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The Modern Guilt Awards 2011, a premiação mais aguardada do ano!

Dezembro 31, 2011

Nada é mais tradicional no universo das premiações do que o nosso The Modern Guilt Awards, na-da.

Esse ano em sua 3ª edição, a melhor premiação de todos os tempos vai contar com a apresentação do Ricky Gervais, porque o seu humor é o que mais se aproxima ao humor cretino e ácido do Guilt, por isso, nada melhor do que ele para ser o nosso hostess, não?

E como o The Modern Guilt Awards é uma premiação pouco democrática, recheada de favoritismos, coisas que nós sempre levamos pelo lado pessoal, além de ser completamente parcial,  preparem-se, porque esse ano nós estamos UNFIRAH!

Então prepare o seu tux (meninos e meninas), segure o seu cosmo e vamos mostrar de uma vez por todas para o Oscar, o Tonny, o Emmy, o Grammy e o Golden Globe, como é que se faz uma premiação sensacional.

 

Höy do ano> Ryan Gosling, o boy magia do momento

Já vamos abrir a premiação com o que importa, não é mesmo? Höy!

Depois de dois anos consecutivos da categoria seguir para o nosso representante máximo da magia sueca, chegou a hora de aceitar que temos um novo boy magia e 2011 foi o ano dele: Ryan Gosling. Höy!

O ator figurou inúmeros posts no Guilt durante esse ano, seja com suas caretas foufas e a pose que já ganhou oficialmente o seu nome, seja dando um beijeeenho invejável no diretor do seu filme em Cannes, apartando brigas em plena NY, figurando lindamente ao lado do seu George, ou no que realmente importa, que são as suas atuações deliciosas, como em “Drive”, “Blue Valentine” ou na surpreendente comédia romântica “Crazy, Stupid, Love” e até mesmo no filme que eu assisti tardiamente, “The Notebook”. Ryan conseguiu tomar o posto de boy magia do ano para ele mesmo, provando que é muito mais do que um simples “HÖY” em caixa alta e bold.  Realmente, não teve quem não se rendeu a magia do Ryan Gosling em 2011.

Mesmo tendo nos decepcionado de um certo tempo para cá com suas escolhas meio assim no amor, não tem como negar que foi dele o maior feitiço do Guilt no ano de 2011 e que ele foi quem nos deu mais motivos para gritar Höy durante esse ano todo.

Portanto, vamos lá leitores, todos juntos no 3…1, 2, 3 : Höy!

 

Maravileeeandra do ano> Michelle Williams

O cabelo curto bem curto mais lindo do ano. Sem contar que em 2011, ela usou os melhores looks de red carpet e realmente deixou a concorrência morrendo de inveja com todo o seu fundamento.

Maravileeeandra!

 

Maravileeeandro do ano> Rick Genest

E o zombie boy foi outro que roubou a cena surpreendentemente, fugindo completamente de qualquer esterótipo de beleza e provando que mesmo assim, sem ser nada óbvio, o seu fundamento é sim um dos mais lindos do momento.

Maravileeeandro!

 

Listen Up do ano> Adele, 21

A gente leva um pé na bunda e vai para o shopping gastar o que não deve no cartão de crédito, se joga na buatchy com as amigas ou escreve um post magoado no próprio blog cheio de mensagens subliminares (não que eu faça isso, tisc tisc). No entanto, quando a Adele passa pela mesma situação que é sempre meio assim para todo mundo, ela faz um álbum sensacional como o seu “21”, bem mais maduro do que o seu “19″, muito mais profundo e super magoado, que a gente cansou de ouvir durante 2011, faixa por faixa. Músicas que tocaram em tudo quanto é lugar, fizeram parte das nossas mixtapes do ano, tocaram nas nossas séries preferidas e até cometeram o crime inafiançável de colocar uma das melhores faixas do “21” em uma novela de horário nobre, algo que eu considero imperdoável!

E eu bem acho que parabenizar a Adele pelo seu álbum sensacional é algo que todo mundo já fez apenas ouvindo e amando o seu trabalho, mas o que a gente precisa mesmo fazer agora é agradecer o canalha responsável por toda a mágoa da nossa muse, que se não fosse ele e suas canalhices, talvez nós não tivéssemos tantas músicas deliciosas para nos acompanhar em 2011. Por isso: Thnk U Asshole!

Como o prêmio de álbum do ano é dela sem a menor dúvida, nada melhor do que aproveitar esse momento para o primeiro musical do nosso The Modern Guilt Awards 2011, com a minha versão preferida de “Someone Like You” direto da casa da própria Adele, de quem a gente adoraria se tornar íntimo de Oliveira, a ponto de tomarmos chá das cinco juntos nessa sala, dividindo todas as nossas desilusões no amor, que não são poucas, hein? rs

 

Coffee And Tv do ano> Breaking Bad vs Homeland

Tudo bem que eu decidi declarar empate nessa categoria, ou mais ou menos isso.

Realmente a Season 4 de Breaking Bad foi bem sensacional, com toda a série até agora. Continuo achando que o Aaron Paul reinou durante essa Season 4 com o seu Jess que todos nós amamos e não consigo entender como seu trabalho dessa vez não foi reconhecido em nenhuma premiação de séries de tv. E conseguir o feito de aparecer mais que o Bryan Cranston em uma série como Breaking Bad, não é para qualquer um.  Sem contar que a temporada ainda terminou de forma explosiva, literalmente e agora só nos resta esperar pela última temporada de uma das melhores séries de todos os tempos, que encerra definitivamente suas atividades em 2012.

Até que, perto do fim do ano me chega a novata Homeland roubando completamente a cena, com uma Claire Danes enlouquecida, bipolar, competente  e totalmente sem limites, na pele de uma agente da CIA, contracenando com um inimigo terrorirsta tão bem construído, que vc chega ao final da temporada torcendo para ambos os lados, sem ter o menor peso na consciência. Uma temporada tensa, no melhor estilo Breaking Bad de sempre, cheia de surpresas e reviravoltas, além de um final para deixar qualquer um com o coração saltando pela boca de tão tenso que foi.

Por isso a Season 4 de Breaking Bad fica com o prêmio de série dramática do ano, mas Homeland vem no empate quase técnico, como a melhor série dramática porém estreante do ano de 2011.

ps: vale dizer também que Grey’s Anatomy, do alto da suas Season e com altos e baixos por todo esse caminho, recuperou totalemte o fôlego e tem feito uma temporada digna e que merece ser lembrada porque está realmente muito boa. E esse ano ainda tivemos Game Of Thrones, uma série grandiosa, corajosa e também deliciosa.

 

Euri do ano> Parks And Recreation

A série que começou com o status talvez injusto de “o novo The Office” (embora seja dos mesmos criadores/produtores) vem provando que é realmente uma das melhores comédias no ar atualmente, sem a menor dúvida.

Atualmente em sua Season 4, que ainda não está encerrada, Parks And Recreation vem conseguindo fazer uma constante de episódios sensacionais, sempre muito engraçados e ainda com um toque a mais de foufurice.

Sem contar que aquela cidade de Pawnee é recheada de figuras divertidíssimas e todos os personagens, por menores que sejam, tem os seus momentos pra lá de especiais, com piadas fora do comum.

E a Amy Poehler é a minha comediante do momento, enlouquecida, boba e apaixonante na pele da sua Leslie Knope, por quem eu torço que um dia chegue a posição de Presidente dos EUA!

Fora isso, tivemos uma Season 3 praticamente colada com a atual Season 4, outra temporada tão sensacional quanto essa e por isso, acho que nenhuma outra série me fez rir em tantos episódios praticamente seguidos entre uma temporada e outra como Parks And Recreation.

ps: mesmo tendo escolhido P&R como melhor comédia, vale dizer que Community continua ótima, Modern Family voltou a boa forma e tem feito uma temporada igualmente excelente e Raising Hope continua que é pura foufurice. 

 

Relação de amor do ano> I ♥ Doctor Who

Esse ano eu resolvi fazer algo de diferente…brincadeira, eu resolvi mesmo é deixar a preguiça de lado e fazer uma maratona em uma das séries que eu sempre tive vontade de assistir, mas que sempre acabava deixando para depois.

E essa série era “Doctor Who”, que eu comecei a assistir a partir da Season 5, até o final da Season 6 (que encerrou esse ano) e descobri a minha paixão do momento, em uma espécie de relação de amor a primeira vista.

Sério, nunca fiquei tão apaixonado por uma série como fiquei por Doctor Who e o seu 11° Doctor, interpretado pelo ator Matt Smith (AMO, Höy!), na pele to doutor mais foufo de todos os tempos, a bordo da sua TARDIS, a máquina do tempo mais sensacional ever e na companhia do casal magia dos Ponds, personagens por quem eu também sou completamente apaixonado.

E a nossa relação de amor é tão grande, que eu morro de ciúmes do Doutor, fico todo arrepiado com a música de abertura (que é o toque do meu celular) e acho a série apaixonante, em todos os sentidos. O tipo de série que eu tento viciar todo mundo que eu gosto, fato.

AMO tanto Doctor Who, que já estou até me preparando psicologicamente (com um ano de antecedência pelo menos) para a despedida do 11º Doutor, que por mim, ficaria no seu posto para sempre.

Talvez eu goste tanto do Matt Smith como o Doctor Who porque foi com ele que eu conheci a série. Mas só sei que para mim, ele será para sempre o meu Doctor Who. (só meu, rs)

ps: e gravatas borboletas são muito cool! (piada interna)

 

Decepção da temporada> A Season 2 bem meio assim de The Walking Dead, humpf…

Todo mundo esperou muito por essa nova temporada de The Walking Dead, mesmo depois daquele final meio assim da temporada anterior, que já poderia ser um sinal do que viria por ai…

Até que a Season 2 começou, lenta, arrastada e foi ficando cada vez mais devagar…

Quase nada de importante aconteceu, ou personagens acabaram se tornando insignificantes ou pouco importantes e eles ainda insistem em fazer episódios com poucos ou nenhum zombie. Humpf!

Assim não dá, não?

Detalhe…a Andrea, a personagem mais odiosa de toda a série, continua viva. Vi-va! Dá para acreditar? (rs)

Mesmo salvando tentando salvar (e quase conseguindo, porque aquele final foi bem bom) essa primeira metade da Season 2 nos últimos 5 minutos, The Walking Dead ainda precisa melhorar e muito, ou muita gente vai acabar abandonando a série, porque está ficando cada vez mais puxado.

 

<Pausa para o comercial>

Que nesse caso é melhor do que o vídeo de “The Edge Of Glory” da própria Lady Gaga, sem a menor dúvida.

Voltando à premiação…(rs)

 

Popcorn do Ano> Não consegui me decidir apenas por um nome. Sorry!

Esse ano eu acabei assistindo tanta coisa boa, que eu não consegui chegar a nenhuma conclusão quanto ao melhor do ano. Mesmo assim fiquei com bastante orgulho de mim mesmo, que perdi pouco tempo com coisas tolas durante 2011 e acabei fazendo ótimas escolhas no cinema.

Por isso, separei 3 filmes, que foram os que mais me deixaram emocionado (por motivos diferentes) em 2011:

 

Tree Of Life

Porque eu amei a narrativa de “Tree Of Life”, a forma como a história nos foi contada e aquele banho de imagens sensacionais e inspiradoras das quais a gente não vai se esquecer tão cedo, mesmo achando que o longa poderia ser mais curto. Um filme extremamente sensível, que me deixou com os olhos cheios, em todos os sentidos.

 

Midnight In Paris

Porque uma viagem aos anos 20, guiada pelo Woody Allen e em meio a figurões das artes e da literatura antiga, não é para qualquer um. Sem contar que “Midnight In Paris” é um filme leve, divertido e sensacional, em todos os sentidos e que mesmo assim ainda vai te fazer pensar, o que é sempre bom.

 

Submarine

Porque eu achei “Submarine” um dos filmes mais deliciosos que eu assisti durante esse ano, mesmo com o IMDB dizendo que o longa é de 2010, humpf!

Uma história foufa sobre o primeiro amor de um garoto, com trilha do Alex Turner do Arctic Monkeys e um perfume de Amélie Poulain. E qualquer semelhança entre o meu personagem na vida real e o Oliver Tate é mera coincidência, rs.

E vamos aproveitar o assunto, para mais um momento musical da nossa premiação, agora com um clipe direto do filme “Submarine”, com “It’s Hard To Get Around The Wind”, que faz parte da trilha do filme.

ps: mas esse ano, ainda tivemos delícias deliciosas como “Beginners”, “Like Crazy”, “Melancolia”, “Drive”, nos despedimos do Harry Potter, além de “Last Night”, que eu também AMEI e “Blue Valentine”, que também é do ano passado, mas nós só vimos esse ano, humpf!. Isso sem contar as nossas deliciosas voltas de bicicleta ao lado do Cyril ultimamente e o fato de fecharmos o ano muito bem acompanhados do delicioso novo filme do Almodóvar.

 

Foufurices do ano> Kingston + Zuma +Violet + Seraphina +Archie + Abel

Sempre eles não? E esse ano, tivemos duas novas aquisições de foufurices, com a entrada do Archie e do Abel para essa turma dos nossos querideeenhos.

Todos eles estão crescendo e todos estão ficando cada vez mais foufos.

E enquanto eles vão crescendo, nós vamos torcendo para que quando chegar a nossa hora, que os nossos babys sejam tão foufos quanto todos eles juntos.

 

Da série de casais que nós amamos do ano> Kate Moss & Jamie Hince

Não bastava eles serem o casal magia que são, mas eles ainda tinham que fazer o casamento mais recheado de fundamento dos últimos anos, neam?

Confesso que mesmo sendo o casamento dos sonhos de qualquer um, eu fiquei muito mais feliz pela Kate do que com inveja (mesmo da boa), rs.

Tipo covardia!

O que nos traz a mais um dos momentos musicais da nossa premiação, com o The Kills e a sua deliciosa “Baby Says”

 

Delírios de consumo de Essy Bloom do ano>  Velorbis, as bicicletas dinamarquesas poder + tudo da Rodarte

Porque não teve nada que eu mais desejasse durante esse ano do que uma bicicleta dinamarquesa dessas do tipo poder e na cor cyan (que eu também aceitaria em vermelho, só para constar para os representantes da marca no Brasil, rs). Humpf!

Outro desejo de consumo que me atormentou o ano todo foi essa coleção sensacional para meninos da Rodarte. Totalmente Maravileeeandra!

 

Capa do ano> Harry Potter para a Entertainment Weekly

E não teve melhor capa nesse ano de 2011 do que a capa foufa da Entertainment Weekly com o Daniel Radcliffe no começo de tudo.

(Suck it Vogue!)

 

<Pausa para mais um comercial>

Que dessa vez te desafia hein Kyle Minogue? Vc acha mesmo que sabe dançar? (tisc tisc…sou ótimo no Kinect…tisc tisc)

Só sei que depois desse vídeo, toda vez que eu vou na Starbucks e faço o meu pedido,  eu dou o meu nome como Kylie Minogue, ou Princesa Beyoncé, e se algum dia vcs ouvirem eles chamando por um desses dois nomes, saibam que eu estarei por perto, rs.

 

Catwalk do ano> o desfile da Louis Vuitton que deixou todo mundo emocionado

Simples, clean e maravileeeaandro!

 

Eu sou ricah do ano> A moda e o seu bom humor

Porque não tem nada mais cafona do que marca sem humor que continua apostando na postura esnobe, em um momento que todas sabem que todo mundo esta quebrado, não é mesmo?

Reforçando esse conceito, esse ano tivemos a Lanvin, com o Alber Elbaz ensaiando uma coreô bem animada em uma das campanhas da marca poder

Uma Marion Cotillard enlouquecida pelas bolsas da Dior

E a Donatella provando que além de tudo ela é muito bem humorada, mas na casa dela manda ela hein? rs

 

Uncategorized do ano> R.I.P Amy Winehouse

Sabe aqueles momentos que vc se encontra sem palavras.

Um dia triste, mas não como outro qualquer…

E agora vamos a mais uma apresentação do nosso The Modern Guilt Awards 2011, onde dessa vez ficamos com a Lana Del Rey e a a sua “Video Games”, outra das nossas músicas preferidas durante esse ano de 2011.

 

Prontofalei do ano> Easy A+

Que foi o dia em que eu me tornei um jovem pós-graduado e mostrei um pouco do meu own fundamento para vcs (como se eu já não fizesse isso todo dia neam? rs), o que não deve ser interessante para muita gente, mas importa pra mim, rs.

 

Post com o título mais cretino e que eu mais AMEI desse ano> Grifinoria, Corvinal, Sonserina ou Lufa-Lufa

Juro que as vezes eu fico com vergonha de mim mesmo, rs. (mas logo passa e eu morro de rir)

 

Xoxo do ano> A propaganda nova da Coca-Cola

Porque a propaganda pode ser linda, mas todo mundo sabe de onde veio esse fundamento.

E agora mais uma apresentação, de outro hit aqui no Guilt em 2011, que foi “Call It What You Want It” do Foster The People, que todas amam!

 

Trucão do ano> Vem para o mundo Adam Levine!

Porque o que a gente não é capaz de aguentar nessa vida por uma chance na capa da Vogue ou para tentar descobrir o segredo de Victoria, hein?

 

Toda cagada do ano> Katy Perry no VMA 2011

Porque falar da Riwanna já ficou até chato e com a Vanessa Hudgens ninguém se importa e só por isso, o prêmio de toda cagada desse ano de 2011 vai para a Katy Perry.

E não teve quem não tenha ficado constrangido por ela dutante o VMA 2011, onde a nossa Katy resolveu fazer a Lady Gaga (quando nem a Lady Gaga fez questão de fazer a Lady Gaga) apostando em várias trocas de figurino de gosto completamente duvidoso e sem personalidade alguma.

Ainda falando desse ano, ela foi ficando cada vez mais pavorosa, com cabelos exóticos e outfits medonhos.

E o prêmio de toda cagada do ano também vai para a Katy Perry com todo o merecimento do mundo, porque além de tudo ela ainda carrega por ai o acessório mais horroroso dos últimos tempos, que é esse aqui ó:

BOO! 

Tem acessório mais pavoroso do que um boy magia negra?

E como última apresentação nessa 3º edição do The Modern Guilt Awards, para a nossa despedida, ficamos com o pai e a filha mais adorável de 2011, cantando um dos nossos mantras durante esse ano que foi “Home” do Edward Sharp And The Magnetic Zeros.

E assim (para quem resistiu bravamente e não dormiu no meio da nossa premiação, algo que eu não admitiria e expulsaria gentilmente da minha festa jogando um cosmo na cara, rs), depois desse nosso flashback pelo ano de 2011, terminamos mais um The Modern Guilt Awards. Mas fica, que em 2012 tem mais! Smacks!!!

ps: e obrigado a todos os leitores do Guilt pela companhia em 2011 hein? AMEI!

The Tree Of Life, um filme para encher os olhos

Novembro 4, 2011

Sensibilidade ao extremo. “The Tree Of Life” chega a ser quase um sonho, de tão especial e sensível que parece. Um filme que traz uma novidade, um frescor que a gente já estava precisando. Sabe aquele respiro para um olhar diferente, algo que nos encantasse inventando uma espécie de nova fórmula?

Na verdade, o filme chega a ser puxado nos seus primeiros 30 minutos, com uma sequência bem longa de imagens aleatórias da natureza por exemplo, quase sem nenhum diálogo e até animais exóticos aparecendo na tela, como já havia sido anunciado quando começou a se falar sobre o longa. Mas tudo isso é feito de uma forma especial, com uma compilação de imagens tão linda, que mesmo que a princípio vc considere puxado, essas imagens belíssimas acabam te deixando hipnotizando. Por isso vale a pena insistir. (eu até acharia que o filme poderia ser até mais curto em pelo menos uns 20 minutos, se não fosse o resultado final de como esse tempo foi gasto)

O filme conta a história de uma família típica americana. Um pai trabalhador (Brad Pitt), extremamente rígido, dono de uma certa ambição, que sonha em ter uma vida melhor para a sua família e para isso parece treinar os filhos para o sucesso, não admitindo que eles tenham suas próprias ambições ou vontades. A mãe (Jessica Chastain) é mais submissa diante do marido opressor, parecendo estar tensa o tempo todo com o clima de controle geral instalado em sua casa por conta das manias do seu marido porém, em seus momentos sozinha com seus filhos, ela se mostra estar entregue a aquele amor incondicional do qual os meninos parecem ser tão carentes. Os filhos são três adoráveis meninos, um mais lindo do que o outro, mas que obviamente sofrem com toda essa pressão exercida pelas rígidas regras do seu pai que mais parece um ditador do que qualquer outra coisa.

Um deles, Jack, o filho mais velho e consequentemente quem mais sofre e não concorda com as atitudes do pai, que é interpretado na fase adulta pelo ator Sean Penn e o filme é basicamente baseado em suas memórias de infância ao lado da sua família.

A história de “The Tree Of Life” também é marcada por uma tragédia anunciada logo no começo do filme, com a perda de um dos filhos do casal (o filho do meio, que é a cara do Brad Pitt), o que é claro que também acaba abalando as estruturas daquela família de forma irreversível, mesmo que durante a maior parte do filme a história contada seja de quando a família ainda estava completa.

Bacana ver o Brad Pitt muito bem em um papel detestável, de um homem que certamente a gente não associaria a sua imagem. Aquele tipo de pai que não presta atenção nos filhos, que não é capaz de fazer um elogio qualquer para a sua família, do tipo que não parece estar muito interessado na individualidade de cada um deles, contanto que todos se comportem ao seu modo, seguindo as suas regras. O típico pai que para quem nunca nada vai estar bom o bastante, figura bem comum por ai, tanto na versão pai, como na versão mãe.

É claro que esse tipo de comportamento opressor acaba despertando a rebeldia dos personagens, principalmente de Jack (Sean Penn/Hunter McCracken), o filho mais velho, que é quem mais discorda com a forma que seu pai encara a vida, principalmente por vê-lo fazendo tudo aquilo que ele não aceita e reprova que os outros façam.

O filme levanta uma série de questionamentos em relação ao comportamento dos pais rígidos demais diante dos filhos e suas consequências. Outros questionamentos até religiosos, quando ocorre a morte do filho do casal, quando a mãe começa a questionar Deus em relação ao acontecido, uma atitude comum para quem perde alguém importante. Mas tudo isso é feito de uma forma brilhante, nada óbvia apesar de comum, com sussurros tomando o lugar dos diálogos, como se estivéssemos ouvindo o que se passava na cabeça daquelas pessoas a medida em que as imagens nos são mostradas e a história vai sendo contada. Algo que eu não me lembro de ter visto no cinema anteriormente, não com uma linguagem de tamanha delicadeza como essa. (se bem que, pensando bem, o diretor já tinha ensaiado um pouco dessa linguagem com “The New World”)

E essa compilação de imagens é parte fundamental do filme, que se não fosse a sua primorosa edição, seria bem difícil de fazer algum sentido. Tudo é muito bem colocado, todas as imagens de certa forma são relacionadas as situações em que os personagens do longa se encontram, ou até mesmo aos seus sentimentos naquele determinado ponto da história. Sabe quando a gente entra naqueles sites recheados de imagens sensacionais para buscar algum tipo de inspiração, para enriquecer o nosso próprio repertório ou apenas para confortar o olhar? Então, no filme funciona mais ou menos como essa experiência, só que nesse caso muito mais rica, porque essas imagens estão em movimento e assim vão ganhando vida e vão até mesmo se transformando, o que nos leva a uma experiência bem mais completa e totalmente diferente do que estamos acostumados.

Quando um dos filhos morre por exemplo, temos uma sequência de imagens da natureza em movimento do fundo do mar, o movimento das ondas filmadas de baixo para cima, até algo que me pareceu ser imagens do despertar de um vulcão, misturada com imagens do espaço (entre algumas outras quase impossíveis de serem decifradas e nem por isso impossíveis de serem admiradas), que podem parecer até aleatórias, mas que podem também significar a jornada daquele personagem, nesse caso a mãe que é quem esta em foco nesse momento do filme por exemplo, mostrando os diferentes estados por onde aquela mulher teve que passar até se econtrar naquele momento de tristeza profunda, que deve ser certamente a representação do sentimento em imagens do que significaria a perda de um filho para uma mãe. Maravileeeandro!

Mas é o tipo de filme que vc tem que ver, fica até difícil explicar a grandeza que essas imagens representam para a cena e como elas vão enriquecer ainda mais o seu olhar. Tenho certeza que as mais variadas interpretações devem ocorrer dependendo da sensibilidade de quem esta assistindo e isso é delicioso, porque gera uma série de outras histórias, quem sabe até mais interessantes do que a sua própria interpretação.

Voltando a falar das memórias dos personagens, que é o que vai dando forma a história e ao filme, é quase impossível não se emocionar lembrando da sua própria vida conforme o longa vai se passando. Cheiros, cores, texturas, experiências que algumas vezes a gente só teve uma vez na vida, mas que acabaram nos marcando por um motivo qualquer e ficaram na nossa memória. E o filme é montado exatamente dessa forma, em detalhes sutis que acabam formando o repertório pessoal de cada um.

Detalhes das luminárias, sombras, as mãos e pés dos garotos explorando o ambiente, os personagens se tocando, a relação próxima e de carinho e confiança dos irmãos brincando e aprontando um com os outros, descobrindo um pouco da vida por eles mesmos, se aventurando na vizinhança com outras crianças e formando assim o caráter de cada um deles como indivíduo.

Tenho a sensação por exemplo que como o filme foi praticamente todo contado sob a visão do personagem do Sean Penn (Jack),  seria completamente diferente se fosse contado sob a visão de qualquer um dos outros personagens, porque cada um enxerga a vida de uma forma muito particular.

As cenas mais lindas do filme estão nos momentos de transição desses meninos, de quando Jack ainda era um bebê, o único filho da família, e a medida em que os seus irmãos vão chegando para fazer parte da sua vida e como todos eles foram crescendo juntos e se tornando pessoas diferentes. E com isso podemos ver suas memórias antigas de um período da vida que a gente quase não consegue se lembrar muito bem, a não ser por fotos ou vídeos.

Eu por exemplo, tenho uma memória da sensação de gelado que eu sentia quando a minha mãe me levava ao médico para ser pesado ainda quando criança. Um dia fomos a esse mesmo hospital, dessa vez eu já adulto,  e ao ficar de frente com a sala onde eu sempre tinha consulta, acabei me lembrando na hora dessa mesma sensação, da qual eu não gostava, e perguntei para a minha mãe até quando eu fui pesado daquela forma, naquelas balanças antigas  e ela me disse que só enquanto eu ainda era bebê e que depois disso, eu passei a ser pesado na balança comum, como as demais crianças. Na hora, achei quase impossível que eu tivesse essa lembrança de quando eu ainda era um bebê, mas  “The Tree Of Life” acabou me provando que é possível sim que eu me lembre disso até hoje, porque não?

Outro momento delicioso do filme é quando o pai sai de viagem e a casa fica liberada para os filhos poderem enfim se divertir com a sua mãe, que só nessa hora perde toda aquela postura da dona de casa perfeita e se arrisca a correr descalça pelo jardim, em um dos raros momentos de descontração e liberdade ao lado das crianças, virando a verdadeira heroína dentro daquela família. O clima que sempre é tão pesado quando o pai esta presente, chega a ficar tão leve na casa, que os meninos conseguem ver sua mãe flutuando no jardim, como se estivesse voando. Cool!

E sabe aquele filme onde tudo parece estar perfeito? A atuação dos atores é tão boa e parece ser tão natural que parece mesmo que estamos vendo o álbum de memórias daquela família. Até a atuação dos três garotos é surpreendentemente natural, algo raro no cinema ou na tv para o universo infantil. E sejamos justos ao reconhecer o talento do novato ator Hunter McCracken, que fez um excelente trabalho com o seu jovem Jack, sempre com um olhar de tristeza profunda e revolta ao mesmo tempo, repetido pelo ator Sean Penn interpretando o mesmo personagem em sua vida adulta. Um talento que merece seguir adiante. Clap Clap Clap!

O filme levanta uma série de outras questões que todos nós nos pegamos pensando em algum momento da nossa vida. A culpa por não ter demonstrado que amava o quanto vc realmente amava aquela pessoa, o fato da gente nem sempre ser tão legal com quem a gente realmente se importa e o quanto a gente sente falta dos momentos mais simples que passamos com alguém, principalmente quando não podemos mais repeti-los. Mas eu tenho uma teoria de que quando a gente realmente ama alguém, ainda mais alguém da sua própria família, talvez não seja realmente tão necessário externar isso com palavras o tempo todo e são esses momentos que vc passou ao lado da pessoa e que foram importantes para a sua vida, que vc vai fazer questão de se lembrar para sempre e que vão marcar a sua história de amor com aquela pessoa, mesmo que a palavra “amor” nunca seja dita.

Alem de tudo isso, de toda a novidade e esse olhar sensível que “The Tree Of Life” nos empresta sobre a vida dessa família, o filme ainda conta com uma direção primorosa do diretor Terrence Malick (direção e roteiro), que faz questão de experimentar sempre, com muitas cenas com a camêra filmando de baixo para cima e que nos presenteia com aqueles takes sensacionais das sombras dos meninos refletindo no chão enquanto eles brincam na rua, ou a silhueta da mãe marcada atrás do lençol pendurado no varal. Closes por ângulos espetaculares de coisas ou situações das mais simples possíveis, para deixar qualquer pessoa que gosta de detalhes completamente enlouquecida e totalmente inspirada com tantas possibilidades novas.

“The Tree Of Life” além de tudo deve ser um daqueles filmes que vai marcar a história do cinema e que certamente vai servir de referência para o futuro. Eu por exemplo já me sinto transformado depois de assisti-lo, como se eu realmente estivesse vendo algo novo, o que eu considero uma experiência deliciosa, ainda mais depois de tanto tempo vendo mais do mesmo. Confesso que eu fiquei profundamente tocado com tudo no filme, desde a trilha, a história e à forma como ela é contada e tudo vai se encaixando perfeitamente, com um primoroso trabalho de edição que não deve ter sido nada fácil e merece todo o seu reconhecimento (Clap Clap Clap), como também o trabalho da direção de arte, que foi tão delicado, simples e rico ao mesmo tempo. Assim como a nova proposta de linguagem cinematográfica  e esse banho de imagens que me deixaram quase sem ar de tão impressinando e emocionado que eu acabei ficando em diversos momentos ao longo do filme. Mais uma vez, em caixa alta e bold: CLAP CLAP CLAP!

Eu poderia dizer que a minha experiência ao assistir ao filme foi quase a de um transe, como se eu tivesse mergulhado dentro das minhas próprias memórias ao mesmo tempo em que era bombardeado com todas aquelas sequências de imagens simples e maravileeeandras que eu talvez não me esqueça nunca, além de me emocionar uma história extremamente sensível.

O final é quase poético, mas consegue manter a dignidade de toda essa sensibilidade ao extremo do filme, e fecha muito bem o ciclo de todos os personagens, mesmo que esse caminho tenha sido uma finalização um pouco mais simples do que se esperava vindo de uma obra bem inovadora como essa.

O tipo de filme que tem que ver, comprar o DVD Duplo e separar um espaço especial na prateleira, ao lado dos filmes da sua vida.


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