Posts Tagged ‘Season 6’

A temporada da quebra de silêncio em Mad Men

Outubro 31, 2013

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Tem gente que mesmo seis temporadas depois, ainda acha que pouca coisa acontece em Mad Men. Eu mesmo de vez em quando bem acho que pouca coisa de fato aconteceu em Mad Men e já inclusive reclamei disso aqui no Guilt. Não sei se reclamar seria exatamente a palavra para se usar nesse casp, mas é isso, já pelo menos falamos sobre o assunto por aquii. (da última vez, falamos sobre a série aqui ó)

Mas nós, que permanecemos até aqui enquanto sua audiência, já percebemos que o ritmo da série é realmente outro mesmo e isso não significa que ela seja ruim. Muito pelo contrário, porque a série do AMC mesmo basicamente sobrevivendo da rotina do dia a dia de uma agência de publicidade dos anos 60 e das histórias dos personagens que a cercam, consegue se reinventar o tempo todo, mesmo continuando falando sobre o mesmo assunto.

Durante a Season 6 por exemplo, tivemos novamente alguns assuntos bastante recorrentes para a série. A agência em crise, a infidelidade do Don Draper, a concorrência acirrada com as demais agências, velhos inimigos reaparecendo, Don vs Peggy. Coisas que nós sempre amamos, mas não podemos dizer que foram assuntos tão novos assim. E não foram, mas ao mesmo tempo, não podemos reclamar, nem disso, nem da qualidade da série, que continua sendo uma das mais bem cuidadas da TV atual.

Avançando na década de 60 (inclusive no colocón, utilizado nessa época inclusive medicinalmente), encontramos uma das temporadas mais coloridas de Mad Men até então. E as cores não ficaram restritas apenas aos figurinos invejáveis (como são bem cuidados e cheios de referências, não?) e cenários capazes de nos deixar com vontade de embarcar imediatamente para uma viagem no tempo. Nela encontramos os Drapers (os novos, Don e Megan) no Hawaii, com a Megan finalmente conseguindo algum sucesso na carreira de atriz, achando que estava vivendo um casamento feliz. Mas para sua surpresa (e nossa também), pouco tempo depois descobrimos que a personalidade infiel de Don Draper estava mais presente do que nunca e dessa vez estava bem mais perto do que ela poderia imaginar, com a revelação do seu caso com a vizinha também casada e com quem ele mantinha uma relação de amizade inclusive com o seu marido, que era médico.

Nesse ponto da história, mais uma traição no resumé de Draper não chegava a ser nenhuma surpresa, tão pouco novidade, até que nos foi revelado durante a nova temporada, um pouco mais do seu passado e sua infância traumatizante vivendo ao lado da mãe em um bordel, onde de acordo com a sua educação (ou a falta de), descobrimos pelo menos de onde havia surgido toda essa questão em sua vida. Apesar de conhecermos o personagem, a história da nova traição até parecia um pouco mais do mesmo a essa altura, além de parecer também bastante injusta com a personagem da Megan, da qual sempre gostamos. Mas foi bem bacana e inteligente da parte deles nos mostrar um pouco mais do fundamento do Draper, para que a gente entendesse mais a fundo sobre quem de fato é aquele homem ou pelo menos no porque dele ter se transformado naquele homem.

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E o que foi bacana mesmo nessa nova história de traição foi ver a forma como Draper tratava a nova amante (colocando-a em uma posição totalmente submissa), algo um tanto quanto diferente de como ele vinha agindo com as demais até então (não que as demais não fossem tão submissas quanto). E foi mais legal ainda poder ver que dessa vez ele não conseguiu sair completamente ileso dessa situação, com a Sally encontrando o pai em um momento meio assim e ele se vendo em um lugar oposto ao que já ocupou ainda quando criança, repetindo o comportamento dos próprios pais e possivelmente marcando a própria filha para a vida. E aquele diálogo dele com a Sally por trás da porta, foi uma das cenas mais dolorosas e bacanas de toda a série até hoje. Naquele momento raro, encontramos Draper completamente rendido aos seus verdadeiros sentimentos e realmente se importando com alguma coisa ao ver a filha perdendo de uma vez por todas a imagem de herói que sempre teve sobre o pai. As vezes, tenho a impressão que na vida daquele homem apenas os filhos importam… (daquele jeito, claro)

É claro que outros assuntos não poderiam ter sido ignorados ao longo da nova temporada da série, e eles foram surgindo naturalmente, como o discurso do Paul Newman (e as mulheres animadíssimas com a ideia da proximidade a uma magia como aquela, acabou nos representando muito bem, não?) em um premiação, sendo interrompido por ativistas que lutavam contra a forma trágica que morreu Martin Luther King, além das grandes contas que acabaram surgindo para a agência, com a Avon, a Jaguar e a prória Chevy chegando para deixar os cofres bem mais recheados.

Mas além de tudo isso, o mais legal da série realmente sempre foi a relação Don vs Peggy e a forma como ambos se mantém sempre em constante atrito, mesmo se admirando cada vez mais e dessa vez não foi nada diferente. Admiração essa que apareceu de forma linda como quando o Don novamente por trás de uma porta (plot recorrente da temporada, talvez para começar a despir o personagem aos poucos), se mostrou completamente orgulhoso da forma como sua ex-funcionária havia o superado em uma apresentação e para o mesmo cliente que ele sentiu que havia perdido, minutos antes. Perder nunca é muito fácil, mas perder para quem a gente gosta de verdade, realmente não deixa de ser um ganho para ninguém. Isso até ele se encontrar completamente decepcionado com o relacionamento da Peggy com o seu atual chefe (na verdade, ele sempre acaba decepcionado com quem repete o mesmo tipo de comportamento que ele próprio), que além de tudo vinha a ser uma espécie de nêmesis do próprio Draper e mais tarde se tornaria um dos novos sócios da agência.

Peggy que sempre foi o nosso girl power preferido dentro do universo de Mad Men, mesmo quando errando feio como no quesito caso com o chefe. E é sempre bom ver a personagem em cena, ganhando ou perdendo, quase matando o namorado (quase como um encontro de Girls com Mad Men) e encerrando a temporada assumindo um lugar que ela jamais achou que assumiria, pelo menos não daquela forma. Para Peggy, ainda acho que falta o reconhecimento profissional que a personagem sempre fez por merecer, embora a gente tente se lembrar que estamos falando de um outro tempo e que sua trajetória profissional até aqui já alcançou níveis muito além do que a de muitas mulheres na época, mas de qualquer forma, nos encontramos satisfeitos sabendo que mesmo sem demonstrar muito, Don se sente sim pra lá de realizado com o trabalho da sua protegida, que a essa altura parece conseguir caminhar perfeitamente com as próprias pernas, mesmo quando ela ficou com a sensação que não estava conseguindo se livrar assim tão facilmente do ex-chefe. (e o triângulo entre ela, o Draper e o novo chefe foi algo sensacional!)

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Do lado feminino da série, ainda tivemos a Joan se sentindo menor pelo que fez no passado para que a empresa (da qual agora ela também faz grande parte no momento e justamente por conta dessa “ajudinha”) conseguisse sair do buraco, com o Draper no seu pé, lembrando o tempo todo de suas atitudes meio assim naquela ocasião. Nessa hora, apesar do personagem achar que agindo daquela forma ele nada mais estava fazendo do que a protegendo, não conseguimos deixar passar um exercício que caberia muito bem ao próprio Draper naquele momento, sobre tudo aquilo que ele já foi “obrigado” a fazer em nome de uma conta e ou trabalho. Nessa hora, valeria para o personagem lembrar que não só sexo pode ser considerado como jogo sujo. Sexo que por sinal, reapareceu na vida do ex casal Betty e Draper, em uma pequena escapada de suas atuais vidas conjugais, escapada essa que por ele até que poderia ter alguma continuidade (claro…), mas que para ela funcionou apenas como um flashback para tentar se lembrar do porque que ela havia se separado do marido no passado, além de ter aberto espaço para uma excelente reflexão sobre como Betty via a Megan na vida do Draper no momento.

E ainda tivemos o fiasco do funeral da mãe do Roger (uma excelente abertura de temporada), o novo personagem gay e totalmente creep da agência (mas magia, apesar do nano shorts. Höy!), a demência e a morte da mãe do Pete (que foi um plot ótimo, apesar de continuar detestando o Pete), Betty Draper morena, Betty Draper magra de novo, Sally mostrando que já está crescida, mas ainda continua bastante inocente em outros assunto, como quando uma mulher estranha invadiu a casa do seu pai e se passou por alguém de sua família, a qual diga-se de passagem, a filha de Don Draper pouco ou nada conhecia até então.

Mas talvez o ponto mais alto dessa nova temporada realmente tenha sido o mergulho que acabamos fazendo para dentro da personalidade misteriosa e reclusa do personagem principal. Amparado na nova conta da Hershey’s, e uma história pra lá de honesta do próprio Draper diante do novo cliente e de seus sócios. Um homem que até então poucas vezes havia se aberto para alguém mas que dessa vez parecia bem disposto a quebrar seu silêncio, escancarando um lado da sua vida que até então ele sempre manteve na escuridão. Momento esse que foi o suficiente para uma espécie de “intervenção” para o Draper, que foi afastado do seu cargo por tempo indeterminado (que foi quando ganhamos a Peggy no seu lugar) do seu posto.

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Algo que apesar de até que surpreendente devido a toda a genialidade que eles sempre pintaram para o personagem em relação aos negócios, não deixa de ser algo extremamente real também, porque não é de hoje que percebemos que apesar de ser dono de um talento natural para a coisa, ele não parece estar muito feliz com a profissão ou pelo menos não com os rumos do seu trabalho atualmente. Sem contar que essa intervenção acabou abrindo uma possibilidade importante para o personagem se abrir e talvez a forma mais honesta que Draper pudesse encontrar naquele momento fosse realmente levar os filhos até as ruínas do bordel onde ele foi criado durante boa parte de sua infância, em uma cena lindíssima que encerrou a temporada, para deixar os olhos cheios de lágrimas.

Na verdade, como encerramos a Season 6 de Mad Men nesse ponto exato da história, ainda não sabemos ao certo o quanto o personagem esteve disposto a se abrir com os filhos, mesmo contando com o fato de que a essa altura, ele já não tinha quase mais nada o que perder, com o personagem finalmente ganhando dois lados. Mas a boa notícia é saber que chegamos a um ponto decisivo para a mitologia da série, abrindo espaço para o personagem resolver algumas questões pendentes em sua vida até hoje e com a Season 7 sendo confirmada como a última da série, sabemos que não poderemos perder por nada o final dessa história.

A única sacanagem é que o canal AMC anunciou recentemente que assim como fez com Breaking Bad, também irá dividir a temporada de encerramento da série em duas partes de 7 episódios cada, onde os sete primeiros serão exibidos em 2014 e os restantes apenas em 2015. Humpf!

Mas digamos que se for para fazer o que eles conseguiram realizar com a reta final da história do Walter White, nós, apesar de extremamente ansiosos e de ainda acharmos uma sacanagem gigantesca, não achamos tão ruim assim ter que esperar, vai?

 

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Sons Of Anarchy Season 6, o trailer

Agosto 21, 2013

Antes de qualquer coisa, imaginem todos os meus posts falando sobre SOA narrados com a voz bem grossa, tipo “Hellboy”. Yeah! (e em todos eles me imaginem vestindo um colete da SAMCRO)

E sabe de uma coisa? Ando D E T E S T A N D O esses trailers que só servem para nos deixar mais ansiosos ainda…

 

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Sons Of Anarchy Season 6, o promo

Julho 15, 2013

Primeiro promo da sexta temporada de SOA, a série mais badass do FX e que todo mundo deveria assistir. (depois não adianta dizer que nunca ouviu ninguém recomendar)

Eu assisto e na mesma hora me sinto encorajado a pegar minha bicicleta com cestinha e garupa (existe a palavra “garupa”? rs) e colete de couro e sair por aí encarando todo mundo que implicar que o meu jeans é skinny demais e pronto para arrumar uma confusão só no olhar com quem tentar furar a fila na livraria em dia de sale de livros, DVDs e games. Porque eu sou assim, violento.

 

ps: o melhor do promo além da confusão toda é o olhar de ódio & rancor trocado entre a Gemma e a Tara, não?

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Não seria bacana se True Blood fosse tão legal como parece ser o seu elenco?

Junho 20, 2013

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Seria, porque a premiere da Season 6 só me fez lembrar imediatamente o porque de ter desistido da série ao final da temporada anterior.

Só não foi pior porque como sempre eles tentaram nos distrair com corpos e nós não estamos falando de qualquer corpo e sim o da covardia covarde do infladão Joe Manganiello (Höy!), que ganhou até uma cena rasgando a regatinha no meio da alcateia. Sério, tivemos esse cena durante a premiere…

Não que a gente não assista se estiver passando e ou quando bater aquela saudade da visão da magia sueca, mas não dá mais neam?

#TrueBobo

 

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True Blood Season 6, o (outro) trailer

Junho 14, 2013

A gente diz que não vai mais assistir a série, mas quando chegar domingo dia 16, que é quando a Season 6 de True Blood estreia na HBO, quem é que vai ter coragem de bater a porta na cara de tamanha magia (e por tamanha leia-se 3 metros) sueca? Huh? (Höy!)

Animados enganadamente again? (rs)

 

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True Blood Season 6, o trailer (fica, vai ter shirtless)

Maio 6, 2013

(como se nenhum outro trailer e ou qualquer episódio de True Blood não contasse com pelo menos 1 shirtless. E por isso nós seremos eternamente gratos a série. Principalmente pela parte sueca do assunto de interesse mágico e comum)

E sim, o único motivo do trailer da Season 6 de True Blood aparecer por aqui (uma vez que nós já nos despedimos da série, o que na verdade significa que talvez iremos assistir assumidamente secretamente por motivos da magia sueca que sempre convém em HD) é exatamente a imagem de capa do vídeo que é extremamente auto explicativa.

De nada.

 

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True Blood Season 666, o teaser

Abril 1, 2013

E as perguntas mais relevantes sobre o o primeiro teaser da nova temporada de True Blood que estreia no dia 16 de junho sãos as seguintes:

1) Quantos dias duram o ciclo de menstruação de fluxo fortíssimo de Billboring?

2) Jessica estava com gripe na sua narração? Porque estava tão anasalada, então?

Sim, isso é tudo que queremos saber por enquanto. (mas pelo jeito que andam as coisas agora, talvez até a gente assista aquilo que prometemos não ver mais. Pelo menos na TV, quem sabe?)

 

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Mad Men Season 6, o promo

Março 21, 2013

Na verdade, o promo acima nada mais é do que uma reunião de cenas que nós já vimos durante a temporada anterior de Mad Men, mas como estamos morrendo de saudades da série, já está valendo de alguma coisa.

Mad Men volta dia 07/04 (até que enfim!), com uma premiere dupla de duas horas. E por aqui, a TV Cultura anunciou recentemente que começará a exibir a série, ainda sem data definida para a estreia. (dizem que a previsão é que a Season 1 da série do AMC chegue ao canal brasileiro ainda em Abril)

Aproveitando o momento, o Huffington Post fez recentemente uma matéria super engraçada, falando sobre a piada interna recorrente que circula nos bastidores de Mad Men a respeito de um hábito que nós por aqui também já percebemos do Jon Hamm (The New Normal inclusive fez uma piada ótima a respeito também, mas nós fizemos primeiro…), dizendo que inclusive, eles que sempre tiveram uma grande preocupação com a dimensão dos gêmeos da Christina Hendricks na hora de tratar as imagens promocionais da série, na verdade, começaram a perceber que esse não era exatamente o MAIOR problema na hora de aplicar esse tratamento. Sério, #TEMCOMONAOAMAR essa lenda aprovada & comprovada?

 

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Os Drapers vão para o Hawaii na nova temporada de Mad Men

Outubro 25, 2012

Segundo consta, há grandes chances de começarmos a Season 6 de Mad Men com essa viagem dos Drapers para o Hawaii, que de acordo com algumas especulações da imprensa americana, pode se tratar de um trabalho que a Megan tenha conseguido como atriz na série clássica Hawaii Five-O e o Don tenha a acompanhado até lá, ou que ambos foram apenas convidados para um casamento por lá. Claro que torcemos muito mais para a primeira opção.

Ansiosos?

 

ps: Hoy!²

ps2: curiosidade… estava pensando outro dia que todas as minhas #CRUSHS acabam em algum momento indo trabalhar no Hawaii. Primeiro o Matthew Fox, onde nossa relação que começou em Party Of Five, terminou em Lost e agora o Scott Speedman de Felicity, que atualmente também está no Hawaii gravando Last Resort. Sem contar o Krasinski que passou por lá nas férias desse ano. Ou seja, será que confirmou e eu devo considerar uma mudança? #STALKERMODEON

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A penúltima temporada de 30 Rock

Junho 5, 2012

Quando do alto de sua sexta temporada, 30 Rock consegue provar que ainda é capaz de fazer uma temporada excelente, nós só podemos mesmo é ter certeza de que não vai ser nada fácil nos despedirmos (em breve) de uma das melhores comédias da década da TV.

30 Rock não só é uma das melhores comédias no ar atualmente, como fez escola e hoje em dia é cada vez mais comum assistirmos séries que abusam da referência da cultura pop e todas elas sem a menor dúvida, devem muito a criação da Tina Fey.

E essa Season 6, apesar dos baixos índices de audiência, foi uma grande temporada, em todos os sentidos. O elenco esteve mais afiado do que nunca, as piadas todas também estiveram ótimas, a ponto de nos fazer lembrar dos bons tempos da série, que como qualquer outra, também acabou passando pelo seu período obscuro. E tudo isso ainda mantendo o seu fundamento, onde todas as referências por minuto estiveram ali, a nossa disposição.

Começamos a temporada tendo a Jenna como a celebridade da vez, aproveitando os seus minutos de fama devido ao sucesso do seu programa de calouros para criança, onde ela aproveitava para ser uma total megabitch e assim arrebatar o coração da sociedade americana. Desde sempre, eu AMO essa alma de atention wore declarada da Jenna e AMO exatamente por isso, por ser algo assumido desde o príncipio.

Ela que não mediu esforços para permanecer no posto da queridinha da america da vez e até com uma espécie de membro de boy band para crianças, ela acabou namorando. Mas todo mundo sabe que o seu coração pertence mesmo ao Paul, o namorado crossdresser da Jenna, que a ama tanto a ponto de se vestir exatamente como ela, o que para uma celebridade desesperada por atenção, só pode mesmo ser o seu parceiro ideal para a vida. E ao som de “Zou Bisou Bisou”, Paul apareceu no episódio ao vivo da temporada em um momento que quase me fez cair da cadeira de tanto que eu dei risada, ainda mais porque o episódio contou com a participação do próprio Don Draper (Jon Hamm), de onde esse fundamento musical foi explorado.

E episódio ao vivo de 30 Rock é sempre sensacional mesmo, com pencas de participações, com milhares de referência e talvez as melhores piadas da temporada, que eles guardam na manga esperando a reação ao vivo de todo um país. Sempre fico imaginando o nervosismo dos atores naquele momento, tão vulneráveis ao erro e me pergunto o quanto eles não devem ensaiar tudo aquilo para fazer com que o episódio acabe dando muito certo, como sempre acaba acontecendo. Um nervosismo que a gente enquanto audiência pouco consegue perceber, exceto quando eles dão uma erradinha aqui e ali. E ter o Paul McCartney fazendo uma participação na sua série, ou a Amy Poehler interpretando o flashback da personagem principal, realmente não deve ser para qualquer uma.

Com o detalhe de que eles fazem sempre questão de fazer duas apresentações, para as costas Leste e Oeste, para que assim todo o país possa aproveitar a mesma experiência. Howcoolisthat? Confesso que eu até achei esse episódio mais fraco do que o da temporada anterior e credito isso ao abuso da referência de programas antigos que não fazem muito parte da nossa cultura. Mas mesmo assim, não tem como dizer que não foi um episódio excelente. Clap Clap Clap!

Seja ao vivo ou gravado, quem sempre consegue roubar a cena é mesmo o impagável Alec Baldwin no papel da sua vida. Ele que continua na tarefa árdua de mentor da Liz Lemon, tentando melhorar a sua opção de boy magia da vez, que como sempre, não é das melhores disponíveis no mercado (exceto pela magia do ator James Marsden. Höy!) e que durante essa Season 6 ainda teve tempo para viver um “romance” com a sogra, enquanto aguardava o resgate da sua mulher acontecer.

E Jack Donaghy é mesmo o melhor personagem de 30 Rock, o que justifica e muito, toda e qualquer indicação que o Alec Baldwin tenha recebido por esse papel, onde com uma simples cara de desdém, ele consegue entregar exatamente o tom da piada. E #TEMCOMONAOAMAR o plot onde o ator teve a participação do seu irmão, William Baldwin, interpretando o próprio em um filme para a televisão sobre o sequestro de sua mulher? Ou ele tendo como arqui-inimiga da vez uma adolescente de 16 anos, interpretada a altura pela atriz Chloe Moretz? Ou a sua participação sempre fundamental no reality show da mulher do Tracy?

Preciso até reconhecer nesse momento, que o reality “Queen Of Jordan”poderia virar um spin-off, que eu pelo menos, assistiria com orgulho. E nesse mesmo episódio, além de ganharmos um Jack Donaghy enlouquecido para encobrir o seu “romance” com a sogra, bancando uma série de mentiras absurdas por conta da sua língua solta, dessa vez ainda ganhamos a participação especial de uma criança com talento para megabitch, que foi uma das melhores piadas dessa temporada. Sério, o que foi aquela mágoa da menina pela Liz ter falado que ela tinha as “pernas gordinhas que davam vontade de morder”? Ro-lei. E #TEMCOMONAOAMAR o D’Fwan? Ainda mais com ele aproveitando a mentira do Jack para ganhar o seu tão sonhado selinho.

Nessa temporada ainda tivemos o Kenneth sendo promovido para uma espécie de “censura” da NBC e logo depois sendo demitido, lutando até agora para recuperar a sua vaga antiga. Vaga essa ocupada pela vilã da vez, que escondia uma certa obsessão pela Liz, mas que no final das contas, ainda não ficou extamente claro o porque de todo o seu plano de megabitch dentro da história. Talvez ela seja apenas maluca mesmo…

Já o Tracy…esse continua tão caricata (como sempre) que eu prefiro continuar ignorando. Mas adorei que o acontecimento sobre as piadas homofóbicas dele não foi esquecido e até um episódio sobre o “direito de ser idiota” nós acabamos ganhando durante essa temporada.

Eu nem acho a Tina Fey uma atriz excelente, mas adoro a voz que ela empresta para a série, que é realmente o seu ponto mais forte a ser destacado. AMO o discurso pela luta dos seus direitos, pela opção de viver a vida a seu modo, tudo escondido “descaradamente” no texto de 30 Rock, onde basta prestar um pouco mais de atenção para encontrar suas verdadeiras críticas. Ainda mais porque quase sempre, ela acaba mostrando que para sustentar determinadas posições na vida ou até mesmo os seus ideais, suas personagem acaba se dando mal, ou passando por alguma situação constrangedora, deixando bem claro que ter personalidade não é tão simples assim.

Ainda em busca da sua realização pessoal, Liz tem um novo boy magia para chamar de seu, Criss, ele que não tem a vida tão bem resolvida quanto a dela, mas que pelo menos também não chega a ser um folgado com alguns dos seus ex namorados (falando neles, a visita do Dennis durante essa temporada no Saint Patrick’s Day também foi sensacional, hein?). Relação que ela tentou manter em segredo, mas que depois foi descoberta pelo Jack, para seu total desespero. Um namoro que continua em andamento, onde ambos já estão decididos a criar uma planta juntos. E por planta, leia-se um primeiro filho. Awnnn!

Obviamente que a temporada foi muito maior do que qualquer resumo que eu venha fazer por aqui e a sensação que fica é a que 30 Rock conseguiu recuperar a boa forma do passado e essa detalhe com certeza só vai colaborar para que seja ainda mais difícil nos despedirmos da série, que volta no Fall Season para a sua sétima e última temporada, que além de tudo será reduzida pela metade. Espero que essa covardia com 30 Rock em sua reta final tenha afetado o orgulho pessoalmente da Tina Fey e que ela volte para finalizar essa história da melhor forma possível.

E é claro que todos nós estaremos lá, para nos despedirmo de 30 Rock como a série merece. Clap Clap Clap!


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