Posts Tagged ‘Terrence Malick’

Prometemos nunca fazer com que você se sinta desse jeito novamente, Fassbender

Outubro 29, 2012

Não sabemos exatamente o que essa versão da Piriportman (porque esse figurino dela está bem era vulgaris, não?) fez para deixar o nosso Fassy assim no set do novo filme do Terrance Malick, mas desde já prometemos nunca fazer o mesmo! Nunca!

#PROMETEMOSPROMETEHEUS

 

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Um encontro que não poderia nos causar outro tipo de reação a não ser essa: CATAPLOFT!

Outubro 19, 2012

A minha recomendação é que o novo filme do Terrence Malick venha com o aviso de que o nível da magia poderá causar danos irreversíveis a sua saúde, como vc sair completamente enfeitiçado do cinema por mais de uma magia mágica ao mesmo tempo ou nunca mais se contentar com menos magia na vida.

E dizem que o plot central do filme são dois triângulos amorosos… (minha sugestão para fugir do óbvio é que esse triângulo seja composto pelos sobrenomes Gosling + Fassbender + Bale = #SONHO)

HÖY²!

 

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Portman + Fassbender = Höy!

Outubro 11, 2012

Não estou me aguentando com esse elenco do novo projeto ainda sem título do Terrence Malick.

Primeiro foi a Rooney Mara nos fazendo inveja com o Ryan Gosling e agora a Natalie Portman, acompanhada do Michael Fassbender (representante da magia mágica ruiva, de quem a gente já estava com saudades). Assim a gente não aguenta. Höy! (a ainda tem o Christina Bale no elenco)

Agora me fala, com toda essa magia em cena, para onde devemos olhar?

#VISAOPERIFERICAMODEON

 

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Ainda não me acostumei com a Natalie Portman versão blonde

Outubro 5, 2012

Toda vez me surpreendo com a Natalie Portman agora super loira (acho até que ela já se arriscou nesse caminho antes… não?), mas mesmo assim tenho achado ela maravileeeandra nessa nova versão. Höy!

Natalie que também está filmando com o Terrence Malick, naquele seu projeto ainda sem título. (que deve ser o mesmo que o Ryan Gosling foi visto filmando recentemente)

 

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Tá querendo ganhar uma tattoo de dragão no meio da cara, hein Rooney Mara?

Setembro 27, 2012

Não sei se vc está ciente, Rooney Mara (não sei nem se o próprio Ryan sabe disso) mas nós já tombamos o Ryan Gosling e ele já é considerado oficialmente como patrimônio histórico da magia e qualquer ato de vandalismo contra ele é crime, viu?

Tudo bem que dizem que eles estavam em cena, gravando o novo filme ainda sem título do diretor Terrence Malick, mas mesmo assim, não gostamos desse tipo de intimidade com o nosso patrimônio.

Um arranhão nessa cara e não tem calmante certo! Höy!

Estamos de olho…

#MAKELOVENOTWAR

 

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The Tree Of Life, um filme para encher os olhos

Novembro 4, 2011

Sensibilidade ao extremo. “The Tree Of Life” chega a ser quase um sonho, de tão especial e sensível que parece. Um filme que traz uma novidade, um frescor que a gente já estava precisando. Sabe aquele respiro para um olhar diferente, algo que nos encantasse inventando uma espécie de nova fórmula?

Na verdade, o filme chega a ser puxado nos seus primeiros 30 minutos, com uma sequência bem longa de imagens aleatórias da natureza por exemplo, quase sem nenhum diálogo e até animais exóticos aparecendo na tela, como já havia sido anunciado quando começou a se falar sobre o longa. Mas tudo isso é feito de uma forma especial, com uma compilação de imagens tão linda, que mesmo que a princípio vc considere puxado, essas imagens belíssimas acabam te deixando hipnotizando. Por isso vale a pena insistir. (eu até acharia que o filme poderia ser até mais curto em pelo menos uns 20 minutos, se não fosse o resultado final de como esse tempo foi gasto)

O filme conta a história de uma família típica americana. Um pai trabalhador (Brad Pitt), extremamente rígido, dono de uma certa ambição, que sonha em ter uma vida melhor para a sua família e para isso parece treinar os filhos para o sucesso, não admitindo que eles tenham suas próprias ambições ou vontades. A mãe (Jessica Chastain) é mais submissa diante do marido opressor, parecendo estar tensa o tempo todo com o clima de controle geral instalado em sua casa por conta das manias do seu marido porém, em seus momentos sozinha com seus filhos, ela se mostra estar entregue a aquele amor incondicional do qual os meninos parecem ser tão carentes. Os filhos são três adoráveis meninos, um mais lindo do que o outro, mas que obviamente sofrem com toda essa pressão exercida pelas rígidas regras do seu pai que mais parece um ditador do que qualquer outra coisa.

Um deles, Jack, o filho mais velho e consequentemente quem mais sofre e não concorda com as atitudes do pai, que é interpretado na fase adulta pelo ator Sean Penn e o filme é basicamente baseado em suas memórias de infância ao lado da sua família.

A história de “The Tree Of Life” também é marcada por uma tragédia anunciada logo no começo do filme, com a perda de um dos filhos do casal (o filho do meio, que é a cara do Brad Pitt), o que é claro que também acaba abalando as estruturas daquela família de forma irreversível, mesmo que durante a maior parte do filme a história contada seja de quando a família ainda estava completa.

Bacana ver o Brad Pitt muito bem em um papel detestável, de um homem que certamente a gente não associaria a sua imagem. Aquele tipo de pai que não presta atenção nos filhos, que não é capaz de fazer um elogio qualquer para a sua família, do tipo que não parece estar muito interessado na individualidade de cada um deles, contanto que todos se comportem ao seu modo, seguindo as suas regras. O típico pai que para quem nunca nada vai estar bom o bastante, figura bem comum por ai, tanto na versão pai, como na versão mãe.

É claro que esse tipo de comportamento opressor acaba despertando a rebeldia dos personagens, principalmente de Jack (Sean Penn/Hunter McCracken), o filho mais velho, que é quem mais discorda com a forma que seu pai encara a vida, principalmente por vê-lo fazendo tudo aquilo que ele não aceita e reprova que os outros façam.

O filme levanta uma série de questionamentos em relação ao comportamento dos pais rígidos demais diante dos filhos e suas consequências. Outros questionamentos até religiosos, quando ocorre a morte do filho do casal, quando a mãe começa a questionar Deus em relação ao acontecido, uma atitude comum para quem perde alguém importante. Mas tudo isso é feito de uma forma brilhante, nada óbvia apesar de comum, com sussurros tomando o lugar dos diálogos, como se estivéssemos ouvindo o que se passava na cabeça daquelas pessoas a medida em que as imagens nos são mostradas e a história vai sendo contada. Algo que eu não me lembro de ter visto no cinema anteriormente, não com uma linguagem de tamanha delicadeza como essa. (se bem que, pensando bem, o diretor já tinha ensaiado um pouco dessa linguagem com “The New World”)

E essa compilação de imagens é parte fundamental do filme, que se não fosse a sua primorosa edição, seria bem difícil de fazer algum sentido. Tudo é muito bem colocado, todas as imagens de certa forma são relacionadas as situações em que os personagens do longa se encontram, ou até mesmo aos seus sentimentos naquele determinado ponto da história. Sabe quando a gente entra naqueles sites recheados de imagens sensacionais para buscar algum tipo de inspiração, para enriquecer o nosso próprio repertório ou apenas para confortar o olhar? Então, no filme funciona mais ou menos como essa experiência, só que nesse caso muito mais rica, porque essas imagens estão em movimento e assim vão ganhando vida e vão até mesmo se transformando, o que nos leva a uma experiência bem mais completa e totalmente diferente do que estamos acostumados.

Quando um dos filhos morre por exemplo, temos uma sequência de imagens da natureza em movimento do fundo do mar, o movimento das ondas filmadas de baixo para cima, até algo que me pareceu ser imagens do despertar de um vulcão, misturada com imagens do espaço (entre algumas outras quase impossíveis de serem decifradas e nem por isso impossíveis de serem admiradas), que podem parecer até aleatórias, mas que podem também significar a jornada daquele personagem, nesse caso a mãe que é quem esta em foco nesse momento do filme por exemplo, mostrando os diferentes estados por onde aquela mulher teve que passar até se econtrar naquele momento de tristeza profunda, que deve ser certamente a representação do sentimento em imagens do que significaria a perda de um filho para uma mãe. Maravileeeandro!

Mas é o tipo de filme que vc tem que ver, fica até difícil explicar a grandeza que essas imagens representam para a cena e como elas vão enriquecer ainda mais o seu olhar. Tenho certeza que as mais variadas interpretações devem ocorrer dependendo da sensibilidade de quem esta assistindo e isso é delicioso, porque gera uma série de outras histórias, quem sabe até mais interessantes do que a sua própria interpretação.

Voltando a falar das memórias dos personagens, que é o que vai dando forma a história e ao filme, é quase impossível não se emocionar lembrando da sua própria vida conforme o longa vai se passando. Cheiros, cores, texturas, experiências que algumas vezes a gente só teve uma vez na vida, mas que acabaram nos marcando por um motivo qualquer e ficaram na nossa memória. E o filme é montado exatamente dessa forma, em detalhes sutis que acabam formando o repertório pessoal de cada um.

Detalhes das luminárias, sombras, as mãos e pés dos garotos explorando o ambiente, os personagens se tocando, a relação próxima e de carinho e confiança dos irmãos brincando e aprontando um com os outros, descobrindo um pouco da vida por eles mesmos, se aventurando na vizinhança com outras crianças e formando assim o caráter de cada um deles como indivíduo.

Tenho a sensação por exemplo que como o filme foi praticamente todo contado sob a visão do personagem do Sean Penn (Jack),  seria completamente diferente se fosse contado sob a visão de qualquer um dos outros personagens, porque cada um enxerga a vida de uma forma muito particular.

As cenas mais lindas do filme estão nos momentos de transição desses meninos, de quando Jack ainda era um bebê, o único filho da família, e a medida em que os seus irmãos vão chegando para fazer parte da sua vida e como todos eles foram crescendo juntos e se tornando pessoas diferentes. E com isso podemos ver suas memórias antigas de um período da vida que a gente quase não consegue se lembrar muito bem, a não ser por fotos ou vídeos.

Eu por exemplo, tenho uma memória da sensação de gelado que eu sentia quando a minha mãe me levava ao médico para ser pesado ainda quando criança. Um dia fomos a esse mesmo hospital, dessa vez eu já adulto,  e ao ficar de frente com a sala onde eu sempre tinha consulta, acabei me lembrando na hora dessa mesma sensação, da qual eu não gostava, e perguntei para a minha mãe até quando eu fui pesado daquela forma, naquelas balanças antigas  e ela me disse que só enquanto eu ainda era bebê e que depois disso, eu passei a ser pesado na balança comum, como as demais crianças. Na hora, achei quase impossível que eu tivesse essa lembrança de quando eu ainda era um bebê, mas  “The Tree Of Life” acabou me provando que é possível sim que eu me lembre disso até hoje, porque não?

Outro momento delicioso do filme é quando o pai sai de viagem e a casa fica liberada para os filhos poderem enfim se divertir com a sua mãe, que só nessa hora perde toda aquela postura da dona de casa perfeita e se arrisca a correr descalça pelo jardim, em um dos raros momentos de descontração e liberdade ao lado das crianças, virando a verdadeira heroína dentro daquela família. O clima que sempre é tão pesado quando o pai esta presente, chega a ficar tão leve na casa, que os meninos conseguem ver sua mãe flutuando no jardim, como se estivesse voando. Cool!

E sabe aquele filme onde tudo parece estar perfeito? A atuação dos atores é tão boa e parece ser tão natural que parece mesmo que estamos vendo o álbum de memórias daquela família. Até a atuação dos três garotos é surpreendentemente natural, algo raro no cinema ou na tv para o universo infantil. E sejamos justos ao reconhecer o talento do novato ator Hunter McCracken, que fez um excelente trabalho com o seu jovem Jack, sempre com um olhar de tristeza profunda e revolta ao mesmo tempo, repetido pelo ator Sean Penn interpretando o mesmo personagem em sua vida adulta. Um talento que merece seguir adiante. Clap Clap Clap!

O filme levanta uma série de outras questões que todos nós nos pegamos pensando em algum momento da nossa vida. A culpa por não ter demonstrado que amava o quanto vc realmente amava aquela pessoa, o fato da gente nem sempre ser tão legal com quem a gente realmente se importa e o quanto a gente sente falta dos momentos mais simples que passamos com alguém, principalmente quando não podemos mais repeti-los. Mas eu tenho uma teoria de que quando a gente realmente ama alguém, ainda mais alguém da sua própria família, talvez não seja realmente tão necessário externar isso com palavras o tempo todo e são esses momentos que vc passou ao lado da pessoa e que foram importantes para a sua vida, que vc vai fazer questão de se lembrar para sempre e que vão marcar a sua história de amor com aquela pessoa, mesmo que a palavra “amor” nunca seja dita.

Alem de tudo isso, de toda a novidade e esse olhar sensível que “The Tree Of Life” nos empresta sobre a vida dessa família, o filme ainda conta com uma direção primorosa do diretor Terrence Malick (direção e roteiro), que faz questão de experimentar sempre, com muitas cenas com a camêra filmando de baixo para cima e que nos presenteia com aqueles takes sensacionais das sombras dos meninos refletindo no chão enquanto eles brincam na rua, ou a silhueta da mãe marcada atrás do lençol pendurado no varal. Closes por ângulos espetaculares de coisas ou situações das mais simples possíveis, para deixar qualquer pessoa que gosta de detalhes completamente enlouquecida e totalmente inspirada com tantas possibilidades novas.

“The Tree Of Life” além de tudo deve ser um daqueles filmes que vai marcar a história do cinema e que certamente vai servir de referência para o futuro. Eu por exemplo já me sinto transformado depois de assisti-lo, como se eu realmente estivesse vendo algo novo, o que eu considero uma experiência deliciosa, ainda mais depois de tanto tempo vendo mais do mesmo. Confesso que eu fiquei profundamente tocado com tudo no filme, desde a trilha, a história e à forma como ela é contada e tudo vai se encaixando perfeitamente, com um primoroso trabalho de edição que não deve ter sido nada fácil e merece todo o seu reconhecimento (Clap Clap Clap), como também o trabalho da direção de arte, que foi tão delicado, simples e rico ao mesmo tempo. Assim como a nova proposta de linguagem cinematográfica  e esse banho de imagens que me deixaram quase sem ar de tão impressinando e emocionado que eu acabei ficando em diversos momentos ao longo do filme. Mais uma vez, em caixa alta e bold: CLAP CLAP CLAP!

Eu poderia dizer que a minha experiência ao assistir ao filme foi quase a de um transe, como se eu tivesse mergulhado dentro das minhas próprias memórias ao mesmo tempo em que era bombardeado com todas aquelas sequências de imagens simples e maravileeeandras que eu talvez não me esqueça nunca, além de me emocionar uma história extremamente sensível.

O final é quase poético, mas consegue manter a dignidade de toda essa sensibilidade ao extremo do filme, e fecha muito bem o ciclo de todos os personagens, mesmo que esse caminho tenha sido uma finalização um pouco mais simples do que se esperava vindo de uma obra bem inovadora como essa.

O tipo de filme que tem que ver, comprar o DVD Duplo e separar um espaço especial na prateleira, ao lado dos filmes da sua vida.


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