 participações especiais, entre elas a Christina Aguilera que voltou para casa pela metade, magra tipo wannabe Khaleesi (mas ainda longe de conseguir alcançar a mother of dragons) e de barriga de fora. Vou repetir essa última parte para quem achou que não leu direito: “E DE RABIGA DE FORA”. Acha que foi um milagre divino? E se eu disser que Deus em pessoa também esteve no palco do The Voice? Sim, Cher esteve entre nós durante essa finale, meio medicada e bem meio assim, mas esteve e uma entidade religiosa desse nível nós temos que louvar mesmo quando ela não aparece no seu melhor estado. Mas eu me recuso a falar qualquer outra coisa a respeito de Deus, porque quero um camarote VIP na buatchy do céu então, é melhor deixar pra lá. Foi lindo. Amém! (rs) Mas a boa apresentação dos convidados da noite ficou mesmo para o Bruno Mars e sim, vocês já podem começar a me julgar em 3, 2, 1, porque eu realmente achei e disse isso. Está gravado.

Como apresentações finais dos finalistas dessa Season 4 tivemos algumas parcerias com seus artistas preferidos, além do retorno de alguns rostinhos conhecidos escolhidos por cada um deles para se apresentarem em conjunto, além da apresentação dos grupos de meninos e meninas daqueles que sobraram, rs. E nessa hora, quem acabou se dando melhor novamente foi a Michelle Chamuel, que fez um dueto lindo com o One Republic ao som da excelente “Counting Stars”, que foi sensacional e eu não consigo parar de ouvir nunca mais. Inclusive estou ouvindo agora por isso, deixa acabar o refrão porque eu sempre me empolgo nessa parte, rs.

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Além disso, os momentos mais legais desse final de temporada ficaram mesmo por conta dos vídeos que sempre são clássicos nas finales do The Voice e dessa vez, todos eles foram praticamente protagonizados pelo aniversariante do dia, Blake (♥) Shelton, que mesmo do alto dos seus mais de três metros de altura de pura foufurice country y’all, conseguiu se tornar algo ainda maior e ainda mais foufo. O primeiro foi marcado pela volta do assunto “bromance” entre ele e o Adam, que durante essa temporada ficou abalando com a chegada do novo sabor do programa e se você está achando que estamos falando da Shakira, você está bem enganado, porque o novo interesse do Blake realmente acabou sendo o UÓsher. Com um vídeo delicioso e extremamente bem humorado, eles nos ilustraram perfeitamente o quanto a dinâmica desse famoso bromance da mitologia do The Voice acabou mudando ao longo da temporada, algo que deixou o Adam visivelmente com ciúmes (rs, mas é verdade…), mas ao final do vídeo, ganhamos a declaração do Blake que o seu coração ainda pertence ao Adam, que o retribuiu o gesto com uma sentada no colo do amigo. Sério, não estou brincando e sim, me imagino automaticamente sentando na outra perna do Blake. “I brove you both”. #HELLYEAH

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Tivemos ainda um outro vídeo também super bem humorado, com os três coaches da ala masculina do programa tentando soletrar ou decifrar o significado de algumas palavras em inglês ditas pela Shakira ao longo da temporada e novamente o Blake acabou roubando a cena com o seu bom humor que deve ser exatamente do tamanho que nós imaginamos que ele tenha pessoalmente enquanto gigante. Mas esses dois vídeos não foram nada quando comparados a um outro deles, esse com as “imagens perdidas” das técnicas de coach do Blake, fazendo uma brincadeira super bem humorada e absolutamente debochada com os métodos utilizados pelo seu adversário nessa reta final, UÓsher e foram momentos que eu confesso que me arrancaram gargalhadas incontroláveis. Sério, quando ele apareceu com aquele espelho gigante para a Danielle, eu quase perdi o ar de tanto que eu ri. Por isso eu repito, #TEMCOMONAOAMAR o Blake? NÃO, NÃO TEM (♥ – em caixa alta devido a sua altura)

Até que chegamos ao anúncio dos resultados finais dessa Season 4, que até esse momento pareciam ser bem favoráveis ao UÓsher, mesmo estando o Blake com a maior vantagem no jogo. Em terceiro lugar tivemos o The Swon Brothers, que foi a dupla que conseguiu chegar mais longe no programa e eu confesso que antes deles eu sempre achei a questão das duplas algo bastante difícil de se aceitar no The Voice, algo que eles conseguiram mudar e merecem todo crédito por isso. Mereciam inclusive ter ficado em segundo lugar pelo menos, caso os resultados finais fossem outros. Em segundo lugar e para a nossa total surpresa nessa reta final, tivemos a Michelle Chamuel, infelizmente, que tinha tudo para ganhar essa temporada por todas as razões desse mundo exceto pelo seu coach (a quem eu gostaria de atribuir a derrota. Perdeu porque todo mundo percebeu que você é megabitch, UÓsher…), deixando o primeiro lugar dessa Season 4 do The Voice para a Danielle Bradbery, que obviamente ficou bem nervosa, praticamente sem conseguir acreditar muito em tudo aquilo, sem conseguir inclusive sequer cantar no final (e a mãe dela cantando a letra da música para ver se ela pegava? #TEMCOMONAOAMAR? Aliás, sacanagem colocar a pessoa para cantar nessa hora, não?), o que provou que ela não era uma Princesa Disney e sim humana e abrindo espaço para o nosso gigante de três metros de altura subir novamente ao palco, saindo mais uma vez como o coach vencedor da temporada. Go Blake! Go Blake! #TeamBlake

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É claro que lamentamos o fato da Michelle não ter levado o maior prêmio para casa, algo que seria difícil de aceitar por conta do seu coach megabitch, mas que ao mesmo tempo se tornava algo bem menor a cada semana em relação ao seu carisma e talento. Mas ao mesmo tempo também, além de ter sido super compreensível a vitória da Danielle Bradbery, que representa o tal sonho americano da filha que todo mundo gostaria de ter em casa (inclusive o próprio Blake. E como ela errou o vestido de sweet sixteen na finale, não?) e apesar de ter sido uma escolha óbvia e da gente até ter torcido mais para o The Swon Brothers que também pertencia ao #TeamBlake do que para ela, é quase impossível não acabar feliz de qualquer forma por ver o Blake levando mais essa, por mais cansativo e prejudicial que isso possa ser inclusive para o próprio dentro do programa. Arrisco em dizer que o carisma do Blake acabou se tornando algo que talvez a essa altura já possa ser considerado maior do que qualquer outra coisa dentro do programa e vai ser bem difícil conseguir ganhar qualquer coisa dele, viu? Apesar de entender todo o apelo da Danielle em relação a America antiga e de reconhecer o seu talento (ela que imediatamente já assinou com a gravadora da Taylor Swift, que eu suspeito que ofereceu o contrato só para não deixar que ela se tornasse maior do que a própria Taylor… sabe aquela história de manter o inimigo por perto? Então… mas ela disse também que quer o Blake envolvido no seu trabalho então, veremos o que vai dar), é impossível não desconfiar que essa vitória não tenha chegado apenas como um merecido presente de aniversário para aquele que a gente adoraria que fosse o nosso próprio coach.

E assim encerramos a temporada morna do The Voice, que para fazer justiça a sua temperatura, não poderia ter um final melhor. E apesar de reconhecer que o programa talvez já esteja precisando se renovar de alguma forma e o óbvio a essa altura seria mesmo umas férias forçadas para o Adam e o Blake durante pelo menos uma das próximas temporadas, como ganharam o Cee Lo e a Christina Aguilera (que voltam para a Season 5, mas saem logo em seguida para a volta da Shaks e do UÓsher durante a Season 6), confesso para vocês que esse continua sendo um dos realitys que eu mais gosto de assistir sem perder nada, mesmo quando não é tão bacana assim.

Red red red red red red redneck!

 

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The Voice Season 4, Live Semi Final

Junho 17, 2013

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Chegamos a reta final da temporada mais morna do The Voice até aqui e podemos dizer que todos os nossos medos se confirmaram nessa fase decisiva da Season 4. Sim, quase dormimos por boa parte da temporada se não fossem os hits que sabemos cantar e de vez em quando até coreografar e um ou outro candidato que acabamos nos apegando de qualquer forma, mas nessa reta final, acabamos ganhando um pesadelo daqueles, que começou semanas atrás, quando a Sarah Simmons e a Judith Hill acabaram sendo eliminadas e a partir disso passamos a considerar que realmente qualquer coisa poderia acontecer daqui pra frente.

E já começamos a semana com os dois pés esquerdos, com uma performance praticamente interminável do UÓsher que só valeu mesmo pelo seu “moonwalk” perto do final da apresentação que foi bem sensacional (além de engraçado, vai?). Fora isso nos recusamos inclusive a aplaudir mesmo apenas com uma palma o coach megabitch da vez, apesar de sentir quase que como uma premonição que talvez teremos que engolir algo a seu respeito muito em breve. Mas chegaremos a esse ponto depois.

Além disso tivemos uma volta pra casa de cada um dos competidores que voltaram a suas origens para uma visita rápida, experimentando de perto e em casa o efeito “The Voice” em suas vidas e carreiras. Esse que é sempre um momento bem bacana do programa, onde podemos conhecer um pouco mais de cada um deles, além de conhecer também suas origens, algo que eu considero bem importante a essa altura do programa. Sem contar que durante o programa com o anuncio dos finalistas, tivemos saudosas visitas do Nicholas David e do Terry McDermott, com ambos candidatos da tão saudosa quanto Season 3, lançando seus singles no palco do programa. (por falar nisso, gostei dos dois singles, mas o do Terry eu achei bem especial viu?)

Pelo #TeamBlake, o único ainda com dois candidatos na disputa, começamos com uma boa performance do The Swon Brothers, que eles dedicaram a todos os músicos que acompanharam a dupla por todo esse tempo. Uma performance que eu diria até que foi um pouco mais “rocker” do que country e que foi bem bacana, mas não foi nada quando comparada a segunda apresentação da dupla no programa, muito provavelmente inspirados pela volta a casa, onde eles acabaram ganhando em sua cidade uma semana inteira dedicada a dupla, além da tal foto no hall of fame do lugar onde ambos trabalham, que eles haviam comentado um dia desses sobre o fato de ter inclusive uma foto do Blake no começo da carreira e o quanto eles desejavam receber o mesmo reconhecimento um dia. Confirmou! Essa segunda performance foi bem mais calma, também menos country (com menos características country, apesar das raízes estarem evidentes na dupla o tempo todo), basicamente a base de voz e piano. Algo que foi o suficiente para garantir aos irmãos uma vaga na final, a primeira ocupada por uma dupla dentro do programa. #HELLYEAH

Ainda pelo #TeamBlake, tivemos a Danielle Bradbery voltando para casa, de volta a escola onde ainda estuda, também sendo recebida como a grande estrela da cidade. O bacana nessa hora foi perceber que Danielle é realmente uma menina bem pé no chão, centrada e super bem resolvida quantos suas questões familiares, que ficaram evidentes durante a visita a sua casa e mais tarde naquela sua performance no estádio local. Danielle que apesar do apoio e campanha, acabou fazendo uma primeira performance bem meio assim (continuo achando que ela soa a mesma a cada semana, corretinha, mas só aquilo mesmo, sabe?), mas acabou nos ganhando completamente com a sua segunda performance, dedicada ao vivo para os pais que estavam no palco (juntos, um ponto a se ressaltar) e que realmente foi um momento super carinhoso dela e do programa e que ao mesmo tempo não conseguimos entender até agora como é que ela consegue lidar tão bem com tamanha emoção. Sério. Dessa forma, Blake repetiu o feito da Season 3 e garantiu com as performances de Bradbery a segunda vaga da noite para a final, restando apenas mais um espaço para os demais concorrentes.

No #TeamAdam tivemos a Amber Carrington se esforçando, ganhando inclusive o aval da própria Katy Perry (faz ao vivo um dia desses essa mesma música no The Voice, Katy? Faz? Te desafio!) para cantar “Firework” (morro de preguiça, ZzZZZ), que na verdade acabou não acontecendo para ela. Não foi ruim, mas foi só mais uma apresentação, sabe? Seu homecoming também foi bem bacana, mas só eu fiquei assustado com a quantidade de irmãos dela? Talvez seja a inveja de um filho único falando mais alto nesse momento. É, provavelmente sim. Em sua segunda apresentação da noite, Amber voltou a nos ganhar ao som de “Sad” do próprio Maroon 5, que ela executou lindamente e me fez inclusive ficar interessado pela versão original da música, que nunca tinha ouvido, para ser bem sincero. O problema é que novamente Amber apesar de ter se saído muito bem, não repetiu o seu momento “Skyfall” do passado e talvez por isso ela não tenha conseguido a sua sonhada vaga na final, sendo uma das eliminadas da vez, para desespero do Adam, que não ganhou dessa vez a chance de empatar com seu nemesis, o Blake.

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Shaks veio com seu #TeamShakira armado até os dentes com todo o talento da Sasha Allen, que divou durante toda a noite como ninguém mais divou, SORRY! (em caixa alta e piscando, tipo o letreiro dela mesmo mais tarde no programa) Sasha que teve um homecoming mais tranquilo, muito provavelmente por se tratar de uma moradora de NY e não de uma cidade menor qualquer onde as coisas acabam obviamente ganhando uma outra proporção. Mas foi bem foufo vê-la buscando a filha na escola, bem normal e pé no chão, tentando parecer forte mas desabando no choro logo em seguida. Sasha que dedicou um dos maiores hinos da voz da Whitney (não dela, mas mega conhecido por sua inesquecível interpretação) para os filhos e chegou angelical no palco, toda de branco, com arpas e uma performance digna de uma grande diva. Sério, sem o menor exagero.  Na seguida tivemos o seu segundo momento, esse muito mais animado, com a “Sasha Disco” ao som de Donna Summer e uma coreô profissional e animadora, com grandes letreiros ao fundo deixando a sua grande marca no palco do The Voice. Mas infelizmente, toda a grandeza da sua voz e performances inesquecíveis que divaram ao longo da temporada, não foram o suficiente e Sasha também acabou sendo eliminada, encerrando a chance da Shaks de ganhar essa temporada do programa. Shaks que inclusive estamos aguardando ansiosamente por uma performance dos seus quadris que dizem não mentir e ficaremos completamente insatisfeitos se isso não acontecer durante a finale do programa. Por favor hein, produção? Queremos cabelo de leoa selvagem e contorcionismo no palco, apenas.

O que nos leva ao óbvio de que o #TeamUÓsher acabou ficando com a última vaga entre os finalistas, garantida pela Michelle Chamuel. Ela que também teve um homecoming super emotivo, cheio de significados e lágrimas e nos entregou duas boas performances durante o primeiro programa da semana. Mas foram apenas boas, vai? A primeira com menos apelo popular, mas forte, com vocais bacanas, apesar de ainda achar a sua voz fraca em alguns momentos (engraçado que naquele estádio com ela cantando ao vivo e de cara limpa, eu achei tudo lindo!), principalmente quando ela usa aquele timbre mais suave, que mais parece parte da sua respiração e pouco conseguimos ouvir o que ela estava realmente cantando. A segunda poderia soar como qualquer outra coisa, com Michelle dedicando mais um hit da Cyndi Lauper para o seu coach, UÓsher, que vindo dela me pareceu ser bem sincero e por isso deixamos passar. Isso e o fato da tal apresentação ter sido encerrada tão dramaticamente, que foi o que me fez despertar e acabar gostando da mesma. Fato é que Michelle representa o impossível em uma competição como essa, um legítimo underdog, diferente até do que foi o Nicholas David durante a temporada anterior, que teve um papel semelhante até e entendemos perfeitamente o seu grande apelo dentro da competição, algo que junto com o seu inegável talento, justifica e muito a sua vaga como finalista dessa Season 4 do The Voice e pelo andar das coisas, não duvidamos nada que ela saia como a grande vencedora da temporada, embora a ideia de ter o UÓsher como o campeão não seja nada agradável. Mas Michelle é mais legal do que ele, então talvez a gente até deixe passar…

Ao mesmo tempo, precisamos reconhecer que além dessa ter sido uma temporada bem morna do The Voice, o programa vem se tornado cansativo por conta de seus resultados cada vez mais óbvios, onde perto do final, outros fatores acabam se tornando mais importantes do que o talento de cada um dos competidores que vão sobrando dentro do programa e isso não é de hoje que sempre acaba acontecendo. Dessa vez, de um lado temos o novato megabitch UÓhser, apelando ao vivo para os seus seguidores em redes sociais votarem na sua candidatada, algo que até hoje eu não consegui engolir (e acho que o Adam também não), usando métodos bem meio assim de treinar seus competidores, além da postura política passiva agressiva que é bem difícil de engolir e que infelizmente é dele o ticket de ouro da temporada. E do outro temos o Blake, que quando não é absolutamente patriarcal com a sua risada de Papai Noel em alto (bem alto) e bom som, parece um irmão mais velho, do tipo que a gente adoraria ter por perto sempre. Nesse caso, acho que o seu carisma acaba contando e muito a favor dos seus competidores, onde querendo ou não, acabamos torcendo por eles muitas vezes apenas por conta do próprio Blake. Como nessa final por exemplo, que a gente adoraria que ele saísse como o vencedor mais uma vez, apenas para não dar esse gostinho já quase certo para o UÓsher, mas que ao mesmo tempo acabaria desgastando e muito a fórmula do programa, onde caso isso realmente aconteça, talvez seja a hora de considerar uma pausa dele e do Adam para as próximas temporadas, dos quais nós vamos sentir uma imensa falta, mas ao mesmo tempo achamos que podemos nos beneficiar e não ver um dos nossos programas preferidos ever se transformar em algo mais do mesmo. Renovar é preciso e esse não seria o nosso adeus Blake + Adam, fiquem tranquilos, seria apenas umas férias mesmo.

E essa semana só nos resta mesmo é torcer. Se eu arrisco um palpite? Acho que vai dar 1- Michelle 2- Danielle (que eu acho que deveria ser a terceira em qualquer um dos cenários) 3- The Swon Brothers, mas só para não deixar o UÓsher feliz e garantir mais essa vitória para o ego inflado dos 3 metros do Blake, eu gostaria que fosse 1 – The Swon Brothers (meu histórico como um ótimo – auto avaliação – “mixtaper” indo por água abaixo agora, rs) 2 – Michelle  3 – Danielle, apesar de me sentir como uma criminoso torcendo contra a Michelle apenas por causa do UÓsher. (mas estou confiante que ela ganha. Já repararam como ela é sempre a primeira a ser salva? Por isso vou acabar ficando feliz de qualquer jeito, eu sei)

Veremos….

 

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A despedida que The Big C merecia

Junho 12, 2013

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Durante a temporada anterior, reconhecemos que The Big C estava praticamente implorando por um conclusão. Uma conclusão que a gente aguardava desde o seu começo, quando recebemos o diagnóstico da sua protagonista e que na verdade viria a ser o grande “C” da questão. Com uma Season 3 bem desgastante e bastante arrastava, vimos aqueles personagens meio perdidos em plots dramáticos demais e de pouca relevância para a história principal, alguns até repetitivos (como a questão da fidelidade dentro da relação do casal), deixando um pouco a doença de lado para discutir outras coisas naquele momento, muito embora ela nunca tenha desaparecido completamente e tenha voltando com um peso maior quando ao final da temporada (que foi bem meio assim), descobrimos que o câncer da Cathy havia voltado e de uma forma bem mais agressiva.

Nesse momento nascia a Season 4 de The Big C, que viria a ser a tão aguardada temporada de conclusão da série, uma vez que ela já havia rendido bastante até aqui, tendo inclusive desperdiçado uma temporada inteira (sim, eu tenho uma implicância enorme com a Season 3) para nos trazer a essa ponto de resolução para a grande questão ainda pendente na série que sempre foi o plot central da sua trama apesar das distrações. Acho bom reconhecer também nesse caso que embora a série fosse sobre uma mulher que descobriu ter um câncer passando a ter que lidar com essa nova realidade, essas distrações todas tenham aparecido de alguma forma dentro da série (mesmo quando não tão interessantes), mostrando de uma forma bem real e honesta que apesar do diagnóstico, a vida não se resume a apenas isso.

Mas essa nova temporada chegava com um peso maior do que já era de se esperar para a sua resolução que a essa altura já parecia inevitável, com uma redução drástica na quantidade de episódios, que agora seriam apenas 4 para ajudar a encerrar essa história, com o detalhe de que eles seriam estendidos (algo que poderia facilmente se tornar um sacrifício para quem ainda continuava assistindo a série), tendo aproximadamente 1 hora de duração cada um, algo que vindo na sequência de uma temporada custosa como foi a sua Season 3, não soava como uma notícia das mais animadoras, apesar do carinho que sempre tivemos pela personagem e por sua história.

Apesar disso e contrariando totalmente a nossa impressão de que essa poderia ser uma nova temporada difícil de se levar, The Big C conseguiu realizar lindamente a sua temporada de despedida, preparando muito bem o território para essa reta final da batalha entre a Cathy e o câncer, com uma sequência de excelentes episódios, apesar da maior duração ou de qualquer medo que a gente ainda tivesse como resultado da nossa experiência com a série durante a temporada anterior. (a essa altura já deu para perceber que a minha mágoa com a terceira temporada é realmente grande, não deu?)

Episode 401

Recém operada, ainda em recuperação porém, recebendo a triste notícia de que a sua recuperação não havia correspondido ao tratamento, encontramos Cathy enfrentando a realidade de cara limpa, aceitando que o final da sua história realmente não poderia ser tão feliz como ela (e todos nós) ainda gostaria que fosse, mas o pouco de vida que ainda lhe restava poderia sim ser muito feliz, mesmo que houvesse a chance dele acabar a qualquer momento. E foi lindo ela encontrando o seu médico na quimioterapia, ele que naquele momento também ocupava a vaga de um paciente, revelando também ter descoberto um câncer, algo que acabou explicando muito bem a forma como ele a havia tratado em sua última consulta, que foi quando a personagem optou por abandonar o tratamento que pouco poderia fazer por ela àquela altura (algo que é sempre bom de lembrar), a não ser trazer mais dor e sofrimento. Uma decisão difícil, apesar de soar como prática, que é bem importante de ser mostrada e principalmente na TV, sem tentar encorajar ninguém a seguir o mesmo caminho e apenas ilustrando que essa também é uma possibilidade em alguns casos onde a cura já não é mais possível.

A partir disso ganhamos uma Cathy cada vez mais debilitada, apresentando dia após dias o avanço da sua doença, que aos poucos foi a deixando cada vez mais fraca e com uma série de efeitos colaterais, alguns tragicômicos, como a cena com ela no pula-pula no aniversário do filho e outros bem tristes, que acabaram nos dando aquele aperto no coração, como as limitações físicas e os lapsos de memória da personagem, em um trabalho de atriz absolutamente sensacional da Laura Linney, que a gente tinha certeza que quando chegasse a hora, seria capaz de encarar essa outra fase da sua personagem lindamente (Clap Clap Clap). Antes disso, enquanto ainda lhe restava alguma força, apesar de ter desistido do tratamento, a personagem também acabou deixando bem claro que ela não havia desistido da vida e seguia o seu caminho tentando realizar pequenas coisas que ela havia deixado passar no passado e que agora poderiam e deveriam ser encaradas como a meta da vida que ainda lhe restava, onde entre outras coisas, ela acabou estabelecendo que gostaria de resistir até pelo menos ver o filho se formar no colégio, já que muito provavelmente não poderia alcançar nenhuma das outras etapas importantes da sua vida adulta.

E foi linda a forma como todos os personagens reagiram a esse momento da Cathy, demonstrando claramente a dor de ser obrigado a observar de perto alguém que se ama piorando aos poucos e ao mesmo tempo estando todos eles bastante solidários e respeitosos quanto à escolha de Cathy naquele momento. Paul foi colocado meio que de lado nessa hora, uma vez que suas questões já estavam todas aparentemente resolvidas, inclusive o seu casamento, que a essa altura já não era mais o mesmo, apesar do companheirismo e da cumplicidade do casal ter sido mantido até o final. De forma bem prática também, Cathy acabou tentando controlar o que ela achava que ainda era possível e até tentou arrumar uma nova mulher para o ex marido, mas ele acabou entendendo que aquele não era o momento e esse novo ciclo da sua vida com uma outra pessoa qualquer poderia esperar um pouco mais para acontecer, já que naquele momento, uma outra pessoa que ele amou por boa parte da sua vida, estava precisando bem mais da sua presença. (mas foi bacana que para ela, a sua meta foi cumprida do mesmo jeito)

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Andrea também já estava se estabelecendo, agora vivendo com uma estudante de moda, longe de casa e enfrentando alguns problemas com sua colega de quarto, mas nada que tenha ganhado um destaque maior do que merecia. Para ela acabou sobrando o plot de tirar alguma lição dessa situação toda, que foi quando ela acabou se inspirando na morte em uma de suas criações, com a Cathy aparecendo de surpresa no último momento, servindo de modelo para o seu design (que ela havia escolhido como a roupa do seu funeral), em outro grande momento dessa reta final da série. Sean também esteve mais a parte, apesar da sua história paralela como doador voluntário de órgãos e o personagem realmente só acabou se destacando mesmo quando colocado ao lado da irmã enfrentando as dificuldades do estágio avançado do seu câncer, sendo o seu cúmplice em pequenas aventuras (o plot da girafa foi ótimo) e simplesmente permanecendo como sua fiel companhia até o final.

Uma cumplicidade tão forte que foi para ele que Cathy acabou pedindo o impossível, que seria acabar com a sua vida para que ela não sofresse mais, uma vez que a essa altura a personagem já estava até vivendo longe de casa, em uma espécie de clínica de recuperação/asilo, com toda a frieza que se espera de um lugar como esse (aliás, ótima a lição que ela deu naquele enfermeiro). Algo que Sean chegou até a considerar como possibilidade e ambos passaram inclusive a estudar a hipótese juntos, mas obviamente que ele não acabou colocando o plano da irmã em prática, algo que não seria nada justo com ambos os personagens. Nesse momento, The Big C acabou incluindo também questões de fé dentro da série, aproveitando o momento de total fragilidade da Cathy, algo que até poderia soar de forma errada mas dentro dessas circunstâncias todas e lembrando toda a mitologia da série (não era de hoje que a personagem mantinha uma relação próxima com o lado de lá…), não poderia ter sido mais adequado e ou comum pensando também em situações semelhantes para quem enfrenta esse tipo de problema. E foi nesse momento também que a personagem percebeu que apesar da dor, do sofrimento e de tudo de ruim que a doença lhe trouxe, ela que achava que estava pronta para morrer (como sua colega de quarto, bem mais velha e que também teve um ótimo final), acabou percebendo que não, que ainda era muito cedo para se despedir e que apesar do seu estado e da falta de força, ela ainda tinha vontade de viver e realizar diversas outras coisas na vida, percebendo o quanto injusto seria ter que abandonar todos esses sonhos ainda tão cedo. Uma reflexão bem bacana  e muito apropriada para quem passa por esse tipo de situação tão cedo na vida (eu imagino), mesmo que cedo para você seja do alto de seus 80 anos, porque sabemos que sonhos, vontades e desejos não tem idade, não é mesmo?

Agora, um outro personagem que acabou ganhando um destaque importante durante essa reta final de The Big C foi mesmo o Adam, filho do casal. Adam que antes não passava de um adolescente meio assim (apesar de sempre ter se envolvido de alguma forma com a situação da mãe), tentando seguir a vida com seus dramas adolescentes todos enquanto tudo aquilo estava acontecendo em sua casa, mas que dessa vez acabou ganhando uma importante redenção até para a história do personagem, com ele sendo obrigado a crescer e se aproximando cada vez mais da mãe, que ele sabia que poderia não estar ao seu lado por muito tempo.

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Da volta dos dois personagens até aquele depósito que descobrimos ainda durante a Season 1, onde Cathy havia deixado presentes para a vida do filho que ela sabia que muito provavelmente não poderia acompanhar (o detalhe da carteira foi muito “MÃE”, não?), até o simples detalhe dele ter guardado o lenço da mãe na gaveta, todos esses momentos entre os dois foram extremamente emocionantes e de uma doçura sem igual, algo importante para o personagem e que a Cathy merecia receber como reconhecimento pelo seu belo trabalho como mãe. E se a gente já tinha se emocionado com o Adam durante esses momentos, as lágrimas realmente começaram a escorrer quando ele foi de madrugada no quarto da mãe na tal clínica, só para colar o seu mural de fotos no teto (aquele da nova abertura da série), da mesma forma como ela havia feito em casa e mais tarde, agora já durante o series finale, eu confesso que foi praticamente impossível controlar essas mesmas lágrimas quando descobrimos que Adam havia duplicado a sua carga horária na escola, só para conseguir se formar mais cedo, realizando o grande sonho da sua mãe e pegando todo mundo de surpresa em casa. E aquele olhar de “missão cumprida” da Cathy para o filho nessa hora, foi mesmo de arrepiar. (♥)

Durante o episódio final, ainda tivemos tempo para conhecer o pai da Cathy, com o qual ela vivia uma relação meio assim (achei importante a família ter aparecido nessa hora), mas que a essa altura já não havia mais o porque manter qualquer tipo de mágoa (algo que ficou para o Sean perpetuar pela vida, rs). E a resolução entre os dois foi tratada tão lindamente com aquele cheque das flores que ele havia se recusado a pagar durante o seu casamento no passado, de forma bem simples e cheia de significados para os momentos finais da personagem, que se aproximavam para a sua conclusão. Apesar de todos esses bons momentos, confesso que esse episódio final foi o mais falho entre os quatro últimos episódios da série, talvez pelo aparecimento desse lado mais espiritual ou qualquer coisa do tipo, que pode ter diferentes significados para qualquer um e uma série como The Big C talvez nem precisasse utilizar desse recurso, muito embora ele seja totalmente justificável e aceitável. Talvez por isso eu não tenha gostado muito da cena final da série, com a Cathy reencontrando o tal cara do barco do final da Season 3, com o qual ela vinha se deparando constantemente, quase como um presságio.

Apesar disso, foi impossível não se emocionar com a despedida da personagem, com o Paul carregando suas flores preferidas (as tais que o pai não quis pagar no casamento), imaginando por um instante ainda ter encontrado a mulher viva em casa, mas se deparando com a notícia de que ela havia morrido minutos antes, em casa, sem ninguém por perto além da enfermeira, do jeito que ela desejou. Um final extremamente emocionante, cheio de significados diferentes para cada um, mas que realmente acabou sendo o final que The Big C merecia ter ganhado, apesar de qualquer tropeço e a essa altura ficamos mais do felizes que a série tenha ganhado esse tempo a mais para encerrar a sua história tão dignamente e de forma extremamente carinhosa, real e absolutamente respeitosa. Um final verdadeiramente feliz, apesar dele não corresponder exatamente a nossa torcida pela personagem.

R.I.P The Big C

 

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