Posts Tagged ‘Seth Gabel’

A temporada de despedida de Fringe

Janeiro 25, 2013

fringe_season5

Apesar de ser bem difícil aceitar, aqui estamos nós, uma semana depois, encarando a realidade de que daqui por diante, não teremos mais Fringe. Agora é isso, não adianta mais reclamar, fazer campanha para evitar um cancelamento ou qualquer coisa do tipo, porque chegamos ao ponto final dessa história. Só que dessa vez, a sensação para a nossa sorte é outra e não aquela bem amarga de outros tempos que enfrentamos por diversas vezes, quando a gente vivia se deparando com o fantasma do cancelamento assombrando constantemente uma série tão bacana como essa. Sofremos sim, ficamos com medo de perder uma de nossas séries mais queridas dos últimos tempos por diversas vezes, quando ainda não estávamos preparados para essa perda, mas no final, conseguimos sair como vencedores dessa história e assim, conquistamos a nossa tão desejada Season 5, uma temporada dos sonhos para essa série que tanto fez por merecer desde o seu começo, trazendo para a TV uma das histórias mais inventivas de todos os tempos.

A forma como Fringe conseguiu se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi modificada tantas vezes, que a sensação é a de que quase não podemos afirmar que ao longo desses cinco anos, estivemos assistindo a mesma série, embora a sua essência tenha permanecido a mesma desde sempre. Mesmo assim, todas essas novas formas de assistir a série foram deliciosas, cada uma por um motivo especial. Ao mesmo tempo que não podemos fazer esse tipo de afirmação, também não podemos dizer simplesmente que a série mudou drasticamente, a ponto de não conseguirmos reconhecê-la mais. Isso não poderemos dizer nunca, porque toda a sua mitologia e todo o seu fundamento sempre estiveram ali, presentes, não importando muito o cenário atual da temporada ou plot da vez e foram todos respeitados até o final. Universos paralelos, presente, passado, futuro, universos de bolso, todos eles foram apenas algumas propostas de planos de fundo para essa história sensacional e que funcionou perfeitamente em cada um deles. Cada detalhe, referência, constantes e padrões nos acompanharam durante toda a evolução de Fringe e nessa reta final, podemos até dizer que ganhamos diversos presentes para quem realmente é fã da série, com um turbilhão de revisitas a momentos e símbolos das temporadas anteriores, que colaboraram para nos deixar completamente satisfeitos com o seu agora inevitável porém merecido e até mesmo necessário final.

Durante a temporada anterior, tivemos aquele final meio esbaforido, onde eles correram para tentar amarrar o maior número de pontas possíveis caso a série não conseguisse garantir o seu futuro. Algo que milagrosamente eles conseguiram fazer, em pouco tempo e de forma até que satisfatória (só não poderia ser só aquilo). E isso covardemente, por todas as partes, tanto de quem ameaçava encerrar a série antes da hora, quanto para eles mesmos, que antes desse final nos deram um gostinho de até onde eles gostariam de chegar caso a série conseguisse garantir um futuro, com um episódio que muita gente não conseguiu entender e ou acho meio aleatório para uma história que poderia ser encerrada a qualquer momento, mas que na verdade era apenas um aperitivo do que eles ainda gostariam de nos contar dessa história.

Cenário esse que foi exatamente onde estivemos durante toda essa Season 5, no futuro, com um mundo tomado pelos Observadores, figuras recorrentes em todos os episódios da série, desde quando ninguém sabia exatamente quem eram, ou quais eram suas verdadeiras intenções, respostas que obtivemos ao longo dessa temporada (e não só agora também). Uma realidade que pela primeira vez nos trouxe a família inteira novamente reunida, agora com a Olivia também fora do âmbar,  ainda sofrendo por ter sido obrigada a ficar tanto tempo distante da filha, Etta, com quem ela tentava estabelecer algum tipo de relação já que ambas acabaram ficando distantes por muito tempo e algo acabou se perdendo nesse caminho. Nessa hora, começamos a entender o que aconteceu com aquelas pessoas após a invasão, onde descobrimos que Peter e Olivia tiveram suas diferenças e que a relação do casal já não era mais a mesma após a perda da filha, apesar do amor entre os dois ter permanecido o mesmo.

Fringe Season 5 (12)

E foi bem bacana ver a Olivia tendo tempo para acertar suas diferenças com Etta, que na verdade, era extremamente parecida com a mãe em relação a sua competência e batalha a favor daquilo que ela acreditava dentro da chamada resistência na série, exceto por alguns detalhes, de algumas coisas que talvez ela não tivesse tido alguém para ensiná-la a respeito. Apesar desses momentos importantes para essa questão familiar, é fato que Olivia esteve visivelmente apagada durante boa parte dessa temporada, apática, meio de lado, onde ficamos esperando que ela voltasse a ser a Olivia de sempre, algo que quase não aconteceu, exceto pelo episódio duplo final, onde ela teve chance de reviver alguns dos seus momentos de Olivia da Fringe Division antiga, justamente pelo meio que a trouxe a sua grande importância dentro desse universo, mas que mesmo assim, não pareceu ser o suficiente para uma personagem que evoluiu tanto ao longo desses anos todos e que nós aprendemos a gostar. Um ponto negativo a se guardar dessa temporada final.

A questão familiar, que sempre foi tão presente em Fringe, também apareceu com força durante essa temporada final e de uma forma super bacana, sem soar como um resposta pedante ou saída fácil para qualquer tipo de situação, como estamos acostumados a ver em outros cenários. Envolvidos nessa questão, além da relação adorável de sempre entre Walter e Peter, tivemos Peter, Olivia e Etta em destaque, mas resolvendo tudo de forma até que prática, porque o assunto maior em questão naquele momento era mesmo o de tentar salvar o mundo do que ele havia se tornado. Dessa dinâmica, o mais importante talvez tenha sido mesmo colocar o Peter exatamente no mesmo lugar em que já esteve o seu pai, perdendo a filha (nesse caso, cruelmente) e tentando de tudo para recuperá-la, nem que para isso fosse necessário que ele se tornasse o seu próprio inimigo. Assim, ganhamos a transformação do Peter em um “Observador”, para que ele tivesse alguma vantagem ao tentar entender a mente dos inimigos da vez, para que assim pudesse ter alguma chance a seu favor. Um plot bem interessante e que foi lindamente conduzido pelo ator Joshua Jackson, ou Peter Pacey, como costumamos chamá-lo por aqui, mas que nos deixou com a sensação de ter sido abandonado precocemente, naquele momento em que o personagem através da sua conversa com a Olivia (um momento lindo apesar de tudo), entendeu que o amor entre eles era muito mais importante e talvez fosse a sua maior arma para vencer aquela batalha e ou o que diferenciava todos eles do próprio inimigo.

E o grande plano arquitetado por Walter e Donald (personagem até então oculto dentro da série), ainda em 2015, foi o ponto chave para o desenrolar dessa temporada que na verdade, tratava-se de um grande quebra-cabeças que dependia de uma série de peças para que fosse montado. Nessa hora, talvez eles tenham arrastado essa parte da solução um pouco demais, apesar de ser justificável porque essa seria a grande resolução da série a essa altura e não poderia acontecer tão cedo. Mas mesmo assim, todas as fitas do Walter presas em âmbar no seu laboratório em Harvard, que nos davam pistas das peças necessárias para a montagem desse grande quebra-cabeça, acabaram ocupando um tempo grande demais ao longo dessa Season 5, apesar de que, cada uma delas acabou nos levando a um momento bem bacana também para a série. Poderia ter sido resolvido de forma mais rápida ou simples? Poderia. Mas esse caminho apesar de longo, foi também delicioso e valeu a pena? Foi e valeu. Portanto, estamos felizes de qualquer forma, rs.

Sem ele por exemplo, não teríamos ganhado a descoberta de que Walter mantinha um arquivo morto dos Fringe Events que conhecemos ao longo das temporadas, que esteve esse tempo todo no underground do seu próprio laboratório em Harvard. Juro que por um momento, me senti como um total idiota por nunca sequer ter imaginado que Walter teria algo do tipo guardado tão perto por todo esse tempo. E é claro que conhecendo o Walter como nós todos conhecemos bem ao longo desses anos, obviamente ele teria mantido algo parecido a disposição dele. E quem não teria?

Fringe Season 5

Entre os diversos momentos que ganhamos após cada uma das fitas que foram liberadas do âmbar, tivemos outros dois grandes momentos para essa reta final de Fringe. O primeiro ficou por conta do universo de bolso que descobrimos que existia, uma nova possibilidade de cenário para a série também muito bacana e até então desconhecida, onde achamos que iriamos finalmente encontrar o tal Donald, tão mencionado até então por Walter como parceiro do seu plano para derrotar os Observadores, algo que não aconteceu, mas que na verdade, devido as pistas encontradas no próprio episódio, ele acabou nos trazendo de volta um velho conhecido da série, Michael, o garoto Observador que conhecemos no passado e que dessa vez nos foi apresentado como parte fundamental do plano final.

Como as peças ainda não estavam devidamente encaixadas, na tentativa de proteger Michael dos próprios Observadores, acabamos nos despedindo de uma personagem que também aprendemos a gostar bastante com o tempo (e já fomos bem desconfiados a seu respeito no passado), Nina Sharp, que teve que se suicidar em nome de um bem maior para a humanidade naquele momento. Falando assim, tudo pode até parecer um tanto quanto “clichê” demais, mas não é de hoje que sabemos que todas essas pessoas dedicaram suas vidas em nome da ciência, portanto, nesse detalhe, encontramos a justificativa para essa atitude drástica, já que eles estavam a um passo de conseguir atingir seus objetivos. Bacana também foi ver que mesmo antes de morrer, Nina através do Walter, acabou recebendo a informação que talvez ainda estivesse faltando para ela completar o seu ciclo, ganhando a certeza de que ela também significou alguma coisa importante para o William Bell, seu parceiro de tantos anos e que foi o grande amor da sua vida. Um momento extremamente sútil, mas que trouxe uma carga dramática merecida para a mitologia da própria personagem.

E mesmo em sua reta final, Fringe conseguiu provar que nunca foi uma série preguiçosa e mesmo a essa altura, se arriscou em mais um daqueles episódios das viagens do Walter a base de LCD, nos levando para a que talvez tenha sido a melhor delas. Com um episódio sensacional (que aceitamos como presente pessoal para o Guilt), com cara de instalação de arte, ganhamos mais um grande momento para a série (que dessa vez por uma questão de tempo, acabou acontecendo no episódio 9 e não no 19 como de costume em todas as temporadas) e que além de tudo serviu muito bem para ilustrar o atual momento dos seus personagens principais e principalmente o próprio Walter, que estava enfrentando o dilema de se tornar o homem que ele sabia que poderia e não queria ser. Um episódio para se aplaudir de pé, com direito a cartoon no fundamento de Monty Python e uma trilha sonora perfeita para o momento. Aliás, essa foi uma temporada onde a trilha sonora de Fringe esteve afiadíssima, com momentos inesquecíveis como Walter nostálgico e esperançoso em busca da sua tulipa branca, ao som da música perfeita dentro de um carro qualquer, ou quando ganhamos um momento mais dramático novamente com Walter ao som de “The Man Who Sold the World” do David Bowie (♥).

Faltando apenas três episódios para a conclusão final da série, ganhamos outro momento excelente, onde finalmente descobrimos que Donald na verdade era o próprio September, o Observador mais do que presente na vida de Walter e seu filho e que estava cumprindo uma espécie de punição por conta de todas as suas intervenções no passado, agora vivendo como uma pessoa comum e por isso o nome Donald (por isso e sua inspiração em “Singing In The Rain”). E foi quando ganhamos a maior resposta em relação a mitologia dos próprios Observadores, da forma como eles se desenvolveram até chegar a essa ponto, até suas variações consideradas como anomalias, além de algumas outras respostas importantes em relação a algumas questões que sempre existiram em torno desses personagens. Nessa revelação, de mais importante, descobrimos que eles nada mais eram do que a evolução do que eles mesmos consideravam como a raça “perfeita”, onde ele foram retirando aos poucos seus sentimentos (começando com a inveja… e porque será, hein? rs) para que eles se tornassem seres mais evoluídos e muito mais inteligentes, até que essa busca acabou os levando a retirada total dos sentimentos da espécie, levando os Observadores a se encontrarem no seu atual estado, completamente práticos e incapazes de sentir qualquer coisa.

Fringe Season 5 (2)

Porém, como todo experimento tem suas variações, September e o próprio Windmark acabaram se tornando exceções a regra, onde suas relações tão próximas com humanos “comuns” ao longo do tempo, acabaram levando ambos a desenvolverem certos sentimentos, para o bem e para o mal, com Septemper observando o amor paterno do Walter e seu filho Peter, por quem ele foi capaz de cruzar universos para tentar salvar, desenvolvendo o mesmo tipo de sentimento mais tarde pelo Michael, assim como Windmark acabou desenvolvendo o ódio que ele sentia pelos humanos, embora ele não conseguisse entender exatamente do que se tratava. Desse despertar do amor do September, chegamos ao Michael, ele que por sua vez era uma espécie de híbrido (e parte do próprio September), tendo a sua parte da inteligência evoluída como a dos Observadores e que também acabou desenvolvendo os sentimentos da parte humana como eles jamais haviam visto antes. Uma amarração excelente para essa história, que embora seja pautada também no amor, acabou sendo corajosa o suficiente para caminhar em paralelo com a ciência, que sempre foi um dos pontos mais fortes da série.

Na verdade, a questão maior em Fringe, sustentada até o final, foi mesmo a questão do homem vs ciência e os limites que uma mente brilhante como a do Walter precisava encontrar para que a sua genialidade não se tornasse uma grande ameaça para os demais. Bacana ver que mesmo por esse caminho, eles nunca desconsideraram completamente algumas questões de fé (que embora eu ache importante essa escolha de não misturar as duas coisas, também acho importante não ignorá-la completamente, porque certamente esses tipos de questionamentos apareceriam na vida real) e principalmente o lado mais humano da coisa, que também até o final, ficou por conta da história de amor mais interessante da série desde o começo e que eu sempre falei ser a minha preferida dentro dessa história, que foi a linda relação de pai e filho Walter + Peter.

A essa altura, eu já não tinha mais esperanças de um final apenas feliz para essa história. Tendo Olivia e Peter já sofrido algumas ameaças em ambos universos, restava ao Walter a tarefa de tentar se redimir, apesar dele já ter tido a sua absolvição ao longo dessas temporadas todas e principalmente naquele lindo final do Lado Vermelho do universo, ainda durante a temporada anterior. Apesar de ter se tornado uma lenda da ciência no futuro, tendo a importância do seu trabalho finalmente reconhecida no tempo atual da sua neta, nada me tirava da cabeça que algum deles precisava pagar o preço para que essa história tivesse o final feliz que merecia e esse seria o Walter.

Fringe Season 5 (5)

Algo que se confirmou com a revelação do plano de Walter e September, arquitetado ainda em 2015, antes da invasão dos Observadores, quando ganhamos a confirmação de que Walter precisaria se sacrificar, levando Michael até o futuro, mostrando para os Observadores daquele tempo, que não havia motivos para a existência dos mesmos daquela forma como eles chegaram por aqui durante a invasão. Uma ideia que apesar de cruel, fazia todo o sentido, apesar de que, o próprio September poderia ter ficado encarregado dessa apresentação do Michael ao futuro. E faltando pouco para o final, ele até chegou a sugerir a troca e seguir no lugar do Walter, mas como nem tudo funciona como o planejado, não tivemos outra alternativa e fomos obrigados a nos despedir de Walter conforme o planejado, mesmo que isso tenha nos causado a perda mais dolorosa de toda a série até então. De qualquer forma, ver uma mente como a do Walter caminhando naquele portal (algo muito semelhante com o que ele já havia enfrentado com o Peter quando criança) apesar de ser um triste final para a sua história no presente, de certa forma chega a ser reconfortante, porque sabemos que finalmente uma mente tão avançada como a dele, encontraria no futuro novas possibilidades, poder experimentar o que ele mesmo acabou contribuindo a seu modo para a evolução, além de levar com ele toda a sua bagagem intelectual, que todos nós sabemos que merecia encontrar um lugar bem especial para viver e nada melhor do que o futuro, porque Walter sempre foi um homem a frente do seu tempo. Agora imaginem, Walter, toda a sua genialidade e esquisitices, vivendo no futuro? (só eu acho que um spin-off deveria acontecer dessa nova fase da vida do personagem? Ou alguém duvida que o Walter acabou encontrando uma forma de voltar para o presente, nem que seja para umas visitas momentâneas? Não sei, vejo muitas possibilidades, inclusive a dos próprios Observadores devolvendo Walter a seu tempo devido a sua importância e ou por não aguentarem mais as suas manias, rs)

Claro que antes dessa dolorosa despedida, tivemos uma série de momentos importantes, como a Olivia ganhando a tarefa de resgatar Michael, usando novamente os recursos do universo vermelho, buscando ajuda com  velhos conhecidos seus que acabaram ganhando o seu momento nessa reta final (e até o Walternativo acabou ganhando um ponto de conclusão, mesmo que ele não tenha sequer aparecido durante a passagem), com as participações mais do que especiais do Lincoln e da Folivia, que embora super segura, não perdeu a chance de falar para o Lincoln não ficar encarando muito o seu traseiro mais jovem, representado pela própria Olivia, rs. Além disso, tivemos a mesma tendo que novamente ser submetida ao Cortexiphan, que nesse caso também acabou sendo fundamental para que o plano de derrotar os Observadores pudesse ser concluído e assim eles conseguissem resetar o tempo, apagando a existência dos mesmos. (algo que é melhor nem pensar muito para não começar a gerar uma série de novas perguntas… apesar de tudo ter feito bastante sentido até então)

Sem contar que no caminho para essa conclusão, ganhamos uma série de revisitas mais do que especiais à símbolos da série, como a Fringe Division utilizando os próprios casos do passado para conseguir derrotar os Observadores (uma sequência que foi mais do que um presente, vai?), assim como o próprio Broyles, que não foi esquecido e merecidamente foi resgatado pela própria Olivia durante a missão final. Mas isso não foi nada comparado a outros dois momentos pra lá de especiais e também encontrados nesse series finale. O primeiro deles, ficou por conta da aparição mais do que afetiva da vaca Gene, ainda em âmbar por questões práticas,  mas ganhando a sua merecida despedida (sério, #TEMCOMONAOAMAR?). E o segundo deles, que ficou por conta daquela despedida do coração, extremamente afetiva entre Walter e a querida Astrid, a quem ele não deixou de agradecer por tudo o que ela fez por ele e passou ao seu lado durante todas essas temporadas e finalmente a presenteando com elogios importantes, além do mais importantes dele, é claro, com a pronuncia do seu nome, dessa vez, sem erros. Isso sem contar um momento anterior onde encontramos “Walter no tanque” e sem cueca, é claro, caso contrário, ele não seria o Walter que nós amamos. (rs)

Fringe Season 5 (6)

Mas realmente, nada foi mais comovente nessa reta final do que os momentos divididos entre Walter e o seu filho, Peter. Primeiro com Walter ciente do seu futuro, ainda sem ter revelado ao Peter qual seria o seu destino, ganhando um momento super foufo ao lado do filho e que além de tudo veio com uma carga de humor deliciosa, ainda mais para um momento como esse. E aquele outro quando Peter assistiu ao lado do pai o que seria a sua mensagem de despedida em VHS, com um discurso lindíssimo do Walter se dizendo extremamente realizado por sua trajetória e principalmente, por tudo que ele teve a chance de passar ao lado do filho durante todo esse tempo, dizendo que faria tudo de novo caso fosse possível. Um momento para deixar qualquer fã de Fringe chorando feito criança, que eu confesso que foi exatamente como me encontrei ao final dessa cena, totalmente entregue. E momentos como esses justificam a minha predileção por essa história de amor em toda a série. Exijo um abraço, Walter!

Apesar de todos esses acontecimentos do series finale duplo, é preciso reconhecer que ele teve um efeito digamos que “menor” se comparado com os outros finales das demais temporadas. Não que ele tenha sido fraco, ou qualquer coisa do tipo, porque isso não foi mesmo (e realmente foi bem especial, apesar da questão do ritmo da sua primeira parte), mas digamos que ele foi “menor” no sentido de que restava pouca coisa para resolver durante o mesmo. As respostas já haviam sido encontradas (as que sobraram, eu realmente não consigo sentir a menor falta), o plano já havia sido revelado e só faltava mesmo uma conclusão para tudo aquilo que a gente já sabia que deveria acontecer. Mesmo assim, novamente, é preciso dizer também que tendo a série gasto esse tempo com uma série de referências e aparições mais do que especiais para todos os seus fãs, não podemos nem reclamar que esse não foi o final perfeito para Fringe. Isso nós não podemos mesmo, porque ele foi sim perfeito! (e o episódio final ainda conta com uma série de easter eggs além de um agradecimento final pra lá de especial para todos que permaneceram enquanto audiência da série)

E com aquele sonho recorrente do Peter e a Olivia brincando com a pequena Etta no parque, dessa vez tivemos a visão do final feliz proposto para a série, agora não mais como lembrança e sim como realidade, com a família enfim reunida, o que nos deu a certeza de que todo o plano acabou funcionando no final das contas, mesmo que isso tenha custado a dolorosa despedida de um dos personagens mais sensacionais de todos os tempos na TV, Walter Bishop. (I ♥ John Noble)

Mas é claro que um personagem com tamanha importância para a série não poderia se despedir dessa forma apenas e por esse motivo, ainda ganhamos um último momento, com a aparição de um dos maiores símbolos da série, com Peter recebendo uma carta do seu pai, com a tulipa branca que vimos que o September fez questão de resgatar especialmente para o Walter, tamanha a sua importância dentro desse universo. Sério, nessa hora, apesar da correria dos minutos finais do ep, me encontrei extremamente realizado com o final proposto para essa história, que se encerrava firmando-se como uma das melhores séries de Sci–Fi do seu tempo. Sabe aquele abraço que a gente precisava para um momento como esse? Então… abraço dado. (tears . Aliás, adorei a história que a atriz Jasika Nicole contou nesse vídeo abaixo, dizendo que na última Comic-Con eles foram recebidos no painel da série com todo mundo segurando uma folha em branco com a imagem da “white tulip”. #TEMCOMONAOAMAR? E esse vídeos traz os comentários dos atores em relação a conclusão da série e é bem especial!)

Confesso que o meu medo era grande em relação a essa conclusão, porque ver uma série tão bacana como Fringe acabar se perdendo com uma temporada final bocó qualquer, não seria nada fácil, não depois de uma experiência já vivida anteriormente em Lost, com a qual a série dividia alguns fatores. Algo que não poderia acontecer em uma série tão inventiva, não em uma série que por anos nos fez praticamente enlouquecer tentando imaginar teorias para todas suas propostas e ver todas elas sendo respondidas de forma bastante satisfatória quando não de forma sensacional. É, isso realmente seria devastador ver acontecendo com Fringe em sua reta final. Mas esse felizmente não foi o caso e talvez pela primeira vez a gente até consiga aceitar a ideia de que eles realmente sabiam onde queriam chegar com essa história toda, por isso, nos encontramos assim, extremamente satisfeitos e felizes com a sua conclusão que não só foi maravilhosa, como ainda chegou nos trazendo uma série de presentes deliciosos. E a sensação de ver um série que gostamos tanto encontrar o seu final dessa forma é deliciosa e muito provavelmente tem o mesmo gosto que alcaçuz tinha para o Walter no seu tempo. (se bem que, alguém por aqui já experimentou alcaçuz? Achei horrível…)

Por esse motivo, acho que podemos dizer honestamente que tivemos o melhor final possível para uma série brilhante como sempre foi Fringe. Assim como podemos dizer que sentiremos uma falta do tamanho dos dois universos, azul e vermelho + o universo de bolso de cada um dos seus personagens, que embora nunca tenham ganhado o merecido reconhecimento por parte das premiações de TV, sempre foram sensacionais e assim se mantiveram até o final.

Para me despedir adequadamente, um dia desses, usando como referência o momento de um dos episódios de Fringe dessa temporada, do alto do meu egoismo taurino, cheguei a dizer que caso eu fosse o dono do último vinil de “The Man Who Sold The World”, devido o meu grande amor de sempre pelo Bowie, que eu não seria capaz de dá-lo nem mesmo para o Walter, mas que poderia convidá-lo para ouvir aqui em casa, quando ele quisesse (claro que para além de tudo ter uma chance de ficar perto de uma mente como aquela, rs). Pois bem, messe momento eu declaro que devido a todo o brilhantismo do seu personagem (que foi o grande personagem dessa história) e por conta dessa história deliciosa do começo ao fim, se eu o tivesse ele seria seu Walter. Sério. Embalado com um laço feito com alcaçuz  e com um OBRIGADO, em caixa alta.

Sem a menor dúvida, uma série para se passar adiante e guardar em uma prateleira especial, nesse e em qualquer outro universo, azul, vermelho, fúcsia, rs.

#CLOSE

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

A temporada âmbar de Fringe

Maio 18, 2012

Nem amarelo, nem laranja. Âmbar. Assim foi essa Season 4 de Fringe, onde mais uma vez encontramos uma temporada genial para uma das séries mais inventivas de todos os tempos.

Uma temporada que mais uma vez nos deixou confusos em meio a mil e uma teorias criadas por nós mesmos na tentativa desenfreada de desvendar toda aquela proposta de mistério já tão característica da série, nos  deixando completamente surpresos com suas reviravoltas, além de em partes, até que satisfeitos com o seu final de temporada, que embora tenha deixado uma série de perguntas ainda no ar, chegou com cara de series finale. Em pensar que esse poderia mesmo ter sido o final de Fringe, série que mais uma vez sofreu com o fantasma do cancelamento, mas que para a nossa sorte, acabou sendo renovada para sua tão desejada Season 5, uma temporada curta, com apenas mais 13 episódios restantes pela frente, a última para encerrar essa sua história sensacional, finalizando assim esse ciclo com os tão sonhados 100 episódios, que é o sonho declarado de toda série de TV, seus produtores e executivos do meio. Ou seja, dessa forma todos saíram ganhando.

Diferente das outras três temporadas anteriores (Season 1, Season 2 e Season 3), dessa vez, tivemos um período recheado de dúvidas e incertezas dentro do universo de Fringe, mais ainda do que o comum. Não tínhamos a menor ideia de onde a gente esta pisando, literalmente falando, nem tão pouco tínhamos alguma certeza sobre o que a gente de fato estava assistindo naquele momento, assim como nada parecia ser como já foi um dia. E tudo isso com um sério agravante que perturbava as nossas mentes o tempo todo: onde estaria o Peter?

E mesmo quando Peter finalmente ressurgiu em meio ao Lago Reiden, nós continuamos na dúvida de onde de fato estaríamos, sem sequer ter a menor pista de para onde estaríamos caminhando também. Uma sensação que talvez tenha durado um tempo maior do que a gente gostaria, ainda mais contando que essa poderia mesmo ter sido a temporada final de Fringe e por diversas vezes, essa ameaça do cancelamento nos dava a sensação de que tudo caminhava para o fim. Mas Peter havia voltado e isso pelo menos já nos deixava um pouco mais tranquilos, dado aos grandes acontecimentos que marcaram o encerramento da temporada anterior.

Embora o personagem tenha voltado para a trama, ele ainda parecia não pertencer a aquele lugar, que pouco lembrava o seu antigo universo. Walter não o reconhecia como seu filho, Olivia não o reconhecia enquanto homem da sua vida e assim, o mesmo se encontrava desesperado para voltar para a sua realidade, com o seu Walter e a sua Olivia, imaginando ter voltado para a realidade errada, a qual ele não pertencia.

Enquanto ainda nesse “universo alterado”, devido a ponte agora instalada entre azul (A) e vermelho (B), Peter pode observar (assim como a gente) a nova dinâmica da série, onde universos um dia inimigos declarados no passado, passaram a trabalhar juntos para o benefício de ambos, embora ainda houvesse uma certa rivalidade no ar e nem tudo ser tão amistoso assim como parecia.

Uma forma inteligente do Walter conseguir se redimir em relação à suas experiências do passado, trabalhando melhor a sua culpa, consequência da sua mente genial, onde o efeito colateral de suas experiências que antes causavam danos e mais danos do lado de lá (B), hoje, já se encontravam em um estado de cura devido ao trabalho em conjunto dos dois universos (A+B). Nada mais do que justo para um homem com uma mente tão brilhante, que não merecia essa ambiguidade de herói e vilão, embora tenha sim a sua parcela de culpa no efeito colateral disso tudo, mesmo sem nunca ter sido essa a sua intenção.

Excelentes foram os momentos onde os personagens conheciam seus dopplelgangers do outro lado da ponte, provocando as reaçãoes mais diversas possíveis. E #TEMCOMONAOAMAR a Astrid do lado A, conhecendo a Astrid robótica do lado B da força, criando uma relação de afeto com a personagem das mais foufas possíveis, dando de presente um pacote de café para a sua “réplica”, coisa que do lado de lá era raríssima e a pobre Astrid B sequer havia tido a chance de experimentar na vida? Ou até mesmo a rivalidade entre os dois agentes Lees, sendo que um representava exatamente o que o outro jamais iria ser, que também foi uma das relações mais bacanas dessa temporada em Fringe. Alias, R.I.P Lee B. (minuto de silêncio para a perda de um excelente representante da magia…Höy!)

Sempre achei bem bacana o carinho que a série sempre teve com esses personagens coadjuvantes, reservando nessa temporada até um espaço maior para todos eles, quase que como uma forma de retribuir a contribuição de cada um desses personagens para a sua história geral, que são detalhes que fazem toda a diferença para excelência e o cuidado que é impossível de não se perceber na série. Esse inclusive sempre foi um dos grandes méritos de Fringe, onde era praticamente inegável que a série não fosse muito bem cuidada desde o seu começo, alcançando um padrão não muito comum para um produto feito para a TV e talvez tenha até sido esse um dos fatores que colaboraram para garantir a ela a tão sonhada Season 5. Isso e a camapanha de todos nós, fãs da série, que conseguimos mostrar para a FOX que mesmo em pequeno número, continuávamos todos ali, fieis a uma das melhores séries de TV de todos os tempos.

Lindo também foi a forma como Peter (Pacey) foi conquistando o seu espaço nesse “universo alterado” aos poucos, ganhando assim o carinho até mesmo do Walter, que resistia a todo custo a se envolver com o filho que ele não reconhecia como adulto, com medo de se envolver e perdê-lo novamente, o que seria demais para o coração daquele cientista adorável. Ao mesmo tempo que naturalmente ele foi conseguindo ser aceito dentro desse novo universo, Olivia passou a ter algumas memórias ao lado do mesmo, que na sua atual tilmeline e dentro desse “universo alterado”, ela não havia vivido já que até então, Peter sequer existia. Algo que chegou a nos levar a uma série de teorias a respeito do porque de todos esses acontecimentos.

Mas tudo foi explicado de uma forma que já nos havia sido prometido anteriormente, por isso nem vale reclamar, deixando a ciência um pouco de lado para dar mais espaço ao sentimento. Nesse momento descobrimos que Peter na verdade, estava onde ele sempre esteve, no seu universo de sempre, onde o amor das pessoas que se importavam com ele não o deixaram ser apagado totalmente da sua linha de tempo após os acontecimentos que encerraram a Season 3. Aqui, eu aproveito para dizer que na minha concepção, mesmo que a Olivia tenha sido ultilizada como ponte para essa justificativa e a história de amor entre os dois seja um dos grandes motivos para que isso tenha realmente acontecido, eu também acredito que o amor do Walter pelo filho, que sempre foi a relação mais importante da série nesse aspecto (pelo menos para mim), também deve ter colaborado para esse “resgate” do Peter.

O problema é que mesmo dentro de uma temporada bacana como foi essa Season 4, tanto o reaparecimento do Peter quanto a sua descoberta sobre estar no seu próprio universo, acabou ocupando um tempo longo demais dentro da temporada, onde eu volto a repetir que considerando que essa poderia ter sido a temporada final da série, já não era tempo de se considerar essas resoluções tão demoradas, não? E essa é a minha maior crítica a essa Season 4, a qual eu atribuo o motivo dela ter sido uma temporada menos sensacional do que as demais, embora ela tenha nos trazido alguns acontecimentos mais do que importantes para a mitologia da série e o seu desenvolvimento.

E como Walter e Peter juntos sempre conseguem nos comover, hein? Basta um olhar de cumplicidade entre esses dois, ou um sinal de preocupação e cuidado um com o outro, para que ambos derretam os nossos corações gelados a ponto da gente até aceitar uma justificativa como essa  do “AMOR” para uma série como Fringe, sempre tão coerente dentro das suas justificativas científicas e teorias super inteligentes. Tudo bem que a relação entre a Olivia e o Peter também é bem especial e a gente até torça bastante para que ela tenha o seu final feliz, mas realmente nada se compara a esse amor de um pai que foi capaz de cruzar universos para salvar um filho que nem o pertencia. (embora o Peter estivesse disposto a fazer o mesmo por Olivia)

Nessa hora, ganhamos também um importante esclarecimento quanto as figuras mais enigmáticas da série, os Observadores, onde descobrimos que eles nada mais eram do que seres humanos vindos diretamente do futuro para observar fatos importantes da sua própria história passada. Eles que sempre foram tão misteriosos e sempre tão presentes na série (AMO brincar de “Onde está o Observador”, rs, embora eu quase nunca os encontre, humpf!) e que além de nos revelarem suas verdadeiras identidades, ainda nos reservavam importantes surpresas em relação ao futuro da série.

Um futuro que chegamos a conhecer no episódio 19 (sempre o 19), onde nele ganhamos a participação do ator Henry Ian Cusick (I ♥ Desmond), nos colocando alguns anos a frente da história (2036), em um universo relativamente novo, totalmente modificado e sob o comando dos Observadores, que nesse momento assumiam de vez o posto de ditadores daquele novo cenário, tomando a força um espaço que ainda não os pertenciam. Como sempre, Fringe mais uma vez se renovava, apesar que nesse caso, o gosto que ficava no ar era mais o de “olha só, nós podemos ser uma série ainda mais sensacional no caso da gente ser renovada e essa história que já era boa, pode ficar melhor ainda, hein?”, como se aquele episódio em si fosse uma grande provocação ou até mesmo um alerta, mostrando claramente o quanto eles ainda poderiam ser inventivos e geniais dentro da série e ainda nos prometendo um futuro extremamente interessante e super possível, do tipo capaz de deixar qualquer um extremamente curioso com o que a série ainda poderia render caso fosse renovada. Informação que até esse momento ainda era desconhecida…

Nele tivemos uma série de detalhes que traziam uma nova proposta de dinâmica para a série, ainda mais que o episódio contou com a ausência da Olivia e uma mágoa enorme do Walter em relação ao que William Bell teria feito com ela, algo no mínimo suspeito. Ainda a frente do nosso tempo, descobrimos Henrietta, ela que não conseguiu disfarçar muito bem a sua verdadeira identidade e logo de cara nós já conseguimos perceber que ela só poderia mesmo ser uma filha do casal Peter e Olivia. Ou seja, a história ficava cada vez ainda mais interessante e de certa forma ainda nos preparava para o que estava por vir durante o último episódio da temporada, como se eles tivessem antecipando os fatos para gerar uma curiosidade maior ainda. Agora, imagine se Fringe tivesse mesmo sido cancelada? DRA-MA!

Durante boa parte dessa Season 4, tivemos como vilão declarado, o personagem de David Robert Jones, um velho conhecido do passado da série que figurou em diversos momentos importantes dessa temporada. Embora não soubéssemos quais eram as suas verdadeiras intenções, ficava cada vez mais claro que aquele homem carregava um complexo de Deus e com isso, suas intenções só poderiam ser as piores. E através do personagem, tivemos a chance de revisitar ao lado da equipe da Fringe Division, alguns casos do passado da série, principalmente de sua Season 1, por vários considerados como uma temporada “aleatória” de Fringe. Pessoas essas que nesse momento podem engolir o orgulho e aceitar o nosso: SUCK IT! (rs) Dessa forma, mais uma vez ficava bem claro que dentro da série, nada aconteceu por acaso e tudo fazia parte de um plano muito maior revelado nessa retal final, amarrando muito bem as várias pontas dessa trama toda. Tá, já pode aplaudir? Clap Clap Clap!

Mas Walter, que é dono de uma mente muito mais avançada do que todas as nossas juntas, logo percebeu que toda aquele genialidade escondia um cúmplice que muito provavelmente, seria o mentor de todo aquele plano. E foi quando no episódio final, descobrimos que William Bell era a mente brilhante por trás de tudo aquilo (ele que não estava morto, como a gente imaginava, plot utilizado como saída emergencial para o mimimi do ator Leonard Nimoy em voltar a participar da série, que mais tarde ele mesmo reconheceu que só aceitou voltar, porque achava Fringe uma série realmente genial) e Robert era apenas um de seus executores, uma peça importante porém, totalmente descartável no seu jogo de xadrez.

Bacana que nesse momento, o próprio William Bell, o verdadeiro homem com complexo de Deus por trás do plano mirabolante de colidir ambos universos, criando assim a sua própria versão de um universo exclusivo para suas experiências e criações, ele que arquitetava tudo isso a distância, também não conseguiria chegar a esse resultado brilhante sozinho e para isso o vilão da vez teve que acabar reconhecendo que ele usou as partes retiradas do cérebro de Walter no passado (a pedido do próprio), para chegar a esse nível máximo e perigoso de genialidade. Ou seja, mais uma vez a culpa sobrava para a mente invejável de Walter Bishop, que a essa altura, já não era mais o mesmo cientista ambicioso do passado (para o bem, sempre), muito longe disso e conseguia enxergar de longe que o caminho escolhido pelo seu ex parceiro naquele exato momento, realmente ultrapassava as barreiras da loucura que ele mesmo se recusou a atingir quando pediu que essa parte do seu cérebro fosse retirada. Genial, não?

E nessa reta final da série, acabou sobrando para Olivia e Peter o trabalho em conjunto para um bem maior em busca da salvação dos dois universos (azul + vermelho), algo que de certa forma eles sempre fizeram desde o começo, mas que dessa vez a parceria entre eles era mais do que fundamental para a resolução dessa história, onde um completava o outro. Olivia que passou a desenvolver com mais intensidade certos poderes e a essa altura já ganhava o status de Super Olivia, descobrindo habilidades inimagináveis e desconhecidas inclusive pela própria. Nessa hora, tenho que reconhecer com honestidade que eu realmente fiquei um pouco constrangido com aquela cena no telhado do prédio, que acabou resultando na morte do David Robert Jones. Mas foi só, juro que essa é a minha única reclamação em relação a esse finale. Ou melhor, essa e a ausência da vaca Gene, rs.

Caminhando para o final, ficava cada vez mais claro que aquilo tudo tinha mesmo sido preparado para a despedida da série, onde todos os seus personagens acabaram ganhando suas merecidas resoluções. Broyles foi promovido no final de tudo e essa promoção acabou chegando com o reconhecimento pela importância do trabalho da sua equipe,  juntamente com recursos inesgotáveis para dar continuidade a sua Fringe Divison, onde acabou sobrando até uma vaga de emprego para Nina Sharp. Astrid também ganhava o seu final com pompa de heróina, colocando marmanjo para dormir em meio a golpes sensacionais que a gente jamais imaginaria que ela com aquele tamanho e toda a sua doçura de sempre, seria capaz de executar tão precisamente. Até baleada ela foi para salvar a pele do Walter, ele que a essa altura, já não era apenas uma criança grande que ela tomava conta diariamente no laboratório em Harvard e também não era apenas o seu grande mentor profissional. Walter já fazia parte da sua família e por sua parte, também a considerava com tal. Mas no final acabou dando tudo certo e ela conseguiu se recuperar, ganhando um raro momento onde Walter finalmente a chamou pelo seu verdadeiro nome e não Aspirin, Asterix ou Astor, como de costume (rs). E é claro que esse momento foi selado com ambos dividindo um alcaçuz, que a essa altura já é um dos ícones de Fringe. (que diga-se de passagem, são horríveis na prática. Ew!)

Até do universo vermelho a essa altura a gente já tinha se despedido, com uma cena linda com o fechamento da ponte e todos de ambos os lados super emocionados com a possibilidade de talvez nunca mais ver o seu dopplelganger novamente, sem ter a certeza de que ficaria tudo bem de cada lado da moeda. Nesse momento, perdemos inclusive o Lincoln, que escolheu ficar do lado de lá e quem sabe assim, ter a chance de conseguir conquistar a Folivia (o que ficou no ar que talvez ele até já tivesse conseguido). Uma cena memorável em que o ator John Noble conseguiu nos emocionar ainda mais com a sua interpretação primorosa, com o encontro do Walter e o Walternativo, em um momento que nós ainda não havíamos vivenciado, não daquela maneira. E que ator fantástico, não? (Clap Clap Clap)

Ou seja, só faltava realmente resolver a questão do plano todo de William Bell em relação a destruição do universo e estaríamos prontos para o fim. E nessa hora, acabou sobrando para o Walter a difícil tarefa de ter que eliminar o mal pela raiz, entregando assim uma bala no meio da testa da Olivia, para a surpresa do seu ex parceiro de laboratório, ela que seria exatamente o combustível necessário para que o plano de Belly tivesse sucesso. E tudo isso em alto mar, dentro daquele navio misterioso carregado de figuras da mitologia antiga da série, que inclusive nós já havíamos visto antes e ficamos todos curiosos sem saber o que exatamente ele representava. Logo Walter, ele que sempre carregou uma certa culpa sobre o que ele fez com a Olivia enquanto criança, teve que encarar essa difícil porém necessária tarefa envolvendo a sua Olive, e tudo isso ainda na frente do Peter, que observou todos esses acontecimentos de perto. Mas não adianta nem dizer que fomos pegos de surpresa nesse caso também, porque não é de hoje que a gente já sabia que a Olivia tinha que morrer, inclusive com o Setembro em pessoa avisando a mesma sobre a necessidade da sua morte em todas as possibilidades, em um determinado momento da temporada. Mas que foi bem sensacional ver isso de fato acontecendo, isso foi.

Vale a pena dizer também que nessa reta final, ainda ganhamos participações especiais bem bacanas dentro da série, como a Rebecca Made (a Charlotte de Lost, que diz ser bem fã de Fringe) me aparecendo medonha daquele jeito, com o seus olhos virando para todos os lados ao mesmo tempo, naquele momento horripilante dessa reta final da temporada. Ou até mesmo a filha do próprio ator Jonh Noble, a atriz Samantha Noble, que fez uma pequena participação como a atual responsável pela clínica onde Walter passou anos internado, ganhando a chance de contracenar com o próprio pai, o que eu achei bem foufo e carinhoso por parte da série. Outro ponto que eu acho importante de se destacar antes de chegarmos ao fim, foi a inserção de comerciais dento da série que acabou ficando cada vez mais na cara durante essa reta final. Nada mais justo para uma empresa que ajudou a garantir uma maior longevidade para uma série tão querida de todos nós. Não sei quanto a vcs, mas eu sempre fico com vontade de comprar o produto em um circunstância como essas, como sinal de agradecimento. (ando comendo direito no Subways ultimamente, só porque eles ajudaram a salvar Community, repetindo um feito que eles já haviam feito com Chuck no passado. E também porque é bem bom, neam? Yummy!)

E é claro que para a nossa sorte, Fringe não terminaria dessa forma tão triste com a morte da Olivia pelas mãos do Walter, o que não seria na da justo, e a experiência realizada pelo Dr Bishop (mais um Doutor na nossa vida…) com o seu bolo de limão recheado de Cortexiphan na primeira parte desse final (4×21 Brave New World – Part 1), já nos revelava que Olivia poderia se curar daquele tiro no meio da sua testa sem muita dificuldade até. O que de fato aconteceu, nos levando para aquela cena final super bacana e cheia de emoção, com a revelação de que Olivia não tinha mais Cortexiphan o suficiente em seu corpo capaz de causar qualquer tipo de anomalia/poderes/habilidades e com o detalhe a mais da revelação da sua gravidez para o Peter, anunciada nos minutos finais e comemorada por Walter e Astrid logo na sequência. Detalhe que faltava para confirmar que Henrietta era mesmo real (e provavelmente tenha um papel importantíssimo dentro da proposta da próxima Season 5) e já estava a caminho.

Ou seja, um season finale que teve cara de series finale até, colocando um ponto final pelo menos “provisório” em diversos plots da série. Mas seria impossível negar que nós enquanto fãs de Fringe, ficaríamos extremamente insatisfeitos recebendo apenas esse final como conclusão para a série em si. Não por ele não ser satisfatório e mais por ele ainda não ser o suficiente. Não para uma história tão complexa, não para uma resolução mais calma e detalhada para toda a mitologia da série, que nunca foi pouca e muito menos nunca foi tão simples assim.

Dizem que essa temporada havia sido preparada com duas opções de finais, um caso a série tivesse sido cancelada e outro no caso de que ela conseguisse ser renovada para a sua quinta e última temporada, o que de fato aconteceu (YEI!). E se vc estiver se perguntando sobre como teria sido esse final caso a série tivesse sido cancelada, saiba que vc assistiu exatamente a ele e o único acréscimo que foi feito, segundo os próprios produtores da série, foi aquela cena final com o Walter preparando torradas e recebendo a visita do September (provavelmente onde ele deve ter chegado para avisar sobre a invasão dos Observadores em 2015, que nós descobrimos quando vimos o futuro em 2036 e que já havia sido mencionado pelo próprio Walter nesse mesmo episódio). O que de certa forma amarrara muito bem o que vimos durante essa season finale, com o que começamos a ver no episódio com o futuro em 2036 e ao que tudo indica, deve ser o caminho para a história da Season 5. (pelo menos foi a minha impressão…)

O que só nos prova que essa sensação de talvez estar assistindo ao series finale de Fringe durante essas duas partes do episódio final da temporada (e até mesmo durante uma boa parte dessa Season 4), era mesmo real, porque talvez aquele realmente fosse o seu fim, no caso da gente não ter recebido uma boa notícia no final das contas, com a confirmação da Season 5 para a próxima Fall Season. Imagina só quanta coisa a gente perderia com isso? Não gosto nem de pensar nesse hipótese, ainda mais depois de termos tido a chance de enxergar o futuro de Fringe, daquela forma tão sensacional como ele nos foi mostrado.

Mas a boa notícia é que nós não precisamos nos preocupar com isso e logo teremos mais 13 episódios pela frente, onde eu arrisco que veremos um pouco mais daquele futuro que nos foi apresentado em 2036. Mas seja lá o que for que vier por ai, nada é mais satisfatório do que saber que ainda temos um caminho pela frente até chegarmos ao verdadeiro final dessa série de TV tão brilhante.

Vejo vcs na Season 5 (e para quem andou muito desacreditado sobre essa possibilidade durante toda essa temporada, é um delícia poder enfim dizer isso!)

#PURGE

ps: review recheada de links sobre tudo que a gente comentou dessa Season 4 (para ninguém ficar perdido) e mais algumas coisinhas…divirtam-se!

E o Lincoln Lee que nem parece o Lincoln Lee?

Janeiro 4, 2012

Sério, aqueles ternos bem cortados e ajustados estão escondendo coisas importantes, mistérios ainda não revelados em Fringe, hein?

Höy!

O Theo do Seth Gabel

Agosto 9, 2011

Que foufurice esse filho do Seth Gabel hein?

Para quem não esta reconhecendo de quem eu estou falando, ele é o Lincoln Lee (que nós agora AMAMOS a versão alternativa) em Fringe.

Aliás, os dois estavam aproveitando uma folga no set de gravações da série no Canadá.

#TEMCOMONAOAMAR?

ps: ele não era todo magrinho? Höy!


%d bloggers like this: