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And in that moment, I swear we were infinite

Novembro 9, 2012

Quando assistimos filmes sobre dramas da adolescência, raramente conseguimos fugir de uma série de clichês que a essa altura, já conhecemos muito bem. Quando eles resolvem retratar os populares da turma por exemplo, a história geralmente beira o pastelão preguiçoso, com personagens que muitas vezes não conseguimos nos identificar pessoalmente (por motivos óbvios), mas que identificamos facilmente na multidão a todo momento. O bobalhão comum, a turma do “Yoo Hoo”, todo high school está e sempre esteve repleto deles. Antes de reclamar, lembrem-se: “Viva a diferença” (#SadFace). Os nerds ou os excluídos da turma também sempre foram uma outra vertente dos estereótipos bastante explorada no cinema, sendo retratados por diversas vezes e geralmente de forma bem caricata ou com a simples função de fazer rir, poucas vezes conseguindo transmitir algo próximo do que seria a sensação de se sentir excluído em um período da nossa vida onde tudo ainda está muito confuso, nossas opiniões mudam a todo momento, nossa personalidade ainda está em desenvolvimento, nosso repertório ainda não é muito extenso e talvez ser aceito por um grupo qualquer nessa época seja uma das nossas maiores batalhas, que podem ou não se tornar grandes conquistas, dependendo do desempenho de cada um.

E “The Perks Of Being a Wallflower” consegue ir justamente contra tudo o que já conhecemos sobre o tema e as diversas formas com que ele já nos foi retratado ao longo do tempo, justamente por tratar tudo com uma honestidade importante, de forma direta e absolutamente natural, uma escolha que vem nos agradado bastante no cinema atual (na TV também, vejam o sucesso de Girls por exemplo) fugindo totalmente da maioria dos clichês que ninguém aguenta mais encontrar nesse tipo de história. Dirigido por Stephen Chbosky, que é também o autor do livro homônimo de 1999, em parceria com os mesmos produtores de “Juno”, encontramos no novo longa uma excelente opção de clássico para uma nova geração que está crescendo agora, onde apesar do tema “adolescente”, é impossível não acabar se identificando com o drama e seus personagens repletos de bagagem, mesmo que a nossa adolescência já tenha passado faz algum tempo. Ainda mais se você conseguir se identificar facilmente como um Wallflower. Done (✓)

Um dos grandes méritos dessa história certamente foi o fato do  filme ter sido dirigido e roteirizado pelo autor do livro, algo que acabou emprestando um caráter muito mais pessoal e importante para uma história recheada de assuntos dos mais variados possíveis. Dramas típicos da adolescência como o simples fato de ser ou não aceito pelo grupo, tentar se encaixar e descobrir o seu lugar no mundo, as primeiras experiências no amor ou com as drogas, até assuntos mais sérios e bem mais complexos como o suicídio, abusos de diversos tipos e a depressão. Todos levados a sério, mesmo quando mencionados apenas de passagem, mas sem dar um peso desnecessário para cada um desses assuntos e sem transformar a história em um dramalhão que opta por comover pelo óbvio.

Como personagem principal encontramos Charlie, um típico garoto nerd e bem tímido, que não consegue lidar muito bem com a tarefa de fazer novos amigos, ainda mais enfrentando o drama do primeiro dia de aula no high school, com uma nova turma e sem nenhum amigo por perto para facilitar as coisas. Claro que o seu maior pesadelo se torna realidade quando ele se vê sozinho nessa nova fase de sua vida (embora ele tenha alguns conhecidos, que fingem que não o conhecem), não recebendo uma recepção muito calorosa por parte dos demais alunos da escola, que logo percebem algo de “diferente” no garoto, para seu total desespero. No primeiro dia de aula, além de passar por uma série de constrangimentos, o garoto acabou encontrando seu primeiro amigo no professor de Inglês (interpretado pelo ator Paul Rudd), que mais tarde viria a se tornar uma espécie de mentor para o aluno, alimentando a sua vocação para que ele se tornasse um futuro escritor. Pessoalmente, foi impossível para mim não acabar me identificando com o personagem, principalmente na cena onde ele sabia as respostas para a pergunta do professor em sala de aula, mas faltava coragem para expressar os seus conhecimentos, muito provavelmente para evitar também a manifestação dos seus colegas de sala na sequência. A história da minha vida. (acreditem ou não, me mantive assim até a Faculdade…)

Charlie que é especialmente interpretado pelo ator Logan Lerman (“Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief” ), que consegue emprestar uma doçura importante para o personagem, nele que também é possível observar toda a sua insegurança e repressão apenas no olhar ou na sua postura diante dos momentos onde ele se via cercado pelos demais alunos da escola. Aquela câmera intimista, na cara do personagem enquanto ele caminhava pelos corredores do colégio, também ajudou bastante a transmitir essa sensação de medo e insegurança que todo mundo que não é muito bem recebido, ou que é simplesmente tímido, acaba sentindo em um ambiente que reconheça como hostil.

Claro que como dificilmente alguém consegue sobreviver sozinho por muito tempo e para adquirir novas experiências, muitas vezes é necessário trocá-las com alguém, Charlie acaba conhecendo outros dois personagens que passam a ser o seu ticket de entrada para esse seu ritual de passagem da sua vida. O bacana é que esse encontro acaba se dando pelo esforço do próprio personagem, que ao se identificar com alguns dos underdogs da escola (que ele admira), o próprio acaba tentando um aproximação para não permanecer sozinho, demonstrando uma vontade de mudar o cenário ao seu redor que é bem bacana de ser percebida no personagem. Seus novos amigos são Patrick e Sam (e quem não queria ter um melhor amigo como o Patrick e se apaixonar por uma Sam que atire o primeiro VHS dos Smiths que vocês esqueceu de devolver para um amigo e nunca mais o encontrou. NOW – e sim, esse plot do VHS é pessoal), que o próprio acaba confundindo a princípio com um casal, mas que ele descobre que ambos são apenas bons amigos, além de meio irmãos. Patrick é o gay da turma, do tipo libertário, que não está muito preocupado em como o mundo vai enxergá-lo e vive em defesa da sua verdadeira identidade e acima de tudo, da sua liberdade. Sam é a típica garota dos sonhos, essa ainda mais impossível do que a garota ideal do high school (a loira megabitch e cheerleader preguiça), porque além de linda, ela também é super bacana, sensível e acaba fazendo questão de introduzir Charlie a sua turma, porque identifica no menino a grande dificuldade que era ser ele mesmo naquele momento, ainda mais quando em um instante de ‘colocação involuntária”, ele acaba revelando que teve sim um melhor amigo ao longo da vida e nem sempre foi tão solitário, mas que o mesmo acabou cometendo suicídio.

Patrick é interpretado pelo ator Ezra Miller, que todos nós lembramos pelo seu excelente e inesquecível papel em “We Need To Talk About Kevin”, que nesse caso nem chega a ser uma grande surpresa, pelo talento que nós já conhecemos do ator. Seu personagem além de também ser adorável, acaba crescendo ainda mais através da sua bagagem, que é um dos temas abordados no filme, quando ele se vê em uma situação de bullying provocado pelo ex namorado, o atleta popular da escola que ele mesmo ajudou muito no passado, mas que ao ter o namoro descoberto pelo pai homofóbico, acaba levando uma surra daquelas do próprio pai e de certa forma resolve descontar no parceiro suas próprias frustrações. E foi emocionante a forma como Patrick encarou toda aquele situação de frente, sem usar a sua maior arma naquele momento (que seria simplesmente revelar para a escola inteira que Brad – Johnny Simmons – foi seu namorado), sendo espancado covardemente pelos amigos do ex e salvo por Charlie, que entre todos eles foi o único que teve coragem de resgatar o amigo daquela situação pavorosa, talvez porque ele a entendesse como ninguém.

A violência também se faz presente no filme através do comportamento que Charlie observa dentro da própria casa ao ver a irmã em um relacionamento abusivo com o namorado (irmã que é interpretada pela Nina Dobrev de Vampire Diaries e seus pais são os atores Dylan McDermott e a Kate Walsh, que quase não aparecem no filme porque esse não era o foco). Dizem que no livro a situação se aprofunda bem mais nessa história envolvendo a sua irmã, algo que no filme acabou não acontecendo. Falando um pouco sobre as diferenças do filme com o livro, no papel a obra é composta de cartas que Charlie escrevia para um amigo anônimo (que poderia ser ele mesmo no futuro, ou o tal amigo que acabou se suicidando), algo que no filme acabou sendo substituído pela narração do personagem principal, dando voz as principais quotes do livro, como o título dessa review que eu AMO, por exemplo. Algo que eu até acho que poderia ter sido mais presente no filme (algo como em  “Submarine”, sabe?), mas que também não chega a prejudicar o longa, de tão especial que ele acabou sendo.

Outro grande destaque acabou fincando por conta da participação da Emma Watson (I ♥ Hermione) no papel da também adorável Sam, que não é por acaso que acabou se tornando a grande “crush” do Charlie dentro da história. Ela que também carrega muito bem a bagagem do seu personagem, que já havia sido muito diferente no passado, quando fazia parte do grupo dos populares, mas que um dia decidiu que aquela não era a pessoa que ela gostaria de ser e aqueles também não eram exatamente as pessoas com quem ela gostaria de estar, apesar de manter uma certa queda pelas pessoas erradas e que nunca a tratam da melhor forma em todos os seus relacionamentos (talvez porque os caras bacanas nunca a convidem para sair…). Sem sotaque e com um doçura que também não é nenhuma novidade para ninguém, Emma surpreende ao aparecer sexy a seu modo (lindamente, por sinal), enquanto interpretava o seu papel ao lado do Patrick na versão toda especial do grupo para “The Rocky Horror Picture Show”. Em uma certa altura do filme, até o próprio Charlie acaba fazendo parte da peça, algo que ao observar toda a timidez que o personagem carrega ao longo do filme, dá para imaginar que deve ter sido um passo gigantesco para aquele garoto. Go boy!

Os demais personagens também são todos bem bacanas e todos eles, mesmo os menores, tem a sua bagagem para carregar dentro dessa história, algo que eu achei notável, principalmente pela forma simples e eficaz como elas todas foram abordadas. Tem a menina rica que rouba por esporte, o namorado que vive colocado, a namorada que tenta passar uma imagem de badass, mas que na verdade é carente e absolutamente grudenta e os caras mais velhos que não tratam as namoradas mais novas muito bem e preferem apenas se aproveitar daquela situação de “superioridade”. E todas essas histórias, por menores que elas sejam, tem total relevância com a temática do filme, mostrando para o Charlie e também para quem possa se encontrar em uma situação semelhante, que ele não está sozinho naquele mar de inseguranças e que todo mundo tem os seus problemas, com a diferença de que alguns conseguem apenas lidar com eles mais facilmente, ou simplesmente aprenderam a camuflá-los melhor.

E é uma verdadeira delícia ver a trajetória do personagem durante aquele ano da sua vida, que acabou sendo surpreendente e totalmente diferente do que ele imaginava que seria. Tudo que acabou acontecendo com ele e com seus amigos, acabou sendo importantíssimo para o que aconteceu na sequência, uma vez que novamente o personagem estava prestes a se encontrar sozinho novamente, já que seus amigos estavam se formando no colégio, partindo para a faculdade e ele estava apenas no primeiro ano. Mas antes de entrar nessa parte, eu preciso dizer que tudo fica ainda mais especial com a trilha do filme (que é a mesma mencionada no livro), ao som dos Smiths (que figuram nos posteres dos quartos deles todos. Morrissey, eu te amo! Sério. Um dia vou casar ao som de “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, com ou sem você, rs – por favor, não roubem a minha ideia. Originalidade é importante. Encontrar a fiancé também, rs), New Order, Sonic Youth  e “Hero” do David Bowie, que tem um papel importantíssimo dentro da trama (e na vida de todo mundo que é legal, claro!). Ou seja, uma trilha imperdível, tipo uma reunião com o dream team tocando no nosso quarto. (sempre imaginei as minhas bandas preferidas tocando dentro do meu quarto, comigo assistindo tudo de pijama, sentado na cama, rs)

Outro detalhe importante em “The Perks Of Being A Wallflower” é que ele é ambientado na década de 90, onde as coisas eram bastante diferentes de hoje em dia, ainda mais para um garoto introvertido como Charlie, que nos dias de hoje poderia muito bem se esconder facilmente atrás do seu computador ou de um gadget qualquer e dificilmente acabaria ganhando as experiências que ele adquiriu naquele que pode ter sido o grande ano da sua vida. Saiam de casa, crianças. Saiam!

Partindo para o final do filme, que por sinal, é bastante angustiante, em meio a todas as experiências desses adolescentes, somos surpreendidos por alguns flashes de memória de Charlie, com pequenas frações da sua infância, nos quais observamos um pouco da sua relação com a tia Helen (Melanie Lynskey de Two and a Half Men), personagem que descobrimos ter morrido em um acidente de carro, o que aparentemente parecem memórias inocentes com certo um ar de saudosismo e doçura, mas que ao se tornarem cada vez mais frequentes e seguidas de alguns desmaios do personagem ao longo do filme, acabamos descobrindo que a situação nesse caso, assim como os traumas todos da vida daquele personagem, eram todos muito mais profundos e bem mais graves do que a gente poderia imaginar até então. Um peso a mais para a história que talvez nem fosse necessário, mas que ao mesmo tempo não transmite a sensação de apelo ou qualquer coisa do tipo e mais uma vez figura mais como um capítulo a mais dentro dessa história contada com tamanha honestidade e até mesmo com bastante delicadeza, algo difícil de se equilibrar. Todo mundo tem uma história triste para contar e essa era a do Charlie. Humpf!

Apesar do clima não ser dos melhores perto do final do filme e a sensação nesse momento realmente não ser das mais bacanas e esse eu acho que é um mérito para o diretor, que conseguiu nos deixar com uma sensação parecida com a da mente do personagem naquele momento, que se encontrava em conflito ao começar a identificar o que suas memórias do passado traziam para completar a sua história presente, algo que acaba nos deixando com o coração ainda mais apertado ao imaginar as possibilidades para aquele personagem que aprendemos a AMAR (e nos identificar) em tão pouco tempo, mas mesmo assim, o saldo final do filme embora essa avalanche de emoções de última hora, é sim bastante positivo, mostrando que existe sim um caminho para tudo desde que você não decida ignorar os fatos. Vai ser doloroso? Vai. Pode demorar? Pode. Não vai ser fácil? Não, não vai. Mas se você tentar, tem mais chances de conseguir passar por isso tudo, carregando apenas um cicatriz aqui e ali com orgulho pela lembrança da forma com que você conseguiu passar por esse pedaço da sua própria história, que nadam mais é do que apenas um pedaço dela.

“The Perks Of Being a Wallflower” é um filme realmente muito especial, com um elenco perfeito. Um novo clássico para ocupar a nossa prateleira especial, ao lado do livro, que não só merece ser comprado, como merece também ganhar uma dedicatória escrita por nós mesmos, do tipo “Para o futuro Eu”. (♥)

 

ps: apesar da alma indie, AMO/Sou Charlie cantando Air Supply no seu quarto, rs (e eu acho “As Vantagens de Ser Invisível” um dos melhores títulos adaptados para o português)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Please, please, please, me tratem bem hoje…

Março 12, 2012

Que ontem eu não fui ver o meu Morrissey e já estou sabendo que ele cantou algumas das minhas preferidas, além de The Smiths antigo. Humpf!

Dizem que ele continua com uma voz maravileeeandra e cheio de opiniões bem sérias sobre o que está acontecendo no mundo, indeed.

E como a nossa vida seria mais fácil se a gente tivesse algum interesse em gente com menos personalidade, não?

Esses sim, fazem shows  bem menos concorridos por aqui e isso quase todo dia, rs.

Sendo assim, já aviso que hoje, nesse dia puxado, eu estou bem dramático e bem  meio assim…

ps: e se eu disser que eu recusei o convite? = Guilty

Músicas para o finde Vol.45

Julho 30, 2011


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Nessa semana difícil e meio assim, a mixtape vem para fazer barulho, trazer novidade, emocionar e se despedir. Humpf!

 

♥  Surf Hell < Little Barrie > Só porque eu estou assistindo e amando Sirens, série do Channel 4 uk, que eu falo mais para vcs um dia desses…

♥  All In Not Lost < OK GO > OK GO mostrando que a banda faz um som bom, além daqueles clipes fundamento todos

♥  Heartbreaker < Metronomy > AMO esse video. AMO

♥  I Know It’s Over < The Smiths > Não consigo tirar essa música da minha cabeça depois do video da apresentação no So You Think You Can Dance. 

♥  He Can Only Hold Her < Amy Winehouse > Pq até numa simples demo, essa mulher era sensacional! Pq será que os gênios duram pouco? Humpf…Sentiremos falta da sua inquietude Amy. R.I.P

Músicas para o finde Vol.29

Março 5, 2011


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Carnaval chegou eee…ew! Hoje aqui no Guilt, uma mixtape de sucessos que com certeza vcs não vão ouvir nesse carnaval de meodeos. Muito axé para todos vcs…NOT!

 

♥  Under Cover Of Darkness < The Strokes > Música nova, do disco novo com video novo (mas a VEVO não libera mais aqui no mixpod, humpf!)

♥  Famine Affair < Of Montreal > Música sobre as tentações, achei apropriada, rs. E a montação do Of Montreal é a minha homenagem para o Carnaval

♥  Government Hooker < Lady Gaga > Lançada no desfile do Thierry Mugler essa semana (por isso a baixa qualidade do audio), tem um refrão que já grudou na minha cabeça e não sai nunca mais.

♥  There Is A Light That Never Goes Out < The Smiths > Morissey, vai ser lindo assin lá nos Smiths, vá! Meosonho é te conhecer um dia.

Don’t You Want Me Baby < The Human League > 80’s total neam? Apresentação com direito a botar um reparo no figurino de época. Lembrei pq ouvi em Glee da semana passada. Cool!

Músicas para o “finde” Vol. 17 (Especial dia das crianças)

Outubro 12, 2010

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Eu sempre adorei o dia das crianças, fatão! E é claro que eu esperava ansioso mil pelos presentes, que eu não era bobo nem nada. Pena que hoje em dia eu não ganhe mais nada (talvez eu mesmo me compre alguma coisa amanhã só de raiva, humpf!). Nasci nos 80’s e decidi dedicar a minha mixtape dessa semana as músicas especiais daquela época e  que me fazem lembrar da minha infância (nada de trash 80’s, por favor hein?).  Bons tempos aqueles não? A lista ficou grande e com certeza eu esqueci algum hit (só enquanto eu escrevia isso já me lembrei de uns 2, humpf!), então vamos a ela:

 

♥  Take On Me < A-Ha > Ouvia mil com a minha prima e como sempre fui fã de quadrinhos achava todo aquele fundamento do video simplesmente  sensacional. Depois ganhei o LP, rs

♥  The Boy With The Thorn In His Side < The Smiths > Lindo, sempre achei o Morissey leeeandro (eu invadiria o seu palco, fatão!)  Amava! Não sei pq mais até hoje quando eu danço essa música eu sinto como se estivesse flutuando, assim como naquela época. Imaginação de criança que eu mantenho até hoje, rs

♥  Domino Dancing < Pet Shop Boys > Outra que me faz lembar uma das minhas festas de aniversário mais animadas, onde eu inventei toda uma coreô para essa música. Ai que vergonha! Ainda bem que meus pais não eram do tipo que filmavam tudo, rs

♥  Karma Chameleon < Culture Club > Danço igual um maluco até hoje se tocar na pista, juro! E o que era moderno aquele garoto meio garota?

♥  Stayi’n Alive < Bee Gees > Passava horas e horas dançando com a minha mãe, fatão! E adorava o catwalk do video, vivia imitando, rs

♥  Borderline < Madonna > Madonna antiga, yei! Cresci ouvindo Madonna e fiquei super emocionado quando ela cantou Borderline no show que eu fui. Que eu fui 2 vzs (gosto muito de lembrar desse detalhe, rs)

♥  Beat It < Michael Jackson > Quem nunca dançou MJ que atire a primeira luva branca bordada com paetês neam? Thriller eu tinha um pouco de medo, confesso.

♥  How Do You Do < Roxette > Outra das que eu passava horas dançando na sala com a minha mãe. E ai que nós nos mudamos e os vizinhos tmbm ouviam mil, rs

♥  Tiny Dancer < Elton John > Fico emocionado até hoje ao ouvir Elton antigo. Fora que quando eu via ele com aqueles óculos gigantes na tv eu achava que era o futuro! rs

♥  All Out Of Love < Air Supply > Sei todas as letras do Air Supply graças a parte da minha família que era muito fã, rs.

♥  You’re So Vain < Carly Simon > Acho essa tão atual até hoje. Vivo ouvindo, fatão! Uma das minhas músicas preferidas ever

♥ Have You Ever See The Rain < Creedance > Um dia desse ainda, meu tio/avô comprou um DVD com essa música e trouxe aqui. Não teve um que não soube cantar a letra aqui em casa, rs

♥  Twist And Shout < The Beatles > Amo essa versão do Ferris neam? Super 80’s. E AMO os Beatles, que tmbm se ouvia muito em casa.

♥ Hakuna Matata < The Lion King > Quantas vzs eu já assisti Lion King na vida? Umas 387 vzs, fatão. Com a B. e o G. é claro, que a fita (eu disse fita, que existe até hoje tsá?) era deles.  Que é o meu lema, não confunda com lesma (rs). Viscoso mas gostoso! (euri)

 

 

Nem GagaOhhLala resiste aos encantos de Morrissey

Junho 22, 2010

Tah pensando que ela tmbm não tem os seus ídolos?

E quem consegue resistir aos encantos do Morrissey, hein?

Eu fico hipopotizado com ele, fatão! O cara foi do The fucking Smiths! Merece todo o meu respeito, fatão!

Ainda te encontro Morrissey  e te faço cantar “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want” pra mim (aquele fã bem chato)

LOVE U Morrisey! LOVE!

Momento mea culpa The Smiths

Vou usar o meu espaço aqui no Guilt e o Clube dos 5 dos meus leitores fiéis  para tentar consertar um erro do passado.

Já tem bastante tempo, em um dos meu primeiros empregos uós, um querido colega de trabalho me emprestou uma VHS (e eu acho que eu nem tinha mais video nessa época, rs) dos Smiths. Adorei o empréstimo, mas no dia seguinte eu acabei saindo da empresa. Fom forom fom fom…

Voltei lá por mais algumas vezes para tentar devolver o VHS para ele, mas nunca mais encontrei o tal querido colega de trabalho.

Resumindo, fiquei com o VHS nem? Podre! (tenho vergonha disso, fato!)

Eu bem que deveria ter deixado com alguém, mas nem pensei nisso tmbm, e o lugar era longe da minha casa e blah blah blah, mas nada justifica neam? Fui uó!

Portanto eu tenho uma divida com esse amigo (que eu não lembro o nome) mas que se algum de vcs conhecer uma história semelhante, saiba que fui eu quem fez a uó e que devo até hoje um DVD dos Smiths para essa pessoa, que como sou uma pessoa muito honesta graças a Cher, ainda tenho esperança de resolver isso e devolver o báfu para ele neam? Junto com um enorme pedido de desculpas pq eu não sou desses, e além disso odeio quando fazem o mesmo comigo, fatão!

Sorry, fui uó!

#Shame on you Essy Feelings

(500) Days of Summer…e o começo do “Autumn”

Janeiro 15, 2010

Um história de amor que não é bocó. Sabe quando vc assiste aquele romance/comédia romântica e fica feliz por algumas poucas horas depois que vc termina o filme e logo depois disso se sente vazio? Pois é, esse não é o caso de “500 days of summer”, que avisa logo de cara que o filme não é sobre uma história de amor e sim uma história sobre o amor. Foufo mil!

2 coisas que eu amei no filme. 1º, o desabáfu no começo…(provavelmente do diretor) que é bem foufo e honesto e termina com um “bitch.” utilizando de tipografia e fundo negro. Incrível! Euri

A 2ª é que eu amei os efeitos gráficos do filme, como esse do quadro negro ae da foto que fica na parede de fundo do quarto de Thom. No começo do filme tem algumas gravuras e desenhos pendurados, além de um desenho feito em giz, fazendo as vezes de cabeceira de cama, uma ótima idéia que eu já pensei em copiar aqui para casa, mas talvez em forma de adesivo. E no final, ele acaba fazendo outro desenho, de uma arquitetura incrível tmbm, que vem a ser a sua grande paixão na vida.

O filme conta a história de um relacionamento moderno entre Thom ( Joseph Gordon Levitt) e Summer (Zooey Deschanel, Höy). Ele, um jovem meio geek e que acredita que só será feliz no dia em que ele encontrar a pessoa certa por quem ele deverá se apaixonar e ela,  uma jovem moderna com estilo retrô, que não compartilha da mesma idéia de amor que ele e que não acredita em relacionamentos e prefere não se comprometer com ninguém. Os dois acabam se conhecendo no trabalho, uma empresa que desenvolve cartões para datas comemorativas, ela é assistente do chefe e Thom é roteirista e desenvolve as frases para os cartões.

Com alguns saltos e voltas no tempo a história do filme é contada, dos 500 dias da relaçán do casal, que como todo mundo que é normal nessa vida sabe que começa tudo muito bem e depois vira aquele drama neam? Detalhe foufo: os dois são fãs dos Smiths! Awwnnnn!

Mas o que o filme mostra mesmo é como na maioria das vezes a gente idealiza uma relação que não existe além do universo da nossa imaginação e passa a enxergar a relaçán apenas com os nossos olhos, sem prestar atenção nos sinais que a outra pessoa esta passando para vc o tempo todo. Triste…mas acontece quase sempre, fato! Quem nunca idealizou um relação perfeita com alguém que vc acaba descobrindo não ser tão perfeita assim com o tempo que atire a primeira pedra de brilhante! (guardando as minhas no cofre)

Eu tenho uma certa tendência a gostar de histórias de amor que não tem o final feliz que todo mundo espera, fato. Não sei porque viu? rs

Mas acho que é mais real, mais honesto e menos bocó. E olha que o filme usa de vários clichês para contar a história e consegue não ser óbvio mesmo assim., talvez por isso tenha ganhado o status de cult em Sundance.

Isso tudo e uma trilha sonora báfu que eu tenho certeza que ajudou e bastante para o sucesso do filme. Que conta com Regina Spektor, She & Him, Feist, Carla Bruni (Love essa música dela inclusive), Simon And Garfunkel e The Smiths é claro. E eu já bem que pedi para o Paolo Torrento trazer para mim…rs

E assim, com essa incrível trilha de fundo  é contada uma das histórias sobre o amor mais foufas ever. E divertida mil viu? LOVE a cena dos dois na Ikea, fingindo ser a casa deles, LOVE a cena quando eles dormem juntos pela primeira vez  e a vida dele vira um musical no dia seguinte (eu avisei dos clichês) e com direito a passarinho azul de animação e tudo mais, LOVE uma cena em que eles terminam e ele vira um desenho que vai se apagando, LOVE a irmã menor conselheira e LOVE essa cena ae da foto, onde os dois em uma brincadeireeeenha daquelas bem irritantes que só os casais fazem, começam a gritar “pênis” em meio ao parque, euri. LOVE tmbm a mudança de estação do final e a chegada do “Outono”.

E para quem ainda não se animou para ver o filme, aqui esta o trailler que talvez ajude:

ps: ela sempre foi mesmo a cara da Katy Perry, agora ele eu achei a cara do Heather Ledger, muito parecido…e olha que eles já até trabalharam juntos (10 coisas que eu odeio em vc) e eu não tinha achado isso antes hein? Que puxa!


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