Posts Tagged ‘The Dark Knight Rises’

Bane vs Little Bane

Abril 9, 2013

tom hardy bane

Como se não bastasse o Tom Hardy estar encantando todos nós diariamente no set do seu novo filme, aparecendo sempre acompanhado de um cachorrinho super foufo, um dia desses, durante os intervalos de gravação do longa, o ator foi surpreendido por esse garotinho que apareceu vestido de Bane. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E #TEMCOMONAOAMAR mais ainda que na hora da foto, ambos escolheram fazer a pose oficial de Ryan Gosling?

Não, não tem, para ambas as perguntas. (♥)

 

ps: would you marry me , Hardy? (que traduzindo pode significar algo que talvez seja considerado impróprio para a classificação do blog, rs)

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A prova viva em formato de foufurice de que os brutos também amam

Março 28, 2013

tom-hardy

Sério, não estou conseguindo me controlar com o Bane e todo esse #CACHORRISMO no set do seu novo filme.

E a cara de piedade piedosa dele e do cachorro que é praticamente a mesma?

Ahhh, essa nossa queda por vilões… Höy!

#TEMCOMONAOAMAR

Norman Reedus

E o Norman Reedus, que depois do último episódio de The Walking Dead, bem que estava precisando de um alívio na foufurice foufa. (aliás, estou gostando de ver o seu Daryl aparecendo cada vez mais na série)

Viram? A prova viva no formato de foufurice de que até mesmo os brutos também amam.

#TEMCOMONAOAMAR?²

#CACHORRISMO

 

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Eu sabia que bem lá no fundo, Bane era apenas um grandalhão sensível e adorkable…

Março 12, 2013

tom-hardy

… ele que em “The Dark Knight Rises”  escolheu o caminho das sombras (apesar de que…), mas que na vida real é essa pessoa foufa e adorkable que beija animais no meio do dia com essa cara de quem vive em um comercial de Kleenex. (só eu me imagino fazendo aquele cafuné, #TODAVEZ?) Höy!

Tudo bem que o Tom Hardy estava no set do seu novo filme, a trabalho, mas vocês entenderam o que eu quis dizer e ou fantasiar…

#TEMCOMONAOAMAR?

Não, não tem. (♥)

 

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O red carpet indeed do BAFTA 2013

Fevereiro 15, 2013

Helen Mirren

Talvez o red carpet do BAFTA 2013 só tenha sido bom mesmo porque pouca gente apareceu (mas todos representando muito bem alguém de prestígio na fila do fish ‘n’ chips indeed do lado de lá), portanto, a possibilidade de erros era bem menor. Mesmo assim, uma premiação que tem a Rainha herself aparecendo de cabelo rosa, merece ser comentada.

Por isso já vamos começar com ela, a Hellen Mirren, que não poderia estar mais leve, solta e ou maravileeeandra na fila das Rainhas Disney indeed (se bem que a gente sabe que ingleses tendem a só conseguirem papéis de vilões nos filmes da Disney e ou em qualquer produção americana. Fato, preconceito & magoa de caboclo deles). Praticamente uma adolly de 13 anos se sentindo mocinha adulta moderna na festa de debutante da amiga mais velha de 15.

Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

 

Combo magia ligada por um Alias antigo

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E tem para todos os gostos, da magia de príncipe indeed do Bradley Cooper de bow tie, que eu não canso de dizer que as espertas estavam de olho desde Alias antigo ( I ♥ Will e por isso a conexão com o Ben) até a magia grisalha precoce que nós AMAMOS do Ben Afleck e sua gravata skinny, que não poderia estar vivendo um melhor momento. Höy!²

ben-affleck

E não poderia mesmo e no BAFTA 2013 ele também levou seus prêmios para casa, de melhor filme e melhor diretor, justiça que o Oscar de logo mais não poderá fazer, já que eles resolveram ignorá-lo como diretor. Suck it!

#BENAFFLECKRISES

 

O que estaria acontecendo com os vestidos de ultimamente, hein?

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Como esse Burberry preto escuro (rs) da Anne Hathaway, por exemplo, que apesar de quase simples, era lindo, mas diz que teve um leve probleminha na costura no final da noite.

Vamos tomar mais cuidado com esse tipo de detalhe importantíssimo produção? Porque só nessa temporada, esse já é o segundo probleminha envolvendo costuras & afins (todo mundo lembra do probleminha recente da J-Law, não?) e todos nós sabemos ou pelo menos temos alguma ideia de quanto custa uma dessas belezinhas, hein?

Tenham mais cuidado. Força na agulha & linha!

#CONTROEDEQUALIDADENELAS

 

Aliás, gostaríamos muito de saber também o que está acontecendo com a Marion Cottillard e a Dior, viu?

Marion

Quer dizer, com a Dior a gente bem sabe e quem viu o último desfile do Oscar de la Renta em NY, que teve o Galliano como praticamente apenas um assistente da marca, sabe do que nós estamos falando. Mas tudo bem…

Agora, o que estaria acontecendo com a Marion Cotillard desde o seu péssimo final em “The Dark Knight Rises”, hein? Será que ela ficou com trauma ou alguém a está obrigando a usar um look pior que o outro ultimamente como castigo pelo que ela fez no final do filme da morcegona? (acho que nunca vou conseguir esquecer aquilo) Seria a assessoria da Dior, fã incondicional do homem morcego? (Para pensar… rs)

Reaja, Marion!. Afinal, você é francesa e só por isso você já está na vantagem. PÁ!

E sim Marion, nós fizemos essa mesma cara quando você apareceu assim no red carpet. #CREDINCRUZ

ps: aliás, aproveitando o momento, i do declare que a partir de agora, essa é a nossa cara oficial de #CREDINCRUZ por aqui, dito com voz de Chico Bento sempre, é claro. 

 

A hora mais azul quase escuro

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Maravileeeandra a Jessica Chastain nesse azul Roland Mouret, não?

E olha que ela era outra que não andava fazendo boas escolhas para o red carpet… lembra quando ela apareceu calva no Golden Globes? (#CREDINCRUZ)

You go girl!

 

Três dedos acima e teria ficado perfeito, J-Law

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Muito colo a mostra dá sempre aquela impressão que o vestido está escorregando, com ou sem bustão e mesmo que ele não esteja escorregando. Fato.

Como esse Dior da J-Law, que estaria perfeito se estivesse 3 dedos acima.

E lembrem-se, sustentação é sempre importante, mas tomem cuidado para:

A) não ficar com o peito ameaçando o seu queixo ou sendo confundido com as maças do seu rosto a noite toda

B) não ficar com cara de mulher interpretando homem no truque em peças de teatro do passado, como em “Shakespeare In Love”, rs (que olhando daqui parece ser o que aconteceu nesse caso)

 

#TEMCOMONAOAMAR o Daniel Day -Lewis acompanhado da sobrinha?

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Não, não tem. (♥)

Aliás, um recado para o George Clooney:

Quer ser visto sempre ao lado de mulheres mais novas só que de forma mais interessante?

Comece a levar a família, que você vai do issue do clichê da crise de 1/2 idade para o foufo em um tapa só. WOO.

 

Em um mundo com homens realmente educados, Sally Field jamais estaria segurando a sua própria umbrella…

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Shame on you boys. Shame on you!

E sim, ela não só poderia segurar a sua própria umbrella, como assim fez lindamente, só que a diferença aqui é que ela não precisava e algum dos meninos presentes deveria ter feito essa gentileza para Nora Walker, que inclusive já foi uma noviça voadora.

Exijo explicações de Affleck, Day-Lewis, só Lewis, porque o Clooney a gente imagina que estivesse de olho em qualquer par de pernas longas com menos de 22, mas dos outros todos exigimos explicações. Aguardando…

Eu teria segurado a sua umbrella dramaticamente, deixando até uma single tear escorrer e passando pelo menos 5 minutos ali, eu até já poderia acreditar que estava voando com o sobrenome Walker enquanto ligava para fofocar com os meus outros irmãos, viu Sally Field? (♥)

 

Começando a suspeitar que essa é a temporada da escova para os meninos, hein?

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Primeiro foi o JT, que me apareceu escovado e penteado e agora até o Brody? (mais penteado do que escovado, fato. Penteado com uma escova, pronto. rs)

Estou achando que é tandancé…

Aliás, Brody AKA Damian Lewis que é sempre uma visão. Höy!

 

Saindo à magia mágica ruiva

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Para encerrar, nos despedimos do BAFTA 2013 muito bem acompanhados com ele, Michael Fassbender na neve (sério, cenário perfeito Fassy. Cenário perfeito!), que aparentemente esteve em tudo quanto é after party da premiação e nós gostamos de sair bem acompanhados de qualquer lugar indeed.

Fassy, sempre uma visão. Höy! (nos meus sonhos recorrentes dessa última semana, nos cumprimentamos assim: Ele – Essy!, Eu – Fassy! com respeito. Trocamos olhares mas nada aconteceu. Ainda… humpf! – a não ser o dia em que ele apareceu em uma versão ruiva extremamente saturada que me fez despertar gargalhando de tanto rir. Sério.)

 

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The Modern Guilt Awards 2012, a quarta edição do prêmio mais sensacional de todos os tempos

Dezembro 31, 2012

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A premiação mais esperada e concorrida de todos os tempos finalmente chegou a sua 4ª edição, o The Modern Guilt Awards 2012, que dessa vez veio mais feminino do que nunca, furando o Globe de Ouro de logo mais e contando com a apresentação da dupla Tina Fey e Amy Poehler e comentários nas entrelinhas delas, Mindy Kaling, Aubrey Plaza, Lena Dunham e todas as meninas de Girls, nessa noite que com esse time completíssimo, agora sim está mesmo com cara da nossa noite de premiação dos sonhos! (favor imaginar todas essas vozes a cada prêmio revelado, inclusive os comentários além dos nossos próprios comentários, é claro. Estou numa fase voiceover…)

Como todos já sabem, essa é uma premiação pouco ou nada democrática, assumidamente parcial e recheada daquele favoritismo que vocês sempre encontram aqui no Guilt (lidem com isso), onde com um nível ainda mais alto de cinismo e a honestidade honesta de sempre, resolvemos deitar com toda e qualquer premiação já existente (Suck it Oscar, Golden Globe, Hugh Jackman rebolando mais que eu quando toca qualquer diva antiga na buatchy, durante o Tony de uns anos atrás), provando que é possível sim fazer uma premiação digna porém bem honesta, sem deixar o nosso lado mais ácido e ou meio amargo de lado. Mas apesar de todas essas variações de sabores, acreditem, somos extremamente doces. (rs)

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Então preparem aquela roupa boa de domingo e assinada (apesar de hoje ser segunda), que é hora de tocar a música, é hora de ascender as luzes, é hora do nosso show! Que entrem Os Muppets, porque o The Modern Guilt Awards 2012 já vai começar! (gargalhadas de Poehler Fey)

(acho que tudo nessa vida deveria começar com essa trilha. TU-DO!)

 

Höy do ano> Ryan Gosling, ele que é sempre uma visão!

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(já disse para você nunca mais nos olhar assim, não disse Ryan? Mas continue, por favor… rs)

Não adianta, alguns até que se esforçaram bastante, mas desde que depositamos toda a nossa atenção no Ryan Gosling, não conseguimos mais prestar atenção em outra coisa. Sorry, but I’m not sorry…

Quer dizer, até conseguimos, claro, porque afinal, somos todos tomados pelo calor da magia à sedução a qualquer momento do dia ou da noite, mas desde que ele entrou nessa sua atual fase de magia mágica (que nesse caso, deve ter começado ainda no Mickey Mouse Club, rs), nenhum outro conseguiu superá-lo em nossa imaginação.

Acompanhamos tudo a seu respeito. Suas chegadas ao aeroporto enfeitiçando todo mundo com o seu nível máximo de magia mágica, suas voltas com sweaters foufos e pacotes de bagels de sabores sortidos,  suas idas a academia que acabaram nos revelando um plot importante a se considerar devido ao seu pé de hobbit. Teve também aquele outro dia, onde seguramos a raiva, mas quase fizemos nós mesmos uma tattoo de dragão na cara da Rooney Mara, tamanha ousadia e falta de amor a própria vida da mesma. Até que chegamos a um momento dramático, quando passamos a acompanhá-lo ao lado dela, a temida (principalmente pelo George), Evil Mendes (cuspida de fogo verde no chão e tiques nervosos nos músculos todos do rosto), algo que foi bem difícil de digerir, eu sei  e até agora não conseguimos superar essa dor dolorida. Quer dizer, mais ou menos também, porque mesmo assim, mesmo enfrentando essa afronta, nós aprendemos a rir até dessa tragédia e isso só porque somos fortes. É, mas não podemos negar que o Ryan fez o óbvio. Logo ele… Humpf (- 0,0001/2 ponto no seu nível de magia)

Apesar desse detalhe, Fassbender, Skarsgard, Speedman, Krasinski, Sturgess, Levi, Quinto, Pine, Greenberg, Driver, DallasAmell, Bell, Jackson, Canet, Levitt e algum outro que eu não tenha lembrado agora (e provavelmente estou esquecendo de vários feitiços) que nos desculpem, mas novamente, o nosso Höy mais representativo vai para ele esse ano.

Vamos lá, todos juntos enquanto escorre aquela single tear pelo seu atual status e principalmente com quem temos que aturá-lo circulando por aí (escorre uma lágrima de sangue em um close bem dramático ao som de “Lose Your Soul” do Dead Man’s Bones): HÖY!

 

Hecatombe da magia mágica 2012> O massagismo do Fassbender no Ryan Gosling. #CATAPLOFTKABOOMBANGPOWTOIN

Fassy Gosling

Durante o ano, chegamos a ilustrar o dia em que a terra entrou em estado de alerta, além desse outro momento aqui que não poderia ter nos causado outro tipo de reação a não ser um CATAPLOFT daqueles, com o encontro das magias mais desejadas do momento, Gosling + Fassbender nos bastidores do novo filme do Terrence Malick (que atualmente está na sua fase mais produtiva, diga-se de passagem), mas nada se compara com essa imagem que descobrimos tardiamente, reconhecemos, mas que pela graça dos poderes da Santa Cher, foi lembrada a tempo de poder ganhar o merecidíssmo prêmio de Hecatombe da Magia Mágica 2012, o dia em que muita roupa intima se dissolveu no ar misteriosamente e nada mais do que justo para ambas as partes e todos os envolvidos.

(♥) Representando a magia mágica: GOSLING, Ryan. Höy!

(♥) Representando a magia mágica ruiva: FASSBENDER, Michael Fassy Magmetros. Höy!

Pregunta: o que você faria se fosse a terceira pessoa nesse date?

(R: ninguém precisa responder na verdade, porque nós bem já imaginamos o que todo mundo faria. Deixem isso para o nosso projeto de soft porn, rs)

 

Maravileeeandra do ano> Anne Magia Hathaway

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Estou achando que o segredo para se alcançar o nível máximo dessa categoria se resume a uma tesoura e não daquelas do tipo de picotar…

Ano passado foi a vez da Michelle Williams (outra que é sempre uma visão) e esse ano, depois que ela também se encontrou com seu novo corte de cabelo, Anne Hathaway nunca esteve tão linda. Talentosa a gente sempre soube que ela é e isso não é mais novidade para ninguém. Se bem que, linda também a gente sempre achou que ela fosse… (insuportavelmente até)

Tá, ela estava magrona, estava gatona e estava gostosa também no novo Batman (#TDKR), mas mesmo assim, Anne está ou não está maravileeeandra nessa sua fase atual?

Detalhe: linda e casadíssima. #AMEMSIS

#GHOLMAGIA

 

Nova #CRUSH totalmente inesperada do momento > Blake Shelton (♥)

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Apesar de não comentar muito por aqui, quem me acompanha pelo Twitter sabe que eu AMO o The Voice (US) e vivo comentando tudo o que acontece por lá (na preguiça de fazer um post sobre o assunto, porque são muitos episódios e aí já viu… diferente de The Glee Ptoject, que é bem mais curtinho e comentamos tudo por aqui mesmo). E durante a Season 3 que acabou de acabar, a primeira que eu passei a assistir seriamente, sem pular nenhum episódio e comentando de um tudo por lá (tentando me conter nos spoilers, é claro), acabei me encontrando em um dilema seríssimo.

De um lado estava ele, Adam Levine e suas t-shirts de $600 cheia de furos, para quem eu até já cheguei a pedir desculpas por aqui, devido a alguns comentários de um passado recente e do nosso histórico meio assim (apesar de que, é claro que continuo na torcida para que as nossas suspeitas de sempre sejam todas verdade…). Ele que deu os melhores abraços dessa temporada no The Voice, fato, e que eu aprendi a gostar bastante do seu lado todo foufo e até profissional com os participantes do programa, que me surpreendeu bastante ao longo da temporada. Tanto que resolvi fazer as pazes com ele e a partir de agora eu só tenho coisas gracinhas para falar do Adam. Sim, estamos de bens.

Mas do outro lado estava ele, um cantor country com suas botas de couro pavorosas, sotaque de quem parecia ter saído de Bon Temps em True Blood (i wish) e três metros de altura de pura foufurice= Blake Shelton.

Cheguei a dizer lá no Twitter (eu acho) que caso eu fosse um candidato do The Voice e ambos, Adam + Blake apertassem o botão para mim, eu muito provavelmente teria um AVC e não saberia qual dos dois escolher. Ficaria catatônico naquele palco por horas, imaginando todas as possibilidades…

Mas ao longo da temporada, acabei desenvolvendo uma relação de amor toda especial com o Blake, com que em sonho em viver um bromance, porque ele é casadíssimo e de tanto que ele fala da mulher, eu já aprendi até a gostar dela também. Pode?

Ele que no programa vive esse bromance com o próprio Adam e é uma das pessoas mais engraçadas da TV atual. Além de parecer ser super gente boa, um foufo na verdade, super divertido e extremamente bem resolvido, a ponto de reconhecer a sua atração até mesmo pelos participantes meninos do programa a todo momento e sem o menor pudor. E quando Blake morde seus lábios, sabemos que ele gostou do que viu/ouviu, rs.

E detalhe, não é que além de tudo isso ele ainda canta super bem? (já achava isso no passado, mas agora passei a admirá-lo ainda mais por isso. Sério mesmo- e nessa apresentação ele não estava na sua zona de conforto, mas foi a melhor e a que ele mais pareceu se divertir durante a temporada)

Por mais que os meus CDs indies se sintam traídos nesses exato momento e eu não duvido nada que eles comecem a desafinar e ou pular faixas em sinal de protesto, tamanha é a minha atual #CRUSH pelo Blake, que eu já até prometi para mim mesmo que vou comprar um dos seus CDS ou DVD em sinal de respeito e admiração. Sim, lidem também com isso.

E se eu fosse cantar no The Voice (algo que eu faço direito no banho), iria com um coração na cabeça escrito Blake, tipo o que a Amy usava no passado… (♥)

Höy!

 

Listen Up do ano> Mumford & Sons

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E esse foi ou não foi um bom ano para o Mumford & Sons?

A banda apareceu na soundtrack de tudo o que foi mais legal em 2012 (em nossas mixtapes por aqui então, eles apareceram bastante), fizeram aparições em quase todos os programas bacanas e se tornaram muito mais conhecidos no mundo todo.

Apesar daquele ciúme que a gente sempre fica quando nossas bandas preferidas do momento se tornam conhecidas pela maioria (e não tem jeito, sempre ficamos com ciúmes) é bem bacana ver algo tão sensacional como o novo álbum da banda, “Babel”, ecoando pelo mundo inteiro.

Bacana mesmo, para ouvir a todo momento e exatamente por esse motivo, eles são o nosso primeiro (e o mais recorrente dessa edição) momento musical dessa quarta edição do The Modern Guilt Awards 2012, com o lindíssimo vídeo de  “Lover Of The Light”

 

Popcorn do ano> Novamente, não consegui e nem achei justo decidir por apenas um filme, portanto…

Fomos menos ao cinema esse ano, eu sei. Não só por nossa culpa, porque também não acho que 2012 foi um dos melhores anos para o cinema, apesar de ter encontrado bastante coisa boa. (e muitas estreias ficaram para esse fim de ano, além da dificuldade de sempre de encontrar alguns filmes que a gente adoraria ter visto, por exemplo)

Conferindo tudo o que assistimos durante 2012, encontramos 30 longas (que ganharam reviews por aqui, porque é claro que acabei assistindo muito mais coisas que não cheguei a comentar aqui no Guilt) e muitos deles ainda figuravam nas listas de 2011, daqueles que a gente não poderia deixar de ter visto e precisava conferir antes que fosse tarde demais. (“Shame” ,  “The Artist” ,  “We Need to Talk About Kevin” ,  “Carnage” ,  “The Descendants” ,  “My Week With Mariyln” ,  “Tomboy” ou o excelente documentário “Bill Cunningham New York, para citar apenas alguns ótimos exemplos)

Além disso, encontramos algumas surpresas assistindo DVDs antigos também, como delicioso “2 Days In Paris” ou o apaixonante “Lars And The Real Girl”, que apesar de não serem nenhuma novidade, poderiam muito bem entrar nessa lista, já que essa premiação nunca foi das mais coerentes. (rs)

Mas, em termos de novos filmes ou novidades novas de verdade, de tudo o que nós assistimos durante esse ano que passou, acabei separando novamente três opções, que pra mim foram as melhores do ano e isso por motivos diferentes que fazem todo o sentido na minha cabeça. Eu juro.

 

Moonrise Kingdom

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Uma reunião de tudo que o Wes Anderson sabe fazer de melhor, com uma história de amor extremamente foufa, referências visuais que vão te dar vontade de mudar para aquele lugar e nunca mais voltar (eu moraria fácil em qualquer um de seus filmes, como já disse antes) e ainda um elenco de coadjuvantes dos mais estrelados de todos os tempos.

Por todos esse motivos além de tudo o que o filme representa, é humanamente impossível não se apaixonar por “Moonrise Kingdom”. Simplesmente não tem como! (♥)

Pensei inclusive em virar escoteiro depois de assistir o longa. Cheguei a considerar a possibilidade, mas pensando bem e levando em consideração o meu próprio humor e personalidade, tenho a sensação de que estou muito mais para Suzy Bishop observando o mundo com seu binóculo do que qualquer outra coisa, rs. (além do que, o sobrenome Bishop me deixaria mais perto de pertencer a uma outra família Bishop que eu adoraria pertencer na verdade, rs #FRINGE)

ps: e o longa quase empatou com “The Perks Of Being A Wallflower”, um filme também muito especial, mas acabou levando vantagem na questão visual e por ser o filme mais completo do diretor até hoje. Sorry! (mas assistam aos dois que super vale a pena)

 

The Dark Knight Rises

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“The Dark Knight Rises” não é um filme qualquer de super-herói (esse sim foi um filme qualquer sobre um super-herói em 2012, por exemplo…). Ele na verdade se tornou a redefinição de um gênero e após passar por essa experiência que fechou de forma excelente a trilogia mais recente do homem morcego (tirando a cena da morte de uma certa atriz que só pode ter tentado sabotar o filme com aquele trabalho sujo ou ter honestamente faltado na aula de “como morrer dignamente no cinema”, porque fora isso, nada justifica o que vimos), eu diria que daqui para frente, não tem como a gente se contentar com menos quando o assunto for filmes do gênero. Que ele tenha servido de escola, porque se tudo o que estiver por vir pela frente for pelo menos inspirado em 50% do que TDKR foi, teremos uma boa leva de novos filmes de super-heróis. Stan Lee diz amém para essa esperança. (ele que fez 90 anos na última sexta, com corpinho de herói de no máximo 70, vai? Howcoolisthat?)

E qualquer um que vier depois, se pelo menos não se esforçar, terá grandes chances de não conseguir ultrapassar as barreiras de acabar sendo considerado apenas como mais uma grande bobagem.

Damn you Nolan!

Para sair do cinema escondendo os olhos vermelhos de choro e procurando compulsivamente por gadgets no seu cinto de homem/mulher bem nascida e abastada. :[

 

Weekend

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OK, podem começar a reclamar pelo fato de “Weekend” não ser exatamente um filme novo, porque ele também é do ano de 2011 e eu não vou dar nem ouvidos. (assoviando “Carry On My Wayward Son” em Lá menor…)

Um dos filmes de amor mais lindos que eu já vi na vida. E nesse caso, essa história de amor tão especial tem a cruel duração de apenas um fim de semana. Triste, não?

Sim, mas a vida é assim, uma megabitch injusta mesmo. (Essy, também no sabor meio amargo)

Um finde que pode mudar a sua vida para sempre. Maravileeeandro! (♥)

 

Coffee And Tv do ano> Breaking Bad vs Girls

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Apesar da minha implicância atual com Breaking Bad pelo fato deles terem decidido dividir essa temporada final da série em duas partes, arrastando o series finale para o segundo semestre de 2013 (preguiça + abstinência), não tem como não reconhecer que a série é mesmo uma das melhores coisas da TV. É e sempre foi, desde que Walter apareceu de cuecas no deserto. Fato.

Além de personagens sensacionais e uma história que consegue ficar cada vez melhor, eles contam também com atuações primorosas da dupla Bryan Cranston + Aaron Paul. Cranston vem merecidamente sendo reconhecido por seu trabalho a cada nova temporada em quase todas as premiações e apesar do mesmo não ter acontecido com a mesma frequência com o Aaron Paul, fico extremamente realizado quando vejo o seu nome em qualquer lista de indicados, de tanto que eu gosto do seu personagem e sonho em ser seu melhor amigo na vida real, rs. Mas sério. Aliás, desde muito tempo e principalmente nessa reta final da série, passei a torcer mais do que nunca para que o Jesse tivesse um final feliz em Breaking Bad. Feliz de acordo com as possibilidades, claro.

E se você estiver desperdiçando 40 e poucos minutos com qualquer outra coisa na sua vida e Breaking Bad não estiver na sua lista, me desculpe, mas vai ser difícil continuar respeitando uma pessoa que faz esse tipo de escolha contra a própria vida, rs

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Girls. Sabe quando você começa a assistir alguma coisa sem a menor expectativa e em pouco tempo se encontra completamente apaixonado por tudo relacionado a ela?

Essa foi a minha relação com Girls desde o seu começo. Personagens deliciosas, cenários conhecidos e que todos nós amamos, mas principalmente, uma história contada sobre um período de nossas vidas que foi pouco explorado na TV ou no cinema, ainda mais com esse tipo de honestidade e com a voz de alguém dessa mesma faixa etária. E tudo bem pé no chão, com um realismo bem bacana e super possível, mostrando que as grandes realizações em nossas vidas não acontecem do dia para a noite e muitas vezes também não tão cedo, como costumam nos enganar por aí e por isso, é importante ir se divertindo com as menores por enquanto, elas que também são realizações bem importantes para a vida de todo mundo.

Quatro personagens extremamente diferentes e apaixonantes, cada uma por um motivo particular e bem especial. E ainda tem o Adam, o personagem que conseguiu ir do total douchebag delivery ao boy magia do momento em apenas um episódio divisor de águas para a sua história dentro desse grupo de garotas adoráveis, que foi quando ele nos deixou conhecer o seu coração e consequentemente, PLIM! Nos apaixonamos junto com a Hannah. (e por ela, nós já estávamos apaixonados desde o começo, que fique registrado – ♥)

Aliás, se houvesse uma categoria nessa premiação para o namorado boy magia do ano, esse prêmio seria do Adam. Oh wait… mas essa premiação é ou não é minha mesmo? Logo…

 

Namorado boy magia do ano> Adam, Girls (♥)

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Pronto. Resolvido o problema, rs.

Sério gente, nem que o seu namorado seja o Ryan Gosling, eu duvido que ele tenha conseguido ser tão foufo quanto o Adam de Girls. (e nesse caso, considerando o seu atual par, a gente torce bem contra, rs de nervoso + #MAGOADECABOCLO + #RECALQUEFORTE)

Sério mesmo, estou apaixonado. (♥)

 

<Pausa para o comercial>

E sabe aquele coração gigante no calendário de 2013 no dia 13/01? Então, significa que elas voltam nesse dia. YEI!

 

Euri do ano> Raising Hope (sim, eu disse Raising Hope) + Louie, Louie, Louie, Louie e e

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Raising Hope pode não ser a comédia mais assistida ou comentada de todos os tempos, mas quem se importa?

Desde a sua estreia, ela sempre esteve em uma constante de episódios super engraçados e extremamente foufos e esse ano não foi diferente. Quem vai conseguir se esquecer tão cedo daquele episódio de Valentine’s Day, por exemplo, com a melhor declaração de amor ever, hein?

Se no passado a gente sonhava com um John Cusack segurando um boombox na nossa janela, hoje, depois desse episódio super especial de Raising Hope, não aceitamos menos do que um musical do improviso contando a história de como nos apaixonamos. E não tem conversa! (mas continuamos aceitando o boombox oldschool, que os menos criativos porém destemidos não se intimidem…)

Mesmo com a ameaça de um possível cancelamento durante o final da temporada anterior, que foi uma loucura de tão absurda e ao mesmo tempo tão boa, os Chances se mantiveram firmes e fortes como a família de pouca condição mais engraçada e adorkable da TV. Sem o menor exagero.

Atualmente em sua Season 3 (de onde suspeitamos que a série talvez não passe… infelizmente. Humpf! Mas que essa declaração também não funcione como uma praga. Amém!), continuamos nos divertindo como sempre a cada episódio. E detalhe, a Hope agora fala e recentemente chamou a Sabrina de “Mãe”. #TEMCOMONAOAMAR

Juro que eu chorei como se fosse comigo, rs

Smacks do uncle Essy, Hope! (muah!)

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Louie é extremamente engraçado e boa parte disso está em todo o desconforto que ele sente apenas sendo ele mesmo.

Algumas notáveis mudanças aconteceram durante a Season 3, nada muito drástica na verdade e todas para melhor e a série que passou a ganhar o devido reconhecimento em diversas premiações a partir disso, acabou indo parar em um outro nível. Cool!

Tivemos participações sensacionais e momentos divertidíssimos encontrados nesse que é um outro tipo de humor, bem diferente de tudo o que encontramos facilmente por aí. Louie é apenas ele mesmo, sem se esforçar, sem tentar ser engraçado. Ele é apenas aquele cara ruivo esquisito e com um humor meio assim que nós gostamos tanto.

Aliás, adoraria assistir ao seu stand up, Louis C.K ou comer um pedaço de pizza na saída do Metrô com você ao som de “Brother Louie”. Call me!

 

Relação de amor do ano> A especialíssima maratona de Being Erica

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Todos nós temos problemas, uma complicaçãozinha aqui ou ali, mas nada foi mais bacana do que poder dividir um pouco disso tudo com Erica em sua terapia. E eu posso jurar que nesse caso foi uma troca, rs.

A sensação é a de que a gente esteve ali, abrindo portas com a personagem, revivendo momentos da sua vida, tentando consertar erros do seu passado e enquanto isso, era impossível não acabar pensando na nossa própria vida e o que aconteceria no caso da gente acabar ganhando a mesma chance que Erica. Algo que ao que tudo indica, não é muito possível (se bem que eu mantenho sempre a esperança a cada porta que abro), mas estamos aí para tentar o que for possível sem viagens no tempo mesmo. (infelizmente. Alôr Doctor Who? Posso pegar uma carona na TARDIS?)

E quem não queria um Doutor Tom para chamar de seu terapeuta/tutor/mentor/BFF? (♥)

Só de pensar em escrever qualquer coisa aqui sobre a série, meus olhos já se enchem de lágrimas porque são tantas lembranças boas e a minha relação com essa história além de imediata, foi tão especial, que eu fico super emocionado só de lembrar. Inclusive, eu não me lembro de ter chorado tanto em um series finale, que desde então está na categoria dos mais perfeitos EVA. Aliás, toda a série está.

Se como castigo e pura ironia do destino eu fosse parar na ilha de Lost (eu daria um tapa na cara do Jacob e me declararia rei, sem ter que tomar aquela água suja e exigiria o poder de aparatar onde eu bem quisesse, inclusive fora da ilha e com uma fumaça purple, tipo a de Once Upon a Time. Além de é claro, ter o poder de me comunicar com o Carlton Cuse e o Damon Lindelof, assim como fazem os personagens da Turma da Mônica em suas historinhas por exemplo, só para poder reclamar muito daquele roteiro capenga da “ilha”) e só pudesse levar 10 séries para passar o tempo (completas, porque eu estou sendo razoável comigo mesmo afinal, me comportei super bem durante esse ano que passou), certamente Being Erica estaria entre elas. (qualquer dia eu faço uma lista com as outras nove. Prometo/Não prometo. Tudo depende de uma questão de tempo e humor. #RIVOTRILNELE)

O tipo de série para se levar para a vida. Para deixar guardadinha atrás daquela porta que você sabe que poderá abrir quando sentir vontade/necessidade/saudade. Vão por mim… (algum dia eu já recomendei alguma porcaria? Pergunta retórica #AUTOANALISE)

Série nada, terapia mesmo, de verdade e super eficiente (e eu já disse que planejo revê-la pelo menos uma vez por ano. Se saíssem os DVDS por aqui então… Alguém com contatos fortes no Canada? Alôr, Ryan Golsing?)

 

Agora o Mumford & Sons volta para mais um momento musical no nosso The Modern Guilt Awards, com umas das minhas músicas preferidas deles e dessa vez de um jeito que a gente gostaria que fossem todas as nossas visitas a livraria (♥)

 

Decepção da temporada> A Season 2 bem meio assim de GOT e a fase de observação da morte de Grey’s Anatomy, humpf!

game of thrones season 2

Só de lembar o quanto foi lenta toda a segunda temporada de Game Of Thrones, já sinto uma vontade incontrolável de dormir por pelo menos todo o verão. (prefiro viver no inverno, inclusive, me avisem quando ele chegar, rs)

Foi bem difícil, uma temporada arrastadíssima, com vários personagens novos e pouca relevância para a história como um todo. É, não foi muito boa mesmo, apesar de toda a qualidade da série e tudo mais. E continuamos andando, andando e andando… sem chegar muito a lugar algum.

Sim, teve o episódio da guerra com direito a fogo verde (cool cool cool), pedregulhos sendo jogados do alto do castelo e amassando cabeças mil, Tyrion sendo reconhecido como o grande herói da série e tudo mais, algo que foi sim bem sensacional além de umas das coisas mais bem cuidadas da TV. Mas e todo o resto super preguiça? ZzZZZ

Sinceramente, nem aquele Zombie Parade do final da temporada chegou a me animar…

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Outra decepção que tivemos durante 2012 foram os rumos que a Shonda Rhimes decidiu dar para a sua Grey’s Anatomy, encerrando da forma mais porca possível, uma temporada que tinha tudo para ser uma das melhores da série.

Até que voltamos para a nova temporada, a atual bocejante Season 9, onde estamos observando com muito custo, Shonda tentando consertar os erros do final trágico da temporada passada. E está ficando cada vez mais difícil de aguentar…infelizmente.

E mais triste que isso é ver uma série que nós já gostamos tanto, acabar assim, em uma morte lenta, sofrida, dolorosa, só porque alguém não conseguiu reconhecer que errou ou que já estava na hora de começar a pensar em parar…

Agora a série se transformou em qualquer coisa, com um Doutora Bailey que sempre foi a Queen B daquele hospital e todo mundo sabe disso, se transformando na personagem de alívio cômico mais patética da história, novos internos por quem nós não conseguimos nos importar muito e ou até mesmo pouco, entre eles a nova Izzie, a qual eu já consigo desejar a morte só para me sentir mais vingado, além daquela mesmice de sempre.

Sinceramente, #NAOTABOMNAO e anda sendo a última série que eu assisto na semana. Mentira. Assisto Greysa, fico com preguiça, raiva e logo assisto Parenthood, porque eu preciso de um abraço daqueles para começar bem a nova semana e Greysa ultimamente só tem me dado tapas, puxões de cabelo e beliscões.

#WENEEDTOTALKABOUTSHONDA

 

Série que vamos ficar com saudade quando acabar de verdade> Fringe e a sua excelente temporada final (até agora)

#GUILT

Fringe sempre foi uma série genial, escorregou pouco ou quase nada em sua mitologia, sempre nos entregou uma das histórias mais inventivas da TV e mesmo assim, a cada nova temporada, ficávamos com o coração na mão, morrendo de medo do cancelamento.

Até que conseguimos garantir a nossa Season 5, algo que parecia ser um sonho distante para todo o fã da série, assim como para seus produtores, que com essa façanha que enfim aconteceu, acabaram garantido que a série alcançasse o número de 100 episódios, além do final que eles dizem que gostariam de dar para a mesma. (estamos confiando nisso. E até agora, deu para confiar)

E essa Season 5 de Fringe tem sido uma delícia de se acompanhar. Tudo bem que estamos caminhando até que bem devagar considerando que estamos em uma temporada de encerramento, mas até agora, cada passo além de super importante, tem sido também muito, mas muito especial.

Honestamente? Me encontro extremamente feliz com os rumos da série. Sério. Tenho pouca esperança de um final feliz para todos aqueles personagens e apesar dos traumas anteriores com séries que nós também já gostamos e que não tiveram uma boa conclusão (sim, eu estou falando principalmente de Lost), por tudo o que nós vimos até agora durante essa temporada, sinto que algo bem especial está por vir nesse series finale de logo mais. (e por especial não entendam nada como algo extremamente otimista ou feliz para todo mundo)

Sem contar que nessa reta final, faltando pouquíssimos episódios para encerrarmos essa história, ainda ganhamos um presente mais do que especial com a surpresa que foi o episódio “5×09 Black Blotter”, com a sensacional viagem do Walter a base de muito LSD, que além de ser super ousado a essa altura,  um episódio fantástico, debochado e com cara de uma instalação de arte, ele ainda nos presenciou com o glyph code que nós aceitamos como um presente de despedida de Fringe e a nossa experiência junto com a série: #GUILT

E digo sem medo de estar exagerando  que os maiores personagens da TV atual e que já figuram nela por alguns anos, são dois Walters = Walter Bishop (sempre um honra) e Walter White (sempre uma reação química)

E como somos uma premiação justa com quem a gente gosta, se houvesse um prêmio de personagem mais querido dos últimos tempos, esse prêmio hoje iria para o Walter. Oh wait de novo… mas quem é que manda nessa premiação mesmo?

 

Personagem mais querido dos últimos tempos> Walter Bishop, Fringe

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TA-DA! E para comemorar o prêmio, nada melhor como um momento musical mais do que especial que dividimos com o maior carinho desse mundo com o nosso querido Walter Bishop e que inclusive emprestamos de outro momento bastante especial para essa reta final da série. Walter que é a única pessoa do mundo com quem eu pensaria em dividir o último disco ever do Bowie. (♥)

(as apresentações ao vivo no Youtube para essa música estavam todas bem meio assim e por isso, durante esse momento em nossa premiação, teremos que nos contentar com um vinil do Bowie, rs. Mas nem pensem em reclamar e imaginem a sorte que vocês teriam se esse fosse o último deles no universo e estivesse em minhas mãos? rs)

 

Foufurice foufa do ano> Flynn Bloom

flynn

Com uma série de foufurices foufas que nós já AMAMOS faz tempo (Kingston, Violet, Zuma, Seraphina, Archie, Abel), mais uma série de novas foufurices que apareceram nos últimos tempos (Marcel, Luca, Xander), esse ano, apesar de continuar achando todos eles uns foufos, ninguém conseguiu superar esse sorrisinho delicioso do Flynn e todo o seu fundamento em acessórios para a cabeça. Ninguém, sorry.

Foufo mil! (♥)

 

Da série casais que nós mais amamos do ano> Andrew Garfield + Emma Stone

Emma Stone + Andrew Garfield

Tem algum casal mais foufo no momento do que o Andrew Garfield e a Emma Stone ?

Não, não tem. Para ligar e combinar de sair de amigas em um double date mais tarde. (#SONHO)

Emma Stone and Andrew Garfield

(♥)

Aproveitando o momento de pura foufurice, como nosso próximo momento musical da premiação temos o Kasabian, com o melhor cover do ano para “Video Games” da Lana Del Rey. Sério, maravileeeandro! (eu pelo menos ouvi o ano inteiro)

 

Delírios de consumo de Essy Bloom do ano> Tudo em vinyl, tudo da Funko

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Disney-Funko-Pop

Funko-Figuras-Marvel-Pop-01

Game-of-Thrones-Funko-Pop-Bonecos-01

Funko-Movie-Pop-Figuras-01

Se tem uma empresa covarde nessa vida, essa empresa é a Funko, que tem a coragem de lançar tudo o que a gente gostaria de comprar na vida no formato de miniaturas foufas dos nossos personagens mais queridos ever.

Não consigo lidar com todos esses lançamentos. Já não há mais espaço ou prateleiras/livreiros no mundo para tanta coisa que eu penso em adquirir…

#COVARDIACOVARDE

 

Eu sou ricah porém bem cafona do ano> A moda sem limites ficando super cafona

Anna Dello Russo já foi uma das nossas pessoas preferidas no mundo da moda e isso não tem muito tempo.

Continuamos achando ela ótima, divertida e adorando todos os seus exageros, que combinam perfeitamente com ela e toda a sua personalidade, mas a sua coleção toda em dourado para a H&M + esse vídeo completamente sem limites, foi uma das coisas mais cafonas da moda recente.

Sorry, Dello Russo, mas… #NAOTABOMNAO

 

Capa do ano> Azealia Banks para a Dazed & Confused

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Apesar de ter achado as capas do elenco Downton Abbey para a LOVE maravileeeandras (especialmente a com o odioso magia do Tom), também as GQs com a magia do Alexander Skarsgard e o Michael Fassbender, assim como a simplicidade da capa da Jessica Chastain para a T Magazine, nada como uma capa polêmica com a da Azealia Banks para a Dazed & Confused para roubar a nossa atenção, não?

Sério, até hoje eu não entendo essa “proibição”. Estamos ou não estamos ficando muito caretas?

 

E encerrando a sua participação na nossa premiação desse ano, o Mumford & Sons volta para dizer que eles vão nos esperar… rs (para cantar gritando, pulando, como se não houvesse amanhã mais mágico)

 

Catwalk do ano> O desfile só como nomes da Prada

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Eu teria passado o ano inteiro de 2012 usando somente essa coleção da Prada e ou desfilando em looping nesse desfile só com nomes.

Alinhadíssimo, maravileeeandro e sensacional. PÁ!

 

Prontofalei do ano> Lá vem a chatinha da Coco Rocha, de novo

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Até quando o mundo da moda vai conseguir viver da “ingenuidade” também conhecida como falta de profissionalismo da Coco Rocha?

Se está reclamando tanto, agora até de mostrar algo que ela considera como “muita pele”, está na hora de começar a vender gola rolê na feira e ou macacão longo de neoprene para surfista/mergulhador na praia, não?

#CHATINHA

 

Post do ♥ > Zilhões de Bilhões

#DOORBELL

O dia em que o Guilt alcançou um número bastante significativo para um blog que pouco ou nada se auto divulga e que resolvemos agradecer por todas as pessoas que andaram tocando a nossa campainha.

#SUPERBEMACOMPANHADOS

 

<Pausa para mais um comercial>

 

Xoxo do ano> It Girl em crise. Preguiça, mas segundo ela, em crise

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Quando a It Grill finalmente entendeu que ela não estava sendo tão exclusiva quanto imaginava ser e ao perceber que estava compartilhando de um sonho comum ao de uma grande maioria, resolveu falar a respeito, mas de forma equivocada e achei importante deixar uma opinião contrária, de quem não consegue acreditar tão fácil assim nessa nova visão da menina louca por esmaltes de graça e ou convite VIP para a festinha de logo mais que dá sacolinha de brindes patrocinados na saída. $$$ch-ching ch-ing

Certas coisas não colam assim tão fácil, não por aqui. Drop your smartphone it girl e venha tomar um chá/café que a gente tem umas coisinhas para te falar/mostrar. Vem…

E se quiser esmalte novo a gente não vai te dar, mas pode te indicar onde comprar e pagar um preço justo, como a maioria dos mortais. Que tal?

Quer ser realmente de verdade? Então, desça agora desse Louboutin que todo mundo já tem (nem que seja parcelado em 48 vezes em dois cartões diferentes) e vai para o mundo. Não escolha ser tola. Seja maravileeeandra!

PÁ!

 

Trucão do ano> Kristen Stewart + Robert Pattinson = que seja eterno enquanto dure a divulgação da saga e ou comecem as gravações da sequência da Branca de Neve agora na versão trucker  e rumo a Copa Pistão

Stewart + Pattinson

Sério que alguém ainda acredita na relação desses dois?

Sério que algum dia, alguém acreditou?

Sério que há quem olhe para a Kristen e além da dificuldade de enxergar um alma habitando aquele corpo, não consiga apenas ouvir de longe o barulho da buzina de um caminhão híbrido?

OK, não precisamos falar mais nada. ZzZZZZ

 

#NAOTABOMNAO do ano> Kristen Stewart

Kristen Stewart

Kristen Stewart

kristen-stewart  + kirsten-dunst

Kristen nunca foi das mais queridas por aqui e isso todo mundo que acompanha o Guilt está cansado de saber. Sempre suspeitamos sobre quem realmente estaria por trás daquele olhar morto e nunca confiamos muito em suas escolhas, tão pouco no seu talento (que reconheçamos, tem bem pior) ou no mito de que de fato ela tenha uma alma, porque não conseguimos enxergá-la até hoje.

Mas em 2012, ela realmente andou fazendo suas piores escolhas, em todo e qualquer sentido e superando até mesmo as figurinhas fáceis de sempre nessa categoria, como a Riwanna, Katya Pérrola, a Vanessa Hudgens… principalmente quando o assunto foi transparência, que agora é no que ela mais vem apostando ultimamente, já que não foi muito transparente no passado… (#INYOURFACE)

Apesar de já ter uma coleção de looks pavorosos para chamar de seu e que ela não consegue segurar tão bem quanto a Ellen DeGeneres e suas camisas com colete e ou terninhos (referência totalmente aleatória, rs) por exemplo, nada foi pior, repito, nada foi pior, nem a história toda envolvendo a traição com o tal diretor do seu primeiro outro grande filme depois da saga mais preguiçosa de todos os tempos (e esse foi apenas o primeiro deles…), do que essa sua escolha da primeira imagem, que não poderia ter ficado mais horrorenda.

Detalhe, algum tempo depois, vimos a nossa maravileeeandra do ano humilhando com o mesmo look em renda e transparência a própria Kristen. Suck it!

Até hoje, ao olhar para essa imagem, uma gargalhada ecoa por todo o meu corpo, além de um grito de MY EYES! MY EYES! #TODAVEZ

#NAOTABOMNAO e se alguém não soprar uma vida nesse corpo, talvez nunca fique bom.

 

Como toda boa premiação guarda o seu melhor para o final, como última apresentação da noite temos ele, que devido a tantas referencias e menções durante todo esse ano, resolveu aparecer por aqui para encerrar a nossa premiação de forma mágica, que é como a gente gosta e merece. E ele não vem sozinho…

E para quem resistiu bravamente até aqui, esse foi mais um The Modern Guilt Awards, que encerra a sua 4ª edição revivendo todos os nossos momentos mais mágicos e preferidos do ano de 2012. Se ano que vem a gente volta? Alguém ainda duvida? (e para começar 2013, nos encontramos no próximo dia 07, combinado?)

 

ps: e mais uma vez, obrigado a todos os guilters pela companhia durante todo esse ano de 2012. (♥)

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Star Trek Into Darkness, o teaser trailer

Dezembro 6, 2012

Estou esperando tudo do Benedict Cumberbatch como vilão do novo Star Trek, mas ao mesmo tempo, continuo achando tudo muito #TDKR, inclusive a sua entonação durante o teaser trailer.

Ansiosos?

 

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Da série casais que nós amamos ainda mais em família: Marion Cotilard + Marcel + Guillaume Canet

Dezembro 4, 2012

marion- cotillard + marcel

Que foufura esse Marcel, hein?

Marion, #RESPECT, exceto pela sua cena final em “The Dark Knight Rises”. Guillaume, sempre uma visão. Höy! (nunca vamos esquecer esse seu momento aqui)

(♥)

 

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Star Trek Into Darkness, o poster (que assusta)

Dezembro 3, 2012

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A pergunta que não quer calar é: se você já não soubesse que esse é o primeiro poster do novo “Star Trek Into Darkness”, você não acharia que esse seria um poster lançado tardiamente de “The Dark Knight Rises”?

Tirando isso, o medo maior fica por conta dessa “capa” no Captain Kirk…

Mas já podemos respirar mais aliviados, porque o personagem em destaque no poster na verdade é o vilão interpretado pelo excelente ator Bennedict Cumberbatch (Sherlock). Ufa!

Será que esse nível de destruição todo ficou por conta do vilão ainda sem nome (talvez Khan?) de Cumberbatch? (dizem que ele será “um homem que será um tipo de máquina de destruição em massa”…)

Ansiosos? Veremos… (ainda mais agora que eu descobri que o filme será lançado 3 dias depois do meu own niver. Thnks J.J.!- mas espero que você não tenha estragado o meu presente seguindo uma linha muito #TDKR)

 

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AMO a autosuficiência e independência do Zuma, AMO!

Agosto 31, 2012

Isso porque ela além de já nos ter revelado que ele é o Cavaleiro das Trevas mais foufo EVA…

… também acabou nos revelando que ele mesmo é o novo Robin e não tem dupla certa.

#TEMCOMONAOAMAR tamanha foufurice foufa?

 

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The Dark Knight Rises – O dia em que nos tornamos muito mais exigentes a respeito de qualquer próximo filme do gênero

Agosto 3, 2012

O dia em que o Christopher Nolan destruiu todo e qualquer filme de super-herói que já existiu e nos tornou um público muito mais exigente dentro desse universo.

2h45 minutos de filme que se passaram sem o menor sofrimento. Pior, 2h45 minutos de um filme que a gente suportava assistir o dobro, na sequência, sem reclamar.

Saí do cinema cambaleando das pernas (provavelmente pq elas estavam dormentes por sua longa duração, rs), com a cabeça cheia de ideias sobre tudo o que eu queria dizer por aqui sobre o melhor filme do gênero que eu já havia visto na minha vida. Não, eu não sou um dos mais entusiasmados a respeito do Batman enquanto herói dos quadrinhos, embora reconheça que os seus filmes são sempre bem bacanas (até quando não são). Mas mesmo com essa vontade imensa de comentar, de falar a respeito de tudo que eu tinha acabado de assistir, fiquei lá, sentado na minha poltrona até os créditos finais, sendo a última pessoa a sair da sala. Talvez por ainda estar em estado de êxtase de como aquela história encontrou brilhantemente o final perfeito para o seu encerramento, ou talvez porque naquele momento, essa era a forma que eu tinha de agradecer a quem trabalhou naquela produção primorosa do começo ao fim. (sim, eu sou desses que muitos acham ridículos, podem me julgar que hoje eu nem ligo…)

Mas cá estou eu, ainda incrédulo sobre tudo o que eu acabei de ver na última segunda (já fui do tipo que tinha que ver tudo ainda na pré-estréia, que é sempre muito cheia, meio tumultuada e por isso, hoje já não tenho mais tanta pressa assim), meio eufórico tentando lembrar de tudo que eu achei importante nessa obra e me encontrando assim, quase que sem palavras para começar esse post.

Por isso resolvi começar agradecendo ao próprio Christopher Nolan pelo final dessa trilogia, que realmente com o tempo só melhorou, mas que agora chegava ao momento do seu aguardado encerramento, em um dos finais mais sensacionais de todos os tempos. Corajoso (talvez esse seja o maior adjetivo de TDKR), sombrio, difícil, emocionante, tudo ao mesmo tempo e no mesmo combo. Que trabalho sensacional conseguiu realizar esse diretor a frente desses três grandes filmes, sendo esse terceiro muito maior do que o que ele já havia feito antes também muito bem. “The Dark Knight Rises” não é só mais um grande filme, ele é imenso! Clap Clap Clap! (de pé, por favor)

Um filme corajoso o suficiente para enterrar o grande herói de Gotham City. Em uma discussão calorosa entre amigos no passado, cheguei a comentar que esse seria o caminho perfeito para encerrar essa história, do qual eu suspeitava que fosse a intenção do diretor, mas é óbvio que fui desacreditado logo de cara por fãs mais animados, do tipo que se enfiam de cara no meio dos quadrinhos mas que não conseguem enxergar além do que está escrito naquelas páginas de uma história já tão conhecida por todos nós. Diziam eles “Imagina, o Batman não pode morrer! Até parece…Nunca, jamais!”. Fazer o que se nem todo mundo consegue entender o que não é literal?(suck it!) E foi delicioso poder dizer que “Confirmou” de boca cheia, que a minha intuição estava certa a respeito do destino do Cavaleiro das Trevas.

Apesar disso, em nada essa intuição conseguiu prejudicar as surpresas escondidas em “The Dark Knight Rises” (não, eu não leio spoilers e os evito ao máximo), que quando não estavam na história absurdamente muito bem contada, estavam nas imagens sensacionais que o diretor nos emprestou do seu olhar para a forma como ele gostaria de enterrar essa história de uma vez por todas (para ele). A beleza do longa é inegável e vai além dos efeitos ultra modernos de filmes do gênero que temos visto por aí nos últimos anos e o que diferencia o Batman (a trilogia) dos demais heróis sem a menor dúvida é exatamente esse estilo que vem junto com o homem ao seu comando dessa vez, com a identidade do próprio Christopher Nolan, que ele empresta com gentileza para o universo do personagem e que é muito mais do que bem vinda.

Um diretor alinhadíssimo como parece ser Nolan, só poderia nos entregar um presente para os olhos como TDKR. Tudo parece perfeito (mesmo quando não tão perfeito assim, como a bomba sendo carregada pela cidade, por exemplo…) e até nas cenas grandiosas de destruição é possível encontar alguma beleza escondida em meio ao caos. Depois de “Inception”, tinha certeza de que algo por aí viria dessa vez e não deu outra. Planos do alto da cidade capazes de deixar qualquer um com vertigens, paisagens lindissimas de uma Gotham City passando por diferentes estações do ano, mas tudo com um ar “sombrio” que combina perfeitamente com o mood do herói da vez.

Mas não esqueçamos que esse é um filme de menino, feito por um menino e é claro que em algum momento isso teria que ficar mais do que evidente. E isso acontece quando ganhamos a reunião dos brinquedinhos do homem morcego, com seu batmóvel com cara de tanque de guerra voltando para a cena, ou sua moto pesadíssima, com rodas largas e habilidades que até o maior dos morcegos duvida. E para coroar a reunião desses brinquedinhos de meninos, temos a novidade que vem direto dos céus, o “The Bat”, que é a nave de batalha que Bruce Wayne ganhou de presente de despedida da sua parte herói. Tão pesado quanto a soma dos outros dois veículos que conhecemos dessa nova fase do personagem, mas sua presença é justificada porque além de ser sempre um plot certo nas rodinhas dos meninos quando o assunto é o Batman, eles que são os mais entusiasmados nesse departamento (eu sou sempre exceção), o “The Bat” ainda acabou sendo parte fundamental para a resolução dessa história e por isso até mesmo essa “grosseria” em meio a todo aquele alinhamento da direção do Nolan, a gente acaba perdoando.

E agora chegou a hora de falar dele: Bruce Wayne, também conhecido como Batman e vivido lindamente nessa trilogia pelo ator Christian Bale. Primeiro que eu achei ótima a trajetória do personagem durante o longa, que foi do bilionário depressivo depois dos acontecimentos em “The Dark Knight” (detalhe que eu achei mais do que importante e que me pareceu ter a intenção de ser mais “respeitoso” do que qualquer outra coisa, o que eu achei bem sensível por parte deles) trancado em sua mansão sem ter a menor vontade de manter contato com o mundo exterior por um bom tempo, até o seu despertar, que acaba acontecendo após o seu primeiro encontro com a talentosa e criminosa Selina (sim, ela não é chamada por seu nickname no longa), para a alegria do seu fiel amigo Alfred (Michael Caine), que não aguentava mais ver o amigo naquela situação. Alfred que ao lado de Bruce sempre manteve uma relação de pai e filho que ambos nutriram por tanto tempo, mas que acabou sendo quebrada pelo fato do empregado achar que Wayne já havia cumprido o seu papel em Gotham e que agora estava na hora dele se focar nele mesmo e para isso, quase que em um ato de desespero, descrente de que Bruce sobreviveria por muito tempo dentro daquele uniforme novamente, acabou usando a sua cartada final para tentar convencê-lo a desistir do seu ato heroico, o que talvez ele tenha feito cedo demais.

Perdendo Alfred, Bruce teve que se preocupar pela primeira vez em sua vida a atender a porta de casa, ou sair e lembrar de levar a chave de casa, coisa que antes não fazia parte da sua realidade burguesa. E logo no momento em que ele estava pronto para recomeçar, perdia aquele que sempre esteve por perto e talvez fosse o único a sua volta que ainda torcesse para o seu final feliz como um homem comum e realizado em todas as áreas. O mundo precisa de um herói, sempre vai precisar, mas será que um homem comum, sem poderes extraordinários e apenas um cofre cheio de dinheiro está preparado para ser o Batman para sempre? Chega a ser poético pensar que sim, mas talvez a ideia aqui seja a de nos colocar com os pés mais no chão, no lugar de um homem comum como eu ou vc.

Nesse meio tempo, Wayne acaba encantado e divido por duas garotas, claro. Uma delas tem traços visíveis de mocinha na trama,  Miranda, que divide uma história muito parecida com a do personagem principal e é interpretada contidamente pela atriz Marion Cottilard. Uma personagem meio “distante”, até mesmo de uma primeira impressão de menor importância e que ao longo do filme não diz muito a que veio, a não ser quando solicitada. A outra é a bandida, aquela que não segue regras e não pretende se apegar a nada, nem a ninguém. Quer dizer, não sem antes se apaixonar perdidamente por alguém ou resolver suas questões com a justiça, que segundo sua vida de ladra profissional, não devem ser poucas. Essa é a Selina (Catwoman) da Anne Hathaway, que no longa ironicamente não chega nem a receber o nome pelo qual ela se tornou mais conhecida. Uma personagem que quase rouba a cena nessa disputa de tantos grandes nomes. Uma mulher que vai da fragilidade feminina a uma loucura totalmente descontrolada em questão de segundos, que não transmite a menor confiança na sua fala doce, mas que certamente lhe faria perder as calças num piscar de olhos. Ou melhor, com um único miado. (meow!)

Uma personagem que estava merecendo essa volta por cima depois do fiasco da outra Catwoman, daquela que nós sabemos bem quem (não gosto nem de lembrar…) e ninguém melhor do que a própria Anne em parceria com Nolan para trazer de volta uma dignidade que havia se perdido em um passado recente. Ela que já disso que até encararia um spin-off para a sua personagem, mas só se ele a dirigisse novamente, o que não parece ser de seu interesse, pelo menos por enquanto. E essa é a sensação maior de TDKR, que parece mesmo ser uma grande despedida do diretor para todo esse universo, embora ele bem que tenha deixado no ar algumas possibilidades para reviver essa história e quem sabe assim matar a saudade quando ela apertar.

E o que o Batman fez de errado nessa primeira parte do filme foi exatamente depositar a sua confiança naquela mulher que o fascinava, mais que ao mesmo tempo ele pouco conhecia ou sabia das suas reais intenções. Tudo bem que nessa hora ele foi bem inocente, porque todo mundo sabe que não devemos confiar em uma mulher que já trabalhou para o diabo. Mas tudo bem, talvez o nosso herói seja mesmo um homem ocupado, sem tempo para o entretenimento (sorry, não resisti a piada). E foi assim que o herói ganhou a sua segunda queda no filme (segunda porque ele já começa no chão), sendo entregue de bandeja por sua “parceira” como presente para o seu grande inimigo da vez que enquanto tudo isso acontecia, já aterrorizava a cidade de Gotham. Bane.

Grande inimigo nada, gigantesco! É quase inacreditável o que conseguiram fazer com o Tom Hardy em TDKR, onde o cara esta quase irreconhecível. E depois de um vilão como o inesquecível The Joker do Heath Ledger (de quem a gente vai sentir saudade para sempre e talvez nunca seja possível esquecer o que ele conseguiu fazer com aquele personagem), seria impossível que a gente aceitasse qualquer coisa dessa vez e tinha que ser um novo vilão pelo menos a altura do anterior. Tudo bem que já conhecendo o trabalho do ator eu até desconfiava que viria coisa boa pela frente também nesse sentido, mas não consegui imaginar o quão bom isso acabaria sendo na prática. Bane é um vilão atípico, apesar do seu grande nível de maldade comum a quase todo vilão. Sai o maluco vestido de palhaço, aquele que escolheu o caos para viver e chega o momento da entrada do gigante mascarado, aquele que cresceu na escuridão da prisão e se tornou um idealista do tipo bem fácil de ser encontrado no mundo real de todos nós, ultrapassando as barreiras dos limites das páginas dos quadrinhos.

Sua proposta era a de causar uma revolução em Gotham e escondido na sua intenção de levar a igualdade e o seu próprio senso de justiça para os 99% da população, estava a sua intenção de aterrorizar o mundo de forma cruel e sem vergonha, exibindo corpos enforcados na TV, declarando sentenças de mortes ou o exílio para quem não se adequasse ao seu novo sistema, o que no seu mandato, era tudo praticamente a mesma coisa. E mesmo sendo um tanto quanto prejudicado por sua máscara, Tom Hardy esteve tão sensacional quanto o vilão anterior, mas isso muito mais pelo seu plano genialmente arquitetado para colocar sua revolução em prática, do que por qualquer outra coisa, isso é verdade. Uma plano perfeito e pronto para destruir aquela cidade, colocando toda a polícia presa no esgoto e impossibilitada de agir, se apoderando dos brinquedos do próprio Batman para colocar o seu plano em andamento e ainda convocando um exército de injustiçados no meio das pessoas comuns e entre os presos durante o mandado de Harvey Dent, que ele libertou da cadeia para se juntarem ao seu exército, que embora menor, era totalmente sem escrúpulos e disposto a tudo em nome de uma ideologia. Qualquer semelhança com a vida real nesse caso não deve ser mera coincidência.

Bane é o vilão possível, que saiu dos quadrinhos e chegou ao mundo real, que todos nós já vimos um dia e de forma bem semelhante, seja de perto ou de longe e morremos de medo de pensar que ele não é o único dentro dessa ou daquela ideologia disposto a tudo. Suas habilidades dependem do seu físico, seus planos dependem única e exclusivamente da sua inteligência, que foi capaz de deixar até mesmo um homem como Bruce Wayne a beira da falência, tudo com um golpe muito bem planejado e escondido em diversos outros interesses.

E era visível a diferença dele ao lado do Batman, que ficou pequeno naquela disputa de homem a homem, sem armas, gadgets ou qualquer coisa do tipo, onde observamos o herói apanhando como nunca e já não estando lá essas coisas depois de inúmeras lesões que acumulou ao longo de todo esse tempo. Por isso não foi difícil para o vilão superá-lo e bastou um primeiro encontro entre eles para que Bane praticamente quebrasse o herói ao meio, literalmente, jogando o que restou dele na pior prisão do mundo, que além de tudo, guardava uma certa semelhança com o seu trauma antigo e de onde ele ainda teria que penar para conseguir sair, enquanto assistia as barbaridades que o seu adversário da vez estava disposto a colocar em prática usando aquilo que um dia já foi seu recurso.

Nessa hora, quando vimos a queda de um dos mitos da nossa geração, foi importante ver que aquele era uma homem real, que apesar da pose e status de herói, não passava de um endinheirado cheio de gadgets de última geração e muito dinheiro no seu cofre. Mas a segurança de todo mundo está além disso e uma hora seria provável que o Batman acabasse enfrentando um inimigo mais forte do que ele, que pensasse adiante, um cara que frequentou a mesma escola que ele no passado (ligando muito bem as histórias entre os três filmes nessa hora, diga-se de passagem) e que com os aliados certos, conseguiu declarar a sentença de morte do cavaleiro das trevas sem precisar fazer muito esforço.

E foi muito bacana poder ver a Selina Kyle visivelmente arrependida assim que entregou a cabeça do Batman para o Bane, ainda sem saber que ele e o Bruce Wayne por quem ela já havia tido uma queda, eram a mesma pessoa. E foi mais bacana ainda ver o herói totalmente sem forças, precisando de tempo para se recuperar, como uma pessoa “comum”, longe dos seus recursos, sem o Alfred para cuidar dos seus ferimentos e de tudo ao seu redor, preso a uma prisão em formato de poço que rezava a lenda que apenas uma pessoa teria sido capaz de sair em toda a sua história. Naquele momento, Bruce Wayne voltou a ser um homem comum, que precisava encontrar o herói dentro dele de verdade, algo que ele havia perdido com o tempo e isso usando apenas a sua própria força, enquanto observava de longe sua cidade sendo derrubada pelo terrorismo e com o uso dos seus próprios brinquedinhos.

Naquele momento, tivemos a reconstrução de um herói realizada com maestria, onde foi preciso esquecer tudo o que aprendemos sobre um herói nunca ter medo de nada e ser um homem destemido por exemplo, que era exatamente o contrário do que ele precisava sentir naquele momento para que o fizesse ser capaz de sair daquele buraco infernal, onde era tratado com o mínimo, mas pelas pessoas certas, para a sua sorte. Ainda vivendo o seu pior pesadelo, Wayne acabou tomando conhecimento da história do Bane, conhecendo um pouco do que ele acreditava ser a sua mitologia, onde ele chegou a conclusão de que o seu adversário seria o tal único que foi capaz de sair daquele lugar como rezava a lenda, além de encontrar o que ele achou ser verdade sobre as origens do vilão, vindo diretamente de alguém que já lhe foi bem próximo lá no começo de tudo.

Amarrações perfeitas que completam essa história e que só fizeram deixá-la ainda mais interessante e muito bem explicada (sem ser muito didática e chata, sabe?), fazendo aquela conexão entre os outros dois pontos dessa nova trilogia. Nessa hora, vale até a pena reviver um pouco dessa história, que pode ser algo importante para colaborar com a nossa memória que costuma ser fraca nessas horas. Mas nada que precise de um estudo profundo sobre os dois filmes anteriores que a essa altura, nós que somos fãs do gênero já assistimos inúmeras vezes. (só o “The Dark Knight” eu devo ter assistido pelo menos umas 6 vezes. Sério.)

Entre as diversas figuras conhecidas desse universo, tivemos o comissário Gordon (Gary Oldman) completamente magoado por ter sustentado uma mentira que colaborou para a criação do mito Harvey Dent, que todos nós sabemos que de herói não teve nada no final das contas, mas que acabou ganhando fama por isso pura e simplesmente pelo fato do mundo sempre precisar de um herói para carregar essa honra. Fato que no decorrer do filme foi muito bem usado pelo Bane contra o próprio personagem, derrubando outro mito a quem aquela cidade acreditava e respeitava até então. Brilhante a forma como os mitos foram todos destruídos nesse filme. Simplesmente brilhante!

Ainda no lado da polícia, ganhamos o reforço de Blake, um jovem policial vivido pelo ator Joseph Gordom-Lewitt e que para a nossa surpresa, tinha algo mais a nos revelar perto do final do longa (juro que eu cheguei a desconfiar, embora a história contada dessa vez tenha sido meio que “outra”). Ele que era o policial que não seguia a lógica (e não as regras, como estamos acostumados a ver por ai) e que além de tudo dividia um passado bastante parecido com o do Bruce Wayne e até mesmo o do Batman, o qual ele só ainda não havia se tornando apenas por falta de recursos, porque motivação não lhe faltava. E o detalhe mais importante é que ele conhecia o Batmam e sabia da sua real identidade. Algo que pode ter passado despercebido durante o filme e talvez tenha sido pouco detalhado sobre “como e porque”, mas que já nos entregava pistas da sua verdadeira identidade, revelada próximo ao final.

Mas é claro que um verdadeiro herói não se veria rendido por muito tempo e foi sensacional a forma nada fácil como Bruce conseguiu sair daquela prisão, embora seja quase inexplicável a sequência dos seus atos, com ele aparecendo inteirão logo em seguida de todo aquele trauma, propondo um acordo com a Selina em pessoa e tudo mais. Mas tudo bem, também perdoamos esse detalhe que não é quase nada se comparada a grandiosidade desse filme. E lembrando dessa sequência, é impossível esquecer daquela trilha sonora marcante, não só nesse momento em que o herói ressurge, mas em todo o filme, onde de tão presente, ela é praticamente mais um personagem e do tipo essencial para completar a história. (vale a pena procurar depois porque ela é realmente bem especial)

E convocando todos os homens de bem que ainda restavam em Gotham City, buscando aliados na polícia, que tanto já o havia perseguido,  lá estava o nosso herói de volta, pronto para encarar o seu grande inimigo. Mas dessa vez precisando mais do que nunca de reforços contra aquele plano grandioso de destruição em massa. Nesse momento, chega a ser quase que inacreditável a forma como eles conseguiram encontrar resoluções boas o suficiente para encerrar todos aqueles plots em aberto, faltando pouco mais de 10 minutos para o seu final e chegava a hora do tudo ou nada, onde o próprio Batman chegou a anunciar que era tempo de guerra em Gotham.

Nesse curto prazo de tempo e ao lado de seus aliados, Batman conseguiu salvar inocentes por todos os lados da cidade, graça ao seu “The Bat” que nessa hora, como eles mesmo meio que disseram ironicamente, “tamanho virou documento”, rs. Ainda em meio a essa batalha final, sobrou tempo para que o Batman se revelasse para o comissário Gordon, que naquela hora reconheceu o homem que salvou a vida do seu filho e que por tanto tempo foi o seu parceiro na luta contra os piores vilões que Gotham já conheceu. E seria praticamente impossível não ficar emocionado com a polícia da cidade em peso saindo as ruas para ajudar a enfrentar o inimigo, enquanto avistavam o símbolo máximo de seu herói queimando no alto daquela ponte. Um detalhe tão forte, que é de fazer chorar de tão lindo!

Aliás, um sentimento que não é muito comum em filmes do gênero é exatamente essa emoção capaz de fazer com que a gente seja conduzido as lágrimas e isso TDKR consegue em diversos momentos, desde o seu começo e até o final. Impossível não ficar tomado com a tristeza instaurada nesse clima de despedida, que pode se manifestar em um momento simples, como a quebra da relação Bruce e Alfred lá no começo, ou quando vimos pessoas inconformadas com o terrorismo, lutando contra o medo de serem feitos de reféns por toda uma vida. Mas eu ainda credito essa emoção maior do filme a toda a sua grandiosidade que chega a ser imensurável, além de assustadora em diversos outros momentos, onde parece que estamos sendo engolidos por aquilo tudo. Uma emoção quase que de “sonho realizado”, como se a gente estivesse vivenciando o que sempre sonhamos ver de um herói de verdade. Eu sei que tudo isso pode parecer até meio cafona, mas eu me rendi e chorei em diversos momentos, que eu confesso sem vergonha nenhuma. (e vi vários marmanjos saindo com os olhos vermelhos do cinema e desviando os olhares,  hein?)

Caminhando para a conclusão épica dessa trilogia, tivemos o homem morcego travando novamente uma batalha corporal com o seu inimigo, finalmente conseguindo alguma vantagem em relação a força e a grandiosidade do seu adversário, encontrando dessa vez o ponto fraco capaz de colocar aquele gigante para dormir com maior facilidade (porque seria pouco crível que do nada, ele conseguisse ter ficado mais forte do que o Bane, mesmo tendo se passado mais de 80 dias preso). E assim ele conseguiu vencê-lo, mas não sem antes ganharmos uma última revelação, que nos trouxe a verdadeira identidade do vilão, além de uma grande surpresa que eu acho importante que seja mantida em segredo, para quem ainda não assistiu ao filme e por isso eu não vou comentar aqui.

E em nome do bem de Gotham, como ato heróico final, após ter derrotado Bane contando com uma importante ajuda nessa hora e ter conseguido salvar a cidade de sua total destruição (porque a parcial bem que aconteceu), Batman acabou entregando a sua própria vida, encerrando da melhor forma possível a sua história de amor por aquela cidade, que ele lutou por tantas vezes para manter em pé, mas que naquele momento chegava a hora de passar seu legado adiante e para isso ele sabiamente já havia despertado um certo interesse em alguém capaz de seguir com o seu trabalho adiante. (alguém que a gente também adoraria ver em um filme todo seu, inclusive com ele mesmo vivendo o personagem…)

Uma morte poética, sem o funeral que se espera para a morte de um mito, o herói que conseguiu manter a sua identidade até o fim, identidade que vai além do seu rosto ser divulgado para o mundo e está em cada detalhe do seu legado. Claro que tudo isso foi um escape que caiu como a alternativa perfeita para que Bruce Wayne tivesse alguma chance de viver a sua vida como um homem comum, realizando não só o seu, mas também o sonho do Alfred ao concretizar o desejo da projeção do seu amigo de longa data para o seu próprio futuro. E junto as flores vermelhas na lápide de Bruce Wayne, nos foi entregue o final mais corajoso possível para essa que foi um trilogia das melhores que conhecemos até hoje. E tem final mais corajoso?

Sinceramente, a cada cena que se passava de TDKR, eu conseguia enxergar um caminho que eu gostaria de ter visto para aquela história, sem tirar e nem colocar nada, sendo entregue exatamente da forma como a gente lá no fundo, mesmo que em nosso inconsciente,  torcia para que fosse feito daquele jeito. Cheguei a ficar com falta de ar, me sentindo quase engolido por aquela história tão bacana, trazendo o herói que nós conhecemos de tanto tempo das HQs que lemos ainda quando crianças, para o um lado muito mais real, que convenhamos, combina muito mais para um homem que não é dotado de super poderes. Ao mesmo tempo, essa desconstrução do personagem foi feita de forma tão extraordinária e porque não dizer espetacular (agora sim usando a palavra com propriedade e coerência, diferente de um certo contemporâneo seu…), fazendo com que o herói tivesse que buscar o seu lado humano, encontrando no seu medo mais profundo a grandeza da sua coragem, que foi o que o fez ressurgir mais forte do que nunca para continuar a sua batalha e encerrar essa história desse jeito, sem que a gente quisesse sair da sala do cinema quando o filme chegou ao seu fim.

Preciso ser sincero e reconhecer que desde sempre eu mantive uma relação meio assim com o Batman (o personagem, pq sempre AMEI os filmes e o seu universo) justamente por achar muito fácil essa saída recorrente dentro do seu universo, escondida em fontes inesgotáveis de dinheiro e muita condição. Sempre achei muito fácil mesmo a forma com que Bruce Wayne conseguia se safar de tudo tendo como base a sua grande fortuna e/ou influência, apesar de diferente de muitos, ele ter escolhido tentar fazer a diferença a seu modo. Um sentimento que sumiu completamente e foi enterrado ao final de TDKR, onde pela primeira vez vimos o herói lutando sem recursos (ou bem menos), tendo que descobrir a sua força por ele mesmo e sem o apoio do seu cofre forte como segurança para qualquer aperto. Algo que talvez jamais acontecesse se esse não fosse o final escolhido para essa história, que eu não canso de repetir que foi inacreditavelmente sensacional e perfeito.

E com esse ponto final, Christopher Nolan acabou criando um problema enorme em nossas vidas. Como aceitar um filme de super-herói não tão bom quanto TDKR daqui para frente? Como nos contentar com apenas um mix de cenas de ação as vezes muito bem realizadas (outras nem tanto), mas sem um história consistente o suficiente para ser contada em muito menos tempo de duração? Como não ficar morrendo de vergonha de todos os outros lançamentos dentro do mesmo gênero que ocorreram ao longo dos últimos tempos? Fica muito difícil. Tudo bem que não é assim também e os demais todos tem o seu mérito por esse ou por aquele motivo. Mas uma coisa é certa, ao assistir qualquer outro filme de super-herói após ter visto “The Dark Knight Rises”, vai ser difícil nos contentarmos a ponto de conseguirmos ignorar um pensamento que vai ficar ecoando na nossa mente por pelo menos um bom tempo: “Mas o Batman foi melhor”. Isso até aparecer um novo Batman, que a gente até torce para que apareça, porque sempre queremos ver coisa boa. Caso contrário, vamos ficar morrendo de saudade de uma mente brilhante como a do Christopher Nolan a frente de uma franquia tão bem realizada como essa.

Esse não foi apenas o funeral de um herói, foi o dia da morte de um gênero, que para continuar sobrevivendo vai precisar se virar para superar “The Dark Knight Rises”, que acabou nos deixando muito mais exigentes enquanto audiência. Agora se virem, porque nós não aceitamos menos.

 

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