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Walter White, Heisenberg, Mr Lambert e o final para se lembrar de Breaking Bad

Novembro 18, 2013

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Oito episódios finais, em uma temporada covardemente dividida em duas partes, como agora parece ser o novo costume (também covarde) do canal AMC. Damn you AMC! Oito episódios excelentes do começo ao fim, onde cada um deles poderia muito bem ter encerrado a série de forma até que bem satisfatória. Claro que alguns teriam nos deixado muito mais satisfeitos do que os outros e nenhum deles teria se comparado com o que acabou sendo o series finale de Breaking Bad, mas ainda assim, se quisessem, eles bem que poderiam. Episódios que nos deixaram completamente orgulhosos, apesar de imperfeitos em alguns detalhes mínimos que não chegaram a estragar absolutamente nada (detalhes como o fator sorte, a generosidade de alguns bandidos, o fator sorte de novo), que nos deixaram completamente aflitos, terminando de forma tão covarde quanto a divisão dessa temporada final (novamente, precisava manifestar de alguma forma a minha indignação quanto a esse detalhe, por isso a repetição da palavra “covarde” e suas variações em um mesmo parágrafo) e sempre em um momento de pura tensão, para enlouquecer ou matar qualquer um de ansiedade. Ou as duas coisas.

Desde o começo de Breaking Bad acompanhamos um pouco de tudo da trajetória do seu personagem principal, Walter White e podemos dizer que conhecemos tanto o seu melhor, quanto o seu pior (e falamos sobre o assunto por diversas vezes aqui no Guilt e para resumir, vocês podem encontrar o assunto aqui e aqui). De cara, já fomos apresentados a sua sentença de morte com o diagnóstico (nada esperançoso e por isso estamos falando em sentença de morte) do seu “irônico” câncer (um homem saudável e não fumante que do dia para a noite descobre que está com câncer no pulmão, por isso “irônico”. Notem que hoje eu estou me justificando, leitor, talvez por gostar demais da série e não querer ser mal compreendido), que foi quando descobrimos e entendemos seu plano de vida a partir daquele ponto da história e daquele momento em diante, acompanhamos os altos e baixos de sua vida conturbada e até certo ponto secreta, com a sua nova identidade de traficante de metanfetamina. E não de uma metanfetamina qualquer e apenas a melhor do mercado. Ponto. Um homem de família, professor, competente, que aos poucos foi acreditando demais no próprio personagem que criou por acaso/necessidade, o “temido” Heisenberg, que a princípio tratava-se apenas de uma espécie de lenda, que de certa forma servia para fortalecer seus negócios ilícitos, mas que em pouco tempo, acabou se tornando o recurso de defesa mais utilizado pelo seu próprio criador, que gostou tanto do gostinho do poder que acabou experimentando através dessa nova versão dele mesmo, um gostinho de ser temido por todos os cantos e acima de tudo, de ser o mais competente naquilo que se propunha a fazer, que o seu alterego acabou se tornando algo muito maior do que ele mesmo sempre foi e ou estava preparado para ser, o obrigando no final a assumir desesperadamente uma nova identidade, a terceira delas como Mr Lambert, que lhe trazia a falsa ideia de um “recomeço”, novamente e ironicamente no dia do seu aniversário.

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Mas antes de assumir essa nova terceira identidade (e acertou quem apostou que aquele flashforward que iniciou a Season 5 no passado tratava-se exatamente de uma espécie de adiantamento do final da série. Confirmou!), Walter ainda tinha alguns pontos de sua história para acertar, começando por algo que talvez fosse o maior deles (ou pelo menos o mais perigoso e ou mais complicado deles), quando chegou a hora de encarar o cunhado chefão da polícia, Hank , que havia terminado a primeira parte da temporada de encerramento finalmente chegando a conclusão de que a sigla WW que o perseguiu por todo esse tempo, só poderia corresponder ao nome do cunhado, que a propósito, ele sempre considerou um bunda molão de primeira e talvez por isso nunca tenha desconfiado do mesmo. Um momento que foi aguardado por todos nós desde muito tempo, onde ambos atores conseguiram nos transmitir exatamente o que aqueles personagens estavam sentindo naquele momento. Apesar da fúria no olhar do Hank e a sua explosão para cima do Walter, que naquela hora até tentou se beneficiar com a volta do seu câncer em um pedido desesperado de misericórdia, estava meio que na cara que não haviam muitas alternativas para toda a questão do Hank depois dele finalmente ter tomado consciência de toda a situação, isso mesmo antes de descobrirmos o desenrolar dessa história, com o plano absolutamente corajoso e nada bunda molão do próprio Walter, gravando uma fita de confissão que repassava toda a culpa para o próprio cunhado, em um golpe de gênio dissimulado e apoiado pela própria mulher (Skyler que mais uma vez nos revelou ter um caráter ainda mais duvidoso quando o assunto é o seu próprio pescoço em jogo, isso sem mencionar quando ela sugeriu e praticamente exigiu a cabeça do Jesse em troco do “bem estar e segurança” da sua família), que a essa altura estava mais do que envolvida e disposta a manter tudo aquilo que eles conquistaram com muito custo (e por custo eu quero dizer sangue, corpos de desconhecidos espalhados pela cidade, um ex boy magia inválido e noites de pânico e pura tensão dormindo apavorada ao lado do inimigo que ela achava que já não conhecia mais) até agora. Aliás, aquela cena com o encontro duplo de casais no restaurante mexicano, que marcou a entrega da tal fita de confissão do casal Walter e Skyler para os cunhados, foi sensacional, de uma tensão absurda e com o tipo de humor certo e porque não dizer até que inesperado para a ocasião. (a cada interferência do garçom, um aplauso, por favor! Clap Clap Clap!)

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Apesar de ter chegado o momento pelo qual mais aguardamos ao longo da mitologia da série (um deles, para ser mais justo, porque haviam outros, vai?) e de qualquer reviravolta que ainda poderia estar a caminho, estava mais do que na cara que para o Hank, só existiam duas possibilidades: ser ridicularizado eternamente dentro da polícia, por nunca ter sequer desconfiado do comportamento do cunhado, que esteve ao seu lado durante esse tempo todo, além do fato dele mesmo ter sido beneficiado com o dinheiro que o mesmo fazia vendendo seus preciosos cristais azuis ou, Hank teria que acabar morto, para que o desenrolar da trama pudesse se arrastar por mais algum tempo, além de consequentemente gerar uma culpa ainda maior para o próprio Walter carregar junto com o seu império. Optando por essa segunda alternativa, Breaking Bad escolheu nos entregar um tiroteio daqueles, que encerrou um dos episódios dessa temporada nos deixando a base de ansiolíticos de tamanha ansiedade por esse desfecho, que só aconteceu no episódio seguinte. Dessa forma, Hank se despediu como o herói que sempre foi e de quebra, ainda deixou para o Walter um peso na consciência bem difícil de se carregar e principalmente de se dividir com a família, a qual ele precisou encarar logo em seguida e nesse momento, é claro, encontrou sua maior barreira nesse que talvez tenha sido o momento exato em que o personagem mesmo que involuntariamente, acabou cruzando o seu próprio limite, quando em um briga doméstica com a mulher (uma briga ótima por sinal), acabou enxergando no filho toda a decepção de ter se tornado aquele homem que ele talvez nem tenha percebido exatamente que havia se tornado, mas que naquele momento, com a intervenção do Flynn e com o mesmo entregando o pai para a polícia, talvez tenha sido o momento exato do despertar do Walter para o homem monstruoso que ele havia se tornado. Tentando evitar a morte do cunhado, Walter inclusive chegou a propor dividir parte de sua fortuna com os nazistas (que voltaram para ajudar a contar o desfecho da trama, naquelas histórias menores e paralelas que também sempre fizeram parte da mitologia de Breaking Bad), seus ajudantes da vez. Mas Walter teve que se contentar em sair apenas vivo daquela situação, carregando um único barril com pouco dos vários milhões que havia acumulado ao longo desses dois anos (em uma cena pra lá de especial e divertidíssima, em um momento de pura tensão como esse portanto, entendam o quão especial é essa série, meus queridos leitores), sem receber a cabeça do seu maior inimigo a essa altura, Jesse, que por ter se tornando um aprendiz tão dedicado (e talvez melhor ainda do que o seu mestre, pelo menos na prática), acabou valendo muito mais sendo mantido como escravo pelo novo lado negro da força. (chamar os nazistas de “lado negro da força” talvez seja tão politicamente incorreto quanto dizer “lado negro da força”, embora qualquer tipo de ofensa, inclusive para o lado negro da força, não seja a nossa intenção nesse momento, rs). O único erro desse episódio, além da espantosa generosidade dos nazistas por terem permitido o Walter seguir com seu barril de dinheiro a pé e com vida pelo deserto (de novo, que cena! Me arrancou gargalhadas. Juro!), talvez tenha sido a revelação de que o Jesse estava debaixo do carro esse tempo todo e nenhum deles havia se dado conta disso. Come on, Breaking Bad! Mas ok, perdoamos. Sem ressentimentos.

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Jesse que passou boa parte desse retorno quase que em transe, desconfiando que o Walter havia propositalmente e culposamente mandando o Mike fazer aquela “viagem para Belize” (rs) e ainda tentando lidar com as consequências de todos os seus atos mais recentes além de qualquer culpa e mágoa antiga, incluindo a morte daquele garoto perto da linha do trem. Apesar de estar completamente fora de si, Jesse ainda parecia consciente da parcela de culpa do Walter em relação ao sumiço inexplicado do Mike e o personagem que até então havia passado boa parte da temporada monossilábico e atirando montes de dinheiro pela vizinhança (e mesmo mudo, o Aaron Paul sempre foi excelente com suas caras de louco psicótico maniaco depressivo, vai?), não precisou de muito tempo para ele chegar a conclusão do quanto Walter o havia manipulado durante todo esse tempo, assim como o quanto o personagem esteve envolvido em plots importantes relacionados a pessoas próximas a ele, como a ex namorada e o filho dela, que nós sabemos que foi o Walter quem envenenou para se safar de um drama antigo qualquer. E bastou despertar para a realidade, que ganhamos o velho e bom Jesse sem limites de volta (Yo, bitch!), despejando gasolina por toda a casa do Walter, com seus #CRAZYEYES em close novamente, planejando transformar o lugar em cinzas em nome do começo de sua vingança. Mas sabemos que apesar de parecer o mesmo, Jesse não era mais apenas aquele moleque inconsequente do passado que parecia usar roupas do irmão mais velho (aguardem o final desse post, e vocês verão que essa piada não é minha), ou pelo menos ele não era só mais isso e para conseguir se vingar do seu novo arqui-inimigo e ex-sócio, nada melhor do que unir forças com o lado da lei da história (além de possivelmente aliviar um pouco mais para o seu lado), que foi quando ganhamos a parceria Jesse e Hank, antes da morte do mesmo e antes do próprio Walter ter encomendado a cabeça do Jesse, influenciado inclusive pela Skyler, como já comentamos.

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E o plano dos dois para conseguir pegar o Walter foi sensacional também, do começo ao fim, com as pistas falsas sobre a localização do dinheiro (achei bem bacana a localização da fortuna do Walter ser a mesma de onde eles cozinharam pela primeira vez no deserto. Cool!), assim como quando Jesse foi acertar as contas com o Saul, ou quando o Hank deixou um de seus capangas aterrorizado com a foto falsa da morte do Jesse, deixando o cara muito que provavelmente, esperando naquela sala até hoje. Engraçado como desde o começo, nutrimos um amor especial por esses personagens, mesmo com eles persistindo em um caminho mais do que duvidoso, mas o mais engraçado disso tudo foi ver como com o passar do tempo, passamos a torcer muito mais para o Jesse do que para o próprio Walter, muito provavelmente pela transformação que vimos acontecer com ambos diante dos nossos olhos ao longo dessas cinco temporadas, quando Walter deixou de ser apenas um homem injustiçado pela vida e se tornou uma espécie de monstro (apesar de não gostar muito dessa descrição) muito maior do que ele mesmo conseguia administrar, assim como o Jesse, que deixou de ser apenas um viciado inconsequente e foi se tornando aquele por quem a gente torcia com mais força e entusiasmo para que saísse ileso dessa história toda, principalmente depois de tudo que vimos o mesmo passar (e pastar), muitas vezes as cegas (quase sempre apenas desconfiando…), sem ter o conhecimento sobre tudo aquilo que estava realmente acontecendo com ele. Mas isso não foi nada até encontrarmos o Jesse enjaulado, acorrentado e mantido como escravo nessa reta final da série (glupt = nó na garganta), vivendo apenas com a companhia da sua própria culpa e o carcereiro Todd (odioso desde sempre!) e a tarefa de continuar cozinhando perfeitamente os cristais mais puros do deserto a troco  apenas de manter os dois únicos sobreviventes com quem ele ainda se importava na vida (a ex namorada e o filho dela). Algo que ele conseguiu manter até certo ponto, quando em uma medida desesperada de tentativa de fuga, foi obrigado a assistir de longe o odioso Todd tirando a vida da sua ex namorada, apenas para provar que não adiantava ele tentar escapar.

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Mas outro momento importantíssimo dessa reta final de Breaking Bad também aconteceu no deserto, ainda no mesmo cenário da morte do Hank, antes dela acontecer, quando se sentido traído pelo fato do Jesse ter passado para o outro lado, Walter não pensou duas vezes e jogou na cara do ex parceiro Jesse, que havia assistido de perto a sua namorada morrer de overdose anos atrás e que não havia feito nada de propósito, por conveniência (que foi exatamente o que ele fez), revelando o maior segredo (e mais um deles), que ainda existia entre os dois, muito provavelmente, o mais doloroso de todos eles e aquele para o qual não se teria mais volta. Aliás, vale dizer que nesse mesmo episódio, a cena com o Walter finalmente se rendendo para o cunhado, foi outra das que merece ser lembrada por um bom tempo, com cara de series finale e tudo mais e isso foi logo no começo da temporada. (também achei excelente a cena com o Walter e o Hank no telefone com a Skyler e depois ela desesperada encontrando com o Hank, achando que estava sendo presa e surtando lindamente)

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Com todos os personagens encontrando seus respectivos destinos e se revelando a essa altura da história, onde já não havia mais uma falsa identidade para ninguém, exceto para o Walter, que havia aceitado o serviço de nova identidade oferecido pelo Saul (recusado no passado pelo Jesse e o qual o próprio Saul acabou utilizando na mesma ocasião que o professor de química, se tornando seu companheiro de confinamento – detalhe que o personagem deve mesmo ganhar seu spin-off de Breaking Bad e ainda não consegui decidir se gosto muito da ideia…) e a essa altura já havia se transformado no Mr Lambert, vivendo afastado em um lugar que não poderia ser mais frio e ou distante (em todos os sentidos, e chegou a dar pena de encontrar o Wal… o Mr Lambert naquela situação, pagando por uma partidinha de rouba monte, rs), chegava a hora do acerto de contas do personagem, que antes disso ainda tentou bancar o Heisenberg novamente (em uma cena linda, diga-se de passagem), mas que naquele momento acabou entendendo que com o estado avançado do seu câncer e a falta de opções de ainda conseguir sair ileso daquela situação, só lhe restava mesmo esperar pela hora certa de agir e encerrar de vez a sua história abraçando o que fosse necessário para isso.

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Que foi quando chegamos ao series finale de Breaking Bad, que eu arriscaria em dizer que de todos os que eu já vi até hoje, foi de longe o meu preferido. É, foi, assumo. Sorry Sopranos (sorry Fringe, sorry até para The Office, que recentemente fez um despedida daquelas. E essa não é uma “desculpa comparativa”, que fique bem claro). Em uma sequência de acertos de contas deliciosos, encontramos Walter enfrentando de frente todos os seus inimigos e questões ainda pendentes em sua vida, a começar pelos ex-sócios do negócio que ele acabou desistindo no meio do caminho e consequentemente, por mais uma ironia do destino, acabou perdendo a chance de se tornar uma milionário de forma lícita (e com uma ideia que foi dele e não desconfiamos em nenhum momento disso porque conhecemos muito bem aquela mente brilhante). Walter sentado no escuro, esperando o casal chegar em casa, despejando o dinheiro que ainda lhe restava, exigindo que os ex-sócios colaborassem com o seu plano de finalmente conseguir amparar a sua família de alguma forma, para que tudo aquilo não tivesse sido de fato em vão, foi absolutamente brilhante, ainda mais contando com dois personagens dos quais pouco ouvimos falar e ou nos importamos, ainda mais naquela altura do campeonato. Mas brilhante mesmo foram os atiradores de longe com suas miras nos corpos dos dois personagens em questão sendo ameaçados pelo Walter, atiradores “profissionais” que mais tarde descobrimos ser apenas os amigos do Jesse fazendo um freela para a malandragem (rs), aqueles dois que viviam se colocando na casa dele, que voltavam para uma despedida super bem humorada para a série.

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Depois tivemos a sequência da irmã ligando para a Skyler, que estava vivendo em um outro lugar, bem mais humilde até, avisando sobre a presença do Walter na cidade, a essa altura super temida por todos os lados depois que a sua história já havia se tornado pública, quando ao final da tal ligação, descobrimos que Walter já estava na casa, ao lado da Skyler durante o tal telefonema, ela que o havia recebido para a despedida que ambos mereciam ter, mesmo depois do plano diabólico e friamente calculado do Walter sequestrando a filha durante aquela sequência desesperadora da briga do casal em casa, que teve o Junior interferindo e entregando o pai para a polícia em um dos melhores episódios dessa reta final da série. Uma despedida que ela entendia que o marido merecia, mesmo depois de tudo o que aconteceu, principalmente em relação aos filhos, dos quais, ele teve a chance apenas de se despedir de perto da pequena Holly (e não sei como eles conseguiram fazer esse tipo de coisa, mas até a bebê acabou se revelando uma excelente atriz a essa altura. Sério!) e teve que se contentar em apenas observar o Junior voltando para casa de longe, sem arriscar nenhuma aproximação com o garoto (que ele amava, não temos a menor dúvida disso), que estava mais do que decepcionado com a revelação da verdadeira identidade do pai e acima de tudo, com o que acabou acontecendo com o próprio tio (aliás, a cena da tia e a mãe revelando a verdade sobre o Walter para o seu filho, também foi bem boa!). Uma cena dolorosa na medida certa, sem nenhum exagero ou qualquer coisa do tipo, algo que não caberia em uma série tão bacana e bem cuidada como sempre foi Breaking Bad e por isso agradecemos que esse tenha sido o caminho escolhido para encerrar essa história, que a propósito, conseguiu manter todo o seu fundamento até o fim, com as cores todas de volta (o verde, o amarelo, o roxo), cenas e sequências com olhares diferentes e sempre muito bem vindas dentro da série mesmo a essa altura, a volta do figurino antigo do Walter e diversas referências a mitologia da série que foram excelentes nessa reta final.

Até para a Lydia havia sobrado o resto do veneno que Walter manteve esse tempo todo escondido em sua própria casa, o qual ele fez questão de buscar para o acerto de contas com a mulher que havia se tornado a responsável pelos negócios. Nesse hora, poderíamos até considerar que Walter acabou sendo mais imprudente do que nunca, arriscando demais ao aparecer naquele café onde estavam Lydia e Todd (que a essa altura haviam se tornado uma espécie de casal, e por isso havíamos acompanhado tantas cenas com os dois durantes as aberturas dos episódios dessa reta final), principalmente se considerarmos a instabilidade da personagem diante de situações como essa, mas ao mesmo tempo, considerando o que Walter tinha a perder naquele momento, achamos que até que tudo bem ele ter agido daquela forma.

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Mas ainda restavam as duas últimas pontas soltas nessa história toda: os nazistas, que acabaram roubando toda a fortuna do Walter após a resolução da história com o Hank e o Jesse, o qual ele considerava seu maior inimigo/traidor/pure evil ainda vivo naquele momento. Após descobrir que os nazistas estavam com o Jesse, passamos a acompanhar algumas cenas aleatórias do Walter no deserto, construindo alguma coisa que a gente ainda não tinha muita certeza do que se tratava, mas sentíamos que aquilo tudo fazia parte de mais um de seus planos infalíveis, frutos de sua mentre calculista e sempre brilhante. E não deu outra, e antes do fim, Walter fez sua última visita para o tio do Todd (o chefe do clã nazista da série), que além dos vários milhões que havia lhe roubado, ainda lhe devia a cabeça do Jesse. E o reencontro de ambos personagens não poderia ter sido melhor, com Walter sedento pela cabeça do Jesse, o encontrando praticamente como um zombie de The Walking Dead, todo sujo e descuidado (mas ainda assim revoltado e sedento por aquele reencontro), mantido como escravo mesmo, que foi quando ele finalmente entendeu que o pior já havia acontecido com seu ex-aprendiz e a sua morte naquele momento já não se fazia mais necessária, porque Jesse já havia sido punido o suficiente pela quebra com o seu parceiro de longa data.

E foi quando descobrimos também que aquelas cenas aleatórias do Walter construindo algo no deserto, tratava-se de um plot à la Tarantino que se instaurava em Breaking Bad para encerrar essa história, com uma espécie de robô metralhadora (lembra do Jesse pedindo para o Mr White construir um robô para salvá-los de um plot dramático no passado da série? Então…), sim, eu disse um robô metralhadora e nada poderia ser mais inimaginável e ou legal para esse momento do que um robô metralhadora, que colocou fim na vida de todos aqueles nazistas, acertando de uma vez por todas a dívida que eles mantinham com o Walter. E foi lindo perceber que antes de apertar o botão para acionar o tal robô que havia sido construído com esse propósito, Walter já havia pensando rapidamente em salvar o Jesse, que apesar de qualquer coisa, a essa altura já não estava mais incluso no combo da vingança da carnificina que se transformou aquele lugar, sobrando inclusive e coincidentemente o Todd (que era o carcereiro do Jesse e eles nunca foram amigos) para o Jesse finalizar e a gente vibrar junto, sem a menor culpa. (cuspida no chão, seguida de um BITCH, em caixa alta)

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A essa altura, já não restava mais nada para Breaking Bad, a não ser a despedida entre Jesse e Walter e para isso, por mais que tenhamos torcido desde o começo para esse desfecho (sempre achei que o destino da série seria esse, não que eu tenha imaginado o caminho exatamente dessa forma, mas ainda assim…), confesso que não estávamos assim tão preparados para esse momento. E até nessa hora o Walter tentou manipular o Jesse pela última vez, oferecendo a arma que poderia acabar com a sua vida (detalhe que além do câncer em estado avançado e o personagem estar visivelmente debilitado nesse episódio final, durante o tiroteio do seu robô metralhadora – repararam que eu adorei esse conceito e não canso de repetir, não? – Walter já havia sido ferido por um das balas disparadas na ocasião), colocando o Jesse em uma posição semelhante a qual já encontramos o personagem no passado (por outros motivos, claro). Mas Jesse acabou fazendo a escolha certa dessa vez, optando por deixar o Mr Walter encarar o seu destino por ele mesmo e com um simples olhar a distância, ainda com medo e sem confiar muito um no outro, ambos se distanciaram e Jesse ganhou o seu momento “Need For Speed” (próximo projeto do ator no cinema), escapando em alta velocidade e finalmente encontrando a liberdade, além do seu final feliz, que demorou para chegar mas que precisava acontecer, pelo menos para algum deles e achamos ótimo que tenha sido para o Jesse.

Para Walter, sobrou a única opção de morrer como a grande lenda que além das circusntâncias e alguma ajuda do destino, ele acabou criando sobre ele mesmo. Despencando diante do grande  laboratório utilizado pelos nazistas a essa altura da história, Walter encarou pela última vez sua imagem distorcida e com a chegada da polícia ao local, o personagem acabou de fato assumindo toda a culpa daquela história e assim encerrou a sua trajetória, em uma cena recheada de simbolismo e a trilha sonora perfeita para a ocasião (mais uma utilização da trilha sonora com perfeição para o momento, diga-se de passagem). Um momento para se aplaudir de pé e enxugar as lágrimas na sequência. (que foi exatamente o que eu fiz, quatro dias depois do episódio ter ido ao ar, que foi apenas quando eu finalmente consegui assistir ao series finale e imaginem o meu desespero para tentar fugir de todo e qualquer spoiler sobre o assunto durante todo esse período interminável? #DRAMA)

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Dessa forma absurdamente sensacional, nos despedimos de uma vez por todas de Breaking Bad, com o final que não poderia ter sido mais perfeito, apesar de qualquer uma de suas falhas. Uma história que desde muito tempo nos apontava para esse desfecho, do qual seria bem difícil se sair completamente ileso, principalmente no que dizia a respeito a todos os principais envolvidos. Uma série que conseguiu manter seus padrões desde sempre e que como se não fosse o suficiente, conseguiu elevá-los ainda mais nessa reta final, nos deixando completamente satisfeitos com a forma com que eles escolheram para encerrar essa história. Um dos melhores finais para uma das melhores temporadas finais de uma das melhores séries de TV de todos os tempos. SÉRIE OBRIGATÓRIA PARA VOCÊ QUE ACHA QUE GOSTA DE SÉRIES DE TV E ASSIM MESMO, EM CAIXA ALTÍSSIMA.

E agora fazer o que para suprir essa necessidade de cristais azuis em nossas vidas? Encarar uma rehab e colocar tudo na conta do Vince Gilligan? (que eu queria dar um beijo na boca) Esperar para ver se aparece um novo vício bem bom? (por enquanto, está bem difícil, hein?) Ou morrer de medo de um dia receber de presente um convite para uma viagem para Belize?

Bem, por enquanto podemos ficar com esse final alternativo que acabou de sair no box de DVD com a Season 5 completa, que por lá chega no próximo dia 26 (por aqui estão vendendo um box da Season 5 dizendo “A 5ª Temporada Completa” de forma mentirosa, porque ele só contém os 8 primeiros episódios da Season 5, que está disponível também no Netflix até o 5×08), que nos insinua que tudo o que acompanhamos em Breaking Bad durante essas cinco temporadas, não passou de um sonho de um velho conhecido de  Malcolm in the Middle. Sério, #TEMCOMONAOAMAR e ou já estar morrendo de saudades?

R.I.P BrBa

 

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The Quarterback

Outubro 14, 2013

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Por mais triste que possa ter sido e certamente foi, esse na verdade era o episódio de Glee que todos nós estávamos esperando e até estávamos precisando para aceitar de fato os últimos acontecimentos relacionados a série. Um episódio que não foi perfeito, mas acertou do começo ao fim,  do seu tom preciso, até escolha certeira do repertório.  Isso sem contar a emoção presente em cada cena, o bom humor de conseguir nos arrancar mesmo que sem vontade, alguma risada a essa altura do campeonato, onde nos preparamos para nos despedir do nosso quarterback.

E foi bem bacana a forma como eles todos resolveram abordar o assunto, sem maiores detalhes, apenas aceitando o fato do que já havia acontecido e não tinha mais volta, colocando todos os personagens da série lidando com o luto a sua forma, assunto que inclusive já esteve presente em Glee no passado, mas não dessa forma, não confundindo a realidade com a ficção. Ryan Murphy pode ser um sádico quando quer e tem talento e vocação para isso (e nós adoramos), como já descobrimos no histórico do seu trabalho, mas tem também uma alma sensível (que nós também já conhecemos bem) a ponto de nos entregar um episódio tão cheio de sentimentos como esse, do qual nós provavelmente iremos nos lembrar por muito tempo, mesmo que também muito provavelmente a gente não tenha vontade de voltar ao mesmo em uma reprise qualquer ou maratona tardia da série.

Foi impossível não assistir ao episódio com os olhos completamente cheios de lágrimas e um nó na garganta que já começamos a sentir se formar quando o promo do mesmo foi lançado, com todos entregando as baquetas naquela espécie de memorial, que foi basicamente quando nos demos conta de que chegava a hora de encarar a realidade. Assim como foi realmente impossível de conter as lágrimas quando o assunto chegou na família do Finn, com o Kurt agarrando sua jaqueta, assim como o discurso da sua mãe, que foi algo excepcionalmente preciso e sensível e acertou em cheio o coração de cada um de nós, fãs da série. E não importa e você for irmão, pai, tiver algum familiar ou simplesmente for apegado a uma formiga e ou uma planta meio capenga, se você passar por esse episódio da série, certamente vai saber sobre o que eu estou falando.

Da mesma forma nos sentimos comovidos com os outros personagens envolvidos nessa despedida, a cada nova música, a cada novo momento, sem flashbacks ou qualquer coisa do tipo, porque a nossa memória ainda é bem presente em relação ao quarterback mais desengonçado de Ohio. E sim, Finn Hudson era o garoto popular que poderia facilmente representar o que nós, meros underdogs, sempre odiamos no colégio, mas ele não era só isso e apesar de fazer parte da turma de lá, ele era aquele garoto legal que te defendia de quem queria roubar o seu lanche, ou daqueles que queriam te jogar na lixeira apenas por você ser diferente. E tudo isso de graça, sem o menor interesse ou necessidade, apenas por ser um garoto bacana mesmo. Sim eles existem, e Finn talvez seja o maior representante contemporâneo dessa lenda. (♥)

Quando a Rachel enfim entrou em cena, ficamos morrendo de vontade de colocar ela no colo (atriz e personagem), oferecer um abraço ou qualquer coisa do tipo, e isso vindo de alguém que publicamente sempre odiou a personagem e também sua interprete, devido a todas as semelhanças entre elas. Nessa hora, colocamos nossas diferenças de lado e nos abrimos para o respeito, para o entendimento e a compreensão de que nessa hora, nada tem a menor importância quando conseguimos nos associar por qualquer que seja a razão, mesmo que nesse caso, ela seja a dor ou a perda.

Desse episódio de Glee, nos despedimos com uma enorme saudade, mas garantimos que para ele não voltamos. Talvez daqui alguns anos, não sei, mas pelo menos não tão cedo.

Foi triste,  mas foi como um grande abraço que dividimos com todos eles, e a forma simbólica de nos incluir nesse fato que não podemos mudar, infelizmente. Coisas tristes acontecem na vida de todo mundo e foi bem bacana ver uma série como Glee respeitando a todos em um momento como esse, onde de certa forma, todos nós compartilhamos de um mesmo tipo de sentimento. É claro que não deve ter sido nada fácil gravar algo como esse episódio e para isso, cada um daqueles atores e todos os envolvidos com a série merecem o nosso reconhecimento e respeito, assim como para cada um de nós, fãs de Glee desde quando o episódio piloto acabou vazando e nos deparamos com um garoto gigante cantando no chuveiro, não foi nada fácil conseguir chegar até o final dele ileso. Não sem deixar escorrer pelo menos uma lágrima.

Gostaria de terminar esse post com o meu clássico “Clap Clap Clap” porque o episódio apesar de todo o sentimento envolvido, realmente fez por merecer, mas hoje eu não consigo. (♥)

 

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Breaking Bad termina hoje e você reclamando que não tem coisa boa na TV

Setembro 29, 2013

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Breaking Bad termina hoje, daqui algumas horas (e desde já começamos a correr de todo e qualquer spoiler) e nem parece que já faz tanto tempo assim que embarcamos no deserto, naquele trailer meio assim com um homem de meia idade vestindo apenas cuecas e seu aprendiz na arte de “cozinhar” metanfetamina, um viciado que foi nos conquistando aos poucos e hoje é por quem nós mais torcemos dentro do universo da série.

Uma das melhores séries da TV atual (se não a melhor… e definitivamente por essa segunda metade da Season 5, a melhor!), uma das séries da minha vida, sem a menor dúvida. Termina hoje e vai direto para a prateleira especial assim que sair completa em DVD. (já tenho as 3 primeiras temporadas e já me preparo para me irritar com o lançamento de um box com a série completa, muito provavelmente bem mais barato do que a última temporada lançada em DVD. Humpf!)

Apesar de ser sempre triste ver algo que a gente gosta chegando ao fim, nesse caso, temos que reconhecer que foi lindo ver como Breaking Bad nos trouxe para o seu final. Todos os passos, toda a sua trajetória merece o nosso reconhecimento. Clap Clap Clap!

E a essa altura, queremos a cabeça do anti-herói que aprendemos a amar e agora odiamos como nunca, queremos que o Jesse consiga se livrar dessa e precisamos descobrir como é que a Skyler vai conseguir passar ilesa por tudo isso. Tudo indica que WW deva mesmo morrer, só assim sua história poderia ter um final feliz para os demais personagens restantes. Ainda mais agora que ele já virou lenda, ganhando um status maior do que o seu ego e talvez um pouco menor apenas do que a sua ambição. Mas ainda restam algumas contas a acertar, seja com os antigos sócios de um negócio milionário que ele acabou perdendo por uma simples ironia da vida ou uma escolha errada, seja com o seu câncer mais irônico ainda ou seja com o seu atual maior inimigo, que ele acha ser o Pinkman (pobre Pinkman a essa altura…), mas na verdade, apenas não se deu conta de que essa figura pode ser representada por ele mesmo, Heisenberg, Mr Lambert, ou seja lá qual o seu nome atualmente.

E para essa despedida, acho que vale a pena dar uma olhada em tudo o que nós já falamos sobre essa série sensacional até então:

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

Season 5 1/2

E agora só nos resta esperar, bitch! (queria tanto dar um abraço no Aaron Paul e olhar de longe e com medo para o Bryan Cranston e mesmo assim deixar transparecer toda a minha admiração e respeito, rs)

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Por favor, me digam que vocês estão assistindo Breaking Bad?

Setembro 20, 2013

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Porque eu estou praticamente entrando em depressão por não ter com quem comentar no trabalho (fora quem está começando a assistir a série agora e não gosta de spoilers) e ou tempo para escrever sobre cada um dos novos episódios aqui.

E recentemente o canal AMC divulgou que os dois últimos episódios da série serão estendidos em 15 minutos cada. Cool!

#SÓFALTAM2

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Querido Aaron Paul…

Agosto 21, 2013

Aaron Paul

… favor manter essa barba ruiva desse jeito para sempre. E isso não é uma sugestão e sim uma ordem, porque uma barba como essa não merece muito contato com lâminas ou qualquer coisa do tipo.

Gratô!

 

ps: por favor, não matem o Jesse em BrBa também… (há quem diga que no flashforward da série que abriu essa segunda metade da temporada, já pode ser tarde demais para isso… Será? #BATENDO3VEZESNAMADEIRA)

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A incansável Nurse Jackie

Julho 4, 2013

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Constantemente, algumas séries nos deixam com a sensação de que estão durando muito mais do que deveriam, principalmente se a gente pensar no longevidade de algumas delas chegando a alcançar a inexplicável marca de uma quinta ou sexta temporada por exemplo, com tantas outras (algumas inclusive bem melhores) sendo canceladas bem antes disso. De sétima para oitava então, nem se fale e só reza brava explica. Alguns canais tendem a repetir esse erro comum, que é o de estender suas produções por qualquer tipo de motivo obscuro que normalmente nós não conseguimos aceitar muito bem (porque entender a gente até entende… Cha-Ching Cha-Ching $$$), deixando suas histórias cansadas e extremamente arrastadas ao longo do tempo. E o Showtime mesmo é um bom exemplo desse tipo de comportamento meio assim, com Dexter por exemplo, uma série que já foi tão bacana no passado, chegando cambaleando das pernas trêmulas de serial killer a sua Season 8, finalmente anunciada como a temporada de encerramento da série.

Mas surpreendentemente, entre todas elas, podemos dizer que Nurse Jackie, que também é do Showtime, é uma grande sobrevivente em meio a uma programação cada vez mais cansada e repetitiva que encontramos na TV atual. Recém encerrando a sua Season 5, a série da sempre excelente Edie Falco nos provou que não há regras quando podemos contar com uma boa história, ótimos personagens que nos apegamos pelos motivos mais variados possíveis e as novas possibilidades ainda não exploradas de cada um deles, que foram os motivos principais que mantiveram a série médica que não é uma série médica como as outras, viva e com alguma dignidade até hoje.

Durante essa quinta temporada encontramos Jackie aprendendo a lidar praticamente a força com o fato do seu vício e passado nebuloso ter se tornado público, com todos a sua volta agora cientes de sua condição de viciada. Sentindo como se estivesse sempre tendo que provar para todo mundo que ela era uma viciada em recuperação, embora estivesse conseguindo se manter sóbria durante todo esse tempo, encontramos Jackie demonstrando um certo incômodo em relação a sua nova realidade, se sentindo sob a constante vigilância de todos a sua volta o tempo todo. Jackie que sempre preferiu manter sua vida distante dos olhares dos colegas de trabalho e amigos, alguns inclusive que sequer sabiam que ela era casada ou que tivesse duas filhas, mas agora com suas duas realidades se fundindo, já não havia mais como manter privada qualquer uma de suas duas relações, seja ela a profissional ou a pessoal.

Suas filhas cresceram bastante (gosto de série honesta que não tenta esconder o crescimento dos atores mirins) e um dos plots centrais dessa nova fase sóbria da personagem foi a relação conturbada que ela acabou criando com a Grace, agora adolescente e totalmente fora de controle, inclusive com ela começando a fazer uso de certas substancias. Algo que já havia começado durante a temporada anterior (como esquecer aquela cena com ela respondendo com uma pichação o recado malcriado da filha na parede do seu próprio quarto?), mas que acabou ganhando uma força ainda maior com a Grace agora matando aula para namorar escondido o namorado meio cretino e músico, mentindo sobre o seu paradeiro constantemente e quando perdida em meio a uma situação que inevitavelmente acabou saindo do seu controle adolescente, se viu tendo que enfrentar a mãe naquela típica carona do socorro constrangedora, que todo mundo já foi obrigado a pedir um dia. Até o momento em que ela admitiu que não estava fazendo um bom trabalho com as filhas e concedeu a guarda das duas para o marido naquele momento, que foi quando surgiu uma breve desconfiança de que talvez essa fase sóbria da personagem estivesse com os dias contados.

NURSE JACKIE (Season 5)

Na tarefa de criar as filhas, Jackie continuou contando com a ajuda do ex marido, Kevin, ainda extremamente magoado com todas as mentiras do seu passado, dificultando bastante todas as negociações envolvendo qualquer coisa que eles ainda dividiam e um dos melhores plots dessa temporada foi o momento em que eles finalmente conseguiram se acertar em relação a custódia das meninas e na sequência, Jackie batendo sem querer no carro novo do ex, que achou que foi de propósito e eles todos indo parar no hospital, que por uma acaso, é onde ela trabalha, para seu total desespero. Na verdade, principalmente no começo da temporada, Kevin ainda parecia estar amargo demais, embora tivesse motivos para isso e aquele episódio onde ele proibiu as meninas de passarem a noite na casa da mãe no dia do aniversário dela, mas que depois a Zoey conseguiu reverter a situação, garantindo inclusive a participação virtual da O’Hara, foi outro momento bem bacana dessa temporada, embora tenha começado de uma cretinice dele. Mas ainda faltava a Jackie colocar um ponto final na sua história com o ex e em uma conversa super honesta e reconhecendo a sua culpa no problema em questão, Jackie acabou conquistando o respeito do ex marido de volta, embora a gente saiba que esse tipo de mágoa não tem como se esquecer.

Passando muito bem pela sua fase sóbria, embora de vez em quando a personagem tenha se encontrado em situações de total provação (aquela cena com a farmácia do hospital de cabeça para baixo foi ótima!), Jackie até que estava se saindo muito bem durante essa nova fase da vida, mesmo sem poder contar com o apoio da O’Hara, personagem que se despediu da série com a desculpa de se afastar para cuidar do filho, mas que recentemente a gente acabou descobrindo que a atriz Eve Best não renovou o seu contrato para a Season 6 já garantida da série pelo Showtime, devido ao seu envolvimento com a Broadway e o cinema. Uma pena. Como “substituto” da vaga de BFF, Jackie acabou optando por um recurso bem meio assim e um tanto quanto mórbido, se comunicando através de mensagens no correio de voz do filho do Cruz, que foi com quem ela dividiu a experiencia da rehab durante a temporada anterior e que foi o gancho para a participação do Bobby Cannavale novamente na série. Cruz que nós sempre notamos que mantinha uma tensão sexual em relação a Jackie e até esse pequeno “issue” eles acabaram resolvendo ao longo da sua participação durante essa Season 5.

Mas o grande reforço dessa temporada acabou sendo mesmo a chegada do namorado policial que a Jackie acabou arrumando, Frank (Adam Ferrara), que não poderia ser mais foufo e ou italiano (um bacio para a minha colonia preferida do momento, rs #HIM).  E não tinha como Jackie resistir aos encantos do policial, que fez investidas ótimas para cima da personagem, incluindo um primeiro encontro extremamente honesto (ultimamente, tenho gostado muito desses diálogos de gente que não tem mais tempo a perder inventando desculpas sobre si mesmo) e um começo de relação dos mais adoráveis possíveis. E a partir do momento que percebemos que aquela relação era para valer, nossos corações também passaram a bater em uma outra frequência, quando ouvimos que um policial baleado estava a caminho do All Saints. Por sorte, o policial da vez não era o nosso príncipe italiano dos donuts com cobertura cor de rosa que saí para beber com os amigos e liga no meio da madrugada para um momento “Glee” com a namorada, rs.

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Apesar dos papéis relativamente bem menores, todos os coadjuvantes também tiveram seus momentos durante essa nova temporada. Cooper ganhou a nova médica egocêntrica e vazia para treinar, Akalitus ganhou um plot ótimo sobre a sua falta de memória e o quanto é difícil para uma mulher sozinha e com a sua idade se manter no mercado profissional hoje em dia e até o Thor acabou ganhando um momento super bonitinho envolvendo a história linda do paciente gay que encerrou a temporada, que foi um dos momentos mais sentimentais e delicados dessa Season 5 e aposto que todo mundo ficou bem impressionado com seus dotes vocais. Só para o Eddie é que ficou faltando espaço, ainda mais agora que Jackie arrumou um novo amor, muito embora aquela cena com a carruagem que ele contratou de presente para ela chegando no momento mais inadequado possível, ter nos feito ficar com bastante pena do personagem. Isso e ele percebendo que se tornou a sua “melhor amiga”. Triste.

De todos os coadjuvantes da série, quem sempre acaba roubando mesmo a cena é a Zoey, que com toda a sua adorável esquisitice, sempre acaba nos presenteando com momentos divertidíssimos e extremamente awkwards. Ela que com a chegada do novo chefe durante essa temporada, acabou até ganhando também uma nova tentativa de boy magia, que nós ainda teremos que aguardar para ver o quanto vai render no futuro, mas que já foi ótimo vê-la com seu uniforme de bichinhos ganhando da nova médica sem coração que não se importa muito em vestir salto e roupas desconfortáveis na emergência. Aliás, a nova médica também foi uma excelente aquisição para a série. Excelente, porém totalmente bitch.

E mesmo não sendo uma “série médica” tradicional, é impressionante a forma como compramos o trabalho daquelas pessoas de uma outra forma dentro de Nurse Jackie, algo que sempre vai além de um procedimento genial ou qualquer coisa do tipo que seria capaz de salvar uma vida e receber todo o crédito por isso e acaba ficando mesmo do lado das relações interpessoais e do envolvimento dos funcionários dos hospital com seus pacientes, que não medem esforços para que eles se sintam bem e isso vai muito além da medicina, sempre.

Como encerramento dessa Season 5, ganhamos a festa em comemoração ao 1 ano sóbria da Jackie, que reuniu todos os seus amigos e colegas de trabalho em seu grupo de apoio e que para a nossa total surpresa, acabou sendo marcada pela cena dela voltando a usar os remédios que era viciada (uma único comprimido que ela guardou por esse tempo todo), embora tenha mantido a postura de uma ex viciada em recuperação diante de todos. Uma surpresa que chegou em boa hora, ainda mais com a renovação da série para uma Season 6, onde uma recuperação assim tão fácil para alguém tão viciada como a Jackie, não poderia mesmo acontecer tão facilmente.

Bom saber que ano que vem tem mais e mesmo chegando a sua Season 6, ainda não cansamos dessa história incansável e que só tem melhorado com o passar dos tempos.

Go Jackie, Go Jackie!

 

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Sensacionalmente dramática essa capa da EW com Breaking Bad, não?

Junho 6, 2013

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Dia 11/08 , o começo do fim de Breaking Bad.

Ansiosos? (what? desde a Season 1… rs)

 

ps: só eu queria muito, mas muito mesmo ser amigo do Aaron Paul? Me aceita na sua vida, Aaron? Me abraça, me manda um bem casado do seu casamento de um dia desses (sim, ele casou e o Bryan Cranston foi padrinho!) me conta o final de Breaking Bad, vai? Me dá uma pedra azul cristalina do set da série para eu fazer um chaveiro? Sou bom no artesanato, rs

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O “recall” de Parks And Recreation

Maio 23, 2013

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Essa foi uma temporada difícil para Parks And Recreation. Bem difícil na verdade. Por isso, não consigo imaginar uma melhor forma de encerrar a temporada a não ser convocando um “recall” que foi exatamente o que eles fizeram (no caso, com a candidatura da Leslie) durante a season finale e que talvez tenha sido a forma mais honesta de encerrar essa que não foi a melhor temporada da série. Dá para pedir um recall da temporada inteira, NBC? (ando com uma bronca da NBCecê…)

Além de não ter sido tão bacana assim, Parks & Rec também acabou recebendo aquele tratamento desrespeitoso da NBC (que não foi a única que andou fazendo isso, que fique bem claro), disponibilizando por boa parte da temporada o número de 2 episódios semanais, algo que em outras épocas a gente até poderia considerar como um presente e agradecer talvez, mas que nesse caso acabou pesando um pouco demais levando em conta o atual estado da série e por isso a experiência de doses duplas da série não foi nada bacana nesse momento (além de soar como se eles estivessem apenas querendo se livrar das temporadas o mais rápido possível). Mas tudo bem, Amy Poehler é do tipo que tem crédito com a gente, por isso a perdoamos e continuamos ao seu lado na cidade de Pawnee. (o mesmo vale para a Tina Fey, a Lena Dunham e a Mindy Kaling)

E toda a genialidade da temporada anterior, com a campanha da Leslie em busca de ser eleita, acabou ficando de lado uma vez que esse seu sonho já havia se realizado e Leslie finalmente havia chegado onde ela sempre sonhou estar. E não, nós não estamos falando da cadeira de presidente dos USA. Ainda não, pelo menos por enquanto, mas até uma cameo do vice presidente a série conseguiu garantir durante essa nova temporada, algo que podemos dizer que realmente não é para qualquer uma.

Mas uma vez que agora a personagem acreditava estar com o poder nas mãos, Leslie acabou se vendo de mãos atadas em relação a toda burocracia da política local (e não só local, como nós bem sabemos), conseguindo desenvolver bem pouco de tudo aquilo que ela um dia sonhou em fazer pela sua cidade e isso querendo ou não, acabou sendo muito frustante. Embora esse seja um plot extremamente realista, pensando em alguém que segue esse tipo de carreira política, Parks And Recreation acabou pecando nesse sentido, porque uma vez que agora Leslie se encontrava em uma posição com mais possibilidades, pouco ela acabou fazendo nesse sentido, quase como se esse plot político da personagem tivesse ficado mais de lado durante essa Season 5 (uma vez que o sonho já havia se realizado…), para desenvolver algumas outras situações que eles consideravam mais importante naquele momento, não só para ela como também para os demais personagens da série.

Sem contar que Leslie e o Ben funcionam perfeitamente como dupla/casal e quando separados pelo trabalho, em locais diferentes, embora seja uma foufura ver o casal cometendo algumas loucuras em nome da saudade (AMO a Leslie apaixonada pela retaguarda do boy magia. AMO!), chega a parecer um desperdício grandioso esse tipo de distância entre os dois, algo que poderia muito bem ser resolvido se o Ben tivesse um trabalho local, mesmo que não na prefeitura (como no começo), algo que eles até que demoraram um pouco para consertar no início da temporada, mas logo resolveram acertar para não perder mais tempo com algo que quando mais perto, sempre funcionou tão bem. (isso sem contar também que com o Ben longe, a April acabou sendo levada junto com ele e ela nós queremos ao lado do Andy + Ron, para sempre!)

Parks and Recreation - Season 5

E a questão do tempo foi outro fator importante para a história e a sensação que tivemos em um determinado ponto dessa Season 5 foi a de que eles acabaram correndo um pouco demais com as histórias de cada um dos personagens, muito provavelmente para que eles pudessem chegar mais próximos de suas resoluções pessoais, caso o futuro da série não fosse dos mais felizes, algo que ainda permanecia incerto e devido a instabilidade da NBC em relação a suas comédias,  acabou sendo um detalhe que certamente perseguiu Parks como uma possível ameaça até a chegada dos upfronts. Andy na polícia, Andy fora da polícia, Jerry finalmente se aposentando (excelente!), Annie querendo desesperadamente um filho (toda vez que eu vejo a Ann e o Chris totalmente sem nenhuma função dentro da série a não ser a de nos causar um sono profundo, imagino se não seria a hora de Parks experimentar plots mais dramáticos envolvendo mortes repentinas, quem sabe? rs), nem que para isso tivesse que recorrer a algo mais independente (e óbvio, e preguiça…), Tom conseguindo fazer sucesso com sua nova empresa que aluga suas próprias roupas de grife a preço de banana para os adolescentes da região (por conta do seu pouco tamanho, rs), Ben e Leslie resolvendo se casar rapidamente. Tudo isso foi meio que resolvido as pressas, quase como se eles estivessem sentindo que o fim se aproximava para a história desses personagens. Mas se a sensação foi a de que eles aceleraram para ganhar tempo no começo, mais ou menos da metade da temporada para o final, ficamos com a sensação de que eles chegaram cedo demais e por isso talvez fosse a hora de desacelerar e consequentemente, acabaram nos entregando uma sequência de episódios de dar sono.

Apesar dessa pressa, em algumas dessas resoluções encontramos os melhores episódios da temporada, como aquele com o Halloween, em que eles acabaram causando um infarto no Jerry (e #TEMCOMONAOAMAR a família inexplicável de mulheres maravileeeandras do Jerry?), que foi onde essa Season 5 realmente começou a engrenar, ainda mais porque esse episódio além de divertidíssimo, contou também com o pedido de casamento do Ben para a Leslie, um momento que todos nós estávamos esperando faz tempo (♥). E por conta do noivado, acabamos conhecendo também os pais do Ben (e o pai dele era ninguém menos do que o Mike de Breaking Bad, howbadassisthat?), eles que não se davam muito bem por conta de um divórcio mal resolvido no passado, que foi um outro momento bem especial para a série.

E se as coisas estavam se acertando para o casal principal da série (e o único que importa além da April e do Andy, sorry para os demais, mas é verdade…), Ron também acabou ganhando uma nova candidata a Senhora Swanson, ela que de quebra chegou com duas filhas adoráveis, que transformaram o Ron em princesa e só por esse motivo já devemos o nosso respeito à elas. Ron que além de ter encarado novamente a sua ex, Thammy, no momento em que ele estava sendo homenageado, encerrou a temporada com a possibilidade de ser tornar pai, algo que acabou pegando todo mundo de surpresa. E não pai de uma criança qualquer, porque a atriz que interpreta sua nova pretendente foi ninguém menos do que Xena na TV (Lucy Lawless) e por isso ela também merece todo o nosso respeito. (We ♥ Xena)

Pensando bem, essa foi a temporada casamenteira de Parks and Recreation e sobraram plots do tipo para todos (mais um motivo para a gente acreditar que eles estavam realmente considerando essa como uma última temporada para a série). Tom acabou descolando a irmã do Jean-Ralphio (impressionante como ela parecia com o irmão, não? E era tão ótima quanto #HELLYEAH) para infernizar a sua vida e para a Ann sobrou mesmo o plot  da procura pelo pai perfeito para o seu filho, que desde o começo estava mais do que na cara que seria o Chris (fico tão constrangido com o Rob Lowe nesse papel, que seria perfeitamente perfeito se ele estivesse em New Girl, por exemplo), como estava também na cara que só de lembrar dessa história já sentimos uma estado de coma induzido batendo lá no fundo. ZzZZ

Outro momento super aguardado e que acabou acontecendo meio que de surpresa, ainda no meio da temporada (mais um prova de que eles estavam tentando correr com tudo), foi o casamento da Leslie e do Ben, que acabou acontecendo antecipadamente, bem antes do que a gente imaginou que aconteceria (ainda mais sendo a Leslie quem é em relação a qualquer coisa na sua vida) e que não poderia ter sido mais foufo também. E estava bem na cara que o grande casamento não daria certo para aqueles dois e a recepção perfeita acabou acontecendo na Prefeitura mesmo, com apenas o pessoal do departamento e a Leslie com o vestido perfeito feito pela Ann (que foi o que justificou a sua presença na série durante essa temporada), sendo levada até o altar pelo Ron, em um momento que certamente foi bem importante e representativo para a mitologia da série.

Parks and Recreation - Season 5

Depois disso tivemos alguns outros episódios bem meio assim, que não chegaram a empolgar muito, com várias participações do “vereador” dentista que eu acho um chato, além de histórias bem meio assim e com um apelo bem menor. E foi nessa hora que a temporada começou a pesar ainda mais, como se eles estivessem meio que perdidos, sem saber para onde seguir com toda a sua história, como se não tivessem muita certeza ainda sobre quanto poderiam avançar e contar sobre aquela história… talvez isso não tenha sido uma culpa apenas dos roteiristas e sim da incerteza sobre o fato da série ser salva ou não pela NBC, algo que se só confirmou depois da temporada já encerrada, nos revelando que sim, teremos uma Season 6 de Parks And Recreation.

Mas foi nesse ponto que a série realmente se perdeu e toda a genialidade da sua mitologia antiga acabou parecendo perdida e ou desperdiçada em meio a piadas sem graça e histórias que pouco conseguiram despertar o nosso interesse. Sabe aquela série quase sem limites, que colocava um ônibus eleitoral praticamente atropelando uma funeral? Então, sentimos falta disso durante toda essa temporada de Parks, infelizmente. Talvez por isso também a gente nem tenha conseguido comemorar muito sobre o fato da série ter sido renovada para mais uma temporada (apesar de sermos #TeamPoehler), algo que ficou bem difícil de comemorar depois de uma Season 5 tão arrastada e bem meio assim.

Para o final da temporada, tivemos o plot mais aleatório possível, com o Andy fazendo o policial (ótimo por sinal e eu AMEI o Andy ressentido com a sua banda também em um outro momento) e investigando a possível dona do teste de gravidez que ele encontrou no lixo, algo que acabou passando por todas as personagens mulheres da história, inclusive a sua mulher, April, que na verdade descobrimos que estava sim escondendo alguma coisa, mas não uma gravidez (e sim a sua entrada para a Faculdade de Veterinária), até descobrirmos que no final das contas, o teste era mesmo da nova namorada do Ron, que a essa altura já tinha praticamente sumido da série. Xena, você já foi mais alguém mais presente na floresta, hein? E como final de temporada tivemos isso e o plot do “recall” da candidatura da Leslie, com a cidade se colocando contra a sua atual posição (nesse momento foi ótimo ver alguns personagens de volta a série, como aquela ex atriz pornô doppelganger da Leslie e o Jason  Schwartzman, que fez uma participação durante essa temporada como dono de uma locadora de vídeos), que foi o que eu mencionei no começo dessa review, justificando o título do post.

Diferente de Community, que a gente acha que talvez tenha se perdido de forma irrecuperável, como foi a sua também recém encerrada de forma traumática Season 4, que em nada conseguiu nos fazer lembrar o que a série já foi no passado (fiquei até feliz de ter escrito essa review depois daquela sobre Community, assim consegui ter parâmetros um pouco melhores para enxergar mais qualidades em Parks, mesmo com essa temporada precária), Parks and Recreation mesmo não nos entregando o seu melhor, com aquele final, ainda conseguiu nos deixar uma pontinha de esperança  a mais com uma mensagem mais ou menos como “É, sabemos que nós erramos. Confessamos. Mas deixa com a gente que vamos consertar essa falha…” que foi o que aquele “recall” da finale nos fez pensar sobre o futuro da série.  Pelo menos é o que nós ainda acreditamos e esperamos de uma série que vinha fazendo uma trajetória tão excelente até aqui.

Esperamos que a série volte a nos deixar animados no futuro. Esperamos também que a NBC respeite mais suas comédias .

Parks & Rec está precisando de mais recreação, com urgência!

 

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A temporada de despedida de Fringe

Janeiro 25, 2013

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Apesar de ser bem difícil aceitar, aqui estamos nós, uma semana depois, encarando a realidade de que daqui por diante, não teremos mais Fringe. Agora é isso, não adianta mais reclamar, fazer campanha para evitar um cancelamento ou qualquer coisa do tipo, porque chegamos ao ponto final dessa história. Só que dessa vez, a sensação para a nossa sorte é outra e não aquela bem amarga de outros tempos que enfrentamos por diversas vezes, quando a gente vivia se deparando com o fantasma do cancelamento assombrando constantemente uma série tão bacana como essa. Sofremos sim, ficamos com medo de perder uma de nossas séries mais queridas dos últimos tempos por diversas vezes, quando ainda não estávamos preparados para essa perda, mas no final, conseguimos sair como vencedores dessa história e assim, conquistamos a nossa tão desejada Season 5, uma temporada dos sonhos para essa série que tanto fez por merecer desde o seu começo, trazendo para a TV uma das histórias mais inventivas de todos os tempos.

A forma como Fringe conseguiu se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi modificada tantas vezes, que a sensação é a de que quase não podemos afirmar que ao longo desses cinco anos, estivemos assistindo a mesma série, embora a sua essência tenha permanecido a mesma desde sempre. Mesmo assim, todas essas novas formas de assistir a série foram deliciosas, cada uma por um motivo especial. Ao mesmo tempo que não podemos fazer esse tipo de afirmação, também não podemos dizer simplesmente que a série mudou drasticamente, a ponto de não conseguirmos reconhecê-la mais. Isso não poderemos dizer nunca, porque toda a sua mitologia e todo o seu fundamento sempre estiveram ali, presentes, não importando muito o cenário atual da temporada ou plot da vez e foram todos respeitados até o final. Universos paralelos, presente, passado, futuro, universos de bolso, todos eles foram apenas algumas propostas de planos de fundo para essa história sensacional e que funcionou perfeitamente em cada um deles. Cada detalhe, referência, constantes e padrões nos acompanharam durante toda a evolução de Fringe e nessa reta final, podemos até dizer que ganhamos diversos presentes para quem realmente é fã da série, com um turbilhão de revisitas a momentos e símbolos das temporadas anteriores, que colaboraram para nos deixar completamente satisfeitos com o seu agora inevitável porém merecido e até mesmo necessário final.

Durante a temporada anterior, tivemos aquele final meio esbaforido, onde eles correram para tentar amarrar o maior número de pontas possíveis caso a série não conseguisse garantir o seu futuro. Algo que milagrosamente eles conseguiram fazer, em pouco tempo e de forma até que satisfatória (só não poderia ser só aquilo). E isso covardemente, por todas as partes, tanto de quem ameaçava encerrar a série antes da hora, quanto para eles mesmos, que antes desse final nos deram um gostinho de até onde eles gostariam de chegar caso a série conseguisse garantir um futuro, com um episódio que muita gente não conseguiu entender e ou acho meio aleatório para uma história que poderia ser encerrada a qualquer momento, mas que na verdade era apenas um aperitivo do que eles ainda gostariam de nos contar dessa história.

Cenário esse que foi exatamente onde estivemos durante toda essa Season 5, no futuro, com um mundo tomado pelos Observadores, figuras recorrentes em todos os episódios da série, desde quando ninguém sabia exatamente quem eram, ou quais eram suas verdadeiras intenções, respostas que obtivemos ao longo dessa temporada (e não só agora também). Uma realidade que pela primeira vez nos trouxe a família inteira novamente reunida, agora com a Olivia também fora do âmbar,  ainda sofrendo por ter sido obrigada a ficar tanto tempo distante da filha, Etta, com quem ela tentava estabelecer algum tipo de relação já que ambas acabaram ficando distantes por muito tempo e algo acabou se perdendo nesse caminho. Nessa hora, começamos a entender o que aconteceu com aquelas pessoas após a invasão, onde descobrimos que Peter e Olivia tiveram suas diferenças e que a relação do casal já não era mais a mesma após a perda da filha, apesar do amor entre os dois ter permanecido o mesmo.

Fringe Season 5 (12)

E foi bem bacana ver a Olivia tendo tempo para acertar suas diferenças com Etta, que na verdade, era extremamente parecida com a mãe em relação a sua competência e batalha a favor daquilo que ela acreditava dentro da chamada resistência na série, exceto por alguns detalhes, de algumas coisas que talvez ela não tivesse tido alguém para ensiná-la a respeito. Apesar desses momentos importantes para essa questão familiar, é fato que Olivia esteve visivelmente apagada durante boa parte dessa temporada, apática, meio de lado, onde ficamos esperando que ela voltasse a ser a Olivia de sempre, algo que quase não aconteceu, exceto pelo episódio duplo final, onde ela teve chance de reviver alguns dos seus momentos de Olivia da Fringe Division antiga, justamente pelo meio que a trouxe a sua grande importância dentro desse universo, mas que mesmo assim, não pareceu ser o suficiente para uma personagem que evoluiu tanto ao longo desses anos todos e que nós aprendemos a gostar. Um ponto negativo a se guardar dessa temporada final.

A questão familiar, que sempre foi tão presente em Fringe, também apareceu com força durante essa temporada final e de uma forma super bacana, sem soar como um resposta pedante ou saída fácil para qualquer tipo de situação, como estamos acostumados a ver em outros cenários. Envolvidos nessa questão, além da relação adorável de sempre entre Walter e Peter, tivemos Peter, Olivia e Etta em destaque, mas resolvendo tudo de forma até que prática, porque o assunto maior em questão naquele momento era mesmo o de tentar salvar o mundo do que ele havia se tornado. Dessa dinâmica, o mais importante talvez tenha sido mesmo colocar o Peter exatamente no mesmo lugar em que já esteve o seu pai, perdendo a filha (nesse caso, cruelmente) e tentando de tudo para recuperá-la, nem que para isso fosse necessário que ele se tornasse o seu próprio inimigo. Assim, ganhamos a transformação do Peter em um “Observador”, para que ele tivesse alguma vantagem ao tentar entender a mente dos inimigos da vez, para que assim pudesse ter alguma chance a seu favor. Um plot bem interessante e que foi lindamente conduzido pelo ator Joshua Jackson, ou Peter Pacey, como costumamos chamá-lo por aqui, mas que nos deixou com a sensação de ter sido abandonado precocemente, naquele momento em que o personagem através da sua conversa com a Olivia (um momento lindo apesar de tudo), entendeu que o amor entre eles era muito mais importante e talvez fosse a sua maior arma para vencer aquela batalha e ou o que diferenciava todos eles do próprio inimigo.

E o grande plano arquitetado por Walter e Donald (personagem até então oculto dentro da série), ainda em 2015, foi o ponto chave para o desenrolar dessa temporada que na verdade, tratava-se de um grande quebra-cabeças que dependia de uma série de peças para que fosse montado. Nessa hora, talvez eles tenham arrastado essa parte da solução um pouco demais, apesar de ser justificável porque essa seria a grande resolução da série a essa altura e não poderia acontecer tão cedo. Mas mesmo assim, todas as fitas do Walter presas em âmbar no seu laboratório em Harvard, que nos davam pistas das peças necessárias para a montagem desse grande quebra-cabeça, acabaram ocupando um tempo grande demais ao longo dessa Season 5, apesar de que, cada uma delas acabou nos levando a um momento bem bacana também para a série. Poderia ter sido resolvido de forma mais rápida ou simples? Poderia. Mas esse caminho apesar de longo, foi também delicioso e valeu a pena? Foi e valeu. Portanto, estamos felizes de qualquer forma, rs.

Sem ele por exemplo, não teríamos ganhado a descoberta de que Walter mantinha um arquivo morto dos Fringe Events que conhecemos ao longo das temporadas, que esteve esse tempo todo no underground do seu próprio laboratório em Harvard. Juro que por um momento, me senti como um total idiota por nunca sequer ter imaginado que Walter teria algo do tipo guardado tão perto por todo esse tempo. E é claro que conhecendo o Walter como nós todos conhecemos bem ao longo desses anos, obviamente ele teria mantido algo parecido a disposição dele. E quem não teria?

Fringe Season 5

Entre os diversos momentos que ganhamos após cada uma das fitas que foram liberadas do âmbar, tivemos outros dois grandes momentos para essa reta final de Fringe. O primeiro ficou por conta do universo de bolso que descobrimos que existia, uma nova possibilidade de cenário para a série também muito bacana e até então desconhecida, onde achamos que iriamos finalmente encontrar o tal Donald, tão mencionado até então por Walter como parceiro do seu plano para derrotar os Observadores, algo que não aconteceu, mas que na verdade, devido as pistas encontradas no próprio episódio, ele acabou nos trazendo de volta um velho conhecido da série, Michael, o garoto Observador que conhecemos no passado e que dessa vez nos foi apresentado como parte fundamental do plano final.

Como as peças ainda não estavam devidamente encaixadas, na tentativa de proteger Michael dos próprios Observadores, acabamos nos despedindo de uma personagem que também aprendemos a gostar bastante com o tempo (e já fomos bem desconfiados a seu respeito no passado), Nina Sharp, que teve que se suicidar em nome de um bem maior para a humanidade naquele momento. Falando assim, tudo pode até parecer um tanto quanto “clichê” demais, mas não é de hoje que sabemos que todas essas pessoas dedicaram suas vidas em nome da ciência, portanto, nesse detalhe, encontramos a justificativa para essa atitude drástica, já que eles estavam a um passo de conseguir atingir seus objetivos. Bacana também foi ver que mesmo antes de morrer, Nina através do Walter, acabou recebendo a informação que talvez ainda estivesse faltando para ela completar o seu ciclo, ganhando a certeza de que ela também significou alguma coisa importante para o William Bell, seu parceiro de tantos anos e que foi o grande amor da sua vida. Um momento extremamente sútil, mas que trouxe uma carga dramática merecida para a mitologia da própria personagem.

E mesmo em sua reta final, Fringe conseguiu provar que nunca foi uma série preguiçosa e mesmo a essa altura, se arriscou em mais um daqueles episódios das viagens do Walter a base de LCD, nos levando para a que talvez tenha sido a melhor delas. Com um episódio sensacional (que aceitamos como presente pessoal para o Guilt), com cara de instalação de arte, ganhamos mais um grande momento para a série (que dessa vez por uma questão de tempo, acabou acontecendo no episódio 9 e não no 19 como de costume em todas as temporadas) e que além de tudo serviu muito bem para ilustrar o atual momento dos seus personagens principais e principalmente o próprio Walter, que estava enfrentando o dilema de se tornar o homem que ele sabia que poderia e não queria ser. Um episódio para se aplaudir de pé, com direito a cartoon no fundamento de Monty Python e uma trilha sonora perfeita para o momento. Aliás, essa foi uma temporada onde a trilha sonora de Fringe esteve afiadíssima, com momentos inesquecíveis como Walter nostálgico e esperançoso em busca da sua tulipa branca, ao som da música perfeita dentro de um carro qualquer, ou quando ganhamos um momento mais dramático novamente com Walter ao som de “The Man Who Sold the World” do David Bowie (♥).

Faltando apenas três episódios para a conclusão final da série, ganhamos outro momento excelente, onde finalmente descobrimos que Donald na verdade era o próprio September, o Observador mais do que presente na vida de Walter e seu filho e que estava cumprindo uma espécie de punição por conta de todas as suas intervenções no passado, agora vivendo como uma pessoa comum e por isso o nome Donald (por isso e sua inspiração em “Singing In The Rain”). E foi quando ganhamos a maior resposta em relação a mitologia dos próprios Observadores, da forma como eles se desenvolveram até chegar a essa ponto, até suas variações consideradas como anomalias, além de algumas outras respostas importantes em relação a algumas questões que sempre existiram em torno desses personagens. Nessa revelação, de mais importante, descobrimos que eles nada mais eram do que a evolução do que eles mesmos consideravam como a raça “perfeita”, onde ele foram retirando aos poucos seus sentimentos (começando com a inveja… e porque será, hein? rs) para que eles se tornassem seres mais evoluídos e muito mais inteligentes, até que essa busca acabou os levando a retirada total dos sentimentos da espécie, levando os Observadores a se encontrarem no seu atual estado, completamente práticos e incapazes de sentir qualquer coisa.

Fringe Season 5 (2)

Porém, como todo experimento tem suas variações, September e o próprio Windmark acabaram se tornando exceções a regra, onde suas relações tão próximas com humanos “comuns” ao longo do tempo, acabaram levando ambos a desenvolverem certos sentimentos, para o bem e para o mal, com Septemper observando o amor paterno do Walter e seu filho Peter, por quem ele foi capaz de cruzar universos para tentar salvar, desenvolvendo o mesmo tipo de sentimento mais tarde pelo Michael, assim como Windmark acabou desenvolvendo o ódio que ele sentia pelos humanos, embora ele não conseguisse entender exatamente do que se tratava. Desse despertar do amor do September, chegamos ao Michael, ele que por sua vez era uma espécie de híbrido (e parte do próprio September), tendo a sua parte da inteligência evoluída como a dos Observadores e que também acabou desenvolvendo os sentimentos da parte humana como eles jamais haviam visto antes. Uma amarração excelente para essa história, que embora seja pautada também no amor, acabou sendo corajosa o suficiente para caminhar em paralelo com a ciência, que sempre foi um dos pontos mais fortes da série.

Na verdade, a questão maior em Fringe, sustentada até o final, foi mesmo a questão do homem vs ciência e os limites que uma mente brilhante como a do Walter precisava encontrar para que a sua genialidade não se tornasse uma grande ameaça para os demais. Bacana ver que mesmo por esse caminho, eles nunca desconsideraram completamente algumas questões de fé (que embora eu ache importante essa escolha de não misturar as duas coisas, também acho importante não ignorá-la completamente, porque certamente esses tipos de questionamentos apareceriam na vida real) e principalmente o lado mais humano da coisa, que também até o final, ficou por conta da história de amor mais interessante da série desde o começo e que eu sempre falei ser a minha preferida dentro dessa história, que foi a linda relação de pai e filho Walter + Peter.

A essa altura, eu já não tinha mais esperanças de um final apenas feliz para essa história. Tendo Olivia e Peter já sofrido algumas ameaças em ambos universos, restava ao Walter a tarefa de tentar se redimir, apesar dele já ter tido a sua absolvição ao longo dessas temporadas todas e principalmente naquele lindo final do Lado Vermelho do universo, ainda durante a temporada anterior. Apesar de ter se tornado uma lenda da ciência no futuro, tendo a importância do seu trabalho finalmente reconhecida no tempo atual da sua neta, nada me tirava da cabeça que algum deles precisava pagar o preço para que essa história tivesse o final feliz que merecia e esse seria o Walter.

Fringe Season 5 (5)

Algo que se confirmou com a revelação do plano de Walter e September, arquitetado ainda em 2015, antes da invasão dos Observadores, quando ganhamos a confirmação de que Walter precisaria se sacrificar, levando Michael até o futuro, mostrando para os Observadores daquele tempo, que não havia motivos para a existência dos mesmos daquela forma como eles chegaram por aqui durante a invasão. Uma ideia que apesar de cruel, fazia todo o sentido, apesar de que, o próprio September poderia ter ficado encarregado dessa apresentação do Michael ao futuro. E faltando pouco para o final, ele até chegou a sugerir a troca e seguir no lugar do Walter, mas como nem tudo funciona como o planejado, não tivemos outra alternativa e fomos obrigados a nos despedir de Walter conforme o planejado, mesmo que isso tenha nos causado a perda mais dolorosa de toda a série até então. De qualquer forma, ver uma mente como a do Walter caminhando naquele portal (algo muito semelhante com o que ele já havia enfrentado com o Peter quando criança) apesar de ser um triste final para a sua história no presente, de certa forma chega a ser reconfortante, porque sabemos que finalmente uma mente tão avançada como a dele, encontraria no futuro novas possibilidades, poder experimentar o que ele mesmo acabou contribuindo a seu modo para a evolução, além de levar com ele toda a sua bagagem intelectual, que todos nós sabemos que merecia encontrar um lugar bem especial para viver e nada melhor do que o futuro, porque Walter sempre foi um homem a frente do seu tempo. Agora imaginem, Walter, toda a sua genialidade e esquisitices, vivendo no futuro? (só eu acho que um spin-off deveria acontecer dessa nova fase da vida do personagem? Ou alguém duvida que o Walter acabou encontrando uma forma de voltar para o presente, nem que seja para umas visitas momentâneas? Não sei, vejo muitas possibilidades, inclusive a dos próprios Observadores devolvendo Walter a seu tempo devido a sua importância e ou por não aguentarem mais as suas manias, rs)

Claro que antes dessa dolorosa despedida, tivemos uma série de momentos importantes, como a Olivia ganhando a tarefa de resgatar Michael, usando novamente os recursos do universo vermelho, buscando ajuda com  velhos conhecidos seus que acabaram ganhando o seu momento nessa reta final (e até o Walternativo acabou ganhando um ponto de conclusão, mesmo que ele não tenha sequer aparecido durante a passagem), com as participações mais do que especiais do Lincoln e da Folivia, que embora super segura, não perdeu a chance de falar para o Lincoln não ficar encarando muito o seu traseiro mais jovem, representado pela própria Olivia, rs. Além disso, tivemos a mesma tendo que novamente ser submetida ao Cortexiphan, que nesse caso também acabou sendo fundamental para que o plano de derrotar os Observadores pudesse ser concluído e assim eles conseguissem resetar o tempo, apagando a existência dos mesmos. (algo que é melhor nem pensar muito para não começar a gerar uma série de novas perguntas… apesar de tudo ter feito bastante sentido até então)

Sem contar que no caminho para essa conclusão, ganhamos uma série de revisitas mais do que especiais à símbolos da série, como a Fringe Division utilizando os próprios casos do passado para conseguir derrotar os Observadores (uma sequência que foi mais do que um presente, vai?), assim como o próprio Broyles, que não foi esquecido e merecidamente foi resgatado pela própria Olivia durante a missão final. Mas isso não foi nada comparado a outros dois momentos pra lá de especiais e também encontrados nesse series finale. O primeiro deles, ficou por conta da aparição mais do que afetiva da vaca Gene, ainda em âmbar por questões práticas,  mas ganhando a sua merecida despedida (sério, #TEMCOMONAOAMAR?). E o segundo deles, que ficou por conta daquela despedida do coração, extremamente afetiva entre Walter e a querida Astrid, a quem ele não deixou de agradecer por tudo o que ela fez por ele e passou ao seu lado durante todas essas temporadas e finalmente a presenteando com elogios importantes, além do mais importantes dele, é claro, com a pronuncia do seu nome, dessa vez, sem erros. Isso sem contar um momento anterior onde encontramos “Walter no tanque” e sem cueca, é claro, caso contrário, ele não seria o Walter que nós amamos. (rs)

Fringe Season 5 (6)

Mas realmente, nada foi mais comovente nessa reta final do que os momentos divididos entre Walter e o seu filho, Peter. Primeiro com Walter ciente do seu futuro, ainda sem ter revelado ao Peter qual seria o seu destino, ganhando um momento super foufo ao lado do filho e que além de tudo veio com uma carga de humor deliciosa, ainda mais para um momento como esse. E aquele outro quando Peter assistiu ao lado do pai o que seria a sua mensagem de despedida em VHS, com um discurso lindíssimo do Walter se dizendo extremamente realizado por sua trajetória e principalmente, por tudo que ele teve a chance de passar ao lado do filho durante todo esse tempo, dizendo que faria tudo de novo caso fosse possível. Um momento para deixar qualquer fã de Fringe chorando feito criança, que eu confesso que foi exatamente como me encontrei ao final dessa cena, totalmente entregue. E momentos como esses justificam a minha predileção por essa história de amor em toda a série. Exijo um abraço, Walter!

Apesar de todos esses acontecimentos do series finale duplo, é preciso reconhecer que ele teve um efeito digamos que “menor” se comparado com os outros finales das demais temporadas. Não que ele tenha sido fraco, ou qualquer coisa do tipo, porque isso não foi mesmo (e realmente foi bem especial, apesar da questão do ritmo da sua primeira parte), mas digamos que ele foi “menor” no sentido de que restava pouca coisa para resolver durante o mesmo. As respostas já haviam sido encontradas (as que sobraram, eu realmente não consigo sentir a menor falta), o plano já havia sido revelado e só faltava mesmo uma conclusão para tudo aquilo que a gente já sabia que deveria acontecer. Mesmo assim, novamente, é preciso dizer também que tendo a série gasto esse tempo com uma série de referências e aparições mais do que especiais para todos os seus fãs, não podemos nem reclamar que esse não foi o final perfeito para Fringe. Isso nós não podemos mesmo, porque ele foi sim perfeito! (e o episódio final ainda conta com uma série de easter eggs além de um agradecimento final pra lá de especial para todos que permaneceram enquanto audiência da série)

E com aquele sonho recorrente do Peter e a Olivia brincando com a pequena Etta no parque, dessa vez tivemos a visão do final feliz proposto para a série, agora não mais como lembrança e sim como realidade, com a família enfim reunida, o que nos deu a certeza de que todo o plano acabou funcionando no final das contas, mesmo que isso tenha custado a dolorosa despedida de um dos personagens mais sensacionais de todos os tempos na TV, Walter Bishop. (I ♥ John Noble)

Mas é claro que um personagem com tamanha importância para a série não poderia se despedir dessa forma apenas e por esse motivo, ainda ganhamos um último momento, com a aparição de um dos maiores símbolos da série, com Peter recebendo uma carta do seu pai, com a tulipa branca que vimos que o September fez questão de resgatar especialmente para o Walter, tamanha a sua importância dentro desse universo. Sério, nessa hora, apesar da correria dos minutos finais do ep, me encontrei extremamente realizado com o final proposto para essa história, que se encerrava firmando-se como uma das melhores séries de Sci–Fi do seu tempo. Sabe aquele abraço que a gente precisava para um momento como esse? Então… abraço dado. (tears . Aliás, adorei a história que a atriz Jasika Nicole contou nesse vídeo abaixo, dizendo que na última Comic-Con eles foram recebidos no painel da série com todo mundo segurando uma folha em branco com a imagem da “white tulip”. #TEMCOMONAOAMAR? E esse vídeos traz os comentários dos atores em relação a conclusão da série e é bem especial!)

Confesso que o meu medo era grande em relação a essa conclusão, porque ver uma série tão bacana como Fringe acabar se perdendo com uma temporada final bocó qualquer, não seria nada fácil, não depois de uma experiência já vivida anteriormente em Lost, com a qual a série dividia alguns fatores. Algo que não poderia acontecer em uma série tão inventiva, não em uma série que por anos nos fez praticamente enlouquecer tentando imaginar teorias para todas suas propostas e ver todas elas sendo respondidas de forma bastante satisfatória quando não de forma sensacional. É, isso realmente seria devastador ver acontecendo com Fringe em sua reta final. Mas esse felizmente não foi o caso e talvez pela primeira vez a gente até consiga aceitar a ideia de que eles realmente sabiam onde queriam chegar com essa história toda, por isso, nos encontramos assim, extremamente satisfeitos e felizes com a sua conclusão que não só foi maravilhosa, como ainda chegou nos trazendo uma série de presentes deliciosos. E a sensação de ver um série que gostamos tanto encontrar o seu final dessa forma é deliciosa e muito provavelmente tem o mesmo gosto que alcaçuz tinha para o Walter no seu tempo. (se bem que, alguém por aqui já experimentou alcaçuz? Achei horrível…)

Por esse motivo, acho que podemos dizer honestamente que tivemos o melhor final possível para uma série brilhante como sempre foi Fringe. Assim como podemos dizer que sentiremos uma falta do tamanho dos dois universos, azul e vermelho + o universo de bolso de cada um dos seus personagens, que embora nunca tenham ganhado o merecido reconhecimento por parte das premiações de TV, sempre foram sensacionais e assim se mantiveram até o final.

Para me despedir adequadamente, um dia desses, usando como referência o momento de um dos episódios de Fringe dessa temporada, do alto do meu egoismo taurino, cheguei a dizer que caso eu fosse o dono do último vinil de “The Man Who Sold The World”, devido o meu grande amor de sempre pelo Bowie, que eu não seria capaz de dá-lo nem mesmo para o Walter, mas que poderia convidá-lo para ouvir aqui em casa, quando ele quisesse (claro que para além de tudo ter uma chance de ficar perto de uma mente como aquela, rs). Pois bem, messe momento eu declaro que devido a todo o brilhantismo do seu personagem (que foi o grande personagem dessa história) e por conta dessa história deliciosa do começo ao fim, se eu o tivesse ele seria seu Walter. Sério. Embalado com um laço feito com alcaçuz  e com um OBRIGADO, em caixa alta.

Sem a menor dúvida, uma série para se passar adiante e guardar em uma prateleira especial, nesse e em qualquer outro universo, azul, vermelho, fúcsia, rs.

#CLOSE

 

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Fringe, o promo do series finale

Janeiro 16, 2013

Sim, finalmente chegamos perto desse dia. O dia da despedida de Fringe (glupt). Ainda bem que até aqui, podemos dizer que percorremos o caminho que sonhamos para a série. Foi difícil, mas cá estamos nós, muito perto de encontrar esse final.

E na próxima sexta, essa que sem a menor dúvida é uma das histórias mais inventivas e sensacionais da TV atual, encontrará o seu fim em um episódio duplo e com duas horas de duração, que marcará também o 100º episódio da série.

Ansiosos?

 

ps: quase morri quando vi os comebacks, todos merecidíssmos!

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