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Com quem você gostaria de passar o fim do mundo?

Dezembro 21, 2012

Seeking-a-Friend-for-the-End-of-the-World

(______________________) para preencher com a escolha de sua preferência.

E quem diria que com o mundo prestar a acabar, ainda sobraria algum tempo para se apaixonar? (♥)

Uma ótima proposta para o momento (e para o oportunismo desse blog que logo no dia de hoje decidiu ser sensacionalista, rs), em uma dramédia bem bacana e estrelada por rostos conhecidos de todos nós. Apesar do tema, “Seeking a Friend for the End of the World” não é um filme triste, apesar de ter seus momentos e a visão da diretora Lorene Scafaria (em sua estreia como diretora) para o longa ter sido a de emprestar um certo tom de ironia para o final dos tempos.

É claro que em meio a uma proposta como essa, de poucos dias restantes para o final inevitável e anunciado do mundo, sem a menor esperança, tudo e todos estariam enfrentando o maior caos. Pessoas tentando realizar todas suas vontades e desejos antes que não houvesse mais tempo para realizá-los, esbanjando sinceridade quando já não havia mais motivos para mentir socialmente e experimentando o que talvez sempre tenham desejado mas antes, sem a certeza de um ponto final determinado para suas histórias, acabava faltando coragem para experimentar ou se arriscar. Tudo muito natural e do jeito que a gente imagina que aconteceria na verdade.

No meio disso tudo temos ele, Dodge (Steve Carrell), um homem comum recém abandonado pela mulher, que tem uma história de amor antiga ainda pendente e que ironicamente, trabalha como vendedor de seguros de vida. Em seu trabalho, o caos também já havia se instaurado, com poucas pessoas restantes fazendo questão de continuar com suas vidas corretinha e rotineiras até o final, algumas com um pouco mais autocontrole, outras menos, mas todos tentando seguir em frente para ver o que de fato aconteceria no fim. Em casa, sozinho, Dodge tem apenas a companhia da empregada  estrangeira com quem ele não consegue se comunicar muito bem, ela que também faz questão de tentar manter a sua rotina, talvez de forma inconsciente, por não entender muito bem o que estava acontecendo. (achei até que eles abortaram essa segunda ideia para não soar politicamente incorreto demais… o que eu achei bom até)

Enquanto o clima de caos piorava, Dodge acabou encontrando com uma vizinha que ele pouco (ou nada) conhecia, ela que estava passando por uma situação daquelas com o ex namorado (para a minha surpresa, interpretado barbudamente por aquele que é sempre uma visão, Adam Brody. Höy!), com quem ela já não conseguia se entender mais. E para que permanecer em uma relação que já não a levaria a nada, ainda mais nessas circunstâncias? Apenas para ter companhia? Claro que não. (talvez esse não seja o final do mundo, mas você que estiver em uma relação parecida, aproveite para seguir esse exemplo)

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Ela é Penny (Keira Knightley), uma alma no mínimo confusa, mas digamos que de bom coração (rs) e que além de tudo escondia uma patologia revelada em um sono profundo onde nada e nem ninguém conseguia fazê-la despertar facilmente. Durante o pouco tempo que eles passam juntos se conhecendo, ele acaba descobrindo que Penny havia ficado com a sua correspondência por um bom tempo e em meio a diversas cartas, havia uma bem especial, escrita por aquela com quem ele dividiu a sua história de amor ainda pendente mencionada anteriormente, com ela dizendo ter descoberto que Dodge seria o homem da sua vida e que gostaria de ter uma segunda chance com ele.

Movida pela culpa (sempre ela), Penny acaba embarcando numa expedição ao lado de Dodge e um cachorro que ele acaba herdando de um covarde qualquer que resolve abandoná-lo em meio ao caos, fazendo companhia para ele que estava em busca de pelo menos uma última chance com aquela que ele achava ser a mulher da sua vida.

Com isso ganhamos a jornada desses dois personagens em busca de um bom momento para o fim do mundo, ele tentando encontrar o amor da sua vida e ela tentando se redimir da culpa de talvez ter dificultado esse encontro. Além do que, Penny era inglesa e como já não haviam voos para outros países, ela não poderia mais terminar os seus dias ao lado da própria família, algo que para sua sorte, acabou ganhando uma nova esperança com o Dodge prometendo levá-la aproveitando a mesma viagem até alguém que ele conhecia e que possuía uma avião, algo que poderia ser a solução dos seus problemas. Claro que durante essa jornada, ambos acabam se metendo em diversas situações divertidíssimas, como a visita a aquele restaurante movido pelo positivismo, onde todos são seus amigos (rs, e uma dessas pessoas é a Britta de Community), até a passagem pelo abrigo de um grupo de malucos (incluindo um ex dela) que acham que serão capazes de sobrevier e reocupar o mundo após o seu fim.

Todas essas situações apesar de bem divertidas, elas todas tem sempre um fundo triste, seja por um motivo ou por outro. Meu momento preferido ficou por conta da carona que ambos acabaram ganhando de uma maluco que na verdade havia pago por um serviço de matadores de aluguel, para retirar a própria vida e acabar de vez com aquela agonia de esperar até o fim do mundo (interpretado pelo William Petersen, que todo mundo conhece de CSI). Aliás, aquele mural do começo do filme com os mais diversos tipos de serviços pregados naquele quadro, foi outro detalhe que eu achei divertidíssimo no longa.

Talvez o filme tenha realmente essa função de mostrar o quanto todo mundo enlouqueceria caso o fim de tudo realmente fosse anunciado (bem que tentaram, neam 2012?), algo que eles conseguem cumprir muito bem, mostrando o quão bizarro o comportamento humano acabaria ficando caso isso fosse uma verdade. Ilustrando alguns desses tipos de comportamento temos diversos rostos conhecidos de todos nós, especialmente do mundo das série como a Connie Britton (Nashville, AHS), Rob Corddry (Childrens Hospital), Melanie Lynskey (Two And A Half Men), todos em participações excelentes e bem divertidas, diga-se de passagem.

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A dupla Carell e Knightley também acabou funcionando muito bem, o que não chega a ser exatamente nenhuma surpresa, não só pelo talento indiscutível dos dois atores, como também pelo fato de ambos já terem sido vistos em papéis bem parecidos como esses, algo que eu até acho que nesse caso acabou prejudicando de certa forma o longa. Afinal, todo mundo sabe que o Steve Carell interpreta um ótimo loser corretinho e engraçado, assim como a Keira faz muito bem a aventureira estrangeira meio maluca e que não enxerga barreiras em seu caminho.

Claro que nesse tempo que ambos personagens acabaram passando juntos, ambos acabaram se vendo apaixonados um pelo outro e a forma como essa relação acabou sendo construída, certamente foi um dos pontos altos do filme. Um envolvimento natural, trazido pela convivência e pelo pouco em comum que ambos dividiam, que no final das contas acabou se tornando algo muito maior ao que ambos poderiam imaginar que aconteceria. Algo que aproxima bastante essa história de amor da realidade, tornando tudo bem possível e compreensível, apesar das circunstâncias e do pouco tempo. E o filme tem uma trilha sonora ótima também, muito provavelmente toda influenciada pela coleção de discos da própria Penny no longa.

Apesar de ter achado bem bonitinha a história de amor entre os dois, o filme ganhou mais peso para mim quando passamos a conhecer um pouco mais da história do Dodge e o daddy issue que ele carregava, que descobrimos mais próximo do final ser aquele que ele disse que conhecia e que tinha um avião para levá-la para passar o fim do mundo ao lado da sua família em Londres. Um breve momento entre os dois, pai e filho, reconhecendo sua parcela de culpa nessa história toda e resolvendo acertar os ponteiros, uma vez que já não havia mais tempo e nem porque de continuar com toda aquela mágoa entre os dois. Um momento lindo, sem ser clichê demais, algo que eu considero bastante importante para a dignidade de qualquer drama.

Perto do final do filme, ganhamos uma resolução super foufa para o final inevitável e já anunciado desde o começo dele para aquele casal que acabou surgindo dessa história em meio ao caos, mesmo sendo ele nada esperançoso para quem costuma sempre torcer para um final feliz mais óbvio, o que não é o meu caso e apesar dos acontecimentos, essa história não poderia ter ganhado um final mais feliz. Aos mais esperançosos, espero que esse detalhe não tenha impedido a compreensão de que apesar de ter um fim, aqueles dois viveram sua história de amor como ela poderia ser vivida naquele momento e só isso deve ser o suficiente para quem está prestes a perder tudo, o que nesse caso, para complicar ainda mais seria toda mundo. (rs)

Um filme bem bonitinho, com uma proposta leve e extremamente bem humorada para um final inevitável, apesar do clima de caos. Para assistir imaginando com quem você gostaria de estar no final dos tempos…

 

ps: para quem ousou pensar em preencher a lacuna acima com algo do tipo “Ryan Gosling”, nem adianta tentar porque ao que tudo indica, ele já vai estar ocupado, em um outro (my own) fim do mundo bem pessoal… sorry, but i’m not sorry! rs

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Seeking a Friend for the End of the World, o trailer

Fevereiro 24, 2012

Só porque eu AMO o Steve Carell da depressão e a Keira Knightley possuída e com cara de maluca, rs.

O mais engraçado na ideia do filme, é ver a reação das pessoas tentando manter tudo normal e em ordem, inclusive as sextas feiras casuais (euri), mesmo com o fim do mundo anunciado.

Momento gossip: o filme é da diretora Lorene Scafaria, ex do Adam Brody (Höy!) e apontada como nova senhora Ashton Kutcher (o que prova que apesar de ter um tipo – xóvem – ela não tem lá assim muito critério, neam?)

ps: detesto ouvir o Luciano Huck dizendo “Ashton Kutcher”.

ps2:eu também quero um beijo da Britta! (sempre achei ela muito mais linda, além de funcionar muito melhor como casal para o Jeff em Community, pena ela ter perdido tanto espaço para os “gêmeos superdesenvolvidos” da Annie)


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