Posts Tagged ‘Steven Moffat’

Sherlock, parte 3

Janeiro 22, 2014

sherlockS3b-580x326

Quase dois anos de espera (sim, o terceiro episódio da Season 2 foi ao ar em 15/01/12), apenas mais três episódios de uma hora e meia de duração cada e mais uma temporada sensacional de Sherlock. SENSACIONAL! Com a desculpa da agenda concorridíssima de suas duas maiores estrelas (Cumberbatch + Freeman), que agora também parecem que foram finalmente reconhecidos em Hollywood, tivemos uma longa espera para o retorno de uma das melhores séries britânica. Eu diria até que a melhor série indeed no ar hoje, mesmo ficando com os meus dois corações apertados por conta do meu amor incondicional por Doctor Who. Mas podemos dizer que valeu a pena, não esperar, porque essa espera longa demais é sempre uma covardia covarde, mas o fato de aguardarmos tanto tempo para receber de presente três episódios como esses, acaba compensando qualquer coisa. Mas que a gente gostaria que fossem mais (não 22 como na America antiga, mas uns 6 pelo menos?), a gente bem que gostaria.

Para essa temporada, começamos com a notícia velha de que “#SHERLOCKLIVES”. Velha porque para a sua audiência, no final da Season 2, o próprio já havia aparecido e com isso, a dúvida da sua morte já não mais existia e o que a gente gostaria mesmo de saber era como isso foi possível, uma vez que vimos o próprio pulando do telhado de um prédio, de frente com o Dr Watson, para o seu (e nosso) total desespero. Mas restava esclarecer esse pequeno detalhe e nessa hora, ganhamos um episódio cheio de possibilidades, que brincou com a mente de sua audiência mostrando diferentes cenários para o mesmo crime, nos dando algumas opções para o ocorrido, todas muito bem pensadas por sinal, meio exageradas até e algumas com um toque de humor inglês que é sempre bem vindo, como a possibilidade criada por uma de suas fãs (a Ray de My Mad Fat Diary), imaginando uma história de amor entre Sherlock e Moriarty, que foi divertidíssimo e totalmente inesperado. (com direito a uma quase beijo, olha só!)

Mas além desse esclarecimento, restava ao Sherlock a tarefa de enfrentar o grande amor da sua vida (sejamos sinceros, eles se amam, de uma outra forma, mas todo mundo sabe disso), seu amigo e companheiro que havia passado esse tempo todo de luto, Watson, acreditando na morte do parceiro e obviamente, sofrendo e muito por isso. E quando finalmente chegamos ao momento do confronto, novamente recebemos de presente o alívio cômico da série, com uma briga no melhor estilo dramalhão mexicano, com o Sherlock recorrendo ao humor para surpreender o amigo com a notícia de que estava vivo e Watson enlouquecendo, partindo para cima dele por mais de uma vez, em cenários diferentes, em um misto de drama e pastelão muito bem executado, com espaço para diversas piadinhas a respeito da nova tentativa de estilo do próprio Watson, que a essa altura havia adotado um bigode bem do meio assim durante esse período de luto.

Como novidade, ganhamos uma personagem a mais para essa relação já tão conturbada entre os dois, Mary (Amanda Abbington), que havia roubado o coração do Watson, de quem ela estava noiva e Holmes teve que amargar ter perdido esse momento da vida do amigo. Claro que para aguentar um Sherlock presente em boa parte de sua vida por conta da sua relação com Watson, Mary precisava ser uma mulher bem humorada e que tivesse coragem de dizer algumas verdades para o Sherlock que pouca gente teria, além de uma petulância natural em enfrentá-lo de vez em quando, discordando do seu ponto de vista e ou acrescentando detalhes perdidos pelo detetive. Apesar de extremamente doce e de ter uma relação com aparentemente zero problemas com Watson, já nesse primeiro encontro entre os três, quando o detetive fez sua primeira leitura sobre a Mary, uma série de palavras pipocaram na tela e entre elas estava “liar”, que coincidentemente foi o que me chamou a atenção e me fez voltar a cena para ver se eu tinha visto direito. Além disso, um olhar mais demorado e de leve desconfiança do próprio Sherlock em relação a escolhida do seu amigo em um determinado momento chegou a chamar a atenção para quem assim como eu, é mais apegado a esse tipo de detalhe. Mas nada que nos denunciasse qualquer outra coisa. Pelo menos por enquanto.

Sherlock-Episode-3.01-The-Empty-Hearse-Full-Set-of-Promotional-Photos-11_595_slogo

O bacana desse primeiro episódio da Season 3 é que fomos muito bem representados pelo fandom do Sherlock na própria série, que inconformados com a sua “morte’, se mobilizaram para imaginar as tais possibilidades para o que de fato pudesse ter acontecido no telhado daquele prédio, com a diferença de que na série, eles foram mais fundo e acabaram sendo os próprios responsáveis pelo caso da vez, em uma tentativa desesperada porém bastante inteligente para despertar a curiosidade do detetive do “mundo dos mortos”

Seguindo com a temporada, ganhamos o episódio mais divertido da série até hoje, ele que foi também responsável pela confirmação de que essa seria a temporada mais bem humorada da série e isso ficou por conta do dia em que o Dr Watson se casou com a Mary e resolveu chamar o Sherlock para ser o seu padrinho. Muito provavelmente em uma tentativa de humanizar um pouco mais o personagem, ganhamos um Sherlock visivelmente mais leve ao longo dessa Season 3, talvez pela culpa de ter forjado sua própria morte e ter permanecido tanto tempo longe do seu amigo (e consequentemente de todos nós). Amigo que ao escolhê-lo como padrinho, acabou assumindo que ele era sim o seu melhor amigo, para total desespero do personagem, que não é tão genial quanto parece quando o assunto são sentimentos de verdade e não um detalhe prático qualquer.

Aqui, ganhamos um Sherlock talvez pela primeira vez se dando conta da importância da sua relação com aquele homem, se sentindo realmente querido por alguém e nesse hora, o mesmo não pensou duas vezes ao assumir o posto de melhor amigo (quer dizer, até pensou duas vezes sim e ficou tão surpreso com o convite que chegou até a tomar um “chá de olho”. Sério), entrevistando severamente alguns dos convidados principais da festa e fazendo um breve levantamento sobre todos eles, com direito a mapa na parede do tipo Homeland e um Sherlock fofíssimo e comportado sentado no chão, dobrando guardanapos no formato do Sydney Opera Hall, confessando que alguns de seus talentos descobertos recentemente (como dobrar guardanapos em formatos exóticos) vieram de suas também recentes excursões a tutoriais no Youtube.

Além de extremamente cômico e de ter assumido o volume de humor da temporada, esse também foi um episódio complexo, com algumas voltas no tempo para antes do casamento e de quebra, a inclusão de um caso sem solução que havia lhes chamado a atenção enquanto Watson tentava fugir de sua noiva e um Sherlock organizador de festas, envolvendo inclusive um personagem do passado do próprio, relembrando mais uma vez os seus tempos de guerra, além também de algumas memórias de casos divertidíssimos da trajetória dessa dupla que não tivemos a chance de acompanhar. E e tudo isso em um cenário lindo, com cara de casamento que a gente adoraria ter sido convidado e até teria comprado presentes bons.

Sherlock-season-3-2966172

Mas se esse foi definitivamente o episódio que estabeleceu o humor da série para essa temporada e o assumiu como a sua maior arma nesse momento, ele também foi uma dos mais fofos para a mitologia da série. Do momento já mencionado, com o Sherlock congelado no tempo ao ouvir o convite para ser o padrinho do Watson e consequentemente, que ele era o seu melhor amigo (algo que provavelmente ele nunca imaginou conseguir ser para alguém), ao momento do discurso preparado tragicamente pelo próprio Sherlock, que no final das contas, conseguiu salvá-lo muito bem, entre esses dois momentos, tivemos as melhores declarações de amor entre ambos os personagens, do tipo que consegue te deixar com aquele nó na garganta, mesmo vindo na sequência de uma série de verdades e ofensas ditas pelo Sherlock himself, claro.

É claro também que como Sherlock apesar de ter se assumido um pouco mais como uma séria também cômica, basicamente sobrevive (além de todas as suas qualidades, que não são poucas) do suspense, como resolução para essa primeira e provavelmente única vez do Sherlock como padrinho, ganhamos uma espécie de jogo como “detetive” em pleno casamento, com um Sherlock enlouquecido tentando resolver o crime da vez, eliminando possibilidades e mais uma vez utilizando do recurso da tipografia, que a essa altura, já faz mais do que parte da identidade da série.

Identidade essa que continua sendo fielmente mantida, com todo o fundamento que aprendemos a admirar e reconhecer na série desde suas primeiras temporadas (Season 1 e Season 2), com uma fotografia excelente, recursos tipográficos que nos ajudam a compreender  o que está acontecendo em cena e ou na cabeça do próprio Sherlock (em seu “palácio mental”), além daquele olhar super bacana que eles sempre escolhem para nos ilustrar uma cena. E tudo isso pertencendo muito bem dentro desse universo, sem nos deixar com a impressão de que eles estão apenas se “exibindo”, como é bem possível reconhecer a quilômetros de distância em séries do tipo procedural mais endinheiradas.

Detalhe que nesse episódio, antes de se dar conta que apesar do amor que conseguiu sentir naquele momento, ele continuava sozinho (a cena dele reconhecendo essa fato na pista de dança é linda e a prova de que Sherlock jamais ficaria sozinho em uma pista de dança veio logo depois, com o Cumberbatch dançando animadamente ao lado do Fassbender. Confirmou!), antes de deixar a festa e a sua valsa como presente para os noivos (um detalhe lindíssimo por sinal), tivemos um momento clássico com mais uma vez o Sherlock sendo sincero demais e falando o que não deveria, revelando ao casal que eles além de recém casados, estavam também grávidos e nesse momento, por mais uma vez ganhamos um olhar um tanto quanto demorado demais em relação ao próprio e a Mary, algo que de certa forma me despertou a possibilidade de que ele tivesse enxergado algo mais nela naquele momento. Mas até aqui, tudo isso poderia ter sido apenas uma impressão minha.

lastvow_planocritico

Até que partimos para o grande final dessa temporada, que apesar de ter nos apresentado um novo vilão (Magnussen), sem ter nos demonstrado exatamente qual era a sua magnitude, tivemos uma perfeita amarração entre as histórias dos outros dois episódios, que de alguma forma, estavam todas atreladas para o desenrolar dessa terceira temporada da série inglesa. Um episódio absolutamente sensacional para uma temporada que havia começado pela morte ficticia do prório Sherlock e que voltava para o seu encerramento nos propondo o personagem de fato enfrentando algo bem próximo da morte de forma real, nos fazendo passar boa parte dele dentro do seu próprio palácio mental, onde descobrimos até a sua zona de conforto, que atendia pelo nome de barba ruiva . (Confirmou! Sherlock é dos nossos)

Sim, nele e corajosamente bem antes da sua metade, tivemos Holmes enfrentando a morte de perto, ao ser baleado no peito por ninguém menos do que a própria Mary do seu Watson, ela que também tinha alguma relação mal resolvida com o vilão da vez que parecia saber de tudo por uma espécie de Google Glass (mas que na verdade, não era exatamente isso), para a surpresa de todos, mas acho que podemos afirmar nesse momento que ninguém ficou mais surpreso do que o próprio Sherlock nesse caso. (eu pelo menos matei na hora em que eles mencionaram o perfume. E que propaganda hein? Dior, Chanel, Prada…)

E mais uma vez, foi lindo ver como a relação desses dois personagens principais é baseada na lealdade (palavra importantíssima na minha own vida ultimamente… tisc tisc), com a Mary ameaçando o Sherlock em relação a ele revelar para o Watson que ela havia atirado no mesmo e ele imediatamente arquitetando uma instalação artística com direito a projeções gigantescas e alguns truques para arrancar a sua confissão diante do agora marido Watson, para o total desespero da personagem.

Nesse hora, eu só não gostei muito dos mind games envolvendo a parcela de culpa do Watson por sempre escolher “o errado” para se aproximar em sua vida, tão pouco a questão daqueles petelecos todos na cara envolvendo o vilão da vez na cena final. Achei que para o personagem, esse detalhe não coube tão perfeitamente, algo que caberia muito melhor para alguém com um nível de arrogância tão avançado quanto o Sherlock, por exemplo. Mas ainda assim, temos que aceitar que de vez em quando, a gente é quem realmente atraí esse tipo de coisa para nossas vidas, infelizmente, algo que todos nós sabemos que é uma verdade e talvez por isso deixamos passar na série.

Apesar de ter desmascarado a Mary, não ficou claro suas verdadeiras intenções naquele momento em relação ao crime, tão pouco o que o tal Magnussen sabia a seu respeito a ponto de colocá-la naquela posição de assassina. Algo que a própria resolveu tentar esclarecer mais tarde, deixando um pen drive com o próprio Watson, contendo a sua verdeira identidade e história. E novamente, apesar também de ter encontrado algumas falhas nessa relação de amor, onde acabou ficando muito mais claro o grau de envolvimento do Watson com essa relação, quando ele resolveu jogar o pen drive no fogo e esquecer o passado da futura mãe de sua filha (sim, a chance maior segundo ele mesmo é que seja menina) do que em relação a própria Mary e o seu envolvimento com o atual marido. Mas ainda assim, foi bem bonitinho o Sherlock promovendo uma excursão no natal  até a casa dos seus pais (que haviam aparecido em um outro momento da temporada), na tentativa de demonstrar para o casal em crise do momento um outro tipo de relação que eles poderiam se inspirar em ter e tudo isso com direito a um Mycroft amargo de companhia e odiando o natal, além do novo protegê do próprio Sherlock, um viciado que ele acabou conhecendo na “cracolândia”, onde o personagem passou a viver por uns tempos logo depois do casamento do seu melhor amigo (fazendo uma piada ótima em relação ao seu vício em drogas, que estava um tanto quanto adormecido), e talvez esse detalhe tenha nos dado uma pista de que ele não estava se sujeitando a drogas naquele lugar apenas pelo caso da vez e sim para tentar se livrar da dor de ter perdido o homem da sua vida, não? rs

sherlock-3x03-his-last-vow-L-aa8igi

Mycroft também apareceu em momentos importantes ao longo dessa Season 3, dentro do tal “palácio mental” do Sherlock, dando dicas importantes em relação ao seu comportamento e além disso, dividiu também um momento super fofo com o irmão, com ambos tentando esconder da mãe o fato de que estavam fumando do lado de fora da casa e o próprio Sherlock tentando incriminá-lo na maior cara de pau, como duas pessoas absolutamente comuns (que é bom lembrar de vez em quando que eles são). Outro ponto de extrema doçura ao longo da nova temporada aconteceu quando acabamos dando de cara com a memória do Sherlock criança, revelando um pouco mais da fragilidade do personagem, assim como aquela cena fortíssima (e linda) que encerrou o episódio, com ele criança se rendendo em meio a todos aqueles homens armados.

Em termos de crítica, podemos dizer que a atenção dada ao lado cômico da série não foi a mesma para a questão do suspense, que apesar de também ter sido muito bem executada como sempre, acabou ficando um tanto quanto mais fraca em relação as grandes resoluções (as maiores delas, tipo o caso da Mary e o que fazer com um vilão como o Magnussen), que foram um pouco mais óbvias ao longo dessa temporada. Não sei se foi a saudade da série e o longo tempo que tivemos que aguardar para o seu retorno, mas digamos que dessa vez, as pistas deixadas ao longo dos episódios foram mais óbvias ou pelo menos mais fáceis de se perceber. Será que é porque a essa altura, já estamos muito mais bem treinados?

Dessa vez, não tivemos uma grande revelação e ou grande plot dramático para encerrar a temporada e sim um Sherlock assumindo o posto de vilão para se afirmar como o grande herói da vez. E tudo isso baseado no sentimento que ele tem em relação ao melhor amigo Watson, que agora se estende para a sua “executora”. Uma resolução sentimental, que ainda nos trouxe uma despedida linda e novamente muito bem humorada entre os dois melhores amigos, com direito a um Sherlock tentando a qualquer custo que o amigo batizasse seu filho com o seu nome, inclusive se fosse uma garota. Mas essa despedida ainda trazia um gostinho muito mais amargo, com o detetive seguindo para uma espécie de exílio, onde segundo o próprio irmão database Mycroft, ele não duraria muito.

Até que no último momento, fomos surpreendidos com uma imagem que ecoava em todas as TVs da terra da rainha, com alguém importante perguntando se estávamos com saudades. Alguém que era ninguém menos do que o próprio Moriarty, a princípio apenas como uma espécie de GIF animado, mas quem aguardou até o final dos créditos como bem fez questão de lembrar o locutor, pode conferir a sua versão em carne e osso. Agora não me perguntem como é que eles vão conseguir explicar como Moriarty não morreu (e a gente sabe que eles vão conseguir), porque isso nós só saberemos durante a próxima temporada da série, que já faz tempo que tem feito por merecer cair no gosto do público, hein?

E eu sinceramente não consigo acreditar em como é que uma série com todas as qualidades de Sherlock, consegue passar tão batido em toda e qualquer premiação de TV fora da terra da rainha. Suspeito que esse mistério nem o próprio Sherlock consiga explicar. Mas que merecia ser reconhecida também por isso, merecia…

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Sherlock Season 3, o trailer (#SherlockLives)

Novembro 25, 2013

Embora a gente não tenha a confirmação da BBC One (e os ingleses costumavam exibir a série antes da maioria dos outros países), a BBC America já está anunciando a aguardadíssima (e atrasadíssima) Season 3 de Sherlock para o dia 19 de janeiro.

Ansiosos?

 

ps:como vamos aguentar tanta dose de amor assim juntos com Raymundo e Sherlock juntos em um mesmo cenário?

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

12th

Agosto 5, 2013

Peter-Capaldi

E o 12th Doctor é Peter Capaldi, 55 anos, escocês (algo que deve ter doído fundo no Craig Ferguson por ele não ter sido o escocês escolhido da vez, rs), se diz fã de Doctor Who desde os 9 (desde quando ele disse sonhar com esse papel), já participou de Torchwood, é mais conhecido pelo seu papel em The Thick Of It (comédia elogiadíssima por sinal, que é do mesmo criador de Veep e inclusive as duas séries são meio que “primas”) e inclusive já havia participado de um episódio da quarta temporada de Doctor Who, aquele com a Pompéia, onde encontramos também com a Karen Gillan.

Um excelente ator e ao mesmo tempo, uma considerável mudança para Doctor Who, aproximando-a novamente da série antiga, da qual a mesma já havia se distanciado bastante. E um bom momento para isso acontecer agora com a comemoração de 50 anos da série, não?

Mas agora só nos resta esperar e nos preparar para a despedida mais dolorosa dentro da série, pelo menos para mim e essa entrevista abaixo do Matt Smith no mesmo programa que fez o anúncio do seu substituto, já nos deixa um certo gostinho de como será difícil essa despedida de logo mais… (glupt)

Acho bom os presentes de Natal essa ano serem todos muito generosos porque, caso contrário, não tem rabanada certa para me animar essa ano….

ps: seja bem vindo e boa sorte, Capaldi! Desconsidere todas as piadas referentes a sua idade e use como sua primeira line pós regeneração, algo do tipo “agora eu sou velho!”,  já para começar a tirar de letra toda essa bobagem, rs

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Run you clever boy and remember – A segunda metade da Season 7 de Doctor Who e o começo de uma triste despedida…

Junho 1, 2013

11803_515485435176822_653704116_n

E depois de uma longa espera desde o especial de Natal de 2012 (esperar pelo que a gente realmente gosta, sempre deixa a sensação de que a espera foi muito maior, não?), finalmente continuamos a acompanhar Season 7 de Doctor Who, mas a sensação era a de que estávamos acompanhando uma nova temporada. Nova companion, nova TARDIS (pelo menos o seu interior), novo figurino (preferia o antigo…) e até uma nova abertura nós ganhamos para essa nova fase da temporada e com todas essas mudanças, não dava mesmo para sentir como se fosse a mesma coisa. Pelo menos não exatamente.

Talvez pelo sentimento de luto que ainda estava no ar pela despedida dos Ponds (glupt!), que marcou a primeira parte dessa Season 7 ou até mesmo pelo grande volume de novidades que acabamos encontrando nessa nova fase da série, essa sensação de estar acompanhando algo novo tenha sido intensificada, mas de qualquer forma, comparando suas duas metades, preciso admitir que eu ainda prefiro a primeira e não só pelo fator óbvio dela conter os últimos momentos da minha companion preferida de todos os tempos (na verdade, eu faria um time ruivo de companions, com Amy + Donna, que nós sabemos que seria uma afronta para o Doutor, que sempre sonhou ser ruivo, rs), mas também porque ela me pareceu melhor em todos os sentidos. Um pouco mais grandiosa (pensando em sua produção mesmo), com histórias mais interessantes e até mesmo divertidas, mesmo seguindo essa nova linha de Doctor Who com histórias mais “independentes”, muito mais bem cuidada também (alguns efeitos dos primeiros episódios dessa volta foram vergonhosos), isso sem contar o carisma dos personagens que a gente já conhecia de outras duas temporadas anteriores e que é sempre custoso de se desapegar.

Mas confesso que com a nova companion, Clara (Jenna-Louise Coleman), sendo um mistério desde a sua primeira aparição, ainda como a “souffle girl”, que foi como a conhecemos no excelente episódio que abriu a sétima temporada (7×01 Asylum Of The Daleks), realmente foi um recurso inteligente para fazer com que a gente se interessasse pela nova personagem logo de cara, ainda mais a encontrando pela primeira vez habitando um corpo odioso de um Dalek, que nos fez inclusive imaginar algumas teorias a seu respeito. Depois disso passamos um tempo sem vê-la, até que a reencontramos na Londres vitoriana no último Especial de Natal da série (7×06 The Snowmen, que contou como o sexto episódio da temporada), em um outro tempo, com outra função, algo que não só havia deixado todos nós bastante curiosos a seu respeito, assim como o Doutor, que mesmo sendo uma das mentes mais brilhantes do universo, não conseguia desvendar o segredo de Clara, para seu total desespero. Um recurso que parece ser uma das tendências do momento, a revelação de um grande mistério, onde várias séries da temporada tem apostado bastante nesse recurso até antigo da TV e do cinema e em alguns casos, bem preguiçosamente diga-se de passagem (porque algumas séries dependem apenas disso e é óbvio que a nossa curiosidade acaba nos prendendo a elas apenas por esse motivo também), mas não é o que encontramos no cenário de uma série como Doctor Who, que tem uma mitologia muito maior do que qualquer segredo misteriosamente misterioso do momento.

cult-doctor-who-s07-e02-the-rings-of-akhaten-5

No início dessa segunda metade da Season 7 da série inglesa prestes a se tornar uma cinquentona, depois de já termos nos despedido covardemente e aos prantos do Ponds (sim, eu sou passional mesmo) e já termos também esbarrado por pelo menos duas vezes com a Clara dentro do universo da série, voltamos a Londres dos dias atuais, onde o Doutor ainda precisava encontrar Clara e tentar descobrir o seu segredo. Doutor que para a nossa surpresa a princípio apareceu como um monge, com aquele senso de humor delicioso de sempre, mas que logo bateu a porta da Clara tentando descobrir mais sobre a garota impossível, em um novo primeiro encontro bem foufo. (apesar de que, vai ficar difícil para qualquer companion superar o primeiro encontro da Amy Pond com o Doutor. É, vai…)

Confesso que esse primeiro episódio não é dos meus preferidos (7×07 The Bells of St. John, não sei porque até agora a maioria dos sites numerou os episódios errados…), mesmo porque, um plot muito semelhante ao das pessoas sendo sugadas via Wi-Fi nós já vimos acontecer de forma parecida anteriormente na série, mas perdoamos, porque além desse ser o o nosso reencontro com o Doutor depois de uma longa espera, principalmente agora que a BBC resolveu manter uma agenda mais “americanizada” e não mais tão rigorosamente pontual como a inglesa (para nosso desespero), ainda contávamos com toda a curiosidade de finalmente descobrir quem seria a Clara. E esse acabou sendo o plot central de toda essa nova fase da temporada, com o segredo sobre a garota impossível sendo mantido até o final, algo que mesmo prometendo uma sequência de episódios mais soltos e com pouca ou nenhuma ligação entre si (os tais episódios mais independentes), mais ou menos como acontecia no começo da nova série (na Season 1 de 2005 por exemplo), acabou se tornando o nosso ponto em comum ao longo da temporada e me agrada muito perceber que apesar dessa vontade de tentar “algo novo” (de novo) na série, eles tenham mantido esse detalhe da continuidade, como se a gente tivesse pelo menos a sensação de saber para qual direção a temporada estava nos apontando naquele momento.

Um recurso que apesar de ter funcionado bem, mantendo pelo menos essa constante dentro da nova proposta da série, também poderia ter sido melhor aproveitado, uma vez que até a resolução final, poucas pistas nós recebemos em relação a identidade da Clara e isso eles poderiam ter resolvido de um outro jeito. Mas de qualquer forma é preciso reconhecer que a atriz Jenna-Louise Coleman se saiu muito bem na tarefa de substituir uma das companions mais queridas pelos fás da série (da qual a gente gostava até do seu companion na vida, Rory), enfrentando uma tarefa que não seria nada fácil, mas que com o seu carisma e perfil do personagem (que tem aquele lado mais “petulante” e “insolente” que a própria Amy tinha, não vamos negar), ela conseguiu até que se sair muito bem. Gosto também de sentir que eles não optaram por fazer o Doutor rejeitá-la, como vimos acontecer tão injustamente com a Freema Agyeman no passado – que se encontrou em The Carrie Diaries. You go girl! -, quando sua personagem veio a substituir a Rose, a primeira companion da série de 2005. Tudo bem que nesse caso temos uma série de outros fatores a se levar em consideração, como os sentimentos do Doutor em relação a Rose, mas essa abordagem nunca me pareceu justa com a personagem de Agyeman, que nesse quesito acabou sim sendo bem prejudicada. (mas acho a sua resolução enquanto companion e mulher simplesmente excelente!)

4760181_l1

Nessa segunda metade da temporada, já vimos que o Doutor ficou bastante recluso depois das despedida dos Ponds, que foi o que acompanhamos durante o especial de Natal da série, com o personagem se isolando entre as nuvens e de vez em quando até o pegamos usando os óculos de leitura que a própria Amy sempre usava, como um sinal claro da saudade que ele deve certamente sentir falta da personagem, mas ainda assim, ele recebeu a Clara muito bem em sua TARDIS (sem ficar mencionando o passado com o 10th fazia constantemente, tisc tisc…), com o convite irrecusável de sempre de viajar entre o tempo e espaço, que obviamente ninguém recusaria. (eu espero até hoje uma caixa azul surgir no meu jardim. Se eu tivesse um jardim, é claro, rs. Tenho vasos com plantas, serve? Sinta-se livre para destruí-los quando quiser, Doutor. Tudo em nome de um convite, claro)

Seguimos a temporada explorando o universo, chegando a um lugar onde se acreditava que ele tivesse sido criado, em mais um daqueles episódios da série onde nos deparamos com diversas criaturas bisonhas que nós amamos. Esse que também não foi dos meus episódios preferidos da temporada (7×08 The Rings of Akhaten), que além do plot da menina rainha e aquele coral, na verdade valeu mais por uma espécie de fábula que encontramos no início do mesmo episódio, com a Clara nos contando como foi que seus pais se conheceram no passado, tudo por uma simples coincidência envolvendo uma folha vagando no ar, que foi uma momento bem bacana para a série, do tipo que tricota sozinho um cachecol e luvas para o próprio coração.

Na sequência seguimos para um submarino soviético (será que eles reaproveitaram os cenários de Last Resort? rs), com Doctor Who trazendo a tona um plot também bastante recorrente do momento (7×09 Cold War), com a guerra fria (que andamos acompanhando lindamente em The Americans) também aparecendo na série inglesa, aproveitando para fazer aquela “mea culpa” americana que estamos encontrando com frequência no momento. Episódio esse que ainda nos trouxe um outro bom momento, com um de seus personagens arriscando uma das letras do Duran Duran. (ele que só eu acho que ficou bem interessado no Doutor? rs)

E a Season 7 só começou a ficar mais animada mesmo quando o assunto foram os fantasmas, em um plot meio “Ghostbusters”, quando o Doutor ao lado da sua nova companion encararam uma aventura atrás de um fantasma preso em um universo de bolso (7×10 Hide). Nessa hora, não teve como não lembrar da saudosa Fringe e o Walter seguindo para a sua verão do universo de bolso, com o Doutor inclusive usando as cores azul e vermelho para ilustrar o seu plano de ação. OK, tá certo que tudo pode ter sido uma grande coincidência (já mencionei algumas outras entre as duas séries por aqui, mas até então, sempre seguindo o caminho contrário, tendo qualquer uma delas primeiro aparecido em Doctor Who e depois em Fringe), mas não há como não suspeitar que talvez tudo não tenha passado de uma referência a série americana, uma vez que a BBC agora parece estar se empenhando um pouco mais nessa conquista da America antiga. Episódio esse que nos trouxe um elemento a mais, com Doctor Who se arriscando muito bem dentro de um território mais pertencente ao terror do que a própria fantasia (apesar de ter continuado fantasioso como sempre), nos entregando um Doutor correndo sem rumo em uma floresta para deixar os cabelos de qual um em pé.

dw7x10-main_image__span

Exceto por esse último episódio mais assombroso da série, essa foi realmente a parte mais morna dessa segunda metade da temporada, que a essa altura já estava precisando desesperadamente de mais animação. Que foi quando ganhamos o meu episódio dos sonhos (algumas pessoas até lembraram dos meus comentários por aqui sobre esse sonho e chegaram a me avisar sobre a sua realização. Thnks!), do qual eu já havia falado em um dos meus outros textos sobre a série desse ser um dos meus maiores sonhos dentro da mitologia de Doctor Who, que foi quando ganhamos uma deliciosa excursão por dentro da TARDIS (7×11 Journey to the Centre of the TARDIS), que foi exatamente quando a série voltou a me ganhar novamente durante essa Season 7. E é claro que eu acho que esse episódio foi feito para mim (se até Fringe fez um episódio para mim em sua reta final… #Guilt), por isso desde já agradeço Moffat pelo feito! (rs, só falta aquele convite que não chega nunca. Topo companion, novo Doutor e ou figuração. Topo até ficar bem ruivo para o 12th, daqui alguns bons anos, claro, porque quero o Matt Smith exatamente onde ele está ainda por muitos anos. #AMEM – sim, esse texto foi escrito antes de qualquer notícia, por isso resolvi deixá-lo dessa forma)

Um episódio delicioso, onde embarcamos em uma mini excursão por dentro da TARDIS, onde devido a sua grandiosidade (além de outras coisas importantes que aprendemos sobre a sua mitologia nesse episódio) não seria possível que fosse mais completo. E ter a Clara explorando aqueles inúmeros corredores foi ótimo, assim como foi bem especial vê-la encontrando o berço do Doutor (que já vimos anteriormente ele presentear a Amy como o berço oficial da sua filha, Melody Pond AKA River) até que passamos pela piscina gigantesca e chegamos até a biblioteca. Mas espera aê, não tinha uma piscina dentro da biblioteca? Sim, claro que eu reparei nesse detalhe e fiquei esperando ansiosamente por esse momento, que não aconteceu (humpf!). Procurando a respeito por aí, encontrei uma teoria de que apesar deles terem dito isso na série, dizem que na verdade a intenção foi dizer que a piscina foi parar na biblioteca apenas por conta da queda da TARDIS  (sei… mas OK, pode ter sido tudo uma questão simples de interpretação mesmo), algo que eu não cheguei a imaginar na época e já tinha inclusive comprado o conceito de decoração, rs . Detalhes a parte, o importante mesmo é que durante esse episódio fomos presenteados com uma das bibliotecas mais lindas do universo, um verdadeiro sonho. Sério! Além do excelente tour pelo interior da TARDIS, o episódio também nos trouxe de volta a discussão a respeito da Clara, do porque que a própria “máquina do tempo” a rejeitava e um Doutor enfurecido, quase perdendo a paciência apenas por não conseguir desvendar o segredo da garota impossível, que mais um vez, foi a responsável pelo resgate do plot dramático da vez e talvez essa tenha sido uma das pistas a respeito da sua história.

A partir desse momento, ganhamos uma leva de excelentes episódios novamente e já era de se esperar, uma vez que até essa altura da temporada após o retorno, tudo estava bem morno mesmo. Dando continuidade a temporada, visitamos Yorkshire em 1893 e nos deparamos com a pavorosa cidade de Sweetville (7×12 The Crimson Horror), que por trás de toda a sua perfeição escondia um plot secreto de na verdade tentar descaradamente acabar com o imperfeito ao seu redor. Nesse episódio, encontramos um Doutor impossível e praticamente disfarçado de “Hellboy”, usando apenas seus trajes de baixo de inverno, vivendo como o monstrinho de estimação da herdeira do lugar. Acho que vale dizer também que o Matt Smith esteve em sua melhor forma ao longo dessa temporada (na verdade ele só vem crescendo dentro do papel, por isso seria uma pena ter que nos despedir tão cedo) e esse episódio foi um exemplo perfeito disso. Cheio de trejeitos e toda aquela loucura adorável, o 11th Doctor esteve impossível ao longo de toda essa temporada, nos conquistando cada vez mais com o seu enorme carisma e alma de criança, que é mais ou menos como eu o enxergo. Não sei porque, mas sempre achei o Doutor do Matt Smith o mais infantil de todos eles (contando os três últimos). E digo mais infantil no sentido de inocente mesmo  e todos os seus trejeitos, caras e bocas, sempre reforçaram essa minha impressão. Gosto da forma como ele fica extremamente excitado de vez em quando (ele baixando a sonic screwdriver durante um desses episódios foi ótimo, rs) e ao mesmo tempo consegue ficar extremamente tímido quando o assunto são os seus sentimentos, como quando a Clara o provoca dizendo que ele parece ser do tipo que só namoraria alguém que a mãe (referindo-se a TARDIS) aprovasse. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

58104

Como os vilões conhecidos sempre precisam retornar a série e pelo fato dos Daleks estarem de folga da sua eterna briga com o Doutor (por conta da Clara, inclusive), dessa vez nos deparamos com os Cybermens reaparecendo em um cenário que parecia ser um grande parque de diversões (7×13 Nightmare in Silver), para onde o Doutor acabou levando as crianças que a Clara tomava conta na Londres atual. Apesar do episódio ter sido muito bem feito, ele não chegou a empolgar muito, talvez pelo fato do episódio anterior ter terminado com o cliffhanger das crianças descobrindo a relação da Clara com o Doutor e na sequência isso sequer ter aparecido de forma mais adequada. Tudo bem que tratavam-se de crianças, que dentro de uma máquina do tempo e se deparando com todas aquelas possibilidades, a última coisa que elas iriam questionar naquele momento seria qualquer coisa em relação a isso, mas ainda assim, crianças são sempre tão curiosas e ter deixado esse detalhe passar sem uma explicação mínima pelo menos, foi meio preguiçoso vai? Enfim…

Até que chegamos ao episódio que encerraria a Season 7, ele que já nos trazia a maior mitologia da série em seu próprio título, anunciado como “The Name Of The Doctor” (7×14). Detalhe que no episódio onde conhecemos um pouco mais o interior da TARDIS, vimos que a Clara acabou descobrindo em um de seus livros qual seria o verdadeiro nome do Doutor, algo que desconfiamos que até poderia ter alguma relação com o plot da vez. Mas não, o episódio prometia nos trazer sim, o nome do Doutor, seu maior segredo desde sempre, revelado de uma outra forma e para isso, seria necessário uma visita até Trenzalore, que foi quando descobrimos que se tratava do lugar onde ele foi enterrado após a sua morte e como ele mesmo chegou a mencionar ao longo do episódio, um homem nunca deveria visitar o próprio túmulo. (glupt!)

Um episódio que apesar de contar com algumas falhas em relação principalmente a sua resolução (algumas fáceis demais, quase que muito convenientes para a história) e isso nós precisamos lembrar antes de dizer que foi tudo maravilhoso, foi mais do que um episódio de encerramento da temporada e acabou chegando como uma espécie primeiro presente para todos os fãs da série em comemoração aos 50 anos de Doctor Who de logo mais. Nele, além do título que já aguaçava a curiosidade de todos os seu fãs, havia também uma promessa que se anunciava desde o seu começo de que finalmente iriamos descobrir quem ou o que de fato era a Clara, algo que ainda ecoava na nossa imaginação, mas que até então não havia encontrado nenhuma explicação.

doctor-who

E já começamos o episódio com a Clara circulando entre os outros doutores (sim, os clássicos! E não me perguntem como isso foi feito porque eu me recuso a criticar os efeitos especiais nesse momento) e descobrimos que ela na verdade esteve presente na vida de cada um deles, sempre tentando despertar a sua atenção, mas que o 11th foi um dos únicos que a conseguiu ouvir. Mas como isso? Bem, para ajudar a contar essa história, contamos também com outros personagens recorrentes dessa nova fase da série, que na verdade foram aqueles que deram asilo para o Doutor durante o seu período nebuloso pós Ponds, Strax, Madame Vastra e sua amada Jenny Flint (AMO o Strax muito provavelmente confuso com a relação das duas, chamando a Jenny de menino o tempo todo, rs), que ganharam também o reforço de ninguém menos do que ela, River Song, a esposa do Doutor, que finalmente voltava para a série. (só fiquei com muita pena que ela e o Doutor nem tiveram um momento daqueles para lembrar da família antiga, humpf! Mas de qualquer forma, fomos compensados…)

Assim embarcamos até o túmulo do Doutor, que não poderia ser outro a não ser a própria TARDIS, só que em uma versão gigantesca, o maior dos monumentos daquele cemitério. Em meio a um plano do vilão da vez, o Dr Simeon (o mesmo do episódio de Natal, quando reencontramos a Clara), fomos atraídos para dentro do túmulo do próprio, com a River interagindo apenas com a Clara e os demais personagens, por se tratar daquela River da qual nós conhecemos o seu destino ainda no episódio da biblioteca, ainda com o 10th Doctor do David Tennant. Nessa hora, quando estávamos prestes a descobrir o nome do Doutor (que na verdade todo mundo já desconfiava que seria algo que não aconteceria por motivos óbvios), ganhamos aquele tal recurso fácil que eu mencionei anteriormente, com a River sussurrando o seu nome para que o túmulo pudesse se abrir e a gente não precisasse ficar sabendo o seu maior segredo (sendo que nem vimos esse momento, por isso a preguiça maior…), que a essa altura, apenas ela e a Clara dizem saber. Aliás, o encontro entre as duas personagens foi ótimo nesse episódio e acabou nos rendendo alguns diálogos deliciosos de puro ciúmes que sempre acontecem quando as mulheres do Doutor se encontram.

Em seu túmulo encontramos uma “cicatriz” em forma de DNA (e não um corpo, esqueleto ou cinzas, rs), com um luz forte que na verdade reunia toda a sua timeline, que para um Time Lord, a gente não consegue sequer imaginar a sua proporção e foi bem bonita a forma com que eles através do próprio Doutor, nos introduziram àquele conceito. Claro que eu não vou ficar aqui agora explicando todas as resoluções do episódio, mas foi no momento em que a Clara se deparou com o Doutor sofrendo com o paradoxo da sua vida diante dos seus olhos e dois corações, que descobrimos quem era a garota impossível, que para salvá-lo daquela situação, precisou se jogar na tal “cicatriz” dele através do universo (que nós sabemos que é um herói que carrega uma série de culpas, por isso a “cicatriz”), que foi a forma como ela acabou sendo dividida em diversas versões, se tornando um eco na vida do Doutor e por isso ele a encontrava em diversos momentos como presenciamos ao longo da temporada, com ela tendo sempre a missão de tentar salvá-lo de alguma coisa, algumas vezes perdendo até a própria vida.

971034_392071214242181_1693555561_n

E por esse motivo vimos Clara circulando nos cenários antigos da série, em meio aos demais Doutores, porque na verdade, ela sempre esteve ali (algo que foi bem bacana, apesar dos efeitos e de ser quase a mesma desculpa para a presença da River ainda na série. E sim, eu disse “quase”, que fique bem claro) e com o detalhe de que quando o Doutor roubou a sua TARDIS, Clara foi inclusive a responsável pela sua escolha por essa TARDIS, que viria a se tornar sua maior companheira ao longo da vida. Uma resolução super foufa e surpreendente até, apesar de qualquer semelhança com a história da River ou qualquer falha que o episódio tenha nos apresentado.

Aliás, antes da descoberta da identidade da Clara, tivemos um outro momento extremamente emocionante para a série, com o Doutor finalmente enxergando a River durante o episódio (que estava em um outro plano e não podia ser vista), dizendo que na verdade ele sempre a viu e ouviu depois dos acontecimentos todos entre eles, mas nunca teve coragem de admitir ou responder por medo do quanto poderia doer esse reencontro. Sério, apesar do beijo (é gente, teve um beijo), tenho que confessar que a essa altura do episódio eu já estava completamente entregue as lágrimas, achando tudo absolutamente foufo e carinhoso com todos os personagens. River que se despediu lembrando que ela estava “conectada” a Clara, anunciando mais um dos seus famosos “spoilers!” que na verdade não foi nada mais do que uma porta aberta que eles aproveitaram para deixar para o personagem retornar algum dia a série.

Com tudo resolvido e mantendo o mistério sobre o seu nome, restava ao Doutor a missão de resgatar Clara, que depois de ter invadido sua timeline, acabou presa dentro do fluxo temporal dele, em meio a silhuetas de todos os doutores correndo de uma lado para outro, até que o seu Doutor a encontrasse (e o recurso da folha nesse momento também não poderia ter sido mais delicado ou especial), para tirá-la de lá. Nesse momento, uma outra silhueta aparecia ao fundo, com um homem de costas, pelo qual Clara ficou interessada por não reconhecer, uma ver que descobrimos que ela conheceu todos os 11 Doutores até agora, que foi quando o Doutor apavorado e confuso, disse que aquele foi quem o traiu (?), que foi quem quebrou a promessa em relação ao nome que todos eles resolveram usar (??), completando dizendo que aquele era o seu segredo (???) e quando achamos que o episódio se encerraria por aí, o tal homem misterioso ganhou voz, dizendo que não teve escolha e aos poucos foi virando para a câmera sendo, onde nos deparamos com o ator John Hurt (antes disso eu só conseguia pensar no Leonard Nimoy ou no Ian McKellen), sendo anunciado como The Doctor. BOOM! (créditos finais)

61875

Sério, naquele momento eu quase tive um ataque cardíaco, pesando qualquer coisa a respeito. Na verdade eu entrei em um surto semi psicótico, onde não conseguia chegar a nenhuma conclusão em relação ao plot da vez e sobre qual seria esse segredo. Que é algo que eles prometeram revelar ao final do episódio, no especial de 50 anos de Doctor Who, no dia 23/11, que a gente já sabe que é quando temos um compromisso certo no tempo e espaço, ou talvez seja o momento ideal para sumir do próprio tempo e espaço, isso para quem quiser evitar algum spoiler antes de assisti-lo, a respeito das surpresas que o mesmo deverá nos trazer. (além da presença da Billie Piper e do David Tennant, que já foram anunciados faz tempo como presenças garantidas no especial que marca o encontro entre os dois Doutores)

E da melhor forma possível (entendam que isso foi escrito antes do que vem no parágrafo abaix0), nos despedimos da Season 7 de Doctor Who, que pensando na temporada como um todo, chegou a ser bastante completa, apesar de demonstrar certa fraqueza em alguns momentos, como eu disse anteriormente me referindo principalmente aos primeiros episódios dessa segunda fase, mas que ao mesmo tempo talvez seja a temporada que mais tenha nos despertado a curiosidade, além de ter nos entregue emoções bem variadas, com a despedida dos Ponds, as novidades com a chegada da Clara, todo o mistério sobre a sua identidade e esse final de temporada que não poderia ter sido mais especial ou enigmático, elevando ao máximo as expectativas para a grande comemoração do dia 23 de novembro, com o especial de 50 anos da série.

Para o final, ficam as informações mais tristes em relação ao futuro da série (respira fundo, Essy). Essa semana, a BBC anunciou a renovação nada surpreendente de Doctor Who para a sua Season 8 em 2014, sendo que eles ainda haviam deixado em aberto as suspeitas sobre a permanência do ator Matt Smith como o nosso adorkable e queridíssimo 11th Doctor. Uma permanência que inclusive por aqui vocês chegaram a me ver comentando por diversas vezes a respeito das minhas suspeitas de que o especial de Natal de 2013 talvez pudesse ser mesmo a despedida do ator Matt Smith a frente do personagem, algo que foi confirmado quase agora (glupt), enquanto eu ainda estava editando esse post antes de sua publicação aqui no Guilt (confirmou!), com a declaração oficial de que o Matt Smith realmente deixará a série após o especial de Natal desse ano, que vai contar com a sua regeneração para 12th Doutor, que por enquanto ainda permanece em segredo em relação a sua identidade.

Matt-Smith-as-Doctor-Who-matt-smith-11944054-590-445

Uma notícia que não poderia ser mais triste para os fãs do ator e do 11th Doctor (que todo mundo sabe que é o meu Doutor e eu venho me preparando para essa momento desde o nosso primeiro encontro, lá no jardim da Amy Pond e confesso que foi bem sofrido ler a notícia nesse momento) mas que ao mesmo tempo chegou com essa declaração linda do ator, que está disponível no site oficial da série na BBC, para quem quiser conferir todas as informações com mais detalhes:

 

Doctor Who has been the most brilliant experience for me as an actor and a bloke, and that largely is down to the cast, crew and fans of the show. I’m incredibly grateful to all the cast and crew who work tirelessly every day, to realise all the elements of the show and deliver Doctor Who to the audience. Many of them have become good friends and I’m incredibly proud of what we have achieved over the last four years.

Having Steven Moffat as show runner write such varied, funny, mind bending and brilliant scripts has been one of the greatest and most rewarding challenges of my career. It’s been a privilege and a treat to work with Steven, he’s a good friend and will continue to shape a brilliant world for the Doctor.

The fans of Doctor Who around the world are unlike any other; they dress up, shout louder, know more about the history of the show (and speculate more about the future of the show) in a way that I’ve never seen before, your dedication is truly remarkable. Thank you so very much for supporting my incarnation of the Time Lord, number Eleven, who I might add is not done yet, I’m back for the 50th anniversary and the Christmas special!

It’s been an honour to play this part, to follow the legacy of brilliant actors, and helm the TARDIS for a spell with ‘the ginger, the nose and the impossible one’. But when ya gotta go, ya gotta go and Trenzalore calls. Thank you guys. Matt.”

 

E assim, agora mais tristes do que nunca, começamos oficialmente a nos preparar a grande despedida, contando com apenas mais 2 episódios na companhia do nosso 11th Doctor, com o especial de 50 anos da série e o especial de Natal desse ano (ambos episódios que mereciam um Confidential, não?), para os quais certamente eu já vou começar a estocar caixinhas e mais caixinhas de Kleeex, porque não vai ser fácil essa nova experiência de ter que me despedir do meu Doutor. (tears)

Aproveitando algo que eu li nessa mesma declaração a respeito da notícia, pedindo licença e utilizando uma line escrita sabiamente pelo próprio Moffat em seu texto sobre o assunto, eu não consigo pensar em um forma mais foufa de começar essa despedida do Matt Smith como o 11th, pelo menos por enquanto, a não ser repetindo as seguintes palavras:

 

Steven Moffat –  Thank you Matt – bow ties were never cooler.

 

Realmente as bow ties nunca foram tão sensacionais e muito provavelmente serão inesquecíveis para todos nós!  (tears = ♥ + ♥)

ps: para quem se animar para uma maratona  de Doctor Who, se interessar mais pela série ou quiser relembrar alguma coisa, temos posts bem especiais para cada uma das demais temporadas também: Season 1, Season 2, Season 3, Season 4, Season 5  Season 6 e a primeira parte da Season 7.

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

David Tennant e Biilie Piper de volta para o especial de 50 anos de Doctor Who. Yei!

Abril 1, 2013

VzCPO

Confirmou e ambos estarão de volta para o especial de 50 anos da série que vai ao ar em novembro desse ano. Apesar de ainda não se saber muito sobre o mesmo, #TEMCOMONAOAMAR a notícia?

A respeito das notícias recentes de que o Matt Smith estaria pronto para dizer adeus ao seu (meu) adorável Doutor, a BBC andou desconversando, dizendo que o ator teria contrato até 2014, algo que o garantiria até a Season 8 da série, mas ao mesmo tempo, o Steven Moffat pediu para deixar em segredo o nome do último episódio dessa sétima temporada, o que de certa forma fomenta ainda mais as nossas suspeitas em relação a esse adeus, que ao que tudo indica, deveria acontecer após o especial de 50 anos, no que seria o especial de Natal desse ano….

Agora, falando a respeito da volta de Doctor Who para a segunda metade de sua Season 7, achei o novo episódio meio assim (The Bells of Saint John). Morno. A história da Clara ainda parece um mistério misterioso demais para o pouco apego que temos pelo menos por enquanto com a personagem, os efeitos foram bem meio assim (aquela meia cabeça foi ridícula), sem contar que a história em si estava com cara de requentada (só eu fiquei com a sensação de que essa parecia uma história das Season 1, 2, 3 ou 4, só que com o Doutor errado?. E quem realmente acabou salvando o episódio foi o Matt Smith, com toda a loucura e doçura do seu adorkable 11th Doctor. Para uma reintrodução da personagem da nova companion, que aparece agora em seu terceiro cenário, ficou faltando alguma coisa.

De qualquer forma, é sempre bom matar a saudade do nosso doutor preferido, mesmo quando o episódio acaba não sendo tão bom assim.

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Doctor Who: The Bells of Saint John, a prequel

Março 25, 2013

Prequel do próximo episódio de Doctor Who, que retorna no próximo sábado para a continuação da Season 7. (odiando essas divisões de temporadas que andam acontecendo ultimamente)

Nele temos o Doutor encontrando a própria Clara ainda criança, visivelmente triste por a ter perdido por duas vezes, mas ganhando alguma esperança da pequena garota de que no final, tudo daria certo. Sem contar que #TEMCOMONAOAMAR e ao mesmo tempo não morrer de pena, encontrar com o Doutor visivelmente triste daquele jeito no balanço?

Não, não tem. (♥)²

Aproveitando que estamos falando sobre o assunto, nos últimos dias, os boatos de que o Matt Smith estaria pronto para se despedir do 11th Doctor começaram a ficar mais fortes na imprensa inglesa, principalmente devido a uma matéria publicada no The Sun, dando a informação como certa, muito embora a BBC1 continue afirmando que ele está muito satisfeito com o seu papel e que não tem a intenção de deixar a série, algo que o mesmo já chegou a dizer por várias vezes. Mas não é de hoje que suspeitamos que após as comemorações de 50 anos da série inglesa vão acontecer logo mais, isso de fato aconteceria (eu mesmo cheguei a dizer sobre as minhas suspeitas aqui no Guilt por diversas vezes, anunciando inclusive que eu não estou pronto para esse momento…) e muito disso também pelo fato do ator estar encerrando um ciclo de três temporadas na pele do personagem, algo semelhante ao que aconteceu com o David Tennant e o seu 10th Doctor.

O próprio Matt Smith andou dizendo que vai fazer o novo filme do Ryan Gosling (que Ryan irá dirigir), assim que encerrar as gravações dos especiais da grande e merecida comemoração que a série deverá ganhar esse ano, algo que ele afirmou recentemente no The Jonathan Ross Show que encerra com o especial de Natal desse ano, algo que nos fez suspeitar de que a data provavelmente será quando nos despediremos do atual Doutor. (ou seja, o meu Natal esse ano vai ser sofrido)

Agora, outra notícia que andou circulando recentemente é a de que além do ator, o Steven Moffat também estaria considerando sair da série inglesa, onde segundo a EW, ele mesmo disse não se ver apegado a um só projeto por muito tempo. Ou seja, será que teremos essas duas grandes perdas em Doctor Who ainda esse ano? (e se isso se confirmar, essa Season 7 será a maior temporada de perdas da série de 2005 até agora, não? Triste mil…)

Veremos…

 

ps: e para quem está com saudades da Karen Gillan acabou de entrar como personagem regular para o elenco de NTSF: SD: SUV (sim, esse é o nome da série)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Sherlock disse que teremos uma Season 4. Será?

Março 12, 2013

sherlock2

Sim, a melhor notícia do dia foi que o Benedict Cumberbatch teria dito no South Bank Show Awards em Londres que teremos uma Season 4 de Sherlock, que é uma das melhores séries de TV do seu tempo, sem dúvidas.

O ator disse que provavelmente teria problemas por revelar a informação, mas que eles se acertaram para fazer mais 2 temporadas e disse também que ele adoraria permanecer fazendo a série do Steven Moffat ao lado do Martin Freeman or muito mais tempo.

Sendo verdade ou não (por enquanto, sem uma confirmação oficial sobre a possibilidade da Season 4), podemos ficar felizes de qualquer forma, pelo menos pelo início das gravações da adiada e aguardada Season 3, que finalmente começa a ser gravada na próxima semana. Yei!

Animados? Ansiosos? (eu não para de procurar pistas e justificativas para que a série tenha uma continuidade, nós temos pelo menos duas bem boas, aqui e aqui)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Nova TARDIS + nova abertura + nova prequel do especial de Natal = tudo novo em Doctor Who

Dezembro 21, 2012

Doctor-Who-Nova-TARDIS

Parece que depois da despedida dos Ponds, o Doutor resolveu redecorar a sua TARDIS…

Gostaram do resultado? Eu ainda estou tetando me acostumar, mas por enquanto, ainda estou torcendo o nariz para a mudança drástica. (que se justificaria na hipótese dele estar querendo esquecer o passado recente, por exemplo…)

E além do novo visual interno da TARDIS + a nova companion que a gente já estava aguardando faz tempo como “presente de Natal”, Moffat anunciou que a série ganhará uma nova versão da sua música tema e todas essas mudanças nos serão apresentadas já no episódio especial de Natal de logo mais. (“The Snowmen”)

Por esses dias, ganhamos também mais uma prequel do especial de Natal, que você podem assistir no vídeo acima.

Ansiosos? Animados? Felizes com as mudanças?

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Doctor Who: P.S. (o ponto final que não vimos na despedida dos Ponds)

Outubro 12, 2012

O que eu disse no no final da minha review sobre a despedida dos Ponds? CONFIRMOU!

No vídeo acima, descobrimos o que de fato aconteceu com Amy e Rory após aquela despedida dramática com o Doutor em The Angels Take Manhattan, em uma cena lindíssima, escrita por Chris Chibnall, que foi feita para o episódio de despedida do casal, mas que acabou não sendo filmada, por isso temos apenas o storyboard para esse que teria sido mais um momento mais do que especial para a história desses personagens tão queridos por todo mundo. Uma conclusão que a gente adoraria ter visto, embora o episódio tenha sim terminado na hora certa. (quem sabe eles não decidem incluir essa cena no especial de Natal? Eu bem acho que alguém deveria considerar esse possibilidade…)

Nele encontramos Brian (o pai do Rory) recebendo uma carta escrita pelo próprio filho, sendo entregue por um homem misterioso, que ao final descobrimos ser quem eu disse no final da minha review que poderia vir a “existir”. E esse meu palpite certeiro só pode estar ligado com a minha relação de amor desde que descobri a série (♥). Ou o Moffat roubou a minha ideia… (rs)

Um final lindo, onde dessa vez pelo menos, ganhamos mais certeza de que ele foi feliz mesmo, embora essa não seja a sensação que carregamos após aquela despedida. (glupt)

E quando uma série de TV consegue nos emocionar novamente e nesse nível, nos apresentando apenas um storyboard com uma narração lindíssima dessas (do próprio Rory), nós entendemos o porque que gostamos tanto dela.

(♥+♥+♥)

#ANTHONY

ps: presente de dia das crianças para todos Whovians!

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O último dia dos Ponds (♥+♥)

Outubro 3, 2012

Se vc já se emocionou no finde com a despedida dos Ponds em Doctor Who, espere até vc assistir a esse vídeo super especial, que entre outras coisas, nos mostra como foi o último dia de Karen Gillan e Arthur Darvill no set de Doctor Who.

Primeiro que tudo já começa da forma mais emocional possível, com ambos gravando pela última vez dentro da TARDIS, encontrando com o Matt que após fazer graça, pede para que ambos não o abandonem. Cute.

Na sequência ganhamos uma série de declarações de como os atores se conheceram pela primeira vez, com o Arthur revelando que Karen estava de salto no primeiro encontro dos dois e parecia ser mais alta do que ele, o que ele achou que seria um pesadelo. Howsweetisthat?

Karen também faz uma declaração linda, dizendo que os primeiros dias de gravações vivendo a Amy Pond foram uma loucura, porque eles (os 3) estavam assumindo algo que era uma instituição britânica  e ela não tinha a menor ideia do que deveria fazer a respeito e só desejava fazer o seu melhor. Sim, Karen, vc fez. (♥)

Até que chegamos a parte das gravações do episódio final, com um momento lindo dos bastidores da cena de despedida da Amy, com todos visivelmente emocionados durante aquele momento. Mas muito mais lindo do que isso, foi ela ter se comprometido a estar com o Matt durante a gravação da cena que encerrou o episódio, com ele lendo o epílogo escrito por Amy na última página do livro, que foi descobrimos que Karen esteve do seu lado naquele momento (off camera), lendo bem baixinho a carta para ninguém acabar ouvindo, porque tinha muita gente acompanhando a gravação no Central Park e tudo precisava ser mantido em segredo, e terminando com aquele beijinho super foufo que ele deu nela ao final da cena, com ambos chorando de emoção. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Sem contar a fraude que nos foi revelada pelo próprio Steve Moffat, que nos contou que na verdade, a última cena deles enquanto personagens aconteceu ao final do episódio “The Power Of Three”, com aquele momento que já virou um clássico, com os três de frente com a TARDIS, prontos para viajar juntos novamente. O que não poderia ter sido mais sensível por parte de todos os envolvidos em terem pesando em deixar esse momento para ser marcado como o último dos Ponds dentro da série. (AMO o Matt revelando que os Ponds dividiram uma lágrima dentro da TARDIS, mas que ele não, ele não é desse tipo. Sei…rs)

Fora isso tem todo aquele clima delicioso dos bastidores da série (dos saudosos Confidencials!), onde podemos observar que aqueles três realmente se deram muito bem dentro e fora das câmeras, algo que era possível de se sentir assistindo a qualquer um dos episódios. AMO quando a Amy diz que se despedir dos dois era como se despedir de dois irmãos irritantes. De novo, #TEMCOMONAOAMAR? (e não tem como negar que o hairstyle do próprio Doutor acabou afetando até mesmo o Rory ao longo desses anos, não? rs)

Um vídeo especialíssimo para qualquer fã da série. Eu que achei que já tinha me emocionado (também conhecido como chorado feito criança) na despedida dos Ponds da série (7×05 The Angels Take Manhattan), que eu já assisti por cinco vezes até agora, sério, acabei ganhando mais um bom motivo para disputar a vaga de acionista na fábrica de Klennex, rs.

 

ps: esperamos ver ambos (Karen e Arthur) muito ainda na TV e no cinema. Geronimo!

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


%d bloggers like this: