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Realmente está na hora de reconhecer que alguém precisa desligar os aparelhos de Grey’s Anatomy…

Maio 28, 2013

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Depois daquele final trágico e pavoroso da Season 8 que muitos de nós gostaríamos que não tivesse sido verdade, Grey’s Anatomy estava de volta e já começou sua Season 9 discutindo a irrelevância de se manter (em alguns casos) a pessoa viva apenas por aparelhos, sendo que seu corpo já não teria mais grandes chances de se aguentar por si só. Em seu primeiro novo episódio, observamos a escolha de Mark Sloan (sim, aquele Mark Sloan, super relevante para a série durante esses anos todos, tisc tisc….), que havia pré estabelecido um contrato bem prático a respeito do seu tratamento, que se não apresentasse nenhuma melhora considerável em um período de 30 dias, deveria ser deixado de lado, simples assim e deixando a vida seguir seu curso naturalmente.

Uma escolha consciente, prática, difícil de ser tomada, algo que a gente consegue até imaginar, mas que nem foi qualquer tipo de novidade para uma série médica como Greysa, que desde sempre discutiu todas essas questões de forma corajosa até, mostrando claramente que em alguns casos, a insistência da medicina pode servir apenas para prorrogar o inevitável. Que é mais ou menos o que estamos observando acontecer com a própria série desde a estreia da Season 9, como se estivéssemos observando seu quadro clínico de perto, semanalmente, nos encontrando até que animados mesmo que bem de leve, com qualquer tipo de melhora que tenhamos encontrando durante essa nova temporada da série, mas que nem por isso chegamos a ficar com qualquer tipo de esperança de uma melhora considerável em relação ao seu atual estado e talvez já tenha mesmo passado da hora de reconhecer que do jeito que está não dá mais para continuar e se for para ser assim, talvez seja melhor mesmo que Grey’s Anatomy finalmente encontre o seu fim. Sabe aqueles 30 dias que o Sloan pediu para esperarem o seu corpo reagir ao tratamento? Para essa temporada do coma induzido em Greysa, foi o equivalente aos 24 episódios da Season 9 e apesar de ser sempre duro receber esse tipo de notícia, podemos dizer que a série não conseguiu melhorar ou responder muito bem ao tratamento da nova temporada.

A essa altura e depois daquele acidente totalmente desnecessário do qual Grey’s Anatomy talvez nunca mais se recupere (como já desconfiávamos), encontramos a série agora com a assinatura orgulhosa de sua criadora que não devemos pronunciar o nome em vão, aparecendo na “abertura” de todos os episódios, como se ela ainda tivesse do que se orgulhar do seu atual trabalho bem porco na TV, apesar de no Twitter ela parecer muito mais empolgada com o que vem fazendo em Scandal (devo aplicar meu tempo nesse escândalo ou ele é só um bafinho insosso que logo passa? Responda leitor que assista a nova série, por favor). Tudo bem, tivemos o episódio com a morte do Mark abrindo a temporada, que era a sua aposta certa para nos pegar pelo menos pela emoção, mas que em nada convenceu devido a relevância do personagem (sorry Mark, mas é verdade…) e a forma como os demais acabaram lidando com a situação, exceto por alguns poucos que souberam se comportar adequadamente dentro daquele cenário de luto.

E começar a temporada ignorando de certa forma os acontecimentos catastróficos da temporada anterior que certamente mudariam a experiência de assistir a série para muita gente, realmente não foi a melhor escolha de Shhh… quer dizer, dela. Tudo bem também que logo no segundo episódio ganhamos os aguardados flashbacks sobre o que teria acontecido na “ilha” (que na verdade, era uma floresta, mas para colaborar com o tom dramático da coisa acho que vale dizer ilha, rs), nos fazendo ficar com a sensação de que o estagiário responsável pela exibição da grade na ABC havia trocado sem querer a ordem dos episódios. Só pode, porque algo tão grandioso e importante como foi aquele acidente, merecia ter sido o grande destaque da sua volta e nem isso Greysa se preocupou em fazer. E nesse momento, a série já nos estregava descaradamente que essa seria a temporada mais cínica da sua história.

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Depois disso permanecemos durante alguns outros episódios observando todos os envolvidos com o tal acidente e terceiros (Callie), tentando se adaptar e tendo todos que lidar com suas novas realidades de os maiores médicos azarões atraí coisa ruim e que a morte parece perseguir o tempo todo do mundo. Meredith não conseguia voar. Ninguém conseguiria voar logo depois do acontecido. Yang não conseguia voar. Novamente, ninguém conseguiria voar depois de ter passado por um trauma como aquele e a propósito, antes eles pouco viajavam de avião, que a gente se lembre. Derek precisava recuperar os movimentos da sua mão, de novo (ZzZZZ) e enquanto isso fazia figuração como o melhor professor de medicina do mundo, dentro do hospital, sobrando um tempinho até para se dedicar a sua carreira de modelo (não acredita? Pois é verdade e até esse plot nós tivemos que engolir durante a nova temporada)… enquanto Arizona jogava na cara da sua outra metade o fato dela ter sido a responsável por deixá-la pela metade, que é como ela se sentia depois de ter perdido a perna. (OK, eu sei que essa line pode ter parecido horrível, mas alguém jura que eu vou receber qualquer tipo de julgamento pior do que a Shhh… quer dizer, do que aquela que não devemos dizer o nome em vão só por isso? Sei…) Até aqui, reações extremamente naturais após todos os acontecimentos, mas tudo bem dentro do esperado também, dentro de uma normalidade preguiçosa e bem óbvia, as vezes até irritante.

Com os personagens principais ainda em fase de recuperação, as coisas precisavam funcionar por ali e por isso, acabamos ganhando uma série de novos internos, tentando desesperadamente que a gente se importasse com suas histórias ou pelo menos que alguém lembrasse de seus nomes até o final da temporada. Fuén…. observando minhas anotações sobre a Season 9, percebi que em nenhum momento eu cheguei a escrever o nome de qualquer um deles, tamanha relevância (mas palavras como “chatinho”, “sono” e “preguiça” foram bem recorrentes em minhas anotações). Personagens chatinhos, sem carisma ou apelo e que nós já vimos circular por aqueles corredores anteriormente, só que em corpos diferentes e também absolutamente dispensáveis, tanto que não duraram muito, exceto pela Kepner, essa sim que a gente torce até hoje para que o azar fale mais alto com ela dentro daquele hospital, que parece ser o lugar perfeito para atrair esse tipo de coisa ruim  para todo mundo (os dois tipos inclusive, rs) mesmo por ela que por exemplo, de forma inexplicável, aquele lugar amaldiçoado é capaz de trazer um Avery ou o seu novo boy magia ambulante e virgem (não consigo lidar com esse plot de uma médica de quase 30 anos – ou mais – discutindo a virgindade como uma adolescente qualquer. Não consigo e fico constrangido toda vez). Vai entender. Vou ter que confessar também que durante boa parte da temporada, aproveitei as cenas dos novos internos todos para dar aquela olhada nos emails, cortar as unhas, fazer um Cup Noodles de  Costela com Molho de Churrasco (Cha-Ching Cha-Ching), ou um bolo de caneca (que é o meu novo vício e que eu descobri recentemente que fica bem melhor e ou perfeito com sorvete. Anotem…) ou jogar paciência contra a minha própria paciência (leia paciência como Cut The Hope). Honestamente falando.

Outro plot super dramático que aconteceu durante essa nova temporada de Greysa foi o quase fechamento do hospital, que estava prestes a acontecer devido ao processo que o grupo de médicos acidentados durante a queda do avião moveu contra a empresa/hospital, que como foram vitoriosos na causa, quase acabaram destruindo o emprego de várias outras pessoas, inclusive os deles mesmos, agora milionários. Difícil acreditar que um grupo de 6 médicos (Lexie e Mark ainda contam, não?) conseguiria levar um hospital como o Seattle Grace a falência, apesar do acontecido, mas como não entendemos muito bem de números nesse caso e não estamos em dia com a contabilidade do hospital da morte, que deve ter muitas dívidas com gente poderosa nos andares de cima e de baixo, deixamos passar.

Assim tivemos uma fusão com uma empresa de terceiros, que tinha coincidentemente uma ex aluna desistente e magoada do Seattle Grace a frente dos negócios (sei…), ensinando aqueles médicos acidentados e vítimas constantes do azar a como economizar e continuar apto a salvar vidas. Lame. Tanto que não deu muito certo e logo eles optaram por um outro plot administrativo, esse com os médicos donos da fortuna arriscando tudo e comprando o hospital, simples assim, mas não sem antes ter que contar com o apoio da insuportável, over e vulgar mãe do Avery, a “booty call” oficial do Chief (My eyes! My eyes!), ela que aproveitou o momento para quebrar o porquinho abastado de ouro cravejado de brilhantes do filho e assim o fez o sócio majoritário do novo Seattle Grace (chefe de todos os outros inclusive. O Avery, que é lindo, mas tem o carisma de uma acelga..,), que agora além de tudo passaria a se chamar Seattle Grace Mercy Death McSteamy Greysinha, para os íntimos, que para facilitar pode também se chamado como “Lar do Azar” ou “Santa Casa do vem quem tem plot dramático e ou acidente para você também”, ou qualquer outra coisa do tipo, rs.

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Sem contar que a palavra da vez dessa Season 9 de Grey’s Anatomy acabou sendo mesmo o tal cinismo mencionado anteriormente, com todos eles usando desculpas esfarrapadas o tempo todo, aceitando o peso de serem os médicos mais azarados da TV, sem o menor questionamento ou insatisfação, com sobra de espaço até para risadinhas irritante sobre tudo o que já aconteceu com eles, exceto pela Yang no começo da temporada, quando ainda no outro trabalho. Todos eles em algum momento apareceram irritantemente nos forçando essa aceitação fácil demais de que naquele lugar, tudo pode acontecer e ponto e isso foi bem difícil de engolir, ainda mais com aqueles tapinhas nas costas e uma risadinha meio torta e opaca. Mais ou menos como aquele amigo com quem você um dia resolve desabafar, reclamando sobre o quanto sua vida anda uma merda e ele escolhe assumir aquela conversa como uma competição, resolvendo contar o quão pior a vida dele anda também naquele momento. Boring.

E o pior deles todos nesse cenário, foi mesmo a Meredith, que de Medusa (apelido que eles abandonaram rapidinho porque ela estava convencendo muito mais como pedra, do que qualquer outra coisa) passou a figurar como a médica agora grávida, morrendo de medo sobre o que um lugar que só atrai coisa ruim com o agora Seattle Grace Mercy Death McSteamy Greysinha, poderia fazer com seu bebê. Sério, toda vez que ela mencionava a possibilidade do bebê nascer com duas cabeças e ou ela e o bebê acabarem morrendo no parto, eu agradecia por não estar fazendo figuração na série com uma seringa totalmente preenchida com algo letal por perto porque do contrário, alguém já tinha encontrado a morte e se a dose fosse boa mesmo, eu a dividiria em duas, uma para o cinismo da personagem e a outra para o cinismo de quem escreve a série. Arghhh!

É claro que em meio a tudo isso, algumas coisas bacanas ainda continuaram acontecendo nesse cenário, como a relação da Yang com o seu mentor do outro hospital, que acabou se tornando o grande responsável pela sua “cura” e aceitação de quem ela é de verdade (um discurso lindo por sinal), assim como um dos momentos mais esperados da série desde a temporada anterior, que foi quando sua criadora que não devemos mencionar o nome, resolveu fazer as pazes com uma das personagens mais queridas de Greysa antigo, voltando a emprestar alguma dignidade para a personagem, que já estava fazendo falta e isso desde quando ela foi esquecida como o alívio cômico que já não tinha mais a menor graça ou função dentro da série.

Que foi o que vimos finalmente acontecer com a Dra Bailey de novo, do plot do seu casamento que acabou não ocorrendo como ela esperava e que ainda terminou com um momento lindo, por conta de um outro momento bem triste, com a morte da Adele (se bem que um simples telefonema nesse caso teria resolvido boa parte do constrangimento de todo mundo ficar esperando a noiva na igreja. #OCAPETAESTADEOLHO), até a sua queda mais perto do final da temporada, com ela por questões de higiene (mentira, não foi isso, mas está valendo… rs), ter matado alguns pacientes com as próprias mãos. Literalmente. E quando envolvida em um drama novamente, Dra Bailey nos fez lembrar imediatamente o porque que nós gostamos tanto da personagem no passado e todo o seu trauma de não querer mais operar ninguém com medo do que aconteceu com seus pacientes, encontrando como resolução ela tendo que operar a Meredith as pressas durante suas complicações no parto que foi o acontecimento de maior destaque da season finale, foi verdadeiramente muito bom. Mas chegaremos a finale em instantes, porque antes disso, ainda temos mais do que reclamar…

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Antes disso, precisamos falar sobre o quanto foi preguiçoso o Karev ter ganhado uma nova Izzie, com aquele plot sem vergonha do espancamento, do qual a gente já desconfiava desde o principio sobre qual seria o seu desenrolar. E esse lado bem mais previsível também foi um dos vários pontos negativos dessa fase de sobrevida de Grey’s Anatomy, onde conseguimos visualizar e imaginar exatamente onde aquela história estava nos levando. Algo que valeu para a história da nova Izzie com o velho Karev, valeu para o “filho” do Owen, que caiu como um presente ruivo (precisava ser ruivo?) no seu colo e ele não conseguiu esconder a raiva de ver o pai do menino acordando bem da mesa de cirurgia, destruindo o seu sonho de se tornar pai de uma forma mais “fácil” até e esteve na cara desde o começo que aquele era o filho dos seus sonhos (pensando nas dificuldades maternas da Yang ou vocação, uma criança já crescida talvez fosse mesmo sua melhor opção, se ela ainda tivesse algum interesse naquela relação) e valeu também para a provocação daquela que não devemos dizer o nome, falando em seu Twitter que essa finale seria daquelas, revoltante, sanguinária, azarenta, mas que no final das contas todo mundo já desconfiava que seria algo mais café com leite com bastante adoçante, apesar daquela cena final. (que fez alguém assinar o próprio atestado de burrice não? Um fio desencapado soltando faísca e um chão completamente alagado não é um cenário que qualquer um entra sem tomar cuidado, não é mesmo? Enfim…)

Agora, outro ponto que ultrapassou as barreiras do insuportável durante toda essa temporada realmente foi a permanência da Arizona na série. Ela que foi péssima enquanto em recuperação, e digo péssima atriz, esposa, vítima, mãe, pessoa, plano de fundo, modelo de uniforme de cirurgiã pediatra e assim permaneceu até o final, quando nos entregou a desculpa mais esfarrapada para ter traído a Callie com uma total estranha, também médica e gatinha até (lembra o quanto ela demorou para trazer de volta o sexo para a sua relação? E isso com alguém que ela já dividia a vida, imaginem com um estranho? Só para deixar registrado), mas que apareceu no hospital porque era uma espécie de stalker da mesma, mesmo estando ciente de sua atual condição (acidente, estado civil, status no face), algo no mínimo creep, não é mesmo? Torço para que aquela nova médica na verdade seja uma tipo de stalker bem psicopata, que acabe sequestrando a Arizona e a mantenha em um porão escuro e seco a base de muita tortura e tudo isso ironicamente em um cenário deserto qualquer do próprio Arizona. (sabe o final da Andrea em TWD? Então, só que mais prolongado e sofrido…)

Encerrando a temporada, tivemos exatamente as resoluções que eu já comentei ao longo dessa review, com o parto da Grey, a doutrora Bailey finalmente se recuperando do seu trauma recente, Yang se separando mais uma vez do Owen e pelo mesmo motivo de sempre (super preguiça por conta de ser um repeat, porque entendemos bem os motivos de ambos nesse caso), Karev e a nova Izzie se amando loucamente se não fosse por uma árvore invadindo a sala da casa do meio do nada (Sério!), Callie descobrindo a traição da Arizona, que segundo a traidora, foi tudo culpa dela porque a médica foi quem cortou sua perna no passado (leio isso e não consigo acreditar que alguém usaria esse tipo de argumento em um DR. Simplesmente não consigo e se é comigo, apanha com a própria perna, viu E.? rs), além de um acidente que poderia ter sido fatal e que aconteceu na porta do hospital, com uma das cenas mais ridículas e clichês da história de Greysa, com o Avery saindo do meio de uma cortina de fogo com pose de herói magia, resgatando a criancinha que poderia ter morrido (se aquela for a futura filha da Yang eu vou achar ainda mais revoltante, já estou avisando) e aquela cena final, com o Chief provavelmente eletrocutado, no chão do hospital, que se morreu, morreu de forma tão ridícula como tudo o que andamos encontrando dentro da série em sua atual condição de coma induzido.

E com uma temporada que teve sim o seu mérito, mas ao mesmo tempo nos entregou tanta coisa ruim e de forma tão cínica, além de ter contado com um pedido de casamento musical para a Kepner no formato de um flash mob (nessa hora, eu rezei para que outro avião caísse e dessa vez no próprio hospital), é preciso chegarmos a conclusão de que realmente já está passando da hora de considerar desligar os aparelhos que mantém Grey’s Anatomy viva até hoje, porque uma série que você acompanha por nove temporadas, não é tão fácil assim de se abandonar afinal, temos muito apego àqueles personagens e ainda nos interessamos por eles. Mas ao mesmo tempo, ver algo que você já gostou tanto, se encontrando em um estado praticamente vegetativo em sua TV, também não é fácil para ninguém e por isso, acho que já passou da hora de aceitarmos que Grey’s Anatomy tem que morrer, não tem jeito e isso já não podem mais demorar tanto para acontecer.

 

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The Office escolhendo se despedir da melhor forma possível. That’s what she said!

Maio 25, 2013

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The Office sempre foi aquela série bem constante (inclusive já falamos sobre esse mesmo assunto durante a temporada anterior), queridíssima entre seus fãs, mas que nem sempre foi a mais comentada por todos os cantos ou a mais amada da temporada, exceto quando surgiu e era a grande novidade em meio as comédias e sitcoms que já estavam bem cansados a essa altura daquele formato mais tradicional e com cara de antigo, que parece ter voltado com força (forçada) agora. Mas quem gostava dessa proposta mais simples sobre o cotidiano de uma empresa cujas funções não eram as mais animadoras possíveis, simplesmente gostava e isso parecia ser o suficiente para a série se manter viva.  Ao mesmo tempo, The Office também nunca nos incomodou profundamente (como algumas de suas colegas fizeram, principalmente durante essa temporada 2012/2013) a ponto de nos fazer sentir vontade de pedir demissão daquele trabalho temporário semanal de anos, nem com a saída do Michael Scott, que muitos consideraram ser a sua sentença de morte e que foi sim, bastante sofrida e difícil para todo mundo, mas que nem por isso levou a série a uma morte súbita como muitos apostavam que aconteceria. E por nove temporadas seguidas a série continuou sendo exatamente a mesma, se mantendo em uma constante bem bacana, difícil de se alcançar e isso até o seu final, que não poderia ter sido mais especial.

Muito bem executada, com um elenco excelente, bem difícil de ser reunido (como eles bem lembraram durante documentário que foi exibido por lá antes do final da série e que vale super a pena ser visto) e popularizando o fundamento do mockumentary (que não foi um invenção deles na TV, mas que talvez seja da série originalmente inglesa a sua grande popularidade e influência atualmente), a série conseguiu se manter muito bem por todos esses anos, mesmo não se mantendo perfeita o tempo todo e encontrando seus altos e baixos no meio do caminho, algo bem natural também para todo mundo. Sempre acho importante lembrar que The Office foi uma série que lidou perfeitamente dentro de suas limitações, onde quase tudo de importante dentro da sua história e ou mitologia, acabou acontecendo dentro daquele escritório em um cenário de paredes fixas, limitado, difícil de se realizar uma história que mesmo com um série de limitações físicas por uma questão simples de espaço mesmo, conseguiu atingir a marca de nove temporadas e só por isso talvez eles já mereçam todo o nosso respeito. É claro que também adoramos quando saímos daquele ambiente de trabalho da série e nos deparamos com aqueles personagens com roupas mais casuais e em outras situações, como o memorável (um dos melhores episódios da série) jantar na casa do Michael Scott, ainda durante a quarta temporada e com o seu amor do passado, Jan. Mas basicamente, tudo de importante que já aconteceu dentro da série até hoje, ocorreu exatamente entre as paredes e repartições daquele escritório, que a essa altura conhecemos como se fosse o nosso próprio ambiente de trabalho.

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Com o passar dos anos fomos conhecendo cada vez mais aquelas pessoas, nos familiarizando com suas personalidades e nos aprofundando um pouco mais em suas histórias, mesmo que bem de leve por parte de alguns que apareciam sempre ao fundo, com pouco destaque (principalmente no começo) e assim fomos nos importando cada vez mais com cada um deles e nada mais do que justo que nessa reta final, todos ganhassem a devida atenção, como acabou acontecendo mais perto do fim. Claro que com o passar dos anos a série foi se desgastando também, algo natural para um cenário que poderia ser extremamente limitado para algumas de suas concorrentes do gênero, enfrentando algumas barreiras que eles conseguiram derrubar com a força gigantesca daquele elenco reunido, que sempre foi muito bom, inclusive aqueles que pouco apareceram durante esses anos todos. Certamente o maior exemplo disso talvez tenha sido mesmo a saída do Michael, onde muita gente apostou que seria o fim dessa história, mas ao contrário do que parecia como certo, eles conseguiram se manter apenas com o que tinham, abortando a ideia de trazer nomes de peso para o posto de “melhor chefe do mundo” (que eles até trouxeram, mas apenas para algumas participações) e mostrando que a série apesar de todo o carisma do Michael Scott (e do Steve Carell), não era apenas uma série de um homem só. Sem contar que foi super merecida a escolha final do Andy para assumir esse posto, que desde que ele chegou na série, parecia ser do personagem e de ninguém mais, exceto para a resolução final da série, onde acabamos ganhando um velho novo rosto conhecido para o ocupar o cargo.

Começamos essa Season 9 enfrentando mais uma vez a rotina do escritório, com toda a excentricidade do Andy no comando da Dundler Mifflin, continuando aquele perfil de chefe que pouco se importa com o trabalho e ou não tem muita certeza de quais sãos suas verdadeiras funções naquele ambiente, algo que conhecemos bem desde os tempos do Michael, mas que o Ed Helms conseguiu encontrar muito bem a sua própria identidade dentro daquele mesmo ambiente naquele momento e só funcionou bem porque a história do personagem já existia, algo que seria bem mais difícil no caso de uma contratação de fora, por exemplo. No escritório, as coisas pareciam estar bem tranquilas, apesar do caso do Oscar com o “senador” gay da Angela, uma relação que sempre despertou o ciúmes do Dwight e que de quebra acabou ganhando o Kevin como o único deles que descobriu sem querer  exatamente o que estava acontecendo com seus vizinhos de mesa e para seu total desespero, não podia compartilhar com ninguém a fofoca da vez.

Do lado pessoal de cada um dos personagens, algumas mudanças estavam acontecendo também, como a falência dos pais abastados do Andy, até a herança que o Dwight acabou sendo obrigado a receber junto com seus irmãos (o plot da tia rabugenta foi ótimo também!), que conhecemos em um episódio que acabou não sendo tão bacana como gostaríamos que fosse, nesse que teria sido a sua deixa para o spin-off que o personagem acabaria ganhando, ideia que acabou sendo abortada mais tarde pela própria NBC, por reconhecer que o certo seria mesmo que aquela história se encerrasse por ali. Mas a maior mudança na dinâmica da série acabou acontecendo mesmo com a relação Jim + Pam, com ele começando uma nova empresa de marketing esportivo, longe de Scranton, pela qual ele foi obrigado a ter que trabalhar apenas meio período na Dundler Mifflin e mais tarde teve até que dividir um apartamento com o Darryl na outra cidade por conta do crescimento dos negócios (a briga envolvendo a convivência dos dois dividindo o mesmo teto também foi bem boa) e consequentemente por conta dessas novas tarefas em sua vida, Jim foi deixando sua família ao lado da Pam um pouco mais de lado, algo que percebemos que ela não estava recebendo muito bem, apesar de ser tudo extremamente profissional por parte dele e ela nem precisar se preocupar com outros aspectos bem mais preocupantes que poderiam aparecer com o tempo devido a essa distância, carência, ou qualquer desculpa esfarrapada do tipo.

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Nessa hora, como uma medida desesperada de acabar criando um climão desnecessário porém até que compreensível dentro da relação do casal (por parte dela, apesar da motivação “fraca”), vimos The Office apelando descaradamente ao tentar afastar seu casal principal, provocando algumas brigas entre eles (que nunca apareceram antes) e especialmente colocando a Pam em uma posição que ela que sempre foi tão bacana quanto o Jim, não merecia estar. Se sentindo preterida e minimizada em relação as novas conquistas do marido, Pam acabou dificultando o que já não estava tão fácil assim para o Jim, apesar de “parecer o contrário” (e que apesar de estar longe do dia a dia da família, estava conseguindo manter seus dois empregos, mesmo com ela ficado sobrecarregada com os dois filhos e tudo mais…), e mesmo com eles tentando forçar um lado mais egoísta do Jim que nós não conseguimos enxergar com tanta clareza, nós também não conseguimos comprar essa ideia, afinal, Jim + Pam foram feitos um para o outro e aquele não parecia ser um motivo consistente o bastante, capaz de fazê-los considerar uma separação. (e até na terapia de casal eles foram parar. Sério?)

E foi quando ganhamos o interesse do sonoplasta do documentário pela Pam (a primeira vez na série em que a equipe por trás das câmeras chegou a ser vista), ele que descobrimos ser uma espécie até de amigo do casal por todo esse tempo e nesse momento tudo ficou ainda pior, com ela se vendo no mínimo tentada dentro daquela situação toda, algo que o Jim no passado, quando teve a nova funcionária e substituta da Pam literalmente se jogando no seu quarto de hotel durante uma viagem de trabalho, nem chegou a cogitar como interesse ou possibilidade e por isso, toda essa historia além de forçada, acabou parecendo bem injusta com ambos os personagens. Por sorte, eles meio que abandonaram essa ideia de ter outras pessoas envolvidas com a história do casal e mantiveram esse plot dos desentendimentos entre eles apenas por uma questão geográfica e profissional mesmo. Ufa! No final das contas, ver o  Jim abandonando o emprego do sonhos por conta do seu casamento foi até que bonitinho (peso que eu não gostaria de carregar de ambos os lados), mas não conseguiu superar a injustiça que a Pam o fez ser obrigado a enfrentar ao ter que escolher entre sua vida já pré estabelecida em Scranton ou o novo trabalho cheio de novas possibilidades, que estava crescendo e já gerava lucros importantes, embora ele tenha jurado de pé junto que não foi como ele se sentiu em relação a sua decisão. Ainda bem que no final, eles encontraram um jeito bem bacana de consertar tudo isso (consertar, não apagar…), algo que também foi bem especial e pelo menos somos gratos por eles não terem escolhido ignorar o assunto ou se contentarem apenas com uma resolução mais preguiçosa para essa história de amor que nós gostamos tanto.

E me desculpem, mas apesar de ter entendido a motivação da Pam para todo esse plot mais dramático do casal, eu realmente precisava desabafar em relação a minha total desaprovação dessa parte específica da história, principalmente nessa reta final da série, que além de injusta com ambos os personagens como eu já disse anteriormente, acabou soando também como uma medida desesperada de criar algum suspense e ou expectativa para essa reta final, algo que uma série como The Office já não precisava mais a essa altura e tão pouco com esses personagens. Tudo bem também que durante esse tempo todo, apenas nós conseguimos assistir e perceber o quanto aquela relação parecia perfeita (simples, fácil, o sonho de todo mundo que já experimentou o outro lado na verdade, rs), mas mesmo assim, foi uma pena ver dois personagens que nós gostamos tanto e torcemos mais ainda para ficarem juntos (algo que inclusive até que demorou bastante para acontecer), tendo que enfrentar uma situação tão forçada como aquela.

The Office - Season 9

Em meio a tudo isso, inclusive os tropeços, a rotina de trabalho também continuou sendo uma delícia (sem euforia, mas uma delícia), com episódios dentro de um escritório móvel montado dentro de um ônibus, ou o plot do piolho, que fez com que a Meredith fosse obrigada a raspar a cabeleira ruiva do meio do nada, tudo por conta das suspeitas sobre a epidemia apontarem diretamente para ela devido ao seu histórico meio assim (mesmo com a culpa sendo dos filhos da Pam e do Jim e estando a Pam ciente de tudo isso, rs), além de um excelente episódio de Natal tradicionalmente alemão, seguindo as tradições exóticas e divertidíssimas da família Schrute, é claro. E mesmo em sua última temporada, ales ainda encontraram tempo para introduzir novos personagens, com a chegada dos novos Jim e Dwight, sendo que um deles acabou se tornando o pesadelo do Andy em relação a Erin, que acabou sendo abandonada pelo próprio Andy anteriormente, Andy que ao lado do irmão, precisou tirar férias por conta própria, sem comunicar a empresa, só para resolver essa questão familiar e por isso foi “obrigado” a abandoná-la.

Mas isso tudo o que aconteceu durante essa nona temporada da série, acabou sendo apenas uma ótima distração enquanto caminhávamos para a reta final de The Office, com os seis últimos episódios (2 episódios duplos e um grandão que não se assumiu como duplo na verdade) onde todas as resoluções para essa história começaram a aparecer e todas essas amarrações não poderiam ter sido mais especiais. Tudo começou a ser preparado para o final quando começaram a sair os promos do tal documentário que eles vinham gravando esse tempo todo para a PBS, onde todos eles acabaram ficando extremamente excitados por estarem prestes a aparecer na televisão, mas toda essa excitação acabou durando pouco tempo quando eles se deram conta de que na verdade, podres pessoais envolvendo alguns dos funcionários do escritório e terceiros, estavam prestes a se tornarem públicos e isso poderia se tornar um grande transtorno.

Andy foi quem mais se empolgou com a possibilidade de ficar famoso, embora não tenha reagido muito bem as críticas feitas pelos comentários de quem assistiu ao promo (algumas feitas propositalmente pela Nellie, que praticamente sumiu durante essa reta final, que para quem conhece o trabalho da Catherine Tate, sabe o quanto isso foi um total desperdício), trazendo de volta o seu comportamento bipolar, que acabou lhe rendendo uma “demissão” da Dundler Mifflin, para que ele tivesse mais chances de seguir o seu sonho de se tornar um grande artista, além de um audição vergonhosa em um programa de TV de talentos musicais a capella, que tinha em seu elenco de jurados nomes como o da Santigold, o Sugar Ray antigo (sim, aquele mesmo) e o Clay Aiken. Isso além do Stanley estar preocupadíssimo com a sua mulher podendo descobrir sobre o seu caso de anos com uma amante e a dupla da contabilidade, Oscar e a Angela, estarem envolvidos até o pescoço com o caso do senador gay que inclusive enrolava ambos com outros. Sem contar que foi impagável o B Side da Angela finalmente aparecendo, com ela morando naquele apartamento minúsculo e cercado de seus gatos, se encontrando totalmente desgrenhada e no limbo, sendo obrigada mais tarde (por motivos de ter sido despejada do condomínio) a ir morar com o Oscar e se ver dormindo dentro do seu armário, algo que ele mesmo faz questão de ressaltar a ironia em um dos seus depoimentos. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

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Além de tudo isso, é claro que nós estávamos esperando algo mais para alguns personagens importantes dentro da mitologia da série, a grande recompensa por esses anos todos dentro do escritório e esse momento aguardadíssimo por todos os fãs de The Office acabou acontecendo em um episódio pra lá de especial, com o Dwight se tornando um faixa preta de karatê ao lado do seu novo sensei, trazendo de volta algo que fez parte da série no passado (lembra da luta entre ele e o Michael? E o Jim pegando a Pam no colo e ambos ficando extremamente constrangidos depois? rs) além de trazer o merecidíssmo dia em que o David Wallace resolveu reconhecer que ninguém no mundo seria capaz de comandar a Dundler Mifflin melhor e de forma mais apaixonada e dedicada do que o próprio Dwight. Um momento lindo para a série, que além de tudo teve a participação do Jim, que foi a quem o David recorreu para perguntar sobre a vocação do Dwight para o cargo e que ele sem perder o humor, embora visivelmente emocionado com a recompensa que o seu amigo disfarçado de nemesis estava prestes a finalmente receber, disse que não poderia imaginar alguém mais apaixonado ou perfeito para aquela posição (♥). O mais legal de tudo isso foi ver o Dwight imediatamente reconhecendo a atitude do seu “maior adversário” (talvez pela altura e ou magia, quem sabe? rs) dentro do escritório, oferecendo ao Jim a vaga de “assistente do gerente regional” que ironicamente já foi ocupada por ele mesmo no passado (na era Michael Scott) como forma de piada do escritório.

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Mas as recompensas ainda não haviam chegado ao fim para o Dwight e ele que estava prestes a se casar com a moça da fazenda vizinha com cara de top model alemã, ainda precisava acertar uma parte importante da sua vida, que ainda estava em aberto com a Angela, que desde de sempre nós sempre soubemos que era a sua verdadeira alma gêmea. E a forma como ele acabou reconhecendo que o filho da Angela era realmente seu filho (algo que ele sempre suspeitou) não poderia ter sido mais especial, com ele e a criança olhando encantadoramente da mesma forma para uma “Galactica”, um dos brinquedos que ele fez questão de trazer para o escritório que agora estava em seu comando. Juro que o meu coração nerd fã de ambas as séries quase explodiu de tanta felicidade nesse momento e obviamente que isso tudo acabou resultando em lágrimas e muitas, principalmente quando a Angela aceitou seu pedido de casamento no acostamento da estrada, revelando de quebra que o menino (lindo por sinal) era sim seu filho. CHOREI, feito criança. Confesso. Um momento que certamente deixou todos os fãs da série bastante emocionados, mas que apesar de ter sido absolutamente especial, em nada se comparava com o que estávamos prestes a assistir durante o series finale de The Office, que certamente entrou para uma das minhas preferidas na vida. Sem o menor exagero.

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E o Dwight não foi o único que ganhou resoluções importantes a essa altura na série não e o casal Jim + Pam também  nos garantiu um pouco mais de lágrimas durante esse episódio, com o Jim pedindo a ajuda da equipe do documentário após ouvir as inseguranças da Pam por conta da sua escolha de ficar com ela e a família em Scranton e abandonar o seu sonho profissional (só fiquei decepcionado nessa hora porque imaginei que o Jim escolheria algo do Travis como trilha sonora para o vídeo), em um tentativa de provar para a mulher o quanto ele a amava e o quanto essa história sempre significou para ele, entregando para a mesma um vídeo adorkable com momento lindos da história do casal (desde aquela cochilada dela no ombro dele durante a Season 1, sabe?  ♥), além da narração perfeita para o momento (feita por ele mesmo, mas falando sobre a história do Dwight com a Angela), com  ele finalmente entregando para a Pam aquela declaração de amor que ele escreveu nos primórdios da série, em um dos episódios de Natal onde o personagem comprou uma chaleira verde de presente para a até então apenas colega de trabalho e ao se deparar com a realidade de que a Pam estava de volta com o noivo do passado (também adorei os dois comparecendo no casamento perfeito do ex noivo da Pam durante essa temporada), ele acabou retirando do meio do presente a tal declaração que havia feito para ela naquela época e acho que a gente jamais poderia imaginar que um detalhe tão simples como esse pudesse voltar a tona em um momento tão importante para a história do casal. Sério, por mais que a gente não tenha visto o que estava escrito naquela carta, esse foi certamente um dos momentos mais comoventes da história do casal. E quem sabe a gente não acaba ganhando a revelação do conteúdo da carta nos extras do DVD? Se bem que eu acho que nem precisa… (mas é claro que ficamos curiosos)

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Em seu episódio duplo de despedida, The Office escolheu dar um salto no tempo, mostrando como se encontrava a vida de todos aqueles personagens exatamente um ano após a era Dwight e também após a estréia do documentário, tendo como plot principal o casamento do mesmo com a Angela, que contava com o Jim como best man e uma reunião de personagens importantíssimos para a história, como a participação da Kelly e do Ryan, dos quais a gente sempre morreu de saudade, principalmente daquele relação praticamente doentia de ambos. Além disso, nesse episódio o Jim nos reservava suas últimas pranks para cima do seu antigo “nemesis”, um clássico da mitologia da série de ambos os personagens (que sempre viveram uma das minhas relações preferidas desse cenário), agora rebatizado como “Guten prank” e que foram acontecendo até o momento do casamento.

Com os negócios indo extremamente bem sob o comando do Dwight, algo que já era de se esperar, nesse momento final ainda dentro do escritório, ganhamos algumas resoluções importantes também para a mitologia da série e seus personagens mais secundários, com o Stanley finalmente se aposentando (algo que desde o começo ele falava sobre) e com o Toby e o Kevin sendo demitidos (e ser demitido com um bolo deve ser no mínimo reconfortante, não? Mas só se ele for de chocolate… rs), algo que meio que funcionou como o empurrão que ambos precisavam para fazer algo mais de suas vidas além de permanecer naquele escritório por pura comodidade. Toby se tornando uma espécie de ex agora stalker da Nellie e o Kevin como dono do bar onde foi realizada parte da despedida de solteiro do Dwight (propositalmente por culpa do Jim) foram resoluções ótimas para esse final. (e o que foi o Dwight arrependido, morrendo de saudade do ex funcionário, desenhando o Kevin naquele joguinho? Awnnn!)

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E como todo casamento tradicionalmente acaba pedindo por uma despedida de solteiro, os meninos e as meninas se dividiram nessa hora para aproveitar os últimos momentos da dupla. Elas bem mais comportadas, em casa, mas contratando um stripper para animar a festa, que descobrimos ser ninguém menos do que o filho da Meredith (sério, #TEMCOMONAOAMAR?) que não ficou nada constrangida ao descobrir o filho naquela situação e aproveitou o momento para ensinar alguns de seus truques para o próprio, algo que é claro que deixou todas as demais extremamente constrangidas com aquela família tão disfuncional.

Do lado dos meninos, com o Jim responsável pelas últimas horas do Dwight ainda como solteiro, tivemos momentos sensacionais, como ele presenteando o amigo com um tiro de bazooka (nada seria mais apropriado para o Dwight), além de presenteá-lo também com uma típica “lap dance” que obviamente o Dwight não conseguiu entender para que servia exatamente (AMO a inocência do Dwight. AMO!). Jim que de quebra ainda incluiu o Mose na brincadeira, que assim como o Dwight, também não entendeu exatamente qual era o espírito da coisa e acabou sequestrando a Angela, que passou horas trancada dentro de um porta-malas.

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Vendo o Jim novamente voltando a ser quem ele era no passado, embarcando em todas as loucuras do novo chefe Dwight no escritório e se importando pouco com o trabalho e mais com a diversão, Pam acabou entendendo de uma vez por todas do que ela acabou privando o marido de alcançar e automaticamente acabou percebendo o quanto foi injusta com ele durante todo esse período meio assim do casal (provocando uma espécie de regressão no Jim), que foi quando ela finalmente decidiu colocar aquela casa linda deles a venda (ela que também já havia ganhado como resolução a conclusão de seus dois murais de arte pela cidade. Sim, 2!) e seguir a vida com o Jim na empresa que ele ajudou a criar no começo da temporada e que a essa altura, já estava sendo bem sucedida, algo que o deixava extremamente frustrado por não fazer mais parte de tudo aquilo, ainda mais com a chegada do Darryl para a despedida da série, ele que se encontrava super bem sucedido devido a sua permanência na tal empresa, algo que apesar de ter sido bacana para o personagem, acabou soando também como uma arrogância desnecessária por parte dele (apesar de honesta), que na verdade sempre foi bem ambicioso e nem sempre conseguiu encontrar as oportunidades que desejava dentro do antigo ambiente de trabalho. Mas foi bem foufo também durante um dos episódios anteriores, ver os demais funcionários da Dundler Mifflin exigindo uma despedida mais adequada do Darryl, que para isso teve que se despedir dançando com cada um deles, em outro momento memorável dessa temporada de despedida.

Antes do casamento, ainda tivemos outro momento excelente para essa reta final, que foi uma espécie de painel que eles todos acabaram participando em comemoração ao sucesso do documentário. Durante o painel, tivemos uma série de pequenos presentes, como o Andy finalmente superando o trauma de ter se tornado uma piada instantânea do Youtube, algo que mais tarde o fez ser reconhecido em Cornell, que acabou se tornando o seu novo ambiente de trabalho perfeito. Ainda nesse cenário, tivemos também uma resolução bastante importante e super foufa para a Erin, que acabou conhecendo no meio da platéia não só a sua mãe (que ela chegou a procurar no passado) como também o seu pai, com quem descobrimos que ela dividia uma série de semelhanças.

Nesse momento, The Office aproveitou também para tocar no assunto sobre o plot da quase separação do casal Jim +Pam, colocando a audiência do painel para fazer uma série de perguntas que provavelmente foram as que mais eles ouviram os fãs da série fazer durante essa tentativa de drama desnecessário na vida do casal durante a Season 9. Pam teve que ouvir algumas coisas não tão bacanas em relação a sua postura (merecidamente. Eu por exemplo, ODIEI aquela cena com ela mandando ele desligar o telefone enquanto ainda estavam fazendo terapia de casal), mas que foram o suficiente para despertá-la em relação a sua parcela de culpa nesse história toda, que foi a motivação que a personagem estava precisando para tomar a tal decisão de abandonar Scranton e consequentemente seu trabalho (outro momento lindo do casal ao lado do Dwight), para seguir o sonho do seu marido, que naquele momento ela finalmente conseguiu entender o quanto isso tudo seria importante para ambos.

The Office - Season 9

Durante o casamento do Dwight + Angela, que aconteceu ao som de “Sweet Child Of Mine” no violino e com a Angela sendo carregada de cavalinho pela Phyllis, resolvendo um issue antigo delas (de novo, #TEMCOMONAOAMAR?) acabamos ganhando a maior surpresa desse series finale, algo que eles até tentaram esconder de qualquer jeito de todos nós mas que de certa forma, todos os fãs da série já suspeitavam que aconteceria, afinal, merecia. E essa supresa ficou por conta da última prank do Jim com o Dwight, que instantes antes da cerimônia revelou que não poderia mais ser seu best ma por ser bem mais novo (uma piadinha ótima entre os dois atores) e que por esse motivo ele havia trazido alguém especial para cumprir esse papel durante a cerimônia… e é claro que esse alguém seria ninguém menos do que o Michael Scott, que não poderia ficar de fora dessa despedida deliciosa da série, nesse que foi um momento de pura emoção para a amizade dos personagens, com o ambos visivelmente emocionados (inclusive o John Krasinski) e com a excelente line:

 

Dwight: I can’t believe you came!

Michael: That’s what she said.

 

Serei obrigado a confessar novamente que nesse momento, apesar dos inevitáveis spoilers (bem irritantes nesse caso), me encontrei novamente chorando copiosamente com aquele reencontro super especial, que apesar de ter sido uma participação mínima do ator Steve Carell, que ficou meio de lado, respeitosamente, mas quase como se tivesse uma espécie de “mágoa” qualquer no ar por parte do ator e os criadores da série (sorry, mas foi o que eu senti, apesar de entender que o Michael naquele momento era apenas um presente a mais nessa reta final. Algo que eu também suspeito que possa ter sido um pedido do próprio ator…) foi extremamente representativo e importante para a conclusão perfeita dessa história.

Claro que além desse grande momento, tivemos ainda excelentes conclusões para todos os personagens da série, com o Ryan aparecendo como pai solteiro de um bebê, que ele não pensou duas vezes ao intoxicar com nozes (sim, seu filho era alérgico e ele sabia disso, rs), só para conseguir um momento a sós com a Kelly para arriscar o tudo ou nada, abandonando o filho logo em seguida com o até então marido da Kelly, o médico indiano que pediu para chamarem o serviço social para a criança abandonada (sério, #TEMCOMONAOAMAR algo tão politicamente incorreto a essa altura?), que nem precisou disso porque estava diante da Nellie, que sempre sonhou em ter um filho e já estava até na fila de adoção. Sem contar a campanha do Oscar como senador, as piadinhas do quanto sobre os personagens secundários nunca foi mostrado no documentário em todos esses anos de filmagens e o momento de puro carinho com o Stanley e a Phyllis, que eu pelo menos nem estava esperando, mas achei de uma delicadeza fora do comum com personagens menores.

Mas é claro que o cenário perfeito para o encerramento dessa história ainda seria a própria Dundler Mifflin, com todos eles se reunindo na empresa para a inauguração do mural pintado pela Pam no armazém (que ainda ganhou seu último momento na recepção e com o Jim na mesa ao lado… Awnnn!), com uma brincadeira super querida com a produção de The Office, que nessa hora se fundiu com o elenco da série para um foto em frente ao painel (achei ótima a cara deles de “quem é essa gente?”) e que nos preparava para o nosso último momento dentro daquele escritório, ao som de uma performance ótima do Creed (que até então estava vivendo como fugitivo por ser um procurado da polícia desde muito tempo, como sempre desconfiamos) e todos eles se despedindo, deixando o prédio, não sem antes parte deles deixar aquele último depoimento dentro do documentário (todos maravileeeandros!) e a Pam levar o desenho emoldurado que ela mesmo fez e que foi comprado naquela sua exposição onde só o Michael apareceu (outro dos meus momentos preferidos da série) com a despedida mais simples, sútil e ao mesmo tempo mais perfeita que a série poderia nos ter presentado em seu encerramento. Sabe aquele abraço forte de quem vai sentir saudade de verdade? Então…

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Honestamente, em muito tempo eu não via uma comédia encerrar a sua história de forma tão carinhosa, tão respeitosa com a sua mitologia, fãs, personagens e atores, amarrando tudo perfeitamente e fazendo com que a gente se encontrasse em praticamente todos os momentos da sua séries finale, presos em um ciclo delicioso de boas risadas e aquela lágrima carinhosa que a gente não se importou em deixar escorrer naquele momento, junto com um “Awnnn”/aperto no coração (sim, estou completamente emotivo nesse exato momento. O que vocês estão esperando para me abraçar, hein?). Isso sem contar o excelente documentário exibido antes do episódio na America antiga, mostrando um pouco mais dos bastidores da série durante essa reta final, ilustrando lindamente o quanto ela foi importante para todos os envolvidos, inclusive a cidade de Scranton, super agradecida pelo destaque que recebeu em The Office, que lotou um estádio para se despedir de todos eles, inclusive do Steve Carell, que também apareceu para essa despedida e que também foi extremamente carinhoso por parte dele. Um documentário realmente sensacional, que vale a pena procurar para se emocionar um pouquinho mais, além de tentar desesperadamente prolongar essa despedida… (eu assisti logo depois do series finale e me emocionei tudo de novo)

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E dessa forma extremamente carinhosa e um series finales dos mais especiais possíveis, The Office encerrou lindamente a sua história da melhor empresa para se trabalhar no mundo. Sentiremos saudades dessa rotina de trabalho… That’s what she said! (♥ + tears)

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Imagem foufa para se guardar da reta final de The Office (♥)

Maio 13, 2013

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A EW andou cobrindo as gravações do series finale de The Office e entre várias imagens de bastidores, achei essa extremamente foufa e que representa bastante de parte do que nós sempre gostamos na série. Ou de quem a gente sempre gostou na série, rs (apesar de tudo que eles andaram fazendo com o casal nessa temporada final…)

#TEMCOMONAOAMAR?

Não, não tem. (♥)

 

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#TEMCOMONAOAMAR o John Krasinski?

Maio 10, 2013

Não. Não com essa cara adorkable de para sempre Jim. Não com essa barba. Não fazendo lip sync da Katy Perry (com direito a língua solta à la Glee ou qualquer cantora pop desse ou de qualquer outro momento) e ou Boyz II Men no Jimmy Fallon e ainda com direito a coreôs animadas e tudo mais. Höy!

(♥)

 

ps: o episódio 9×21 de The Office foi adorável e trouxe merecidas resoluções que a gente já estava esperando faz tempo para alguns personagens. Uma delas inclusive reconhecida pelo próprio Jim e de forma extremamente adorável, que foi retribuído com um gesto até que inesperado de gentileza…

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Estaríamos observando de perto a morte de Grey’s Anatomy?

Outubro 2, 2012

Sorry (e digo isso sinceramente, em um mix de raiva e pena por tudo que está acontecendo), mas essa foi a sensação que eu tive ao assistir a premiere da Season 9 de Grey’s Anatomy (9×01 Going Going Gone), que nos trouxe como proposta para o início da sua nova temporada exatamente isso, a observação da morte, onde passamos esse primeiro episódio acompanhando os últimos momentos de vida de Mark Sloan e que para mim, acabou servindo como uma espécie de metáfora para o que eu vejo que está acontecendo hoje na série.

Hoje não, porque essa sensação veio diretamente daquele final pavoroso da Season 8, que eu não gosto nem de lembrar. Desde então, senti que a série conseguiu fazer o que parecia ainda estar distante da sua história atual, que era o fato de conseguir se perder de vez. E depois de um acidente como aquele, não havia a menor possibilidade da série continuar como estava e tudo precisava mudar, infelizmente. (porque até antes disso, estava tudo bem bom)

Assim mudamos e essa mudança não foi para melhor, onde o cenário que nos foi apresentado durante esse primeiro episódio da nova temporada só me fez sentir pena e não a respeito do que era a sua proposta. Pena não de um médico moribundo vivendo seus últimos momentos de vida, mas sim por ver uma série se afundar em um tipo de drama que ela não precisava estar enfrentando a essa altura, não depois de uma temporada tão bacana como havia sido a anterior até o seu finale, que conseguiu praticamente anular tudo de bom que a série havia feito durante a Season 8.

Entendam, eu gosto de Grey’s Anatomy e sempre gostei (já disse isso até e não vou ficar me justificando). Comecei a assistir a série durante sua Season 3, mas logo me vi apegado aos personagens e fui procurar recuperar o tempo perdido com as outras duas temporadas anteriores. Nesses anos todos, nossa relação sempre foi ótima, apesar de nem sempre ter sido muito feliz, mas assim são as relações de quase todo mundo, cheias de altos e baixos. Mas realmente aquele final da Season 8 me deixou descrente de que algo de bom poderia vir de uma história como aquela e a partir disso eu só conseguia temer o que viria pela frente, sem conseguir enxergar nada de positivo vindo disso tudo. Algo que se confirmou com a premiere da semana passada, infelizmente.

Primeiro que Meredith está longe de poder ser considerada a nova Medusa, apelido carinhoso que ela acabou ganhando dos novos internos, que como nós bem sabemos, entraram na série para morrer em algum plot trágico dentro da temporada, onde muito provavelmente apenas um deles conseguirá sobreviver até o final, para se tornar a nova Kepner (nem me fale desse nome…). Mas voltando a Medusa, Meredith estava muito mais para uma vítima da Medusa do que qualquer outra coisa, porque ela parecia mais fria e distante, praticamente esculpida em pedra do que malvada e impiedosa para justificar tamanho medo dos novos internos em relação ao personagem. Digamos que se Meredith malvada é daquele jeito, ela nunca deve ter assistido “Mean Girls” ou qualquer coisa do tipo na vida. Poir isso podemos afirmar que Meredith é totalmente café com leite em termos de vilanice.

Dra Bailey sim, essa estava perfeita para o seu novo apelido, BCB (Booty Call Bailey), que é só o que ela faz agora na série e isso nem é de hoje. Já faz algum tempo que a Shonda deixou de gostar da Bailey e desde então a personagem veio ganhando uma aura tola de alívio cômico que agora beira o insuportável. O que foi ela tocando no assunto do tal novo apelido, quando todo mundo estava observando alguém morrer (alguém que importava para todos eles) a qualquer instante? Super apropriada, só que ao contrário, over e totalmente sem graça.

Yang se mudou, agora atende em outro hospital, de onde ela parece estar visivelmente arrependida de ter aceito a vaga. OK. E não sei se foi eu que não entendi, mas ao que tudo indicava através de suas conversas com a Meredith via tablet (sim, agora eles são modernos e conversam por vídeo em seus gadgets patrocinados), ela andava adiando um visita a Seattle, muito provavelmente por medo de voar devido ao trauma que os sobreviventes do desastre aéreo deveriam estar enfrentando atualmente, o que até então me parecia ser bem coerente. Mas como é que ela foi parar lá em primeiro lugar? Foi de trem, lotação, andando de joelhos para pagar uma promessa?

Apesar do episódio ter tido alguma emoção por conta da situação do Mark, que estava em coma, enfrentando seus últimos momentos para tentar voltar a vida (30 dias pós o tal acidente), achei um pouco “descabido” toda aquela situação para a despedida do personagem, que sendo extremamente sincero, nunca foi dos mais importantes dentro da série e nunca teve um plot dramático digno, a não ser durante a sua despedida com a Lexie (sorry, mas pensem bem na trajetória do personagem até aqui antes de reclamar de qualquer coisa) e por isso, talvez toda a emoção que se esperava alcançar com um episódio como esse, cheio de videos do passado com momentos dele interagindo na história dos demais (ZzZZZ), todo esse nível de emoção não conseguiu ser alcançada pelo fato do personagem sempre ter tido pouca relevância durante todos esses anos dentro da série. Sei que pode parecer coisa de gente sem coração, mas no meu caso, essa emoção teria sido alcançada facilmente se naquela cama de hospital estivesse a Bailey, o Karev e até mesmo o chato do Derek, por exemplo.

Até que chegamos ao momento que para mim foi a gota d’água do episódio, esse dividido em duas partes, com a volta de duas personagens que a gente estava torcendo para que uma delas tivesse sumido da face da terra, ou que houvesse um plot de viagens no tempo dentro da série (já que agora tudo parece possível em Greysa) e nele a personagem tivesse ganhado uma passagem de última hora para o voo da sua morte e a outra, que tivesse sido enterrada na floresta de Lost sem o direito de ter o Vincent vigiando o seu corpo e tudo isso exatamente nessa ordem, seguido de uma sequência de cinco minutos de aplausos vibrantes. Juro que eu quase não consegui me conter de tanta raiva quando o Hunt foi buscar a Kepner naquela fazenda no fim do mundo ao final do episódio e torci para que ele acabasse trazendo o porco e não a ex médica que ele mesmo havia demitido lindamente no passado. Sério, que alguém ainda aguenta aquela mulher dentro do hospital? Com quem é que ela está saindo? E qual é o problema do Owen com porcos? Ele só come comida kosher, é isso?

O mesmo aconteceu quando Callie depois de ter passado o episódio inteiro sendo tratada como viúva da forma mais cara de pau possível, chegou em casa e vimos que Arizona não havia sido excluída do mapa americano ainda, ao contrário do que tudo indicava até então e com o detalhe de que agora ela teve sua perna amputada pela própria esposa. Sim, eu não estou exagerando meu caro leitor, eu disse mesmo amputada e disse também pela própria esposa, nessa ordem, com close no corte feito no truque e tudo mais. Sério. E Callie sensível como nunca, gritando para ela levantar da cama? Dafuck? Nesse momento eu finalmente cheguei a conclusão: perdemos Grey’s Anatomy.

Não que esse detalhe não tenha acarretado uma carga dramática para a série, mas precisava mesmo? Como se o acidente já não tivesse sido lame o suficiente, como se eles todos já não estivessem reagindo muito bem para quem ficou dias na selva (1 semana se eu não me engano, sem ajuda, com uma irmã morta ali no canto, ferimentos sérios em quase todos eles e um único fósforo), isso tudo sem um revisita a aquele cenário (que eu aposto que ainda vai acontecer em flashs ou em um episódio qualquer dedicado as vítimas da parte traseira do avião… rs), ainda precisamos ter que lidar com esse tipo de drama barato daqui para frente?

Sinceramente? Achei que Shonda escolheu dar atenção para o drama errado e para os personagens errados daqui para frente. Se todo mundo tivesse ficado traumatizado pela queda, com diferentes níveis de depressão ou trauma, alguns não quisessem nem saber de voltar ao trabalho, outros pensando que poderiam ter sido eles naquele acidente (Karev), alguns voando como se não houvesse amanhã, tentando cair de avião novamente na ilha (rs), talvez por um caminho mais ou menos como esse (ou qualquer outro, porque Shonda é muito bem paga para escrever muito melhor do que qualquer uma das minhas ideias), a gente até conseguísse encarar esse retorno da série com mais dignidade apesar de tudo, mas da forma como ele aconteceu, realmente não dá.

Talvez também essa fosse a hora  perfeita de reconhecer que errou, que perdeu o limite e se Shonda tivesse dito nessa premiere que tudo não passou de um sonho, eu juro que não teria acha ruim. Disse inclusive isso para ela no Twitter, rs.

Honestamente, apesar de todo o clima do episódio, eu só consegui me emocionar verdadeiramente em dois momentos, com o Chief narrando o procedimento enquanto desligava os aparelhos, lembrando a Callie e o Derek que naquele momento, eles estavam ali como pessoas comuns e não médicos (suck it Callie!) e com o Avery (personagem por quem eu nunca me importei muito, pasmem!) se despedindo do Mark de forma muito mais adequada do que qualquer um deles que passaram muito mais tempo ao seu lado ao longo dos anos.

E realmente a minha sensação durante toda essa premiere de Grey’s Anatomy foi a de que nós enquanto audiência estávamos naquele momento fazendo as vezes dos médicos durante o episódio, observando algo que nós gostamos tanto um dia, ir perdendo totalmente a sua força e morrendo ao poucos. E ver uma série como Grey’s Anatomy morrer assim é extremamente triste porém, a essa altura, já me parece ser inevitável.

 

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A despedida de The Office + a nova temporada de Parks And Recreation

Setembro 20, 2012

Não tem como negar que The Office foi a série que mais nos divertiu nos último anos no ambiente de  trabalho, não é verdade?

E esse vídeo da NBC é sensacional e reúne alguns dos ótimos momentos da série ao longo das suas outras oito temporadas até agora.

E hoje The Office retorna na America antiga para a sua última temporada (Seas0n 9), a farewell season. (e aqui tem o promo)

Ansiosos?

E a outra série que volta hoje é Parks And Recreation para a sua Season 5, onde ao que tudo indica, teremos a participação de um outra locação além da adorável Pawnee.

Ansisosos²?

ps: mais aguardada do que o final do nosso “invernão” de 47º, a Fall season oficialmente chegou! Yei!

 

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“Tudo não passou de um sonho”

Agosto 24, 2012

Frase que seria a melhor forma de começar a Season 9 de Grey’s Anatomy (que foi exatamente o que eu falei “pessoalmente” para a Shondra no Twitter, rs), que retorna dia 27/09.

Eu acharia corajoso assumir o erro que foi aquele final da Season 8. (não gosto nem de lembrar, ainda mais com uma temporada tão boa como estava aquela)

Ou acordamos em Lost, para que sua Season 6 inteira seja reescrita. Esse que é o meu sonho televisivo. (poderiam recomeçar desde a Season 5 na verdade)

Ansiosos? Eu perdi a vontade… mas vou ver com atraso, em sinal de protesto, claro. (rs)

 

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The Office, uma série que continua bem constante

Maio 31, 2012

Quando Michael Scott anunciou a sua demissão em The Office perto do final da temporada anterior, muita gente chegou a ficar preocupada com o futuro da série, que nesse momento perderia o seu lider. Por esse motivo, a Season 8 de The Office já começou meio que na incerteza se eles iriam ou não conseguir tocar a série adiante, mesmo sem o peso do nome do Steve Carell figurando no elenco. E apesar da enorme falta que sentimos do Michael Scott (♥) e digo isso enquanto personagem isolado e não a sua falta para a história em si,  não é que eles conseguiram se manter muito bem, mesmo com a sua saída?

Crédito mais do que merecido para todo o elenco da série, que é realmente muito bom e quando requisitados, todos comparecem da melhor forma possível, a ponto de fazer com que a saída do grande chefe a frente daquele escritório por tanto tempo, nem fosse um grande problema para a série, como se imaginava. Claro que o tipo de humor acabou mudando com a perda do Steve Carell, mas nada que conseguisse atrapalhar o ritmo ou o formato de The Office, que apesar de algumas inevitáveis mudanças após a baixa, para a nossa surpresa até que continuou bem bacana durante toda a sua Season 8, firmando-se mais uma vez como uma série constante.

E assumindo a nova posição tivemos o Andy, que não poderia ter sido uma opção melhor para o cargo de novo chefe. Ele que sempre foi uma espécie de “Segundo Michael Scott” desde que apareceu na série, coube perfeitamente no cargo de líder do grupo, trazendo com ele uma dose extra de foufurice. No começo da temporada eles até começaram a apelar para resoluções mais foufas em relação a aceitação do grupo com o novo chefe, terminando os episódios com uma narrativa digamos assim, mais “Modern Family”, o que também acabou funcionando muito bem e é uma pena que mais para o final, esse tipo de “carinho” tenha ficado um pouco de lado para o desenrolar da história.

Digo isso porque todos eles me pareceram um tanto quanto “frios” em relação a perda da posição de gerente do Andy perto do final da temporada, o que não combinava em nada com todo o apoio que eles acabaram dando para o personagem logo no início (coisa que com o Michael, eles pouco faziam questão de demonstrar…). Algo que poderia ser justificado no medo de acabar perdendo o emprego por conta de um CEO dos mais alienados ever: Robert California.

Sinceramente, eu nunca gostei do personagem e isso desde a sua entrevista no episódio recheado de participações especias que encerrou a Season 7 e que teve até o Jim Carrey no meio de tantos nomes conhecidos que haviam chegado para “disputar” a vaga de novo chefe. Não achei que ele foi uma boa escolha no final das contas e o seu personagem me pareceu sem apelo nenhum por muito tempo, exceto pelo episódio com a pool party na sua própria casa, onde em um momento raro durante toda essa temporada, eu cheguei a achá-lo pelo menos aceitável (e a dupla Ryan + Gabe tmbm esteve bem boa durante esse ep). Aliás, um dos melhores episódios dessa Season 8 (8×12 Pool Party). Salvo um outro momento, como a participação espcial da sua mulher, causando uma total confusão na cabeça do Andy, o colocando no meio do fogo cruzado do casal, eu não consigo me lembrar de um outro bom momento para o novo personagem, que ao que tudo indica, ao final dessa temporada acabou ganhando a sua passagem só de ida para algum lugar que esperamos ser bem longe de Scranton.

Andy, apesar de ter que apelar para uma tattoo na bunda para conseguir garantir algum entusiasmo dentro daquele escritório, conseguiu sustentar muito bem a posição de novo chefe, apesar de ficar sempre bem claro o quanto ele (assim como o Michael Scott) não fazia muita ideia de quais eram as suas verdadeiras obrigações dentro daquela empresa. Lembrando que enquanto vendedor, Andy também nunca foi um dos melhores funcionários, rs. Para ele também sobrou a história mal resolvida com a Erin, que chegou a ficar bastante incomodada com a nova namorada do seu agora chefe e anteriormente ex, tendo um surto super divertido no episódio de Natal dessa temporada.

E se tem uma coisa que The Office consegue resolver muito bem, essa é a questão dos casais na série. Jim + Pam = perfeitos, Dwight + Angela = o casal passivo agressivo mais adorável de Scranton, Michael + Jan = o casal mais improvável do universo (até hoje não esqueço do episódio na casa deles, rs), Michael + Holly = perfect match! Por isso, a relação entre Erin + Andy não poderia ser diferente, do tipo adorável, onde mais uma vez eles conseguiram reunir personagens perfeitos um para o outro para unirem suas histórias. AMO a ingenuidade da Erin, AMO!

Depois tivemos a viagem de parte do grupo, onde no final do trabalho, Erin resolveu ficar na nova cidade apenas para não ter que encarar o Andy com a sua nova namorada. E a forma como ele foi buscá-la, chegando a conclusão de que aquela era a mulher da sua vida, foi super foufa também, onde para isso ele teve que fingir ser gay por um tempo para a sua atual namorada, algo que nem chegou a chocar os amigos da moça que mantinham uma certa desconfiança sobre o Andy (rs), além desse plot ter lhe custado a perda do seu cargo para Nellie.

Ela que foi mais uma das novas aquisições para a série e nesse caso, bem mais acertada do que a anterior com o Robert California. Apesar de um tanto quanto irritante, principalmente no começo, não tem como negar que a personagem acabou combinando muito bem dentro daquele cenário recheado das figuras mais esquisitas possíveis, o que também contando com o enorme carisma da atriz Catherine Tate, acabou colaborando para que a sua personagem conseguisse até ganhar alguma importância para a série. Sinceramente, eu não vejo mais nenhum mal com a Nellie ficando no escritório para a próxima temporada, ainda mais ocupando um cargo que nem existe e que nem ela nem o Andy tem muita certeza de qual será.  Nesse caso, acho até que ganhamos uma boa aquisição. (ela que em Doctor Who foi uma das melhores companions EVA e eu aguardo ansiosamente por uma referência qualquer em The Office)

Mas vamos combinar que não é de hoje que The Office vem operando milagre na TV. A série gira praticamente no mesmo cenário o tempo todo e mesmo assim eles conseguem tirar situações bem engraçadas de todos aqueles personagens o tempo todo. Nada extremamente genial, com um tipo de humor mais do cotidiano mesmo, onde com certeza eu ou vc já passamos por alguma situação parecida em nossos ambientes de trabalho. Uma tarefa que não deve ser nada fácil, ainda mais se considerarmos o espaço físico limitado, com tudo girando sempre dentro daquele escritório e o elenco que não é assim um casting magia que já se garanta como atrativo apenas por suas fotos promocionais. (exceto pelo Jim = Perfect Match!= Höy!)

Provavelmente reconhecendo suas limitações, tive a impressão que durante essa temporada eles circularam muito mais em outros ambientes, todos juntos (quase sempre, pelo menos), o que nem sempre acontecia se vc pensar no passado da série e durante uma boa parte dessa temporada, eles acabaram circulando em outros cenários, o que apesar de AMAR tudo que acontece dentro daquele escritório, acabou também sendo um ganho para essa nova temporada, que precisava de uma movimentação maior já que havia perdido um grande nome em seu elenco e não se sabia ainda quais seriam as consequências que essa baixa poderia acabar causando para a série.

Mesmo assim, eles conseguiram durante essas oito temporadas até agora (já tendo uma Season 9 completa como certa e com os contratos todos em dia), manter uma certa constante em quase todos os seus episódios, que quando não são muito engraçados, passam pelo menos na média com folga. E isso sem apelar, mantendo um nível de humor simples e inteligente ao mesmo tempo, mesmo quando bem escrachado. E esse eu considero um grande mérito de The Office, onde por tantos anos, eles vem conseguindo se manter em um padrão e por isso considero a série como uma série bem constante.

Além do episódio na casa do Robert California, outro dos que eu mais gostei durante essa Season 8 foi a visita de todos do escritório a fazenda do Dwight (8×04 Garden Party) com a festa no jardim promovida pelo Andy, onde ganhamos uma série de situações divertidíssimas naquele cenário que é sempre muito engraçado (além de assutador de vez em quando… vcs lembram da visita do Jim + Pam na fazenda em outras circunstancias? BOO). Outro que eu achei sensacional foi aquele em que eles tiveram que montar a loja modelo para o lançamento do tablet triangular (8×17 Test the Store – genial!) com o Jim virando o mestre de cerimônias no lugar do Ryan (que amarelou na última hora) e perdendo o posto logo em seguida, virando apenas o moço da placa e do tipo sem o menor talento para tal, sendo humilhado pela concorrência, rs.

Falando em Jim, para ele sobrou até uma megabitch que se jogou para cima dele sem a menor vergonha, mesmo sabendo de sua condição de homem casadíssimo. Que mulherzinha mais detestável, hein? Mas para a nossa total satisfação, Jim acabou sendo o Jim e no final das contas, tudo deu bem certo e ele acabou colocando a megabitch no seu devido lugar da melhor forma possível e para isso, ainda contou com uma mãozinha do Dwight, que foi mais do que especial.

Tivemos também aquela excelente competição no bar gay (8×11 Trivia), que foi outro dos pontos altos da temporada, com o grupo dos menos favorecidos intelectualmente roubando a cena, para a total surpresa de todos. Outro momento que eu achei super simples e ainda assim sensacional, foi quando o Jim resolveu mentir para faltar por uma semana no trabalho (8×13 Jury Duty) e  quando a mentira veio a tona, acabou ganhando todo mundo contra ele. Isso até todos ouvirem o choro dos seus dois filhos pequenos e acabarem entendendo exatamente o porque de toda aquela farsa.

Outro plot que eu achei bem bom durante esse mesmo episódio foi o nascimento do bebê da Angela, ela que não perdia a chance de humilhar a Pam por ter ganhado muito menos peso durante a gravidez (e a Jenna Fischer estava grávida de verdade nesse período), tendo um bebê que mais parecia uma criança de 6 meses de tão enorme e a desconfiança sobre a sua paternidade por conta do Dwight também foi sensacional (e o que foi o Senador se jogando para cima do Oscar? Go Oscar!). O que de certa forma é até uma pena a essa altura, porque dizem que o ator Rainn Wilson irá ganhar o seu spin-off em 2013 e eu não sei muito bem como essa história pode ficar no futuro. (mas suspeito que eles tenham pelo menos a intenção de chegar até a Season 10…)

Outra baixa que tivemos no elenco foi a Mindy Kaling, que deve deixar a  série (lembrando que ela é uma das produtoras e roteirista de The Office) para se dedicar ao seu novo projeto, o qual nós já falamos aqui. Mas que foi bem divertido ver o total desespero do Ryan ao perceber que Kelly estava se apaixonando por outro, isso foi. O que foi ele chegando vestido de indiano em cima daquele cavalo no estacionamento do escritório? E a minha alma feminista agradece que a Kelly tenha ganhado alguma dignidade durante esse final de temporada, mesmo que ela tenha durado dois segundos. (mas sempre amei ela grudenta para cima do Ryan o tempo todo também)

Nesse caso, fiquei até esperando ansiosíssimo por uma despedida dos dois atores (Rainn + Mindy), o que acabou não acontecendo nesse episódio final, que nem teve muito cara de season finale na verdade, apesar das suas resoluções para a história, com o Andy recuperando a sua posição no escritório, onde ganhamos o David Wallace de volta e aproveitamos para nos despedir sem a menor saudade do Robert California. Fiquei até esperando na semana seguinte por mais um, na esperança de ver alguma despedida ou algo do tipo, mas parece que isso vai ficar mesmo para depois. (ainda mais que na TV, tudo é tão incerto, que ninguém vai abandonar um projeto de sucesso por um ouro que pode ser cancelado ainda no piloto)

E apesar da grande perda, podemos dizer que mesmo com alguns tropeços e toda a sua movimentação, The Office continuou sendo uma série constante por mais essa temporada e assim espero que continue por sua Season 9, quando chegar a hora de bater o ponto novamente.

Estrela merecida

Setembro 22, 2011

Foufos mil o Jon Cryer acompanhado do seu filho de mentirinha Angus T. Jones e amigo, rs (AMO quando o EGO não sabe o nome da pessoa e coloca “amigo” na legenda), no dia em que o ator ganhou a sua estrela na calçada da fama.

Super merecida. Clap Clap Clap!

Ashton Kutcher mostrando todo o seu talento (NOT) na estréia do novo Two And A Half Men

Setembro 21, 2011

Claro que todo mundo estava mega ansioso para essa estréia da Season 9 de Two And A Half Men, por pura curiosidade acima de qualquer outra coisa.

E o Ashton entrou em cena molhado e saiu pelado, revelando todo o seu talento como ator. NOT! Mas quer saber? Entre um shirtless do Charlie Sheen (Ew) e um shirtless do Ashton, todas sabem qual é a preferência mundial neam?

E dizem que além de muito rico, o seu personagem também tem alguma semelhança com um elefante. Höy!

Não foi excelente, não foi surpreendente, não foi nem boa na verdade, mas foi uma estréia ok para essa nova fase de Two And A Half Men. Tivemos também um momento bem foufo do Alan se despedindo do irmão.

Agora, se os grandes números vão continuar para os próximos episódios da temporada? Eu duvido. Acho que pelo menos mais uns 2 ou 3 eps serão mega assistidos, novamente por curisosidade e os demais, todas vão esperar para ver depois…pelo menos esse é o meu plano.

ps: fikdik para a Colcci explorar mais o grande talento (NOT) do Ashton na próxima temporada da SPFW. E dai se for inverno?


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