Posts Tagged ‘The Carrie Diaries’

The Carrie Diaries Season 2, o trailer (da Samantha)

Outubro 14, 2013

Dia 25 de Outubro, o dia em que a Little Carrie vai ganhar a sua Samantha. Yei!

#ICANTWAIT

 

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Samantha is coming

Julho 29, 2013

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Olha só quem está chegando em The Carrie Diaries… Samantha Jones!

Ela que nessa versão está sendo interpretada pela atriz Lindsey Gort. Ansiosos pela nova temporada?

 

ps: e SIM, o título desse post poderia ser facilmente modificado por uma palavra e tudo ainda continuaria fazendo ainda mais sentido, rs

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Dá para sair da frente, Vanessa Hudgens?

Junho 20, 2013

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Porque quem é que se importa se Iemanjá acabar precisando de um Eno depois de receber a visita dessa aí se ao fundo temos ninguém menos do que o boy magia da little Carrie, Sebastian Kydd praticando um shirtless em sua cameo mais do que especial, huh? (sim, aquele 3/4 e 1/2 de corpo ao fundo é do Austin Butler. Höy!)

Isso Vanessa, fica concentrada “atuando” na sua aula de surf, que a gente vai ali fazer um hang loose all the clothes down on the floor com seu namorado. Tola.

 

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The Carrie Diaries – Quem diria que esse reencontro poderia ser tão adorável?

Abril 25, 2013

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A notícia de que ganharíamos uma nova oportunidade de reviver Sex And The City, mesmo que de uma outra forma, ao mesmo tempo em que parecia um sonho, poderia facilmente também se transformar em um pesadelo e digamos até que tinha tudo para isso. E um pesadelo que a gente não gostaria de ver uma personagem tão querida como a Carrie Bradshaw ter que enfrentar. Mas para nossa surpresa, o piloto da CW já empolgou, entregando com dignidade e certo entusiamo, parte da história que a gente pouco ou nada conhecia da personagem.

E quem diria que encontrar com a Carrie nos 80’s ainda sem estar propriamente vivendo em NY, tendo que encarar os dramas típicos da adolescência, poderia também ser tão bacana como foi Sex And The City? OK, dizer que The Carrie Diaries é tão boa quanto foi SATC realmente pode ser um exagero (com toda razão), mas a série teen da CW conseguiu resgatar muito do fundamento e do espírito da série, que sempre foram as suas maiores armas e isso sem criar grandes mágoas ou fazer muitas ofensas aos fãs mais xiitas da série antiga. OK de novo, porque algumas questões em relação as comparações entre as duas séries ainda precisam ser levantadas e questionadas, claro, mas chegaremos lá depois.

E em The Carrie Diaries, tivemos a prova de que Carrie (a surpreendente AnnaSophia Robb) sempre foi adorável e isso desde os seus primórdios, com ela ainda vivendo no subúrbio com o pai e a irmã, uma família que ainda estava aprendendo a lidar com a perda da mãe, que havia morrido recentemente. Perda que inclusive foi o ponto de partida para essa história, que já começou nos mostrando as dificuldades e obstáculos que todos os envolvidos precisavam aprender a superar a partir desse plot que nunca é fácil para ninguém, ainda mais tratando-se de alguém naquela idade. E a nova Carrie é realmente ótima, do tipo que fica difícil não amar logo de cara e muito disso, além da empatia emprestada da personagem que já conhecemos do futuro, se deu também por conta do talento e do próprio carisma da atriz AnnaSophia Robb, que com toda a sua doçura e a direção certa (muito importante para esse tipo de “herança”), conseguiu nos fazer aceitar facilmente essa outra fase da vida da personagem. Sem contar o quanto deve ter sido difícil para ela ter conseguido acertar o tom da personagem antes de trazê-la de volta a vida usando os seus Manolos.

Em casa, Carrie vive uma relação responsável e saudável com pai e irmã, assumindo algumas responsabilidades que ela acaba achando que agora precisavam ser delas, uma vez que sua mãe não estava mais por perto e o pai não tinha a menor experiência em como lidar com esse universo mais “feminino”. Além dele, a irma caçula Dorrit (Stefania Owen) também faz parte desse cenário, uma jovem rebelde bem diferente da Carrie, tanto em sua personalidade, bem mais profunda e de poucos sorrisos, até todo o seu fundamento na hora de se vestir, sem contar o seu excelente gosto musical entregue pelos posters do Joy Division, The Cure e The Smiths colados nas paredes do seu quarto. Para o seu pai, Tom (Matt Letscher), além da tarefa de tentar entender e estreitar a relação com suas filhas, que agora só dependem dele, sobram também alguns plots mais adultos, com ele aprendendo a retomar a sua vida amorosa depois de viúvo ou tendo que enfrentar algum tabus da época como mulheres divorciadas e coisas do tipo, inclusive sexuais.

THE CARRIE DIARIES

Apesar das diferenças, as irmãs vivem uma relação até que próxima, mesmo não sendo melhores amigas e o mesmo pode ser dizer do seu pai, que também parece ter entendido a necessidade de se aproximar mais das meninas após a morte de sua mulher. E mesmo encontrando nessa situação uma relação com uma dinâmica adorável, fica bem difícil comprar a ideia de que esse foi o passado da Carrie que já conhecemos com a sua família antes de Sex And The City, já que na série antiga isso nunca tenha aparecido. Poucas vezes Carrie citou sua vida antes da sua chegada definitiva a NY, principalmente as questões familiares (não sei porque mas acho que me lembro dela ter mencionado uma relação meio assim com o pai e já ter falado qualquer coisa sobre a perda da mãe, mas tudo bem superficialmente e sem destaque algum) e por esse motivo, fica difícil acreditar que o seu passado tenha sido tão feliz e cheio de relações próximas com a sua família, sendo que no futuro, essas memórias nunca tenham aparecido. De qualquer forma, mesmo não sendo exatamente fiel a história que já conhecemos, The Carrie Diaries faz valer a pena perdoarmos esse detalhe de tão gostosinha que ela consegue ser por diversos outros motivos que ainda vão aparecer nessa review, mesmo que o seu coração de amante de SATC antigo o faça torcer para que em algum momento essa paz no ambiente familiar seja interrompida.

Com os amigos, a relação de Carrie é exatamente a mesma que conhecemos do seu futuro. Cercada de amigos do colégio, Carrie mesmo longe de ser a mais popular ou descolada da turma, sempre manteve bons amigos por perto para dividir as experiências dessa fase da sua vida. Entre eles temos Mouse (Ellen Wong), a nerd e obviamente mais certinha da turma, apesar de ter sido quem mais se desenvolveu de uma forma bacana sexualmente falando, como uma espécie de Miranda ainda em fase de desenvolvimento, que embora até pareça bacana no começo, acabou ganhando um destaque maior do que deveria durante essa Season 1. Sério que além do namoradinho totalmente Seth Cohen dela que já fazia até faculdade, alguém conseguiu se importar com os demais plots da personagem? Enquanto ela ainda tinha dúvidas de meninas em relação ao futuro da sua relação e ou sobre o quanto ela conseguiria se aperfeiçoar nos finalmente, até foi possível se divertir com a personagem, mas depois que ela assumiu o estereotipo da asiática controlada pelos pais e obcecada com o seu futuro, tudo acabou ficando bem meio assim e por isso talvez fosse mais bacana ter menos “Mouse” daqui para frente. Ou menos dessa Mouse que ela foi na segunda metade da temporada.

Sua outra fiel amiga dessa época é Maggie (Katie Findlay, a Rosie Larsen de The Killing), ela que meio que é uma tentativa de Samantha não muito bem sucedida em termos de condição. OK, me desculpem, mas eu acho impossível não fazer esse tipo de comparação entre os personagens e para falar a verdade acho até que justo já que estamos retratando aquela Carrie que nós amamos e é impossível não lembrar de suas companheiras tão amadas quanto, portanto, lidem com isso. Maggie que a princípio parece ser aquela garota durona, a mais atirada da turma, que embora mantenha um namoro com o outro personagem que completa o quarteto da vez, mantém também um caso com um dos funcionários do seu pai. A principio, ela foi a percursora dentro da nova série no quesito das conversas francas sobre sexo, detalhe que sempre foi um dos maiores atrativos da série antiga, algo que até chegou a empolgar bastante no começo, mas que acabou desaparecendo junto com a personagem na trama, que praticamente sumiu de repente e voltou no final de uma forma nada bacana e o pior de tudo, de forma nada justificável, apenas para criar aquele climão de cliffhanger.

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Completando a nova turma de amigos para os famosos brunches da sére old school, temos ele, Walt (Brendan Dooling), que desde o começo chamou a atenção pelo fato de ser um personagem gay ainda em fase de descoberta e aceitação. Ainda em fase de descobrimento da sua sexualidade, Walt teve uma das melhores e mais interessantes tramas além da personagem principal, com todo esse seu caminho conseguindo entender quem de fato ele era, lembrando que estamos falando da década de 80, que não era exatamente como hoje em dia. Mesmo sendo namorado da Maggie, desde sempre ficamos sabendo sobre a sua orientação, algo que eles fizeram questão de deixar bem claro assim como fizeram questão também de deixar claro que naquela época, sair do armário não era nada comum para um jovem ainda no colégio, aproveitando para estabelecer uma maior realidade em relação ao período em que essa história é contada.

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De suas visitas a NY acompanhado a Carrie em suas tarefas como estagiária da Interview (#TEMCOMONAOAMAR ambos vestidos de casal real para o Halloween?), Walt teve sua primeira experiência com meninos por meio do Bennet (Jake Robinson, Höy!), que também trabalha na Interview e é outro personagem adorável da série, mas essa experiência foi algo que Walt não conseguiu lidar muito bem a princípio. E foi bem bacana a série ter conseguido ilustrar esse conflito do personagem vivendo nos anos 80, onde tudo era bem diferente de hoje em dia e esse detalhe não poderia ser ignorado.  Bacana e honesto ao mesmo tempo, sem forçar a barra e sem deixar o caminho fácil demais para isso. Aquela cena em que ele esbarra com um casal gay sendo agredido na rua e acaba sentindo na pele aquela agressão a ponto de defender o casal, foi ótima e ilustra muito bem esse conflito, que diga-se de passagem, existe até hoje, 30 anos depois. E foi bem bacana mesmo a forma como essa sua história foi carregada, com ele tentando fugir da sua realidade e aceitando ter a primeira vez com a namorada, assim como ele se desculpando mais tarde com o Bennet por sua reação depois do beijo entre os dois e mais tarde se abrindo com a Carrie, ainda não totalmente, mas que todos nós sabemos que não poderia ser pessoa melhor para ajudá-lo nessa descoberta. Por isso, por Walt torcemos da mesma forma que torcemos por Carrie. Outro detalhe importante na sua história, foi a força que ele acabou recebendo até mesmo da personagem megabitch do colégio e “rival” das meninas, Donna LaDonna (Chloe Bridges, e #TEMCOMONAOAMAR o nome Donna LaDonna?), que se sensibilizou com o drama do Walt por ter um irmão gay do qual ela disse ser melhor amiga. (♥)

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Agora, a minha personagem preferida de toda a série talvez seja mesmo a Larissa (Freema Agyeman), que foi o bilhete dourado para a chegada da Carrie ao universo que ela sempre pertenceu em NY. Uma mulher super a frente do seu tempo, visionária, independente, com um figurino ridiculamente possível até mesmo hoje em dia e invejável além de altamente desejável (eu queria tudo, nem que fosse para ficar de acervo ou exposto na minha casa), Larissa rapidamente se tornou um dos melhores personagens de The Carrie Diaires, com seus discursos inspiradores sobre a liberdade, sobre a questão da busca da identidade de cada um e da importância do novo papel feminino na sociedade, e tudo isso sem deixar a série teen pesada demais ou chata. Ela que é uma espécie de mentora para a Carrie, não só dentro do mundo da moda como no universo o qual a personagem sonha em pertencer um dia (e como é bom saber que ela conseguiu, não?). Larissa tem as melhores lines da série e atualmente as mais fiéis ao texto antigo da série que tão bem conhecemos, libertário, direto, mesmo que de vez em quando ela só apareça em pequenas cameos para jogar na nossa cara o quanto o seu figurino é sensacional dentro da série. Alguns reclamam da sua afetação, mas acho que esses exageros são totalmente cabíveis para a personagem e a completam da melhor forma possível.

Sem contar que para quem é fã de Doctor Who (e esse é um parágrafo para eles, então se você não for um whovian, talvez possa pular para o próximo), mesmo que ambas as séries não tenham a menor ou qualquer relação e tão pouco seus personagens, como é bacana ver aquela companion que optou por ela mesmo ao invés do Doutor, ter se tornado essa mulher forte e independente como a Larissa não? Acho que a Freema Agyeman se encontrou nesse papel e por isso fico bem feliz por ela. Go Martha Jones! Go Martha Jones! E como é linda, não? (isso sem mencionar o sotaque)

Entre uma ou outra investida no campo dos boys magia, algo que nessa altura da sua vida não poderia ser tão diversificado assim (é, não poderia porque acabaria levando a personagem para caminhos que ela ainda não estava preparada para transitar), já que estamos falando de um adolescente de pouco mais de 16 anos vivendo nos 80’s e dentre eles, o que mais se destacou realmente foi o Sebastian Kydd (Austin Butler), que é o sonho de qualquer garota e também de alguns garotos do high school, inclusive de hoje (rs). Apesar do personagem ser um total clichê do bad boy magia da adolescência de todo mundo, ele não deixa de ser possível e a forma como ele trata e se relaciona com a própria Carrie dentro da série também não deixa de ser bacana e especial.

E em meio a esses personagens todos temos também ela, a cidade de NY que sempre foi muito mais do que apenas um plano de fundo para Sex And The City e que dessa vez contava com um charme a mais com todo o clima dos anos 80 e quando seus cenários mais históricos aparecem dentro da série nos proporcionando essa viagem no tempo, é aquela comoção, sempre. Aliás, toda a ambientação feita nos anos 80 é bem digna, não só pelo figurino, que é absurdamente bacana e lembra muito tudo o que conhecemos da série antiga (sério, que delícia de figurino e trabalho. Estão contratando?), mas também por todos os objetos de cena e caracterizações dos personagens. #TEMCOMONAOAMAR aquele telefone “celular” do amigo do pai da Carrie, ou os computadores old school da Interview já adesivados naquela época de forma tão bacana? Gosto que esses detalhes parecem que não passam desapercebidos na série e se vocês prestarem atenção, naquele episódio com o baile, é possível perceber que os personagens estavam inclusive investindo em coreôs antigas.

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Outro detalhe importante da série é a possibilidade de brincar com o passado da personagem, a fazendo transitar por lugares que não sabíamos que ela havia visitado antes e muito menos na companhia de figuras históricas da nossa cultura pop, como o Andy Warhol (e o plot de peruca dele foi ótimo) e até mesmo a Madonna (outro episódio ótimo e todo com a trilha da própria, impossível de não cantar junto). Sério, howcoolisthat? Uma brincadeira deliciosa que seria bem bacana a série insistir em manter daqui para frente. Outra arma da nova série é a sua soundtrack, que é sempre aquela viagem deliciosa ao passado. Dos clássicos antigos de todas as áreas, o bacana é que eles também fazem questão de incluir alguns covers mais atuais de músicas da década de 80, um carinho a mais que acaba deixando a série com um fundamento ainda mais bacana.

Mas nem NY dos anos 80, nem novos amigos ou um novo Mr Big se compara com o que acontece em The Carrie Diaries quando encontramos algumas referência à série antiga. Carrie escrevendo nos diários herdados da mãe, de frente a janela (♥) , o primeiro Cosmo (♥), Carrie na cozinha, se dando conta de que no futuro, talvez ela só use o seu forno para ter onde colocar mais sapatos ou roupas (♥), o primeiro Manolo (♥),  tudo é muito especial quando se trata dessas revisitas nesse caso vindas diretamente do futuro. Até a palavra “Fabulous” estampada no interior de um dos armários de uma delas na escola chega a ser bem bacana e esse fundamento eu espero que eles consigam manter dentro da série e porque não os transformar em algo verdadeiramente especial? Por exemplo, achei um desperdício Carrie tomar o seu primeiro Cosmo no mesmo episódio em que ela ganhou de presente o seu primeiro Manolo, momentos que poderiam ter acontecidos separadamente para serem melhor aproveitados, mas que de qualquer forma foram uma delícia de acompanhar.

Até aqui estava tudo funcionando bem dentro da série, até que chegamos ao episódio que encerrou porcamente essa primeira temporada de apenas 13 episódios, ainda sem a confirmação de uma renovação ou não. Porcamente porque tudo foi resolvido de qualquer maneira, na intenção de criar um cliffhanger totalmente dispensável, colocando a Maggie em uma posição que até então, embora a sua vida pessoal até denunciasse, ela não parecia disposta a ocupar, não do lado oposto à melhor amiga. E tudo bem que uma traição com uma de suas melhores amigas é sempre aquela barra possível para todo mundo, mas a maioria dessas relações nunca mais se recuperam e sinceramente, precisava disso só para deixar um clima de tensão no ar no final da temporada?

É, Sex And The City nunca precisou de algo do tipo para se sustentar, coisa que The Carrie Diaries, mesmo sendo novata e ainda ter muito o que aprender, também não precisava tão cedo. Mas talvez tenha sido por isso mesmo, um erro honesto de principiante. Ainda assim, esse clima não foi extremamente prejudicial para série, porque ao seu final encontramos Carrie e Walt se mudando para NY, pelo menos durante o verão, onde ambos provavelmente ainda tem muito o que explorar.

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Agora só nos resta saber se The Carrie Diaries vai conseguir continuar nos contando essa história, uma vez que até agora nada foi dito em relação a uma possível renovação. De qualquer forma, com uma série de cancelamentos já anunciados para outras novatas do CW, as chances ainda existem e estamos torcendo para isso usando os nossos Manolos imaginários e segurando os nosso Cosmos nas mãos. (esses mais possíveis de serem reais, rs)

Dessa forma, encerramos essa delicinha de Season 1 de The Carrie Diaries, que embora precise de alguns ajustes aqui e ali, conseguiu nos conquistar e nos provar que a little Carrie realmente tinha tudo para se tornar a mulher de hoje que conhecemos tão bem e admiramos faz tempo.

 

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Algo de ruim aconteceu com a minha TV. Mas talvez não tenha sido apenas com a minha…

Abril 23, 2013

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Não, esse não é um post em defesa do consumidor contra uma marca de TV qualquer e tão pouco uma reclamação sobre a dificuldade de entender como funcionam as TVs mais modernas, porque sempre fui do tipo de pessoa que se dedica voluntariamente a ler todos os tipos de manuais tecnológicos por prazer (não riam porque é sério) e desde pequeno, já sabia até como programar e acertar o relógio do vídeocassete dos meus pais, para que eles não passassem vergonha com o relógio do aparelho piscando sem parar quando recebíamos visita em casa (rs) portanto, esse não é exatamente o caso.

Mas esse é sim um post de reclamação sobre as nossas viciantes séries de TV que atualmente não andam assim muito animadoras. É, não andam. Talvez estejamos até enfrentando a nossa safra mais fraca em muito tempo, onde as novidades não chegam a animar tanto assim em sua maioria e o que já foi tão bom no passado, hoje em dia mal consegue nos manter diante da TV por 20 míseros minutos. Isso tratando-se de uma comédia, porque se for uma drama de 40 minutos então, nos perdemos nos primeiros 10 com certeza. Sim, estamos crise.

Eu que já cheguei a acompanhar quase 50 séries (não se assustem, porque estou contando fall, mid e summer season), hoje tenho que observar a minha watchlist diminuindo consideravelmente, parte disso por conta das séries recém encerradas ou que estão perto de acabar nesse exato momento (30 Rock, The Office – que tem forçado a barra durante essa reta final tentando criar um climão desnecessário entre o até então sempre adorável casal Jim + Pam -, Fringe), mas também porque as que estão sobrando não andam colaborando muito a estimular a vontade de continuar enquanto audiência. Tudo bem que eu sou um caso atípico de viciado em séries de TV, mas fico pensando para uma pessoa mais normal que acompanha sei lá 3, 5 ou 7 séries ao mesmo tempo, o que é que anda sobrando em suas listas que realmente continua valendo a pena?

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Community por exemplo, que um dia já foi excelente, hoje chega a ser um sofrimento quando aparece algum episódio novo, quase como uma tortura. A série que teve a estreia da sua Season 4 adiadíssima por diversos motivos envolvendo seu criador, o canal onde é exibido e algumas questões entre seus atores, agora não passa de mais uma comédia na TV e não das melhores. Até Modern Family anda melhor do que Community, que já foi algo próximo de uma 30 Rock, por exemplo. 30 Rock que recém encerrou a sua história de forma digna e como de vez em quando vira moda falar bem ou mal de alguma coisa, em sua reta final, seus até então desconhecidos fãs resolveram sair do armário e aparecer falando super bem dá série, postando quotes e relembrando momentos memoráveis de suas sete temporadas. Fico me perguntando por onde andava toda essa gente que nunca apareceu enquanto a série ainda estava no ar e era uma das coisas mais sensacionais ever. Mas tudo bem, porque o capeta está de olho. Do fundamento antigo de Community sobraram apenas algumas referências agora bem mais contidas, poucas ou quase nenhuma risada e aqueles personagens tentando fazer render algo que parece estar morto desde o final da Season 3. Apodrecendo seria a palavra certa. De todos os episódios exibidos até agora, só consegui realmente gostar daquele com os puppets (de quase agora), que foi excelente, mais pela novidade e apelo do que qualquer outra coisa. E quem aguenta o Señor Chang sem camisa e desmemoriado, agora vivendo como Kevin? E quem aguenta a Britta fazendo a chata mais feminista do que qualquer feminista no lado feminista da terra feminista? E quem aguenta a cara de choro da Annie e seus gêmeos sempre em evidência em generosos decotes V e voz de criança pedante e manhosa? E quem aguenta o Jeff sem camisa? OK, para essa última questão conseguimos encontrar um ou outro motivo cabível para a sua insistência (que se não pela visão, sempre vale pela interação do Dean e sua mão que sempre sobra pelo corpo do personagem), mas mesmo assim, não dá para assistir a essa Community de hoje e conseguir lembrar do que a série já foi um dia para todos nós. Mas não dá mesmo e por isso, de vez em quando até esquecemos de ver.

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O mesmo infelizmente vale também para Parks And Recriation, que depois de uma temporada eleitoral sensacional, chegou extremamente cansada para a sua atual Season 5, mesmo tendo a Amy Pohler, um dos maiores nomes da comédia no momento em seu elenco. Talvez eles estejam tão cansados assim também por estarem sofrendo nas mãos da NBC, que agora resolveu gastar os episódios da série exibindo dois por noite, quando estamos em uma fase onde mal conseguimos aguentar assistir a um deles. E o meu coração de fã da série fica partido em 3546578 pedaços nesse momento em ter que reconhecer que se Parks acabasse, talvez fosse a melhor opção, antes de ver a série indo parar no limbo junto com Community. Juro que esse drama não é um exagero, porque de toda a atual temporada, eu consigo lembrar de apenas alguns bons momentos em meio a plots capengas e ou personagens que ficaram presos dentro deles mesmo. Me pergunto até se essa temporada realmente teve algum episódio do tipo bem especial, mas tem que ser inteiro especial. Mas caso pensem em terminar de fato com a série, eles bem que poderiam pelo menos satisfazer a minha vontade pessoal e construir um parque sensacional na cidade e cercá-lo com os ossos da Ann e do Chris, personagens que deixam tudo o que já está ruim ainda mais difícil de ser assistido. Sério, quem se importa ou não previa desde o começo a conclusão do plot da “produção independente” entre eles? Sem contar que de alguns episódios para cá, sentimos que eles andaram apressando as coisas enquanto ainda havia tempo e como prova disso podemos até citar esse mesmo plot do casal que já deveria estar morando em qualquer outro lugar menos em Pawnee (talvez naquela cidade vizinha inimiga), ou o casamento da Leslie com o Ben e a sua vontade de já começar a construir uma família, mesmo tendo casado tem apenas 2 ou 3 episódios. (mas tudo bem, Leslie sempre foi intensa, rs)

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Mas esse não é um mérito apenas das comédias e tão poucos das séries americanas, porque do lado da terra da rainha, as coisas não estão lá tão melhores assim também não. Após observar Downton Abbey perdendo peças fundamentais para a sua história durante a Season 3, peças que talvez eles jamais consigam substituir ou reparar daqui para frente, fomos maltratados também pelas agendas do atores ingleses tentando fazer carreira na America antiga, arrastando maravilhas como Sherlock para sabe-se lá quando. Tudo bem que eles já voltaram a gravar e até deixaram escapar a intenção de continuar com a série certamente por mais um temporada e talvez até por uma outra, mas ainda assim, quanto tempo precisamos esperar para que isso de fato aconteça sem se esquecer de boa parte de tudo que já vimos antes? De qualquer forma, nem tudo é  só reclamação, porque também da terra da Rainha recebemos de presente surpresa a adorável My Mad Fat Diary, que é uma série apaixonante e pelo menos uma delas precisava nos salvar dessa má fase. Pena ser tão curta e já ter nos deixado na saudade, apesar de ser melhor sentir saudade do que não ter a menor vontade de voltar.

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Ainda na terra da rainha temos Doctor Who, que todo mundo sabe o quanto eu AMO e sou um entusiasta para que todos acompanhem, mas talvez aqueles que ainda não sentiram vontade de assistir a série devam todos começar de qualquer outro ponto dessa história, porque o atual também não está dos melhores. Mas não está mesmo. A sensação é a de que eles gastaram tudo o que tinham em cash durante a primeira metade da Season 7 e agora que precisam encerrar a temporada para começar as festividades em comemoração aos históricos 50 anos da série, precisam também economizar para não chegar a terceira idade sem ter algum guardado. Parte disso vem inclusive do sucesso da série na America antiga, algo que até fez com que a série inglesa tivesse que se adaptar ao calendário americano, colocando os fãs na espera sem pensar duas vezes. Damn you, America! Sério, tudo está tão custoso atualmente na série e meio que perdido em episódios completamente aleatórios (que dizem ser intencional para essa nova fase de Doctor Who), que quase não existe mais aquela euforia de aguardar ansiosamente o próximo episódio para ver o que vai acontecer. E o que vai acontecer? Provavelmente a Clara vai “morrer” ou vai pelo menos quase morrer e o Doutor vai continuar achando que ela é a garota impossível. Mas impossível mesmo está sendo continuar desse jeito com uma das séries mais bacanas e cheia de possibilidades da atualidade. E eu juro que essa não é uma mágoa a mais de alguém que sentiu que perdeu a sua melhor companion (R.I.P Ponds). Uma pena indeed.

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Mas nem a mágica anda conseguindo segurar a atual temporada das séries e até Once Upon a Time anda deixando a desejar e muito. E isso desde o começo da sua Season 2, que não foi dos melhores e de lá para cá as coisas só tem piorado em Storybrooke. Podemos usar mágica. Yei! But wait… que agora não podemos mais usar mágica. Humpf! Eu posso usar mágica, você não pode usar mágica. Mas isso talvez só até amanhã, onde provavelmente eu já não possa mais usar mágica e você possa. Nessa confusão que recorre ao Twitter dos produtores para ser explicada a cada novo episódio que não conseguimos engolir ou simplesmente entender a sua proposta, permanecemos perdidos em meio a uma gigante nuvem de fumaça purple, que confiando em seu sucesso, jura que tem força inclusive para render um spin-off em Wonderland. Lembra do episódio de recursos vergonhosos onde eles tentaram recriar Wonderland? Então, ME-DO. Sério, ou essa fumaça toda nos fez viajar para um lugar onde nada mais faz sentido nessa vida encantada ou realmente tem gente muito confiante e ou se contentando com bem pouco por aí.

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E pensar em quem se contenta com pouco me faz lembrar de Game Of Thrones, série que todo mundo ama/é a cada novo episódio e que por aqui, pela primeira vez estamos conseguindo acompanhar ao mesmo tempo que o resto do mundo (isso para quem tem HBO, claro, porque para quem não tem, basta aguardar algumas poucas horas como sempre também, rs). Uma temporada que chegou de acordo com a grandiosidade da série, cheia de promessas e fãs mais entusiasmados dos seus livros nos garantindo que tudo deveria melhorar a partir de agora. “Agora vai!”, diziam eles. O que não é muito bem verdade (ou nada verdade), porque até agora continuamos caminhando sem saber o quanto falta para chegar a lugar algum e onde exatamente cada um deles de fato quer chegar além do trono (ou porque não nos foi informado, ou porque a essa altura e com os seus 812 personagens, nós já não nos lembramos mais). Nessa caminhada vamos conhecendo personagens novos, mesmo sem ainda ter decorado parte dos nomes daqueles já existentes na série, que pouco sabemos quem são ou o quanto devemos nos apegar. E isso desde sempre, porque esse problema não é novo em sua mitologia. Tudo isso para que mesmo? Para gastar 50 minutos de um episódio qualquer mostrando situações nada importantes (Sansa observando barcos, sonhos recorrentes com corvos de três olhos, Jon Snow ainda caminhando na neve com cara de chorão bundão bobão) e de pouca relevância para a história em si e gastando apenas os últimos minutos de cada episódio com algo para chocar e ou nos deixar com vontade de ver o próximo. Atualmente, assistir a GOT anda quase como se estivéssemos aprendendo uma receita de feijoada aos poucos. Uma pata hoje, amanhã um mamilo, mas nada desse feijão engrossar e tudo em fogo baixo, até os dragões chegar para dar aquela chamuscada. E a farofa? Já entendemos a sua fórmula GOT e é preciso acordar, porque precisamos de mais do que apenas a promessa de que a Khalessi ainda vai botar fogo em tudo porque ela é a personagem mais sensacional de todos os tempos. ZzZZZ. Insistindo muito nessa fórmula, GOT tem tudo para acabar desrespeitada justamente como True Blood ou pelo menos ainda vai penar e muito como The Walking Dead, que pelo menos consegue alternar um episódio bom com um completamente morno.

Hannibal - Season 1

Em meio a tudo isso é necessário ser justo e reconhecer que encontramos sim boas novatas também durante esse período: The Americans e os russos mais bacanas da TV atual e também dos anos 80 (estão vendo? Continua bem boa…). Hannibal, que acabou de chegar e já uma grande promessa (da qual falaremos entusiasmadamente em breve). Entre as comédias tivemos boas surpresas também com The Carrie Diaries, uma série adolescente da CW (sim, eu disse CW), prequel da veterana Sex And The City, que tinha tudo para ser um verdadeiro vexame mas que para a nossa sorte não foi e The New Normal (duas das quais também falaremos em breve, aguardem), que não foi exatamente uma surpresa só porque ainda confiamos no humor do uncle Ryan (ele que em Glee tem feito a sua melhor temporada, tanto que a série acaba de ser renovada para um quinta e sexta temporada e podemos dizer sem a menor dúvida que merecidamente, mesmo como boa parte da sociedade pedante torcendo o nariz. Yei!) e The Mindy Project, que depois de alguns ajustes passou a ser uma série bem divertida, principalmente nessa reta final da temporada (os últimos quatro episódios foram divertidíssimos). Mas nenhuma delas com força o suficiente para se aproximar das grandes comédias que tanto aprendemos a gostar ao longo desses anos todos ou no caso dos dramas, nada que as faça ser a nova Mad Men, ou Breaking Bad, por exemplo.

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Que por falar nelas, também andaram brincando com a nossa cara. Principalmente Breaking Bad, por ser tão boa e não se dar ao respeito, dividindo sua temporada final covardemente em duas partes, com sei lá, um ano de diferença entre elas? Sacanagem. Mad Men nem tanto, voltou mantendo o mesmo padrão de sempre apesar da demora (sempre acho que demora demais para voltar. Talvez seja porque as temporadas são sempre curtas…), com os personagens bem evoluídos depois desses anos todos onde embora em um ritmo próprio e que realmente não é para qualquer um, muita coisa já aconteceu entre e para aquelas pessoas, apesar de não parecer muito ou de pelo menos essa não ser a sensação a princípio. Mas ainda assim, é uma série para poucos, onde dificilmente você vai encontrar uma rodinha de amigos puxando assunto sobre o último episódio, que provavelmente só você e mais 2 pessoas em um raio de 5367 KM deve ter assistido, rs. (e a série começa a ser exibida na TV Cultura em breve, desde a Season 1. Assistam!)

E aí nos encontramos assim, carentes de séries realmente boas, que mereçam os nossos elogios ou entusiamo, que nos dê vontade de entrar no GetGlue para pegar todos os adesivos de cada um de seus episódios, que nos faça pensar ou que simplesmente nos divirta, seja lá qual for a sua proposta. Chega de séries medíocres, novas ou antigas. Chega de histórias que não nos levam a lugar nenhum fazendo a escola Lost em suas duas últimas temporadas. Chega de incoerência e textos vergonhosos, cheios de furos de roteiro e resoluções porcas que precisam ser explicadas via Twitter depois, o que eu acho uma total vergonha porque uma série de TV precisa se valer por ela mesmo, sem a necessidade de um livro ou explicações dos produtores para cada um de seus plots. Parece até que eles esqueceram que hoje tudo anda tão rápido que ninguém tem muito tempo para perder com algo que realmente não está tão bom assim. Talvez seja até por isso que atualmente eu esteja com muito mais vontade de assistir os meus boxes de séries antigas ou esteja quase passando a assistir as novas temporadas de The Voice em três países diferentes (a versão americana que eu já vejo e a versão australiana + UK que eu ainda não vejo) e ao mesmo tempo, para vocês sentirem o drama ou a falta de coisa boa para se ver entre as séries de TV do momento.

Em pensar que Girls acabou de acabar e só deve voltar no ano que vem. Homeland só chega em setembro/outubro (o que seria ver a Claire Danes e o seu Hugh Dancy – Hannibal – ao mesmo tempo na TV, hein?) e Breaking Bad só começa em 11 de agosto. Pelo menos por enquanto temos Awkward, uma série adolescente da MTV (sério que vocês todos estão perdendo para uma comédia da MTV?) que acabou de voltar e dessa vez para um temporada completa. Agora, não gosto nem de lembrar que Louie novo só mesmo em 2014, que o meu coração já fica azedo de novo.

Humpf…

 

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Mad, Fat e absolutamente adorável (♥)

Março 15, 2013

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No momento, a grande maioria das nossas séries preferidas estão em hiatus (humpf!), algumas estão voltando aos poucos, lentamente, não muitas se encontram em suas melhores fases e algumas delas para falar bem a verdade, andam super medíocres. Várias estão chegando ao final e nesse momento, nos encontramos exatamente assim, carentes de algo novo e realmente bacana para ver na TV. Até que, surge uma inesperada faísca de possível new crush em neon, apontando diretamente em direção a terra da Rainha, de onde sejamos justos ao reconhecer que recebemos constantemente coisas bem boas (Doctor Who, Downton Abbey, Sherlock, Skins). Como recebemos agora, com a surpresa grunge encontrada em My Mad Fat Diary, mais uma excelente série do Chanel 4 (o mesmo de Skins) e que é absolutamente adorável. E já vou avisando que a partir dessa faísca de new crush, acabamos vivendo uma intensa relação de amor a primeira vista. Hell Yeah!

Obs: a partir de agora, como todos sabem, já que eu também sou um designer gráfico, apesar de meio preguiçoso e sem tempo para realmente fazer o que eu vou sugerir agora, imaginem esse post inteiro ilustrado com intervenções super foufas aparecendo quando descritas entre parenteses. Aliás, imaginem todos os meus textos assim desde sempre, rs

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Nela temos Rae (a excelente novata Sharon Rooney), uma menina obesa e recém saída de um hospital psiquiatro após atentar conta a própria vida em um surto emocional até então desconhecido, tendo que se reajustar a sua vida de antes, evitando que todos descubram a verdade a seu respeito e acabem se afastando ainda mais do seu mundo já tão sozinho e quase sem amigos (carinha triste). Até aqui, podemos dizer que não encontramos nenhuma grande novidade, porque quem nunca assistiu uma série sobre um adolescente desajustado que atire o primeiro box contrabandeado de undreground mais obscuro de The Wonder Years (dealer do underground repassando o box). Mas, My Mad Fat Diary não é só isso e facilmente conseguimos reconhecer o que a série tem de tão especial, capaz  de fazer com que todo mundo acabe apaixonado por seu universo em pouco tempo.

A começar pelo fato de que a série se passa na década de 90 (mais precisamente, estamos no ano de 1996), o que já a a coloca automaticamente em uma posição diferente de suas colegas do gênero, apenas pela ambientação. Outro universo, outras formas de pensar e se relacionar, tudo parece bem diferente na série, apesar da sensação não ser exatamente a de que estamos sim vivendo em outra época dentro desse cenário, muito por conta dos assuntos em comum atemporais dessa fase da vida de todo mundo e também porque nem o cenário e nem a caracterização de seus personagens parecem forçados. Exceto por sua trilha sonora, que é sensacional e extremamente saudosista. Dá até uma certa palpitação quando é possível reconhecer os primeiros acordes de qualquer um dos hits da época ao som de Blur (e a Rae tem um poster sensacional do Damon Albarn), Lemonheads, Prodigy, Beck (♥), The Stone Roses (que a Rae AMA e carrega o CD de forma toda especial), New Order, Radiohead, Oasis (ahhhh o Oasis antigo – desenho de um Essy antigo com aquele cabelo antigo e óculos redondinhos do Oasis). E essa é uma saudade bacana, de uma época que vivemos situações semelhantes com a da personagem (nesse momento, falando bem por mim na verdade), que tirando a parte do seu excesso de peso e o seu surto emocional que chegou a levá-la a uma atitude extrema (podemos até não ter chegado a esse ponto, mas isso também não significa que nunca pensamos sobre o assunto… triste, mas é verdade), tudo na série acaba circulando dentro de um universo bem comum para qualquer adolescente, dessa ou daquela época. (menino flutuando em uma nuvem de saudade)

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Sem contar que a série tem aquele tratamento especial que o Channel 4 (E4) sempre acaba fazendo (acertadamente sempre!), com imagens com filtros bacanas (algo que eles já faziam antes do Instagram e até eu já fazia faz tempo. Suck it, Instagram!), amarelados, dando um pouco mais de cor para as paisagens frias de uma pequena cidade inglesa. A série conta também com um edição que acaba fazendo toda a diferença quando assistimos qualquer um de seus episódios por exemplo, além daquela vontade de quase sempre de nos apresentar algo realmente novo. Vontade essa que dessa vez ficou por conta das intervenções gráficas na tela (isso falando apenas da questão da estética da série), com desenhos super foufos que vão aparecendo na tela a medida em que Rae vai narrando a sua história (os mesmo que vocês estão imaginando desde quando eu mencionei no começo do texto), que basicamente gira em torno de plots comuns da adolescência, que ela vai registrando em seu diário, que faz parte da sua tentativa de recuperação sugerida pelo doutor Kester (Ian Hart), com quem ela mantém uma relação deliciosa que vai sendo desenhada aos poucos, em meio ao clima de provocação entre os dois. (aliás, gosto muito sempre desse detalhe de que até os psiquiatras são cheios de falhas em suas próprias vidas. Acho honesto)

Eu poderia até arriscar em dizer que a série consegue reunir tudo o que nós mais gostamos de outras velhas ou não tão velhas assim conhecidas de todos nós. Tem aquela linguagem direta, principalmente quando o assunto é sexo, masturbação (assunto quase que inexistente no universo das meninas dessa idade, claro que imaginando aquela época) como em Sex And The City por exemplo e ao mesmo tempo, temos aquele perfil do perdedor, de que nunca as coisas são tão simples ou tão fáceis assim como muitas vezes nos foram prometidas, que é algo bem próximo do que nós gostamos tanto da atual e sensacional Girls. A série tem ainda aquele climão de série adolescente bacana, mais próxima da realidade, que atualmente encontramos em Awkward e The Carrie Diaries, combinados com o hype dos adolescentes ingleses imperfeitos de Skins, além da questão toda da terapia, que não tem como não lembrar com saudades da excelente relação Erica + Doctor Tom em Being Erica. (milhares de corações saltitando na tela com cheiro de tutti frutti)

Embora as semelhanças sejam muitas com outros produtos que nós gostamos tanto, My Mad Fat Diary conseguiu rapidamente firmar a sua própria identidade, mantendo um ritmo excelente em relação a todos os seus seis primeiros episódios (e a boa notícia é que já temos mais seis encomendados para uma Season 2. Yei! – em neon), onde é impossível escolher esse ou aquele como favorito. Tudo bem, isso pode até ser possível e talvez o que não dê mesmo é para encontrar um episódio mediano em meio a todos eles. Sério, são todos muito, mas muito bons.

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Tudo isso porque a série embora circulando dentro da temática adolescente, que tende sempre ser mais leve e até mesmo mais fácil de ser digerida, consegue tratar todos os assuntos da forma como eles merecem ser tratados. Damos boas risadas com a imaginação fértil da Rae em relação a tudo na sua vida, principalmente quando o assunto são as suas fantasias com os meninos (e a honestidade dela nesses momentos chega a ser impressionante, coisa rara de ser ver na TV, ainda mais em uma série do gênero), ou algum surto criativo que ela tenha pensado em como resolver algum problema ao seu modo (todos divertidíssimos), mas ao mesmo tempo, quando precisamos falar de coisa séria, como tentativas de suicídio, drogas, sexualidade, problemas com a própria imagem e distúrbios alimentares, My Mad Fat Diary também consegue caminhar dentro da abordagem mais adequada para cada uma de suas propostas de problema, tratando com seriedade assuntos dramáticos que não poderiam e nem deveriam ter a menor graça.

Do período em que passou clínica (que a sua mãe inventou para a vizinhança que ela esteve na França), Rae trouxe com ela sua amizade com a doce Tix (Sophie Wright, que ninguém tira da minha cabeça que não seja uma parente super próxima do Kurt de Glee, se não for ele mesmo se arriscando do outro lado do oceano…), uma menina que assim como Rae, também sofre de distúrbios alimentares, só que exatamente da forma oposta que a melhor amiga. Com ela, Rae divide as melhores conversas de banheiro entre  meninas, todas extremamente sinceras, revelando as novidades da sua vida agora que é uma mulher livre. Tix é realmente uma personagem tão adorável quanto Rae, mesmo que a sua participação tenha sido bem pontual durante essa Season 1 e todo aquele drama envolvendo a personagem em sua reta final (aliás, adorei o detalhe de um dos episódios ter começado com a narração dela, mostrando o quanto ela admirava a Rae), mesmo em pouco tempo de convivência, já consegue deixar qualquer um aflito em relação ao futuro da personagem (ainda incerto) que aprendemos a gostar tão rapidamente. Aliás, dentro daquele cenário, torcemos por todos eles, inclusive pelo Danny (Darren Evans), outro paciente da clínica que apareceu na festa da casa da Rae para fingir ser seu ex namorado e foi divertidíssimo, além de linda a forma como ele foi bem recebido pelos atuais amigos da personagem, inclusive quando tiveram a chance de vê-lo em um momento crítico da sua condição.

Pelo fato da série se tratar da superação da personagem em torno de todos esses obstáculos desse atual momento da sua vida (e não só os obstáculos dela), passamos boa parte dessa primeira temporada observando Rae se readequando ao mundo real, fora da clínica onde esteve internada, tendo que fazer novos amigos e superar alguns traumas sérios da sua vida. Nessa hora, ganhamos a participação dos seus também adoráveis novos amigos, que entram na sua vida por intermédio da sua amiga de infância, que na verdade, é a pior de todos eles, do tipo megabitch passiva agressiva passiva de novo, da qual falaremos depois. Entre eles temos três meninos, os boys magia da série (surge um Höy! gigante em formato de objeto fálico, rs. Sorry, mas esse é o tom da série, rs), Archie (Dan Cohen, meu amor a primeira vista e que ninguém tira da minha cabeça também que tenha algum parentesco com o Cameron, participante do primeiro The Glee Project) meio nerd, músico e adorkable com seus óculos arredondados (tenho uma queda séria por quem usa óculos, confesso e essa também deveria ser um intervenção gráfica), Chop (Jordan Murphy), que é o engraçadão e meio que líder de todos eles e o Finn (Nico Mirallegro, magia para se perceber ao primeiro instante), que nos é apresentado como o mais distante de todos eles, pouco interessante, mas que logo percebemos que na verdade, ele é o verdadeiro príncipe da turma e logo acaba se tornando o amor adolescente da Rae. (príncipe para ela, porque pra mim continua sendo o Archie. Se bem que, neam? Estamos aí, disposto a viver a quarta geração de Skins a qualquer momento, rs)

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Como nem tudo costuma acontecer facilmente na vida de ninguém, Rae acaba encontrando alguns obstáculos antes de realmente estabelecer uma relação de amizade com todos eles. Mas tudo isso ela acaba vencendo sabiamente com seu bom humor, além do seu excelente gosto musical, que são suas maiores armas na hora da conquista, inclusive na hora da conquista de novos amigos (ainda bem que ela descobriu esse detalhe cedo). Apesar disso, Rae está longe de ser a gordinha engraçada da turma, tão pouco aquela sofredora que se acha completamente inadequada ao mundo como ele é, muito pelo contrário, e na verdade, a sua maior vontade é pertencer a alguma coisa, sair fora da sua zona de conforto e experimentar coisas que ela jamais se permitiria (o drama dela na pool party do primeiro episódio é sensacional, ainda mais por um detalhe, que acaba roubando totalmente a atenção dela presa no escorregador e que inclusive é a arma que Rae utiliza para sair daquela situação constrangedora) e sua personagem tem um perfil mais cínico, irônico e ela é visivelmente a mais rápida no gatilho entre todos eles (em todos os sentidos), o que certamente lhe dá alguma vantagem em relação aos demais.

Entre as meninas dessa parte da vida real, temos Izzy (Ciara Baxendale), uma ruiva super foufa e que tem uma certa queda pelo Chop, que logo Rae e todos nós conseguimos perceber e ela, aquela que está disfarçada de melhor amiga de infância, a detestável a primeira vista, Chloe (Jodie Comer, que sem o menor exagero é exatamente a cara de uma das minhas “melhores amigas” dessa mesma fase, que não demorou muito para eu descobrir que se tratava da mesma espécie de megabitch. Sério – desenho da cara de satanás) mas que na verdade, talvez seja uma das suas grandes inimigas para a vida ou um dos seus maiores obstáculos para seguir em frente. Chloe tem aquele perfil odioso da garota perfeita e super disponível para os meninos, para todos e qualquer um eles. Aquela que todo mundo acaba pegando porque está disponível ou porque hoje resolveu sorrir para aquele menino que você estava de olho fazia meses (menino com sangue nos olhos e fumaça saindo dos ouvidos), mas que nunca teve coragem de chegar perto. E tudo isso como se ela soubesse disso tudo e estivesse de olho nos seus interesses o tempo todo (magoa contida & antiga descarregada. Ufa – bigorna de 50 KG caindo do alto com aquele efeito sonoro de coisas caindo). Sim temos certa inveja de quem consegue tudo “facilmente”, admitimos e temos mesmo, sem culpa, mas até isso eles conseguiram mostrar de uma forma interessante dentro da série, mostrando que a personagem, apesar de não ter que lidar quase nunca com a rejeição, algo super presente da vida da Rae e da maioria dos simples mortais, na verdade, também sofria por ser aceita apenas por sua aparência e ninguém nunca parecer estar muito disposto a conhecê-la de verdade (se conhecessem, correriam…). Sim, precisamos lembrar de vez em quando que até as megabitches tem coração, algo que só costumamos lembrar quando retiramos ele com as próprias mãos… (desenho do Essy tirando o coração de uma megabitch com as próprias mãos e um #YOUWIN gigante piscando na tela em 8-bit)

Digo que ela tem tudo para ser uma das grandes inimigas da vida da Rae ou seu grande obstáculo na vida, porque ambas sempre mantiveram uma relação um tanto quanto esquisita, pautada na inveja dos dois lados, de uma nunca ser ou poder ser exatamente como a outra. Embora ambas façam parte da vida uma da outra desde sempre e tenham passado por alguns momentos bastante importantes juntas, é visível que entre elas, Rae é a que parece estar sempre muito mais disponível para aquela amizade, sempre oferecendo alguma coisa e recebendo bem pouco ou quase nada em troca. Um simples exemplo que vai além da situação crítica do aborto que a Chloe acaba optando por fazer e que Rae é a única pessoa ao seu lado naquele momento e que na hora em que ela finalmente teve coragem de contar que ficou internada na clínica durante as férias, a amiga antiga acabou fazendo pouco caso porque algo mais “importante” apareceu na sua vida naquela hora, pra mim, foi o momento em que vimos um dos flashbacks da amizade delas quando criança, com ambas rodando de mãos dadas e Rae totalmente entregue ao momento, acabou ganhando em troco a sabotagem de Chloe, que solta a sua mão só para ver a amiga cair, demonstrando desde cedo como de fato seria a relação futura com a amiga. Sabe aquela amizade que apesar de ter raízes, precisa deixar de existir? Então… mas Rae tem tempo para descobrir isso.

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E quem nunca teve uma amiga como a Chloe na vida? E quando essa amiga faz parte da sua família, que sempre vem te procurar quando precisa falar algo mas que nunca está disposta a ouvir o que você tenha para falar, mesmo que seja uma bobagem qualquer? (desenho de uma foto de família fazendo uma pausa dramática e que vai se aproximando da tela a cada cinco segundos) Mas fato é que além de tudo isso, Rae é uma pessoa grata as portas que foram abertas pela própria Chloe para essa nova fase da sua vida, sendo que foi ela que a incluiu na sua turma de amigos, algo que nós também conseguimos perceber que Chloe se arrependeu quase que imediatamente, quando percebeu que a amiga, mesmo não apresentando nenhum risco para o seu sucesso dentro da turma em termos de beleza ou porte físico, acabou roubando todas as atenções para ela rapidamente, simplesmente por ser muito mais bacana. Obviamente que em alguma altura dessa história, elas acabariam apaixonadas pelo mesmo cara e que esse seria o grande desfecho da temporada para a relação das duas (com Chloe descobrindo a magia do Finn), que infelizmente, para a nossa falta de sorte, teve uma final feliz para ambas e não apenas para aquela que nós estávamos torcendo desde o começo. Aliás, por mim, essa Chloe ganhava uma bolsa de estudos para algum lugar em clima de guerra durante 1996, para ontem.

Em casa, sua relação com a mãe (Claire Rushbrook) também não é das mais amigáveis e o conflito está sempre presente. Vamos combinar que aquela mãe também não é das mais fáceis, do tipo que não consegue enxergar a seriedade dos problemas da filha, continuando a rechear a dispensa da casa com coisas que Rae não pode comer (armário cheio de coisas gostosas reluzentes e com carinhas foufas, tipo Sugar Rush em “Wreck-it Ralph”), porque como ela mesmo disse, para pessoas como ela, o ato de apenas “beliscar” simplesmente não existe, sem contar que sua mãe também parece estar sempre muito ocupada correndo atrás do novo namorado, um imigrante ilegal no país que por motivos óbvios, precisa ser mantido em segredos dentro da sua própria casa. Apesar das dificuldades dessa relação, também foi bem bacana vê-las conseguindo se acertar por hora, principalmente com toda a história do pai ausente da Rae, que descobrimos mais tarde que foi um dos motivos do tal surto.

Outro ponto alto da série é a forma como eles retratam o bullying naquela época, que ainda não tinha esse mesmo nome (pelo menos não para a gente aqui), mas que acontecia da mesma forma estúpida de sempre. O engraçado é que nessa hora, a reflexão da personagem quando de frente com um de seus maiores bullies foi exatamente a mesma sobre o que eu sempre pensei a respeito de todos os meus, que foi quando ela disse que até entendia que eles pegassem no pé dela, mas porque eles precisavam ser sempre tão repetitivos e pouco criativos, além de cruéis, é claro. Aliás, esse foi um momento ótimo dentro da série e totalmente inesperado porque foi relacionado ironicamente a resolução dessa Season 1.

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E foi bem especial também a forma como a relação dela com o seu boy magia, Finn, acabou sendo construída aos poucos dentro da série. Desde o despertar da suspeita de que havia algum interesse no ar (que Rae sequer sonhava que estava sendo correspondida), até a confirmação de que eles realmente estavam interessados um pelo outro, ambos foram acrescentando momentos importantes para a construção dessa adorável relação, super improvável na cabeça dela, mas que para ele, por Rae ser uma menina tão bacana e cheia de personalidade, muito provavelmente poderia ter até acontecido bem antes. Mas os elogios nesse momento também valem para o próprio Finn, que mostrou-se um menino super bem resolvido (raridade rara nessa idade e depois não melhora muito não, não querendo desanimar ninguém, mas o que a gente aprende com o tempo é que exatamente esse tipo, não é o que queremos por perto, por isso deixamos de nos importar com eles – imagem do Essy ganhando a espada encantada do poder do amor + auto suficiência, tipo Scott Pilgrim) e pouco preocupado com a opinião das pessoas, ele que chegou inclusive a defender a Rae em um momento totalmente meio assim em meio ao seus bullies. Achei tão lindo quando ele foi a sua casa pela primeira vez e levou seus discos, para “aperfeiçoar e completar” o seu gosto musical (que por parte dele, ainda circulava nos 80’s, com The Smiths – “There Is A Light That Never Goes Out”, que eu sempre vai me fazer sentir vontade de dançar na vida – e The Cure) e ela toda carrancuda, seguindo a cartilha de comportamento sugerida por seus amigos, tratando ele com certa distância, evitando um contato físico para não se tornar amiga demais (o Archie tudo bem abraçar, agora o Finn, NÃO!). Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (outro momento que eu AMO/sou é quando ele está jogando sem camisa no parque e vem dar um abraço daqueles nela. Sério, me vejo fazendo os mesmos comentários. Aliás, faço os mesmos tipos de comentário diariamente por aqui, rs)

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Outra relação super foufa que acaba acontecendo na série é a da Rae com o Archie, que na verdade, foi o seu primeiro interesse dentro da turma de boys magia e chegou inclusive a acontecer um beijo entre os dois, mas que logo depois, nós descobrimos ter sido apenas uma fase de experimentação do próprio Archie, tentando descobrir se ele realmente era gay ou não (lembrando que estamos nos 90’s, onde nem tudo era como hoje). Uma descoberta que acabou levando algum tempo, até que em um momento super bacana e depois de uma experiência com meninos, Archie acabou revelando que na verdade ele era gay mesmo e estava super feliz de ter finalmente descoberto isso. E esse detalhe é bacana também para ilustrar o quanto as histórias de cada um dos personagens acabou se desenvolvendo, com todos eles, apesar de estarem envolvidos em histórias bem menores, conseguindo encontrar suas respectivas resoluções. (imagem de um little Essy andando abraçada com a Rae e o Archie pela Londres antiga)

Como final de temporada, tivemos como proposta um novo surto de Rae, que se encontrava novamente em um estado crítico depois de tudo que andou acontecendo na sua vida. Da narração da sua carta suicida(que se ela não corresse no final, eu mesmo tiraria das mãos de sua mãe, a força) até o momento em que ela cruza a rua lentamente até ser atropelada (meu coração saltando na tela), tudo foi feito lindamente e de forma super corajosa, apesar da sequência, reunindo uma série de clichês que nós já vimos em outras histórias, mas que de qualquer forma, apesar de não ser nenhuma novidade, eles também conseguiram resolver muito bem. Apesar de torcer pela recuperação da personagem desde sempre, a sensação de honestidade ao vê-la não conseguindo lidar muito bem ainda com todas esses novas situações, parece uma alternativa mais honesta do que simplesmente mostrar a menina contornando todos os plots dramáticos da sua vida facilmente. Mostrar as dificuldades, que nem tudo acontece na primeira tentativa, as consequências de cada ato, tudo foi realmente muito importante nesse caso para dar uma maior credibilidade para essa história, que precisava desse cuidado para torná-la ainda mais especial.

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Acho importante dizer que embora essa review tenha ficado bastante longa, a Season 1 da série tem apenas míseros 6 episódios, repetindo aquela covardia covarde de sempre da terra da Rainha. Mas são seis episódios excelentes, capazes de fazer qualquer um se encontrar exatamente assim como eu estou nesse momento, totalmente prolixo e procurando desesperadamente por minha camiseta antiga do Oasis (que eu adoraria ainda ter), que só eu tinha e usava sempre que possível para ir para o colégio (as vezes por baixo do uniforme, só para provocar, rs), uma pessoa que quando falava sobre Radiohead, recebia aquele olhar torto dos demais, do tipo “sobre o que é que essa alma estranha está falando?”. (desenho da minha cara estranha coberta pelo símbolo do Radiohead, cercado dos “normais” da escola)

My Mad Fat Diary é realmente das mais especiais, para aguardar ansiosamente pela próxima temporada e torcer para que as séries inglesas cheguem cada vez mais em DVD por aqui, para que possamos colocá-la um dia em nossa prateleira especial e quem sabe fazer até umas intervenções gráficas nessa parte da prateleira? Para terminar de assistir, ir correndo procurar os diários antigos (que eu tenho e de vez em quando me divirto. Inclusive usava uma caneta com luz para escrever neles também, só que a minha tinha um sapo na ponta, mas já não brilha mais, humpf!) e matar a saudade dos hits de uma época especial, que embora tenha sido bem difícil (adolescência é difícil para todo mundo), a gente escolheria viver tudo de novo sendo exatamente a mesma pessoa, talvez com um pouco mais de coragem e desenvoltura como a própria adorável Rae. (tela cheia de corações despencando como no final de uma partida de Paciência, rs)

ps: gostaria de ter ido naquele (ou em qualquer outro) show do Oasis com a Rae. 

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The Carrie Diaries – a primeira excelente nova página de uma história que nós AMAMOS

Janeiro 30, 2013

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Todo mundo sabe que mexer com qualquer coisa antiga, que gostamos tanto e por tanto tempo, que teve um história bem bacana até então, além de sempre ser algo bastante perigoso, sempre acaba ganhando grandes chances de se tornar um verdadeiro fracasso.

Com isso em mente e os dois pés atrás, fui conferir tardiamente (porque já até saiu o terceiro episódio) o piloto de The Carrie Diaries, série ambientada nos anos 80, que nos traz um pouco dos dias antigos de uma das nossas personagens preferidas de todos os tempos: Carrie Bradshaw, da fabulosa Sex And The City.

E não é que com os meus dois pés atrás, eu acabei perdendo totalmente o equilíbrio e caí de cara no chão?

SIM, eles conseguiram e o piloto da série é realmente excelente, do começo ao fim. Tudo parece ter sido muito bem cuidado, do figurino a história, além de toda a mitologia emprestada da série antiga, que não é de hoje que somos apaixonados e que de forma surpreendente, acabou sendo respeitada de uma forma bem especial.

Bacana encontrar Carrie (AnnaSophia Robb, bem a vontade no papel, algo a se considerar devido ao seu “tamanho”, ainda mais para uma jovem atriz) ainda sonhando em ser aquela mulher que conhecemos bem, ainda adolescente, tendo que lidar tão cedo com um perda tão importante como a de sua mãe. Um luto que é praticamente o plot central desse primeiro episódio (ou o mais importante dele), focado na dinâmica daquela família ainda se adaptando a sua nova realidade, com um pai sem saber muito bem o que fazer com suas duas filhas adolescentes e uma irmã do tipo rebelde, que resolveu lidar com a perda da mãe de outra forma.

Mas não só desse luto sobrevive o piloto e ele ainda circula muito bem entre dois outros ambientes. O primeiro deles encontrado na escola, com aquele típico cenário de high school adolescente que nós tememos desde cedo (rs), com Carrie Bradshaw tentando continuar a sua vida sem virar o centro das atenções devido a morte da sua mãe e encontrando em seus amigos o conforto necessário para seguir em frente naquele momento. E é claro que Carrie já teria olhos para os meninos a essa altura e nesse caso, um bem específico do tipo bad boy magia especial da escola, com cara de galã inconsequente, que certamente ainda irá render algum aprendizado para que ela tenha o que escrever no seu diário no futuro. Ao que tudo indica, Sebastian Kydd (e #TEMCOMONAOAMAR esse nome) tem tudo para ser um laboratório importante nesse período da vida da personagem.

Conversas soltas sobre virgindade onde apesar da pouca idade das personagens, sua linguagem não pareceu ser muito polida quando comparada a utilizada na série antiga (além da diferença das décadas em que ambas são situadas), algo que eu considero importante na busca para manter uma identidade próxima da que já conhecemos e que foi tão importante para o seu tempo, também marcaram esse primeiro episódio, mostrando que o sexo já fazia parte da vida de Carrie desde sempre. OK, pelo menos alguma curiosidade sobre o assunto, pelo menos por enquanto, rs. A narrativa também marcou a sua presença e em alguns momentos, chega a parecer natural que essa nova Carrie é exatamente a nossa Carrie. (bem bacana que a atriz conseguiu encontrar um tom próprio que pelo menos lembre a personagem antiga)

E é claro que o outro cenário ficaria por conta dela, a velha e boa NY dos anos 80, com toda a caracterização necessária para que a gente de fato acreditasse que estávamos vivendo em uma outra época, pelo menos naquele período que tem tudo para se tornar um hábito semanal (isso e a vontade de se vestir daquela forma hoje em dia). Nele encontramos uma velha conhecida de todos nós, a Martha de Doctor Who (Freema Agyeman, que por toda a sua história dentro da série inglesa, apesar dela nunca ter pertencido exatamente àquele lugar, eu não consigo não gostar ou não acabar torcendo por ela. Não consigo!), dessa vez vivendo lindamente uma personagem de nome Larissa, que acaba adotando Carrie em seu primeiro dia de trabalho na cidade e que foi o seu ticket de entrada para o lado mais fundamento de NY. Tudo isso a preço da introdução de Carrie ao mundo do crime, apenas pela aventura. Mas tudo bem, ela foi apenas cúmplice, rs.

Falando em anos 80, a moda da série obviamente foi um atrativo a parte e não poderia ter sido diferente pensando em tudo que nós já conhecemos da sua mitologia antiga e tudo me pareceu como um presente no quesito referência, revisitas e até mesmo de uma moda possível para os dias de hoje, mesmo estando 30 anos atrás (em um tipo de escola bem Patricia Field, só que de um jeito bacana, quase como uma reverência e não cópia, sabe? Se bem que eu nem acho que nesse caso poderia ser diferente…). Realmente uma delícia e tenho certeza que algumas coisas vão acabar ganhando o status de hype e facilmente serão encontradas circulando pela cidade hoje em dia. Alguém duvida? (ela customizando sua bolsa me lembrou muito em mesmo quando adolly e todo mundo amava e queria as minhas mochilas fundamento. A última delas eu guardo com carinho até hoje em algum lugar do meu armário, rs)

O piloto ainda conta com uma trilha super bacana e bem nostálgica, apesar de a sensação ser a de que eles abusaram um pouco demais desse recurso, mas para um começo, podemos dizer que eles começaram com o pé direito, embora Carrie ainda não tenha condição de bancar seus próprios Manolos, mas ela já parece estar em um bom caminho. Ufa! Além disso, ele ainda nos apresentou plots bem bacanas para o que ainda veremos pela frente, não só com a personagem principal, mas também com os demais personagens que nos foram apresentados durante esse primeiro episódio. (estava jurando que o amigo gay seria o Stan e já aguardo esse encontro em NY. Será que ele pode acontecer?)

Mas é preciso dizer que o que realmente me chamou atenção no piloto foi um texto super bacana, honesto e na medida certa, fazendo uma ótima ligação entre a Carrie de hoje e de ontem, em termos de ritmo, linguagem e até mesmo do seu fundamento. Ainda mais considerando que essa é uma série adolescente, da CW, onde não estamos acostumados a ver séries do tipo com tamanha profundidade, que foi exatamente a impressão que nos pareceu ser a intenção de The Carrie Diaries daqui por diante. Além disso, toda e qualquer cena envolvendo um símbolo da série, como aquele final com ela começando a escrever seus próprios diários (que ela acabou herdando de forma super foufa e emocionante de um velho hábito de sua mãe) e ainda em busca da sua voz como escritora, foram todas bem especiais.

Apesar de ainda parecer cedo demais para se animar com a produção, não podemos negar que esse piloto acabou deixando uma vontade enorme de seguir em frente com a série e assim, acabar matando a saudade de uma forma diferente, de quem a gente gosta tanto.

Go Little Carrie! Go Little Carrie!

 

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The Carrie (a estranha) Diaries, o trailer

Outubro 31, 2012

Se a série conseguir seguir uma linha um pouco mais “Awkward” e  conseguir se distanciar do que a CW costuma fazer em todas as suas séries adolescentes pedantes, tem chance de dar certo viu?

80’s, uma personagem que todo mundo gosta ou pelo menos tem carinho por sua mitologia. Mas talvez o problema esteja nessa “nova mitologia” que eles prometem trazer com The Carrie Diaries, com pais que nunca conhecemos e uma parte da história que também não conhecemos e ainda não sabemos se conseguimos nos interessar tanto assim.

E simplesmente olhando para a protagonista ou o clima da série pelo trailer e tudo que nós já vimos a respeito, nada parece muito com o que conhecemos da Carrie menos antiga de Sex And The City e o problema está exatamente no fato das duas acabarem parecendo personagens completamente diferentes.

Mas veremos…

 

ps: Martha Jones (Freema Agyeman) está sensacional como Larissa. Apesar dela ter sido uma das companions menos querida por quase todo mundo em Doctor Who, torço por ela sabia? Só o fato dela ter escolhido a sua felicidade e não o Doutor, já prova que ela era sim uma garota interessante. Bem mais interessante do que a Rose, por exemplo…

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Get Carried Away versão Teenage Dreams

Abril 3, 2012

Annasophia Robb, a nova Carrie Bradshaw gravando cenas da série que é um prequel de Sex And The City chamada The Carrie Diaries.

Claro que eu não tenho muitas esperanças em relação a nova série, que está sendo produzida pela CW (e isso por si só já nos diz muito do que esperar, rs. Mas espera ai, isso pode soar como preconceito…e não é, é experiência, rs), que planeja nos mostrar um pouco da jovem Carrie nos anos 80, com ela ainda se descobrindo, na faculdade, se relacionando com a sua família (o que não chegamos a ver na série original), pelo menos essa é a promessa. E é claro que eu vou ter que ver qualéqueé neam?

Além do mais, o figurino pelo menos continua bem bom!

Veremos…


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