Posts Tagged ‘TARDIS’

Um Super Drunfo dos sonhos!

Fevereiro 27, 2014

Doctor-Who-Top-Trumps-in-TARDIS-Collectors-Tin-01

Nada de carros e motos chatinhas. Aliás, pior do que isso, só aqueles com helicópteros e aviões. Aff

Mas essa versão do Super Drufo de Doctor Who além de ser mega especial e dupla, vem com essa latinha super foufa no formato de TARDIS.

Euquero!

 

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O último dia dos Ponds (♥+♥)

Outubro 3, 2012

Se vc já se emocionou no finde com a despedida dos Ponds em Doctor Who, espere até vc assistir a esse vídeo super especial, que entre outras coisas, nos mostra como foi o último dia de Karen Gillan e Arthur Darvill no set de Doctor Who.

Primeiro que tudo já começa da forma mais emocional possível, com ambos gravando pela última vez dentro da TARDIS, encontrando com o Matt que após fazer graça, pede para que ambos não o abandonem. Cute.

Na sequência ganhamos uma série de declarações de como os atores se conheceram pela primeira vez, com o Arthur revelando que Karen estava de salto no primeiro encontro dos dois e parecia ser mais alta do que ele, o que ele achou que seria um pesadelo. Howsweetisthat?

Karen também faz uma declaração linda, dizendo que os primeiros dias de gravações vivendo a Amy Pond foram uma loucura, porque eles (os 3) estavam assumindo algo que era uma instituição britânica  e ela não tinha a menor ideia do que deveria fazer a respeito e só desejava fazer o seu melhor. Sim, Karen, vc fez. (♥)

Até que chegamos a parte das gravações do episódio final, com um momento lindo dos bastidores da cena de despedida da Amy, com todos visivelmente emocionados durante aquele momento. Mas muito mais lindo do que isso, foi ela ter se comprometido a estar com o Matt durante a gravação da cena que encerrou o episódio, com ele lendo o epílogo escrito por Amy na última página do livro, que foi descobrimos que Karen esteve do seu lado naquele momento (off camera), lendo bem baixinho a carta para ninguém acabar ouvindo, porque tinha muita gente acompanhando a gravação no Central Park e tudo precisava ser mantido em segredo, e terminando com aquele beijinho super foufo que ele deu nela ao final da cena, com ambos chorando de emoção. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Sem contar a fraude que nos foi revelada pelo próprio Steve Moffat, que nos contou que na verdade, a última cena deles enquanto personagens aconteceu ao final do episódio “The Power Of Three”, com aquele momento que já virou um clássico, com os três de frente com a TARDIS, prontos para viajar juntos novamente. O que não poderia ter sido mais sensível por parte de todos os envolvidos em terem pesando em deixar esse momento para ser marcado como o último dos Ponds dentro da série. (AMO o Matt revelando que os Ponds dividiram uma lágrima dentro da TARDIS, mas que ele não, ele não é desse tipo. Sei…rs)

Fora isso tem todo aquele clima delicioso dos bastidores da série (dos saudosos Confidencials!), onde podemos observar que aqueles três realmente se deram muito bem dentro e fora das câmeras, algo que era possível de se sentir assistindo a qualquer um dos episódios. AMO quando a Amy diz que se despedir dos dois era como se despedir de dois irmãos irritantes. De novo, #TEMCOMONAOAMAR? (e não tem como negar que o hairstyle do próprio Doutor acabou afetando até mesmo o Rory ao longo desses anos, não? rs)

Um vídeo especialíssimo para qualquer fã da série. Eu que achei que já tinha me emocionado (também conhecido como chorado feito criança) na despedida dos Ponds da série (7×05 The Angels Take Manhattan), que eu já assisti por cinco vezes até agora, sério, acabei ganhando mais um bom motivo para disputar a vaga de acionista na fábrica de Klennex, rs.

 

ps: esperamos ver ambos (Karen e Arthur) muito ainda na TV e no cinema. Geronimo!

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Yahtzee WHO?

Setembro 5, 2012

Yahtzee de Doctor Who, mais um produto em lançamento graças a comemoração dos 50 anos da série.

E ele ainda vem com um copo em formato de TARDIS. HOWCOOLISTHAT? E nos dados, temos as imagens de personagens importantes da mitologia da série.

Euquero!

 

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The 10th Doctor (parte 3 – final)

Junho 15, 2012

Finalmente chegamos a reta final dessa matatona de Doctor Who aqui no Guilt e como toda boa despedida, ela não poderia ter sido mais emocionada e tão pouco menos especial.

Uma temporada mais do que importante, onde tivemos a despedida do 10th Doctor, vivido adoravelmente pelo ator David Tennant, trazendo a segunda regeneração do personagem nessa nova fase de Doctor Who a partir do ano de 2005. Um momento doloroso para quem é fã da série, ainda mais contando nesse caso com uma trajetória muito maior do que a do Doutor anterior (9th Doctor), onde David Tennant acabou dando vida a esse personagem icônico por três temporadas, com três companions diferentes e o seu momento de despedida do personagem não poderia ter sido nem menos e nem mais especial.

Quem já assistiu a série deve saber bem do que eu estou falando, agora quem se sentir com vontade de encarar uma maratona na série inglesa a partir dessa minha maratona, eu vou logo avisando que é importante deixar reservado uma boa caixa de Klennex a disposição, porque será necessário, acreditem. Já adianto que fiquei profundamente emocionado com essa despedida, mas falaremos melhor dela mais tarde, é claro.

Começamos essa Season 4 com um especial sensacional de Natal (4×00 Voyage of the Damned), que nos trouxe uma versão do Titanic no espaço, invertendo um pouco o espaço físico dessa história, mas colocando o famoso navio também em apuros, prestes a afundar no céu e cair sobre o solo da Londres antiga, ou melhor, quase caindo no quintal da própria rainha. Nele, contamos ainda com a participação mais do que especial do ator Russell Tovey (♥), que enquanto personagem, serviu para realizar um sonho antigo do próprio Doutor que era o de ter um Alonso para ele enfim poder falar o seu clássico “Allons-y” para a pessoa certa. No mesmo episódio e fazendo companhia para o Doutor, tivemos ninguém mendo do que a Kylie Minogue, onde a sua personagem acabou sendo de grande importância para a história do especial, com ela arriscando a sua própria vida para que o Doutor pudesse evitar uma catástrofe maior. Cool! (mas poderia ter cantado… hein Kylie?)

Em seguida tivemos a chegada da companion da vez, uma velha conhecida de todos nós, a aguardadíssima: Donna Noble (Catherine Tate – ♥). Ela que já havia participado anteriormente também em um episódio de Natal da série e que dessa vez voltava para dividir a cena com o Doutor dentro de sua famosa TARDIS durante toda essa temporada. Desde que a Donna apareceu pela primeira vez naquele especial, foi notável a grande química que acabou acontecendo entre os dois, algo que ultrapassou o limite da preguiça de sempre de um tensão sexual óbvia e esteve mais para uma parceria no crime mesmo, inclusive sendo esse o nome do seu primeiro episódio como companion.

Donna além de mais madura, também tem aquele perfil meio loser e “diminuído”, com uma autoestima um tanto quanto abalada por conta de suas decepções com a vida. Mas ao mesmo tempo, ela tem um humor bastante especial e acaba usando esse detalhe a seu favor, onde ela acaba provocando muito mais o próprio Doutor, com quem a personagem divide momentos divertidíssimos. Acho ótimo quando em um episódio qualquer, alguém assume que eles são um casal e ela faz sempre questão de esclarecer que eles são apenas amigos. Donna inclusive me lembra muito da Amy Pond, não só pelo fundamento do ruivismo, mas pela postura das duas diante as situações inusitadas a bordo da TARDIS e na troca direta com o Doutor. Eu diria até que Donna é uma Amy Pond mais magoada, do tipo que a vida ainda não lhe sorriu tanto assim, sabe?

Com uma diferença notável dentre todas as companions que estiveram ao lado do Doutor desde 2005, onde de todas elas, Donna me pareceu ser a que mais se importava com tudo o que acontecia ao seu redor. Não que as outras fossem absolutamente frias ou totalmente egoistas, mas ficou claro desde o começo, que ela não se contentava em resolver apenas o problema da vez e sempre acabava se preocupando também com as demais pessoas envolvidas indiretamente a todos eles, provocando inclusive o Doutor a ir mais além, dizendo que ele poderia fazer muito mais para aliviar a culpa que ele sempre acaba carregando, como no episódio em Pompeii por exemplo, onde ela se recusa a deixar aquela história para trás sem ao menos salvar a vida de alguém.

Quem acompanha o Guilt sabe que eu sou Team Ponds e AMO a Amy desde que ela apareceu assustada em seu quarto ainda criança, no início da Season 5, que foi quando eu comecei a assistir e me apaixonei completamente pela série. Mas tenho que reconhecer que a essa altura, Donna Noble também acabou conseguindo um lugar bem especial no meu coração, se tornando a minha segunda companion preferida ever. Gostei muito dessa postura de igual para igual dela com o Doutor, dessa troca no mesmo nível que acabou acontecendo entre os dois, assim como achei importante esse lado mais humano da personagem acabar sendo mais explorado, o que de certa forma, acabou servindo para aliviar um pouco da culpa que o próprio Doutor carrega em diversas ocasiões, como eu disse anteriormente.

E esse é outro aspecto que ficou bem claro durante essa Season 4, que é o porque da necessidade do personagem em manter uma companion sempre por perto. Ficou evidente que ele mantém esse padrão porque necessita de alguém humano por perto para lembra-lo de coisas que ele não consegue perceber por si só e até mesmo para mantê-lo no controle, para que o próprio não caia em uma espécie de “complexo de Deus”, digamos assim. Em alguns momentos inclusive dessa temporada, foi possível observar o quanto o Doutor pode ser “diferente” quando sozinho, nos revelando um outro lado da sua personalidade que a gente não costuma ver muito por trás daquela armadura de herói e grande defensor da humanidade. Mas ele pode sim ser uma pessoa pior, desde que esteja desacompanhado, como chegamos a observar em pelo menos dois momentos importantes dessa temporada e por isso descobrimos o porque da necessidade de uma companheira ao seu lado o tempo todo.

Ainda falando da Donna, seria impossível não mencionar a sua adorável relação com o avô Wilfred (Bernard Cribbins), um senhor de cabeça branca que sonhava com o espaço e adorava observar as estrelas. Fiquei torcendo para que ele fosse convidado pelo menos uma vez para visitar o tempo e o espaço a bordo da TARDIS e adorei quando a Donna fez o Doutor parar a máquina do tempo perto do seu quintal, para que ela pudesse se despedir do avô, mostrando para o mesmo que ele estava certo a respeito do espaço o tempo todo. E mal sabia eu que mais tarde, o avô da Donna ainda teria uma papel fundamental para essa história e que sim, ele teria a sua chance enquanto companion…

E como em Doctor Who é comum que algum personagem real da nossa história acabe fazendo parte da série, dessa vez ganhamos a participação de ninguém menos do que a escritora Agatha Christie, famosa por suas histórias encolvendo crimes misteriosos e que nesse caso não poderia ser diferente e a sua participação dentro da série foi marcada justamente por um desses crimes (4×07  The Unicorn and the Wasp), esse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada. E foram ótimas as tentativas da Donna de ganhar algum crédito nos best-sellers da escritora, algo que de certa forma, chegou até a acontecer. Howcoolisthat?

Outro momento bastante importante da temporada foi a primeira aparição da misteriosa River Song (Alex Kingston), em um episódio lindo em um universo dentro de uma biblioteca fantástica (que eu imagino que seria o lugar perfeito para a minha mãe morar), em mais um dos melhores episódios dessa Season 4 (4×08 Silence in the Library + 4×09 Forest of the Dead). E esse primeiro encontro entre o Doutor e a até então ainda mais misteriosa River, deve ter sido uma verdadeira tortura para todos os fás da série que acompanharam Doctor Who naquele momento, onde nesse caso eu até acabei me sentindo bastante privilegiado por já ter visto o futuro da série anteriormente, sabendo exatamente de quem ela se tratava e qual a sua importância para a série, algo que nós  só acabamos descobrindo durante a Season 6. E na linha do tempo confusa da River Song e do Doutor, esse seria exatamente o último encontro entre os dois, antes mesmo dele ser o Doutor que ela conheceu em sua timeline. Ou seja, apesar da confusão da linha de tempo entre os dois, sabemos que esse foi o ponto final da história da personagem, o que não deixa de ser bem triste. Uma curiosidade que eu acabei observando nesse episódio é que ele contou com uma pequena participação do ator Josh Dallas, ainda na fase do começo da sua carreira, muito antes de se tornar conhecido por seu papel com o Prince Charming em Once Upon a Time, fazendo uma ponta como uma das criaturas daquela biblioteca.

Entre os meus outros episódios preferidos dessa Season 4 que eu já disse ser bem especial, estão a primeira aventura da Donna a bordo da TARDIS ao lado do Doutor, encarando a Roma antiga (4×02 Fires of Pompeii), assim como a visita ao planeta dos Oods (4×03  Planet of the Ood), que como sempre, estavam sendo tratados como escravos. Em um outro momento, acabamos ganhando uma “filha do Doutor” (4×06  The Doctor s Daughter), em outro episódio que é mais curioso do que bacana (ainda mais com aquela resolução ficando em aberto), onde temos a participação do ator Joe Dempsie, o Chris de Skins. Ainda tivemos aquela sequência super especial dos três episódios que marcaram uma grande reunião de personagens da série (4×11 Turn Left/ 4×12 The Stolen Earth/ 4×13 Journey s End) que nos trouxeram ótimos momentos, como a Donna vivendo uma espécie de realidade alternativa, caso ela tivesse escolhido um oferta de emprego ao invés do Doutor, ou o surgimento da sua versão “Doctor Donna” (que eu cheguei a torcer para que tivesse durado mais) para a conclusão dessa trilogia, assim como os os dois episódios que encerraram a temporada e que marcaram a despedida definitiva do 10th Doctor (4×17 The End of Time (Parte 1)/ 4×18 The End of Time (Parte 2), que obviamente foram muito especiais mesmo e eu não estou exagerando.

E é impossível também passar por essa quarta temporada de Doctor Who sem reconhecer o quanto a série evoluiu em relação aos seus recursos visuais, nos levando para cenários fantasiosos e grandiosos, com uma beleza notável e surpreendentemente muito bem executados, diferente do que já vimos na série durante a Season 1, por exemplo e de vez em quando em um ou outro episódio meio assim em termos visuais da atualidade (mas nada no nível de Once Upon A Time, para a nossa sorte). Mas é obvio que o grande sucesso dessa nova fase desde 2005, deve ter contribuído bastante para esse ganho, onde certamente eles devem ter passado a investir muito mais na produção da série e nós enquanto audiência, só ganhamos com isso. E #TEMCOMONAOAMAR os monstros de Doctor Who? Eu AMARIA ter uma miniatura de cada um deles. Sério. Cadê essa franquia de brinquedos que não chega logo por aqui, hein?

Essa quarta temporada de Doctor Who também é bastante especial porque além de ser marcada pela despedida do David Tennant, ela acabou revisitando diversos cenários já conhecidos de todos nós, mesmo contando uma nova história e com isso, acabamos ganhando participações mais do que especiais ao longo dela.

A começar pela Martha (Freema Agyeman), a ex companion do Doutor que preferiu encerrar suas viagens a bordo da TARDIS por não ter conseguido conquistar o amor do próprio. Obviamente que seria impossível que depois da sua jornada ao lado do Doutor, que Martha continuasse a mesma de sempre e sendo assim, acabamos ganhando uma versão da personagem com ainda mais características de heroína (como ela encerrou a sua participação na série durante a Season 3), com ela mantendo um cargo importante na UNIT e de certa forma e mesmo que de longe, continuando um trabalho que certamente um único Doutor não seria capaz de dar conta sozinho. (mais ou menos como a mesma função de Torchwood, por exemplo)

Outra que aparece em diversos momentos da temporada, tentando se comunicar com o Doutor mas não conseguindo sucesso por um longo período e para nossa total surpresa foi a Rose (Billie Piper), ela que estava em um universo paralelo alternativo e que não poderia mais manter nehnum contato com o Doutor, segundo o encerramento da sua parceria com o Doutor, ainda no final da Season 2. Dessa forma, aquilo que eu reclamei nas duas primeiras temporadas, que era o fato delas não trazerem exatamente um plot central que unisse toda a história da temporada (como estamos acostumados atualmente e que eu gosto muito, mas que eles já avisaram também que vão mudar para a Season 7, deixando os episódios com histórias mais soltas a partir da entrada da nova companion, como nesse começo da série desde 2005), acabou acontecendo nessa temporada através da participação da Rose, que achou um jeito de cruzar o universo em busca do seu (tisc tisc) Doutor.

Tudo bem que eu nunca fui muito fã assim da sua personagem, mas não consegui não me emocionar com o reencontro dos dois, que aconteceu em um episódio mais do que especial, triplo, em uma cena super clichê mas nem por isso não aceitável, onde acabamos ganhando uma reunião com boa parte do elenco de cada uma das três primeiras temporadas: Rose + sua mãe Jackie + Mickey + Martha + sua família + Capitão Jack + Torchwood + Sarah Jane Smith + K-9. Howcoolisthat?

Uma sequência de episódios que trouxe uma nova dinâmica temporária para a série, com as três últimas companions do Doutor finalmente se conhecendo e ainda com a participação mais do que especial da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) e o seu adorável K-9. Achei ótimo que não foi tão fácil assim para que a Rose conseguisse finalmente fazer algum contato com o Doutor e o modo como ela acabou sofrendo ao ver o rosto de suas substitutas ganhando uma atenção que um dia foi exclusivamente sua, foi bem emocionante. Apesar de considerar irritante essa tensão sexual que eles insistem em tentar na relação Doutor + Companion e que eu nunca fui muito fã inclusive na história da Rose, nesse caso, acabou sendo totalmente justificável a reação da personagem diante daquela situação. E #TEMCOMONAOAMAR a relação Martha vs Donna, ou o interesse da própria Donna para cima do Capitão Jack (John Barrowman)?

A conclusão desse arco da reunião de todos esses personagens também foi excelente, com todos unindo forças para ajudar o Doutor contra os Daleks (sempre eles. Argh!) e nos trazendo de volta o plot da mão cortada do Doutor, que a gente não entendia muito bem o que ainda estava fazendo dentro da TARDIS, mas que teria alguma função no final das contas. A partir dela, ganhamos um doppelganger de Doutor (nesse caso, metade humano) e uma nova Donna, a Doctor Donna (Howcoolisthat?), que acabou ganhando a sua “parte Doutor” e foi de extrema importância para a conclusão dessa história. Mas apesar do final feliz para mais esse plot, esse episódio ainda contou com uma carga dramática a parte, com uma nova despedia do Doutor para cada uma de suas companions, inclusive a Donna. (glupt)

Confesso que eu achei um tanto quanto cruel a forma como ele se despediu da Donna, com ela perdendo a memória e sem sequer poder lembrar dos seus momentos ao lado do Doutor, correndo inclusive risco de morte por isso. Logo ela ter esse destino, não me pareceu nada justo. Mas como em Doctor Who nada é definitivo, acabei nem me preocupando tanto assim (mas fiquei sentindo falta de um momento de despedida entre os dois, do tipo bem emocionado, sabe?). Mas foi bem bacana ver o Doutor deixando cada um dos seus companheiros em seu devido lugar, agradecido por saber que apesar de ser um homem sozinho no universo, ele sempre poderá contar com cada um deles, que de certa forma, são a sua família. E nesse caso, quem ainda se deu muito bem foi a Rose, que acabou ganhando o dopplelganger de Doctor para chamar de seu, que até pode estar sem poderes, sem TARDIS e sem chave sônica, mas é exatamente igual ao homem por quem ela se apaixonou no passado e dessa vez, tivemos a certeza de que ela foi a única das companions atuais que foi correspondida por ele, detalhe que no final das contas eu achei bem foufo!

Três episódios mais do que especiais, que marcaram o “encerramento” da temporada, com essa reunião pra lá de especial com todos eles a bordo da TARDIS (que segundo o próprio Doutor, foi projetada para ter 6 pilotos e por isso ele sofre para controlar sozinho a máquina do tempo mais legal de todos os tempos, rs), o que certamente foi um grande acontecimento para quem é fã de Doctor Who, eu diria até que o maior deles até então. Mas digo “encerramento”, porque após esses três episódios que de certa forma encerrariam a Season 4 com o número de costume de 13 episódios, ainda tivemos mais 5 especiais como presente, três deles com uma história mais solta, como costumam ser os episódios de Natal por exemplo e os dois últimos que foram necessários para a grande despedida do David Tennant.

O primeiro desses especias nos trouxe inclusive uma nova experiência para a série, com o Doutor encontrando um outro Doutor e sua companion (4×14 The Next Doctor), que a princípio ele acreditava ser de uma timeline futura (por ele a essa altura já estar ciente de que sua morte se aproximava), algo que nunca havia acontecido nessa nova fase da série (não sei se já aconteceu no passado, então…). Uma pena que esse plot foi abortado com a sua resolução de que na verdade, aquele novo personagem apenas achava que era um Senhor do Tempo por conta dos temidos Cybermens, mas que no final das contas não era bem verdade. Mas fiquei imaginando que isso poderia ser utilizado como recurso para promover um encontro entre os 3 Doutores dessa nova geração, Eccleston + Tennant + Smith = ♥³. Quem sabe não ganhamos algo parecido no ano que vem, quando a série irá comemorar os seus 50 anos de vida e ao que tudo indica, teremos uma temporada semelhante a essa, com pencas de especiais, hein? #SONHO!

O segundo deles é um especial de Páscoa (4×15  Planet of the Dead), que já começa com o Doutor comendo um ovo de Páscoa daqueles, capaz de te fazer sentir vontade de sair de casa no meio da madrugada para comprar (que é sempre o meu caso quando não tem chocolate em casa. #DRAMA/ I ♥ Chocolate) e que chegou com uma “tentativa de companion” do mundo do crime. Uma menina lindísisima por sinal, mas segura demais e um tanto quanto do lado negro da força, o que em nada combina no posto de companheira oficial do Doutor. Mas foi bem bacana vê-lo libertar a personagem ao final do episódio, naquele ônibus de dois andares típico inglês e nesse caso com o plus a mais dele ser voador (me lembrou ônibus em Harry Potter até). Cool!

O terceiro marca exatamente o que eu falei para vcs ainda no começo dessa review (4×16 The Waters of Mars), com um Doutor revelando o seu lado negro da força, quando ele resolveu aceitar a sua importância para o universo, onde cego por conta de sua arrogância, acabou causando um paradoxo que seria imperdoável, mesmo para um Senhor do Tempo. Um episódio bem bacana, que além de nos revelar um outro lado do Doutor, esse muito mais obscuro do que o que nós já conhecemos, justamente enquanto ele ainda viajava sem companhia nenhuma (algo que se repetiu a partir do primeiro desses três episódios em questão), ainda nos trouxe aquelas pessoas medonhas da tripulação que habitava Marte, com água saindo por todos os cantos de seus corpos. #MEDO.

Uma sequência de especias que nos trouxe para o momento da grande despedida. Ao longo da temporada, pequenas pistas foram espalhadas a respeito da morte do Doutor e nesses dois últimos episódios, chegou a hora dele encarar a sua inevitável regeneração. E nessa hora, tudo foi construído de forma brilhante, com o anúncio de que a sua morte aconteceria pelo sinal das quatro batidas (que nada mais era do que a representação do batimento do coração dos Senhores do Tempo) e que de quebra, ainda nos trouxe Gallifrey de presente, terra natal do próprio Doutor e que inclusive chegou a se aproximar (literalmente) da Terra no formato de uma grande ameaça, a qual ele teve que destruir no passado (e carrega uma culpa enorme por conta disso, se tornando o último de sua espécie) e que por diversas vezes já ouvimos parte de sua história durante esses seis últimos anos da série desde 2005.

Apesar de sempre ter morrido de vontade de conhecer um pouco mais sobre Gallifrey e toda a sua mitologia (em flashback talvez? …) , acabei não gostando muito de ver o planeta aparecer de fato e no presente da temporada, embora a forma como tudo isso acabou acontecendo tenha sido no mínimo justificável. Ainda mais que a sua presença nessa reta final acabou trazendo algumas revelações, surpresas e até mesmo a volta de um dos vilões mais temidos pelo próprio Doutor: Master (John Simm).

Ele que foi usado como ferramenta para que os demais Senhores do Tempo conseguissem a sua “liberdade” e com isso ganhassem a chance de reconstruir a sua história. Nesse momento, acabamos descobrindo um pouco mais da mitologia da espécie do próprio Doutor e descobrimos o que de fato o motivou a levar o seu povo a ser extinto. Bacana também foi ver a forma com o Master foi usado como ferramente fundamental para todo essa história, a deixando ainda mais muito bem amarrada. Só achei que a sua participação durante a temporada anterior acabou sendo muito mais impactante do que a sua presença massiva durante essa Season 4.

Nessa reta final, o que nos foi reservado como surpresa, foi a presença de uma mulher que a princípio, aparecia apenas para o avô da Donna, guiando aquele senhor a ajudar o Doutor da forma correta nesses dois últimos episódios, algo que seria fundamental nesse último momento de sua vida. E a sua presença misteriosa foi algo que acabou ficando no ar, deixando uma possibilidade de que aquela mulher na verdade seria a própria mãe do Doutor, com ela e um outro homem sendo os únicos contra o plano dos demais Senhores do Tempo ainda em Gallifrey, que como castigo, tiveram que se manter em posição de Weeping Angels. (castigo terrível, mas sensacional, não?). Nessa hora eu logo imaginei que os dois que foram contra o plano todo, só poderiam ser seus pais, mesmo sem ter tido uma pista até então. Mas foi algo que talvez eles não tiveram muita coragem de explorar (o que eu acho bacana, porque poderia acabar levando a série para uma área obscura e arriscada para uma série de quase 50 anos de sucesso) e optaram por deixar apenas no ar essa ideia. (o que pode também ter sido apenas uma sensação minha…)

Até que chegamos a fatídica hora da despedida, onde por um momento, chegamos até a nos enganar, assim como o próprio Doutor, que se encontrou surpreso por ainda estar vivo, mesmo depois de ter conseguido derrotar (com uma ajuda importantíssima do próprio Master) o povo de Gallifrey. Mas ao enfim ouvir as 4 batidas que apareceram no pedido de ajuda do avô da Donna logo em seguida desse curto momento de alivio para o personagem, ele se deu conta de que realmente aquela era a sua hora e não tinha mais por onde escapar. (glupt de novo)

Nessa hora, vale a pena lembrar que dessa vez, embora fosse totalmente justificável, o Doutor acabou novamente se revelando como um ser que como todo mundo, também mantém o seu lado obscuro, soltando palavras duras para cima do próprio senhor Wilfred, mostrando claramente e por mais uma vez, um outro lado da sua personalidade, mesmo que por questão de pouco tempo. (mas também, que não se revoltaria ao encarar a sua própria morte depois de quase conseguir escapar? Hein?)

Confesso que nessa hora, eu já estava bastante tenso com a regeneração, que poderia acontecer a qualquer momento e embora já estivesse familiarizado com essa cena, apenas da parte em que ele caminha dentro da TARDIS para o momento da regeneração em si (que eu já havia visto por curiosidade no passado, quando comecei a assisti a série), eu não poderia sequer imaginar o que viria antes disso…

E da forma mais emocional possísvel, o 10th Doctor aproveitou para viajar no tempo nos seus últimos momentos de vida antes da regeneração para reencontrar cada uma das pessoas que foram importantes para ele durante essa trajetória de três ótima temporadas, uma forma linda de retribuir com carinho o precioso trabalho que o ator David Tennant deixou com o seu legado, algo nada mais do que merecido, para aquele que também deu vida a esse personagem grandioso da melhor forma possivel, conseguindo deixar a sua forte identidade e marca em todos os fãs da série até hoje.

E foi lindo, lindo, lindo, ele se despedindo de cada uma de suas companions, aparecendo para cada uma delas de forma especial para dizer o seu adeus, mesmo que de longe, distante, sem dizer uma só palavra, apenas observando cada uma delas pela última vez e visivelmente triste. Martha foi a primeira e em campo de batalha, ele acabou salvando a sua pele mais uma vez, onde descobrimos que ela além de agora usar tranças (rs), ela também se encontrava casada com o Mickey, o ex preguiça da Rose (mas cadê o pediatrão, hein Martha?). Apesar de formarem um casal totalmente avulso, achei foufa a resolução também, vai?

Ainda em um ato heroico, tivemos o Doutor salvando o filho da Sarah Jane Smith e consequentemente se despedindo da personagem. Mas especial mesmo foi o capitão Jack Harkcness sentado em um bar repleto de criaturas exóticas e conhecidas da série, recebendo um drink do próprio Doutor, que de brinde ainda arranjou o Alonso (sim, o Tovey voltou. Yei) para o capitão Jack chamar de seu, ou pelo menos para começarem algo. Höy! Um momento excelente como despedida entre os dois, não? (eu fiquei super surpreso com a aparição do personagem novamente e AMEI a resolução. Aliás, não sei se eu já disse isso, mas adoraria ter o Russel Tovey como Doutor, o que após suas participações na série, eu nem acredito mais que seja possível, humpf!)

Encerrando as despedidas, é claro que não poderia faltar ela, Rose Tyler, a companion capaz de mexer com os dois corações do Doutor, com um detalhe de que por uma questão burocrática dentro da própria história, ele acabou a visitando no passado, antes mesmo dela ter sido a escolhida com a companheira do 9th Doctor, completando assim a etapa final da sua despedida.

Mas o meu momento preferido mesmo foi ele indo até uma sessão de autógrafos dos livros que a bisneta da mulher por quem ele se apaixonou no passado estava publicando. Aquela que ele conheceu ainda durante a Season 3, naquele episódio em que ele se torna “humano” por um certo tempo e passa a viver com um homem comum (John Smith). Ela que encontrou o diário que o Doutor deixou para a sua amada no passado e que escreveu um livro sobre a história dos dois, que acabou ganhando a confirmação de que aquela foi uma história de amor real entre a sua bisavó e o Doutor, com o próprio aparecendo de corpo presente durante uma sessão de autógrafos para lançamento do livro. Uma detalhe que eu achei mais do que foufo e totalmente inesperado. (♥)

Nessa hora, eu realmente me peguei surpreso com a caraga emocional dessa despedida, que realmente foi muito especial, ainda mais contando com a trajetória inteira do 10th Doctor ao longo dessas três últimas temporadas, com três companions diferentes e tanta mitologia da série sendo revelada durante esse percurso, que é impossível não se emocionar com a hora em que o David Tennant se despede dizendo que não quer ir (desabei, sério). A minha primeira experiência com regenerações em Doctor Who aconteceu durante essa maratona, lá atrás, no final da primeira temporada, onde eu também cheguei a ficar bastante emocionado com a saída do Christopher Eccleston para a entrada do Tennant. Mas realmente, esse tempo maior que acabamos passando na companhia do décimo Doutor, fez com que dessa vez, essa despedida fosse muito mais dolorosa e eu me peguei entregue as lágrimas ao final dessa jornada (assim como aconteceu com a experiência anterior, só que agora com muito mais intensidade), sem a menor vergonha de admitir isso em público. Chorei litros, feito criança.

Tudo bem que ter a carinha do Matt Smith logo na sequência e já ter visto o que aconteceu depois disso por duas temporadas a frente, acabou me confortando bastante sobre a troca, ainda mais com as piadinhas sobre ele ainda não ser ruivo, ou pelo 11th Doctor achar que é uma menina por conta do seu cabelo maior do que o de costume. Mas tenho que admitir que não foi nada fácil me despedir do 10th Doutor, que realmente fez um excelente trabalho vivendo esse personagem que sozinho já tem uma força absurda, mas que o trabalho sensacional do ator David Tennant na pele do nosso 10th Doctor acabou deixando ainda mais especial. Well done!

Encerro aqui a minha maratona de Doctor Who (pelo menos com vcs, porque eu pretendo rever a Season 5 e a Season 6 antes da Season 7 começar e já estou inclusive fazendo isso com a nossa velha e as vezes boa TV aberta – na Cultura, que começou a apresentar a Season 5 recentemente e tem sido a minha companhia durante os jantares semanais aqui em casa e tem opção com audio original – embora o closed caption seja um verdadeiro drama) onde antes de me despedir de vez dessa adorável e altamente recomendável maratona, eu preciso ser bem  justo em reconhecer que qualquer coisa que eu não tenha gostado no trabalho do ator David Tenntant no começo de sua trajetória enquanto esse icônico personagem, acabou se tornando absolutamente miníma em relação ao seu lindo trabalho a frente do 10th Doctor, do qual eu me despeço agora com o maior carinho desse mundo. Clap Clap Clap!

Mas antes de terminar essa review, tenho que reafirmar publicamente o quanto eu sou totalmente encantado com a série e o quanto o meu amor por Doctor Who só tem crescido desde que nos conhecemos. Sempre tive uma curiosidade enorme por esse universo (Paolo Torrento sempre me tentava a respeito), mas sempre acabava me faltando tempo. Até que finalmente eu decidi enfrentar essa maratona da série inglesa a partir de 2005, que hoje eu reconheço ter sido uma experiência maravileeeandra, em todos os sentidos e por isso recomendo para todo mundo, de verdade (♥). Sempre gostei desses universos mais fantasiosos, de Sci-Fi e coisas do gênero, mas a mitologia que Doctor Who consegue envolver em seu universo é realmente das mais especiais ever e não é a toa que a série está prestes a comemorar 50 anos (sim, 50 ANOS!), reunindo gerações e mais gerações de fãs, agora também no mundo todo. Tanto que logo eu, com anos de experiências sentado à frente da TV, acumulando uma lista de heróis preferidos desde a infância dos meus filmes ou HQs do coração, acabei assumidamente ganhando um novo representante dentro dessa categoria (embora ele não seja exatamente como os outros), que com seu sotaque inglês indeed e sua gravata borboleta (que foi como eu o conheci, portanto essa sempre será a sua imagem para mim. Bow ties are cool!), acabou deixando todos os seus concorrentes de lado, assumindo de vez o posto mais alto e importante da minha lista, que nesse momento eu declaro ser do dono da cabine azul que é muito maior por dentro e de mais ninguém. I ♥ DOCTOR WHO

Dito isso e para finalizar de verdade essa maratona (que ficou enorme e eu demorei pencas para fazer, eu sei), trago o placar final dessa disputa de Doutores no meu coração: Matt Smith 10 vs David Tennant 9,85. Onde mesmo que o 10th Doctor tenha me ganhado ao longo dessas três temporadas, o meu coração realmente ainda pertence ao Matt Smith, que foi amor a primeira vista mesmo e que vai ser para sempre o meu Doutor. Mas e quem foi que disse que eu não posso ter 2 Doutores? Se eles tem dois corações, eu posso ter dois doutores também e fim de papo. (rs)

O bom também é que agora que Doctor Who finalmente chegou ao Brasil, seja pela TV aberta ou com a recém chegada da BBC por aqui, ganhamos grandes chances de alguns produtos da franquia também acabarem chegando por aqui, com os DVDS da série por exemplo, onde a Season 1 já se encontra disponível em DVD para venda e mal posso esperar para ter essa coleção completa na minha prateleira especialíssima.

E agora, o nosso último porém bem especial:

ALLONS-Y! (♥)

ps: novamente, ganhamos um episódio animado ao final dessa Season 4 (Dreamland), que traz um diferente tipo de animação do que nós já haviamos visto durante a Season 3 e que também é bem bacana de ser visto. Assim como as Proms que por enquanto temos a de 2009 e a de 2010, que são o tipo de espetáculo dos meus sonhos, com uma apresentação lindíssima da trilha sonora da série ao vivo com sua orquestra (trilha que é bem boa por sinal) e a presença de alguns atores como apresentadores do evento, que ainda conta também com a presença dos monstros mais sensacionais da série vagando em meio ao público e causando as mais variadas reações. Só não entendi o porque do David Tennant não ter aparecido de corpo presente na dele em 2009 … o que o Matt Smith fez na sua primeira de 2010 e foi mais do que sensacional! 

ps2: agora uma bronca para a TV Cultura, que esteve apresentando a série na ordem, tudo certinho e lindamente, inclusive com os especiais de Natal de cada uma das temporadas (porque eu bem andei conferindo), mas que acabou pulando os tês últimos episódios dessa Season 4, deixando totalmente de lado a regeneração do décimo Doutor, um momento mais do que importante para quem passou a acompanhar a série através da TV aberta. Sacanagem! (depois do especial de Páscoa, eles pularam direto para o 5×01 The Eleventh Hour, que é o primeiro com o 11th Doctor. Humpf!)

ps3: talvez essa tenha sido a minha maior review aqui no Guilt. Thnks a todos que conseguiram sobreviver até o final desse post.

The 10th Doctor (parte 2)

Abril 27, 2012

Continuando a minha incansável maratona de Doctor Who, cheguei ao final da Season 3, o que marca o penúltimo capítulo dessa minha saga dentro da série de 2005. Uma temporada um tanto quanto diferente, digamos assim. Digo isso porque ela fica no meio do caminho entre o que estamos assistindo hoje em dia em Doctor Who, seguindo o fundamento das Seasons 5 e 6, assim como também ela tem um pouco da minha impressão sobre as Seasons 1 e 2, que são temporadas sem um grande plot central de destaque que reúna toda história ao final de cada uma delas, o que as tornam de certa forma até mais fáceis de se acomapanhar.

Essa Season 3, a segunda temporada com o David Tennant na pele do 10th Doctor, traz o ator ainda mais confortável no papel do último dos Senhores do Tempo, reforçando ainda mais a sua própria identidade enquanto dava vida mais uma vez a esse personagem tão icônico da história da TV.

Mas dessa vez, temos um Doutor um tanto quanto diferente e entristecido em alguns momentos da temporada, se sentindo culpado, ainda sentido com a perda da sua antiga companion, como se ainda estivesse em uma espécie de  “luto” pelo desfecho da história da Rose ainda na temporada anterior, isso embora ele saiba que ela se encontra bem, vivendo a sua vida em outro universo, apenas com o agravante de que ambos não poderão mais manter contato um com o outro, o que não deixa de ser bem triste para os dois lados da história.

A temporada começa com o especial de Natal trazendo uma noiva misteriosa, Donna (3×00 Runaway Bride), que é uma espécie de “Amy Pond” mais velha e um pouco mais amargurada pela vida, digamos assim, rs. Ela que até chega a ganhar um convite para dividir o espaço da TARDIS ao lado do Doutor, mas que naquele momento não vê como aceitar o pedido do próprio, para tristeza de todos, porque a dobradinha entre os dois personagens já nesse episódio foi realmente bem boa. Lindo ele fazendo nevar para ela ao final do mesmo, usando um recurso especial da própria TARDIS para tal. Maravileeeandro!

Na sequência, agora sim no primeiro episódio da Season 3 (3×01 Smith and Jones) e com um plot delicioso que levou um pedaço de Londres para a lua, ganhamos a entrada de Martha Jones (Freema Agyeman), uma estudante de medicina lindíssima (realmente achei ela muito bonita), que logo de cara, mesmo sem entender muito bem o que é que o hospital onde ela faz sua residência está fazendo em solo lunar, acaba se encantando por aquele homem misterioso, o qual ela pouco conhece, mas se aproxima para tentar resolver aquele probleminha que ambos estão enfrentando juntos naquele momento. Nesse episódio da entrada da nova personagem, ainda ganhamos a visita dos Judoons, que são uma espécie de polícia meio corrupta do universo e que eu também adoro.

Assim surge o convite de Martha Jones para ser a companion da vez do Doutor e mesmo com ela tendo uma vida até que estabilizada em Londres, prestes a começar uma carreira para a qual vem dedicando anos de estudo, Martha acaba não resistindo aos encantos do Doutor, que já nesse primeiro encontro, por motivos de forças maiores, acaba dando um beijo nela, algo que a deixa visivelmente balançada já logo de cara. E assim, a possibilidade de viajar entre o tempo e o espaço passa a ganhar prioridade na sua vida, roubando o lugar da Medicina, pelo menos momentaneamente. Dessa forma, o Doutor não só descola a sua nova companion, como ele ganha também uma Doutora para acompanhá-lo a bordo da TARDIS, detalhe que eu achei sensacional.

Além dessa diferença da Martha ser uma personagem bem resolvida na sua vida, mesmo colocando algumas coisas de lado para seguir viagem com o Doutor, como a sua própria profissão, existe também de certa forma uma participação maior dos membros da sua família já nesse primeiro episódio da série, o que acaba fazendo uma boa diferença na relação Doctor + Companion da vez. Eles que mais tarde acabam ganhando algum destaque e aos poucos, vão se amarrando ainda mais a história da personagem, algo que não aconteceu exatamente com a Rose Tyler por exemplo, onde sua mãe e até mesmo o seu namorado, acabaram aceitando até que facilmente que a garota seguisse viagem com um homem misterioso e desconhecido, ideia essa que não agrada em nada a mãe da Martha Jones, que chega a tomar certas providências a respeito, algo que acabaria sendo ligado ao plot do final da temporada.

E apesar de até ter gostado da nova companion, ou pelo menos tem simpatizado com ela logo de cara, fica visível que a sua posição dentro daquela jornada não seria nada fácil. A todo momento, ficava bem claro que Martha estava ocupando um lugar pertencente a alguém que ainda fazia muita falta para o Doutor e esse peso da sombra da Rose, acabou ficando pesado demais para a personagem carregar, a ponto de prendê-la no posto da “coadjuvante da coadjuvante” até o final da temporada, onde merecidamente, pelo menos eles tentaram reescrever sua história para que a nova companion terminasse a sua participação como uma grande heroína. Mas chegaremos nesse ponto ao final dessa review…

Só achei que ela desistiu de competir cedo demais, permanecendo na sombra da Rose por muito tempo e provavelmente por isso, a sensação que fica é a que ela não pertence a aquele lugar. Uma pena, ainda mais que essa competição poderia favorecê-la, uma vez que a sua oponente não esteve presente em nenhum momento até então. Mas talvez os fantasmas do passado sejam até mais fortes também… (nada como uma história mal resolvida para deixar a gente meio assim)

Dessa vez, o personagem da nossa história que entrou em Doctor Who foi ninguém menos do que o próprio Shakespeare, na primeira viagem da Martha como companion oficial do Doutor (3×02 The Shakespeare Code). Ele que se encantou completamente por ela e é pintado na série como um homem com uma sensibilidade absurda (nada mais do que justo), o único do seu tempo capaz de perceber que a dupla que está de passagem em seu teatro não faz parte do seu presente e sim do futuro. O episódio ainda é marcado por vilãs que são bruxas, onde o Doutor acaba fazendo uma menção homenageando a J.K. Rowling e a sua série de livros mais famosa em todo o mundo, Harry Potter. Achei sensacional quando em um determinado momento do episódio, Martha acabou arriscando um “Expelliarmus” com sucesso, para se livrar das bruxas que atormentavam Shakespeare, impedindo-o de escrever sua nova peça. E a piadinha sobre o bafo dele também foi sensacional, assim como a inclusão da lenda da peça perdida de Shakespeare na história.

Nessa temporada também tivemos o terceiro e último contato do Doutor com a Face de Boe, que reaparece em um episódio sensacional, cheio de figuras de outros planetas, além da companhia das gatas enfermeiras/freiras, que nós já havíamos encontrado anteriormente, também em New New York (3×03 Gridlock). Um dos meus episódios preferidos da temporada, com aquele trânsito infernal, dez milhões de vezes pior do que SP em horário de pico em véspera de feriado prolongado (tipo hoje, rs), com milhares de carros cheios de personagens dos mais diversos em busca de algo que eles sequer questionaram o porque, figuras que aceitaram manter a ordem apenas porque alguém mandou e nada mais, o que diz muito do comportamento de muitas pessoas ainda hoje em dia. Aliás, AMO essas metáforas que Doctor Who faz em seus episódios, sempre jogando na nossa cara um tipo de comportamento preguiça da sociedade contemporânea ou do próprio ser humano em geral.

Os vilões da vez que nos deram o ar da sua graça novamente foram os Daleks, que apareceram em um episódio duplo invadindo NY dos anos 40 (3×04), arriscando uma mutação com a raça humana, na esperança de criar um ser mais evoluído, além de estarem tentando a proliferação da sua própria espécie, já que existem poucos deles atualmente. Experiência essa que não deu muito certo, mas que nos revelou a face de como seria um exemplar dessa nova espécie híbrida. Esse episódio duplo (3×04 Daleks in Manhattan e 3×05 Evolution of the Daleks) também conta com a participação especial do ator Andrew Garfield, quando ele ainda não era muito conhecido. Howcoolisthat?

Dentre os meus favoritos dessa Season 3, estão a segunda parte da invasão e a evolução dos Daleks em NY (3×05 Evolution of the Daleks), tem também um outro bem bacana e que no final das contas é bem importante para que a gente possa entender parte do season finale, que é aquele em que o Doutor tem toda a sua história/memória presa a um relógio (3×08 Human Nature), onde ele passar a viver a sua vida como uma pessoa normal (um sonho impossível para ele), como professor em uma escola (e eu já bem havia dito que ele tinha cara de professor, ainda mais com aqueles óculos, sem contar toda a sabedoria do personagem), com direito até a um verdadeiro romance para o próprio, para desespero da Martha, que a essa altura já estava mais do que apaixonada por ele.

Depois disso, chegamos a um dos episódios mais elogiados da série de todos os tempos, “Blink” (3×10), que é aquele com a introdução dos Weeping Angels, que são aquelas estátuas medonhas de anjos com os rostos cobertos pelas próprias mãos, que se aproximam de suas presas quando não estão sendo observados por elas (na minha opinião, eles são as criaturas mais medonhas ever!). Um episódio brilhante, que além de ser super informativo a respeito da mitologia dessas criaturas que nós já conhecemos do presente da série (dizem até que os Ponds se despedirão de Doctor Who em um episódio com os Weeping Angels), ainda conta com a participação da atriz Carey Mulligan, onde fica visível todo o seu talento e a tremenda força da sua atuação, que chega a exigir um espaço maior do que a tela da TV naquele momento. Um episódio que tinha tudo para ser um filler qualquer, mas que no final das contas acabou funcionando surpreendentemente bem, quase como um filme a parte da série, ainda mais que ele é mais um daqueles episódios onde o próprio Doutor e a sua companion são meros coadjuvantes, aparecendo apenas em uma pequena parte dele, como aconteceu na temporada anterior em “Love & Monsters” (2×10), outro grande episódio da série.

Até aqui tudo bem, mas embora a temporada continue bastante movimentada e com uma série de episódios bons ou pelo menos interessantes, continuei achando tudo meio morno, onde mais uma vez eu senti um pouco de falta daquilo que eu venho batendo na tecla desde as duas temporadas anteriores (Seasons 1 e 2), que é a falta de um plot maior que tenha ligação com a história central da temporada, algo que a sua importância fique bem clara desde o começo. Nesse caso, ele até existe, ou melhor dizendo, uma parte dele até existe, mas ainda de forma bem tímida, apenas com a família da Martha sendo contra ela viajar com o Doutor e a sua mãe estar ligada à algumas pessoas  em busca do paradeiro da sua filha na companhia daquele homem do qual ela obteve algumas informações sobre o fato dele ser perigoso, mas isso em dois ou três momentos da temporada apenas. E fora esse detalhe, aparentemente nada mais tem uma conexão.

Digo aparentemente, até a gente chegar nos três últimos episódios da temporada (3×11 Utopia, 3×12 The Sound of Drums, 3×13 Last of the Timelords). Uma sequência sensacional, que começa com uma viagem até o final do universo, encontrando um mundo prestes ao seu fim, onde mais tarde, ganhamos um final excelente para essa Season 3, o qual eles aproveitaram para amarra-lo a alguns plots da temporada, como acontece hoje em dia na série. Um detalhe que certamente fez com que esses últimos três episódios da temporada fossem brilhantes, do tipo imperdíveis!

Nesses episódios finais, ganhamos também o retorno do capitão Jack  Harkness, interpretado por John Barrowman, um personagem que havia ficado para trás ainda na Season 1 e que finalmente teve o seu reencontro com o Doutor. Sobre ele, tivemos também uma série de novas informações da sua mitologia, como o fato dele ter reconstruído Torchwood (que nós sabemos que é o spin-off de Doctor Who) em homenagem ao Doutor, além do fato dele ter se tornado uma espécie de imortal, depois do evento do final da Season 1. Mas nada disso teve um impacto tão grande para a história, como a revelação final de que ele na verdade era ninguém menos do que a Face de Boe (CATAPLOFT). Howcoolisthat? Um personagem já conhecido e adorado por todos nós, que mais cedo na temporada, ainda aproveitou para avisar o Doutor no futuro, que ele não estava sozinho…

Assim, John Smith (AKA Doctor – eu gostava quando a Martha insistia em chamá-lo assim) acabou ganhando a esperança de encontrar um outro membro de sua espécie, que na metade desse caminho, se revelaria ser na verdade, um grande inimigo para o próprio. DRA-MA! The Master (John Simm), um outro sobrevivente do fim de Gallifrey (planeta natal do Doutor que nós tivemos a chance de ver um pouco pela primeira vez nesse final de temporada), mas que nesse caso se renderia ao lado negro da força, colocando inclusive o próprio Doutor em uma posição bastante delicada em relação a suas raízes.

Enfrentando um inimigo a sua altura, com os mesmos tipos de poderes e tecnologia que ele pela primeira vez (ele que tem uma laser screwdriver, porque segundo o próprio, quem ainda usa uma sonic screwdriver nos dias de hoje? rs), a batalha entre os dois últimos Senhores do Tempo foi algo muito sensacional, mesmo com o Doutor levando a pior por boa parte dela. Sendo rendido por seu inimigo, ele foi torturado, exposto ao mundo inteiro como uma espécie alienígena, envelhecido primeiramente por 100 anos e depois por 900 anos (que é a sua real idade), nos mostrando pela primeira vez um Doutor que a gente não sabia que existia. Achei até que aquela versão de 900 anos dele foi muito bem executada, levando em consideração que os efeitos na série nem sempre são executados com excelência (nessa temporada eles até que melhoraram bastante nesse quesito). Mas nesse caso, tudo funcionou muito bem e eu até senti que aquela versão do Doutor seria quase que uma homenagem a algumas outras criaturas do cinema recente… (me lembrei de “Harry Potter” e “Senhor dos Anéis”, por exemplo)

E foi nesse momento da finalização da temporada que eles resolveram colocar a Martha em um lugar de destaque que ela não conseguiu ocupar durante todos os outros episódios em que participou. Com a missão de ser a única esperança de salvação do mundo, Martha Jones ganhou um perfil excelente de heroína, que passou um ano inteiro viajando pelos quatro cantos do mundo a procura de uma arma poderosa o suficiente para derrotar o Master, a ameaça que mais chegou próxima até agora de derrotar o próprio Doutor. Uma resolução que foi extremamente simples até, mas de um impacto gigantesco, com pessoas do mundo inteiro chamando pelo Doutor no mesmo momento, quase que como um mantra, em uma cena linda diga-se de passagem, e bem emocionante.

E é praticamente impossível  assistir a essa temporada de Doctor Who e não encontrar fortes semelhanças com os caminhos atuais de Fringe por exemplo (semelhanças essas que eu já havia encontrado na temporada anterior, com a questão do universo paralelo), com os personagens do futuro voltando ao passado para dominar a terra e tudo mais, assim como também é praticamente impossível não encontrar alguma semelhança entre a loucura do Master com o vilão Moriarty de Sherlock. Nunca assistiram Sherlock? Vou contar até dois então: umdois!

Master tem características bem semelhantes as do vilão da outra série de Steven Moffat, em vários tons abaixo, é verdade, mas ambos são personagens realmente parecidos no perfil de psicótico carismático e bem humorado. E as cenas do Master nesse season finale que ganharam uma trilha sonora, foram simplesmente sensacionais, elevando ainda mais o grau de loucura do grande vilão da vez, além de dar um toque especial no nível de humor da série, que é sempre bem bacana também.

E todos esses detalhes somados fizeram com que esse fosse um dos sesons finales mais bacanas de Doctor Who até agora, muito bem amarrado e executado de forma brilhante, além de deixar aberto algumas possibilidades para o futuro da série. Na minha opinião, ele se compara ao season finale da quinta temporada por exemplo (que foi quando eu conheci a série), que por enquanto, continua sendo o meu preferido.

Esse final de temporada além de ser excelente, ainda marca a despedida da Martha Jones como companion da vez do Doutor, ela que durou apenas uma temporada ao seu lado (fom forom fom fom). Embora pareça precipitada a sua saída, a forma como ela acontece também é bem bacana, porque dessa vez a despedida aconteceu através da liberdade de escolha da própria, que preferiu voltar para a sua vida real, a continuar vivendo em viagens mirabolantes pelo universo, não que isso não seja tentador (e quem não adoraria embarcar na TARDIS?), mas o problema maior mesmo seria continuar nutrindo cada vez mais um amor não correspondido, que sempre foi a base da relação dela com o 10th Doctor. Quase como um término de relacionamento, ela se despediu do Doutor usando inclusive o exemplo de uma amiga que assim como ela, vivia um amor platônico que não mais a fazia feliz, mas por outro lado, ficou também evidente que esse amor não era correspondido por parte dele de forma alguma (talvez na intenção de não se apegar novamente), algo que no caso da Rose, chegou pelo menos a ficar no ar em alguns momentos do passado.

Só que dessa vez, a despedida foi  sem todo o drama de nunca poder voltar como a Rose. Martha se despediu do Doutor deixando as portas abertas para que talvez um dia ambos possam se reencontrar, algo que eu também achei interessante pesando na continuidade da série como um todo e já considerando a possibilidade de uma reunion no futuro, quem sabe? (…) Em relação a gostar ou não da personagem, embora eu já tenha dito que esse tipo de relação de amor entre Doutor + Companion não tenha um grande apelo comigo, achei bastante interessante que nesse caso, a personagem se deu conta disso tudo sozinha e não precisou ser abandonada, ou de um drama qualquer que a distanciasse do seu amor de uma vez por todas (suck it, Rose!). Nesse caso, achei bacana que a personagem tenha escolhido o seu futuro baseado em algo real, quase que como se a Martha tivesse escolhido ela mesmo ao invés de uma relação que ela finalmente enxergou não ter futuro e não ser correspondida, o que é triste, mas é importante quando a própria pessoa toma conhecimento disso por ela mesmo. E de quebra, nesse meio caminho, Martha ainda ganhou um candidato a boy magia para chamar de seu, que além de tudo, divide a mesma profissão que ela. Go girl!

Assim cheguei ao final dessa Season 3 de Doctor Who, a um passo de chegar ao final da minha maratona e finalmente alcançar a era em que eu comecei a assistir a série (Seasons 5 e 6, que eu até pretendo rever já que estou nessa…). A essa altura, ando gostando ainda mais do trabalho do David Tennant no cargo do último dos Senhores do Tempo, onde acho que ele passou a se sentir cada vez mais a vontade no papel, perdendo um pouco daquele ar de caricatura que eu mencionei no post sobre a temporada anterior. E é preciso dizer que mesmo com a postura da Martha como a garota que nunca iria conseguir substituir a ex companion, a dinâmica entre os dois também foi bem bacana durante essa temporada em que estiveram juntos a bordo da TARDIS.

Digamos que no placar, o David Tennant tenha subido após essa Season 3 e agora nos encontramos assim: Matt Smitth 10 vs  David Tennant 9,50. Mas ainda há tempo para que o 10th Doctor roube de vez o meu coração… Quem sabe um convite para companion não facilite? rs

 

Allons-y!

 

To be continued… (e o próximo será a parte final dessa maratona deliciosa. Ufa!)

ps: durante essa parte da maratona, assisti também a animação da série, com o 10th Doctor na companhia da Martha viajando para século 40 (Doctor Who – The Infinite Quest), que eu bem recomendo a todos que se animarem a acompanhar Doctor Who, além do famoso especial “Children in Need”, que no ano de encerramento dessa Season 3, nos proporcionou um encontro sensacional entre o 5th Doctor, vivido pelo ator Peter Davison e o 10th Doctor, no qual, o próprio Tennant revelou que aquele foi o seu own Doutor. Howcuteisthat? Seria demais pedir um especial desses com o encontro dos adoráveis e recentes 10th e 11th Doctors? SONHO!

ps2: sorry pelas imagens novamente com marca d’água, mas é o que temos com qualidade da série antiga para hoje. (e os créditos mais uma vez estão dados)

Agenda Who?

Março 17, 2012

Anotem todos em seus moleskines azul TARDIS: segunda feira 19/03 Doctor Who começa a ser exibida na Tv Cultura (um canal que sempre nos encheu de orgulho, não?), diariamente às 20h20 (de segunda a sexta) e com isso ninguém tem mais desculpas para não assistir a série, hein?

O canal importou todas as temporadas produzidas dessa nova safra da série inglesa (Season 1 à Season 6), 6 especiais de uma hora de duração e uma animação. Ou seja, TU-DO! YEI!

Lembrando que como eu disse anteriormente, Doctor Who  será exibida dublada, com opção de audio original na tecla SAP, para quem preferir um sotaque inglês indeed, assim como eu. E os episódio exibidos estarão disponíveis também em streaming no site do canal para quem não conseguir assistir na TV por uma drama qualquer. Ou seja, sem desculpas mesmo hein?

Tipo imperdível! (sério, quero ver todo mundo assistindo!)

E quer melhor companhia para a hora do jantar?

Allons-y!

The 10th Doctor (parte 1)

Março 16, 2012

Anteriormente em Doctor Who…(sempre quis fazer um “previously” aqui no Guilt, rs)

 

Essy começava a sua incansável maratona pelas 4 primeiras temporadas de Doctor Who que ele havia deixado para depois, quando decidiu começar a assistir a série por sua Season 5 (e Season 6 até agora), onde acabou conhecendo e se encantando por Matt Smith na pele do 11th Doctor, a quem ele passou a chamar de seu Doutor, esse que capturou o seu coração e o escondeu em uma sala secreta dentro da própria TARDIS (dramático). Nesse caminho, esse jovem aspirante descarado a companion e forte concorrente em segredo público para a vaga de 12th Doctor (rs, I wish!) conhecia e se despedia do 9th Doctor e se preparava para a era David Tennant, terminando a sua review com a pergunta que não queria calar: será que Essy se apaixonaria pelo 10th Doctor?

 

Bobagens e devaneios a parte (rs), terminei o meu último post sobre Doctor Who com a despedida do ator Christopher Eccleston deixando o personagem para a chegada do David Tennant, o 10th Doctor. Muitos já haviam me avisado sobre os poderes de encantamento do 10º Doutor, que é quase que uma unanimidade entre os fãs da série, que adoram a herança do trabalho realizado por Tennant durante as suas três temporadas na pele do último Senhor do Tempo. Muitos dizem que ele foi o melhor Doctor desses últimos tempos (da nova safra de 2005), mas a minha opinião eu vou deixar por último, porque desde que eu assisti Sherlock (Seasons 1 e 2, que eu também mais do que recomendo!), ando AMANDO cada vez mais o velho e bom clima de total suspense. Faço isso também em homenagem ao Steven Moffat, ele que é o responsável por esses dois grandes personagens na TV do momento. (embora eu tenha deixado algumas pistas ao longo do texto)

Agora chegou a hora de falar da minha own experiência com o David Tennat na pele de um dos meus personagens preferidos de todos os tempos. Mas conforme o prometido, vou falar de cada uma das temporadas que eu ando assistindo nessa minha incansável e deliciosa maratona de Doctor Who, portanto, esse post é relacionado a Season 2, a primeira com o 10th Doctor.

E não tem como negar que a chegada do David Tennant ao universo da série só tenha acrescentado em todos os sentidos, porque o cara é realmente muito bom. Muito bom (clue). Tem uma agilidade visivelmente maior do que o Doutor anterior por exemplo, inclusive no modo de falar, que é todo especial e carregado de diversas entonações diferentes, algo notado até mesmo pela própria Rainha Vitória durante essa temporada (ela que até declarou o Doutor como inimigo da corte, rs). Sem contar o carisma, que nesse caso também é bem maior, o que faz com que mesmo em pouco tempo ao lado da nova companhia, já seja possível se acostumar com a grande mudança e começar a se simpatizar com o mesmo.

E as mudanças não param por ai não viu? Muda-se também o figurino, em uma cena sensacional com ele revelando o interior do closet da TARDIS durante o episódio de Natal que abre a temporada (2×00 The Christmas Invasion), parte que pra mim (e quem acompanha o Guilt sabe porque), foi mais do que especial. Aliás, adoraria se outros ambientes da máquina do tempo mais sensacional ever também nos fossem revelados. Com isso, saí o peso do couro preto do figurino do 9th Doctor,  para a entrada de um terno de risca de giz, gravata e um sobretudo enorme e marrom. Aliás, muito marrom (que é sempre uma cor problemática pra mim, mas que eu já estou aceitando melhor). E ele ganha também óculos nessa nova versão, que ele usa em alguns momentos e que acabam deixando-o ainda mais com cara de professor de História, rs. Mas para quebrar um pouco dessa seriedade que não caberia em Doctor Who, o personagem ganha nos pés um toque especial com o seu Converse de cano alto, um sinal claro e evidente de que esse Doutor está diferente e possivelmente tem uma alma mais jovem, mais leve, apesar da sua idade avançadíssima (rs, que ele não nos ouça).

E como não amar ele completamente decepcionado por não ter se transformado finalmente em um ruivo depois da sua regeneração? Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (viu com eu não sou único na preferência pelo ruivismo? Go gingers!)

Ao seu lado, temos mais uma vez a companhia de Rose Tyler (Billie Piper), a companion que veio como uma das poucas heranças da temporada anterior. Ela que permanece completamente apaixonada pelo Doutor, que dessa vez parece se envolver um pouco mais com a sua companion do que no passado, demonstrando em vários momentos que talvez ela esteja sendo correspondida, ou pelo menos ele vai deixando a dúvida no ar. Novamente, eu tenho que dizer que essa relação de amor em Doctor Who pouco me interessa e isso desde a temporada anterior, apesar de entender a fascinação de qualquer pessoa ao lado de uma homem como o Doutor. O problema é que eu sempre achei a Rose um tom acima, atirada demais sabe? Um tanto quanto desesperada e isso fica bem claro na forma como ela se desprende completamente do seu ex namorado (o irritante Michey Smith, que para piorar volta duplamente durante essa temporada) por mais de uma vez, para continuar viajando com o Doutor. E sinceramente, eu acho que esse não seria o tipo de mulher preferida do Doutor (ciúmes talvez? rs), que sempre me pareceu ser do tipo que se encantaria muito mais pela personalidade de alguém do que qualquer outro atributo físico ou apelativo (embora ele tenha os seus momentos). Mas vamos deixar o assunto Rose Tyler para o final, por motivos óbvios (isso para quem já assistiu a série) que vocês vão entender melhor no encerramento desse post.

Durante essa Season 2, notei também uma produção mais bem feita do que a Season 1, em diversos episódios e principalmente no começo da temporada. Como por exemplo, naquele episódio com aquela espécie de “monges ninjas” (2×02 Tooth and Claw), com uma excelente sequência de luta em sua abertura. Episódio esse que ainda  contou com uma espécie de lobisomem, que foi realizado dignamente, o que nem sempre é um mérito da série quando o assunto são efeitos especiais e isso nem é uma crítica, porque eu já bem disse anteriormente que acho que dentro daquele universo fantasioso de Doctor Who, as “precariedades” da produção sempre acabam funcionando, mesmo quando poderiam ter sido cuidadas com mais carinho (ou com mais $$$ mesmo).

Ainda falando da parte técnica da série, percebi também que dessa vez eles fizeram mais questão de evidenciar o azul “TARDIS”, presente em diversos momentos ao longo da temporada nos mais diversos objetos de cena. Como no furgão utilizado pelo amigos do “Mickey” do universo paralelo, ou na própria scooter do Doutor, que aparece no episódio do dia da coroação da Rainha Elizabeth II em 1953.

Algumas curiosidades que eu notei também ao assistir essa Season 2 foi que pela primeira vez nós vimos o papel mediúnico em funcionamento, com algo realmente escrito nele (eu pelo menos não me lembro de ter visto isso acontecer antes nas demais temporadas que eu já assisti), descobrimos também que no passado, o Doutor utilizava o pseudônimo de John Smith para se identificar em alguns casos (Jonh Smith = Matt Smith = Confirmou! rs), além de alguns detalhes da cultura pop que apareceram durante essa temporada, como o Doutor dizendo AMAR o filme dos Muppets de 1979, ou a referência aos “Caça Fantasmas” durante o último episódio, além do momento musical com “The Lion Sleeps Tonight” ainda no quinto episódio. (detalhes que eu reparo por conta do meu nível avançado de DDA)

E novamente eu senti a falta de um plot maior para a história, algo que estivesse relacionado com o todo e se revelasse no final, que é mais ou menos o que tem acontecido na série atualmente, como eu disse no post sobre a Season 1. E como na primeira temporada, essa Season 2 foi marcada apenas pela repetição do nome “Torchwood” mencionado em diversos episódios e em momentos diversos, dessa vez mais evidente do que o timido “Bad Wolf” da temporada anterior, em uma tentativa de evidenciar qual seria o plot do final da temporada. Algo que comparada a atual dinâmica de Doctor Who durante a Season 5, ou a Season 6, com histórias mais cheias de camadas e totalmente envolvidas com o plot maior da temporada (ou de parte dela pelo menos), acaba deixando um pouco a desejar nesse sentido em relação a conclusão da história contada durante aquele período.

Outra diferença bem clara em relação a temporada anterior é a questão da ação na série, que dessa vez esteve muito mais presente do que a emoção por exemplo, algo que eles exploraram mais durante a Season 1, como naquele encontro da Rose com o pai que ela não chegou a conhecer,  um momento quase que impossível de conseguir não se envolver e não se emocionar por exemplo (1×08 Father’s Day). A ação durante essa temporada realmente teve um destaque maior, trazendo um outro ritmo para a série também, que já havia se tornado mais ágil, até mesmo pela interpretação do próprio David Tennant, como eu mencionei anteriormente.

Por isso continuo considerando essas duas primeiras temporadas bem mais fáceis de se acompanhar, mesmo que você tenha se perdido durante o caminho ou tenha perdido algum episódio por um motivo qualquer. Algo que hoje em dia eu nem sei mais se ainda funciona como desculpa, porque opções nunca nos faltam nessas horas, não é mesmo? (Beija SOPA! Beija PIPA!)

Diretamente do passado, tivemos participações mais do que especiais de personagens conhecidos da vida real, como a Rainha Vitoria, em um dos episódios mais bem cuidados da série (que termina com uma piadinha bem boa sobre a Família Real), além de Reinette Poisson, ou Madame de Pompadour, figura conhecida dos ingleses por ter sido uma das amantes do Rei Luiz XV da França e que na série, chega até a ter um momento mais animado ao lado do Doutor, rs (que fica bem metido por isso). Como fato histórico real, dessa vez tivemos a coroação da Rainha Elizabeth, nesse caso mostrado com a chegada da TV na década de 50 para a maioria das casas de Londres, onde o fato foi mostrado com o país inteiro diante de suas TVs pela primeira vez na história, para acompanhar um dia tão importante para a cultura dos ingleses, nesse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada (2×07  The Idiots Lantern) com a Rose e o Doutor chegando a caráter, prontos (e equivocados) para conhecer o Elvis, dirigindo a scooter azul TARDIS que eu falei no começo da review.

Falando dos meus episódios preferidos, estão o primeiro da temporada (2×01 New Earth) com a nova Terra, que é um episódio futurista e que nos trouxe de volta a participação mais do que especial de Cassandra, o último ser humano (ou o que sobrou dele, ela que tem um final lindo nesse episódio) e a Face de Boe, que nós já conhecemos anteriormente, além das sensacionais freiras felinas do lado negro da força. Gostei muito também da saudosa visita da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen, que faleceu em 2011, triste mil), companion antiga do Doutor, enfrentando sem mendo a Rose, que agora ocupa um lugar que já foi seu, em um diálogo divertidíssimo, episódio esse em que ganhamos também a impagável visita do K9, uma espécie de cachorro robô, mascote do Doutor de outros tempos.

Assim como a segunda parte da chegada do Cybermen é bem boa (2×06 The Age of Steel) e que nos ajudou a desvendar um pouco da mitologia do personagem, além de trazer a tona a questão de universos paralelos em Doctor Who, onde não tem como não chegar a conclusão de que Fringe tenha usado bastante da referência sobre o assunto em relação a série inglesa, não? Inclusive esteticamente, diga-se de passagem. Além do episódio onde o Doutor fica de frente com Satã em pessoa (2×09 The Satan Pit), realizando um monólogo excelente ao lado do coisa ruim (rs), que é outro episódio sensacional da temporada e que traz o 10th Doctor vestido de “astronauta”, além de ser também o episódio onde ele quase acaba se revelando para a Rose.

A verdade é que a temporada quase que inteira é bem sensacional, inclusive os seus episódios fillers (que nós sabemos que são feitos para “preencher” a temporada), como o da menina possuída que fazia desenhos que ganhavam vida própria (2×11 Fear Her), onde tivemos um encontro com um futuro bem próximo da nossa realidade de agora, com uma prévia das Olimpíadas de Londres, que esta prestes a acontecer agora em 2012 e que nos trouxe o Doutor carregando a tocha olímpica. Howcoolisthat? Aliás, poderiam passar essa tarefa  de logo mais para o Matt Smith, hein? Fica a sugestão. E outro episódio bem bacana e importante de ser destacado foi aquele que é tipo um documentário (2×10 Love & Monsters)  feito por pessoas que observavam as aparições do Doutor no presente (algo que eu sempre fiquei me perguntando: e as demais pessoas do universo, como lidam com tudo isso? rs) e mostra um grupo de estudos sobre o misterioso Doutor, o LINDA (ou L.I.N.D.A), que é bem divertido e o mais curioso é que o episódio conta com uma mínima participação do próprio Doutor e sua companion.

Mas toda a emoção que eu disse que quase não apareceu durante a temporada, talvez tenha sido guardada como estratégia para o season finale, que já anunciava desde seu início ser o dia da morte de Rose Tyler (2×12 Army of Ghosts e o 2×13 Doomsday). Dra-ma! E esse era outro dos grandes momentos que estava sendo aguardado por mim, o de vivenciar o que seria a despedida de uma companion, algo que na série atual ainda não aconteceu propriamente com a Amy Pond, por exemplo (apesar de já sabermos que ela não será mais a companion do 11th Doctor. Glupt – ♥). Assim como aconteceu na Season 1 com a regeneração d 9th Doutor (minha primeira vez nesse assunto), essa acabou sendo a minha primeira experiência marcando a despedida de uma das fiéis companheiras do Doutor e já começo dizendo que foi bem emocionante, mesmo com a minha relação meio assim com Miss Rose Tyler.

E o episódio não poderia ter sido mais emocional, reunindo vilões como milhares de Cybermens e Daleks por todos os cantos, aliados a um exército fantasma (que ao final se revela não tão fantasma assim), também com direito a fendas e portais entre o universo paralelo que já havia nos sido apresentados anteriormente durante a temporada, além de finalmente ganharmos a introdução clara e objetiva de Torchwood, que já havia sido mencionada por diversas vezes durante essa temporada (e que é o nome do spin-off de Doctor Who), mas que somente nesse episódio final passamos a conhecer um pouco mais de sua mitologia, que diga-se de passagem, ainda não ficou exatamente muito clara. E é nessa hora que nós nos damos contas de que as menções anteriores a Torchwood não foram em vão e faziam parte desse “plot maior” para o final da temporada, assim como aconteceu anteriormente com “Bad Wolf”.

Obviamente que o episódio que marcaria a despedida da Rose tinha que ser especial afinal, foram duas temporadas com a sua participação e dois Doutores diferentes ao seu lado. Rose teve que se adaptar ao novo Doutor e de certa forma, reconstruir a sua história com aquele homem, que poderia até ser o mesmo, mas que fisicamente em nada se parecia com o que ela havia conhecido a princípio. Quase que como se ela tivesse que se apaixonar novamente pelo mesmo homem, algo que foi construído até que muito bem durante toda essa Season 2.

Uma relação que como eu disse, eles construíram direitinho até, sem ignorar o fato da estranheza a princípio, embora eu continue achando esse climão de romance no ar como algo totalmente desnecessário. E diga-se de passagem, os dois funcionaram muito bem como dupla (o que também aconteceu na temporada anterior, mas dessa vez, talvez tenha funcionado um pouco mais até), com uma série de piadinhas internas e uma intimidade que eles demonstraram que só fez aumentar ao longo da temporada. Well done!

Mas havia chegado a hora de Rose Tyler se despedir e nunca mais poder ter contato com o Doutor, algo bastante cruel até com a personagem (mas entendo que seja um caminho escolhido para a série não ter virado uma bagunça) para finalizar a sua história como companion do último Senhor do Tempo. De certa forma, a sua despedida foi compensada pela reunião da sua família em um universo paralelo, tendo a chance de viver juntos pela primeira vez, pai, mãe e filhas, em um tentativa de que a personagem fosse compensada de alguma forma por sua saída da série. Ou seja, um final parcialmente feliz.

A cena em que ela está prestes a ser sugada pelo vazio nos momentos finais do episódio, com o Doutor entrando em desespero, onde ela acaba sendo salva pelo seu pai do universo paralelo, isso nos minutos finais, com direito a um rápido “último” olhar para o Doutor, no susto, como se ele estivesse sendo arrancado dela a força, foi um momento realmente de cortar qualquer coração, mesmo para aqueles sem sentimentos e que fazem o tipo Cybermen, rs. Apesar desse momento épico, ainda tivemos mais alguns minutos para a então despedida dos personagens, minutos merecidos e necessários, diga-se de passagem, em uma cena que foi bem bonita, recheada de emoção, com o Doutor quase entregando o seu verdadeiro sentimento por ela nos segundos finais daquela curta última conversa entre o 10th Doctor e a sua companion, até que ele sumisse para nunca mais voltar (Glupt). Momento com direito até a uma lágrima do Doutor, que nós já aprendemos que toda vez que o Doutor chora, é porque ele realmente conseguiu sentir algo de verdade, o que o deixa mais próximo dos humanos. Um final realmente emocionante, digno de despedida para uma companion, elas que também tem um papel importantíssimo dentro da série. Clap Clap Clap!

Pois bem, chegamos ao final da minha review e eu ainda não respondi se eu me apaixonei ou não pelo 10th Doctor do David Tennant, questão que eu deixei no ar no final do post sobre a Season 1. Então,  chegou a hora da verdade…

Tennant realmente fez um ótimo trabalho com o seu 10th Doctor, com todos os seus trejeitos, a sua própria loucura (característica que eu AMO no personagem), até mesmo com a sua forma toda especial de dar voz ao personagem. Com eu já disse antes, interpretar o Doutor, um personagem tão querido por várias décadas, não deve ser uma tarefa fácil, ao mesmo tempo que o próprio personagem já é grandioso por si só, o que faz com que fique praticamente impossível que alguém consiga realizar um péssimo trabalho na pele de alguém tão adorável, por exemplo (se bem que, atores medíocres é o que não falta, não é mesmo?). Ele realmente conseguiu realizar um trabalho super bacana, trazendo um frescor para o personagem, uma força com uma linguagem mais jovem mesmo, tornando impossível de não se apegar com toda a sua doçura e o humor emprestados ao seu 10th Doctor. Mas, (sempre tem uma mas…), só acho ele um pouquinho caricata demais em alguns momentos, parecendo muitas vezes quase que como um personagem de cartoon sabe? Que acabou sendo um pouco quase que demais para o meu gosto, isso para se tornar o meu own doctor por exemplo (esse detalhe é preciso entender, rs). Sejamos justos e vamos reconhecer que o Matt Smith também tem um pouco dessa característica, mas nele eu acho mais na medida, mais equilibrada talvez.

E que fique bem claro que eu disse “quase que demais”, o que não chega a ser de todo (e nem muito) negativo e apesar de qualquer crítica que eu tenha feito, acho o seu trabalho bem bom dando vida a esse personagem que nós amamos. Sendo assim, tenho que declarar também para o fim do mistério, que eu continuo sendo Team Matt Smitth (Sorry Team Tennant), que continua sendo o meu Doutor preferido ever.

Por enquanto, o placar é o seguinte:  Smith, 10+ vs Tennant, 9,25 

Mas vamos com calma, a nossa relação está apenas começando e ainda tenho toda as seasons 3 e 4 pela frente para mudar toda e qualquer impressão sobre o 10th Doutor.

 

Allons-y!

 

To be continued…(vou tentar não demorar tanto de uma temporada para outra, ok?)

ps: sempre acho meio assim imagens com marca d’água, mas é o que temos para hoje (e os créditos estão dados)

Vou de TARDIS, cê sabe!

Dezembro 16, 2011

E vcs, vão fazer o que nesse Natal, hein?

Eu vou vestir o meu pijama com estampa de nuvens, preparar aquele chocolate quente com marshmalows (sim, mesmo com esse calor, rs), colocar o meu chifre de rena na cabeça, pintar a ponta do nariz de vermelho e assistir o especial de Natal de Doctor Who, é claro!

Tudo isso enquanto minha mãe fica atrás do sofá, meio que escondida, jogando neve artificial em mim. Xmas perfeito, não? (euri)

Não aceito outra mochila se não for essa mochila TARDIS

Novembro 8, 2011

E tenho dito!

Se ainda estivesse na escola, seria motivo para greve aqui em casa, com direito a ameaças de notas baixas em tudo mais. (rs)

Euquero!

ps: já estou com saudades do  Doutor, humpf…

Cabana TARDIS. Howcoolisthat?

Outubro 3, 2011

Sensacional essa cabana de tecido com detalhes do interior da TARDIS do 11º Doutor hein? Fikdik do que eu quero de Natal para esse ano…

Sério, quando eu era criança, vivia inventando mil e uma cabanas na minha casa. Levava de tudo lá para dentro e as vezes eu até dormia por lá mesmo. Bons tempos!

Meosonho era que a minha mão comprasse uma beliche para mim (que sou filho único, então o sonho nunca se realizou…humpf!), para eu fazer do primeiro andar a minha própria cabana poder.

Pena que naquela época também ainda não tinha nenhuma Tok & Stok por aqui, humpf… (que já tem essa cama mais alta para criança faz tempo, com escorregador e cabana na parte de baixo, que eu aposto que foi alguém frustrado como eu na infância quem criou, rs)

Euquero!


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