Posts Tagged ‘SOA’

Sons Of Anarchy, Season 7, o trailer

Agosto 14, 2014

Eita! E eu que não vi a Season 6 ainda, mereço um castigo?

Um path de loser no meu colete? Preciso recuperar esse tempo. PRECISO!

Ansiosos? Estreia na america antiga no dia 09/09, com 90 minutos e provavelmente 99 problemas, rs.

 

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Por enquanto, ele continuará sendo apenas o nosso Jax

Outubro 14, 2013

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Desde que vimos o nome do Charlie Hunnam confirmado como o personagem principal em “50 tons de Bege”, embora tenhamos creditado alguma fé no seu poder da magia à sedução e até tenhamos demonstrado algum interesse em até nos dispor a assistirmos ao filme, bem lá no fundo, ficamos preocupados com o que poderia acontecer com o nosso Jackie boy.

Primeiro, ele sempre foi badass demais para um papel como esse. E segundo, imaginem só ter que aguentar um monte de gente jeca descobrindo tardiamente SOA, assim como quase tivemos que aguentar recentemente com os novatos descobrindo Breaking Bad, hein? (entendam que eu não estou me referindo a todas as pessoas que possam estar descobrindo qualquer uma das séries agora e sim apenas àquelas que são realmente jecas)

O estúdio disse que eles não conseguiram lidar com a agenda televisiva do nosso boy magia do colete de couro, mas certeza que deve ter rolado aquela reunião no clube, com a Mamma Gemma batendo o pau na mesa e todos os integrantes dizendo “NAY” em caixa alta.

Mas preferimos assim, gostamos de guardar o que é realmente bom só para a gente e no máximo dividir com quem a gente gosta de verdade e não qualquer um…

#WELCOMEHOMEPRINCE

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50 tons de coletes de couro da SAMCRO

Setembro 12, 2013

Charlie Hunnam

Sim, porque o mundo pode até vir a descobrir o Charlie Hunnam agora, e principalmente depois que o filme de “50 tons” finalmente sair, mas nós que já sentimos aquela movimentação nos países baixos a seu respeito já tem algum tempo e sabemos que ain’t no comoção do S&M e o negócio mesmo é ele em Sons Of Anarchy. Höy!

#DEQUALQUERFORMABOASORTE

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Sons Of Anarchy Season 6, o promo

Julho 15, 2013

Primeiro promo da sexta temporada de SOA, a série mais badass do FX e que todo mundo deveria assistir. (depois não adianta dizer que nunca ouviu ninguém recomendar)

Eu assisto e na mesma hora me sinto encorajado a pegar minha bicicleta com cestinha e garupa (existe a palavra “garupa”? rs) e colete de couro e sair por aí encarando todo mundo que implicar que o meu jeans é skinny demais e pronto para arrumar uma confusão só no olhar com quem tentar furar a fila na livraria em dia de sale de livros, DVDs e games. Porque eu sou assim, violento.

 

ps: o melhor do promo além da confusão toda é o olhar de ódio & rancor trocado entre a Gemma e a Tara, não?

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Sempre sonhou em ser membro da SAMCRO mas não foi aceito no clube porque toma leite com chocolate e chora com Glee?

Abril 23, 2013

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Então contente-se com essas miniaturas das motos dos personagens de Sons Of Anarchy, que são maravileeendras, não?

Se comprar a do Jax, concorre a uma voltinha na dele e com ele?

Euquero! (as duas coisas, rs)

E por falar em Jax, o Charlie Hunnam andou passando no Terry Richardson para umas fotos para a GQ Style inglesa que ficaram maravileeeandras ó:

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Höy! (quem não conhece SOA agora entendeu o fundamento do desejo da carona, não?)

 

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SAMCRO sob nova direção na Season 5 de Sons Of Anarchy

Dezembro 26, 2012

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Uma nova era para Sons Of Anarchy, agora com um novo rei enfim tomando um posto que lhe havia sido prometido desde cedo. Sob nova direção, SAMCRO não esteve para brincadeira durante essa Season 5 e eles quase não tiveram tempo nem para respirar ou pelo menos, não para respirar em paz.

Jax finalmente assumiu um posto para o qual ele havia sido preparado a vida inteira, posto esse que já foi do seu pai e que atualmente quem ocupava era o seu padastro, com quem ele sempre viveu um conflito de ideais. Claro que muito diferente do que o seu pai havia imaginando no passado para o seu clube, Jax assumiu a posição logo agora que os Sons mais do que nunca estiveram cercado por todos os lados. Investigação federal, negros, mexicanos, “agentes duplos” do lado negro da força, policia local, todos estavam de olho naqueles homens do colete preto de couro com estampa de caveira nas costas, cada um por um motivo diferente e todos dividindo algo em comum, que viria a ser a vontade de encerrar de uma vez por todas com o clube.

Tenho que confessar que toda essa “politicagem” do mundo do crime muitas vezes na série, acaba ficando um pouco demais para mim, em termos quantidade de envolvidos e de realmente entender de fato quais são as ameaças do clube (ou pelo menos conseguir lembrar de todas elas ou de suas alianças e co-relações), algo que nem sempre ficou muito claro e tudo sempre envolve muitos personagens de gangues diferentes porém, as vezes bastante semelhantes também. Mas na verdade, com uma história boa como essa, onde o assunto regra nasceu para não ser seguido e ser quebrado, quem é que se importa?

O que nós gostamos mesmo em Sons Of Anrchy é poder torcer pelo time errado, assumidamente vestindo a camisa da torcida do lado negro da força por alguns minutos da nossa semana, mesmo que isso cause algum julgamento de caráter de vez em quando em nós mesmos, rs. Algo que sempre aparece uma vez ou outra quando a barra fica realmente pesada, mas do alto da recém encerrada Season 5, já deveria ser um assunto resolvido para quem permaneceu como audiência da série (segundo consta, eu e mais cinco pessoas por aqui, rs). Mas é isso o que encontramos em SOA, sempre foi, e na série encontramos o nosso escape para torcer pelo time que nós sabemos que joga sujo, mas que pelo menos, dentre todos os outros, é o que sempre nos pareceu ser o “mais justo” na categoria dos fora da lei. (sempre sinto a necessidade de justificar a minha torcida pela série, que na verdade não tem mocinhos, só ladrões que favorecem única e exclusivamente o mundo do crime. OK, supere esse detalhe, Essy)

E se tem uma série onde não existe tempo para descansar e piscar o olho pode ser o seu adeus a sua própria vida, essa é Sons Of Anarchy, que já começou a temporada quebrando tudo, entregando algumas coisas que nós não estávamos esperando ver aparecendo assim tão cedo e até de forma tão fácil, sem muito sacrifício. Eu pelo menos me encontrei surpreso ao ver o Clay logo no primeiro episódio assumindo sua parcela de culpa sobre tudo o que aconteceu durante a temporada anterior e que acabou nos levando a atual realidade da série e a sua complicação dentro do clube. Ele que apesar de “honesto” naquele momento, sempre esteve cheio de segundas intenções, interessado em recuperar o poder que por muito tempo esteve em suas mãos, algo que não foi diferente dessa vez, mesmo com Clay se fazendo de vítima e aparecendo totalmente debilitado, algo que como todo bom vilão, ele acabou tentando sustentar por mais tempo, tentando enquanto isso, pelo menos ganhar alguma compaixão dos seus amigos do clube por tudo que ainda estaria por vir em sua direção.

Outro fato que acabou sendo uma das maiores surpresas dessa Season 5 foi a morte do Opie, um dos meus personagens preferidos desde sempre e de toda a série. Ele que já havia ganhando motivação suficiente para querer se ver livre de tudo aquilo, mas que acabou honrando até o último instante o seu papel dentro do grupo, que ele parecia entender como ninguém (e ele é quem eu gostaria de ter visto ocupando a cadeira da presidência, por exemplo). Sua morte além de ter sido um momento importante e doloroso para a série, com Jax assistindo tudo de perto e sem poder fazer nada, acabou também trazendo maiores complicações para a trama, principalmente para o lado do Tig, que naquele momento era quem deveria ter morrido no lugar do melhor amigo de Jax. E tudo isso sendo muito bem relacionado e amarrado com os acontecimento do final da temporada anterior e ainda nos trazendo um novo vilão para a série, Damon Pope, esse muito mais poderoso e cruel do que os demais, além de ter muito mais condições e gente trabalhando a seu favor.

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Um nível de crueldade realmente sem limites e que nos foi ilustrada da forma mais forte possível, com o personagem queimando viva uma das filhas do próprio Tig (que foi o responsável pela morte da filha do novo vilão no final da temporada anterior), com ele assistindo tudo bem de perto e de mãos atadas, sem poder fazer nada a não ser ouvir os gritos de desespero da própria filha, dentro de uma vala com outros cadáveres. Sei que falar sobre violência em Sons Of Anarchy não chega ser novidade para ninguém, mas talvez em toda a mitologia da série, esse tenha sido o momento de maior violência em todos os níveis (físico + psicológico) dentro da série. Um momento que foi difícil de enfrentar, como se alguém estivesse dando um sequência de 367 socos seguidos no seu estômago.

E se SOA sabe ser violenta ao extremo, eles também sabem como emocionar da forma certa quando necessário e a sequência do funeral do próprio Opie foi uma prova disso. Um momento recheado de simbolismos e com uma carga dramática importante para a atual situação do clube e de seus personagens remanescentes  Se Jax como todo bom “herói” precisava de uma morte para motivá-lo ainda mais a vencer todo e qualquer inimigo (nessa conta ele já tem a morte do pai e os atentados contra a sua própria família para carregar), ele acabou de ganhando motivos suficientes para querer vingar a morte de quem sempre esteve ao seu lado, em todos os momentos, até quando ele indiretamente esteve ligado aos plots dramáticos da vida do melhor amigo e não de uma forma muito favorável, digamos assim. Mas pensando na mitologia da série, acho muito triste como a família do Opie teve sua vida extremamente prejudicada de uma forma irreversível e tudo isso em prol do clube, que jamais devolveu metade da dedicação ou pelo menos do respeito que eles sempre empregaram dentro daquele idealismo extremamente perigoso e que nesse caso não teve um final nada feliz para nenhum dos envolvidos.

Como começamos a temporada de forma tão pesada e com essa carga dramática no seu nível mais alto, acabamos ganhando na sequência um episódio de alívio cômico importante dentro da história, com o clube precisando da ajuda de uma travesti local (personagem sensacional, diga-se de passagem) para resolver uma pequena questão ainda em aberto, ela que chegou e deixou todos eles “abalados”, rs, mas ninguém ficou tão mexido quanto o Tig, que não conseguiu esconder que ficou apaixonado e bastante interessado na personagem, ela que no meio disso tudo saiu profissionalmente de cena, mas não sem antes roubar um beijo do Jax, claro. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (nunca achei que eu pudesse chegar a rir tanto tanto com uma série como Sons Of Anarchy)

Mas esse foi apenas uma pausa no climão de tensão de sempre da temporada de SOA e que teve seu fim logo no episódio seguinte, esse que contou com a vingança do clube contra o policial “responsável” por facilitar a morte do Opie dentro da cadeia, ele que acabou enfrentando o mesmo destino da sua vitima, mas não sem antes experimentar a sensação de perder violentamente uma das pessoas que ele amava e tudo isso diante dos próprios olhos. Com se não tivesse sido violento o suficiente, o episódio ainda contou com o suicídio da meio irmã do novo boy magia latino da Mamma Gemma, que presenciou bem de perto o acontecimento.

Gemma (minha personagem preferida de toda a série e a verdadeira chefe do negócio todo) nunca esteve tão fora de si dentro da série como esteve agora, quando se sentiu perdendo o controle do clube que já não era mais comandado pelo seu ex e que agora pertencia ao filho, que não conseguia confiar completamente nela e que de quebra, para piorar ainda mais a situação, tinha uma mulher que sempre disputou o território de fêmea alpha do clube, Tara, que agora além de tudo estava oficialmente casada com Jax. Começando a se apaixonar pelo seu novo amante latino, que a propósito, foi uma excelente aquisição para a série em termos de personagem e história, Gemma acabou perdendo o auto controle, aparecendo sempre colocada e meio que sem saber o que fazer com a sua nova vida, colocando inclusive a vida dos netos em risco, quando resolveu dirigir pela madrugada cansada e super colocada, algo que obviamente a fez perder alguns privilégios em relação a convivência pacífica com a sua própria família.

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E quando é que a Tara vai aprender de uma vez por todas que ela não é mulher o suficiente para a Gemma, não dentro daquele território hein? Tudo bem que Tara leu as cartas do pai do Jax e sabe da parcela de culpa da Gemma nessa história toda, além do histórico totalmente meio assim entre as duas, mas já estava mais do que na hora dela entender que nesse caso, era melhor parar de disputar qualquer coisa e pelo menos tentar unir forças com a sogra, não?

Tara realmente não é e nem nunca foi das mais espertas e sempre muito confusa em relação a tudo e todos, nessa temporada, o seu comportamento não foi nada diferente do seu padrão passivo agressivo descontrolado porém frio de sempre. Primeiro tivemos todo o plot da sua mão ainda em recuperação, tivemos também uma girl fight onde com a vantagem do gesso no seu braço, ela acabou levando a melhor, por isso não vamos dar um grande destaque para essa cena porque ainda ficaram nos devendo essa surra na personagem (rs) e depois, tivemos Tara  tentando ajudar da sua forma o clube do marido, trabalhando como voluntária na prisão para tentar consertar as coisas com o Otto, que havia entregado uma série de crimes do clube ainda durante a temporada anterior. (Otto que muitos não sabem, mas é interpretado pelo criador da série, Kurt Sutter, que é casado com a atriz Katey Sagal, que interpreta a Gemma)

Nesse momento, a personagem não poderia ter ficado mais esquisita e foi dela o momento mais constrangedor de todos os tempos dentro da mitologia de Sons Of Anarchy, que é uma série que já teve praticamente de tudo ao longo desses anos todos. E isso aconteceu quando ela acabou ajudando o Otto com a saudade que ele ainda sentia da sua mulher, em um momento bem particular do tipo “se resolvendo sozinho”. Até aí tudo bem, a gente até entenderia a carência do personagem e naquele momento, ela ainda não havia feito nada demais também. O problema mesmo foi mais tarde, já em casa, mesmo tendo o Jax disponível para aliviar qualquer tensão de um dia difícil daqueles, quando a médica preferiu resolveu o seu issue ela mesmo, usando como estimulo a experiência que ela havia vivido ao lado do Otto para também se resolver com ela mesma. Sério, em uma série em que vale tudo, até a encomenda de um dedão e uma teta (sim, nesses termos), nunca houve um momento tão constrangedor e embaraçosamente embaraçoso como esse, acreditem!

Falando em pedidos exóticos, me lembrei de algumas participações inusitadas que aconteceram ao longo da temporada, como o Joel McHale vivendo um aproveitador de cougars, que foi mexer logo com a Gemma e só por isso vocês já podem imaginar o que aconteceu com ele. Tivemos também a participação da ex funcionária do Mickey, a atriz e cantora Ashley Tisdale, essa que não poderia ter sido mais inusitada e porque não dizer inesperada dentro desse cenário, apesar de que eu tenho quase certeza que só a contrataram para realizar o desejo pessoal de alguém da produção da série de dar uma surra daquelas nela, rs. Go Gemma! Go Gemma! Outro que teve uma participação e essa bem mais importante foi o Michael de Lost (Harold Perrineau), que pelo seu passado, apesar de ter sido uma excelente drag, nós sabemos que não é dos mais confiáveis, que viveu o grande inimigo do clube Damon Pope, mencionado anteriormente na review.

Claro que nem tudo foi sensacional, embora boa parte da temporada tenha sido sim muito boa. Continuamos com o Juice sendo o “agente duplo” dentro do clube, ele que dessa vez foi descoberto e que para livrar a sua pele, acabou entregando o Clay seguindo as ameças do próprio Jax e essa eterna pressão vivida pelo personagem (que sempre parece contrariado e pressionado) me parece que já foi longe demais e já está mais do que na hora de encerrá-la. O mesmo vale para toda a relação da Tara com o grupo, que apesar de ter alguma função dentro da série além a de ser irritante, também está presa nesse looping eterno de nunca saber como se livrar do seu maior problema. Algo que já aconteceu com o Jax anteriormente, que sempre prometeu que iria sair do clube, mas que nunca teve a chance de conseguir realizar o seu desejo. Mas esse foi um detalhe acertado durante essa temporada, onde o personagem teve pouco tempo para pensar em aposentar os pneus da sua Harley.

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Em meio a tudo isso, tivemos o clube novamente dividido em diversos momentos, mas com boa parte dele se surpreendendo positivamente com a administração do Jax a frente dos negócios, tentando limpar a barra de todos eles a cada novo episódio e conseguindo encontrar boas soluções para resolver as suas questões. Quem obviamente não esteve muito contente com isso foi o Clay, que tentou sabotar os planos do novo presidente a qualquer custo, chegando até a planejar um novo negócio, meio freelancer do crime, dirigido por ele mesmo e garantido por sua boa relação com os irlandeses. Isso até ele se deparar com o Jax manipulando boa parte do clube a seu favor (chantageando todos eles, claro), inclusive a Gemma, que estava apaixonada por outro mas que mesmo assim teve que fingir estar interessada no Clay para que os planos de Jax acabassem dando certo no final. Aliás, linda a cena quando o Hellboy sentou na garagem do clube e teve suas tattoos pintadas de preto, uma vez que agora ele estava fora de uma vez por todas do clube, mas pelo nenos teve a sua cabeça poupada.

Como eu disse anteriormente, essas relações e complicações todas que os Sons sempre enfrentaram nas ruas de vez em quando acabam se tornando meio confusas e até mesmo bastante complexas, o que acabou refletindo na season finale, com um plano mirabolante e cheio de amarras do próprio Jax (que no final, fez todo o sentido, mas não deixou de ser bem confuso, além de as vezes soar sempre como uma saída fácil para todos eles sempre), arriscando alto e sem chances de errar, tudo isso para conseguir fazer a coisa certa naquele momento para todos eles. Em um movimento extremamente muito bem calculado e surpreendente, Jax levou Tig ao acerto de contas final com o inimigo, que exigia a sua cabeça (Tig) no final da operação e o entregou, passando-se mais uma vez como um traidor, um truque já utilizado anteriormente. Isso até o minuto seguinte, com Jax sozinho resolvendo toda aquela equação, recuperando a cabeça viva do amigo antigo e de quebra incriminando o Clay, que seguiu direto para a cadeia, depois de ter o seu álibi desmentindo mentirosamente pela própria Gemma, que todos nós sabemos que agora é que ele não vai perdoá-la mesmo. (e na verdade, eu acho ótimo que essa relação tenha sido encerrada depois da agressão da temporada anterior)

O que Jax não estava contando é que mais uma vez a sua própria mãe já havia mexido os seus pauzinhos ao tomar conhecimento dos planos da nora de sair da cidade levando os seus netos para longe e com isso, mesmo ainda sem fazer a menor ideia de quem foi o responsável, ele teve que amargar mais uma visita da policia local até sua casa no último minuto, só que dessa vez eles não estavam procurando por ele e sim pela Tara, que seguiu direto para a cadeia devido a sua cooperação com o Otto ainda quando ela estava tentando ajudar o clube, trabalhando como voluntária na prisão. (Otto que inclusive, acabou perdendo mais uma parte do seu corpo a favor dos Sons, em uma cena pavorosa! Ele que pela primeira vez, teve um destaque não maior, mas um pouco mais importante ao longo dessa temporada)

Acontecimentos excelentes que preencheram essa Season 5 de Sons Of Anarchy com tudo o que nós mais gostamos na série desde sempre. Até hoje, fico me perguntando como é que aqueles cara conseguem dormir, uma vez que a cada 5 minutos acaba surgindo um plot novo, onde todos eles e suas famílias podem morrer a qualquer momento. Mesmo assim, continuo repondo a minha dose de “machoness” toda semana quando sento em frente a minha TV para assistir a série, que é uma injeção de testosterona e adrenalina na veia. Não que isso cause algum efeito no final das contas, mas que de vez em quando, só para variar é bom também, vai?

Apesar de não ser muito popular por aqui, SOA é uma dos maiores sucessos de audiência do FX de lá e já tem como certa a sua Season 6 para o próximo ano. Dizem que o plano do Kurt Sutter seria o de levar a sua série até uma Season 7, que foi até quando ele planejou a sua história. algo que eu como já disse durante a temporada anterior, acho que pode ser um grande erro arrastar ainda mais essa história. Essa atual temporada, por exemplo, apesar de ter sido bem boa e ter nos trazido Sons Of Anarchy de volta a sua boa forma, não pode ser considerada como uma temporada que nos trouxe coisas novas de verdade. É, não pode.

Continuamos fugindo, lutando contra todos os rivais, sendo ameaçados a todo momento e nos comprometendo cada vez mais dentro dessa vida de crimes. Agora, até quando só isso vai continuar sendo o suficiente? Eu sei que até agora caminhamos muito bem por caminhos já antes percorridos por todos nós enquanto audiência da série, mas honestamente, já sinto um pouco de preguiça de permanecer girando no mesmo lugar, perseguindo a traseira da minha própria Harley a cada nova temporada, mesmo que essa perseguição continue me distraindo de uma forma ainda bem bacana. Mas veremos…

 

ps: para quem se animar, aqui estão as reviews das temporadas anteriores – Season 1 (que é a introdução da série), Season 2 (por sinal, uma temporada excelente), Season 3 (essa que tem um final de temporada sensacional!) e Season 4 (também muito boa, porém…).

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A crise em família na Season 4 de Sons Of Anarchy

Dezembro 12, 2011

A essa altura, nós já superamos o fato de assistir a uma série de TV e acabar torcendo pelos criminosos, os bad guys da história (que apesar de bad, poderiam ser bem piores, fikdik). Já passamos por três temporadas. Já vimos Jax sofrer lendo o diário do seu pai no passado, ele que foi o fundador dos Sons. E ao mesmo tempo em que Jax descobria sobre as verdadeiras intenções e ideais do clube criado pelo seu pai, ele acabou vendo também que o sonho do seu velho estava ficando cada vez mais distante com os atuais rumos do clube. Já vimos eles declarando guerra, lutando com todas as gangues rivais, negros, arianos, mexicanos, irlandeses que se diziam irmãos e até mesmo com a política local. Já tivemos o sequestro do filho do Jax e com isso uma viagem de alguns episódios pela Irlanda, país onde o clube tem fortes ligações e negócios.

Depois disso tudo, tivemos aquele final sensacional da Season 3, cheio de surpresas, que ao meu ver foi o ápice da série, mesmo não sendo essa a melhor temporada de SOA. Os Sons enfrentando o seu pior inimigo até então, uma agente sem muitos escrúpulos, apenas preocupada em fazer seu nome na história da polícia. Com uma reviravolta surpreendente naquele final da temporada, tivemos uma parte importante do clube seguindo para a prisão, para cumprir uma pena que comparada aos crimes que eles cometem a cada episódio, sem contar os que já cometeram no passado, pode ser até considerada uma pena mais do que leve.

Alguns meses se passaram e finalmente eles se viram livres novamente, em uma passeata a caminho de Charming. Mas a cidade já não era mais a mesma. Com novas autoridades locais, uma nova administração (corrupta), novos obstáculos para que eles conseguissem seguir com os seus negócios acabaram surgindo. Além da quase concretização do maior pesadelo do clube, que viria a ser o progresso de Charming, com os Sons avistando um anúncio ainda na estrada da cidade, enquanto voltavam para a casa, de que os grandes condomínios de luxo haviam chegado na terra que eles acham que são os verdadeiros donos.

A partir disso eles tiveram que mexer os seus pauzinhos e em um curto espaço de tempo mostrar para as gangues rivais que os donos do pedaço estavam de volta e para isso, muito sangue eles acabaram derrubando naquelas terras.

Mas um período na cadeia acabou pesando no bolso dos nossos motoqueiros tatuados e com isso, novas alianças foram necessárias para aumentar os lucros e garantir os pacotes de dinheiro sujo porém suado (tisc tisc) chegando toda semana.

Nesse momento ganhamos a nova perspectiva da história para essa Season 4, com a entrada do Cartel mexicano na jogada. Sim, os Sons passaram a trabalhar como mulas, algo que eles consideravam fazer temporariamente, apenas para recuperar as forças e fazer aquele pé de meia que todos precisam (mas alguns escolhem fazer honestamente, tisc tisc). Mas os grandes montantes de dinheiro vindos do novo negócio acabaram subindo a cabeça de alguns deles e com isso tivemos os membros do clube cada vez mais envolvidos agora também com o tráfico de drogas, que caso eles acabassem sendo pegos, certamente seria o suficiente para levá-los a uma viagem e dessa vez sem volta da prisão.

É claro que como essa não foi uma decisão unânime, tivemos a primeira divisão do grupo. Como aquele negócio fugia completamente dos princípios do clube, tivemos alguns personagens (os mais antigos) indo contra as decisões do presidente, Clay, que por sua vez precisou engrossar a voz e mostrar quem ainda era ela quem batia aquele martelo. PÁ!

Isso foi o começo da crise familiar dos Sons, com o clube dividido a respeito das decisões do seu presidente e ele por sua vez se sentindo pouco apoiado pelos demais membros e amigos de longa data. Estava instaurada a crise na casa dos Sons. Jax por sua vez, enxergou esse novo negócio com o Cartel como a sua grande chance de enfim conquistar a sua saída definitiva do clube, algo que ele vem ensaiando desde o começo da série (Zzzz), mas que nunca acontece de fato, por um motivo ou por outro. Com isso ele acabou aceitando apoiar o Clay no que fosse necessário em relação a entrada do clube no negócio do tráfico, desde que ele estivesse ciente que assim que os negócios com o Cartel estivessem encerrados, ele estaria fora do clube de uma vez por todas. Mas ele não imaginava que algo muito maior estava por trás dessa história toda. Aliás, ninguém imaginava.

Do lado da lei, ganhamos um novo vilão, Lincoln Potter. Diferente do perfil de vilão da temporada anterior, ele era muito mais metódico, esquisito e já estava a vários passos a frente de desvendar toda a história do crime organizado na cidade, inclusive internacionalmente, tendo um mapa detalhado de quem fazia parte do que no mundo do crime de Charming e seus associados. E isso sem derrubar uma gota de sangue e talvez sem nem ter que sair muito do seu escritório.

O que ninguém contava é que os chefões do cartel haviam sido comprados pela polícia (CIA, FBI, SWAT, ou whatever), o que levaria a operação arquitetada minunciosamente por Lincoln a falência na última hora, uma vez que outros interesses, políticos, econômicos e até diplomáticos estavam em jogo. Assim, os Sons conseguiram se safar da prisão perpétua mais uma vez, sem ter que fazer o menor esforço, só não sabemos muito bem até quando. O que prova que alianças são sempre muito importantes. Importantes e muitas vezes sujas, fikdik.

Embora o novo negócio com o mundo das drogas tenha movimentado e bastante a temporada, não deixando que o clube tivesse um momento sequer de paz em Charming (e essa movimentação toda é sempre bem bacana na série), a questão maior dessa Season 4 de Sons Of Anarchy foi mesmo no âmbito familiar, em todos os sentidos.

Clay foi percebendo que o controle como presidente do clube esteve escapando das suas mão trêmulas durante toda essa temporada, seja pela divisão de interesses que acabou acontecendo naturalmente no clube, ou pelo seu passado duvidoso envolvendo a Gemma e a possível culpa que ambos tenham em relação a morte do pai do Jax. E pior, tendo o conhecimento de que outras pessoas bem próximas envolvidas nessa história tinham informações comprometedoras a seu respeito.

Ainda falando no clube, tivemos Juice sendo usado pela polícia para entregar os negócios dos SOA e evitar que um problema maior acontecesse por ali. Aliás, ninguém sofreu uma violência maior que o seu personagem durante toda essa temporada e isso ficou bem claro quando ele tentou o suicídio ao se pendurar em uma árvore com uma corrente. Resta saber se essa sua parceria forçada com a polícia algum dia vier a tona, se ele será tratado como um “rato”, ou não…

Além disso, dentro da cadeia, tivemos outro momento importante da temporada, que foi  o membro antigo (Otto) entregando alguns crimes do clube para o Lincoln, isso como sinal de vingança pelo caso da sua mulher com o Bob e as mentiras que lhe foram contadas a respeito da sua morte, desrespeitando o seu comprometimento com o clube por todos esses anos atrás das grades. Resta saber se ele também será tratado como um “rato”, ou se o que lhe aguarda é mesmo o dia da sua execução, algo que ele inclusive pediu para ser adiantado.

Já na casa do Jax, o problema maior seria o conhecimento de Tara em relação a história antiga do clube, tendo ela sem suas mãos as famosas cartas do pai do Jax. Outra que acabou sofrendo sérias consequências em relação ao seu envolvimento com essa história e que mais uma vez não conseguiu fazer com que o seu marido abandonasse todo aquele passado de uma vez por todas. O que de certa forma garantiu ótima cenas para a sua personagem, como o surto que ela teve quando recebeu a visita da ex mulher do Jax no hospital, que a levou a destruir ainda mais o seu braço recém operado. Dra-ma.

SOA é uma daquelas séries imprevisíveis, onde a cada momento algum dos seus personagens preferidos pode levar um tiro no meio da fuça, ou explodir em um campo minado. Dessa vez, acabou sobrando para o velho Piney, que acabou pagando a conta por defender o idealismo antigo do clube e assim, encarou o seu adeus a série através da fúria de Clay. R.I.P Piney.

Clay que foi responsável por uma das melhores cenas da temporada, com a briga dele com sua mulher, a nossa adorada Mamma Gemma, que mesmo que ele não seja homem o suficiente para assumir, é ela quem manda naquele clube e sempre foi assim. Uma briga covarde, que deixou o rosto da sua old lady praticamente irreconhecível. Algo que uma mulher como a Gemma não poderia deixar passar em branco. É, não poderia.

Que Gemma é altamente manipuladora, não é de hoje que nós sabemos, mas como eu já disse, por mais que aquele bando de homens barbudos não reconheça nenhuma mulher no clube, quem realmente manda naquele pedaço sempre foi ela. E com a sua arte da manipulação ela sempre conseguiu fazer o que queria com o pai do Jax, fundador de toda essa história, em seguida, com algum esforço ela fez o mesmo com Clay, e consequentemente com o próprio filho, Jax. Gemma pode não ser um membro reconhecido do clube, pode não andar pela cidade com o seu colete de couro com estampa de caveira nas costas, mas ela é o membro remanescente ao lado da presidência do clube durante todo esse tempo e isso ninguém pode negar.

E tudo isso que aconteceu durante essa temporada funcionou para nos levar até os episódios finais, o acerto de contas dentro do próprio clube e a inevitável dança das cadeiras. Com a história ficando clara para todo mundo,(aparentemente clara, porque não sabemos até agora o quanto de verdade Gemma acabou revelando sobre a morte do seu ex marido para o filho), tivemos o acerto de contas final como conclusão dessa Season 4.

Confesso que eu achei que teria sido muito mais impactante se o shock value da temporada tivesse sido na cena em que o Opie chutou a porta da sala de reuniões do clube, para acertar as suas contas com Clay, assassino do seu pai e também da sua mulher no passado (por engano, porque na verdade ele queria matar ele, Opie). E o personagem merecia aquele momento de vingança, por toda a sua trajetória dentro do clube e nada mais justo que essa vingança acontecesse através das suas mãos. Uma pena esse não ter sido o encerramento da temporada, algo que eu acho que seria muito mais impactante, como o final da temporada anterior por exemplo. Embora eu tenha gostado dessa sequência final também, ainda mais com aquela trilha perfeita para o momento. (e vale a pena dizer que a trilha da série é também sempre bem bacana)

Mas não foi bem isso que aconteceu, embora o Opie tenha ganhado o seu momento de vendetta, mas após essa cena sensacional, ainda tivemos mais dois episódios para a conclusão dessa história, o que ficou um pouco arrastado demais eu diria. Tudo isso para concluir a história com o cartel e ainda levantar o que viria pela frente, com os Sons se vingando “por engano” da gangue errada e assim, acabar despertando a ira da gangue dos negros, conforme já foi anunciado no episódio final como promessa para a próxima temporada.

Não sei quanto a vocês que assistiram a série, mas eu achei que a conclusão em relação a investigação da tal RICO acabou acontecendo de forma fácil demais. Se bem que, foi bem bacana mostrar que até os mocinhos tem seus vilões e que nessa hora, envolvidos com a decepção de ter membros do seu lado também envolvidos em algo ainda mais sujo, até eles acabam torcendo para os vilões de Charming. Foi bacana, mas foi quase que fácil demais, como se os Sons tivessem uma sorte fora do comum.

Ao final da temporada tivemos Jax tendo que se controlar e não terminar de vez com a vida de Clay, afinal ele ainda vale alguma coisa vivo, mesmo sabendo que foi ele o possível assassino do seu pai e que também foi ele quem matou o pai do seu melhor amigo e de quebra ainda havia encomendado a morte da sua mulher, além de espancar a sua própria mãe, ou seja, motivos não faltavam para ele acabar com tudo naquele quarto de hospital. Mas mesmo com muita coisa para ser digerida, Jax acabou fazendo a coisa certa, colocando Clay vivo em seu lugar e tomando aquilo que ele sempre mais amou, que seria o posto de presidente do clube e todo o poder que isso  sempre representou para aquele homem.

Assim, Jax acabou assumindo um lugar que sempre foi dele e que o estava aguardando por muito tempo, cumprindo a vontade de Gemma, mesmo sem ser essa a sua intenção naquele momento e mais uma vez por estar encurralado em uma situação que ele não imaginava. Dessa vez, com o apoio da sua mulher, Tara, que acabou assumindo a posição que foi da Gemma por tanto tempo, algo que a deixou visivelmente descontente, como podemos observar naquela cena final, onde ela conseguiu enxergar o casal como ela e o seu marido antigo já foram um dia. Mas quem mandou ela ser uma tutora tão boa? rs

Com isso eu acho que Sons Of Anarchy chegou ao seu limite. Digo isso, porque apesar dessa temporada não ter sido assim tão excelente, embora muito mais profunda do que as demais, ela ainda assim foi muito boa, mas eu não vejo um futuro longo para a série, não dessa forma, girando sempre em torno de uma mesma história, ou de algo sempre tão parecido. Acho que agora, finalmente chegou a chance de Jax concluir de vez a sua trajetória com o clube, assumindo o posto de presidente e levando a trama para o seu capítulo final, seja ele qual for (vejo Opie na presidência, Gemma morta, Clay morto, quase todo mundo morto, talvez até o Jax. Mas o que eu torço mesmo é para que as mulheres assumam o controle daquilo tudo. Imagina como não seria legal e revolucionário, hein?). Acho até que estamos muito perto do final de SOA, algo que eu acho que se acontecer na próxima temporada (sorry, mas eu não sei se isso já foi anunciado), por mais difícil que seja reconhecer, vai acabar acontecendo no momento certo.

Melhor torcer para que isso aconteça e seja um final digno, do que ver uma história tão bacana se arrastando por anos e anos perseguindo o próprio rabo, por mais que a nossa voltinha de Harley semanal possa parecer tentadora, rs.

Veremos…

Sons Of Anarchy é mesmo uma série para se aplaudir de pé (Season 3)

Dezembro 23, 2010

Sons Of Anarchy é mais um daqueles casos de injustiças na TV. Digo isso porque a série é pouco comentada, não tem muitos rostinhos bonitos e tão pouco recebe a atenção que merecia por toda a sua qualidade. O que é uma pena, porque Sons Of Anarchy é uma puta série boa!

A série é tão sensacional, que em pouco mais de duas semanas eu terminei a minha maratona Seasons 1, 2 e 3 (39 eps) em mais uma tentativa de diminuir pelo menos um pouco a minha lista interminável de séries que eu gostaria de ver um dia, mas que quase nunca me sobra tempo para tanto. E  se tudo que eu já tinha visto até agora eu já tinha achado excelente, essa última temporada me deixou completamente sem fôlego, literalmente com falta de ar por vários momentos, tenso de tão boa e dramática que ela foi. E quando eu falo boa, eu quero dizer em um nível Sopranos de ser, o equivalente hoje a Breaking Bad, que também foi uma das minhas descobertas do ano (e ambas já estavam na minha lista de séries que eu ainda veria um dia).

Nessa Season 3 a sensação foi a de que você estava com uma arma apontada para a sua cabeça o tempo todo. Pressão, muita pressão. Nada mais do que justo, uma vez que o filho ainda bebê do vice presidente e príncipe (rs) do clube, estava nas mãos do inimigo, que na verdade nem era tão inimigo assim e estava mais para um inimigo disfarçado de amigo e até era alguém bem próximo ao clube. Dra-ma!

Jax e o clube empenhados em trazer o seu filho de volta, passaram boa parte da temporada procurando por pistas a respeito do paradeiro de Abel, o que deixou o começo da temporada um pouco mais lento do que de costume. Enquanto isso a matriarca do clube (Gemma) estava cada vez mais perto de encarar o resto dos seus dias no corredor da morte e detalhe, por um crime que ela não havia cometido. Além disso, existia também um risco do clube inteiro voltar para a prisão a qualquer momento, devido a história ainda da temporada anterior. Tenso!

E uma vilã competente a ponto de deixar todo mundo com um ódio tremendo dela, a agente Stahl, capaz de fazer qualquer coisa em nome do caso que poderia mudar o nível da sua carreira, inclusive matar a sua própria namorada (ui!). Mas como a própria mamma Gemma sabiamente disse, esse tipo de relação que a vilã tentou com o clube (uma espécie de acordo) jamais funcionaria, porque não existia confiança de ambas as partes. Sorry Stahl, mas bancando a esperta você foi tola! Só acho que a sua personagem será difícil de bater, porque de todos os vilões que já passaram pela série, de todas as gangues inimigas, ela foi mesmo a que mais convenceu e que realmente botou medo no clube de marmanjos de colete de couro, fatão!

Durante boa parte da temporada, fomos convidados a uma viagem para a Irlanda antiga ao lado dos Sons Of Anarchy e toda aquela paisagem de campos verdes pela qual o país é tão conhecido. E que cena maravileeeandra aquela da chegada deles hein? Fotografia linda, trilha perfeita, com direito a comboio de motos e no final da cena uma quase prisão de todo o clube, o que acabaria com os planos de resgate do pequeno Abel. E tudo isso já na chegada do clube ao país hein?

Na Irlanda eles passaram boa parte da temporada tentando resolver os seus issues, foram traídos, manipulados, quase presos e ainda tentaram matar todos eles. Uma ótima hospitalidade, não?

O que eu acho de mais importante e que me encanta em Sons Of Anarchy é a falta de clichês. O que parece quase impossível para a maioria das séries de TV (e no cinema também), acontece na série, que é a coragem de criar uma nova proposta em todos os sentidos. Sabe quando você assiste alguma coisa e já imagina onde vai chegar? Pois bem, em Sons Of Anarchy isso não acontece (ou pelo menos quase nunca acontece).

Para exemplificar melhor eu vou usar duas cenas como exemplo: A primeira, quando Jax estava se pegando com a sua irmã (sem saber ainda que ela era de fato sua irmã) e que as mães, que sabem da verdadeira situação, acabam tendo a reação mais absurda em relação a esse tipo de situação que alguém possa ter, onde as duas, por alguns instantes, quase optam por deixar as coisas acontecerem. Qual outra série teria essa coragem? A maioria teria uma reação mais dramática, de nojo e um momento “ew”, mas aqui a coisa é diferente. No final, elas acabaram optando por abrir o jogo e depois, os irmãos acabaram fazendo até piada sobre o assunto. Cool!

A outra cena que ilustra muito bem esse tipo de ausência de clichês foi a cena em que Jax finalmente achou o filho Abel, onde a  sua consciência atormentada pelo fantasma+ as memórias do seu pai, acabou o impedindo de tomar a atitude que todos esperavam, que seria a de arrancar o seu filho dos braços de sua nova família a força. Mas com outra vez a trilha foi perfeita e a cena foi conduzida de outra forma e naquele momento, Jax optou por deixar o seu filho ter uma vida mais “normal”. Repito, qual outra série teria essa coragem?

Mas é claro que o propósito da viagem foi esse (o de resgatar Abel) e assim, no final Jax acabou recuperando o seu filho, em outra cena emocionada porém, sem clichês de “grandes reencontros” como também estamos acostumados a ver por aí.

Agora, desde o começo da série eu me apaixonei por uma personagem: Gemma. Sério, aquela frieza, aquela força sempre me comoveu de alguma forma. Sempre achei também que embora ela fosse a rainha reconhecida e respeitada do clube, que tudo ali é de fato comandado por ela e os homens apenas acham que estão no comando. Tolos!  E essa temporada foi dela neam? Fugitiva, visitando o seu pai com Alzheimer, enfrentando a agente Stahl como ela merecia sem enfrentada, usando todos os seus recursos para livrar a sua família de ser presa e até colocando uma arma na cabeça de um bebê. Ufa, que temporada sensacional  hein mamma Gemma? Se ela levar o Globo de Ouro, será mais do que merecido!

Pausa: que tipo de pai permite que o seu bebê “ator” faça uma cena como essa? Eu jamais permitiria e sempre me pego pensando nessas coisas quando vejo uma cena do tipo…

Como eu já disse em outro texto, já havia uma desconfiança no ar de que ela, apesar de defender a sua família e o clube acima de qualquer outra coisa, não era assim tão admirável e que certamente estaria envolvida na morte do seu outro marido, o pai de Jax e fundador do clube. Ao final dessa temporada, tivemos essa confirmação de que ela e o seu parceiro Clay tem muita culpa sim nessa história e agora alguém muito perto de Jax sabe de toda a verdade (Tara). Mais uma vez, tenso!

Sem contar que ainda tivemos o sequestro de Tara no final da temporada, com direito a troca de reféns, bandido com machado e mais armas apontadas para a cabeça.  Preciso alertar que se você tem algum tipo de problema cardíaco, muito provavelmente você não deve assistir a série, fatão! Tudo acontece ao mesmo tempo, tudo pode acontecer com qualquer um a qualquer momento e essa tensão toda pode acabar sendo um pouco demais para qualquer um.

Mas se tudo até aqui já havia sido tão perfeito, os 15 minutos finais da temporada se tornaram dignos de um Oscar. Fiquei preso na cadeira, com o coração saindo pela boca de tão bom que foi. E eu já disse que eu AMO quando isso acontece, não?

Sério, quando foi revelado pela própria agente Stahl que Jax era o traidor da turma, o rato,  quebrando o acordo que ela havia feito com ele (de não revelar esse fato), eu torci para mamma Gemma arrancar uma arma da bolsa e estourar os miolos daquela bitch na frente de todo mundo. Eu sei, eu sei que eu sou da paz e contra qualquer tipo de violência, mas aquela mulher me tirou do sério. Cheguei até a sonhar que eu estava cobrindo ela de porrada durante essa maratona, rs.

Mas isso não aconteceu (felizmente e vocês já vão entender o porque) e em outra cena memorável, vimos o clube se rebelando contra o seu vice presidente traidor, decepcionados com a atitude dele que os levariam para a cadeia e Clay, o chefe de todos eles confirmando a sentença de morte de Jax. Nessa hora, também tivemos outro momento sensacional da Gemma, desesperada por ver o seu clube se afundando por conta do seu filho, que agora seria um traidor e mesmo assim ela ainda tentou defende-lo da reação de todos, em uma cena emocionada e honesta de uma mãe desesperada. UOW!

Aqui eu entrei em desespero, confesso. Ver todos eles sendo presos e tendo Jax como um traidor, recebendo os olhares de decepção e ódio de todos os seus companheiros, foi de matar qualquer um. Mesmo sabendo que eles são os bad guys (o que eu gosto sempre de lembrar),  eu fiquei comovido.

Até que, para a minha grata surpresa e de todos eu acredito, tudo aquilo fazia parte de um plano maior, dos próprios Sons, que mais a frente na estrada, foi acertado pela outra metade do elenco. O escocês, tendo a oportunidade de realizar a sua vingança contra o seu maior inimigo da forma mais merecida possível e Opie, finalizando a agente Stahl em seu carro, dessa vez sem misericórdia como no passado, em nome da morte da sua mulher que aconteceu ainda na primeira temporada. Cenas fortíssimas, no estilo Tarantino, mas que ao mesmo tempo foram quase poéticas.

Ao final, a carta de Jax explicando para sua mãe que tudo aquilo fazia parte de um plano maior, dele e do clube e que jamais ele os trairia e na estrada, as buzinas das motos dos dois novos prospects avisavam que o plano deles teria dado certo e com uma gargalhada de dever cumprido, os nossos bad guys preferidos do momento seguiram para a prisão, onde eles deverão cumprir uma pena reduzida. Howamazingisthat?

Sério, chorei com esse final (rs), levantei da minha cadeira e comecei a bater palmas de pé, mais uma vez. Genial!  Clap Clap Clap!

Recomendo a todos que aproveitem esses dias de “férias” do feriado e mergulhem de cabeça nessa que é uma das melhores séries de todos os tempos, sem a menor dúvida!

E a Season 4 começa quando mesmo? Ansiso mil!

Penso enquanto aguardo a nova temporada, na possibilidade de formar o meu own clube, os Sons Of The Modern Guilt…rs

 

ps: e como eu bem pedi no post anterior um enterro digno para o Half-Sack, ele  foi enterrado com o seu colete de enfim membro oficial dos Sons, howcool(and sad)isthat? Achei digno!

Guerra declarada contra os Sons Of Anarchy em sua sensacional Season 2

Dezembro 17, 2010

Quando eu comecei a assistir Sons Of Anarchy eu não fazia muita ideia de onde eu estava me metendo. Terminei a primeira temporada em pouco tempo, tamanha a ansiedade para descobrir a continuidade dessa história que ficava cada vez melhor. Pois bem, depois de aplaudir o final da Season 1 eu fui direto para a Season 2, esperando que o nível da série pelo menos se mantivesse. E para a minha surpresa, foi melhor que isso! A Season 2 é tão boa, mas tão boa, que eu diria que é uma das melhores temporadas de séries de TV ever!

Acho que depois da enorme pausa que eu estou tendo que aturar por conta da próxima temporada de Breaking Bad (a aguardada Season 4) , eu acabei ficando um pouco viciado e necessitando cada vez mais a minha dose de “adrenalina televisiva”. Ainda bem que eu descobri Sons Of Anarchy a tempo de sustentar o meu vício e acho que por isso me apeguei tanto a série. Desde essa pausa longa e interminável de  Breaking Bad eu fiquei carente de uma série que me deixasse grudado no sofá, roendo as unhas, realmente tenso, até eu descobrir SOA e a minha necessidade de adrenalina ser devidamente compensada, ufa! Puta série boa hein? Sério, eu mais que recomendo! Se você esta lendo o Guilt agora e nunca ouviu falar da série, por favor pare já de ler esse post e vá agora assistir ao episódio piloto, NOW!. Talvez assim você consiga entender melhor o meu apego pela série. Vai lá, vai!

Imaginem uma temporada onde tudo pode acontecer? A Season 1 da série já havia sido muito da sensacional, que foi quando fomos apresentados a gangue de traficantes de armas, vestindo seus coletes de couro com estampa de caveira e a sua filosofia de grupo (um tanto quanto violenta demais neam?)  e irmandade (também exagerada…). Mas essa Season 2 conseguiu superar a primeira e me deixou de queixo caído. Mais uma vez, ao final da temporada eu me levantei da minha cadeira laranja de design italiano (ui!, rs) e aplaudi de pé, algo que só acontecia quando eu assistia Sopranos, fatão!  Por isso repito: puta série boa!

Parece que quem faz/escreve a série não tem medo de arriscar e coloca todos os personagens em jogo de uma forma brilhante, colocando todas as cabeças em risco, quase sempre. Durante essa temporada de tudo aconteceu, mais mortes, a disputa por território se tornando cada vez mais violenta e um inimigo que dessa vez costumava agir diferente dos demais e usava a lei como sua maior arma, parecendo ser mais forte e numeroso do que o próprio Sons. Inteligente, não?

SAMCRO dividida entre opiniões divergentes e a culpa de Clay pela morte da mulher de Opie, ele que é o chefe e a cabeça da gangue e a briga por “diferenças de visões” com o seu vice presidente (Jax) foi o ponto forte da temporada.  O clima tenso entre os dois, as brigas constantes e o fato de um conhecer demais o outro, só fez melhorar ainda mais o nível da série.

Quando o clube quase inteiro foi parar atrás das grades eu pensei: Dafuck? E foi sensacional vê-los pela primeira vez de uniformes laranja, tentando sobreviver em território inimigo. Cool!

O estupro brutal e extremamente violento de Gemma, a matriarca e rainha da gangue e que foi mantido em silêncio por ela por quase toda a temporada, foi algo que merece ser destacado. Sofrendo em silêncio e sentindo o medo de não ser mais considerada a rainha do grupo (e do seu parceiro), essa foi na minha opinião a parte mais comovente dessa Season 2. A cena em que o Clay resolve demonstrar que ainda ama a sua rainha foi ótima. Até ela usar a história que manteve em segredo durante a temporada para restabelecer o equilíbrio em sua família e no seu clube, em uma cena linda e com a trilha sonora perfeita para a ocasião. Ver aquela mulher tão forte e destemida, mostrar pela primeira vez uma lado mais sensível e delicado foi realmente comovente. Coisa de boa atriz é claro. Genial!

Quando houve o estupro, logo no começo da temporada, eu já imaginei que a guerra seria declarada na série. Só mão imaginei a proporção de tudo isso e tão pouco o desdobramento da história. Parecia que a cada momento algo de errado acontecia com o grupo e que a qualquer momento eles acabariam sendo extintos (mas é claro que eu sei que isso não aconteceria). Isso também contribui muito para o fato de eu estar completamente apaixonado por SOA, porque eu simplesmente não consigo nem imaginar o que ainda está por vir. O que me deixa aflito é claro, mas que ao mesmo tempo me faz sentir um prazer imenso de ver algo tão bom na TV, ainda mais hoje que nós temos pencas de coisas iguais e óbvias em todos os canais. Well Done!

Opie eu achei que teve uma reação “fria” demais ao descobrir a verdade sobre a morte de sua esposa. Mas tudo bem, no final das contas eu consegui entende-lo. O seu pai por sua vez, teve a reação que eu teria e por isso talvez hoje ele seja um dos personagens mais queridos por mim. Ahhh e tivemos a volta do cara que tem um distúrbio muito do engraçado. (euri)

O que eu acho mais legal em Sons Of Anarchy é o fato de saber que eles não são os mocinhos da história, mas de todos os vilões, eles parecem ser os mais “éticos” eu diria (será que eu posso chamar isso de ética? rs). A essa altura da história, eu já nem mais vejo eles como tão marginais assim, que é o que eles são na verdade (mas que um dia, no passado, foi diferente) e eu já consigo até torcer por eles, mesmo sabendo/achando que o que eles fazem é completamente errado (ou no mínimo ilegal, rs). Parece inclusive que todas as séries sensacionais do momentos nos fazem sentir essa culpa por acabar torcendo pelo vilão com pinta de herói da história, fatão! (Dexter, Breaking Bad).

Talvez isso aconteça porque estamos tão de saco cheio das injustiças que acontecem a todo tempo por aí e por isso, quando podemos assistir alguém que pratica a sua própria justiça, lá no fundo, nos sentimos um tanto quanto vingados… (sem encorajar ninguém, por favor!)

Essa temporada foi de completo descontrole, vimos os Sons perdendo território, tendo os seus inimigos se aliando para destrui-los e se tornando cada vez mais fortes e com mais informações sobre o clube, inimigos que usam as suas famílias como ameaça e que além de tudo são mais inteligentes e bem relacionados. Nos últimos episódios tivemos o despertar da guerra que foi anunciada logo no começo da temporada, com um desfecho impecável, marcando muito bem o gancho para a próxima temporada. Coisa phina!

Aquela cena com a luta “mano a mano” entre eles e os arianos foi algo de extraordinário. Os arianos se mostrando covardes como sempre (é, isso mesmo!) e os Sons provando que são muito mais espertos e que tmbm são bem relacionados. E a trilha da briga foi simplesmente muito, mas muito boa. Clap Clap Clap!

Agora, a minha única reclamação é que o meu personagem preferido, o Half-Sack, acabou tendo um final bem trágico, humpf! E logo agora que ele estava prestes a ganhar o símbolo no seu colete? Sacanagem! Espero que na próxima temporada, ele tenha pelo menos um enterro digno, como membro oficial do clube pelo menos. R.I.P Half-Sack (snif!)

Nenhum episódio foi bunda mole, nenhum episódio foi calmo e isso é tão sensacional que acaba completamente com os meus nervos. Vou começar agora a Season 3, que é a que acabou de terminar lá na america antiga e já vou avisando que talvez eu precise de uma rehab assim que acabar de assistir tudo. É, estou realmente viciado em Sons Of Anarchy, humpf!

E o final hein? Com aquele grito de desespero e o sequestro do Abel? Dra-ma!

E para quem não tem uma amizade tão forte assim como a minha com o Paolo Torrento, os boxes da primeira e segunda temporada você já encontra por aqui. Alô? Amigo secreto? rs

Os filhos da anarquia antiga

Dezembro 9, 2010

Já tem algum tempo que eu ouço falar muito bem da série Sons Of Anarchy, o que sempre acabava me deixando bem curioso. Talvez eu tenha deixado para depois devido ao tema, uma gangue de motoqueiros violenta e que segue as suas próprias regras, algo que a princípio não me atraia muito. (mais ou menos neam? rs)

Até que na semana passada, com a pausa da maioria da séries por conta do Thanksgiving, eu resolvi dar uma chance para os motoqueiros de Sam Crow. Sábia decisão! O episódio piloto já é bem sensacional e já vale para dar uma prévia do que viria pela frente nos outros 12 eps da Season 1. Coisa phina, mas diferente do que eu costumo dizer com “coisa phina”.

Digo isso porque eles são sujos, usam praticamente o mesmo figurino em todos os eps, estão quase sempre bêbados ou fumando charutos, são preconceituosos, extremamente violentos e não tem a mínima chance como galãs (exceto o Jax e o half-sack, Höy!). Mas não é que aqueles homens daquele clube tem o seu charme? Mesmo sendo assumidamente os bad guys da história. Talvez isso se justifique na minha fascinação por vilões (rs). E aqueles coletes de couro com o símbolo do clube, inferninhos animados e todo aquele  ideal de vida só me faz sentir muita, mas muita vergonha dos nossos endinheirados que circulam pela cidade com suas Harleys polidas, fingindo que são badass, o que todo mundo sabe que eles não são. Tolos!

Sem julgar valores, ou quem esta certo e quem esta errado naquela história toda que envolve armamento pesado, tráfico e muita violência, vc até acaba “entendendo” de certa forma aqueles caras. Não que isso justifique qualquer uma das suas atitudes, mas vc acaba entendendo que aquele parece mesmo uma caminho sem saída e as vezes a única forma de sobreviver é mergulhar ainda mais naquela história sangrenta (uia, fui bem dramático hein?).

Interpretar aqueles caras também não deve ser nada fácil hein? Imagino que seja um bad karma, como disse o “half-sack” em um dos episódios. Ele que é o boy magia indie da série, uma espécie de Seth Cohen versão wannabe badass.

Confesso que como eu já disse em algum momento aqui no Guilt, que eu sempre achei essa história de irmandade, fraternidade ou clube, tudo uma grande bobagem (que costumamos ver muitos nos filmes e seriados americanos) e o assunto ou possibilidade nunca me encantou, fatão! Sempre achei algo um tanto quanto tolo demais e tenho uma teoria de que quem é realmente cool não pertence a nenhum desses clubes (algo que eu comparo também com times de futebol, por exemplo, rs). Na verdade, eu nunca consegui entender o que levava uma pessoa a acreditar e defender tão fielmente aquelas regras criadas sabe-se lá por quem. Em Sons Of Anarchy a série fala exatamente disso, dessa relação de irmandade e uma certa devoção que aquelas pessoas tem com aquele clube, algo que se torna perigoso com o tempo, como uma religião (…), mas ainda bem que o contraponto é feito através das memórias do pai do Jax (personagem principal), que foi o fundador do clube e que se sentiu assustado depois de perceber os rumos obscuros que aquilo que ele havia criado com outro propósito, acabou se tornando algo totalmente diferente com o tempo e que muito provavelmente por isso, ele tenha resolvido escrever uma espécie de diário onde ele relatava os seus verdadeiros ideais para o clube. Uma tentativa de passar a sua essência a diante, vamos dizer assim. Talvez esse contraponto seja o que não me fez desistir da série logo no começo, porque eu não sou do tipo que vê graça em uma violência gratuita ou qualquer coisa do tipo. (sorry Tropa de Elite…)

Jax (Charlie Hunnam), é o único galã da série e por isso eles capricharam na hora de construir o seu personagem. Höy! Tem um ar de Kurt Cobain nele, até o seu estilo é meio grunge, cabelo longo, barba, uma mistura de badboy + badass+ mocinho que funciona e muito bem eu diria. Höy de novo! A sequência final da Season 1, com ele no meio do cemitério, em meio a todos aqueles túmulos com a bandeira dos EUA e segurando as memórias do seu pai, foi uma das cenas mais lindas da história da tv, com uma fotografia absurda! Maravileeeandra!

Dentre os meus personagens preferidos está como eu já disse antes o half-sack (Johnny Lewis), que é uma espécie de “estagiário” tentando conquistar a sua cadeira no santuário dos Sons Of Anarchy. Foufo mil, ele é um dos mais novos e é claro que para ele só sobra os piores trabalhos, como desenterrar mortos ou pegar as armas que estão dentro do caminhão de esgoto. Ew! Gosto também da sua futura old lady, Cherry, que descobrimos perto do final ser Rita. E o que foi aquele skate na cara dela? Me-do!

Agora, a minha preferida ever é a mamma Gemma (Katey Sagal), a mãe do Jax e Sra Morrow, a primeira dama dos Sons. Com uma frieza absurda e um instinto de leoa, sempre tentando manipular as vidas de quem a interessa, ela se transformou facilmente na minha personagem preferida da série. É claro que eu sei que ela deve estar mais do que envolvida com a morte do pai do Jax e que talvez ela até seja a grande vilã da história. Mesmo assim, ela continua sendo a minha preferida. Que mulher, não?

E foi dela a line mais sensacional ever envolvendo um crucifixo, crenças e atos sexuais. Diálogo esse que deixaria qualquer Madonna ou Lady Gaga com vergonha de terem ido tão raso em suas performances, prontofalei.

Gosto da Dra Tara tmbm (Maggie Siff, que é a cara da January Jones, não?), a médica da história, mas que no passado também pertenceu ao clube e que é o amor da vida do Jax. Dra-ma! Duas cenas que eu gostaria de destacar envolvendo os dois personagens (Jax + Tara): a primeira, a sensacional cena com o Jax resolvendo o problema com o stalker da Dr Tara, com um tiro na cabeça dele. Uow! E na sequência, depois de um breve silêncio entre os dois personagens e o corpo do stalker assassinado ainda deitado no chão do mesmo quarto e coberto de sangue, o casal resolve se acertar e acaba resolvendo tudo por ali mesmo, na própria cena do crime. Howbadassisthat? Höy!

Outro momento do casal que eu também gostaria de destacar foi a cena em que Jax faz a declaração de amor mais sincera, menos romântica e mesmo assim mais sensacional de todos os tempos, que foi quando ele despeja na cara dela com toda sinceridade, toda a sua raiva por mais uma vez ela estar querendo fugir da relação dos dois, dizendo que ele já esteve com centenas de mulheres, muitas mesmo e que ele nem se lembra da cara da maioria delas, porque enquanto ele esteve dentro de todas elas (Höy!), o único rosto que ele conseguia imaginar era o da Tara.

Pausa: howbadassisthat?

Essas duas cenas eu destaquei só para vocês sentirem um gostinho do nível da série, que circula sempre por esse caminho.

Agora chegamos ao chefe, ao cabeça dos Sons Of Anarchy, Clay Morrow (Ron Perlman). Hmm mmm, quando eu o vi pela primeira vez, tinha certeza que já o tinha visto em algum outro lugar, mas não conseguia me lembrar exatamente de onde. Até que, pesquisando imagens para o post, eu acabei descobrindo que ele é ninguém menos do que o Hellboy! O HellfuckingBoy! Tem como ser mais cool? Eu acho que não…

E o Opie hein? Até agora, ele é quem mais perdeu com essa história toda, não? Fico só pensando o que vai acontecer com a cabeça dele quando ele de fato perceber o quanto da sua vida ele já perdeu em nome do clube…

Aproveitando que estamos vivendo tempos violentos por aqui, eu acho que a série levanta muito bem essa questão da corrupção entre bandidos e mocinhos e também a questão de que alguns tratos são necessários para a sobrevivência de ambas as partes, infelizmente. Não que eu ache essa a melhor solução para esse tipo de problema, mas levantar esse tipo de questionamento nos aproxima um pouco mais e talvez nos faça entender melhor essa onda de violência que nos cerca. Nos faz pensar pelo menos…

A trilha é bem boa também, com rock mais pesado + coisas antigas e tem cara de trilha de meninos, rs. Aliás, a série tem cara de série de meninos, o que é bom também só para variar um pouquinho de cenários, rs.

Devorei os 13 eps da Season 1 em pouco tempo (mesmo com eps de 45 min em média) e uma coisa não me saía da cabeça enquanto eu assistia a série. A todo momento a lembrança de Sopranos antiga passava pela minha cabeça. Pois bem, arrisco sem medo em dizer que a partir da semana passada eu já tenho o meu novo SopranosSons Of Anarchy! E recomendo a todos vocês, badass ou bunda molões, rs.

Na américa antiga a série encerrou na semana passada a sua Season 3 e agora uma nova temporada só mesmo no ano que vem. Mas Paolo Torrento já me trouxe tudo e eu estou ansioso mil para devorar todos os eps das outras duas temporadas, que eu espero que continuem sendo tão sensacionais como essa Season 1. Série para comprar e colocar na prateleira especial, ao lado de Sopranos (o que não é para qualquer um hein?),  vai por mim!

Garanto que vocês vão ficar colados no sofá…


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