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Glee-ality

Agosto 16, 2012

Encerramos essa segunda temporada de The Glee Project com um lindo baile de formatura, seguindo os próprios rumos da série que encerrou recentemente a sua Season 3 da mesma forma e que é de onde o reality é um derivado, em uma noite onde finalmente ficamnos sabendo quem foi escolhido para ser rei ou rainha do baile e agora, depois de passar novamente por essa experiência deliciosa que é assistir TGP, já podemos dizer que estamos todos devidamente graduados. Mas será que tivemos um resultado feliz?…

Nessa temporada tivemos os temas Individuality, Dance-ability, Vulnerability, Sexuality, Adaptability, Fearlessness, Theatricality, Tenacity, Romanticality e Actability, dez etapas que nos trouxeram aquela sensação que a gente AMA sentir enquanto assistimos TGP, onde nos envolvemos com seus personagens, que nada mais são do que pessoas talentosas porém normais, algumas com histórias mais interessantes, outros nem tanto, mas com todos eles dividindo algo em comum que é o sonho de fazer parte de Glee. Torcemos por eles, sofremos, ficamos com os corações apertados ou vibramos como se não houvesse amanhã quando alguns deles foram eliminados, tudo isso para chegar em Glee-ality (2×11) que finalmente escolheria um único nome entre os três concorrentes que sairia como o grande e único vencedor da Season 2 The Glee Project. (e nós esperamos que a série dure por muito mais tempo, assim ganhamos mais edições do programa. Tipo promoção, leve 2 pague 1, rs)

Claro que novamente tivemos uma excelente temporada, não só por tudo que nós já conhecemos e AMAMOS do melhor reality dos últimos tempos e sim porque tivemos ótimos candidatos para torcer durante essa Season 2. Ótimos, não muitos. Começamos com 14 competidores, um número maior do que a temporada anterior, o que já indicava que essa Season 2 seria diferente, mais numerosa, além do detalhe que eles faziam questão de reforçar a todo momento de que dessa vez, apenas um deles seria escolhido como vencedor. DRA-MA. Ou seja, quanto mais participantes, mais duraria o nosso sofrimento.

Sofremos quando vimos a Dani sendo eliminada ainda tão cedo na competição, achamos justo quando finalmente chegou a hora do Tyler dizer adeus por falta de talento e muito justa também foi a eliminação do Mario, que tinha um ego enorme, que ainda precisa ser trabalhado. Depois disso voltamos a sofrer quando ficamos viúvos do Charlie, que até agora a gente não conseguiu entender o porque dele ter sido eliminado tão cedo, ainda mais com todo aquele talento (tem como esquecer a sua versão de “Fix You” do Coldplay?) e carisma que poderia ter facilmente o levado até a final. Depois tivemos uma sequência de dar sono, que foi o combo Nellie (ZzZZZ) e a dupla Abraham e Shanna, que poderiam ter saído de uma forma melhor (de preferência todos juntos e de mãos dadas, rs), sem apelar por puro desespero na reta final e ter amargado aquela vergonha que nós bem vimos. (a dele então, foi bem pior do que a participação fantasma dela…BOO!)

Até chegarmos a eliminação mais sofrida de todas, porque foi covarde e não nos deixou digerir direito nossas emoções, com o nosso grito de #FORALILY (ela que foi o “projeto de megabitch” da vez e que acabou nem dando muito certo até mesmo por esse lado) ficando preso na garganta porque quando o nosso maior sonho dessa temporada finalmente havia se tornando realidade, junto com ele chegava o pesadelo, com a eliminação do Michael, que sempre foi um foufo (meu preferido ao lado do Charlie entre os meninos) e mesmo assim prejudicadíssimo pela Nikki no estúdio semana pós semana (que essa sim foi a grande vilã da temporada) e que no momento onde ele conseguiu ganhar algum destaque e entregar um excelente trabalho com a sua performance, acabou sendo também a sua despedida. Uma eliminação parte injusta (Michael) e parte justíssima, com a Lily finalmente deixando a competição, não como a gente sonhava, mas que pelo menos aconteceu. Ufa! (foi difícil…)

Mas aí chegamos a final, com Blake, Ali e Aylinda, nessa ordem no palco, tensos e aguardando a decisão final do Ryan Murphy, que estava visivelmente confuso nessa reta final e parecia mesmo não saber o que fazer. Mas espera ai, isso até a gente descobrir o resultado juntamente com a sua justificativa, que foi quando acabamos entendendo que na verdade, tudo aquilo parecia estar muito mais do que programado para acontecer e talvez o próprio Ryan Murphy esteja se revelando como um bom ator. Mas depois eu explico esse plot…

Como convidado da semana, tivemos ele que na minha opinião sempre foi a grande estrela de Glee: Chris ♥ Colfer. Awnnn! (#SÓAMOR)

SIM! Kurt finalmente apareceu em TGP e é claro que foi uma total comoção entre o grupo inteiro, que dessa vez estava todo reunido novamente (exceto pela participante que pediu para sair, que eu não lembro mais o nome porque não gosto de gente fraca que acaba desistindo e ocupando por 5 min uma vaga que poderia ser de outro) e como já era de se esperar, foi lindo o reencontro de todos eles e o Charlê então, estava que era pura ansiedade no corpo todo.  E vamos lá, com a sua participação tivemos o primeiro “confirmou” da noite. Adivinha só qual foi a música que eles escolheram para o homework da semana? “You can’t stop the beat” do musical “Hairspray”, que eu disse em um dos meus últimos posts que seria o musical ideal para a Lily, que parecia saber interpretar um único papel, que seria o pepel principal desse musical. Ou seja: CONFIRMOU (assisti o ep live e antes de começar o programa estava até passando “Hairspray” no Oxigen, tsá?)

E é claro que o Kurt foi aquele foufo de sempre, com uma cara linda e uma postura que a gente sente vontade de abraçar como se não houvesse amanhã. Nesse momento, descobrimos que ele havia feito teste para entrar em Glee para o papel do Artie (eu pelo menos não sabia disso) e que acabou não se saindo muito bem no tal teste para o papel. Mas o Robert se apaixonou tanto por ele (sempre o Robert neam? O papai Smurf do programa, rs), que levou o assunto para o Ryan Murphy que ao conhecê-lo também se apaixonou e acabou criando o personagem ideal para o ator. Sério. #TEMCOMONAOAMAR? Kurt ainda encerrou a sua participação em TGP dando de presente a vitória do último homework para os três, o que naquela reta final não poderia ser diferente para não ser injusto. (mas o que foi o sapateado frenético do Blake durante essa performance, hein?)

Depois disso tivemos uma série de despedidas. Primeiro com o Zach, sempre um foufo que transpira corações cintilantes com glíter, pedindo um último abraço do grupo, mas não sem antes dar um daqueles seus xoxos que a gente tanto AMA desde sempre. E o que eu mais gosto no Zach (passei a gostar bem mais nessa temporada) é a forma verdadeira que ele tem de se expressar. Tudo bem que as vezes não precisa de muito para deixar o coreógrafo com os olhos cheios de lágrimas nas apresentações finais, mas ele representa um pouco de cada um de nós que AMAMOS o programa e é o único que se expressa da mesma fora que a gente se expressaria. Achei bem bacana que nessa final eles deixaram os microfones mais abertos em momentos aleatórios, onde em um deles, após as apresentações dos finalistas e apenas entre a equipe que faz a série, a gente pode ouvir o Zach dando a sua opinião sincera sobre cada um deles, se sentindo culpado em favorecer apenas esse ou aquele e dizendo um “Eu odeio isso” bem baixinho e de uma forma que me parecia ser bem honesta. Sem contar como ele se manisfestava ao final da apresentação de cada um deles nesse episódio, sempre com um gritinho daqueles que só ele consegue dar (Michael também já estava alcançando o tom, rs) e um autoabraço. #TEMCOMONAOAMAR

Com a coreografia já ensaiada, era hora de enfrentar pela última vez o calabouço da bruxa má dessa edição, Nikki, a miss Harmonia (rs), que roubou inclusive o papel da Lily de grande vilã da temporada (sorry Lily, mas vc perdeu até nisso…), ela que escolheu muito bem suas vítimas durante essa Season 2 sendo bem impiedosa e acabou as perseguindo até o final (Mario + Abraham + Michael foram os mais evidentes para mim). E até quando ela se sentia culpada, era possível enxergar logo em seguida todo a sua megabitchness, que durante essa temporada esteve presente em níveis altíssimos. Claro que com uma pessoa não tão legal como os outros dois, a despedida aconteceria de forma mais morna e bem da sem graça, praticamente tão sem emoção quanto o assistente que fica ao seu lado no estúdio. Tenha uma boa hora Nikki, mas ainda sonhamos com a sua própria eliminação em TGP

A terceira etapa dessa despedida ficou por conta do diretor Erik White, que dessa vez trouxe a proposta de uma baile de formatura para encerrar essa temporada de TGP. E não disse que a Ali estava com cara de rainha do baile na preview do ep anterior? E esse foi o segundo CONFIRMOU da noite. PÁ! (não costumo ver o vídeo que sempre sai na semana que antecede o episódio, então pra mim foi tudo surpresa) Todo estavam lindos, especialmente as meninas. Ali estava maravileeeandra, pronta para ser coroada como a rainha do baile, assim como Aylinda, que estava que era pura magia no vídeo. Uma despedida que novamente contou com os demais participantes além de um elemento surpresa que chegou para o final da festa: Damian! (♥)

SIM! O vencedor da temporada anterior (um deles vai, sorry Samuel e Unique… – para aquela outra eu não vou pedir não, rs) finalmente também apareceu para apoiar os candidatos naquele momento de tensão que ele como ninguém conhecia muito bem e também estava o mesmo foufo irlandês de sempre. E aquele sotaque? Höy! Foufo, mas sem um grande destaque, sejamos sinceros também, vai?

Confesso para vcs que nesse reencontro de todos eles no episódio final, estava bem ansioso para o retorno de Charlê, de quem nos despedimos precocemente no programa e ficamos morrendo de saudades. Mas além da sua visível tensão e ansiedade nesse episódio final, ele acabou ficando meio que apagadinho, sem aquele destaque que a gente estava esperando que acontecesse. Agora, quem praticamente roubou a cena foi o Michael (♥), que esteve impagável nesse final, super participativo em diversos momentos, inclusive no vídeo (aliás, ele foi ótimo no vídeo, hein?) e além disso com caras e bocas deliciosas enquanto torcida para os três finalistas. Não sei se é a minha predileção falando mais alto nesse momento, mas eu só enxergava o Michael no meio de todos eles, gritando “We love you” para a Ali ao final da sua performance, dando uma força no olhar caprichado de bromance para a apresentação do Blake e vibrando com o groove da música da Aylin. Michael estava UNFIRAH e aposto que alguém deve ter se arrependido de tê-lo desperdiçado… (sim, estou falando com vc, uncle Ryan. E suck it, Nikki!)

Bom, aí tivemos o momento do tudo ou nada, da última performance individual de cada um deles, dessa vez diante de todos os ex participantes, mais boa parte dos convidados dessa temporada (inclusive o Damian), além do mesmo roteirista da outra vez e os jurados de sempre.

Vou ter que ser sincero em reconhecer que todos eles foram bons, mas apenas um conseguiu entregar uma performance excelente, que realmente foi a melhor da noite se comparada as outras duas. Feito que ficou por conta da Ali ao som de “Popular” de outro musical que nós e eles também AMAM, que é “Wicked”. Sério, Ali estava no seu melhor momento, fazendo uma performance bem digna de Broadway, que talvez tenha sido o elemento que a fez saltar nos nossos olhos naquela noite. E foi lindo vê-la dominando o palco com a sua cadeira e ao final agradecendo o Ryan Murphy pela oportunidade, que para ela foi um grande desafio ter que se adaptar em vários sentidos para ter permanecido na competição até o final. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

O segundo a se apresentar foi Blake e eu poderia repetir tudo o que eu já disse a seu respeito sobre qualquer uma de suas apresentações, inclusive essa. Corretinha, bem cantada (na verdade, achei a voz dele linda nessa música), bem representada (a letra de “I’ll Be”  de Edwin McCain super ajudou também), mas novamente foi só o que eu consegui enxergar. Isso, até que em seu discurso após a sua performance, Blake tirou da manga a sua cartada final em forma de um poema, onde em palavras simples porém cheias de emoção e com um certo humor delicioso, ele acabou mostrando para todos que ali estavam presentes naquela noite, o que é que ele tinha a mais e que muita gente poderia não ter visto (apontando o dedo para a minha própria cara e dizendo #INYOURFACE). Um texto lindo, preciso, quase inocente, mas que finalmente acabou nos mostrando quem o Blake era de verdade e que estava escondido atrás daquela aparência de boy magia, que era o que mais chamava a atenção nele desde o começo e a gente até achava que era tudo o que ele tinha para entregar. E é claro que como bom fã passional da série e do programa, eu acabei me rendendo as lágrimas, junto com alguns deles que estavam lá naquela hora, porque foi realmente um momento lindo, sem a menor dúvida.

Eu sei, eu sei que fiz um discurso recentemente dizendo o porque de dentre os três, Blake era o único que não deveria vencer essa temporada. Disse tudo isso mostrando o meu ponto de vista e ressaltando exatamente o que até o próprio Ryan Murphy ainda estava carente de ver do Blake e que ele mesmo chegou a pedir que o candidato mostrasse nessa final (uncle Ryan fez até uma piadinha antes do momento do poema, perguntando se o que ele tinha para mostrar que ainda não havia mostrado era o truque que o garoto fez com o microfone no começo da sua apresentação, rs) , que era um algo mais que realmente me convencesse que ele era de fato uma estrela. E foi nesse exato momento que o Blake me convenceu de que ele poderia sim ser o vencedor dessa edição de The Glee Project, mesmo sendo a escolha mais óbvia e o cara que parecia perfeito demais, porque ele tinha sim aquele algo mais que eu não consegui enxergar muito bem nos demais dez episódios mas que agora já estava mais do que claro, mesmo sendo ele um garoto normal, sem ser o personagem mais interessante de todos os remanescentes.

Na hora em que ele tirou o tal poema do bolso, eu fui logo pensando “perdeu” (fiz a mesma cara que o Michael nessa hora), claro e vai se juntar ao time dos que não precisavam ter saído desse jeito, junto com a Shanna e o Abraham. Mas pelo contrário, não sei se foi a Nikki que soprou que ele deveria fazer alguma coisa na hora do tudo ou nada e contratou um roteirista qualquer daqueles como freela para escrever o discurso (sim, sempre desconfio dessas coisas que surgem do nada) , ou se ele acabou recebendo uma luz divina naquele momento, mas fato é que Blake acabou falando a coisa certa na hora certa e com aquele seu poema ele deu três tapas na minha cara, com força e sem dó. PÁ! (embora eu ainda defenda o que disse, aceito os tapas Blake…)

Até que chegamos a Aylin, a minha grande favorita da noite e de todo o programa. Aylin já tinha uma grande vantagem na sua escolha de “Rolling In The Deep” da Adele, que é uma música conhecidíssima e que já traz uma emoção meio que naturalmente para todo mundo. E ela a executou lindamente, com aquela voz que a gente já havia gostado desde o começo do programa, que não parecia muito com a das demais candidatas. Mas uma coisa que eu esperei para falar sobre a Aylin para não prejudicá-la (sim, eu sou tendencioso e tenho os meus preferidos, me julguem!), é que ela precisa aprender urgentemente a respirar direito enquanto canta. E Aylin estava mesmo cansada como a gente já havia observado durante suas últimas apresentações, além de concentradíssima para não errar a letra da música (que ela saiu comemorando em mais um daqueles momentos de microfone aberto que eu mencionei antes) e talvez tenha se perdido ao não entregar a emoção que a música pedia. E dessa vez ela acabou também apenas entregando uma apresentação tão corretinha quanto a do Blake, só que no seu caso, sem poema.

Com as três apresentações já realizadas, chegava a hora dos comentários. Era notável que uma grande maioria ali presente estava a favor da Ali, isso contando entre a maioria dos roteiristas e os próprios atores, que votaram em grande número a favor da candidata, para desespero do Charlie, que parecia não estar acreditando no que estava vendo acontecer diante dos seus olhos. Blake não parecia ser o mais querido pelo atores e nem pelos ex participantes da competição, mas entre aqueles que realmente mandam e escrevem tudo aquilo (jurados e roteiristas), ele também era o preferido, com uma torcida menor do que a da Ali, mas com bem mais peso. E por último tivemos a manifestação do team Aylinda, esse bem menor até, que disseram que ela era o grande personagem que estava faltando em Glee (o que a gente sempre achou também), além de ter um voz sensacional!

Nessa hora, talvez Aylin tenha sido prejudicada pela ansiedade do Charlie, que não se conteve e precisou se manifestar naquele momento a favor da sua amada (o melhor era a cara do Abraham ao fundo não acreditando no que o Charlê estava tendo coragem de fazer sem sequer ter sido solicitado). E ok, nós amamos gente espontânea, heroica, que não tem medo de dizer o que pensa e tudo mais, mas digamos que Charlie não soube escolher as palavras certas para aquele momento, ainda mais começando o seu discurso de defesa da Aylin dizendo “tudo bem, ela não é a melhor atriz entre eles”, rs. Não precisava ter evidenciado esse detalhe, neam Charlie?

Mas quando chegou a hora de dar a palavra final, ficou mais do que claro que tudo aquilo já estava meio que planejado para aquele momento desde o começo, com uma declaração que o próprio Robert (se eu não me engano) deu durante o episódio 2×00 (se não foi ele, foi o próprio uncle Ryan), onde observamos um pouco da seleção dos 14 participantes dessa edição. Até aqui o placar era mais ou menos o seguinte: Ali era a melhor atriz, Blake era o novo Finn e Aylin era a melhor personagem pronta dentre todos os 14 deles. E nesse momento ganhamos o terceiro “confirmou” da noite, com o anúncio de que o Blake era o vencedor da segunda edição de The Glee Project. CONFIRMOU. (sem exclamação, porque embora merecido, foi visivelmente um momento meio assim)

Um final um tanto quanto óbvio, ainda mais depois que nós já havíamos ouvido que eles estavam mesmo a procura do novo Finn (e o Zach fez um comentário totalmente desnecessário sobre o Blake ser o novo Finn, só que com talento, rs) e por isso o Blake que já havia começado essa temporada com postura ideal para o rei do baile de formatura, só passou para pegar a sua coroa no final e saiu lindamente com o seu arco de sete episódios para a Season 4 de Glee, que estreia em Setembro. Tudo bem que eu teria ficado muito mais magoado se nesse momento final ele não tivesse me desarmado completamente com o seu poema de pouco minutos antes da decisão, mas é preciso reconhecer que além de uma ótima pessoa (não me esqueço dele aconselhando a Ali no ep do “Eye Of The Tiger” por exemplo) Blake estava mesmo preparado para ser o que Glee precisava naquele momento, segundo o próprio Ryan Murphy no seu discurso final. (que era o tal plot que eu mencionei no começo da review)

Mas talvez tivesse sido bem mais honesto ter feito um casting para um tipo específico já que essa era a necessidade desde o começo, do que nos enrolar com tantos personagens interessantíssimos e acabar escolhendo aquele que desde o começo já tinha cara de rei do baile. Por outro lado, o mundo não é feito apenas de minorias e como eles utilizaram bem menos a palavra “underdog” durante essa temporada, já era de se esperar no que eles estavam de olho dessa vez.

Tirando tudo isso, o fato de apenas um deles ter sido escolhido também foi um fator que acabou deixando essa finale bem menos emocionada (assistindo pela segunda vez foi melhor…). Eu pelo menos fiquei esperando por esse elemento surpresa, nem que fosse a eliminação/demissão da Nikki, mesmo sabendo que grávida daria processo trabalhista, rs. E mesmo amargando a derrota de todos os meus preferidos durante toda essa temporada em The Glee Ptoject, confesso que no final, nem acabei ficando tão decepcionado assim com a escolha que embora óbvia, me pareceu merecida sim. Ok Blake, faça um bom trabalho garoto. E corte esse cabelo, pelo amor de Edward Scissorhands. (e morda menos o lábio para parecer menos canastrão, pq com essa magia, vc nem precisa disso. Höy!)

E é isso, conversamos pencas sobre o nosso reality preferido durante toda essa temporada (o que é sempre uma delícia, por isso obrigado por não me deixarem aqui falando sozinho – ♥) e agora pela última vez, já podemos dizer que foi isso o que vcs perderam nessa semana final de T-H-E-G-L-E-E-P-R-O-J-E-C-T!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

A temporada com cara de despedida de Glee

Maio 29, 2012

Não adianta, toda série de sucesso que começa no High School acaba um dia tendo que enfrentar o momento inevitável da despedida da vida de colegial. Um momento que certamente não é fácil para ninguém devido a tantas incertezas do que ainda estaria por vir pela frente, mas que ainda assim não adianta nem tentar fugir e chega uma hora em que temos que encarar de uma vez por todas que chegou o momento de crescer e seguir em frente.

E com Glee não foi diferente e finalmente chegamos a esse momento que nunca é fácil, ainda mais quando temos que nos despedir de algo que nos apegamos tanto. E quando eu digo isso, muito mais do que os personagens em si, eu me refiro ao formato da série, que talvez não seja mais o mesmo daqui para frente, com parte do seu elenco seguindo suas vidas fora da escola e aos que sobraram, resta apenas mais um ano pela frente para alcançar o mesmo ponto em comum, abandonando de vez o colégio que sempre foi o cenário principal para o desenvolvimento dessa história. Por enquanto é tudo uma grande incerteza e ainda não sabemos o que irá acontecer durante a Season 4 de logo mais, mas que Glee fez a sua lição de casa direitinho e conseguiu nos emocionar na medida certa ao final de sua Season 3, isso acho que ninguém pode negar.

Logo de cara, eu já vou logo afirmando que eu ADORO Glee, e isso desde o começo, apesar de muitas vezes ter sido criticado até mesmo aqui no Guilt por admitir isso em público, rs. Tudo bem que esse sentimento não me deixa cego a ponto de não reconhecer que a série sempre teve algumas falhas notáveis em diversos aspectos, mas nada forte o suficiente que me fizesse desisitir de assistí-la. Vejo Glee como uma série que “sofre bullying” simplesmente por falar sobre o bullying tão abertamente (usando uma linguagem recheada de cretinices que bem poderia ser encarado como bullying), reunindo um time de underdogs não muito comum na TV. Em diversas outras séries sempre tivemos um “loser” aqui ou ali para cumprir a cota (rs), mas uma reunião com os tipos mais variados de pessoas que encaram algum tipo de dificuldade apenas pelo fato de serem diferentes por um motivo qualquer e isso me parece que não vimos antes, pelo menos não nessa mesma proporção.

Tudo bem que eu sempre me identifiquei com aquelas pessoas e talvez por isso a minha relação com a série sempre tenha sido tão próxima. Eu fui um daqueles adolescentes que não tinham paz no colégio, que não podia simplesmente andar pelos corredores sem ser perseguido apenas pelo fato de não combinar muito bem com a multidão. Uma pena não ter existido na minha escola um clube tão bacana, onde eu pudesse buscar refúgio… humpf! Mas posso dizer que eu me virei mesmo assim e hoje estou aqui, cantando e dançando ao som de  “I’m Still Standing” rs. Não que eu ache que vc tem que ser/ter sido um underdog para entender a série (que nem é tão complicada assim), mas certamente esse tipo de identificação imediata para alguns pode influenciar completamente a sua relação com Glee. Talvez por isso mesmo, aqueles que sempre se deram tão bem no High School, se sintam extremamente incomodados com o sucesso de uma série que coloca justamento o oposto em foco (não que todos que não gostam da série façam parte desse grupo ou que a série não tenha nenhum demérito). Pois bem, os tempos mudaram e chegou a hora de enxergar o “imperfeito”. Suck it!

E até por isso eu acho que a série vem sendo injustiçada ao longo dos anos. Tudo bem que Glee não é a série mais genial de todos os tempos, tudo bem também que poucas vezes eles conseguiram manter uma sequência de bons episódios e as indicações todas da série por sua decepcionante Season 2 não nos pareceram serem merecidas, mas eu realmente acho que a crítica vem levando Glee a sério demais, coisa que nem eles mesmo fazem, desde sempre. E esse tipo de humor capaz de rir das próprias falhas, dos próprios defeitos, eu só consigo enxergar como uma das maiores qualidades da série. (além da maioria das músicas que eles tocam a cada episódio, que eu acompanho performaticamente aqui em casa, claro! rs)

A Season 1 contava com o fator da novidade, uma série musical meio nerd, super bem humorada e com uma certa carga dramática até que importante para a sua proposta de dramédia e que  ainda nos apresentava aqueles personagens todos como adoráveis “perdedores”. Depois tivemos a Season 2, essa bem mais fraca, onde eles enfrentaram o dilema da segunda temporada e quase caíram no ponto comum das séries que perderam a mão em sua segunda chance de fazer bem feito. Já nessa Season 3, além do agravante dela talvez ser uma possível despedida para parte daqueles personagens, a essa altura já tão queridos de todos nós e até mesmo uma despedida de sua estrutura como conhecemos, a temporada ainda contava com um fator novo que chegou como um bônus, com a inclusão dos novos personagens saídos diretamente de The Glee Project, o reality que é um derivado de Glee e que nos fez passar todo o verão (deles) torcendo por boa parte de seus candidatos. Best reality EVA!

Sem contar que além de todos esses fatores a favor dessa terceira temporada, eles ainda estavam nos devendo uma recompensa em formato de vitória, onde não era possível acreditar que aquele clube encerraria a sua história amargando mais uma derrota. Queríamos ver todos eles no posto mais alto, finalmente saindo como vencedores pelo menos por uma vez, deixando aquela esperança de que tudo vai dar certo (apesar de não ter sido isso exatamente o que recebemos como resolução…) e isso ainda estava faltando.

Além desses detalhes todos, de tudo acabou acontecendo durante essa temporada, onde tivemos uma série de momentos mais do que importantes para a hisória. Tivemos a quebra dentro do próprio grupo, onde as meninas que se sentiam menos valorizadas ao longo desse anos acabaram formando um segundo clube, provocando uma ruptura na amizade dentro do próprio Glee Club. Depois tivemos o episódio da primeira vez de alguns deles, onde para a nossa surpresa, ganhamos um momento super foufo, dos mais bem cuidados da série até agora. Um episódio que acabou gerando todo um mimimi na sociedade careta americana, algo totalmente desnecessário, ainda mais para a forma até delicada com o assunto foi tratado dentro da série.

Nesse meio tempo a Santana ainda saiu do armário e assumiu o seu amor pela Britany, em outro momento super importante para a série, que acabou nos mostrando que nem sempre a nossa família está preparada para esse momento e nesse caso a decepção da personagem ficou por conta da sua abuela. Aos poucos também tivemos a entrada do elenco de The Glee Project, onde não tinha como não ficar mais animado a medida em que cada um daqueles quatro rostinhos vencedores acabaram entrando na série para receber seus respectivos prêmios.

Lindsay foi a primeira e chegou logo chutando a porta, deixando Kurt e Rachel completamente inseguros, mostrando com um talento invejável de onde vinha toda aquela força de megabitch que ela carregou durante todo o reality (o que também não justifica a sua postura para a vida…). Depois tivemos o Damian, aquele por quem a gente mais torceu durante todo o TGP. Tudo bem que nesse caso, o seu Rory acabou ficando meio apagadinho, sem muito destaque ou força, o que de certa forma me deixou bem surpreso, já que ele era declaradamente o meu preferido e foi o “grande vencedor” do reality. Mais tarde foi a vez do Samuel, que também chegou bem devagar mas que aos poucos, mesmo que apenas ao fundo, acabou conseguindo demonstrar um pouco mais da sua força diante das câmeras, muito mais do que o próprio Damian (sorry). Ele que ficou com a vaga do plot cristão que todo mundo sabe que seria o papel do Cameron, caso ele não tivesse desistido do reality (stupid!). Mas ainda vejo um futuro para o Samuel dentro da história…

Mas a surpresa maior ainda estaria por vir com a chegada do Alex, ou melhor, com a chegada dela: UNIQUE! Sério, eu torci tanto para esse moleque perder a competição fora da série, que eu nem me importava muito com a sua entrada. Até que ele me apareceu em uma mistura de Andre Leon Talley + Beyoncé + Dr Bailey (Grey’s) e roubou de vez o meu coração com o seu combo vestido de franja + peruca + salto alto. O que foram todas as suas performances? Clap Clap Clap! E com Unique eu acredito que o Ryan Murphy tenha criado um monstro, onde um arco de três episódios conforme prometido na final de TGP, jamais que seria o suficiente para a grandeza do personagem que ele acabou criando (com uma certa ajudinha do próximo Alex). Unique já prometeu até que talvez mude de escola e eu mal posso esperar para vê-la chegando com força no McKinley High na próxima temporada. Aliás, suspeito que os outros devam permanecer no elenco também… minhas dúvidas ficam por conta apenas do Damian e da Lindsay, ela que sumiu para nunca mais, neam?

O bacana foi que conforme prometido no próprio reality, o Ryan Murphy conseguiu entregar direitinho todos os plots que ele já havia imaginado como personagens para a série para os candidatos de TGP. Teve a Lindsay como uma clara ameaça para a Rachel, teve o plot cristão com o Samuel, teve também o estrangeiro que ninguém entende muito bem com o Damain e por último, o filho da mistura Kurt + Mercedes com a entrada do Alex. Tudo exatamente como o prometido.

E até da Sugar, personagem que me apareceu do nada e permaneceu na série sem muita função, eu acabei adorando e hoje já acho ótimo quando ela aparece sempre em um figurino mega elaborado no meio dos ensaios. Aliás, o seu plot no episódio de Valentine’s Day também foi bem bom e assim até ela ganhou a sua chance durante essa Season 3.

Ainda nessa temporada, tivemos outros momentos ótimos, como a Sue Sylvester ganhando a sua nova inimiga a altura, Roz, uma treinadora de polo aquático que conseguia manter o mesmo ritmo dos insultos já tão característicos da treinadora das Cheerios. Com a sua entrada, acabamos ganhando um novo cenário, a piscina do colégio, onde acabamos ganhando também um ótimo momento com aquele pedido de casamento do professor Schue e a sua Emma, a rainha dos panfletos (AMO as piadas escondidas nos panfletos da sala dela, AMO!).  E além da Sue, o próprio Glee Clube acabou conhecendo um novo vilão vindo diretamente da antiga escola do Blane + Kurt, ele que inclusive chegava para mexer um pouco na relação morna do casal.

E as participações especiais hein? Ricky Martin hipnotizando geral com o seu quadril frenéticos, LiLo e Perez Hilton (beija culega!) figurando no juri das Nationals e ninguém menos do que a Whoopi Goldberg, que me apareceu para julgar o talento do Kurt e da Rachel, na tão sonhada vaga que ambos disputavam para entrar na NYADA e quem sabe assim acabar ganhando a vaga na Broadway que eles vinham se preparando praticamente a vida toda. Mas nada justifica ela não ter cantado… só eu fiquei esperando um aquecimento ao som de “La la la la la la la la la”? Agora, quem realmente roubou a cena foi o Matt Boomer vivendo o irmão magia do Blane, que teve um dos plots mais divertidos da temporada com suas impagáveis aulas de interpretação. Outros convidados especiais da temporada foram os pais da Rachel, interpretados pelos atores  Jeff Goldblum e Brian Stokes, que apareceram pela primeira vez na série.

E no meio de tantas participações, também tivemos o episódio especialíssimo de Natal, que foi ótimo e ainda contou com a participação de ninguém menso do que o Chewbacca em pessoa. Howcoolisthat? Já para a próxima temporada, nomes como os de Sarah Jessica Parker e Kate Hudson já foram confirmados como as primeiras participações especiais. Animados?

Como retornos, ainda contamos com a participação de Jesse St. James, que voltava para ameaçar o New Directions com o seu ameaçador Vocal Adrenaline. Mas nada comparado com a volta do Karovski em um dos episódios mais corajosos da série, onde Glee mais uma vez nos surpreendeu durante essa temporada, conseguindo tratar muito bem um assunto tão sério quanto uma tentativa de suicídio. No meio disso tudo ainda tivemos tributos a Whitney e Michael, além de um episódio todo no fundamento Disco. Cool!

Agora, lá pela metade da temporada, ao som de “We Are Young” eles nos lembravam que apesar de tudo estar lindo e maravilhoso até então, o momento da despedida se aproximava e a partir disso, essa segunda metade da temporada e principalmente a sequência de episódios finais acabaram ganhando ainda mais força, trazendo uma carga emocional muito especial para a finalização dessa Season 3. E além disso, eles ainda serviram para quebrar uma maldição dentro do histórico de Glee, onde nunca antes havia acontecido uma sequência de tantos bons episódios assim de uma só vez.

Primeiro tivemos a formatura com o tema mais legal da face da terra: Dinossauros! Que como sempre, reuniu uma série de dramas e mimimis (que  por outro lado, contou também com o plot sensacional do drama do cabelo do Blaine. Euri), mas que ainda nos guardava um momento de pura foufurice para a nossa queridíssima Becky, que fica ainda mais imbatível com a sua voz de Rainha da Inglaterra  (AMO esse plot, AMO), ela que conseguiu realizar o seu sonho de ser a rainha do baile, em uma versão muito mais legal do que a “rainha do baile” de verdade. Aliás, preciso dizer que eu gosto muito da forma como a sua personagem é tratada dentro de Glee e acho importante que isso seja mostrado na TV. Mas devo confessar que apesar da minha enorme implicância de anos com a Rachel, ela estava maravileeeandra naquele vestido do baile (ZzzZz). Mas não acho que aquele momento dela finalmente ter sido coroada como rainha do baile tenha surtido o efeito que eles esperavam, porque apesar de também ser meio “loser”, Rachel sempre foi uma chata sem tamanho e essa sua característica sempre chamou mais atenção do que qualquer outra coisa.

Com parte da resolução dessa trilogia da série até agora, continuamos com a jornada do Glee Club para as Nationals, onde todo mundo já estava esperando um final feliz para aquela turma de underdogs, onde o elemento surpresa já não mais se fazia necessário. E assim finalmente tivemos essa vitória que eles estavam nos devendo (embora o setlist deles não tenha me agradado muito), apesar da concorrente Unique ter feito uma apresentação SENSACIONAL! Mas vamos reconhecer que em termos de movimentação no palco, coreô e fundamento, o nosso New Directions conseguiu mostrar que eles evoluíram muito no conjunto todo, fazendo por merecer o maior troféu da noite. Era visível no suor do Finn por exemplo, que todos eles naquele momento estavam dispostos a se dar ao máximo.

E mesmo com a sensação de já estar esperando pelo final feliz que só poderia acontecer naquela hora depois de toda essa trajetória, confesso que esse detalhe nem acabou prejudicando no quesito “surpresa” da história. Mas mesmo assim, eu acabei me emocionando muito mais mesmo com a recepção do Glee Club no colégio, onde todos eles chegaram timidamente, meio que com medo da reação dos colegas que os aguardavam em fila no corredor, mas que para a nossa surpresa, ao invés das já tradicionais slushies de sempre, eles carregavam uma chuva de papel picado para os agora vencedores da turma. Sério,#TEMCOMONAOAMAR? (chorei um monte nessa cena, confesso…)

Depois tivemos o momento tão esperado da Tina, que tudo que ela queria era algum destaque na série, algo que a essa altura já estava mais do que na hora de acontecer. Com isso ganhamos outro momento muito especial para a série, com a troca de identidades dos personagens, o que acabou nos levando para mais um dos momentos impagáveis da temporada com a Tina enxergando o mundo pelos olhos da Rachel e recebendo a notícia de que a sua vez ainda vai chegar. Acho até que esse momento com poderia ter durado mais hein? Um momento que chegou a ser especial até mesmo para a sua personagem, onde a Tina além de ter finalmente ganhado uma música (que era o seu sonho), ela ainda ganhou piadas ótimas em relação ao fato dela sempre ter sido a ignorada da turma por esses três anos.

Apesar de tudo isso ter me deixado bastante animado em relação a essa Season 3 de Glee, eu tenho que dizer que dois plots me incomodaram durante essa temporada. O primeiro com a história toda do mimimi do casamento adolescente entre o Finn e a Rachel, que além de absurdo para a idade dos dois (mas pensando bem e voltando a memória do meu próprio High School, sempre tem um neam?) que pra mim não funcionou nada bem, apesar de ter tido um desfecho até que “meio bacana”, digamos assim por enquanto. E o segundo plot que eu achei desnecessário foi a história toda da Quinn na cadeira de rodas (ZzzZz), que ao lado do Artie até que funcionou bem (e o que não funciona ao lado do Artie? ♥) mas eu também achei que acabou fincando um pouco demais quando ela fez todo aquele mimimi no dia da formatura, trazendo de volta parte da sua alma adormecida de megabitch. Mas talvez essa tenha sido a minha sensação porque na verdade eu nunca me importei com a dupla Faberry e não sinto a menor culpa em dizer isso. (sinto sono, serve?)

Até que chegamos ao episódio final da temporada, um momento mais do que especial para a série e que eles conseguiram realizar muito bem, tirando algumas decepções e tropeços no meio do caminho, mas que não chegaram a atrapalhar a emoção daquele momento tão importante.

Um episódio excelente, que consegui medir as emoções direitinho, colocando tudo no seu devido lugar para todos aqueles que diriam “adeus” a série, seja ele temporário ou não. Achei ótimo que essa despedida tenha sido vista a partir do ponto de vista de cada um dos personagens que estavam fazendo parte daquele momento, recheado de memórias dos primórdios da série, inclusive com o momento de confissão do professor Schue, que com sua alma de Ursinho Carinhoso, tinha que revelar para o Fynn que ele é quem tinha colocado dorgas no armário do aluno no passado, apenas para garantir um líder influenciável para o seu grupo. Finn que inclusive ficou sem um plot bom o suficiente para que a gente se importasse com ele nessa reta final, mas que ainda acabou ganhando um despedida linda vinda diretamente de uma das músicas dos remanescentes do Glee Club (só eu percebo a cara de inveja da Lea Michelle em momentos como esse? Seria isso apenas a minha implicância falando mais alto?). E como não se emocionar com o Kurt percebendo que a sua presença naquela escola, acabou abrindo portas e encorajando outras pessoas dentro daquele cenário um dia tão hostil? (♥)

Aliás, nada me emocionou mais do que a “despedida” do Kurt durante o episódio final da temporada, principalmente com a participação mais do que especial do seu pai Burt Hummel, encarando com muita coragem a coregografia de “Single Ladies”, um dos momentos clássicos do personagem do seu filho dentro dessa história. Sério, nessa hora parecia que eu estava vendo o meu próprio pai naquele momento (ele que nunca chegou a fazer nada parecido comigo, mas que sempre esteve por perto quando eu me arriscava em ser quem eu sou até hoje, sempre com uma cara de bobo que apesar de tudo, morria de orgulho da minha personalidade, sabe? Awnnn!), uma cena impossível de não se misturar o choro com uma gargalhada incontrolável. Aliás, acho que vale a pena dizer o quanto essa relação entre esse pai e esse filho foi importante para a série, onde apesar das gritantes diferenças, nenhuma outra relação familiar em Glee conseguiu nos emocionar daquela forma. Nesse caso, acho que fica uma boa lição para pais que passam pela mesma situação e que obviamente se sentem meio perdidos com o fundamento dos próprios filhos.

Acho até que o Kurt teve um importante papel dentro da série, representando muito bem uma camada da sociedade que sempre acaba sofrendo demais com o preconceito, inclusive dentro do seu prório “clã”. Gosto muito também da dignidade que foi emprestada ao personagem, onde apesar da pouca idade e de toda afetação deliciosa, ele sempre manteve uma postura mais “contida” em relação ao que se espera do estereotipo do comportamento de um personagem “gay”, por exemplo. Juro que se a sua trajetória dentro da série estivesse realmente acabado por aqui, eu estaria bastante satisfeito com o seu personagem, em todos os sentidos. Embora ficasse desolado com o encerramento das danças de ombrinho, que eu tenho quase certeza que eles copiaram de mim, rs. (quemnunca?)

Mas é claro que eu também me revoltei quando ele não conseguiu garantir a sua vaga na Broadway. Como assim Ryan Murphy? Logo o Kurt? Fiquei extremente decepcionado com o resultado da sua carta, ainda mais depois daquela performance super corajosa (e muito melhor do que a Celine Dion da Rachel, diga-se de passagem) usando uma calça apertadíssima e dourada na frente da Whoopi (visivelmente animado, rs), ela que estava a cara da sua personagem em “Ghost”, rs e ao som de “Not The Boy Next Door” (que eu ando cantando no chuveiro desde então). Mas ai eu lembrei da minha própria despedida do High School, onde o meu final feliz também não aconteceu tão imediatamente assim que eu sai do colégio (alguns plots inclusive não se revolveram até hoje, mesmo já estando até pós-graduado, humpf!) Logo, eu só posso dizer para o Kurt que tudo bem, it does get better! (a way better. Höy!)

Apesar de ser triste ver alguém por quem a gente torce não conseguir exatamente o que a gente gostaria, da forma como foi mostrada na série eu até achei que eles conseguiram uma saída “inteligente” para manter parte do elenco original por perto, apesar de não fazer muita ideia de como a próxima temporada irá funcionar e isso ser apenas uma especulação da minha parte. Nessa turma temos Kurt, Finn, que também não conseguiu exatamente o que ele gostaria e ganhou o plot preguiça do exército, trazendo de volta uma história que a gente pouco se importava e até não lembrava mais (eu nem lembrava…). Assim como a Santana, que encerrou a sua história de forma incerta ganhando uma bolada ao lado da sua mãe, Gloria Estefan, rs.

Do outro lado, alguns outros personagens parecem ter ganhado a sua verdadeira despedida da série e nesse time temos Puck, Mike Chang, Mercedes e a Quinn. Esses eu acredito nem ter mais o porque de voltar na próxima temporada, a não ser para uma participação especial esporádica em algum momento bem específico. Lembram dos rumores de quem sairia de Glee no futuro? Desconfio que essa seja a hora certa para que eles acabem se confirmando…

Mesmo não garantindo o final feliz que a gente esperava para alguns desses personagens e isso ter deixado um gostinho de decepção no ar durante o episódio, essa season finale de Glee acabou se tornando até mesmo mais madura, mostrando que nem sempre a vida segue da forma como a gente gostaria, aproximando cada vez mais a história da realidade. Se demorou três anos para aquele grupo de adolescentes ganhar algum reconhecimento enquanto um coral, seria um tanto quanto irreal mostrá-los ganhando um futuro já tão bem resolvido do alto da pouca idade de cada um de seus personagens seniores, por isso acho perdoável que essa reta final tenha sido dessa forma mais contida e pé no chão, mesmo tendo ela desagradado alguns.

E para a Rachel sobrou a tarefa de encerrar essa temporada de uma vez por todas (ZzzZz). Confesso que a minha dificuldade em gostar da personagem nem chegou a atrapalhar a emoção desse momento final, para a minha sorte. Cheguei a ficar morrendo de pena da forma como o Finn contou para ela que eles não iriam mais se casar e blah blah blah, o que para a última hora, eu achei que foi muita sacanagem, além de uma total falta de sensibilidade. Mas ok, acabou funcionando como elemento surpresa final para o episódio. Dentre todos eles, Rachel Berry foi a única que chegou bem perto do seu sonho, ganhando a sua viagem para NY e o primeiro passo para a sua tão sonhada carreira na Broadway, mesmo tendo decepcionado na sua audição para a NYADA anteriormente e ter implorado por uma segunda chance.

Nessa hora, antes da viagem até, ainda quando ela estava conformada em esperar um ano pelo Kurt (não senti muita confiança quando ele disse que não foi aceito… será?) e pelo Finn, para enfim seguir para NY, mesmo tendo sido a única aceita para a disputada vaga na NYADA, eu confesso que para o perfil que todos nós conhecemos durante esses anos todos da Rachel, ela acabou aceitando atrasar tudo aquilo até que fácil demais, ainda mais para um menina que viveu a sua vida toda até esse momento, em uma constante preparação para o seu grande sonho. Por isso eu acho que essa “desistência amigável” dela acabou não convencendo muito na hora em que a personagem pareceu estar disposta a desistir dos seus sonhos dessa forma tão simples. Sorry, mas não colou Rachel.

Mas foi bem bacana a cena de despedida da personagem, mesmo que tenha sido recheada de clichês por todos os lados. Só acho que se tivesse sido com o Kurt por exemplo, no meu caso teria surtido muito mais efeito. Mas ai é uma questão de preferência e por isso eu entendo que ela tenha sido uma personagem importante para a série e por isso ficou a seu cargo aquela despedida com cara de final feliz e com uma pontinha de esperança, com a menina da cidade pequena finalmente chegando a NY. Mas vou ter que confessar que se aquele tivesse sido a reta final para o seu personagem e fosse a sua despedida definitiva da série, eu teria ficado extremamente feliz. Radiante, na verdade. O que eu não acredito que venha a acontecer na próxima temporada, infelizmente e ainda acho que veremos muito das aventuras de Rachel Boring em NY. (ZzzZz)

Ao escrever essa review eu me dei conta de quantos momentos sensacionais que nós tivemos durante essa temporada, hein? Além de alguns deles que eu nem cheguei a mencionar (como o plot da violência doméstica com a coach Beiste), o que só nos leva a crer que realmente essa Season 3 de Glee foi mesmo bem boa e eu duvido que vc que permaneceu até aqui enquanto audiência, não vá voltar morrendo de saudade e curiosidade  para a premiere da próxima temporada, esperando para ver o que nos aguarda assim que a Fall Season começar. Para os que permaneceram até aqui, acho que no final das contas ganhamos uma boa trilogia para esses primeiros três anos de Glee.

Ainda bem que até a Season 4 começar, temos a Season 2 de The Glee Project para nos fazer companhia toda semana. E a estreia é dia 05/06, hein?

gLee

Renovou! Fringe garante a sua tão sonhada Season 5. Yei!

Abril 27, 2012

SIM, notícia mais do que boa de final de noite (que eu só li bem antes de dormir, portanto imaginem a felicidade dos meus sonhos essa noite!): a FOX acaba de renovar Fringe para a sua tão sonhada Season 5. Howcoolisthat?

Depois de muito se falar sobre o seu futuro incerto, Fringe finalmente ganhou a sua quinta e última temporada, que irá contar com mais 13 episódios para a conclusão dessa história sensacional! Dessa forma, a série vai conseguir encerrar a sua produção com um total de 100 episódios, algo mais do que merecido!

E o vídeo acima foi a forma do produtor da série Joel Wyman comemorar a renovação de Fringe, que não nos traz nada de novo, a não ser uma chamada para a Season 5, que estreia ainda esse ano, em Setembro. (sempre ele, rs)

Lembrando que o season finale da quarta temporada acontece no dia 11/05 (aposto que em homenagem ao meu niver no dia 14)

Felizes?

Eu estou que nem consigo me controlar. YEEEEEEIIIIIIIII!

ps: I Gene

ps2: e vcs acharam que Peter Pacey seria o header de Abril do Guilt à toa? Até parece… Confirmou! (rs)

A crise em família na Season 4 de Sons Of Anarchy

Dezembro 12, 2011

A essa altura, nós já superamos o fato de assistir a uma série de TV e acabar torcendo pelos criminosos, os bad guys da história (que apesar de bad, poderiam ser bem piores, fikdik). Já passamos por três temporadas. Já vimos Jax sofrer lendo o diário do seu pai no passado, ele que foi o fundador dos Sons. E ao mesmo tempo em que Jax descobria sobre as verdadeiras intenções e ideais do clube criado pelo seu pai, ele acabou vendo também que o sonho do seu velho estava ficando cada vez mais distante com os atuais rumos do clube. Já vimos eles declarando guerra, lutando com todas as gangues rivais, negros, arianos, mexicanos, irlandeses que se diziam irmãos e até mesmo com a política local. Já tivemos o sequestro do filho do Jax e com isso uma viagem de alguns episódios pela Irlanda, país onde o clube tem fortes ligações e negócios.

Depois disso tudo, tivemos aquele final sensacional da Season 3, cheio de surpresas, que ao meu ver foi o ápice da série, mesmo não sendo essa a melhor temporada de SOA. Os Sons enfrentando o seu pior inimigo até então, uma agente sem muitos escrúpulos, apenas preocupada em fazer seu nome na história da polícia. Com uma reviravolta surpreendente naquele final da temporada, tivemos uma parte importante do clube seguindo para a prisão, para cumprir uma pena que comparada aos crimes que eles cometem a cada episódio, sem contar os que já cometeram no passado, pode ser até considerada uma pena mais do que leve.

Alguns meses se passaram e finalmente eles se viram livres novamente, em uma passeata a caminho de Charming. Mas a cidade já não era mais a mesma. Com novas autoridades locais, uma nova administração (corrupta), novos obstáculos para que eles conseguissem seguir com os seus negócios acabaram surgindo. Além da quase concretização do maior pesadelo do clube, que viria a ser o progresso de Charming, com os Sons avistando um anúncio ainda na estrada da cidade, enquanto voltavam para a casa, de que os grandes condomínios de luxo haviam chegado na terra que eles acham que são os verdadeiros donos.

A partir disso eles tiveram que mexer os seus pauzinhos e em um curto espaço de tempo mostrar para as gangues rivais que os donos do pedaço estavam de volta e para isso, muito sangue eles acabaram derrubando naquelas terras.

Mas um período na cadeia acabou pesando no bolso dos nossos motoqueiros tatuados e com isso, novas alianças foram necessárias para aumentar os lucros e garantir os pacotes de dinheiro sujo porém suado (tisc tisc) chegando toda semana.

Nesse momento ganhamos a nova perspectiva da história para essa Season 4, com a entrada do Cartel mexicano na jogada. Sim, os Sons passaram a trabalhar como mulas, algo que eles consideravam fazer temporariamente, apenas para recuperar as forças e fazer aquele pé de meia que todos precisam (mas alguns escolhem fazer honestamente, tisc tisc). Mas os grandes montantes de dinheiro vindos do novo negócio acabaram subindo a cabeça de alguns deles e com isso tivemos os membros do clube cada vez mais envolvidos agora também com o tráfico de drogas, que caso eles acabassem sendo pegos, certamente seria o suficiente para levá-los a uma viagem e dessa vez sem volta da prisão.

É claro que como essa não foi uma decisão unânime, tivemos a primeira divisão do grupo. Como aquele negócio fugia completamente dos princípios do clube, tivemos alguns personagens (os mais antigos) indo contra as decisões do presidente, Clay, que por sua vez precisou engrossar a voz e mostrar quem ainda era ela quem batia aquele martelo. PÁ!

Isso foi o começo da crise familiar dos Sons, com o clube dividido a respeito das decisões do seu presidente e ele por sua vez se sentindo pouco apoiado pelos demais membros e amigos de longa data. Estava instaurada a crise na casa dos Sons. Jax por sua vez, enxergou esse novo negócio com o Cartel como a sua grande chance de enfim conquistar a sua saída definitiva do clube, algo que ele vem ensaiando desde o começo da série (Zzzz), mas que nunca acontece de fato, por um motivo ou por outro. Com isso ele acabou aceitando apoiar o Clay no que fosse necessário em relação a entrada do clube no negócio do tráfico, desde que ele estivesse ciente que assim que os negócios com o Cartel estivessem encerrados, ele estaria fora do clube de uma vez por todas. Mas ele não imaginava que algo muito maior estava por trás dessa história toda. Aliás, ninguém imaginava.

Do lado da lei, ganhamos um novo vilão, Lincoln Potter. Diferente do perfil de vilão da temporada anterior, ele era muito mais metódico, esquisito e já estava a vários passos a frente de desvendar toda a história do crime organizado na cidade, inclusive internacionalmente, tendo um mapa detalhado de quem fazia parte do que no mundo do crime de Charming e seus associados. E isso sem derrubar uma gota de sangue e talvez sem nem ter que sair muito do seu escritório.

O que ninguém contava é que os chefões do cartel haviam sido comprados pela polícia (CIA, FBI, SWAT, ou whatever), o que levaria a operação arquitetada minunciosamente por Lincoln a falência na última hora, uma vez que outros interesses, políticos, econômicos e até diplomáticos estavam em jogo. Assim, os Sons conseguiram se safar da prisão perpétua mais uma vez, sem ter que fazer o menor esforço, só não sabemos muito bem até quando. O que prova que alianças são sempre muito importantes. Importantes e muitas vezes sujas, fikdik.

Embora o novo negócio com o mundo das drogas tenha movimentado e bastante a temporada, não deixando que o clube tivesse um momento sequer de paz em Charming (e essa movimentação toda é sempre bem bacana na série), a questão maior dessa Season 4 de Sons Of Anarchy foi mesmo no âmbito familiar, em todos os sentidos.

Clay foi percebendo que o controle como presidente do clube esteve escapando das suas mão trêmulas durante toda essa temporada, seja pela divisão de interesses que acabou acontecendo naturalmente no clube, ou pelo seu passado duvidoso envolvendo a Gemma e a possível culpa que ambos tenham em relação a morte do pai do Jax. E pior, tendo o conhecimento de que outras pessoas bem próximas envolvidas nessa história tinham informações comprometedoras a seu respeito.

Ainda falando no clube, tivemos Juice sendo usado pela polícia para entregar os negócios dos SOA e evitar que um problema maior acontecesse por ali. Aliás, ninguém sofreu uma violência maior que o seu personagem durante toda essa temporada e isso ficou bem claro quando ele tentou o suicídio ao se pendurar em uma árvore com uma corrente. Resta saber se essa sua parceria forçada com a polícia algum dia vier a tona, se ele será tratado como um “rato”, ou não…

Além disso, dentro da cadeia, tivemos outro momento importante da temporada, que foi  o membro antigo (Otto) entregando alguns crimes do clube para o Lincoln, isso como sinal de vingança pelo caso da sua mulher com o Bob e as mentiras que lhe foram contadas a respeito da sua morte, desrespeitando o seu comprometimento com o clube por todos esses anos atrás das grades. Resta saber se ele também será tratado como um “rato”, ou se o que lhe aguarda é mesmo o dia da sua execução, algo que ele inclusive pediu para ser adiantado.

Já na casa do Jax, o problema maior seria o conhecimento de Tara em relação a história antiga do clube, tendo ela sem suas mãos as famosas cartas do pai do Jax. Outra que acabou sofrendo sérias consequências em relação ao seu envolvimento com essa história e que mais uma vez não conseguiu fazer com que o seu marido abandonasse todo aquele passado de uma vez por todas. O que de certa forma garantiu ótima cenas para a sua personagem, como o surto que ela teve quando recebeu a visita da ex mulher do Jax no hospital, que a levou a destruir ainda mais o seu braço recém operado. Dra-ma.

SOA é uma daquelas séries imprevisíveis, onde a cada momento algum dos seus personagens preferidos pode levar um tiro no meio da fuça, ou explodir em um campo minado. Dessa vez, acabou sobrando para o velho Piney, que acabou pagando a conta por defender o idealismo antigo do clube e assim, encarou o seu adeus a série através da fúria de Clay. R.I.P Piney.

Clay que foi responsável por uma das melhores cenas da temporada, com a briga dele com sua mulher, a nossa adorada Mamma Gemma, que mesmo que ele não seja homem o suficiente para assumir, é ela quem manda naquele clube e sempre foi assim. Uma briga covarde, que deixou o rosto da sua old lady praticamente irreconhecível. Algo que uma mulher como a Gemma não poderia deixar passar em branco. É, não poderia.

Que Gemma é altamente manipuladora, não é de hoje que nós sabemos, mas como eu já disse, por mais que aquele bando de homens barbudos não reconheça nenhuma mulher no clube, quem realmente manda naquele pedaço sempre foi ela. E com a sua arte da manipulação ela sempre conseguiu fazer o que queria com o pai do Jax, fundador de toda essa história, em seguida, com algum esforço ela fez o mesmo com Clay, e consequentemente com o próprio filho, Jax. Gemma pode não ser um membro reconhecido do clube, pode não andar pela cidade com o seu colete de couro com estampa de caveira nas costas, mas ela é o membro remanescente ao lado da presidência do clube durante todo esse tempo e isso ninguém pode negar.

E tudo isso que aconteceu durante essa temporada funcionou para nos levar até os episódios finais, o acerto de contas dentro do próprio clube e a inevitável dança das cadeiras. Com a história ficando clara para todo mundo,(aparentemente clara, porque não sabemos até agora o quanto de verdade Gemma acabou revelando sobre a morte do seu ex marido para o filho), tivemos o acerto de contas final como conclusão dessa Season 4.

Confesso que eu achei que teria sido muito mais impactante se o shock value da temporada tivesse sido na cena em que o Opie chutou a porta da sala de reuniões do clube, para acertar as suas contas com Clay, assassino do seu pai e também da sua mulher no passado (por engano, porque na verdade ele queria matar ele, Opie). E o personagem merecia aquele momento de vingança, por toda a sua trajetória dentro do clube e nada mais justo que essa vingança acontecesse através das suas mãos. Uma pena esse não ter sido o encerramento da temporada, algo que eu acho que seria muito mais impactante, como o final da temporada anterior por exemplo. Embora eu tenha gostado dessa sequência final também, ainda mais com aquela trilha perfeita para o momento. (e vale a pena dizer que a trilha da série é também sempre bem bacana)

Mas não foi bem isso que aconteceu, embora o Opie tenha ganhado o seu momento de vendetta, mas após essa cena sensacional, ainda tivemos mais dois episódios para a conclusão dessa história, o que ficou um pouco arrastado demais eu diria. Tudo isso para concluir a história com o cartel e ainda levantar o que viria pela frente, com os Sons se vingando “por engano” da gangue errada e assim, acabar despertando a ira da gangue dos negros, conforme já foi anunciado no episódio final como promessa para a próxima temporada.

Não sei quanto a vocês que assistiram a série, mas eu achei que a conclusão em relação a investigação da tal RICO acabou acontecendo de forma fácil demais. Se bem que, foi bem bacana mostrar que até os mocinhos tem seus vilões e que nessa hora, envolvidos com a decepção de ter membros do seu lado também envolvidos em algo ainda mais sujo, até eles acabam torcendo para os vilões de Charming. Foi bacana, mas foi quase que fácil demais, como se os Sons tivessem uma sorte fora do comum.

Ao final da temporada tivemos Jax tendo que se controlar e não terminar de vez com a vida de Clay, afinal ele ainda vale alguma coisa vivo, mesmo sabendo que foi ele o possível assassino do seu pai e que também foi ele quem matou o pai do seu melhor amigo e de quebra ainda havia encomendado a morte da sua mulher, além de espancar a sua própria mãe, ou seja, motivos não faltavam para ele acabar com tudo naquele quarto de hospital. Mas mesmo com muita coisa para ser digerida, Jax acabou fazendo a coisa certa, colocando Clay vivo em seu lugar e tomando aquilo que ele sempre mais amou, que seria o posto de presidente do clube e todo o poder que isso  sempre representou para aquele homem.

Assim, Jax acabou assumindo um lugar que sempre foi dele e que o estava aguardando por muito tempo, cumprindo a vontade de Gemma, mesmo sem ser essa a sua intenção naquele momento e mais uma vez por estar encurralado em uma situação que ele não imaginava. Dessa vez, com o apoio da sua mulher, Tara, que acabou assumindo a posição que foi da Gemma por tanto tempo, algo que a deixou visivelmente descontente, como podemos observar naquela cena final, onde ela conseguiu enxergar o casal como ela e o seu marido antigo já foram um dia. Mas quem mandou ela ser uma tutora tão boa? rs

Com isso eu acho que Sons Of Anarchy chegou ao seu limite. Digo isso, porque apesar dessa temporada não ter sido assim tão excelente, embora muito mais profunda do que as demais, ela ainda assim foi muito boa, mas eu não vejo um futuro longo para a série, não dessa forma, girando sempre em torno de uma mesma história, ou de algo sempre tão parecido. Acho que agora, finalmente chegou a chance de Jax concluir de vez a sua trajetória com o clube, assumindo o posto de presidente e levando a trama para o seu capítulo final, seja ele qual for (vejo Opie na presidência, Gemma morta, Clay morto, quase todo mundo morto, talvez até o Jax. Mas o que eu torço mesmo é para que as mulheres assumam o controle daquilo tudo. Imagina como não seria legal e revolucionário, hein?). Acho até que estamos muito perto do final de SOA, algo que eu acho que se acontecer na próxima temporada (sorry, mas eu não sei se isso já foi anunciado), por mais difícil que seja reconhecer, vai acabar acontecendo no momento certo.

Melhor torcer para que isso aconteça e seja um final digno, do que ver uma história tão bacana se arrastando por anos e anos perseguindo o próprio rabo, por mais que a nossa voltinha de Harley semanal possa parecer tentadora, rs.

Veremos…

Chuck esta de volta para a sua última temporada

Novembro 1, 2011

Eu sei que Chuck não é mais o mesmo faz tempo. Eu sei.

Agora ele usa ternos bem cortados, faz cara de espião competente, embora não consiga sustentá-la por muito tempo e tem até outro corte de cabelo, talvez para tentar dar mais seriedade ao personagem, embora todas prefiram o cabelo antigo do Zachary Levi., fikdik produçán.

Sem contar que agora ele é uma homem casado, que finalmente conseguiu ficar com a mulher dos seus sonhos (que por sinal, é maravileeeandra, não? Höy!), deixando todos os nerds do mundo com um pouquinho mais de esperança. Sua identidade secreta não é mais segredo para a sua família e agora ele esta podre de rico, a ponto de ter dinheiro o suficiente para comprar a Buy More e ainda sobrar uns trocados para montar a sua própria firma de espionagem. Howcoolisthat?

É, Chuck cresceu minha gente e isso nós já percebemos desde todo o drama da temporada anterior, com ele e o Morgan dividindo quem ficaria com os colecionáveis de Star Wars. Momento foufo mil, diga-se de passagem.

Mas essa Season 5 que é a última da série, começou com um ganho, algo novo que nos faz ter vontade de continuar assistindo Chuck, um vez que todos os seus plots já foram resolvidos até então. E esse é o fato de Chuck não ter mais o Intersect (tudo bem que ele já perdeu esse seu “poder” outras 357 vezes, rs), e ele estar agora habitando a mente e o corpo franzino de Morgan. Cool!

Achei que essa seria uma saída de momento, apenas para fazer piada sobre o assunto que encerrou a temporada anterior. Mas começamos a Season 5 com o Morgan assumindo o papel da arma mais poderosa do mundo e Chuck ficando de lado, abandonado dentro da van e fazendo bico, visivelmente com ciúmes, é claro. (euri)

Chuck ainda não revelou o tamanho da sua mágoa com o fato do seu melhor amigo agora ser o centro das atenções, embora tenha demonstrado um pouco do seu incomodo com a sua atual realidade, mas aposto que isso ainda vai render no mínimo boas piadas entre eles.

O bom foi que isso acabou forçando Chuck a agir por ele mesmo, forçando também ele a se tornar um espião de verdade, mesmo sem a sua maior arma e descobrindo uma coragem que talvez ele ainda não soubesse que tinha. E esse eu também considero um ganho para a série, apesar de sempre ter AMADO os flashs com olhos vesgos do Chuck (rs), que agora se chamam “Zoom” na versão de olhos arregalados do Morgan. (e por isso o título do episódio foi 5×01 Chuck vs The Zoom)

Comecei o texto dizendo que eu sei que Chuck não é mais o mesmo, e isso é verdade. Mas não acho que seja motivo para abandonar completamente a série ainda mais agora que estamos tão perto do fim, porque eu pelo menos continuo me divertindo.

Gosto do climão meio 007 e Agente 86 que eles conseguem mesclar em Chuck e torço para um final feliz do personagem é claro, apesar dele praticamente já ter acontecido. E tudo isso graças ao carisma do Zachary Levi, que eu acho ótimo e bem engraçado. (Höy!)

Por isso acho que temos um bom motivo para continuar assistindo a série, ainda mais agora nessa reta final, que ainda vai contar com a participação da atriz Carrie-Anne Moss, que todo mundo conhece como a Trinity de “The Matrix“, ou seja, pegue o seu Subway de 30 cm (sabia que eles entregam em SP? Descobri esses dias…) e assiste ae vai?

Jesse e Walter fechando a firma no final da Season 4 de Breaking Bad

Outubro 12, 2011

Acompanhamos esses dois por 1, 2, 3, 4 temporadas até agora e estamos caminhando para a conclusão da série, que acontecerá na Season 5, que será o fim da linha para Jesse e Walter e até agora podemos afirmar sem medo de errar que o que vimos foi realmente uma das melhores séries de TV de todos os tempos. Quase perfeita, muito bem amarrada e com uma história que te faz grudar no sofá de tanta tensão e ansiedade.

Sem contar que a série continua sendo muito bem feita, com uma edição bacana e uma fotografia sensacional, de quem gosta de se arriscar e tentar algo novo, como várias sequências bem modernas ao longo dessa e de todas as suas temporadas. Bom saber que eles além de fazer uma série beirando a perfeição, ainda se preocupam com esse tipo de detalhe, que poderia até não fazer falta para algo no nível de Breaking Bad, mas que está ali, colaborando para a coisa toda ficar ainda melhor. Cool!

E isso me deixa tranquilo para afirmar que eu confio que Breaking Bad terá um final digno, seja ele qual ele for.

Começamos essa Season 4 com um episódio de um silêncio desesperador, com Jesse e Walter enfrentando a fúria de Gus, além dos fantasmas dos seus atos de desespero de um passado próximo.

Jesse esteve excelente por toda a temporada e com isso, acompanhamos uma evolução importante do seu personagem, que já não é mais aquele garoto viciado do passado, ou pelo menos, não é mais apenas isso. Jesse começou a temporada em estado de choque por ter assassinado o outro químico que ameaçava a necessidade da existência do Walter e passou boa parte dela tentando lidar com esse fantasma, que estava visivelmente o atormentando.

Festas intermináveis em sua casa, com gente colocada e espalhada pelos quatro cantos, chuva de dinheiro e música alta o tempo todo, tudo isso para que ele não tivesse que se enfrentar sozinho e ter que conviver com o seu próprio silêncio. Mas Jesse conseguiu se recuperar, mesmo tendo que brincar dos dois lados da história, para tentar se dar bem e não colocar mais ninguém em risco.

E quando foi necessário ele mostrou que é capaz de qualquer coisa, de forma eficiente até, virando logo o garoto de ouro das pedras azuis cristalinas. (e eu acho que ele merece mais um prêmio por sua brilhante atuação nessa Season 4)

Já o Mr White, passou grande parte da temporada apenas tentando sobreviver após a falta de interesse e confiança do Gus em seus serviços. Coitado.

Claro que tudo isso até chegou a subir à sua cabeça em um certo ponto, quando ele chegou a jogar na cara da sua ex esposa o quanto ele ganha por ano fazendo o que faz. Sim, Walter não é mais o mesmo professor com câncer, duro e desesperado do passado, tentando sobreviver fabricando aquilo que todos desejam e que pode deixa-lo rico rapidamente, tudo isso em seu trailer no meio do deserto e vestindo suas cuecas encardidas.

O negócio cresceu e agora ele é a cabeça de um laboratório profissional do crime, trabalhando em um negócio de gente grande, o que acabou chamando atenção de outras cabeças grandes interessadas nesses lucros, como o Cartel mexicano e a partir disso, tudo ficou ainda mais complicado do que ter que enfrentar apenas a fúria do Gus, o poderoso homem do frango frito, rs.

Aliás, tirando todo o espanhol precário do Gus lidando com os mexicanos do Cartel, foi legal poder ver um pouco do seu passado e conhecer como ele acabou se tornando quem ele é hoje. E nessa, ainda ganhamos a participação do “Tio”, que já havia participado no passado, em uma das cenas mais tensas da série (lembro dele com aquele sino até hoje…) e que voltou para essa Season 4 com um propósito importante que nós só descobrimos no final. E que final!

E é claro que Gus investiria no Jesse. O garoto é mais novo, não tem ligação com ninguém, ou seja, não tem quase nada a perder, pode até ser um viciado, mas consegue se controlar quando necessário e além de tudo se transformou em um excelente aprendiz no laboratório, a ponto de se igualar ao seu mestre, logo, porque insistir no Walter, um homem instável, com família, filhos e um cunhado da polícia, hein?

Outro ponto positivo na série foi a atuação do Hank, o cunhado ex chefe da DEA. Foi ótimo também acompanhar a passagem dele pela barra de estar incapacitado no momento, dependendo da mulher para resolver das situações mais básicas, até as mais complicadas do dia a dia e visivelmente em depressão, cuidando da sua coleção de pedras. Mas tudo o que seria necessário para tirar Hank dessa seria um propósito e quando ele ganhou de presente o caderno de anotações do tal químico morto, encontrado na cena do crime, ele não teve dúvidas e voltou a ser o policial investigativo badass que a gente tanto gosta.

E ele vem chegando cada vez mais perto de descobrir toda a estrutura por trás do tráfico de metanfetamina da região. E eu não vejo outro caminho para isso, a não ser ele enfim descobrindo que Walter, seu cunhado aparentemente inofensivo, é a cabeça por trás daquele laboratório de faturamento milionário e que foi o responsável também por deixa-lo em sua atual condição física. Mas se de um lado Walter foi indiretamente o responsável por sua quase morte, ele também é o homem que vem pagando as contas para o seu tratamento, que não são poucas, então, resta saber como Hank vai lidar com essa situação caso ele consiga de fato chegar a resposta desse enigma. (acho mesmo que ele merece ser o responsável por essa descoberta…)

Ainda falando da família do Walter, Skyler finalmente teve um papel importante dentro dessa história e deixou de ser apenas a esposa chata que acha que esta sendo traida. Foi ótimo como eles amarraram a história do trabalho antigo dela, com o seu caso com o chefe sonegador de impostos, que levou a sua personagem a outro patamar, onde agora ela também está completamente envolvida com toda a história de Walter no tráfico e precisa dar um jeito de fazer com que essa história não venha a tona e eles todos acabem presos.

Seu papel como parceira do marido foi fundamental para o desenrolar da temporada, com ela tendo que se virar de todas as formas para que a história do dinheiro que a sua família vem ganhando ultimamente continue apoiada na mentira de que esse dinheiro veio parar no porão da família por meio do vício fake do Walter em jogos.

Agora, chegando no final da temporada, tivemos um dos momentos mais tensos da série. Jesse suspeitando do Walter pelo envenenamento do garoto e ambos tendo que superar as diferenças e discórdias para resolver de vez suas questões com o Gus. Estava na cara que não havia outra saída a não ser encerrar com a vida do Gus, que é daquele tipo de vilão silencioso, que se cerca por todos os lados para garantir a sua segurança. Mas como todo mundo nunca está 100% seguro, Walter e Jesse encontraram uma falha no sistema de segurança do vilão e essa seria a única chance de ambos manterem suas vidas, por isso não poderiam haver falhas.

Sinceramente, eu quase não acreditei quando o “Tio” explodiu o quarto do asilo com o Gus dentro (e ninguém percebeu aquela bomba caseira amarrada na cara de pau naquela cadeira de rodas, neam?) e do nada, em meio aos destroços do quarto, me sai o Gus, aparentemente normal e com o mesmo semblante frio e metódico de sempre, o que me fez pensar “Dafuck! Esse cara é indestrutível?”. Isso se não fosse pelo detalhe do outro lado do seu corpo de perfil que nós vimos logo na sequência, totalmente destruído pela bomba, trazendo um clima dos zombies de Walking Dead para Breaking Bad, brincando inclusive com o título do episódio (4×13 Face Off). Cool!

E mesmo eliminando de vez o vilão da jogada, Walter ainda precisava libertar o Jesse, que se encontrava cumprindo suas horas de trabalho no laboratório, vigiado por seguranças. Nesse momento, chegou a hora do Mr White se comprometer ainda mais com o mundo do crime, se tornando novamente um assassino, tudo isso para tentar manter a sua vida e a do seu jovem aprendiz. Jesse começou a quarta temporada tentando se recuperar da morte pela qual ele foi responsável para salvar a pele do Mr White e de novo, em uma situação limite bem semelhante, tivemos Walter White tendo que fazer o mesmo no final dessa temporada, dessa vez para garantir a segurança de Jesse.

Terminamos essa sensacional temporada com uma espécie de fechamento da firma, com os dois destruindo o laboratório disfarçado de lavanderia e um Walter super seguro de si, falando para Skyler ao telefone que ele venceu.

Mas será que venceu mesmo?

O detalhe da cena final foi primoroso, com a imagem da tal planta que teria envenenado o garoto protegido por Jesse, no quintal da família do Walter. Novamente, tivemos Walter jogando com a própria vida do Jesse, por algo que ele considera um bem maior. Dessa vez não tivemos um óbito, porque o garoto acabou se recuperando (e temos certeza que esse era o plano de Walter desde o começo) mas vale a pena lembrar que no passado, Walter que poderia ter evitado a morte da namorada do Jesse, não tomou essa atitude, preferindo deixar a moça engasgar com o próprio vômito causado por uma overdose, novamente em nome de um “bem maior”.

Mesmo sabendo que Walter tinha poucas alternativas dentro dessa situação onde ele se encontra mergulhado cada vez mais, fica claro que ele também é capaz de tudo para livrar a sua cara e a das pessoas que o cerca. Basicamente, o que difere ele do instinto também assassino do Jesse é o poder raciocínio e a inteligência que Walter tem de sobra para calcular com antecedência todas as suas atitudes de desespero, mesmo que para isso ele tenha pouco tempo. Mas fico imaginando o que aconteceria se algum dia o Jesse vir a descobrir tudo o que Walter foi capaz de fazer, manipulando a sua própria vida por tantas vezes. Tenho certeza que se eles já ensaiaram uma quebra nessa relação durante essa temporada, com esse tipo de descoberta por meio do Jesse, esse seria definitivamente o ponto final dessa amizade/sociedade dos dois.

E com um aperto de mão “sincero”, Jesse e Walter encerraram as atividades no laboratório profissional do crime, mas vamos ver até quando essa paz toda vai permanecer, porque Jesse foi filmado no México por centenas de pessoas do Cartel, enquanto cozinhava a fórmula cristalina de Walter, ou seja, por lá, todos sabem quem ele é. E vale lembrar também que no laborátorio eles estavam sendo filmados a todo tempo e o Gus costumava observar tudo do seu computador no fast food e qualquer pessoa pode ter acesso a isso, não? Só nos resta saber quem é que vai vingar a morte de Gus, ou quem terá interesse em assumir o seu nicho de mercado.

Agora, depois de tudo isso, alguém tem alguma dúvida que essa Season 5, que será a temporada de despedidade de Breaking Bad, será do tipo super imperdível? (R: Não!)

Cathy cruzando a linha de chegada na Season 2 de The Big C

Outubro 6, 2011

E foi uma temporada esperançosa essa Season 2 de The Big C, hein?

Tivemos Cathy tentando novos tratamentos, ficando feliz em ver suas unhas caindo (efeito positivo do tratamento), virando treinadora do time de natação e ainda de quebra, ganhando um melhor amigo gay, maratonista e foufo mil, que também atende como Hugh Dancy. Höy!

Estava na cara desde o princípio que o personagem de Dancy  tinha chegado na série com os dias contados. Se para essa temporada tivemos Cathy ganhando alguma esperança de ser curada e com isso mais tempo para suas aventuras e descobertas, por outro lado, precisávamos de um outro parâmetro, de alguém para mostrar que as coisas não funcionam do mesmo jeito para todo mundo.

Mas antes da despedida emocionada e ainda com direito a um tapa na cara como último suspiro do seu personagem, Lee (Hugh Dancy) teve bons momentos com Cathy e teve tempo suficiente para fazer com que ela veja o mundo de uma forma diferente depois da sua passagem na sua vida, que é o que ela vem tentando desde que descobriu a doença.

AMEI o episódio do Thanskgiving, com a briga dos dois na mesa de jantar e no final, Cathy coberta de sangue da morte do peru (euri). Mas um dos episódio mais comoventes da temporada foi aquele com os pais sendo contra uma mulher com câncer se tornar a treinadora do time de natação de suas filhas. Um preconceito horroroso, que por incrível que pareça, também existe. Humpf…

Andrea como sempre brilhou na temporada, com sua auto estima elevada em níveis altíssimos, ela até descolou um namorado. Tudo bem que ele estava interessado no green card e esse foi o motivo maior da sua aproximação, mas gosto do jeito que ela encara a vida e as suas lines são as mais divertidas e que deveriam servir como exemplo de comportamento para várias garotas que eu ou vc conhece.

E o destaque maior da temporada ficou mesmo para o Oliver Platt na pele do Paul, o marido e companheiro de Cathy. Acho sensacional a relação entre o casal, de uma sinceridade absurda. Paul começou a temporada como um total freak, controlando todos os passos do tratamento da sua mulher, para que ela tivesse maiores chances de cura. Depois perdeu o emprego e teve que aceitar uma vaga como vendedor de uma loja de eletrônicos, apenas para garantir o seguro médico da sua mulher. E nesse meio tempo ele ainda fez uma excursão de sucesso no universo dos gay bears, onde ele reinou (rs), virou facilitador para o crime e de quebra, terminou a temporada cheirando cocaína direto do chão coberto de neve. #TEMCOMONAOAMAR?

Como se não fosse o suficiente, ainda tivemos a sua mulher descobrindo sobre a volta do seu vício antigos dos 90’s, sem grandes dramas e já querendo saber se aquilo era algo que ela deveria se preocupar ou não. Tem forma mais prática de se lidar com uma situação como essas? E essa praticidade de lidar com problemas sempre foi um dos pontos altos de The Big C.

Claro que mesmo com toda a carga dramática da série, que carrega esse “C” enorme, tivemos momentos hilários envolvendo “chatos”, médicos bem dotados, Sean fugitivo e virando Deus dos sem tento, além de um funeral antecipado da própria Cathy. E a temporada também foi importante para a despedida da personagem da Cynthia Nixon, que mais chata seria impossível.

Agora, chegando ao episódio final, achei tudo muito morno, até os minutos finais com o Paul invadindo a festa da firma do plano de saúde, jogando umas verdades na cara da atendente bitch e enquanto isso, sua mulher insistia e sofria para terminar a sua maratona de corrida.

O promo do episódio já anunciava fortes emoções, mas acho que todo mundo estava esperando que algo acontecesse com a Cathy, devido ao estágio avançado da sua doença e tudo mais. Mas quando o Paul saiu do escritório com a mão no peito, e na linha de chegada da maratona Cathy avistava de longe todas as pessoas importantes na sua vida ultimamente, tive a sensação de que o Paul não conseguiria chegar até lá.

E foi emocionante ver o Lee, a Marlene, todos aparecendo naquele momento importante da vida da Cathy, e ao mesmo tempo foi de partir o coração ver ela enxergando o marido ao lado dos seus amigos que já fizeram a passagem e ouvir o filho do casal dizer que foi uma pena o Paul não ter conseguido chegar até lá. (glupt)

Juro que eu fiquei super triste com a possível despedida do companheiro de vida da Cathy. Mas pode ser que eles ainda tentem ressuscitá-lo, quem sabe?

Nessa hora, por mais que as pessoas impliquem com The Big C, por mais que elas critiquem que para uma pessoa em estado avançado câncer, Cathy anda bem demais, eu duvido que não exista quem não tenha ficado emocionado com esse momento da linha de chegada do season finale da série.

E fica cada vez mais evidente que será bem difícil Cathy escapar dessa, mas também fica cada vez mais claro que talvez o importante seja mesmo recuperar o tempo perdido quando vc ainda tinha tempo de sobra para perder…

ps: e o doutor antigo que resolveu aparecer? Volta ou não volta para Season 3, hein?

Glee-Ality, o delicioso e surpreendente final de The Glee Project

Agosto 24, 2011

Fiquei tenso porque não consegui assistir online ao season finale de The Glee Project, que aconteceu no domingo. Decidi esperar o Paolo Torrento trazer o episódio pra mim (o que ele costuma fazer na segunda ou terça), mas como fazer para evitar os spoillers até lá?

Recorri a toda a minha habilidade adquirida com o meu curso de leitura dinâmica por correspondência e passei a ler todas as páginas que eu visito diariamente, apenas batendo o olho e evitando as iniciciais “TGP”, rs. Tudo isso para evitar spoilers até eu de fato conseguir finalmente assistir o episódio.

O JJ mesmo fez questão de postar o resultado no domingo, entregando o nome do vencedor. Fiquei coçando para não clicar “acidentalmente” no link e descobrir quem ganhou. Mas resisti bravamente a minha auto sabotagem, rs. Assim como resisti também a assistir os 4 min finais do episódio, que como sempre acabou vazando por ai.

E a partir de agora, vc que ainda não assistiu ao episódio final de The Glee Project (1×10 Glee-Ality) deve parar a sua leitura por aqui pq vou começar a revelar spoilers e eu recomendo seriamente que vc evite de ler esse post até o fim, para não perder a experiência da total surpresa com o resultado da competição. Vale a pena, fikdik

* Mesmo assim, não vou colocar nenhuma imagem que entregue o vencedor, assim como as imagens do grande momento final, para não estragar a experiência de quem ainda não assistiu ao ep (que eu sei que esta dramático de achar)

Em outro post, eu já revelei para todos vcs o meu encantamento com o programa, apesar do fato de ter torcido o nariz sobre a idéia a princípio. Pois bem, realmente eu mordi a minha língua.

Não só The Glee Project é um excelente reality, como talvez tenha se tornado o meu preferido. Isso porque nesse caso estamos falando de talento e só isso eu já acho um ponto forte a favor do programa. Mas como se não bastasse vc ter jovens talentosos, carismáticos e que poderiam muito bem representar eu ou vc no high school antigo, tivemos tmbm excelentes jurados, sem aquela aura bitch que ronda as mesas de todo jurado de reality show, do tipo que adora humilhar os concorrentes a troco de nada. Sério, eu não sei como os concorrentes que entram nesse tipo de competição conseguem aguentar tanta humilhação. Eu por muito menos, sairia chutando tudo e gritando umas verdades na cara de quem fosse.

Mas no reality show que escolheria um novo personagem para entrar em Glee por 7 episódios, tudo foi diferente. Além de lidar com o sonho de muitos jovens, alguns realmente muito talentosos e outros mais dispostos a ganhar o seu momento em Hollywood, logo de cara, eles já me pareceram mais interessados em pessoas de verdade, em personagens da vida real e isso ficou bem claro durante toda a competição em diversos momentos.

Apesar de algumas predileções óbvias dos jurados, como o encantamento geral pelo Cameron por exemplo (e quem não se encantou por esse menino que atire o primeiro crucifixo), eles estavam mesmo interessados na caça ao “underdog”, termo muito utilizado no programa para descrever quem seria o merecedor de um papel na série. Sim, para vencer a competição vc precisava pertencer ao universo de Glee e não apenas ser o mais talentoso.

Glee é uma série que representa as minorias, e muito bem por sinal. Todo mundo esta cansado de ouvir falar disso e o assunto já virou até piada para os menos humorados sobre o assunto ou aqueles ainda magoados por tanta atenção que eles recebem, mas a verdade é que nenhuma série até hoje exaltou tanto como qualidade a identidade própria de cada um, e ainda mais mostrando o quanto eles sofrem apenas por ser quem são. Ser diferente não é fácil, é simples, mas não é encarado dessa forma e geralmente quem não estende esse tipo de colocação na série, geralmente é porque pertence ao outro grupo de pessoas, o oposto e tidos como “normais” pela sociedade. Eu me sinto representado, de verdade e certamente fui um underdog no meu own high school antigo. (o que pode servir de esperança para alguns, ou como um pesadelo para outros, sobre o que vc ainda pode vir a se tornar, fikfik)

Enfim, voltando ao programa, achei que eles conseguiram encaixar muito bem a dinâmica da série no reality. Personalidades bem definidas, o climão de escola antiga que a gente ama em Glee  e aquele momento de dizer adeus a cada eliminado, que era de partir qualquer coração ao som de “Keep Holding On”, música que eu ando cantando muito no chuveiro ultimamente por conta disso, rs.

Sem dúvidas, mais do que as apresentações, os videos, ou a última chance ao vivo no auditório, aquele momento em que os três possíveis eliminados caminhavam pelo corredor da escola, para saber quem não seria chamado para voltar para os testes, foi o momento mais emocionante de todos os episódios, além de ser sempre uma surpresa, algumas vezes também de partir o coração (Oh Hannah!). Muito mais do que um drama qualquer que tenha rolado, ou todo aquele mimimi de sempre de qualquer programa de tv apelativo.

No final, para a surpresa de todos (que esperavam apenas 3), tivemos 4 finalistas. Alex, Lindsay, Samuel e Damian, todos com a sua estrela dourada na lista que garantiu seus lugares na final.

Pausa: o que foi a participação do Kevin McHale no penúltimo episódio? Pura foufurice foufa, ainda mais quando ele tirou o seu pente da sorte e deu para a Lindsay, que venceu o desafio da semana. Howcuteisthat? (e todas ficaram com inveja, humpf!)

Dos 4 finalistas, o único para quem eu torci desde o começo foi o irlandês mais foufo do mundo: Damian. Ele não tinha a melhor voz, não tinha os melhores movimentos, nem as melhores caras, mas sempre foi um foufo e fazia por merecer a sua estadia. Sabe aquele tipo de personagem que vc torce logo de cara? Além do que, ele penou para chegar até a final e o melhor de tudo, sem fazer mimimi.

Do Samuel eu sempre gostei. Até o dia em que ele roubou o rap da Hannah. Nesse dia ele se revelou com um vilão pra mim. Apesar de que, desde o começo, a sua voz sempre foi a minha preferida.

Dentre aqueles que não estavam na final, a minha torcida sempre foi para a Hannah, que além de ruiva magia tinha um humor delicioso e eu preciso dizer que ela ficava maravileeeandra toda produzida para os videos, Höy, e também o Cameron, o representante nerd magia mais foufo desse mundo, que me lembrou muito um certo blogueiro ae com o seu fundamento (tisc tisc). Até hoje eu acho que se ele não tivesse desistido, ele teria levado o primeiro lugar no programa. Mas Cameron ainda é novinho e esta na hora certa para fazer as escolhas erradas. Mesmo assim, achei que ele foi tolo, ou nunca assistiu ao programa antes.

Linday e Alex eu sempre achei divonas demais. Ela perfeccionista, chata, arrogante e sempre tentando chamar mais atenção do que qualquer outra pessoa. A perfeita nova Rachel. Ele tão arrogante quanto, venenosa, com aquele tipo de humor que sobrevive de colocar os demais para baixo, só para se sentir melhor. Mas Alex tinha a coragem ao seu favor, e quando ele se vestia de cosplay da Dra Bailey (rs), toda a sua arrogâcia ganhava o escudo do seu talento, que era indiscutível, apesar do excesso de firula que eu não gosto muito.

A final foi cheia de surpresas e teve alguns clichês é claro, como a participação de todos os ex participantes, que todo mundo já esperava, mas que acabou resultando em uma foufurice a mais para o episódio. E vai dizer que não foi sensacional ter todos os ex participantes fazendo coro para os 4 finalistas aos som de “Don’t Stop Believing”? Fiquei até arrepiado!

O video do episódio foi meio assim, como quase todos os videos da temporada. Acho que merecia mais atenção nesse caso, pq eu quase não gostei de nenhum. E essa é praticamente a minha única crítica quanto ao programa.

Agora vamos ao momento das 4 apresentações finais, que definiriam o vencedor do projeto. Cada um deles, pela primeira vez pode escolher o que cantar. Algo que poderia funcionar com um arma para alguns, ou tmbm um tiro no pé para outros.

Todos optaram por algo dentro da sua zona de conforto, decisão que eu considerei inteligente, uma vez que chegou a hora de mostrar a sua bagagem e não ser desafiado como até então. Nesse momento, eu achei que a única prejudicada foi a Lindsay, que escolheu um clássico dos musicais, mas que sempre parecem longos demais, mesmo com a duração de 2 min. Zzzz. Algo que não se repetiu na apresentação do Alex, que tmbm escolheu uma trilha de musical, de “Dreamgirls”, mas como ele tem mais “camadas” e trejeitos ao cantar, além do fato de estar vestido de mulher, sua apresentação acabou emocionando muito mais.

Os dois outros meninos apelaram para a magia. Samuel recuperou o seu lugar no meu coração ao escolher “Jolene”. Para quem ainda não sabe, é o nome do meu croqui feminino preferido e minha personagem durante os 4 anos de faculdade de moda, que me acompanha até hoje. Até os meus professores conhecem a magia Jolene e devem se lembrar dela (convencido…). E esse tmbm é o nome da minha alma feminina, uma ruiva magia poder, rs (vulgo, meu nome na noite, euri).

Mas o Damian, ahhhh o Damian conseguiu deixar todo mundo suspirando na platéia, com toda a foufurice da dedicatória da sua música final para os seus melhores amigos no programa, Hannah e Cameron. Howcuteisthat?

Nesse momento eu achei que o prêmio era dele. Tinha certeza disso…

Até que o Ryan Murphy resolveu tecer merecidos elogios para os 4 participantes, todos visivelmente emocionados, além da platéia que tinha todos os envolvidos no programa até então, além dos participantes eliminados e os convidados especiais durante a temporada (menos o McHale).

Nesse momento, aconteceu o primeiro anúncio: Alex e Lindsay, não foi dessa vez.

Apesar de ficar triste com a derrota alheia, meus dedos continuavam cruzados, enquanto o coração quase saia pela boca. E eu falava baixeeenho para mim memso: Damian! Damian! Damian!

Me volta o Ryan Murphy, que fez mais alguns elogios para os dois meninos que sobraram para a vaga, dizendo que o Damian era o candidato para quem todo mundo estava torcendo, até mesmo o elenco da série e o Samuel era a estrela, aquele que tinha o fator “it”. Todo mundo estava visivelmente aflito nesse momento, inclusive o diretor de elenco e o coreógrafo. Até que sem rodeios ele anunciou: Samuel, vc venceu o The Glee Project. PÁ!

Apesar de ter ficado com o coração partido pelo Damian não ter levado, fiquei feliz pela escolha não ter sido óbvia, além do que o garoto era bem talentoso. Mesmo triste com a derrota do meu queridinho, eu aplaudi, pq sou um garoto educado.

Com toda aquela emoção da revelação do vencedor do programa, o Ryan Murphy pediu para o Damian descrever o que ele estava sentindo naquele momento e ele  generosamente elogiou o vencedor e disse (com um nó na garganta que só era maior do que o meu nessa hora) que é muito difícil chegar tão perto e não levar o prêmio. Awnnnn (glupt)

E foi nesse momento que o Ryan sambou na cara da sociedade e revelou que na verdade, o Damian também havia ganhado o programa. PÁ! BOOM! BANG! KABOOM! Damian! Damian! Damian! CATAPLOFT!

Nesse momento eu até derramei uma lágrima. Pode parecer idiota, lame, mas eu fiquei bem emocionado com aquele irlandês das sobrancelhas dançantes, pulando de um lado para o outro, além de ter ficado emocionado tmbm ao ver a Hannah, toda emocionada na platéia, feliz pela vitória do amigo boy magia do coração. Awwwnnnn!

Sim, tivemos um empate, nada mais do que justo e os dois vencedores terão os seus 7 episódios garantidos na próxima temporada de Glee. Howfairisthat? E eu já estou bem ansioso para isso.

E quando a gente acha que de emoção já era o suficiente para uma final, titio Ryan Murphy estava se sentindo generoso naquela noite e de brinde, ainda disse que vai escrever 2 episódios para a Lindsay e para o Alex também. Howcoolisthat?

Ai a comoção foi geral, apesar de sentir que uma das ex participantes da platéia estava rezando para que eles todos tivessem essa chance.

Ou seja, The Glee Project se revelou  uma delícia de competição que pode resultar em uma carreira além de tudo, nada óbiva, do tipo que eu não consegui acertar quase nenhum dos eliminados e me senti surpreendido até o final. Só senti falta da participação do elenco principal da série, que eu jurava que iria aparecer em peso na final para receber o seu novo colega de trabalho. Mas quem sabe na próxima temporada, hein?

Porque para quem não sabe, já estão abertas as incrições para o The Glee Project 2 e vc pode se inscrever aqui, que se eu fosse bem mais afinado, eu até me arriscaria hein? rs

O melhor de tudo é não ter me decepcionado com o final. Achei justo, achei foufo, achei sincero e achei generoso. Clap Clap Clap Ryan Murphy!

E com esse resultado final surpreendente e delicioso, eu já garanto o meu lugar no sofá todo domingo para a próxima temporada. E o que vai ser delicioso ver esses rostinhos conhecidos na próxima temporada de Glee hein? Com certeza, uma experiência que quem não assistiu ao TGP, não vai poder aproveitar tanto quanto a gente. Sorry!

ps: por esses dias saiu o episódio 1×00 (eu pelo menos não tinha visto antes), com o processo de seleção, que eu também recomendo e já estou na torcida para a entrada do namorado da Becky na série, rs. Mas a pergunta que não quer calar é: foi ele o par da Becky na formatura? Hein?

The Killing – Mas afinal, quem matou Rosie Larsen, hein?

Junho 22, 2011

The Killing começou com a promessa de ser o novo Damages, pelo menos era o que dizia a maioria dos blogs que falam sobre seriados de tv e foi o que acabou me levando a assistir a série a princípio, uma vez que eu AMO Damages de Patty Hewes evil (rs). Logo de cara percebi que não, que isso não era verdade, mas The Killing me pareceu muito boa e por isso acabei insistindo, muito por conta da minha grande curiosidade sobre quem seria o assassino de Rosie Larsen. Sábia decisão…

A série começou muito bem, nos apresentando uma investigação policial meio oldschool, sem grandes ferramentas ou a tecnologia toda de um CSI da vida á sua disposição e ainda com o cenário cinza e chuvoso de Seatle ao fundo, bem diferente do que estamos acostumados a ver da cidade em Grey’s Anatomy por exemplo (embora por lá a chuva também apareça!). Os primeiros episódios traziam aquele clima de suspense delicioso, com enquadramentos maravileeeandros, modernos e cheios de fundamento. Tivemos até uma sequência dentro do necrotério, muito parecida com a abertura de Six Feet Under (talvez tenha sido até uma homenagem a aclamada série), onde o corpo da garota estava sendo preparado para o seu funeral, em uma cena sensacional e linda. E a medida que a investigação sobre a morte de Rosie Larsen avançava, The Killing ficava cada vez melhor.

Durante a metade da série tivemos uma queda, não por conta do ritmo que as coisas andavam por lá (escola AMC feelings) mas sim porque todo suspeito que acabava sendo levantado era precocemente descoberto que tratava-se de uma pessoa inocente, que não tinha qualquer relação com o assassinato, embora estivesse ligado de certa forma a vida da garota, por inúmeras razões aleatórias e tudo isso no mesmo episódio em que a suspeita foi levantada. Esse fato eu confesso ter me deixado um pouco de birra com a série por um tempo. Mas antes encontrar uma resolução para cada um dos suspeitos logo, do que acumulá-los até o final da temporada. Mas esse foi o primeiro problema que chegou a me incomodar na série…

Depois partimos para a reta final em uma sequência de episódios excelentes, embora tenha havido uma quebra importante no ritmo investigativo da série para tentar explicar a frieza da protagonista meio sem sal (Mireille Enos), que não é muito de caras e bocas e parece estar sempre de saco cheio, com cara de quem sofre de prisão de ventre, ou de gastrite (euri). Ok, entendemos que ela tem um passado sofrido e por isso parece sempre distante e fria. Entendemos que ela não é uma cold bitch, é apenas cold. Okayam! Só não sei se precisava de um episódio inteiro para explicar isso logo na reta final, mas…

No penúltimo episódio ganhamos o rosto do provável assassino de Rosie Larsen, o político bonitão e carismático, em meio a uma sequência deliciosa de suspense bem clichê, mas que nesse caso funcionou muito bem. E esse é o segundo “problema” da série, os clichês.

Tudo que acontece em The Killing não é novidade para ninguém (que assiste tv ou vai ao cinema pelo menos) e provavelmente vc já viu algo parecido antes. As situações são até que previsíveis, assim como as reações de todos os personagens, mas o ponto alto da série são as resoluções, que apesar de tratar-se de uma reunião de clichês, não teve uma sequer durante essa temporada que vc não viu uma resolução melhor ou menos digna do que vc já viu antes por ai em qualquer série policial ou thriller de suspense. Confesso também que se não fosse isso somado a qualidade da série, eu teria abandonado The Killing logo de cara porque gosto de ser surpreendido. E por mais que muitas vezes vc consiga prever o que esta por vir na série, de uma certa forma vc acaba se surpreendendo mesmo assim com o resultado final.

Mas esse final de temporada foi mesmo um tapa na cara da sociedade hein? E talvez tenha sido o momento surpresa que todos esperavam.

Tivemos boas resoluções, o climão de suspense que nós gostamos tanto, mas o que é que nós viemos fazer aqui mesmo? Investigar o assassinato neam? Então, mas afinal, quem matou Rosie Larsen?

Pensando na temporada como um todo, fazia todo o sentido o assassino ser alguém do núcleo político da série, não? Alguma coisa precisava conectar a parte política da história com o assassinato, uma vez que essa trama teve um grande espaço durante essa Season 1, além do seu envolvimento com o caso é claro, mas até então parecia uma história política isolada e a parte do resto.

E aquela sequência do episódio final com a Linden tendo que passar pela porta, ao lado do candidato a prefeito, Darren Richmond, o provável  “assassino” da garota encontrada morta no porta-malas do carro, que ficou ali parado com cara de pure evil, foi de tirar o fôlego neam? Eu pelo menos esperei ele grudar no pescoço. O segundo momento que eu esperei uma agressão foi quando ela invade o escritório dele e ambos começam a gritar um com o outro. Mas foi algo que não aconteceu, humpf!

Richmond acabou sendo preso como o assassino de Rosie, mesmo ainda dizendo que não foi ele (claro…), tudo isso graças a denúncia da sua assistente magoada por ter sido traída (Zzzz…e antes disso, não importava nada para ela o fato dele ter aparecido todo molhado na noite do assassinato, neam? Deveria ter sido presa junto com ele como cúmplice, bi-a-tch…) e uma “foto” das câmeras de trânsito da cidade mostrando o candidato a prefeito próximo do local do crime.

Descobrimos também que a morte de Rosie foi ainda mais dolorosa, com direito a uma fulga da garota no meio do parque da cidade, sendo caçada por seu assassino. Dra-ma!

Bacana também foi ver a família de Rosie  se despedaçando, algo totalmente compreensível,  com sua mãe abandonando a casa, deixando os filhos e marido por não conseguir lidar com toda aquela situação tão difícil (é, não foi a Maryann da depressão…). Agora, quem se deu mal mesmo foi o professor neam? Acabou todo quebrado, sendo que o cara merecia um prêmio Nobel. Fom forom fom fom

Agora, embora o episódio tenha colocado na cadeia o possível assassino de Rosie, um outro suspeito foi levantado de última hora, durante todo esse season finale e por essa eu tenho certeza que ninguém esperava: Holder!

Sim, o policial que não segue regras e fala “Yo!” o tempo todo, Stephen Holder (Joel Kinnaman, Höy!),  acabou aparecendo como suspeito durante todo o episódio, meio que em segundo plano com pose de vilão sabe (outro clichê)? O que eu achei um crime porque afinal, mesmo parecendo que ele não tomava banho nunca, o cara era um dos personagens mais sensacionais da série, não? Sacanagem transforma-lo no vilão logo no episódio final. Sacanagem!

A minha interpretação para esse final com todo esse clima sombrio de “suspeito” em torno do Holder foi mesmo que esse recurso foi utilizado apenas para tentar nos enlouquecer até a próxima temporada. Não acredito que ele tenha alguma relação com a morte de Rosie, não mesmo. E todo aquele climão suspeito em relação ao seu personagem deve ter sido mesmo apenas para tentar disfarçar a sua atitude, que essa sim foi suspeita para esse final. Acho que o assassino da garota foi mesmo o político bonitão que acabou sendo preso e Holder, que desde o começo se mostrou mais imaturo e talvez um policial menos preparado do que Linden, acabou forjando a tal foto da câmera de trânsito apenas por achar que o assassino acabaria saindo impune a toda aquela situação sem essa prova, que foi importante para decretar a sua prisão. Uma atitude desesperada, para não perder o caso em que estava trabalhando e aquela entrada dele na cena final dentro do carro, com cara de vilão (novamente o clichê) e dizendo que que “a foto funcionou” e que “ele vai afundar”, deve ter sido um desabafo com o seu padrinho, que já apareceu antes na série, no episódio em que vimos ele dando seu depoimento na reunião contra o seu vício. Esse é o meu palpite…

Mas que foi legal ver a Linden dentro do avião, achando que tinha solucionado o caso  e que finalmente estaria livre para viver sua vida fria e feliz em outro lugar, mas que acabou recebendo a notícia de última hora (com o avião de partida) de que a foto era fake, sem poder fazer nada naquele momento além de mandar um olhar de “ahhh se eu te pego Holder,  you son of a bitch!”, isso foi sensacional, não?

O pior é que parece que não vamos ter a chance de ouvir a confissão vindo direto do assassino, uma vez que ele encerrou a temporada com uma arma apontada para a sua cabeça pelas mãos do Belko, alguém visivelmente perturbado e que resolveu de última hora fazer justiça com suas próprias mãos contra o homem que destruiu o seu modelo de família perfeita de comercial de margarina. Família essa onde ele nunca foi aceito ou sequer pertenceu. PÁ!

Agora, eu fiquei bem curioso para ouvir mais daquela amante do Richmond hein? (e aquele cabelo era peruca? rs) Diz ela que ele era caridoso…mas ficou bem claro que ele estava mesmo é querendo encontrar a substituta perfeita para a sua falecida mulher, não? Freak!

Para quem esperava uma grande conclusão, talvez o season finale tenha sido uma grande decepção. Agora para que sem contenta com uma série boa, bem feitinha e que mantém o climão de suspenste até o fim, talvez tenha sido um dos melhores seasons finales ever. Pelo menos corajoso todos devem concordar que foi hein? Ainda mais se vc parar para pensar que essa foi apenas a primeira temporada de The Killing

Se eu vejo vcs na Season 2? … (adivinha aê!)

A Season 2 morna de Modern Family

Maio 31, 2011

É, não foi uma temporada sensacional para a família moderna. Definitivamente, não foi…

Ainda assim, para o nível do que temos de séries meia boca no ar, digamos que estamos no lucro.

No ano passado por exemplo, no meu coração, Modern Family e Community terminaram as suas primeiras temporadas empatadas. Duas séries novas e brilhantes, que me fizeram rolar de rir e o melhor de tudo é que cada uma fazia isso dentro da sua proposta, que é totalmente diferente uma da outra. Mas quando chegou a hora de nos surpreender com uma segunda temporada poder, só mesmo Community conseguiu se superar e Modern Family caiu no limbo das piadas repetidas em looping e acabou terminando a sua Season 2 de forma morna, bem morna. Sabe assim: foi engraçado, mas nem tanto? Então, foi mais ou menos isso.

Eu acho que o problema é que os personagens não evoluíram. Tirando a Gloria e o Phil, que sempre acabam salvando qualquer piada fraca com seus trejeitos deliciosos, os demais personagens da série parecem que já ficaram presos dentro de uma zona de conforto da qual eles se recusam a sair.

Tipo, Jay é o zangado, Cameron o palhaço, Manny o pré adolescente maduro, as filhas da Claire são as chatas da turma, Mitchell é aquele que tem o humor da depressão e a Claire é a irritada que só grita, baixa o corpo e se contorce. Sabe a veia que saltava da testa da Monica em Friends? Então, acho que um dia aquela mesma veia pula de dentro daquela camisa pavorosa da Claire na nossa cara, rs. E todos eles são só isso…ou pelo menos foram até agora…

Todos esses estão presos dentro de uma única proposta/fórmula para os seus personagens, algo que eu acho cedo demais para se prender. E eu acho triste reconhecer que até o Cameron deixou de ter tanta graça assim. Logo ele que no ano passado foi quem me fez mais rolar de rir, com seus griteeenhos de garota, correndo para salvar a Lily que estava presa dentro do carro, não conseguiu repetir o feito esse ano. Tirando o tombo que ele levou no episódio do beijo gay, não rolei mais tanto assim com o personagem, fato.

E mais uma vez eles provaram que não sabem terminar bem uma temporada hein? Durante a Season 1, o episódio em que eles foram todos viajar e que tinha cara de Season Finale, ficou como o penúltimo da temporada. E dessa vez aconteceu o mesmo com o ep que tinha até o título perfeito de “See you next fall”, que foi aquele com a formatura e que também acabou ficando como penúltimo, reforçando a minha teoria de que eles não sabem ainda como terminar bem uma temporada. Humpf!

O lance dos “flashbacks” usado no episódio final para o video do aniversário do Jay foi divertido, mas depois do episódio com a mesma temática de Community, tudo parece amador pra mim… (quando não um indício de uma possível cópia, como eles já fizeram quando copiaram Friends com a história dos brincos e a questão de quem ficaria com a guarda de Lilyanna, rs, fikdik)

E o destaque dessa temporada vai para o Luke, que tomou o lugar do Manny durante essa temporada inteira e que brilhou com toda a sua tolice ala Phil Dunphy. Ele que fez a mais promissora (e foufa) edição de video ever para o aniversário do avô, hein? Inscrevam já esse menino em algum festival! Euri

E ainda falando do episódio final da temporada, o Manny naquele barquinho na piscina foi a coisa mais foufa desse mundo hein? Fez por merecer seu 1/3 da herança (rs)

Mas tirando tudo isso, Modern Family continua uma série de comédia muito boa, do tipo que vale a pena, só acabou mesmo perdendo o status de melhor comédia da temporada. Sorry! Mas ainda esta entre as 5 melhores, certamente!

E sabe de outra coisa que eu senti falta durante essa temporada? Os discursos foufurices do final dos eps, que foram sempre tão bons, mas que andaram meio esquecidos duranre essa Season 2, humpf!

See you next fall!

ps: preciso dizer que eu amei o ep de dia das mães, que foi foufo mil e eu fiquei super emocionado junto com todos eles

ps2: a piada do “sexyphone” foi péssima hein?


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