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A temporada menos política e mais comédia romântica de The Newsroom

Dezembro 26, 2013

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No passado, com uma história política bacana que conseguia brincar com fatos reais e importantes para o mundo todo (alguns mais, outros menos), The Newsroom chegava para se firmar rapidamente como uma das melhores novidades da temporada. Apesar de séria, ela também conseguia brincar com o lado “comédia romântica” da coisa, algo que algumas vezes até nos fez torcer bastante o nariz, mas logo conseguimos reconhecer que a nova série tinha um potencial que ia além desse detalhe muitas vezes irritante. Mas acima de qualquer coisa, The Newsroom ainda chegava com a assinatura do Aaron Sorkin (gostaria de saber como anda o projeto dele com o John Krasinski a respeito do Chateau Marmont, do qual nunca mais se ouvir falar nada…), o que por si só já nos fazia ter algum interesse e ou esperança em relação a nova série.

Entre altos e baixos em sua Season 1, eles até conseguiram um saldo bastante positivo em relação ao que não foi tão bacana assim durante a temporada, conseguiram brincar lindamente entre o campo dos fatos reais que se mesclavam com a história do mundo e ainda conseguiram manter um nível bem bacana mesmo na parte “cômica romântica” da questão. Apesar de qualquer coisa, era fácil conseguir reconhecer que a força maior da série estava mesmo no lado político da história, tanto pela crítica em relação a qualquer assunto delicado do passado (a série começa em alguns anos atrás e ainda não chegou aos dias atuais, mas agora já está bem perto disso, algo que eu acho preocupante…), quanto pela postura adotada pelo seu texto impiedoso e recheado de argumentos prontos para defender o seu ponto de vista ferozmente (mesmo colocando o seu protagonista como pertencente ao grupo do outro lado da força). E assim eles fizeram ao longo de sua temporada de estreia, onde em diversos momentos, apesar de nos sentirmos um tanto quanto perdidos de vez em quando na questão política quando o assunto em questão era algo mais voltado a realidade do povo americano e não em relação a assuntos que faziam de alguma forma parte do resto do mundo, The Newsroom conseguiu inclusive nos emocionar por diversas vezes, mostrando principalmente um lado quase que poético de se fazer jornalismo na TV, algo que certamente deve ter sido inspirador para quem divide a mesma profissão, apesar de pouco real e talvez um tanto quanto distante demais da realidade.

Pois nessa segunda temporada, acabamos esperando um pouco mais do mesmo, pelo menos da parte boa que conseguimos encontrar ao longo do começo dessa história, mas parece que eles resolveram inovar e a proposta para essa segunda temporada acabou sendo um tanto quanto diferente. Talvez por terem queimado cartuchos importantíssimos ao longo da primeira temporada em relação a notícias de importância mundial (pensando no volume de assunto que foram tocados durante a Season 1, é fácil reconhecer que na atual temporada, tivemos um volume bem menor de histórias e ou fatos políticos relacionados a série), ou apenas para realmente tentar algo novo, The Newsroom resolveu manter apenas um plot central em evidência ao longo da temporada, mantendo a maior parte de sua Season 2 centrada em um caso baseasdo em um erro jornalístico, uma entrevista incriminadora forjada, pela qual a equipe de McAvoy acabou sendo julgada como responsável. Um plot também bastante atual de certa forma, envolvendo questões políticas fictícias mas não tanto assim, como o uso de gás sarin em civis a favor do exército americano em batalha.

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Nesse caso, eles acabaram presos durante muito tempo dentro de uma única questão, deixando um pouco mais de lado os assuntos políticos diversos que foram tão bem explorados ao longo da Season 1 e que nós reconhecemos logo de cara como o grande forte da série. Mesmo deixando tudo isso de lado, The Newsroom conseguiu se manter como uma série interessante, até que o assunto acabou se tornando massante demais, mesmo porque, apesar de só terem nos revelado o que realmente havia acontecido com a tal reportagem forjada bem próximo do final da temporada, havia uma desconfiança geral de que o novato na equipe (sim o irmão magia nerd da Old Christine), aquele que estava de olho no cargo do Jim, estava mais do que envolvido na questão toda e não os demais membros antigos da equipe, ou alguém realmente ficou surpreso com a revelação? Por favor, me respeitem.

Apesar de ter menor espaço, as questões políticas ainda fizeram parte da nova temporada da série da HBO, com o tea party ainda revoltado com os insultos ao vivo do Will e a campanha política da reeleição do presidente Obama, que também foi bem presente ao longo dessa nova temporada. Nessa segunda opção, tivemos o Jim sendo mantido um tanto quanto afastado demais da redação, algo que não pode ser deixado de se apontar como mais um dos pontos negativos da temporada, uma vez que nos apaixonamos completamente por ele desde o seu primeiro tropeção dentro daquele ambiente de trabalho e por esse motivo, lamentamos a sua ausência dentro daquele cenário.

Acompanhando a campanha do oponente do Obama (Romney) naquela época apenas para ficar longe da Maggie (que usou a pior peruca da história das piores perucas da TV nos últimos 150 anos luz), Jim acabou se envolvendo em histórias menos interessantes e de quebra ainda trouxe uma nova personagem para a trama (chatinha…), algo que a essa altura não se fazia necessário, uma vez que a questão toda envolvendo a Maggie, sua melhor amiga (que para quem não ligava muito para a situação no começo até que está apaixonada e ou rancorosa demais, não?) e ex do Jim, ainda não havia sido totalmente resolvida. Outro ponto fraco da história foi toda a questão envolvendo a justificativa para o novo corte pavoroso da Maggie pós ida a Africa (sério, o que era aquela peruca e porque ela não foi no salão dar um jeito naquele corte feito a foice por ela mesmo?), que mais tarde acabou sendo explicada com uma historinha até que bem bonitinha, mas que acabou bem perdida em meio ao foco central da temporada.

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E se o lado político em questão acabou ficando realmente um tanto quanto de lado ao longo dessa Season 2 e em compensação, o lado “comédia romântica”  nunca esteve tão presente na série e confesso que acabou sendo um dos atrativos a parte para essa temporada visivelmente mais fraca em termos de assuntos realmente interessantes para The Newsroom. Teve toda a questão da Sloan com o Don (quem eu acabei vendo com outros olhos durante essa Season 2. Ele, e não ela, que fique bem claro), que foi bonitinha mas foi só isso também, a própria história inacabada do Jim com a Maggie (que parece que não vai ter fim tão cedo, nem com outra excursão no ônibus de Sex And The City) e é claro que o grande plot central dentro desse gênero na série, que sempre foi a história mal resolvida entre Will e MacKenzie, que a essa altura parecia também não ter mais fim, mas que finalmente chegou a um ponto pelo qual esperamos desde a Season 1, com Will finalmente conseguindo ter coragem de pedir a mulher da sua vida em casamento, o que de fato aconteceu e foi um momento bastante especial para a série política.

Mas é claro que até chegarmos a essa ponto, fomos enrolados com uma série de pormenores, com encontros e desencontros envolvendo o casal, além do despejo de mais algumas mágoas dessa relação conturbada e novos affairs que na verdade, pouco nos despertaram qualquer tipo de interesse. E novamente tivemos a questão do Will ser o chefe da MacKenzie e ela estar a frente do caso da matéria forjada, o que de certa forma só foi mesmo uma distração não muito eficaz em relação as nossas suspeitas para o que aconteceria até o final dessa segunda temporada, ou alguém achou mesmo que a MacKenzie seria deemitida ou que pior, Will, Chartlie (sempre excelente) e a própria MacKenzie fossem bancar aquela história da demissão em grupo? (também achei meio repetitivo o plot dos demais da redação oferecendo suas próprias cabeças nessa hora, algo que lembrou demais aquela metáfora do filme antigo da Sessão da Tarde utilizada pelo próprio Will no começo da primeira temporada)

Por todos esses motivos, podemos dizer que a Season 2 de The Newsroom acabou sendo bastante problemática e isso aconteceu principalmente porque eles resolveram tentar algo novo, distante da fórmula que já havia dado bastante certo ao longo da primeira temporada. Um risco que eles decidiram tomar e que não foram tão felizes assim com a sua execução. Conseguiram consertar o lado comédia romântica da coisa, que tanto nos incomodava no passado? Até que conseguiram, porque essa talvez tenha sido a parte menos chatinha da Season 2, mas em relação as questões políticas que encontramos ao longo da temporada de estreia e aquela emoção toda que eles conseguiram nos despertar facilmente naquela época, realmente ficaram a desejar e faltou um pouco mais de variedade nessa área para que a gente conseguisse reconhecer e identificar a série com o que já havíamos visto anteriormente. Me lembro de no passado ficar confuso, buscar informações sobre o que eles estavam falando ao longo do plot do episódio e dessa vez, não foi necessário o menor esforço para conseguir acompanhar aquelas miseras questões que apareceram. Uma pena, porque nós que gostamos desse tipo de série, gostamos de pensar também.

De qualquer forma, The Newsroom continua sendo uma grande série. Pode não ter sido a melhor, mas continua valendo a pena.

 

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Bem diferente esse John Gallagher Jr do que aquele que encontramos em The Newsroom, não?

Agosto 21, 2013

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Lembrando que diferente não significa ruim, portanto: Höy!

 

ps: estou atrasado com The Newsroom (até agora acho que só vi os 3 primeiros), mas estou achando essa temporada bem mais fraca…

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E a lista dos indicados ao Emmy 2013 que resolveu nos agradar dessa vez?

Julho 19, 2013

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Uma lista que não podemos nem reclamar muito, porque vamos combinar que boa parte dos que mereciam uma indicação ao Emmy 2013, estão nela. Claro que tem sempre aquele que inexplicavelmente acaba ficando de fora, mas podemos dizer que essa lista está bem bacana e quase completa esse ano. (fora os prêmios técnicos)

Por isso não vamos nem enrolar muito e vamos direto para os indicados, com comentários, apostas e torcidas, claro:

 

Melhor ator em série dramática

Kevin Spacey – House of Cards

Hugh Bonneville – Downton Abbey

♥ Jon Hamm – Mad Men

♥ Damian Lewis – Homeland

♥ Bryan Cranston – Breaking Bad

♥ Jeff Daniels – The Newsroom

 

Só não vou votar no Kevin Spacey porque ainda não vi House Of Cards, apesar das recomendações todas e o Boneville eu acho bom, mas não acho que Downton (deveria ter sido escrito como coadjuvante) exija tanto assim dele. Entre os outros quatro, ficaria bem feliz se qualquer um deles ganhasse, de verdade. O Jon Hamm já vem merecendo faz tempo e fez uma excelente temporada, o Bryan Cranston é sempre sensacional, sempre! Damian Lewis quase nos faz explodir de tanta tensão com o seu Brody e o Jeff Daniels reapareceu com um papel feito para roubar a cena de qualquer um, carregando a melhor parte de The Newsroom, que são as notícias e o dia a dia do trabalho da equipe . Imaginem no ano que vem, com Breaking Bad já encerrada e Mad Men possivelmente também? Não quero nem pensar…

 

Melhor atriz em série dramática

♥ Michelle Dockery – Downton Abbey

♥ Elizabeth Moss – Mad Men

♥ Claire Danes – Homeland

Vera Farmiga – Bates Motel

Kerry Washington – Scandal

Robin Wright – House of Cards

Connie Britton – Nashville

 

Que briga boa, hein? Tirando a Connie Britton, claro (sorry, implico mesmo com ela). Todas excelentes, se não das nossas séries preferidas do momento, pelo menos com algum histórico na nossa memória de bons personagens. Acho bem difícil alguém tirar o prêmio da Claire Danes, mas se for para ser assim, que seja uma de nossas outras apostas do coração ou a Vera Farmiga. #CRUZANDOOSDEDOS. PS: mas vou ter que revelar que atualmente o meu vício tem sido Orphan Black (sim, falaremos da série em breve por aqui, assim que eu terminar) e fiquei espantado com a não indicação da excelente Tatiana Maslany  nessa categoria. E sim também, a essa altura eu já me considero membro do #CloneClub 

 

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

Emilia Clarke – Game of Thrones

♥ Anna Gunn – Breaking Bad

♥ Maggie Smith – Downton Abbey

Morena Baccarin – Homeland

Christina Hendricks – Mad Men

Christine Baranski – The Good Wife

 

Apesar de achar que a Emilia Clarke faz o impossível em GOT, falando línguas e ainda assim levando tudo aquilo muito a sério (rs), a Anna Gunn em crise em Breaking Bad foi uma das melhores coisas dessa primeira metade do final da série (e não tem como negar que a personagem cresceu muito a partir disso) e a Maggie Smith é sempre a Maggie Smith (inclusive, leiam esse trecho me imaginando imitando a mesma). Agora, alguém me diz  o que é que Morena da Bacardi está fazendo nessa ou por esse papel, em qualquer outra lista? Bom, antes ela do que a filha chatinha do Brody em Homeland… #CREDINCRUZ

 

Melhor ator coadjuvante em série dramática

♥ Aaron Paul – Breaking Bad

Bobby Cannavale – Boardwalk Empire

Jim Carter – Downton Abbey

♥ Peter Dinklage – Game of Thrones

♥ Jonathan Banks – Breaking Bad

Mandy Patinkin – Homeland

 

Hmm mmm… que difícil. AMAMOS os meninos de Breaking Bad (de nada Banks, rs) e eu ainda trabalho na ideia de me tornar amigo do Aaron Paul portanto, ele sempre terá alguma vantagem na minha torcida. Mas se não for para um dos dois (lembro até hoje o dia em que o Aaron ganhou aquele outro prêmio e a minha reação em casa foi o equivalente ao que certas pessoas fazem quando seus times ganham um campeonato qualquer. Sério), que o prêmio fique com o Dinklage, que mesmo quando não é o destaque da vez em GOT (e essa temporada não foi dele) consegue roubar a cena. 

 

Melhor série de comédia

♥ Louie

♥ Girls

♥ 30 Rock

Veep

Modern Family

The Big Bang Theory

 

O que? Não tem New Girl nessa categoria? Mas gente, o Emmy resolveu ficar justo assim? Clap Clap Clap! AMO sou qualquer uma das três primeiras da lista, mesmo tenho a sensação de que já faz tanto tempo que não vejo Louie (sorry + indo para o inferno em 3, 2, 1), mas como última vez, esse prêmio merecia ir para a série da Tina Fey, hein? Veep eu não vejo p0rque esqueço e implico com a atriz, apesar de reconhecer que ela é ótima (e deve levar), Modern Family é sempre boa, mas é só aquilo mesmo e TBBT, já foi melhor, já foi pior, já foi bem pior e voltou a ficar OK, mas sentimos que já deu faz pelo menos umas 5 temporadas. (já não existem 12 delas? Não? rs)

 

Melhor série dramática

♥ Breaking Bad

♥ Game of Thrones

♥ Mad Men

♥ Downton Abbey

♥ Homeland

House of Cards

 

Das 6 indicadas nessa categoria, assisto 5 então, primeiro, #SUCKIT’ e segundo que está bem dramático escolher. GOT melhorou muito (não está perfeita ainda, mas… Mad Men continua excelente como sempre, Downton Abbey é aquela delícia com sotaque inglês e Breaking Bad, por mais que já tenha passado faz tanto tempo também (mesma sensação de Louie), sempre fez por merecer. Entreguem para uma dessas, até eu assistir HOC e talvez mudar de opinião, rs (mentira, sou fiel aos meus amores mais antigos. Ops… mentira de novo, rs)

 

Melhor ator em série de comédia

♥ Alec Baldwin – 30 Rock

Jason Bateman – Arrested Development

♥ Louis C.K. – Louie

Don Cheadle – House of Lies

Matt Leblanc – Episodes

Jim Parsons – The Big Bang Theory

 

Louis + Alec Baldwin. Com certeza. Poderiam inclusive dividir essa categoria e entregar o envelope para o Bateman, como prêmio de consolação, embora ele tenha feito um ótimo trabalho em Arrested Development novamente. E vou achar bem incoerente se com uma lista linda dessa de indicados, o Cheadle ou o Leblanc acabarem levando essa por papeis em séries que a) não merecem tanto assim e b) quase ninguém assiste. Apesar de não achar que a opção B seja regra para qualquer coisa…

 

Melhor atriz em série de comédia

Laura Dern – Enlightened

♥ Lena Dunham – Girls

Edie Falco – Nurse Jackie

♥ Tina Fey – 30 Rock

Julia Louis-Dreyfus – Veep

♥ Amy Poehler – Parks And Recreation

 

Novamente a Edie Falco sendo prejudicada, porque de engraçadona mesmo, a sua personagem em Nurse Jackie não tem nada. Mas opa, vejo a dobradinha Fey + Poehler novamente? Então declaro empate (porque exijo as duas juntas para sempre, mas não por essa última temporada de P&R que foi bem meio assim), claro, com direito a close na Lena Dunham na hora em que elas estiverem recebendo o prêmio, porque queremos que ela nos represente com os olhos brilhando nesse momento. Juro que no ano que vem o prêmio é seu, tá Lena? #GHOLS

 

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

♥ Mayim Bialik – The Big Bang Theory

♥ Merritt Wever – Nurse Jackie

Julie Bowen – Modern Family

Sofía Vergara – Modern Family

♥ Jane Krakowski – 30 Rock

Jane Lynch – Glee

Anna Chlumsky – Veep

 

Quase dei um pulo da minha cadeira quando vi os nomes da Mayim Bialik e da Merrit Wever nessa lista, sendo que a primeira veio para salvar o Sheldon de TBBT e conseguiu o impossível dentro da série, se tornando um dos personagens mais bacanas e que até consegue nos fazer rir mesmo com a série estando mais do que cansada e a segunda delas, essa sim o alívio cômico perfeito para Nurse Jackie. E a Sofia Vergara desapareceu durante essa última temporada de Modern Family, não?

 

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Ed O’Neill – Modern Family

Jesse Tyler Ferguson – Modern Family

Ty Burrell – Modern Family

Tony Hale – Veep

♥ Adam Driver – Girls

♥ Bill Hader – Saturday Night Live

 

Já que a lista tem quase todo mundo de Modern Family, eu teria incluído o Nolan Gould, que foi quem ao lado do Ty Burrell (o único que eu aceito da lista da série) divou durante essa última temporada. AMO o Bill Hader e a sua despedida no SNL com o casamento do Stefon e o Seth Meyers foi sensacional, mas não tem como negar que ver o nome do Adam Driver finalmente figurando em uma lista como essa, tenha feito o meu coração dar aquela acelerada carinhosa de fã de #GHOLS. Eu votaria em um dos dois ou nos dois, apenas… (imaginem a estranheza do Adam Driver no palco?)

 

Melhor minissérie ou filme

American Horror Story

Behind the Candelabra

The Bible

Phil Spector

Political Animals

Top of the Lake

 

American Horror Story fez uma temporada muito superior a anterior e mereceu a indicação. Das outras eu não vi nada ainda, mas na fila estão Behind The Candelabra e Top Of The Lake. Talvez em 2037 eu consiga ver… rs

 

Melhor ator em minissérie ou filme

♥ Benedict Cumberbatch – Parade’s End

Matt Damon – Behind the Candelabra

Michael Douglas – Behind the Candelabra

Toby Jones – The Girl

Al Pacino – Phil Spector

 

Grandes nomes nessa categoria, não? Al Pacino, Michael Douglas, Matt Damon. Vale torcer pelo Benedict, ou nem precisa tentar?

 

Melhor atriz em minissérie ou filme

♥ Jessica Lange – American Horror Story

♥ Laura Linney – The Big C

Helen Mirren – Phil Spector

♥ Elizabeth Moss – Top of the Lake

Sigourney Weaver – Political Animals

 

Jessica Lange já é uma senhora e segurou como ninguém uma cena de lingerie vermelha na TV, por isso merece todo o nosso respeito. Laura Linney encerrou lindamente a sua The Big C e foi muito justo terem lembrando do seu nome nessa hora. Mas a Elizabeth Moss concorrendo em duas categorias de atriz por papéis diferentes tem que significar alguma coisa para o universo, não é mesmo? Fiquei morrendo de orgulho. #PLIM. Mas temos a Helen Mirren na jogada e rainha é sempre rainha.

 

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme

James Cromwell – American Horror Story

♥ Zachary Quinto – American Horror Story

Scott Bakula – Behind the Candelabra

♥ John Benjamin Hickey – The Big C

Peter Mullan – Top of the Lake

 

Sean! Eu AMO o Zachary Quinto desde sempre (por isso vou sempre torcer por ele também), mas não tem como não torcer  um pouco mais pelo Sean. Sorry, mas vai contra a minha natureza. 

 

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme

♥ Sarah Paulson – American Horror Story

Imelda Staunton – The Girl

Ellen Burstyn – Political Animals

Charlotte Rampling – Restless

Alfre Woodard – Steel Magnolias

 

Sarah Paulson é uma excelente atriz e fez um ótimo trabalho em AHS. As demais eu não vi, então…

 

Melhor reality show de competição

The amazing race

Dancing with the stars

Project Runaway

So You Think You Can Dance

Top Chef

♥ The Voice

 

The Voice, para sempre por enquanto. 

Melhor série de variedades

The Colbert Report

“The Daily Show

Jimmy Kimmel Live

Late night with Jimmy Fallon

Real Time With Bill Maher

Saturday Night Live

 

O SNL é quase sempre muito bom e quando não é, a culpa é toda do convidado. Mas a briga Kimmel vs Fallon promete. Gostaria de ver o Craig Ferguson nessa categoria, o meu favorito de todos eles. 

 

Animados? Então dia 22 de Setembro temos um date para comentar tudo depois hein? #QUEELESNAONOSDECEPCIONEM #MASELESSEMPRENOSDECEPCIONAM

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The Newsroom Season 2, o trailer (esse sim com cenas inéditas)

Junho 10, 2013

Até que enfim um trailer com cenas inéditas da Season 2 de The Newsroom que estreia no dia 14 de julho,  hein?

Occupy Wall Street, as últimas eleições americanas, participações do Amish Liklater (Höy!) de The New Adventures of Old Christine. Ansiosos?

 

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No regabofe dos Obamas desse ano, podemos dizer que quem se deu melhor veio diretamente de outras vizinhanças

Maio 2, 2013

Primeiro de tudo, uma pergunta importante e honestamente honesta: será que eles servem coxinha, bolinho de queijo e ou risoles misto na casa do presidente? (esses dias passei em frente a uma escola e senti um cheiro de risoles tão delicioso e que me lembrou tanto a minha infância, que quase subornei uma das crianças para comprar um para mim, mesmo correndo risco de acabar preso injustamente, rs. Sério)

No finde passado aconteceu o já famoso White House Correspondents’ Association Dinner (2013), que na verdade nada mais é do que um regabofe na casa do presidente, onde obviamente todos fazem questão de aparecer e que para a nossa sorte, a maioria deles parece não fazer tanta questão assim de aparecer muito bem, se é que vocês conseguem me entender. (enxergar já ajuda, rs)

Em meio a figurinhas repetidas de sempre e gente que veio de longe para ser recebida pela America antiga pelo atual dono daquilo tudo, percebemos que durante essa edição, os Obamas acabaram sendo envergonhados pelas pratas da casa e quem se deu bem mesmo veio de outras vizinhanças com sotaques diferentes.

Ficaram curiosos? Então vamos logo servindo os salgadinhos enquanto está tudo quente (detesto comida fria) que o jantar já vai começar…

 

Não basta ser linda, tem que ser inglesa, recém viúva e herdeira de Downton, não é mesmo Michelle Dockery?

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Sim Michelle Dockery, sabemos que você é tudo isso mesmo e ainda por cima vem com essa pele de dar inveja a qualquer pessoa que viva em um país que tem uma relação mais próxima com o sol.

Dockery que foi quem mais acertou durante o jantar com o presidente, mesmo estando com um vestido até que simples, apesar da cor (linda por sinal). Certeza que a Rainha e todos de Downton, principalmente a criadagem, se sentiram orgulhosos nesse momento. Só não vale se apaixonar demais por um hot dog e meia dúzia de bagels e logo considerar pedir a cabeça da sua personagem na série inglesa como muitos de seus coleguinhas, que isso a gente jamais vai perdoar, como não perdoamos o que aconteceu com o seu finado marido. O capeta e todos nós estamos de olho…

Agora, o melhor da imagem é a cara da Elaine ao fundo, apavorada por alguém ter acertado muito mais investindo na mesma cor que ela. Quem manda pegar seus conselhos sobre moda com o Seinfeld

#GHOLGEOUS

 

Ainda com sotaque inglês, outra que divou durante o jantar também veio da mesma vizinhança…

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… e essa foi a Emily Mortimer (com um modelo bem simples também), que apesar de ter escolhido esse vermelho mais aberto que não é dos meus preferidos (prefiro os fechados e ou queimados), também conseguiu se destacar em relação à suas amigas americanas, evitando inclusive de ser confundida com o tapete, algo que é sempre o pesadelo de todas que resolvem investir na cor.

ps: saudades de The Newsroom, que volta dia 14 de julho na America antiga. Anotem na agenda da Hello Kitty…

 

OK, nem só de inglesas divando sobreviveu o jantar do presidente desse ano

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E como boa representante da America antiga, eu diria que até surpreendentemente (sorry Amy, eu tem AMO, mas nem sempre você acerta e isso talvez aconteça porque nós ainda não somos amigos. Me liga, pede para alguém te apresentar, rs) foi a Amy Poehler, que acertou bem com o seu longo branco, rico em bordados e que ainda por cima conseguiu dar mais altura para ela, algo que é sempre bem vindo no seu caso, rs. (e quando é que e a Tina Fey serão as apresentadoras dessa festa também, hein produção?)

 

Por favor, voltem para Nashville IMEDIATAMENTE

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Lembra quando a gente gostava da Hayden Panetone em Heroes?

E lembra quando a gente gostava de Heroes? (que vergonha ter que admitir isso minha gente. E qualquer dia eu sorteio por aqui o meu box da Season 1 que eu não sei o que fazer com ele. Só para ninguém dizer que esse é um blog que nunca sorteia nada, rs)

Agora, alguém conhece alguém que tenha uma máquina do tempo (um segundo… Alôr? Doutor?) capaz de voltar no passado e nos dizer para não perder tempo com essas duas grandes bobagens da nossa história televisiva recente?

Obrigatô.

Sério, que vestido pavoroso em amarelo (e poderia ser em qualquer outra cor) é esse?

#CREDINCRUZ

Sem contar que esse tipo de saia, mesmo no tom de amarelo errado, continua imprimindo a saia da Bela de “Beauty And The Beast”. Fato.

Não que Hayden mereça usar algo do tipo, nem de brincadeira (bate na madeira x3), mas talvez ela tenha achando que a festa era a fantasia e vulgar do jeito que parece ser, talvez tenha alugado uma fantasia de “Bela Sexy” que é o que todas elas sempre fazem.

Pode reparar que todas com disposição para um biscatismo tem “Sexy” na descrição de suas fantasias.

#NAOTABOMNAO

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O mesmo vai para Connie Britton, que descobrimos recentemente ser o sonho de MILF de muitos marmanjos (vai entender a cabeça desses homens) e mesmo que não esteja vulgar como sua colega de elenco daquela série que preferimos não ver, errou feio por ter escolhido algo fácil de ser visto em um álbum de casamento qualquer.

#NAOTABOMNAO

 

Alguém sabe onde foi a promoção dos vestidos com tecidos meio assim?

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Hein, Elizabeth Banks?

Uma mulher da Capitol me aparecer assim em público, não pode ser certo, não é mesmo?

#NAOTABOMNAO

E se alguém te oferece um vestido desses, nessa cor e tecido, você faz o que?

( ) Faz a pessega para não criar confusão

(X) Assume que confusão é o seu nome do meio e parte logo para o atraque e já vai arrancando os brincos e as extensões no cabelo, por precaução…

 

Digamos que ela é tão engraçada quanto o seu vestido é bacana e ou bonito…

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ou seja, quase nada. E é só isso.

Siga

Sempre

Sorrindo, Julie Bowen. Um velório que aceitaríamos numa boa em Modern Family. Pensem nisso roteiristas…

 

Não faz essa cara de azeda não, porque quem escolheu ir de verde guacamole passada foi você mesmo, Kathya…

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Ainda bem que para compensar o pavor do vestido, Káthya espertamente foi com esse “cinto” que mais parece um arranjo exótico de Ferrero Rocher e se a gente estivesse por lá, já passaria a mão em pelo menos uns 5 deles para colocar na bolsa e comer no carro, depois de passar no Siri Cascudo, porque comida desse tipo de jantar é sempre meio assim e ninguém tem coragem de repetir porque não quer fazer a sem limites no por quilo e ou porque o gosto não é dos melhores. (e dizem que as vezes vem de morna para fria e isso a gente não aceita nunca jamais!)

 

Responda rápido: o que acabou de chegar para a Sharon Stone?

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Um Fedex carimbado como urgente, com pelo menos 20 anos a mais para ela carregar daqui para frente.

Sério, quantos anos Sharon ganhou desde a última vez que qualquer um de vocês viu uma imagem dela?

#CREDINCRUZ

(R: todos aqueles que suas inimigas conseguiram desejar que ela ganhasse. WOO)

 

Glenn Close tomou uma dose extra de xuvenil em gotas ou o que?

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Não, foi a Patricia Arquette que parece estar fazendo a dieta dos vinte anos (a mais) em vinte minutos.

Dieta super bem sucedida, não? Indique para a sua inimiga mais próxima.

#CREDINCRUZ

 

Se o casal Dancy Danes não fosse tão talentoso…

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… a gente até poderia falar qualquer coisa de ruim em relação ao modelo dela da noite, que para ser feio precisava ser menos horrorendo e ou pavoroso, mas vamos tentar ignorar devido ao crédito que ambos tem com a gente por ser o melhor casal da TV atualmente, ela na sua sempre excelente Homeland e ele na recente Hannibal, que é sensacional.

Ainda bem que as duas nem passam no mesmo período, ou seria muita crueldade com os demais casais atore atualmente trabalhando na TV. Sorry, but I’m not sorry…

 

Ô gentê, ninguém fez amizade com a menina ainda?

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Mas Hollywood é mesmo uma terra de malditas não?

Não acredito que até agora ninguém fez amizade com a Sophia Bush para dizer que ela ficou pavorosa com essa franja que ela continua insistindo em manter…

Será que é por causa do sobrenome? Vale dar a carteirada de One Tree Hill, para despistar e lembrar que ela é bacana?

Tadinha, mas #NAOTABOMNAO

 

1 sonho:

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Construir uma relação de intimidade com a Amy Poehler que me permita esse tipo de reação.

O mesmo vale para a Tina Fey, a Lena Dunham, a Mindy Kaling e as meninas do Broad City. #HELLYEAH

 

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Maratonas que todos deveriam ter feito em 2012

Dezembro 27, 2012

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Estava eu triste comigo mesmo, fazendo um balanço sobre tudo o que eu assisti durante essa ano que passou, achando que não tinha me dedicado o suficiente a minha vida televisiva (talvez fosse apenas o efeito do hiatus falando mais alto nesse atual momento), quando resolvi fazer a matemática das maratonas que acabei encarando em 2012 e não é que eu fiquei até surpreso com o resultado?

De um total de 8 séries, apenas apenas 2 já estavam completas (para não dizer canceladas) e as outras 6 foram acrescentadas a minha agenda de sempre, todas excelentes e muito bem vindas por sinal. Desse total, 3 delas são americanas, 4 inglesas (meu atual fraco) e 1 delas canadense. Fazendo um cálculo básico na minha calculadora científica da Hello Kitty, foram 21 temporadas, somando um total de 226 episódios. Ou seja, na verdade, somando esse número a tudo que eu já assisto normalmente (e vocês sabem que não é pouca coisa), na verdade, eu realmente não tenho muito do que me envergonhar em relação ao meu desempenho em frente a TV durante o ano de 2012. (na verdade, talvez eu tenha que me envergonhar pelo total de horas gastas apenas nessa tarefa, rs #SHAMEONME)

Para encerrar o ano, resolvi fazer uma lista reunindo todas as maratonas sensacionais que nós dividimos aqui no Guilt durante esse ano de 2012 , aproveitando esse período de marasmo na TV que é sempre essa época de hiatus, na esperança de quem sabe assim acabar influenciando mais alguém a assistir a pelo menos uma dessas séries que merecem e muito serem vistas por todos. Isso pensando em quem eu não consegui convencer ainda… porque em todas elas, eu já trabalhei bastante nesse plot, rs

 

Doctor Who

DOCTOR WHO

A essa altura, já não é mais segredo para ninguém o meu amor por Doctor Who. Apesar da ter começado a assistir a série através da sua Season 5, a primeira com o 11th Doctor e na companhia dos Ponds, me apaixonei tanto por esse personagem e por toda a sua mitologia, que prometi para mim mesmo que eu precisava conhecer mais dessa história fantasiosa e tão especial.

Assim, me aventurei em uma maratona deliciosa nas quatro temporadas anteriores dessa nova fase da série (a partir de 2005), onde acabei conhecendo e também me apegando bastante aos outros dois doutores que ajudaram a criar a mitologia desse personagem que sem a menor dúvida é o que justifica toda a grandeza da série, que está prestes a completar 50 anos agora em 2013. SIM, eu disse 50 anos!

Realmente não é a toa que Doctor Who vem conquistando cada vez mais fãs pelo mundo todo com suas histórias, que tem um universo riquíssimo a ser explorado, onde essa jornada passa a ser uma verdadeira delícia deliciosa, seja lá qual for a sua idade.

E foi bem importante fazer essa volta ao passado recente da série, para conhecer e aprender um pouco mais sobre o personagem, além de compreender melhor algumas situações nas quais o Doutor se encontra até mesmo hoje em dia, no alto da atual Season 7, por exemplo. Algo que eu recomendo para todo mundo que for fã da série atual. Sem contar a experiência de conhecer e se despedir das companions todas ao longo desses últimos anos, além de vivenciar como é difícil nos despedir de um doutor, quando chega o momento da sua regeneração. Ambos momentos importantíssimos para a série, além de lindos e bastante especiais, é claro.

Apesar de já ter dito por várias vezes que o 11th Doctor é o meu Doutor, também é impossível enfrentar essa maratona na série antiga e não acabar se envolvendo e se apegando completamente aos outros dois Doutores dessa nova fase, aprendendo a gostar de cada um deles por motivos diferentes, conhecer e se apaixonar pelas diferenças de cada um e esse tipo de relação eu mais uma vez atribuo a grandeza desse personagem, que é realmente muito especial. Sem exageros.

Doctor Who passou a ser exibida em 2012 pela TV Cultura aqui no Brasil, que ao longo desse ano já exibiu pelo menos duas vezes cada um de seus episódios até a Season 6. Esse ano também foi lançado por aqui o box da primeira temporada da série, com o 9th Doctor e segundo a Log On Editora, os demais serão lançados em breve.

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

 

 

Sherlock

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Assistir a Sherlock chega a ser uma covardia com qualquer um dos demais que tenham se aventurado dentro do já tão explorado e conhecido universo de Sherlock Holmes. E por mais que atualmente tenhamos alguns bons representantes (e bem diferentes) para o mesmo personagem, é difícil não conseguir reconhecer logo de cara que sem muita dúvida, o Sherlock Holmes interpretado pelo excelente ator Benedict Cumberbatch é muito melhor do que qualquer um dos outros. A partir da série, acabei decidindo então que esse é o meu Sherlock Holmes e não aceito outro. Pelo menos não com tanto amor, rs. (♥ – Sorry Downey Jr, Lee Miller)

Muitas pessoas torcem ao nariz para a duração de cada um dos episódios da série, com cerca de 1h30 cada, mas ao deixar esse detalhe de lado e se atentar a excepcional forma que eles escolheram para nos contar suas histórias nessa série de TV,  é bem fácil perceber que realmente esse tempo a mais para cada episódio acaba fazendo toda a diferença, de tão excelente que a Sherlock consegue ser e sem fazer com que eles pareçam arrastados demais ou qualquer coisa do tipo. Tudo dentro desses muitos minutos acaba se fazendo necessário. Tudo.

Personagens queridos, muito bem “recriados”, uma parceria espetacular entre os atores Benedict Cumberbatch e o Martin Freeman, Sherlock é sem dúvidas um dos melhores produtos da TV atual, em todo e qualquer sentido. Uma série muito bem construída, muitíssimo bem cuidada por todos os lados, cheia de referências visuais e um estilo que já se transformou em uma identidade própria (e quem copiar vai ficar com cara de cópia, não tem jeito) e que com certeza vai te deixar de queixo caído de tão boa que essa versão inglesa consegue ser. Sem contar, a especialíssima participação de um dos melhores vilões da história, Moriarty, que não deixou nada a dever para o nível do seu pior inimigo. Sério, outro dos melhores personagens da TV atual, sem a menor dúvida.

Até agora, foram exibidas duas temporadas com apenas 3 episódios cada e uma terceira já confirmada, está sendo aguardada apenas para o final de 2013, começo de 2014, devido a agenda dos dois atores principais (Humpf). Uma pena ter que esperar tanto para ter algo novo da série, mas para quem se animar, os DVDs das duas temporadas de Sherlock já se encontram disponíveis por aqui, também pela Log On Editora. Um ótimo investimento indeed.

Season 1

Season 2

 

 

Being Erica

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Assistimos um monte de séries na TV o tempo todo e isso já faz parte da nossa rotina desde sempre. Algumas duram muito, outras pouco, mas somente algumas acabam ficando com a gente para sempre, seja por uma memória afetiva ou por qualquer outro detalhe, mas geralmente, quando isso acontece, é porque elas foram realmente especiais.

E esse é o caso de Being Erica, uma surpresa deliciosa que eu tive durante esse ano de 2012, quando decidi encarar uma maratona dentro dessa série canadense que eu sempre acabava deixando para depois, por um motivo ou outro. Talvez estivesse esperando inconscientemente pelo momento certo…

Being Erica é mesmo muito especial porque além da jornada pessoal da personagem ser uma delícia deliciosa, ela é um convite para terapia ao lado da própria Erica. E detalhe, essa não é um terapia chata ou comum, algo que deixa a série ainda mais especial. Ao lado do Doctor Tom, o terapeuta dos sonhos de qualquer um  (quem eu espero encontrar até hoje, toda vez que abro uma porta qualquer. Sério. , vamos abrindo portas e mais portas juntamente com a personagem e todas elas acabam nos levando para momentos importantes da vida da Erica e que são todos momentos muito fáceis de se relacionar com a nossa própria vida, independente das nossas diferenças.

Sério, nunca uma série havia se relacionado tanto com a minha vida (e meio que serve para todo mundo) e apesar de soar extremamente clichê  o que eu tenho a dizer sobre ela, eu realmente acabei fazendo terapia durante essas quatro deliciosas e mais do que especiais temporadas da série. Também não me lembro de ter ficado tão emocionado com um series finale por todos os motivos possíveis e imagináveis. Chorei, chorei, chorei e saí renovado. WOO!

O tipo de série para se levar para a vida e recomendar para quem a gente gosta de verdade (♥). Talvez eu a reveja pelo menos uma vez por ano, para sempre! (aquele que acha que nunca será liberado da terapia)

São quatro temporadas curtas, com uma média de 12 episódios cada, que você deve assistir acompanhado da sua caixa de Kleenex, porque é difícil conter as lágrimas. Por aqui, dizem que a série será exibida pelo recém chegado canal da BBC HD…

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

 

 

Downton Abbey

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Todo mundo sempre falou muito bem de Downton Abbey, algo que naturalmente acabava me deixando bastante curioso a respeito da série inglesa. Confesso que histórias de época nunca foram o meu forte na TV, mas Downton Abbey acabou mudando completamente a minha visão com a sua história, que é sim antiga e apaixonante.

E tudo isso sem precisar ir muito fundo em nada, apenas aproveitando uma época distante que não vivemos e nos trazendo o dia a dia da família Crawley em Downton e a rotina de seus empregados. Apesar do tema parecer ser simples, as histórias são todas muito especiais, cheias de acontecimentos, reviravoltas e acaba acontecendo de tudo naqueles muitos cômodos daquela casa grandiosa, além dos acontecimentos históricos da época que acabam se fundindo com a história em determinados momentos. E o elenco também acaba fazendo toda a diferença para a qualidade da série, que chega a ser absurda.

Desde que a conheci, em pouco tempo a série conseguiu se transformar no meu novo novelão, daqueles onde a gente consegue encontrar de tudo um pouco do que mais gostamos. E apesar de se tratar de um drama daqueles, Downton Abbey é também uma série bem leve, sobre coisas simples como eu já disse anteriormente e recheada com momentos de pura doçura, uma inocência de outros tempos e muito daquele humor típico inglês que nós gostamos tanto.

Atualmente com três temporadas já exibidas na terra da rainha e com os DVDs recém lançados por aqui das duas primeiras temporadas, foi anunciado recentemente que a série será exibida pelo GNT a partir de Abril de 2013 e na sequência das Seasons 1 e 2.

Ainda falta falarmos da recém encerrada Season 3 aqui no Guilt (estava esperando o especial de Natal para poder fazer uma review completa da temporada), eu sei, mas logo resolveremos esse problema indeed…

Season 1

Season 2

 

 

The It Crowd

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Como nem só de dramas e Sci-Fi se vive o homem moderno e cheio de culpa (rs), estava faltando uma comédia para começar a alegrar os meus dias durante a maratona de 2012. E foi na comédia nerd The It Crowd que eu encontrei a minha diversão garantida ao lado desses três personagens adoráveis, presos em um porão no departamento de TI da Reynholm Industries.

A série tem aquele típico humor inglês que nós adoramos, esse bem escrachado e bem politicamente incorreto em vários momentos. Sem contar todas as situações do cotidiano daquela equipe de TI, que apesar de bem simples e comum, são recheadas de piadinhas nerds e momentos de puro pastelão.

Uma típica comédia do absurdo inglesa, que é uma pena que tenha sido cancelada tão cedo. Humpf!

São quatro temporadas com apenas 6 episódios cada uma delas, do tipo que você consegue assistir sem ter que fazer muito esforço e de quebra, ainda acaba se divertindo e muito.

Já tentou desligar e ligar de novo? (♥)

ps: se alguém souber em que porão dos bastidores da TV inglesa que se encontram os toys todos utilizados no cenário da série, por favor entre em contato para que possamos planejar esse roubo do século nerd, rs.

Seasons 1,2,3,4

 

 

Awkward

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Awkward é um tapa na cara bem dado e usando o anel do humor para quem achava que uma série produzida pela MTV não poderia ser realmente boa. Tapa na cara que eu mesmo acabei tomando, quando vivia torcendo o nariz para a série mas, devido a muita insistência e comentários positivos por todos os lados, acabei dando uma chance para a mesma e isso para a minha sorte, claro, porque Awkward é realmente muito boa.

Primeiro que a série tem cara de filme da década de 80, se passa em um high school bem pé no chão, com cara de possível e tem personagens sensacionais, aproveitando muito bem essa onda do humor do “perdedor” que todo mundo sabe que ironicamente ou não, é quem mais vem se dando bem atualmente. Suck it!

Apesar de ter achado a primeira temporada bem mais especial do que a segunda, Awkward continua sim sendo uma ótima opção para que estiver a procura de uma nova “dramédia”. Ainda inédita no Brasil, a série é da MTV já recebeu a encomenda de uma terceira temporada, essa com o dobro de episódios que estavam sendo exibidos normalmente.

“Sorry, but i’m not sorry. You’re welcome” (queixo para frente + cara de megabitch)

Seasons 1 e 2

 

 

Happy Endings

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Outra série americana que eu havia decidido ignorar por pura implicância boba, até que um belo dia resolvi dar uma chance e acabei me vendo completamente apaixonado por quase todos os seus personagens e com raiva imensa de mim mesmo por não ter assistido essa comédia sensacional antes. Damn you Essy!

Seis amigos que vivem na mesma cidade e que acabam dividindo uma série de eventos do dia a dia que garantem a nossa diversão a cada novo episódio. Onde é que nós já vimos isso mesmo antes, hein?

E antes mesmo de você pensar em dizer Friends, saibam que eles mesmo já fizeram essa piada e ela não poderia ter sido mais descarada ou especial. Uma típica sitcom americana, mas muito bem escrita e editada, cheia de referência as séries do mesmo gênero e com personagens divertidíssimos e completamente apaixonantes. Amauzing!

Exceto pela filha do Jack Bauer, que continua a mesma insuportável e que não consegue ter a menor graça, até hoje. Ahhh se aquele puma antigo estivesse com um pouquinho mais de fome e ou sorte…(24)

Atualmente em suas Season 3 (que anda meio irregular, confesso…), Happy Endings pode ser uma boa pedida para você que está a procura de novos amigos, rs.

Seasons 1 e 2

 

 

The Newsroom

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O drama que estava faltando na nossa TV. Apesar de ser uma série nova, lançada esse ano, acabei deixando para assistir a primeira temporada da estreante The Newsroom quando ela já havia se encerrado e por isso a considerei como uma maratona juntamente com as demais.

A série que marcava a volta do texto sempre excelente do Aaron Sorkin a TV, mas que já chegava dividindo opiniões. Alguns odiaram. Outros morreram de amor. Apesar de um piloto excelente, a série deu sim algumas deslizadas ao longo da temporada, principalmente na questão da construção da vida pessoal dos personagens e até mesmo de suas histórias. Demorou para deslanchar no começo, mas assim que eles descobriram o caminho certo a ser percorrido, meio que como uma fórmula, ganhamos uma sequência de episódios sensacionais, do tipo para se aplaudir de pé. Como esquecer aquele momento “Fix You” de um dos episódios mais especiais dessa primeira temporada, por exemplo?

Apesar da série ser sobre o núcleo de jornalismo de um programa de TV, deixando de lado a parte mais ideológica da coisa, que na prática, nós todos entendemos e já aprendemos que na vida real não é bem assim que as coisas funcionam, ainda assim, The Newsroom acaba servindo de inspiração para todos que sonham em se tornar grandes profissionais, seja lá qual for a sua área de atuação. E também, apesar de se tratar de um drama, a série tem seus momentos de pura comédia (alguns bem divertidinhos, outros nem tanto), assim como seus momentos que são só amor. (alguns funcionam melhor, outros nem tanto assim)

Já renovada para uma Season 2, a série é da HBO.

Season 1

 

E essas foram as nossas deliciosas maratonas do ano de 2012. Quem diria que a gente daria conta de assistir tantas séries e no meio de tudo isso, encontrar tanta coisa boa, hein?

Estou bem feliz com as minhas escolhas para 2012. E que venha o próximo ano!

 

ps: em 2013, começo a assistir a já encerrada Merlin (que eu pretendo começar logo) e finalmente decidi assistir Queer As Folk como eu deveria ter feito adequadamente no passado. Não prometo nenhuma review. Mentira, prometo sim. E por enquanto, para o próximo ano é isso… sugestões?

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O idealismo da redação dos sonhos de The Newsroom

Setembro 28, 2012

Um surto que acabou fazendo toda a diferença, ou pelo menos “toda a diferença” em pelo menos um jornal da TV, o que já é alguma coisa. Imaginem um homem de meia idade, jornalista de prestígio, sempre tentando manter a ética, sem favorecer nenhum dos lados, sempre entregando a resposta que todos gostariam de ouvir naquele momento, sem se aprofundar demais ou surpreender a sua audiência. Morno. Isso até que um dia, em um evento comum e diante de alguns estudantes munidos de seus gadgets todos prontos para registrar o momento, esse mesmo homem perde a linha ao ser pressionado pelo mediador da discussão (coisa que ele já deveria estar mais do que acostumado ao longo de sua carreira) e resolve vomitar compulsivamente algumas verdades e mesmo assim, mantendo-se integro, ético e sem favorecer nenhum dos lados envolvidos, embora tenha sobrado umas boas verdades para todos eles. Vocês acham mesmo que a America antiga é o melhor lugar do mundo para se viver? Então ouçam que na verdade, já não somos mais tão bons assim. E quer saber porque? (mas como todo bom americano, eles fizeram questão de frisar que pelo menos já foram os melhores um dia, rs)

Esse basicamente é o plot central de The Newsroom, nova série do Aaron Sorkin, que já nasceu como promessa de ser uma das novas boas coisas da TV atual, que estava mais do que carente de algo do tipo. Uma promessa que embora tenha me animado bastante para vê-la desde cedo, acabei tendo que deixar um pouco para depois por uma questão simples de tempo ou a falta de. Enquanto isso, no decorrer da sua temporada, acabei ouvindo de tudo a seu respeito. Algumas impressões positivas, outras bem negativas e alguns fatos também, como a troca de roteiristas e uma oscilação na audiência que preocupava a HBO, embora a série já tivesse garantido a sua renovação quase logo que de cara para uma Season 2 no próximo ano.

Will McAvoy (Jeff Daniels) é o excelente protagonista da trama, o tal jornalista que um dia resolveu surtar após a uma pergunta até que simples, feita por uma estudante que ele assustou como ninguém ao ouvir tudo o que ele tinha para falar. Através do surto e da vontade de fazer algo diferente em seu próprio noticiário e devido ao seu descontrole, o personagem começa a sofrer algumas consequências já que o que aconteceu acabou tomando uma proporção gigantesca em meio a uma nova era onde escândalos surgem em minutos para quem quiser acompanhar nas redes sociais, no Youtube, sem contar todas as outras possibilidades de divulgação. Nessa hora, McAvoy percebeu também quem ele havia se tornado ao longo do tempo, um homem fechado no seu próprio ego, apático, sem fazer a menor questão de manter qualquer tipo de relação com a sua equipe, incapaz até mesmo de saber o nome dos funcionários com quem ele convive quase que diariamente. Qualquer semelhança com a vida real de muitos de nós não deve ser mera coincidência nesse caso.

Mas para um momento como aquele do seu “surto”, uma motivação maior acabou sendo necessária para tal medida, algo que ia além de uma possível frustração com os atuais rumos da sua carreira e até mesmo do jornalismo em geral e a figura misteriosa de uma mulher (segurando cartazes que instigavam o jornalista a ser sincero naquele momento) nos apresentava algo que a princípio parecia ser apenas uma miragem ou até mesmo um delírio do próprio, que parecia até estar passando por algum problema de saúde. E foi quando descobrimos Mackenzie MacHale (Emily Mortimer), a mulher que destruiu o seu coração no passado e que agora, anos depois cobrindo diversos conflitos em campos de guerra, isso depois do ocorrido com Will (uma forma que ela mesmo acabou encontrando para se punir sobre o que havia feito no passado, claro), acabou voltando para NY precisando de uma nova chance de produzir TV e que para a sabedoria do chefe de todos eles, Charlie (Sam Waterston), era a pessoa certa para a transformação que Will precisava em sua carreira naquele exato momento.

Calar a sua boca depois de todo aquele discurso libertário seria um total desperdício, além de uma atitude covarde em um tempo onde não suportamos mais tamanha covardia portanto, Charlie resolveu seguir o caminho mais arriscado e colocar seu melhor âncora de TV a frente de um novo conceito de jornal, esse muito mais voltado para os fatos e opiniões mais honestos e baseados em fatos concretos, dados confiáveis e fontes seguras (o que sabemos que hoje em dia não é mais regra), mas que para isso, para que o jornalista não perdesse o seu controle, seria necessário alguém para manter o foco dentro do seu próprio brilhantismo, função que acabou sobrando para a mulher que um dia destruiu o seu coração o traindo com o ex namorado e que além de tudo era tão brilhante quanto o mesmo.

Claro que dessa dinâmica entre os dois nasce um outro ponto da série que também chega a ser tão bacana quanto o “novo jornalismo” que eles acabam bancando dentro desse idealismo todo, que é essa tensão sexual que existe de forma evidente entre os dois personagens e que a uma certa altura da série, deixa de ser segredo até mesmo para os milhares de funcionários da empresa, devido a um erro da própria MacKenzie, que acidentalmente acaba expondo o real motivo do termino da relação dos dois para todo mundo, o que o deixa incontrolável em mais um ataque de fúria (e ele tem vários e todos ótimos por sinal). Aliás, os momentos que os dois dividem em discussões sensacionais envolvendo o trabalho e a própria relação antiga são todos sensacionais, com aquele texto primoroso que o Aaron Sorkin consegue nos entregar, despejando um ritmo desenfreado de palavras muito bem escolhidas por sua mente brilhante, diretamente na nossa cara. BOOM. E o plot dele aceitar modificar o seu próprio contrato, só para ter a possibilidade de despedi-la quando quisesse, ou pelo menos uma vez por semana como ele mesmo acabou prometendo, é de uma crueldade deliciosa, não? (e é claro que teria algum efeito colateral mais adiante…)

Mas o que me faz gostar de The Newsroom além de toda a sua inquestionável qualidade, é que ela não é uma série de um homem só, algo que nunca foi um atrativo para mim (por esse motivo, nunca suportei House). Todos os seus personagens são ótimos, assim como suas histórias, mesmo com a maioria delas partindo do mesmo princípio das relações amorosas no ambiente de trabalho. Tem a secretária apatralhada que virou assistente sem querer (Maggie/Alison Pill) e foi promovida logo em seguida pela própria Mac (que se vê muito na jovem profissional), que enfrenta problemas com a indiferença do namorado, Don (Thomas Sadoski), que também trabalha na redação como produtor mais que após o surto do McAvoy, resolveu abandoná-lo e carregar parte de sua equipe para um novo âncora e em um novo horário, fazendo as vezes de “projeto de vilão” da temporada, embora esse não seja exatamente a sua função dentro da trama. (AMO odiá-lo, olha só!)

E o que acaba restando para o apresentador é uma redação jovem, formada de jovens jornalistas que ele jura que nenhum deles tenha mais de 15 anos de idade (rs), meio inexperientes ainda, para desespero de Will, que agora além de tudo precisa lidar com mais essa dificuldade para não ter a sua carreira afundando de vez em meio ao seu novo projeto. Entre eles temos o excelente Neal (Dev Patel), que é uma espécie adorável do novo nerd, ele que cuida do blog do McAvoy (que ele nem sabia que existia e tem um mini surto toda vez que o assunto vem a tona, rs), além de outros personagens menores que também trabalham para que o jornal tenha uma nova cara, a qual todos eles acreditam ser o ideal dentro do tipo de jornalismo que eles defendem na série. (no meio dessa turma, temos até a mãe da Tara de True Blood, a atriz Adina Porter)

Com a chegada da Mackenzie, ganhamos também um novo produtor, que já chegou batendo de frente com o Don, por tomar a frente das coisas dentro da sua própria redação, quando ninguém parecia estar dando muita atenção a uma possível notícia que surgia. Ele é o adorkable Jim Harper (John Gallagher Jr, o boy magia da redação por quem eu já estou nutrindo uma #CRUSH. Höy!- ele que é ator da Broadway, canta e está no elenco do musical “American Idiot”), assistente e braço direito da Mac, que inclusive esteve ao seu lado enquanto ela cobria a guerra em campo (dizem que ambos tem marcas em seus corpos dessa cobertura. #TENSO). E Jim era a peça que faltava para que aquela redação acabasse funcionando de acordo com o que eles estavam precisando em termos de modificações, um jornalista de olho na notícia, sem vida pessoal (claro, rs), disposto a ir fundo nas informações e apesar da pouca idade, de um responsabilidade e experiência fora do comum. E ao lado da Maggie ele acaba formando a nova tensão sexual da redação, já que ela namora o Don (que já não gostou dele logo de cara por perceber um certo clima entre os dois) e que juntos formam uma espécie de Mac & McAvoy em uma versão sem o histórico da traição, algo que é reconhecido até mesmo pela versão original do casal, rs.

E apesar de personagens bem bacanas dentro da sua trama, o que chama a atenção mesmo dentro da série é a notícia e a forma como ela passa a ser tratada. Mas esse é um ponto que chegou a ser um problema pelo menos durante o começo da série e isso falando por mim. The Newsroom começa a ser retratada em meados de 2010 e aproveita de fatos reais para construir os plots de seus episódios assim como as notícias que serão a pauta da vez. Notícias reais que todos nós conhecemos, algumas com mais profundidade e outras menos, mas de certa forma, a maioria delas são de interesse comum de todo mundo e que na série são revividas e de certa forma, repensadas. Isso até eles embarcarem fundo demais na própria política americana, mais especificamente no terceiro episódio (1×03 The 112th Congress), onde o assunto chegou a ficar “difícil” de ser acompanhado.

Tudo bem que não é nada que possa ser considerado como impossível de se acompanhar e também é sempre bacana aprender algo novo (pelo menos eu sempre acho), mas quando a notícia é sobre um tipo de política muito específico e complexo, que de certa forma não faz muito parte da nossa cultura ou realidade, a série acabou perdendo o foco ao dedicar tanto tempo de um único episódio para o assunto. Mas eu não creditaria essa dificuldade apenas para as diferenças culturais ou qualquer coisa do tipo e sim para a forma massiva como essa história nos foi apresentada naquela ocasião, o que acabou deixando o episódio inteiro meio chato. Até então, a gente tinha um excelente piloto, do tipo perfeitinho, com mais de uma hora de puro entretenimento, um segundo episódio não tão bom assim, onde era possível perceber a diferença de roteiro e história a quilômetros de distância e um terceiro episódio onde eles se perderam em meio a notícia, dando foco demais para a mesma e se esquecendo do resto. E esse talvez seja o episódio barreira da série, mas que acabou funcionando também como um divisor de águas nessa Season 1 de The Newsroom, onde é necessário passar por ele (e já adianto que vale a pena o esforço) para chegar ao equilíbrio que ele conseguiram encontrar na sequência excelente de episódios, mesmo quando ainda falaram de um assunto tão específico e complexo até mesmo para os próprios americanos.

Passando por esses três primeiros episódios, passamos a enxergar uma série que definitivamente encontrou a sua fórmula. Era necessário um equilíbrio entre o volume de informação e a emoção da série e isso eles conseguiram atingir a partir do quarto episódio, que tem aquele final ao som de “Fix You” do Coldplay (1×04 I’ll Try to Fix You – música mais do que usada para momentos dramáticos em finais de episódios de séries de TV, e o primeiro que me vem a mente é aquele de The O.C) que é uma das melhores cenas da série, com toda a redação enlouquecida em busca da notícia sobre reportar ou não a morte de uma deputada (com direito a toda aquela movimentação de diálogos clássica do Aaron Sorkin), tendo que lidar com a ética que todo mundo deveria ter e a concorrência muitas vezes desleal na TV, onde o que importa são os números. Só que dessa vez, para a sorte deles, esperar acabou valendo a pena para que eles fossem os únicos a reportar ao vivo e com decência que a deputada baleada ainda estava viva e havia sido encaminhada para a mesa de cirurgia. Um momento para encher os olhos de lágrimas, entender um pouco mais sobre a tensão que deve rolar dentro de uma redação de jornal e aplaudir de pé para a forma linda como a história toda foi conduzia. Eu diria até que esse foi o momento exato onde The Newsroom conseguiu descobrir o que de fato eles tinham de novo para nos apresentar e como isso deveria acontecer daqui para frente.

E foi o que acabou acontecendo depois, com uma série de episódios excelentes, do tipo um melhor do que o outro e todos seguindo mais ou menos essa mesma linha e com notícias mais do que importantes para o mundo. Como as manifestações no Egito em nome da renúncia do governo de Mubarak (1×05 Amen), com a redação de The Newsroom tendo um de seus apresentadores em loco, sendo torturado e tendo que ser enviado de volta para casa, o que acabou tornando necessário a contratação de um “correspondente” local, conhecido do Neal, que acabou sendo sequestrado e o Will acabou pagando do próprio bolso a quantia necessária para que ele fosse solto, algo que o canal se recusou a pagar e após esse gesto, Will McAvoy acabou recebendo em retribuição a colaboração de todos da redação e ganhando da Mac o seu tão sonhado momento “Rudy“. (lindo por sinal e super emocionante, de novo!).

Até que tivemos o personagem principal encarando o seu terapeuta que ele não via a anos e que para sua surpresa, acabou sendo substituído pelo seu filho, também jovem, que acabou herdando o consultório e pacientes após a morte do pai. Nesse episódio (1×06 Bullies) tivemos Will em conflito tendo que lidar com o fato de possivelmente ter destruído a carreira da Sloan (outra apresentadora especializada em economia, interpretada pela Olivia Mumm, a qual agora eu respeito mais, embora continue não gostando dela/atriz e não a personagem, que também é muito boa), por ter sido o responsável por tê-la encorajado a ir mais a fundo na sua postura como entrevistadora e ela ter perdido o controle após os seus conselhos, além dele estar lidando com a sua recente ameaça de morte, feita por meio de um comentário anônimo em seu blog. E vejam vocês que até a internet McAvoy tenta mudar, o que obviamente acaba não dando muito certo.

Esse episódio apesar de ter uma notícia mais fraca e isso também é bem bacana, porque embora a série não siga uma linha do tempo “dia após dia”, onde na verdade encontramos alguns saltos adiante no tempo, seria pouco crível que eles vivessem apenas de grandes notícias de importância mundial por exemplo e nesse episódio, apesar disso, temos uma discussão sensacional entre o apresentador e um político negro gay que defende um candidato absolutamente intolerante e preconceituoso, o que o próprio Will não consegue entender (nem eu), mas que naquele momento ele entende que cruzou a linha da sua própria ética pessoal, se é que podemos assim dizer e passou para o lado dos bullies, do qual ele nunca se viu participando daquela forma. (e é horrível quando vc consegue se ver fazendo exatamente o mesmo que o seus maiores inimigos do passado. – Been there, done that messed around)

Outro momento sensacional e importantíssimo para a série acaba acontecendo em um cenário pouco provável, com uma espécie de “festa da firma” na casa do próprio Will (1×07 5/1), que está colocadíssimo em uma mistura perigosa de maconha e remédios e que do meio do nada, se vê no que talvez tenha sido um dos grandes dias da sua carreira (se não o maior deles), se preparando para um anúncio de última hora do Presidente, que ao que tudo indicava, apareceria em público para anunciar a morte do seu maior inimigo. Um momento fora do comum, com alguma reviravoltas importantes, além do atual estado do apresentador que poderia perder a noite da sua vida no trabalho por conta de estar colocado demais para reportar algo de tamanha importância. (e talvez se Will estivesse em seu estado normal naquela noite, ninguém conseguisse controlá-lo)

Um episódio de arrepiar mesmo, como ele quase implorando para a Mac não tirar dele essa oportunidade e com o Charlie (personagem que é impossível de não se apaixonar e todo mundo adoraria ter um chefe como ele, fato) tentando ser ético até mesmo na hora de entregar a notícia que todo o mundo estava esperando para ouvir. E isso com a outra metade da equipe presa no avião, no momento do desembarque, para total desespero do Don, que no último momento conseguiu entender que o importante naquela hora era a notícia e não quem ou quando ela seria entregue primeiro (uma cena excelente também!). Um momento realmente sensacional e extremamente comovente, com a equipe do jornal entregando a notícia no momento certo, terminando o episódio com aquela imagem do Obama que todos nós conhecemos, informando o mundo sobre a morte de Osama bin Laden. Sério, eu me arrepio até agora só de lembrar desse momento (o real e agora o da ficção), onde é praticamente impossível conseguir ignorar até mesmo os créditos da série, que foram rodados ao som do discurso do Obama naquela noite, que vai diminuindo lentamente até que não fosse mais ouvido. Sabe aquele detalhe que faz toda a diferença? Certamente, mais um momento para se aplaudir de pé dentro da série. Clap Clap Clap!

Tudo bem que em meio a tudo isso, vivemos um “idealismo” em The Newsroom que parece pouco comum na prática, onde todas aquelas pessoas estão dispostas a arriscar tudo por um mesmo ideal, caminhando todas na mesma direção, o que é bem difícil quando tratamos de qualquer equipe ou qualquer tipo de “assalariado”, por exemplo. E tudo conspira ao favor deles também, uma vez que são todos funcionários de uma mesma empresa, que por si só poderia muito bem acabar com todo esse idealismo em pouco tempo, algo que eles até tentam, mas que por ter o rabo preso com uma série de fatores políticos e criminosos, acabam se vendo entregues a aceitar a nova realidade do noticiário do canal.

E como quem está no poder não costuma gostar muito de ver a sua força sendo enfraquecida de forma nenhuma, Will ganha como adversário os próprios chefes e donos do canal (Chriss Messina odiável no papel de filho da dona, que por sua vez, ficou por conta da Jane Fonda), onde ele passa a viver uma série de fatos “forçados” que podem ajudar a emissora a finalmente conseguir um bom motivo para demití-lo, apenas para maquiar a verdadeira intenção do canal. Com isso eles até conseguem ganhar alguma vantagem, expondo o jornalista ao ridículo com escândalos sexuais e conseguindo fazer com o que o seu jornal passe a reportar assuntos menos interessantes para eles, mas que estavam no gosto do público naquele momento (o caso Casey Anthony, ou as fotos do Anthony Weiner no Twitter), que a essa altura já teria fugido naturalmente do tipo de jornalismo nada sensacionalista que eles estavam propondo. Mas a queda de Will McAvoy aconteceria por ele mesmo, com a contratação de um jornalista para escrever uma matéria sobre ele mesmo para uma revista (e ele poderia escolher até a revista, tamanho interesse do público em sua história), que por um acaso, viria a ser Brian (Paul Schneider), o tal ex da Mac com quem ela acabou traindo o Will no passado. Para nossa surpresa, porque para ele, foi tudo de propósito mesmo e isso ele chegou a declarar na terapia, rs.

Brian, passou a acompanhá-lo de perto durante os últimos episódios (repetindo a dobradinha de “Lars And The Real Girl” ao lado da Emily Mortimer) e acabou escrevendo uma matéria que não agradou nada ao Will, que ao se sentir ridicularizado em público, acabou tendo algumas complicações com a sua saúde, o que o fez ficar internado por um tempo e com isso, passou a considerar até desistir da carreira, tamanha ferida que a tal reportagem acabou causando no seu ego. Mas é óbvio também que como o clima da série apesar da carga dramática é super favorável para o bem do personagem e de todos que estão ao seu lado (preciso dizer que eu AMEI todas as referências que a série fez a Don Quijote nessa temporada, inclusive nesse momento), acabamos tendo tudo resolvido com um acerto feito pela emissora e o apresentador, isso depois deles todos terem descoberto que o canal praticava o mesmo tipo de invasão de privacidade que certo tabloide inglês fechado recentemente. Mas ainda ficou faltando um acerto de contas entre Brian e Will, que eu suspeito que tenha sido guardado para depois, embora Will agora tenha entendido melhor a reportagem a seu respeito.

Em meio a isso tudo, ainda tivemos a história com o blackout (1×08, 1×09 The Blackout Part I e II), com o surto descontrolado/controlado da Mac (ela que é a minha personagem preferida na série e que eu gosto de definir com uma Bridget Jones menos calórica só que com o mesmo sotaque, rs), que conseguiu enxergar a ironia da sua relação com Deus naquele momento, Sloan declarando que na verdade sempre teve um quedinha pelo Don (juro que eu nem suspeitava), ele que por sua vez não gosta muito da Maggie e só permanece ao seu lado porque não consegue aceitar muito bem o fato de perdê-la para o Jim, para quem ele já perdeu uma série de coisas quando decidiu sair da equipe do Will. E ainda tivemos aquele momento divertidíssimo sobre o “tour Sex And The City” pelo West Village, com a Maggie fazendo um discurso sensacional sobre como é ser de verdade uma mulher solteira em NY, sendo surpeendida pelo próprio Will, que estava no ônibus da tal tour, rs. Sério, #TEMCOMONAOAMAR. Dessa forma, chegamos ao final da temporada com os casais ainda sem se acertar, com a Maggie indo morar com o Don, que a gente agora torce para que fique com a Sloan e deixe a Maggie seguir o seu caminho com o Jim, que por sua vez está com a sua melhor amiga que trabalha com moda. Ufa! AMO plots complicados de trocas de casais do ♥, vcs não?

Mas uma resolução ainda faltava para esse final de temporada, com a Mac finalmente revelando para o Will que lá no começo de tudo (achei uma pena a gente ter descoberto isso já no piloto), no dia do seu famoso surto diante da pergunta da estudante, ele não estava delirando não e aquela mulher que Will enxergou na platéia influenciando ele a dizer a verdade era ela mesmo, para total desespero do personagem. Tudo bem que não teve beijão de reconciliação, afinal, estamos dentro de uma redação séria de jornalismo verdade (rs), mas foi um momento que serviu para encher os nossos corações com aquela história de amor que embora eles relutem bastante para ficar juntos (pelo menos com algum motivo), está na cara que eles foram feitos um para o outro e juntos, ambos são “o melhor jornalista” da TV atualmente. Sem contar a estudante da pergunta que mudou a vida do Will McAvoy aparecendo no final do episódio, para pedir um estágio na redação dele e recebendo mais uma vez a resposta para a sua simples pergunta que de certa forma motivou tudo isso, só que dessa vez com uma resposta bem diferente e mais do que especial. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E mesmo que a ideia seja idealista demais para alguns, terminamos a Season 1 de The Newsroom com um gostinho delicioso de vitória, mesmo que o prêmio não tenha propriamente chegado até nós, isso porque apesar do positivismo, não tivemos resoluções felizes para os personagens e ficamos apenas com um gostinho de parte delas. Mas com esse ótimo resultado final, nem podemos reclamar e devemos dizer que o Aaron Sorkin + HBO conseguiram nos entregar uma excelente nova série de TV. Clap Clap Clap!

Para assistir e ficar com a consciência pesada por ter um blog sobre qualquer tipo de bobagem. Oh wait, como esse é um blog extremamente pessoal e que tem um compromisso com a sua própria verdade, não temos nada do que reclamar ou nos envergonhar e nos sentimos meio Will McAvoy, tá? (mostrando a língua como sinal claro de maturidade jornalísitica)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

The Newsroom, mais um trailer

Maio 29, 2012

Minha série nova da Summer Season. E estreia dia 24/06 na HBO de lá.

Ansioso mil!

The Newsroom, o trailer

Abril 3, 2012

Aaron Sorkin + HBO + Jeff Daniels + o elenco quase inteiro de coadjuvantes (tirando a Oliva Munn) = ao que talvez seja a nova série do ano. Höy!

Pelo trailer, dá para perceber que a história mostra um âncora corretinho da TV americana Will McAvoy (Jeff Daniels) que do dia para a noite, talvez cansado desse mundo politicamente correto e cheio de hipocrisia, além de alguns issues na sua vida pessoal e profissional (que eu não vou contar quais), surta e começa a vomitar umas verdades em seu próprio programa, verdades que chocam, mas que todo mundo (ou boa parte dele) no fundo gostaria de ouvir, principalmente quando o assunto é o seu próprio país.

A primeira temporada contará com 10 episódios já produzidos e no elenco temos também Alison Pill, John Gallagher Jr, Josh Pence, Olivia Munn, Thomas Sadoski, Dev Patel e a Jane Fonda.

Só pelo trailer, já dá até para perceber a qualidade e a força desse novo roteiro do Aaron Sorkin. Que homem sensacional, não? Quer ser meu amigo? Posso ser seu assistente/stalker/BFF?

The Newsroom estreia na HBO (por enquanto deles de lá) no dia 24 de Junho.

A propósito, a HBO está com uma excelente leva de estreias, não? (Girls é outra das novatas que já me chamou a atenção)

ps: e como a gente sente falta de um personagem como esse na vida real não? Por aqui, parece que só temos dois exemplos a seguir: ou o âncora engessadinho, corretão e completamente frio. Ou o caloroso sensacionalista meia boca e sem profundidade nenhuma na informação. Humpf!


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