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O red carpet do Golden Globes 2014, festa também conhecida como Tina Poehler e Amy Fey recebem…

Janeiro 16, 2014

tina-fey-amy-poehler

Porque festa boa mesmo tem que ter um red carpet daqueles e o 2014 Golden Globe Awards até que rendeu alguma coisa no quesito “não vista isso nunca mais em qualquer uma de suas vidas”. Vamos ver?

Começando pela dupla que da próxima vez a gente espera que seja um trio (com a inclusão de uma vez por todas da Julia Louis-Dreyfus nesse clã, porque durante a premiação, ela bem fez por merecer, não? Estou rindo até agora com ela sentada na parte dos convidados do cinema e depois voltando as raízes com um hot dog na parte da TV, rs), que cá entre nós e que elas não nos ouçam, não são assim nada geniais quanto são para a comédia na hora de suas escolhas para red carpets. É, AMAMOS vocês meninas, mas não são…

Ainda assim, com acreditamos nessa amizade (a delas e a nossa imaginária com elas) e pela piada sobre “Gravity” envolvendo o George Clooney e a sua dificuldade em permanecer muito tempo ao lado de uma mulher da sua idade (sério, nessa hora senti as duas do meu lado, porque bem já falamos sobre esse mesmo plot por aqui por diversas vezes, acabando de vez com a esperança de nossas mães), só por isso perdoamos qualquer deslize em estampa floral meio assim, volumes desnecessários em tecidos de rica e ou decotes geométricos exóticos que podem te deixar com o peito no formato de hexágono. E evocando os espíritos de Friends antigos, não vamos falar mais nada sobre o assunto, até a próxima premiação, claro.

SandrinhazZZZ

Sandra Bullock, o que deu em você?

Recortou os 3 vestidos que usou em 3 quinceañeras diferentes que comemorou ao longo da vida, fez um origami de qualquer coisa e foi achando que estava preparada para passar batido e ou tombar com todas?

#NAOTABOMNAO e todo o resto, make + picumã, foi aquela preguiça preguiçosa

Assim, não tem Miss Simpatia certa…

Reese Whiterspoon

Gostaria de lembrar a Reese Whiterspoon que ainda há esperança na vida e não tem porque desistir tão cedo…

E uma mulher só deve se vestir assim quando estiver indo para a feira e não para uma premiação. E que nessa feira você não tenha grandes esperanças em relação aos cafuçus das barracas todas na hora da xepa, porque desse jeito, não dá.

#NAOTABOMNAO

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Bem fez a Zoe Saldana, que colocou um vestido de quituteira e há quem diga que ela montou uma barraquinha de doces na porta da premiação, porque apesar dos pratos cheios durante a festa, todo mundo sabe que a comida do Golden Globes é pavorosa! (já a bebida… #TODASCOLOCADASDURANTEOSINTERVALOS)

Sério, combo alcinha “Gabriela” + um bordado totalmente meio assim e que de longe imprime flores velhas de cemitério + essa transparência exótica na barra, é claro que #NAOTABOMNAO e jamais, eu digo JAMAIS, ficaria bom estando desse jeito.

Olivia Wilde

Olivia Wilde está linda gravidíssima (do Jason, e estamos precisando ver a cara de um filho do Sudeikis faz tempo, só para comparar algumas coisinhas com “o mês de janeiro”… #ENIGMA), mas poderia ter se esforçado mais e não ter repetido um modelo com o mesmo fundamento da Angelina Jolie anos atrás, não é mesmo?

Preguiça…

Amy Adams

Amy Adams passou pelo pesadelo de todas: tombar com a Meryl Streep (esse primeiro ponto já seria uma parte bem pesada do próprio pesadelo) e ter que subir no palco para receber o seu prêmio vestida assim, super simplesinha.

Não que o modelo seja de todo ruim, mas ainda assim, é pelo menos preguiçoso e não diz nada a ninguém a não ser um gripo bem alto “por um mundo com mais Meryls e menos Amys, por favor!)

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Das nossas Girls, a única que conseguiu nos representar adequadamente foi a Marnie, com esse PB e essa cara linda de garota equilibrada e muito bem realizado no alto dos seus 20 e poucos que quem assiste a série sabe que é mentira neam? E estou amando a Marnie Perde Tudo na nova temporada de Girls, só para constar.

Lena Dunham

Já a Lena Dunham… essa tentou ir de Bela nesse amarelo de rica, mas com todo esse volume na saia, acabou imprimindo um octopus com elefantíase.

Kaley Cuoco

Kaley Cuoco foi com um vestido que ela deve ter pedido para alguém pintar a mão só para combinar com o tapete, não é mesmo?

E Kaley Cuoco tem ou não tem cara de quem combina tudo? #TEM!

#NAOTABOMNAO, se confundiu com o cenário e se camuflou.

Julia Roberts

Sorry Julia Roberts, mas não consigo respeitar uma secretária padrão que não se dá o trabalho de tirar pelo menos a camisa quando chega o final do expediente e é hora de encarar a festa da firma.

Sorry, mas não consigo.

Tatiana Maslany

Das preguiçosas da noite, tivemos a Tatiana Maslany, que parece não ter se esforçado nada para ir ao Golden Globes desse ano e me apareceu com essa cara de qualquer uma de suas clones de Orphan Black ainda desconhecidas, só faltando bocejar…

Emilia Clarke

… e o mesmo vale para a motther of dragons, Khaleesi, que apesar dessa cara de linda que não precisa de nada a não ser 3 apertadinhas na bochecha para ficar mais corada como diriam nossas avós antigas, poderia ter se esforçado um pouco mais e ou levado um de seus dragões para tombar e talvez até chamuscar algumas…

#EUNAOPERDERIAACHANCENUNCA

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Antes de qualquer tipo de indelicadeza: alguém saberia dizer se Uma está grávida?

Porque se estiver, tudo bem. Agora, se não estiver, acho que o seu modelo Atelier Versace não foi a sua melhor escolha no jogo da vida para a noite da premiação, não é mesmo?

#CREDINCRUX

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Falando em grávidas, descobrimos um dia desses que a nossa Drew Barrymore estava grávida e ela já está nesse estado todo avançado? Tá para quando essa criança, minha gente? (plantão Charlie’s Angels até o final desse post, talvez?)

O vestido não é dos melhores, mas sabe como é neam? Mãe sempre carrega os trabalhos das aulas de arte dos filhos com orgulho, rs

E Will Kopelman, sempre uma visão. Höy!

Kerry Washington

Ainda dentro do mesmo plot das de barriga, alguém que se importe também poderia dizer para a Kerry Washington que não é porque ela está grávida que já está na hora de se entregar e desistir de tudo, não é mesmo?

Jessica Chastain

Jessica Chastain é linda, talentosa, ruiva, mas alguém que se importe também precisa dizer para ela que esse picumã todo puxado para trás a envelheceu pelo menos 20 anos nos últimos 20 minutos…

#NAOTABOMNAO

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O mesmo vale para a petulância dessa Amber Heard, que só porque está pegando o Dionne Depp, acha que pode fazer esse topete de velha guarda de Higienópolis. Tá pensando que é quem no casting do Tim Burton?

#NAOTABOMNAO

Agora, vamos parar de falar só delas, porque esse blog já foi mais comprometido com a magia mágica e precisamos continuar  fazendo jus as nossas tradições da magia à sedução. (beijo Sandrinha!)

Aaron Eckhart

Aaron Eckhart, qualquer dia, qualquer hora, em qualquer lugar, com ou sem a sua caracterização em “Erin Brockovich”. (de preferência com, porque esse é o seu melhor Aron)

Höy!

Aaron Paul

Só pelo carisma, alguém deveria escalar o Aaron Paul para o novo Star Wars. Eu acho. (juro que não tiro essa ideia da cabeça)

Sem contar que pouca coisa é tão legal nesse mundo quanto o Aaron falando o seu famoso “Yeah Bitch”, do qual eu já adianto que sentiremos falta daqui para frente em toda e qualquer premiação de TV.

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O Bradley Cooper tem ou não tem cara de moço que a mãe aprovaria facilmente para trazer em casa no almoço em família, huh?

E comprovando essa teoria, olha só quem ele (e aparentemente o Leo também) levou no after da premiação…

Moms

#MOMS

Imagino as prima tudo caindo da mesa em 3, 2, 1. Höy!

ps: não vou nem dizer o que eu costumo levar nos afters, meninos… 

Liev Schrieber

E o Liev Schreiber, tem ou não tem cara de que… cara de que… cara de que faz o mesmo que o seu atual personagem em Ray Donovan, huh?

Höy! Em pensar que ele já foi o ambíguo apatralhado em “Pânico”…

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Essa imagem permanecerá aqui apenas para que Dione Depp se arrependa amargamente desse look e aprenda de uma vez por toda que não vale tudo pela arte. Mas não vale mesmo!

Mas ainda assim, #RESPECT

Agora muito cuidado, porque as imagens a seguir são altamente mágicas e podem causar os sentimentos mais variados possíveis e todos relacionados com a magia…

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Todas as outras barbas ruivas que me desculpem, mas essa barba, essa barba deveria ser declarada como patrimônio histórico da magia mágica ruiva para sempre. Höy!

Ainda mais vindo assim no combo Fassbender, que a gente sabe que entre muitas coisas, é também diversão garantida em diversas outras áreas. #MEMORIES (imaginem Barbra cantando essa hashtag)

michael-fassbender

E apesar do Bradley Cooper ter cara de moço que a mãe só de bater o olho aprovaria no almoço em família, quem é que não iria preferir chegar com todo esse fundamento da magia à sedução ruiva em casa?

Hein? Me digam?

michael-fassbender-

Mas a vida é injusta como bem sabemos e sempre outra biscate menos preparada é quem ganha a chance de receber um olhar dissolve roupa intíma como esses do Fassbender, coisa que nunca acontece com a gente, que somos biscates de um outro tipo. Humpf!

#TEODEIOJONAHHILL

#NUNCAMEOLHEASSIMSENÃOESTIVERPREPARADOFASSY

Bacon

OK, confesso. O Guilt só aceita uma imagem da Kyra Sedgwick se ela vier acompanhada do Kevin Bacon. Só assim.

E uma pessoa que tem Bacon no nome, há de ter o seu valor para sempre, não é mesmo?

Julie Delpy

E o nosso orgulho de encontrar a Julie Delpy em uma red carpet, concorrendo ao prêmio e ainda divando nesse nível francês da simplicidade em vermelho?

#ESTRELINHADOURADACOMSOTAQUEFRANCES

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Heidi Klum precisa parar de esforçar tanto e precisa também aprender a dizer não para alguns convites de festa, não é mesmo?

Será que ela vai pelos brindes? Porque  é o que algumas de nós fariam (dedos apontados para a minha cara nesse instante)

E ela precisa também devolver o vestido e o penteado da Goldie Hawn antiga. Gratô!

Emma

Emma, sabemos que você mexe com bruxaria, portanto, preferimos não comentar muito esse modelo pavoroso e ou a postura toda errada no momento da foto.

#PEACE

#CORPOFECHADO

#SEUEXPELIARMUSBATEEVOLTA

Já essa outra Emma… bem que poderia ter se esforçado mais e usado algo mais “Oscar” do que “premiação da MTV”, não é mesmo?

Rashida Jones

As meninas de Parks And Recreation também não estiveram muito bem no Golden Globes desse ano…

A Rashida Jones por exemplo (que só de mencionar o seu nome já nos traz um misto de raiva e sono), escolheu esse modelo com bordados  de conqueiros entre Malibu e Miami que não se justificam por nada nesse mundo, nem se eles tivessem sido feitos em ouro e diamantes. Nem se fossem coqueiros de verdade.

#NAOTABOMNAO

Aubrey Plaza

E a Aubrey Plaza também nos surpreendeu investindo no combo Barbie que a propósito, não combina nada com ela, mas nem por isso foi o grande fracasso da sua escolha da noite, que ficou mesmo por conta do modelo (além da cor) em si, todo horrorendo em #CREDINCRUX (3x).

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As vezes, olho para a Hayden Panettiere e chego até a desejar secretamente uma nova temporada de Heroes, só para termos a chance de vê-la morrendo das formas mais variadas e cruéis possíveis. Desculpa, mas é verdade.

#NAOTABOMNUNCA

Paula Patton

Para quem não sabe, essa é a Miss Robin Thicke, a senhora Paula Patton, aquela que teve que fazer cara de que não se importava quando viu a Smiley dançando graciosamente direcionada a região central e sul do seu marido no ano passado, como se eles todos não tivessem combinado tudo antes. Sei…

Digamos que se o seu vestido tivesse sido feito em uma confeitaria, esse confeiteiro seria no mínimo epilético, porque neam?

#NAOTABOMNAO

Jennifer Lawrence

POR FAVOR, PAREM DE PRODUZIR QUALQUER COISA NOVA ENQUANTO NÃO RECUPERAREM O FUNDAMENTO ANTIGO, DIOR!

Obrigatô!

ps: esse cabelo é o cabelo da vida para 10 entre 10 atrizes que tiverem o rosto certo. Anotem + adotem, se tiverem o rosto certo, claro. 

ps2: agora já tenho uma opinião super formada a respeito da J-Law, acho que ela deve ser toda boba mesmo e desejo ser seu melhor amigo de infância em 3, 2, 1.

Taylor Swif

Agora vamos lá… faz tempo que insistimos por aqui dizendo que dentro da Taylor Swift, apesar do pouco espaço, deve morar alguém bem diferente do que ela “tenta parecer ser”, como bem andamos percebendo desde muito tempo…

E mais uma prova disso é que para a festa, diante das câmeras e tudo mais, Taylor escolheu o modelo comportado acima, que não nos diz nada, para o bem e para o mal. Mas quando chegou a hora da festa…

Taylor

… Taylor Swift também conhecida como Cara de Alface e ou Zagueirão da Seleção da Alemanha, colocou sua prisioneira para fora nesse modelo que de longe parece crochê e que de perto, acreditamos que deve ser de qualquer coisa tão feia quanto…

#NAOTABOMNAO

ps: reparem que do olhar a sobrancelha, até a atitude é outra…

Cara de Alface

E na hora de se jogar na pixxxta ela fez o que? A biscate, claro. Todas fazemos.

#GENTEDAGENTE

Lupita Nyong'o

Lupita Nyong’o em cores e fundamento certamente, a mais maravilinda da noite.

Tombou com todas na simplicidade, pelo sorriso e no carisma também.

#QUEROSERLUPITANESSEVERÃO

Cate Blanchett

Cate Blanchett também foi uma das mais maravilindas da festa, embora tenha optado por um look de renda, do qual já estamos um tanto quanto cansados a essa altura, é verdade.

Mas olhem esse rosto perfeito e me digam antes de qualquer tipo de grito histérico e ou cara feia de inveja: é maravilinda ou não é?

(e sim, eu havia me esquecido de Cate Blanchett e só percebi depois dos comments, rs)

Laura Carmichael

Mas a grande surpresa da noite entre as mais bem vestidas do 2014 Golden Globe Awards foi mesmo a ex irmã apenas feia e amarga de Downton Abbey, a atualmente (sim, vamos falar da Season 4 da série em breve) adorável Lady Edith (Laura Carmichael) que tombou com todas na simplicidade e em todo o fundamento do seu bicolor maravilindo.

E para encerrar esse post lá no alto, ficamos com a melhor imagem do Golden Globes desse ano, ela que não aconteceu na premiação, mas foi praticamente o dia em que a Terra parou por conta da magia mágica on a dance floor…

Confessions On A Dance Floor

Duvido que qualquer outra pista no mundo consiga bater o hecatombe que certamente deve ter rolado do encontro do Benedict Cumberbatch com o Michael Fassbender on a dance floor. Sério, #TEMCOMONAOAMAR duplamente e ou não se sentir representado na inveja e vontade de puxar uma amizade, por aquele cara a esquerda de quem vê?

E o pior é que temos tantas perguntas para esse momento, do tipo:

O que estava tocando?

Quem tocou a bunda no chão primeiro? (sabemos que se a dúvida fosse sobre outra coisa, Fassy teria certas vantagens)

Tinha um olho no drink do Sherlock? (essa só entendeu quem tem assistido o sensacional atual retorno de Sherlock)

Qual dos dois você pegaria primeiro?

Cumberbatch viria de Khan ou Sherlock?

Gravata ou borboleta?

ps: nunca estive em uma pista com tanta testosterona e magia resumida entre apenas duas pessoas. Sério, NUNCA!

Golden Globe Awards

E dessa forma, terminamos esse longo post sobre o Golden Globes , com o nível lá nas alturas da magia mágica, claro (bons sonhos). Höy!

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Orphan Black – o clube das clones do momento (passado, mas ainda no momento)

Outubro 24, 2013

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Em meio a várias séries novas bem meio assim e com temáticas sempre tão repetitivas (o anti-herói, a família moderna, o novo velho procedural ou séries de época), quem diria que em uma série sobre a temática de clones humanos, a gente encontraria uma das melhores novidades da temporada, hein?

Sim, eu estou falando da excelente Orphan Black, uma das séries novas mais queridas do momento (do momento passado, mas do momento), que tem como proposta a clonagem humana e mistura muito bem os elementos de uma série de ação, com um thriller de suspense e uma dose bem bacana de Sci-Fi, quando não exagerada e é claro, o velho e bom recurso do humor que por incrível que pareça, funciona perfeitamente também dentro desse cenário.

Logo de cara, descobrimos junto com a sua protagonista, Sarah (Tatiana Maslany), a existência de uma outra mulher exatamente igual a ela, em uma estação de trem, prestes a cometer suicídio. Como estamos lidando com uma protagonista que também tem aquele perfil de anti-herói (mas vejam bem, a série não é apenas sobre isso e por esse motivo se diferencia tão bem das demais) e não tem nada a perder em sua vida bandida totalmente desregrada, ela não pensa duas vezes em assumir uma nova identidade ocupando o lugar da suicida que coincidentemente era a sua cara e que poderia facilmente livrá-la de sua atual situação.

A partir disso, Sarah (que é órfã e tem apenas um irmão adotivo) acaba descobrindo que aquela não era a única mulher com características idênticas a ela e uma série de novas mulheres exatamente iguais porém com nacionalidades e ou costumes diferentes aos dela, acabam surgindo em sua vida de uma hora para a outra, fazendo com que a mesma se veja perdida dentro da sua própria identidade, que até então, já havia se multiplicado em 9 outras mulheres, como se todas fossem irmãs (que é a sua primeira suspeita apesar da própria abertura da série e tudo o que sabemos sobre ela já ter se denunciado) ou algo parecido.

É claro que a princípio ela não chega a imaginar a possibilidade da clonagem, principalmente antes de descobrir que suas semelhantes não são uma nem duas e sim nove outras mulheres, mas logo descobrimos que algumas dessas outras personagens já haviam se dado conta dessa assustadora semelhança e já se encontravam em um estágio avançado de investigação a respeito da origem de todas elas, que é quando descobrimos que o assunto da vez realmente é a clonagem humana e todas as questões relacionadas ao tema começam a surgir rapidamente com o desenrolar da história.

Após essa pequena introdução, já dava para perceber que a série tinha um grande potencial para se tornar algo maior e muito mais interessante e isso não só pela temática em si, mas também pelo ritmo do seu roteiro, que é bem bacana, super rápido e cheio de reviravoltas inimagináveis, recheado de surpresas. Sério, quando você imagina que está desvendando a série, ela se multiplica em novas possibilidades e todas elas conseguem ser ótimas.

sarah

Mas o que impressiona mesmo na nova série logo de cara é o talento da sua protagonista, que se multiplica em várias outras personagens de forma tão convincente, que apesar de qualquer semelhança física, é quase impossível acreditar que todas elas são feitas pela mesma atriz, tanto quem em diversos momentos ao longo da temporada, cheguei a esquecer que todas elas na verdade eram a mesma pessoa. Mas são e em um trabalho sensacional e que merece ser reconhecido (Clap Clap Clap!), fomos apresentado a Tatiana Maslany, que de forma inacreditável, conseguiu o feito de transformar cada uma de suas personagens em figuras completamente distintas, seja em um detalhe qualquer da caracterização ou no principal mesmo, que é a sua atuação e trejeitos emprestados para a construção de cada uma de suas versões. Até uma delas tentando se passar pela outra Maslany conseguiu fazer de forma totalmente crível, algo que merece ser reconhecido com um excelente trabalho de atriz.

Além da história da clonagem, que descobrimos mais tarde fazer parte de um experimento do qual ainda não ganhamos maiores informações, a série consegue se tornar inteiramente interessante, com plots sensacionais envolvendo a vida pessoal de cada uma das personagens clonadas, que vão ganhando força ao lado da protagonista , que acaba sendo o foco central da série por se tratar da ovelha desgarrada entre todas elas. Assim, Cosima, a cientista intelectual da turma, Alison, a soccer mom que poderia ter saído diretamente de Desperate Housewives se não fosse tão sensacional como descobrimos ser ao longo da temporada e Helena, a fanática religiosa que é a cara da Shakira, mas digamos que para completar a semelhança faltou um pouco da doçura, algo que ela tenta compensar com colheradas pesadas de açúcar.

Sarah que já não tem uma vida muito fácil, com um namorado meio assim e totalmente sem grana ou qualquer condição para cuidar da própria filha, a qual ela deixou por um ano com a mesma mulher que cuidou dela ainda quando criança (a misteriosa Mrs S),  achando que se daria bem assumindo uma nova personalidade de alguém que ela descobriu que além de ser idêntica a ela, já tinha aparentemente resolvido sua vida financeiramente, acabou se envolvendo em outros assuntos mais complicados (e que mais tarde descobrimos estar envolvido com o assunto do clone club), com a descoberta de que a sua nova identidade era a de uma policial que estava envolvida em um assassinato que não havia sido muito bem resolvido e que envolvia uma série de mistérios e histórias contadas pela metade. Sem contar que no pacote da sua nova persona, ainda havia um outro personagem, um namorado magia que a princípio poderia até soar como um bônus, mas que na verdade escondia algumas coisas importantes para o desenrolar dessa história.

alyson

E ao mesmo tempo que a nova vida da Sarah vai se complicando com sua nova identidade, vamos nos interessando cada vez mais pelas histórias das demais ovelhas, que aos poucos vão ganhando o destaque merecido. Alyson, que é a soccer mom toda certinha, está prestes a perder o controle a qualquer momento, principalmente quando descobre que todas elas são cuidadas por alguém de perto e começa a desconfiar da própria sombra, da melhor amiga bitch da vizinhança e até do próprio marido, o qual ela chega a torturar em um momento de insanidade deliciosamente delicioso (essa e a cena dela batendo na melhor amiga são as minhas preferidas!). Cosima, a mente mais brilhante entre todas elas, cientista e lésbica, acaba se aventurando no lado científico da coisa, conhecendo pessoas ligadas a experiências genéticas, trazendo a tona um personagem importante para o encerramento da temporada (esse que é o lado mais fraco da história, apesar da sua importância no episódio final e que provavelmente será o ponto de partida da próxima temporada) e Helena, a mais maluca de todas elas, que teve implantada em sua mente a ideia de que ela era a original entre todas elas e que por isso precisava eliminar todas as suas cópias impuras.

Aos poucos, todas elas acabam nos revelando um pouco mais de suas vidas e para cada um dos clones o nosso interesse começa a ser despertado a medida em que vamos descobrindo um pouco mais sobre suas histórias e pelos motivos mais variados possíveis, tanto que não é preciso muito tempo para nos apegarmos a cada uma delas. Sem contar a probabilidade de existirem novas ovelhas, o que por si só já gera para a série possibilidades quase que infinitas e por todas as que conhecemos até agora, é impossível não ficar pelo menos imaginando novas possibilidades de clones. Já imagino a orfã funkeira por exemplo, ou aquela que fez a troca de sexo e agora atende como Johh. Imaginem só? rs

Mas não são apenas detalhes todos que despertam facilmente o nosso interesse em relação a essa nova história, que consegue sobreviver perfeitamente com sua trama muito bem arquitetada, mas um dos grandes trunfos da série está concentrado no personagem do Felix (Jordan Gavaris), o irmão da Sarah que consegue roubar a cena facilmente como alívio cômico da série. Excêntrico, desbocado e com um senso de humor delicioso, Felix certamente é um dos melhores personagens da série e quando passou a ganhar a companhia da Alyson então, a dupla funcionou como uma das melhores da nova série. Por favor, concentrem esses dois mais juntos daqui para a frente.

Além de todos esses fatores que colaboram para que Orphan Black seja de fato uma das melhores séries novas, é preciso reconhecer também que a série é bem corajosa, se arriscando em diversos cenários que nos pegam de surpresa de vez em quando (o surto da Alyson, o atropelamento da filha da Sarah, o policial descobrindo a verdade sobre ela), colocando seus personagens principais em alguns cenários bem difíceis e que ainda assim sempre acabam ganhando as melhores resoluções possíveis para cada uma de suas questões.

felix

A única coisa irritante ao longo dessa primeira temporada realmente foi o recurso recorrente de séries do gênero de nos apresentar um personagem que aparentemente sabe das coisas, como aconteceu em Orphan Black com o surgimento da mãe da Sarah, que acabou nos revelando que ela tinha sim uma irmã gêmea (além das clones), a Helena, que pouco tempo depois acabou tirando a vida da própria mãe, fazendo com que todo o seu conhecimento sobre a verdade de todas elas acabassem morrendo junto com a personagem naquele momento. Isso e o fato da Cosima ter dado um mole gigantesco naquele apartamento com a tal ajudante do cientista super envolvido com a causa toda.

Mas tirando esses pequenos detalhes que na verdade não prejudicam em nada a nova série, com uma temática relativamente nova e um roteiro capaz de despertar a curiosidade em qualquer um, Orphan Black conseguiu rapidamente se tornar uma das melhores séries novas da atualidade, do tipo que vale super a pena de se acompanhar, apesar da season finale ter sido um tanto quanto óbvia (até nos surpreendemos, mas não tanto assim) e de não ter nos revelado muito mais do que um caminho “científico” como plot principal para a próxima temporada.

Veremos…

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