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Alguém tem alguma dúvida de que o Neil Patrick Harris nasceu para apresentar o Tony Awards?

Junho 10, 2013

Bom, se alguém ainda tiver alguma dúvida, acho bom assistir a esse número de abertura do 2013 Tony Awards que aconteceu ontem em NY, com o NPH dando o sangue naquele palco, só para acabar com qualquer tipo de incerteza quanto a essa fato que ainda possa existir na cabeça de qualquer um . Sério, eu até agora não consigo acreditar em como ele conseguiu decorar tudo aquilo…

Como o musical do ano, tivemos a eleição de Kinky Boots, que tem músicas da Cyndi Lauper (que também ganhou o seu prêmio) e acabou levando os grandes prêmios da noite, incluindo o de Best Performance by a Leading Actor in a Musical para o Billy Potter. Outra grande apresentação durante a cerimônia foi a do elenco de Matilda (maravileeeandro e que você pode ver aqui!), que junto com PippinWho’s Afraid of Virginia WoolfThe Nance, além do próprio Kinky Boots, parecem ser os grandes musicais da vez na Broadway.

Mas a performance mais bem humorada da noite sem dúvida foi essa que contou com os atores Andrew Rannells (da cancelada INJUSTAMENTE The New Normal e recorrente em Girls), Megan Hilty (de Smash) e Laura Benanti (Go On e The Playboy Club), que se juntaram ao NPH para cantar sobre a troca que fizeram da Broadway para TV no passado e como todos eles acabaram com suas séries canceladas. Sensacional! (e sobrou até para o DiMaggio de Smash, sentando ao lado da sua Grace na audiência, rs)

Clap Clap Clap!

 

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Smash(ed)

Junho 5, 2013

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Smash encerrou sua curta história de duas temporadas na TV nos provocando descaradamente, mesmo tendo entregue uma segunda temporada bem meio assim, para não dizer péssima logo de cara, sem antes argumentar, como se ainda estivessem acima de qualquer coisa, no lucro, dizendo em seu número de encerramento que bastava entregar um grande final para que a audiência esquecesse todo o resto. Mas será que só isso realmente seria o suficiente para esquecermos de fato tudo o que foi essa Season 2 que encerrou de vez Smash?

Começamos reconhecendo logo de cara que essa segunda temporada da série sobre os bastidores de um musical na Broadway foi muito, mas muito custosa, do tipo que nos fez questionar o tempo todo o porque que continuamos diante da TV durante aqueles pouco mais de 40 minutos semanais. Isso quando não cochilamos ou desviamos nossas atenções para uma partida de Tetris invertido ou quem sabe matar a saudade do ICQ. É claro que em meio a uma temporada bem medíocre, o fator “Broadway” sempre acabava nos cativando e nos prendendo de alguma forma, por motivos óbvios é claro de muitas luzes piscando ao mesmo tempo, gente cantando invejavelmente como se não estivesse fazendo o menos esforço, um dia como outro qualquer milimetricamente coreografado, realizando de alguma forma a nossa fantasia de viver dentro de um musical pelo menos por um dia (sonho!), ou qualquer coisa do tipo. É claro que tudo isso sempre acabava nos distraindo de alguma forma, mas digamos que se a Broadway fosse realmente metade do que Smash foi durante essa Season 2, muito provavelmente suas luzes não continuariam acesas até hoje.

Durante a Season 1, reconhecemos que a série começou muito bem, nos trazendo a dança das cadeiras sobre quem de fato acabaria com o tão sonhado papel da nova Marilyn no teatro e enquanto isso, acompanhamos também toda a produção que um musical desse porte costuma ter, com as inúmeras brigas e desentendimentos envolvendo sua produção e os vários acertos e ajustes que são necessários para montar um espetáculo como Bombshell. E ao mesmo tempo em que enxergamos tudo isso, observamos e apontamos também diversas falhas que a série cometeu já em sua temporada de estreia, falhas que precisavam ser acertadas para que o show pudesse continuar, fazendo com que todos ainda continuassem interessados nele pelos motivos certos e não por um apelo ou atrativo certo qualquer.

Plots bem falhos, personagens insuportavelmente insuportáveis, histórias sem a menor força, números musicais ultrapassando todas as barreiras do ridículo (lembram do número Bollywood, com todo o elenco principal reunido pela primeira vez? #CREDINCRUZ), tudo isso precisava mudar e eles já encerraram a Season 1 anunciando uma série de cortes animadores no elenco, como o insuportável do assistente bi hétero gay Ellis, o marido bunda molão da Julia e seu filho adolescente que só tinha cara de velho mas eles juravam que era um adolescente (sério, eles mesmo chegaram a admitir e dizer isso na série), além do DiMaggio, a única despedida sentida por todos nós. Além disso, houve também uma troca de roteiristas e a espera de um tempo maior para que a Season 2 fosse realizada, algo que nos deixou com uma pontinha de boa esperança, aguardando pela nova temporada.

Até que ela finalmente chegou e nesse momento, toda essa esperança foi desaparecendo sem precisar fazer muito esforço, porque logo de cara, ainda na estreia da Season 2, Smash infelizmente já nos dava indícios de que continuava a seguir um caminho que não nos agradava em nada. Os plots continuavam capengas, alguns deles, que inclusive nos foram apresentados durante a season finale da temporada anterior como cliffhangers, foram abandonados descaradamente, sem nenhuma explicação (tipo a Ivy viciada em remédios) e mesmo com cartas de demissões entregues ao final da primeira temporada, ainda tivemos a breve reaparição de personagens meio assim (sim, estamos falando do marido da Julia que reapareceu durante a premiere e mais para a metade da temporada, recebemos também uma visita constrangedora e totalmente desnecessária do filho da Julia) e uma série de pequenas correções que precisavam ser feitas mas que eles pareciam continuar ignorando, mesmo com todas as mudanças em sua produção e tendo ganhado mais tempo para que esses ajustes fossem feitos.

A partir disso, a própria série foi se auto sabotando ao poucos em suas novas tentativas de finalmente dar certo, destruindo inclusive o pouco que permanecia OK dentro da sua própria história. Vejamos o caso da Julia por exemplo, ela que esteve envolvida com 3 dos personagens que foram eliminados da nova temporada e mesmo assim continuou sendo bem bacana, mérito é claro que da atriz Debra Messing, que interpretava a sua nova Grace com maestria na série (duas verdades: Julia era a nova Grace, fato e sorry e Debra consegue fazer o tipo muito bem mesmo, conseguindo se distanciar completamente do seu núcleo totalmente meio assim) e mesmo sendo a única sobrevivente do seu núcleo (familiar) acabou logo de cara ganhando o plot de que o seu trabalho a frente de Bombshell era o pior do musical (sério que alguém comprou isso?) e que tudo o que precisava melhorar estava em suas mãos. (praticamente uma mea culpa por parte dos roteiristas)

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Sem contar que o passado da personagem envolvendo a traição do marido (por parte dela), acabou tomando proporções completamente fora de propósito, com Smash querendo nos fazer acreditar e engolir que toda a sociedade da Broadway estava preocupadíssima com o caso de traição (vejam bem, segundo eles, só se falava disso nos bastidores) e estavam sabotando a Julia e por consequência todo o musical pelo motivo da moral e dos bons costumes teatrais, isso a ponto deles serem quase expulsos da “sociedade teatral” exatamente por esse motivo. Sério, Smash se passava na Broadway ou em uma seita religiosa dessas bem ignorantes? Com isso, sua personagem acabou ficando completamente pouco profissional (a série inteira pareceu ser bem anti-profissional durante essa temporada), sempre envolvida sexualmente com seus colegas de trabalho quando não gays (detalhe importante a se levantar, caso contrário acho que nem o Tom teria escapado), com tentativas de plots românticos com todos os que cruzaram o seu caminho profissionalmente (que vergonha), tornando a personagem como uma espécia de “Maria Dramaturgo”. EW! Lembrando que Julia não era uma iniciante na Broadway e já tinha certa experiência no assunto, além desse nunca ter parecido ser o perfil da personagem.

Sua outra metade, Tom (que nessa versão é o seu Will, só que mais Jack do que Will, convenhamos…) continuou sendo o mesmo foufo de sempre, até que começou a experimentar o poder de estar a frente do show, que foi quando ele acabou sendo nomeado a diretor do musical e tudo ficou ainda pior. Do músico fofinho apaixonado pela arte, Tom se tornou qualquer outra coisa do tipo incontrolável, as vezes sendo querido, querendo a participação de todos envolvidos com o projeto e logo em seguida perdendo o controle da situação e não sabendo mais o que fazer a respeito e as vezes completamente perdido, não querendo mais ser dupla com a Julia, simplesmente por estar meio deslumbrado com as novas possibilidades da sua carreira, até perceber que sozinho ele não conseguia ser tão bom quanto em dupla. Ain’t no Tom without a Julia. Ain’t no Will without a Grace. Seus envolvimentos amorosos também foram todos desastrosos e alguns bem vergonhosos, tanto quando namorando o ator melhor amigo da Ivy (que foi do bailarino ao reserva do papel principal em 3, 2, 1, personagem que não tinha o menor amor próprio e se demonstrou compreensivo demais) até quando se tornou o viúvo mais tedioso e nada convincente da face da terra. Sim, tivemos uma morte em Smash (viu como Smash é um drama?), e uma morte levada a sério, com uma série de tributos e reverências, mesmo que ela tenha acontecido para um personagem que só havia aparecido agora dentro da mitologia da série, sobre o qual falaremos mais depois. Sério, o relacionamento dele com o Kyle (R.I.P) apareceu do meio do nada, foi resolvido rapidinho, de forma pratica e absolutamente sexual e na verdade, pouco tempo eles estiveram juntos para tamanho luto por parte do Tom, não? Pra mim, a viúva oficial daquele funeral era o mocinho da iluminação, que depois disso foi descartado com uma lâmpada velha queimada.

Mas se Smash não se importou em tentar piorar personagens pelos quais a gente ainda tinha algum carinho como Tom & Julia, com a parte mais musical mesmo da trama, eles também não pareciam estar preocupados ou muito focados. Se eles não conseguiram resolver bem 1 musical durante a Season 1 e agora que Bombshell finalmente havia chegado a Broadway, uma série de mudanças pareciam ainda necessárias para que ele de fato acontecesse, de forma presunçosa e totalmente fora de controle, Smash teve a cara de pau de se arriscar em diversos novos projetos musicais dentro de uma temporada que já não estava andando muito bem quando apenas focada em um deles.

Bombshell acabou se transformando em dois espetáculos, quase três, que foi quando o personagem do Derek resolveu pular fora desse navio já afundando e ao mesmo tempo, eles começaram a investir em um outro musical dentro da série, esse com uma cara forçada de teatro mais experimental e independente, tentando fugir do estereotipo dos grandes musicais, experimentando novas linguagens e que mais tarde veio a se tornar o Hit List, que mesmo sendo super independente, sem grana e underground, acabou em dois segundos ganhando a Broadway (com direção do Derek, claro), se tornando o novo musical do momento e o grande oponente de Bombshell em sua temporada.

Mas pensa que acabou? Porque não acabou não e Bombshell e  Hit List não foram distrações suficientes para os produtores e roteiristas de Smash que realmente pareciam acreditar (só eles) que conseguiriam dar conta de toda essa variedade musical e outros dois musicais foram montados dentro da série durante essa Season 2. Um deles trazendo a nova sensação da Broadway do momento, uma estrela querendo provar que não era apenas uma garota inocente (não entendi até agora o propósito do musical dela, que na verdade não tinha uma história e era apenas focado em mostrar a sua trajetória no teatro e ou seus dotes vocais), com a Jennifer Hudson sendo vendida como essa grande estrela da vez, uma impressão que eles mesmo fizeram questão de nos passar durante os promos e os trailers da nova temporada (inclusive ela aparece no poster da temporada), mas que na verdade não era bem isso e ela parecia mesmo só ter dado uma passadinha na série, apenas para dar alguns conselhos aqui e ali para as iniciantes no ramo (principalmente a Karen) e fazer um ou dois números que para quem conhece a voz poderosa da cantora, talvez seja mais fácil  imaginar que ela realizou muito bem, isso antes de ser completamente descartada da série, sem sequer ser mencionada novamente. Simples assim. O outro musical dentro da série musical, esse de época e para o qual a Ivy acabou sendo emprestada (já que ela estava meio sem perspectiva depois de ter perdido o posto de nova Marilyn para a Karen), isso para que ele pelo menos tivesse alguma relação com a série, já que parecia paralelo demais e sem a melhor ligação com a trama, estrelado pelo Sean Hayes, que é sempre ótimo mas que também não encontrou um bom papel dentro da série, forçando a barra em um estereotipo exageradamente goofy, que seria mais ou menos o resultado de uma batida entre um Robin Willians e um Jim Carrey.

Talvez eles tenham incluído tantos outros musicais assim para quem sabe tentar desesperadamente nos distrair em relação a toda a grande porcaria que estava se tornando essa segunda temporada da série, que a essa altura já havia desandado de vez, não demonstrando a menor esperança de uma melhora, tanto que os números de sua audiência foram despencando cada vez mais e a série acabou sendo transferida para os sábados, que todo mundo sabe que é o corredor da morte para qualquer série. O desespero foi tanto que o próprio Bombshell acabou ficando quase que completamente de lado, assim como as músicas originais da série, que praticamente desaparecerem ao longo dessa temporada (pelo menos as do Bombshell sim, que foram muito mais presentes durante a Season 1) e seus número foram reduzidos consideravelmente também, transformando Smash em uma espécie de série sobre um musical do que uma série realmente musical. E como Derek acabou deixando a direção do projeto sobre a Marilyn, partindo para a direção do Hit List, novamente nos vimos de volta ao plot da dança das cadeiras que foi o grande plot da primeira temporada, sobre quem realmente acabaria sendo a nova Marilyn da Broadway, uma vez que Karen havia sido a escolha pessoal do diretor no passado, mas com a peça agora nas mãos do Tom, as coisas poderiam se tornar bem diferentes e favoráveis para a Ivy. (confirmou!)

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Que foi quando finalmente ganhamos a Ivy Lynn voltando para o posto que sempre achamos que ela sem a menor dúvida parecia ser a melhor escolha, encarando de forma bem mais natural (Karen sempre pareceu meio forçada no papel, além da sua notável falta de carisma, apesar do talento) a tarefa de dar vida a Marilyn, enquanto continuava lidando com a indiferença e infidelidade do Derek (ele que além de estar envolvido com a dança das cadeiras da vez só ganhou mesmo plots repetidos envolvendo o seu lado infiel e possivelmente alcoólatra, que nós já bem conhecemos), assim como o plot dramático da eterna competição com a mãe também atriz de musicais. Ivy que perdeu completamente o seu lado Marilyn megabitch e fez a humilde durante essa temporada, se encontrando inclusive prestes a desistir da carreira no começo dela e deixando de lado recursos que ela já havia utilizado no passado para conseguir o que queria. Nesse momento, estava claro que perdemos a antagonista da série e por esse motivo, como sempre torcemos para a personagem desde o começo, apesar das maldades do seu passado, passamos a enxergar o que sempre esteve óbvio, reconhecendo que Ivy realmente nasceu para aquele papel e em termos de carisma e talento (só faltou inteligência, porque ficar grávida a essa altura do campeonato foi o fim! E do Derek, que pegava geral…), ela que realmente merecia muito mais a posição mais desejada da Broadway de mentira do momento.

Karen que desde sempre se mostrou dona de uma personalidade bem mais apagada e por isso acabou quase sumindo ao longo da temporada, quando desistiu de ser a nova Marilyn para seguir o Derek em seu novo projeto, que ela mesmo se via mais interessada por conta de um boy magia que havia surgido em sua vida e que casualmente era um músico e vivia com um amigo que estava conveniente escrevendo um roteiro para um musical, que tinha grandes chances de ser o novo Rent. Sei… Karen realmente apesar de ser muito talentosa, nunca pareceu ser a melhor opção nesse cenário sobre quem deveria ser a nova Marilyn e colocando a personagem mais de lado, ficou evidente que ela não tinha o carisma necessário para segurar um papel como aquele, sendo que nem como secundária ela conseguiu se dar bem. A verdade é que ela nunca teve o carisma necessário, apesar de executar muito bem os números musicais dentro da série, mas sempre notamos que faltava alguma coisa importante nela para tal. Durante a temporada anterior, cheguei até a mencionar que seu despertar talvez tivesse acontecido tarde demais e essa nova temporada acabou confirmando exatamente essa impressão, mas talvez Karen nem tenha sido apenas despertada tarde de mais e sim, muito provavelmente, ela é só aquilo mesmo, simples assim.

Com o carisma de uma ostra, Karen se viu presa ao novo musical independente chatinho que acabou ocupando um espaço enorme da temporada, fazendo inclusive com que os atores envolvidos com Bombshell passassem a circular também dentro desse novo núcleo (Julia, Tom), que contava basicamente com a Karen e o Derek circulando entre os novos personagens por quem nós não conseguimos nos importar muito. Kyle, o tal amigo do seu boy magia que era escritor (aquele do R.I.P), até que parecia ser bem fofo, apesar de ter passado magicamente do total fracasso do seu texto ingênuo e despreparado para um musical grandioso para o escritor homenageado e reconhecido no Tony em pouquíssimo tempo depois. Coerência zero. Ele que apesar de namorar o tal iluminador magia, acabou se aventurando no que pareceu ter sido uma ou no máximo duas noites com o Tom, algo que foi o suficiente para fazer com que os roteiristas desprezassem o antigo namorado do personagem (para o qual ele inclusive apresentou até a sua família, vejam bem), muito provavelmente porque acharam que como o personagem iria morrer mesmo, o Tom faria uma viúva de maior peso por conta da relevância do personagem para a história do que o pobre iluminador coadjuvantão. Que vergonha Smash, que vergonha! Além disso, aqueles flashbacks com o Kyle participando da vida de todos os personagens principais, deixando sua lição de vida, sua “marquinha em cada um deles” (ZzZZZ), sendo que antes disso ele tinha ganhado apenas pequenas participações ao longo da temporada, além de totalmente desastrosos, chegaram a ser extremamente constrangedores, para não dizer ridículo, como se de um episódio para o outro o personagem tivesse se tornado um mito da Broadway, personagem esse que sequer teve o trabalho de ser construído previamente da forma certa.

Kyle que dividia o apartamento com o tal boy magia da Karen, Jimmy, que era absolutamente insuportável (em todo e qualquer sentido), além de nem ser tão magia assim, algo que até seria capaz de nos fazer pelo menos tolerar o seu personagem pela visão. Ele que chegou na série de forma misteriosa, com nome falso, onde descobrimos mais tarde que tinha dividas com um traficante, que na verdade era seu irmão, mas que acima de tudo isso era um músico talentosíssimo que tinha tudo para ser o novo queridinho da Broadway caso tivesse a sua chance. Detalhe, de músico ele passou a ator dramático também em um passe de mágica e acabou estrelando Hit List ao lado da Karen (novamente aquela questão do anti-profissionalismo mencionado anteriormente), com a qual ele manteve uma relação bem meio assim até o final da temporada, quando seu personagem acabou ganhando como resolução final o plot de que ficaria preso apenas por uns meses (senta ai e espera viu, Karen?), isso porque o grande segredo da sua vida era o de que uma garota havia morrido de overdose ao seu lado no passado e ele com medo do que aconteceu acabou fugindo, sem prestar socorro ou qualquer coisa do tipo e por isso havia assumido uma nova identidade, achando que se fosse pego por quem ele realmente era, poderia acabar sendo preso. Mas ao final da série, Jimmy acabou descobrindo que a tal garota na verdade não morreu e estava viva, por isso sua pena seria mais leve no final das contas. Sério, ele nem tentou descobrir o que de fato havia acontecido com a garota durante todo esse tempo antes de fugir?

Eileen continuou divando, mesmo com os probleminhas que a atriz Anjelica Huston acabou enfrentando por conta da mão pesada em alguns procedimentos estéticos meio assim. De todos os personagens, apesar de todo o anti-profissionalismo que sempre encontramos aqui e ali na série, ela sempre pareceu ser a mais profissional desde o começo de Smash e assim permaneceu até o final, colhendo merecidamente os frutos de todo o seu profissionalismo. E foi bem bacana vê-la recuperando o seu boy magia antiga do bar no final das contas, fora o sentimento da vingança pessoal dela com o marido, que além de ser um péssimo empresário, continuava se relacionando com o Ellis, aquele mesmo que a gente não suportava desde a primeira temporada e que dessa vez embora não tenha aparecido em cena, esteve presente em menção desonrosa, apenas para aterrorizar todo mundo mesmo que no formato de um fantasma.

É preciso dizer também que apesar de todos esse erros de roteiro e construção de personagem, um dos grandes problemas de Smash sempre esteve concentrado na parte musical da série, que não conseguiu se resolver muito bem durante essas duas temporadas. Talvez por se levarem a sério demais, mas é fato que em Smash, os momentos musicais só funcionaram de verdade durante os ensaios ou quando em cena, do contrário, eles não conseguiram resolver muito bem essa questão, como temos que reconhecer que Glee com muito bom humor (algo que faltou para a série), sempre conseguiu fazer naturalmente, sem ter que se esforçar muito para nos convencer de qualquer coisa. Se durante a primeira temporada tivemos um dos piores momentos musicais da série com aquela performance no pior do estilo Bollywood, durante essa Season 2, tivemos uma outra performance extremamente constrangedora e ruim logo no começo da temporada, com o Derek envolvido com diversas mulheres de salto pink dentro de um bar, que foi bem mais simples do que a anterior mas tão ridícula quanto. Não sei se foi só eu, mas consegui perceber uma vergonha explicita na cara do ator Jack Davenport durante a cena e não acho que foi muita coincidência logo depois dela o mesmo ter anunciado o seu envolvimento com uma nova série inglesa para a próxima temporada, mesmo ainda estando Smash com o seu futuro incerto naquele momento.

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Tentando desesperadamente encerrar a série pelo menos de forma honesta, Smash escolheu se despedir no formato de tortura, com um episódio duplo que nos preparava para o Tony, para o qual a série jurava que Bombshell e Hit List, apesar de todos os erros, eram os musicais que mais disputavam as categorias da premiação. Apesar de toda a trajetória, esse foi um final bacana sim para a série (mas também não esteve livre de grandes erros e aquele anti-profissionalismo de sempre, como por exemplo a apresentação do elenco de Hit List de última hora no palco do Tony, que aparentemente não contava com nenhuma segurança), apesar também de bastante estendido e que conseguiu reunir uma série de conclusões que a série precisava desesperadamente encontrar, antes de se encerrar, uma vez que a sentença de morte já havia chegado. Nesse episódio duplo, observamos a série e seus personagens se resolvendo de forma até que digna, o que nos faz questionar o porque deles não terem feito algo parecido com o restante da temporada, repetindo o mesmo feito e erro da temporada anterior, com a diferença que durante a Season 1, pelo menos os primeiros episódios da temporada conseguiram render alguma coisa boa, algo que não chegou a acontecer durante a Season 2, exceto pelo seu series finale.

Com esse final tudo acabou sendo acertado, os personagens ganharam o seu “final feliz”, Bombshell se firmou como o grande musical da vez durante o Tony Awards, com espaço para que Hit List também ganhasse o seu reconhecimento. Nessa hora, sobrou espaço até para mais uma tentativa amorosa para o Tom, com um provocação bem explícita para um certo ator de cinema que de uns anos para cá ganhou respeito na Broadway e que tem uma vida pessoal bastante questionável em alguns sentidos. Não vamos citar nomes porque não somos desse tipo, mas digamos que ficou bem claro que aquele possível novo boy magia do Tom (e o que aconteceu com o Scotty de Brothers & Sisters? Inflou?) era ninguém menos do que alguém que pode ser um dos X-Men, rs.

Apesar desse final até satisfatório, como foi o da primeira temporada, que também reuniu uma série de tropeços durante o seu caminho, Smash encerrou a sua história nos provocando com aquela ideia  mencionada no início dessa review, dizendo que desde que eles conseguissem encerrar a série bem, a audiência acabaria esquecendo todo o resto. Algo que fica bem difícil de se levar em consideração, uma vez que para quem permaneceu enquanto audiência da série durante essa nova temporada, temos a impressão por experiência própria que não deve ter sido uma das experiências mais fáceis da vida televisiva de ninguém. Por isso não, não é possível encerrar um série dessa forma descarada e esperar que a sua audiência esqueça todo a sua trajetória, que foi sim custosa, entendiante e principalmente porcamente executada. É, foi ruim mesmo e isso nós não vamos conseguir esquecer assim tão facilmente. Por isso nos despedimos de Smash sem a menor saudade, sem conseguir lembrar de pelo menos um bom número musical da sua nova temporada, que por se tratar de uma série musical, deveria obrigatoriamente ter existido.

 

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E a gente achando que a Morticia Addams sabia das coisas…

Janeiro 8, 2013

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Sério, o que explica uma mulher como a Anjelica Huston deixar alguém fazer esse crime contra ela mesmo?

Nem que ela estivesse com 248 anos, o que não é o caso, porque ela tem bem menos do que isso. (achamos indelicado publicar a idade, então…)

Juro que eu achei que ela estava usando um fatsuit, mas não, segundo a própria na coletiva da Season 2 de Smash, esse foi o resultado da sua última aplicação de botox. ME-DO! #CREDINCRUZ

Ela que é uma das melhores coisas de Smash e estava lindíssima durante a primeira temporada. Algo que nós não podemos dizer agora…

#NAOTABOMNAO

 

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A lista com aquele que tem tudo para ser o Golden Globes dos nossos sonhos!

Dezembro 14, 2012

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E a parte do “sonho” fica totalmente por conta da apresentação do 2013 Golden Globe Awards, que terá a dupla Tina Fey + Amy Poehler, que é o nosso sonho concretizado em bom humor do girl power que realmente interessa e que finalmente ganhará a sua chance em um universo normalmente dominado por homens (muitos deles bem sem graça faz tempo). Mas falando especificamente da lista em si, esse ano talvez não tenha sido dos melhores para o cinema (pelo menos essa foi a minha impressão) e para a parte dedicada ao prêmios da TV, tudo continua naquela mesma injustiça/mesmice de sempre. Duvida? Então confere ae:

 

Best Actress in a Drama TV Series

Connie Britton, Nashville

Glenn Close, Damages

Claire Danes, Homeland

Michelle Dockery, Downton Abbey

Julianna Margulies, The Good Wife

 

Acho uma verdadeira  vergonha essa Connie Britton ser indicada para qualquer coisa que não seja “melhor cara de que não sei exatamente o que eu estou fazendo”. Ficaria bem feliz se a Glenn Close levasse, por toda a sua Damages.

 

Best Actor in a Drama TV Series

Steve Buscemi, Boardwalk Empire

Bryan Cranston, Breaking Bad

Jeff Daniels, The Newsroom

Jon Hamm, Mad Men

Damian Lewis, Homeland

 

Sabe aquela categoria que você ficaria feliz com qualquer resultado? Então, alguns mais, outros menos, mas todas as indicações foram merecidas. Na minha ordem, Daniels, Hamm, Cranston, Lewis, Buscemi. Acho que é isso…

 

Best Actress in a Comedy or Musical TV Series

Zooey Deschanel, New Girl

Julia Louis-Dreyfus, Veep

Lena Dunham, Girls

Tina Fey, 30 Rock

Amy Poehler, Parks and Recreation

 

Poehler, Fey, Dunham, Dreyfus, qualquer uma que levar, por favor, dê três tapas na cara da Deschanel e diga “Vc deveria sentir vergonha da sua Jessica Day estar nessa mesma categoria. PÁ!”

 

Best Actor in a Comedy or Musical TV Series

Alec Baldwin, 30 Rock

Don Cheadle, House of Lies

Louis C.K., Louie

Matt LeBlanc, Episodes

Jim Parsons, The Big Bang Theory

 

Louie! Louie! Louie! (sorry, não consigo chamá-lo de Louis…)

 

Best Supporting Actor in a Series, Miniseries or TV Movie

Max Greenfield, New Girl

Ed Harris, Game Change

Danny Huston, Magic City

Mandy Patinkin, Homeland

Eric Stonestreet, Modern Family

 

Mandy Patinkin. AMO o Saul. AMO!

 

Best Supporting Actress in a Series, Miniseries or TV Movie

Hayden Panettiere, Nashville

Archie Panjabi, The Good Wife

Sarah Paulson, Game Change

Maggie Smith, Downton Abbey

Sofia Vergara, Modern Family

 

Maggie Smith ganha qualquer coisa no pedra papel teoura lagarto e Maggie Smith. Só enfraquece quando competindo com a Merryl Streep, o que não é o caso aqui, rs

 

Best TV Series – Comedy

Big Bang Theory

Episodes

Girls

Modern Family

Smash

 

Modern Family voltou a ser uma ótima comédia. Mas tem Girls, que a gente adoraria ver ganhando. Smash eu prefiro ignorar, aqui ou em qualquer categoria. E cadê Louie?

 

Best TV Series – Drama

Breaking Bad

Boardwalk Empire

Downton Abbey

Homeland

The Newsroom

 

Todas ótimas, mas The Newsroom foi melhor, não?

 

Best TV Movie or Miniseries

Game Change

The Girl

Hatfields and McCoys

The Hour

Political Animals

 

Best TV Movie or Miniseries – Actor

Kevin Costner, Hatfields & McCoys

Benedict Cumberbatch, Sherlock

Woody Harrelson, Game Change

Toby Jones, The Girl

Clive Owen, Hemingway & Gellhorn

 

Já estamos acostumados a ver Sherlock não levando nada, mesmo merecendo tudo, então… Humpf!

 

Best TV Movie or Miniseries – Actress

Nicole Kidman, Hemingway & Gellhorn

Jessica Lange, American Horror Story: Asylum

Sienna Miller, The Girl

Julianne Moore, Game Change

Sigourney Weaver, Political Animals

 

Best Actor in a Motion Picture – Drama

Daniel Day Lewis, Lincoln

Richard Gere, Arbitrage

John Hawkes, The Sessions

Joaquin Phoenix, The Master

Denzel Washington, Flight

 

Dizem que a briga esse ano está concentrada entre o DDL e seu “Lincoln” e o Joaquin Phoenix, que retornou com força em “The Master”. Mas ainda não assisti nenhum deles…

 

Best Actress in a Motion Picture – Drama

Jessica Chastain, Zero Dark Thirty

Marion Cotillard, Rust and Bone

Helen Mirren, Hitchcock

Naomi Watts, The Impossible

Rachel Weisz, The Deep Blue Sea

 

Também não assisti nenhum deles ainda, mas estou achando que chegou a hora da Naomi Watts, ou quem sabe a Jessica Chastain. E quer saber, ficaria feliz de qualquer forma.

 

Best Actor in a Motion Picture – Comedy or Musical

Jack Black, Bernie

Bradley Cooper, Silver Linings Playbook

Hugh Jackman, Les Miserables

Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen

Bill Murray, Hyde Park on Hudson

 

Hugh Jackman está em um papel feito para isso. Resta saber se ele foi bem. Mas Bill Murray, sempre torço para o Bill Murray, em qualquer coisa. 

 

Best Actress in a Motion Picture – Comedy or Musical

Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen

Judi Dench, Best Exotic Marigold Hotel

Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook

Maggie Smith, Quartet

Meryl Streep, Hope Springs

 

Dench ou Smith. #MUSES (Meryl também estaria nessa, mas como ela é indicada até pelo seu espirro, não preciso nem dizer nada…)

 

Best Actress in a Supporting Role in a Motion Picture

Amy Adams, The Master

Sally Field, Lincoln

Anne Hathaway, Les Miserables

Helen Hunt, The Sessions

Nicole Kidman, The Paperboy

 

Sally Field + Anne Hathaway, AMO vcs! E a Hellen Hunt voltando, hein?

 

Best Actor in a Supporting Role in a Motion Picture

Alan Arkin, Argo

Leonardo DiCaprio, Django Unchained

Philip Seymour Hoffman, The Master

Tommy Lee Jones, Lincoln

Christoph Waltz, Django Unchained

 

Mesmo sem ter visto nada ainda, gosto de todos eles pelo conjunto da obra, rs

 

Best Motion Picture – Comedy or Musical

The Best Exotic Marigold Hotel

Les Miserables

Moonrise Kingdom

Salmon Fishing in the Yemen

Silver Linings Playbook

 

Vale o meu coração torcer por “Moonrise Kingdon”, apesar das poucas chances?

 

Best Motion Picture – Drama

Argo

Django Unchained

Life of Pi

Lincoln

Zero Dark Thirty

 

Fico pensando no que vão dizer caso o Ben acabe levando essa pelo seu “Argo”. PÁ!

 

Best Screenplay for a Motion Picture

Zero Dark Thirty

Lincoln

Silver Linings Playbook

Django Unchained

Argo

 

Best Director – Motion Picture

Ben Affleck, Argo

Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty

Ang Lee, Life of Pi

Steven Spielberg, Lincoln

Quentin Tarantino, Django Unchained

 

Torcendo pelo Ben só pelo climão & a superação, rs

 

Best Score for a Motion Picture

Life of Pi

Argo

Anna Karenina

Cloud Atlas

Lincoln

 

Best Animated Film

Brave

Frankenweenie

Hotel Transylvania

Rise of the Guardians

Wreck it Ralph

 

Best Original Song – Motion Picture

“For You” – Act of Valor

“Not Running Anymore” – Stand Up Guys

“Safe & Sound” – The Hunger Games

“Skyfall” – Skyfall

“Suddenly” – Les Miserables

 

Best Foreign Language Film

Amour (Austria)

A Royal Affair (Denmark)

The Intouchables (France)

Kon-Tiki (Norway/UK/Demark)

Rust and Bone (France)

 

Lembrando que a premiação vai ao ar no dia 13 de Janeiro, mesma data de estreia de Girls, ou seja, vamos enlouquecer os nossos controles, claro.

 

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Let me be your f*cking star!

Maio 22, 2012

Smash foi uma série que já chegou sendo uma das grandes promessas da temporada. Trazendo os bastidores de um musical, com todo o trabalho pesado que é necessário para se colocar alguma coisa na Broadway, passando por todas as suas etapas, da captação de dinheiro para colocar uma ideia genial em prática, até os problemas técnicos do dia da pré-estréia. Com um detalhe que por si só já fazia toda a diferença. Um detalhe não, um nome: Marilyn Monroe.

Logo de cara ganhamos duas fortes candidatas para o posto. Uma novata, vinda diretamente do interior, tentando a sorte na cidade grande, naquele plot de sempre que a gente conhece bem. Embora ainda bastante sem experiência, a candidata era dona de uma voz sensacional e um interesse em aprender fora do comum, principalmente pensando nesse universo de divas com egos cada vez mais inflados. Essa era Karen Cartwright (Katharine McPhee), a versão “Marilyn Adormecida” de Smash.

Do outro lado do palco, ganhamos uma versão “Blond Ambition”, essa bem mais talentosa e já com certa bagagem nos palcos da Broadway nas costas. Loira e cheia de curvas, logo de cara, ela parecia à escolha mais óbvia para ser a nova “Bombshell”. Uma Marilyn incrivelmente talentosa, porém, o que sobrava em seu carisma + talento, fomos descobrindo ao longo da temporada que faltava em seu caráter. Essa era Ivy Lynn (Megan Hilty), a garota capaz de tudo para conseguir o papel da sua vida. Nesse caso, a “Marilyn Evil” de Smash.

Durante essa primeira temporada, rolou meio que uma dança das cadeiras o tempo todo. Ainda assim, desde o começo ficava cada vez mais claro que Ivy, ou melhor, Evil (como eu gosto de chamá-la) estava muito mais preparada para o papel. Evil tinha o talento, o carisma e até mesmo os cabelos loiros que se espera de uma boa Marilyn, mas mesmo assim, ainda parecia não ser o suficiente.

Ao mesmo tempo em que ela tinha todos os requisitos para ser a nova Marilyn, o caminho que ela escolheu para tal não foi o ideal. Disposta a tudo e com esse final de temporada nós descobrimos que ela estava disposta a tudo mesmo, Evil não media esforços para conseguir o seu objetivo, por isso se sujeitava a dormir com o diretor, tentava afastar a sua concorrente a qualquer custo, um comportamento típico de uma estrela que não tem tanta certeza a respeito do seu brilho.

Evil, que desde o começo da série foi pintada como uma mulher mais segura de si em relação a sua inimiga declarada, acabou revelando cada vez mais uma fragilidade que ela tentava esconder a qualquer custo, uma insegurança que ela carregava para a vida e utilizava das armas mais sórdidas para se proteger e não deixar ninguém perceber a sua verdadeira fraqueza. Dessa forma, ficava difícil torcer por Ivy, que a todo momento aprontava alguma coisa que revelava um pouco mais do seu caráter duvidoso, mesmo com ela tirando de letra e arrancado os nossos aplausos em quase todos os seus números. Como esquecer a apresentação de “Wolf” no apartamento do Derek, ainda no começo da temporada? Hein? Auuuu! (que eu acho o melhor número de Smash até agora…)

Para Karen sobrava o papel difícil da humilde aprendiz, ela que também tinha um certo nível de insegurança, mas que talvez para a sua sorte, não conseguia esconder muito bem essa sua insegurança, totalmente diferente de Ivy. Dessa forma, ela ficava sempre à sombra de alguém, observando de longe o trabalho das pessoas mais experientes do que ela, reconhecendo o talento alheio sem o menor problema, sem se sentir inferior, em um nível de humildade cada vez mais raro de se ver hoje em dia e eu imagino que na Broadway, seja mais difícil ainda.

Apesar de desde o começo ficar bem claro que eles estavam tentando deixá-la mais apagada propositalmente, para que a sua estrela despertasse na hora certa, ficava difícil também torcer por uma protagonista tão apática, do tipo boazinha demais, sabe? Aquela que apanha, apanha e continua sem reação nenhuma. Mas como nos foi revelado na letra da música que encerrou o episódio da season finale, Karen era mesmo apenas uma estrela adormecida, aguardando a sua vez de brilhar. Mas convenhamos que talvez ela tenha ficado adormecida por um tempo longo demais…

Mas tirando a questão de quem acabaria sendo a Marilyn um pouco de lado, os demais personagens da trama também tiveram a sua colaboração no desenvolvimento dessa história, para o bem e para o mal.

Apesar de Smash ser uma série sobre os bastidores de um musical, seria praticamente impossível deixar a vida pessoal de seus personagens totalmente à parte da história. E foi nessa hora que a série encontrou o seu maior desafio e nesse caso, devo dizer que nesse quesito, a série não conseguiu ser muito feliz.

A começar pelo plot da família da Grace (na verdade Julia, mas…), que não colou de jeito nenhum. Com um filho insuportável e com zero de carisma, acompanhado no combo do marido bunda molão (que eu só passei a gostar quando descobri que ele foi/é o Shrek na versão para a Broadway. Howcoolisthat?), ficava cada vez menos interessante todo e qualquer plot dentro desse núcleo. Juro que quando a história do caso dela com o DiMaggio (Will Chase) acabou sendo descoberta pelo filho que ainda sofre por não ter ganhado a sua irmãzinha chinesa (euri), eu fiquei torcendo para que essa fosse à deixa para a despedida da família dela, abrindo espaço para que Grace pudesse assim ficar com o seu boy magia da Broadway. (que na vida real, é o verdadeiro namorado da Debra Messing)

Nesse caso, faltou também um pouco mais de profissionalismo para a personagem da Grace, não? Como assim ela me aceita demitir o ex-amante, apenas para fazer a sua família feliz? E o que é que o universo tem a ver com essa questão? E as contas que o moço também tem para pagar? Também não me aguentei quando em um determinado momento da temporada, ela teve que justificar que o seu filho só tem cara de velho, mas que ele é super novo (muito provavelmente porque eles perceberam que o ator e o personagem não convenceram). Sério, fiquei bem constrangido…

E como a Grace não funciona direito sem uma dupla, dessa vez ela ganhou um Tom (Christian Borle) para chamar de seu. Tom & Grace. Ele que é talentosíssimo e um foufo, mesmo cometendo o grande erro da sua vida ao dispensar o boy magia mágica do jurídico para ficar com a gay fã esportes, uma espécie raríssima, diga-se de passagem. Sério, o que deu na cabeça do Tom?

Ele que em um certo momento dessa reta final, aproveitou para jogar na cara da Grace o quanto ela estava sendo pouco profissional exigindo a cabeça do seu amante e culpando todo mundo pelo seu caso, tirando totalmente o peso da culpa da traição das suas próprias costas. Achei bem importante que alguém tenha dito essa verdade que ela estava mais do que precisando ouvir. Outro ótimo momento da temporada foi a discussão entre Tom e Derek, resolvendo uma questão que ambos dividiram no passado e que desde o primeiro encontro dos personagens na série, ainda pairava no ar, mesmo sem a gente saber exatamente sobre o que se tratava.

Agora, dois personagens que eu achei sensacionais logo de cara e assim se mantiveram até o final da temporada, foram Derek e Eillen, essa segunda mais ainda até.

Derek (Jack Davenport) o boy magia diretor carrasco british indeed, com aquele sotaque que a gente AMA e a magia de um diretor competentíssimo (já falei que ele é very british?), pena ele vir com aquele gênio incontrolável, do tipo cruel por natureza. Tudo bem que mesmo com Derek, eles conseguiram cometer uma série de erros, como aquele desastre do novo musical que ele acabou propondo, com muito mais apelo comercial e zero bom gosto. Fiquei pensando que aquele tipo de erro seria bem difícil de acontecer com um diretor brilhante e competente, com anos de experiência dentro dessa área, como eles estavam pintando o personagem até então. Agora, o meu respeito com ele nunca mais será o mesmo depois daquela saidinha de ré no número “Bollywood” que a série arriscou em um de seus episódios. Arriscou e não foi muito bem assim…

Um número polêmico, que gerou as mais variadas reações devido a sua falta de propósito e logo nesse que seria o primeiro grande número da temporada envolvendo todo o elenco. Para o meu gosto, eu até achei que ele foi bem executado, mas ao mesmo tempo em que ele conseguiu me agradar, também fiquei no time dos que torceram o nariz para o fato dele ter acontecido do meio do nada, sem um plot relevante o bastante para tal, ainda mais sendo o único número que acabou reunindo todo o elenco.

Aliás, todos os números na série que apareceram dessa forma (como um sonho), ou fora do cenário do musical, acabaram me incomodando. A não ser quando em um momento de descontração qualquer dos personagens, esses sim super justificáveis. Mas um deles em específico, onde  Evil era vista cantando no seu quarto, em um momento super 90’s decadente, esse sim eu achei bem preguiça. Parecia um clipe antigo da Celine Dion. Sério. Acho que nessas situações fora do palco, eles ainda precisam aprender a como deixar os números musicais mais alinhados com a história.

E tem como não amar a nossa Anjelica Huston jogando martinis na cara do ex marido cretinão a todo momento? Ela que vive Eileen na série e é sem dúvida uma das personagens mais queridas de Smash. Eileen que arriscou o seu Degas em nome do musical que ela acreditava ser a galinha dos ovos de ouro, aproveitando para provar para o ex marido o quanto ela consegue ser profissional, mesmo sem o seu apoio financeiro. AMO o plot dela com o cara do bar e acho que eles formaram um casal sensacional, mas o maior destaque da personagem ficou mesmo para os foras homéricos que ela aproveitava para dar no Ellis, o assistente gay/HT/bi mais insuportável da face da terra. WOO!

Sério, nada foi mais divertido durante essa temporada do que Eileen colocando Ellis no seu devido lugar. Ele que foi uma megabitch do começo ao fim e algo me diz que depois da sua demissão no season finale, ele ainda dará muita dor de cabeça para Eilleen. E quem não tinha certeza que ele teria sido quem tentou envenenar a nova estrela do pedaço? E alguém mais aposta que com o musical fazendo sucesso, Ellis vai acabar exigindo a sua parte na criação de tudo aquilo e gerar muita dor de cabeça para todas?

Antes de partir para a reta final dessa primeira temporada da série, eu devo ser sincero ao admitir que mesmo com toda a empolgação do começo da temporada e boa parte desse texto, eu cheguei a cansar de Smash durante esses 15 primeiros episódios. E isso se deu a partir do sexto episódio, onde eu senti que foi onde eles começaram a se perder quase que totalmente. Depois desse fatídico episódio, ficou bem claro que a série estava entrando em um declínio, mesmo mantendo alguns bons momentos dentro do seu fundamento. Tanto que para a próxima temporada, a NBC muito provavelmente preocupada com esses vários deslizes de boa parte da temporada, acabou adiando a Season 2 já confirmada da série, apenas para 2013. Talvez para ganhar um pouco mais de tempo para pensar melhor o desenvolvimento dessa história, ainda mais agora que a série sofreu uma troca de roteiristas (e dizem que quem vem por ai é um roteirista de Gossip Girl, ou seja: MEDO!). Esperamos que esse tempo maior seja algo positivo para Smash, porque para uma boa série musical, eles ainda precisam melhorar muita coisa. MUITA!

E justamente nessa segunda metade da temporada muito mais fraca do que o seu começo (os quatro primeiro episódios são bem bons, por exemplo), tivemos a entrada de ninguém menos do que a Uma Thurman, que chegava para roubar a cena, roubando também a disputada vaga de nova Marilyn da Broadway, vivendo a estrelíssima Rebecca Duvall. Sinceramente, apesar de adorar ver a Uma em cena, eu não consegui entender muito bem o porque dela ter aceitado o convite para essa participação, que poderia ter sido interpretada por qualquer outra atriz bem menos importante. Mas parece ser até uma tendência, onde várias estrelas do cinema estão migrando para a TV, alguns para participações menores ou afetivas, mas talvez essa seja até uma justificativa para a maioria dos canais terem reduzido várias de suas temporadas e projetos para 13 ou 15 episódios, onde é muito mais fácil de se segurar uma estrela desse porte, do que uma temporada muitas vezes arrastada, de 24 episódios. (além dos custos, claro)

Mas quando todas as minhas esperanças eram as mais baixas possíveis em relação a esse final de temporada, a ponto de me colocar bastante em dúvida sobre a minha relação futura com a série, Smash chegava para entregar um final bem do descente, ainda mais se comparado ao seus últimos episódios bem capengas. E chegava à hora de conhecermos finalmente a dona do posto de nova Marilyn, dessa vez em mais uma pré-estréia do musical, onde nada mais poderia dar errado.

E foi nesse exato momento que a Katherine McPhee acabou ganhando a chance de finalmente despertar a Marilyn adormecida de dentro de sua Karen. O que de fato aconteceu, mas não chegou a ser impactante o suficiente para que a gente enquanto audiência tivesse a mesma certeza do Derek em relação a ela de fato ser a melhor opção pelo papel. Eu até culparia isso pelo tempo enorme que essa ascensão levou para de fato acontecer, mas acho também que faltou um grande número com as músicas já conhecidas da série, sem ter cara de ensaio (porque até houve um momento “Wolf”), para que a gente acreditasse um pouco mais em todo o seu potencial. Nessa hora, senti que mesmo estando  no centro dos holofotes, ainda faltou alguma coisa para transformá-la em uma verdadeira bombshell.

Uma resolução que não poderia ser diferente, uma vez que nos dois episódios anteriores, Ivy Evil passou a ganhar bem mais status de megabitch, firmando de vez o seu papel de antagonista dentro daquela história, onde ela acabou dormindo com o namorado da Karen apenas porque o seu Derek estava pegando a estrela de Hollywood, sendo que a própria Karen nada tinha a ver com isso tudo. Obviamente que nessa hora, totalmente desesperada ao ver a sua nova e talvez última chance desaparecendo mais uma vez, ela não teve dúvidas e resolveu desestabilizar a sua concorrente, revelando a noite em que ela e o agora noivo de Karen passaram juntos. Mas que coisa feia hein Evil? Ai ai ai…

Claro que essa revelação, acumulada juntamente com toda a pressão de ainda não se sentir preparada para a posição que quase ninguém acreditava que ela seria capaz de assumir acabou levando Karen ao seu grande surto, quase desistindo do seu maior sonho por ver uma parte importante da sua vida desmoronando de uma hora para outra. Mas como nada que uma mágoa do caboclo não nos faça renascer mais forte do que nunca e assim ela conseguiu se recompor, enfrentando de uma vez o desafio de subir aos palcos e agarrando com unhas e dentes a chance que lhe estava sendo oferecida, a chance de se tornar uma verdadeira estrela.

Tudo isso com a ajuda do Derek, onde nessa hora ele finalmente deixou a sua postura de tirano de lado e aproveitou para ajudar a jovem inexperiente a enxergar a grande oportunidade que estava diante dos seus olhos. É claro que nessa hora ele precisava agir dessa forma, onde todo o investimento do espetáculo estava em jogo. Mas para a nossa surpresa, ele acabou nos revelando que ele não só sempre visualizou Karen no papel da nova Marilyn, como guardava alguns sentimentos pela garota. Foufo vai?

Confesso que esse final de temporada voltou a me animar um pouco em relação à Smash, tanto que eu fiquei mais do que curioso para saber o que irá acontecer na próxima temporada. Um episódio de season finale muito bom mesmo, mantendo o nervosismo e a dança das cadeiras até o último momento (pensando no suspense, tudo bem, pensando no profissionalismo que se espera, acabou sendo um pouco demais também), onde apenas nos minutos finais nos foi revelado quem era a estrela que deveria “quebrar a perna” naquela noite de estréia. Um episódio realmente muito bom, que encerrou dignamente essa primeira temporada da série, nos deixando com aquele gostinho de querer ver mais do espetáculo, apesar dos diversos erros dessa trajetória.

E mesmo gostando da resolução final para essa temporada, eu sigo achando que falta um pouco de emoção para Karen, onde me parece que a personagem sempre aceita fácil demais todas as dificuldades que lhe são propostas, o que me faz sempre ficar em dúvida em relação a ela realmente ter o necessário para ser uma estrela.

Mas enfim, a continuidade de tudo isso nós só teremos mesmo em 2013, onde eu espero que eles nos mostrem os números prontos (pleeease!) e corrijam todas essas falhas, que mesmo com um episódio final de temporada do tipo bem bom assim como o seu piloto, nós não conseguimos ignorar tantos erros e falhas assim tão fácil. Não por muito tempo… NOW MOVE!

 

ps: no final do dia de hoje, a NBC anunciou os cortes do elenco dos personagens Dev (o namorado da Karen), Frank (o marido da Grace… agora só falta o filho), Michael Swift (dele eu gostava, humpf) e a bee/HT/bi mais irritante da face da terra: ELLIS! Já vai tarde, fofa. E essas foram as primeiras cabeças exigidas pelo novo showrunner da série, o senhor Josh Safran, que vem de Gossip Girl, por isso eu repito: MEDO!

Renovou! Smash ganha a sua Season 2

Março 23, 2012

Auuuuu! (piada interna para quem assiste a série e que certamente vai entender o porque do meu uivado de lobo, rs)

E não é que a NBC renovou Smash para a sua Season 2? Yei! (sapateando e fazendo as famosas jazz hands)

Além dos 15 episódios já produzidos para essa primeira temporada, a série já foi renovada, garantindo assim o seu retorno para uma nova temporada.

E quem ainda não assiste  a nova série musical do momento, realmente não sabe o que está perdendo. Uma delícia viciante!

Mas para quem quiser esperar, Smash estréia por aqui no Universal Channel dia 28/03.

ps: não consigo parar de cantar “History is made at night”, sério. E  para quem não se convenceu ainda a assistir Smash, a série ainda tem em seu elenco a sensacional Anjelica Huston (maravileeeandra – ♥) e a Grace, de Will & Grace, que todas amam! E o coreógrafo vilão very britsh indeed? Höy!

Will deve estar roendo os cotovelos

Março 8, 2012

Que a Grace está sensacional em Smash e detalhe, para desespero do Will (de Will & Grace, onde o personagem sempre achou a voz dela pavorosa), ela anda cantando na nova série e até que bem viu? (sorry, não consigo chamá-la de outra forma)

Por enquanto foi pouca coisa, mas mesmo assim a Debra Messing está indo muito bem soltando a sua voz.

Aliás e que série mais deliciosa, não? Estou bem apaixonado por Smash e os números musicais estão cada vez melhores.

E até agora, a minha música preferida foi “History is Made At Night”, mesmo com o número de “Never met a wolf who didn’t love to howl” que foi pra lá de especial. (na verdade, o ep 1×04 “The Coast Of Art” foi todo bem bom e é de onde saíram essas faixas)

E quem não viu Smash ainda, não sabe a delícia que está perdendo.

ps: I ♥ Will & Grace

Alguém tinha alguma dúvida de que o piloto de Smash seria bem bom?

Janeiro 19, 2012

Para começar, uma série que reúne musical + Marilyn + Grace e o seu melhor amigo gay+ NY, já tem uma grande vantagens em nossos corações, não?

E Smash fez um piloto bem direitinho, introduzindo bem os personagens, desenvolvendo um pouco das histórias de cada um deles e com números musicais ótimos, o que é sempre um ponto bem positivo para quem gosta de musicais.

A série tem como história os bastidores de um espetáculo da Broadway baseado na vida da Marilyn Monroe e assim eles contam um pouco da dificuldade e da trajetória de todos os personagens envolvidos nesse plot de criar o novo grande musical da Broadway.

Parece realmente que nós estamos assistindo os ensaios, vendo o musical ganhar forma e com isso os personagens vão ganhando mais força, se tornando mais interessantes. Eu pelo menos fiquei bem curioso para ver o que vem pela frente, apesar de já conseguir até imaginar boa parte da história, com o preview dos demais eps que rola no final do episódio piloto.

Ficou meio que na cara desse preview, que o grande plot da temporada será a indecisão da produção do espetáculo sobre  as duas atrizes aparentemente perfeitas para o papel, cada uma com os seus pontos positivos a seu favor, disputando a vaga da Marilyn no palco e que muito provavelmente, ambas vão tomar rumos bastante diferentes para tentar conseguir agarrar essa chance de ser o novo rosto e voz da Broadway, o que é o sonho de todas (inclusive nós, rs. Quem nunca se imaginou no palco da Broadway?). E parece que apesar de uma imprimir ser mais “mocinha” do que a outra, vai ficar difícil não acabar torcendo para as duas.

O elenco me pareceu ótimo, adorei a Anjelica Huston nervosa com o seu divórcio, a Debra Messing novamente ganhando uma dobradinha com o melhor amigo gay (Christian Borle, que me lembrou muito fisicamente o Jack de Will & Grace e que é o ator que contracenava com o Zachary Quinto na versão teatral de Angels In America, que já foi produzida como série para a HBO no apssado e é sensacional!) e ainda de quebra, temos como vilão o ator Jack Davenport, com o seu sotaque very british delicioso. Höy!

AMEI também que o namorado da personagem principal, é o Gaurav (Raza Jaffrey) de “Sex And The City 2”. Aliás, achei o casal bem foufo. Mas ele sabe muito sobre a Marilyn, não? Será que significa? rs

Na disputa do papel da nova Marilyn, temos Megan Hilty e Katharine McPhee, duas vozes ótimas por sinal.

O texto também é ótimo, super bem humorado e cheio de referências contemporâneas sobre o mundo das celebridades, dos musicais. Adorei quando a personagem da Debra Messisng (que solta a voz em um momento que me lembrou muito de novo Will & Grace) pergunta para o filho adolescente, o que ele pensa quando ouve “Marilyn” e o garoto responde tudo, menos Marilyn Monroe, rs. Que geração mais preguiça, não Grace?

Apesar de já conseguir imaginar os rumos da série, Smash já me conquistou e eu decidi que devo dar uma chance para a nova série da NBC. Espero não me decepcionar, porque eu senti um potencial ótimo com esse piloto.

Go Marilyn!

ps: aproveitando que estamos falando sobre uma ex Will & Grace (série obrigatória no resumé de todo mundo!), vou aproveitar o espaço para contar que o Sean Hayes vai fazer uma participação especial em Parks And Recreation. Howcoolisthat?  Ele que também fez uma participação recente e bem divertida, como modelo de mãos em Hot In Cleveland. Agora só falta o Will aparecer neam? rs

O que vc vai assistir no Midseason 2012, hein?

Dezembro 30, 2011

O que, quando e quem sabe onde. Uma agenda com as estreias do Midseason 2012 para facilitar a vida de todo mundo e não deixar ninguém se sentir perdido assim que 2012 começar.

As séries novas estão em destaque e o coração vai para tudo que eu assisto (pq eu tmbm preciso me lembrar, rs):

 

JANEIRO

 

Dia 01/01/12 – (Domingo)

Sherlock

 

Dia 02/01/12 – (Segunda-Feira)

Pretty Little Liars

The Lying Game

Hawaii Five-0

Mike & Molly

Two and a Half Men

How I Met Your Mother

♥ 2 Broke Girls

 

Dia 03/01/12 (Terça-Feira)

Switched At Birth

Work It (ABC – new)

Jane by Design (ABC Family – new)

NCIS

Last Man Standing

NCIS: Los Angeles

♥ Parenthood

Body of Proof

Unforgettable

 

Dia 04/01/12 (Quarta-Feira)

Happy Endings

Revenge

The Middle

Suburgatory

♥ Modern Family

Mobbed

 

Dia 05/01/12 (Quinta-Feira)

 Grey’s Anatomy

Private Practice

The Vampire Diaries

The Secret Circle

 

Dia 06/01/12 (Sexta-Feira)

Nikita

Supernatural

Blue Bloods

A Gifted Man

CSI: NY

Merlin

Portlandia

The Increasingly Poor Decisions of Todd Margaret

Grimm

 

Dia 08/01/12 (Domingo)

House of Lies (SHOWTIME – new)

Californication

Shameless US

The Firm (NBC – new)

The Simpsons

The Cleveland Show

♥ Family Guy

American Dad

Pan Am

♥ Once Upon a Time

Desperate Housewives

The Good Wife

CSI: Miami

 

Dia 09/01/12 (Segunda-Feira)

Castle

 

Dia 11/01/12 (Quarta-Feira)

One Tree Hill

♥ Whitney

Are You There, Chelsea? (NBC – new)

Law & Order: SVU

 

Dia 12/01/12 (Quinta-Feira)

♥ The Big Bang Theory

Rob! (CBS – new)

The Mentalist

Persons of Interest

Up All Night (confirmou e a série ficou com o lugar de Community…Humpf!)

♥ 30 Rock

♥ Parks and Recreation

♥ The Office

The Firme

Bones

 The Finder (FOX – new)

 

Dia 13/01/2012 (Sexta-Feira)

Kitchen Nightmares

♥ Fringe  (Yei!)

 

Dia 15/01/12 (Domingo)

♥ The 69th Golden Globe Awards

Undercover Boss

♥ Napoleon Dynamite (FOX – new)

 

Dia 16/01/12 (Segunda-Feira)

Being Human

Gossip Girl

♥ Alcatraz (FOX – new)

 

Dia 17/01/2012 (Terça-feira)

90210

Justified

Southland

White Collar

♥ Glee

♥ New Girl

♥ Raising Hope

 

Dia 18/01/12 (Quarta-Feira)

American Idol

Criminal Minds

CSI

Royal Pains

 

Dia 19/01/12 (Quinta–Feira)

Archer

Unsupervised (FX – new)

 

Dia 20/01/12 (Sexta-Feira)

Shark Tank

 

Dia 22/01/12 (Domingo)

Lost Girl

 

Dia 23/01/12 (Segunda-Feira)

House

Hart of Dixie

 

Dia 25/01/12 (Quarta-Feira)

Touch (FOX – preview)

 

Dia 27/01/12 (Sexta-Feira)

Chuck

Spartacus

 

Dia 29/01/12 (Domingo)

Luck (HBO – new)

 

Dia 31/01/12 (Segunda)

Ringer

 

FEVEREIRO

 

Dia 05/02/12 (Domingo)

The Voice (especial)

 

Dia 06/02/12 (Segunda-Feira)

♥ Smash (NBC – new)

The Voice

 

Dia 07/02/12 (Terça-Feira)

The River (ABC – new)

 

Dia 08/02/12 (Quarta-Feira)

Rock Center With Brian Williams

Law & Order: Special Victims Unit

 

Dia 12/02/12 (Domingo)

♥ The Walking Dead (só não sei até quando…)

The Celebrity Appentice

 

MARÇO

 

Dia 04/03/12 (Domingo)

Good Christian Belles (ABC – new)

Harry’s Law

 

Dia 06/03/12 (Terça-Feira)

Breaking In

 

Dia 11/03/12 (Domingo)

Bob’s Burgers

 

Dia 12/03/12 (Terça-Feira)

Fashion Star

 

Dia 15/03/12 (Quinta-Feira)

Missing (ABC – new)

 

Dia 19/03/12 (Segunda-Feira)

Dancing With The Stars

Touch (FOX – new)

Smash

Novembro 23, 2011

Série nova da NBC, produzida pelo Steven Spielberg em parceria com produtores de “Chicago” e “Hairspray”, que vai falar sobre os bastidores da Broadway, na verdade de um show bem específico, baseado na vida de Marilyn Monroe.

No elenco Drebra Messing (Will & Grace), Jack Devenport (aquele ator que a gente AMA o sotaque, Höy!) e a Anjelica Huston. Animador, não?

Mas como o Spielberg tem um dedo meio podre para tv, eu já fico com o pé atrás. Ou vcs se esqueceram que Terra Nova também carrega o seu nome, hein?

Mesmo assim, com esse combo musical + drama + Marilyn, é claro que eu AMEI a idéia para a série, que eu espero que seja bem mais “Chicago” e bem menos “Burlesque”.

Ansioso mil!


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