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Homeland e a temporada que poderia ser o seu fim (e talvez tenha sido)

Dezembro 27, 2013

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Homeland não é mais a mesma desde a sua Season 2, que já não havia sido tão boa assim. Não tão boa como sua temporada de estreia, essa até então insuperável para a série. Começamos de forma excelente, com uma das melhores tramas da TV atual, tensa, cheia de reviravoltas e absolutamente corajosa ao colocar um dos maiores medos dos americanos em jogo, colocando um ex-militar agora terrorista assumido em uma posição que ninguém esperava, despertando inclusive alguns sentimentos importantes naquela que estava a frente do seu caso e que parecia entender a sua mente como ninguém, talvez a única. Mas esse foi apenas o seu começo, quando ainda estávamos conhecendo seus personagens, decidindo para que lado torcer, mesmo sabendo que apesar do arrependimento, Brody tinha sim sua parcela de culpa e em algum momento precisaria pagar por tudo aquilo que fez, quase fez e ou considerou fazer, mesmo com o personagem não tendo o menor sossego ao longo das duas primeiras temporadas da série.

Em sua segunda fase, ainda aproveitando a fama de novo herói americano, tivemos Brody assumindo uma posição política de prestígio, irritando ambos os lados, tanto a segurança americana, que apesar de gostar do bom exemplo que o militar poderia se tornar aos olhos da sociedade e o quanto eles ainda poderiam lucrar com essa história, tanto com o lado terrorista da trama, que se encontrava irritadadíssimo com a traição do personagem, mesmo que ela nunca tenha sido totalmente assumida e quando tentado, em diversas vezes ele tenha sido balançado pelos dois lados dessa história de mocinhos não tão mocinhos e vilões não tão vilões, onde todos dividiam alguma parcela de culpa.

Até que no final da segunda temporada algumas posições foram assumidas definitivamente, com mais aquele ataque terrorista pavoroso, além da divulgação do vídeo antigo feito pelo próprio Brody, assumindo qual era o seu lado naquele momento (a essa altura, quando resolveu gravar o próprio vídeo e estava convicto que os americanos eram os inimigos), embora essa já não fosse mais exatamente a sua realidade. Naquele ponto da história, com Brody seguindo um destino incerto de fugitivo, meio que sem querer, Homeland havia praticamente decretado sua sentença de morte, porque seria pouco real o personagem acabar perdoado por todo um país, uma vez que suas intenções nem sempre foram as melhores possíveis, mesmo porque, seria bem difícil todo mundo esquecer que aquele homem esteve bem perto de se explodir juntos com alguns lideres importantes em um determinado ponto da história.

Quando a Season 3 começ0u, essa já sem a presença de Abu Nazir, o temido inimigo por duas temporadas que a essa altura já se encontrava morto, suspeitamos que boa parte da temporada acabaria girando em torno da fuga do Brody e a Carrie tentando portegê-lo a qualquer custo, afinal, agora tratava-se do homem da sua vida. Mas não foi exatamente o que encontramos. Aliás, não encontramos Brody por boa parte da nova temporada e quando esse encontro finalmente aconteceu, passamos um episódio inteiro sem entender exatamente o porque dele estar onde estava, sendo tratado como estava sendo tratado, uma vez que parecia que ele estava sendo vigiado como prometido e tudo aquilo nos levava a crer que ele não se encontrava naquelas condições a toa. Nessa hora, apesar da saudades que sentimos do ruivo mais vira casaca em solo americano, sentimos que acabou sendo um pouco demais um episódio inteiro focado no personagem daquela forma, sem maiores explicações e ou justificativa além da saudade e da atuação sempre sensacional do Damian Lewis. 

Carrie continuou bipolar, transando com dopplelgangers ruivos apenas para passar o tempo, ainda a frente de uma outra investigação, a do novo terrorista mais procurado do velho oeste. Esse tão impiedoso quanto Nazir, capaz de matar a ex mulher e a nora com requintes altíssimos de crueldade na frente do próprio neto, mas que logo depois, ao ser preso e obrigado pelo Saul a trabalhar a favor da segurança americana, acabou perdendo todo a força da sua vilanice. Esse inclusive talvez tenha sido um dos pontos mais fracos dessa atual temporada, porque todos os novos inimigos não tiveram muito tempo para se estabelecer como os grandes inimigos da vez e faltou credibilidade nessa área para que a gente acreditasse que aquelas pessoas realmente estavam dispostas a acabar com todos e com tudo em 3, 2, 1. 

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Sem o Brody por perto, Carrie também perdeu bastante da sua força, mesmo permanecendo lindamente (graças ao talento da Claire Danes) durante boa parte da temporada presa em uma clínica e se submetendo a um tratamento pesado em relação a sua doença, uma vez que seus patrões agora já estavam cientes de sua condição bipolar, em cenas de tortura e desespero bem boas, mas que também perderam sua força quando descobrimos que tudo aquilo havia sido uma ideia em parceria com o Saul e que todos eles estavam cientes de que tudo aquilo não passava de uma encenação, apesar dela ter realmente se submetido a tudo aquilo fisicamente.

Por falar em “fisicamente”, Carrie ainda não parecia estar nada bem, apesar de não ter sofrido nenhuma grande crise ao longo dessa fraca Season 3, mas ficou bem claro que ela não estava tão equilibrada assim quando nos deparamos com sua gaveta repleta de testes de gravidez guardado na mesa de cabeceira ao lado de sua cama. Sério, não tem que se fazer xixi naquele palitinho para sair algum resultado? Então: EW!

E apesar do amante doppelganger (AMEI ela roubando dinheiro do cara sem a menor culpa), estava na cara que aquele filho era mesmo do Brody e ficamos aguardando ansiosamente pelo momento em que ela enfim contaria para o amor da sua vida (pensando friamente e esquecendo que o amor acontece e a gente não tem muito controle sobre ele, acho tão estranho alguém como ela, profissionalmente falando, acabar completamente apaixonada por um homem como ele, mas talvez isso tenha acontecido porque ele era tão bipolar quanto ela em termos de opiniões ou lados a se seguir), algo que só foi acontecer mesmo no final da temporada, quando ambos os personagens finalmente tiveram alguns poucos momentos juntos para discutir mais uma vez essa relação.

Em meio a tudo isso, perdemos um tempo enorme dessa nova temporada com plots políticos envolvendo o cargo do Saul (Zzzz) e os demais que estavam de olho em sua posição, além da sua relação com a própria mulher e um colega de trabalho esquisito, assim como com a família Brody, que a gente não aguenta desde a Season 1 e que permaneceu bastante presente ao longo dessa nova temporada, para o desespero de todos. Mãe e filho a gente até poderia aguentar em doses leves, aparecendo de vez em quando como meros figurantes, mas o difícil mesmo foi tentar acompanhar todo o drama da Dana (sempre ela!), que talvez seja a personagem mais odiada da TV atual apenas por existir, com a adolescente agora com o peso de uma tentativa de suicídio nas costas, se envolvendo mais uma vez com o tipo errado (plot super repetitivo para a mesma, vai?), decidindo mudar de nome e tentar uma nova vida longe de tudo e de todos. Tão longe que dizem que ela não volta mais para a próxima temporada (AMÉM!), assim como sua mãe, que também não fará a melhor falta e ao final dessa Season 3, passamos a entender melhor o porque além da nossa implicância com esse núcleo na série, claro. (do moleque eles nem falaram nada porque talvez tenham esquecido da sua existência). Como mais uma distração para essa temporada arrastada e cansada de Homeland, ainda tivemos a Carrie sendo baleada pelo Quinn a mando de seus superiores, ele que também não teve o menor destaque na trama, mas que de vez em quando denunciava que tinha certa “preocupação” exagerada pra cima da Carrie. Estamos de olho, Quinn. (sem contar a historinha da nova assistente do Saul, que acabou meio que abandonada no meio do caminho)

Até que chegamos ao final da temporada, onde finalmente o Brody voltou a ser o centro das atenções (para ser justo, nos dois últimos episódios pelo menos), novamente assumindo seu papel dúbio de sempre, virando herói no lado inimigo (colocando a cara na imprensa local e tudo mais)  mas ainda trabalhando para os americanos na surdina, que deixavam bem claro a todo tempo que não confiavam nele e tão pouco tinham grandes intenções de tirá-lo daquela enrascada. No meio de muita correria e um Brody assassino conseguindo sair de um prédio repleto de seguranças da forma mais fácil desse mundo, incluindo uma caminhada pelas ruas e o pedido para o motorista lhe dar seu celular, uma vez que ele poderia sacar uma bazuca do bolso a qualquer momento e acabar com aquela palhaçada pouco convincente, ainda tivemos alguns momentos para Carrie dividir com o ruivo, incluindo a confissão da sua gravidez. 

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Mas desde o começo do episódio, ganhamos uma Brody distante, pensativo, melancólico, perturbado demais pelos seus atos, olhando demais para o horizonte, algo que já denunciava o que estava por vir, mesmo porque, já não lhe restavam muitas alternativas a essa altura. E quando Carrie achou que voltaria para a america antiga com o assassino mais procurado do mundo em seus braços para anunciar a sua gravidez no sofá da Oprah (eu sei que ela nem tem mais aquele sofá, mas bem que poderia vai?), em um plano arquitetado pelo lado inimigo (dos dois lados), ganhamos a notícia de que Brody não voltaria e que seria julgado e possivelmente executado em praça pública. Boom. (tá, ele não se explodiu, mas valeu como efeito dramático)

Uma cena que não tinha como não funcionar, como ele preso a um guindaste, sendo levantado pelo pescoço (com uma cara medonha e super realista, não?) e uma Carrie, mulher, branca, com cara de americana, gritando seu nome aos berros em meio a uma população sedenta pela sua cabeça, foi algo que acabou tirando toda a credibilidade da cena e teria sido muito mais impactante se naquele momento, Carrie tivesse sofrido calada, sem poder esboçar uma reação maior, coisa que sabemos que a Claire Danes sabe fazer como ninguém com seu queixinho trêmulo e tudo mais.

Avançando quatro meses após a execução do segundo personagem mais importante de toda a mitologia de Homeland (talvez o mais importante deles, porque toda a história girava em torno do que Brody havia passado/feito até então), encontramos Saul comemorando os avanços políticos frutos dessa operação, mesmo estando longe do comando e a Carrie sendo promovida, ainda grávida, com medo, dizendo que não estava pronta para ser mãe e visivelmente assustada com tudo aquilo. Desse final com cara de series finale, a emoção valeu mesmo por conta da estrelinha que ela mesmo fez questão de desenhar naquele painel (own!), algo que os americanos (com alguma razão) se recusaram a fazer em  nome do Brody, mas que ela achou que seria justo e fez ela mesmo.

Encontrando um final de temporada como esse, que nos tirou completamente o chão e não deixou muitas alternativas para o que poderá acontecer com a série daqui para frente, fica difícil acreditar que eles não acharam que aquela seria a reta final de Homeland e se de repente, o Showtime não resolveu renovar a série tarde demais. Se não foi isso, nada justifica uma final tão anticlímax como esse, que nos deixou pouco para continuar se interessando pela série daqui para frente. O que teremos agora? O drama da relação Saul e sua mulher não muito fiel? Carrie criando o filho quadripolar com o pai e a irmã? Dana voltando na Season 5 como a mulher bomba da vez?

Seja lá o que for, com esse final, Homeland se arriscou alto e talvez sofra as consequências em breve. Agora só falta dizer que o Brody não morreu e que aquele enforcamento não passou de um truque de ilusionismo. Imagina?

 

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Masters Of Sex, o trailer

Agosto 21, 2013

Tô achando que essa Masters Of Sex pode ser uma boa nova opção no Showtime, viu? (e o elenco é bem bom)

Estreia 29/09 na america antiga.

 

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Ray Donovan, o piloto

Julho 10, 2013

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Sabe aquela série que você termina de assistir e na mesma hora já fica com a sensação de que até que gostaria de ter gostado mais, mas não aconteceu para você? Então, essa foi a minha reação em relação ao piloto de Ray Donovan, nova série do Showtime para essa Summer Season.

Sua história gira em torno do personagem principal que dá nome a série, Ray Donovan, interpretado pelo ator Liev Schreiber (irmão meio assim do Wolverine, ou aquele de “Scream 2”. OK, o cara já fez muito mais coisa do que isso, deixem de ser implicantes… rs), uma espécie de agente de Hollywood especializado em lidar limpando os pequenos grandes problemas que seus clientes famosos insistem em arrumar por aí, como atores em ascensão saindo “sem querer” com travestis no meio da madrugada ou esportistas do momento com grandes contratos de patrocínio que acordam na manhã seguinte com uma de suas presas da noite anterior morta por overdose. Só coisa leve desse tipo e que de certa forma, chega a nos lembrar mesmo que de longe, em um outro cenário ou com pelo menos outras intenções, algo que já vimos na falecida Dirt, da Courteney Cox. (eu sei que são duas séries bem diferentes, mas reparem nas semelhanças dessa parte da história…)

Em meio a tudo isso, Ray ainda vive uma relação conturbada com a sua família disfuncional, com um pai completamente meio assim (interpretado pelo Jon Voight), recém saído da cadeia e que de quebra o culpa por ter passado 20 anos atrás das grades (algo que ainda não descobrimos o porque) e irmãos visivelmente afetados por traumas, alguns físicos e outros psicológicos, também envolvendo o passado. Nesse momento, a série invade também o universo da igreja, colocando pelo menos os padres que passaram por aquela família na posição de aproveitadores, nada muito diferente de algumas histórias que a gente ouve por aí até hoje.

Em casa, Donovan apesar de posar de homem casado responsável e dono de uma família com mulher e filhos, nada parece ser tão simples assim e é possível perceber no piloto que esses dramas familiares carregados por sua família (e por ele mesmo, que parece ser um homem cheio de conflitos, embora pouco deles tenham sido demonstrados claramente durante o episódio), com os filhos já demonstrando alguns traços preocupantes (e tem aquela menina chatinha de Brothers & Sisters) além da sua relação com a mulher não ser a mais honesta do mundo, apesar dela parecer ciente do comportamento promíscuo do marido que resolve vir a tona de vez em quando e muito provavelmente tenha um histórico na história dos dois, mas que aparentemente, apesar de se revoltar contra as escapadas do próprio, ela ainda parece se contentar com as promessas de que o marido vai conseguir mudar algum dia. Sei…

Durante o piloto, o problema maior da série acabou sendo a falta de justificativas, porque apesar do personagem ser pintado como um homem cheio de conflitos com sua família, em casa e no trabalho, pouco descobrimos a respeito de cada um deles, exceto pela história da traição e ou a sua relação meio assim com o pai, essa segunda sem um detalhamento exato sobre o que teria separado os dois de vez, mas com algumas nuances da parcela de culpa de cada um dos personagens nesse rompimento. No trabalho por exemplo, chegamos a observar seu sócio (que também é o pai da Monica e do Ross em Friends, ou seja, estou achando que o Schreiber só pode mesmo ter alguma ligação com a Courteney Cox… ) surtando, dizendo que eles precisam parar, que já fizeram muita coisa errada, mas nenhuma delas chegou a nos ser mostrada para dar mais credibilidade a história. Se são tantas assim, pelo menos uma delas deveria ter aparecido, não?

Além disso, outra pontas acabaram soltas demais durante esse primeiro episódio, como a relação dele com a atriz mirim hoje já adulta (que provavelmente foi inspirada em muitas que nós conhecemos hoje em dia) e o porque do seu interesse em protegê-la mesmo ela não sendo sua cliente (e sim o seu ex, que já havia sido seu cliente no passado), assim como o porque que a sua mulher deixaria o seu pai entrar em sua casa depois de anos, como observamos durante a cena final do piloto, mesmo com o marido o ilustrando o tempo todo como uma das piores pessoas do mundo (também sem dizer muito o porque), a gente imagina que por praticamente todo o casamento do casal, já que o pai havia ficado preso por 20 anos e considerando a idade dos seus filhos. Isso sem contar aquela cena pra lá de constrangedora com o quadro da Marilyn…

Tirando essas falhas todas, o elenco também não consegue ser dos mais cativantes e até mesmo o personagem principal parece distante demais (ou misterioso, de poucas palavras, como alguém chega a mencionar durante o episódio de forma bem preguiçosa) e embora resolva todos os seus problemas de forma eficiente durante o piloto, com toda aquela frieza e olhar distante o tempo todo, ele pouco consegue nos convencer do quanto pode ser um profissional de respeito em sua área, ou de onde surgiu toda aquela “vocação” para resolver seus problemas daquela forma tão “prática”. (sim, imaginamos que seja algo relacionado ao seu pai, mas mesmo assim, ficou faltando alguma coisa…)

E com essa falta de informação em relação aos conflitos todos que a série tenta nos apresentar rapidamente, ou pelo menos de boa parte deles e um piloto que chega a ser bem cansativo em vários momentos, Ray Donovan não consegue convencer de cara que a sua história vale mesmo a pena ser acompanhada, apesar dos números impressionantes da sua premiere no Showtime.

Novamente, o preview da temporada ao final do episódio volta a nos amimar em relação ao que ainda estaria por vir ao longo da Season 1, mas aparentemente já caímos nesse truque quando assistimos ao trailer da série, por isso acredito que a essa altura nós já estamos mais do que familiarizados com esse recurso barato de conseguir impressionar por alguns minutos mas não se sustentar quando esses poucos minutos viram um episódio inteiro. Mas ao julgar pelo piloto, fica difícil se interessar por essa história que pouco nos entrega em seu primeiro episódio, apesar da série não ser das piores e se você achar que vale a pena continuar apesar de tudo isso, boa sorte.

 

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A incansável Nurse Jackie

Julho 4, 2013

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Constantemente, algumas séries nos deixam com a sensação de que estão durando muito mais do que deveriam, principalmente se a gente pensar no longevidade de algumas delas chegando a alcançar a inexplicável marca de uma quinta ou sexta temporada por exemplo, com tantas outras (algumas inclusive bem melhores) sendo canceladas bem antes disso. De sétima para oitava então, nem se fale e só reza brava explica. Alguns canais tendem a repetir esse erro comum, que é o de estender suas produções por qualquer tipo de motivo obscuro que normalmente nós não conseguimos aceitar muito bem (porque entender a gente até entende… Cha-Ching Cha-Ching $$$), deixando suas histórias cansadas e extremamente arrastadas ao longo do tempo. E o Showtime mesmo é um bom exemplo desse tipo de comportamento meio assim, com Dexter por exemplo, uma série que já foi tão bacana no passado, chegando cambaleando das pernas trêmulas de serial killer a sua Season 8, finalmente anunciada como a temporada de encerramento da série.

Mas surpreendentemente, entre todas elas, podemos dizer que Nurse Jackie, que também é do Showtime, é uma grande sobrevivente em meio a uma programação cada vez mais cansada e repetitiva que encontramos na TV atual. Recém encerrando a sua Season 5, a série da sempre excelente Edie Falco nos provou que não há regras quando podemos contar com uma boa história, ótimos personagens que nos apegamos pelos motivos mais variados possíveis e as novas possibilidades ainda não exploradas de cada um deles, que foram os motivos principais que mantiveram a série médica que não é uma série médica como as outras, viva e com alguma dignidade até hoje.

Durante essa quinta temporada encontramos Jackie aprendendo a lidar praticamente a força com o fato do seu vício e passado nebuloso ter se tornado público, com todos a sua volta agora cientes de sua condição de viciada. Sentindo como se estivesse sempre tendo que provar para todo mundo que ela era uma viciada em recuperação, embora estivesse conseguindo se manter sóbria durante todo esse tempo, encontramos Jackie demonstrando um certo incômodo em relação a sua nova realidade, se sentindo sob a constante vigilância de todos a sua volta o tempo todo. Jackie que sempre preferiu manter sua vida distante dos olhares dos colegas de trabalho e amigos, alguns inclusive que sequer sabiam que ela era casada ou que tivesse duas filhas, mas agora com suas duas realidades se fundindo, já não havia mais como manter privada qualquer uma de suas duas relações, seja ela a profissional ou a pessoal.

Suas filhas cresceram bastante (gosto de série honesta que não tenta esconder o crescimento dos atores mirins) e um dos plots centrais dessa nova fase sóbria da personagem foi a relação conturbada que ela acabou criando com a Grace, agora adolescente e totalmente fora de controle, inclusive com ela começando a fazer uso de certas substancias. Algo que já havia começado durante a temporada anterior (como esquecer aquela cena com ela respondendo com uma pichação o recado malcriado da filha na parede do seu próprio quarto?), mas que acabou ganhando uma força ainda maior com a Grace agora matando aula para namorar escondido o namorado meio cretino e músico, mentindo sobre o seu paradeiro constantemente e quando perdida em meio a uma situação que inevitavelmente acabou saindo do seu controle adolescente, se viu tendo que enfrentar a mãe naquela típica carona do socorro constrangedora, que todo mundo já foi obrigado a pedir um dia. Até o momento em que ela admitiu que não estava fazendo um bom trabalho com as filhas e concedeu a guarda das duas para o marido naquele momento, que foi quando surgiu uma breve desconfiança de que talvez essa fase sóbria da personagem estivesse com os dias contados.

NURSE JACKIE (Season 5)

Na tarefa de criar as filhas, Jackie continuou contando com a ajuda do ex marido, Kevin, ainda extremamente magoado com todas as mentiras do seu passado, dificultando bastante todas as negociações envolvendo qualquer coisa que eles ainda dividiam e um dos melhores plots dessa temporada foi o momento em que eles finalmente conseguiram se acertar em relação a custódia das meninas e na sequência, Jackie batendo sem querer no carro novo do ex, que achou que foi de propósito e eles todos indo parar no hospital, que por uma acaso, é onde ela trabalha, para seu total desespero. Na verdade, principalmente no começo da temporada, Kevin ainda parecia estar amargo demais, embora tivesse motivos para isso e aquele episódio onde ele proibiu as meninas de passarem a noite na casa da mãe no dia do aniversário dela, mas que depois a Zoey conseguiu reverter a situação, garantindo inclusive a participação virtual da O’Hara, foi outro momento bem bacana dessa temporada, embora tenha começado de uma cretinice dele. Mas ainda faltava a Jackie colocar um ponto final na sua história com o ex e em uma conversa super honesta e reconhecendo a sua culpa no problema em questão, Jackie acabou conquistando o respeito do ex marido de volta, embora a gente saiba que esse tipo de mágoa não tem como se esquecer.

Passando muito bem pela sua fase sóbria, embora de vez em quando a personagem tenha se encontrado em situações de total provação (aquela cena com a farmácia do hospital de cabeça para baixo foi ótima!), Jackie até que estava se saindo muito bem durante essa nova fase da vida, mesmo sem poder contar com o apoio da O’Hara, personagem que se despediu da série com a desculpa de se afastar para cuidar do filho, mas que recentemente a gente acabou descobrindo que a atriz Eve Best não renovou o seu contrato para a Season 6 já garantida da série pelo Showtime, devido ao seu envolvimento com a Broadway e o cinema. Uma pena. Como “substituto” da vaga de BFF, Jackie acabou optando por um recurso bem meio assim e um tanto quanto mórbido, se comunicando através de mensagens no correio de voz do filho do Cruz, que foi com quem ela dividiu a experiencia da rehab durante a temporada anterior e que foi o gancho para a participação do Bobby Cannavale novamente na série. Cruz que nós sempre notamos que mantinha uma tensão sexual em relação a Jackie e até esse pequeno “issue” eles acabaram resolvendo ao longo da sua participação durante essa Season 5.

Mas o grande reforço dessa temporada acabou sendo mesmo a chegada do namorado policial que a Jackie acabou arrumando, Frank (Adam Ferrara), que não poderia ser mais foufo e ou italiano (um bacio para a minha colonia preferida do momento, rs #HIM).  E não tinha como Jackie resistir aos encantos do policial, que fez investidas ótimas para cima da personagem, incluindo um primeiro encontro extremamente honesto (ultimamente, tenho gostado muito desses diálogos de gente que não tem mais tempo a perder inventando desculpas sobre si mesmo) e um começo de relação dos mais adoráveis possíveis. E a partir do momento que percebemos que aquela relação era para valer, nossos corações também passaram a bater em uma outra frequência, quando ouvimos que um policial baleado estava a caminho do All Saints. Por sorte, o policial da vez não era o nosso príncipe italiano dos donuts com cobertura cor de rosa que saí para beber com os amigos e liga no meio da madrugada para um momento “Glee” com a namorada, rs.

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Apesar dos papéis relativamente bem menores, todos os coadjuvantes também tiveram seus momentos durante essa nova temporada. Cooper ganhou a nova médica egocêntrica e vazia para treinar, Akalitus ganhou um plot ótimo sobre a sua falta de memória e o quanto é difícil para uma mulher sozinha e com a sua idade se manter no mercado profissional hoje em dia e até o Thor acabou ganhando um momento super bonitinho envolvendo a história linda do paciente gay que encerrou a temporada, que foi um dos momentos mais sentimentais e delicados dessa Season 5 e aposto que todo mundo ficou bem impressionado com seus dotes vocais. Só para o Eddie é que ficou faltando espaço, ainda mais agora que Jackie arrumou um novo amor, muito embora aquela cena com a carruagem que ele contratou de presente para ela chegando no momento mais inadequado possível, ter nos feito ficar com bastante pena do personagem. Isso e ele percebendo que se tornou a sua “melhor amiga”. Triste.

De todos os coadjuvantes da série, quem sempre acaba roubando mesmo a cena é a Zoey, que com toda a sua adorável esquisitice, sempre acaba nos presenteando com momentos divertidíssimos e extremamente awkwards. Ela que com a chegada do novo chefe durante essa temporada, acabou até ganhando também uma nova tentativa de boy magia, que nós ainda teremos que aguardar para ver o quanto vai render no futuro, mas que já foi ótimo vê-la com seu uniforme de bichinhos ganhando da nova médica sem coração que não se importa muito em vestir salto e roupas desconfortáveis na emergência. Aliás, a nova médica também foi uma excelente aquisição para a série. Excelente, porém totalmente bitch.

E mesmo não sendo uma “série médica” tradicional, é impressionante a forma como compramos o trabalho daquelas pessoas de uma outra forma dentro de Nurse Jackie, algo que sempre vai além de um procedimento genial ou qualquer coisa do tipo que seria capaz de salvar uma vida e receber todo o crédito por isso e acaba ficando mesmo do lado das relações interpessoais e do envolvimento dos funcionários dos hospital com seus pacientes, que não medem esforços para que eles se sintam bem e isso vai muito além da medicina, sempre.

Como encerramento dessa Season 5, ganhamos a festa em comemoração ao 1 ano sóbria da Jackie, que reuniu todos os seus amigos e colegas de trabalho em seu grupo de apoio e que para a nossa total surpresa, acabou sendo marcada pela cena dela voltando a usar os remédios que era viciada (uma único comprimido que ela guardou por esse tempo todo), embora tenha mantido a postura de uma ex viciada em recuperação diante de todos. Uma surpresa que chegou em boa hora, ainda mais com a renovação da série para uma Season 6, onde uma recuperação assim tão fácil para alguém tão viciada como a Jackie, não poderia mesmo acontecer tão facilmente.

Bom saber que ano que vem tem mais e mesmo chegando a sua Season 6, ainda não cansamos dessa história incansável e que só tem melhorado com o passar dos tempos.

Go Jackie, Go Jackie!

 

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Masters of Sex, o promo

Junho 17, 2013

A nova série do Showtime é uma adaptação do livro não ficcional de Thomas Maier, que tem o título de “Masters of Sex: The Life and Times of William Masters and Virginia Johnson”.

Sua história gira em torno do trabalho dos cientistas na década de 50,  que estudam o comportamento sexual do ser humano. No elenco principal temos os excelentes Michael Sheen e a Lizz Caplan. Animados?

Estreia dia 29/09 na America antiga.

 

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A despedida que The Big C merecia

Junho 12, 2013

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Durante a temporada anterior, reconhecemos que The Big C estava praticamente implorando por um conclusão. Uma conclusão que a gente aguardava desde o seu começo, quando recebemos o diagnóstico da sua protagonista e que na verdade viria a ser o grande “C” da questão. Com uma Season 3 bem desgastante e bastante arrastava, vimos aqueles personagens meio perdidos em plots dramáticos demais e de pouca relevância para a história principal, alguns até repetitivos (como a questão da fidelidade dentro da relação do casal), deixando um pouco a doença de lado para discutir outras coisas naquele momento, muito embora ela nunca tenha desaparecido completamente e tenha voltando com um peso maior quando ao final da temporada (que foi bem meio assim), descobrimos que o câncer da Cathy havia voltado e de uma forma bem mais agressiva.

Nesse momento nascia a Season 4 de The Big C, que viria a ser a tão aguardada temporada de conclusão da série, uma vez que ela já havia rendido bastante até aqui, tendo inclusive desperdiçado uma temporada inteira (sim, eu tenho uma implicância enorme com a Season 3) para nos trazer a essa ponto de resolução para a grande questão ainda pendente na série que sempre foi o plot central da sua trama apesar das distrações. Acho bom reconhecer também nesse caso que embora a série fosse sobre uma mulher que descobriu ter um câncer passando a ter que lidar com essa nova realidade, essas distrações todas tenham aparecido de alguma forma dentro da série (mesmo quando não tão interessantes), mostrando de uma forma bem real e honesta que apesar do diagnóstico, a vida não se resume a apenas isso.

Mas essa nova temporada chegava com um peso maior do que já era de se esperar para a sua resolução que a essa altura já parecia inevitável, com uma redução drástica na quantidade de episódios, que agora seriam apenas 4 para ajudar a encerrar essa história, com o detalhe de que eles seriam estendidos (algo que poderia facilmente se tornar um sacrifício para quem ainda continuava assistindo a série), tendo aproximadamente 1 hora de duração cada um, algo que vindo na sequência de uma temporada custosa como foi a sua Season 3, não soava como uma notícia das mais animadoras, apesar do carinho que sempre tivemos pela personagem e por sua história.

Apesar disso e contrariando totalmente a nossa impressão de que essa poderia ser uma nova temporada difícil de se levar, The Big C conseguiu realizar lindamente a sua temporada de despedida, preparando muito bem o território para essa reta final da batalha entre a Cathy e o câncer, com uma sequência de excelentes episódios, apesar da maior duração ou de qualquer medo que a gente ainda tivesse como resultado da nossa experiência com a série durante a temporada anterior. (a essa altura já deu para perceber que a minha mágoa com a terceira temporada é realmente grande, não deu?)

Episode 401

Recém operada, ainda em recuperação porém, recebendo a triste notícia de que a sua recuperação não havia correspondido ao tratamento, encontramos Cathy enfrentando a realidade de cara limpa, aceitando que o final da sua história realmente não poderia ser tão feliz como ela (e todos nós) ainda gostaria que fosse, mas o pouco de vida que ainda lhe restava poderia sim ser muito feliz, mesmo que houvesse a chance dele acabar a qualquer momento. E foi lindo ela encontrando o seu médico na quimioterapia, ele que naquele momento também ocupava a vaga de um paciente, revelando também ter descoberto um câncer, algo que acabou explicando muito bem a forma como ele a havia tratado em sua última consulta, que foi quando a personagem optou por abandonar o tratamento que pouco poderia fazer por ela àquela altura (algo que é sempre bom de lembrar), a não ser trazer mais dor e sofrimento. Uma decisão difícil, apesar de soar como prática, que é bem importante de ser mostrada e principalmente na TV, sem tentar encorajar ninguém a seguir o mesmo caminho e apenas ilustrando que essa também é uma possibilidade em alguns casos onde a cura já não é mais possível.

A partir disso ganhamos uma Cathy cada vez mais debilitada, apresentando dia após dias o avanço da sua doença, que aos poucos foi a deixando cada vez mais fraca e com uma série de efeitos colaterais, alguns tragicômicos, como a cena com ela no pula-pula no aniversário do filho e outros bem tristes, que acabaram nos dando aquele aperto no coração, como as limitações físicas e os lapsos de memória da personagem, em um trabalho de atriz absolutamente sensacional da Laura Linney, que a gente tinha certeza que quando chegasse a hora, seria capaz de encarar essa outra fase da sua personagem lindamente (Clap Clap Clap). Antes disso, enquanto ainda lhe restava alguma força, apesar de ter desistido do tratamento, a personagem também acabou deixando bem claro que ela não havia desistido da vida e seguia o seu caminho tentando realizar pequenas coisas que ela havia deixado passar no passado e que agora poderiam e deveriam ser encaradas como a meta da vida que ainda lhe restava, onde entre outras coisas, ela acabou estabelecendo que gostaria de resistir até pelo menos ver o filho se formar no colégio, já que muito provavelmente não poderia alcançar nenhuma das outras etapas importantes da sua vida adulta.

E foi linda a forma como todos os personagens reagiram a esse momento da Cathy, demonstrando claramente a dor de ser obrigado a observar de perto alguém que se ama piorando aos poucos e ao mesmo tempo estando todos eles bastante solidários e respeitosos quanto à escolha de Cathy naquele momento. Paul foi colocado meio que de lado nessa hora, uma vez que suas questões já estavam todas aparentemente resolvidas, inclusive o seu casamento, que a essa altura já não era mais o mesmo, apesar do companheirismo e da cumplicidade do casal ter sido mantido até o final. De forma bem prática também, Cathy acabou tentando controlar o que ela achava que ainda era possível e até tentou arrumar uma nova mulher para o ex marido, mas ele acabou entendendo que aquele não era o momento e esse novo ciclo da sua vida com uma outra pessoa qualquer poderia esperar um pouco mais para acontecer, já que naquele momento, uma outra pessoa que ele amou por boa parte da sua vida, estava precisando bem mais da sua presença. (mas foi bacana que para ela, a sua meta foi cumprida do mesmo jeito)

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Andrea também já estava se estabelecendo, agora vivendo com uma estudante de moda, longe de casa e enfrentando alguns problemas com sua colega de quarto, mas nada que tenha ganhado um destaque maior do que merecia. Para ela acabou sobrando o plot de tirar alguma lição dessa situação toda, que foi quando ela acabou se inspirando na morte em uma de suas criações, com a Cathy aparecendo de surpresa no último momento, servindo de modelo para o seu design (que ela havia escolhido como a roupa do seu funeral), em outro grande momento dessa reta final da série. Sean também esteve mais a parte, apesar da sua história paralela como doador voluntário de órgãos e o personagem realmente só acabou se destacando mesmo quando colocado ao lado da irmã enfrentando as dificuldades do estágio avançado do seu câncer, sendo o seu cúmplice em pequenas aventuras (o plot da girafa foi ótimo) e simplesmente permanecendo como sua fiel companhia até o final.

Uma cumplicidade tão forte que foi para ele que Cathy acabou pedindo o impossível, que seria acabar com a sua vida para que ela não sofresse mais, uma vez que a essa altura a personagem já estava até vivendo longe de casa, em uma espécie de clínica de recuperação/asilo, com toda a frieza que se espera de um lugar como esse (aliás, ótima a lição que ela deu naquele enfermeiro). Algo que Sean chegou até a considerar como possibilidade e ambos passaram inclusive a estudar a hipótese juntos, mas obviamente que ele não acabou colocando o plano da irmã em prática, algo que não seria nada justo com ambos os personagens. Nesse momento, The Big C acabou incluindo também questões de fé dentro da série, aproveitando o momento de total fragilidade da Cathy, algo que até poderia soar de forma errada mas dentro dessas circunstâncias todas e lembrando toda a mitologia da série (não era de hoje que a personagem mantinha uma relação próxima com o lado de lá…), não poderia ter sido mais adequado e ou comum pensando também em situações semelhantes para quem enfrenta esse tipo de problema. E foi nesse momento também que a personagem percebeu que apesar da dor, do sofrimento e de tudo de ruim que a doença lhe trouxe, ela que achava que estava pronta para morrer (como sua colega de quarto, bem mais velha e que também teve um ótimo final), acabou percebendo que não, que ainda era muito cedo para se despedir e que apesar do seu estado e da falta de força, ela ainda tinha vontade de viver e realizar diversas outras coisas na vida, percebendo o quanto injusto seria ter que abandonar todos esses sonhos ainda tão cedo. Uma reflexão bem bacana  e muito apropriada para quem passa por esse tipo de situação tão cedo na vida (eu imagino), mesmo que cedo para você seja do alto de seus 80 anos, porque sabemos que sonhos, vontades e desejos não tem idade, não é mesmo?

Agora, um outro personagem que acabou ganhando um destaque importante durante essa reta final de The Big C foi mesmo o Adam, filho do casal. Adam que antes não passava de um adolescente meio assim (apesar de sempre ter se envolvido de alguma forma com a situação da mãe), tentando seguir a vida com seus dramas adolescentes todos enquanto tudo aquilo estava acontecendo em sua casa, mas que dessa vez acabou ganhando uma importante redenção até para a história do personagem, com ele sendo obrigado a crescer e se aproximando cada vez mais da mãe, que ele sabia que poderia não estar ao seu lado por muito tempo.

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Da volta dos dois personagens até aquele depósito que descobrimos ainda durante a Season 1, onde Cathy havia deixado presentes para a vida do filho que ela sabia que muito provavelmente não poderia acompanhar (o detalhe da carteira foi muito “MÃE”, não?), até o simples detalhe dele ter guardado o lenço da mãe na gaveta, todos esses momentos entre os dois foram extremamente emocionantes e de uma doçura sem igual, algo importante para o personagem e que a Cathy merecia receber como reconhecimento pelo seu belo trabalho como mãe. E se a gente já tinha se emocionado com o Adam durante esses momentos, as lágrimas realmente começaram a escorrer quando ele foi de madrugada no quarto da mãe na tal clínica, só para colar o seu mural de fotos no teto (aquele da nova abertura da série), da mesma forma como ela havia feito em casa e mais tarde, agora já durante o series finale, eu confesso que foi praticamente impossível controlar essas mesmas lágrimas quando descobrimos que Adam havia duplicado a sua carga horária na escola, só para conseguir se formar mais cedo, realizando o grande sonho da sua mãe e pegando todo mundo de surpresa em casa. E aquele olhar de “missão cumprida” da Cathy para o filho nessa hora, foi mesmo de arrepiar. (♥)

Durante o episódio final, ainda tivemos tempo para conhecer o pai da Cathy, com o qual ela vivia uma relação meio assim (achei importante a família ter aparecido nessa hora), mas que a essa altura já não havia mais o porque manter qualquer tipo de mágoa (algo que ficou para o Sean perpetuar pela vida, rs). E a resolução entre os dois foi tratada tão lindamente com aquele cheque das flores que ele havia se recusado a pagar durante o seu casamento no passado, de forma bem simples e cheia de significados para os momentos finais da personagem, que se aproximavam para a sua conclusão. Apesar de todos esses bons momentos, confesso que esse episódio final foi o mais falho entre os quatro últimos episódios da série, talvez pelo aparecimento desse lado mais espiritual ou qualquer coisa do tipo, que pode ter diferentes significados para qualquer um e uma série como The Big C talvez nem precisasse utilizar desse recurso, muito embora ele seja totalmente justificável e aceitável. Talvez por isso eu não tenha gostado muito da cena final da série, com a Cathy reencontrando o tal cara do barco do final da Season 3, com o qual ela vinha se deparando constantemente, quase como um presságio.

Apesar disso, foi impossível não se emocionar com a despedida da personagem, com o Paul carregando suas flores preferidas (as tais que o pai não quis pagar no casamento), imaginando por um instante ainda ter encontrado a mulher viva em casa, mas se deparando com a notícia de que ela havia morrido minutos antes, em casa, sem ninguém por perto além da enfermeira, do jeito que ela desejou. Um final extremamente emocionante, cheio de significados diferentes para cada um, mas que realmente acabou sendo o final que The Big C merecia ter ganhado, apesar de qualquer tropeço e a essa altura ficamos mais do felizes que a série tenha ganhado esse tempo a mais para encerrar a sua história tão dignamente e de forma extremamente carinhosa, real e absolutamente respeitosa. Um final verdadeiramente feliz, apesar dele não corresponder exatamente a nossa torcida pela personagem.

R.I.P The Big C

 

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The Big C, Season 4 – o teaser dramático da sua temporada final

Fevereiro 22, 2013

Acompanhamos três temporadas dessa história até aqui, duas muito boas, a última já nem tanto assim, é verdade. Mas não dá para abandonar a séria a essa altura, logo agora que temos os 4 últimos episódios da série (cada um deles com o dobro de duração que o normal) chegando para a sua Season 4, com Cathy optando por não continuar o seu tratamento contra o câncer e esperando para ver o que acontece com a sua vida após essa decisão.

É, não podemos. Ansiosos?

A Season 4 de The Big C estreia na America antiga no dia 29/04.

#BRAVEBITCH

 

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Homeland e a sua temporada que não foi excelente, mas que mesmo assim foi bem boa

Dezembro 28, 2012

Homeland

Acho honesto começar a falar da Season 2 de Homeland assumindo logo de cara que a minha relação com ela não foi das melhores. É, não foi. Claro que também não foi das piores porque, para que a minha relação com uma série como essa ficasse ruim de verdade, precisaria de muito mais. Mas foi difícil, uma relação de altos e baixos, instável, em alguns momentos bastante complicada, em outros “fácil demais”, mas no final das contas acabamos superando tudo isso e continuamos firmes e fortes, juntos. Talvez tenhamos muita sorte. Mas isso só se confirmou mesmo depois daquele final, que serviu para restabelecer de vez a força da nossa relação. Estamos bem de novo, por enquanto. Só não podemos continuar repetindo os mesmos erros daqui para frente.

Carrie (a sempre excelente Claire Danes) voltou diferente para essa temporada. Fato. Também pudera, depois de tudo que a personagem passou durante a sensacional Season 1 + o tratamento de choque que ela se submeteu voluntariamente devido a sua condição, um tratamento cruel, doloroso e que literalmente fritou suas memórias (fritou mais ou menos, não?), seria difícil encontrar a mesma Carrie de antes assim, logo de cara. Mas ela estava lá, tentando se esconder por trás de um olhar extremamente triste, quase como se ela não estivesse presente, não por completo, inteira. Um olhar de uma pessoa tentando se acostumar com sua nova realidade, visivelmente triste com a mesma, mas pelo menos tentando seguir em frente e se adequar.

E essa nova realidade da personagem acabou contribuindo para um começo bem mais lento para Homeland nessa temporada, porém até que necessário, porque havia a necessidade de situar a história e a atual situação de seus personagens depois de tudo que já conhecemos do seu passado. E tudo isso só passou a voltar para o ritmo normal que eles mesmos nos acostumaram durante a Season 1, quando a CIA se viu completamente sem saída e teve que pedir a colaboração da própria Carrie, colocando-a novamente em campo, que todo mundo sabe, é onde ela sempre se sentiu mais a vontade com ela mesmo. Isso sem prometer nada, cruelmente até, a tratando como uma qualquer. Logo ela, que se fosse uma qualquer mesmo, não seria tão fundamental assim para o desenrolar das investigações. (autoconfiança é importante na vida, Carrie!)

Longe dela e tentando manter a sua vida cheia de “mentiras” estava o Brody (o tão sensacional quanto, Damian Lewis), um homem que apesar da serenidade que ele tenta passar a todo instante para não ser pego por ninguém, nós todos sabemos que na verdade, ele é como uma bomba relógio que está prestes a explodir a qualquer momento, principalmente porque em sua vida acontece de tudo o tempo todo e ameaças por todos os lados nunca faltaram para o personagem. Agora concorrendo a uma vaga como vice na campanha presidencial do então odioso vice-presidente, que nós bem sabemos que sempre foi bem meio assim, com seu próprio gabinete, entourage (AMO e sempre procuro um motivo para usar essa palavra. Sempre!) e tudo mais. Sendo assim, Brody esteve cada vez mais envolvido com a parte política da história, algo conveniente para ele e também para o inimigo #1 da america antiga dentro da série. Em casa, tudo caminhava para uma vida enfim tranquila, com mulher e filhos também se adaptando a nova realidade da família do novo “herói americano”, ganhando cada vez mais espaço na trama, principalmente a filha, para o nosso total desespero. Mas daqui a pouco falaremos dela, porque também não queremos cometer a injustiça de dar mais espaço para quem não merece, rs

Enquanto isso, a ameaça de um novo ataque terrorista continuava perseguindo a CIA e em campo, em um momento de pura adrenalina que foi o que trouxe a série para o ritmo que nós tanto gostamos de antes, com muita sorte, Carrie, mesmo arriscando a própria cabeça a troco de qualquer coisa naquele momento, muito provavelmente porque ela já não tinha mais o que perder a essa altura, conseguiu algumas provas ou pelo menos pistas do que estaria por vir e no meio disso tudo, repito, com muita, mas muita sorte, ela acabou encontrando também o vídeo com a confissão das verdadeiras intenções do Brody no passado e isso em terras bem distantes, com um disfarce bem do meio assim (mas Ok, perdoamos esse detalhe porque a perseguição foi bem boa). Vídeo esse que o Saul achou em meio as evidências, quase por acaso, que nos trouxe um dos momentos mais bacanas e aguardados da história da série, que acabou se estendendo até o episódio seguinte, quando Saul finalmente revelou a descoberta do vídeo para a própria Carrie, que nessa hora ganhou a certeza de que ela esteve certa o tempo todo, nos presenteando com uma cena ótima de alívio para a personagem, que naquele momento parecia que enfim tinha voltado de uma vez por todas para onde ela pertencia. Carrie estava centrada novamente. Quer dizer, na verdade, meio que em diagonal como quase sempre. (rs)

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Mas a sua volta para a CIA não aconteceu assim de forma tão fácil não e Carrie ainda teve que amargar alguns obstáculos colocados no seu caminho por seus superiores, que tentavam a todo custo dificultar ainda mais o seu retorno, sem contar que eles todos não conseguiam aceitar ou reconhecer que a agente bipolar mais descontrolada do universo foi quem esteve certa durante todo esse tempo, algo que só contribuiu para deixar a personagem ainda mais fora de controle, principalmente quando ela já tinha consciência de que estava certa, onde a partir disso ela passou a assumir de vez a posição de “policial que não segue regras”, tão comum em séries ou filmes do gênero, algo que em Homeland sempre me pareceu um tanto quanto desnecessário (e apesar de não ser novidade para ninguém, dessa vez, esse detalhe foi ainda mais presente na trama). O difícil é acreditar que em uma organização de segurança nacional daquele porte e com tamanha responsabilidade, as coisas continuem acontecendo de acordo com as vontades e ou intuição da personagem. Mas tudo bem de novo, perdoamos agora porque a história precisava continuar… (o que não quer dizer que nós não estamos de olho nesse tipo de detalhe)

Até que chegamos ao que pra mim foi o ponto alto da série, o “interrogatório DR “público/particular” do casal Carrie vs Brody (2×05 Q&A), que aconteceu diante das câmeras, na frente de quase todo mundo. Quer dizer, pelo menos o áudio vai? Esse que pra mim foi o momento mais “Homeland” de toda essa temporada de Homeland. O momento que nos lembramos do porque que achamos a série tão boa no passado, a ponto de a consideramos como a melhor do ano de 2011, do porque que nós gostamos tanto e nos apegamos de tal forma a aqueles personagens. Ufa, até que enfim Homeland estava realmente de volta. Uma discussão sensacional, que durou uns 15 minutos, com apenas os dois atores em cena, se entregando completamente, despejando as verdades na cara um do outro, verdades que todos nós estávamos ansiosos para ouvir da boca de cada um deles. Carrie assumindo que amava sim o Brody, sem medo de admitir, sem culpa. Dizendo inclusive que ainda o ama na verdade, no presente e que ficaria com ele a qualquer momento, caso esse também fosse o seu desejo. Brody que por sua vez assumia pela primeira vez suas verdadeiras intenções ao final da temporada anterior, revelando a sua parceria com o Abu Nazir, apesar de ter deixado uma parte de fora dessa verdade ainda muito bem escondida (a história toda do colete), assumindo pelo menos parte da verdade, ainda mais agora que ele já não tinha mais como se esconder, uma vez que a CIA já tinha em mãos o vídeo com a sua confissão. Brody respirava aliviado pela primeira vez, deitado no chão, completamente vulnerável, em posição fetal. Dra-ma.

Antes disso, ainda tivemos mais um momento totalmente sem limites da própria Carrie, que aconteceu logo em seguida ao Brody tocar na sua ferida mais profunda (de propósito), falando sobre a sua atual condição psicológica totalmente perturbada e mais tarde, os dois se acertando animadamente em um hotel de beira da estrada, com os seus colegas de trabalho testemunhando tudo e podendo observar de perto o quão longe aquela mulher poderia chegar para obter o que ela desejava e nesse caso, em todos os sentidos. Apesar do envolvimento e dos exageros nessa situação, nós enquanto audiência pelo menos já sabíamos que Brody não era qualquer um para aquela mulher, algo que também ajuda a justificar tamanha atitude tão extremista. Mesmo assim, foi bastante constrangedor. Como mulher, eu diria que nem tanto, afinal, quem nunca? Como profissional, foi sim, bem desnecessário e desrespeitoso com ela mesmo.

Com toda a verdade aparecendo tão cedo durante a temporada, algo ainda precisava acontecer para que a situação não acabasse se resumindo apenas a prisão do Brody. Assim, em acordo com a CIA, que prometeu limpar o seu histórico, além de permitir a sua liberdade, Brody acabou se transformando em um agente duplo, trabalhando agora a favor deles, que tentavam descobrir o novo alvo do terrorista mais temido do momento. A partir disso também, a vida de mentiras do Brody que ele achava que havia deixado para trás com a sua confissão durante o interrogatório, acabou ficando ainda pior e muito mais sobrecarregada, com o personagem sendo pressionado por todos os lados e de forma ainda mais intensa. A CIA querendo mais informações, Abu Nazir pedindo a sua colaboração para colocar o seu plano em ação por intermeio da jornalistona megabitch. Em casa, as coisas também não andavam nada fáceis devido ao plot da sua filha envolvendo o filho do vice-presidente e um acidente de carro com uma vítima fatal e no meio disso tudo, estava também o ex melhor amigo, juntando as peças do quebra cabeças sobre a sua verdade e  de quebra, ainda teve o alfaiate que entregou o tal colete para ele na temporada anterior (e vale lembrar nessa hora o que ele foi capaz de fazer com o alfaiate quando se sentiu totalmente ameaçado pelo mesmo) reaparecendo e não facilitando muito as coisas. E entre esse fogo cruzado, estava Carrie, tentando controlar tudo o que estava acontecendo com ele, para que o plano maior de capturar Abu Nazir continuasse em andamento. Sério, se Brody pensou em explodir ao final da temporada anterior, eu não sei como é que dessa vez essa não acabou sendo uma reação natural para aquele homem. Se ele explodisse com tamanha pressão por todos os lados, acho que todo mundo entenderia o porque, rs.

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E precisamos falar sobre a filha do Brody. Sério, de todos os personagens que existem na série, além dos figurantes em cena andando na pracinha e ou dentro das instalações da CIA, alguém realmente se importa com a história daquela personagem? Pior do que isso, porque a história dela até poderia existir dentro de Homeland e a gente poderia nem notar e ou não prestar muita atenção, mas o problema maior talvez tenha sido o grande destaque que ela acabou ganhando ao longo da temporada com um plot idiota como esse. Da filha assustadoramente compreensível com a volta do pai todo estranho e convertido até a adolescente rebelde com cabelos ensebados e mais bipolar e irritadinha do que a própria Carrie, Dana nunca esteve tão irritante, muito provavelmente porque ela também nunca esteve tão presente na série e essa presença exagerada e totalmente desnecessária, eu considero um erro para essa Season 2.

Tudo bem que suas complicações com a justiça serviram para alguma coisa, bem pouco na verdade e talvez só tenha ajudado a preparar o território para tudo que ainda está por vir, ainda mais depois do final da temporada, mas sinceramente, não houve porque dessa história ter ocupado tanto espaço dentro dessa temporada. Não, não houve. Nem aquela sua mãe também irritante chegou a ganhar tanto destaque, tão pouco o irmão que sempre aparece como figuração e até hoje só deve ter tido umas 5 falas na série e dois “humpfs”. Aliás, falando na mãe, que mulherzinha mais meio assim, não? Tudo bem que ela já teve uma relação qualquer com o amigo (também ruivo? Sempre fico com essa dúvida sobre o fato dela ter um tipo…) do seu marido, mas custava resistir um pouquinho as tentações da carne e não ir dormir com o cara no quarto de hóspedes da casa monitorada pela CIA que ela teve que ir morar por motivos de segurança e deixar os dois filhos dormindo na própria cama dela enquanto a cabeceira da cama batia contra a parede? Se eu já não enxergava motivos para tentar simpatizar com a personagem, nesse momento, ela acabou de perder todo o meu respeito. Prefiro a Carrie, ela que faz o que tem que fazer, deixa todo mundo ver, ouvir, mas nenhum dos envolvidos nesse possível flagrante são seus filhos, apenas colegas de trabalho e nada mais, rs.

Outro momento importantíssimo para a temporada foi o “sequestro” da própria Carrie, que ficou sob a mira do Abu Nazir himself, que aparentemente, conseguia entrar nos EUA com a maior facilidade desse mundo. Ou seja, outro ponto fraco e grande falha da temporada que não poderíamos deixar de notar e apontar. Como é que um terrorista procuradíssimo como aquele, apenas tira a barba e consegue um passe livre em terras inimigas tão facilmente? Hmmm mmm… será que Abu Nazir passava fácil como vendedor de kebab em uma esquina qualquer? Mas enfim, se esse momento foi falho, ao mesmo tempo ele foi bem bacana, porque nos trouxe de volta a tensão que gostamos tanto quando o assunto é Homeland, com Brody tendo que colaborar com o ex-patrão, que precisava do número do wireless do marcapasso do vice-presidente (ou algo parecido), caso contrário, acabaria com a vida da Carrie em cinco segundos. Tempo…

Um plot meio absurdo, eu sei, mas que acabou funcionando dentro da história, apesar de pouco crível, com o terrorista mais procurando dos EUA em Homeland acionando a distância o mecanismo que matinha o coração do seu arqui-inimigo batendo normalmente, algo que acabou levando a morte do seu alvo, nos braços do Brody, que aproveitou os momentos finais do inimigo em comum para despejar umas verdades diretamente na cara dele e sem direito a misericórdia.  Só que isso tudo aconteceu dentro da sala do próprio vice, que aparentemente, é um dos lugares menos seguros da face da terra. Vai entender…

Praticamente ao mesmo tempo em que nos despedimos sem saudades do vice-presidente, acabamos nos despedindo e bem precocemente até, do próprio Abu Nazir, que também encontrou o seu fim graças a intuição e mais uma vez, toda a sorte da Carrie, que apesar de quase sempre bem confusa, parece ter um faro certeiro para uma boa pista, não? #TRUSTYOURGUT

Assim, Homeland nos trouxe novamente aquela sensação que tivemos por diversas vezes durante a primeira temporada, quando encontramos uma série pouco previsível e corajosa o suficiente para queimar seus cartuchos a qualquer momento. Confesso que pensando friamente, por se tratar de um terrorista do calibre que imaginamos que teria o Abu Nazir e o tamanho do seu envolvimento com a história, sua morte veio de forma fácil demais, apesar de corajosa e até mesmo inesperada para aquele momento. Sem contar que ela encerraria boa parte do plot em questão em torno da série, mesmo com o aparecimento de novos personagens que poderiam ter algum interesse ou relação com a investigação, algo que eu não sei se foi uma boa saída ou não no final das contas. Mas isso nós ainda teremos que aguardar a Season 3 para constatar.

E esse é um detalhe que não ficou exatamente muito claro, ou pelo menos não teve a atenção merecida. Todo o envolvimento e as suspeitas em torno do Quinn, um dos novos personagens por exemplo, ele que em algum momento, apesar de uma ligeira desconfiança, cheguei  até a achar que seria o novo candidato a boy magia da própria Carrie, mas que na verdade, tinha uma outra função dentro da trama e ela não foi devidamente esclarecida ou desenhada com detalhes. Assim como o porque do Estes ter designado uma outra “equipe” para a tal tarefa, que ao seus olhos, precisava ser encerrada com a morte do Brody, algo que o próprio Quinn se recusou a executar quando conseguiu decifrar o que de fato estava acontecendo.

Episode 212

Outro erro que eu consigo enxergar facilmente em Homeland e que nessa temporada acabou me incomodando bastante, sempre foi o fato de alguns personagens acabarem se escondendo na sombra dos demais, não ganhando o destaque que a gente gostaria que eles tivessem. Algo que na primeira temporada até que tudo bem, mas que agora acabou pesando um pouco mais, porque a essa altura, nós já conhecemos aquelas pessoas. Saul por exemplo, sempre foi um dos personagens principais da série e apesar de estar presente em boa parte da temporada, teve pouca participação efetiva e ou com alguma relevância durante a mesma. Tirando a sua excelente relação com a terrorista que tudo que queria na vida naquele momento era uma cela com vista para o mar e dois minutos sozinha para se suicidar (sério, como Saul foi tolo naquele momento…) e o grande final da temporada, Saul foi um personagem que ficou meio que a deriva da história, cumprindo um papel quase bobo de coadjuvante, ainda mais considerando o seu grau de envolvimento com a Carrie e toda a história da série. Acho um desperdício, mas pelo menos ele foi promovido no final das contas. Não por merecimento e sim por falta de opções. Triste.

Até que chegamos ao final da temporada, onde a essa altura, devido a esses pequenos (as vezes não tão pequenos assim) detalhes negativos que começaram a aparecer com certa frequência na trama atual, acabei não criando grandes expectativas para ele. Até aqui, apesar de ter gostado do caminho que a série acabou perseguindo, mesmo com um desvio ou outro meio ou totalmente meio assim, era possível perceber de longe a grande diferença entre tudo o que aconteceu durante a primeira temporada e a atual situação de Homeland, que apesar de não ser ruim, também não era das melhores, não como ela já foi. Tirando o fato da série não ser mais novidade e que dessa vez o jogo da dúvida sobre a verdade sobre o Brody já não ter mais o mesmo efeito delicioso de antigamente, onde em um episódio achávamos que ele era o bandido e no outro, achávamos que ele era totalmente inocente, ainda  faltava alguma coisa para que fosse possível relacionar e associar facilmente essa nova temporada da série com tudo de melhor que nós já havíamos acompanhado durante toda a Season 1.

Nessa hora, ganhamos uma Carrie desesperada, em meio a um ataque terrorista em um lugar que ela achava ser totalmente seguro. Todo mundo achava. Isso quando ela minutos antes havia tomado a decisão de desistir de toda a sua carreira para viver o grande amor que ela sente pelo o Brody. E de quebra, o ataque aconteceu quando ela ainda estava ao lado do homem que poderia ter sido o responsável por toda aquela barbaridade que acabou tirando a vida de diversos dos seus colegas de trabalho e que naqueles minutos anteriores, era o homem com quem ela havia decidido dividir a sua vida. Ou seja, mais bipolar do que a própria Carrie só mesmo as ironias da sua vida. Uma explosão que poderia ter sido mais caprichada e na verdade, acabou ficando com a mesma cara daquela explosão medonha e vergonhosa do final da primeira temporada de The Walking Dead, mas que mais uma vez nós deixamos passar em respeito a trajetória da série até aqui e sobretudo, imaginando todas as possibilidades que ainda estavam por vir a partir desse grande acontecimento surpresa e de última hora.

Foi quando Carrie, mais bipolar do que nunca, decidiu optar por tentar fugir do que ela acreditava ser o seu futuro, algo que ela já havia avistado como possibilidade assistindo de longe tudo o que estava acontecendo na vida do próprio Saul no passado, algo que ela disse não querer repetir ou levar como exemplo para a sua própria vida. Saul que por usa vez, fez  o que precisava fazer naquele momento, dizendo que ele não conseguia acreditar que ela iria colocar um relacionamento com um homem como Brody, ainda mais com todo aquele histórico totalmente duvidoso a frente da grande possibilidade da sua carreira como agente da CIA,  que sempre foi o que ela mais sonhou na vida, algo que ele esteve coberto de razão de trazer a tona naquele momento. Só faltou os três tapas na cara dela, mas você também está perdoado Saul.

Apesar de gostar do casal Brodarrie, confesso que esse tipo de resolução do “coração” acabaria me entristecendo, ainda mais agora que Carrie estava prestes a ganhar todo o reconhecimento profissional que ela havia feito por merecer durante todo esse tempo. Por isso, achei importante que apesar de ter ajudado o Brody a desaparecer por um tempo e assumir uma nova identidade e tudo mais, uma vez que o seu famoso vídeo agora havia sido até exibido na TV para todo mundo ver, ao invés de permanecer ao seu lado apenas em nome de um grande amor (para ela), Carrie decidiu deixá-lo seguir sozinho daqui para frente. E um “grande amor” que diga-se de passagem, é possível enxergar claramente por parte dela, mas quando o assunto é ele, temos lá as nossas dúvidas.

Mas não foi só isso, Carrie entendeu naquele momento que apesar de tudo, de talvez nunca mais poder ficar ao lado do homem que ela amava e ao mesmo tempo continuar mantendo o seu emprego na CIA (ainda mais agora com a sua promoção), sua presença ocupando a sua posição de sempre e agora ainda mais privilegiada era muito mais importante naquela situação, inclusive para ele. E mais uma vez eu digo, apesar de ter sido bem bacana esses últimos momentos dos dois enquanto casal, Carrie sempre me pareceu muito mais consciente de tudo que ela estaria arriscando ou deixando para trás para viver essa história, muito mais do que o Brody, que nunca deu grandes demonstrações de que ele estava querendo exatamente a mesma coisa. Talvez seja coisa de homem, que demonstra menos os sentimentos (nunca pensem assim). Ou talvez não… Na dúvida, assista “Ele Não Está Tão Afim de Você”, Carrie… rs

Embora todos esses acontecimentos importantes tenham ocorrido em uma temporada bastante irregular, nada foi mais especial do que ao final, ver o Saul praticamente em estado de choque, acreditando que a Carrie poderia estar entre as vítimas daquele atentado e em meio a todos aqueles corpos no chão, cobertos apenas por um tecido branco, em uma cena super simples e carregada de emoção, encontramos o personagem quase sem conseguir acreditar na realidade ao ouvir de longe a voz da sua parceira de longa data, um chamado que acabaria de uma vez por todas com a angustia de achar que ela estava morta até então. Certamente, um dos momentos mais importantes  e emocionantes da temporada, sem a menor dúvida. E foi importante que ele tenha sido a última cena dessa temporada, para nos lembrar mais uma vez o porque que nós já achamos Homeland a série mais sensacional da temporada passada.

E foi isso, apesar de bastante irregular e de uma série de falhas que se tornaram mais do que evidentes na sua trama a ponto de nos causar um certo desconforto em ter que acreditar que aquele tipo de erro de principiante estava de fato acontecendo em uma série tão bacana como Homeland, tivemos uma grande Season 2, não tão excelente quando a primeira, mas ainda assim bem boa. Talvez essa tenha sido a temporada do nosso perdão para a série…

ps: sim, Claire Danes e o seu queixinho de choro continuam sendo a piada recorrente da temporada, aparecendo em tudo quanto é lugar, mas nenhuma delas foi tão boa quanto a versão do SNL, que além dessa referência, tem também uma filha do Brody que é muito melhor do que a própria filha do Brody. Sério. (falando nele, se não fosse o próprio SNL, eu nunca teria reparado em como a boca dele é realmente pequena, não? rs)

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Renovou! Homeland ganha sua Season 3 (alguma surpresa?)

Outubro 23, 2012

Apesar de ter achado o começo da Season 2 mais lenta do que de costume (isso até a metade do segundo episódio e eu disse lenta – o que para a história atual é bem justificável – e não ruim), Homeland continua sensacional, mantendo-se como uma das melhores séries da TV atual e não é a toa que o Showtime já anunciou a renovação da série para uma Season 3. YEI!

O que é claro que não nos surpreende em nada. Alguém duvidava que isso aconteceria?

Clap Clap Clap!

 

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Homeland Season 2, o trailer

Agosto 20, 2012

Tirando o detalhe de que eles usaram a mesma trilha do excelente e inesquecível promo da Season 1 de Downton Abbey (e eu acho que Homeland não precisava disso e poderia ter usado outra música do mesmo coral até que estaria tudo bem ou pelo menos “melhor”), tem como não ficar se corroendo inteiro de tanta curiosidade com esse monte de cenas inéditas e sensacionais da Season 2 de Homeland?

Não, não tem.

E pior é que não adianta nem adianta só torcer para Setembro chegar logo, porque a premiere é só no dia 30.

Ansiosos? Eu estou a base de mais remédios do que a própria Carrie…

ps: e vale a pena relembrar a Season 1, hein?

 

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